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CURSO TÉCNICO EM LOGÍSTICA 2025 Logística INTERNACIONAL E ADUANEIRA "Que a esperança seja maior do que qualquer obstáculo!" Autor desconhecido. Profª. Camilla Lopes Objetivos: • diferenciar Comércio Internacional e Comércio Exterior; • descrever a estrutura do Comércio Exterior; • apresentar o órgão mais importante do Comércio Exterior; • Relacionar o Balanço de Pagamentos com os órgãos da Estrutura do Comércio Exterior; e • expor as classificações dos órgãos do Comércio Exterior. Prezado (a) Estudante, Que bom iniciarmos nossa jornada em busca do conhecimento explorando uma área tão em evidência, a Logística Internacional e Aduaneira. Nesse primeiro momento, iremos conhecer e identificar a história e o que vem a ser o comércio exterior e todos os aspectos envolvidos no seu entendimento para que assim tenhamos o primeiro contato com a Logística Internacional e Aduaneira. Começaremos com a ideia de Logística Internacional Aduaneira. Figura 1.1 – Logística no Comércio Exterior Fonte: YEPES, 2010. Aula 1. Introdução à logística internacional e aduaneira A logística internacional e aduaneira é um conceito no qual iremos observar o processo logístico em todo o mundo. Desta forma, deparamo-nos com algumas novidades nesse mercado. No mercado interno devemos nos atentar para estoques, armazenagem, custos logísticos, distribuição, embalagens, transportes, dentre outros tópicos de suma importância. Já no mercado externo, devemos atentar a isso tudo com uma ênfase maior para documentações, negociações e transportes. Para que entendamos o que é importante nesse processo, vamos começar pelos aspectos básicos. O conceito mais importante para o entendimento de Logística Internacional e Aduaneira é o Comércio. Comércio é uma “relação de trocas de um ou mais produtos entre dois ou mais sujeitos sociais que implica necessariamente numa reciprocidade” (SOSA, 1996). Deste modo, portanto, para que exista o comércio, os envol- vidos na negociação devem receber e oferecer algo. A ideia de comércio existe desde as primeiras civilizações em que se tro- cavam produtos necessários à sobrevivência por outros produtos como os agrícolas, por exemplo. Com o passar dos tempos, surgiram comunidades mais organizadas social- mente que proporcionaram o nascimento das moedas como meio de paga- mento pelos produtos trocados. Atualmente, as moedas são um meio de padronização das atividades comerciais, tendo assim o seu valor igualitário a todos e definido pelo banco central do país. Lembramos também que cada país possui uma moeda que rege a sua eco- nomia. A sua cotação no mercado externo é conhecida como taxa de câm- bio, esta que é uma cotação pela qual a moeda local terá um custo perante a outra moeda. Normalmente, utiliza-se o dólar como base de cotação, pois é a moeda mais negociada nos mercados internacionais. 1.1 Introdução ao comércio exterior 1.1.1 Comércio Para saber mais sobre a taxa de câmbio, que pode ser definida como o preço de uma moeda estrangeira transformado na moeda nacional, consulte o site http://www.bcb.gov. br/?taxcamfaq Comércio Internacional pode ser entendido como trocas comerciais de bens e serviços realizadas entre nações, pessoas de países diferentes, que nem sempre envolvem valores monetários, sendo reguladas pelos governos das partes envolvidas visando fins econômicos ou sociais. Como exemplo das trocas com valor monetário envolvido, podemos citar a venda de produtos oferecidos pela internet no site do eBay, você pode comprar algo diretamente do exterior, Estados Unidos, sem precisar de do- O Comércio é a base de troca que envolve as nossas necessidades e as moe- das são o meio de pagamento para conseguirmos obter produtos. Vivemos em um mundo de crescimento acelerado. O Comércio acompanha este crescimento, suportado por diversos fatores e variantes. No dia a dia, nos deparamos com alguns destes fatores que acabam por definir o próprio Comércio. Você já deve ter ouvido falar de Comércio Nacional, Comércio Internacional e Comércio Exterior, por exemplo. Vamos aprofundar nossos conhecimentos nesses três termos já tão familiares. Comércio Nacional são as trocas realizadas entre pessoas de um mesmo país, envolvendo uma moeda única. Ou seja, é toda compra e venda realizada dentro de um território nacional. Como exemplo, podemos citar as feiras, em que há vendas de produtos produzidos pelos feirantes e que chegam diretamente ao consumidor final. 1.1.2 Comércio nacional 1.1.3 Comércio internacional htm Para saber mais sobre a História do Comércio, consulte o site http://www.brasilescola.com/ historia/historia-do-comercio. eBay é um site norte-americano no qual são revendidos produtos via internet; corresponde ao Mercado Livre utilizado no Brasil. Figura 1.2 – Feira Livre. Fonte: Pérolas Preciosas. cumentações que o governo emite para realizá-la e o produto chega pelos correios, diretamente ao consumidor final. Como exemplo de trocas sem valores monetários envolvidos, podemos citar a situação em que um país solicita a entrada de um grupo de estudantes de determinado país em seu território nacional para aumentar seus profis- sionais, oferecendo em troca a graduação destes no país estrangeiro. Esses programas são oferecidos pelo governo federal local. Dessa forma, segundo Pereira (2010), o Comércio Internacional pode ser entendido como “questões internacionais, tais como operações de trocas entre países decorrentes de intercâmbio econômico (aplicável a mercado- rias, serviços e mão de obra), político e cultural. Essas normas são aplicáveis uniformemente a mais de um país, visando a facilitação dos negócios inter- nacionais que seriam as trocas comerciais entre países. Observe que esses tipos de regras são criados e disciplinados por acordos estabelecidos entre países, ou então, são criados por organismos internacionalmente acredita- dos e aderidos pelos países em todo o mundo, por exemplo, as regras da OMC - Organização Mundial do Comércio ou da CCI - Câmara de Comércio Inter nacional”. Segundo Pereira (2010), Comércio Exterior pode ser entendido como “termo, regra e norma nacional das transações e estudos realizados no comércio internacional. Essas regras são normas nacionais, criadas para disciplinar tudo o que diz respeito à entrada no país de mercado- rias procedentes do exterior (importação) e à saída de mercadorias do território nacional (exportação). Essas regras refletem diretamente em questões tributárias, comerciais, financeiras, administrativas e por fim aduaneiras”. É todo comércio internacional que é regulado pelos governos das partes envolvidas, visando fins econômicos ou sociais. Ou seja, comércio exterior pode ser definido como as exportações e importações realizadas pelas na- ções cabendo a estas regular e definir as políticas de comércio que serão empregadas nas transações comerciais. O comércio exterior será o objeto base de estudo durante nossas aulas. 1.1.4 Comércio exterior Para saber mais sobre o programa de estudo no exterior, consulte o site Para saber mais sobre Comércio Internacional x Comércio Exterior, consulte os sites http://www. cienciasemfronteiras.gov.br/ web/csf http:// www.portaldoconcursopublico. com.br/2011/05/comercio- exterior-x-comercio.html e http://laerciovp.blogspot.com. br/2010/10/comercio-exterior-x- comercio.html 1.2 Comércio exterior brasileiro Fi gu ra 1 .3 – O rg an og ra m a do C om ér ci o Ex te rio r B ra si le iro Fo nt e: M RE , 2 00 4. Como observamos no item 1.1.5, o comércio exterior é a troca de bens en- tre países que terão influência no balanço comercial do país envolvido, ou seja, está diretamente ligado ao seu Produto Interno Bruto - PIB. Assim, cada país possui uma política de comércio exterior para verificar e controlar a economia. Deste modo, todo dinheiro que entra no país não descontrola a economia nem todo dinheiro que sai do país faz falta, o que provocaria um desequilíbrio econômico. De tal modo, o comércio exterior é a prática de comercialização,– Incoterms 2010 e Limites Fonte: Atlanta Aduaneira. Figura 1.24 – Incoterms e Transferência de Custos e Riscos Fonte: Atlanta Aduaneira. Quadro 1.1 – Quadro Resumo-Rápido Informações Gerais Incoterms INCOTERMS DISCRIMINAÇÃO SEGURO FRETE DESEMBARAÇO MODAL EXW FCA CIP CFR CIF FOB FAS CPT DDP DAP DAT Mercadoria entregue ao transportador CPT + seguro até o destino Mercadoria entregue no desti- no, porém as formalidades de importação e descarga são por conta do comprador. Mercadoria entregue no des- tino, descarregada. Porém as formalidades de importação são por conta do comprador. Mercadoria entregue ao com- prador no local designado, com tudo pago pelo vendedor. Mercadoria entregue já de- sembaraçada ao lado do navio. Mercadoria entregue a bordo do navio que fará o transporte Mercadoria entregue a bordo do navio no porto de origem Mercadoria entregue a bordo do navio no porto de destino. Mercadoria entregue ao transportador (comprador) no porto de destino Entrega no estabelecimento do exportador Vendedor Vendedor Vendedor Vendedor Vendedor Comprador Comprador Comprador Comprador Comprador Comprador Vendedor Vendedor Vendedor Vendedor Vendedor Vendedor Vendedor Comprador Comprador Comprador Comprador Vendedor Vendedor Vendedor Vendedor Vendedor Vendedor Vendedor Vendedor Vendedor Comprador Comprador Terrestre, Marítimo, Aéreo, Ferroviário e Multimodal. Terrestre, Marítimo, Aéreo, Ferroviário e Multimodal. Marítima ou Fluvial Marítima ou Fluvial Marítima ou Fluvial Marítima ou Fluvial Terrestre, Marítimo, Aéreo, Ferroviário e Multimodal. Terrestre, Marítimo, Aéreo, Ferroviário e Multimodal. Terrestre, Marítimo, Aéreo, Ferroviário e Multimodal. Terrestre, Marítimo, Aéreo, Ferroviário e Multimodal. Terrestre, Marítimo, Aéreo, Ferroviário e Multimodal. Resumo Nesta terceira aula, aprendemos sobre os Incoterms e as suas aplicações dentro das negociações internacionais, pois como diz a Atlanta Aduaneira, (Atlanta Aduaneiras Disponível em: . Acesso em: Jun. 2012) os termos internacionais de comér- cio tratam efetivamente de condições de venda, pois definem os direitos e obrigações mínimas do vendedor e do comprador quanto a fretes, seguros, movimentação em terminais, liberações em alfândegas e obtenção de docu- mentos de um contrato internacional de venda de mercadorias. 1. O que é Incoterm? 3. Quantos são os Incoterms? 2. Qual a finalidade dos Incoterms? 4. Quais são os Incoterms e suas principais características? Lembrando também que se deve atentar para qual modal usar cada Inco- term pelas suas especificações. 5. Monte um quadro contendo 6 colunas (Incoterm, Discriminação, Seguro, Frete, Desembaraço e Modal). Atividades de Aprendizagem Objetivos: • entender o Siscomex; • descrever a importância do Siscomex; • diferenciar Nomenclatura Comum do Mercosul e Tarifa Externa Comum; • descrever o Sistema Harmonizado; e • relacionar as ferramentas de apoio digitais. Prezado (a) Estudante, Como você está lidando com tantas descobertas nesse mundo de comércio exterior? Que bom te encontrar aqui, significa que você está gostando, então vamos dar continuidade. Nesse segundo momento, iremos conhecer e identi- ficar as ferramentas que auxiliam e fazem parte do processo de importação e exportação. Assim, as ferramentas de apoio podem ser definidas como: Aula 10. Ferramentas logísticas e aduaneiras Figura 1.5 – Ferramentas Logísticas Fonte: CRA/RJ, 2012. O SISCOMEX é um sistema de informação computadorizado (programa) que integra as atividades de registro, acompanhamento e controle das ex- portações e importações através de um processamento de informações efe- tuado exclusivamente pelo próprio sistema. Esse sistema é administrado pelos seguintes órgãos: Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), Secretaria da Receita Federal (SRF) e pelo Banco Central do Brasil (BACEN). Para se ter acesso ao Siscomex, é necessário ter uma senha fornecida pela Secretaria da Receita Federal e esta está vinculada ao CPF de algum funcio- nário, ficando este responsável pela sua operação. O acesso pode ser efetu- ado a partir de qualquer ponto conectado (bancos, corretoras, despachantes aduaneiros ou o próprio estabelecimento do usuário), bem como por meio As ferramentas de apoio são instrumentos que auxiliam os importadores e exportadores em todo o processo das operações de comércio exterior. É atra- vés dessas ferramentas que encontramos os controles e registros que foram realizados em um período de tempo através de um sistema. Deste modo, também é por meio dessas ferramentas que se obtém uma padronização das nomenclaturas utilizadas nos processos. Através das ferramentas de apoio, observamos agilidade, conforto, acesso rápido às informações estatísticas e até redução de custos no fim dos pro- cessos operacionais. Para que entendamos os detalhes que são importantes durante todo um pro- cesso de importação ou exportação, devemos atentar a essas ferramentas. Se não forem usadas corretamente, podem prejudicar um processo inteiro. 10.1 Sistema Integrado de Comércio Exterior – SISCOMEX Figura 1.6 – Logo Siscomex Fonte: Portal Brasileiro de Comércio Exterior. SISCOMEX – é um sistema de informação que auxilia no processo de exportação e importação, integrando as atividades de registro, acompanhamento e controle das operações de comércio exterior. O Brasil é o único país que possui um sistema totalmente informatizado que emite guias de importação e exportação, dentre outros documentos pertinentes a essas operações, em que a maioria dos documentos utilizados nas negociações está substituída aos poucos pelos registros eletrônicos. O Sistema Harmonizado de Designação e Codificação de Mercadorias ou, como mais comumente é conhecido, Sistema Harmonizado é um sistema no qual se designam códigos para as mercadorias comercializadas, assim, cada mercadoria tem seu “nome” de classificação para que possa ser reconhecido na entrada e saída de um país. de terminais instalados nos órgãos federais encarregados do controle do comércio exterior. Quando uma empresa importa ou exporta pequenas quantidades, não há necessidade de se obter o sistema, já que o Banco do Brasil, através de uma agência que preste serviço de comércio exterior ou um despachante, poderá realizar esses registros para a empresa. Esse sistema é indicado para empresas que realizam grandes fluxos de ex- portação e importação. Para a empresa que deseja exportar, esta deverá ser cadastrada no Registro de Exportadores e Importadores da Secretaria de Comércio Exterior, no qual este cadastro é automático. Já as pessoas físicas, artesãos e pequenos produ- tores também deverão se cadastrar, mas deverão providenciar seu cadastro no Departamento de Operações de Comércio Exterior – DECEX. Dentre os documentos que o sistema emite estão: • Registro de Exportação – RE (É o conjunto de informações de natureza comercial, cambial e fiscal que caracterizam a operação de exportação de uma mercadoria através de enquadramento específico); • Registro de Operação de Crédito – RC (O RC representa o conjunto de in- formações de caráter cambial e financeiro, nas exportações, com prazos de pagamento superiores a 180 dias); • Registro de Venda (é o conjunto de informações de natureza comercial, cambial e fiscal que caracteriza a operação de exportação de produtos negociados em bolsas internacionais de mercadorias ou de “commodi- ties”, através de enquadramento específico). 10.2 Sistema Harmonizado de Designação e Codificação de Mercadorias - SH Esse sistema foi criado para melhorar o intercâmbio de mercadoria no co- mércio internacional, aprimorando assim as negociações, tarifas de fretes, dentre outros. Os códigos do SH são formados por seis dígitos que permitam a especifi- cação de cada produto, tais como origem, matéria constitutiva e aplicação, obedecendo assim uma ordem numérica lógica e crescente de acordo com o nívelda mercadoria. Pode-se então compreender que o sistema harmonizado – SH é a base para as nomenclaturas existentes nas negociações de comércio exterior, pois ele abrange: a nomenclatura, as regras gerais para a interpretação do SH e as notas explicativas do SH. NCM é a nomenclatura de classificação de mercadorias e produtos que é adotada pelos países membros do MERCOSUL, oficialmente formado pela Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, podendo ter associação com outros países. As mercadorias comercializadas entre esses países devem ter sua no- menclatura padronizada segundo a NCM. A NCM é uma classificação das mercadorias que conta com oito dígitos. Sua base tem seis dígitos provenientes do Sistema Harmonizado que vimos na página anterior, e dois outros que representam desdobramentos específicos atribuídos ao MERCOSUL. Sua composição se dá conforme a figura e exemplos abaixo. 10.3 Nomenclatura Comum do Mercosul - NCM A partir de 01/01/2012, entrou em vigor no Brasil a nova versão da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) adaptada à V Emenda do Sistema Harmonizado de Designação e Codificação de Mercadorias, ou simplesmente Sistema Harmonizado - SH, aprovada pelo Conselho de Cooperação Aduaneira (SH-2012) (MDIC). Tratado de Assunção foi um acordo assinado em 26 de março de 1991 entre a Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, firmando assim um mercado comum entre esses países; esse tratado ficou conhecido como MERCOSUL. Quando há a necessidade de consultar a classificação de uma mercadoria, o interessado deverá acessar os dados da Receita Federal do Brasil (RFB), pois a classificação fiscal de mercadorias é de competência da RFB por intermédio da Coordenação-Geral do Sistema Aduaneiro e da Superintendência Regional da Receita Federal. Figura 1.7 – NCM Fonte: MDIC. Exemplo (Fonte: MDIC): Código NCM: 0104.10.11 - Animais reprodutores de raça pura, da espécie ovina, prenhe ou com cria ao pé. Este código é resultado dos seguintes desdobramentos: Para que a negociação se dê de maneira eficaz e que resulte no negócio que irá se concretizar, é necessário um planejamento tributário, no qual se verificará na importação e exportação o cálculo dos impostos sem onerar nenhuma das partes. A parte tributária do Comércio Exterior é controlada pelo Código Tributário Nacional, Instruções Normativas e pelos Decretos da Receita Federal. Portan- to o que se refere à regulamentação tributária estará descrita e explicitada É a nomenclatura adotada a partir de 01 de Janeiro de 1995 pelos quatro pa- íses integrantes do MERCOSUL (Uruguai, Brasil, Paraguai e Argentina) como previsto no Tratado de Assunção, tendo como base a Nomenclatura Comum do MERCOSUL (NCM). Assim, segundo o Ministério da Agricultura (Ministério da Agricultura. Dis- ponível em: . Acesso em 20 de setembro de 2013), Tarifa Externa Comum (TEC) é a imposição, por parte de todos os países membros de um bloco econômico, de uma tarifa comum incidente às importações de tercei- ros países (países de fora do bloco), havendo ainda a prática de livre comér- cio ou tarifas preferenciais intrabloco (Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento - MAPA). Seção Capítulo Posição Subposição Item Subitem I (se está começando a classificação com 0) 01 0104 0104.10 0104.10.1 0104.10.11 ANIMAIS VIVOS E PRODUTOS DO REINO ANIMAL Animais vivos Animais vivos das espécies ovina e caprina Ovinos Reprodutores de raça pura Prenhe ou com cria ao pé 10.5 Legislação vigente 10.4 Tarifa Externa Comum (TEC) Para saber mais sobre as nomenclaturas, consulte os • ?area=5&menu=1090 • http://www.receita.fazenda. gov.br/legislacao/legisassunto/ sishar.htm • http://www.receita.fazenda. gov.br/guiacontribuinte/ consclassfiscmerc/ consclassfiscmercleia.htm Para aprofundar os conhecimentos acerca das nomenclaturas, assista ao vídeo http://www.youtube.com/ watch?v=fbFBNQwmJI4 Para saber mais sobre a Tarifa Externa Comum – TEC, ?area=5&menu=1848 e comerciais/mercosul/tarifas Onerar – Impor ônus ou tribu- tos; Impor pesados tributos a...; Carregar, sobrecarregar. consulte os sites www.desenvolvimento. gov.br/sitio/interna/interna. php : sites http:// http://www.agricultura. gov.br/internacional/acordos- http://www.desenvolvimento. gov.br/sitio/interna/interna. php no Regulamento Aduaneiro (Decreto Nº 4.543/2002). Como alíquotas tributárias básicas que iremos encontrar no cálculo dos pre- ços da importação e exportação estão: IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados – que é calculado de acordo com a tabela do IPI); ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços); PIS (Programa de Integração Social) COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social). Veremos mais à frente no cálculo de preços de importação e exportação como utilizá-las. Contamos ainda com uma gama de ferramentas digitais que proporcionam um maior apoio nas negociações como um todo. Dentre as mais utiliza- das, estão: Portal Brasileiro de Comércio Exterior, Aprendendo a Exportar, ALICEWeb, Radar Comercial, Vitrine do Exportador, Redeagentes, Encomex, Brazil Trade Net, Banco do Brasil, INMETRO, Fala Exportador, Exporta Fácil, ApexBrasil e Projeto Primeira Exportação. Nos itens 2.6.1 a 2.6.13, serão definidas o que é e qual a importância de cada ferramenta digital, desta forma utilizaremos as definições oficiais para cada uma, indicando assim a fonte e o Box de Mídias Integradas, que será parte integrante de cada definição, conterá o link oficial de cada um, o que é interessante você aluno acessar, ler, estudar e explorar todas as opções de cada site, o que proporcionará um maior aprendizado para você. 10.6 Ferramentas digitais 10.6.1 Portal Brasileiro de Comércio Exterior Para ter acesso ao Decreto Nº 4.543/2002, consulte o site http://www.receita. fazenda.gov.br/legislacao/ decretos/2002/dec4543.htm Figura 1.8 – Logo Portal Brasileiro de Comércio Exterior Fonte: Portal Brasileiro de Comércio Exterior De acordo com o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comér- cio Exterior. Disponível em: . Acesso em 20 de setembro de 2013), o “Comex Responde é o canal direto entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior - MDIC e o empresariado. Por meio dele, é possível tirar dúvidas sobre o processo de exportação, fazer críticas e suges- tões sobre os sites e serviços de comércio exterior prestados pelo MDIC à sociedade”. Segundo o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Ex- terior. Disponível em: Acesso em 20 de setembro de 2013), o Segundo o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exte- rior. Disponível em: . Acesso em 20 de setembro de 2013), o “Portal Brasileiro de Comércio Exterior visa a agrupar em um único endereço da Internet os mais variados assuntos relacionados ao comércio exterior. É vol- tado especialmente para as micro, pequenas e médias empresas, pois facilita o acesso às informações sobre comércio exterior disponíveis na Internet. O usu- ário poderá pesquisar os mais diversos assuntos, como programas de apoio à exportação, legislação, oportunidades comerciais, instrumentos de crédito, tarifas e normas de países, logística, feiras e eventos, entre outros”. 10.6.1.1 Comex responde 10.6.2 Aprendendo a exportar Para saber mais sobre o Portal Brasileiro de Comércio Exterior, consulte e explore o site http:// www.comexbrasil.gov.br/ Para saber mais sobre o Comex Responde do Portal Brasileiro de Comércio Exterior, consulte e explore o site http:// comexresponde.comexbrasil. gov.br/ Figura 1.9 – Logo Comex Responde Fonte: Portal Brasileiro de Comércio Exterior Figura 1.10 – Logo Aprendendo a Exportar Fonte: Aprendendo a Exportar.Aprendendo a Exportar é um aplicativo online que “oferece ao usuário de diferentes níveis de conhecimento um passo a passo com informações sobre planejamento da produção, pesquisa de mercado, financiamento, tratamen- to tributário, comercialização, despacho aduaneiro, documentos de exporta- ção, entre outras. O produto conta também com um Simulador de Preço de Exportação, um Simulador do SISCOMEX e uma central de atendimento atra- vés da qual é possível tirar dúvidas sobre o processo de exportação” (MDIC). Segundo o MIDIC, (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Disponível em: acesso em 20 de setembro de 2013), o Sistema de Análise das Informações de Comércio Exterior via Internet, denominado ALICEWeb, da SECEX, foi desenvolvido com vistas a modernizar as formas de acesso e a sistemática de disseminação dos dados estatísticos das exportações e importações brasileiras. O usuário poderá rea- lizar consultas por produto (de capítulo, até o oitavo dígito da nomenclatu- ra); país de origem (importação) e destino (exportação); blocos econômicos; Unidade da Federação por zona produtora (na exportação) e por domicílio fiscal (na importação); via de transporte e por porto de embarque (expor- tação) e desembarque (importação). O ALICEWeb possibilita, ainda, a ela- boração de balança comercial por qualquer uma das variáveis de consulta, em bases mensais, de acordo com o período desejado. O sistema possibilita também a geração de arquivos para download. 2.6.3 ALICEWeb 10.6.4 Radar comercial Para saber mais sobre o Aprendendo a Exportar, consulte e explore o site Para saber mais sobre o ALICEWeb, consulte e explore o site http://aliceweb. desenvolvimento.gov.br/ Figura 1.11 – Logo AliceWeb Fonte: ALICEWeb. Figura 1.12 – Logo Radar Comercial Fonte: Radar Comercial. http://www. mdic.gov.br/sistemas_web/ aprendex/default De acordo com o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comér- cio Exterior. Disponível em: . Acesso em 20 de setembro de 2013), o radar comercial foi “desenvolvido pela SECEX, em parceria com a APEX- - Brasil, o Radar Comercial é um instrumento de consulta e análise de dados relativos ao comércio exterior, que tem como principal objetivo auxiliar na seleção de mercados e produtos que apresentam maior potencialidade para o incremento das exportações brasileiras. As informações poderão ter como foco um determinado mercado (país) ou o mundo. As buscas poderão ser conjugadas - a critério do usuário, dentro de um conjunto de opções dis- poníveis -, de modo a permitir a comparação de mercados e de variáveis relativas aos produtos". Desenvolvido pela SECEX/MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Disponível em: . Acesso em 20 de setembro de 2013), o siste- ma Vitrine do Exportador tem por finalidade promover as empresas expor- tadoras, proporcionando maior visibilidade aos seus produtos no mercado internacional. Por meio de módulos de consulta, importadores potenciais poderão pesquisar informações pelo nome da empresa, por produto ou por mercado. A Vitrine do Exportador também oferece ao exportador o serviço Vitrine Virtual, que possibilita a criação de página na Internet, com inserção de imagens e textos, para divulgação de seus produtos. 10.6.6 Redeagentes 10.6.5 Vitrine do exportador Para saber mais sobre o Radar Comercial, consulte e explore o site http://www.radarcomercial. mdic.gov.br/ Para saber mais sobre o Vitrine do Exportador, consulte e explore o site http://www. vitrinedoexportador.gov.br/ Figura 1.14 – Logo Redeagentes Fonte: Redeagentes. Figura 1.13 – Logo Vitrine do Exportador Fonte: Vitrine do Exportador. De acordo com o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Disponível em: . Acesso em 20 de setembro de 2013), os Encontros de Comércio Exterior - ENCOMEX consistem em um projeto de- senvolvido pela SECEX, com o intuito de estimular maior participação do empresariado brasileiro, em particular do micro e pequeno, no contexto internacional, levando informações de relevância acerca da estrutura, do funcionamento, das regras básicas do intercâmbio comercial brasileiro, dos mecanismos de apoio à exportação, das oportunidades de negócios com o exterior, contribuindo com a divulgação da cultura exportadora. Segundo o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Ex- terior. Disponível em: . Acesso em 20 de setembro de 2013), o Projeto Rede Nacional de Agentes de Comércio Exterior - Redeagentes é o resultado de uma parceria entre o MDIC, o MTE e o SENAI, sendo que, a partir de 2002, a Agência de Promoção de Exportações -APEX, também passou a apoiar esta iniciativa. O principal objetivo do projeto é difundir a cultura exportadora e orientar as empresas de pequeno porte sobre os pro- cedimentos relacionados à exportação. 10.6.8 Brasil Global Net 10.6.7 Encontros de Comércio Exterior – ENCOMEX MTE SENAI Para saber mais sobre o Redeagentes, consulte e explore o site http://www.redeagentes. gov.br/ Para saber mais sobre o Encomex, consulte e explore o site http://www.encomex. desenvolvimento.gov.br/ – Ministério do Trabalho e Emprego. – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Figura 1.15 – Logo Encomex Fonte: Encomex. Figura 1.16 – Logo Brasil Global Net Fonte: Brasil Global Net paginas/ondBusApoio/braTraNet.html> Acesso em 20 de setembro de 2013), a Brasil Global Net, desenvolvida pelo MRE, oferece um amplo conjunto de oportunidades de negócios, informações e pesquisas sobre produtos e mer- cados, endereços úteis, notícias, "links" e outros dados e informações de interesse para exportadores brasileiros e importadores e investidores estran- geiros. O cadastramento na Brasil Global Net e sua utilização são gratuitos. Segundo o MDIC, (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Disponível em: Acesso em 20 de setembro de 2013), a Sala Virtual de Negócios Internacionais é um espaço dedicado aos clientes e não clientes do BB - pessoas físicas ou jurídicas - que pretendem realizar negócios internacionais com o Banco do Brasil através da Internet. Além dos tópicos tradicionais - produtos e serviços, programas da área internacional, taxas de câmbio, resenhas, programação de cursos e seminários, revista Comércio Exterior - Informe BB, legislação e vocabulários de câmbio e comércio exterior, feiras nacionais e internacionais, formulários de câmbio - a Sala Virtual está dispo- nibilizando novos cadernos e estudos de mercado e uma nova maneira para consultas e sugestões. 10.6.10 Ponto focal de barreiras técnicas às exportações 10.6.9 Sala virtual de negócios internacionais do Banco do Brasil Para saber mais sobre o Brasil Global Net, consulte e explore o http://www.brasilglobalnet.site Figura 1.17 – Logo Brasil Web Trade Fonte: Banco do Brasil. Figura 1.18 – Logo Barreira Técnicas às Exportações - INMETRO Fonte: INMETRO. gov.br/frmprincipal.aspx Para saber mais sobre a Consultoria em Negócios Internacionais do Banco do Brasil, consulte e explore o site http://www.bb.com.br/portalbb/ page44,3389,3420,0,0,1,2. bb?codigoMenu=13203 default/index/conteudo/id/334> Acesso em 20de setembro de 2013), o “Ponto Focal de Barreiras Técnicas às Exportações é um serviço oferecido pelo INMETRO, desde 2002. Tornou-se grande centro acumulador, gerenciador, articulador e disseminador de conhecimento sobre barreiras técnicas às exportações. O Alerta Exportador! Um dos serviços oferecidos pelo site do INMETRO informa seus usuários, sistematicamente, sobre as propostas de regulamentos técnicos apresentadas à OMC”. De acordo com o MDIC, (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comér- cio Exterior. Disponível em: Acesso em 20 de setembro de 2013), para facilitar o acesso de empresas de pequeno, médio e grande portes ao mercado externo, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) dispõe do Exporta Fácil, um serviço de remessa internacional que envia mercadorias até o limite de US$ 50 mil. Não há restrições de quantidade de pacotes, desde que, unitariamente, não ultrapassem 30 quilos. Basta preencher um único formulário de exportação - disponível até na internet - e entregar o documento em uma das 4.400 agências habilitadas em todo o país. O Ex- porta Fácil dispõe de cinco modalidades de entrega, com prazos e preços diferenciados, que atendem a mais de 200 países. O serviço inclui seguro automático gratuito, seguro opcional, preços acessíveis e um programa de fidelidade que prevê descontos progressivos, pagamentos a faturar e coleta domiciliar. O recebimento no Brasil do valor exportado também pode ser feito pelos Correios. Basta o importador utilizar o serviço de Vale Postal Internacional, disponível em vários correios do mundo, para a remessa de numerário via postal . 10.6.11 Exporta fácil Para saber mais sobre a Articulação do Inmetro, consulte e explore o site Figura 1.19 – Banner Exporta Fácil Fonte: MONTANARI, 2009. http://www.inmetro.gov.br / barreirastecnicas/index.asp Para saber mais sobre o Exporta Fácil, consulte e explore o site http://www. correios.com.br/exportafacil/ 10.6.12 ApexBrasil 10.6.13 Projeto primeira exportação É um projeto com supervisão da SECEX/MDIC com um período aproximado de 27 meses divididos em estruturação, execução e avaliação que visa à internacionalização das empresas nos territórios internacionais. Neste segundo encontro, aprendemos que, para que a logística internacional e aduaneira atue de forma eficaz é necessário que o profissional envolvido atente para alguns detalhes que, se não observados, podem levar ao fim da negociação. Esses detalhes, entendemos aqui como ferramentas que são instrumentos que auxiliam o profissional a conduzir sua negociação no território internacional. De acordo com a APEXBRASIL (Agência Brasileira de Promoção de Exporta- ções e Investimentos. Disponível em: Acesso em 20 de setembro de 2013), a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) atua na promoção comercial de produtos e serviços brasileiros no exterior e na atração de investimentos estrangeiros diretos (IED) para se- tores estratégicos da economia brasileira. Vinculada ao Ministério do Desen- volvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a Agência tem a missão de desenvolver a competitividade das empresas brasileiras, promovendo a internacionalização dos seus negócios e a atração de investimentos estran- geiros diretos. Resumo Figura 1.20 – Logo ApexBrasil Fonte: ApexBrasil. Figura 1.21 – Logo Primeira Exportação. Fonte: Primeira Exportação. Para saber mais sobre a ApexBrasil, consulte e explore o site br/portal/ Para saber mais sobre o Projeto Primeira Exportação, consulte e explore o site http://www. primeiraexportacao.mdic.gov. br/ http://www.apexbrasil.com. 3. O que significa SH e qual a sua importância? 4. O que significa NCM e qual a sua importância? 1. O que é o SISCOMEX e qual a sua importância? 2. Quais os órgãos responsáveis pela administração do SISCOMEX? Aprendemos também sobre o SISCOMEX que é um sistema de informação administrado pela SECEX, SRF e BACEN, que realiza o registro, acompanha- mento e controle das importações e exportações. Observamos ainda que há dois sistemas de codificação de mercadorias, SH e NCM, nos quais estas são classificadas e passam a ter uma nomenclatura numérica correspondendo às características para a sua comercialização. Lembramos também que existem diversos meios digitais que auxiliam e até iniciam o processo de exportação e importação, são os apoios digitais que contam com várias páginas ou até programas com a finalidade de apoiar o comerciante. Atividades de Aprendizagem 6. Quais são as ferramentas de apoio digitais? 5. O que significa TEC e qual a sua importância? • entender o que é território aduaneiro; • diferenciar as zonas do território aduaneiro; • apresentar o que são regimes aduaneiros especiais; e • relacionar os regimes aduaneiros autorizados pela SRF. Prezado(a) aluno(a), Neste quarto momento, iremos conhecer e identificar os regimes aduaneiros e suas especificações. Então, vamos lá? No cotidiano das exportações e importações, há normalmente o pagamento de tributos inclusos no preço final da mercadoria, assim, esse regime de co- mercialização é denominado como regime comum. Porém, há algumas particularidades sobre a entrada e saída de mercadorias que dispensam as cobranças de tributos, devido à permanência no território aduaneiro ser breve. Deste modo, o governo criou os regimes aduaneiros Figura 1.26 – Regimes Aduaneiros Especiais Fonte: EVL. Aula 11. Regimes aduaneiros Objetivos: Ao se controlar todas as transições que ocorrem dentro de um território adu- aneiro, é necessário verificar qual é o tipo de regime em que essa mercadoria se enquadra. Deste modo, os regimes aduaneiros são o tratamento jurídico- -tributário que são aplicados às mercadorias. Existem três tipos de regimes: especiais que promovem a isenção ou suspensão total dos tributos. Mas, para que possamos compreender melhor a aplicação desses regimes, é necessário que compreendamos o que é jurisdição aduaneira e sua apli- cação. Jurisdição Aduaneira é a capacidade de controlar e regular uma atividade econômica em uma esfera administrativa dentro de um território. Esse território é denominado de “território aduaneiro”, que compreende todo o território nacional conforme a figura 1.27: Figura 1.27 – Território Aduaneiro Fonte: Aprendendo a Exportar. Os comuns ou gerais, que são aqueles aplicados nas operações de comércio exterior (importação ou exportação) com um caráter definitivo. Os atípicos, que são aqueles regimes previstos na legislação, com aplicabili- dade predeterminada quanto a sua operacionalidade. E os especiais, econômicos ou suspensivos, que são aqueles regimes que têm uma característica de controle aduaneiro das mercadorias que permanece- rão no território por um prazo determinado. É um regime que permite a estocagem, com a suspensão dos impostos co- brados por este depósito, a produtos destinados à manutenção e reparo de embarcações ou aeronaves pertencentes a empresa autorizada a operar no transporte comercial internacional. Como exemplos, podemos citar: supri- mentos de bordo, materiais de comissária, artigos destinados à venda em aeronave etc. Conhecida também como Zona de Livre Comércio – são criadas por meio de acordos de livre comércio nos quais um grupo de países concorda em eliminar as tarifas existentes entre os produtos importados e exportados, es- timulando assim o comércio entre os envolvidos. Como exemplo, podemos citar a ALCA – Área de Livre Comércio entre as Américas. É o regime no qual se permite a entrada no país de algumas mercadorias com determinada finalidade e período de tempo definido, havendo a sus- pensão parcial ou total dos pagamentos de tributos que somariam no seu preço de importação, havendo também o compromisso de reexportar esses produtos. Como exemplos, podemos atentar às feiras, exposições, congres- sos e outros eventos científicos,técnicos, comerciais ou industriais. Como vimos no tópico anterior, os regimes aduaneiros especiais são exce- ções às regras exigidas pelos impostos na exportação e importação, além de ser também um tratamento especial a alguns produtos que necessitam de controles aduaneiros diferenciados. Segundo a Receita Federal do Brasil, existem alguns regimes que são controlados legalmente. São eles: 11.1 Regimes aduaneiros especiais 11.1.3 Depósito afiançado 11.1.1 Admissão temporária 11.1.2 Áreas de livre comércio 11.1.7 Drawback É um regime que atende a três modalidades, são elas: suspensão (envolve a suspensão dos tributos na importação de mercadorias destinadas a exporta- ção após beneficiamento, lembrando que a suspensão é por tempo deter- minado), isenção (envolve a isenção de tributos incidentes na importação de mercadorias destinadas a reposição) e restituição (envolve a restituição parcial ou total dos impostos de importação das mercadorias utilizadas na industrialização de produtos a serem exportados) de produtos que serão uti- lizados na industrialização de um produto exportado ou a exportar. 11.1.6 Depósito franco É o regime que autoriza o armazenamento de mercadorias estrangeiras em recintos alfandegados com a finalidade de atender comercialmente os países limítrofes com outros envolvidos nas negociações. Essa autorização só é concedida com acordo ou convênio firmado com o Brasil. 11.1.5 Depósito especial É o regime que autoriza a estocagem de produtos (peças, partes e materiais de reposição ou manutenção) com a suspensão da tributação, voltados para veículos, máquinas, equipamentos, aparelhos e instrumentos, sejam eles es- trangeiros, nacionalizados ou nacionais que o Ministério da Fazenda definir. 11.1.4 Depósito alfandegado certificado O que é o Depósito Alfandegado Certificado? É a autorização dada a uma exportação sem a transferência física imediata dos produtos ao mercado externo. Ou seja, como diz a ARCADIAN (AR- CADIAN. Disponível em: . Acesso em 20 de setembro de 2013), o DAC permite considerar exportada, para todos os efeitos fiscais, creditícios e cambiais, a mercadoria nacional depositada em recinto alfandegado, vendida para o exterior, me- diante contrato de entrega no território nacional e à ordem do adquirente. O regime pode ser operado mediante autorização da Secretaria da Receita Federal, em recinto alfandegado de uso público. Deste modo, observa-se que a mercadoria permanece no território nacional, é vendida para um comprador que está localizado no exterior, mas irá buscar a mercadoria no território nacional para a empresa deste comprador que está localizada no território nacional. Rede e-Tec Brasil Logística Internacional e Aduaneira56 11.1.11 Loja franca É o regime que permite a instalação de um local em zona primária de porto ou aeroporto alfandegado destinado à comercialização de mercadorias na- cionais ou estrangeiras com o pagamento em cheque de viagem ou moeda estrangeira conversível. Também são denominadas como Duty-free Shops ou Free Shops. Essas lojas são localizadas no interior de salas de embarque e desembarque de aeroportos e são caracterizadas pela isenção ou redução de impostos sobre produtos importados. 11.1.8 Entreposto aduaneiro É o regime que autoriza tanto nas operações de importação quanto nas de exportação o depósito de mercadorias com a suspensão dos tributos inci- dentes em local alfandegado e sob um controle fiscal e aduaneiro, no qual a mercadoria permanece armazenada por 1 ano, podendo ficar, ainda, por um período de mais um ano. Em determinadas condições excepcionais, ainda poderá ser concedida nova prorrogação, desde que o limite de 3 anos não seja ultrapassado. 11.1.9 Exportação temporária É assim denominada a saída de mercadoria do país destinada a exposição, conserto, reparo ou restauração com o período de reimportação determi- nado. Como exemplo, segundo a Receita Federal, podemos citar: (Receita Federal. Disponível em: Acesso em 20 de setembro de 2013), a realização/participação em eventos de natureza cultural, artística, científica, comercial e esportiva, assistência humanitária e salvamento, acon- dicionamento e transporte de outros bens, ensaios e testes ou utilização no exterior. 11.1.10 Exportação temporária para aperfeiçoamento passivo 11.1.12 RECOF - Regime Aduaneiro de Entreposto Industrial sob Controle Informatizado É o regime que denomina a saída temporária de mercadorias com a finalida- de de operação de transformação, elaboração, beneficiamento ou monta- gem no exterior e posteriormente reimportado como produto final, havendo o pagamento dos tributos sobre o valor agregado da mercadoria. O Regime Aduaneiro de Entreposto Industrial sob Controle Informatizado é um regime de sistema informatizado de controle aduaneiro domiciliar e É o regime que permite a importação com a suspensão dos tributos de equi- pamentos específicos para serem utilizados nas atividades de pesquisa e ex- ploração de jazidas de petróleo e gás natural. de recintos alfandegados ou autorizados a operar com mercadorias sob o controle aduaneiro. É implantado diretamente a modalidades de Informática e Telecomunicações, Aeronáutico, Automotivo e Semicondutores e de componentes de alta tecnologia para informática e telecomunicações e a empresas que trabalham diretamente com essas modalidades ou suas diversificações. Regime Especial de Importação de Petróleo Bruto e seus derivados é o re- gime que permite a importação de petróleo bruto e seus derivados com a suspensão de impostos previamente autorizada pela SRF e ANP (Agência Nacional de Petróleo) para utilização no mercado interno. Na quarta aula, aprendemos que para toda regra existe exceção e que no comércio internacional não é diferente, pois dentro de um território adua- neiro (que compreende o território nacional, mar territorial, águas territoriais É o regime que autoriza o trânsito de produtos sob controle aduaneiro de um ponto a outro dentro do território aduaneiro com a suspensão dos tributos envolvidos nessa travessia. É o regime aduaneiro destinado à importação de insumos industrializados por encomenda classificados nas posições 8701 a 8705 da NCM, sem co- bertura cambial com suspensão dos tributos sobre produtos industrializados. Como exemplos, temos os chassis, carroçarias, peças, partes, componentes e acessórios. 11.1.16 Trânsito aduaneiro 11.1.15 REPEX - Regime Especial de Imp. de Petróleo Bruto e seus Derivados 11.1.14 REPETRO - Regime Especial de Imp. de Bens Destinados às Atividades de Pesquisa e de Lavra das Jazidas de Petróleo e Gás Natural 11.1.13 RECOM - Regime Especial de Importação de Insumos Resumo 1. O que é território aduaneiro? 3. O que são regimes aduaneiros especiais? 4. Quantos são os regimes aduaneiros especiais legalizados pela SRF? 2. Quantas zonas existem no território aduaneiro e quais os seus limites? e espaço aéreo), existe a jurisdição responsável pelo seu controle aduaneiro, que é a jurisdição aduaneira. Lembrando também que existem regimes especiais para a entrada e saída de mercadorias do país que necessitam de um atendimento específico, poden- do ter ou não a suspensão dos tributos envolvidos. Atividades de Aprendizagem Aula 12 – Câmbios e seguros E quais são as fases de uma operação de câmbio? O objetivo desta aula é caracterizar os câmbios e seguros dessas modalidades e destacar a segurança que podem oferecer. A par- tir desses conceitos, você terá a oportunidade de compreender a forma de contratar os câmbios e seguros internacionais. A função do câmbio é acordar com o seu comprador uma forma de contrato para assegurar a negociação, bem como garantir a idoneidade dos produtos negociados, em relação a possíveis perdas. Vamos saber mais? Qualquer negociação internacional necessita de remessa financeira para que seja concretizada. Porém, uma negociação entre paísesdiferentes con- ta com moedas correntes diferentes. Então, os bancos fazem o trabalho de converter a moeda do país de origem para a do país de destino. Isso se chama câmbio. O repasse financeiro se dá através do banco do importador, que vai avisar o banco do exportador que o valor está disponível para a continuidade da operação de câmbio. A primeira fase compreende uma troca de documentos, como a proforma invoice ou pedido. Após essa etapa emite-se um contrato de câmbio, que deve ser analisado de forma meticulosa por parte do exportador, pois qual- quer divergência pode causar discrepância e afetar a operação de compra e venda internacional. A segunda fase é o fechamento ou a concretização da operação de câmbio, na qual o banco executa a liquidação do processo ou o seu encerramento. 12.1 Características do câmbio 12.1.1 Tipos de câmbio - nível 2 • Pagamento antecipado: o importador envia o pagamento para, depois de recebido, o exportador começar a produzir ou, se já estiver disponível, enviar o produto para exportação. Essa modalidade é comum quando o empresário brasileiro compra do exterior. • Pesquise na internet quais produtos poderiam ser comercializados nas diferentes formas de câmbio e em que situações caberia o seguro internacional. A modalidade de seguro internacional é importante quando o produto tem alto valor agregado e quando houver riscos durante o trajeto. É comum as mercadorias serem cobertas enquanto estiverem sendo transportadas, po- rém sempre serão ressarcidas pelo valor declarado das mercadorias. O valor do seguro gira em torno de 0,5% a 1,5% do valor da mercadoria. Quando a carga chega à alfândega, a base da cálculo do carregamento é calculado pelo CIF. Resumo Nessa aula pudemos observar as diferentes formas de enviar o dinheiro para o exterior, a necessidade de segurança de enviar e assegurar o envio da carga e quando o seguro pode ser importante para a integridade da carga comprada no exterior. Atividades de aprendizagem • Carta de crédito: também conhecido como L/C ou letter of credit, é um documento emitido pelo banco do importador, garantindo o pagamento mediante o embarque da mercadoria, ou com um prazo determinado. • Cobrança à vista ou a prazo: é uma promessa de pagamento que será feita via transferência bancária. Essa modalidade requer confiança por parte de quem exporta, pois não garante o pagamento. 12.2 Seguros internacionais Para saber mais sobre as modalidades de câmbio e suas variações e compreender de forma específica a necessidade de cada operação cambial, você poderá acessar o site http://www.bcb.gov.br/busca. asp?consulta=Taxas+de+c%E2mbio e clicar no ícone “câmbio e capitais Internacionais”. Além do conteúdo apresentado nessa aula, você poderá encontrar mais conteúdo a respeito desse assunto no livro Comércio Internacional e Câmbio, do autor Bruno Ratti, da editora Aduaneiras. Nesse livro você pode entender mais profundamente todas as variáveis do processo que envolve as modalidades de cambio e contratação de seguros internacionais. Valor CIF da mercadoria, sendo: C = Cost ou custos da mercadoria – é o valor base negociado no exterior; I = Insurance ou seguro – é o valor do prêmio do seguro da mercadoria (é opcional para o comprador); F = Freight ou frete internacional Aula 13 – Fator tempo na internacionalização Atualmente, o fator tempo é um elemento muito importante para a obtenção de lucratividade nas empresas. Quanto mais rápido o produto passa pelo ciclo produtivo e de vendas, mais vezes o produto será produzido e comercializado durante um ano. Portanto, a busca por um maior número de ciclos de importação e exportação é decisiva para o desenvolvimento da logística global. Com a racionalização do tempo, as fábricas produzirão mais, os navios transportarão mais e o volume transacionado também será maior. Nesta aula, trataremos do impacto do fator tempo nos processos da logística. O objetivo é identificar a importância de racionalizar o tempo em relação à cadeia de suprimentos internacional. A par- tir dos conteúdos abordados nesta aula, você terá oportunidade de identificar a relação entre o tempo e a produção, a compra, o frete internacional, as aduanas e a distribuição da mercadoria. A redução do tempo nas transações comerciais internacionais, com a utiliza- ção de tomadas de decisões racionais, tem como objetivo obter um número maior de negócios durante um determinado período,. Assim, a rotatividade maior dos produtos também aumentará a lucratividade. Vamos saber mais? O tempo total do ciclo de importação é decisivo para a competitividade interna, pois os custos são determinados de forma inversa, ou seja, analisa- -se o preço de venda no mercado interno para buscar produtos importados competitivos. Portanto, a definição de maiores fluxos ou ciclos de importa- ção determina um melhor desempenho das empresas importadoras, mesmo considerando a maior exposição aos elementos cerceadores do processo, pois o resultado final torna-se mais positivo. 13.1 O fator tempo e a logística internacional 13.2 Ciclo de importação e logística internacional Ciclo de importação e exportação é o tempo decorrido entre pedido, produção, pedido para o exterior, frete internacional, aduana, recebimento de mercadoria e repedido. Atualmente, o lead time é um fator determinante para a obtenção de me- lhores resultados para as empresas brasileiras, sobretudo pelas dificuldades para o estabelecimento de planejamento a médio e longo prazos, devido às barreiras impostas pelos governos, sejam alfandegárias, expressas através de impostos e taxas, ou não alfandegárias, como o tempo excessivo para o trâmite burocrático. Essa medida é aplicada para proteger as empresas produtoras nacionais. Como parâmetro de análise do lead time, apresentamos um estudo de Lopez (2000), realizado pela Fundação Getúlio Vargas junto a 177 empresas praticantes do comércio exterior, entre 1998 e 1999, que apurou os valores médios para lead times, em dias, de cada atividade e modal, e o tempo ideal (desejável), compreendendo o foco do importador. A tabela 5.1 demonstra o lead time das diversas atividades em relação aos modais marítimo, aéreo e terrestre. Note que o Brasil está longe do ideal em relação à melhoria de tempo de manipulação de mercadorias, como trans- portes, trâmites de documentos, licenças e homologações. Note, ainda, que o fator humano é diretamente ligado ao fator tempo. Cabe uma reflexão sobre esse assunto. Tabela 5.1: Estimativas do total do ciclo logístico (em dias).lead time Importação Atividades Transporte Marítimo Atual 6,9 4,6 Homologação do produto negociado Licença de importação prévia ao embarque Processo do fornecedor internacional de insumos* Documentos do fornecedor internacional Transporte local, desde as instalações do fornecedor dos insumos importados até o terminal para embarque para o Brasil Desembaraço aduaneiro na saída do país de origem Transporte internacional na importação Movimentação e armazenagem nas ins- talações alfandegadas no Brasil, antes do desembaraço aduaneiro Desembaraço aduaneiro de importação no Brasil Transporte local, desde o terminal internacio- nal até as instalações do comprador Subtotal da importação Fonte: Lopez (2000, p. 54). 3,3 4,6 3,6 1,3 72,7 0,9 21,4 20,5 5,6 1,0 2,6 1,1 0,6 35,3 0,6 15,0 Ideal 1,8 0,9 9,5 2,2 3,3 0,9 2,3 2,3 3,6 1,3 51,3 Aéreo Atual 6,9 4,6 20,5 5,6 1,0 0,6 1,4 1,3 1,1 0,6 20,4 Ideal 1,8 0,9 9,5 2,2 3,3 0,9 7,5 4,8 3,6 1,3 59,0 Terrestr e Atual 6,9 4,6 20,5 5,6 1,0 0,6 6,8 4,1 1,1 0,6 28,6 Ideal 1,8 0,9 9,5 2,2 Lead time é o tempo decorrente para que o produto passe pela etapa de importação da cadeia produtiva global. Nessa aula você observou a importância do fator tempo no sistema logístico internacional, desde a produção, movimentação de mercadorias, processos aduaneiros e ciclos de comércio exterior. Atividades de aprendizagem • Vamos identificar, por meio deuma pesquisa, onde podemos caracteri- zar, com exemplos, o tempo agindo de forma a melhorar as transações internacionais? O fator tempo, segundo Lopez (2000), é um dos mais importantes parâmetros para a competitividade, pois condiciona o prazo de entrega do produto ao cliente. No caso do comércio exterior, o fator tempo dá ao Brasil uma desvantagem inicial intrínseca, caracterizada pela considerável distância físi- ca que o separa da maioria de seus principais fornecedores, como petróleo, fertilizantes, e compradores, como soja e milho. Quando se trata de transporte de grandes quantidades, o modal marítimo, mesmo com maior tempo de trânsito, por ser bastante lento (até 40 dias), apresenta baixo custo. O transporte aéreo é rápido, mas com custo alto. O transporte rodoviário pode ser utilizado nos produtos comercializados no Mercosul. Resumo Para mais informações, leia o livro Logística Internacional, da editora Cengage Learning, 2009. Nele há um capítulo reservado à racionalização do tempo em favor da redução de custos dos empreendedores de comercialização internacional. Para saber mais sobre a relação do tempo e seus impactos sobre a comercialização internacional, você pode acessar a página www.multieditoras.com.br para consultar o livro Comércio Exterior Competitivo, de José Manoel Cortiñas Lopez e Marilza Gama, que é muito importante para o aprofundamento do aprendizado desta aula. Aula 14 – Fluxo produtivo e o comércio exterior O objetivo desta aula é identificar a cadeia de produção em re- lação ao comércio exterior, composto pelas etapas de produção, comercialização e trânsito das mercadorias e serviços. A partir dos conceitos estabelecidos nesta aula, você terá oportunidade de identificar a cadeia de produção como ferramenta do comér- cio internacional. A característica do fluxo produtivo é encontrar o melhor caminho para a produção de bens destinados ao comércio exterior, bem como estabelecer diretrizes para a obtenção de resultados, através de um conjunto de fatores administrados de forma conjunta. Vamos saber mais? Os indicadores logísticos de produção são elementos indispensáveis para a ob- tenção de uma previsão de resultados, principalmente no Brasil, que oscila seu mercado cambial e sua estrutura logística de uma forma constante. No âmbito mundial, os parâmetros indicadores possuem suas especificidades, por conta de sua competitividade, contudo, é certo que é um dos seus objetivos o con- trole do processo produtivo, sobretudo quando é focado para a exportação. Isso ocorre por conta das exigências, muito comuns, dos países compradores, e por conta da legislação, do costume ou do padrão de consumo específico de cada país. Para tanto, as empresas devem adaptar seu processo produtivo às exigências, estabelecer padrões de produção e, se for o caso, empenhar recursos financeiros e de recursos humanos para atender a necessidade. Os indicadores são definidos pelo grau de eficiência dentro do processo de pro- dução e distribuição. São determinados através do desempenho de custos, tem- po e dinâmica de mercado em relação à engenharia de produtos em relação às vendas ou prederminação de resultados através de uma gerência estratégica. Nesse contexto, é importante que seja feita uma análise para determinar a relação entre o trabalho e custo que este novo cliente vai demandar em relação à rentabilidade pretendida. Ballou (2010) assinala que na produção para a logística internacional, as peculiaridades de demanda, concorrência e legislação, que variam de país a país, devem ser tratadas com atenção. 14.1 Indicadores de produção Dentro de uma empresa existem vários processos logísticos. No entanto, o acompanhamento de indicadores para todos eles não é recomendado, sob pena de tornar o processo de coleta de dados demasiadamente complexo, e dificultar a tomada de decisões diante de informações dispersas. Porém, indicadores voltados ao tempo de ciclo de importação são relevantes. Você sabe identificá-los? Observe a figura 6.1. Nela, é possível identificar os principais processos que envolvemos trâmites logísticos internacionais. Isso restringe o projeto do sistema logístico a um menor número de alternativas do que no caso doméstico, pois força-se a operar o sistema logístico de modo diferente, mesmo quando os produtos são iguais. A natureza da distribuição internacional, como densidade demográfica, clientes e padrões de compra, pode variar bastante conforme o país – um produto bastante vendido numa nação pode não ter mercado em outra. Essas condições criam descontinuidades na demanda, tornando a distribuição internacional relativamente mais complicada que a doméstica. Assim, os indicadores logísticos no exterior deverão tomar como base o processo produtivo, de acordo com o país; o serviço do exportador; o tempo destina- do ao embarque e as condições de câmbio, políticas e estrutura de preços de exportação. 14.2 Indicadores de processos logísticos Exportação Financia- mento Int. Meios de Pagamentos Logística Transporte Documentos Contratos Internacional Incoterms Departa- mento Int. Alfândegas Figura 6.1: Fluxo dos trâmites logísticos. Fonte: Alves, Alves e Bertelli (2009, p. 45). Nesse sentido, Alves, Alves e Bertelli (2009, p. 2) afirmam que Mas, quais seriam as principais etapas no ciclo de importação?, Alves e Ber- telli (2009, p. 45), na figura 6.2, exemplificam os respectivos tempos de cada fase, iniciando com o recebimento do pedido do cliente pela empresa ma- nufatureira e terminando com a entrega dos produtos ao mesmo cliente, ou seja, eles mostrma todas as etapas da cadeia logística que são recebimentos dos insumos comprados, processamento interno e entrega. Silva (2004) chama a atenção para o fato de que dentro das operações in- ternacionais de exportação e importação, a redução do tempo perdido nos processos de comércio exterior, que em sua maioria são complexos, faz que uma eficiente aplicação do Just in time (JIT) traga competitividade à cadeia logística das organizações, pois ao se verificar a questão de tempo de entrega de grandes quantidades de mercadorias, desde o pedido inicial até seu consumo no destino (lead time), percebe-se que a importância de acelerar Figura 6.2: Exemplo de fluxo produtivo. Fonte: Adaptado de Alves, Alves e Bertelli (2009). Atualmente há uma grande ênfase na redução do tempo de ciclo no processo de importação de materiais, principalmente nas etapas que determinam o processo de importação a qual envolve o envio do pro- grama ao fornecedor, fabricação dos produtos, coleta pelo agente de carga, consolidação com outras cargas para viabilizar o deslocamento dos materiais no container, trânsito, desembaraço aduaneiro e entrega da carga no destino final. Inspeção 1 dia Entrada de pedido do cliente 7 dias Manufatura dos produ- tos 9 dias Separação/ embalagem 8 dias Planejamento do produto – MPS 3 dias Recebimento dos materiais 1 dia Entrega ao cliente 45 dias Suprimento 10 dias Planejamento de materiais – MRP 1 dia Just in time, que significa “na hora certa”, é um sistema de administração da produção que determina que nada deve ser produzido, transportado ou comprado antes da hora certa. • os fluxos físicos é vital para inserção com êxito em outros países. Os proce- dimentos gerenciais de downsizing e reengenharia visam reduzir custos e ajustar processos empresariais em relação a pessoal e, principalmente, realinhar as organizações aos processos relacionados aos clientes, com a garantia de uma visão abrangente do mercado para enfrentar suas constantes mudanças. Resumo Nessa aula foi possível observar a importância do processo produtivo, as decisões necessárias em relação à constituição do produto, os recursos hu- manos necessários e o planejamento da produção. Atividades de aprendizagem Tomando como exemplo uma empresa industrial, determine os principais pontos de análise do processo produtivo, que farão o produto chegar ao consumidor com maior desempenho. Para saber mais sobrea relação dos fluxos produtivos e os incentivos legais e caminhos a percorrer para obtenção de resultados positivos, acesse a página ecex/a_ecex_espanhol/pdfs/ evolucao_das_teorias_de_ e leia o artigo Evolução das teorias de comércio internacional, Edson P. Guimarães, escrito em 2010. Downsizing, “achatamento” em português, é uma técnica conhecida em todo o mundo que visa à eliminação de processos desnecessários que engessam a empresa e atrapalham a tomada de decisão, com o objetivo de criar uma organização mais eficiente e enxuta possível. Sua atuação é focada na área de recursos humanos (RH) da empresa. Para mais informações sobre esse assunto, sugere-se ler o capítulo 4 do livro Introdução ao Comércio Exterior, da editora Saraiva, escrito por Claudio Cesar Soares. Nesse livro você encontrará elementos importantes para o aprofundamento do conteúdo desta aula, como conceitos, estruturas e teorias dos fluxos produtivos de comércio exterior. http://www.ie.ufrj.br/ comercio_internacional.pdf Aula 15 – Importação: procedimentos e cuidados O objetivo desta aula é identificar os passos para uma empre- sa realizar uma importação, através dos seus procedimentos e atenção aos possíveis problemas existentes nesta modalidade de comercialização internacional. A partir dos princípios estabele- cidos nesta aula, você terá oportunidade de identificar a cadeia de procedimentos pertinentes à importação por empresas habi- litadas para tal finalidade. Os procedimentos de importação demandam burocracia, bem como os cui- dados específicos e importantes para se chegar ao objetivo final. Vamos saber mais? Os procedimentos aduaneiros para importados são dinâmicos, pois passam por transformações muito rápidas, com incremento de novas tecnologias de sistemas de informação e de processos como o estabelecimento de padrões e determinações de tempo específico para os trâmites burocráticos para li- beração de mercadorias. Essa modalidade tem um tempo de espera elevado, considerando o padrão mundial. Para tanto, deve-se diferenciar em nosso processo de determinação da melhor cadeia de procedimentos de liberação alfan- degária para estabilizar o ciclo de importação em relação aos produtos comercializados. Mas, quais são os estágios desse tipo de processo? Veja a figura 7.1. 15.1 Estágios de negociação de importação Consiste na necessidade de recolhimento e formulação do problema e envolve os fatores que motivam a ação. Contempla a escolha, que é procedida das alternativas rema- nescentes avaliadas para a tomada de decisão. Corresponde à procura, ou seja, identificação das caracterís- ticas do país, do fornecedor e de outra informações relevan- tes para a tomada de decisão, verificando se o produto a ser importado atende às suas necessidades. Terceiro estágio Primeiro estágio Segundo estágio Figura 7.1: Estágios da importação. Fonte: Adaptado de Kotabe e Helsen (2000). Por meio desses estágios, o técnico em logística, pode identificar a melhor forma de mapear os caminhos a percorrer até a importação. As importações no Brasil tiveram maior abertura no início dos anos 1990, no governo de Fernando Collor, com a padronização dos processos, a instalação de programas e sistemas específicos de importação, como o Siscomex. Além desses programas, as exigências para iniciar a importar ficaram mais rígidas, em um primeiro momento, , depois de um período, a empresa ficará sob um regime aduaneiro mais flexível. Os passos para o início dos procedimentos de importação são os seguintes: Envio da documentação de despacho aduaneiro; • Fatura invoice; • Romaneio da carga ou packing list; • Conhecimento de carga; • Entrada com a documentação na alfândega; • Registro da declaração de importação, com retenção dos impostos e taxas; 15.2 Histórico e procedimentos Siscomex é um programa para o preenchimento da declaração de importação e o mantra que vem ser a identificação da chegada da carga no armazém. Fatura invoice, também chamada de commercial invoice, é como uma nota fiscal internacional elaborada pela empresa exportadora contendo os dados do pedido, tais como preço unitário, quantidade e preço final, além da forma de negociação. Packing list é a descrição do volume (peso, quantidade de caixas, peso bruto e peso líquido). Conhecimento de carga é o documento que acompanha a carga –para cada modal existe um conhecimento específico. Podemos identificar a variação das importações brasileiras em relação ao mercado mundial e melhorar a relação entre as importações e o desenvolvi- mento interno de produtos de tecnologia. Veja a seguir a tabela 7.1, que mostra o desempenho das importações no Brasil no período de janeiro a junho de 2012. • Cadastro prévio na Receita Federal • Parametrização e definição da forma de análise; • Fiscalização e análise documental; • Liberação da mercadoria. Cada um desses passos devem ser seguidos de forma gradativa e constante, analisando-os como um todo e controlando-os de forma rígida, pois os erros nessas etapas acarretam em prejuízo significativo para o profissional de logística. Nessa aula, você pôde identificar os procedimentos mais importantes para a definição de importação, bem como os procedimentos e as ferramentas pra realização do processo e da liberação de mercadorias. Conforme a tabela 7.1, no ano de 2012, as compras de matérias-primas e inter- mediários representaram 43,6% do total de importações no Brasil, e as de bens de capital, 21,8%, com a demonstração de que a pauta brasileira de importação é fortemente vinculada a bens direcionados à atividade produtiva. As importa- ções de bens de consumo representaram 17,4% das importações brasileiras. Resumo 15.3 Desempenho das importações no Brasil Tabela 7.1: Desempenho das importações no Brasil. Desempenho das importações Janeiro-Junho/2012 US$ milhões Tipo de importação Importação total Bens intermediários Bens de capital Bens de consumo Petróleo e combustíveis Fonte: Adaptado de MDIC (2012, p. 24). Valores totais 110.144 48.063 24.032 19.189 18.860 % 100,0 43,6 21,8 17,4 17,2 Atividades de aprendizagem • Como podemos desenvolver uma perspectiva de melhorias para os pro- cedimentos de importação no Brasil? Para aprofundar seu conhecimento no contexto das importações, sugerimos a você fazer a leitura do livro Logística no Comércio Exterior, da Editora Aduaneiras. Neste livro você poderá encontrar mais informações sobre o processo de nacionalização de mercadorias, com uma integração entre os diferentes agentes que o compõem. Para saber mais sobre a relação das importações e o mercado externo, você pode acessar o link http://www.youtube. com/watch?feature=player_ detailpage&v=1Iw36QzmDD8 e assistir ao filme Etapas do Processo de Importação Fase 1. Aula 16. Operações de comércio exterior: importações Objetivos: • entender a importância e o conceito de importação; • diferenciar as etapas da importação; • relacionar os documentos utilizados na importação; • descrever as formas de pagamento; e • distinguir os canais de parametrização. Prezado (a) estudante, Neste quinto momento, identificaremos as etapas de uma importação. Então, vamos lá? Figura 1.28 – Serviços de Importação Fonte: Trading ALLMAX. Divisas = Dinheiro. A Importação é o processo de entrada de mercadorias estrangeiras em um determinado país, podendo ser com cobertura cambial (há o envio de divi- sas ao exterior para o pagamento da mercadoria, mercadorias para manu- tenção, produção ou até revenda) e sem cobertura cambial (não há o envio de dinheiro ao exterior para o pagamento de mercadorias, produtos para exposição, por exemplo). Assim, uma importação permite ao país uma competitividade maior, pois seus produtos terão uma qualidade sempre crescente proporcionando uma competição justa em qualidade e preço; melhoria tecnológica, as empresas buscarão mais tecnologia para sempre fazer um produto melhor e mais ba- rato; e por fim, mais conhecimento, pois vaipromover uma negociação mais centrada até o desenvolvimento socioeconômico ao país. A empresa que importa, promove maior competitividade e aumento na pro- dutividade, pois propicia mais opções. Os produtos terão uma atualização tecnológica e a empresa vai contar com um aprimoramento da capacidade industrial. Alguns aspectos que incentivam a importação, segundo a UNIFAE são: • Modernização do parque industrial; • Preços internacionais mais baixos; • Produtos inexistentes no mercado interno; • Aquisição de novas tecnologias; • Alternativas de novos negócios; • Ampliação da carteira de fornecedores; • Aperfeiçoamento técnico, administrativo e tecnológico; • Benefícios trazidos por acordos internacionais; • Acesso a linhas de créditos internacionais a juros mais baixos que para o mercado interno; Depois de realizada a pesquisa de mercado é necessária a análise e seleção dos possíveis fornecedores. Sempre atentando aos produtos, preços, inco- terms e meios de pagamento. Segundo Faria e Vanalle (2006), para que uma análise e seleção de fornece- dores seja bem realizada e tenha uma ótima qualidade de pesquisa é neces- sário observar mais fatores, dentre eles estão: Preço – as empresas que optem por competir utilizando uma estratégia baseada apenas no menor preço, terão seu lucro ou retorno financeiro constantemente sob pressão do mercado. O processo de seleção de fornecedores deve considerar também outros fatores, como qualidade, cultura organizacional e confiança. (HELMS et al, 1997 apud Faria e Vanalle, 2006). • Utilização do Drawback. As importações poderão ser realizadas tanto por pessoas físicas, em caso de uso próprio, quanto por pessoas jurídicas, para revenda interna ou externa. As empresas que nunca atuaram na operação de importação deverão res- peitar alguns passos, sempre observados a cada negociação, para que essa operação seja realizada com sucesso. Lembrando que cada empresa obede- ce a um roteiro básico e que mais lhe é satisfatório nas suas negociações, apresentaremos um passo a passo básico com as informações essenciais. É uma pesquisa realizada para identificar a melhor, ou as melhores opções, de empresas para a compra, atentando aos detalhes do produto, à qualida- de, ao prazo de entrega, preço, modalidade de entrega (Incoterms – Con- forme vimos na aula 3) e modalidade de pagamentos. Lembrando também que essa pesquisa pode ser ampliada e melhor fun- damentada utilizando as ferramentas de apoio estudadas na aula 2, como AliceWeb, Portal Brasileiro de Comércio Exterior, Radar Comercial, dentre outros. 16.1 Pesquisa de mercado 16.2 Análise e seleção dos fornecedores Qualidade – é fundamental preservar, na terceirização, a qualidade, e garantir a melhoria contínua. Se houver qualquer possibilidade de que a qualidade dos serviços ou produtos venha a ser comprometida ou sofrer prejuízos, a terceirização não é racional. Qualidade mantém a satisfação do cliente, a motivação do empregado e, em consequência, a produtividade com qualidade (SILVA, 1997, apud Faria e Vanalle, 2006). O desempenho das entregas é analisado a partir de duas caracterís- ticas: velocidade e confiabilidade. Velocidade, neste caso, é o tempo gasto por uma empresa para completar a execução de um pedido, e confiabilidade é a capacidade da empresa em realizar a entrega con- forme combinado (MILGATE, 2001, apud Faria e Vanalle, 2006). Antes de se escolher um parceiro, é importante certificar-se de que este é capaz de responder de forma adequada às flutuações de demanda da empresa contratante, ou seja, é flexível. Empresas que possam se ajustar às necessidades e especificações com maior rapidez e precisão trarão melhores benefícios (GIOSA, 1999, apud Faria e Vanalle, 2006). Apenas empresas financeiramente saudáveis e com boa reputação e posição no mercado estarão aptas a cumprirem com seus compromis- sos com a empresa contratante. Sejam esses compromissos relativos à confiabilidade das entregas, à qualidade de produtos ou serviços, à manutenção do custo de acordo com o negociado, à capacidade de desenvolvimento e implementação de melhorias, à manutenção de equipe técnica, equipamentos e instalações adequadas, e principal- mente à perspectiva de parceria em longo prazo (MIN, 1994; CHOY e LEE, 2003, apud Faria e Vanalle, 2006). A empresa selecionada deve estar legalmente constituída para atu- ar no ramo de atividade terceirizada, com capacitação técnica e ad- ministrativa. A mão de obra deve ser especializada, adequadamente remunerada, com os direitos trabalhistas respeitados e subordinar- se, exclusivamente, à empresa contratada (PINTO e XAVIER, 2002, apud Faria e Vanalle, 2006). Só com parceiros fornecedores que tenham competência essencial para a atividade que lhes é repassada, as empresas podem esperar a busca por soluções criativas/inovadoras, pelo aperfeiçoamento cons- Para saber mais sobre o REI, consulte o site www.desenvolvimento. gov.br/sitio/interna/interna. php?area=5&menu=257 Para saber mais sobre o Programa do SISCOMEX, consulte o site http:// http://www. receita.fazenda.gov.br/aduana/ siscomex/siscomex.htm tante dos processos de produção e pela integração de novas técnicas e metodologias. A competência essencial para uma dada atividade pressupõe a capacidade de transferência, de aprendizagem e de adap- tação (VIEIRA e GARCIA, 2004, apud Faria e Vanalle, 2006). A segurança é uma questão fundamental e não dá para tratar de em- presa excelente, parceria e competitividade se esta questão não for encarada de forma estratégica. Os mesmos programas, os mesmos re- sultados buscados e praticados pela contratante devem ser buscados pela contratada (PINTO e XAVIER, 2002, apud Faria e Vanalle, 2006). Sobre a questão ambiental, Alvarez (Alvarez, 1996, apud Faria e Va- nalle, 2006) destaca que a preservação ecológica, ainda considerada como modismo por algumas pessoas e organizações, ascendeu ao sta- tus de necessidade primária. A preocupação com os impactos ecológi- cos da produção de bens e serviços é não só uma questão ideológica, mas legal, moral, ética e, sobretudo, mercadológica. Desta forma, analisamos que todas as análises são importantes para construirmos um perfil ideal de fornecedor. Ao selecionar os fornecedores, você obviamente estará fazendo a seleção do produto. Portanto, deverá utilizar o NCM ou SH para verificar se o produto O licenciamento, despacho aduaneiro e controle cambial em relação à ope- ração de importação, como vimos na aula 3, é realizado pela Secretaria de Comércio Exterior- - SECEX, pela Secretaria da Receita Federal – SRF e pelo Banco Central do Brasil – BACEN, em suas respectivas competências por in- tervenção do Sistema de Comércio Exterior – SISCOMEX, que é um software que promove essas atividades básicas. A primeira etapa a se realizar é o Registro de Exportadores e Importadores - REI da SECEX no SISCOMEX; para se obter o SISCOMEX, é necessário dirigir- - se à Receita Federal. Após o registro e habilitação no SISCOMEX, é necessário também que se realize o cadastro no RADAR, que auxiliará nas informações sobre as operações efetuadas pelos exportadores ou importadores. 16.3 Licenciamento 16.4 Caracterização do produto Licença de Importação é o documento processado no SISCOMEX cuja fun- ção é a autorização para aquela operação. Sua validade é de 60 dias conta- dos a partir da data de deferimento. desejado é realmente o que será negociado. Você também deverá observar os impostos incidentes, quais tratamentos administrativos são adequados e se o produto possui benefícios de redução de alíquotas através dos acordos internacionais. É um documento também gerado no SISCOMEX que consolida as informa- ções negociadas como: cambiais, tributárias, fiscais e comerciais. Sua emis- são indica o início do despacho aduaneiro de importação, e geralmente é providenciado após a chegada da mercadoria no país. É um documento destinado a importações de produtos com um valor má- ximo de US$ 3.000,00 (três mil dólares), ou o equivalente em outra moeda, cujasmercadorias estão sujeitas a controles governamentais. Nessa etapa, iniciam-se as negociações, pois haverá um primeiro contato com o exportador. Esse primeiro contato será feito por meio de fax, e-mail, por telefone ou até pessoalmente em feiras e viagens internacionais. A empresa deverá solicitar uma cotação dos produtos interessados e verificar todos os aspectos de venda do possível fornecedor. Logo após a negociação do preço, o importador deverá solicitar ao exportador um documento (Fa- turas Pró-Forma, Cartas, Telex, Fax, Telegramas, Ordem de Compra ou até mesmo o contrato) que confirme o preço da operação. Lembrando que é neste momento que deverão estar acordados o Incoterm que regerá a transição da mercadoria e o meio de pagamento escolhido. 16.5 Negociação 16.6 Documentação necessária emitida pelo importador 16.6.1 Licença de Importação – LI 16.6.3 Declaração de Importação – DI 16.6.2 Licença Simplificada de Importação – LSI Como já foi solicitada a LI, fica mais fácil a emissão da DI, pois os dados pro- cessados serão os mesmos, após ser informado o número da LI. É um documento emitido pela transportadora no qual consta o recebimento da carga, as condições de transporte e a obrigação de entrega das mercadorias no destino estabelecido. Conhecido também como romaneio, é o documento no qual estão listadas as características de embalagem e os volumes que irão compor o embarque (número, peso, marca etc). É o documento que comprova a origem da mercadoria, de qual país esta mercadoria está vindo. É um documento emitido pelo SISCOMEX após a efetuação do pagamento da DI, comprovando assim que a mercadoria foi liberada. É um documento preliminar que contém todas as características básicas da negociação. É o documento oficial de compra e venda emitido pelo vendedor para o comprador que contém todas as características da transação realizada. É também um documento no SISCOMEX que irá consolidar as informações de importação dos produtos com o valor máximo de até US$ 3.000,00 (três mil dólares) ou o equivalente em outra moeda. Os dados para o preenchimento do formulário da DSI no SISCOMEX são importados automaticamente do formulário que você preencheu para a LSI. 16.7.4 Packing list 16.7.3 Fatura comercial 16.7.1 Fatura pró-forma 16.7.5 Certificado de origem 16.7.2 Conhecimento de embarque 16.6.5 Comprovante de Importação – CI 16.6.4 Declaração Simplificada de Importação – DSI 16.7 Documentação necessária emitida pelo exportador 16.8.1 Modalidades de pagamento Uma das maiores preocupações certamente é a forma de pagamento, pois é a certeza da empresa exportadora de que receberá pelo produto enviado. Essencialmente, existem quatro formas tradicionais de pagamentos, são elas: pagamento antecipado, remessa sem saque, cobrança documentária e cartas de crédito. 16.7.6 Certificado fitossanitário (quando exigido) É um documento exigido pelo Ministério da Agricultura a alguns produtos de origem vegetal. O pagamento antecipado é uma forma de pagamento em que o importador paga a mercadoria antes do exportador enviá-la. É uma forma de pagamento em que o exportador transfere o risco para o importador. Acontece em Existem algumas formas de pagamento específicas para contratos interna- cionais. Após escolhida a modalidade de pagamento, o importador deverá se digirir a uma casa de câmbio para contratar esse serviço, caso não haja no seu banco de representação. Geralmente algumas empresas contratam um despachante para realizar essa tarefa. 16.8 Formas de pagamento 16.8.1.1 Pagamento antecipado Figura 1.29 – Pagamento Antecipado Fonte: MDIC. quatro etapas, são elas: 1 – Pagamento: O importador compra a mercadoria e efetua o paga- mento por intermédio de um banco. 2– Embarque: O exportador providencia o despacho e embarque da mercadoria para o importador. 3– Documentos: O exportador remete o envio da documentação para o importador. 4– Desembarque: O importador solicita o desembaraço da mercado- ria, pois está de posse dos documentos (MDIC). A Remessa sem Saque é uma forma de pagamento em que o exportador solicita o embarque e despacho da mercadoria, após os primeiros contatos, remetendo assim as documentações necessárias ao importador. O importa- dor, por sua vez, após receber os documentos, solicita a liberação da mer- cadoria e o pagamento através do banco que está representando, para que este banco envie o pagamento ao banco do exportador para a finalização 16.8.1.2 Remessa sem saque Figura 1.30 – Remessa sem Saque Fonte: MDIC. das negociações. Segundo o Aprendendo a Exportar (Aprendendo a exportar. Disponível em: Acesso em 20 de setembro de 2013), esse procedimento acontece em 6 etapas, são elas: 1 – Embarque: Após os contatos preliminares, o importador compra a mercadoria do exportador, este providencia o despacho e embarque; 2 – Documentos: O exportador remete a documentação diretamente para o importador; 3 – Desembarque: De posse dos documentos, o importador solicita o desembaraço da mercadoria; 4 – Pagamento: O importador, por meio de um banco localizado no seu país, providencia o pagamento; 5 – Ordem de Pagamento: O banco do importador remete uma ordem de pagamento ao banco do exportador; 6 – Pagamento: Finalmente, o banco do exportador efetua o paga- mento. 16.8.1.3 Cobrança documentária Figura 1.31 – Cobrança Documentária Fonte: MDIC. A cobrança documentária é uma forma de pagamento em que o exportador solicita que o seu banco não libere os documentos até que o importador realize o pagamento ou a assinatura de um documento financeiro, no qual se compromete a realizar o pagamento ao exportador dentro de um prazo determinado. Segundo o Aprendendo a Exportar (Aprendendo a exportar. Disponível em: Acesso em 20 de setembro de 2013), este procedimento se dá em 7 etapas, são elas: 1- Embarque: Após os contatos preliminares, o exportador efetua a venda da mercadoria e providencia o despacho e o embarque; 2- Documentos: Assim que a mercadoria é embarcada, o exportador dirige-se a um banco em seu país, com os documentos da exportação e um saque contra o importador, e contrata os serviços desse banco; 3- Documentos em Cobrança: O banco do exportador envia os do- cumentos e o saque a um correspondente seu no país do importador (banco cobrador); 4- Documentos: O banco cobrador entrega os documentos ao impor- tador, que paga à vista ou aceita o saque para o pagamento futuro; 5- Ordem de Pagamento: Assim que importador efetua o pagamento ou aceita a cambial, o banco cobrador expede a ordem de pagamento ao banco do exportador; 6- Pagamento: O banco do exportador efetua o pagamento a ele; 7- Desembarque: Finalmente, de posse dos documentos, o importador solicita o desembaraço da mercadoria. 16.8.1.4 Carta de crédito É o meio de pagamento no qual o banco do importador promete pagar ao exportador se o importador não o fizer. A integridade creditícia do banco substitui a do importador. Segundo o Aprendendo a Exportar (Aprendendo a exportar. Disponível em: Acesso em 20 de setembro de 2013), sua realização ocorre em 8 etapas, são elas: 1- Abre o crédito: Após os contatos preliminares, o importador solicita a um banco de seu país a abertura de um crédito em favor do expor- tador; 2- Emite Carta de Crédito: O banco do importador emite a carta de crédito e comunica ao banco do país do exportador a existência desse crédito; 3- Comunica o Crédito: O banco do exportador comunica a ele a che- gada da carta de crédito e suas condições; 4- Embarque: O exportador providencia o embarque da mercadoria; 5- Documentos e Pagamento: O exportador entrega os documentos Figura 1.32 – Carta de Crédito Fonte: MDIC. Despacho Aduaneiro é um procedimento fiscal que tem o objetivo de liberar ou desemba- raçar a mercadoriautilizando como instrumentos de facilitação a importação e a exportação entre diferen- tes países, através de produtores e consumidores incluindo toda a logística envolvida no seu processo. Na época colonial, o Brasil exportou produtos primários para a sua metrópo- le, como algodão, cacau, café entre outros. Esses produtos correspondiam a mais de 90% das exportações do país. Atualmente, o Brasil já está equilibrando mais o seu mercado. Cerca de 60% dos produtos são exportados, semimanufaturados ou industrializados, e 40% dos produtos são importados. Esses produtos importados são matérias- - primas em sua maioria. Para que tenhamos contato com essas informações, é interessante observarmos os relatórios que são publicados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior em seu endereço eletrô- nico. Para que esse comércio ocorra da maneira correta e seja aceito pelas partes envolvidas é necessária toda uma organização interna de auxílio em todo o processo de importação e exportação. PIB ou Produto Interno Bruto Para saber mais sobre o PIB, consulte o site http://noticias. r7.com/economia/noticias/ saiba-o-que-e-pib-e-o-que-ele- significa-na-sua-vida-20091210. html Para relembrar sobre os conceitos básicos de logística, assista ao vídeo no link a seguir http://www.youtube.com/wat ch?v=SKwASbUatEs&feature= related Para saber mais sobre a Balança Comercial do Brasil, consulte o site é a soma das riquezas (bens e serviços produzidos) geradas pelos vários setores do país. http://www. desenvolvimento.gov. br/sitio/interna/interna. php?area=5&menu=567 1.2.1 Estrutura do comércio exterior brasileiro Como observamos na figura, no comércio exterior brasileiro não existe um único órgão responsável pela sua administração e sim um conjunto de ór- gãos intervenientes, distribuídos em órgãos gestores e anuentes, que fazem com que esse setor funcione. Os órgãos gestores são aqueles com maior competência de planejamento e controle dos processos comerciais e os anuentes são aqueles que auxiliam o controle comercial, cada um dentro da sua competência e natureza, com a finalidade de liberar as licenças de importação e exportação. Esses órgãos são ainda classificados em: • Formuladores de políticas e diretrizes (Câmara de Comércio Exterior – CAMEX e Conselho Monetário Nacional – CMN); • Operacionais ou gestores (Departamento de Operações de Comércio Exterior da Secretaria de Comércio Exterior - SECEX/DECEX; Secretaria da Receita Federal - SRF e Banco Central do Brasil - BACEN); • Defensores dos interesses brasileiros no exterior (Ministério das Re- Figura 1.4 – Estrutura de Comex Fonte: A Estudante de Comex, 2011 Este é o ministério responsável pelas decisões e execução das diretrizes polí- ticas de comércio, deste modo, descreve e define o papel de cada um dentro da estrutura de Comércio Exterior e exerce sua função através do órgão gestor SECEX – Secretaria de Comércio Exterior. lações Exteriores - MRE; Departamento de Defesa Comercial da Secreta- ria de Comércio Exterior – SECEX/DECOM; Departamento de Negocia- ções Internacionais da Secretaria de Comércio Exterior – SECEX/DEINT; Secretaria de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda - SAIN/ MF) e por fim, • Os apoiadores (Banco do Brasil - BB; Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES; Agência de Promoção de Exportações – APEX Brasil; Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT; etc). Vejamos no Box Mídias Integradas algumas importantes definições acerca desses e dos outros órgãos que participam desse processo, mas que não estão inseridos na figura. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exte- rior – MDIC, a Camex é o “órgão mais importante, e atuante, no comércio exterior brasileiro; é ligado diretamente à Presidência da República”. Os membros participantes da Camex são: MDIC, Casa Civil, Relações Exterio- res, Fazenda, Agricultura, Planejamento e Desenvolvimento Agrário. E como finalidades de atuação, podemos destacar “definir diretrizes e proce- dimentos relativos à implementação da política de comércio exterior visando à inserção competitiva do Brasil na economia internacional; estabelecer as diretrizes para as negociações de acordos e convênios relativos ao comércio exterior, de natureza bilateral, regional ou multilateral; orientar a política aduaneira, observada a competência específica do Ministério da Fazenda; formular diretrizes básicas da política tarifária na importação e exportação; fixar as alíquotas do imposto de exportação; fixar as alíquotas do imposto de importação; fixar direitos antidumping e compensatórios, provisórios ou definitivos, e salvaguardas” (MDIC). 1.2.1.1 Câmara de Comércio Exterior – CAMEX 1.2.1.2 Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC Para saber mais acerca da Estrutura do Comércio Exterior Brasileiro, consulte o site www.desenvolvimento.gov.br/ arquivos/dwnl_1251143349. pdf http:// Vamos ver o que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC diz sobre a SECEX Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Ex- terior – MDIC (MDIC acessado em 17/09/2013), a “SECEX tem como principal função assessorar o MDIC na condução das políticas de comércio exterior. É o órgão estratégico do Ministério e é responsável pela gestão do controle comercial. A SECEX normatiza, supervisiona, orienta, planeja, controla e avalia as atividades de comércio exterior de acordo com as diretrizes da Camex e do MDIC”. “Pode-se dizer, assim, que a SECEX é o carro-chefe do MDIC na gestão do comércio exterior brasileiro. A SECEX está estruturada em quatro departamentos: DECEX, DEINT, DECOM e DEPLA”. “DECEX (Departamento de Comércio Exterior) – É a parte ope- racional da SECEX. É encarregado por elaborar e implementar os dis- positivos regulamentares, no aspecto comercial, do comércio exterior brasileiro. Envolve o licenciamento de mercadorias importação e ex- portação, além da gestão do Sistema Brasileiro de Comércio Exterior (SISCOMEX); DEINT (Departamento de Negociações Internacionais) – Coorde- na os trabalhos de negociações internacionais brasileiras dos quais o Brasil participa; DECOM (Departamento de Defesa Comercial) – Coordena as ativi- dades de combate ao comércio desleal às empresas e produtos brasi- leiros. O DECOM acompanha e supervisiona os processos instaurados no exterior contra empresas brasileiras, dando-lhes assistência e asses- soria cabíveis. Como função de atuação, podemos destacar, no comércio exterior, os se- guintes assuntos, dentre outros: “política de desenvolvimento da indústria, do comércio e dos serviços; políticas de comércio exterior; regulamentação e execução dos programas e atividades relativas ao comércio exterior; apli- cação dos mecanismos de defesa comercial e participação em negociações internacionais relativas ao comércio exterior” (MDIC). 1.2.1.3 Secretaria de Comércio Exterior – SECEX DEPLA (Departamento de Planejamento e Desenvolvimento do Comércio Exterior) – Coordena as políticas e programas aplicáveis ao comércio exterior. É um departamento que coleta, analisa e sistematiza os dados e informações estatísticas, de onde partem as propostas ob- jetivando o desenvolvimento do comércio externo brasileiro”(MDIC). Conforme o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Ex- terior – MDIC (MDIC acessado em 17/09/2013), o MF é o “respon- sável pela política monetária e fiscal, zela pela defesa e pelos interesses fa- zendários, de fiscalização e controle de entrada e saída de mercadoria do comércio exterior”. “No Comércio exterior, sua intervenção é feita através do principal órgão atuante e operacional, a Receita Federal do Brasil. Este órgão, que muitas vezes possui status de Ministério, atua na fiscalização aduaneira de merca- dorias, produtos e bens que ingressam noao importa- dor. Parametrização é o pro- cesso de decisão e definição dos parâmetros necessários para uma verificação completa ou relevante de um objeto ou mercadoria. exigidos pelo crédito ao banco de seu país e este recebe os documen- tos, examina-os e, se estiverem em ordem, efetua o pagamento ao exportador; 6- Documentos: O banco do exportador remete os documentos ao banco do importador; 7- Documentos e Reembolso: O banco do importador entrega os do- cumentos a ele e cobra deste o reembolso do pagamento efetuado; 8- Desembarque: O importador, de posse dos documentos, paga os direitos aduaneiros e retira a mercadoria (MDIC). Após a conferência da documentação, há o processo de liberação da mer- cadoria com base na LI e nos demais documentos exigidos, o importador ou o despachante começam a elaboração da DI, mediante o pagamento no sistema do SISCOMEX. Com a efetivação do pagamento da DI, inicia-se o despacho aduaneiro de importação. Como foi iniciada a elaboração da DI e foi efetuado o pagamento da mesma, o SISCOMEX definirá por parametrização qual será o canal de conferência aduaneira da mercadoria. Existem quatro possíveis canais, são eles: verde (desembaraçada automati- camente sem qualquer verificação), amarelo (conferência dos documentos de instrução da DI e das informações constantes na declaração), vermelho (há, além da conferência documental, a conferência física da mercadoria) e cinza (é realizado o exame documental, a verificação física da mercadoria e a aplicação de procedimento especial de controle aduaneiro, para verificação de elementos indiciários de fraude, inclusive no que se refere ao preço de- clarado da mercadoria) (Receita Federal). Após a liberação e análise da DI, o SISCOMEX emite o CI (Comprovante de Importação) que comprovará a liberação alfandegária. 16.9 Liberação da mercadoria Para saber mais sobre o preço de importação, consulte o site http://www4.receita.fazenda. gov.br/simulador/BuscaNCM.jsp Resumo Na quinta aula, aprendemos o passo a passo essencial de uma importação. Observamos passos importantíssimos, como as documentações e formas de pagamentos envolvidos no processo. 16.11 Finalização Após serem feitos todos os pagamentos e a mercadoria estiver em sua posse, organizar os documentos que fizeram parte do processo e guardar por um prazo de cinco anos. 16.10 Pagamento de despesas Após a liberação da mercadoria pela alfândega, efetuar o pagamento das despesas portuárias ou aéreas para retirar a mercadoria (se estas não estive- rem inclusas no Incoterm) e emitir a nota fiscal de entrada. Atividades de Aprendizagem 1. O que é importação? 5.12 Cálculo do preço de importação Os custos da importação compreendem o transporte e o seguro (quando não inclusos no Incoterm escolhido), taxa de documentações, despesas ban- cárias e o preço do produto final com as devidas alíquotas de impostos acres- cidas nele. 2. Qual é a importância da importação para a empresa e para o país? Lembrando também que geralmente quem realiza esse processo dentro de uma empresa é um departamento específico ou até mesmo um despachante. 5. Quais são as formas de pagamento? 3. Quais são as etapas de uma importação? 6. O que é e quais são os canais de parametrização? 4. Quais são os documentos envolvidos na importação? Aula 17 – Determinação de custos na importação Analisando o panorama das importações no Brasil, nota-se um excesso no tempo de liberação e altos impostos e taxas em relação ao valor da merca- doria negociada no exterior, que são aplicados de forma a gerar um fator de 100 a 120% sobre o valor da mercadoria no exterior. Apesar do índice de custos de importação, ainda é lucrativo para as empresas encerrarem seu processo produtivo no mercado interno e passar a estabelecer um contrato de manufatura com origem da China, por exemplo, ainda com uma margem de lucros significativa. Desde a decisão de compra no exterior até o pós-venda em território nacio- nal, existem inúmeros pontos de análise de desempenho e custos logísticos. Os cálculos de internacionalização são considerados como um dos pontos mais importantes nos indicadores de gestão de produtos importados. O objetivo desta aula é identificar os custos que compõem o processo de importação e analisar seu impacto e sua compo- sição, no tocante à tomada de decisão para a composição de custos em relação ao mercado competitivo. A partir das consi- derações desses custos será possível identificar a possibilidade de importar determinados produtos; ou, por uma combinação de custos, será possível decidir continuar ou não importando determinado produto. A função da determinação mais próxima dos custos de uma importação é fundamental para a decisão de começar ou continuar a realizar processos de importação. Sobretudo, por conta da dinâmica muito grande em relação ao comércio internacional. Vamos saber mais? 17.1 Incidência de impostos na importação E como esses custos podem ser classificados? A partir dos custos são efetuadas todas as decisões logísticas - o planejamen- to somente pode ter êxito se estiver aliado a esses fatores. Para a base de cálculo, é estabelecido o valor CIF da mercadoria. Os custos incidentes nos processos de importação, conforme Keedi (2010, p. 82), podem ser classificados em gerais e circunstanciais, con- forme quadro 17.1: C: Custo da mercadoria no exterior I: Seguro internacional F: Frete internacional Após a identificação, através do conhecimento de carga e a Fatura Invoice, o despachante aduaneiro, profissional responsável por efetuar a liberação da mercadoria, recolhe os impostos e as taxas, tais como Imposto de Im- portação, IPI, Taxa de Siscomex, ICMS, armazenagem, desconsolidação, desunitização, handling, entre outras. Os custos de importação representam um dos principais fatores para o de- sempenho das empresas brasileiras. É preciso estar atento ao fato de o ci- clo de importação estar mais rápido, pois este constitui um diferencial de competitividade, quando adequados aos processos de custos Portanto, é decisivo para as empresas brasileiras encontrar um espaço no mercado in- ternacional através do gerenciamento de custos para que tenham eficácia no que se refere à importância de um planejamento para um crescimento e longo prazo e solidificação da empresa. Quadro 17.1: Custos logísticos de importação. Gerais Circunstanciais Fonte: Adaptado de Keedi (2010). São outros custos que poderão estar envolvidos para que essa operação geral descrita aconteça. Deve-se considerar o de armazenagem ou permanência da mercadoria no ponto de origem, à espera do embarque, e no ponto de destino, à espera do desembarque. Carregamento e estiva da mercadoria na sua origem, num veículo para transporte interno, e o transporte até o embarque inter- nacional. Também existem os fretes internacional e nacional do produto. 17.2 Custos na importação Desconsolidação: quando a carga chega de outros países, vem acompanhada de um conhecimento com uma listagem dos produtos de forma geral. Chegando ao Brasil, cada importador recebe um conhecimento específico, ou seja, a carga é desconsolidada. Desunitização: quando a mercadoria chega em contêineres, o fiscal pode pedir sua vistoria. Nesse caso, a carga deve ser retirada do contêiner, ou seja, desunitizada. Unitizar quer dizer colocar a mercadoria dentro do contêiner. Handling: a palavra hand, em inglês, quer dizer mão. Handling é o manuseio da carga. Nessa aula, você pôde observar os diferentes custos incidentes sobre os pro- dutos importados no Brasil, seu impacto e sua nomenclatura. Atividades de aprendizagem • Como podemos melhorar a condição de importação no Brasil sem afetar as empresas nacionais? É preciso considerar que há diferenças na forma de gerenciar os custos no contexto internacional, quando se fala de grandes empresas em re- lação às menores. Resumo Para saber mais sobre a planilha de custos para os processos de importação, você pode acessar o sitehttp://www.siscomex.com.br/ topic/21891-planilha-de-custo-importacao/?hl=%2Bplanilha+ %2Bcustos#entry27067 que apresenta um sistema de controle de dados para utilização padronizada do sistema de comércio exterior. Para obter informações mais específicas sobre o assunto, segue a sugestão de leitura do livro Impostos de Importação e Exportação e outros Gravames Aduaneiros, de Paulo Werneck, da editora Freitas Bastos. Nesse livro você poderá conhecer mais profundamente todas as variações de custos incidentes sobre as importações, bem como os trâmites e seus impactos nesta modalidade de negociação internacional. Aula 18 – Exportação: procedimentos e particularidades O objetivo desta aula é estabelecer os procedimentos para a realização de uma exportação, observando todos os passos e a burocracia existente, desde a produção até os cuidados e as procedimentos específicos. A partir dos conceitos estabelecidos nesta aula, você terá a oportunidade de identificar a cadeia de procedimentos para a efetivação de uma exportação, observando os cuidados necessários para atingir esse objetivo, sobretudo em longo prazo. Vamos saber mais? Identificar os procedimentos para exportação é estabelecer um plano de ação para que a mercadoria (ou o serviço)_ esteja de acordo com o plano de exportação, em sintonia com as exigências impostas pelo importador e pelas relações legais. O sucesso do processo de exportação depende da sintonia entre todas as etapas. Vamos conhecer esses procedimentos a seguir. O Brasil tem uma tradição na modalidade de exportação de produtos primá- rios ou matérias-primas porque tem defasagem em relação às tecnologias de ponta, além de ter território e clima propícios para a produção desses bens. Para tanto, a logística interna é voltada para os mecanismos de exportação, através de suas estradas, portos, armazenagens de entrepostos e vias de distribuição.O governo brasileiro não cobra alguns impostos ou taxas para beneficiar o exportador. Por outro lado, as estradas são responsáveis por uma parcela grande do escoamento da produção, o que encarece o produto no exterior. Chamamos isso de “o custo Brasil” que, somados à infraestrutura precária dos portos, falta de manutenção de caminhões, máquinas defa- sadas e falta de silos de armazenagem, compõem um panorama deficiente para a plena capacidade técnica de nossa exportação. 8.1 Procedimentos específicos da exportação Escoamento da produção é o caminho percorrido pelos produtos destinados à exportação, desde a colheita ou produção na fábrica, até o seu embarque para o exterior. 18.2 Passo a passo na exportação Quais são os passos que o exportador deverá seguir após acordar com o comprador sua base de preços e condições de pagamento? Veja a seguir: Adquirente da mercadoria Trâmites aduanas Frete Exportador • Elaboração da Fatura Invoice e Packing List; • Contratação de um agente afretador; • • Envio da carga para o entreposto aduaneiro; Elaboração do despacho de exportação; • Pagamento das taxas de exportação; • Operação portuária; • Embarque da mercadoria; • • Transito para o exterior; Aduana no exterior; • Liberação da mercadoria/entrega para o cliente. Essa lista, apesar de resumida, compõe a base dos trâmites de exportação. De- ve-se tomar cuidado para que não seja perdido o embarque. Além dos portos, as cargas podem ser exportadas através dos aeroportos, portos secos ou esta- ções aduaneiras do interior (Eadis), que são terminais aduaneiros destinados a desafogar os portos e aeroportos. Com a publicação do novo Regulamento Aduaneiro (Dec. 6759/09) os EADIs passaram a ser denominados de Portos Secos. O procedimento para esses casos é idêntico, com exceção para cargas perigosas ou vivas, ou ainda em casos de urgência, onde terão prioridades. A logística internacional para exportação se caracteriza na satisfação de ne- cessidades em concordância com o mercado de commodities. São merca- dos regulados por uma cotação internacional através de bolsa de mercado- rias, no caso do Brasil, de mercadorias primárias. Veja na figura 8.1 o fluxo da logística internacional sob o foco da necessi- dade internacional exercendo pressão sobre o exportador de mercadorias, compreendendo os trâmites durante o processo, o afretamento e o ex- portador, com a responsabilidade de entrega nos prazos e nas condições internacionais: Figura 8.1 Fluxo de importações sob o foco do adquirente. Fonte: Elaborado pelo autor (2012). Commodities são produtos com valores atribuídos ao mercado e regulados por bolsa específica, padronizando seu valor internacionalmente. Resumo Nessa aula foram descritas as atividades que compreendem o processo de exportação, as dificuldades encontradas no Brasil e a pressão do mercado externo sobre as exportações, em relação às suas necessidades. Atividades de aprendizagem • Como poderemos melhorar o nosso desempenho de exportação, consi- derando a infraestrutura brasileira e a nossa tecnologia atual. Para ter mais informações e aprofundar seus conhecimentos sobre o tema exportação, sugere- se a leitura do livro Exportação: aspectos práticos e operacionais, do autor José Augusto de Castro, da editora Aduaneiras, 2005. No capítulo 6 desse livro , você pode entender mais profundamente a composição da estrutura e logística do processo de exportação, passo a passo. Para saber mais sobre a estrutura da exportação, seu papel, sua importância e seus impactos na economia, bem como a relação da logística e o mercado externo, você pode acessar a página http://www2.apexbrasil.com.br/ busca?q=Exporta%C3%A7%C3%A3o para consultar o projeto de mercados globais, atendendo à economia e cultura dos países. É bem importante para o aprofundamento de seu aprendizado. Aula 19. Operações de comércio exterior: exportação Objetivos: • entender a importância e o conceito de exportação; • diferenciar as etapas da exportação; e • relacionar os documentos utilizados na exportação. Prezado(a) Aluno(a), Neste sexto momento, iremos conhecer e identificar o passo a passo de uma exportação. Então, vamos lá? Como vimos na aula cinco sobre os procedimentos de importação, os de exportação serão mais fáceis compreender, já que são exatamente o inverso. Exportação é o processo de saída da mercadoria de um determinado país, podendo ser com cobertura cambial (aquela que terá pagamentos) ou sem cobertura cambial (não haverá pagamento). Figura 1.33 – Exportação Fonte: MANNES. No processo da exportação, há um incentivo maior por parte do governo. Podemos observar que existem ferramentas de apoio digitais, estudadas na anteriormenete, voltadas apenas ao exportador, por exemplo: Vitrine do Exportador, Fala Exportador, Exporta Fácil e Projeto Primeira Exportação. A exportação é também um processo que permite uma maior competitividade à empresa, pois seus produtos deverão estar com ótimas qualidades para competir no mercado externo, aprimoramento tecnológico, para melhorar a produção, aumento na produtividade e desenvolvimento socioeconômico do país. Algumas vantagens da exportação, segundo o Portal Paraense de Comércio Exterior e Investimentos - PARACOMEX (PARACOMEX. Disponível em: Acesso em 20 de setembro de 2013), são: • Diversificação de mercados; • Aumento da produtividade; • Melhora da qualidade do produto; • Diminuição da carga tributária; • Melhoria da empresa; • Melhoria da imagem da empresa; • Diminui a dependência do mercado interno; • Aumento da capacidade inovadora. As exportações podem ser realizadas tanto por microempresas quanto por empresas de grande porte. Mas ambas deverão atentar às documentações e processos decisórios na negociação. Observamos assim que cada empresa obedece a um roteiro básico para ex- portar e que mais lhe é satisfatório nas suas negociações. Aqui apresentare- mos um passo a passo básico com as informações essenciais. Para saber mais sobre o REI, consulte o site ?area=5&menu=257 Para saber mais sobre o Programa do SISCOMEX, consulte o site http:// www.desenvolvimento. gov.br/sitio/interna/interna.php http://www. receita.fazenda.gov.br/aduana/ siscomex/siscomex.htm 19.4 Negociação Após a confirmação do pedido, o exportador deverá formalizar a negociação enviando a fatura pró-forma, que é um documento que contém todas as particularidades e condições para a venda do produto. 19.2 Licenciamento O licenciamento é realizado pela Secretaria de Comércio Exterior- - SECEX, pela Secretaria da Receita Federal – SRF e pelo Banco Central do Brasil – BACEN, em suas respectivas competências por intervenção do Sistema de Comércio Exterior – SISCOMEX, que é um software que promove essas ati- vidades básicas. 19.1 Pesquisa de mercado É uma pesquisa para identificar os mercados em potencial para exportação. Através dessa pesquisa, escolher o país e começar um estudo acerca do produto nesse país, analisando e verificando a viabilidade da entrada do produto nesse lugar. 19.3 Contato com o importador Nesse primeiro contato com o importador, é importante que sejam acordadas informações sobre o produto, podendo utilizar-se de catálogos, lista de preços, amostras etc. Segundo o site Nova América, Despachos aéreos, marítimos e terrestres, (Nova América http://www.novaamericademater.com.br/docs/Roteiro_Basi- co_Exportacao.pdf> Acesso em 20 de setembro de 2013), na Fatura Pró- - Forma deverão constar os seguintes dados: • Denominação Fatura Pró-Forma; • Caracterização adequada do possível comprador ou destinatário; A primeira etapa a se realizar é o Registro de Exportadores e Importadores - REI da SECEX no SISCOMEX; para se obter o SISCOMEX, é necessário dirigir- - se à Receita Federal. Após o registro e habilitação no SISCOMEX é necessário também que se realize o cadastro no RADAR, que auxiliará nas informações sobre as operações efetuadas pelos exportadores ou importadores. Lembramos que, na aula 5, nós já aprendemos quais são os documentos que tanto o exportador e o importador deverão preparar. Após o envio da fatura pró-forma, o exportador deve atentar em preparar os documentos necessários. Existem dois grupos de documentos que nesse pri- meiro momento são importantes, o primeiro é o grupo de documentos que são utilizados na circulação da mercadoria no país de origem e o segundo • Descrição do produto (esta deve ser a mais precisa possível); • Modalidade da venda - Incoterms revisão 2000 e define os deveres e direitos do vendedor e do comprador; • Condições de pagamento (pagamento antecipado, cobrança e carta de crédito); • Embalagem de apresentação e de transporte; • Transporte internacional; • Seguro internacional; • Preço do produto (este deverá abranger todos os itens que compõem a operação: em termos de prazo, quantidade, forma de pagamento, tipo de embalagem etc.); • Prazo de entrega, levando-se em conta, a partir da data do pedido, o prazo necessário para a elaboração do produto mais o tempo necessário para o envio da mercadoria transporte internacional – tempo da viagem (transit time); • Validade da cotação (esta indicará até que data as condições oferecidas não sofrerão alterações para o comprador no exterior); • Documentos (normalmente, são indicados aqueles que o exportador re- mete, informando ao importador quais os documentos que se pretende remeter para que, no caso de precisar de outros para atender exigências da legislação de seu país, estes possam vir a ser solicitados). 19.5 Documentos necessários Após o embarque ser realizado, há o desembaraço na alfândega, o importa- dor deverá se preparar para o processo de liberação que passará pela para- metrização e será liberada. Assim, quando toda a negociação estiver pronta, o exportador deve avisar a data de chegada da mercadoria ao importador para que este se organize. É importante que o exportador tenha negociado com uma instituição finan- ceira para receber seu pagamento, assim o recebimento é realizado em moe- da estrangeira e a conversão é efetivada pela instituição, essa operação será formalizada por um contrato de câmbio. grupo é o das informações importantes no embarque ao exterior. Os documentos pertencentes ao primeiro grupo são: Romaneio de embarque (que é uma lista com as características das mercadorias do embarque); Nota fiscal (é um documento com a finalidade fiscal de registrar a transferência de uma mercadoria oferecida por uma determinada empresa) e Certificados adicionais (quando for necessário). Já os do segundo grupo são: Romaneio de embarque (é um documento com todas as características da mercadoria que está sendo embarcada); Nota fis- cal ( é um documento fiscal cujo objetivo é registrar a transferência de uma mercadoria de uma determinada empresa); Registro de Exportação (é um documento emitido pelo SISCOMEX no qual consta um conjunto de infor- mações comerciais, cambiais e fiscal sobre uma determinada mercadoria ca- racterizando a operação de exportação e definindo o seu enquadramento); Certificados (quando for necessário) e Conhecimento de Embarque (é um documento emitido após o embarque da mercadoria atestando assim o rece- bimento de carga da empresa de transporte, e acertando a sua obrigação na entrega dos produtos no destino determinado e ao destinatário responsável pelo recebimento). 19.7 Embarque 19.6 Contratação do câmbio 19.8 Liberação e despacho aduaneiro Para saber mais sobre o preço de exportação, consulte o site http://www. aprendendoaexportar.gov.br/ inicial/simulaprecos.htm Resumo Na sexta aula, aprendemos o processo básico de exportação, vimos que o exportador é uma peça fundamental, planejando e liberando documentos, programando embarques e escolhendo seu possível comprador. 19.10 Pós venda Mesmo já tendo realizado todo o processo e não fazer mais parte da sua responsabilidade da negociação, é importante que se mantenha um Pós- Venda, ou seja, um contato após a entrega e pagamento dos produtos, para que se possa conquistar e fazer desse importador um cliente fixo. 19.9 Recebimento do pagamento Vai depender da modalidade de pagamento escolhida pelo importador a se realizar, lembrando que as formas utilizadas de pagamento são: pagamento antecipado, remessa sem saque, cobrança documentária e cartas de crédito. 19.11 Cálculo do preço de exportação Os custos da exportação compreendem os impostos internos calculados no preço de mercado interno, totalizando assim o preço de venda externa. Esse pós-venda pode ser realizado por meio de envio de emails ou até via telefone. Lembrando que a operação de exportação também é realizada de forma in- dependente por cada empresa, assim os detalhamentos acima são só os bá- sicos para a realização do processo. Para saber mais sobre o fluxograma de exportação, consulte o site http://www.aprendendoaexportar.gov.br/inicial/ index.htm. Na aba fluxograma de exportação, você terá um detalhamento melhor desse processo. Da mesma forma que na importação, existem departamentos, empresas e despachantes específicos para a realização dessa operação. Atividades de Aprendizagem 1. O que é exportação? 3. Quais são as etapas de uma exportação? 4. Quais são os documentos envolvidos na exportação? 2. Qual é a importância da exportação para a empresa e o país? Aula 20– Determinação de custos na exportação A internacionalização é interessante para os países? Sim. As organizações precisam buscar constantes modernizações, conquis- tar novos mercados e preservar sua posição no âmbito nacional. Em contra- partida, o governo apoia e incentiva as exportações brasileiras, contribuindo para uma participação de destaque na balança comercial e alavancando o número de empregos e renda nacional. O objetivo desta aula é determinar os componentes geradores dos custos para o processo de exportação, com o intuito de oferecer informações importantes para a decisão de exportar. A partir dos conceitos estabelecidos nessa aula, você terá a opor- tunidade de identificar os procedimentos de custos e incidência de impostos para esta modalidade de comércio exterior. Identificar e compor os custos para a exportação é estabelecer uma planilha confiávelpara diminuir possíveis falhas no processo, evitando-se prejuízos a curto e médio prazos. Vamos saber mais? Os países têm como objetivo comum melhorar constantemente suas exporta- ções, pois a geração de empregos e divisas para o país é importante, sobretudo para a sua economia. Porém, para que possamos exportar com qualidade, os produtos devem possuir, primeiramente, um valor agregado maior, para que tenhamos menor custo na cadeia produtiva. O Brasil tem como excelência pro- dutos primários, ou seja, nossa base de exportação é composta de produtos como soja, milho, petróleo, carne, frutas entre outros. Para que pudéssemos ter um rendimento maior em nossas exportações, deveríamos fazer investimentos em tecnologia, para que os produtos tenham mais valor. Mas, os países mais avançados tecnologicamente saem na frente e possuem os produtos de ponta. 20.1 Procedimentos de custos para a exportação Valor agregado é o investimento em tecnologia, tornando o produto com maior valor. Um contêiner de soja, por exemplo, terá um valor muito menor que um contêiner de CDs gravados com algum programa, pois, apesar do valor do CD ser pequeno, a tecnologia gravada aumentará seu valor. • Como poderíamos melhorar nossas exportações, baseado nas informa- ções passadas na aula de hoje? Nessa aula, pudemos ver como a exportação é importante para os países, além de verificarmos a necessidade de investimentos em tecnologia e infra- estrutura para que os produtos tenham maior valor, bem como uma melhor canalização de sua exportação. Também foi possível observar os custos inci- dentes sobre uma exportação. Atividades de aprendizagem Para os produtos exportados não há incidência de impostos de exportação, salvo exceções, pois existe boa vontade dos órgãos fiscalizadores para que a mercadoria seja embarcada no prazo. Os Estados brasileiros também não in- cidem o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Porém, ainda incidirá o custo dos impostos sobre a produção, que é alta em nosso país, além do custo do frete até o porto, taxas de manuseio de carga, em- barque e conhecimento, que estão em desacordo com o valor comumente baixo de nossas mercadorias. Em relação à competitividade internacional, não conseguimos equiparar os preços praticados por nossos concorrentes, por conta do custo do produto ou distanciamento geográfico, que encarece o custo de transporte ao desti- no. Por exemplo: nosso cacau não consegue ser competitivo na Europa por conta de produtores mais próximos. Resumo Para realizar uma exportação, após a empresa estar habilitada na Receita Federal, o exportador deve ficar atento a feiras internacionais, consulados e contatos intermediários para a negociação efetiva de seu produto. Após a negociação, o câmbio, a definição dos Incoterms e a documentação, a carga deve ser conduzida para o porto de embarque. 20.2 Impostos incidentes na exportação e assistir ao filme Exportação passo a passo. É importante para o aprofundamento de seu aprendizado. Para mais informações, segue a sugestão de leitura do livro O Exportador, do autor Nicola Minervini, da Pearson Editora. Nesse livro você poderá entender mais profundamente todos os custos incidentes nas exportações e seus impactos nos custos da empresa. Para saber mais sobre a relação dos custos de exportação, você pode acessar a página: http://www.youtube.com/ watch?feature=player_ detailpage&v=_kcZV9prQlg Aula 21. Organismos e blocos inter nacionais Objetivos: • entender as organizações internacionais; 21.1 Organizações internacionais Segundo o portal da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC (UFSC. Disponível em Acesso em: 20 de setembro de 2013), Or- ganizações Internacionais são definidas como “uma sociedade entre Esta- dos, constituída através de um tratado, com a finalidade de buscar interesses comuns através de uma permanente cooperação entre seus membros”. • diferenciar os tipos de organizações internacionais; • relacionar as organizações internacionais mais conhecidas; • compreender os blocos internacionais; e • apresentar os blocos internacionais mais conhecidos. Prezado (a) estudante, Que bom que conseguimos finalizar nossa jornada em busca do conheci- mento explorando uma área tão rica de detalhes. Nesse último encontro, iremos conhecer e identificar o que são organizações internacionais e quais as suas funções, não esquecendo também os acordos internacionais. Então, vamos lá? Assim, podemos entender que essas sociedades são um grupo de países, que constitui uma organização em busca de seus interesses próprios, juntando-se assim a outro país que tenha um interesse igual ao seu. Veremos as mais conhecidas organizações logo abaixo, existem muitas organizações. Para você conhecer mais organizações, consulte o site Figura 1.35 – United Nations Fonte: OCHA online. http://relinter.webs.com/ organizaesinternacionais.htm As organizações internacionais governamentais são uma associação de Es- tados, formalizada através de um tratado, com um caráter definitivo e que visa atingir os objetivos comuns a todos os envolvidos e atestados no acordo. Também conhecidas como OIG, quando são formadas, adquirem uma per- sonalidade internacional independente da atuação dos seus participantes no cenário internacional. É como uma entidade que garante direitos e obriga- ções e responde por seus participantes. Dentre as mais importantes, podemos destacar as seguintes organizações: • Organização das Nações Unidas - ONU Devemos observar que nas relações internacionais e no comércio exterior os países são chamados de Estados Nação ou Estados (com a inicial “E” maiús- cula. Quando se referir a um estado como uma divisão de poderes internos (governo, estado, município etc), a letra inicial será minúscula. Por exemplo, o Estado do Brasil e o estado de Goiás. Toda organização possui um tratado constitutivo de sua criação, com cláu- sulas que todos os Estados-membros deverão seguir e adotar, tais como a aproximação dos países membros, adoção de normas comuns, cooperação econômica, dentre outros. As organizações são divididas em dois grupos, as Governamentais e as Não Gover namentais. 21.1.1 Organizações internacionais gover namentais • Organização Mundial da Saúde – OMS • Organização Mundial do Comércio – OMC • Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – UNESCO Figura 1.36 – World Trade Organization Fonte: CARVALHO. Figura 1.37 – Word Health Organization Fonte: NASCIMENTO. Figura 1.38 – United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization Fonte: Gerindo Cultura. • • Banco Mundial – BIRD Fundo Monetário Internacional – FMI • Organização Internacional do Trabalho – OIT Figura 1.40 – Internacional Monetary Found Fonte: Notícias Cabana. Figura 1.39 – Organização Internacional do Trabalho Fonte: V1. Figura 1.41 – Internactional Bank for Recostruction and Development Fonte: FMM Educación. • Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – CLPL As organizações internacionais não governamentais são popularmente co- nhecidas como ONG (Organização Não Governamental), lembrando que o termo internacional é utilizado quando essa ONG é presente em mais de um país, ficando OING. As ONGs são associações formadas pela sociedade civil com finalidades pú- blicas e sem fins lucrativos, desenvolvendo ações que mobilizam as popula- ções em diferentes áreas de atuação. Podemos destacar algumas das ONGs mais conhecidas: • Cruz Vermelha 21.1.2 Organizações internacionais não gover namentais Figura 1.43 – Cruz Vermelha Fonte: UOL. Figura 1. 42 – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa Fonte: GUIMARÃES. • • FIFA • Greenpeace Jogos Olímpicos • Anistia Internacional Figura 1.47 – FIFA Fonte: Sport Tv. Figura 1.44 – Greenpeace Fonte: Brasil Fantasia. Figura 1.46 – Jogos Olímpicos Fonte: Olimpíadas. Figura 1.45 – Anistia Internacional Fonte: Dolado. • ISO • Área de livre Comérciodas Américas – ALCA Os blocos internacionais são zonas de preferências comerciais realizadas en- tre alguns países. Essas associações podem ser de três maneiras, a primeira é a Área de Preferência Tarifária (é a redução de tarifas alfandegárias entre países através de acordos), a segunda é a Área de Livre Comércio (há a eli- minação das barreiras de comércio entre os bens trocados entre os países membros) e a terceira é a União Aduaneira (onde a circulação de bens e serviços é livre). Entre os principais blocos econômicos, podemos destacar: • União Europeia – EU Fonte: Qualidade Brasil. 21.2 Blocos internacionais Figura 1.48 – ISO Figura 1. 50 – ALCA Fonte: GEOMUNDO. Figura 1.49 – União Europeia Fonte: Oriundi. • Mercado Comum do Sul – MERCOSUL • Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico – APEC • Acordo de Livre Comércio da América do Norte – NAFTA Figura 1.53 – APEC Fonte: Mundo Educação. Figura 1.52 – NAFTA Fonte: Find Property Mexico. Figura 1. 51 – Mercosul Fonte: Brasil Escola. 1. O que são organizações internacionais? 3. Quais são as organizações mais conhecidas? • Comunidade dos Estados Independentes – CEI 2. Quais são os tipos de organizações internacionais? Na última aula deste caderno, aprendemos o que são as organizações e blocos internacionais e qual a sua participação nos países membros, assim como a sua importância para a organização do espaço mundial com suas atuações. Resumo Atividades de Aprendizagem Figura 1.54 – CEI Fonte: Brasil Escola. 4. O que são blocos internacionais? Finalizamos nossas aulas. Parabéns! 5. Quais são os blocos mais conhecidos? Referências Bibliográficas Filho, Airton Neubauer - Logística Internacional e Aduaneira Mendes, Hozana Alves Ferreira - Logística Internacional e Aduaneira https://proedu.rnp.br/handle/123456789/1364 https://proedu.rnp.br/handle/123456789/1364 https://proedu.rnp.br/handle/123456789/1569 https://proedu.rnp.br/handle/123456789/1569país ou são enviados ao exterior. É responsável também pela cobrança dos direitos aduaneiros incidentes nessas operações. Além da RFB, o MF atua e exerce esta competência através do Banco Central do Brasil (BACEN)” (MDIC). Conforme o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Ex- terior – MDIC (MDIC acessado em 17/09/2013), “O BACEN é a auto- ridade monetária e o principal executor das políticas formuladas pelo Con- selho Monetário Nacional, colegiado responsável por apontar as diretrizes gerais das políticas monetária, cambial e creditícia. Além das competências de autoridade monetária, o BACEN autoriza os esta- belecimentos bancários a comprar ou vender moedas estrangeiras no Brasil. Essa obrigação se dá pelo fato de no Brasil não ser permitido o livre curso de moedas estrangeiras, tanto a pessoas físicas como jurídicas. Essa regulamen- tação do controle cambial encontra-se no Regulamento do Mercado de Câmbio e Capitais Internacionais (RMCCI). De forma prática, toda vez que um exportador ou importador for receber/ 1.2.1.4 Ministério da Fazenda – MF 1.2.1.5 Banco Central do Brasil – BACEN pagar suas operações, deverá procurar um banco autorizado pelo BACEN e comprar/vender as moedas estrangeiras recebendo/pagando em moeda nacional (Real), operação esta firmada através de um contrato de câmbio. É também o órgão responsável pelo balanço de pagamentos do país, no qual todas as transações são contabilizadas e calculadas, inclusive as entra- das e saídas de mercadorias do país” (MDIC). De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC (MDIC acessado em 17/09/2013), os órgãos anuentes “são aqueles órgãos que não estão necessariamente à frente dos processos comerciais internacionais, mas auxiliam e tornam mais ágeis esses processos”. Segundo a Receita Federal (Receita Federal, acessado em 17/09/2013), “a Secretaria da Receita Federal do Brasil é um órgão específico, singular, subordinado ao Ministério da Fazenda, exercendo funções essenciais para que o Estado pos- sa cumprir seus objetivos. É responsável pela administração dos tributos de competência da União, inclusive os previdenciários, e aqueles incidentes sobre o comércio exterior, abrangendo parte significativa das contribuições sociais do País. Auxilia, também, o Poder Executivo Federal na formulação da política tri- butária brasileira, além de trabalhar para prevenir e combater a sonegação fiscal, o contrabando, o descaminho, a pirataria, a fraude comercial, o tráfico de drogas e de animais em extinção e outros atos ilícitos relacionados ao comércio internacional” (SRF). De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC MDIC acessado em 17/09/2013), o MRE “atua no marketing externo, fazendo a promoção e divulgação de oportunidades comerciais no estrangeiro. O MRE atua, especificamente, em duas frentes de trabalho: a promoção comercial das exportações brasileiras e as negociações internacionais, sempre buscando o interesse da política externa brasileira”. 1.2.1.8 Órgãos anuentes 1.2.1.6 Secretaria da Receita Federal – SRF 1.2.1.7 Ministério das Relações Exteriores – MRE Nesta primeira aula, aprendemos que logística internacional e aduaneira é uma ampliação da abrangência da logística e que, para que isso ocorra, de- vemos observar o aspecto de comércio exterior como um todo, lembrando que comércio exterior é todo comércio internacional que é regulado pelo governo local, visando fins econômicos e sociais, sendo observado através das exportações e importações. Observamos também que o comércio exterior precisa ser organizado para funcionar, assim, no Brasil, temos uma estrutura que corresponde a uma reunião de órgãos em que cada qual atua com sua especialidade e natureza. Os produtos destinados a estes órgãos e as competências técnicas de cada um são estabelecidos em normas específicas de cada órgão/Ministério. Para o importador/exportador identificar qual órgão é responsável pelos seus pro- dutos, basta fazer uma busca no SISCOMEX utilizando como chave de pes- quisa a Nomenclatura Comum do Mercosul. Alguns exemplos: Banco do Brasil – Por delegação da SECEX, responsável pela emissão de certificados, licença de exportação e emissão de autorização para alguns produtos sujeitos a procedimentos especiais. Conselho de Energia Nuclear - CNEN – Concede autorização prévia para importação ou exportação de produtos radioativos. Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis – IBAMA – Análise prévia para produtos do reino animal e vegetal de forma a proteger a flora e fauna silvestres. Ministério do Exército – autorização prévia para produtos de uso militar. Ministério da Agricultura e do Abastecimento – Certificados de Padro- nização para produtos hortifrutigranjeiros. Ministério da Cultura – Autorização prévia para obras de arte. Fora da esfera estatal de incentivo ao comércio exterior, temos embaixadas no Brasil e no exterior, Federações das Indústrias em cada estado, o Sebrae, a APEX, Câmaras de Comércio, entre outras entidades, que podem assessorar e promover o intercâmbio comercial entre o Brasil e outros países” (MDIC)”. Resumo Atividades de Aprendizagem 1. Qual é a diferença entre comércio internacional e comércio exterior? 3. Quais são os órgãos da Estrutura do Comércio Exterior Brasileiro? 4. Quais as classificações dos órgãos do Comércio Exterior Brasileiro? 2. Qual é o órgão que dá acesso ao Balanço de Pagamentos do Brasil? 5. Qual é o órgão mais importante do Comércio Exterior Brasileiro e por quê? Aula 2 – Globalização: Histórico e elementos O objetivo desta primeira aula é identificar o histórico dos ele- mentos que compõem o contexto global de comércio de produ- tos e serviços, mais conhecido como globalização. Você terá a oportunidade de identificar a principal ferramenta do comércio internacional – a logística de produtos e serviços – a partir dos conceitos estabelecidos nesta aula. O termo globalização nos traz uma conotação de envolvimento global, ou seja, o sentido de negociação global, histórico da globalização moderna. De acordo com o site Brasil Escola, acesso 24.05.2013: “Se buscarmos um ponto de partida para o processo de globalização, podemos destacar o advento das Grandes Navegações, quando ocorreu um incremento do comércio entre as mais diferentes partes do globo. O mundo atual está dividido em aproximadamente 200 países, mas você sa- bia que somente uma pequena parcela tem relações de comércio com países que importam e exportam muitos produtos? Apesar de alguns países já exercerem a atividade de compra e venda além das suas fronteiras há anos, outros, como a Coreia do Norte, por exemplo, quase que não possuem relações de troca com o mercado externo por conta de um boicote internacional, ou seja, estes países têm relações cortadas co- mercialmente com o mundo. 2.1 Histórico da globalização Figura 1.1: Logística internacional. Fonte: Imagem cortesia de Nirots /FreeDigitalPhotos.net. Podemos conhecer mais sobre esse assunto acessando o link http://www.portalsaofrancisco. com.br/alfa/globalizacao/ . Você encontrará informações mais detalhadas sobre o conceito de globalização, bem como suas características e importância. globalizacao.php Com a criação de grandes navios, sistemas de comunicação e serviços especializados, as distâncias ficaram menores para a comercialização entre as nações. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exte- rior (2012), a globalização intensa e o avanço constante da tecnologia per- mitiram a comunicação imediata entre as mais diversas regiões do planeta, possibilitando negócios internacionais. Com isso, o ideal de comercialização internacional acelerou sua base na tro- ca debens e serviços entre os países, considerando suas especialidades. Por exemplo, o Brasil possui especialidade no setor do agronegócio, ou seja, produz com tecnologia a soja, o milho, além de produtos animais, como os provenientes de bovinos, aves e suínos. Parte dessa produção é comerciali- zada com outros países, ou seja, é exportado. Você sabia? O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de milho, totalizando 53,2 milhões de toneladas na safra 2009-2010. A primeira ideia é o cultivo do grão para atender ao consumo na mesa dos brasileiros, mas essa é a parte menor da produção. O principal destino da safra são as indústrias de rações para animais. [...]O Brasil está entre os países que terão aumento significativo das ex- portações de milho, ao lado da Argentina. O crescimento será obtido por meio de ganhos de produtividade. O Brasil iniciou seu processo de internacionalização a partir da década de 1990, como afirma Schneider (2002, p. 1): Disponível em: . Acesso em: 3 abr. 2013. Com a abertura da economia, o Brasil vem passando por grandes transformações, caracterizadas por um ambiente altamente concor- rencial e de acelerada evolução tecnológica. Cada vez mais, as empre- sas devem estar preparadas para fazer frente à crescente competição imposta pela globalização da economia e pelas pressões dos mercados internacionais. Um dos grandes benefícios advindos desse processo é a possibilidade de conquista de novos mercados, antes não acessados. Por outro lado, ainda precisamos comprar produtos e serviços que são ne- cessários, mas que não possuímos condições de produzir, como os de tec- nologia de ponta, tais como eletrônicos ou equipamentos sofisticados de medicina, pesquisa em diversas áreas, entre outros. Os resultados esperados na comercialização internacional são os da balança comercial com superávit. As mudanças globais apresentam oportunidades e vantagens para as empresas mais preparadas, sobretudo com informações provenientes dos processos estáveis, bem como da melhor opção de ciclo produtivo de importação e de exportação. Mas, como isso acontece? Vamos observar a figura 1.2. No diagrama é possível ver que existem fatores diretos influenciando a glo- balização. Cada um deles, como os custos globais, as variações de câmbio, as políticas de abertura de mercado, as forças dos países de primeiro mundo ou de grandes organizações, bem como a tecnologia, determinam a dinâmi- ca da globalização. Custos Globais Figura 1.2: Globalização. Fonte: Martel e Vieira (2010). Abertura de mercados GLOBALIZAÇÃO Forças tecnológicas Forças políti- cas e macroe- conômicas A balança comercial com superávit compreende a diferença entre o que foi exportado por um país e suas importações. Quando o volume de importações é menor, o saldo é positivo, e vice-versa. Exemplo: se durante o ano um país exportou 100 bilhões de dólares e importou 80 bilhões de dólares, obteve saldo positivo de 20 bilhões de dólares em sua balança comercial. Christopher (1997, p. 92) considera a logística como um processo de ge renciar estrategicamente a aquisição, movimentação e armazenagem de materiais, peças e produtos acabados (e os fluxos de informações correla tas), por meio da organização e seus canais de marketing, a fim de poder maximizar a lucratividade presente e futura a partir da aplicação dos con ceitos da economia de custos em relação aos seus pedidos. E como pode mos identificar os fluxos logísticos? Vamos observar a figura 1.3. 2.2 A função logística Cadeia de fluxos de procedimentos Suprimento Físico FORNECEDORES Transporte Manutenção de estoque Processamento de pedidos Obtenção Embalagem protetora Figura 1.3: Logística empresarial. Fonte: Christopher (1997). FÁBRICAS LOGÍSTICA EMPRESARIAL Transporte Manutenção de estoque Processamento de pedidos Obtenção Embalagem protetora CLIENTES Distribuição Física De acordo com a figura 1.3, podemos identificar o contexto da logística, desde a fabricação até a chegada nos clientes, passando pelos principais elementos que compõem os fluxos logísticos. O processo se estabelece da seguinte maneira: suprimentos abastecem a fábrica, que desenvolve pro- dutos, que vão atingir os clientes. Paralelamente a isso estão os agentes que compõem a cadeia logística, tais como o transporte, a manutenção do estoque, o processamento de pedidos, a obtenção e as embalagens. A logística é uma ferramenta fundamental para a realização do comércio exterior, seja na importação ou na exportação. Na verdade, é uma cadeia de fluxos de procedimentos utilizada na globalização. A diferença é o tamanho do fluxo de processos. Ao mesmo tempo em que uma empresa produz no mercado interno e en- cerra o seu ciclo produtivo quando efetua sua venda e realiza um novo pedi- do; no comércio exterior, um produto ou serviço é produzido aqui e utilizado em outro país ou produzido em outro país e utilizado aqui – esse processo entre exportador e importador envolve agentes específicos e passa por diver- sos componentes, os quais serão estudados nas próximas aulas. 2.3 A logística internacional é o nome dado a um conjunto de procedimentos específicos para que um produto possa ir de um país para outro. Exemplo: transporte até o porto, aduana, embarque, trânsito, chegada ao exterior. Para saber mais sobre a relação da logística com o mercado externo, você pode acessar a página da internet para consultar o livro Logística aduaneira, no qual você poderá aprofundar o seu aprendizado sobre os trâmites que envolvem a logística internacional: Para mais informações sobre o tema sugere-se a leitura do livro Sem Fronteiras, de 2002, escrito por Helson Braga e Guilherme Froner, da editora Aduaneiras. No capítulo 3 dessa obra você vai conhecer mais profundamente todas as variáveis do mercado externo, bem como o processo de inovação e o seu compromisso com a sustentabilidade. http://www. aduaneiras.com.br/noticias/ artigos/artigos_texto.asp?acess o=2&busca=Log%EDstica+inte rnacional&ID=24320733 Resumo Nessa aula pudemos observar o contexto global e a caracterização do mer- cado externo. Compreendemos a importância da logística no mercado inter- nacional e a atual dependência dos países em participar do mercado global. Por fim, vimos a importância da logística internacional como ferramenta es- tratégica das empresas. Atividades de aprendizagem • Em sua opinião, qual seriam as principais relações da logística com o mer- cado exterior, considerando o processo produtivo e a comercialização? Aula 3 – Modal marítimo e fluvial no comércio exterior E qual é a vantagem de usar o modal marítimo? O modal marítimo é o meio de transporte mais antigo. Realizado nos mares e oceanos, é muito utilizado internacionalmente para o deslocamento de mercadorias (KEEDI, 2004) e representa o modal com maior capacidade es- tática individual de carga por veículo. O objetivo desta aula é caracterizar a modalidade marítima e fluvial, atualmente utilizada para transportar cargas de grandes volumes, e contextualizá-la no tocante ao comércio exterior. A partir dos conceitos estabelecidos nesta aula, você terá a oportunidade de identificar as características, vantagens e desvantagens desse modal. Vamos saber mais? A característica do modal marítimo e fluvial é estabelecer mais velocidade na transferência de grandes volumes de mercadorias entre os países, sobre- tudo, produtos com baixo valor agregado, justificando a sua relação entre a distância e o volume negociado. O transporte marítimo tem a capacidade de movimentar cargas de grande tonelagem e torna possível o transporte de produtos com baixo valor agre- gado por conta de seu grande volume. Silva (2004) cita como vantagens desse modal a flexibilidade de cargas inerentes aos navios, que podem mo- vimentar todos os tipos de cargas, e a sua capacidade de continuidade nas operações de cargas conteinerizadas, ou seja, mesmo sob condições climáti- cas desfavoráveis, torna-sepossível operar o transporte marítimo. 3.1 Constituição do transporte marítimo Figura 9.1: Transporte marítimo. Fonte: Imagem cortesia de Franky242 /FreeDigitalPhotos.net. E as desvantagens do transporte marítimo? A opção do transporte marítimo traz como principais vantagens: • maior capacidade de transporte de carga, com opções de fretes diretos; O modal marítimo custa caro? Os custos do transporte marítimo são um dos menores, e são influenciados pelas características da carga, como peso e volume cúbico da carga, por exemplo, fragilidade, embalagem e valor, bem como a distância entre os portos e a localização dos portos (OLIVEIRA et al., 2005). Por isso, Bowersox e Closs (2001) afirmam que essa modalidade de transporte apresenta custo fixo médio e variável baixa. Como desvantagem dessa modalidade de transporte pode-se citar o tempo de viagem desde a origem até o destino final e os eventuais riscos, associados a fatores como congestionamentos, burocracia, atraso na chegada e saída de navios. (BERTAN, 2010). Entretanto, essa modalidade de transporte tem grande importância no co- mercio exterior brasileiro, sendo o mais utilizado e representando mais de 98% do transporte de carga na exportação e importação (KEEDI, 2004). Todavia, é necessário que se realizem grandes investimentos nesse modal, para aumentar o poder competitivo. 3.2 Características do modal marítimo e fluvial • • custo de transporte baixo; flexibilidade no tipo de carga a ser carregada. Nessa aula pudemos verificar as principais características do transporte ma- rítimo e fluvial, suas características, particularidades, funções e capacidade de carga. Atividade de aprendizagem • Quais são as características ideais para que possamos determinar que uma carga seja transportada pelo modal marítimo? Vamos pensar em custos e distância! Os navios são construídos com diferentes propósitos e com funções espe- cíficas, de acordo com sua necessidade. Os principais tipos são graneleiro, cargueiro, porta-contêiner, roll-on-roll-off e tanques. Resumo a) De longo curso: é a navegação realizada entre portos internacional, com grandes distâncias; b) De cabotagem: é uma navegação realizada entre os pontos internos de um mesmo país, sem que esteja internacionalizada; c) De interior ou fluvial: utiliza-se de rios, lagos ou hidrovias. O conhecimento de carga utilizado para essa modalidade é o Bill of Lading (B/l) ou Nota de Embarque. Esse documento acompanha a carga marítima em todas as vezes que se realiza uma comercialização internacional. Tipos de navegação Tipos de navios Navio roll-on roll-off: tem a função de carregar basicamente automóveis e similares, com uma rampa de acesso e particularidades projetadas de forma específica para acondicionar e transportar com segurança. Para saber mais sobre o modal marítimo, a relação da logística e o mercado externo, você pode acessar a página: http://www.global21.com.br/ noticias/2020092/1/chineses- trocam-soja-brasileira-por- argentina-claudia-trevisan Leia o artigo Chineses trocam soja brasileira por Argentina, de Claudia Trevisan. É muito importante para o aprofundamento de seu aprendizado. Para mais informações, sugere- se a leitura do livro Comércio Exterior: teoria e gestão, dos autores Reinaldo Dias e Waldemar Rodrigues, publicado pela editora Atlas. Nesse livro, o modal marítimo ganha amplo foco , apresentando um estudo de variáveis de custo e propiciando um aprofundamento do conhecimento sobre esse modal. Aula 04 – Modal aéreo E qual é a grande diferença desse modal? O Brasil dispõe de uma rede integrada de aeroportos, apresentando ter- minais mesmo em locais distante, o que torna os voos de passageiros uma possibilidade viável. Por outro lado, na questão de cargas, ainda necessita de muitas mudanças. Nossa capacidade de armazenagem, bem como as conexões, ainda estão muito abaixo do padrão internacional. Muitas capitais não possuem voos diretos do exterior, ocasionando perda de tempo em relação ao transporte internacional, que serve de opção para o transporte de cargas – que, por ca- racterística, devem ter maior giro, maior valor e, consequentemente, menor tempo de trânsito. A grande vantagem proporcionada por esse modo é o tempo de desloca- mento porta a porta bastante reduzido, abrindo um mercado específico para essa modalidade (BOWERSOX; CLOSS, 2001). O objetivo desta aula é identificar as características da modalida- de aérea, suas vantagens e condições específicas de utilização. A partir desses conceitos, você terá condições de identificar os principais procedimentos para a decisão de utilização do modal, e compreender seus procedimentos e os resultados esperados. A função do modal aéreo é estabelecer um transporte de mercadoria com um tempo muito baixo, apesar do valor alto. Para essa modalidade, os pro- dutos devem possuir elevado valor agregado ou o trajeto deve ser curto. Vamos saber mais? 4.1 Constituição do transporte aéreo Segundo Segre (2006, p. 144) o transporte aéreo: A escolha do modal aéreo tem como função e característica elementos dis- tintos, que devem ser respeitados, sob pena de inviabilizar esse modal. O tempo é um fator muito importante para que as cargas estejam disponíveis no barracão, evitando a estocagem de longa duração. A redução do es- No entanto, apesar das vantagens dessa modalidade, o transporte aéreo ainda é pouco utilizado, comparado às demais modalidades, uma vez que o alto custo torna-o inviável, às vezes. Entretanto, como ressaltam Bowersox e Closs (2001), esse aspecto pode ser compensado pela grande rapidez, que permite que o custo de outros elementos do projeto logístico, como a arma- zenagem, sejam reduzidos ou até eliminados. Além de transportar cargas com velocidade muito superior às demais moda- lidades, o transporte aéreo apresenta níveis de avaria e extravio mais baixos, tendo como resultado maior segurança e confiabilidade (BERTAN, 2010). Por isso, não somente produtos de alto valor agregado são transportados por avião, como também uma série de produtos sensíveis à ação do tempo, como cosméticos, por exemplo. Figura 10.1: Modal aéreo. Fonte: imagem cortesia de Digitalart / FreeDigitalPhotos.net. Diferencia-se de outros modais por sua agilidade e rapidez. É recomenda- do para mercadorias de alto valor agregado e baixo volume (tipicamente produtos industrializados e conteinerizados), que demandam sistemas logísticos que possam oferecer altos níveis de serviço, além da excelente adequação para viagens de longas distâncias e intercontinentais. 4.2 Características do modal aéreo Nessa aula, pudemos ver como se caracteriza o modal aéreo, sua função, as cargas típicas, vantagens e o documento de transporte. Atividades de aprendizagem • Em que condições uma carga está preparada para ser transportada via modal aéreo, considerando seu custo e tempo para deslocamento da mercadoria? toque traz menores custos, em contrapartida com o custo do frete. Outra característica é a facilidade de deslocamento, além da rapidez. Uma polí- tica de Just in Time também pode ser utilizada, por conta dos ciclos mais rápidos de importação. Por fim, uma carga que possa ter como frete o modal aéreo pode vir de lugares distantes, considerados menos acessíveis a outros modais. O conhe- cimento de carga chama-se Air Way Bill (AWB) ou Nota de Via Aérea. Esse documento é imprescindível para acompanhar a carga internacional. Quan- do esta chega em um terminal aéreo, suas informações são importantes para a determinação do Mantra. Resumo Mantra é um sistema integrado de registro da chegada da carga aérea, on- line, com a possibilidade de enviar a informação da chegada e as condições físicas da carga, bem como a autenticação por parte da fiscalização, autorizando a continuidade de sua liberação alfandegária. Para ter mais informações, segue a sugestão de leitura do livro Logística de transporte internacional (capítulo 8), do autor Samir Keedi, publicado pela editora Aduaneiras. Nesse livro você pode entendermais profundamente todas as variáveis dos modais, com uma visão dos modais de transporte e unitização de cargas. Para saber mais sobre as várias opções de afretamento aéreo e utilização racional em relação aos custos e ao tempo, você poderá encontrar informações importantes acessando: http://www.youtube.com/ watch?feature=player_ detailpage&v=c63_uKNkBBk Aula 5 – Modal rodoviário E qual a vantagem do modal rodoviário? O objetivo desta aula é identificar a modalidade de transporte rodoviário, suas aplicações, limitações e formas de utilização em relação aos objetivos das empresas no âmbito internacional. A partir desses conceitos, você terá a oportunidade de identificar as melhores condições para a contratação do modal, conside- rando o tipo de mercadoria. Uma das características do modal rodoviário é a sua possibilidade de utiliza- ção no acordo internacional entre os países da América do Sul (Mercosul). Para o estabelecimento dessa modalidade, deve-se considerar uma combinação de fatores, como o tipo de carga, a forma de recebimento e os trâmites específicos dessa forma de transporte. Vamos ver como isso acontece? O transporte por rodovias expandiu-se de forma muito rápida desde o fim da Segunda Guerra Mundial, como resultado da velocidade e capacidade de operar sistemas porta a porta, bem como da velocidade de movimentação intermunicipal (BOWERSOX; CLOSS, 2001). Nessa modalidade de transpor- tes, as cargas são, em sua maioria, transportadas por caminhões, sejam eles próprios, da empresa ou arrendados, e são operados pelo transportador. No contexto internacional, a modalidade rodoviária é utilizada para trans- portes na região do Mercosul, compreendendo países vizinhos do Brasil, como Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile. Nesse caso, os caminhões ne- cessitam de boa manutenção, por conta das longas distâncias. A opção pelo modal rodoviário para negócios entre esses países depende de fatores como o tempo de espera nas aduanas, a agilidade e as rotas frequentes. 5.1 Constituição do transporte rodoviário Caminhão Toco Baú Refrigerado Caminhão (Carroceria) Caminhão Tanque Caminhão Trucado (Truck) Caminhão tipo Gaiola Conforme Bertan (2010, p. 32) o transporte rodoviário é o mais indepen- dente das modalidades de transportes, uma vez que possibilita “movimentar uma grande variedade de materiais para qualquer destino, devido à sua fle- xibilidade, utilizadas para pequenas encomendas, e curtas, médias ou longas distâncias, por meio de coletas e entregas ponto a ponto”. Os principais custos do transporte rodoviário são operacionais, ou seja, custos variáveis, tais como depreciação do veículo, remuneração do capital e de pes- soal, seguro do veículo, impostos, combustível, pneus, manutenção, pedágio (LIMA, 2001). Bowersox e Closs (2001) observam que as principais dificuldades dessa modalidade de transportes estão relacionadas com o custo crescente da submissão de equipamentos, com a escassez de mão de obra e com os gastos com pátios e plataformas. Somado a isso, no Brasil, existe a má conservação das estradas, o que prejudica essa modalidade de transporte, aumentando o tempo de viagem e aumentando os custos operacionais (ALVARENGA; NOVAES, 1994). Nesse modal, a mercadoria pode ser transportada porta a porta. Por conta disso, o handling da carga é menor. O impacto ambiental é maior, com mais poluição ao meio ambiente. As cargas podem ser movimentadas de forma fracionada, desde que as empresas tenham linhas fixas. Em relação ao custo, pode ser vantajoso, conforme o tipo de carga ou distância a ser percorrida. Os caminhões podem ser cegonheiras, que transportam veículos, prancha, para transporte de containers, caçamba ou bitrens. 5.2 Características da modalidade rodoviária wi kim ed ia wi kim ed ia tru ck cr an ec hi na tru ck cr an ec hi na wi kim ed ia Figura 11.1: Característica do modal rodoviário. Fonte http://3.bp.blogspot.com Handling é o manuseio da carga por meio de empilhadeira, trasntêineres, caminhões e outros, a fiam de manipular a carga enquanto está sendo transportada Caminhão bitrem tem como característica uma carreta a mais, multiplicando a sua capacidade de transporte. Resumo Nessa aula, foi abordada a modalidade rodoviária, com as características dos caminhões, condições das estradas, além do transporte internacional com suas relações específicas. Atividades de aprendizagem • Qual é a melhor forma de estabelecer o modal rodoviário no Brasil, con- siderando a infraestrutura, agilidade e redução de custos? Para aprofundar seus estudos, segue a sugestão de leitura do livro Transporte e Modais, da editora Ibpex, escrito por Edelvino Razzolini Filho. Nesse livro, você poderá entender mais profundamente as condições mais favoráveis para a determinação do modal rodoviário, utilizando o suporte da tecnologia da informação. Para saber mais sobre o modal rodoviário, você pode acessar: http://www.youtube.com/ watch?feature=player_ detailpage&v=xl-vYtOiQFw Assista ao filme sobre a relação entre a opção do modal e os resultados logísticos, com o objetivo de aprofundar seu conhecimento sobre este assunto. Aula 06 – Marketing internacional O objetivo desta aula é caracterizar o marketing internacional, com os seus agentes e seu procedimento, com vistas à obtenção de bons clientes e fornecedores. A partir dos conceitos estabe- lecidos nessa aula, você terá a oportunidade de identificar os agentes envolvidos no marketing internacional e sua importân- cia para efetivar futuros negócios internacionais. A função do marketing internacional é identificar os melhores fornecedores ou compradores, com dimensão global, em relação à sua capacidade de fornecimento, cumprimento de prazos e qualidade dos produtos. Vamos saber mais? É muito recente o advento do marketing internacional utilizando-se aas fer- ramentas de ponta de comunicação e integração entre os países. Os expor- tadores potenciais necessitam estabelecer um roteiro de contatos para que possam vender seus produtos lá fora. Um bom programa de visitas interna- cionais e feiras, muitas vezes, é muito custoso para as empresas, pois um stand em uma feira internacional é incompatível com a proposta de expor- tação, levando em consideração o valor do produto e a quantidade a ser comercializada. Existem missões internacionais, além de cooperativas, que podem facilitar o contato internacional. De que maneira? Atualmente, existem sites de busca e agentes internacionais que podem aju- dar a encontrar um comprador, mediante uma comissão. Quando o produto é oferecido em grande quantidade, como o milho ou a soja, são enviados através de agentes internacionais, com base em preços cotados em uma bolsa internacional. São os chamados commodities, que são produtos regulados em relação ao mercado através de cotações, com suas variações de compra e venda. 6.1 Procedimentos do marketing e internacionalização Entrada Informação Preço Concorrência Gestão da Logística Global Barreiras à Logística Inter nacional Benefícios potenciais do comércio inter nacional Previsão da demanda Deficiências institucionais Infraestrutura Restrições ao comércio Operações internacionais bem sucedidas As principais barreiras para o desenvolvimento de nossos produtos são a concorrência, as barreiras financeiras e os canais de distribuição, com suas características específicas, que tornam nossos produtos mais distantes do mercado internacional, como demonstra a figura 19.1. A dinâmica do mercado externo, também exige constante relação com for- necedores inovadores e confiáveis, com tecnologia de produto e de processo produtivo. Os produtos internacionais com valor agregado são sempre aceitos no mercado interno e, mesmo com alta taxa de internacionalização, ainda consiste em um mercado lucrativo. Portanto, a distância do Brasil em relação aos grandes compradores dificulta a ação dos pequenos e médios empresários por conta da distância geográfica e das condições de investimento em marke- ting. Além disso,a diferença de tecnologia empregada em nossos produtos faz com que os nossos preços não sejam competitivos no mercado externo. 6.2 As barreiras do marketing internacional Marketing concorrência Barreiras Financeiras Canais de distribuição Figura 19.1: Dificuldades do marketing internacional. Fonte: Larrañaga (2003). Você sabia? Deficiências institucionais são os agentes, órgãos e governo agindo de modo a dificultar os processos de compra e venda entre países. Nessa aula, pudemos observar a constituição do marketing internacional e as dificuldades encontradas para que seja possível almejar um espaço no contexto internacional. Atividades de aprendizagem • De que forma podemos melhorar a condição do Brasil em relação ao marketing, considerando as dificuldades encontradas pelos exportadores atuais? Justifique sua resposta. Resumo e ler o artigo Nova Era do Marketing, de Raphael Natalin Acheti (2011). Como sugestão de leitura, indicamos o livro Marketing Internacional, de Edmir Kuazaqui, publicado pela M Books Editora, em 2011. Nesse livro você poderá entender mais profundamente esse assunto dinâmico e envolvente. Para saber mais sobre as diferentes técnicas de marketing eas relações do marketing com os resultados esperados pelas empresas, você pode acessar o site http://www. portaldomarketing.com.br/ Artigos3/Nova_era_do_marketing. htm Aula 07 – Análise da logística estratégica e a negociação internacional O objetivo desta aula é identificar as estratégias logísticas de forma ampla, envolvendo todos os elementos da cadeia de pro- dução internacional. A partir dos conceitos estabelecidos nessa aula, você terá a oportunidade de gerenciar a cadeia logística internacional de forma a identificar pontos de análise e tomar decisões adequadas para obtenção de resultados positivos. A função da análise logística estratégica é identificar possíveis distorções no pro- cesso de comércio exterior, desde a produção até a chegada dos produtos no barracão da empresa. A interferência de um bom gestor internacional é funda- mental para o sucesso das operações de comércio exterior. Vamos saber mais? Os procedimentos de comercialização internacional são muito dinâmicos. Existem diversos fatores que variam diariamente, fazendo com que os planos tenham que ser adequados e até abandonados. Para isso, é imprescindível que o gestor dessa cadeia de suprimentos internacional possua habilidades humanas e técnicas, além de uma intuição excepcional. Você sabe como exemplificar essas variáveis? Veja as informações a seguir: • As taxas cambiais são instáveis. Produtos oscilam pelo mercado e pelo câmbio, com um planejamento de custos mais complexo. A legislação aduaneira, através dos órgãos reguladores, é lenta para adaptar-se às mudanças de mercado, deixando as movimentações de mercado e de planificação de custos diferentes da realidade. • • O sistema integrado de comércio exterior, os processos de compras in- ternacionais e o sistema de informação sofrem constantes atualizações. • Os fretes internacionais são dinâmicos e formam um diferencial do tem- po do ciclo de importação em relação às linhas para o Brasil. • Os produtos importados necessitam de um tratamento diferenciado, de acordo com o seu valor, custo de importação e tempo de repedido. 7.1 Variáveis estratégicas e a logística internacional • Tempo do ciclo de importação. • A tecnologia dos produtos e serviços é atualizada com uma velocidade muito grande, deixando de fora do mercado os produtos que não investem nessa ferramenta. Finalmente, a inserção da logística no processo competitivo globalizado força as empresas a desenvolverem estratégias para projetar seus produtos e serviços no mercado mundial, com o objetivo de obter vantagem competitiva, seja no emprego novas tecnologias, seja adotando novos procedimentos, como parcerias e alianças estratégicas (BALLOU, 2010). Nas operações internacionais, tornam-se imprescindíveis o conhecimento e a adaptação a diferentes situações, culturas e comportamentos, para que se possa superar as distâncias existentes no comércio internacional, no qual a distância geográfica existente entre os países é um fator relevante, porém não é o único a ser transposto pela empresa importadora e/ou exportadora. Quais seriam esses outros fatores? Dias et al. (2004, p. 216) ressaltam que as empresas não devem iniciar um negócio internacional sem antes ter total conhecimento do mercado com o qual irá negociar. Nesse sentido: Portanto, é muito importante que o profissional da área de logística exerça uma gestão plena ou contextual, ou seja, de forma que tenha abrangência total, com todos os pontos avaliados. 7.2 Conhecimento e habilidades do negociador internacional A eficácia dos gerentes e profissionais do comércio exterior depende da sua capacidade e habilidade de utilizar e adaptar os conceitos, os estilos e as práticas da administração, também utilizados no dia-a-dia dos negócios nacionais, com o objetivo de superar as distâncias do comércio internacional, fazendo com que este se torne para a orga- nização, tão rotineiro e usual quanto à operação doméstica (SOARES, 2004, p. 201). e assistir ao filme Cultura e negociação internacional. É importante para o aprofundamento de seu aprendizado. Para saber mais sobre a negociação internacional, você pode acessar a página Para mais informações, sugere-se a leitura do livro Negociação Internacional, dos autores Dante P. Martinelli, Carla A. A. Ventura e Juliano R. Machado, da editora Atlas. Nesse livro você poderá entender mais profundamente todo o contexto da negociação internacional, bem como as estratégias logísticas que envolvem este processo. Ciclo de importação é o caminho percorrido por um produto desde seu pedido, trânsito, liberação, venda, até o novo pedido do mesmo produto. http://www.youtube. com/watch?feature=player_ detailpage&v=vyvbrwAH-yw Resumo Pudemos observar nessa aula a dinâmica do mercado internacional, as difi- culdades do processo de internacionalização, suas variações constantes e a necessidade das habilidades das pessoas que operam nesta área. Atividades de aprendizagem • Vamos traçar um perfil do empreendedor logístico de comércio exterior, considerando as dificuldades da área? Aula 08 – Operadores logísticos O objetivo desta aula é identificar cada um dos agentes opera- dores logísticos - componentes importantes para o fluxo ope- racional de mercadorias transacionadas no comércio exterior. A partir dos conceitos estabelecidos nessa aula, você terá a oportunidade de identificar os agentes, sua importância e for- ma de atuação. A função dos agentes de operação logística ou operadores logísticos é efetuar a movimentação de cargas durante o processo de transição da negociação internacional, ou seja, enquanto a carga está em trânsito entre a compra e o recebimento da mercadoria, sobretudo nos portos e aeroportos. Vamos saber mais? Inserido no contexto de importação e exportação, existe uma função logís- tica muito importante para que os produtos sejam transportados de forma ágil e segura. Essa movimentação e acondicionamento dos produtos conta com o trabalho dos operadores logísticos. Mas como é esse trabalho? Os operadores logísticos são responsáveis pelo transporte e manuseio da carga até chegar ao porto, sua movimentação para o embarque da merca- doria, retirada do embarcador, movimentação para aguardar sua liberação e transporte até o comprador. E como isso acontece na importação? O sistema de importação constitui-se de diversas empresas especializadas, de diversos ramos de atividades, que disputam internamente, em seus mer- cados, e ainda enfrentam as dificuldades de operação, frente às deficiências de maquinários ou instalações, prejudicando a agilidade e qualidade desse tipo de operação. 8.1 Função dos operadores logísticos E quais são os principais elementos ou indicadores de análise para a operação logística? De acordo com Robeson e Copacino (1994, p. 510), podemos identificá--los como: a) caminhões; b) armazéns; Os operadores logísticos também fornecem suportes físicos e infraestrutu- ras, complementando o suporte logístico necessário para a cadeia de movi- mentações de mercadorias. • Operador de transporte – é o agente cuja atividade-fim consiste em transportar mercadorias nos diferentes estágios da cadeia produtiva. É um processo complexo, em que muitos fatores são concorrentes e devem ser analisados de forma única, para determinar o melhor fluxo para o abas- tecimento de mercadorias. Alguns desses agentes, componentes desse ciclo de importação, são descritos a seguir: • Embarcador – é o agente responsável pelo embarque da mercadoria; geralmente, é o próprio fabricante da mercadoria. • Recebedor – é a organização cuja atividade econômica consiste em co- mercializar mercadorias em grandes e/ou pequenos lotes (atacadista e varejista). • Operador logístico portuário e aduaneiro – é o agente que dedica as suas atividades em gerir as movimentações de carga enquanto estiver em entrepostos aduaneiros, como a chegada ao porto de embarque, a disponibilização para vistorias, o embarque e os desembarques, ou seja, todas as etapas da cadeia embarque-desembarque de suprimentos (ar- mazenagem, embalagem, controle de estoque, etc.), São empresas com enorme flexibilidade e versatilidade para movimen- tar bens físicos de várias marcas, várias categorias, pesos distintos, pe- recíveis, voláteis, frágeis ou não, de absolutamente qualquer indústria (NUNES, 2001, p.16-17). 8.2 Indicadores logísticos dos operadores c) serviços de mão de obra e gestão; d) serviços específicos (em alguns casos), incluindo: I. gestão do inventário; II. preparação da produção; III. planejamento estratégico da distribuição; IV. aquisição de locais; V. disposição do armazém. E quais são os principais indicadores logísticos que compreendem a de- manda de operação logística? Observe a figura 14.1: Nessa aula, você identificou os diferentes operadores logísticos, suas funções específicas e sua importância no contexto de movimentação de cargas, en- quanto está tramitando nas na cadeia de exportação. Atividades de aprendizagem • Vamos pesquisar as formas de operação logística, através de exemplos práticos de operações de comercialização internacional? Materiais Armazenamento dos materiais Produção Armazém de produtos acabados Lojas Figura 14.1: Canal logístico e operador. Fonte: Robson e Copacino (1994, p.82) Resumo Indicadores logísticos são pontos vitais de análise para o desempenho, considerando o planejamento e controle de operações logísticas. Para conhecer mais amplamente, através do filme, as funções específicas de cada um desses componentes. Para ter mais informações, segue a sugestão de leitura do livro Operadores logísticos, de Mauro Vivaldini e Silvio R. I Pires, da editora Atlas, publicado em 2011. Nesse livro você poderá compreender de forma mais ampla e diversificada os diferentes agentes que compõem a operação logística. Para saber mais sobre os componentes operadores logísticos, você poderá acessar os artigos que estão disponíveis no site http://www.youtube. com/watch?feature=player_ detailpage&v=jq72c1_oYgQ • entender os Incoterms; • diferenciar cada grupo de Incoterms e suas Finalidades; • descrever cada Incoterm; e • relacionar cada Incoterm com sua descriminação, seguro, frete, desembaraço e modal. Prezado (a) estudante, Neste terceiro momento, iremos conhecer e identificar os incoterms e a sua importância. Então, vamos lá? Os incoterms ou Termos Internacionais de Comércio foram criados pela Câ- mara de Comércio Internacional (CCI) com o propósito de administrar os contratempos que aconteciam durante a interpretação de um contrato in- ternacional realizado entre exportadores e importadores. Essas confusões eram encontradas principalmente nas despesas decorrentes da transporta- ção e na responsabilidade de perdas e danos, além de toda a movimentação e estoque quando necessários. Assim, a CCI criou um método para padronizar, perante os envolvidos na ne- Figura 1.22 – Incoterms 2010 Fonte: Atlanta Aduaneira. Aula 09. Incoterms Objetivos: As definições a seguir são utilizadas na íntegra, são aproveitadas da empresa Atlanta Aduaneiras, pela sua objetividade e tradução fiel às responsabilidades do comprador e vendedor em cada uma, facilitando assim uma maior compreensão para seu estudo. (Atlanta Aduaneiras Disponível em: . Acesso em: Jun. 2012). A mercadoria é colocada à disposição do comprador no estabelecimento do vendedor, ou noutro local nomeado (fábrica, armazém etc.), sem estar pronta para exportação ou carregada num veículo qualquer de transporte. Nesse termo, o exportador encerra sua participação no negócio quando acondiciona a mercadoria na embalagem de transporte (caixa, saco etc.) gociação, as responsabilidades dos vendedores e dos compradores de forma objetiva e sucinta, os Incoterms. Essas regras são a base de toda negociação inter nacional. Os Incoterms foram criados em 1936 e com as adaptações que o comércio exigia passou por várias mudanças até chegar a 1990 com treze termos in- ternacionais. Esses treze termos só começaram a entrar em vigor em 01 de janeiro de 2000, proporcionando uma nova nomenclatura aos termos que a partir daí passaram a se chamar “Incoterms 2000”. Mas, com a globalização em alta, viu-se a necessidade de atualização destes, que sofreram uma mudança e passaram a ser somente 11 termos. Esses 11 termos entraram em vigor em 01 de janeiro de 2011 e é o que utilizamos hoje em dia. Sua nomenclatura passou a ser “Incoterms 2011”. Outra denominação dos Incoterms são "cláusulas de preços", pelo fato de cada termo determinar os elementos que compõem o preço da mercadoria. Esses termos são representados por siglas que representam as responsabi- lidades envolvidas. Existem quatro grupos de siglas, são eles: E, F, C e D, e cada um deles explicita a responsabilidade perante a movimentação, seguro e transporte da carga. Uma vez que o comprador e vendedor escolhem e aceitam o Incoterm utilizado deverá cumprir com sua parte até a finalização da negociação. 9.1 Definições EXW - Ex Works (... named place) A Partir do Local de Produção (...local designado) Globalização – é um termo utilizado para descrever o surgimento de um processo no qual há uma integração social, política e econômica entre os países e pessoas do mundo inteiro, pelo qual os governos e empresas trocam ideias sobre diversos assuntos para uma melhor interação de todos. Nesse termo, a responsabilidade do vendedor se encerra quando a merca- doria é colocada ao longo do costado do navio transportador, no porto de embarque nomeado. A contratação do frete e do seguro internacionais fica por conta do comprador. O vendedor é o responsável pelo desembaraço das mercadorias para exportação. Esse termo só pode ser utilizado no transporte aquaviário (marítimo, fluvial ou lacustre). e a disponibiliza, no prazo estabelecido, no seu próprio estabelecimento. Assim, cabe ao importador estrangeiro adotar todas as providências para retirada da mercadoria do estabelecimento do exportador, transporte inter- no, embarque para o exterior, licenciamentos, contratações de frete e de seguro internacionais etc. O termo "EXW" não deve ser utilizado quando o vendedor não está apto para, direta ou indiretamente, obter os documentos necessários à exportação da mercadoria. Como se pode observar, o compra- dor assume todos os custos e riscos envolvidos no transporte da mercadoria do local de origem até o de destino. Nesse termo, o vendedor (exportador) completa suas obrigações quando entrega a mercadoria, desembaraçada para exportação, aos cuidados do transportador internacional indicado pelo comprador, no local designado do país de origem. Deve-se notar que o local de entrega escolhido tem um impacto nas obrigações de embarque e desembarque das mercadorias na- quele local. Se a entrega ocorrer na propriedade do vendedor,o vendedor é responsável pelo embarque. Se a entrega ocorrer em qualquer outro lugar, o vendedor não é responsável pelo desembarque. Dessa forma, cabe ao comprador (importador) contratar frete e o seguro internacional. Esse termo pode ser utilizado em qualquer modalidade de transporte. Nesse termo, a responsabilidade do vendedor sobre a mercadoria vai até o momento da transposição da amurada do navio (ship's rail), no porto de embarque, muito embora a colocação da mercadoria a bordo do navio seja também, em princípio, tarefa a cargo do vendedor. O termo FOB exige que o vendedor desembarace as mercadorias para exportação. Ressalte-se que FCA – Free Carrier (... named place) Transportador Livre (...local designado) FOB – Free on Board (... named por of shipment) Livre a Bordo (...porto de embarque designado) FAS – Free Alongside Ship (... named port of shipment) Livre no Costado do Navio (...porto de embarque desig- nado) o transportador internacional é contratado pelo comprador (importador). Logo, na venda FOB, o exportador precisa conhecer qual o termo marítimo acordado entre o comprador e o armador, a fim de verificar quem deverá cobrir as despesas de embarque da mercadoria. Esse termo só pode ser utili- zado no transporte aquaviário (marítimo, fluvial ou lacustre). Nesse termo, o vendedor tem as mesmas obrigações que no "CFR" e, adi- cionalmente, deve contratar o seguro marítimo contra riscos de perdas e danos durante o transporte. Como a negociação ainda está ocorrendo no país do exportador (a amurada do navio, no porto de embarque, é o ponto de transferência de responsabilidade sobre a mercadoria), o comprador deve observar que no termo CIF o vendedor somente é obrigado a contratar segu- ro com cobertura mínima. O termo CIF exige que o vendedor desembarace as mercadorias para exportação. Esse termo só pode ser usado no transporte aquaviário (marítimo, fluvial ou lacustre). Nesse termo, o vendedor assume todos os custos anteriores ao embarque internacional, bem como a contratação do frete internacional, para trans- portar a mercadoria até o porto de destino indicado. Destaque-se que os riscos por perdas e danos na mercadoria são transferidos do vendedor para o comprador ainda no porto de carga (igual ao FOB, na ship's rail). Assim, a negociação (venda propriamente dita) está ocorrendo ainda no país do vendedor. O termo CFR exige que o vendedor desembarace as mercadorias para exportação. Esse termo só pode ser usado no transporte aquaviário (marítimo, fluvial ou lacustre). CFR – Cost and Freight (... named port of destination) Custo e Frete (...porto de destino designado) CIF – Cost, Insurance and Freight (... named port of desti- nation) Custo, Seguro e Frete (...porto de destino designado) Amurada do navio é a parte interna da parede do navio, como mostra a figura abaixo. Figura 1.23 – Amurada x Costado Fonte: CAPITÃO LÁZARO. Amurada e Costado. Publicado em: 26 Mar. 2010. Disponível em: . Acesso em: Jun. 2012. CPT – Carriage Paid to (... named place of destination) Transporte Pago até (...local de destino designado) DAP - Delivered at Place (...named place of destination) Entregue no Lugar (…local de destino designado) Este novo termo foi introduzido em substituição aos termos DAF, DES e DDU. Com sua aplicação, as mercadorias poderão ser postas à disposição do comprador (importador) no porto de destino designado, ainda no interior do navio transportador e antes do desembaraço para importação, como já ocorria com o termo DES, ou ainda, em qualquer outro local, como ocor- ria com os termos DAF, em que a entrega dar-se-ia na fronteira designada e DDU, em que a entrega seria realizada em algum local designado pelo próprio comprador (importador), todavia, em quaisquer dos casos, antes do desembaraço das mercadorias para importação. A responsabilidade do ven- dedor consiste em colocar a mercadoria à disposição do comprador, pronta para ser descarregada, não tratando das formalidades para importação, no terminal de destino designado, ou noutro local combinado, assumindo os custos e riscos inerentes ao transporte até ao local de destino. CIP – Carriage and Insurance Paid to (...named place of destination) Transporte e Seguros Pagos até (...local de destino desig- nado) Nesse termo, o vendedor tem as mesmas obrigações definidas no CPT e, adicionalmente, arca com o seguro contra riscos de perdas e danos da mer- cadoria durante o transporte internacional. O comprador deve observar que, no termo CIP, o vendedor é obrigado apenas a contratar seguro com cober- tura mínima, posto que a venda (transferência de responsabilidade sobre a mercadoria) se processa no país do vendedor. O termo CIP exige que o ven- dedor desembarace as mercadorias para exportação. Esse termo pode ser usado em qualquer modalidade de transporte, inclusive multimodal. Nesse termo, o vendedor contrata o frete pelo transporte da mercadoria até o local designado. Os riscos de perdas e danos na mercadoria, bem como quaisquer custos adicionais devidos a eventos ocorridos após a entrega da mercadoria ao transportador, são transferidos pelo vendedor ao comprador quando a mercadoria é entregue à custódia do transportador. O termo CPT exige que o vendedor desembarace as mercadorias para exportação. Esse termo pode ser usado em qualquer modalidade de transporte, inclusive mul- timodal. DAT - Delivered at Terminal (...named place of destina- tion) Entregue no Terminal designado (…local de destino de- signado) Este novo termo foi inserido, praticamente em substituição ao DEQ e – similarmente ao termo extinto, estabelece que as mercadorias podem ser colocadas à disposição do comprador (importador), não desembaraçadas para importação, num terminal portuário e introduz a possibilidade de que as mercadorias possam também ser dispostas ao comprador (importador) em um outro terminal, fora do porto de destino. O vendedor termina a sua responsabilidade quando coloca a mercadoria à disposição do comprador, não tratando das formalidades para importação, no terminal de destino de- signado, assumindo os custos e riscos inerentes ao transporte até o porto de destino e com a descarga da mercadoria. DDP – Delivered Duty Paid (... named place of destination) Entregue ao comprador com os Direitos Pagos (...local de destino designado) É o Incoterm que estabelece o maior grau de compromisso para o vendedor. Nesse termo, o vendedor cumpre somente sua obrigação de entrega quando a mercadoria tiver sido posta em disponibilidade no local designado do País de destino final, desembaraçada para importação. O vendedor assume to- dos os riscos e custos, inclusive impostos, taxas e outros encargos incidentes na importação. Ao contrário do termo EXW, que representa o mínimo de obrigações para o vendedor, o DDP acarreta o máximo de obrigações para o vendedor. O termo DDP não deve ser utilizado quando o vendedor não está apto para, direta ou indiretamente, obter os documentos necessários à importação da mercadoria. Esse termo pode ser utilizado em qualquer mo- dalidade de transporte, inclusive multimodal. Os Incoterms contam atualmente com 11 termos e esses devem ser utiliza- dos para os seguintes modais como demonstra o quadro 1.1 abaixo: 9.2 Quadro resumo: Quadro 1.1 – Incoterms e Modais MODAIS Terrestre, Marítimo, Aéreo, Ferroviário e Multimodal Marítima ou Fluvial INCOTERMS EXW, FCA, CIP, CPT, DAP, DAT, DDP FAS, FOB, CFR, CIF Modais ou Modal – são os meios de movimentação de transbordo de materiais, ou seja, é o tipo de transporte existente para a utilização na transportação das mercadorias de um lugar a outro. Existem cinco tipos básicos: ferroviário, rodoviário, aquaviário que se dividem em: marítimo e hidroviário, que se subdividem em: fluvial e lacustre, o aeroviário e por fim o dutoviário. Assim, a transferência das responsabilidades irá depender da escolha do Incoterm que regerá a negociação. Como explica as figura 1.22 e 1.23 abaixo: Figura 1.25