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SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL- SENAI UNIDADE LAURO DE FREITAS- BA Jucilene Santos de Sousa TÍTULO DO TRABALHO: Principais Acidentes de Trabalho no setor de produção de Aerogeradores Salvador- BA 2024 AUTOR Jucilene Santos de Sousa Principais Acidentes de Trabalho no setor de produção de Aerogeradores Situação de Aprendizagem 01 Situação de aprendizagem 01 (Serviço de Aprendizagem Industrial-SENAI ) UC- Comunicação e Informação Tutor (a) : Tania Torres Salvador-Ba 2024 SUMÁRIO 1 TRADUÇÃO............................................................................................. 04 2 PESQUISA .............................................................................................. 05 3 LEVANTAMENTO DOS DADOS ESTATÍSTICOS.................................. 20 4 CONCLUSÃO ......................................................................................... 21 5 REFERÊNCIAS ...................................................................................... 22 4 Tradução do Memorando Prezada Equipe de Segurança do Trabalho. Tivemos algumas dificuldades em um de nossos *parques eólicos, pois grandes turbinas têm gerado ruídos audíveis significativos, o que vem afetando áreas residenciais do bairro. Muitos moradores têm reclamado desse problema. Cumprimentos, *Parques eólicos: São infra estruturas que geram energia elétrica a partir do vento que sopra em locais de terra ou no mar. São compostos por um grupo de geradores eólicos, também conhecidos como aerogeradores ou turbinas eólicas, que convertem a energia cinética do vento em energia elétrica. Os parques eólicos podem ser construídos em diversos tamanhos, desde pequenas turbinas para sistemas residenciais até grandes parques com centenas de turbinas. Fonte: Poder360 Fonte: EPBR 5 PESQUISA Cinco Principais Acidentes de Trabalho no Setor de Produção de Aerogeradores. ● Quedas; ● Lesões; ● Riscos elétricos; ● Posturas inadequadas; ● Espaços confinados; ● Ruídos audíveis. DEFINIÇÕES ● QUEDAS: No caso do setor eólico, os profissionais são submetidos a alturas de até 130 metros.Assim, temos que as principais causas de quedas em altura estão ligadas diretamente, e principalmente, se não for precedida de uma análise de risco ou se a mesma for deficiente ao não prever todas as medidas de proteções coletivas e individuais necessárias, ou também, o uso e seleção inadequado de EPC’S e EPI’S. Podem acarretar o afastamento do colaborador, assim como seu desligamento por incapacidade para o trabalho ou até mesmo sua morte. ● LESÕES: Referem-se aos acidentes e problemas de saúde que podem ocorrer durante a operação e manutenção de turbinas eólicas. Essas lesões podem variar de leves a graves e muitas vezes são causadas por condições de trabalho específicas do setor eólico. São exemplos de lesões neste setor: -Quedas e lesões musculoesqueléticas (lesões nas costas e articulações) causadas pelo levantamento e movimentação de objetos pesados ; -Cortes e contusões no manuseio inadequado de ferramentas e componentes; 6 -Lesões por esforço repetitivo como tendinites. ● RISCOS ELÉTRICOS: Neste sentido, temos que os trabalhadores que executam tarefas em parques eólicos estão potencialmente expostos a perigos elétricos, que podem incluir o arco elétrico (que têm como consequência as queimaduras por arco e risco de explosão) e o choque elétrico (definido como o acidente resultante da passagem da corrente elétrica no corpo humano que muitas vezes, pode ser fatal; ● POSTURA INADEQUADA: A postura inadequada na realização do trabalho nos campos eólicos pode levar a uma série de problemas, tanto de saúde quanto de eficiência, sendo imprescindível atenção à ergonomia para evitar outros fatores que acarretam complicações e outros tipos de acidentes e lesões. ● ESPAÇO CONFINADO: Espaço Confinado, é qualquer área ou ambiente não projetado para ocupação humana contínua, que possua meios limitados de entrada e saída, cuja ventilação existente é insuficiente para remover contaminantes ou onde possa existir a deficiência ou enriquecimento de oxigênio.Uma turbina por exemplo, conta com diversos espaços considerados confinados: a nacelle, as pás, o cubo do rotor, a torre e a base da torre. Estes possuem poucos meios de acesso e saída e não estão concebidos para longas permanências. Técnicos de manutenção que executem trabalhos dentro destes espaços devem carregar consigo monitores de gás e verificar amostras de ar a fim de se prevenir, detectando possíveis gases tóxicos e/ou inflamáveis no interior destes compartimentos. ● RUÍDOS AUDÍVEIS: O ruído é uma mistura complexa de diversas vibrações, medido em uma escala logarítmica, cuja unidade é o dB (decibel). O ouvido humano é capaz de perceber uma gama grande de intensidades sonoras, desde aquelas próximas de zero, até potências de 1013 superiores equivalentes a 130 dB. Esse ruído corresponde ao de um avião a jato, e praticamente o máximo que o ouvido humano pode suportar. O ruído contínuo 7 ou intermitente que tem uma duração prolongada, ele é o que apresenta maior risco, pois causa danos progressivos à audição e à saúde dos colaboradores, assim como a todo e qualquer indivíduo exposto a esses tipos de ruídos. LEVANTAMENTO DOS DADOS ESTATÍSTICOS Levantamento dos Dados Estatísticos dos Tipos de Acidentes mais comuns no Brasil: Acidentes de Trabalho caem 25,6% no Brasil em 10 anos Levantamento está no Anuário Estatístico de Acidentes do Trabalho 2021 Publicado em 04/05/2023 18h10 Atualizado em 04/05/2023 18h18 Em uma década, os acidentes de trabalho tiveram queda de 25,6% no Brasil. Passaram de 720.629 registros, em 2011, para 536.174 registros, em 2021 (184.455 acidentes a menos). Os dados são do Anuário Estatístico de Acidentes do Trabalho 2021, lançado nesta quinta-feira (4), durante reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS). Em termos relativos, também há queda. O total de acidentes para cada grupo de mil empregados passou de 13,9 (2011) para 10,2 acidentes (2021). “Os dados mostram que apesar de ter havido um crescimento em comparação ao ano de 2020, os registros voltam à tendência de queda histórica, quando comparados com o ano de 2019”, explicou o coordenador geral de Monitoramento dos Benefícios por Incapacidade, Alexandre Zioli Fernandes. A publicação mostra também o impacto da pandemia da Covid-19 nos registros de afastamentos por doenças do trabalho em 2021, registrando a segunda maior quantidade anual nos últimos 10 anos, com 19.348 casos. O recorde histórico ocorreu em 2020, quando houve 33.575 casos. Comparados ao ano de 2019, anterior à pandemia, os acidentes por doença do trabalho aumentaram 234,6% no ano de 2020 e 92,8%, em 2021. 8 Maiores ocorrências – O setor da economia com a maior quantidade de trabalhadores afastados por acidentes de trabalho foi o de Atividades de Atendimento Hospitalar. Foram 62.852 casos, que responderam por 11,7% do total de acidentes de 2021. O número é mais de três vezes superior ao registrado no Comércio Varejista de Mercadorias em Geral - segundo setor com mais acidentes (19.788). O AEAT considera a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) para fins de levantamento. Em seguida, com 14.925 acidentes, está Administração Pública em Geral. Transporte Rodoviário de Carga aparece na quarta posição entre os setores com mais afastamentos por acidente – 14.735 casos. Abate de Suínos, Aves e Outros Animais vem em seguida, com 11.722 acidentes e Construção de Edifícios, na sexta posição, com 10.641 afastamentos. Confira tabela com as 10 maiores ocorrências, segundo a CNAE. Gênero – De acordo com o AEAT, a ocorrência de acidentes do trabalho entre as mulheres é inferior à ocorrência entre os homens, tanto em termos absolutos quanto em termos relativos. Em 2021, foram 352.099 acidentes estre eles (15,1 para cada grupo de mil empregados) e 182.754 registros entre elas (9,8 a cada grupo de mil). Se comparadosao período anterior à pandemia (2019), ambos registram queda. Percentualmente, em 2021 os homens representam 65,8% das vítimas de acidentes de trabalho, enquanto as mulheres, 34,2%. 9 Apesar disso, ao se restringir a análise somente para os acidentes por motivo de doença do trabalho, nos anos de 2020 e 2021, a quantidade de acidentes entre as mulheres superou a registrada pelos homens. Foram 22.049 casos em 2020, cerca de dois terços do total de doenças do trabalho no ano. Em 2021, foram 11.604 casos e 60% do total. Esse cenário pode estar relacionado com a maior predominância de mulheres em atividades hospitalares, em especial na ocupação de enfermagem. Óbitos - A quantidade de acidentes do trabalho que resultaram em óbito do trabalhador aumentou em 2021, quando foram informados 2.556 casos. Para efeitos comparativos, foram 2.203 casos em 2019 e 2.132, em 2020. Por outro lado, os acidentes que causaram incapacidade permanente em 2021 caíram substancialmente em relação ao ano de 2019 (em 2020 se mantiveram constantes). Foram 5.664 casos em 2021 contra 16.556 casos de 2019, aproximadamente um terço do total. Os acidentes que resultaram em óbito representaram apenas 0,5% do total de acidentes liquidados em 2021. Aqueles que deixaram o trabalhador com incapacidade permanente, 1%. A maior parte dos casos (64,1%) referiram-se a afastamentos por menos de 15 dias naquele ano. Quanto aos acidentes em parques eólicos dados divulgados pela Previdência Social (Anuário Estatístico de Acidentes do Trabalho) e pelo Ministério de Minas e Energia (Relatório Final de Balanço Energético Nacional) também entre os anos de 2007 e 2015. Figura: Acidentes em Parques Eólicos Brasileiros 10 Figura: Acidentes de trabalho em Usinas Eólicas entre 1996 e 2017 11 12 CONCLUSÃO A conclusão dos principais acidentes de trabalho no setor de produção de aerogeradores revela algumas áreas críticas de risco e sugere práticas de mitigação para melhorar a segurança. Os principais acidentes geralmente envolvem: 1. Quedas de Altura: Devido à necessidade de trabalhar em alturas significativas, especialmente na instalação e manutenção das turbinas. Essas quedas podem resultar de falhas em sistemas de proteção, como cintos de segurança e plataformas inadequadas. 2. Lesões por Movimentação de Cargas: A movimentação de componentes pesados, como as lâminas das turbinas e torres, pode levar a lesões graves, como fraturas e distensões musculares, se não forem usadas técnicas adequadas de levantamento e equipamentos apropriados. 3. Acidentes com Equipamentos Pesados: A utilização de guindastes, empilhadeiras e outros equipamentos pesados pode causar acidentes se não houver treinamento adequado ou se houver falhas na manutenção dos equipamentos. 4. Exposição a Produtos Químicos e Materiais Perigosos: Na fabricação de aerogeradores, a exposição a resinas, solventes e outros produtos químicos pode causar problemas de saúde a longo prazo, como doenças respiratórias e dermatites. 5. Riscos Elétricos: A instalação e manutenção dos sistemas elétricos das turbinas envolvem riscos de choque elétrico e incêndios, especialmente se as práticas de segurança elétrica não forem rigorosamente seguidas. 6. Ergonomia e Fadiga: Trabalhar em condições desconfortáveis ou repetitivas pode causar problemas ergonômicos e fadiga, aumentando o risco de acidentes. Para reduzir esses riscos, recomenda-se: ● Treinamento Contínuo e Adequado: Garantir que todos os trabalhadores sejam treinados nas práticas de segurança específicas para a indústria e atualizados sobre novos riscos e procedimentos. 13 ● Uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs): Fornecer e exigir o uso de EPIs adequados, como cintos de segurança, capacetes, luvas e óculos de proteção. ● Manutenção e Inspeção de Equipamentos: Implementar um programa rigoroso de manutenção preventiva e inspeção regular dos equipamentos e ferramentas. ● Procedimentos de Segurança e Protocolos: Estabelecer e seguir protocolos rigorosos de segurança para movimentação de cargas, trabalho em altura e manuseio de produtos químicos. ● Avaliação de Risco e Ergonomia: Realizar avaliações de risco regulares e ajustar as condições de trabalho para minimizar riscos ergonômicos e fadiga. A conscientização e a implementação de medidas de segurança eficazes são cruciais para reduzir a incidência de acidentes e melhorar a segurança no setor de produção de aerogeradores. REFERÊNCIAS https://epbr.com.br/eolicas https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br https://www.studocu.com/pt-br https://www.poder360.com.br https://www.google.com/search?q=pdet+2016+estatisticas+acidentes+eolicos &oq=&gs_lcrp=EgZjaHJvbWUqCQgCECMYJxjqAjIJCAAQIxgnGOoCMgkIARAjGCcY 14 6gIyCQgCECMYJxjqAjIJCAMQIxgnGOoCMgkIBBAjGCcY6gIyCQgFECMYJxjqAjIJC AYQIxgnGOoCMgkIBxAjGCcY6gLSAQsyNDExMDE5ajBqN6gCCLACAQ&sourceid= chrome&ie=UTF-8 https://pt.scribd.com/document/672301601/CINCOS-PRINCIPAIS-ACIDENTE S-DE-TRABALHO https://prometalepis.com.br/blog/69-nr-17-a-ergonomia-no-trabalho/ https://www.google.com.br/?hl=pt-BR 15