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ANATOMIA DO CORAÇÃO PERICÁRDIO Saco fibro-seroso que envolve o coração, separando-o dos outros órgãos do mediastino e limitando sua expansão durante a sístole ventricular Consiste de uma camada externa fibrosa, pericárdio fibroso, e uma camada interna serosa, pericárdio seroso O pericárdio seroso apresenta lâmina parietal que está aderente ao pericárdio fibroso e uma lâmina visceral (epicárdio) aderente ao miocárdio Entre as duas lâminas do pericárdio seroso existe uma cavidade virtual (cavidade do pericárdio), ocupada por uma camada líquida de espessura capilar, que permite o deslizamento de uma lâmina contra a outra durante as mudanças de volume do coração O seio oblíquo e o seio transverso são recessos da cavidade pericárdica Esse recesso é uma extensão ou evaginação da cavidade pericárdica Recesso de líquido no seio oblíquo: utilizado em exames de imagem para detectar derrames pleurais Ligamentos O pericárdio contribui na manutenção da posição do coração através de alguns componentes: Ligamento esternopericárdico: prende o pericárdio ao esterno Ligamento pericárdio vertebral: prende o pericárdio a coluna vertebral Ligamento pericárdio frênico: prende o pericárdio ao diafragma Grandes vasos da base: esses vasos estão ligados firmemente a estruturas vizinhas Nervo frênico Desce em direção ao diafragma, entre a pleura e o contorno lateral do pericárdio fibroso Inerva o diafragma, um dos músculos da respiração Efeito chicote: pode causar uma lesão no nervo frênico e a morte do indivíduo por asfixia, já que esse nervo inerva o músculo diafragma que participa da respiração Tamponamento cardíaco Acúmulo de sangue na cavidade pericárdica, o que prejudica o funcionamento do coração, uma vez que o pericárdio fibroso é composto por feixes colágenos e não é muito elástico LOCALIZAÇÃO DO CORAÇÃO O coração está localizado no mediastino médio, um espaço entre as pleuras. Ele repousa sobre o diafragma, situa-se posteriormente ao esterno e tem dos seus lados os pulmões e a pleura Limites do mediastino Limite superior: abertura superior do tórax Limite interior: diafragma Limite anterior: esterno Limite posterior: coluna vertebral Um traçado do ângulo esternal até a T4 divide o mediastino em dois andares: Andar superior do mediastino (mediastino superior): seus principais componentes são esôfago e grandes vasos da base Andar inferior do mediastino (mediastino inferior): subdividido em 3 regiões 1. Mediastino médio: seus componentes são o coração e o pericárdio 2. Mediastino posterior: separa o coração da coluna vertebral e seus componentes são o esofago e a artéria aorta descendente 3. Mediastino anterior: seu componente é o órgão timo (localizado no mediastino anterior e no superior) Como o esôfago passa pelo mediastino posterior, algumas situações podem prejudicar o coração, como alguns casos em que o indivíduo engoliu um espinho de peixe e teve o coração lesionado, devido a íntima relação entre o mediastino posterior e o mediastino médio. Já algumas patologias no coração podem interferir na deglutição, como a doença de chagas e a cardiomegalia que podem comprimir o esôfago Lívia Francisco T28 Posição anatômica do coração Face anterior ou esternocostal: abaulada Face inferior ou diafragmática: repousa sobre o diafragma (após a morte do indivíduo a face diafragmática se torna plana) Eixo longitudinal: vai da base até o ápice Eixo transversal: está sobre a base Base do coração Todos os vasos que estão chegando ou partindo do coração estão na base e são denominados “grandes vasos da base” É voltada para cima, para direita e para trás Ápice do coração É uma extremidade pontiaguda Corresponde a extremidade do ventrículo esquerdo O ápice é voltado para esquerda, inclinado para frente e está para baixo Átrios e ventrículos A parede dos átrios são mais finas que as paredes dos ventrículos A pressão que o sangue chega nos átrios e a ação da gravidade na inclinação do ápice para baixo, contribui para que o sangue “escorra” para os ventrículos, de modo que a força necessária para que isso ocorra é pequena (não é necessário uma massa muscular bem desenvolvida) Já as paredes dos ventrículos são espessas e com massa muscular bem desenvolvida, já que é preciso força para a contração e o transporte do sangue para a artéria Sulco coronário Circunda o coração em forma de uma coroa entre os átrios e os ventrículos É interrompido pelo vaso tronco pulmonar (face esternocostal) Seio coronário: localizado no sulco coronário Cavidade pleuropulmonar Espaço ocupado pelo pulmão e pela pleura O pulmão é revestido pela pleura pulmonar, um saco seroso completamente fechado, composto pela lâmina visceral da pleura e pela lâmina parietal da pleura, as quais delimitam a cavidade pleural Entre as lâminas existe a cavidade pleural, um espaço virtual Entre as lâminas visceral e parietal existe uma fina camada de líquido, a qual diminui diretamente o atrito entre essas lâminas e indiretamente o atrito entre o pulmão e a parede do tórax Derrame pleural O líquido do parênquima pulmonar pode se alojar na cavidade pleural, de modo que ela deixe de ser um espaço virtual e passe a ser um espaço real REGIÃO PRECORDIAL (PRECÓRDIO) Região da parede do tórax onde se projeta o coração Limites: Margem superior do precórdio: corresponde a região dos grandes vasos da base Margem inferior do precórdio: corresponde à margem do ventrículo direito Margem lateral direita do precórdio: corresponde ao átrio direito no coração Margem lateral esquerda do precórdio: corresponde à margem do ventrículo esquerdo e ao ápice do coração (Ictus Cordis: onde está o ápice do coração) Tiro à bala na região precordial Já é possível definir qual área do coração provavelmente foi afetada, já que o precórdio é a projeção do coração no tórax ANATOMIA DO CORAÇÃO ANATOMIA INTERNA É possível reconhecer no coração uma base, um ápice e duas faces nítidas (1) diafragmática (que repousa sobre o diafragma) e a (2) esternocostal (anterior), além de uma 3º face, a pulmonar Base: superior Ápice: inferior e arredondado É dividido em duas metades por um septo dirigido obliquamente Cada uma das metades apresenta duas cavidades (câmaras) denominadas átrio e ventrículo Ventrículo direito: anterior ao esquerdo Lívia Francisco T28 Ventrículo esquerdo: mais muscular das quatro cavidades, posterior e à esquerda do ventrículo direito Átrio esquerdo: situado posteriormente no coração, quase no plano mediano Átrio direito: anterior ao átrio esquerdo e está à direita do ventrículo direito (forma a margem direita do coração em uma vista ântero-posterior Átrios e ventrículos As quatro câmaras estão situadas, aproximadamente, em um mesmo plano horizontal Duas veias cavas (superior e inferior): trazem o sangue venoso da circulação sistêmica para o coração, desembocam no átrio direito, superior e inferiormente Seio coronário: se abre no átrio direito e drena a musculatura cardíaca Óstio atrioventricular: abertura de comunicação entre o átrio direito e o ventrículo direito que permite a passagem de sangue entre as duas câmaras da metade direita do coração Tronco pulmonar: vaso que cruza a emergência da aorta e situa-se posterior e à esquerda dela, antes de dividir-se em aa. pulmonares direita e esquerda. Recebe o sangue impelido do ventrículo direito A. pulmonar direita: passa sob o arco aórtico e penetra no hilo do pulmão direito A. pulmonar esquerda: continua seu trajeto para esquerda e vai até o hilo do pulmão esquerdo Veias pulmonares: trazem o sangue oxigenado que retorna do pulmão para o coração e desembocam no átrio esquerdo. Essas veias situam-se inferiormente as respectivas aa. pulmonares e entram nas paredes laterais do átrio esquerdo Do átrio esquerdo o sangue oxigenado passa ao ventrículo esquerdo pelo óstio atrioventricular que os comunica e, impedindo pela contração da musculatura ventricular esquerda, é lançado na aorta, que o distribui na circulação sistêmica Aorta: recebe o sangue do ventrículo esquerdo. Logo depois de suaemergência no ventrículo esquerdo, tem um trajeto em arco: ela dirige-se superiormente, a seguir posteriormente e, por fim, inferiormente Arco aórtico: primeiro a aorta está à direita da a. pulmonar principal (aorta ascendente). Em seguida, ela situa-se sobre a a. pulmonar direita e o brônquio principal esquerdo e finalmente é descendente (aorta descendente) penetrando no mediastino posterior, à frente e à esquerda dos corpos vertebrais Aurícula direita e esquerda: pequeno apêndice em forma de orelha localizado à direita da aorta e à esquerda do tronco pulmonar, como um prolongamento dos átrios direito e esquerdo Sulco coronário: bem marcado posteriormente e no qual estão alojados o seio coronário, a a. coronária direita e a terminação da a. coronária esquerda. A aorta e o tronco pulmonar interrompem, anteriormente, o sulco coronário que separa os átrios dos ventrículos Posição das câmaras e dos grandes vasos Vista antero-posterior Margem direita do coração: formada pela v. cava superior, pelo átrio direito e pela v. cava inferior Margem esquerda do coração: formada pelo arco aórtico, pelo tronco pulmonar, pela aurícula esquerda e pelo ventrículo esquerdo Vista lateral do coração: o ventrículo direito e o tronco pulmonar são anteriores Margem posterior do coração: átrio esquerdo Em virtude da posição oblíqua do coração, um aumento patológico dos átrios é evidenciado no lado direito do tórax Os aumentos do ventrículo esquerdo são vistos no lado esquerdo do tórax, já o ventrículo direito aumenta num plano ântero-posterior ESQUELETO FIBROSO É o ponto fixo Ponto de inserção das fibras cardíacas Faz a ancoragem das valvas É como uma placa de tecido fibrocartilaginoso As fibras mais profundas são circulares As fibras mais externas são helicoidais O coração é um órgão muscular. Entre o epicárdio, que o reveste externamente, e o endocárdio, que o forra internamente, a massa muscular constitui o miocárdio Alguns feixes de fibras musculares cardíacas estão dispostas circularmente na parede do ventrículo esquerdo e, portanto, elas formam sua própria origem e inserção O restante, porém, da massa muscular cardíaca, dispõe-se em espiral em torno dos ventrículos e funciona com um ponto de fixação As valvas que guarnecem estas aberturas estão situadas aproximadamente no mesmo plano oblíquo: as atrioventriculares são posteriores e a aórtica e a do tronco pulmonar anteriores a elas O esqueleto fibroso do coração apresenta estruturas interligadas: os trígonos fibrosos, direito e esquerdo, os anéis fibrosos dos óstios atrioventriculares e dos óstios arteriais, o tendão do infundíbulo e a parte membranácea do septo interventricular Lívia Francisco T28 Trígono fibroso direito: situa-se entre o contorno posterior do óstio aórtico e os óstios atrioventriculares direito e esquerdo. Contribui para formar o anel fibroso do óstio atrioventricular direito e a parte membranácea do septo interventricular Trígono fibroso esquerdo: está situado entre o óstio aórtico e o atrioventricular esquerdo Anéis fibrosos dos óstios atrioventriculares direito e esquerdo: dão inserção a feixes musculares atriais e ventriculares Anel fibroso do óstio atrioventricular direito: é formado pela parte direita do trígono fibroso direito Anel fibroso do óstio atrioventricular esquerdo: é formado pelos dois trígonos e a porção que os une Anéis fibrosos arteriais Aórtico e o do tronco pulmonar São formados pelo tecido da raiz da aorta e da raiz do tronco pulmonar, e pela zona de inserção das válvulas semilunares respectivas Tendão do infundíbulo: pequena fita tendínea que se estende do ponto mais baixo da válvula semilunar direita da aorta, passa sobre o cone arterial com o qual se dirige superiormente e termina no óstio do tronco pulmonar, entre as inserções das válvulas semilunares posteriores Parte membranácea do septo interventricular: entre o anel atrioventricular direito e o anel aórtico está a parte membranácea do septo interventricular, que está em conexão com os demais elementos do esqueleto fibroso (é o próprio esqueleto fibroso) Quando um ventrículo contrai ele o faz concentricamente, encurtando o seu diâmetro transverso, mas também diminuindo seu diâmetro longitudinal, aproximando-se do seu ponto de fixação no esqueleto fibroso A camada de fibras musculares circulares é a mais interna nos dois ventrículos, espessa no esquerdo e delgada no direito Externamente a essa camada, duas camadas de fibras espirais dispõem-se formando um ângulo reto entre si. Eles tendem a tracionar a câmara ventricular em direção ao esqueleto fibroso O esqueleto fibroso separa a musculatura dos átrios da dos ventrículos, isto é, os feixes atriais fixam-se às margens superiores dos anéis e os feixes ventriculares, as margens inferiores Nos átrios, os feixes parecem dispor-se em duas camadas: a mais interna é circular e muitos de seus feixes circundam apenas um átrio A camada externa está formada por feixes de direção transversal que cobrem ambos os átrios Diferença da espessura dos átrios e dos ventrículos As diferenças entre os ventrículos direito e esquerdo, no que diz respeito à espessura de suas paredes, estão relacionadas com as exigências a que são submetidas. O ventrículo esquerdo trabalha contra uma pressão maior que a do direito e, portanto, sua parede é, pelo menos, duas vezes mais espessa que a do ventrículo direito. Até mesmo sua forma mais cilíndrica (o ventrículo direito é triangular é achatado no sentido ântero-posterior) é, mecanicamente, a mais eficiente para bombear contra pressão ANATOMIA EXTERNA Átrio direito Seio das veias cavas: a parede ântero-superior do átrio direito apresenta dois segmentos, um lateral e posterior, o seio das veias cavas, que recebe as vv. cavas superior e inferior, e outro medial, correspondente ao átrio propriamente dito Crista terminal: a separação entre estes dois segmentos é feita pela crista terminal, prega muscular lisa que vai da região imediatamente anterior ao óstio da v. cava superior até ao óstio da veia cava inferior Externamente, o sulco terminal corresponde a crista terminal Óstio da veia cava inferior: apresenta uma prega endotelial rudimentar, a válvula da veia cava inferior, sem valor funcional significativo Óstio do seio coronário: imediatamente anterior e medial à v. cava inferior, localiza-se o óstio do seio coronário, que também apresenta a sua válvula, através do qual chega ao átrio direito o sangue drenado do coração Nó sinoatrial: localizado na parte superior do segmento lateral, é o 1º elemento do sistema de condução do coração O segmento lateral é liso, já o segmento medial é acidentado devido à presença dos músculos pectíneos que se espalham a partir da crista terminal, chegando até a aurícula A parede septal do átrio direito também é lisa, sem músculos pectíneos e apresenta uma ligeira depressão, a fossa oval, limitada posterior, superior e anteriormente por uma lâmina em meia-lua, o limbo da fossa oval Fossa oval: marca o local primitivo do forame oval que, no feto, comunica o átrio direito com o esquerdo Em cerca de 20% dos casos, o forame oval persiste no adulto, constituindo uma anomalia cardíaca. Em alguns casos, uma pequena comunicação pode persistir, sem repercussões clínicas, uma vez que não há fluxo de sangue do átrio direito para o esquerdo em virtude da pressão mais elevada existente no átrio esquerdo Lívia Francisco T28 Vários orifícios de pequenas dimensões são encontrados nas paredes do átrio direito. São os forames das veias mínimas do coração, que existem em todas as câmaras do coração O átrio direito se comunica com o ventrículo direito através do óstio atrioventricular direito, guarnecido pela valva atrioventricular direita Átrio esquerdo O átrio esquerdo pode ser dividido em duas porções, embora não haja nele uma linha de separação nítida A porção posterior que recebe as veias pulmonares é lisa, ao passo que a anterior, que é continuada com a aurícula esquerda, apresenta músculos pectíneos O átrio esquerdo se comunica como ventrículo esquerdo através do óstio atrioventricular esquerdo, guarnecido pela valva atrioventricular esquerda Ventrículos A superfície interna de ambos os ventrículos é marcadamente irregular em virtude da presença de projeções de feixes musculares, que podem apresentar-se sob a forma de cristas, de pontes e de pilares As mais evidentes são as que se apresentam como pilares cônicos e são denominadas músculos papilares Geralmente há três músculos papilares do ventrículo direito (anterior, posterior e septal) e dois no esquerdo (anterior e posterior). É deles que partem as delicadas trabéculas fibrosas, cordas tendíneas, para se fixarem nas margens das cúspides de valvas atrioventriculares São de fácil visualização as aberturas do tronco pulmonar, no ventrículo direito, e da aorta, no ventrículo esquerdo, bem como o septo interventricular que separa os dois ventrículos. Como o ventrículo esquerdo suporta uma pressão muito maior que o ventrículo direito, o septo é côncavo no lado do ventrículo esquerdo e convexo no lado do ventrículo direito. Na sua parte superior, ele é fibroso (parte membranácea do septo) e muscular no restante (parte muscular do septo) No ventrículo direito, existe uma trabécula muscular elevada e curva que parte do septo interventricular e termina na base do m. papilar anterior: é a trabécula septomarginal, e no seu interior corre o ramo direito do fascículo atrioventricular que pertence ao complexo estimulante do coração. A parede do ventrículo esquerdo é, pelo menos, duas vezes mais espessa que a do ventrículo direito VALVAS DO CORAÇÃO (conjunto de válvulas) Para direcionar a corrente sanguínea no coração, dois pares de valvas guarnecem a entrada e a saída dos ventrículos Situadas no mesmo plano transversal Entrada: duas valvas atrioventriculares direita e esquerda Saída: valva do tronco pulmonar, para o ventrículo direito, e a valva aórtica, para o ventrículo esquerdo (evita o refluxo do sangue e auxilia na circulação do sangue) Cúspide: tecido fibroso preso na parede do septo atrioventricular Cordas tendíneas: fixam a cúspide no músculo papilar Valva do tronco pulmonar: constituídas por válvulas semilunares em forma de bolso Óstio atrioventricular aberto: átrio contraído e os ventrículos em diástole Prolapso de válvula Quando uma valva está rompida ocorre o refluxo de sangue dos ventrículos para os átrios, de forma que exista o sopro, som alterado do fechamento das valvas As valvas atrioventriculares são mais complexas que a aórtica e a do tronco pulmonar. Possuem estruturas adicionais, as cordas tendíneas, fixadas às margens de suas cúspides, por uma extremidade, e os músculos papilares pela outra Todas as valvas, exceto a atrioventricular esquerda, possuem três cúspides (tricúspide). A atrioventricular esquerda tem duas (bicúspide) Na valva aórtica, as válvulas são denominadas esquerda, direita e posterior Aspecto da valva aórtica: são três cúspides em forma de bolso. O espaço que fica entre a cúspide e a parede do vaso é seio aórtico (no tronco pulmonar, seio da válvula do tronco pulmonar) Diástole (relaxamento) dos ventrículos Valva aórtica e pulmonar FECHADAS Valvas atrioventriculares ABERTAS Sístole (contração) dos ventrículos Valvas atrioventriculares FECHADAS Valvas aórtica e pulmonar ABERTAS Fica, pois, entendido que as valvas aórtica e pulmonar de um lado, e as atrioventriculares de outro, agem de maneira alternada, isto é, quando as duas primeiras estão abertas, as duas últimas estão fechadas, e vice-versa Lívia Francisco T28 CRUZ DO CORAÇÃO Na face posterior do coração, tem-se o sulco atrioventricular, o sulco coronário e o sulco interatrial, os quais se cruzam A cruz do coração é o ponto em que esses três sulcos se encontram IRRIGAÇÃO DO CORAÇÃO Responsáveis pela irrigação do coração: 1. Artéria coronária direita 2. Artéria coronária esquerda Ambas apresentam origem na aorta Artéria coronária esquerda Se origina do seio aórtico esquerdo Corre entre a artéria pulmonar e a aurícula esquerda Bifurca-se como: artéria interventricular anterior e artéria circunflexa Trajeto: se origina no seio aórtico esquerdo, posteriormente à artéria pulmonar e corre entre ela e a aurícula esquerda. Depois disso se bifurca em dois ramos 1.Artéria interventricular anterior: tem um trajeto sinuoso no sulco interventricular anterior em direção ao ápice, para contorna-lo e situar-se no sulco interventricular posterior, onde termina próximo ao ápice do coração 2.Artéria circunflexa: percorre o sulco coronário para a esquerda e posteriormente. Geralmente termina na face diafragmática do ventrículo esquerdo, sem alcançar o sulco interventricular posterior Artéria coronária direita Se origina no seio aórtico direito Corre no sulco coronário Trajeto: se origina no seio aórtico direito e se dirige para a direita posteriormente à artéria pulmonar para correr no sulco coronário, contornando a margem direita do coração em direção posterior. Geralmente, atinge o sulco interventricular posterior e o ultrapassa, terminando no sulco coronário irrigação do septo interventricular A artéria interventricular se divide em artérias septais que são responsáveis pela irrigação do septo interventricular Sulco interventricular direito e esquerdo: corresponde a localização do septo interventricular Irrigação do nó sinoatrial Artéria para o nó sinoatrial (marcapasso do coração): irriga a região do nó sinoatrial Nó sinoatrial: cria e distribui um estímulo elétrico pelas fibras cardíacas Nó atrioventricular: recebe o estímulo elétrico por meio das fibras cardíacas O comprometimento da artéria compromete a atividade do nó atrial, afetando a funcionalidade do coração PONTES NO MIOCÁRDIO Existe uma camada de fibras musculares cardíacas que passam sob a artéria Problema: pode ser a causa de morte súbita, pois nesses casos, quando o coração está trabalhando e essas fibras contraem, o vaso vai ser comprimido, diminuindo o fluxo de sangue para um determinado local, o que pode matar o indivíduo DOMINÂNCIA ARTERIAL As artérias coronárias podem apresentar variações de número, calibre e distribuição O critério para determinar a dominância arterial é a área irrigada, de modo que a artéria dominante é a que ultrapassa a cruz do coração 1.Dominância direita (70%): é quando a artéria coronária direita atinge a cruz do coração Super dominância direita: atinge a cruz do coração e ultrapassa esse ponto emitindo vasos na região esquerda do coração 2.Dominância esquerda (30%): é quando a artéria circunflexa atinge a cruz do coração e dá origem a artéria atrioventricular posterior 3.Forma equilibrada (10%): é quando essas artérias não atingem a cruz do coração INFARTO DO MIOCÁRDIO A oclusão súbita das coronárias ou de seus ramos priva uma área cardíaca de suprimento sanguíneo, causando esse quadro. A morte do indivíduo pode ocorrer não apenas porque há necrose do tecido muscular na área privada de irrigação, mas também porque ocorre uma mudança no potencial isoelétrico da área muscular envolvida, podendo resultar em fibrilação ventricular, a qual impede o funcionamento normal da musculatura cardíaca DRENAGEM VENOSA DO CORAÇÃO Apresenta três vias de drenagem: 1. Via seio coronário (60%) No sulco coronário, posteriormente, entre o átrio esquerdo e ventrículo esquerdo, tem-se o seio coronário O seio coronário apresenta o óstio do seio coronário e uma válvula semilunar que controla a Lívia Francisco T28 passagem do sangue do seio para o átrio direito (impede o retorno do sangue durante a sístole ventricular) A maior parte das veias cardíacas drenam para o seio coronário, seja diretamente, seja indiretamente A principal via de drenagem é a partir das veias que desembocam no seio coronário 2. Via veias cardíacas anteriores (30%) Essas veias cruzam o sulco coronário e desembocam diretamente no átrio direito 3. Via veias cardíacas mínimas (10%) São pequenas Drenam a parede do miocárdio (principalmente nos ventrículos devido a massa muscular) Desembocam na superfície internadas câmaras cardíacas, sobretudo no átrio direito, onde chega o sangue venoso (porém também podem desembocar em outras câmaras) CICLO CARDÍACO O sangue circula nas câmaras cardíacas graças a diferença de pressão entre elas Essa diferença de pressão abre ou fecha as valvas cardíacas Com o átrio esquerdo cheio de sangue, a valva atrioventricular esquerda fechada e o ventrículo esquerdo ejetando seu conteúdo na artéria aorta, tem-se: Contração do átrio esquerdo: a pressão dentro do átrio é maior que a do ventrículo esquerdo e, assim, se abre a valva atrioventricular esquerda, deixando o sangue fluir para o ventrículo esquerdo (contração do átrio = abertura da valva) A medida que o átrio se esvazia e o ventrículo se enche, sobe a pressão do ventrículo. Quando a pressão do ventrículo é maior que a do átrio, a valva atrioventricular esquerda se fecha e assim tem-se a contração ventricular Com a contração do ventrículo esquerdo o sangue é lançado na aorta. Assim, a valva aórtica se abre para que o sangue passe e vá para a circulação sistêmica. Nesse momento, a pressão é mais baixa que a do ventrículo À medida que o ventrículo se esvazia cai sua pressão. Quando sua pressão for inferior que a da aorta, a tendência do sangue é voltar ao ventrículo, mas isso fecha a valva aórtica, bloqueando o retorno do sangue Ao mesmo tempo, enquanto cai a pressão do ventrículo a do átrio sobe. A contração ventricular cessa e inicia-se a do átrio que, de novo, impele a massa sanguínea para o ventrículo abrindo a valva atrioventricular esquerda Observação: quando os átrios estão em diástole os ventrículos estão em sístole BULHAS CARDÍACAS Vibrações transmitidas através do tórax quando as valvas atrioventriculares, aórtica e pulmonar se fecham 1º Bulha cardíaca: fechamento da valva atrioventricular 2º Bulha cardíaca: fechamento da valva aórtica e pulmonar 3º Bulha cardíaca (indivíduos sadios): tensão entre as paredes ventriculares durante a fase rápida de enchimento do ventrículo Na sístole ventricular a valva se abre e na diástole o sangue que foi para a aorta fecha a valva aórtica, ocorrendo o preenchimento das artérias coronárias (diástole ventricular) Lívia Francisco T28