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Fernanda Lima LDB PARA CONCURSOS, ESTUDANTES E PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO Atualizada pela lei 14.333 de 4 de maio de 2022 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) de acordo com ISBD L732l Lima, Fernanda LBD para Concursos, estudantes e profissionais da Educação / Fernanda Lima. - Rio de Janeiro, RJ : Freitas Bastos, 2022. 2.188 Kb. ; PDF. ISBN: 978-65-5675-172-6 1. Direito. 2. Educação. 3. Lei de diretrizes e bases da educação. I. Título. CDD 340 2022-1784 CDU 34 Elaborado por Odilio Hilario Moreira Junior - CRB-8/9949 Índice para catálogo sistemático: 1.Direito 340 2. Direito 34 Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei 9.610, de 19.2.1998. É proibida a reprodução total ou parcial, por quaisquer meios, bem como a produção de apostilas, sem autorização prévia, por escrito, da Editora. Editor: Isaac D. Abulafia Diagramação e Capa: Madalena Araújo atendimento@freitasbastos.com www.freitasbastos.com DEDICATÓRIA Aos meus meninos: Ronaldo, Dudu e Guigui. São minha loucura e cura. Aos meus alunos, que permitem que eu aprenda, diuturnamente, para po- der ensinar. Fernanda Lima Tu te tornas eternamente responsável pelo que cativas. Antoine de Saint-Exupéry AGRADECIMENTOS Primeiramente, a Deus, por permitir que todas as coisas aconteçam do jeito que de- vem acontecer. À minha mãe e grande amiga, Maria Aparecida, sempre ao meu lado. O maior amor do mundo. Ao meu pai, Wellington José, por sempre nos apoiar, especialmente nos momentos difíceis. Ao meu querido irmão, Borges, por ser uma parte externa do meu coração. À minha irmã, Roberta, por ser mais que uma irmã, minha melhor amiga. Ao marido, Ronaldo, por estar comigo para tudo. Companheiro de aventuras. Meu amor. Aos meus filhos: Eduardo e Guilherme. Tento crescer a cada dia por vocês. À editora Freitas Bastos, em especial ao Isaac, mais uma vez, pela oportunidade. SUMÁRIO CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES 13 TÍTULO I DA EDUCAÇÃO 17 TÍTULO II DOS PRINCÍPIOS E FINS DA EDUCAÇÃO NACIONAL 19 TÍTULO III DO DIREITO À EDUCAÇÃO E DO DEVER DE EDUCAR 23 TÍTULO IV DA ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO NACIONAL 33 TÍTULO V DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO 51 CAPÍTULO I DA COMPOSIÇÃO DOS NÍVEIS ESCOLARES 51 CAPÍTULO II DA EDUCAÇÃO BÁSICA 53 Seção I – Das Disposições Gerais ..............................53 Seção II – Da Educação Infantil ....................................68 Seção III – Ensino Fundamental .................................71 Seção IV – Do Ensino Médio ...........................................76 Seção IV-A – Da Educação Profissional Técnica de Nível Médio ........................................................85 Seção V – Da Educação de Jovens e Adultos .........................................................................90 CAPÍTULO III DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA 92 CAPÍTULO IV DA EDUCAÇÃO SUPERIOR 95 CAPÍTULO V DA EDUCAÇÃO ESPECIAL 117 CAPÍTULO V-A DA EDUCAÇÃO BILÍNGUE DE SURDOS 122 TÍTULO VI DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO 125 TÍTULO VII DOS RECURSOS FINANCEIROS 139 TÍTULO VIII DAS DISPOSIÇÕES GERAIS 153 TÍTULO IX DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS 167 BIBLIOGRAFIA 171 QUESTÕES DE CONCURSO COM GABARITO E COMENTADAS 173 CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO LDB – LEI 9.394/96 Lei Nacional para as instituições públicas e privadas de ensino, disciplinando apenas a edu- cação escolar. É a principal Lei Educacional que baliza os demais documentos vigentes. A LDB, também conhecida como Lei Darcy Ribeiro, é um marco para uma educação voltada à gestão democrática, bem como a possibilidade CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES14 de um novo olhar para o discente e o docente, uma vez que disciplina regras, cargas horárias, delimita espaços, explica ações educacionais etc. Embora este livro seja dedicado, em primei- ra linha, para os concurseiros da área de educa- ção, pois são focos do meu trabalho, vale ressaltar que este livro traz uma lei que todo estudante de pedagogia, professor de licenciatura, concurseiro e até pais devem ter conhecimento. A ideia é trazer a lei atualizada até sua última versão, que no nosso caso se deu com a Lei 14.333 de 04 de maio de 2022, com comentários nos tó- picos em que não estão (são) autoexplicativos. Quando vires a lei sublinhada e/ou em ne- grito, atente-se: é um assunto importante. Antes de começarmos, para valer, é impor- tante deixar uma breve explicação de como são lidos os textos da Lei: Na redação da Lei ou norma jurídica, deve- -se seguir um padrão de regras, estas regras são chamadas de “técnica legislativa’’. Dentre elas, está o entendimento dos símbolos. No nosso caso: Parágrafos estão descritos com o símbolo: § Os incisos aparecem em forma de algaris- mos romanos: I, II, III... Fernanda Lima 15 As alíneas são identificadas pelas letras mi- núsculas: a, b etc. Quando aparece a palavra “caput” saiba que esta palavra significa “cabeça’’ em latim. Ou seja: é o texto que está na parte principal de um artigo. Algo que gostaria de deixar registrado tam- bém é a incidência em que alguns artigos são cobrados pelas bancas. Os artigos 3, 4, 9, 12, 21, 26 e 29 amam aparecer em provas de concursos. Então, fique sempre atento a eles. Acho que já estamos prontos, certo? Sendo assim, vamos ao estudo de cada um dos 92 artigos da nossa LDB. TÍTULO I DA EDUCAÇÃO Art. 1º A educação abrange os processos for- mativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas institui- ções de ensino e pesquisa, nos movimentos so- ciais e organizações da sociedade civil e nas ma- nifestações culturais. § 1º Esta Lei disciplina a educação escolar, que se desenvolve, predominantemente, por meio do ensino, em instituições próprias. § 2º A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social. DA EDUCAÇÃO18 COMENTÁRIOS: Percebam que a educação ocorre de forma ampla, enquanto a educação escolar se dá em ambien- te específico. TÍTULO II DOS PRINCÍPIOS E FINS DA EDUCAÇÃO NACIONAL Art. 2º A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por fi- nalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. COMENTÁRIOS: É o conjunto de finalidades que permeiam a edu- cação que, por sua vez, é dever da família, mas não pode fazer sozinha, tendo então, a contribuição do DOS PRINCÍPIOS E FINS DA EDUCAÇÃO NACIONAL20 Estado, para que juntos, prezem pelos princípios que visarão o pleno desenvolvimento do educando e sua qualificação para o trabalho. Art. 3º O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: I. Igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; II. Liberdade de aprender, ensinar, pes- quisar e divulgar a cultura, o pensa- mento, a arte e o saber; III. Pluralismo de ideias e de concep- ções pedagógicas; IV. Respeito à liberdade e apreço à tolerância; V. Coexistência de instituições públicas e privadas de ensino; VI. Gratuidade do ensino público em esta- belecimentos oficiais; VII. Valorização do profissional da educa- ção escolar; Fernanda Lima 21 VIII. Gestão democrática do ensino público, na forma desta Lei e da legislação dos sistemas de ensino; IX. Garantia de padrão de qualidade; X. Valorização da experiência extraescolar; XI. Vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais; XII. Consideração com a diversidade étni- co-racial; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) XIII. Garantia do direito à educação e à aprendizagem ao longo da vida; (Incluído pela Lei nº 13.632, de 2018) XIV. Respeito à diversidade humana, linguís- tica, cultural e identitária das pessoas surdas, surdo-cegas e com deficiência auditiva. (Incluído pela Lei nº 14.191, de 2021) COMENTÁRIOS: Estes princípios do artigo 3º são uns dos maisde educação profissional e tecnológica poderão ser organizados por eixos tecnológicos, possibilitando a construção de di- ferentes itinerários formativos, observadas as normas do respectivo sistema e nível de ensino. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) § 2º A educação profissional e tecnológica abrangerá os seguintes cursos: (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) III. De formação inicial e continuada ou qualificação profissional; (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) IV. De educação profissional técnica de ní- vel médio; (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) V. De educação profissional tecnológica de graduação e pós-graduação. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) § 3º Os cursos de educação profissional tecnológica de graduação e pós-graduação or- ganizar-se-ão, no que concerne a objetivos, ca- racterísticas e duração, de acordo com as dire- trizes curriculares nacionais estabelecidas pelo Conselho Nacional de Educação. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO94 Art. 40. A educação profissional será de- senvolvida em articulação com o ensino regu- lar ou por diferentes estratégias de educação continuada, em instituições especializadas ou no ambiente de trabalho. (Regulamento) Art. 41. O conhecimento adquirido na edu- cação profissional e tecnológica, inclusive no tra- balho, poderá ser objeto de avaliação, reconhe- cimento e certificação para prosseguimento ou conclusão de estudos. (Redação dada pela Lei nº 11.741, de 2008) Art. 42. As instituições de educação profis- sional e tecnológica, além dos seus cursos regula- res, oferecerão cursos especiais, abertos à comu- nidade, condicionada a matrícula à capacidade de aproveitamento e não necessariamente ao ní- vel de escolaridade. (Redação dada pela Lei nº 11.741, de 2008) COMENTÁRIOS: A educação profissional deve comprometer-se com a formação visando um indivíduo produtivo para o mercado de trabalho. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D2208.htm Fernanda Lima 95 CAPÍTULO IV – DA EDUCAÇÃO SUPERIOR Art. 43. A educação superior tem por finalidade: I. Estimular a criação cultural e o desen- volvimento do espírito científico e do pensamento reflexivo; II. Formar diplomados nas diferentes áre- as de conhecimento, aptos para a in- serção em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua; III. Incentivar o trabalho de pesquisa e in- vestigação científica, visando o desen- volvimento da ciência e da tecnologia e da criação e difusão da cultura, e, desse modo, desenvolver o entendimento do homem e do meio em que vive; IV. Promover a divulgação de conhecimen- tos culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensi- no, de publicações ou de outras formas de comunicação; DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO96 V. Suscitar o desejo permanente de aper- feiçoamento cultural e profissional e possibilitar a correspondente concre- tização, integrando os conhecimentos que vão sendo adquiridos numa estru- tura intelectual sistematizadora do co- nhecimento de cada geração; VI. Estimular o conhecimento dos pro- blemas do mundo presente, em parti- cular os nacionais e regionais, prestar serviços especializados à comunida- de e estabelecer com esta uma relação de reciprocidade; VII. Promover a extensão, aberta à partici- pação da população, visando à difusão das conquistas e benefícios resultantes da criação cultural e da pesquisa cientí- fica e tecnológica geradas na instituição. VIII. Atuar em favor da universalização e do aprimoramento da educação básica, mediante a formação e a capacitação de profissionais, a realização de pesquisas pedagógicas e o desenvolvimento de atividades de extensão que aproximem os dois níveis escolares. (Incluído pela Lei nº 13.174, de 2015) Fernanda Lima 97 COMENTÁRIOS: A Educação superior faz parte apenas da educação escolar, o que se justifica por ela ter objetivos bem específicos e voltados a uma cultura de transfor- mação, de forma avançada para trabalhar conhe- cimentos, atitudes, valores. Uma educação para aperfeiçoar competências voltadas ao mundo do trabalho, além da perspectiva de pesquisa. Art. 44. A educação superior abrangerá os seguintes cursos e programas: (Regulamento) I. Cursos sequenciais por campo de sa- ber, de diferentes níveis de abrangên- cia, abertos a candidatos que atendam aos requisitos estabelecidos pelas ins- tituições de ensino, desde que tenham concluído o ensino médio ou equiva- lente; (Redação dada pela Lei nº 11.632, de 2007) II. De graduação, abertos a candidatos que tenham concluído o ensino médio ou equivalente e tenham sido classificados em processo seletivo; http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/2001/D3860.htm DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO98 III. De pós-graduação, compreendendo pro- gramas de mestrado e doutorado, cursos de especialização, aperfeiçoamento e ou- tros, abertos a candidatos diplomados em cursos de graduação e que atendam às exigências das instituições de ensino; IV. De extensão, abertos a candidatos que atendam aos requisitos estabelecidos em cada caso pelas instituições de ensino. § 1º O resultado do processo seletivo referi- do no inciso II do caput deste artigo será tornado público pela instituição de ensino superior, sendo obrigatórios a divulgação da relação nominal dos classificados, a respectiva ordem de classificação e o cronograma das chamadas para matrícula, de acordo com os critérios para preenchimento das vagas constantes do edital, assegurado o direito do candidato, classificado ou não, a ter acesso a suas notas ou indicadores de desempenho em provas, exames e demais atividades da seleção e a sua posição na ordem de classificação de todos os candidatos. (Redação dada pela Lei nº 13.826, de 2019) § 2º No caso de empate no processo seletivo, as instituições públicas de ensino superior darão prioridade de matrícula ao candidato que com- prove ter renda familiar inferior a dez salários mínimos, ou ao de menor renda familiar, quando Fernanda Lima 99 mais de um candidato preencher o critério ini- cial. (Incluído pela Lei nº 13.184, de 2015) § 3º O processo seletivo referido no inciso II considerará as competências e as habilidades definidas na Base Nacional Comum Curricular. (Incluído pela lei nº 13.415, de 2017) Art. 45. A educação superior será ministra- da em instituições de ensino superior, públicas ou privadas, com variados graus de abrangência ou especialização. (Regulamento) COMENTÁRIOS: Educação superior envolve: Cursos sequenciais, de graduação, de pós-gradua- ção e de extensão. Uma observação sobre os cursos de pós-graduação. São divididos em: STRICTO SENSU: Mestrado, Mestrado Profissional e Doutorado e pós-Doutorado. Em que para cursar o Mestrado, além de ser aprovado em processo seletivo, deve ter concluído a graduação. O Mestrado tem na- tureza acadêmica. O Mestrado Profissional propicia o estudo em áreas específicas do mercado de traba- lho. Já o doutorado tem como característica, estudos avançados em determinado campo de conhecimento. DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO100 Já o Pós-Doutorado consiste na etapa de consolida- ção dos estudos do Doutorado. Art. 46. A autorização e o reconhecimento de cursos, bem como o credenciamento de insti- tuições de educação superior, terão prazos limita- dos, sendo renovados, periodicamente, após pro- cesso regular de avaliação. (Regulamento) (Vide Lei nº 10.870, de 2004) § 1º Após um prazo para saneamento de de- ficiências eventualmente identificadas pela avalia- ção a que se refere este artigo, haverá reavaliação, que poderá resultar, conforme o caso, em desati- vação de cursos e habilitações, em intervenção na instituição, em suspensão temporária de prerro- gativas da autonomia, ou em descredenciamento. (Regulamento) (VideLei nº 10.870, de 2004) § 2º No caso de instituição pública, o Poder Executivo responsável por sua manutenção acompanhará o processo de saneamento e for- necerá recursos adicionais, se necessários, para a superação das deficiências. § 3º No caso de instituição privada, além das sanções previstas no § 1º deste artigo, o http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D2207.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D2207.htm Fernanda Lima 101 processo de reavaliação poderá resultar em redução de vagas autorizadas e em suspensão temporária de novos ingressos e de oferta de cursos. (Incluído pela Lei nº 13.530, de 2017) § 4º É facultado ao Ministério da Educação, mediante procedimento específico e com aquies- cência da instituição de ensino, com vistas a res- guardar os interesses dos estudantes, comutar as penalidades previstas nos §§ 1º e 3º deste artigo por outras medidas, desde que adequadas para superação das deficiências e irregularidades cons- tatadas. (Incluído pela Lei nº 13.530, de 2017) § 5º Para fins de regulação, os Estados e o Distrito Federal deverão adotar os critérios de- finidos pela União para autorização de funcio- namento de curso de graduação em Medicina. (Incluído pela Lei nº 13.530, de 2017) COMENTÁRIOS: O MEC é o responsável pelo reconhecimento, cre- denciamento e avaliação das Instituições. A ava- liação dos cursos e instituições superiores se dá no conjunto de procedimentos que constitui o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior, co- nhecido como SINAES. DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO102 Art. 47. Na educação superior, o ano letivo regular, independente do ano civil, tem, no míni- mo, duzentos dias de trabalho acadêmico efeti- vo, excluído o tempo reservado aos exames finais, quando houver. § 1o As instituições informarão aos interes- sados, antes de cada período letivo, os programas dos cursos e demais componentes curriculares, sua duração, requisitos, qualificação dos profes- sores, recursos disponíveis e critérios de avalia- ção, obrigando-se a cumprir as respectivas condi- ções, e a publicação deve ser feita, sendo as 3 (três) primeiras formas concomitantemente: (Redação dada pela lei nº 13.168, de 2015) I. Em página específica na internet no sí- tio eletrônico oficial da instituição de ensino superior, obedecido o seguinte: (Incluído pela lei nº 13.168, de 2015) a) Toda publicação a que se refere esta Lei deve ter como título “Grade e Corpo Docente”; (Incluída pela lei nº 13.168, de 2015) b) A página principal da instituição de ensino superior, bem como a pá- gina da oferta de seus cursos aos http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13168.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13168.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13168.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13168.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13168.htm Fernanda Lima 103 ingressantes sob a forma de vestibu- lares, processo seletivo e outras com a mesma finalidade, deve conter a li- gação desta com a página específica prevista neste inciso; (Incluída pela lei nº 13.168, de 2015) c) Caso a instituição de ensino supe- rior não possua sítio eletrônico, deve criar página específica para divul- gação das informações de que trata esta Lei; (Incluída pela lei nº 13.168, de 2015) d) A página específica deve conter a data completa de sua última atua- lização; (Incluída pela lei nº 13.168, de 2015) II. Em toda propaganda eletrônica da ins- tituição de ensino superior, por meio de ligação para a página referida no inciso I; (Incluído pela lei nº 13.168, de 2015) III. Em local visível da instituição de ensi- no superior e de fácil acesso ao público; (Incluído pela lei nº 13.168, de 2015) IV. Deve ser atualizada semestralmente ou anualmente, de acordo com a duração http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13168.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13168.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13168.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13168.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13168.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13168.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13168.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13168.htm DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO104 das disciplinas de cada curso oferecido, observando o seguinte: (Incluído pela lei nº 13.168, de 2015) a) Caso o curso mantenha disciplinas com duração diferenciada, a publica- ção deve ser semestral; (Incluída pela lei nº 13.168, de 2015) b) A publicação deve ser feita até 1 (um) mês antes do início das aulas; (Incluída pela lei nº 13.168, de 2015) c) Caso haja mudança na grade do cur- so ou no corpo docente até o início das aulas, os alunos devem ser comu- nicados sobre as alterações; (Incluída pela lei nº 13.168, de 2015) V. Deve conter as seguintes informações: (Incluído pela lei nº 13.168, de 2015) a) A lista de todos os cursos oferecidos pela instituição de ensino superior; (Incluída pela lei nº 13.168, de 2015) b) A lista das disciplinas que compõem a grade curricular de cada curso e as respectivas cargas horárias; (Incluída pela lei nº 13.168, de 2015) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13168.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13168.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13168.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13168.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13168.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13168.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13168.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13168.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13168.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13168.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13168.htm Fernanda Lima 105 c) A identificação dos docentes que mi- nistrarão as aulas em cada curso, as disciplinas que efetivamente minis- trará naquele curso ou cursos, sua titulação, abrangendo a qualificação profissional do docente e o tempo de casa do docente, de forma total, con- tínua ou intermitente. (Incluída pela lei nº 13.168, de 2015) § 2º Os alunos que tenham extraordinário aproveitamento nos estudos, demonstrado por meio de provas e outros instrumentos de avalia- ção específicos, aplicados por banca examinado- ra especial, poderão ter abreviada a duração dos seus cursos, de acordo com as normas dos siste- mas de ensino. § 3º É obrigatória a frequência de alunos e professores, salvo nos programas de educação a distância. § 4º As instituições de educação superior oferecerão, no período noturno, cursos de gradu- ação nos mesmos padrões de qualidade mantidos no período diurno, sendo obrigatória a oferta noturna nas instituições públicas, garantida a ne- cessária previsão orçamentária. DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO106 COMENTÁRIOS: A grande novidade referente a educação superior se dá no artigo 47 que traz um controle maior sobre o que cada IES oferece, tendo a obrigação de divul- gar, antes de cada período letivo, informações sobre os cursos, grade do curso, docentes etc. Leiam com atenção, pois tende a ser objeto de prova, pelo teor de novidade. Art. 48. Os diplomas de cursos superiores reconhecidos, quando registrados, terão validade nacional como prova da formação recebida por seu titular. § 1º Os diplomas expedidos pelas universi- dades serão por elas próprias registrados, e aque- les conferidos por instituições não-universitárias serão registrados em universidades indicadas pelo Conselho Nacional de Educação. § 2º Osdiplomas de graduação expedidos por universidades estrangeiras serão revalidados por universidades públicas que tenham curso do mesmo nível e área ou equivalente, respeitando- -se os acordos internacionais de reciprocidade ou equiparação. Fernanda Lima 107 § 3º Os diplomas de Mestrado e de Doutorado expedidos por universidades estrangeiras só po- derão ser reconhecidos por universidades que possuam cursos de pós-graduação reconhecidos e avaliados, na mesma área de conhecimento e em nível equivalente ou superior. COMENTÁRIOS: Para que o diploma possa ser registrado, ele deve ser referido a cursos superiores que sejam reconhecidos. Caso ele cumpra esta exigência, ele terá validade nacional. Para que a própria universidade que ex- pede o diploma, o registre, esta deve estar autoriza- da a funcionar e deve ser reconhecida pelo MEC. Art. 49. As instituições de educação superior aceitarão a transferência de alunos regulares, para cursos afins, na hipótese de existência de vagas, e mediante processo seletivo. Parágrafo único. As transferências ex officio dar-se-ão na forma da lei. (Regulamento) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9536.htm DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO108 COMENTÁRIOS: É importante que se faça esta seleção, para evitar que ocorram transferências de forma mais criterio- sa. Quanto às transferências ex officio são aquelas de um aluno para outra instituição, no mesmo curso ou em curso de área afim (quando a instituição de destino não tiver o mesmo curso da instituição de origem), de funcionário público civil ou militar (dele próprio, de seu cônjuge ou filhos) transferido, a ser- viço, para outro estado. Art. 50. As instituições de educação superior, quando da ocorrência de vagas, abrirão matrícula nas disciplinas de seus cursos a alunos não regu- lares que demonstrarem capacidade de cursá-las com proveito, mediante processo seletivo prévio. Art. 51. As instituições de educação superior credenciadas como universidades, ao deliberar sobre critérios e normas de seleção e admissão de estudantes, levarão em conta os efeitos desses cri- térios sobre a orientação do ensino médio, articu- lando-se com os órgãos normativos dos sistemas de ensino. Fernanda Lima 109 COMENTÁRIOS: Hoje, presenciamos uma amplitude de critérios de seleção tais como ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio, por exemplo. Art. 52. As universidades são instituições pluridisciplinares de formação dos quadros pro- fissionais de nível superior, de pesquisa, de exten- são e de domínio e cultivo do saber humano, que se caracterizam por: (Regulamento) I. Produção intelectual institucionalizada mediante o estudo sistemático dos te- mas e problemas mais relevantes, tanto do ponto de vista científico e cultural, quanto regional e nacional; II. Um terço do corpo docente, pelo me- nos, com titulação acadêmica de mes- trado ou doutorado; III. Um terço do corpo docente em regi- me de tempo integral. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D2207.htm DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO110 Parágrafo único. É facultada a criação de universidades especializadas por campo do saber. (Regulamento) COMENTÁRIOS: • 1//3 do corpo docente deve ter mestrado ou doutorado. • 1/3 deve trabalhar em regime de tempo integral (dedicação exclusiva), que significa quarenta horas semanais de trabalho aca- dêmico (ensino, pesquisa e extensão). Sobre o parágrafo único: é possível que se crie uma Universidade de Medicina, por exemplo. Art. 53. No exercício de sua autonomia, são asseguradas às universidades, sem prejuízo de ou- tras, as seguintes atribuições: I. Criar, organizar e extinguir, em sua sede, cursos e programas de educação superior previstos nesta Lei, obedecen- do às normas gerais da União e, quando for o caso, do respectivo sistema de en- sino; (Regulamento) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D2207.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/2001/D3860.htm Fernanda Lima 111 II. Fixar os currículos dos seus cursos e programas, observadas as diretrizes gerais pertinentes; III. Estabelecer planos, programas e proje- tos de pesquisa científica, produção ar- tística e atividades de extensão; IV. Fixar o número de vagas de acordo com a capacidade institucional e as exigên- cias do seu meio; V. Elaborar e reformar os seus estatutos e regimentos em consonância com as normas gerais atinentes; VI. Conferir graus, diplomas e outros títulos; VII. Firmar contratos, acordos e convênios; VIII. Aprovar e executar planos, programas e projetos de investimentos referentes a obras, serviços e aquisições em geral, bem como administrar rendimentos conforme dispositivos institucionais; IX. Administrar os rendimentos e deles dispor na forma prevista no ato de constituição, nas leis e nos respecti- vos estatutos; DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO112 X. Receber subvenções, doações, heranças, legados e cooperação financeira resul- tante de convênios com entidades pú- blicas e privadas. § 1º Para garantir a autonomia didático- -científica das universidades, caberá aos seus colegiados de ensino e pesquisa decidir, dentro dos recursos orçamentários disponíveis, sobre: (Redação dada pela Lei nº 13.490, de 2017) I. Criação, expansão, modificação e extin- ção de cursos; (Redação dada pela Lei nº 13.490, de 2017) II. Ampliação e diminuição de vagas; (Redação dada pela Lei nº 13.490, de 2017) III. Elaboração da programação dos cur- sos; (Redação dada pela Lei nº 13.490, de 2017) IV. Programação das pesquisas e das ativi- dades de extensão; (Redação dada pela Lei nº 13.490, de 2017) V. Contratação e dispensa de professo- res; (Redação dada pela Lei nº 13.490, de 2017) Fernanda Lima 113 VI. Planos de carreira docente. (Redação dada pela Lei nº 13.490, de 2017) § 2º As doações, inclusive monetárias, po- dem ser dirigidas a setores ou projetos específi- cos, conforme acordo entre doadores e universi- dades. (Incluído pela Lei nº 13.490, de 2017) § 3º No caso das universidades públicas, os recursos das doações devem ser dirigidos ao caixa único da instituição, com destinação garantida às unidades a serem beneficiadas. (Incluído pela Lei nº 13.490, de 2017) COMENTÁRIOS: As universidades gozam de autonomia, conforme artigo 207 da Nossa Constituição Federal: “As uni- versidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.” Art. 54. As universidades mantidas pelo Poder Público gozarão, na forma da lei, de esta- tuto jurídico especial para atender às peculiarida- des de sua estrutura, organização e financiamento DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO114 pelo Poder Público, assim como dos seus planos de carreira e do regime jurídico do seu pessoal. (Regulamento) § 1º No exercício da sua autonomia, além das atribuições asseguradas pelo artigo anterior, as universidades públicas poderão: I. Propor o seu quadro de pessoal do- cente, técnico e administrativo, assim como um plano de cargos e salários, atendidas as normas gerais pertinentes e os recursos disponíveis; II. Elaborar o regulamento de seu pessoal em conformidade com as normas ge- rais concernentes; III. Aprovar e executar planos, programas e projetos de investimentos referentes a obras, serviços e aquisições em geral, de acordo com os recursos alocados pelo respectivo Poder mantenedor; IV. Elaborar seus orçamentos anuais e plurianuais; V. Adotar regime financeiro e contábil que atenda às suas peculiaridades de organização e funcionamento; http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D2207.htm Fernanda Lima 115 VI. Realizar operações de crédito ou de fi- nanciamento, com aprovação do Poder competente, para aquisição de bens imóveis, instalações e equipamentos; VII. Efetuar transferências, quitações e to- mar outras providências de ordem or- çamentária, financeirae patrimonial necessárias ao seu bom desempenho. § 2º Atribuições de autonomia universitária poderão ser estendidas a instituições que com- provem alta qualificação para o ensino ou para a pesquisa, com base em avaliação realizada pelo Poder Público. Art. 55. Caberá à União assegurar, anual- mente, em seu Orçamento Geral, recursos su- ficientes para manutenção e desenvolvimen- to das instituições de educação superior por ela mantidas. Art. 56. As instituições públicas de educa- ção superior obedecerão ao princípio da gestão democrática, assegurada a existência de órgãos colegiados deliberativos, de que participarão os segmentos da comunidade institucional, local e regional. Parágrafo único. Em qualquer caso, os do- centes ocuparão setenta por cento dos assentos DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO116 em cada órgão colegiado e comissão, inclusive nos que tratarem da elaboração e modificações estatutárias e regimentais, bem como da escolha de dirigentes. COMENTÁRIOS: A gestão democrática nas instituições públicas é prevista também no artigo 206 da Constituição: Art. 206. O ensino será ministrado com base nos se- guintes princípios: ... VI - gestão democrática do ensino público, na forma da lei. Art. 57. Nas instituições públicas de educação superior, o professor ficará obrigado ao mínimo de oito horas semanais de aulas. (Regulamento) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D2668.htm Fernanda Lima 117 CAPÍTULO V – DA EDUCAÇÃO ESPECIAL Art. 58. Entende-se por educação especial, para os efeitos desta Lei, a modalidade de edu- cação escolar oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos com deficiência, transtornos globais do desenvol- vimento e altas habilidades ou superdotação. (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) § 1º Haverá, quando necessário, serviços de apoio especializado, na escola regular, para atender às peculiaridades da clientela de educa- ção especial. § 2º O atendimento educacional será fei- to em classes, escolas ou serviços especializados, sempre que, em função das condições específicas dos alunos, não for possível a sua integração nas classes comuns de ensino regular. § 3º A oferta de educação especial, nos ter- mos do caput deste artigo, tem início na educação infantil e estende-se ao longo da vida, observados o inciso III do art. 4º e o parágrafo único do art. 60 desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 13.632, de 2018) DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO118 COMENTÁRIOS: A novidade do assunto que trata da educação es- pecial é a mudança da nomenclatura de: educando portadores de necessidades especiais para educando com deficiências, além da inclusão dos transtor- nos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. A educação especial deve ser oferecida, preferencial- mente, na rede regular de ensino. Art. 59. Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com deficiência, transtornos glo- bais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação: (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) I. Currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos, para atender às suas necessidades; II. Terminalidade específica para aque- les que não puderem atingir o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas defi- ciências, e aceleração para concluir em Fernanda Lima 119 menor tempo o programa escolar para os superdotados; III. Professores com especialização adequa- da em nível médio ou superior, para atendimento especializado, bem como professores do ensino regular capacita- dos para a integração desses educandos nas classes comuns; IV. Educação especial para o trabalho, vi- sando a sua efetiva integração na vida em sociedade, inclusive condições ade- quadas para os que não revelarem ca- pacidade de inserção no trabalho com- petitivo, mediante articulação com os órgãos oficiais afins, bem como para aqueles que apresentam uma habilida- de superior nas áreas artística, intelec- tual ou psicomotora; V. Acesso igualitário aos benefícios dos programas sociais suplementares dis- poníveis para o respectivo nível do en- sino regular. Art. 59-A. O poder público deverá instituir cadastro nacional de alunos com altas habilidades ou superdotação matriculados na educação bási- ca e na educação superior, a fim de fomentar a DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO120 execução de políticas públicas destinadas ao de- senvolvimento pleno das potencialidades desse alunado. (Incluído pela Lei nº 13.234, de 2015) Parágrafo único. A identificação precoce de alunos com altas habilidades ou superdotação, os critérios e procedimentos para inclusão no cadas- tro referido no caput deste artigo, as entidades res- ponsáveis pelo cadastramento, os mecanismos de acesso aos dados do cadastro e as políticas de de- senvolvimento das potencialidades do alunado de que trata o caput serão definidos em regulamento. COMENTÁRIOS: Observem que o termo especial não é dado à toa. É muito importante que o sistema escolar esteja pre- parado para atender todas as diferenças, oferecendo um acesso igualitário e uma educação de qualidade. Isto é possível com um corpo docente especializado, preparado com condições adequadas de trabalho, para que o educando com deficiência não seja ape- nas um corpo estranho na turma regular. Fernanda Lima 121 Art. 60. Os órgãos normativos dos sistemas de ensino estabelecerão critérios de caracteriza- ção das instituições privadas sem fins lucrativos, especializadas e com atuação exclusiva em educa- ção especial, para fins de apoio técnico e financei- ro pelo Poder Público. Parágrafo único. O poder público adota- rá, como alternativa preferencial, a ampliação do atendimento aos educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e al- tas habilidades ou superdotação na própria rede pública regular de ensino, independentemente do apoio às instituições previstas neste artigo. (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) COMENTÁRIOS: A criação deste cadastro é um avanço para a edu- cação especial, pois possibilita um maior controle do público com altas habilidades e superdotação, vi- sando direcionar a atenção para eles. DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO122 CAPÍTULO V-A – DA EDUCAÇÃO BILÍNGUE DE SURDOS (INCLUÍDO PELA LEI Nº 14.191, DE 2021) Art. 60-A. Entende-se por educação bilín- gue de surdos, para os efeitos desta Lei, a moda- lidade de educação escolar oferecida em Língua Brasileira de Sinais (Libras), como primeira lín- gua, e em português escrito, como segunda língua, em escolas bilíngues de surdos, classes bilíngues de surdos, escolas comuns ou em polos de edu- cação bilíngue de surdos, para educandos surdos, surdo-cegos, com deficiência auditiva sinalizan- tes, surdos com altas habilidades ou superdotação ou com outras deficiências associadas, optantes pela modalidade de educação bilíngue de surdos. (Incluído pela Lei nº 14.191, de 2021) § 1º Haverá, quando necessário, serviços de apoio educacional especializado, como o atendi- mento educacional especializado bilíngue, para atender às especificidades linguísticas dos es- tudantes surdos. (Incluído pela Lei nº 14.191, de 2021) § 2º A oferta de educação bilíngue de surdos terá início ao zero ano, na educação infantil, e se estenderá ao longo da vida. (Incluído pela Lei nº 14.191, de 2021) Fernanda Lima 123 § 3º O disposto no caput deste artigo será efe- tivado sem prejuízo das prerrogativas de matrí- cula em escolas e classes regulares, de acordo com o que decidir o estudante ou, no que couber, seus pais ou responsáveis, e das garantias previstas na Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência), que incluem, para os surdos oralizados, o acesso a tecnologias assisti- vas. (Incluído pela Lei nº 14.191, de 2021) Art. 60-B. Além do disposto no art. 59 desta Lei, os sistemas de ensino assegurarão aos edu- candos surdos, surdo-cegos,com deficiência au- ditiva sinalizantes, surdos com altas habilidades ou superdotação ou com outras deficiências asso- ciadas materiais didáticos e professores bilíngues com formação e especialização adequadas, em ní- vel superior. (Incluído pela Lei nº 14.191, de 2021) Parágrafo único. Nos processos de contra- tação e de avaliação periódica dos professores a que se refere o caput deste artigo serão ouvidas as entidades representativas das pessoas surdas. (Incluído pela Lei nº 14.191, de 2021) COMENTÁRIOS: O artigo 60 traz um grande avanço para a comuni- dade surda. Entender a educação bilingue de surdos e compreender a importância da Língua Brasileira DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO124 de Sinais (Libras), como primeira língua, significa compreender a necessidade real do surdo. Inclusão é isso. TÍTULO VI DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO Art. 61. Consideram-se profissionais da educação escolar básica os que, nela estando em efetivo exercício e tendo sido formados em cur- sos reconhecidos, são: (Redação dada pela Lei nº 12.014, de 2009) I. Professores habilitados em nível médio ou superior para a docência na educa- ção infantil e nos ensinos fundamen- tal e médio; (Redação dada pela Lei nº 12.014, de 2009) DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO126 II. Trabalhadores em educação portadores de diploma de pedagogia, com habili- tação em administração, planejamento, supervisão, inspeção e orientação edu- cacional, bem como com títulos de mes- trado ou doutorado nas mesmas áre- as; (Redação dada pela Lei nº 12.014, de 2009) III. Trabalhadores em educação, porta- dores de diploma de curso técnico ou superior em área pedagógica ou afim; (Incluído pela Lei nº 12.014, de 2009) IV. Profissionais com notório saber reco- nhecido pelos respectivos sistemas de ensino, para ministrar conteúdos de áreas afins à sua formação ou experi- ência profissional, atestados por titula- ção específica ou prática de ensino em unidades educacionais da rede pública ou privada ou das corporações privadas em que tenham atuado, exclusivamen- te para atender ao inciso V do caput do art. 36; (Incluído pela lei nº 13.415, de 2017) V. Profissionais graduados que tenham feito complementação pedagógica, con- forme disposto pelo Conselho Nacional Fernanda Lima 127 de Educação. (Incluído pela lei nº 13.415, de 2017) Parágrafo único. A formação dos profissio- nais da educação, de modo a atender às especi- ficidades do exercício de suas atividades, bem como aos objetivos das diferentes etapas e moda- lidades da educação básica, terá como fundamen- tos: (Incluído pela Lei nº 12.014, de 2009) VI. A presença de sólida formação básica, que propicie o conhecimento dos fun- damentos científicos e sociais de suas competências de trabalho; (Incluído pela Lei nº 12.014, de 2009) VII. A associação entre teorias e práticas, mediante estágios supervisionados e capacitação em serviço; (Incluído pela Lei nº 12.014, de 2009) VIII. O aproveitamento da formação e ex- periências anteriores, em institui- ções de ensino e em outras atividades. (Incluído pela Lei nº 12.014, de 2009) Art. 62. A formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior, em curso de licenciatura plena, admitida, como formação mínima para o exercício do magistério DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO128 na educação infantil e nos cinco primeiros anos do ensino fundamental, a oferecida em nível mé- dio, na modalidade normal. (Redação dada pela lei nº 13.415, de 2017) § 1º A União, o Distrito Federal, os Estados e os Municípios, em regime de colaboração, de- verão promover a formação inicial, a continuada e a capacitação dos profissionais de magistério. (Incluído pela Lei nº 12.056, de 2009) § 2º A formação continuada e a capacitação dos profissionais de magistério poderão utilizar recursos e tecnologias de educação a distância. (Incluído pela Lei nº 12.056, de 2009) § 3º A formação inicial de profissionais de magistério dará preferência ao ensino presen- cial, subsidiariamente fazendo uso de recursos e tecnologias de educação a distância. (Incluído pela Lei nº 12.056, de 2009) § 4º A União, o Distrito Federal, os Estados e os Municípios adotarão mecanismos facilitadores de acesso e permanência em cursos de formação de docentes em nível superior para atuar na edu- cação básica pública. (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) § 5º A União, o Distrito Federal, os Estados e os Municípios incentivarão a formação de profissionais do magistério para atuar na Fernanda Lima 129 educação básica pública mediante programa institucional de bolsa de iniciação à docência a estudantes matriculados em cursos de licen- ciatura, de graduação plena, nas instituições de educação superior. (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) § 6º O Ministério da Educação poderá esta- belecer nota mínima em exame nacional aplicado aos concluintes do ensino médio como pré-re- quisito para o ingresso em cursos de graduação para formação de docentes, ouvido o Conselho Nacional de Educação – CNE. (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) § 7º (VETADO) (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) § 8º Os currículos dos cursos de formação de docentes terão por referência a Base Nacional Comum Curricular. (Incluído pela lei nº 13.415, de 2017) COMENTÁRIOS: O inciso I do artigo 61 aceita a habilitação de pro- fessores que cursaram o ensino médio. Neste caso, para que seja aceito, o ensino médio deve ser aquele chamado Normal ou Magistério. Uma nota: Atualmente, no DF, não é possível in- gressar na carreira de professor da Secretaria de DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO130 Educação, quem tenha apenas o curso dito Normal ou Magistério. É necessário que se tenha a gradua- ção em Pedagogia, em virtude da Lei 4.075, de 28 de dezembro de 2007. Uma das metas do Plano Nacional de Educação (PNE), porém, prevê que todos os professores da Educação Básica tenham formação específica de nível superior em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam até 2020. Art. 62-A. A formação dos profissionais a que se refere o inciso III do art. 61 far-se-á por meio de cursos de conteúdo técnico-pedagógico, em nível médio ou superior, incluindo habilita- ções tecnológicas. (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) Parágrafo único. Garantir-se-á formação continuada para os profissionais a que se refere o caput, no local de trabalho ou em instituições de educação básica e superior, incluindo cursos de educação profissional, cursos superiores de gra- duação plena ou tecnológicos e de pós-graduação. (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) Fernanda Lima 131 Art. 62-B. O acesso de professores das redes públicas de educação básica a cursos superiores de pedagogia e licenciatura será efetivado por meio de processo seletivo diferenciado. (Incluído pela Lei nº 13.478, de 2017) § 1º Terão direito de pleitear o acesso previs- to no caput deste artigo os professores das redes públicas municipais, estaduais e federal que in- gressaram por concurso público, tenham pelo me- nos três anos de exercício da profissão e não sejam portadores de diploma de graduação. (Incluído pela Lei nº 13.478, de 2017) § 2º As instituições de ensino responsáveis pela oferta de cursos de pedagogia e outras licen- ciaturas definirão critérios adicionais de seleção sempre que acorrerem aos certames interessa- dos em número superior ao de vagas disponíveis para os respectivos cursos. (Incluído pela Lei nº 13.478, de 2017) § 3º Sem prejuízo dos concursos seletivos a serem definidos em regulamento pelas univer- sidades, terão prioridade de ingresso os pro- fessores que optarem por cursos de licencia- tura em matemática, física, química, biologia e língua portuguesa. (Incluído pela Lei nº 13.478, de 2017) Art. 63. Os institutos superiores de educação manterão: (Regulamento) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D3276.htm DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO132 I. Cursos formadores de profissionais paraa educação básica, inclusive o cur- so normal superior, destinado à for- mação de docentes para a educação infantil e para as primeiras séries do ensino fundamental; II. Programas de formação pedagógica para portadores de diplomas de educa- ção superior que queiram se dedicar à educação básica; III. Programas de educação continuada para os profissionais de educação dos diversos níveis. COMENTÁRIOS: Curso Normal Superior: para formação de profes- sores da Educação Infantil e das séries iniciais do Ensino Fundamental. Cursos de Licenciatura: destinados à formação de professores dos Ensinos Fundamental e Médio. Programas de formação continuada: como o próprio nome sugere, para a atualização profissional de do- centes da educação básica. Fernanda Lima 133 Programas de formação pedagógica: para profis- sionais que, embora não estejam matriculados em cursos de licenciaturas, que queiram ensinar nas sé- ries iniciais do Ensino Fundamental, Médio ou na Educação Profissional de nível técnico, em áreas de conhecimento ou disciplinas de sua especialidade. Art. 64. A formação de profissionais de edu- cação para administração, planejamento, inspe- ção, supervisão e orientação educacional para a educação básica, será feita em cursos de gradua- ção em pedagogia ou em nível de pós-graduação, a critério da instituição de ensino, garantida, nes- ta formação, a base comum nacional. COMENTÁRIOS: Até 2006, os cursos de Pedagogia apresentavam op- ções, chamadas: habilitações, em que o aluno, pode- ria escolher até duas: dentre elas havia a de orien- tação, supervisão, administração, planejamento, inspeção e ensino especial. Com a Resolução CNE/ CP 1/06, extinguiu-se essa possibilidade e o curso de Pedagogia passou a ser generalista, formando um educador em sentido amplo. Com isso, para aqueles DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO134 que se formaram antes da resolução, ainda têm va- lidade, entretanto, em regime de extinção. Com isso, para a formação dos profissionais que o artigo 64 elenca, exige-se pedagogia (para aque- les habilitados, até 2006) ou uma pós-graduação na área. Art. 65. A formação docente, exceto para a educação superior, incluirá prática de ensino de, no mínimo, trezentas horas. COMENTÁRIOS: Contam-se a prática pedagógica e o estágio supervi- sionado, para a formação. Art. 66. A preparação para o exercício do magistério superior far-se-á em nível de pós- -graduação, prioritariamente em programas de mestrado e doutorado. Fernanda Lima 135 Parágrafo único. O notório saber, reconhe- cido por universidade com curso de doutorado em área afim, poderá suprir a exigência de títu- lo acadêmico. COMENTÁRIOS: Magistério superior = professor universitário. Como já vimos, as universidades devem contar com, pelo menos, um terço do seu corpo docente, advindo de mestrado e doutorado. Logo, aceitam-se as pós- -graduação latu sensu, sendo prioritariamente, a preparação por programas de mestrado e doutorado. Art. 67. Os sistemas de ensino promoverão a valorização dos profissionais da educação, asse- gurando-lhes, inclusive nos termos dos estatutos e dos planos de carreira do magistério público: I. Ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos; II. Aperfeiçoamento profissional continu- ado, inclusive com licenciamento peri- ódico remunerado para esse fim; III. Piso salarial profissional; DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO136 IV. Progressão funcional baseada na titu- lação ou habilitação, e na avaliação do desempenho; V. Período reservado a estudos, planejamento e avaliação, incluído na carga de trabalho; VI. Condições adequadas de trabalho. § 1º A experiência docente é pré-requisito para o exercício profissional de quaisquer ou- tras funções de magistério, nos termos das nor- mas de cada sistema de ensino. (Renumerado pela Lei nº 11.301, de 2006) § 2º Para os efeitos do disposto no § 5º do art. 40 e no § 8o do art. 201 da Constituição Federal, são consideradas funções de magistério as exer- cidas por professores e especialistas em educação no desempenho de atividades educativas, quando exercidas em estabelecimento de educação básica em seus diversos níveis e modalidades, incluídas, além do exercício da docência, as de direção de uni- dade escolar e as de coordenação e assessoramento pedagógico. (Incluído pela Lei nº 11.301, de 2006) § 3º A União prestará assistência técnica aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios na elaboração de concursos públicos para provi- mento de cargos dos profissionais da educação. (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) Fernanda Lima 137 COMENTÁRIOS: O artigo 206, V da Constituição Federal prevê a obrigatoriedade de admissão de professores so- mente por concurso público de provas e títulos. Infelizmente, vimos que esta realidade ainda está longe de ser alcançada. A ideia com o artigo 67 da LDB é a valorização do profissional, além das con- dições adequadas de trabalho. Sabemos que estamos um pouco distantes dessa realidade. TÍTULO VII DOS RECURSOS FINANCEIROS Art. 68. Serão recursos públicos destinados à educação os originários de: I. Receita de impostos próprios da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; II. Receita de transferências constitucio- nais e outras transferências; III. Receita do salário-educação e de outras contribuições sociais; IV. Receita de incentivos fiscais; Dos Recursos financeiros140 V. Outros recursos previstos em lei. COMENTÁRIOS: RECEITAS DE IMPOSTOS: é aquela que vem dos tributos arrecadados por cada uma das esfe- ras da administração pública (União, Estados, DF e Municípios). TRANSFERÊNCIAS CONSTITUCIONAIS OU OUTRAS TRANSFERÊNCIAS: vêm de múlti- plas bases, por exemplo: 20% do que for arrecada- do pela União quando se institui um novo imposto e transferência, aos Estados e DF, de 10% do que for arrecadado, a partir da cobrança de impostos de produtos industrializados pela União. Essas justi- ficativas encontram-se nos artigos 157, 158 e 159 da Constituição. SALÁRIO-EDUCAÇÃO: é uma contribuição so- cial, que tem como objetivo “suplementar as despe- sas públicas com a educação elementar.” RECEITA DE INCENTIVOS FISCAIS: é formada dos incentivos fiscais, como o Imposto de Renda, ou de isenções fiscais. Funciona assim: pessoas físicas ou jurídicas que financiarem programas escolares ou bolsas de estudo, com recursos próprios, pode- rão ter estas despesas abatidas no imposto de renda a pagar. Fernanda Lima 141 OUTROS RECURSOS PREVISTOS EM LEI: são criadas em situações de emergência, para atender, em caráter provisório. Art. 69. A União aplicará, anualmente, nun- ca menos de dezoito, e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, vinte e cinco por cento, ou o que consta nas respectivas Constituições ou Leis Orgânicas, da receita resultante de impostos, compreendidas as transferências constitucionais, na manutenção e desenvolvimento do ensino pú- blico. (Vide Medida Provisória nº 773, de 2017) (Vigência encerrada) § 1º A parcela da arrecadação de impostos transferida pela União aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, ou pelos Estados aos res- pectivos Municípios, não será considerada, para efeito do cálculo previsto neste artigo, receita do governo que a transferir. § 2º Serão consideradas excluídas das re- ceitas de impostos mencionadas neste artigo as operações de crédito por antecipação de receita orçamentária de impostos. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Mpv/mpv773.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Congresso/adc-069-mpv773.htm Dos Recursos financeiros142 § 3º Para fixação inicial dos valores corres- pondentes aos mínimos estatuídos neste artigo, será considerada a receita estimada na lei do or- çamento anual, ajustada, quando for o caso, por lei que autorizar a abertura de créditos adicionais, com base no eventual excesso de arrecadação. § 4º As diferenças entre a receita e a despesa previstas e as efetivamente realizadas,que resul- tem no não atendimento dos percentuais míni- mos obrigatórios, serão apuradas e corrigidas a cada trimestre do exercício financeiro. § 5º O repasse dos valores referidos neste ar- tigo do caixa da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios ocorrerá imediatamen- te ao órgão responsável pela educação, observa- dos os seguintes prazos: I. Recursos arrecadados do primeiro ao décimo dia de cada mês, até o vigési- mo dia; II. Recursos arrecadados do décimo pri- meiro ao vigésimo dia de cada mês, até o trigésimo dia; III. Recursos arrecadados do vigésimo pri- meiro dia ao final de cada mês, até o dé- cimo dia do mês subsequente. Fernanda Lima 143 § 6º O atraso da liberação sujeitará os recur- sos a correção monetária e à responsabilização civil e criminal das autoridades competentes. COMENTÁRIOS: O artigo 69 gosta muito de ser cobrado em provas. Os valores mínimos são fixados na lei orçamentá- ria anual. UNIÃO: aplicará nunca menos que 18%, da receita resultante de seus impostos. ESTADOS, MUNICÍPIOS E DF: nunca menos que 25%. Estes percentuais são os mínimos que as diversas esferas administrativas são obrigadas a aplicar em manutenção e desenvolvimento do ensino. Como são percentuais mínimos, em alguns estados, como São Paulo e Rio Grande do Sul, o percentual aplica- do é superior aos 25% obrigatórios em lei. Uma dica para “memorizar” estes percentuais, uma vez que caem muito nas provas é considerar que o todo (Estados, Municípios e DF) acaba aplicando mais que a União. Dos Recursos financeiros144 Art. 70. Considerar-se-ão como de manu- tenção e desenvolvimento do ensino as despe- sas realizadas com vistas à consecução dos ob- jetivos básicos das instituições educacionais de todos os níveis, compreendendo as que se des- tinam a: I. Remuneração e aperfeiçoamento do pessoal docente e demais profissio- nais da educação; II. Aquisição, manutenção, construção e conservação de instalações e equipa- mentos necessários ao ensino; III. Uso e manutenção de bens e serviços vinculados ao ensino; IV. Levantamentos estatísticos, estudos e pesquisas visando precipuamente ao aprimoramento da qualidade e à ex- pansão do ensino; V. Realização de atividades-meio necessárias ao funcionamento dos sistemas de ensino; VI. Concessão de bolsas de estudo a alu- nos de escolas públicas e privadas; VII. Amortização e custeio de operações de crédito destinadas a atender ao dispos- to nos incisos deste artigo; Fernanda Lima 145 VIII. Aquisição de material didático-esco- lar e manutenção de programas de transporte escolar. COMENTÁRIOS: O legislador considerou como manutenção e desen- volvimento as despesas intrínsecas ao ensino. Art. 71. Não constituirão despesas de ma- nutenção e desenvolvimento do ensino aquelas realizadas com: I. Pesquisa, quando não vinculada às instituições de ensino, ou, quando efetivada fora dos sistemas de ensi- no, que não vise, precipuamente, ao aprimoramento de sua qualidade ou à sua expansão; II. Subvenção a instituições públicas ou privadas de caráter assistencial, des- portivo ou cultural; III. Formação de quadros especiais para a administração pública, sejam militares ou civis, inclusive diplomáticos; Dos Recursos financeiros146 IV. Programas suplementares de alimen- tação, assistência médico-odontológi- ca, farmacêutica e psicológica, e outras formas de assistência social; V. Obras de infraestrutura, ainda que re- alizadas para beneficiar direta ou indi- retamente a rede escolar; VI. Pessoal docente e demais trabalhadores da educação, quando em desvio de fun- ção ou em atividade alheia à manuten- ção e desenvolvimento do ensino. COMENTÁRIOS: Observem que os incisos trazem itens que não fa- zem relação direta ao ensino e aos objetivos básicos das instituições. Art. 72. As receitas e despesas com manuten- ção e desenvolvimento do ensino serão apuradas e publicadas nos balanços do Poder Público, as- sim como nos relatórios a que se refere o § 3º do art. 165 da Constituição Federal. Fernanda Lima 147 Art. 73. Os órgãos fiscalizadores examinarão, prioritariamente, na prestação de contas de recur- sos públicos, o cumprimento do disposto no art. 212 da Constituição Federal, no art. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias e na le- gislação concernente. COMENTÁRIOS: Sobre os órgãos fiscalizadores, entendemos que o Tribunal de Contas assume de forma precípua, mas não de forma exclusiva. Art. 74. A União, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, esta- belecerá padrão mínimo de oportunidades edu- cacionais para o ensino fundamental, baseado no cálculo do custo mínimo por aluno, capaz de asse- gurar ensino de qualidade. Parágrafo único. O custo mínimo de que tra- ta este artigo será calculado pela União ao final de cada ano, com validade para o ano subsequen- te, considerando variações regionais no custo dos insumos e as diversas modalidades de ensino. Dos Recursos financeiros148 COMENTÁRIOS: Sabemos que a educação de qualidade não custa ba- rato e o legislador, ao estabelecer um mínimo, por aluno, pretende manter o mínimo de padrão de qua- lidade no ensino. Art. 75. A ação supletiva e redistributiva da União e dos Estados será exercida de modo a corrigir, progressivamente, as disparidades de acesso e garantir o padrão mínimo de qualida- de de ensino. § 1º A ação a que se refere este artigo obede- cerá a fórmula de domínio público que inclua a capacidade de atendimento e a medida do esforço fiscal do respectivo Estado, do Distrito Federal ou do Município em favor da manutenção e do de- senvolvimento do ensino. § 2º A capacidade de atendimento de cada governo será definida pela razão entre os recur- sos de uso constitucionalmente obrigatório na manutenção e desenvolvimento do ensino e o custo anual do aluno, relativo ao padrão mínimo de qualidade. Fernanda Lima 149 § 3º Com base nos critérios estabelecidos nos §§ 1º e 2º, a União poderá fazer a transfe- rência direta de recursos a cada estabelecimento de ensino, considerado o número de alunos que efetivamente frequentam a escola. § 4º A ação supletiva e redistributiva não poderá ser exercida em favor do Distrito Federal, dos Estados e dos Municípios se estes oferecerem vagas, na área de ensino de sua responsabilidade, conforme o inciso VI do art. 10 e o inciso V do art. 11 desta Lei, em número inferior à sua capacida- de de atendimento. Art. 76. A ação supletiva e redistributiva prevista no artigo anterior ficará condicionada ao efetivo cumprimento pelos Estados, Distrito Federal e Municípios do disposto nesta Lei, sem prejuízo de outras prescrições legais. COMENTÁRIOS: Ação redistributiva: cunho quantitativo. De acordo com o professor Moaci Alves, refere-se à dimensão de insuficiência de recursos. Ação supletiva: cunho qualitativo. Refere-se à di- mensão das dissimetrias sociais. Este dispositivo estabelece uma relação baseada no volume de re- cursos existentes para a manutenção e desenvol- vimento do ensino, e também, no esforço fiscal que Dos Recursos financeiros150 cada instância faz para o uso obrigatório em educa- ção básica. Art. 77. Os recursos públicos serão desti- nados às escolas públicas, podendo ser dirigi- dos a escolas comunitárias, confessionais ou filantrópicas que: I. Comprovem finalidade não-lucrativa e não distribuam resultados, dividen- dos, bonificações, participações ou par- cela de seu patrimônio sob nenhuma forma ou pretexto; II. Apliquem seus excedentes financei- ros em educação; III. Assegurem a destinação de seu patri- mônio a outra escola comunitária, fi- lantrópica ou confessional, ou ao Poder Público, no caso de encerramento de suas atividades; IV. Prestem contas ao Poder Público dos recursos recebidos. Fernanda Lima 151 § 1º Os recursos de que trata este artigo poderão ser destinados a bolsas de estudo para a educação básica, na forma da lei, para os que demonstrarem insuficiência de recursos, quan- do houverfalta de vagas e cursos regulares da rede pública de domicílio do educando, ficando o Poder Público obrigado a investir prioritaria- mente na expansão da sua rede local. § 2º As atividades universitárias de pesqui- sa e extensão poderão receber apoio financei- ro do Poder Público, inclusive mediante bolsas de estudo. COMENTÁRIOS: Observem que as instituições privadas estão fora do rol de alcance dos recursos que trata o artigo 77. TÍTULO VIII DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 78. O Sistema de Ensino da União, com a colaboração das agências federais de fomento à cultura e de assistência aos índios, desenvolverá programas integrados de ensino e pesquisa, para oferta de educação escolar bilingue e intercultural aos povos indígenas, com os seguintes objetivos: I. Proporcionar aos índios, suas comuni- dades e povos, a recuperação de suas memórias históricas; a reafirmação de suas identidades étnicas; a valorização de suas línguas e ciências; DAS DISPOSIÇÕES GERAIS154 II. Garantir aos índios, suas comunidades e povos, o acesso às informações, co- nhecimentos técnicos e científicos da sociedade nacional e demais sociedades indígenas e não-índias. COMENTÁRIOS: As disposições gerais farão par com tudo o que a LDB afirma em seu texto, estendendo aos indígenas e seus povos. Sabemos que os povos indígenas fo- ram os primeiros habitantes do Brasil e eles mantêm tradições que devem ser respeitadas. Além disso, o legislador se preocupou em garantir o acesso à in- formação e conhecimento, para eles e demais povos, visando à integração. Art. 78-A. Os sistemas de ensino, em regime de colaboração, desenvolverão programas integrados de ensino e pesquisa, para oferta de educação esco- lar bilíngue e intercultural aos estudantes surdos, surdo-cegos, com deficiência auditiva sinalizantes, surdos com altas habilidades ou superdotação ou com outras deficiências associadas, com os seguin- tes objetivos: (Incluído pela Lei nº 14.191, de 2021) Fernanda Lima 155 I. Proporcionar aos surdos a recuperação de suas memórias históricas, a reafir- mação de suas identidades e especifi- cidades e a valorização de sua língua e cultura; (Incluído pela Lei nº 14.191, de 2021) II. Garantir aos surdos o acesso às infor- mações e conhecimentos técnicos e científicos da sociedade nacional e de- mais sociedades surdas e não surdas. (Incluído pela Lei nº 14.191, de 2021) COMENTÁRIOS: Artigo 78-A traz um enfoque para a importância de compreender as especificidades dos surdos pro- porcionando oportunidades mais justas de atingir os conhecimentos exigidos pela sociedade. Art. 79. A União apoiará técnica e financei- ramente os sistemas de ensino no provimento da educação intercultural às comunidades indígenas, desenvolvendo programas integrados de ensino e pesquisa. DAS DISPOSIÇÕES GERAIS156 § 1º Os programas serão planejados com au- diência das comunidades indígenas. § 2º Os programas a que se refere este arti- go, incluídos nos Planos Nacionais de Educação, terão os seguintes objetivos: I. Fortalecer as práticas socioculturais e a língua materna de cada comunida- de indígena; II. Manter programas de formação de pes- soal especializado, destinado à educa- ção escolar nas comunidades indígenas; III. Desenvolver currículos e programas es- pecíficos, neles incluindo os conteúdos culturais correspondentes às respecti- vas comunidades; IV. Elaborar e publicar sistematica- mente material didático específico e diferenciado. § 3º No que se refere à educação superior, sem prejuízo de outras ações, o atendimento aos povos indígenas efetivar-se-á, nas universidades públicas e privadas, mediante a oferta de ensino e de assistência estudantil, assim como de estímulo à pesquisa e desenvolvimento de programas es- peciais. (Incluído pela Lei nº 12.416, de 2011) Fernanda Lima 157 COMENTÁRIOS: Não basta oferecer uma educação indígena qual- quer. É imperativo que haja adequação das condi- ções de acesso e aprendizagem. Em função disso, a LDB se preocupa em planejar o ensino de acordo com as peculiaridades dos indígenas, fortalecendo as práticas socioculturais e a língua materna de cada comunidade, oferecendo uma educação que atenda aos anseios, com o aval da própria comuni- dade indígena. Art. 79-A. (VETADO) (Incluído pela Lei nº 10.639, de 9.1.2003) Art. 79-B. O calendário escolar incluirá o dia 20 de novembro como ‘Dia Nacional da Consciência Negra’. (Incluído pela Lei nº 10.639, de 9.1.2003) Art. 79-C. A União apoiará técnica e finan- ceiramente os sistemas de ensino no provimento da educação bilíngue e intercultural às comunida- des surdas, com desenvolvimento de programas integrados de ensino e pesquisa. (Incluído pela Lei nº 14.191, de 2021) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/Mensagem_Veto/2003/Mv03-03.htm DAS DISPOSIÇÕES GERAIS158 § 1º Os programas serão planejados com participação das comunidades surdas, de institui- ções de ensino superior e de entidades represen- tativas das pessoas surdas. (Incluído pela Lei nº 14.191, de 2021) § 2º Os programas a que se refere este ar- tigo, incluídos no Plano Nacional de Educação, terão os seguintes objetivos: (Incluído pela Lei nº 14.191, de 2021) I. Fortalecer as práticas socioculturais dos surdos e a Língua Brasileira de Sinais; (Incluído pela Lei nº 14.191, de 2021) II. Manter programas de formação de pessoal especializado, destinados à educação bilíngue escolar dos surdos, surdo-cegos, com deficiência auditiva sinalizantes, surdos com altas habilida- des ou superdotação ou com outras de- ficiências associadas; (Incluído pela Lei nº 14.191, de 2021) III. Desenvolver currículos, métodos, for- mação e programas específicos, neles incluídos os conteúdos culturais cor- respondentes aos surdos; (Incluído pela Lei nº 14.191, de 2021) Fernanda Lima 159 IV. Elaborar e publicar sistematicamente material didático bilíngue, específico e diferenciado. (Incluído pela Lei nº 14.191, de 2021) § 3º Na educação superior, sem prejuízo de outras ações, o atendimento aos estudantes surdos, surdo-cegos, com deficiência auditiva sinalizan- tes, surdos com altas habilidades ou superdotação ou com outras deficiências associadas efetivar-se-á mediante a oferta de ensino bilíngue e de assistên- cia estudantil, assim como de estímulo à pesquisa e desenvolvimento de programas especiais. (Incluído pela Lei nº 14.191, de 2021) COMENTÁRIOS: Tivemos algumas alterações nos últimos anos a res- peito da educação bilingue para surdos. Um fato que pode estar relacionado ao atual governo que tem como a primeira dama uma pessoa engajada no as- sunto. Se o governo tivesse um engajamento maior em outros assuntos relacionados à educação, como o piso do professor, talvez nossa educação estivesse menos sucateada. Observem que aqui não é uma crítica às ações em prol da comunidade surda. Já era mais que urgen- te esta atenção, mas trago o parêntese para a im- portância de “querer fazer”. Um governo que quer DAS DISPOSIÇÕES GERAIS160 investir em determinado ponto da educação, o fará. Torçamos para que tenhamos um governo que en- tenda que se não houver valorização do corpo do- cente, o avanço não será significativo, ainda que ele invista em outras instâncias. Art. 80. O Poder Público incentivará o de- senvolvimento e a veiculação de programas de ensino a distância, em todos os níveis e moda- lidades de ensino, e de educação continuada. (Regulamento) § 1º A educação a distância, organizada com abertura e regime especiais, será oferecida por instituições especificamente credenciadas pela União. § 2º A União regulamentará os requisitos para a realização de exames e registro de diploma relativos a cursos de educação a distância. § 3º As normas para produção, controle e avaliação de programas de educação a distância e a autorização para sua implementação, cabe- rão aos respectivos sistemas de ensino, podendo haver cooperação e integração entre os diferentes sistemas. (Regulamento) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Decreto/D5622.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/2001/D3860.htm Fernanda Lima 161 § 4º A educação a distância gozará de trata- mento diferenciado, que incluirá: I. Custos de transmissão reduzidos em canais comerciais de radiodifusão so- nora e de sons e imagens; I. Custos de transmissão reduzidos em ca- nais comerciais de radiodifusão sonora e de sons e imagens e em outros meios de comunicação que sejam explorados mediante autorização, concessão ou permissão do poder público; (Redação dada pela Lei nº 12.603, de 2012) II. Concessão de canais com finalidades exclusivamente educativas; III. Reserva de tempo mínimo, sem ônus para o Poder Público, pelos concessio- nários de canais comerciais. COMENTÁRIOS: O artigo 80 tem regulamentação no Decreto 5.622/051 que trata das Diretrizes e Bases da educação a distância. 1 Regulamenta o art. 80 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. DAS DISPOSIÇÕES GERAIS162 Art. 81. É permitida a organização de cursos ou instituições de ensino experimentais, desde que obedecidas as disposições desta Lei. COMENTÁRIOS: Com este artigo, abre possibilidade de experimentar propostas pedagógicas diferentes das usuais, entre- tanto, deve-se obedecer às disposições da LDB. Ou seja: não se criará nada que não seja apropriado e adequado ao que a legislação educacional entenda, apesar da possibilidade de experimentação. Art. 82. Os sistemas de ensino estabelecerão as normas de realização de estágio em sua juris- dição, observada a lei federal sobre a matéria. (Redação dada pela Lei nº 11.788, de 2008) COMENTÁRIOS: Há dois tipos de estágios: obrigatório e não obrigató- rio. Cada instituição de ensino deve deixar claro que tipo de estágio está oferecendo. Para cursar o estágio (de acordo com a lei do estágio2), deve-se cumprir al- gumas exigências. 2 Lei 11.788 de setembro de 2008. Fernanda Lima 163 Art. 83. O ensino militar é regulado em lei específica, admitida a equivalência de estudos, de acordo com as normas fixadas pelos sistemas de ensino. COMENTÁRIOS: O ensino militar é regulamentado em lei específi- ca e passou por transformações ao longo do tempo. Antes, era oferecido apenas para alunos homens, fi- lhos de militares. Atualmente, seu corpo discente é misto (feminino e masculino) e há possibilidade de ingresso, para alunos que não são filhos de milita- res, de acordo com alguns critérios, dentre eles, pro- va de seleção e sorteio. Art. 84. Os discentes da educação superior poderão ser aproveitados em tarefas de ensino e pesquisa pelas respectivas instituições, exercendo funções de monitoria, de acordo com seu rendi- mento e seu plano de estudos. COMENTÁRIOS: A possibilidade de monitoria é uma forma de o alu- no desenvolver habilidades e estar em contato com DAS DISPOSIÇÕES GERAIS164 a academia, proporcionando-o um relacionamento produtivo entre alunos e professores. Art. 85. Qualquer cidadão habilitado com a titulação própria poderá exigir a abertura de concurso público de provas e títulos para car- go de docente de instituição pública de ensino que estiver sendo ocupado por professor não concursado, por mais de seis anos, ressalva- dos os direitos assegurados pelos arts. 41 da Constituição Federal e 19 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. COMENTÁRIOS: Na primeira versão desse livro, publicado no ano de 2015, comentei que imaginaria que a incidência deste direito ser levado à pratica seria como a pre- sença do Cometa Halley: muito rara. Anos depois, sei que nada mudou. Fernanda Lima 165 Art. 86. As instituições de educação supe- rior constituídas como universidades integrar- -se-ão, também, na sua condição de instituições de pesquisa, ao Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia, nos termos da legislação específica. COMENTÁRIOS: As universidades já possuem um papel de natu- reza científica, sendo assim, o artigo 86 ratifica a sua identidade. TÍTULO IX DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS Art. 87. É instituída a Década da Educação, a iniciar-se um ano a partir da publicação des- ta Lei. § 1º A União, no prazo de um ano a partir da publicação desta Lei, encaminhará, ao Congresso Nacional, o Plano Nacional de Educação, com diretrizes e metas para os dez anos seguintes, em sintonia com a Declaração Mundial sobre Educação para Todos. § 2º (Revogado) (Redação dada pela lei nº 12.796, de 2013) DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS168 § 3º O Distrito Federal, cada Estado e Município, e, supletivamente, a União, devem: (Redação dada pela Lei nº 11.330, de 2006) I. (Revogado) (Redação dada pela lei nº 12.796, de 2013) a) (Revogado) (Redação dada pela Lei nº 11.274, de 2006) b) (Revogado) (Redação dada pela Lei nº 11.274, de 2006) c) (Revogado) (Redação dada pela Lei nº 11.274, de 2006) II. Prover cursos presenciais ou a distân- cia aos jovens e adultos insuficiente- mente escolarizados; III. Realizar programas de capacitação para todos os professores em exercício, utilizando também, para isto, os recur- sos da educação a distância; IV. Integrar todos os estabelecimentos de ensino fundamental do seu território ao sistema nacional de avaliação do rendi- mento escolar. Fernanda Lima 169 § 4º (Revogado) (Redação dada pela lei nº 12.796, de 2013) § 5º Serão conjugados todos os esforços ob- jetivando a progressão das redes escolares públi- cas urbanas de ensino fundamental para o regime de escolas de tempo integral. § 6º A assistência financeira da União aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, bem como a dos Estados aos seus Municípios, fi- cam condicionadas ao cumprimento do art. 212 da Constituição Federal e dispositivos legais per- tinentes pelos governos beneficiados. Art. 87-A. (VETADO) (Incluído pela lei nº 12.796, de 2013) Art. 88. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios adaptarão sua legislação educacional e de ensino às disposições desta Lei no prazo máximo de um ano, a partir da data de sua publicação. (Regulamento) § 1º As instituições educacionais adaptarão seus estatutos e regimentos aos dispositivos desta Lei e às normas dos respectivos sistemas de ensi- no, nos prazos por estes estabelecidos. § 2º O prazo para que as universidades cum- pram o disposto nos incisos II e III do art. 52 é de oito anos. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D2306.htm DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS170 Art. 89. As creches e pré-escolas existentes ou que venham a ser criadas deverão, no prazo de três anos, a contar da publicação desta Lei, integrar-se ao respectivo sistema de ensino. Art. 90. As questões suscitadas na transição entre o regime anterior e o que se institui nesta Lei serão resolvidas pelo Conselho Nacional de Educação ou, mediante delegação deste, pelos ór- gãos normativos dos sistemas de ensino, preser- vada a autonomia universitária. Art. 91. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. 92. Revogam-se as disposições das Leis nºs 4.024, de 20 de dezembro de 1961, e 5.540, de 28 de novembro de 1968, não alteradas pelas Leis nºs 9.131, de 24 de novembro de 1995 e 9.192, de 21 de dezembro de 1995 e, ainda, as Leis nºs 5.692, de 11 de agosto de 1971 e 7.044, de 18 de outubro de 1982, e as demais leis e decretos-lei que as modificaram e quaisquer outras disposi- ções em contrário. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L4024.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L4024.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L5540.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L5540.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9131.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9131.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9192.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9192.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L5692.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L5692.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7044.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7044.htm BIBLIOGRAFIA CARDOSO, C.M.(1995). Uma visão holística da educação. São Paulo. Summus. DEMO, P. (2006). Formação permanente e tecno- logias educacionais. Petrópolis. Vozes. LDB Esquematizada e Comentada para Concursos. Lima, Fernanda. Firmino, Fabiana. Editora Freitas Bastos. 2ª Edição. 2020. LDB Fácil. Leitura crítico-compreensiva artigo a artigo. Carneiro, Moacir Alves. Editora Vozes. 20ª Edição. 2012. SAVIANI, D. (2007). Da nova LDB ao Fundeb. São Paulo: Autores Associados. Bibliografia172 Legislações e Decretos Decreto 6.755/09. Institui a Política Nacional de Formação de Profissionais do Magistério da Educação Básica e disciplina a atuação da LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394. htm. Acesso em: 10/05/2022. Constituição da República Federativa do Brasil http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/ Constituicao/Constituicao.htm. Acesso em 20/05/2022. Lei 5.622/05: http://www.planalto.gov.br/cci- vil_03/_ato2004-2006/2005/decreto/d5622.htm. Acesso em 18/05/2022. Lei 14.333 de 04 de maio de 2022. Altera a Lei 9.394/96 para dispor sobre a garantia de mo- biliário, equipamentos e materiais pedagógicos adequados à idade e às necessidades específicas de cada aluno. QUESTÕES DE CONCURSO COM GABARITO E COMENTADAS 1. (PEDAGOGO – CNJ – CESPE – 2013) A autorização e o reconhecimento de cursos superio- res podem ser feitos a qualquer tempo, garantindo- -se, assim, o credenciamento das instituições de ensi- no superior pelo Estado. GRAU DE DIFICULDADE: DIFÍCIL 2. (PEDAGOGO – CNJ – CESPE – 2013) A gestão democrática é um princípio que se aplica tanto à rede pública de ensino como à rede privada. GRAU DE DIFICULDADE: DIFÍCIL 3. (PEDAGOGO – CESPE CNJ – 2013) A educação básica pode ser organizada em séries anuais, períodos semestrais, ciclos, grupos não se- riados, com base na idade, na competência e em ou- tros critérios. GRAU DE DIFICULDADE: INTERMEDIÁRIO Questões de Concurso174 4. (ANALISTA JUDICIÁRIO – TJ/CE – CESPE – 2013) O calendário escolar deve adequar-se às peculiarida- des de cada sistema de ensino, podendo a carga horá- ria prevista para o ano letivo ser reduzida. GRAU DE DIFICULDADE: FÁCIL 5. (ANALISTA JUDICIÁRIO – TJ/CE – CESPE – 2013) A educação básica é um direito público subjetivo de acordo com a Constituição Federal. GRAU DE DIFICULDADE: DIFÍCIL 6. (ANALISTA JUDICIÁRIO – TJ/CE – CESPE – 2013) Os sistemas de ensino deverão ser organizados em re- gime de colaboração entre a União, os estados, os mu- nicípios e o DF. GRAU DE DIFICULDADE: DIFÍCIL 7. (ANALISTA JUDICIÁRIO – TJ/CE – CESPE – 2013) Os percentuais mínimos da receita resultante de impostos, compreendida a proveniente de transfe- rências, para a manutenção e o desenvolvimento do ensino são, respectivamente, de 18% e 25%. GRAU DE DIFICULDADE: DIFÍCIL Fernanda Lima 175 8. (ANALISTA JUDICIÁRIO – TJ/CE – CESPE – 2013) Os sistemas de ensino podem organizar seus respec- tivos calendários escolares para atendimento às pe- culiaridades climáticas locais, reduzindo, inclusive, o número de horas previsto na LDB, caso necessário. GRAU DE DIFICULDADE: DIFÍCIL 9. (ANALISTA JUDICIÁRIO – TJ/CE – CESPE – 2013) A LDB prevê a obrigatoriedade do ensino sobre his- tória e cultura afro-brasileira nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio das redes públicas e privadas. GRAU DE DIFICULDADE: INTERMEDIÁRIO 10. (ANALISTA JUDICIÁRIO – TJ/CE – CESPE – 2013) De acordo com a CF vigente, a União aplicará anu- almente até 17% da receita resultante de impostos na manutenção e desenvolvimento da educação. GRAU DE DIFICULDADE: FÁCIL 11. (ANALISTA JUDICIÁRIO – TJ/CE – CESPE – 2013) A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de- fine como educação básica os seguintes níveis: edu- cação infantil, ensino fundamental, ensino médio e educação superior. GRAU DE DIFICULDADE: INTERMEDIÁRIO Questões de Concurso176 12. (ANALISTA JUDICIÁRIO – TJ/CE – CESPE – 2013) O sistema federal de ensino compreende as institui- ções de ensino mantidas pela União, as instituições de ensino fundamental e médio, criadas e mantidas pela iniciativa privada, e os órgãos federais de educação. GRAU DE DIFICULDADE: INTERMEDIÁRIO 13. (ANALISTA JUDICIÁRIO – TJ/CE – CESPE – 2013) Os currículos da educação básica têm base nacional comum, mas devem ser complementados por uma parte diversificada de responsabilidade exclusiva de cada sistema de ensino. GRAU DE DIFICULDADE: DIFÍCIL 14. (PEDAGOGO – MPU – CESPE – 2013) A classificação em qualquer série ou etapa do ensino fundamental e médio, exceto a primeira do ensino fun- damental, pode ser feita por promoção; por transferên- cia; ou independentemente de escolarização anterior, mediante avaliação feita pela escola, que defina o grau de desenvolvimento e experiência do candidato e per- mita sua inscrição na série ou etapa adequada, confor- me regulamentação do respectivo sistema de ensino. GRAU DE DIFICULDADE: FÁCIL 15. (PEDAGOGO – MPU – CESPE – 2013) São consideradas como de manutenção e desenvol- vimento do ensino as despesas realizadas com vistas Fernanda Lima 177 à consecução dos objetivos básicos das instituições educacionais de todos os níveis, incluindo as que se destinam à concessão de bolsas de estudo a alunos exclusivamente de escolas públicas. GRAU DE DIFICULDADE: FÁCIL 16. (PEDAGOGO – MPU – CESPE – 2013) A CF estabelece que o ensino seja livre à iniciativa privada, desde que atendidas as seguintes condições: cumprimento das normas gerais da educação nacio- nal; e autorização e avaliação de qualidade pelo po- der público. GRAU DE DIFICULDADE: FÁCIL 17. (PEDAGOGO – MPU – CESPE – 2013) Plano Nacional de Educação, de duração decenal, é previsto na CF e estabelece a meta de aplicação de recursos públicos em educação na proporção de dez por cento do produto interno bruto (PIB). GRAU DE DIFICULDADE: DIFÍCIL 18. (PEDAGOGO – MPU – CESPE – 2013) O dever do Estado com educação escolar pública será efetivado mediante a garantia de diversos pontos; entre eles, a educação básica obrigatória e gratuita dos quatro aos dezessete anos de idade. GRAU DE DIFICULDADE: DIFÍCIL Questões de Concurso178 19. (ASSISTENTE DE ALUNOS – UFRN – COMPERVE – 2015) A educação especial compreende a modalidade de educação oferecida preferencialmente na rede regu- lar de ensino para educandos portadores de necessi- dades especiais. GRAU DE DIFICULDADE: DIFÍCIL 20. (PROFESSOR – PREFEITURA SÃO LUIS MARANHÃO – CESPE – 2017) A educação infantil fixa seu efetivo de trabalho es- colar em 800 horas com mínimo de 200 dias letivos. GRAU DE DIFICULDADE: FÁCIL 21. (PROFESSOR – PREFEITURA SÃO LUIS MARANHÃO – CESPE – 2017) É dever dos pais ou responsáveis efetuar a matrícula das crianças na educação básica a partir dos 5 (cinco) anos de idade. GRAU DE DIFICULDADE: FACIL 22. (PROFESSOR – PREFEITURA SÃO LUIS MARANHÃO – CESPE – 2017) Na educação infantil a avaliação deverá ser realizada mediante acompanhamento e registro do desenvol- vimento das crianças, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental. GRAU DE DIFICULDADE: DIFÍCIL Fernanda Lima 179 23. (PROFESSOR – PREFEITURA SÃO LUIS MARANHÃO – CESPE – 2017) De acordo com a lei 12.796 o tempo de permanência na escola a criança da educação infantil será de, no mínimo, 4 horas diárias para o turno parcial e de 7 horas para a jornada integral. GRAU DE DIFICULDADE: DIFÍCIL 24. (PROFESSOR – PREFEITURA SÃO LUIS MARANHÃO – CESPE – 2017) Na educação básica é exigida a frequência mínima de 75% do total de horas. Os alunos não poderão ultra- passar o percentual de 25% de faltas. GRAU DE DIFICULDADE: FÁCIL 25. (PROFESSOR – PREFEITURA SÃO LUIS MARANHÃO – CESPE – 2017) Analise a situação hipotética e julgue o item abaixo: Paula terminou o seu curso de nível médio na mo- dalidade normal e pretende dar aula na educação in- fantil. De acordo com a LDB Paula terá que fazer a graduação em pedagogia, pois não será permitido dar aula sem essa licenciatura. GRAUco- brados em provas de concursos, eles estão em con- sonância com a nossa Constituição Federal em seu DOS PRINCÍPIOS E FINS DA EDUCAÇÃO NACIONAL22 artigo 206 e visam oferecer o ensino com condições de qualidade. Observem também que os princípios constantes no Projeto político-pedagógico têm embasamento na LDB. TÍTULO III DO DIREITO À EDUCAÇÃO E DO DEVER DE EDUCAR Art. 4º O dever do Estado com educação es- colar pública será efetivado mediante a garan- tia de: I. Educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade, organizada da seguinte for- ma: (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) a) Pré-escola; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) DO DIREITO À EDUCAÇÃO E DO DEVER DE EDUCAR24 b) Ensino fundamental; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) c) Ensino médio; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) II. Educação infantil gratuita às crianças de até 5 (cinco) anos de idade; (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) III. Atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com deficiên- cia, transtornos globais do desenvolvi- mento e altas habilidades ou superdota- ção, transversal a todos os níveis, etapas e modalidades, preferencialmente na rede regular de ensino; (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) IV. Acesso público e gratuito aos ensinos fundamental e médio para todos os que não os concluíram na idade pró- pria; (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) V. Acesso aos níveis mais elevados do en- sino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um; Fernanda Lima 25 VI. Oferta de ensino noturno regular, ade- quado às condições do educando; VII. Oferta de educação escolar regular para jovens e adultos, com caracterís- ticas e modalidades adequadas às suas necessidades e disponibilidades, garan- tindo-se aos que forem trabalhadores as condições de acesso e permanência na escola; VIII. Atendimento ao educando, em todas as etapas da educação básica, por meio de programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimen- tação e assistência à saúde; (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) IX. Padrões mínimos de qualidade do en- sino, definidos como a variedade e a quantidade mínimas, por aluno, de insu- mos indispensáveis ao desenvolvimen- to do processo de ensino-aprendizagem adequados à idade e às necessidades específicas de cada estudante, inclusi- ve mediante a provisão de mobiliário, equipamentos e materiais pedagógicos apropriados; (Redação dada pela Lei nº 14.333, de 2022) DO DIREITO À EDUCAÇÃO E DO DEVER DE EDUCAR26 X. Vaga na escola pública de educação in- fantil ou de ensino fundamental mais próxima de sua residência a toda crian- ça a partir do dia em que completar 4 (quatro) anos de idade. (Incluído pela Lei nº 11.700, de 2008) COMENTÁRIOS: Atualmente, da educação básica vai dos 04 aos 17 anos, sendo obrigatória e gratuita nos estabeleci- mentos públicos oficiais de ensino. Atenção ao que diz respeito à vaga perto da residência: especialmen- te para a educação infantil ou de ensino fundamen- tal. A Lei não inclui a regra para o Ensino Médio. Atenção a uma alteração recente dada no inciso IX que explicita a necessidade de padrões mínimos de qualidade de ensino, dando enfoque ao mobiliário para que atenda as especificidades dos alunados. Art. 4º-A. É assegurado atendimento educa- cional, durante o período de internação, ao aluno da educação básica internado para tratamento de saúde em regime hospitalar ou domiciliar por tempo prolongado, conforme dispuser o Poder Fernanda Lima 27 Público em regulamento, na esfera de sua com- petência federativa. (Incluído pela Lei nº 13.716, de 2018) COMENTÁRIOS: Este atendimento acontece a partir do momento que a família informa escola. Neste caso, a escola deve disponibilizar o atendimento ao estudante, com acompanhamento de seu rendimento, a fim de que ele não se prejudique. Art. 5º O acesso à educação básica obrigató- ria é direito público subjetivo, podendo qualquer cidadão, grupo de cidadãos, associação comunitá- ria, organização sindical, entidade de classe ou ou- tra legalmente constituída e, ainda, o Ministério Público, acionar o poder público para exigi-lo. (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) § 1º O poder público, na esfera de sua com- petência federativa, deverá: (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) I. Recensear anualmente as crianças e adolescentes em idade escolar, bem como os jovens e adultos que não DO DIREITO À EDUCAÇÃO E DO DEVER DE EDUCAR28 concluíram a educação básica; (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) II. Fazer-lhes a chamada pública; III. Zelar, junto aos pais ou responsáveis, pela frequência à escola. § 2º Em todas as esferas administrativas, o Poder Público assegurará em primeiro lugar o acesso ao ensino obrigatório, nos termos deste artigo, contemplando em seguida os demais ní- veis e modalidades de ensino, conforme as priori- dades constitucionais e legais. § 3º Qualquer das partes mencionadas no caput deste artigo tem legitimidade para peti- cionar no Poder Judiciário, na hipótese do § 2º do art. 208 da Constituição Federal, sendo gratuita e de rito sumário a ação judicial correspondente. § 4º Comprovada a negligência da autorida- de competente para garantir o oferecimento do ensino obrigatório, poderá ela ser imputada por crime de responsabilidade. § 5º Para garantir o cumprimento da obri- gatoriedade de ensino, o Poder Público criará formas alternativas de acesso aos diferentes ní- veis de ensino, independentemente da escolariza- ção anterior. Fernanda Lima 29 COMENTÁRIOS: O acesso à educação básica é obrigatório é direito público subjetivo isto significa que: é direito irre- nunciável de cada um, configurando o não cumpri- mento, portanto, razão para o mandado de injunção, isto é, caso o demandante da vaga não a encontre na rede pública, poderá impetrar recurso junto ao Poder Judiciário contra a autoridade responsá- vel (Governador/Secretário Estadual ou Prefeito/ Secretário Municipal de Educação). Art. 6º É dever dos pais ou responsáveis efe- tuar a matrícula das crianças na educação básica a partir dos 4 (quatro) anos de idade. (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) COMENTÁRIOS: Existe muito questionamento a respeito dessa obri- gatoriedade. As crianças que completarem 04 anos até 31 de março devem ingressar na educação in- fantil. Isso significa que se uma criança faz 4 anos em 01 de abril, por exemplo, ela pode ser matricula- da no ano seguinte ao seu aniversário. DO DIREITO À EDUCAÇÃO E DO DEVER DE EDUCAR30 Art. 7º O ensino é livre à iniciativa privada, atendidas as seguintes condições: I. Cumprimento das normas gerais da educação nacional e do respectivo sis- tema de ensino; II. Autorização de funcionamento e ava- liação de qualidade pelo Poder Público; III. Capacidade de autofinanciamento, ressalvado o previsto no art. 213 da Constituição Federal. COMENTÁRIOS: A liberdade de ensino à iniciativa privada deve atender as condições de cumprimento das normas que regem a educação e, para além disso, devem ter autorização de funcionamento, sendo avaliadas sua qualidade, sob pena de fechamento. Além disso, deve ter capacidade de se autofinanciarem. Art. 7º-A Ao aluno regularmente matricula- do em instituição de ensino pública ou privada, de qualquer nível, é assegurado, no exercício da Fernanda Lima 31 liberdade de consciência e de crença, o direito de, mediante prévio e motivado requerimento, ausentar-se de prova ou de aula marcada para dia em que, segundo os preceitos de sua religião, seja vedado o exercício de tais atividades, deven- do-se-lhe atribuir, a critério da instituição e sem custos para o aluno, uma das seguintes prestações alternativas, nos termos do inciso VIII do caput do art. 5º da Constituição Federal: (Incluído pela Lei nº 13.796, de 2019) (Vigência) IV. Prova ou aula de reposição, conforme o caso, a ser realizada em dataDE DIFICULDADE: DIFÍCIL Questões de Concurso180 26. (PROFESSOR – PREFEITURA SÃO LUIS MARANHÃO – CESPE – 2017) Segundo disposição constitucional vigente o ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: I. Igualdade de condições para o acesso e a permanên- cia na escola; II. Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divul- gar o pensamento, a arte e o saber; III. Pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino; IV. Gratuidade do ensino público. GRAU DE DIFICULDADE: DIFÍCIL 27. (PROFESSOR – PREFEITURA SÃO LUIS MARANHÃO – CESPE – 2017) - A organização formal da educação escolar, no Brasil, é composta de dois níveis: Educação básica e superior, e esta, por sua vez, se apresenta em quatro modalidades: Cursos de graduação, de pós-graduação, sequenciais e cursos e programas de extensão. GRAU DE DIFICULDADE: DIFÍCIL 28. (PROFESSOR NIVEL SUPERIOR – PREFEITURA DE SÃO LUÍS – CESPE – 2017) Com relação ao disposto na LDB, julgue o item: Fernanda Lima 181 A LDB compreende o ensino técnico como um nível de ensino. GRAU DE DIFICULDADE: INTERMEDIÁRIO 29. (PROFESSOR NIVEL SUPERIOR – PREFEITURA DE SÃO LUÍS – CESPE – 2017) Julgue o item a seguir: A LDB impossibilitou a integração entre o ensino profissional e o ensino técnico. GRAU DE DIFICULDADE: INTERMEDIÁRIO 30. (PROFESSOR NIVEL SUPERIOR – PREFEITURA DE SÃO LUÍS – CESPE – 2017) Julgue o item a seguir: A LDB estabelece que o ensino médio deve preparar o estudante para o mundo de trabalho. GRAU DE DIFICULDADE: FÁCIL 31. (OFICIAL TÉCNICO DE INTELIGÊNCIA – ÁREA 4 – ABIN – CESPE – 2018) Em fevereiro de 2018, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) co- meçou a segunda etapa do Censo Escolar 2017, o módulo “Situação do Aluno”. Nessa etapa, serão co- letadas informações sobre rendimento e movimento escolar dos alunos ao final do ano letivo de 2017. Questões de Concurso182 Para isso, será importante que as escolas utilizem seus registros administrativos e acadêmicos, como ficha de matrícula, diário de classe, histórico escolar. I n t e r n e t : (com adaptações). A partir do texto antecedente, julgue o item que se segue, relativo a estatísticas educacionais. O texto se refere a um estudo censitário de diferentes variáveis da realidade educacional do país. GRAU DE DIFICULDADE: INTERMEDIÁRIO 32. (TÉCNICO EM ASSUNTOS EDUCACIONAIS – DPU – CESPE – 2017) De acordo com a LDB e outras legislações, a educação a distância é uma modalidade de ensino a ser utili- zada apenas na educação superior, não podendo ser utilizada na educação básica, por exemplo. GRAU DE DIFICULDADE: INTERMEDIÁRIO 33. (ASSISTENTE SOCIAL – DPU – CESPE – 2016) A oferta de educação especial deve ser assegurada a partir dos dois anos de idade, preferencialmente em escolas ou classes especiais. GRAU DE DIFICULDADE: FÁCIL Fernanda Lima 183 34. (TÉCNICO EM ASSUNTOS EDUCACIONAIS – DPU – CESPE – 2016) As instituições que ofertam cursos de graduação na modalidade a distância são autônomas para decidir a respeito da necessidade ou não de atividades presen- ciais, de acordo com seu projeto pedagógico. GRAU DE DIFICULDADE: DIFÍCIL 35. (TÉCNICO EM ASSUNTOS EDUCACIONAIS – DPU – CESPE – 2016) A autorização do respectivo conselho estadual de edu- cação é suficiente para que uma universidade estadual oferte cursos de graduação na modalidade a distância. GRAU DE DIFICULDADE: DIFÍCIL 36. (ASSISTENTE SOCIAL – DPU – CESPE – 2016) Ao poder público cabe a ampliação, na própria rede pública regular de ensino, do atendimento aos edu- candos com deficiência, transtornos globais do de- senvolvimento e altas habilidades ou superdotação, independentemente do apoio às instituições privadas sem fins lucrativos, especializadas e com atuação ex- clusiva em educação especial. GRAU DE DIFICULDADE: DIFÍCIL Questões de Concurso184 37. (SECRETÁRIO ESCOLAR – SEE-AL – CESPE – 2012) Considerando que a gestão democrática de políticas públicas constitui preceito constitucional ratificado pela Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional (LDB), julgue o item a seguir. As normas para a gestão democrática na educação básica são definidas pela LDB. GRAU DE DIFICULDADE: INTERMEDIÁRIO 38. (PROFESSOR NÍVEL SUPERIOR – PREFEITURA DE SÃO LUIS DO MARANHÃO – CESPE – 2017) A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) — Lei nº 9.394/1996 — estabelece estreita re- lação entre educação e trabalho. Com relação a esse assunto, julgue o item. O ensino médio e o ensino técnico podem ser cursa- dos concomitantemente. GRAU DE DIFICULDADE: INTERMEDIÁRIO 39. (SECRETÁRIO ESCOLAR – SEE/AL – CESPE – 2017) Considerando que a gestão democrática de políticas públicas constitui preceito constitucional ratificado pela Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional (LDB), julgue o item a seguir. Fernanda Lima 185 A participação da comunidade em conselhos escola- res e a escolha democrática dos dirigentes escolares são diretrizes da LDB. GRAU DE DIFICULDADE: INTERMEDIÁRIO 40. (TÉCNICO EM ASSUNTOS EDUCACIONAIS – UNIPAMPA – CESPE – 2013) Com base na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), julgue o item seguinte. A LDB atribui às instituições de ensino superior, públicas ou privadas, a competência para ministrar educação superior, com graus de abrangência ou es- pecialização diversificados. GRAU DE DIFICULDADE: INTERMEDIÁRIO 41. (PROFESSOR – SEDF – CESPE – 2017) Com base no disposto na Lei nº 9.394/1996 (LDB) e na Resolução CEDF nº 1/2012, julgue o item que se segue. De acordo com a LDB, o Estado brasileiro é respon- sável por garantir educação básica gratuita dos qua- tro aos dezessete anos de idade. GRAU DE DIFICULDADE: FÁCIL Questões de Concurso186 42. (PROFESSOR – ARTES – SEDUC/AL – CESPE – 2018) No que se refere à arte na perspectiva da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), jul- gue o item seguinte. A LDB constitui importante marco no âmbito edu- cacional, especialmente para o reconhecimento do ensino de arte. GRAU DE DIFICULDADE: DIFÍCIL 43. (PROFESSOR – SEDF – CESPE – 2017) À luz da Constituição Federal de 1988 (CF) e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), julgue o item que se segue. Embora estabeleça que o ensino seja ministrado com base em princípios como o da liberdade de aprender e ensinar, a LDB condiciona a observância desse prin- cípio à observância das orientações confessionais da comunidade escolar. À luz da Constituição Federal de 1988 (CF) e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), julgue o item que se segue. Embora estabeleça que o ensino seja ministrado com base em princípios como o da liberdade de aprender e ensinar, a LDB condiciona a observância desse prin- cípio à observância das orientações confessionais da comunidade escolar. GRAU DE DIFICULDADE: DIFÍCIL Fernanda Lima 187 44. (PROFESSOR – SEDF – CESPE – 2017) À luz da Constituição Federal de 1988 (CF) e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), julgue o item que se segue. A LDB estabelece que o ensino é obrigatório dos quatro aos dezessete anos de idade, devendo ser or- ganizado em pré-escola, ensino fundamental e ensi- no médio. GRAU DE DIFICULDADE: INTERMEDIÁRIO 45. (PROFESSOR DE QUÍMICA – SEDF – CESPE – 2017) A educação formal deve basear-se na legislação vigente, como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e os parâmetros e as orientações curriculares. A respeito desse assunto, julgue o item a seguir. De acordo com a LDB, o ensino médio tem como ob- jetivo, entre outros, a preparação básica do educando para o trabalho e a cidadania. GRAU DE DIFICULDADE: FÁCIL 46. (PROFESSOR – SEDF – CESPE – 2017) Acerca da legislação educacional brasileira, julgue o item a seguir. A valorização dos profissionais de educação é regra explícita na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional(LDB). GRAU DE DIFICULDADE: FÁCIL Questões de Concurso188 47. (PROFESSOR – SEDF – CESPE – 2017) À luz da Constituição Federal de 1988 (CF) e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), julgue o item que se segue. O ensino deve ser ministrado com base, entre outros princípios, no princípio da igualdade de condições para o acesso e a permanência na escola. GRAU DE DIFICULDADE: FÁCIL 48. (2021 – GSA CONCURSOS Órgão: Prefeitura de Saltinho – SC – Assistente Social) Dispõe no art. 2 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) –Lei n° 9.394/1996 que: Alternativas A. A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidarie- dade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvi- mento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. B. Educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de solidariedade e nos ideais da liberdade, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do edu- cando e seu preparo para o exercício da cidadania. C. A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de equidade e nos ideais de fraterni- dade, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cida- dania, sua qualificação e encaminhamento para o mercado de trabalho. Fernanda Lima 189 D. A educação, dever da família e do Estado, inspira- da nos princípios de proteção e universalização, tem por finalidade educar, cuidar e ensinar todos os alu- nos de 0 a 18 anos. GRAU DE DIFICULDADE: FÁCIL 49. (2021 – FUNDATEC – Prefeitura de Tramandaí – RS – FUNDATEC – Educador Social) No que tange à organização da educação no Brasil, é incumbência da União: I. Elaborar os Planos de Ensino das escolas. II. Coletar, analisar e disseminar informações sobre a educação. III. Garantir o transporte escolar para a rede estadual e municipal de ensino. Quais estão corretas? A. Apenas II. B. Apenas I e II. C. Apenas I e III. D. I, II e III. GRAU DE DIFICULDADE: MÉDIA Questões de Concurso190 RESPOSTAS DAS QUESTÕES 1. INCORRETA. A autorização e o reconhecimento de cursos, bem como o credenciamento de instituições de educação superior terão prazos limitados, sendo renovados, periodicamente, após processo regular de avaliação. 2. INCORRETA. A gestão democrática se aplica ao en- sino público. 3. CORRETA. Exatamente como está na LDB! Artigo 2o. 4. INCORRETA. Sabemos que a carga horária não pode ser reduzida! 5. INCORRETA. Segundo a constituição o acesso ao en- sino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo. 6. INCORRETA. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão em regime de colabora- ção seus sistemas de ensino. 7. INCORRETA. A questão foi anulada pelo CESPE por apresentar certa confusão em seu texto. De acor- do com a LDB a União aplicará, anualmente, nunca Fernanda Lima 191 menos de dezoito, e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, vinte e cinco por cento, ou o que cons- ta nas respectivas Constituições ou Leis Orgânicas, da receita resultante de impostos, compreendidas as transferências constitucionais, na manutenção e de- senvolvimento do ensino público. 8. INCORRETA. Mais uma questão sobre a carga horá- ria. As escolas não poderão reduzir o número de horas previsto na LDB. 9. CORRETA. Art. 26 – Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena. 10. INCORRETA. A união aplicará anualmente nunca menos do que 25% da receita resultante. 11. INCORRETA. A educação básica I obrigatória e gra- tuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade, será organizada da seguinte forma: a) pré-escola; b) ensino fundamental; c) ensino médio. 12. INCORRETA. Está errado quando menciona ins- tituições de ensino fundamental e médio. Art. 16. O sistema federal de ensino compreende: I. As instituições de ensino mantidas pela União; II. As instituições de educação superior criadas e man- tidas pela iniciativa privada; III. Os órgãos federais de educação. Questões de Concurso192 13. INCORRETA. Não será responsabilidade exclusiva. A LDB não cita essa ideia. 14. CORRETA. Exatamente como está no artigo 24 da lei de diretrizes e bases da educação. 15. INCORRETA. Serão consideradas como manutenção e desenvolvimento do ensino, as despesas realizadas com vistas à consecução dos objetivos básicos das ins- tituições educacionais de todos os níveis. A questão ficou errada por mencionar exclusivamente alunos de escolas públicas. 16. CORRETA. Exatamente como está no artigo 209! 17. INCORRETA. O documento determina a ampliação progressiva do investimento público em educação até atingir o mínimo de 7% do produto interno bruto (PIB) do país, com revisão desse percentual em 2015. 18. CORRETA. Lembrando que esse texto foi incluído na LDB com a lei 12.796 de 2013. 19. INCORRETA. Sabemos que a nomenclatura mu- dou: Não se fala mais em portadores de necessidades especiais. “Atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, transversal a todos os níveis, etapas e modalidades, preferencialmente na rede regular de ensino”. Fernanda Lima 193 20. CORRETA. Vimos que a educação infantil estabelece carga horária mínima anual de 800 (oitocentas) horas, distribuídas por um mínimo de 200 (duzentos) dias de trabalho educacional. 21. INCORRETA. De acordo com as alterações da lei 12.796 é dever dos pais ou responsáveis efetuar a ma- trícula das crianças na educação básica a partir dos 4 (quatro) anos de idade. 22. CORRETA. A avaliação existe na educação infantil e será realizada mediante acompanhamento e registro do desenvolvimento. Cuidado para não se confundir! 23. CORRETA. Essa informação foi acrescentada na lei de diretrizes e bases com as alterações que ocorreram em abril de 2013. 24. INCORRETA. Com as alterações da LDB na educa- ção infantil é exigida a frequência mínima de 60%. Ensino fundamental e médio 75%. 25. INCORRETA. Poderá ser admitida, como formação mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nos 5 (cinco) primeiros anos do ensino fun- damental, a oferecida em nível médio na modalida- de normal. 26. CORRETA. Esses princípios estão presentes na LDB! Todos estão corretos! Questões de Concurso194 27. CORRETA. Exatamente como diz a LDB. Lembrando que a educação superior será ministrada em institui- ções de ensino superior, públicas ou privadas, com va- riados graus de abrangência ou especialização. 28. INCORRETA. A LDB compreende o ensino técnico como modalidade de ensino. 29. INCORRETA. De acordo com a LDB, o ensino técni- co deve ser integrado ao ensino profissional, podendo ser cursado em conjunto com o ensino médio. 30. CORRETA. Art. 35. O ensino médio, etapa final da educação básica, com duração mínima de três anos, terá como finalidades: II – a preparação básica para o trabalho e a cida- dania do educando, para continuar aprendendo, de modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamen- to posteriores; 31. CORRETA. O censo faz parte das estatísticas educa- cionais, previstas pela LDB, e o INEP é responsável pela coleta de dados de várias delas. 32. INCORRETA. O embasamento da questão está no artigo 80 da LDB. O Poder Público incentivará o de- senvolvimento e a veiculação de programas de ensino a distância, em todos os níveis e modalidades de en- sino, e de educação continuada. Ou seja: a educação superior é uma das modalidades atendidas. Fernanda Lima 195 33. INCORRETA. De acordo com o artigo 58 da LDB, A oferta de educação especial, dever constitucional do Estado, tem início na faixa etária de zero a seis anos, durante a educação infantil. 34. INCORRETA. A LDB prevê a necessidade de aplica- ção de exames e atividades presenciais. 35.INCORRETA. Na verdade, para que uma universi- dade ofereça cursos, a autorização deve vir do MEC. Inclusive na modalidade a distância. 36. CORRETA. O embasamento da questão está no artigo 60 da LDB. Os órgãos normativos dos sistemas de en- sino estabelecerão critérios de caracterização das ins- tituições privadas sem fins lucrativos, especializadas e com atuação exclusiva em educação especial, para fins de apoio técnico e financeiro pelo Poder Público. Parágrafo único. O poder público adotará, como alter- nativa preferencial, a ampliação do atendimento aos educandos com deficiência, transtornos globais do de- senvolvimento e altas habilidades ou superdotação na própria rede pública regular de ensino, independente- mente do apoio às instituições previstas neste artigo. 37. INCORRETA. Os sistemas de ensino definirão as nor- mas de gestão democrática, de acordo com o artigo 14 da LDB. Questões de Concurso196 38. CORRETA. O artigo 36 traz em seu texto: Art. 36-B A educação profissional técnica de nível médio será desenvolvida nas seguintes formas: I – articulada com o ensino médio; (incluído pela lei nº 11.741/2008). 39. INCORRETA. Apesar de a LDB falar em gestão de- mocrática, ela não menciona a escolha dos dirigentes escolares. Não há essa diretriz na Lei. 40. CORRETA. Observe o artigo 45 da LDB: A educação superior será ministrada em instituições de ensino superior, públicas ou privadas, com variados graus de abrangência ou especialização diversificados. 41. CORRETA. Esta questão se repete em diversos con- cursos. O artigo 4º é claro: Art. 4º O dever do Estado com educação escolar pública será efetivado median- te a garantia de: I - educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (qua- tro) aos 17 (dezessete) anos de idade. 42. À luz da Constituição Federal de 1988 (CF) e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), julgue o item que se segue. Embora estabeleça que o ensino seja ministrado com base em princípios como o da liberdade de aprender e ensinar, a LDB condiciona a observância desse prin- cípio à observância das orientações confessionais da comunidade escolar. Fernanda Lima 197 CORRETA. Esta questão é difícil, pois é uma quebra de paradigma. Antes, o ensino da arte não era visto como disciplina. Apenas após a revogação de algumas disposições anteriores e o acréscimo no texto da Lei do assunto, que a arte passou a ser componente curri- cular, conforme disposto no artigo 26, parágrafo 2º: “O ensino da arte constituirá componente curricular obrigatório, nos diversos níveis da educação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos”. 43. INCORRETA. O corpo da lei trata da liberdade de aprender e ensinar, mas não vincula a nenhuma orientação confessional da comunidade escolar. 44. CORRETA. Espiem só o artigo 4º: Art. 4º O dever do Estado com educação escolar pública será efetivado mediante a garantia de: I – educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (qua- tro) aos 17 (dezessete) anos de idade, organizada da seguinte forma: (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) A) pré-escola; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) B) ensino fundamental; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) C) ensino médio. 45. CORRETA. Está lá no artigo 35, II: a preparação bá- sica para o trabalho e a cidadania do educando, para continuar aprendendo, de modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade a novas condições de ocu- pação ou aperfeiçoamento posteriores. 46. CORRETA. O artigo 67 diz que os sistemas de ensino promoverão a valorização dos profissionais da educa- ção, assegurando-lhes, inclusive nos termos dos esta- tutos e dos planos de carreira do magistério público. 47. CORRETA. Na LDB o princípio aparece no artigo 3º, já na Constituição, no artigo 206. 48. RESPOSTA LETRA A. 49. RESPOSTA LETRA A. art1 art1§1 art1§2 tituloii art2 art3 art3vii art3viii art3xi art3xiv tituloiii art4 art4a art5. art5 art5§1 art5§1. art5§2 art5§3 art5§4 art5§5 art6.. art6. art7 art7a art7a§1 art7a§2 art7a§3 art7a§4 tituloiv art8 art8§1 art8§2 art9 art9iva art9vi art9§1 art9§2 art9§3 art10 art10p art11 art11p art12 art12viii art12viii.0 art13 art14 art15 art16 art17 art17p art18 art19 art19§1 art19§2 art20 titulov _GoBack art21 art22 art23 art23§1 art23§2 art24 art24p art24§1 art24§2 art25 art25p art26. art26 art26§1.. art26§1 art26§2. art26§2... art26§3.. art26§3. art26§4 art26§5 art26§5.. art26§6 art26§6. art26§7 art26§7.. art26§8 art26§9 art26§9.0 art26§9a art26§10. art26a art26a§2 art26a. art27 art26a§1. art26a§2. art28 art28p art29 art29. art30 art31. art31 art32.. art32. art32§1 art32§2 art32§3 art32§4 art32§5 art32§6 art33. art33 art33§1 art33§2 art34 art34§1 art34§2 art35 art35a art35a§1 art35a§2 art35a§3 art35a§4 art35a§5 art35a§6 art35a§7 art35a§8 art36 art36.. art36ii0 art36iv art36iv.. art36§1 art36§1.. art36§1iii art36§3 art36§3.. art36§4 art36§5. art36§6. art36§7. art36§9 art36§9. art36§10. art36§11. art36§12. secaoiva art36a art36ap art36b art36bp art36c art36d art36dp art37 art37. art37§1 art37§2 art37§3 art38 art38§1 art38§2 titvcapiii art39 art39. art39§1 art39§2 art39§3 art40 art41. art41 art42. art42 art43 art43viii art44 art44ii art44p art44§1.0 art44§2 art44§3. art45 art46 art46§1 art46§2 art46§3 art46§3. art46§4.0 art46§5 art47 art47§1 art47§1. art47§1id art47§2 art47§3 art47§4 art48 art48§1 art48§2 art48§3 art49 art49p art50 art51 art52 art52p art53 art53p art53piii art53§1 art53§2 art53§3 art54§1 art54§1vi art54§2 art55 art56 art56p art57 art58 art58§1 art58§2 art58§3 art58§3. art59. art59 art59a art59ap art60 art60p. art60p capitulo5a art60a art60a§1 art60a§2 art60a§3 art60b art60bp art61. art61p art62.. art62§1 art62§2 art62§3 art62§4 art62§5 art62§6 art62§7 art62§8 art62§8. art62a art62ap art62b art62b§1 art62b§2 art62b§3 art63 art64 art65 art66 art66p art67 art67§1 art67§2 art67§3 titulovii art68 art69 art69§1 art69§2 art69§3 art69§4 art69§5 art69§6 art70 art71 art72 art73 art74 art74p art75 art75§1 art75§2 art75§3 art75§4 art76 art77 art77§1 art77§2 tituloviii art78 art78a art79 art79§1 art79§2 art79§3 art79a art79b art79c art79c§1 art79c§2 art79c§3 art80 art80§1 art80§2 art80§3 art80§4 art81 art82. art82 art83 art84 art85 art86 tituloix art87§1 art87§2. art87§2.. art87§3. art87§3ib art87§3 art87§4 art87§4. art87§5 art87§6 art87a art88 art88§1 art88§2 art89 art90 art91 art92 Considerações importantes Título I DA EDUCAÇÃO Título II DOS PRINCÍPIOS E FINS DA EDUCAÇÃO NACIONAL Título III DO DIREITO À EDUCAÇÃO E DO DEVER DE EDUCAR Título IV DA ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO NACIONAL TÍTULO V DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO Capítulo I – Da Composição dos Níveis Escolares Capítulo II – Da Educação Básica Seção I – Das Disposições Gerais Seção II – Da Educação Infantil Seção III – Ensino Fundamental Seção IV – Do Ensino Médio Seção IV-A – Da Educação Profissional Técnica de Nível Médio (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) Seção V – Da Educação de Jovens e Adultos CAPÍTULO III – Da Educação Profissional e Tecnológica (Redação dada pela Lei nº 11.741, de 2008) CAPÍTULO IV – Da Educação Superior Capítulo V – Da Educação Especial CAPÍTULO V-A – Da Educação Bilíngue de Surdos (Incluído pela Lei nº 14.191, de 2021) TÍTULO VI DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO TÍTULO VII Dos Recursos financeiros TÍTULO VIII DAS DISPOSIÇÕES GERAIS TÍTULO IX DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS Bibliografia _GoBackalternati- va, no turno de estudo do aluno ou em outro horário agendado com sua anu- ência expressa; (Incluído pela Lei nº 13.796, de 2019) (Vigência) V. Trabalho escrito ou outra modalidade de atividade de pesquisa, com tema, ob- jetivo e data de entrega definidos pela instituição de ensino. (Incluído pela Lei nº 13.796, de 2019) (Vigência) § 1º A prestação alternativa deverá observar os parâmetros curriculares e o plano de aula do dia da ausência do aluno. (Incluído pela Lei nº 13.796, de 2019) (Vigência) DO DIREITO À EDUCAÇÃO E DO DEVER DE EDUCAR32 § 2º O cumprimento das formas de prestação alternativa de que trata este artigo substituirá a obrigação original para todos os efeitos, inclusive regularização do registro de frequência. (Incluído pela Lei nº 13.796, de 2019) (Vigência) § 3º As instituições de ensino implementa- rão progressivamente, no prazo de 2 (dois) anos, as providências e adaptações necessárias à ade- quação de seu funcionamento às medidas previs- tas neste artigo. (Incluído pela Lei nº 13.796, de 2019) (Vigência) (Vide parágrafo único do art. 2) § 4º O disposto neste artigo não se aplica ao ensino militar a que se refere o art. 83 desta Lei. (Incluído pela Lei nº 13.796, de 2019) (Vigência) COMENTÁRIOS: Estas alterações trazem poucas mudanças práti- cas, visto que a Constituição Federal já defendia tais direitos. TÍTULO IV DA ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO NACIONAL Art. 8º A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão, em regime de cola- boração, os respectivos sistemas de ensino. § 1º Caberá à União a coordenação da po- lítica nacional de educação, articulando os dife- rentes níveis e sistemas e exercendo função nor- mativa, redistributiva e supletiva em relação às demais instâncias educacionais. § 2º Os sistemas de ensino terão liberdade de organização nos termos desta Lei. DA ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO NACIONAL34 COMENTÁRIOS: Quando o legislador fala em organização está pre- ocupado em definir os elementos estruturadores da educação escolar, começando pelos sistemas e che- gando às escolas. Incumbências da União Art. 9º A União incumbir-se-á de: (Regulamento) I. Elaborar o Plano Nacional de Educação, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios; II. Organizar, manter e desenvolver os ór- gãos e instituições oficiais do sistema federal de ensino e o dos Territórios; III. Prestar assistência técnica e financeira aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios para o desenvolvimento de seus sistemas de ensino e o atendimen- to prioritário à escolaridade obrigató- ria, exercendo sua função redistributi- va e supletiva; http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/2001/D3860.htm Fernanda Lima 35 IV. Estabelecer, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, competências e diretrizes para a educação infantil, o ensino fun- damental e o ensino médio, que norte- arão os currículos e seus conteúdos mí- nimos, de modo a assegurar formação básica comum; IV-A Estabelecer, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, diretrizes e procedimen- tos para identificação, cadastramento e atendimento, na educação básica e na educação superior, de alunos com altas habilidades ou superdotação; (Incluído pela Lei nº 13.234, de 2015) V. Coletar, analisar e disseminar informa- ções sobre a educação; VI. Assegurar processo nacional de ava- liação do rendimento escolar no en- sino fundamental, médio e superior, em colaboração com os sistemas de ensino, objetivando a definição de prioridades e a melhoria da qualida- de do ensino; DA ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO NACIONAL36 VII. Baixar normas gerais sobre cursos de graduação e pós-graduação; VIII. Assegurar processo nacional de ava- liação das instituições de educação su- perior, com a cooperação dos sistemas que tiverem responsabilidade sobre este nível de ensino; IX. Autorizar, reconhecer, credenciar, supervisionar e avaliar, respecti- vamente, os cursos das instituições de educação superior e os estabele- cimentos do seu sistema de ensino. (Vide Lei nº 10.870, de 2004) § 1º Na estrutura educacional, haverá um Conselho Nacional de Educação, com funções normativas e de supervisão e atividade perma- nente, criado por lei. § 2° Para o cumprimento do disposto nos in- cisos V a IX, a União terá acesso a todos os dados e informações necessários de todos os estabeleci- mentos e órgãos educacionais. § 3º As atribuições constantes do inciso IX poderão ser delegadas aos Estados e ao Distrito Federal, desde que mantenham instituições de educação superior. Fernanda Lima 37 COMENTÁRIOS: As responsabilidades da União acontecem de forma macro, abrangente. Sempre pensem que tais incum- bências terão impacto de uma maneira geral na educação do Brasil. As obrigações oriundas da União contemplam o financiamento das instituições de ensino públicas federais e a redistribuição de recursos visando pro- mover a oportunidade educacional para todos. Incumbências dos Estados Art. 10. Os Estados incumbir-se-ão de: I. Organizar, manter e desenvolver os ór- gãos e instituições oficiais dos seus sis- temas de ensino; II. Definir, com os Municípios, formas de co- laboração na oferta do ensino fundamen- tal, as quais devem assegurar a distribui- ção proporcional das responsabilidades, de acordo com a população a ser atendida e os recursos financeiros disponíveis em cada uma dessas esferas do Poder Público; DA ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO NACIONAL38 III. Elaborar e executar políticas e planos educacionais, em consonância com as diretrizes e planos nacionais de educa- ção, integrando e coordenando as suas ações e as dos seus Municípios; IV. Autorizar, reconhecer, credenciar, su- pervisionar e avaliar, respectivamente, os cursos das instituições de educação superior e os estabelecimentos do seu sistema de ensino; V. Baixar normas complementares para o seu sistema de ensino; VI. Assegurar o ensino fundamental e ofe- recer, com prioridade, o ensino médio a todos que o demandarem, respeitado o disposto no art. 38 desta Lei; (Redação dada pela Lei nº 12.061, de 2009) VII. Assumir o transporte escolar dos alu- nos da rede estadual. (Incluído pela Lei nº 10.709, de 31.7.2003) Parágrafo único. Ao Distrito Federal apli- car-se-ão as competências referentes aos Estados e aos Municípios. Fernanda Lima 39 COMENTÁRIOS: Já as incumbências dos Estados e DF priorizam o ensino fundamental e o Médio. Incumbências dos Municípios Art. 11. Os Municípios incumbir-se-ão de: I. Organizar, manter e desenvolver os ór- gãos e instituições oficiais dos seus sis- temas de ensino, integrando-os às polí- ticas e planos educacionais da União e dos Estados; II. Exercer ação redistributiva em relação às suas escolas; III. Baixar normas complementares para o seu sistema de ensino; IV. Autorizar, credenciar e supervisionar os estabelecimentos do seu sistema de ensino; V. Oferecer a educação infantil em cre- ches e pré-escolas, e, com prioridade, o ensino fundamental, permitida a DA ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO NACIONAL40 atuação em outros níveis de ensino so- mente quando estiverem atendidas ple- namente as necessidades de sua área de competência e com recursos acima dos percentuais mínimos vinculados pela Constituição Federal à manutenção e desenvolvimento do ensino; VI. Assumir o transporte escolar dos alu- nos da rede municipal. (Incluído pela Lei nº 10.709, de 31.7.2003) Parágrafo único. Os Municípios poderão optar, ainda, por se integrar ao sistema estadual de ensino ou compor com ele um sistema único de educação básica. COMENTÁRIOS: Enquanto aos municípios são atribuídas respon- sabilidades referentes aos Ensino Fundamental e Educação Infantil Fernanda Lima 41 Incumbências dos Estabelecimentos de Ensino Art. 12. Os estabelecimentos de ensino, res- peitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de: I. Elaborar e executar sua proposta pedagógica;II. Administrar seu pessoal e seus recursos materiais e financeiros; III. assegurar o cumprimento dos dias leti- vos e horas-aula estabelecidas; IV. Velar pelo cumprimento do plano de trabalho de cada docente; V. Prover meios para a recuperação dos alunos de menor rendimento; VI. Articular-se com as famílias e a comu- nidade, criando processos de integra- ção da sociedade com a escola; VII. Informar pai e mãe, conviventes ou não com seus filhos, e, se for o caso, os respon- sáveis legais, sobre a frequência e rendi- mento dos alunos, bem como sobre a exe- cução da proposta pedagógica da escola; (Redação dada pela Lei nº 12.013, de 2009) DA ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO NACIONAL42 VIII. Notificar ao Conselho Tutelar do Município a relação dos alunos que apresentem quantidade de faltas acima de 30% (trinta por cento) do percentual permitido em lei; (Redação dada pela Lei nº 13.803, de 2019) IX. Promover medidas de conscientização, de prevenção e de combate a todos os tipos de violência, especialmente a in- timidação sistemática (bullying), no âm- bito das escolas; (Incluído pela Lei nº 13.663, de 2018) X. Estabelecer ações destinadas a pro- mover a cultura de paz nas escolas; (Incluído pela Lei nº 13.663, de 2018) XI. Promover ambiente escolar seguro, adotando estratégias de prevenção e enfrentamento ao uso ou dependência de drogas. (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) COMENTÁRIOS: Os incisos I e VI são alvos de provas, atualmente. As incumbências dos estabelecimentos de ensi- no são interligadas ao bem-estar da comunidade Fernanda Lima 43 escolar. Pensar desse modo, ajuda a discernir das demais competências. O inciso VII que visa notificar ao Conselho Tutelar do Município a relação dos alunos que apresentem quantidade de faltas acima de 30% (trinta por cento) do percentual permitido em lei traz uma oportuni- dade de controlar a evasão escolar, por outro lado, é um mecanismo que deve ser utilizado com a devida análise da situação. Não adianta apenas notificar os pais, o Estado deve prover formas de minimizar esta evasão. Incumbências dos Docentes Art. 13. Os docentes incumbir-se-ão de: I. Participar da elaboração da propos- ta pedagógica do estabelecimento de ensino; II. Elaborar e cumprir plano de trabalho, segundo a proposta pedagógica do es- tabelecimento de ensino; III. Zelar pela aprendizagem dos alunos; DA ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO NACIONAL44 IV. Estabelecer estratégias de recuperação para os alunos de menor rendimento; V. Ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos, além de participar inte- gralmente dos períodos dedicados ao planejamento, à avaliação e ao desen- volvimento profissional; VI. Colaborar com as atividades de ar- ticulação da escola com as famílias e a comunidade. COMENTÁRIOS: Os artigos 9º, 10, 11, 12 e 13 são de natureza atribu- tiva, ou seja, trata da atribuição de responsabilidade dos níveis federal, estadual, municipal, institucional e docente. Portanto, a leitura compreensiva de cada um supõe uma visão de conjunto dos demais, a fim de se preservar o eixo compreensivo de distribuição das tarefas das respectivas incumbências. Fernanda Lima 45 Art. 14. Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na educação básica, de acordo com as suas pecu- liaridades e conforme os seguintes princípios: I. Participação dos profissionais da edu- cação na elaboração do projeto pedagó- gico da escola; II. participação das comunidades es- colar e local em conselhos escolares ou equivalentes. COMENTÁRIOS: Lembrem-se da importância da participação da co- munidade escolar para que o projeto político peda- gógico (ou proposta pedagógica) seja formatado com “a cara” dessa comunidade e não seja um mero do- cumento burocrático. A gestão democrática se faz, a cada dia, mais im- portante para que a escola atenda aos anseios do seu corpo discente e para que possa ofertar a educação de qualidade social, prevista em documentos oficiais. DA ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO NACIONAL46 Art. 15. Os sistemas de ensino assegurarão às unidades escolares públicas de educação básica que os integram progressivos graus de autono- mia pedagógica e administrativa e de gestão fi- nanceira, observadas as normas gerais de direito financeiro público. COMENTÁRIOS: As escolas podem criar seus projetos políticos, há for- ma de gerirem parte dos recursos financeiros que re- cebem, desde que o façam de acordo com as normas. Art. 16. O sistema federal de ensino compre- ende: (Regulamento) I. As instituições de ensino mantidas pela União; II. As instituições de educação superior man- tidas pela iniciativa privada; (Redação dada pela Lei nº 13.868, de 2019) III. Os órgãos federais de educação. Art. 17. Os sistemas de ensino dos Estados e do Distrito Federal compreendem: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D2306.htm Fernanda Lima 47 I. As instituições de ensino mantidas, res- pectivamente, pelo Poder Público esta- dual e pelo Distrito Federal; II. As instituições de educação superior mantidas pelo Poder Público municipal; III. As instituições de ensino fundamental e médio criadas e mantidas pela iniciati- va privada; IV. Os órgãos de educação estaduais e do Distrito Federal, respectivamente. Parágrafo único. No Distrito Federal, as ins- tituições de educação infantil, criadas e manti- das pela iniciativa privada, integram seu sistema de ensino. Art. 18. Os sistemas municipais de ensi- no compreendem: I. As instituições do ensino fundamental, médio e de educação infantil mantidas pelo Poder Público municipal; II. As instituições de educação infantil cria- das e mantidas pela iniciativa privada; III. Os órgãos municipais de educação. DA ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO NACIONAL48 COMENTÁRIOS: Os artigos 16 17 e 18 fazem referência aos elemen- tos que constituem cada sistema (Federal, Estadual, do DF, dos municípios e da iniciativa privada). Para esclarecer: sistema, na LDB, refere-se às institui- ções, que neste caso incluem-se as escolas de vários níveis, e também aos órgãos de gerenciamento. Art. 19. As instituições de ensino dos dife- rentes níveis classificam-se nas seguintes catego- rias administrativas: (Regulamento) I. Públicas, assim entendidas as criadas ou incorporadas, mantidas e adminis- tradas pelo Poder Público; II. Privadas, assim entendidas as mantidas e administradas por pessoas físicas ou jurídicas de direito privado; III. Comunitárias, na forma da lei. (Incluído pela Lei nº 13.868, de 2019) § 1º As instituições de ensino a que se refe- rem os incisos II e III do caput deste artigo podem http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D2207.htm Fernanda Lima 49 qualificar-se como confessionais, atendidas a orientação confessional e a ideologia específicas. (Incluído pela Lei nº 13.868, de 2019) § 2º As instituições de ensino a que se refe- rem os incisos II e III do caput deste artigo podem ser certificadas como filantrópicas, na forma da lei. (Incluído pela Lei nº 13.868, de 2019) Artigo 20 Revogado COMENTÁRIOS: A base das categorias públicas e privadas encontra apoio no artigo 206 da Constituição Federal, inciso III, que prevê: “pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas e a coexistência de instituições públicas e privadas de ensino”. Os parágrafos 1º e 2º sofreram alteração, com a in- clusão da instituição de ensino comunitária. Sobre as instituições filantrópicas, é importante sa- ber que o que as qualifica, de fato, é o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social. Um exem- plo de instituição filantrópica é a Fundação Bradesco. As instituições confessionais e filantrópicas prestam serviços importantes, relacionados a bolsas de estu- do e de projetos sociais. TÍTULO V DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO CAPÍTULO I – DA COMPOSIÇÃO DOS NÍVEIS ESCOLARES Art. 21. A educação escolar compõe-se de: I. Educação básica, formada pela educa- ção infantil, ensino fundamental e ensi- no médio;DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO52 II. Educação superior. COMENTÁRIOS: Compreendam que a educação escolar vai desde a educação infantil até a educação superior, enquan- to a educação básica, deixa a educação superior de fora. Ilustrando abaixo a classificação, visto que nunca esgota questão de prova, a respeito desse ar- tigo. Desde a primeira versão de livro da LDB que lancei em 2015 até o momento, é um dos artigos mais cobrados em certames em todo Brasil. EDUCAÇÃO ESCOLAR EDUCAÇÃO SUPERIOR EDUCAÇÃO BÁSICA ENSINO MÉDIO ENSINO FUNDAMENTAL EDUCAÇÃO INFANTIL (creche e pré-escola) Fernanda Lima 53 CAPÍTULO II – DA EDUCAÇÃO BÁSICA Seção I – Das Disposições Gerais Art. 22. A educação básica tem por finali- dades desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercí- cio da cidadania e fornecer-lhe meios para pro- gredir no trabalho e em estudos posteriores. Art. 23. A educação básica poderá organi- zar-se em séries anuais, períodos semestrais, ci- clos, alternância regular de períodos de estudos, grupos não-seriados, com base na idade, na com- petência e em outros critérios, ou por forma di- versa de organização, sempre que o interesse do processo de aprendizagem assim o recomendar. § 1º A escola poderá reclassificar os alunos, inclusive quando se tratar de transferências entre estabelecimentos situados no País e no exterior, tendo como base as normas curriculares gerais. § 2º O calendário escolar deverá adequar- -se às peculiaridades locais, inclusive climáti- cas e econômicas, a critério do respectivo siste- ma de ensino, sem com isso reduzir o número de horas letivas previsto nesta Lei. DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO54 Art. 24. A educação básica, nos níveis funda- mental e médio, será organizada de acordo com as seguintes regras comuns: I. A carga horária mínima anual será de oitocentas horas para o ensino funda- mental e para o ensino médio, distribu- ídas por um mínimo de duzentos dias de efetivo trabalho escolar, excluído o tempo reservado aos exames finais, quando houver; (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017) II. A classificação em qualquer série ou etapa, exceto a primeira do ensino fun- damental, pode ser feita: a) Por promoção, para alunos que cur- saram, com aproveitamento, a série ou fase anterior, na própria escola; b) Por transferência, para candidatos procedentes de outras escolas; c) Independentemente de escolariza- ção anterior, mediante avaliação fei- ta pela escola, que defina o grau de desenvolvimento e experiência do candidato e permita sua inscrição na série ou etapa adequada, conforme Fernanda Lima 55 regulamentação do respectivo siste- ma de ensino; III. Nos estabelecimentos que adotam a progressão regular por série, o regi- mento escolar pode admitir formas de progressão parcial, desde que preser- vada a sequência do currículo, obser- vadas as normas do respectivo sistema de ensino; IV. Poderão organizar-se classes, ou tur- mas, com alunos de séries distintas, com níveis equivalentes de adiantamento na matéria, para o ensino de línguas es- trangeiras, artes, ou outros componen- tes curriculares; V. A verificação do rendimento escolar observará os seguintes critérios: a) Avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com pre- valência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resulta- dos ao longo do período sobre os de eventuais provas finais; b) Possibilidade de aceleração de estu- dos para alunos com atraso escolar; DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO56 c) Possibilidade de avanço nos cursos e nas séries mediante verificação do aprendizado; d) Aproveitamento de estudos concluí- dos com êxito; e) Obrigatoriedade de estudos de re- cuperação, de preferência paralelos ao período letivo, para os casos de baixo rendimento escolar, a serem disciplinados pelas instituições de ensino em seus regimentos; VI. O controle de frequência fica a cargo da escola, conforme o disposto no seu regimento e nas normas do respectivo sistema de ensino, exigida a frequência mínima de setenta e cinco por cento do total de horas letivas para aprovação; VII. Cabe a cada instituição de ensino expe- dir históricos escolares, declarações de conclusão de série e diplomas ou certi- ficados de conclusão de cursos, com as especificações cabíveis. § 1º A carga horária mínima anual de que trata o inciso I do caput deverá ser ampliada de forma progressiva, no ensino médio, para mil e Fernanda Lima 57 quatrocentas horas, devendo os sistemas de ensi- no oferecer, no prazo máximo de cinco anos, pelo menos mil horas anuais de carga horária, a par- tir de 2 de março de 2017. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) § 2o Os sistemas de ensino disporão sobre a oferta de educação de jovens e adultos e de ensino noturno regular, adequado às condições do edu- cando, conforme o inciso VI do art. 4o. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) Art. 25. Será objetivo permanente das au- toridades responsáveis alcançar relação ade- quada entre o número de alunos e o profes- sor, a carga horária e as condições materiais do estabelecimento. Parágrafo único. Cabe ao respectivo siste- ma de ensino, à vista das condições disponíveis e das características regionais e locais, estabelecer parâmetro para atendimento do disposto nes- te artigo. COMENTÁRIOS: Várias informações importantes nos artigos 22, 23, 24 e 25, vejamos. São finalidades da educação básica: DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO58 • Desenvolver o educando, assegurando-lhe a for- mação indispensável para o exercício da cidada- nia, provendo meios de progredir no trabalho e nos estudos superiores. Importante saber que existem diversas formas de organização da educação básica: • Períodos semestrais. Por exemplo, a Educação de Jovens e Adultos (EJA); • Alternância regular de períodos de estudos: Há localidades em que isso é necessário, por exem- plo, as fases do ciclo agrícola; • Séries anuais (são as mais comuns); • Em ciclos e outras formas de organização. • Deve-se observar ainda que é um objetivo per- manente das autoridades: • Alcançar a relação entre o número de alunos e o professor, além da carga horaria e as condições do estabelecimento. • O calendário escolar deve se organizar de acor- do com as peculiaridades locais, como as de cli- ma e econômicas, respeitando os limites de horas letivas, previstas na LDB. Fernanda Lima 59 • Uma observação importante: o controle da fre- quência, obrigatório legalmente e necessário, pedagogicamente, é submetido a três condições: I. é de responsabilidade da escola; II. deve estar disciplinado no regimento escolar e III. obedece a normas gerais de cada sistema de ensino. Art. 26. Os currículos da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio devem ter base nacional comum, a ser complementa- da, em cada sistema de ensino e em cada estabe- lecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e dos educan- dos. (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) § 1º Os currículos a que se refere o caput de- vem abranger, obrigatoriamente, o estudo da lín- gua portuguesa e da matemática, o conhecimento do mundo físico e natural e da realidade social e política, especialmente do Brasil. § 2o O ensino da arte, especialmen- te em suas expressões regionais, constituirá DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO60 componente curricular obrigatório da educação básica. (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017) § 3º A educação física, integrada à proposta pedagógica da escola, é componente curricular obrigatório da educação básica, sendo sua práti- ca facultativa ao aluno: (Redação dada pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003) I. Que cumpra jornada de trabalho igual ou superior a seis horas; (Incluído pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003) II. Maior de trinta anos de idade; (Incluídopela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003) III. Que estiver prestando serviço militar inicial ou que, em situação similar, es- tiver obrigado à prática da educação física; (Incluído pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003) IV. Amparado pelo Decreto-Lei no 1.044, de 21 de outubro de 1969; (Incluído pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003) V. (VETADO) (Incluído pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003) VI. Que tenha prole. (Incluído pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del1044.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del1044.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/Mensagem_Veto/2003/Mv07-03.htm Fernanda Lima 61 § 4º O ensino da História do Brasil levará em conta as contribuições das diferentes cultu- ras e etnias para a formação do povo brasileiro, especialmente das matrizes indígena, africana e europeia. § 5º No currículo do ensino fundamental, a partir do sexto ano, será ofertada a língua in- glesa. (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017) § 6º As artes visuais, a dança, a música e o teatro são as linguagens que constituirão o com- ponente curricular de que trata o § 2o deste arti- go. (Redação dada pela Lei nº 13.278, de 2016) § 7º A integralização curricular poderá in- cluir, a critério dos sistemas de ensino, projetos e pesquisas envolvendo os temas transversais de que trata o caput. (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017) § 8º A exibição de filmes de produção na- cional constituirá componente curricular com- plementar integrado à proposta pedagógica da escola, sendo a sua exibição obrigatória por, no mínimo, 2 (duas) horas mensais. (Incluído pela Lei nº 13.006, de 2014) § 9º Conteúdos relativos aos direitos hu- manos e à prevenção de todas as formas de vio- lência contra a criança, o adolescente e a mu- lher serão incluídos, como temas transversais, DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO62 nos currículos de que trata o caput deste artigo, observadas as diretrizes da legislação corres- pondente e a produção e distribuição de mate- rial didático adequado a cada nível de ensino. (Redação dada pela Lei nº 14.164, de 2021) § 9º-A. A educação alimentar e nutricional será incluída entre os temas transversais de que trata o caput. (Incluído pela Lei nº 13.666, de 2018) § 10. A inclusão de novos componentes cur- riculares de caráter obrigatório na Base Nacional Comum Curricular dependerá de aprovação do Conselho Nacional de Educação e de homo- logação pelo Ministro de Estado da Educação. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) COMENTÁRIOS: O currículo da educação infantil, fundamen- tal e médio trazem uma base comum a todos e uma parte diversificada. PARTE COMUM: um nivelamento mínimo de conhecimentos em qualquer estado brasileiro. PARTE DIVERSIFICADA: Dá a autonomia para que cada sistema de ensino trabalhe as práti- cas pedagógicas e conhecimentos que tenham rela- ção com as realidades culturais, econômicas, sociais e políticas de cada localidade. Fernanda Lima 63 Ensino da arte: obrigatório. A Educação Física é componente obrigatório, exceto: • Quem cumpre jornada de trabalho = ou > que seis horas diárias; • Pessoas > de 30 anos de idade; • que estiver prestando serviço militar ini- cial ou que, em situação similar, estiver obrigado à prática da educação física; • esteja amparado pelo Decreto-Lei 1.044 que fala de doença que pode ser agravada com a prática da atividade física e • quem tem filho. Percebam que as exceções visam não dificultar a vida de quem tem uma rotina de vida mais “puxada” que os jovens e adolescentes. As exceções têm como objetivo não sobrecarregar os enquadrados na regra, visando não comprometer o processo escolar. Muita gente, nas condições citadas, pode se sentir desmo- tivado a continuar seus estudos e a educação física, neste contexto, poderia contribuir para este cansaço. Observem que a respeito da música, esta deve ser CONTEÚDO obrigatório e não disciplina. E não deve ser vinculado apenas à arte. DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO64 Também vale a pena ressaltar a obrigatoriedade da exibição de filmes de produção nacional constituirá componente curricular complementar integrado à proposta pedagógica da escola, sendo a sua exibição obrigatória por, no mínimo, 2 (duas) horas mensais. Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e priva- dos, torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena. (Redação dada pela Lei nº 11.645, de 2008) § 1º O conteúdo programático a que se refe- re este artigo incluirá diversos aspectos da histó- ria e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos in- dígenas no Brasil, a cultura negra e indígena bra- sileira e o negro e o índio na formação da socie- dade nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil. (Redação dada pela Lei nº 11.645, de 2008) § 2º Os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas Fernanda Lima 65 brasileiros serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de educa- ção artística e de literatura e história brasileiras. (Redação dada pela Lei nº 11.645, de 2008) COMENTÁRIOS: O estudo da história e da cultura afro-brasilei- ra pretende resgatar o débito que a sociedade tem para com os povos indígenas e os afrodescendentes. Conhecer a história desse povo, ajuda na conscien- tização e objetiva, também, diminuir o preconceito. Art. 27. Os conteúdos curriculares da educação básica observarão, ainda, as seguin- tes diretrizes: I. A difusão de valores fundamentais ao interesse social, aos direitos e deveres dos cidadãos, de respeito ao bem co- mum e à ordem democrática; II. Consideração das condições de es- colaridade dos alunos em cada estabelecimento; DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO66 III. Orientação para o trabalho; IV. Promoção do desporto educacio- nal e apoio às práticas desportivas não-formais. COMENTÁRIOS: Do artigo 26, os incisos I e III são os que mais caem em provas de concursos. EDUCAÇÃO BÁSICA PARA A POPULAÇÃO RURAL Art. 28. Na oferta de educação básica para a população rural, os sistemas de ensino promo- verão as adaptações necessárias à sua adequação às peculiaridades da vida rural e de cada região, especialmente: I. Conteúdos curriculares e metodologias apropriadas às reais necessidades e in- teresses dos alunos da zona rural; II. Organização escolar própria, incluin- do adequação do calendário escolar Fernanda Lima 67 às fases do ciclo agrícola e às condi- ções climáticas; III. Adequação à natureza do trabalho na zona rural. Parágrafo único. O fechamento de escolas do campo, indígenas e quilombolas será precedido de manifestação do órgão normativo do respec- tivo sistema de ensino, que considerará a justifi- cativa apresentada pela Secretaria de Educação, a análise do diagnóstico do impacto da ação e a manifestação da comunidade escolar. (Incluído pela Lei nº 12.960, de 2014) COMENTÁRIOS: Palavra-chave: peculiaridades. Os conteúdos curri- culares e metodologias apropriadas às reais necessi- dades. Ou seja: baseado no contexto em que vivem, devendo observar, ainda, as condições de clima, or- ganizando o calendário às fases do ciclo agrícola. DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO68 Seção II – Da Educação Infantil Art. 29. A educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desen- volvimento integral da criança de até 5 (cinco) anos, em seus aspectos físico, psicológico, inte- lectual e social, complementando a ação da famí- lia e da comunidade. (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) Art. 30. A educação infantil será oferecida em: I. Creches, ou entidades equivalentes, para crianças de até três anosde idade; II. Pré-escolas, para as crianças de 4 (qua- tro) a 5 (cinco) anos de idade. (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) Art. 31. A educação infantil será organiza- da de acordo com as seguintes regras comuns: (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) I. Avaliação mediante acompanhamen- to e registro do desenvolvimento das crianças, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino funda- mental; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) Fernanda Lima 69 II. Carga horária mínima anual de 800 (oitocentas) horas, distribuída por um mínimo de 200 (duzentos) dias de tra- balho educacional; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) III. Atendimento à criança de, no mínimo, 4 (quatro) horas diárias para o turno parcial e de 7 (sete) horas para a jorna- da integral; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) IV. Controle de frequência pela instituição de educação pré-escolar, exigida a fre- quência mínima de 60% (sessenta por cento) do total de horas; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) V. Expedição de documentação que per- mita atestar os processos de desenvol- vimento e aprendizagem da criança. (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) COMENTÁRIOS: Desenvolvimento INTEGRAL da criança até cinco (5) anos nos aspectos: físico, psicológico, intelectual e social. DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO70 E como a educação infantil é oferecida hoje? Até 03 anos: CRECHES 04 a 05 anos: PRÉ-ESCOLAS. Ou seja: a educação infantil vai até os 5 anos! Não existe PROMOÇÃO na educação infantil. Ou seja: não há reprovação nesta etapa. AVALIAÇÃO: ocorre mediante registro e acom- panhamento do desenvolvimento, sem o objeti- vo de promover, ainda que seja para o acesso ao ensino fundamental. Ou seja: quando a crian- ça completa 6 anos, ela está apta para cursar o Ensino Fundamental. Além disso: carga horária mínima anual de 800 horas, distribuídas por no mínimo 200 dias de tra- balho educacional, sendo, no mínimo 04 horas/dia para o turno parcial e 07 horas/dia para a jorna- da integral. Então, você me pergunta: e pode ser uma jornada parcial de 5 horas? A resposta é sim! Tem que se cumprir, pelo menos 04 horas por dia. Fernanda Lima 71 Seção III – Ensino Fundamental Art. 32. O ensino fundamental obrigatório, com duração de 9 (nove) anos, gratuito na esco- la pública, iniciando-se aos 6 (seis) anos de ida- de, terá por objetivo a formação básica do cida- dão, mediante: (Redação dada pela Lei nº 11.274, de 2006) I. O desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo; II. A compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnolo- gia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade; III. O desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisi- ção de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores; IV. O fortalecimento dos vínculos de famí- lia, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se as- senta a vida social. DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO72 § 1º É facultado aos sistemas de ensino des- dobrar o ensino fundamental em ciclos. § 2º Os estabelecimentos que utilizam pro- gressão regular por série podem adotar no ensino fundamental o regime de progressão continuada, sem prejuízo da avaliação do processo de ensino- -aprendizagem, observadas as normas do respec- tivo sistema de ensino. § 3º O ensino fundamental regular será ministrado em língua portuguesa, assegura- da às comunidades indígenas a utilização de suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem. § 4º O ensino fundamental será presen- cial, sendo o ensino a distância utilizado como complementação da aprendizagem ou em situa- ções emergenciais. § 5º O currículo do ensino fundamental incluirá, obrigatoriamente, conteúdo que trate dos direitos das crianças e dos adolescentes, ten- do como diretriz a Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990, que institui o Estatuto da Criança e do Adolescente, observada a produção e distribuição de material didático adequado. (Incluído pela Lei nº 11.525, de 2007) § 6º O estudo sobre os símbolos nacio- nais será incluído como tema transversal nos http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8069.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8069.htm Fernanda Lima 73 currículos do ensino fundamental. (Incluído pela Lei nº 12.472, de 2011) COMENTÁRIOS: Ensino Fundamental tem duração de 9 anos e ini- cia-se aos 6 anos de idade, podendo os sistemas de ensino, desdobrá-los em ciclos. Deve ser oferecido presencialmente, sendo o ensino a distância, utilizado apenas como complementação de aprendizagem ou em situações de emergência. Temos um excelente exemplo atual de situação de emergência. Você já deve estar imaginando o que fa- larei: sim! A Pandemia do Coronavírus – Covid19 que obrigou, da noite para o dia, que as instituições de ensino ofertassem educação a distância no ensino fundamental e até mesmo na educação infantil. Com isso, os professores tiveram que se reinventar, testar, errar, acertar e encontrar um meio termo que atendesse a emergência que foi posta à sua frente. Os resultados dessa situação nós ainda não temos com exatidão, mas a situação trouxe para perto al- gumas reflexões importantes como: a era digital, a dificuldade de acesso à tecnologia e a distância entre os grupos sociais, a falta de recursos, as vantagens de o aluno conseguir assistir às aulas de onde ti- ver, mas, em contrapartida, as perdas das relações. DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO74 Enfim, apenas uma breve análise do momento his- tórico o qual passamos para que você possa entender na prática como a Lei funciona. Art. 33. O ensino religioso, de matrícula facultativa, é parte integrante da formação bási- ca do cidadão e constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino funda- mental, assegurado o respeito à diversidade cul- tural religiosa do Brasil, vedadas quaisquer for- mas de proselitismo. (Redação dada pela Lei nº 9.475, de 22.7.1997) § 1º Os sistemas de ensino regulamentarão os procedimentos para a definição dos conteú- dos do ensino religioso e estabelecerão as normas para a habilitação e admissão dos professores. (Incluído pela Lei nº 9.475, de 22.7.1997) § 2º Os sistemas de ensino ouvirão entida- de civil, constituída pelas diferentes denomina- ções religiosas, para a definição dos conteúdos do ensino religioso. (Incluído pela Lei nº 9.475, de 22.7.1997) Art. 34. A jornada escolar no ensino fun- damental incluirá pelo menos quatro horas de Fernanda Lima 75 trabalho efetivo em sala de aula, sendo progres- sivamente ampliado o período de permanência na escola. § 1º São ressalvados os casos do ensino no- turno e das formas alternativas de organização autorizadas nesta Lei. § 2º O ensino fundamental será ministrado progressivamente em tempo integral, a critério dos sistemas de ensino. COMENTÁRIOS: Gosta bastante de cair em provas: o ensino religio- so tem que ser oferecido, entretanto, a matrícula é facultativa. A crítica que é feita aqui é a seguin- te: como os estabelecimentos de ensino se preparam para oferecer um ensino religioso pautado nos pre- ceitos da Constituição que preveem um Estado laico e uma pluralidade religiosa? Sobre a jornada do ensino fundamental é muito im- portante entender que a jornada de 4 horas de tra- balho efetivo é o mínimo exigido. DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO76 Seção IV – Do Ensino Médio Art. 35. O ensino médio, etapa final da edu- cação básica, com duração mínima de três anos, terá como finalidades: I. A consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensi- no fundamental, possibilitando o pros- seguimento de estudos; II. A preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando, para continuar aprendendo, de modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade a novas con- dições de ocupação ouaperfeiçoamen- to posteriores; III. O aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autono- mia intelectual e do pensamento crítico; IV. A compreensão dos fundamentos cien- tífico-tecnológicos dos processos pro- dutivos, relacionando a teoria com a prática, no ensino de cada disciplina. Art. 35-A. A Base Nacional Comum Curricular definirá direitos e objetivos de apren- dizagem do ensino médio, conforme diretrizes Fernanda Lima 77 do Conselho Nacional de Educação, nas seguin- tes áreas do conhecimento: (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) I. Linguagens e suas tecnologias; (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) II. Matemática e suas tecnologias; (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) III. Ciências da natureza e suas tecnologias; (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) IV. Ciências humanas e sociais aplicadas. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) § 1º A parte diversificada dos currícu- los de que trata o caput do art. 26, definida em cada sistema de ensino, deverá estar harmoniza- da à Base Nacional Comum Curricular e ser arti- culada a partir do contexto histórico, econômico, social, ambiental e cultural. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) § 2º A Base Nacional Comum Curricular referente ao ensino médio incluirá obrigato- riamente estudos e práticas de educação física, arte, sociologia e filosofia. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) § 3º O ensino da língua portuguesa e da ma- temática será obrigatório nos três anos do ensino DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO78 médio, assegurada às comunidades indígenas, também, a utilização das respectivas línguas ma- ternas. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) § 4º Os currículos do ensino médio inclui- rão, obrigatoriamente, o estudo da língua inglesa e poderão ofertar outras línguas estrangeiras, em caráter optativo, preferencialmente o espanhol, de acordo com a disponibilidade de oferta, locais e horários definidos pelos sistemas de ensino. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) § 5º A carga horária destinada ao cumpri- mento da Base Nacional Comum Curricular não poderá ser superior a mil e oitocentas horas do total da carga horária do ensino médio, de acordo com a definição dos sistemas de ensino. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) § 6º A União estabelecerá os padrões de desempenho esperados para o ensino médio, que serão referência nos processos nacionais de avaliação, a partir da Base Nacional Comum Curricular. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) § 7º Os currículos do ensino médio deverão considerar a formação integral do aluno, de ma- neira a adotar um trabalho voltado para a cons- trução de seu projeto de vida e para sua formação nos aspectos físicos, cognitivos e socioemocio- nais. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) Fernanda Lima 79 § 8º Os conteúdos, as metodologias e as for- mas de avaliação processual e formativa serão organizados nas redes de ensino por meio de ati- vidades teóricas e práticas, provas orais e escri- tas, seminários, projetos e atividades online, de tal forma que ao final do ensino médio o educando demonstre: (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) I. Domínio dos princípios científicos e tecnológicos que presidem a produção moderna; (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) II. Conhecimento das formas contempo- râneas de linguagem. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) COMENTÁRIOS: Etapa final da educação básica, devendo du- rar, pelo menos 03 anos. Conteúdos e disciplinas obrigatórias do Ensino Médio Pelo menos uma língua estrangeira moderna, será incluída; DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO80 Caso haja disponibilidade na instituição, pode ser incluída uma segunda língua estrangeira mo- derna, em caráter optativo. Filosofia e sociologia são disciplinas obrigató- rias em todas as séries do ensino médio. O currículo do ensino médio será compos- to pela: • Base Nacional Comum Curricular; • Itinerários formativos, que deverão ser organizados por meio da oferta de diferen- tes arranjos curriculares conforme a rele- vância para o contexto local e a possibili- dade dos sistemas de ensino, a saber. Art. 36. O currículo do ensino médio será composto pela Base Nacional Comum Curricular e por itinerários formativos, que deverão ser or- ganizados por meio da oferta de diferentes ar- ranjos curriculares, conforme a relevância para o contexto local e a possibilidade dos sistemas de ensino, a saber: (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017) Fernanda Lima 81 I. Linguagens e suas tecnologias; (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017) II. E suas tecnologias; (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017) III. Ciências da natureza e suas tecnolo- gias; (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017) IV. Ciências humanas e sociais aplicadas; (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017) V. Formação técnica e profissional. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) § 1o A organização das áreas de que trata o caput e das respectivas competências e habilida- des será feita de acordo com critérios estabele- cidos em cada sistema de ensino. (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017) I. (Revogado) (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017) II. (Revogado) (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017) § 2º (Revogado) DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO82 § 3º A critério dos sistemas de ensino, poderá ser composto itinerário formativo integrado, que se traduz na composição de componentes curri- culares da Base Nacional Comum Curricular – BNCC e dos itinerários formativos, consideran- do os incisos I a V do caput. (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017) § 4º (Revogado) § 5º Os sistemas de ensino, mediante dis- ponibilidade de vagas na rede, possibilitarão ao aluno concluinte do ensino médio cursar mais um itinerário formativo de que trata o caput. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) § 6º A critério dos sistemas de ensino, a oferta de formação com ênfase técnica e profis- sional considerará: (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) I. A inclusão de vivências práticas de tra- balho no setor produtivo ou em am- bientes de simulação, estabelecendo parcerias e fazendo uso, quando aplicá- vel, de instrumentos estabelecidos pela legislação sobre aprendizagem pro- fissional; (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) Fernanda Lima 83 II. A possibilidade de concessão de certi- ficados intermediários de qualificação para o trabalho, quando a formação for estruturada e organizada em etapas com terminalidade. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) § 7º A oferta de formações experimentais relacionadas ao inciso V do caput, em áreas que não constem do Catálogo Nacional dos Cursos Técnicos, dependerá, para sua continuidade, do reconhecimento pelo respectivo Conselho Estadual de Educação, no prazo de três anos, e da inserção no Catálogo Nacional dos Cursos Técnicos, no prazo de cinco anos, contados da data de oferta inicial da formação. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) § 8º A oferta de formação técnica e profis- sional a que se refere o inciso V do caput, realizada na própria instituição ou em parceria com outras instituições, deverá ser aprovada previamente pelo Conselho Estadual de Educação, homologa- da pelo Secretário Estadual de Educação e certi- ficada pelos sistemas de ensino. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) § 9º As instituições de ensino emitirão cer- tificado com validade nacional, que habilitará o concluinte do ensino médio ao prosseguimen- to dos estudos em nível superior ou em outros DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO84 cursos ou formações para os quais a conclusão do ensino médio seja etapa obrigatória. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) § 10. Além das formas de organização pre- vistas no art. 23, o ensino médio poderá ser orga- nizado em módulos e adotar o sistema de créditos com terminalidade específica. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) § 11. Para efeitode cumprimento das exi- gências curriculares do ensino médio, os sistemas de ensino poderão reconhecer competências e firmar convênios com instituições de educação a distância com notório reconhecimento, median- te as seguintes formas de comprovação: (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) I. Demonstração prática; (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) II. Experiência de trabalho supervisiona- do ou outra experiência adquirida fora do ambiente escolar; (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) III. Atividades de educação técnica ofere- cidas em outras instituições de ensi- no credenciadas; (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) Fernanda Lima 85 IV. Cursos oferecidos por centros ou pro- gramas ocupacionais; (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) V. Estudos realizados em instituições de ensino nacionais ou estrangeiras; (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) VI. Cursos realizados por meio de educa- ção a distância ou educação presencial mediada por tecnologias. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) § 12. As escolas deverão orientar os alunos no processo de escolha das áreas de conhecimen- to ou de atuação profissional previstas no caput. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) Seção IV-A – Da Educação Profissional Técnica de Nível Médio (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) Art. 36-A. Sem prejuízo do disposto na Seção IV deste Capítulo, o ensino médio, atendida a formação geral do educando, poderá prepará-lo para o exercício de profissões técnicas. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) Parágrafo único. A preparação geral para o trabalho e, facultativamente, a habilitação DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO86 profissional poderão ser desenvolvidas nos próprios estabelecimentos de ensino médio ou em cooperação com instituições especializadas em educação profissional. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) Art. 36-B. A educação profissional técnica de nível médio será desenvolvida nas seguintes for- mas: (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) I. Articulada com o ensino médio; (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) II. Subsequente, em cursos destinados a quem já tenha concluído o ensino médio. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) Parágrafo único. A educação profissional técnica de nível médio deverá observar: (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) III. Os objetivos e definições contidos nas diretrizes curriculares nacionais esta- belecidas pelo Conselho Nacional de Educação; (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) IV. As normas complementares dos respec- tivos sistemas de ensino; (Incluído pela Fernanda Lima 87 Lei nº 11.741, de 2008) V. As exigências de cada instituição de ensino, nos termos de seu projeto pe- dagógico. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) COMENTÁRIOS: A Educação Profissional técnica de Nível Médio poderá ser articulada com o ensino médio e será desenvolvida de forma: INTEGRADA: para aqueles que tenham con- cluído o ensino fundamental; CONCOMITANTE: oferecida a quem in- gresse no ensino médio ou já o esteja cursando, efe- tuando-se matriculas distintas para cada curso, e podendo ocorrer: • Na mesma instituição de ensino; • Em instituições de ensino distintas; • Em instituições de ensino distintas, me- diante convênios de intercomplemen- taridade, visando ao planejamento e ao desenvolvimento de projeto pedagógi- co unificado. DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO88 SUBSEQUENTE: para aqueles que já terminaram o Ensino Médio. Art. 36-C. A educação profissional técnica de nível médio articulada, prevista no inciso I do caput do art. 36-B desta Lei, será desenvolvida de forma: (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) I. Integrada, oferecida somente a quem já tenha concluído o ensino fundamental, sendo o curso planejado de modo a con- duzir o aluno à habilitação profissional técnica de nível médio, na mesma ins- tituição de ensino, efetuando-se matrí- cula única para cada aluno; (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) II. Concomitante, oferecida a quem in- gresse no ensino médio ou já o este- ja cursando, efetuando-se matrículas distintas para cada curso, e podendo ocorrer: (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) a) Na mesma instituição de ensino, aproveitando-se as oportunidades Fernanda Lima 89 educacionais disponíveis; (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) b) Em instituições de ensino distintas, aproveitando-se as oportunidades educacionais disponíveis; (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) c) Em instituições de ensino distintas, mediante convênios de intercom- plementaridade, visando ao planeja- mento e ao desenvolvimento de pro- jeto pedagógico unificado. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) Art. 36-D. Os diplomas de cursos de educa- ção profissional técnica de nível médio, quando registrados, terão validade nacional e habilitarão ao prosseguimento de estudos na educação supe- rior. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) Parágrafo único. Os cursos de educação profissional técnica de nível médio, nas formas articulada concomitante e subsequente, quando estruturados e organizados em etapas com termi- nalidade, possibilitarão a obtenção de certificados de qualificação para o trabalho após a conclusão, com aproveitamento, de cada etapa que caracte- rize uma qualificação para o trabalho. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO90 Seção V – Da Educação de Jovens e Adultos Art. 37. A educação de jovens e adultos será destinada àqueles que não tiveram acesso ou con- tinuidade de estudos nos ensinos fundamental e médio na idade própria e constituirá instrumento para a educação e a aprendizagem ao longo da vida. (Redação dada pela Lei nº 13.632, de 2018) § 1º Os sistemas de ensino assegurarão gratuitamente aos jovens e aos adultos, que não puderam efetuar os estudos na idade regular, oportunidades educacionais apropriadas, con- sideradas as características do alunado, seus interesses, condições de vida e de trabalho, me- diante cursos e exames. § 2º O Poder Público viabilizará e estimu- lará o acesso e a permanência do trabalhador na escola, mediante ações integradas e complemen- tares entre si. § 3º A educação de jovens e adultos deverá articular-se, preferencialmente, com a educação profissional, na forma do regulamento. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) Fernanda Lima 91 COMENTÁRIOS: O mais interessante do artigo 37 é que a EJA dá a oportunidade de reparar o direito negado ao cidadão em idade própria, aos estudos, além de equalizar a possibilidade de acesso, permanência e aprendiza- gem, via educação escolar, viando qualificar, capa- citando para o exercício da cidadania e ampliando a chance de torná-lo um cidadão participativo e so- cialmente produtivo. Art. 38. Os sistemas de ensino manterão cursos e exames supletivos, que compreenderão a base nacional comum do currículo, habilitando ao prosseguimento de estudos em caráter regular. § 1º Os exames a que se refere este artigo realizar-se-ão: I. No nível de conclusão do ensino funda- mental, para os maiores de quinze anos; II. No nível de conclusão do ensino médio, para os maiores de dezoito anos. DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO92 § 2º Os conhecimentos e habilidades adqui- ridos pelos educandos por meios informais serão aferidos e reconhecidos mediante exames. COMENTÁRIOS: Deve articular-se com a educação profissional PREFERENCIALMENTE. O perigo aqui, na hora da prova, se dá por conta da palavra preferencial- mente, pois as bancas, gostam de trocá-la por obri- gatoriamente, por exemplo. CAPÍTULO III – DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA (REDAÇÃO DADA PELA LEI Nº 11.741, DE 2008) Art. 39. A educação profissional e tecnoló- gica, no cumprimento dos objetivos da educação nacional, integra-se aos diferentes níveis e moda- lidades de educação e às dimensões do trabalho, da ciência e da tecnologia. (Redação dada pela Lei nº 11.741, de 2008) Fernanda Lima 93 § 1º Os cursos