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Resumo de Flávia Pereira DENTÍSTICA – CLÍNICA INTEGRADA • A: SIMPLES: uma só face • B: COMPOSTA: duas faces • C: COMPLEXA: três ou mais faces Planos dentários: considerando se que o maior eixo é longitudinal e que essa linha passa pelo centro do dente, desde a face oclusal (ou incisal) até o ápice radicular, nela podemos estudar 3 planos principais: HORIZONTAL: é perpendicular ao eixo longitudinal do dente e corta-o em qualquer ponto de sua longitude, recebendo o nome da superfície por onde passa. VESTIBULO-LINGUAL: paralelo ao eixo longitudinal. Divide o dente em 2 posições: mesial e distal. Nos anteriores recebe a denominação de plano labiolingual ou palatino. MESIO-DISTAL: é vertical r paralelo. Divide o dente em 2 partes, vestibular e lingual. Partes constituintes das cavidades: paredes, ângulos diedros, ângulos triedos, ângulos cavo superficiais. PAREDES: são limites internos das cavidades e podem ser: - Circundantes: paredes laterais da cavidade que recebem o nome da face do dente a qual correspondem ou da qual estão mais próximas. Resumo de Flávia Pereira - De fundo: correspondem ao assoalho da cavidade e podem ser chamadas de axial quando se apresentam paralelas ao eixo longitudinal do dente e pulpar, quando perpendiculares ao eixo longitudinal do dente. ANGULOS DIEDROS: são formados pela união de duas paredes de uma cavidade e denominados segundo a combinação de seus respectivos nomes: ANGULOS TRIEDROS: são formados pelo encontro de três paredes e denominados de acordo com suas respectivas combinações: ÂNGULO CAVO-SUPERFICIAL: é o ângulo formado pela junção das paredes da cavidade preparada com a superfície externa do dente. Ele é fundamental para a retenção e adaptação do material restaurador. O termo cavo superficial é usado especialmente para indiciar a forma que se deve dar a esse ângulo em determinada porção da margem do esmalte ou do contorno marginal externo da cavidade, dependendo do tipo de material restaurador. Resumo de Flávia Pereira Pode ser reto (amalgama), levemente biselado (resina composta) e arredondado (ionômero de vidro). Ângulo cavo superficial definido (setas com as letras D, de uma cavidade para amalgama. Classificação das cavidades (black): Classe I (simples ou composta): cavidades preparadas em regiões de má coalescência de esmalte, cicatrículas e fissuras, nas faces oclusais de pré-molares e molares, 2/3 oclusais da face vestibular dos molares e na face lingual dos incisivos superiores, ocasionalmente na palatina de molares superiores. Classe II: cavidades preparadas nas faces proximais dos pré-molares e molares, podendo ou não envolver a face oclusal. - Slot vertical: pré-molares quando apenas a face proximal é incluída no preparo sem envolvimento da oclusal. - Tipo túnel: pré-molares e molares quando apenas a face proximal é envolvida, PRESERVANDO A CRISTA MARGINAL. Resumo de Flávia Pereira Classe III: cavidades preparadas nas faces proximais de dentes anteriores (caninos e incisivos), sem remoção do ângulo incisal. Classe IV: cavidades preparadas nas faces proximais de dentes anteriores (caninos e incisivos), com remoção do ângulo incisal. Classe V: cavidades preparadas no terço cervical, não de cicatrículas e fissuras, das faces vestibular e lingual de todos os dentes. ISOLAMENTO ABSOLUTO: dique de borracha. Controla a contaminação. Essencial pois é o único meio de se obter um campo totalmente livre de umidade. Além de: retenção e proteção dos tecidos moles. Melhor visibilidade do campo operatório. Conforto e proteção do paciente contra aspiração ou deglutição de qualquer elemento estranho. Segurança e proteção para o profissional GRAMPOS: 200 A 205: molares 206 a 209 pré-molares 210 a 212 anteriores 26 e N8A: coroas curtas CAMADA HÍBRIDA: estrutura fundamental na adesão dos materiais restauradores ao tecido dental. Ela se forma na interface entre a dentina condicionada e o sistema adesivo, sendo composta por uma rede de fibras colágenas infiltradas por resina adesiva. Resumo de Flávia Pereira O ácido fosfórico 37% desmineraliza a dentina, expondo a rede de fibras colágenas. Não pode secar com jato de ar por que as fibras colágenas colabam prejudicando a formação da camada hibrida/adesão. Composição química da estrutura dental: Esmalte: 95% composta de hidroxiapatita, um fosfato de cálcio. É a substancia mais dura do corpo. Dentina: 70% de matéria inorgânica (sais minerais) 20% de matéria orgânica (fibras colágenas e lipídeos) 10% de água. HIDROXIAPATITA: o mineral composto por cálcio, fosfato e hidroxila. FLUORAPATITA: cálcio, fosfato e flúor. pH crítico para a dentina: 6,2 pH crítico para o esmalte: 5,5 O pH normal da boca varia entre 6,7 e 7,3 sendo ligeiramente neutro ou levemente alcalino – REMINERALIZAÇÃO. pH ácido: abaixo de 7 neutro: 7 básico alcalino: acima de 7 SALIVA: fluído biológico complexo, principalmente pelas glândulas salivares maiores (parótida, submandibular e sublingual) e menores. Composta por 99% de água e 1% de proteínas, elitrólitos, enzimas e outros componentes bioativos. FUNÇÕES: lubrificação e proteção dos tecidos orais, poder tampão, ajuda a manter o pH bucal e prevenir a desmineralização dentária, digestão inicial por meio da amilose salivar, que inicia a quebra de carboidratos, ação antimicrobiana, devido a presença de lisoenzimas, lactoferrina e imunoglobulinas. Remineralização dentária: fornecendo íons cálcio e fosfato para equilibrar a desmineralização. CÁRIE: doença infecciosa e multifatorial: resultado da dinâmica da remineralização decorrente do metabolismo bacteriano e que pode, havendo predominância da desmineralização resultar em perda mineral e consequentemente cavitação. COMPLEXO DENTINO PULPAR: estabelecimento da polpa dentária, estimular o desenvolvimento de um tecido calcificado, proteger a polpa de irritações adicionais posteriores. Embora a dentina e a polpa sejam tecidos histologicamente distintos, normalmente são considerados como uma única entidade. Isso ocorre por que estes tecidos estão intimamente relacionados, devido a estrutura tubular da dentina. Os prolongamentos dos odontoblastos, constituintes da polpa, estão contidos nos túbulos dentinários. Resumo de Flávia Pereira O movimento do fluído dentinário presente nos túbulos da dentina, é capaz de estimular receptores de dor na polpa. ODONTOBLASTOS: localizados na camada mais externa da polpa. São eles responsáveis pela formação da DENTINA. DENTINA PRIMÁRIA: (odontoblastos primários) formados durante o desenvolvimento do dente durante a odontogênese. DENTINA SECUNDÁRIA: após a erupção, continuam sendo formadas ao longo da vida (depositadas de forma lenta e continua, por isso a câmara pulpar e os canais radiculares. PROCESSO FISIOLÓGICO e ocorre naturalmente com envelhecimento. Movimento centrípeto dos odontoblastos em direção ao centro da polpa. DENTINA TERCIÁRIA: é uma resposta frente a agressões/estímulos agressivos, como cáries, desgastes, traumas ou procedimentos restauradores. Sua principal função é proteger a polpa dentinária reduzindo a permeabilidade dentinária e evitando a progressão de danos. TIPOS DE DENTINA TERCIÁRIA: REACIONAL: formada quando os odontoblastos originais sobrevivem ao estímulo. É depositada lentamente com uma estrutura mais organizada e semelhante a dentina secundária. REPARADORA: formada quando os odontoblastos originais morrem e células da polpa se diferenciam em odontoblastos. Tem uma estrutura mais irregular e desorganizada do que a dentina reacional. AXÔNIOS: são prolongamentos das células nervosas (neurônios) responsáveispor transmitir impulsos nervosos elétricos. No dente, eles estão presentes na polpa dentária, desempenhando papel fundamental, na percepção da dor e na resposta a estímulos externos. Originam-se dos nervos trigemios (V por craniano), principalmente do nervo alveolar inferior (mandíbula) e nervo alveolar superior (maxila). Entram pela região apical do dente e se ramificam ao longo da polpa formando um plexo nervoso SUBODONTOBLÁSTICO chamado de RASCHKOW. Muitos desses axônios se estendem para dentro dos túbulos dentinários tornando a dentina mais sensível. O esmalte e a dentina são ótimos isolantes térmicos e protegem a polpa quanto as variações térmicas da cavidade bucal. Quando uma porcentagem significativa destes tecidos é perdida o cirurgião dentista tem que se preocupar em proteger a polpa quanto à mudanças de temperatura. SUPERFÍCIE RASA: ácido fosfórico 37% + sistema adesivo + resina composta SUPERFÍCIE MÉDIA E PROFUNDA: CIV + ácido + sist. Adesivo + resina composta SUPERFÍCIE MUITO PROFUNDA: (capeamento pulpar indireto (Cimento Hidróxido de Cálcio + CIV + ácido + sist. Adesivo + resina composta. COM RISCO A EXPOSIÇÃO PULPAR: (tratamento expectante): remoção seletiva da dentina cariada, remoção da dentina infectada com manutenção da dentina profunda afetada. --- capeamento pulpar direto: polpa sadia, exposta indevidamente por trauma ou iatrogenia--- Resumo de Flávia Pereira -limpeza da cavidade com solução hidróxido de cálcio ou clorexidina. -cimento hidróxido de cálcio - cimento ionômero de vidro - após 30 a 40 dias, radiografar e fazer os testes de sensibilidade pulpar. -restauração definitiva; CIV: liberação de flúor: deve ser aglutinado e não espatulado. Baixa resistência mecânica, potencial solubilidade aos fluidos bucais. HIDROXIDO DE CÁLCIO: (forrador) bactericida e bacteriostático, neutraliza o pH ácido, promove cicatrização. MTA: capeamento pulpar direto. AZUL: limite amelodentinário (apenas esmalte) VERDE: parede de fundo a 0,5 a 1,0mm abaixo do amelodentinário. ROXO: 1 a 2mm do limite amelodentiário. AMARELO: apenas 0,5mm de dentina remanescente. VERMELHO: assoalho da cavidade conta com menos de 0,5mm de dentina até a polpa, podendo apresentar zonas róseas. INDICAÇÃO DE MATERIAIS PROTETORES – SEM EXPOSIÇÃO: Cimento ionômero de vidro Cimento oxido de zinco + eugenol Cimento hidróxido de cálcio COM EXPOSIÇÃO: Hidróxido de cálcio PO (no local da exposição) ou MTA Cimento hidróxido de cálcio Cimento ionômero de vidro PULPOTOMIA: remoção parcial da polpa. Indicação: polpa inflamada, mais ainda viva. PULPECTOMIA: remoção total da polpa. Indicação: infecção severa, necrose pulpar. ACIDO FOSFORICO: 37%: (responsável pelo aumento de energia superficial favorável do adesivo) Resumo de Flávia Pereira 30 segundos em esmalte/ 15 segundos em dentina --- expõe as fibras colágenas--- CUNHAS: inseridas pelas ameias maiores, as LINGUAIS com exceção entre 1º e 2º molares superiores, onde a ameia vestibular é maior. MATRIZES: reproduzir o contorno do dente. Estabelecer ponto de contato, confinar o material na cavidade, proteger o dente vizinho. Fatores determinantes para acontecer cárie: dente+bactéria+carboidrato DESNTISTICA RESTAURADORA: remove o tecido cariado e devolve a forma, função e a aparência dos elementos dentários. PROFUNDIDADE: cavidade profunda é a que está muito próxima a polpa em algum lugar da parede pulpar ou axial. EXTENSÃO: diz respeito as dimensões externas da cavidade, e sua relação com o complexo- dento-gengival. PELICULA ADQUIRIDA: espessura 0,1 a 0,3 (não causa danos ao dente) Camada acelular, formação instantânea, base para a adesão bacteriana, presença de proteínas salivares, filme orgânico derivado principalmente de saliva e aderido ao esmalte. Age protegendo o esmalte e atua como reservatório de flúor. CÁRIE PRIMÁRIA: que tem inicio em dentes hígidos CÁRIE SECUNDÁRIA: também chamada de recidivas ou recorrentes detectadas ao redor de uma restauração já existente. LESÃO CERVICA NÃO CARIOSA: EROSÃO: perda da estrutura dental provocada por processos não bacterianos (frutas/ sucos cítricos/ vinhos/vinagre/vomito/refluxo gástrico). Aspecto da lesão: lisa, sem rachadura forma de pires (rasa) sem termino nítido sem mancha. Resumo de Flávia Pereira ABFRAÇÃO: perda de estrutura dental provocada por contatos oclusais excessivos e forças excêntricas que levam a desflexão do dente (bruxismo, apertamento, interferências oclusais e esforços mastigatórios). Aspecto da lesão: presença de rachaduras, forma de cunha ou V, termino nítido, localizada, envolvem o sulco gengival provocando as recessões gengivais. ABRASÃO: perda da estrutura dental, provocada por desgaste mecânico causado pelo atrito de um objeto que não o dente (escovação com muita força, associada as pastas muito abrasivas). Aspecto da lesão: lisas, polida, dura, contorno regular, envolve dentes adjacentes, normalmente não envolvem sulco gengival. ISOLAMENTO ABSOLUTO – CONTRA INDICAÇÃO: Pacientes com asma ou dificuldades respiratória, dentes com erupção incompleta, pacientes com alergia a látex. REGRAS ISOLAMENTO: Região posterior: no mínimo 4 dentes. Região anterior: canino a canino. Indicado para maioria dos procedimentos odontológicos. SELANTE: alternativa preventiva para evitar a instalação e avanço da doença. 1)Profilaxia com pedra pomes e água. 2)Condicionamento ácido fosfórico 37% 30 segundos 3)Lavagem e secagem com jatos de ar 4)Selante e foto por 20 segundos. ISOLAMENTO RELATIVO: indicações Impossibilidade de realizar o absoluto, restaurações provisórias, polimento de restaurações. SMEAR LAYER (lama dentinária): restos teciduais, saliva, bactéria, sangue e outras substancias que estão presentes e ligadas nas dentinas intratubular e peritubular, vedando os túbulos dentinários, formada devido a remoção de tecido cariado ou restauração antiga. ESCOLHA DA COR DA RESINA: MATIZ: A,B,C,D (cor em si) SATURAÇÃO: 1,2,3... LUMINOSIDADE: claras B1, A1, B2, A2.../ médias: C1, C2, D4, A3, D3.../ escuras: B3, A3.5, B4, A4, C4... - Escala VITTA, dentes úmidos, sem isolamento, luz natural. CLAREAMENTO DENTAL Peróxido de hidrogênio (consultório) ou/ peróxido de carbomida (10, 16, 22%) – caseiro. Resumo de Flávia Pereira Quando em contato com a superfície dos dentes conseguem quebrar as moléculas pigmentadas, dissociando-as em moléculas menores, deixando o dente mais claro. Para consultório – Peróxido de Hidrogênio 35% - 3 aplicações de 15 minutos cada, realizado em até 4 sessões. Aguardar 7 dias para estabilização da cor. Caseiro - Peróxido de Carbomida (10, 16, 22%) - 1 hora por dia por 7 dias, máximo 4 semanas. FIO RETRATOR: afastar tecidos gengivais, diminuir o fluido crevicular, alguns fazem hemostasia. HEMOSTASIA: interromper sangramento HOMEOSTASIA: equilíbrio. AMADURECIMENTO DA PLACA BACTERIANA: após 7 dias ocorre a dissolução do esmalte superficial, se não removido evolui para cárie. MANCHA BRANCA: é uma desmineralização superficial do esmalte, pode estar ativa ou inativa, NÃO HÁ CAVIDADE. TRATAMENTO: higienização e aplicação tópica de flúor. CÁRIE AGUDA: desenvolvimento rápido – frequentemente causa dor – úmida, amolecida = dorrr. Muitas vezes resulta em comprometimento precoce da polpa dental. Mais frequente em crianças e adultos jovens porque os canalículos dentinários possuem maior diâmetro (não esclerosados), tornando a dentina altamente permeável aos ácidos. Em razão do processo rápido carioso, NÃO HÁ FORMAÇÃO DE DENTINA REACIONAL por parte da polpa. --- coloração clara, consistência macia, friável--- CÁRIE CRÔNICA: evolução lenta, permitindo a esclerose dos canalículosdentinários. Promove a formação de dentina REACIONAL. --- coloração castanho escuro, consistência dura a reação, a dor NÃO é uma característica comum. Seca: amarelada e endurecida, não dá dor--- Apresenta dentina esclerosada e reação reparadora da polpa, podendo ser mantida sob acompanhamento. ESCLEROSE DENTINÁRIA: alteração que ocorre na dentina em resposta a estímulos como carie, ou fatores como a idade. Características: se forma lentamente, e é compacta, é a hipermineralização que reduz a permeabilidade dos túbulos dentinários, pode aparecer como manchas escuras no esmalte. ACABAMENTO INICIAL: imediatamente após o término da restauração, tendo como objetivo definir anatomia primária do dente, bem como realização de quaisquer ajustes que sejam necessários para que o paciente se sinta confortável. Resumo de Flávia Pereira ACABAMENTO INTERMEDIÁRIO E POLIMENTO FINAL: (escova de Robinson + disco de feltro) – no mínimo 48 horas após a restauração. Aumenta o brilho e lisura superficial. TRATAMENTO EXPECTANTE: abordagem conservadora que visa manter a vitalidade de um dente. É indicado para lesões de cárie profundas com objetivo de evitar exposição pulpar. Como é realizado: remoção parcial do tecido cariado, restauração provisória. Objetivos: permitir a remineralização do tecido, fornecer a formação de dentina reacional, manter vitalidade dentinária, evitar a exposição da polpa dentária, minimizar riscos de tratamento endodôntico. Os processos de desmineralização e remineralização podem ocorrer sem perda da estrutura dental. A profundidade cavitaria é determinada principalmente por: Quantidade de dentina remanescente: quanto mais próxima a cavidade está da polpa mais profunda ela é. Quantidade de dentina remanescente: dentina mais permeável, desmineralizada ou afetada indicada maior risco e maior profundidade funcional. Idade do paciente: com o tempo ocorre formação de dentina secundária e terciária, reduzindo volume pulpar e aumentando a espessura da dentina o que influencia a profundidade considerada segura para cavidade. A ausência de isolamento absoluto ao realizar restauração pode levar a sua não permanência na cavidade devido: umidade interfere no sistema adesivo, contaminação durante a polimerização, infiltração precoce, falha de boa adaptação marginal. PASSO A PASSO ISOLAMENTO ABSOLUTO: ajuste dos contatos proximais: certificar que não haja interferência entre os dentes que possam impedir a adaptação do lençol. Seleção e teste do grampo: escolher o grampo adequado para o dente testando sua adaptação e estabilidade. Sempre amarrar fio dental no grampo para evitar acidentes. Marcação e perfuração do lençol: prender o lençol no porta dique e posiciona-lo sobre os dentes a serem isolados, marcando os pontos de perfuração com caneta. Utilizar o perfurador para fazer os furos de acordo com a marcação e os furos devem ter o tamanho curto correspondente para cada dente. Verificação da adaptação: passar o fio dental entre os dentes e fazer amarrilhas para garantir que o lençol esteja bem adaptado e vedado. Se necessário usar barreira gengival. OBS: lubrificar o lençol Proteger a gengiva Ao final do procedimento remover o lençol. MATIZ: distingue uma família de cor da outra (nome da cor) Ex: amarelo, verde... -- A,B,C,D... Resumo de Flávia Pereira CROMA: intensidade da cor da matiz. Ex: A1, A4, B3, B2... VALOR: representa luminosidade da cor, relacionando a quantidade de pigmento branco existente. Quanto mais branco, maior o valor. TRANSLUCIDEZ e OPACIDADE: efeito que mede quantidade de luz que passa pelo objeto. FLUORESCENCIA: característica natural da DENTINA e ESMALTE – capacidade de uma superfície emitir luz quando expostas a radiação UV. OPALESCENCIA: característica especifica do esmalte. ESCOLHA DA COR: 1)profilaxia 2)escala VITTA seca 3)dentes úmidos 4)sem isolamento 5) luz (sem ser do refletor, ideal luz natural) INDICAÇÕES DE FACETAS: insucesso no clareamento dental, desejo de alterar forma e cor na VESTIBULAR. PROTOCOLO CLINICO: escolha da cor, checagem da oclusão, preparo cavitário, isolamento, limpeza da cavidade (pedra pomes + água), acido, adesivo, resina. Resina FLOW (fluida) • Monômeros mais fluidos, menos partículas de carga. • Cimentação de restaurações indiretas • Indicação: base de forramento sob restaurações diretas, selante de fóssulas e fissuras, áreas de difícil acesso e camada intermediária entre o adesivo e um compósito. Vantagens: • Fácil aplicação. • Maior adaptação em superfícies irregulares e cavidades pequenas, menor modulo de elasticidade. Desvantagens: • Menor resistência mecânica devido menor teor de carga. • Maior escoamento. Resina Regular (convencional) • Monômeros mais viscosos, mais partículas de carga. • Mais resistente. Resumo de Flávia Pereira • Menor desgaste ao longo do tempo. Técnica Incremental • Consiste na aplicação da resina em pequenas camadas (incrementos de 2 mm) ao invés de um único bloco. Vantagens: • Redução de contração de polimerização. • Melhores características ópticas. • Melhor adaptação marginal. • Maior grau de cura. • Melhor escultura anatômica. • Eficiência na polimerização (a luz do foto atinge melhor camadas finas). Técnica de Bulk Fill • Técnica que utiliza resinas compostas para preencher cavidades em um único incremento (4–5 mm). • Monômeros com menos contração • Maior translucidez • Menor profundidade de polimerização. Quanto maior o volume de matriz, maior a contração de polimerização e vice-versa. Quanto maior o volume de carga, menor a quantidade de matriz utilizada no material, consequentemente menor contração volumétrica deste. A contração é devida a redução da distancia intermolecular entre as moléculas durante a polimerização. A contração pode causar: micro infiltrações aumentando risco de cárie secundária, sensibilidade pós operatória, fratura no esmalte ou na própria resina. FOTOINICIADORES: PPD, canforoquinona e leucerina As resinas podem ser classificadas quanto: Consistência ou viscosidade, tamanho das partículas, técnica. Tamanho das partículas • Nanopartículas. • Micropartículas. • Microhíbridas. • Submicrométricas. Consistência ou viscosidade • Regular. • Flow. Resumo de Flávia Pereira Técnicas • Incremental. • Bulk fill. • Convencional (incremental). – usa adesivo • Auto adesiva – não usa adesivo • Ambiente • Pré aquecida 60º 70º Sistema Adesivo: apresentam maior capacidade d selamento da dentina exposta e consequentemente a obtenção de um vedamento marginal mais adequado. Pela formação da camada hibrida. Princípios da adesão: união de duas faces por intermédio de um sistema adesivo – FUNÇÃO:MOLHAR O SUBSTRATO. CARACTERÍSTICAS: aderência: conquistada com limpeza superficial do substrato dentário. MOLHAMENTO: ou seja, facilidade em espalhar superficialmente. Adaptação intima, evitando encapsulamento de ar ou outros materiais em seu interior. Resistência física, química e mecanica. Nível de polimerização ADESÃO: diretamente relacionada as áreas de contato entre as partes. SUPERFICIE LIMPA: quanto melhor o molhamento do adesivo, maior o potencial de boas interações com adesivo. MOLHAMENTO: ângulo de contato entre o sólido e o liquido: quanto menor o ângulo maior a capacidade de molhamento e maior o potencial para uma boa adesão. ENERGIA DE SUPERFICIE DO SUBSTRATO: mede a atração entre as moléculas do material e outros materiais. Para uma adesão favorável: • Superfície limpa. • Alta energia de superficie • Baixo ângulo de contato • Ótimo molhamento Ácido fosfórico 37% • Promove condicionamento ácido. • Remove a smear layer. • Cria micro-retenções Aumenta o molhamento eenergia livre de superfície. Resumo de Flávia Pereira Aplicação: • Dentina: 15 seg. lava por 15 seg. – secar com bolinha de algodão • Esmalte: 30 seg. lava abundantemente por 30 seg. e seca com jatinho de ar. – fica com a aparência fosca, branco opaco. Sistemas adesivos convencionais • 3 passos: ácido fosfórico 37% + primer + adesivo. • 2 passos: ácido fosfórico 37% + adesivo (fotopolimeriza 20seg). Primer: favorece a penetração do adesivo e mantem a fibras colágenas em expansão. Sistemas adesivos autocondicionantes • 2 passos: primer ácido + adesivo. • 1 passo: todos os componentes incorporados em um único frasco. Autocondicionantes: promove menor adesão comparado com os convencionais. Resinas compostas Material com 2 fases distintas úmidas, cujas propriedades resultam da combinação das mesmas; • Parte orgânica: Demitacrilato BIS-GMA. – regula viscosidade • Partes inorgânicas: partículas de vidro, quartzo, sílica. • Agente de união: silano. Sistema acelerador: responsável pela reação de polimerização. Vantagens: • Estética, adesão, propriedades mecânicas, longevidade clínica, capacidade de reparo, versatilidade. Limitações: • Contração de polimerização. Propriedades importantes das resinas compostas 1. Esculpibilidade. 2. Resistência à fratura. 3. Resistência ao desgaste. 4. Polimento. 5. Estabilidade de cor. 6. Radiopacidade. 7. Opacidade/translucidez 8. Fluorescência. Contração de polimerização: Tem relação direta com a quantidade de matriz orgânica do composto.