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Resumo sobre o Manejo de Pacientes com Sequelas de Eventos Cerebrovasculares O acompanhamento de pacientes com sequelas de eventos cerebrovasculares (AVC) durante visitas domiciliares revela um panorama importante sobre o tratamento e a reabilitação desses indivíduos. A maioria dos pacientes está sob uso de medicamentos anti-hipertensivos, com alguns também utilizando anticoagulantes ou antiagregantes, como ácido acetilsalicílico (AAS) ou clopidogrel. Além da farmacoterapia, muitos pacientes recebem fisioterapia motora e orientações de fonoaudiologia, especialmente aqueles que apresentam dificuldades de fala ou deglutição. O objetivo principal desse acompanhamento é manter a pressão arterial controlada, prevenir novos eventos cerebrovasculares e estimular a reabilitação dos pacientes, promovendo uma melhor qualidade de vida. Na fase aguda do AVC, a identificação dos fatores de risco que se apresentam mais descompensados é crucial para o manejo adequado dos pacientes. Durante as consultas, observou-se que a hipertensão e o diabetes eram os fatores de risco mais críticos, frequentemente descontrolados. Além disso, alguns pacientes apresentavam níveis elevados de colesterol e hábitos de vida prejudiciais, como o tabagismo. Essa situação evidencia a necessidade de um controle clínico mais rigoroso e um acompanhamento mais efetivo na Atenção Primária à Saúde (APS), que poderia ter contribuído para evitar a piora do quadro clínico dos pacientes. A gestão adequada desses fatores de risco é fundamental para a prevenção de novos eventos cerebrovasculares. O manejo de pacientes com déficits neurológicos apresenta diversas dificuldades, sendo uma das principais a limitação de acesso rápido a exames e especialistas. Além disso, as famílias frequentemente enfrentam desafios em seguir as orientações de reabilitação em casa, o que pode comprometer a recuperação dos pacientes. Para superar essas barreiras, foram utilizados protocolos clínicos da APS para apoiar o diagnóstico e, quando possível, buscou-se o matriciamento com neurologistas. Também foi intensificada a orientação a familiares e cuidadores, com explicações práticas sobre como estimular o paciente no dia a dia. Essas estratégias visam não apenas melhorar o manejo clínico, mas também fortalecer a rede de apoio ao paciente, essencial para a sua reabilitação. Destaques Pacientes com sequelas de AVC geralmente utilizam anti-hipertensivos e, em alguns casos, anticoagulantes ou antiagregantes. Fatores de risco descompensados na fase aguda incluem hipertensão e diabetes, que poderiam ter sido melhor geridos em consultas anteriores. Dificuldades no manejo incluem acesso limitado a exames e a adesão das famílias às orientações de reabilitação. Protocolos clínicos e matriciamento com neurologistas foram utilizados para apoiar diagnósticos e manejo. A orientação prática a familiares e cuidadores é fundamental para estimular a reabilitação dos pacientes em casa.