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Miologia A miologia é a parte da Anatomia que estuda os músculos. De modo funcional, os músculos são os principais responsáveis pelo movimento. Em clínica médica e cirúrgica, esse tecido é o mais abordado, necessitando de estudo anatomofisiológico detalhado. O conhecimento da topografia muscular, da disposição das fibras musculares, a origem e a inserção dos músculos é de fundamental importância para procedimentos cirúrgicos, como a abordagem da cavidade abdominal para esterilização cirúrgica (castrações), que pode ser feita pela linha mediana ventral ou pelo flanco lateral direito, ou em cirurgias de transposição de músculos para correção de hérnias perineais. Deve-se conhecer a morfologia, a vascularização, a inervação do músculo e sua função para abordagem terapêutica, por exemplo, em casos de rafias, acupunturas, fisioterapia e quiropraxia. Objetivo Ao final desta unidade, você deverá ser capaz de: • Reconhecer os componentes musculares macroscópicos e a classificação anatômica básica dos músculos do corpo de diferentes espécies. • Compreender a estrutura muscular desde sua origem e inserção, que darão base a procedimentos clínico-cirúrgicos. • Identificar as diferenças do padrão muscular entre as espécies domésticas que irão servir de norte para planos de intervenção cirúrgica e fisioterapia animal. Conteúdo Programático Esta unidade está organizada de acordo com os seguintes temas: • Tema 1 - Conceito, origem embriológica dos músculos e características principais das células musculares • Tema 2 - Funções e classificação morfológica e funcional dos músculos • Tema 3 - Componentes anatômicos dos músculos estriados esqueléticos • Tema 4 - Classificação dos músculos estriados esqueléticos O corpo visível, em sua completa materialidade, camada após camada, e perceptível nas adaptações ao movimento, em suas funções, muitas, uma após a outra até a compreensão de sua fantástica funcionalidade. O corpo insistentemente reiterado, inteiro, depois dissecado em partes, em fatias, ossos, músculos, nervos, vasos e vísceras. Numa multiplicidade atordoante, ele se oferece ao olhar leigo nessa exposição pensada em cada detalhe para iluminar um espetáculo fascinante, espantoso talvez, e minucioso da anatomia [...] (MOURA, 2007). Para ler a íntegra do artigo, acesse Lição de anatomia. Tema 1 Conceito, origem embriológica dos músculos e características principais das células musculares Para que o músculo desempenhe sua função, ele tem que se contrair. Como ocorre a contração muscular? Miologia é o estudo descritivo do músculo e estruturas acessórias que funcionam para movimentar os ossos e as articulações. Temos, então, os músculos como objeto central do estudo e da biodinâmica do corpo. Os músculos são estuturas caracterizadas por sua capacidade de contrair-se, geralmente em resposta a um estímulo nervoso voluntário ou involuntário ou ação hormonal. Duas propriedades são fundamentais para que o músculo desempenhe sua função: contratilidade e condutividade. Devido à disposição do tecido, as células musculares são chamadas de fibras. Os mamíferos, embriologicamente, são formados a partir de três folhetos embrionários: • O ectoderma, que é o mais externo. • O mesoderma, o intermediário. • O endoderma, o mais profundo. Os músculos têm origem a partir do mesoderma, com excessão da íris, que se origina do ectoderma (neuroderma). Os mioblastos são as células precursoras das fibras musculares ou miofibras, que são as unidades celulares funcionais. As miofibras são ainda classificadas como músculos lisos ou estriados. A última categoria inclui os músculos cardíaco e esquelético. As principais características das fibras musculares são: • Irritabilidade: capacidade de responder à estimulação. • Contratilidade: poder de contrair para promover movimento. • Elasticidade: capacidade da fibra muscular para retornar ao seu comprimento de repouso depois que a força de alongamento do músculo é removida. • Extensibilidade: capacidade do músculo para alongar-se além do comprimento de repouso. Para aprofundar os seus conhecimentos, acesse Minha Biblioteca e leia: • HONORATO, A.; SIMÕES, R. R. Anatomia veterinária I. Porto Alegre: SAGAH, 2019. p. 179-180. E-book. ISBN: 9788595028760. • KONIG, H. E. LIEBICH, H-G. Anatomia dos Animais Domésticos. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2016. p. 23-24. ISBN: 9788582712993. Tema 2 Funções e classificação morfológica e funcional dos músculos Após o nascimento, durante o crescimento do indivíduo, há formação de novos músculos esqueléticos? Como o músculo cresce? E se ocorrer lesão com perda de tecido muscular? Nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono nonono. Os músculos fornecem forças para muitas funções, incluindo locomoção ou postura, respiração, alimentação e circulação. Também impedem movimentos, estabilizam articulações, previnem seu colapso sob pressão de cargas e mantêm a continência da vesícula urinária e do intestino a partir dos músculos presentem nos esfíncteres. Os músculos voluntários e involuntários respondem ao estado emocional por meio de mudanças sutis, como na expressão facial ou arrepio do pelo, ou respostas mais abertas, como no cão ao abanar o rabo e latir. Uma característica importante da ação muscular, além de fornecer força motriz, é a produção de calor para a manutenção da temperatura corporal. O tecido muscular é classificado morfofisiologicamente em: I. Músculo liso. II. Músculo cardíaco. III. Músculo esquelético. I. Músculo liso O músculo liso caracteriza-se por ser involuntário, não estriado. Apresenta fibras musculares lisas fusiformes, com um único núcleo central. Como outras células musculares, possuem miofibrilas, mas são homogêneas e não estriadas. Eles são encontrados nas paredes de órgãos ocos como ventrículo, intestinos, vesícula urinária e vasos sanguíneos, bem como em associação com glândulas, como o baço, o globo ocular e os folículos capilares da peleou pilosos. O músculo liso é inervado pelos neurônios eferentes viscerais gerais do sistema nervoso autônomo e, em muitos casos, também está sob controle humoral (hormonal, ions). Outros nomes que foram usados para denominar o músculo liso são músculo não estriado, involuntário ou visceral. II. Músculo cardíaco As fibras musculares cardíacas constituem a maior porção do coração, localizadas nos ventrículos. As fibras são organizadas em uma rede de unidades celulares multinucleadas individuais, com discos intercalados entre as extremidades das células. Eles possuem estriações transversais, assim como as fibras musculares esqueléticas, e têm núcleos localizados centralmente, que são semelhantes às fibras musculares lisas. O músculo cardíaco é capaz de contrações rítmicas e está sob controle autonômico. As fibras musculares cardíacas especializadas, também denominadas fibras de Purkinje, atuam como um sistema condutor dos impulsos dentro do coração. III. Músculo esquelético O músculo estriado esquelético é a parte ativa do aparelho locomotor. As fibras musculares esqueléticas são células longas, cilíndricas e multinucleadas, organizadas em feixes distintos com envelopes de tecido conjuntivo — o sarcolema. Outros nomes utilizados para indentificar o músculo esquelético são músculo estriado, voluntário ou somático. O músculo esquelético é altamente vascularizado e inervado. Os nervos cerebrospinais (sensoriais e motores) e nervos autônomos vegetativos (simpáticos e parassimpáticos), formam, juntos, uma unidade funcional. As células aparecem estriadas porque as bandas claras e escuras das miofibrilas adjacentes estão registradas umas nas outras. Cada fibra muscular é compostade várias centenas ou vários milhares de miofibrilas paralelas, que também apresentam estriações cruzadas. A miofibrila, por sua vez, é composta por várias centenas de miofilamentos espessos (grossos) e delgados (finos), que consistem nas proteínas miosina (espessa) e actina (fina). Esses miofilamentos se alternam e se interdigitam ao longo do comprimento da miofibrila e, assim, produzem a alternância característica das bandas isotrópicas, ou claras, e das bandas anisotrópicas, ou escuras. O controle dos músculos esqueléticos é amplamente voluntário. Alguns músculos, como o retrator do pênis, têm fibras musculares lisas e esqueléticas. Em um nível geral, as fibras musculares dos mamíferos são classificadas como músculos vermelhos (escuros) ou brancos (claros), características que são correlacionadas com a concentração de mioglobina e a capacidade aeróbia do músculo. Nos mamíferos, os músculos esqueléticos constituem, aproximadamente, de um terço à metade do peso corporal total. Músculos vermelhos Músculos brancos Os músculos vermelhos são geralmente especializados para recrutamento repetitivo ou postural. Contêm muitas mitocôndrias, têm altos níveis de atividade específica para enzimas usadas no metabolismo aeróbico, como desidrogenase succínica (SDH), e são ricos em mioglobina. A contração dessas fibras é tônica, sustentada por período prolongado, contudo apresenta pouca força. Os músculos brancos estão envolvidos na atividade de explosão que requer sessões de curta duração de produção de alta força. Apresenta contração fásica, com aumento gradativo alcançando um pico e, logo após, segue ao relaxamento. Essas fibras rápidas e oxidativas são relativamente resistentes à fadiga, auxiliando os animais predadores em perseguições de longa duração. Outra forma de classificar os músculos é baseada em sua origem de desenvolvimento e de inervação. Assim, podemos falar de músculos somáticos com fibras estriadas e inervação motora somática comparados às fibras musculares lisas viscerais ou fibras musculares cardíacas e inervação motora autonômica visceral. Para aprofundar os seus conhecimentos, acesse Minha Biblioteca e leia: • HONORATO, A.; SIMÕES, R. R. Anatomia veterinária I. Porto Alegre: SAGAH, 2019. p. 179-180. E-book. ISBN: 9788595028760. • KONIG, H. E. LIEBICH, H-G. Anatomia dos Animais Domésticos. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2016. p. 23-25. ISBN: 9788582712993. Tema 3 Componentes anatômicos dos músculos estriados esqueléticos No procedimento de esterilização cirúrgica de uma cadela, iremos abordar a cavidade abdominal ventralmente para incisão cirúrgica. Para isso, é necessária uma abordagem na linha alba. Qual a composição da linha alba? Cada fibra muscular é circundada por um sarcolema fino e uma bainha de tecido conjuntivo delicada, conhecida como endomísio. Quando várias fibras são agrupadas em um fascículo, elas são envolvidas por um tecido conjuntivo, o perimísio. O músculo definitivo é composto de vários fascículos envolvidos por um epimísio, que delimita um músculo do outro ou, ocasionalmente, se funde com a fáscia intermediária. Os elementos do tecido conjuntivo são contínuos para que o músculo se insira no esqueleto, em cartilagem ou cápsula articular, em outro músculo ou em um órgão, a exemplo dos músculos extraoculares ou da pele. A ligação do tecido conjuntivo pode ter a forma de um tendão semelhante a um cordão ou de uma aponeurose plana, semelhante a uma folha. Alguns músculos não têm tendões ou aponeuroses demonstráveis, mas se prendem diretamente ao periósteo dos ossos. Essas origens ou inserções são chamadas de apegos carnais. O ventre muscular é a porção carnosa e contrátil do músculo, que possui tendões em suas extremidades. Tendões Aponeuroses Fáscias Os tendões são formados por tecido conjuntivo rico em fibras colágenas, que não tem poder de contração, servindo de fixação do músculo a um osso (periósteo) e são agrupados fascículos (primários, secundários e terciários) por meio da continuação das bainhas musculares. As aponeuroses são extenções planas e finas de tecido conectivo. São constituídas por fibras colágenas compactas, entreameadas por tecido conjuntivo frouxo. As fáscias são as membranas de tecido conjuntivo que separam os músculos um dos outros e os firmam na posição. Essa estrutura pode emitir septos intermusculares, que separam o músculo em grupos. De acordo com a localização, é classificada como fáscia profunda ou pode estar frouxamente agrupada próxima à pele, sendo chamada de fascia superficial. O tamanho e a espessura da fáscia variam conforme a função muscular. Ela forma uma bainha de contenção muscular que torna mais eficiente a contração, além de facilitar o deslizamento dos músculos entre si, impedindo o deslocamento brusco. Para aprofundar os seus conhecimentos, acesse Minha Biblioteca e leia: • HONORATO, A.; SIMÕES, R. R. Anatomia veterinária I. Porto Alegre: SAGAH, 2019. p. 181-183. E-book. ISBN: 9788595028760. • KONIG, H. E. LIEBICH, H-G. Anatomia dos Animais Domésticos. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2016. p. 25-29. ISBN: 9788582712993. Tema 4 Classificação dos músculos estriados esqueléticos Os músculos apresentam propriedades que fazem com que ocorra deslocamento ou movimento de uma parte do corpo. Em relação ao cotovelo, quais os músculos relacionados ao movimento do cotovelo do equino? Os músculos estriados esqueléticos são classificados de acordo com alguns critérios: I. Quanto à disposição das fibras. II. Quanto à forma. III. Quanto ao número de ventres. IV. Quanto à situação. V. Quanto ao tipo. VI. Quanto à origem. VII. Quanto à inserção. VIII. Quanto à ação. Vamos conhecer as características de cada uma delas? Disposição das fibras (forma e arranjo) • Músculos penados: quando as fibras paralelas do músculo se inserem no tendão em todo seu comprimento. • Músculo unipenando ou semipeniformes: quando as fibras correm apenas ao longo de um lado do tendão. • Músculo bipenado: quando as fibras correm em ambos os lados do tendão. • Músculo multipenado: quando possui tendões distribuídos por toda sua extensão, os feixes musculares se dispõem em grupos. • Volume: quando as fibras convergem de várias direções. Forma • Fusiforme: possui forma de fuso, estreito nas extremidades e largo no centro. Normalmente encontrados nos membros, podem passar por mais de uma articulação. Quanto mais superficiais, mais longos são. Exemplo: bíceps braquial. • Longos: o comprimento sobressai à largura. Exemplo: músculo braquial. • Curtos: localizados em articulações com movimentos limitados. Exemplo: músculo extensor digital curto. • Largos: largura predomina sobre comprimento, são laminares. São encontrados nas paredes de grandes cavidades. Exemplo: músculo oblíquo abdominal externo. • Leque: músculo largo, com fibras convergentes para uma extremidade. Número de ventres • Monogástrico: um ventre e tendões nas extremidades. • Digástrico: dois ventres com um tendão intermediário. • Poligástrico: mais de dois ventres com vários tendões intermediários. Situação • Superficiais ou cutâneos: logo abaixo da pele, no mínimo uma de suas inserções está na camada profunda da derme — crânio, face, pescoço e mãos. • Profundos: abaixo da superfície cutânea e, na maioria das vezes, se inserem em ossos. Tipo • Reto: são aqueles que seguem paralelo à linha mediana. Exemplo: músculo reto abdominal. • Transverso: são aqueles que se dispõem perpendicular à linha mediana. Exemplo: músculo transverso do abdômen. • Oblíquo: são aqueles que correm diagonal à linha mediana. Exemplo: músculo oblíquo abdominal externo • Circulares: são aqueles que rodeiam orificios e canais. Exemplo: músculo orbiculardo olho. Origem • Bíceps: quando se originam de dois tendões. Exemplo: músculo bisceps braquial. • Tríceps: quando se originam de três tendões. Exemplo: músculo tríceps do braço. • Quadríceps: quando se originam de quatro tendões. Exemplo: músculo quadríceps femoral. Inserção • Monocaudado: quando se insere em um tendão. • Bicaudados: quando se inserem em dois tendões. • Policaudados: quando se inserem em mais de dois tendões. Ação • Agonista: músculo principal ativador do movimento, se contrai ativamente. • Antagonista: se opõe à ação do agonista, relaxa produzindo um movimento suave. • Sinergista: estabiliza as articulações durante o movimento principal. • Fixador: estabiliza a origem do agonista, de modo que ele exerça eficientemente a ação. • Flexor: diminui o ângulo da articulação ou fecha a articulação. • Extensor: aumenta o ângulo da articulação e retifica o alinhamento ósseo ou abre uma articulação. • Adutor: aproxima-se da linha mediana. • Abdutor: afasta-se da linha mediana. • Pronador: gira posteriormente. • Supinador: gira anteriormente. • Tensor: torna rígido. • Esfíncter:diminui a luz de uma abertura — esses músculos circundam aberturas naturais e agem como constritores. Para aprofundar os seus conhecimentos, acesse Minha Biblioteca e leia: • HONORATO, A.; SIMÕES, R. R. Anatomia veterinária I. Porto Alegre: SAGAH, 2019. p. 184-187. E-book. ISBN: 9788595028760. • KONIG, H. E. LIEBICH, H-G. Anatomia dos Animais Domésticos. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2016. p. 27-28. ISBN: 9788582712993. Vídeo Para saber mais, assista ao vídeo publicado na unidade da disciplina no Ambiente Virtual de Aprendizagem. Encerramento Para que o músculo desempenhe sua função, ele tem que se contrair. Como ocorre a contração muscular? As fibras musculares contêm filamentos de proteínas contráteis chamadas de actina e miosina, dispostas lado a lado. Quando o filamento de actina desliza sobre o de miosina, ocorre a contração muscular. Após o nascimento, durante o crescimento do indivíduo, há formação de novos músculos esqueléticos? Como o músculo cresce? E se ocorrer lesão com perda de tecido muscular? Os animais nascem com um número determinado de fibras musculares esqueléticas e não há formação de novas. O crescimento do músculo esquelético, em condições normais, acompanha o crescimento do corpo. O que garante isso é o crescimento das fibras musculares existentes — e elas aumentam ainda mais com o exercício. Quando há perda do tecido muscular esquelético, a reparação é feita por substituição por tecido conjuntivo. No procedimento de esterilização cirúrgica de uma cadela, iremos abordar a cavidade abdominal ventralmente para incisão cirúrgica. Para isso, é necessária uma abordagem na linha alba. Qual a composição da linha alba? A linha alba, ou linha branca, é um cordão fibroso que se estende do processo xifoide até o cordão pré-púbico e a borda cranial do púbis é composta pelas aponeuroses dos músculos oblíquos abdominais externo, interno e transverso do abdomên. Os músculos apresentam propriedades que fazem com que ocorra o deslocamento ou movimento de uma parte do corpo. Em relação ao cotovelo do equino, quais os músculos relacionados ao movimento de extensão? Ao observar o movimento de extensão do cotovelo do equino, temos os seguintes músculos com suas ações: • Agonista: tríceps braquial. • Antagonista: bíceps braquial. • Sinergista: tensor da fáscia do antebraço. Resumo da Unidade As células musculares, nos indivíduos multicelulares, se especializaram para desempenhar múltiplas funções como contração e relaxamento das fibras musculares que favorecem o deslocamento. A unidade celular funcional é a fibra muscular ou miofibra. Essas miofibras são ainda classificadas como músculos lisos ou estriados. A última categoria inclui o músculo cardíaco e o músculo esquelético. Os músculos lisos são involutários, apresentam miócitos alongados e contração lenta e rítmica. Estão localizados em órgãos ocos como útero, vesícula urinária e intestinos ou nos vasos sanguíneos. O músculo estriado cardíaco possui miócitos alongados com estriações desorganizadas e altamente ramificados, com um ou dois núcleos centrais e, assim como o músculo liso, sua contração é involuntária. Apresenta contração rápida, vigorosa e contínua e contistui o miocárdio. Já os músculos esqueléticos apresentam miócitos longos e cilíndricos, com alto número de estrias transversais e organizadas, nucleação múltiplas e periféricas. Diferentemente dos outros músculos, esse possui movimento volutário, de contração vigorosa e rápida. Estão relacionados ao esqueleto ou cartilagens e podem ser superficiais ou profundos. Os músculos esqueléticos possuem elementos que auxiliam sua função, como os tendões para origem e fixação, as aponeuroses que servem para fixá-los e as fáscias que separam os músculos um dos outros e os firmam na posição, separando o músculo em grupos.