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CURSO TÉCNICO EM
LOGÍSTICA
2025
 Logística INTERNACIONAL E ADUANEIRA
"Que a esperança seja maior do
que qualquer obstáculo!"
Autor desconhecido.
Profª. Camilla Lopes
Objetivos:
• diferenciar Comércio Internacional e Comércio Exterior;
• descrever a estrutura do Comércio Exterior;
• apresentar o órgão mais importante do Comércio Exterior;
• Relacionar o Balanço de Pagamentos com os órgãos da Estrutura
do Comércio Exterior; e
• expor as classificações dos órgãos do Comércio Exterior.
Prezado (a) Estudante,
Que bom iniciarmos nossa jornada em busca do conhecimento explorando
uma área tão em evidência, a Logística Internacional e Aduaneira. Nesse
primeiro momento, iremos conhecer e identificar a história e o que vem a ser
o comércio exterior e todos os aspectos envolvidos no seu entendimento para
que assim tenhamos o primeiro contato com a Logística Internacional e
Aduaneira. Começaremos com a ideia de Logística Internacional Aduaneira.
Figura 1.1 – Logística no Comércio Exterior
Fonte: YEPES, 2010.
Aula 1. Introdução à logística 
internacional e aduaneira
A logística internacional e aduaneira é um conceito no qual iremos observar o
processo logístico em todo o mundo.
Desta forma, deparamo-nos com algumas novidades nesse mercado. No
mercado interno devemos nos atentar para estoques, armazenagem,
custos logísticos, distribuição, embalagens, transportes, dentre outros
tópicos de suma importância. Já no mercado externo, devemos atentar a
isso tudo com uma ênfase maior para documentações, negociações e
transportes.
Para que entendamos o que é importante nesse processo, vamos começar
pelos aspectos básicos.
O conceito mais importante para o entendimento de Logística Internacional e
Aduaneira é o Comércio.
Comércio é uma “relação de trocas de um ou mais produtos entre dois ou
mais sujeitos sociais que implica necessariamente numa reciprocidade”
(SOSA, 1996). Deste modo, portanto, para que exista o comércio, os
envol- vidos na negociação devem receber e oferecer algo.
A ideia de comércio existe desde as primeiras civilizações em que se tro-
cavam produtos necessários à sobrevivência por outros produtos como os
agrícolas, por exemplo.
Com o passar dos tempos, surgiram comunidades mais organizadas social-
mente que proporcionaram o nascimento das moedas como meio de paga-
mento pelos produtos trocados. Atualmente, as moedas são um meio de
padronização das atividades comerciais, tendo assim o seu valor igualitário a
todos e definido pelo banco central do país.
Lembramos também que cada país possui uma moeda que rege a sua eco-
nomia. A sua cotação no mercado externo é conhecida como taxa de câm-
bio, esta que é uma cotação pela qual a moeda local terá um custo perante a
outra moeda. Normalmente, utiliza-se o dólar como base de cotação, pois é a
moeda mais negociada nos mercados internacionais.
1.1 Introdução ao comércio exterior
1.1.1 Comércio
Para saber mais sobre a taxa de
câmbio, que pode ser definida
como o preço de uma moeda
estrangeira transformado na
moeda nacional, consulte
o site http://www.bcb.gov.
br/?taxcamfaq 
Comércio Internacional pode ser entendido como trocas comerciais de bens e
serviços realizadas entre nações, pessoas de países diferentes, que nem
sempre envolvem valores monetários, sendo reguladas pelos governos das
partes envolvidas visando fins econômicos ou sociais.
Como exemplo das trocas com valor monetário envolvido, podemos citar a
venda de produtos oferecidos pela internet no site do eBay, você pode
comprar algo diretamente do exterior, Estados Unidos, sem precisar de do-
O Comércio é a base de troca que envolve as nossas necessidades e as moe-
das são o meio de pagamento para conseguirmos obter produtos.
Vivemos em um mundo de crescimento acelerado. O Comércio acompanha
este crescimento, suportado por diversos fatores e variantes. No dia a dia, nos
deparamos com alguns destes fatores que acabam por definir o próprio
Comércio. Você já deve ter ouvido falar de Comércio Nacional, Comércio
Internacional e Comércio Exterior, por exemplo. Vamos aprofundar nossos
conhecimentos nesses três termos já tão familiares.
Comércio Nacional são as trocas realizadas entre pessoas de um mesmo país,
envolvendo uma moeda única. Ou seja, é toda compra e venda realizada
dentro de um território nacional.
Como exemplo, podemos citar as feiras, em que há vendas de produtos
produzidos pelos feirantes e que chegam diretamente ao consumidor final.
1.1.2 Comércio nacional
1.1.3 Comércio internacional
htm
Para saber mais sobre a História
do Comércio, consulte o site
http://www.brasilescola.com/
historia/historia-do-comercio.
eBay é um site norte-americano
no qual são revendidos produtos
via internet; corresponde ao
Mercado Livre utilizado no
Brasil.
Figura 1.2 – Feira Livre.
Fonte: Pérolas Preciosas.
cumentações que o governo emite para realizá-la e o produto chega pelos
correios, diretamente ao consumidor final.
Como exemplo de trocas sem valores monetários envolvidos, podemos citar a
situação em que um país solicita a entrada de um grupo de estudantes de
determinado país em seu território nacional para aumentar seus profis- sionais,
oferecendo em troca a graduação destes no país estrangeiro. Esses programas
são oferecidos pelo governo federal local.
Dessa forma, segundo Pereira (2010), o Comércio Internacional pode ser
entendido como “questões internacionais, tais como operações de trocas
entre países decorrentes de intercâmbio econômico (aplicável a mercado-
rias, serviços e mão de obra), político e cultural. Essas normas são
aplicáveis uniformemente a mais de um país, visando a facilitação dos
negócios inter- nacionais que seriam as trocas comerciais entre países.
Observe que esses tipos de regras são criados e disciplinados por acordos
estabelecidos entre países, ou então, são criados por organismos
internacionalmente acredita- dos e aderidos pelos países em todo o mundo,
por exemplo, as regras da OMC - Organização Mundial do Comércio ou da
CCI - Câmara de Comércio Inter nacional”.
Segundo Pereira (2010), Comércio Exterior pode ser entendido como
“termo, regra e norma nacional das transações e estudos realizados no
comércio internacional. Essas regras são normas nacionais, criadas para
disciplinar tudo o que diz respeito à entrada no país de mercado- rias
procedentes do exterior (importação) e à saída de mercadorias do
território nacional (exportação). Essas regras refletem diretamente em
questões tributárias, comerciais, financeiras, administrativas e por fim
aduaneiras”.
É todo comércio internacional que é regulado pelos governos das partes
envolvidas, visando fins econômicos ou sociais. Ou seja, comércio exterior
pode ser definido como as exportações e importações realizadas pelas na-
ções cabendo a estas regular e definir as políticas de comércio que serão
empregadas nas transações comerciais.
O comércio exterior será o objeto base de estudo durante nossas aulas.
1.1.4 Comércio exterior
Para saber mais sobre o
programa de estudo no exterior, 
consulte o site 
Para saber mais sobre Comércio
Internacional x Comércio 
Exterior, consulte os sites
http://www.
cienciasemfronteiras.gov.br/
web/csf
 http://
www.portaldoconcursopublico.
com.br/2011/05/comercio-
exterior-x-comercio.html e 
http://laerciovp.blogspot.com.
br/2010/10/comercio-exterior-x-
comercio.html
1.2 Comércio exterior brasileiro
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4.
Como observamos no item 1.1.5, o comércio exterior é a troca de bens en- tre
países que terão influência no balanço comercial do país envolvido, ou seja,
está diretamente ligado ao seu Produto Interno Bruto - PIB. Assim, cada país
possui uma política de comércio exterior para verificar e controlar a economia.
Deste modo, todo dinheiro que entra no país não descontrola a economia nem
todo dinheiro que sai do país faz falta, o que provocaria um desequilíbrio
econômico.
De tal modo, o comércio exterior é a prática de comercialização,– Incoterms 2010 e Limites
Fonte: Atlanta Aduaneira.
Figura 1.24 – Incoterms e Transferência de Custos e Riscos
Fonte: Atlanta Aduaneira.
Quadro 1.1 – Quadro Resumo-Rápido Informações Gerais Incoterms
INCOTERMS DISCRIMINAÇÃO SEGURO FRETE DESEMBARAÇO MODAL
EXW
FCA
CIP
CFR
CIF
FOB
FAS
CPT
DDP
DAP
DAT
Mercadoria entregue ao
transportador
CPT + seguro até o destino
Mercadoria entregue no desti-
no, porém as formalidades de
importação e descarga são por
conta do comprador.
Mercadoria entregue no des-
tino, descarregada. Porém as 
formalidades de importação 
são por conta do comprador.
Mercadoria entregue ao com-
prador no local designado, 
com tudo pago pelo vendedor.
Mercadoria entregue já de-
sembaraçada ao lado do navio.
Mercadoria entregue a bordo 
do navio que fará o transporte
Mercadoria entregue a bordo 
do navio no porto de origem
Mercadoria entregue a bordo 
do navio no porto de destino.
Mercadoria entregue ao 
transportador (comprador) no 
porto de destino
Entrega no estabelecimento
do exportador
Vendedor
Vendedor
Vendedor
Vendedor
Vendedor
Comprador
Comprador
Comprador
Comprador
Comprador
Comprador
Vendedor
Vendedor
Vendedor
Vendedor
Vendedor
Vendedor
Vendedor
Comprador
Comprador
Comprador
Comprador
Vendedor
Vendedor
Vendedor
Vendedor
Vendedor
Vendedor
Vendedor
Vendedor
Vendedor
Comprador
Comprador
Terrestre,
Marítimo, Aéreo,
Ferroviário e
Multimodal.
Terrestre, 
Marítimo, Aéreo, 
Ferroviário e 
Multimodal.
Marítima ou 
Fluvial
Marítima ou 
Fluvial
Marítima ou 
Fluvial
Marítima ou 
Fluvial
Terrestre, 
Marítimo, Aéreo, 
Ferroviário e 
Multimodal.
Terrestre, 
Marítimo, Aéreo, 
Ferroviário e 
Multimodal.
Terrestre, 
Marítimo, Aéreo, 
Ferroviário e 
Multimodal.
Terrestre, 
Marítimo, Aéreo, 
Ferroviário e 
Multimodal.
Terrestre, 
Marítimo, Aéreo, 
Ferroviário e 
Multimodal.
Resumo
Nesta terceira aula, aprendemos sobre os Incoterms e as suas aplicações
dentro das negociações internacionais, pois como diz a Atlanta Aduaneira,
(Atlanta Aduaneiras Disponível em: . Acesso em: Jun. 2012) os termos internacionais de
comér- cio tratam efetivamente de condições de venda, pois definem os
direitos e obrigações mínimas do vendedor e do comprador quanto a fretes,
seguros, movimentação em terminais, liberações em alfândegas e obtenção
de docu- mentos de um contrato internacional de venda de mercadorias.
1. O que é Incoterm?
3. Quantos são os Incoterms?
2. Qual a finalidade dos Incoterms?
4. Quais são os Incoterms e suas principais características?
Lembrando também que se deve atentar para qual modal usar cada Inco-
term pelas suas especificações.
5. Monte um quadro contendo 6 colunas (Incoterm, Discriminação, Seguro,
Frete, Desembaraço e Modal).
Atividades de Aprendizagem
Objetivos:
• entender o Siscomex;
• descrever a importância do Siscomex;
• diferenciar Nomenclatura Comum do Mercosul e Tarifa Externa
Comum;
• descrever o Sistema Harmonizado; e
• relacionar as ferramentas de apoio digitais.
Prezado (a) Estudante,
Como você está lidando com tantas descobertas nesse mundo de comércio
exterior? Que bom te encontrar aqui, significa que você está gostando, então
vamos dar continuidade. Nesse segundo momento, iremos conhecer e identi-
ficar as ferramentas que auxiliam e fazem parte do processo de importação e
exportação. Assim, as ferramentas de apoio podem ser definidas como:
Aula 10. Ferramentas logísticas e 
aduaneiras
Figura 1.5 – Ferramentas Logísticas
Fonte: CRA/RJ, 2012.
O SISCOMEX é um sistema de informação computadorizado (programa) que
integra as atividades de registro, acompanhamento e controle das ex-
portações e importações através de um processamento de informações efe-
tuado exclusivamente pelo próprio sistema.
Esse sistema é administrado pelos seguintes órgãos: Secretaria de Comércio
Exterior (SECEX), Secretaria da Receita Federal (SRF) e pelo Banco Central do
Brasil (BACEN).
Para se ter acesso ao Siscomex, é necessário ter uma senha fornecida pela
Secretaria da Receita Federal e esta está vinculada ao CPF de algum funcio-
nário, ficando este responsável pela sua operação. O acesso pode ser efetu-
ado a partir de qualquer ponto conectado (bancos, corretoras, despachantes
aduaneiros ou o próprio estabelecimento do usuário), bem como por meio 
As ferramentas de apoio são instrumentos que auxiliam os importadores e
exportadores em todo o processo das operações de comércio exterior. É atra-
vés dessas ferramentas que encontramos os controles e registros que foram
realizados em um período de tempo através de um sistema. Deste modo,
também é por meio dessas ferramentas que se obtém uma padronização das
nomenclaturas utilizadas nos processos.
Através das ferramentas de apoio, observamos agilidade, conforto, acesso
rápido às informações estatísticas e até redução de custos no fim dos pro-
cessos operacionais.
Para que entendamos os detalhes que são importantes durante todo um pro-
cesso de importação ou exportação, devemos atentar a essas ferramentas. Se
não forem usadas corretamente, podem prejudicar um processo inteiro.
10.1 Sistema Integrado de Comércio 
Exterior – SISCOMEX
Figura 1.6 – Logo Siscomex
Fonte: Portal Brasileiro de Comércio Exterior.
SISCOMEX – é um sistema
de informação que auxilia
no processo de exportação
e importação, integrando
as atividades de registro,
acompanhamento e controle das 
operações de comércio exterior.
O Brasil é o único país que
possui um sistema totalmente
informatizado que emite guias
de importação e exportação,
dentre outros documentos
pertinentes a essas operações,
em que a maioria dos
documentos utilizados nas
negociações está substituída
aos poucos pelos registros 
eletrônicos.
O Sistema Harmonizado de Designação e Codificação de Mercadorias ou,
como mais comumente é conhecido, Sistema Harmonizado é um sistema no
qual se designam códigos para as mercadorias comercializadas, assim, cada
mercadoria tem seu “nome” de classificação para que possa ser reconhecido
na entrada e saída de um país.
de terminais instalados nos órgãos federais encarregados do controle do
comércio exterior.
Quando uma empresa importa ou exporta pequenas quantidades, não há
necessidade de se obter o sistema, já que o Banco do Brasil, através de uma
agência que preste serviço de comércio exterior ou um despachante, poderá
realizar esses registros para a empresa.
Esse sistema é indicado para empresas que realizam grandes fluxos de ex-
portação e importação.
Para a empresa que deseja exportar, esta deverá ser cadastrada no Registro de
Exportadores e Importadores da Secretaria de Comércio Exterior, no qual este
cadastro é automático. Já as pessoas físicas, artesãos e pequenos produ- tores
também deverão se cadastrar, mas deverão providenciar seu cadastro no
Departamento de Operações de Comércio Exterior – DECEX.
Dentre os documentos que o sistema emite estão:
• Registro de Exportação – RE (É o conjunto de informações de natureza
comercial, cambial e fiscal que caracterizam a operação de exportação de uma
mercadoria através de enquadramento específico); 
• Registro de Operação de Crédito – RC (O RC representa o conjunto de in-
formações de caráter cambial e financeiro, nas exportações, com prazos
de pagamento superiores a 180 dias); 
• Registro de Venda (é o conjunto de informações de natureza comercial,
cambial e fiscal que caracteriza a operação de exportação de produtos
negociados em bolsas internacionais de mercadorias ou de “commodi-
ties”, através de enquadramento específico).
10.2 Sistema Harmonizado de Designação  
e Codificação de Mercadorias - SH
Esse sistema foi criado para melhorar o intercâmbio de mercadoria no co-
mércio internacional, aprimorando assim as negociações, tarifas de fretes,
dentre outros.
Os códigos do SH são formados por seis dígitos que permitam a especifi-
cação de cada produto, tais como origem, matéria constitutiva e aplicação,
obedecendo assim uma ordem numérica lógica e crescente de acordo com o
nívelda mercadoria.
Pode-se então compreender que o sistema harmonizado – SH é a base para as
nomenclaturas existentes nas negociações de comércio exterior, pois ele
abrange: a nomenclatura, as regras gerais para a interpretação do SH e as
notas explicativas do SH.
NCM é a nomenclatura de classificação de mercadorias e produtos que é
adotada pelos países membros do MERCOSUL, oficialmente formado pela
Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, podendo ter associação com outros
países. As mercadorias comercializadas entre esses países devem ter sua
no- menclatura padronizada segundo a NCM.
A NCM é uma classificação das mercadorias que conta com oito dígitos. Sua
base tem seis dígitos provenientes do Sistema Harmonizado que vimos na
página anterior, e dois outros que representam desdobramentos específicos
atribuídos ao MERCOSUL.
Sua composição se dá conforme a figura e exemplos abaixo.
10.3 Nomenclatura Comum do Mercosul   - NCM
A partir de 01/01/2012, entrou
em vigor no Brasil a nova versão
da Nomenclatura Comum do
Mercosul (NCM) adaptada
à V Emenda do Sistema
Harmonizado de Designação
e Codificação de Mercadorias,
ou simplesmente Sistema
Harmonizado - SH, aprovada
pelo Conselho de Cooperação
Aduaneira (SH-2012) (MDIC).
Tratado de Assunção foi um
acordo assinado em 26 de março
de 1991 entre a Argentina,
Brasil, Paraguai e Uruguai,
firmando assim um mercado
comum entre esses países; esse
tratado ficou conhecido como 
MERCOSUL.
Quando há a necessidade de
consultar a classificação de
uma mercadoria, o interessado
deverá acessar os dados da
Receita Federal do Brasil (RFB),
pois a classificação fiscal de
mercadorias é de competência
da RFB por intermédio da
Coordenação-Geral do Sistema
Aduaneiro e da Superintendência 
Regional da Receita Federal.
Figura 1.7 – NCM
Fonte: MDIC.
Exemplo (Fonte: MDIC): 
Código NCM: 0104.10.11 - Animais reprodutores de raça pura, da espécie
ovina, prenhe ou com cria ao pé.
Este código é resultado dos seguintes desdobramentos:
Para que a negociação se dê de maneira eficaz e que resulte no negócio que
irá se concretizar, é necessário um planejamento tributário, no qual se
verificará na importação e exportação o cálculo dos impostos sem onerar
nenhuma das partes.
A parte tributária do Comércio Exterior é controlada pelo Código Tributário
Nacional, Instruções Normativas e pelos Decretos da Receita Federal. Portan-
to o que se refere à regulamentação tributária estará descrita e explicitada 
É a nomenclatura adotada a partir de 01 de Janeiro de 1995 pelos quatro pa-
íses integrantes do MERCOSUL (Uruguai, Brasil, Paraguai e Argentina) como
previsto no Tratado de Assunção, tendo como base a Nomenclatura Comum do
MERCOSUL (NCM).
Assim, segundo o Ministério da Agricultura (Ministério da Agricultura. Dis-
ponível em: . Acesso em 20 de setembro de 2013), Tarifa Externa
Comum (TEC) é a imposição, por parte de todos os países membros de um
bloco econômico, de uma tarifa comum incidente às importações de tercei-
ros países (países de fora do bloco), havendo ainda a prática de livre comér-
cio ou tarifas preferenciais intrabloco (Ministério da Agricultura Pecuária e
Abastecimento - MAPA).
Seção
Capítulo
Posição
Subposição
Item
Subitem
I (se está começando a 
classificação com 0)
01
0104
0104.10
0104.10.1
0104.10.11
ANIMAIS VIVOS E PRODUTOS DO REINO 
ANIMAL
Animais vivos
Animais vivos das espécies ovina e caprina
Ovinos
Reprodutores de raça pura
Prenhe ou com cria ao pé
10.5 Legislação vigente
10.4 Tarifa Externa Comum (TEC)
Para saber mais sobre as
nomenclaturas, consulte os
• 
?area=5&menu=1090
• http://www.receita.fazenda.
gov.br/legislacao/legisassunto/
sishar.htm
• http://www.receita.fazenda.
gov.br/guiacontribuinte/
consclassfiscmerc/
consclassfiscmercleia.htm
Para aprofundar os
conhecimentos acerca das
nomenclaturas, assista ao vídeo
http://www.youtube.com/
watch?v=fbFBNQwmJI4
Para saber mais sobre a
Tarifa Externa Comum – TEC, 
?area=5&menu=1848 
e 
comerciais/mercosul/tarifas
Onerar – Impor ônus ou tribu-
tos; Impor pesados tributos a...;
Carregar, sobrecarregar.
consulte os sites
www.desenvolvimento.
gov.br/sitio/interna/interna.
php
: sites
http://
http://www.agricultura.
gov.br/internacional/acordos-
http://www.desenvolvimento.
gov.br/sitio/interna/interna.
php
no Regulamento Aduaneiro (Decreto Nº 4.543/2002).
Como alíquotas tributárias básicas que iremos encontrar no cálculo dos pre-
ços da importação e exportação estão:
IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados – que é calculado de acordo com
a tabela do IPI); 
ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços); 
PIS (Programa de Integração Social) 
COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social). 
Veremos mais à frente no cálculo de preços de importação e exportação
como utilizá-las.
Contamos ainda com uma gama de ferramentas digitais que proporcionam um
maior apoio nas negociações como um todo. Dentre as mais utiliza- das, estão:
Portal Brasileiro de Comércio Exterior, Aprendendo a Exportar, ALICEWeb,
Radar Comercial, Vitrine do Exportador, Redeagentes, Encomex, Brazil Trade
Net, Banco do Brasil, INMETRO, Fala Exportador, Exporta Fácil, ApexBrasil e
Projeto Primeira Exportação.
Nos itens 2.6.1 a 2.6.13, serão definidas o que é e qual a importância de
cada ferramenta digital, desta forma utilizaremos as definições oficiais para
cada uma, indicando assim a fonte e o Box de Mídias Integradas, que será
parte integrante de cada definição, conterá o link oficial de cada um, o que é
interessante você aluno acessar, ler, estudar e explorar todas as opções de
cada site, o que proporcionará um maior aprendizado para você.
10.6 Ferramentas digitais 
10.6.1 Portal Brasileiro de Comércio Exterior
Para ter acesso ao Decreto
Nº 4.543/2002, consulte 
o site http://www.receita.
fazenda.gov.br/legislacao/
decretos/2002/dec4543.htm
Figura 1.8 – Logo Portal Brasileiro de Comércio Exterior
Fonte: Portal Brasileiro de Comércio Exterior
De acordo com o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comér- cio
Exterior. Disponível em: . Acesso em 20 de setembro de 2013), o
“Comex Responde é o canal direto entre o Ministério do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior - MDIC e o empresariado. Por meio dele, é
possível tirar dúvidas sobre o processo de exportação, fazer críticas e suges-
tões sobre os sites e serviços de comércio exterior prestados pelo MDIC à
sociedade”.
Segundo o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Ex-
terior. Disponível em: Acesso em 20 de setembro de 2013), o 
Segundo o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exte-
rior. Disponível em: . Acesso em 20 de setembro de 2013), o
“Portal Brasileiro de Comércio Exterior visa a agrupar em um único endereço da
Internet os mais variados assuntos relacionados ao comércio exterior. É vol-
tado especialmente para as micro, pequenas e médias empresas, pois facilita o
acesso às informações sobre comércio exterior disponíveis na Internet. O usu-
ário poderá pesquisar os mais diversos assuntos, como programas de apoio à
exportação, legislação, oportunidades comerciais, instrumentos de crédito,
tarifas e normas de países, logística, feiras e eventos, entre outros”.
10.6.1.1 Comex responde
10.6.2 Aprendendo a exportar
Para saber mais sobre o Portal
Brasileiro de Comércio Exterior,
consulte e explore o site http://
www.comexbrasil.gov.br/
Para saber mais sobre o
Comex Responde do Portal
Brasileiro de Comércio Exterior,
consulte e explore o site http://
comexresponde.comexbrasil.
gov.br/
Figura 1.9 – Logo Comex Responde
Fonte: Portal Brasileiro de Comércio Exterior
Figura 1.10 – Logo Aprendendo a Exportar
Fonte: Aprendendo a Exportar.Aprendendo a Exportar é um aplicativo online que “oferece ao usuário de
diferentes níveis de conhecimento um passo a passo com informações sobre
planejamento da produção, pesquisa de mercado, financiamento, tratamen-
to tributário, comercialização, despacho aduaneiro, documentos de exporta-
ção, entre outras. O produto conta também com um Simulador de Preço de
Exportação, um Simulador do SISCOMEX e uma central de atendimento atra-
vés da qual é possível tirar dúvidas sobre o processo de exportação” (MDIC).
Segundo o MIDIC, (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior. Disponível em: acesso em 20 de setembro
de 2013), o Sistema de Análise das Informações de Comércio Exterior via
Internet, denominado ALICEWeb, da SECEX, foi desenvolvido com vistas a
modernizar as formas de acesso e a sistemática de disseminação dos dados
estatísticos das exportações e importações brasileiras. O usuário poderá
rea- lizar consultas por produto (de capítulo, até o oitavo dígito da
nomenclatu- ra); país de origem (importação) e destino (exportação); blocos
econômicos; Unidade da Federação por zona produtora (na exportação) e
por domicílio fiscal (na importação); via de transporte e por porto de
embarque (expor- tação) e desembarque (importação). O ALICEWeb
possibilita, ainda, a ela- boração de balança comercial por qualquer uma
das variáveis de consulta, em bases mensais, de acordo com o período
desejado. O sistema possibilita também a geração de arquivos para
download.
2.6.3 ALICEWeb
10.6.4 Radar comercial
Para saber mais sobre o
Aprendendo a Exportar, consulte 
e explore o site 
Para saber mais sobre o
ALICEWeb, consulte e explore 
o site http://aliceweb.
desenvolvimento.gov.br/
Figura 1.11 – Logo AliceWeb
Fonte: ALICEWeb.
Figura 1.12 – Logo Radar Comercial
Fonte: Radar Comercial.
http://www.
mdic.gov.br/sistemas_web/
aprendex/default
De acordo com o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comér- cio
Exterior. Disponível em: . Acesso em 20 de setembro de 2013), o
radar comercial foi “desenvolvido pela SECEX, em parceria com a APEX- -
Brasil, o Radar Comercial é um instrumento de consulta e análise de dados
relativos ao comércio exterior, que tem como principal objetivo auxiliar na
seleção de mercados e produtos que apresentam maior potencialidade para o
incremento das exportações brasileiras. As informações poderão ter como foco
um determinado mercado (país) ou o mundo. As buscas poderão ser
conjugadas - a critério do usuário, dentro de um conjunto de opções dis-
poníveis -, de modo a permitir a comparação de mercados e de variáveis
relativas aos produtos".
Desenvolvido pela SECEX/MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e
Comércio Exterior. Disponível em: . Acesso em 20 de setembro de 2013), o siste- ma
Vitrine do Exportador tem por finalidade promover as empresas expor- tadoras,
proporcionando maior visibilidade aos seus produtos no mercado
internacional. Por meio de módulos de consulta, importadores potenciais
poderão pesquisar informações pelo nome da empresa, por produto ou por
mercado. A Vitrine do Exportador também oferece ao exportador o serviço
Vitrine Virtual, que possibilita a criação de página na Internet, com inserção de
imagens e textos, para divulgação de seus produtos. 
10.6.6 Redeagentes
10.6.5 Vitrine do exportador
Para saber mais sobre o Radar
Comercial, consulte e explore o
site http://www.radarcomercial.
mdic.gov.br/
Para saber mais sobre o Vitrine
do Exportador, consulte e
explore o site http://www.
vitrinedoexportador.gov.br/
Figura 1.14 – Logo Redeagentes
Fonte: Redeagentes.
Figura 1.13 – Logo Vitrine do Exportador
Fonte: Vitrine do Exportador.
De acordo com o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior. Disponível em: . Acesso em 20 de setembro de 2013), os
Encontros de Comércio Exterior - ENCOMEX consistem em um projeto de-
senvolvido pela SECEX, com o intuito de estimular maior participação do
empresariado brasileiro, em particular do micro e pequeno, no contexto
internacional, levando informações de relevância acerca da estrutura, do
funcionamento, das regras básicas do intercâmbio comercial brasileiro, dos
mecanismos de apoio à exportação, das oportunidades de negócios com o
exterior, contribuindo com a divulgação da cultura exportadora.
Segundo o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Ex-
terior. Disponível em: . Acesso em 20 de setembro de 2013), o
Projeto Rede Nacional de Agentes de Comércio Exterior - Redeagentes é o
resultado de uma parceria entre o MDIC, o MTE e o SENAI, sendo que, a partir
de 2002, a Agência de Promoção de Exportações -APEX, também passou a
apoiar esta iniciativa. O principal objetivo do projeto é difundir a cultura
exportadora e orientar as empresas de pequeno porte sobre os pro-
cedimentos relacionados à exportação.
10.6.8 Brasil Global Net
10.6.7 Encontros de Comércio Exterior – ENCOMEX
MTE
SENAI 
Para saber mais sobre o
Redeagentes, consulte e explore 
o site http://www.redeagentes.
gov.br/
Para saber mais sobre o
Encomex, consulte e explore
o site http://www.encomex.
desenvolvimento.gov.br/
 – Ministério do Trabalho e 
Emprego.
– Serviço Nacional de 
Aprendizagem Industrial.
Figura 1.15 – Logo Encomex
Fonte: Encomex.
Figura 1.16 – Logo Brasil Global Net
Fonte: Brasil Global Net
paginas/ondBusApoio/braTraNet.html> Acesso em 20 de setembro de 2013), a
Brasil Global Net, desenvolvida pelo MRE, oferece um amplo conjunto de
oportunidades de negócios, informações e pesquisas sobre produtos e mer-
cados, endereços úteis, notícias, "links" e outros dados e informações de
interesse para exportadores brasileiros e importadores e investidores estran-
geiros. O cadastramento na Brasil Global Net e sua utilização são gratuitos. 
Segundo o MDIC, (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior. Disponível em: Acesso em 20 de setembro de 2013), a Sala Virtual de Negócios
Internacionais é um espaço dedicado aos clientes e não clientes do BB -
pessoas físicas ou jurídicas - que pretendem realizar negócios internacionais
com o Banco do Brasil através da Internet. Além dos tópicos tradicionais -
produtos e serviços, programas da área internacional, taxas de câmbio,
resenhas, programação de cursos e seminários, revista Comércio Exterior -
Informe BB, legislação e vocabulários de câmbio e comércio exterior, feiras
nacionais e internacionais, formulários de câmbio - a Sala Virtual está dispo-
nibilizando novos cadernos e estudos de mercado e uma nova maneira para
consultas e sugestões.
10.6.10 Ponto focal de barreiras técnicas às 
exportações
10.6.9 Sala virtual de negócios internacionais do 
Banco do Brasil
Para saber mais sobre o Brasil
Global Net, consulte e explore o
http://www.brasilglobalnet.site 
Figura 1.17 – Logo Brasil Web Trade
Fonte: Banco do Brasil.
Figura 1.18 – Logo Barreira Técnicas às Exportações - INMETRO
Fonte: INMETRO.
gov.br/frmprincipal.aspx
Para saber mais sobre a
Consultoria em Negócios
Internacionais do Banco do
Brasil, consulte e explore o site
http://www.bb.com.br/portalbb/
page44,3389,3420,0,0,1,2.
bb?codigoMenu=13203
default/index/conteudo/id/334> Acesso em 20de setembro de 2013), o
“Ponto Focal de Barreiras Técnicas às Exportações é um serviço oferecido pelo
INMETRO, desde 2002. Tornou-se grande centro acumulador, gerenciador,
articulador e disseminador de conhecimento sobre barreiras técnicas às
exportações. O Alerta Exportador! Um dos serviços oferecidos pelo site do
INMETRO informa seus usuários, sistematicamente, sobre as propostas de
regulamentos técnicos apresentadas à OMC”.
De acordo com o MDIC, (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comér- cio
Exterior. Disponível em: Acesso em 20 de setembro de 2013),
para facilitar o acesso de empresas de pequeno, médio e grande portes ao
mercado externo, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) dispõe
do Exporta Fácil, um serviço de remessa internacional que envia mercadorias
até o limite de US$ 50 mil. Não há restrições de quantidade de pacotes, desde
que, unitariamente, não ultrapassem 30 quilos. Basta preencher um único
formulário de exportação - disponível até na internet - e entregar o documento
em uma das 4.400 agências habilitadas em todo o país. O Ex- porta Fácil
dispõe de cinco modalidades de entrega, com prazos e preços diferenciados,
que atendem a mais de 200 países. O serviço inclui seguro automático gratuito,
seguro opcional, preços acessíveis e um programa de fidelidade que prevê
descontos progressivos, pagamentos a faturar e coleta domiciliar. O
recebimento no Brasil do valor exportado também pode ser feito pelos
Correios. Basta o importador utilizar o serviço de Vale Postal Internacional,
disponível em vários correios do mundo, para a remessa de numerário via
postal .
10.6.11 Exporta fácil
Para saber mais sobre a
Articulação do Inmetro,
consulte e explore o site 
Figura 1.19 – Banner Exporta Fácil
Fonte: MONTANARI, 2009.
http://www.inmetro.gov.br
/
barreirastecnicas/index.asp
Para saber mais sobre o
Exporta Fácil, consulte e 
explore o site http://www.
correios.com.br/exportafacil/
10.6.12 ApexBrasil
10.6.13 Projeto primeira exportação
É um projeto com supervisão da SECEX/MDIC com um período aproximado de
27 meses divididos em estruturação, execução e avaliação que visa à
internacionalização das empresas nos territórios internacionais.
Neste segundo encontro, aprendemos que, para que a logística internacional e
aduaneira atue de forma eficaz é necessário que o profissional envolvido
atente para alguns detalhes que, se não observados, podem levar ao fim da
negociação. Esses detalhes, entendemos aqui como ferramentas que são
instrumentos que auxiliam o profissional a conduzir sua negociação no
território internacional.
De acordo com a APEXBRASIL (Agência Brasileira de Promoção de Exporta-
ções e Investimentos. Disponível em: Acesso em 20 de setembro de
2013), a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos
(ApexBrasil) atua na promoção comercial de produtos e serviços brasileiros no
exterior e na atração de investimentos estrangeiros diretos (IED) para se-
tores estratégicos da economia brasileira. Vinculada ao Ministério do Desen-
volvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a Agência tem a missão de
desenvolver a competitividade das empresas brasileiras, promovendo a
internacionalização dos seus negócios e a atração de investimentos estran-
geiros diretos.
Resumo
Figura 1.20 – Logo ApexBrasil
Fonte: ApexBrasil.
Figura 1.21 – Logo Primeira Exportação.
Fonte: Primeira Exportação.
Para saber mais sobre a
ApexBrasil, consulte e explore o 
site 
br/portal/
Para saber mais sobre o Projeto
Primeira Exportação, consulte
e explore o site http://www.
primeiraexportacao.mdic.gov.
br/
http://www.apexbrasil.com.
3. O que significa SH e qual a sua importância?
4. O que significa NCM e qual a sua importância?
1. O que é o SISCOMEX e qual a sua importância?
2. Quais os órgãos responsáveis pela administração do SISCOMEX?
Aprendemos também sobre o SISCOMEX que é um sistema de informação
administrado pela SECEX, SRF e BACEN, que realiza o registro, acompanha-
mento e controle das importações e exportações.
Observamos ainda que há dois sistemas de codificação de mercadorias, SH e
NCM, nos quais estas são classificadas e passam a ter uma nomenclatura
numérica correspondendo às características para a sua comercialização.
Lembramos também que existem diversos meios digitais que auxiliam e até
iniciam o processo de exportação e importação, são os apoios digitais que
contam com várias páginas ou até programas com a finalidade de apoiar o
comerciante.
Atividades de Aprendizagem
6. Quais são as ferramentas de apoio digitais?
5. O que significa TEC e qual a sua importância?
• entender o que é território aduaneiro;
• diferenciar as zonas do território aduaneiro;
• apresentar o que são regimes aduaneiros especiais; e
• relacionar os regimes aduaneiros autorizados pela SRF.
Prezado(a) aluno(a),
Neste quarto momento, iremos conhecer e identificar os regimes aduaneiros
e suas especificações.
Então, vamos lá?
No cotidiano das exportações e importações, há normalmente o pagamento
de tributos inclusos no preço final da mercadoria, assim, esse regime de co-
mercialização é denominado como regime comum. 
Porém, há algumas particularidades sobre a entrada e saída de
mercadorias que dispensam as cobranças de tributos, devido à
permanência no território aduaneiro ser breve. Deste modo, o governo
criou os regimes aduaneiros 
Figura 1.26 – Regimes Aduaneiros Especiais
Fonte: EVL.
Aula 11. Regimes aduaneiros
Objetivos:
Ao se controlar todas as transições que ocorrem dentro de um território adu-
aneiro, é necessário verificar qual é o tipo de regime em que essa mercadoria
se enquadra. Deste modo, os regimes aduaneiros são o tratamento jurídico-
-tributário que são aplicados às mercadorias. Existem três tipos de regimes: 
especiais que promovem a isenção ou suspensão total dos tributos. 
Mas, para que possamos compreender melhor a aplicação desses regimes,
é necessário que compreendamos o que é jurisdição aduaneira e sua apli-
cação. 
Jurisdição Aduaneira é a capacidade de controlar e regular uma atividade
econômica em uma esfera administrativa dentro de um território. 
Esse território é denominado de “território aduaneiro”, que compreende
todo o território nacional conforme a figura 1.27:
Figura 1.27 – Território Aduaneiro
Fonte: Aprendendo a Exportar.
Os comuns ou gerais, que são aqueles aplicados nas operações de comércio
exterior (importação ou exportação) com um caráter definitivo. 
Os atípicos, que são aqueles regimes previstos na legislação, com aplicabili-
dade predeterminada quanto a sua operacionalidade.
E os especiais, econômicos ou suspensivos, que são aqueles regimes que têm
uma característica de controle aduaneiro das mercadorias que permanece- rão
no território por um prazo determinado. 
É um regime que permite a estocagem, com a suspensão dos impostos co-
brados por este depósito, a produtos destinados à manutenção e reparo de
embarcações ou aeronaves pertencentes a empresa autorizada a operar no
transporte comercial internacional. Como exemplos, podemos citar: supri-
mentos de bordo, materiais de comissária, artigos destinados à venda em
aeronave etc.
Conhecida também como Zona de Livre Comércio – são criadas por meio de
acordos de livre comércio nos quais um grupo de países concorda em
eliminar as tarifas existentes entre os produtos importados e exportados,
es- timulando assim o comércio entre os envolvidos. Como exemplo,
podemos citar a ALCA – Área de Livre Comércio entre as Américas.
É o regime no qual se permite a entrada no país de algumas mercadorias
com determinada finalidade e período de tempo definido, havendo a sus-
pensão parcial ou total dos pagamentos de tributos que somariam no seu
preço de importação, havendo também o compromisso de reexportar esses
produtos. Como exemplos, podemos atentar às feiras, exposições, congres-
sos e outros eventos científicos,técnicos, comerciais ou industriais.
Como vimos no tópico anterior, os regimes aduaneiros especiais são exce-
ções às regras exigidas pelos impostos na exportação e importação, além de
ser também um tratamento especial a alguns produtos que necessitam de
controles aduaneiros diferenciados. Segundo a Receita Federal do Brasil,
existem alguns regimes que são controlados legalmente. São eles:
11.1 Regimes aduaneiros especiais
11.1.3 Depósito afiançado
11.1.1 Admissão temporária
11.1.2 Áreas de livre comércio
11.1.7 Drawback
É um regime que atende a três modalidades, são elas: suspensão (envolve a
suspensão dos tributos na importação de mercadorias destinadas a exporta-
ção após beneficiamento, lembrando que a suspensão é por tempo deter-
minado), isenção (envolve a isenção de tributos incidentes na importação de
mercadorias destinadas a reposição) e restituição (envolve a restituição parcial
ou total dos impostos de importação das mercadorias utilizadas na
industrialização de produtos a serem exportados) de produtos que serão uti-
lizados na industrialização de um produto exportado ou a exportar.
11.1.6 Depósito franco
É o regime que autoriza o armazenamento de mercadorias estrangeiras em
recintos alfandegados com a finalidade de atender comercialmente os países
limítrofes com outros envolvidos nas negociações. Essa autorização só é
concedida com acordo ou convênio firmado com o Brasil.
11.1.5 Depósito especial
É o regime que autoriza a estocagem de produtos (peças, partes e materiais de
reposição ou manutenção) com a suspensão da tributação, voltados para
veículos, máquinas, equipamentos, aparelhos e instrumentos, sejam eles es-
trangeiros, nacionalizados ou nacionais que o Ministério da Fazenda definir.
11.1.4 Depósito alfandegado certificado
O que é o Depósito Alfandegado Certificado?
É a autorização dada a uma exportação sem a transferência física imediata
dos produtos ao mercado externo. Ou seja, como diz a ARCADIAN (AR-
CADIAN. Disponível em: . Acesso em 20 de setembro de 2013), o DAC permite considerar
exportada, para todos os efeitos fiscais, creditícios e cambiais, a mercadoria
nacional depositada em recinto alfandegado, vendida para o exterior, me-
diante contrato de entrega no território nacional e à ordem do adquirente. O
regime pode ser operado mediante autorização da Secretaria da Receita
Federal, em recinto alfandegado de uso público.
Deste modo, observa-se que a mercadoria permanece no território nacional, é
vendida para um comprador que está localizado no exterior, mas irá buscar a
mercadoria no território nacional para a empresa deste comprador que está
localizada no território nacional.
Rede e-Tec Brasil Logística Internacional e Aduaneira56
11.1.11 Loja franca
É o regime que permite a instalação de um local em zona primária de porto ou
aeroporto alfandegado destinado à comercialização de mercadorias na- cionais
ou estrangeiras com o pagamento em cheque de viagem ou moeda estrangeira
conversível. Também são denominadas como Duty-free Shops ou Free Shops.
Essas lojas são localizadas no interior de salas de embarque e desembarque de
aeroportos e são caracterizadas pela isenção ou redução de impostos sobre
produtos importados. 
11.1.8 Entreposto aduaneiro
É o regime que autoriza tanto nas operações de importação quanto nas de
exportação o depósito de mercadorias com a suspensão dos tributos inci-
dentes em local alfandegado e sob um controle fiscal e aduaneiro, no qual a
mercadoria permanece armazenada por 1 ano, podendo ficar, ainda, por um
período de mais um ano. Em determinadas condições excepcionais, ainda
poderá ser concedida nova prorrogação, desde que o limite de 3 anos não seja
ultrapassado.
11.1.9 Exportação temporária
É assim denominada a saída de mercadoria do país destinada a exposição,
conserto, reparo ou restauração com o período de reimportação determi-
nado. Como exemplo, segundo a Receita Federal, podemos citar: (Receita
Federal. Disponível em: Acesso em 20 de setembro de
2013), a realização/participação em eventos de natureza cultural, artística,
científica, comercial e esportiva, assistência humanitária e salvamento, acon-
dicionamento e transporte de outros bens, ensaios e testes ou utilização no
exterior.
11.1.10 Exportação temporária para 
aperfeiçoamento passivo
11.1.12 RECOF - Regime Aduaneiro de Entreposto  
 Industrial sob Controle Informatizado
É o regime que denomina a saída temporária de mercadorias com a finalida- de
de operação de transformação, elaboração, beneficiamento ou monta- gem no
exterior e posteriormente reimportado como produto final, havendo o
pagamento dos tributos sobre o valor agregado da mercadoria.
O Regime Aduaneiro de Entreposto Industrial sob Controle Informatizado é
um regime de sistema informatizado de controle aduaneiro domiciliar e 
É o regime que permite a importação com a suspensão dos tributos de equi-
pamentos específicos para serem utilizados nas atividades de pesquisa e ex-
ploração de jazidas de petróleo e gás natural.
de recintos alfandegados ou autorizados a operar com mercadorias sob o
controle aduaneiro.
É implantado diretamente a modalidades de Informática e Telecomunicações,
Aeronáutico, Automotivo e Semicondutores e de componentes de alta
tecnologia para informática e telecomunicações e a empresas que trabalham
diretamente com essas modalidades ou suas diversificações.
Regime Especial de Importação de Petróleo Bruto e seus derivados é o re-
gime que permite a importação de petróleo bruto e seus derivados com a
suspensão de impostos previamente autorizada pela SRF e ANP (Agência
Nacional de Petróleo) para utilização no mercado interno.
Na quarta aula, aprendemos que para toda regra existe exceção e que no
comércio internacional não é diferente, pois dentro de um território adua-
neiro (que compreende o território nacional, mar territorial, águas territoriais 
É o regime que autoriza o trânsito de produtos sob controle aduaneiro de um
ponto a outro dentro do território aduaneiro com a suspensão dos tributos
envolvidos nessa travessia.
É o regime aduaneiro destinado à importação de insumos industrializados
por encomenda classificados nas posições 8701 a 8705 da NCM, sem co-
bertura cambial com suspensão dos tributos sobre produtos industrializados.
Como exemplos, temos os chassis, carroçarias, peças, partes, componentes
e acessórios.
11.1.16 Trânsito aduaneiro
11.1.15 REPEX - Regime Especial de Imp. de  
 Petróleo Bruto e seus Derivados 
 
11.1.14 REPETRO - Regime Especial de Imp. de  
 Bens Destinados às Atividades de
Pesquisa e de Lavra das Jazidas de
Petróleo e Gás Natural 
11.1.13 RECOM - Regime Especial de Importação  
 de Insumos 
Resumo
1. O que é território aduaneiro?
3. O que são regimes aduaneiros especiais?
4. Quantos são os regimes aduaneiros especiais legalizados pela SRF?
2. Quantas zonas existem no território aduaneiro e quais os seus limites?
e espaço aéreo), existe a jurisdição responsável pelo seu controle aduaneiro,
que é a jurisdição aduaneira.
Lembrando também que existem regimes especiais para a entrada e saída de
mercadorias do país que necessitam de um atendimento específico, poden- do
ter ou não a suspensão dos tributos envolvidos.
Atividades de Aprendizagem
Aula 12 – Câmbios e seguros
E quais são as fases de uma operação de câmbio?
O objetivo desta aula é caracterizar os câmbios e seguros dessas
modalidades e destacar a segurança que podem oferecer. A par-
tir desses conceitos, você terá a oportunidade de compreender a
forma de contratar os câmbios e seguros internacionais. 
A função do câmbio é acordar com o seu comprador uma forma de contrato
para assegurar a negociação, bem como garantir a idoneidade dos produtos
negociados, em relação a possíveis perdas. Vamos saber mais?
Qualquer negociação internacional necessita de remessa financeira para
que seja concretizada. Porém, uma negociação entre paísesdiferentes con-
ta com moedas correntes diferentes. Então, os bancos fazem o trabalho de
converter a moeda do país de origem para a do país de destino. Isso se
chama câmbio.
O repasse financeiro se dá através do banco do importador, que vai avisar o
banco do exportador que o valor está disponível para a continuidade da
operação de câmbio. 
A primeira fase compreende uma troca de documentos, como a proforma
invoice ou pedido. Após essa etapa emite-se um contrato de câmbio, que
deve ser analisado de forma meticulosa por parte do exportador, pois qual-
quer divergência pode causar discrepância e afetar a operação de compra e
venda internacional.
A segunda fase é o fechamento ou a concretização da operação de câmbio, na
qual o banco executa a liquidação do processo ou o seu encerramento. 
12.1 Características do câmbio
12.1.1 Tipos de câmbio - nível 2
•  Pagamento antecipado: o importador envia o pagamento para, depois de
recebido, o exportador começar a produzir ou, se já estiver disponível, enviar o
produto para exportação. Essa modalidade é comum quando o empresário
brasileiro compra do exterior.
•  Pesquise na internet quais produtos poderiam ser comercializados nas
diferentes formas de câmbio e em que situações caberia o seguro
internacional.
A modalidade de seguro internacional é importante quando o produto tem alto
valor agregado e quando houver riscos durante o trajeto. É comum as
mercadorias serem cobertas enquanto estiverem sendo transportadas, po-
rém sempre serão ressarcidas pelo valor declarado das mercadorias. O valor
do seguro gira em torno de 0,5% a 1,5% do valor da mercadoria. Quando a
carga chega à alfândega, a base da cálculo do carregamento é calculado pelo
CIF. 
Resumo
Nessa aula pudemos observar as diferentes formas de enviar o dinheiro para o
exterior, a necessidade de segurança de enviar e assegurar o envio da carga e
quando o seguro pode ser importante para a integridade da carga comprada no
exterior.
Atividades de aprendizagem
• Carta de crédito: também conhecido como L/C ou letter of credit, é um 
documento emitido pelo banco do importador, garantindo o pagamento
mediante o embarque da mercadoria, ou com um prazo determinado.
• Cobrança à vista ou a prazo: é uma promessa de pagamento que será feita
via transferência bancária. Essa modalidade requer confiança por parte de
quem exporta, pois não garante o pagamento.
12.2 Seguros internacionais
Para saber mais sobre as modalidades
de câmbio e suas variações e
compreender de forma específica
a necessidade de cada operação
cambial, você poderá acessar o 
site http://www.bcb.gov.br/busca.
asp?consulta=Taxas+de+c%E2mbio
e clicar no ícone “câmbio e capitais 
Internacionais”.
Além do conteúdo apresentado
nessa aula, você poderá
encontrar mais conteúdo a
respeito desse assunto no livro
Comércio Internacional e
Câmbio, do autor Bruno Ratti, 
da editora Aduaneiras.
Nesse livro você pode entender
mais profundamente todas
as variáveis do processo que
envolve as modalidades de
cambio e contratação de 
seguros internacionais.
Valor CIF da 
mercadoria, sendo:
C = Cost ou custos da
mercadoria – é o valor base 
negociado no exterior;
I = Insurance ou seguro
– é o valor do prêmio do
seguro da mercadoria (é 
opcional para o comprador);
F = Freight ou frete 
internacional
Aula 13 – Fator tempo na internacionalização
Atualmente, o fator tempo é um elemento muito importante para a obtenção
de lucratividade nas empresas. Quanto mais rápido o produto passa pelo ciclo
produtivo e de vendas, mais vezes o produto será produzido e comercializado
durante um ano. Portanto, a busca por um maior número de ciclos de
importação e exportação é decisiva para o desenvolvimento da logística
global. Com a racionalização do tempo, as fábricas produzirão mais, os navios
transportarão mais e o volume transacionado também será maior.
Nesta aula, trataremos do impacto do fator tempo nos processos
da logística. O objetivo é identificar a importância de racionalizar 
o tempo em relação à cadeia de suprimentos internacional. A par-
tir dos conteúdos abordados nesta aula, você terá oportunidade
de identificar a relação entre o tempo e a produção, a compra, 
o frete internacional, as aduanas e a distribuição da mercadoria. 
A redução do tempo nas transações comerciais internacionais, com a utiliza-
ção de tomadas de decisões racionais, tem como objetivo obter um número
maior de negócios durante um determinado período,. Assim, a rotatividade
maior dos produtos também aumentará a lucratividade. Vamos saber mais?
O tempo total do ciclo de importação é decisivo para a competitividade
interna, pois os custos são determinados de forma inversa, ou seja,
analisa- -se o preço de venda no mercado interno para buscar produtos
importados competitivos. Portanto, a definição de maiores fluxos ou ciclos
de importa- ção determina um melhor desempenho das empresas
importadoras, mesmo considerando a maior exposição aos elementos
cerceadores do processo, pois o resultado final torna-se mais positivo.
13.1 O fator tempo e a logística 
internacional 
13.2 Ciclo de importação e logística 
internacional
Ciclo de importação 
e exportação é o tempo 
decorrido entre pedido,
produção, pedido para o
exterior, frete internacional,
aduana, recebimento de
mercadoria e repedido.
Atualmente, o lead time é um fator determinante para a obtenção de me-
lhores resultados para as empresas brasileiras, sobretudo pelas dificuldades
para o estabelecimento de planejamento a médio e longo prazos, devido às
barreiras impostas pelos governos, sejam alfandegárias, expressas através de
impostos e taxas, ou não alfandegárias, como o tempo excessivo para o
trâmite burocrático. Essa medida é aplicada para proteger as empresas
produtoras nacionais.
Como parâmetro de análise do lead time, apresentamos um estudo de Lopez
(2000), realizado pela Fundação Getúlio Vargas junto a 177 empresas
praticantes do comércio exterior, entre 1998 e 1999, que apurou os valores
médios para lead times, em dias, de cada atividade e modal, e o tempo ideal
(desejável), compreendendo o foco do importador. 
A tabela 5.1 demonstra o lead time das diversas atividades em relação aos
modais marítimo, aéreo e terrestre. Note que o Brasil está longe do ideal em
relação à melhoria de tempo de manipulação de mercadorias, como trans-
portes, trâmites de documentos, licenças e homologações. Note, ainda, que o
fator humano é diretamente ligado ao fator tempo. Cabe uma reflexão sobre
esse assunto. 
Tabela 5.1: Estimativas do total do ciclo logístico (em dias).lead time 
Importação
Atividades
Transporte
Marítimo Atual
6,9 4,6
Homologação do produto negociado
Licença de importação prévia ao embarque
Processo do fornecedor internacional de 
insumos*
Documentos do fornecedor internacional
Transporte local, desde as instalações do 
fornecedor dos insumos importados até o 
terminal para embarque para o Brasil
Desembaraço aduaneiro na saída do país de 
origem
Transporte internacional na importação
Movimentação e armazenagem nas ins-
talações alfandegadas no Brasil, antes do 
desembaraço aduaneiro
Desembaraço aduaneiro de importação no Brasil
Transporte local, desde o terminal internacio-
nal até as instalações do comprador
Subtotal da importação
Fonte: Lopez (2000, p. 54).
3,3
4,6
3,6
1,3
72,7
0,9
21,4
20,5
5,6
1,0
2,6
1,1
0,6
35,3
0,6
15,0
Ideal
1,8
0,9
9,5
2,2
3,3
0,9
2,3
2,3
3,6
1,3
51,3
Aéreo
Atual
6,9
4,6
20,5
5,6
1,0
0,6
1,4
1,3
1,1
0,6
20,4
Ideal
1,8
0,9
9,5
2,2
3,3
0,9
7,5
4,8
3,6
1,3
59,0
Terrestr
e Atual
6,9 4,6
20,5
5,6
1,0
0,6
6,8
4,1
1,1
0,6
28,6
Ideal
1,8
0,9
9,5
2,2
Lead time é o tempo 
decorrente para que o
produto passe pela etapa
de importação da cadeia
produtiva global. 
Nessa aula você observou a importância do fator tempo no sistema logístico
internacional, desde a produção, movimentação de mercadorias, processos
aduaneiros e ciclos de comércio exterior.
Atividades de aprendizagem
• Vamos identificar, por meio deuma pesquisa, onde podemos caracteri-
zar, com exemplos, o tempo agindo de forma a melhorar as transações
internacionais?
O fator tempo, segundo Lopez (2000), é um dos mais importantes parâmetros
para a competitividade, pois condiciona o prazo de entrega do produto ao
cliente. No caso do comércio exterior, o fator tempo dá ao Brasil uma
desvantagem inicial intrínseca, caracterizada pela considerável distância físi-
ca que o separa da maioria de seus principais fornecedores, como petróleo,
fertilizantes, e compradores, como soja e milho. 
Quando se trata de transporte de grandes quantidades, o modal marítimo,
mesmo com maior tempo de trânsito, por ser bastante lento (até 40 dias),
apresenta baixo custo. O transporte aéreo é rápido, mas com custo alto. O
transporte rodoviário pode ser utilizado nos produtos comercializados no
Mercosul.
Resumo
Para mais informações, leia o
livro Logística Internacional, da
editora Cengage Learning, 2009.
Nele há um capítulo reservado à
racionalização do tempo em
favor da redução de custos dos
empreendedores de
comercialização internacional.
Para saber mais sobre a relação
do tempo e seus impactos sobre
a comercialização internacional,
você pode acessar a página
www.multieditoras.com.br 
para consultar o livro Comércio
Exterior Competitivo, de José 
Manoel Cortiñas Lopez e Marilza
Gama, que é muito importante
para o aprofundamento do
aprendizado desta aula.
Aula 14 – Fluxo produtivo e o comércio 
exterior
O objetivo desta aula é identificar a cadeia de produção em re-
lação ao comércio exterior, composto pelas etapas de produção,
comercialização e trânsito das mercadorias e serviços. A partir
dos conceitos estabelecidos nesta aula, você terá oportunidade
de identificar a cadeia de produção como ferramenta do comér-
cio internacional. 
A característica do fluxo produtivo é encontrar o melhor caminho para a
produção de bens destinados ao comércio exterior, bem como estabelecer
diretrizes para a obtenção de resultados, através de um conjunto de fatores
administrados de forma conjunta. Vamos saber mais? 
Os indicadores logísticos de produção são elementos indispensáveis para a ob-
tenção de uma previsão de resultados, principalmente no Brasil, que oscila seu
mercado cambial e sua estrutura logística de uma forma constante. No âmbito
mundial, os parâmetros indicadores possuem suas especificidades, por conta
de sua competitividade, contudo, é certo que é um dos seus objetivos o con-
trole do processo produtivo, sobretudo quando é focado para a exportação.
Isso ocorre por conta das exigências, muito comuns, dos países compradores,
e por conta da legislação, do costume ou do padrão de consumo específico de
cada país. Para tanto, as empresas devem adaptar seu processo produtivo às
exigências, estabelecer padrões de produção e, se for o caso, empenhar
recursos financeiros e de recursos humanos para atender a necessidade.
Os indicadores são definidos pelo grau de eficiência dentro do processo de pro-
dução e distribuição. São determinados através do desempenho de custos,
tem- po e dinâmica de mercado em relação à engenharia de produtos em
relação às vendas ou prederminação de resultados através de uma gerência
estratégica.
Nesse contexto, é importante que seja feita uma análise para determinar a
relação entre o trabalho e custo que este novo cliente vai demandar em
relação à rentabilidade pretendida. Ballou (2010) assinala que na produção
para a logística internacional, as peculiaridades de demanda, concorrência
e legislação, que variam de país a país, devem ser tratadas com atenção. 
14.1 Indicadores de produção 
Dentro de uma empresa existem vários processos logísticos. No entanto, o
acompanhamento de indicadores para todos eles não é recomendado, sob
pena de tornar o processo de coleta de dados demasiadamente complexo, e
dificultar a tomada de decisões diante de informações dispersas. Porém,
indicadores voltados ao tempo de ciclo de importação são relevantes. 
Você sabe identificá-los? Observe a figura 6.1. Nela, é possível identificar os
principais processos que envolvemos trâmites logísticos internacionais.
Isso restringe o projeto do sistema logístico a um menor número de
alternativas do que no caso doméstico, pois força-se a operar o sistema
logístico de modo diferente, mesmo quando os produtos são iguais. 
A natureza da distribuição internacional, como densidade demográfica, clientes
e padrões de compra, pode variar bastante conforme o país – um produto
bastante vendido numa nação pode não ter mercado em outra. Essas condições
criam descontinuidades na demanda, tornando a distribuição internacional
relativamente mais complicada que a doméstica. Assim, os indicadores
logísticos no exterior deverão tomar como base o processo produtivo, de
acordo com o país; o serviço do exportador; o tempo destina- do ao embarque
e as condições de câmbio, políticas e estrutura de preços de exportação.
14.2 Indicadores de processos logísticos
Exportação
Financia-
mento Int.
Meios de 
Pagamentos
Logística
Transporte
Documentos
Contratos
Internacional
Incoterms
Departa-
mento Int.
Alfândegas
Figura 6.1: Fluxo dos trâmites logísticos.
Fonte: Alves, Alves e Bertelli (2009, p. 45).
Nesse sentido, Alves, Alves e Bertelli (2009, p. 2) afirmam que
Mas, quais seriam as principais etapas no ciclo de importação?, Alves e Ber-
telli (2009, p. 45), na figura 6.2, exemplificam os respectivos tempos de cada
fase, iniciando com o recebimento do pedido do cliente pela empresa ma-
nufatureira e terminando com a entrega dos produtos ao mesmo cliente, ou
seja, eles mostrma todas as etapas da cadeia logística que são recebimentos
dos insumos comprados, processamento interno e entrega.
Silva (2004) chama a atenção para o fato de que dentro das operações in-
ternacionais de exportação e importação, a redução do tempo perdido nos
processos de comércio exterior, que em sua maioria são complexos, faz que 
uma eficiente aplicação do Just in time (JIT) traga competitividade à cadeia 
logística das organizações, pois ao se verificar a questão de tempo de entrega
de grandes quantidades de mercadorias, desde o pedido inicial até seu
consumo no destino (lead time), percebe-se que a importância de acelerar 
Figura 6.2: Exemplo de fluxo produtivo.
Fonte: Adaptado de Alves, Alves e Bertelli (2009).
Atualmente há uma grande ênfase na redução do tempo de ciclo no
processo de importação de materiais, principalmente nas etapas que
determinam o processo de importação a qual envolve o envio do pro-
grama ao fornecedor, fabricação dos produtos, coleta pelo agente de
carga, consolidação com outras cargas para viabilizar o deslocamento
dos materiais no container, trânsito, desembaraço aduaneiro e entrega
da carga no destino final. 
Inspeção
1 dia 
Entrada de
pedido do 
cliente
7 dias
Manufatura 
dos produ-
tos 9 dias
Separação/
embalagem 
8 dias
Planejamento
do produto – 
MPS
3 dias
Recebimento
dos materiais
1 dia 
Entrega ao
cliente 
45 dias
Suprimento 
10 dias
Planejamento
de materiais – 
MRP 1 dia
Just in time, que significa 
“na hora certa”, é um
sistema de administração
da produção que determina
que nada deve ser produzido,
transportado ou comprado
antes da hora certa.
• 
os fluxos físicos é vital para inserção com êxito em outros países. Os proce-
dimentos gerenciais de downsizing e reengenharia visam reduzir custos e 
ajustar processos empresariais em relação a pessoal e, principalmente,
realinhar as organizações aos processos relacionados aos clientes, com a
garantia de uma visão abrangente do mercado para enfrentar suas
constantes mudanças.
Resumo
Nessa aula foi possível observar a importância do processo produtivo, as
decisões necessárias em relação à constituição do produto, os recursos
hu- manos necessários e o planejamento da produção.
Atividades de aprendizagem
Tomando como exemplo uma empresa industrial, determine os principais
pontos de análise do processo produtivo, que farão o produto chegar ao
consumidor com maior desempenho.
Para saber mais sobrea relação
dos fluxos produtivos e os
incentivos legais e caminhos
a percorrer para obtenção de
resultados positivos, acesse a 
página
ecex/a_ecex_espanhol/pdfs/
evolucao_das_teorias_de_
 e
leia o artigo Evolução das teorias
de comércio internacional, Edson
P. Guimarães, escrito em 2010. 
Downsizing, 
“achatamento” em
português, é uma técnica
conhecida em todo o mundo
que visa à eliminação de
processos desnecessários
que engessam a empresa
e atrapalham a tomada de
decisão, com o objetivo de
criar uma organização mais
eficiente e enxuta possível.
Sua atuação é focada na
área de recursos humanos
(RH) da empresa. 
Para mais informações sobre
esse assunto, sugere-se ler o 
capítulo 4 do livro Introdução 
ao Comércio Exterior, da 
editora Saraiva, escrito 
por Claudio Cesar Soares.
Nesse livro você encontrará
elementos importantes para o
aprofundamento do conteúdo
desta aula, como conceitos,
estruturas e teorias dos fluxos 
produtivos de comércio exterior.
http://www.ie.ufrj.br/
comercio_internacional.pdf
Aula 15 – Importação: procedimentos e cuidados
O objetivo desta aula é identificar os passos para uma empre- sa
realizar uma importação, através dos seus procedimentos e
atenção aos possíveis problemas existentes nesta modalidade
de comercialização internacional. A partir dos princípios
estabele- cidos nesta aula, você terá oportunidade de identificar
a cadeia de procedimentos pertinentes à importação por
empresas habi- litadas para tal finalidade. 
Os procedimentos de importação demandam burocracia, bem como os cui-
dados específicos e importantes para se chegar ao objetivo final. Vamos saber
mais?
Os procedimentos aduaneiros para importados são dinâmicos, pois passam
por transformações muito rápidas, com incremento de novas tecnologias de
sistemas de informação e de processos como o estabelecimento de padrões e
determinações de tempo específico para os trâmites burocráticos para li-
beração de mercadorias. 
Essa modalidade tem um tempo de espera elevado, considerando o padrão
mundial. Para tanto, deve-se diferenciar em nosso processo de determinação
da melhor cadeia de procedimentos de liberação alfan- degária para estabilizar
o ciclo de importação em relação aos produtos comercializados. Mas, quais são
os estágios desse tipo de processo? Veja a figura 7.1.
15.1 Estágios de negociação de importação
Consiste na necessidade de recolhimento e formulação do 
problema e envolve os fatores que motivam a ação.
Contempla a escolha, que é procedida das alternativas rema-
nescentes avaliadas para a tomada de decisão.
Corresponde à procura, ou seja, identificação das caracterís-
ticas do país, do fornecedor e de outra informações relevan-
tes para a tomada de decisão, verificando se o produto a ser 
importado atende às suas necessidades.
Terceiro estágio
Primeiro estágio
Segundo estágio
Figura 7.1: Estágios da importação. 
Fonte: Adaptado de Kotabe e Helsen (2000).
Por meio desses estágios, o técnico em logística, pode identificar a melhor
forma de mapear os caminhos a percorrer até a importação.
As importações no Brasil tiveram maior abertura no início dos anos 1990, no
governo de Fernando Collor, com a padronização dos processos, a instalação
de programas e sistemas específicos de importação, como o Siscomex. Além
desses programas, as exigências para iniciar a importar ficaram mais rígidas,
em um primeiro momento, , depois de um período, a empresa ficará sob um
regime aduaneiro mais flexível. Os passos para o início dos procedimentos de
importação são os seguintes:
Envio da documentação de despacho aduaneiro;
•  Fatura invoice;
• Romaneio da carga ou packing list;
• Conhecimento de carga;
• Entrada com a documentação na alfândega;
• Registro da declaração de importação, com retenção dos impostos e taxas;
15.2 Histórico e procedimentos
Siscomex é um programa
para o preenchimento da
declaração de importação
e o mantra que vem ser a
identificação da chegada da 
carga no armazém.
Fatura invoice, também 
chamada de commercial 
invoice, é como uma 
nota fiscal internacional 
elaborada pela empresa 
exportadora contendo os 
dados do pedido, tais como 
preço unitário, quantidade 
e preço final, além da forma 
de negociação.
Packing list é a 
descrição do volume (peso, 
quantidade de caixas, peso 
bruto e peso líquido).
Conhecimento de 
carga é o documento que 
acompanha a carga –para 
cada modal existe um 
conhecimento específico.
Podemos identificar a variação das importações brasileiras em relação ao
mercado mundial e melhorar a relação entre as importações e o desenvolvi-
mento interno de produtos de tecnologia.
Veja a seguir a tabela 7.1, que mostra o desempenho das importações no
Brasil no período de janeiro a junho de 2012.
•  Cadastro prévio na Receita Federal
• Parametrização e definição da forma de análise;
• Fiscalização e análise documental;
• Liberação da mercadoria.
Cada um desses passos devem ser seguidos de forma gradativa e constante,
analisando-os como um todo e controlando-os de forma rígida, pois os erros
nessas etapas acarretam em prejuízo significativo para o profissional de
logística.
Nessa aula, você pôde identificar os procedimentos mais importantes para a
definição de importação, bem como os procedimentos e as ferramentas pra
realização do processo e da liberação de mercadorias.
Conforme a tabela 7.1, no ano de 2012, as compras de matérias-primas e inter-
mediários representaram 43,6% do total de importações no Brasil, e as de
bens de capital, 21,8%, com a demonstração de que a pauta brasileira de
importação é fortemente vinculada a bens direcionados à atividade produtiva.
As importa- ções de bens de consumo representaram 17,4% das importações
brasileiras.
Resumo
15.3 Desempenho das importações no 
Brasil
Tabela 7.1: Desempenho das importações no Brasil.
Desempenho das importações
Janeiro-Junho/2012
US$ milhões
Tipo de importação
Importação total
Bens intermediários
Bens de capital
Bens de consumo
Petróleo e combustíveis
Fonte: Adaptado de MDIC (2012, p. 24).
Valores totais
110.144
48.063
24.032
19.189
18.860
%
100,0
43,6
21,8
17,4
17,2
Atividades de aprendizagem
• Como podemos desenvolver uma perspectiva de melhorias para os pro-
cedimentos de importação no Brasil?
Para aprofundar seu conhecimento
no contexto das importações,
sugerimos a você fazer a leitura
do livro Logística no Comércio 
Exterior, da Editora Aduaneiras.
Neste livro você poderá encontrar
mais informações sobre o processo
de nacionalização de mercadorias,
com uma integração entre os 
diferentes agentes que o compõem.
Para saber mais sobre a relação
das importações e o mercado
externo, você pode acessar 
o link http://www.youtube.
com/watch?feature=player_
detailpage&v=1Iw36QzmDD8
 e assistir ao filme Etapas do 
Processo de Importação Fase 1.
Aula 16. Operações de comércio exterior: importações
Objetivos:
• entender a importância e o conceito de importação;
• diferenciar as etapas da importação;
• relacionar os documentos utilizados na importação;
• descrever as formas de pagamento; e
• distinguir os canais de parametrização.
Prezado (a) estudante,
Neste quinto momento, identificaremos as etapas de uma importação. 
Então, vamos lá?
Figura 1.28 – Serviços de Importação
Fonte: Trading ALLMAX.
Divisas = Dinheiro.
A Importação é o processo de entrada de mercadorias estrangeiras em um
determinado país, podendo ser com cobertura cambial (há o envio de divi-
sas ao exterior para o pagamento da mercadoria, mercadorias para manu-
tenção, produção ou até revenda) e sem cobertura cambial (não há o envio de
dinheiro ao exterior para o pagamento de mercadorias, produtos para
exposição, por exemplo).
Assim, uma importação permite ao país uma competitividade maior, pois seus
produtos terão uma qualidade sempre crescente proporcionando uma
competição justa em qualidade e preço; melhoria tecnológica, as empresas
buscarão mais tecnologia para sempre fazer um produto melhor e mais ba-
rato; e por fim, mais conhecimento, pois vaipromover uma negociação mais
centrada até o desenvolvimento socioeconômico ao país.
A empresa que importa, promove maior competitividade e aumento na pro-
dutividade, pois propicia mais opções. Os produtos terão uma atualização
tecnológica e a empresa vai contar com um aprimoramento da capacidade
industrial.
Alguns aspectos que incentivam a importação, segundo a UNIFAE são:
• Modernização do parque industrial;
• Preços internacionais mais baixos;
• Produtos inexistentes no mercado interno;
• Aquisição de novas tecnologias;
• Alternativas de novos negócios;
• Ampliação da carteira de fornecedores;
• Aperfeiçoamento técnico, administrativo e tecnológico;
• Benefícios trazidos por acordos internacionais;
• Acesso a linhas de créditos internacionais a juros mais baixos que para o 
mercado interno;
Depois de realizada a pesquisa de mercado é necessária a análise e seleção
dos possíveis fornecedores. Sempre atentando aos produtos, preços, inco-
terms e meios de pagamento.
Segundo Faria e Vanalle (2006), para que uma análise e seleção de fornece-
dores seja bem realizada e tenha uma ótima qualidade de pesquisa é neces-
sário observar mais fatores, dentre eles estão:
Preço – as empresas que optem por competir utilizando uma estratégia
baseada apenas no menor preço, terão seu lucro ou retorno financeiro
constantemente sob pressão do mercado. O processo de seleção de
fornecedores deve considerar também outros fatores, como qualidade,
cultura organizacional e confiança. (HELMS et al, 1997 apud Faria e
Vanalle, 2006).
• Utilização do Drawback.
As importações poderão ser realizadas tanto por pessoas físicas, em caso de
uso próprio, quanto por pessoas jurídicas, para revenda interna ou externa. 
As empresas que nunca atuaram na operação de importação deverão res-
peitar alguns passos, sempre observados a cada negociação, para que essa
operação seja realizada com sucesso. Lembrando que cada empresa obede-
ce a um roteiro básico e que mais lhe é satisfatório nas suas negociações,
apresentaremos um passo a passo básico com as informações essenciais.
É uma pesquisa realizada para identificar a melhor, ou as melhores opções, de
empresas para a compra, atentando aos detalhes do produto, à qualida- de, ao
prazo de entrega, preço, modalidade de entrega (Incoterms – Con- forme
vimos na aula 3) e modalidade de pagamentos.
Lembrando também que essa pesquisa pode ser ampliada e melhor fun-
damentada utilizando as ferramentas de apoio estudadas na aula 2, como
AliceWeb, Portal Brasileiro de Comércio Exterior, Radar Comercial, dentre
outros.
16.1 Pesquisa de mercado
16.2 Análise e seleção dos fornecedores
Qualidade – é fundamental preservar, na terceirização, a qualidade, e
garantir a melhoria contínua. Se houver qualquer possibilidade de que a
qualidade dos serviços ou produtos venha a ser comprometida ou sofrer
prejuízos, a terceirização não é racional. Qualidade mantém a satisfação
do cliente, a motivação do empregado e, em consequência, a
produtividade com qualidade (SILVA, 1997, apud Faria e Vanalle, 2006).
O desempenho das entregas é analisado a partir de duas caracterís-
ticas: velocidade e confiabilidade. Velocidade, neste caso, é o tempo
gasto por uma empresa para completar a execução de um pedido, e
confiabilidade é a capacidade da empresa em realizar a entrega con-
forme combinado (MILGATE, 2001, apud Faria e Vanalle, 2006).
Antes de se escolher um parceiro, é importante certificar-se de que este
é capaz de responder de forma adequada às flutuações de demanda da
empresa contratante, ou seja, é flexível. Empresas que possam se
ajustar às necessidades e especificações com maior rapidez e precisão
trarão melhores benefícios (GIOSA, 1999, apud Faria e Vanalle, 2006).
Apenas empresas financeiramente saudáveis e com boa reputação e
posição no mercado estarão aptas a cumprirem com seus compromis-
sos com a empresa contratante. Sejam esses compromissos relativos à
confiabilidade das entregas, à qualidade de produtos ou serviços, à
manutenção do custo de acordo com o negociado, à capacidade de
desenvolvimento e implementação de melhorias, à manutenção de
equipe técnica, equipamentos e instalações adequadas, e principal-
mente à perspectiva de parceria em longo prazo (MIN, 1994; CHOY e
LEE, 2003, apud Faria e Vanalle, 2006).
A empresa selecionada deve estar legalmente constituída para atu- ar
no ramo de atividade terceirizada, com capacitação técnica e ad-
ministrativa. A mão de obra deve ser especializada, adequadamente
remunerada, com os direitos trabalhistas respeitados e subordinar-
se, exclusivamente, à empresa contratada (PINTO e XAVIER, 2002,
apud Faria e Vanalle, 2006).
Só com parceiros fornecedores que tenham competência essencial para
a atividade que lhes é repassada, as empresas podem esperar a busca
por soluções criativas/inovadoras, pelo aperfeiçoamento cons-
Para saber mais sobre o 
REI, consulte o site
www.desenvolvimento.
gov.br/sitio/interna/interna.
php?area=5&menu=257
Para saber mais sobre o
Programa do SISCOMEX, 
consulte o site 
http://
http://www.
receita.fazenda.gov.br/aduana/
siscomex/siscomex.htm
tante dos processos de produção e pela integração de novas técnicas e
metodologias. A competência essencial para uma dada atividade
pressupõe a capacidade de transferência, de aprendizagem e de adap-
tação (VIEIRA e GARCIA, 2004, apud Faria e Vanalle, 2006).
A segurança é uma questão fundamental e não dá para tratar de em-
presa excelente, parceria e competitividade se esta questão não for
encarada de forma estratégica. Os mesmos programas, os mesmos re-
sultados buscados e praticados pela contratante devem ser buscados
pela contratada (PINTO e XAVIER, 2002, apud Faria e Vanalle, 2006). 
Sobre a questão ambiental, Alvarez (Alvarez, 1996, apud Faria e Va-
nalle, 2006) destaca que a preservação ecológica, ainda considerada
como modismo por algumas pessoas e organizações, ascendeu ao sta-
tus de necessidade primária. A preocupação com os impactos ecológi-
cos da produção de bens e serviços é não só uma questão ideológica,
mas legal, moral, ética e, sobretudo, mercadológica.
Desta forma, analisamos que todas as análises são importantes para
construirmos um perfil ideal de fornecedor.
Ao selecionar os fornecedores, você obviamente estará fazendo a seleção do
produto. Portanto, deverá utilizar o NCM ou SH para verificar se o produto 
O licenciamento, despacho aduaneiro e controle cambial em relação à ope-
ração de importação, como vimos na aula 3, é realizado pela Secretaria de
Comércio Exterior- - SECEX, pela Secretaria da Receita Federal – SRF e pelo
Banco Central do Brasil – BACEN, em suas respectivas competências por in-
tervenção do Sistema de Comércio Exterior – SISCOMEX, que é um software
que promove essas atividades básicas.
A primeira etapa a se realizar é o Registro de Exportadores e Importadores -
REI da SECEX no SISCOMEX; para se obter o SISCOMEX, é necessário dirigir- -
se à Receita Federal. Após o registro e habilitação no SISCOMEX, é necessário
também que se realize o cadastro no RADAR, que auxiliará nas informações
sobre as operações efetuadas pelos exportadores ou importadores.
16.3 Licenciamento
16.4 Caracterização do produto
Licença de Importação é o documento processado no SISCOMEX cuja fun-
ção é a autorização para aquela operação. Sua validade é de 60 dias conta-
dos a partir da data de deferimento.
desejado é realmente o que será negociado.
Você também deverá observar os impostos incidentes, quais tratamentos
administrativos são adequados e se o produto possui benefícios de redução de
alíquotas através dos acordos internacionais.
É um documento também gerado no SISCOMEX que consolida as informa-
ções negociadas como: cambiais, tributárias, fiscais e comerciais. Sua emis-
são indica o início do despacho aduaneiro de importação, e geralmente é
providenciado após a chegada da mercadoria no país.
É um documento destinado a importações de produtos com um valor má-
ximo de US$ 3.000,00 (três mil dólares), ou o equivalente em outra moeda,
cujasmercadorias estão sujeitas a controles governamentais.
Nessa etapa, iniciam-se as negociações, pois haverá um primeiro contato
com o exportador. Esse primeiro contato será feito por meio de fax, e-mail,
por telefone ou até pessoalmente em feiras e viagens internacionais.
A empresa deverá solicitar uma cotação dos produtos interessados e verificar
todos os aspectos de venda do possível fornecedor. Logo após a negociação do
preço, o importador deverá solicitar ao exportador um documento (Fa- turas
Pró-Forma, Cartas, Telex, Fax, Telegramas, Ordem de Compra ou até mesmo o
contrato) que confirme o preço da operação.
Lembrando que é neste momento que deverão estar acordados o Incoterm
que regerá a transição da mercadoria e o meio de pagamento escolhido.
16.5 Negociação
16.6 Documentação necessária emitida 
pelo importador
16.6.1 Licença de Importação – LI
16.6.3 Declaração de Importação – DI
16.6.2 Licença Simplificada de Importação – LSI
Como já foi solicitada a LI, fica mais fácil a emissão da DI, pois os dados pro-
cessados serão os mesmos, após ser informado o número da LI.
É um documento emitido pela transportadora no qual consta o recebimento da
carga, as condições de transporte e a obrigação de entrega das mercadorias no
destino estabelecido.
Conhecido também como romaneio, é o documento no qual estão listadas as
características de embalagem e os volumes que irão compor o embarque
(número, peso, marca etc).
É o documento que comprova a origem da mercadoria, de qual país esta
mercadoria está vindo.
É um documento emitido pelo SISCOMEX após a efetuação do pagamento da
DI, comprovando assim que a mercadoria foi liberada.
É um documento preliminar que contém todas as características básicas da
negociação.
É o documento oficial de compra e venda emitido pelo vendedor para o
comprador que contém todas as características da transação realizada.
É também um documento no SISCOMEX que irá consolidar as informações de
importação dos produtos com o valor máximo de até US$ 3.000,00 (três mil
dólares) ou o equivalente em outra moeda.
Os dados para o preenchimento do formulário da DSI no SISCOMEX são
importados automaticamente do formulário que você preencheu para a LSI. 
16.7.4 Packing list
16.7.3 Fatura comercial
16.7.1 Fatura pró-forma
16.7.5 Certificado de origem
16.7.2 Conhecimento de embarque
16.6.5 Comprovante de Importação – CI
16.6.4 Declaração Simplificada de Importação – DSI
16.7 Documentação necessária emitida 
pelo exportador
16.8.1 Modalidades de pagamento
Uma das maiores preocupações certamente é a forma de pagamento, pois é a
certeza da empresa exportadora de que receberá pelo produto enviado.
Essencialmente, existem quatro formas tradicionais de pagamentos, são elas:
pagamento antecipado, remessa sem saque, cobrança documentária e cartas
de crédito.
16.7.6 Certificado fitossanitário (quando exigido)
É um documento exigido pelo Ministério da Agricultura a alguns produtos de
origem vegetal.
O pagamento antecipado é uma forma de pagamento em que o importador
paga a mercadoria antes do exportador enviá-la. É uma forma de pagamento
em que o exportador transfere o risco para o importador. Acontece em 
Existem algumas formas de pagamento específicas para contratos interna-
cionais. Após escolhida a modalidade de pagamento, o importador deverá se
digirir a uma casa de câmbio para contratar esse serviço, caso não haja no
seu banco de representação.
Geralmente algumas empresas contratam um despachante para realizar essa
tarefa.
16.8 Formas de pagamento
16.8.1.1 Pagamento antecipado
Figura 1.29 – Pagamento Antecipado
Fonte: MDIC.
quatro etapas, são elas:
1 – Pagamento: O importador compra a mercadoria e efetua o paga-
mento por intermédio de um banco.
2– Embarque: O exportador providencia o despacho e embarque da
mercadoria para o importador.
3– Documentos: O exportador remete o envio da documentação para
o importador.
4– Desembarque: O importador solicita o desembaraço da mercado-
ria, pois está de posse dos documentos (MDIC).
A Remessa sem Saque é uma forma de pagamento em que o exportador
solicita o embarque e despacho da mercadoria, após os primeiros contatos,
remetendo assim as documentações necessárias ao importador. O importa-
dor, por sua vez, após receber os documentos, solicita a liberação da mer-
cadoria e o pagamento através do banco que está representando, para que
este banco envie o pagamento ao banco do exportador para a finalização 
16.8.1.2 Remessa sem saque
Figura 1.30 – Remessa sem Saque
Fonte: MDIC.
das negociações. Segundo o Aprendendo a Exportar (Aprendendo a exportar.
Disponível em: Acesso em 20 de setembro de 2013), esse
procedimento acontece em 6 etapas, são elas:
1 – Embarque: Após os contatos preliminares, o importador compra a
mercadoria do exportador, este providencia o despacho e embarque;
2 – Documentos: O exportador remete a documentação diretamente
para o importador;
3 – Desembarque: De posse dos documentos, o importador solicita o
desembaraço da mercadoria;
4 – Pagamento: O importador, por meio de um banco localizado no
seu país, providencia o pagamento;
5 – Ordem de Pagamento: O banco do importador remete uma ordem
de pagamento ao banco do exportador;
6 – Pagamento: Finalmente, o banco do exportador efetua o paga-
mento. 
16.8.1.3 Cobrança documentária
Figura 1.31 – Cobrança Documentária
Fonte: MDIC.
A cobrança documentária é uma forma de pagamento em que o exportador
solicita que o seu banco não libere os documentos até que o importador realize
o pagamento ou a assinatura de um documento financeiro, no qual se
compromete a realizar o pagamento ao exportador dentro de um prazo
determinado. Segundo o Aprendendo a Exportar (Aprendendo a exportar.
Disponível em: Acesso em 20 de setembro de 2013), este
procedimento se dá em 7 etapas, são elas:
1- Embarque: Após os contatos preliminares, o exportador efetua a
venda da mercadoria e providencia o despacho e o embarque;
2- Documentos: Assim que a mercadoria é embarcada, o exportador
dirige-se a um banco em seu país, com os documentos da exportação e
um saque contra o importador, e contrata os serviços desse banco;
3- Documentos em Cobrança: O banco do exportador envia os do-
cumentos e o saque a um correspondente seu no país do importador
(banco cobrador);
4- Documentos: O banco cobrador entrega os documentos ao impor-
tador, que paga à vista ou aceita o saque para o pagamento futuro;
5- Ordem de Pagamento: Assim que importador efetua o pagamento ou
aceita a cambial, o banco cobrador expede a ordem de pagamento ao
banco do exportador;
6- Pagamento: O banco do exportador efetua o pagamento a ele;
7- Desembarque: Finalmente, de posse dos documentos, o importador
solicita o desembaraço da mercadoria.
16.8.1.4 Carta de crédito
É o meio de pagamento no qual o banco do importador promete pagar ao
exportador se o importador não o fizer. A integridade creditícia do banco
substitui a do importador. Segundo o Aprendendo a Exportar (Aprendendo a
exportar. Disponível em: Acesso em 20 de setembro de
2013), sua realização ocorre em 8 etapas, são elas:
1- Abre o crédito: Após os contatos preliminares, o importador solicita a
um banco de seu país a abertura de um crédito em favor do expor- tador;
2- Emite Carta de Crédito: O banco do importador emite a carta de
crédito e comunica ao banco do país do exportador a existência desse
crédito;
3- Comunica o Crédito: O banco do exportador comunica a ele a che-
gada da carta de crédito e suas condições;
4- Embarque: O exportador providencia o embarque da mercadoria;
5- Documentos e Pagamento: O exportador entrega os documentos 
Figura 1.32 – Carta de Crédito
Fonte: MDIC.
Despacho Aduaneiro é um 
procedimento fiscal que tem o
objetivo de liberar ou desemba-
raçar a mercadoriautilizando
como instrumentos de facilitação a importação e a exportação entre diferen-
tes países, através de produtores e consumidores incluindo toda a logística
envolvida no seu processo. 
Na época colonial, o Brasil exportou produtos primários para a sua metrópo- le,
como algodão, cacau, café entre outros. Esses produtos correspondiam a mais
de 90% das exportações do país.
Atualmente, o Brasil já está equilibrando mais o seu mercado. Cerca de 60%
dos produtos são exportados, semimanufaturados ou industrializados, e 40%
dos produtos são importados. Esses produtos importados são matérias- -
primas em sua maioria. Para que tenhamos contato com essas informações, é
interessante observarmos os relatórios que são publicados pelo Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior em seu endereço eletrô- nico.
Para que esse comércio ocorra da maneira correta e seja aceito pelas partes
envolvidas é necessária toda uma organização interna de auxílio em todo o
processo de importação e exportação.
PIB ou Produto Interno 
Bruto 
Para saber mais sobre o PIB, 
consulte o site http://noticias.
r7.com/economia/noticias/
saiba-o-que-e-pib-e-o-que-ele-
significa-na-sua-vida-20091210.
html
Para relembrar sobre os
conceitos básicos de logística,
assista ao vídeo no link a seguir 
http://www.youtube.com/wat
ch?v=SKwASbUatEs&feature=
related
Para saber mais sobre a
Balança Comercial do Brasil, 
consulte o site 
é a soma das riquezas
(bens e serviços produzidos)
geradas pelos vários setores do
país. 
http://www.
desenvolvimento.gov.
br/sitio/interna/interna.
php?area=5&menu=567
1.2.1 Estrutura do comércio exterior brasileiro
Como observamos na figura, no comércio exterior brasileiro não existe um
único órgão responsável pela sua administração e sim um conjunto de ór-
gãos intervenientes, distribuídos em órgãos gestores e anuentes, que fazem
com que esse setor funcione. 
Os órgãos gestores são aqueles com maior competência de planejamento e
controle dos processos comerciais e os anuentes são aqueles que auxiliam o
controle comercial, cada um dentro da sua competência e natureza, com a
finalidade de liberar as licenças de importação e exportação.
Esses órgãos são ainda classificados em: 
• Formuladores de políticas e diretrizes (Câmara de Comércio Exterior 
– CAMEX e Conselho Monetário Nacional – CMN);
• Operacionais ou gestores (Departamento de Operações de Comércio Exterior
da Secretaria de Comércio Exterior - SECEX/DECEX; Secretaria da Receita
Federal - SRF e Banco Central do Brasil - BACEN); 
• Defensores dos interesses brasileiros no exterior (Ministério das Re-
Figura 1.4 – Estrutura de Comex
Fonte: A Estudante de Comex, 2011
Este é o ministério responsável pelas decisões e execução das diretrizes polí-
ticas de comércio, deste modo, descreve e define o papel de cada um dentro da
estrutura de Comércio Exterior e exerce sua função através do órgão gestor
SECEX – Secretaria de Comércio Exterior.
lações Exteriores - MRE; Departamento de Defesa Comercial da Secreta-
ria de Comércio Exterior – SECEX/DECOM; Departamento de Negocia-
ções Internacionais da Secretaria de Comércio Exterior – SECEX/DEINT;
Secretaria de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda - SAIN/
MF) e por fim,
• Os apoiadores (Banco do Brasil - BB; Banco Nacional do Desenvolvimento
Econômico e Social – BNDES; Agência de Promoção de Exportações –
APEX Brasil; Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT; etc).
Vejamos no Box Mídias Integradas algumas importantes definições acerca
desses e dos outros órgãos que participam desse processo, mas que não
estão inseridos na figura.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exte-
rior – MDIC, a Camex é o “órgão mais importante, e atuante, no comércio
exterior brasileiro; é ligado diretamente à Presidência da República”.
Os membros participantes da Camex são: MDIC, Casa Civil, Relações Exterio-
res, Fazenda, Agricultura, Planejamento e Desenvolvimento Agrário. 
E como finalidades de atuação, podemos destacar “definir diretrizes e proce-
dimentos relativos à implementação da política de comércio exterior visando à
inserção competitiva do Brasil na economia internacional; estabelecer as
diretrizes para as negociações de acordos e convênios relativos ao comércio
exterior, de natureza bilateral, regional ou multilateral; orientar a política
aduaneira, observada a competência específica do Ministério da Fazenda;
formular diretrizes básicas da política tarifária na importação e exportação;
fixar as alíquotas do imposto de exportação; fixar as alíquotas do imposto de
importação; fixar direitos antidumping e compensatórios, provisórios ou
definitivos, e salvaguardas” (MDIC).
1.2.1.1 Câmara de Comércio Exterior – CAMEX
1.2.1.2 Ministério do Desenvolvimento, Indústria e 
Comércio Exterior – MDIC
Para saber mais acerca da
Estrutura do Comércio Exterior 
Brasileiro, consulte o site
www.desenvolvimento.gov.br/
arquivos/dwnl_1251143349.
pdf
http://
Vamos ver o que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior – MDIC diz sobre a SECEX
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Ex-
terior – MDIC (MDIC acessado em 17/09/2013), a “SECEX tem
como principal função assessorar o MDIC na condução das políticas de
comércio exterior. É o órgão estratégico do Ministério e é responsável
pela gestão do controle comercial. A SECEX normatiza, supervisiona,
orienta, planeja, controla e avalia as atividades de comércio exterior de
acordo com as diretrizes da Camex e do MDIC”. 
“Pode-se dizer, assim, que a SECEX é o carro-chefe do MDIC na gestão
do comércio exterior brasileiro. A SECEX está estruturada em quatro
departamentos: DECEX, DEINT, DECOM e DEPLA”.
“DECEX (Departamento de Comércio Exterior) – É a parte ope-
racional da SECEX. É encarregado por elaborar e implementar os dis-
positivos regulamentares, no aspecto comercial, do comércio exterior
brasileiro. Envolve o licenciamento de mercadorias importação e ex-
portação, além da gestão do Sistema Brasileiro de Comércio Exterior
(SISCOMEX);
DEINT (Departamento de Negociações Internacionais) – Coorde-
na os trabalhos de negociações internacionais brasileiras dos quais o
Brasil participa;
DECOM (Departamento de Defesa Comercial) – Coordena as ativi-
dades de combate ao comércio desleal às empresas e produtos brasi-
leiros. O DECOM acompanha e supervisiona os processos instaurados no
exterior contra empresas brasileiras, dando-lhes assistência e asses-
soria cabíveis.
Como função de atuação, podemos destacar, no comércio exterior, os se-
guintes assuntos, dentre outros: “política de desenvolvimento da indústria,
do comércio e dos serviços; políticas de comércio exterior; regulamentação e
execução dos programas e atividades relativas ao comércio exterior; apli-
cação dos mecanismos de defesa comercial e participação em negociações
internacionais relativas ao comércio exterior” (MDIC).
1.2.1.3 Secretaria de Comércio Exterior – SECEX
DEPLA (Departamento de Planejamento e Desenvolvimento do
Comércio Exterior) – Coordena as políticas e programas aplicáveis ao
comércio exterior. É um departamento que coleta, analisa e sistematiza
os dados e informações estatísticas, de onde partem as propostas ob-
jetivando o desenvolvimento do comércio externo brasileiro”(MDIC).
Conforme o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Ex- terior –
MDIC (MDIC acessado em 17/09/2013), o MF é o “respon- sável pela
política monetária e fiscal, zela pela defesa e pelos interesses fa- zendários, de
fiscalização e controle de entrada e saída de mercadoria do comércio exterior”. 
“No Comércio exterior, sua intervenção é feita através do principal órgão
atuante e operacional, a Receita Federal do Brasil. Este órgão, que muitas
vezes possui status de Ministério, atua na fiscalização aduaneira de merca-
dorias, produtos e bens que ingressam noao importa-
dor.
Parametrização é o pro-
cesso de decisão e definição 
dos parâmetros necessários 
para uma verificação completa 
ou relevante de um objeto ou 
mercadoria.
exigidos pelo crédito ao banco de seu país e este recebe os documen-
tos, examina-os e, se estiverem em ordem, efetua o pagamento ao
exportador;
6- Documentos: O banco do exportador remete os documentos ao
banco do importador;
7- Documentos e Reembolso: O banco do importador entrega os do-
cumentos a ele e cobra deste o reembolso do pagamento efetuado;
8- Desembarque: O importador, de posse dos documentos, paga os
direitos aduaneiros e retira a mercadoria (MDIC).
Após a conferência da documentação, há o processo de liberação da mer-
cadoria com base na LI e nos demais documentos exigidos, o importador ou o
despachante começam a elaboração da DI, mediante o pagamento no
sistema do SISCOMEX. Com a efetivação do pagamento da DI, inicia-se o
despacho aduaneiro de importação.
Como foi iniciada a elaboração da DI e foi efetuado o pagamento da mesma,
o SISCOMEX definirá por parametrização qual será o canal de conferência
aduaneira da mercadoria.
Existem quatro possíveis canais, são eles: verde (desembaraçada automati-
camente sem qualquer verificação), amarelo (conferência dos documentos de
instrução da DI e das informações constantes na declaração), vermelho (há,
além da conferência documental, a conferência física da mercadoria) e cinza
(é realizado o exame documental, a verificação física da mercadoria e a
aplicação de procedimento especial de controle aduaneiro, para verificação
de elementos indiciários de fraude, inclusive no que se refere ao preço de-
clarado da mercadoria) (Receita Federal).
Após a liberação e análise da DI, o SISCOMEX emite o CI (Comprovante de
Importação) que comprovará a liberação alfandegária.
16.9 Liberação da mercadoria
Para saber mais sobre o preço
de importação, consulte o site 
http://www4.receita.fazenda.
gov.br/simulador/BuscaNCM.jsp
Resumo
Na quinta aula, aprendemos o passo a passo essencial de uma importação.
Observamos passos importantíssimos, como as documentações e formas de
pagamentos envolvidos no processo.
16.11 Finalização
Após serem feitos todos os pagamentos e a mercadoria estiver em sua posse,
organizar os documentos que fizeram parte do processo e guardar por um
prazo de cinco anos.
16.10 Pagamento de despesas
Após a liberação da mercadoria pela alfândega, efetuar o pagamento das
despesas portuárias ou aéreas para retirar a mercadoria (se estas não estive-
rem inclusas no Incoterm) e emitir a nota fiscal de entrada.
Atividades de Aprendizagem
1. O que é importação?
5.12 Cálculo do preço de importação
Os custos da importação compreendem o transporte e o seguro (quando não
inclusos no Incoterm escolhido), taxa de documentações, despesas ban-
cárias e o preço do produto final com as devidas alíquotas de impostos
acres- cidas nele.
2. Qual é a importância da importação para a empresa e para o país?
Lembrando também que geralmente quem realiza esse processo dentro de
uma empresa é um departamento específico ou até mesmo um despachante.
5. Quais são as formas de pagamento?
3. Quais são as etapas de uma importação?
6. O que é e quais são os canais de parametrização?
4. Quais são os documentos envolvidos na importação?
Aula 17 – Determinação de custos 
na importação
Analisando o panorama das importações no Brasil, nota-se um excesso no
tempo de liberação e altos impostos e taxas em relação ao valor da merca-
doria negociada no exterior, que são aplicados de forma a gerar um fator de
100 a 120% sobre o valor da mercadoria no exterior. Apesar do índice de
custos de importação, ainda é lucrativo para as empresas encerrarem seu
processo produtivo no mercado interno e passar a estabelecer um contrato
de manufatura com origem da China, por exemplo, ainda com uma margem de
lucros significativa.
Desde a decisão de compra no exterior até o pós-venda em território nacio- nal,
existem inúmeros pontos de análise de desempenho e custos logísticos. Os
cálculos de internacionalização são considerados como um dos pontos mais
importantes nos indicadores de gestão de produtos importados. 
O objetivo desta aula é identificar os custos que compõem o
processo de importação e analisar seu impacto e sua compo-
sição, no tocante à tomada de decisão para a composição de
custos em relação ao mercado competitivo. A partir das consi-
derações desses custos será possível identificar a
possibilidade de importar determinados produtos; ou, por uma
combinação de custos, será possível decidir continuar ou não
importando determinado produto. 
A função da determinação mais próxima dos custos de uma importação é
fundamental para a decisão de começar ou continuar a realizar processos de
importação. Sobretudo, por conta da dinâmica muito grande em relação ao
comércio internacional. Vamos saber mais?
17.1 Incidência de impostos na importação
E como esses custos podem ser classificados? 
A partir dos custos são efetuadas todas as decisões logísticas - o planejamen-
to somente pode ter êxito se estiver aliado a esses fatores. Para a base de 
cálculo, é estabelecido o valor CIF da mercadoria.
Os custos incidentes nos processos de importação, conforme Keedi
(2010, p. 82), podem ser classificados em gerais e circunstanciais, con-
forme quadro 17.1: 
C: Custo da mercadoria no exterior
I: Seguro internacional
F: Frete internacional
Após a identificação, através do conhecimento de carga e a Fatura Invoice, o
despachante aduaneiro, profissional responsável por efetuar a liberação da
mercadoria, recolhe os impostos e as taxas, tais como Imposto de Im-
portação, IPI, Taxa de Siscomex, ICMS, armazenagem, desconsolidação,
desunitização, handling, entre outras.
Os custos de importação representam um dos principais fatores para o de-
sempenho das empresas brasileiras. É preciso estar atento ao fato de o ci-
clo de importação estar mais rápido, pois este constitui um diferencial de
competitividade, quando adequados aos processos de custos Portanto, é
decisivo para as empresas brasileiras encontrar um espaço no mercado in-
ternacional através do gerenciamento de custos para que tenham eficácia no
que se refere à importância de um planejamento para um crescimento e
longo prazo e solidificação da empresa. 
Quadro 17.1: Custos logísticos de importação.
Gerais
Circunstanciais
Fonte: Adaptado de Keedi (2010).
São outros custos que poderão estar envolvidos para que essa operação
geral descrita aconteça.
Deve-se considerar o de armazenagem ou permanência da mercadoria no
ponto de origem, à espera do embarque, e no ponto de destino, à espera
do desembarque. Carregamento e estiva da mercadoria na sua origem,
num veículo para transporte interno, e o transporte até o embarque inter-
nacional. Também existem os fretes internacional e nacional do produto. 
17.2 Custos na importação
Desconsolidação: 
quando a carga chega
de outros países, vem
acompanhada de um
conhecimento com uma
listagem dos produtos de
forma geral. Chegando ao
Brasil, cada importador
recebe um conhecimento
específico, ou seja, a carga é 
desconsolidada.
Desunitização: quando 
a mercadoria chega em 
contêineres, o fiscal pode 
pedir sua vistoria. Nesse 
caso, a carga deve ser 
retirada do contêiner, ou seja, 
desunitizada. Unitizar quer 
dizer colocar a mercadoria 
dentro do contêiner.
Handling: a palavra 
hand, em inglês, quer 
dizer mão. Handling é o 
manuseio da carga.
Nessa aula, você pôde observar os diferentes custos incidentes sobre os pro-
dutos importados no Brasil, seu impacto e sua nomenclatura.
Atividades de aprendizagem
• Como podemos melhorar a condição de importação no Brasil sem afetar 
as empresas nacionais?
É preciso considerar que há diferenças na forma de gerenciar os custos
no contexto internacional, quando se fala de grandes empresas em re-
lação às menores. 
Resumo
Para saber mais sobre a planilha
de custos para os processos de
importação, você pode acessar o
sitehttp://www.siscomex.com.br/
topic/21891-planilha-de-custo-importacao/?hl=%2Bplanilha+
%2Bcustos#entry27067 que
apresenta um sistema de controle
de dados para utilização
padronizada do sistema de
comércio exterior.
Para obter informações mais
específicas sobre o assunto,
segue a sugestão de leitura do
livro Impostos de Importação e
Exportação e outros Gravames
Aduaneiros, de Paulo Werneck,
da editora Freitas Bastos. Nesse
livro você poderá conhecer
mais profundamente todas as
variações de custos incidentes
sobre as importações, bem como
os trâmites e seus impactos
nesta modalidade de negociação
internacional.
Aula 18 – Exportação: 
procedimentos e particularidades
O objetivo desta aula é estabelecer os procedimentos para a
realização de uma exportação, observando todos os passos e
a burocracia existente, desde a produção até os cuidados e as 
procedimentos específicos.
A partir dos conceitos estabelecidos nesta aula, você terá a oportunidade de
identificar a cadeia de procedimentos para a efetivação de uma exportação,
observando os cuidados necessários para atingir esse objetivo, sobretudo em
longo prazo. Vamos saber mais? 
Identificar os procedimentos para exportação é estabelecer um plano de
ação para que a mercadoria (ou o serviço)_ esteja de acordo com o plano
de exportação, em sintonia com as exigências impostas pelo importador e
pelas relações legais. O sucesso do processo de exportação depende da
sintonia entre todas as etapas. Vamos conhecer esses procedimentos a
seguir. 
O Brasil tem uma tradição na modalidade de exportação de produtos primá-
rios ou matérias-primas porque tem defasagem em relação às tecnologias de
ponta, além de ter território e clima propícios para a produção desses bens. 
Para tanto, a logística interna é voltada para os mecanismos de exportação,
através de suas estradas, portos, armazenagens de entrepostos e vias de
distribuição.O governo brasileiro não cobra alguns impostos ou taxas para
beneficiar o exportador. Por outro lado, as estradas são responsáveis por uma
parcela grande do escoamento da produção, o que encarece o produto no
exterior. Chamamos isso de “o custo Brasil” que, somados à infraestrutura
precária dos portos, falta de manutenção de caminhões, máquinas defa- sadas
e falta de silos de armazenagem, compõem um panorama deficiente para a
plena capacidade técnica de nossa exportação.
8.1 Procedimentos específicos 
da exportação
Escoamento da 
produção é o caminho 
percorrido pelos produtos
destinados à exportação,
desde a colheita ou produção
na fábrica, até o seu
embarque para o exterior.
18.2 Passo a passo na exportação
Quais são os passos que o exportador deverá seguir após acordar com o
comprador sua base de preços e condições de pagamento? Veja a seguir:
Adquirente da 
mercadoria
Trâmites
aduanas
Frete 
Exportador
•  Elaboração da Fatura Invoice e Packing List;
• Contratação de um agente afretador;
• 
• 
Envio da carga para o entreposto aduaneiro;
Elaboração do despacho de exportação;
• Pagamento das taxas de exportação;
• Operação portuária;
• Embarque da mercadoria;
• 
• 
Transito para o exterior;
Aduana no exterior;
• Liberação da mercadoria/entrega para o cliente.
Essa lista, apesar de resumida, compõe a base dos trâmites de exportação. De-
ve-se tomar cuidado para que não seja perdido o embarque. Além dos portos,
as cargas podem ser exportadas através dos aeroportos, portos secos ou esta-
ções aduaneiras do interior (Eadis), que são terminais aduaneiros destinados a
desafogar os portos e aeroportos. Com a publicação do novo Regulamento
Aduaneiro (Dec. 6759/09) os EADIs passaram a ser denominados de Portos
Secos. O procedimento para esses casos é idêntico, com exceção para cargas
perigosas ou vivas, ou ainda em casos de urgência, onde terão prioridades.
A logística internacional para exportação se caracteriza na satisfação de ne-
cessidades em concordância com o mercado de commodities. São merca-
dos regulados por uma cotação internacional através de bolsa de mercado-
rias, no caso do Brasil, de mercadorias primárias.
Veja na figura 8.1 o fluxo da logística internacional sob o foco da necessi-
dade internacional exercendo pressão sobre o exportador de mercadorias,
compreendendo os trâmites durante o processo, o afretamento e o ex-
portador, com a responsabilidade de entrega nos prazos e nas condições
internacionais:
Figura 8.1 Fluxo de importações sob o foco do adquirente.
Fonte: Elaborado pelo autor (2012).
Commodities são 
produtos com valores
atribuídos ao mercado
e regulados por bolsa
específica, padronizando seu 
valor internacionalmente.
Resumo
Nessa aula foram descritas as atividades que compreendem o processo de
exportação, as dificuldades encontradas no Brasil e a pressão do mercado
externo sobre as exportações, em relação às suas necessidades.
Atividades de aprendizagem
• Como poderemos melhorar o nosso desempenho de exportação, consi-
derando a infraestrutura brasileira e a nossa tecnologia atual.
Para ter mais informações e
aprofundar seus conhecimentos
sobre o tema exportação, sugere-
se a leitura do livro Exportação:
aspectos práticos e operacionais,
do autor José Augusto de Castro,
da editora Aduaneiras, 2005.
No capítulo 6 desse livro
, você pode entender mais
profundamente a composição da
estrutura e logística do processo
de exportação, passo a passo.
Para saber mais sobre a estrutura da
exportação, seu papel, sua importância
e seus impactos na economia, bem
como a relação da logística e o mercado
externo, você pode acessar a página
http://www2.apexbrasil.com.br/
busca?q=Exporta%C3%A7%C3%A3o
para consultar o projeto de mercados
globais, atendendo à economia e cultura
dos países. É bem importante para o
aprofundamento de seu aprendizado.
Aula 19. Operações de comércio 
exterior: exportação
Objetivos:
• entender a importância e o conceito de exportação;
• diferenciar as etapas da exportação; e
• relacionar os documentos utilizados na exportação.
Prezado(a) Aluno(a),
Neste sexto momento, iremos conhecer e identificar o passo a passo de uma
exportação.
Então, vamos lá?
Como vimos na aula cinco sobre os procedimentos de importação, os de
exportação serão mais fáceis compreender, já que são exatamente o
inverso.
Exportação é o processo de saída da mercadoria de um determinado país,
podendo ser com cobertura cambial (aquela que terá pagamentos) ou sem
cobertura cambial (não haverá pagamento).
Figura 1.33 – Exportação
Fonte: MANNES.
No processo da exportação, há um incentivo maior por parte do governo.
Podemos observar que existem ferramentas de apoio digitais, estudadas na
anteriormenete, voltadas apenas ao exportador, por exemplo: Vitrine do
Exportador, Fala Exportador, Exporta Fácil e Projeto Primeira Exportação.
A exportação é também um processo que permite uma maior competitividade à
empresa, pois seus produtos deverão estar com ótimas qualidades para
competir no mercado externo, aprimoramento tecnológico, para melhorar a
produção, aumento na produtividade e desenvolvimento socioeconômico do
país.
Algumas vantagens da exportação, segundo o Portal Paraense de Comércio
Exterior e Investimentos - PARACOMEX (PARACOMEX. Disponível em:
 Acesso em 20 de
setembro de 2013), são:
• Diversificação de mercados;
• Aumento da produtividade;
• Melhora da qualidade do produto;
• Diminuição da carga tributária;
• Melhoria da empresa;
• Melhoria da imagem da empresa;
• Diminui a dependência do mercado interno;
• Aumento da capacidade inovadora.
As exportações podem ser realizadas tanto por microempresas quanto por
empresas de grande porte. Mas ambas deverão atentar às documentações e
processos decisórios na negociação.
Observamos assim que cada empresa obedece a um roteiro básico para ex-
portar e que mais lhe é satisfatório nas suas negociações. Aqui apresentare-
mos um passo a passo básico com as informações essenciais.
Para saber mais sobre o 
REI, consulte o site 
?area=5&menu=257
Para saber mais sobre o
Programa do SISCOMEX, 
consulte o site 
http://
www.desenvolvimento.
gov.br/sitio/interna/interna.php
http://www.
receita.fazenda.gov.br/aduana/
siscomex/siscomex.htm
19.4 Negociação
Após a confirmação do pedido, o exportador deverá formalizar a negociação
enviando a fatura pró-forma, que é um documento que contém todas as
particularidades e condições para a venda do produto.
19.2 Licenciamento
O licenciamento é realizado pela Secretaria de Comércio Exterior- - SECEX,
pela Secretaria da Receita Federal – SRF e pelo Banco Central do Brasil –
BACEN, em suas respectivas competências por intervenção do Sistema de
Comércio Exterior – SISCOMEX, que é um software que promove essas ati-
vidades básicas.
19.1 Pesquisa de mercado
É uma pesquisa para identificar os mercados em potencial para exportação.
Através dessa pesquisa, escolher o país e começar um estudo acerca do
produto nesse país, analisando e verificando a viabilidade da entrada do
produto nesse lugar.
19.3 Contato com o importador
Nesse primeiro contato com o importador, é importante que sejam acordadas
informações sobre o produto, podendo utilizar-se de catálogos, lista de preços,
amostras etc. 
Segundo o site Nova América, Despachos aéreos, marítimos e terrestres, (Nova
América http://www.novaamericademater.com.br/docs/Roteiro_Basi-
co_Exportacao.pdf> Acesso em 20 de setembro de 2013), na Fatura Pró- -
Forma deverão constar os seguintes dados:
• Denominação Fatura Pró-Forma;
• Caracterização adequada do possível comprador ou destinatário;
A primeira etapa a se realizar é o Registro de Exportadores e Importadores -
REI da SECEX no SISCOMEX; para se obter o SISCOMEX, é necessário dirigir- -
se à Receita Federal. Após o registro e habilitação no SISCOMEX é necessário
também que se realize o cadastro no RADAR, que auxiliará nas informações
sobre as operações efetuadas pelos exportadores ou importadores.
Lembramos que, na aula 5, nós já aprendemos quais são os documentos que
tanto o exportador e o importador deverão preparar.
Após o envio da fatura pró-forma, o exportador deve atentar em preparar os
documentos necessários. Existem dois grupos de documentos que nesse pri-
meiro momento são importantes, o primeiro é o grupo de documentos que são
utilizados na circulação da mercadoria no país de origem e o segundo 
• Descrição do produto (esta deve ser a mais precisa possível);
• Modalidade da venda - Incoterms revisão 2000 e define os deveres e 
direitos do vendedor e do comprador; 
• Condições de pagamento (pagamento antecipado, cobrança e carta de 
crédito); 
• Embalagem de apresentação e de transporte;
• Transporte internacional;
• Seguro internacional; 
• Preço do produto (este deverá abranger todos os itens que compõem a
operação: em termos de prazo, quantidade, forma de pagamento, tipo de
embalagem etc.); 
• Prazo de entrega, levando-se em conta, a partir da data do pedido, o prazo
necessário para a elaboração do produto mais o tempo necessário para o envio
da mercadoria transporte internacional – tempo da viagem (transit time); 
• Validade da cotação (esta indicará até que data as condições oferecidas não
sofrerão alterações para o comprador no exterior); 
• Documentos (normalmente, são indicados aqueles que o exportador re-
mete, informando ao importador quais os documentos que se pretende
remeter para que, no caso de precisar de outros para atender exigências da
legislação de seu país, estes possam vir a ser solicitados).
19.5 Documentos necessários
Após o embarque ser realizado, há o desembaraço na alfândega, o importa-
dor deverá se preparar para o processo de liberação que passará pela para-
metrização e será liberada.
Assim, quando toda a negociação estiver pronta, o exportador deve avisar
a data de chegada da mercadoria ao importador para que este se organize.
É importante que o exportador tenha negociado com uma instituição finan-
ceira para receber seu pagamento, assim o recebimento é realizado em moe-
da estrangeira e a conversão é efetivada pela instituição, essa operação será
formalizada por um contrato de câmbio.
grupo é o das informações importantes no embarque ao exterior.
Os documentos pertencentes ao primeiro grupo são: Romaneio de embarque
(que é uma lista com as características das mercadorias do embarque); Nota
fiscal (é um documento com a finalidade fiscal de registrar a transferência de
uma mercadoria oferecida por uma determinada empresa) e Certificados
adicionais (quando for necessário). 
Já os do segundo grupo são: Romaneio de embarque (é um documento com
todas as características da mercadoria que está sendo embarcada); Nota fis-
cal ( é um documento fiscal cujo objetivo é registrar a transferência de uma
mercadoria de uma determinada empresa); Registro de Exportação (é um
documento emitido pelo SISCOMEX no qual consta um conjunto de infor-
mações comerciais, cambiais e fiscal sobre uma determinada mercadoria ca-
racterizando a operação de exportação e definindo o seu enquadramento);
Certificados (quando for necessário) e Conhecimento de Embarque (é um
documento emitido após o embarque da mercadoria atestando assim o rece-
bimento de carga da empresa de transporte, e acertando a sua obrigação na
entrega dos produtos no destino determinado e ao destinatário responsável
pelo recebimento).
19.7 Embarque
19.6 Contratação do câmbio
19.8 Liberação e despacho aduaneiro
Para saber mais sobre
o preço de exportação, 
consulte o site http://www.
aprendendoaexportar.gov.br/
inicial/simulaprecos.htm
Resumo
Na sexta aula, aprendemos o processo básico de exportação, vimos que o
exportador é uma peça fundamental, planejando e liberando documentos,
programando embarques e escolhendo seu possível comprador.
19.10 Pós venda
Mesmo já tendo realizado todo o processo e não fazer mais parte da sua
responsabilidade da negociação, é importante que se mantenha um Pós-
Venda, ou seja, um contato após a entrega e pagamento dos produtos, para
que se possa conquistar e fazer desse importador um cliente fixo. 
19.9 Recebimento do pagamento
Vai depender da modalidade de pagamento escolhida pelo importador a se
realizar, lembrando que as formas utilizadas de pagamento são: pagamento
antecipado, remessa sem saque, cobrança documentária e cartas de crédito. 
19.11 Cálculo do preço de exportação
Os custos da exportação compreendem os impostos internos calculados no
preço de mercado interno, totalizando assim o preço de venda externa.
Esse pós-venda pode ser realizado por meio de envio de emails ou até via
telefone.
Lembrando que a operação de exportação também é realizada de forma in-
dependente por cada empresa, assim os detalhamentos acima são só os bá-
sicos para a realização do processo. Para saber mais sobre o fluxograma de
exportação, consulte o site http://www.aprendendoaexportar.gov.br/inicial/
index.htm. Na aba fluxograma de exportação, você terá um detalhamento
melhor desse processo.
Da mesma forma que na importação, existem departamentos, empresas e
despachantes específicos para a realização dessa operação.
Atividades de Aprendizagem
1. O que é exportação?
3. Quais são as etapas de uma exportação?
4. Quais são os documentos envolvidos na exportação?
2. Qual é a importância da exportação para a empresa e o país?
Aula 20– Determinação de custos 
na exportação
A internacionalização é interessante para os países? 
Sim. As organizações precisam buscar constantes modernizações, conquis-
tar novos mercados e preservar sua posição no âmbito nacional. Em contra-
partida, o governo apoia e incentiva as exportações brasileiras, contribuindo
para uma participação de destaque na balança comercial e alavancando o
número de empregos e renda nacional. 
O objetivo desta aula é determinar os componentes geradores
dos custos para o processo de exportação, com o intuito de
oferecer informações importantes para a decisão de exportar. A
partir dos conceitos estabelecidos nessa aula, você terá a opor-
tunidade de identificar os procedimentos de custos e incidência
de impostos para esta modalidade de comércio exterior. 
Identificar e compor os custos para a exportação é estabelecer uma planilha
confiávelpara diminuir possíveis falhas no processo, evitando-se prejuízos a
curto e médio prazos. Vamos saber mais?
Os países têm como objetivo comum melhorar constantemente suas exporta-
ções, pois a geração de empregos e divisas para o país é importante, sobretudo
para a sua economia. Porém, para que possamos exportar com qualidade, os
produtos devem possuir, primeiramente, um valor agregado maior, para que
tenhamos menor custo na cadeia produtiva. O Brasil tem como excelência pro-
dutos primários, ou seja, nossa base de exportação é composta de produtos
como soja, milho, petróleo, carne, frutas entre outros. Para que pudéssemos
ter um rendimento maior em nossas exportações, deveríamos fazer
investimentos em tecnologia, para que os produtos tenham mais valor. Mas, os
países mais avançados tecnologicamente saem na frente e possuem os
produtos de ponta.
20.1 Procedimentos de custos 
para a exportação
Valor agregado é o 
investimento em tecnologia,
tornando o produto com
maior valor. Um contêiner de
soja, por exemplo, terá um
valor muito menor que um
contêiner de CDs gravados
com algum programa, pois,
apesar do valor do CD ser
pequeno, a tecnologia
gravada aumentará seu
valor.
• Como poderíamos melhorar nossas exportações, baseado nas informa-
ções passadas na aula de hoje?
Nessa aula, pudemos ver como a exportação é importante para os países,
além de verificarmos a necessidade de investimentos em tecnologia e infra-
estrutura para que os produtos tenham maior valor, bem como uma melhor
canalização de sua exportação. Também foi possível observar os custos inci-
dentes sobre uma exportação.
Atividades de aprendizagem
Para os produtos exportados não há incidência de impostos de exportação,
salvo exceções, pois existe boa vontade dos órgãos fiscalizadores para que a
mercadoria seja embarcada no prazo. Os Estados brasileiros também não in-
cidem o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Porém,
ainda incidirá o custo dos impostos sobre a produção, que é alta em nosso
país, além do custo do frete até o porto, taxas de manuseio de carga, em-
barque e conhecimento, que estão em desacordo com o valor comumente
baixo de nossas mercadorias. 
Em relação à competitividade internacional, não conseguimos equiparar os
preços praticados por nossos concorrentes, por conta do custo do produto ou
distanciamento geográfico, que encarece o custo de transporte ao desti- no.
Por exemplo: nosso cacau não consegue ser competitivo na Europa por conta
de produtores mais próximos.
Resumo
Para realizar uma exportação, após a empresa estar habilitada na Receita
Federal, o exportador deve ficar atento a feiras internacionais, consulados e
contatos intermediários para a negociação efetiva de seu produto. Após a
negociação, o câmbio, a definição dos Incoterms e a documentação, a carga
deve ser conduzida para o porto de embarque. 
20.2 Impostos incidentes na exportação
e assistir ao filme Exportação
passo a passo. É importante
para o aprofundamento de seu 
aprendizado.
Para mais informações, segue
a sugestão de leitura do livro 
O Exportador, do autor Nicola 
Minervini, da Pearson Editora.
Nesse livro você poderá
entender mais profundamente
todos os custos incidentes nas
exportações e seus impactos nos 
custos da empresa.
Para saber mais sobre a relação 
dos custos de exportação, 
você pode acessar a página: 
http://www.youtube.com/
watch?feature=player_
detailpage&v=_kcZV9prQlg
Aula 21. Organismos e blocos 
inter nacionais
Objetivos:
• entender as organizações internacionais; 
21.1 Organizações internacionais
Segundo o portal da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC (UFSC.
Disponível em Acesso em: 20 de setembro de 2013), Or-
ganizações Internacionais são definidas como “uma sociedade entre Esta- dos,
constituída através de um tratado, com a finalidade de buscar interesses
comuns através de uma permanente cooperação entre seus membros”.
• diferenciar os tipos de organizações internacionais;
• relacionar as organizações internacionais mais conhecidas;
• compreender os blocos internacionais; e
• apresentar os blocos internacionais mais conhecidos. 
Prezado (a) estudante,
Que bom que conseguimos finalizar nossa jornada em busca do conheci-
mento explorando uma área tão rica de detalhes. Nesse último encontro,
iremos conhecer e identificar o que são organizações internacionais e quais
as suas funções, não esquecendo também os acordos internacionais.
Então, vamos lá?
Assim, podemos entender que essas sociedades são um grupo de países,
que constitui uma organização em busca de seus interesses próprios,
juntando-se assim a outro país que tenha um interesse igual ao seu.
Veremos as mais conhecidas
organizações logo abaixo,
existem muitas organizações.
Para você conhecer mais
organizações, consulte o site 
Figura 1.35 – United Nations
Fonte: OCHA online.
http://relinter.webs.com/
organizaesinternacionais.htm
As organizações internacionais governamentais são uma associação de Es-
tados, formalizada através de um tratado, com um caráter definitivo e que
visa atingir os objetivos comuns a todos os envolvidos e atestados no acordo.
Também conhecidas como OIG, quando são formadas, adquirem uma per-
sonalidade internacional independente da atuação dos seus participantes no
cenário internacional. É como uma entidade que garante direitos e obriga-
ções e responde por seus participantes.
Dentre as mais importantes, podemos destacar as seguintes organizações:
• Organização das Nações Unidas - ONU
Devemos observar que nas relações internacionais e no comércio exterior os
países são chamados de Estados Nação ou Estados (com a inicial “E” maiús-
cula. Quando se referir a um estado como uma divisão de poderes internos
(governo, estado, município etc), a letra inicial será minúscula. Por exemplo, o
Estado do Brasil e o estado de Goiás.
Toda organização possui um tratado constitutivo de sua criação, com cláu-
sulas que todos os Estados-membros deverão seguir e adotar, tais como a
aproximação dos países membros, adoção de normas comuns, cooperação
econômica, dentre outros.
As organizações são divididas em dois grupos, as Governamentais e as Não
Gover namentais.
21.1.1 Organizações internacionais 
gover namentais
• Organização Mundial da Saúde – OMS
• Organização Mundial do Comércio – OMC
• Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura 
– UNESCO
Figura 1.36 – World Trade Organization
Fonte: CARVALHO.
Figura 1.37 – Word Health Organization
Fonte: NASCIMENTO.
Figura 1.38 – United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization
Fonte: Gerindo Cultura.
• 
• Banco Mundial – BIRD
Fundo Monetário Internacional – FMI
• Organização Internacional do Trabalho – OIT
Figura 1.40 – Internacional Monetary Found
Fonte: Notícias Cabana.
Figura 1.39 – Organização Internacional do Trabalho
Fonte: V1.
Figura 1.41 – Internactional Bank for Recostruction and Development
Fonte: FMM Educación.
• Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – CLPL
As organizações internacionais não governamentais são popularmente co-
nhecidas como ONG (Organização Não Governamental), lembrando que o
termo internacional é utilizado quando essa ONG é presente em mais de um
país, ficando OING.
As ONGs são associações formadas pela sociedade civil com finalidades pú-
blicas e sem fins lucrativos, desenvolvendo ações que mobilizam as popula-
ções em diferentes áreas de atuação.
Podemos destacar algumas das ONGs mais conhecidas:
• Cruz Vermelha
21.1.2 Organizações internacionais não 
gover namentais
Figura 1.43 – Cruz Vermelha
Fonte: UOL.
Figura 1. 42 – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa
Fonte: GUIMARÃES.
• 
• FIFA
• Greenpeace
Jogos Olímpicos
• Anistia Internacional
Figura 1.47 – FIFA
Fonte: Sport Tv.
Figura 1.44 – Greenpeace
Fonte: Brasil Fantasia.
Figura 1.46 – Jogos Olímpicos
Fonte: Olimpíadas.
Figura 1.45 – Anistia Internacional
Fonte: Dolado.
• ISO
• Área de livre Comérciodas Américas – ALCA
Os blocos internacionais são zonas de preferências comerciais realizadas en-
tre alguns países. Essas associações podem ser de três maneiras, a primeira é
a Área de Preferência Tarifária (é a redução de tarifas alfandegárias entre
países através de acordos), a segunda é a Área de Livre Comércio (há a eli-
minação das barreiras de comércio entre os bens trocados entre os países
membros) e a terceira é a União Aduaneira (onde a circulação de bens e
serviços é livre).
Entre os principais blocos econômicos, podemos destacar:
• União Europeia – EU
Fonte: Qualidade Brasil.
21.2 Blocos internacionais
Figura 1.48 – ISO
Figura 1. 50 – ALCA
Fonte: GEOMUNDO.
Figura 1.49 – União Europeia
Fonte: Oriundi.
• Mercado Comum do Sul – MERCOSUL
• Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico – APEC
• Acordo de Livre Comércio da América do Norte – NAFTA
Figura 1.53 – APEC
Fonte: Mundo Educação.
Figura 1.52 – NAFTA
Fonte: Find Property Mexico.
Figura 1. 51 – Mercosul
Fonte: Brasil Escola.
1. O que são organizações internacionais?
3. Quais são as organizações mais conhecidas?
• Comunidade dos Estados Independentes – CEI
2. Quais são os tipos de organizações internacionais?
Na última aula deste caderno, aprendemos o que são as organizações e
blocos internacionais e qual a sua participação nos países membros, assim
como a sua importância para a organização do espaço mundial com suas
atuações.
Resumo
Atividades de Aprendizagem
Figura 1.54 – CEI
Fonte: Brasil Escola.
4. O que são blocos internacionais?
Finalizamos nossas aulas. Parabéns!
5. Quais são os blocos mais conhecidos?
Referências Bibliográficas
Filho, Airton Neubauer - Logística Internacional e Aduaneira 
Mendes, Hozana Alves Ferreira - Logística Internacional e Aduaneira 
https://proedu.rnp.br/handle/123456789/1364
https://proedu.rnp.br/handle/123456789/1364
https://proedu.rnp.br/handle/123456789/1569
https://proedu.rnp.br/handle/123456789/1569país ou são enviados ao exterior. É
responsável também pela cobrança dos direitos aduaneiros incidentes nessas
operações. Além da RFB, o MF atua e exerce esta competência através do
Banco Central do Brasil (BACEN)” (MDIC).
Conforme o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Ex- terior –
MDIC (MDIC acessado em 17/09/2013), “O BACEN é a auto- ridade
monetária e o principal executor das políticas formuladas pelo Con- selho
Monetário Nacional, colegiado responsável por apontar as diretrizes gerais das
políticas monetária, cambial e creditícia. 
Além das competências de autoridade monetária, o BACEN autoriza os esta-
belecimentos bancários a comprar ou vender moedas estrangeiras no Brasil.
Essa obrigação se dá pelo fato de no Brasil não ser permitido o livre curso de
moedas estrangeiras, tanto a pessoas físicas como jurídicas. Essa regulamen-
tação do controle cambial encontra-se no Regulamento do Mercado de
Câmbio e Capitais Internacionais (RMCCI). 
De forma prática, toda vez que um exportador ou importador for receber/
1.2.1.4 Ministério da Fazenda – MF
1.2.1.5 Banco Central do Brasil – BACEN
pagar suas operações, deverá procurar um banco autorizado pelo BACEN e
comprar/vender as moedas estrangeiras recebendo/pagando em moeda
nacional (Real), operação esta firmada através de um contrato de câmbio.
É também o órgão responsável pelo balanço de pagamentos do país, no
qual todas as transações são contabilizadas e calculadas, inclusive as
entra- das e saídas de mercadorias do país” (MDIC).
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
– MDIC (MDIC acessado em 17/09/2013), os órgãos anuentes “são
aqueles órgãos que não estão necessariamente à frente dos processos
comerciais internacionais, mas auxiliam e tornam mais ágeis esses processos”.
Segundo a Receita Federal (Receita Federal, acessado em 17/09/2013), “a Secretaria da
Receita Federal do Brasil é um órgão específico, singular, subordinado ao
Ministério da Fazenda, exercendo funções essenciais para que o Estado pos-
sa cumprir seus objetivos. É responsável pela administração dos tributos de
competência da União, inclusive os previdenciários, e aqueles incidentes
sobre o comércio exterior, abrangendo parte significativa das contribuições
sociais do País. 
Auxilia, também, o Poder Executivo Federal na formulação da política tri-
butária brasileira, além de trabalhar para prevenir e combater a sonegação
fiscal, o contrabando, o descaminho, a pirataria, a fraude comercial, o
tráfico de drogas e de animais em extinção e outros atos ilícitos
relacionados ao comércio internacional” (SRF).
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
– MDIC MDIC acessado em 17/09/2013), o MRE “atua no marketing
externo, fazendo a promoção e divulgação de oportunidades comerciais no
estrangeiro. O MRE atua, especificamente, em duas frentes de trabalho: a
promoção comercial das exportações brasileiras e as negociações
internacionais, sempre buscando o interesse da política externa brasileira”.
1.2.1.8 Órgãos anuentes
1.2.1.6 Secretaria da Receita Federal – SRF
1.2.1.7 Ministério das Relações Exteriores – MRE
Nesta primeira aula, aprendemos que logística internacional e aduaneira é
uma ampliação da abrangência da logística e que, para que isso ocorra, de-
vemos observar o aspecto de comércio exterior como um todo, lembrando
que comércio exterior é todo comércio internacional que é regulado pelo
governo local, visando fins econômicos e sociais, sendo observado através
das exportações e importações.
Observamos também que o comércio exterior precisa ser organizado para
funcionar, assim, no Brasil, temos uma estrutura que corresponde a uma
reunião de órgãos em que cada qual atua com sua especialidade e natureza.
Os produtos destinados a estes órgãos e as competências técnicas de cada
um são estabelecidos em normas específicas de cada órgão/Ministério. Para o
importador/exportador identificar qual órgão é responsável pelos seus pro-
dutos, basta fazer uma busca no SISCOMEX utilizando como chave de pes-
quisa a Nomenclatura Comum do Mercosul. Alguns exemplos:
Banco do Brasil – Por delegação da SECEX, responsável pela emissão de
certificados, licença de exportação e emissão de autorização para alguns
produtos sujeitos a procedimentos especiais.
Conselho de Energia Nuclear - CNEN – Concede autorização prévia para
importação ou exportação de produtos radioativos.
Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis – IBAMA –
Análise prévia para produtos do reino animal e vegetal de forma a proteger
a flora e fauna silvestres.
Ministério do Exército – autorização prévia para produtos de uso militar.
Ministério da Agricultura e do Abastecimento – Certificados de Padro-
nização para produtos hortifrutigranjeiros.
Ministério da Cultura – Autorização prévia para obras de arte.
Fora da esfera estatal de incentivo ao comércio exterior, temos embaixadas no
Brasil e no exterior, Federações das Indústrias em cada estado, o Sebrae, a
APEX, Câmaras de Comércio, entre outras entidades, que podem assessorar e
promover o intercâmbio comercial entre o Brasil e outros países” (MDIC)”. 
Resumo
Atividades de Aprendizagem
1. Qual é a diferença entre comércio internacional e comércio exterior?
3. Quais são os órgãos da Estrutura do Comércio Exterior Brasileiro?
4. Quais as classificações dos órgãos do Comércio Exterior Brasileiro?
2. Qual é o órgão que dá acesso ao Balanço de Pagamentos do Brasil?
5. Qual é o órgão mais importante do Comércio Exterior Brasileiro e por quê?
Aula 2 – Globalização: Histórico e 
elementos
O objetivo desta primeira aula é identificar o histórico dos ele-
mentos que compõem o contexto global de comércio de produ-
tos e serviços, mais conhecido como globalização. 
Você terá a oportunidade de identificar a principal ferramenta do comércio
internacional – a logística de produtos e serviços – a partir dos conceitos
estabelecidos nesta aula. 
O termo globalização nos traz uma conotação de envolvimento global, ou
seja, o sentido de negociação global, histórico da globalização moderna. De
acordo com o site Brasil Escola, acesso 24.05.2013: “Se buscarmos um
ponto de partida para o processo de globalização, podemos destacar o
advento das Grandes Navegações, quando ocorreu um incremento do
comércio entre as mais diferentes partes do globo.
O mundo atual está dividido em aproximadamente 200 países, mas você sa-
bia que somente uma pequena parcela tem relações de comércio com países
que importam e exportam muitos produtos?
Apesar de alguns países já exercerem a atividade de compra e venda além
das suas fronteiras há anos, outros, como a Coreia do Norte, por exemplo,
quase que não possuem relações de troca com o mercado externo por conta
de um boicote internacional, ou seja, estes países têm relações cortadas co-
mercialmente com o mundo.
2.1 Histórico da globalização
Figura 1.1: Logística internacional.
Fonte: Imagem cortesia de Nirots /FreeDigitalPhotos.net.
Podemos conhecer mais sobre
esse assunto acessando o link
http://www.portalsaofrancisco.
com.br/alfa/globalizacao/
. 
Você encontrará informações
mais detalhadas sobre o conceito
de globalização, bem como suas
características e importância.
globalizacao.php
Com a criação de grandes navios, sistemas de comunicação e serviços
especializados, as distâncias ficaram menores para a comercialização
entre as nações.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exte-
rior (2012), a globalização intensa e o avanço constante da tecnologia per-
mitiram a comunicação imediata entre as mais diversas regiões do planeta, 
possibilitando negócios internacionais.
Com isso, o ideal de comercialização internacional acelerou sua base na tro-
ca debens e serviços entre os países, considerando suas especialidades. Por 
exemplo, o Brasil possui especialidade no setor do agronegócio, ou seja, 
produz com tecnologia a soja, o milho, além de produtos animais, como os 
provenientes de bovinos, aves e suínos. Parte dessa produção é comerciali-
zada com outros países, ou seja, é exportado. 
Você sabia?
O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de milho, totalizando 53,2 
milhões de toneladas na safra 2009-2010. A primeira ideia é o cultivo 
do grão para atender ao consumo na mesa dos brasileiros, mas essa é a 
parte menor da produção. O principal destino da safra são as indústrias 
de rações para animais.
[...]O Brasil está entre os países que terão aumento significativo das ex-
portações de milho, ao lado da Argentina. O crescimento será obtido por 
meio de ganhos de produtividade.
O Brasil iniciou seu processo de internacionalização a partir da década de
1990, como afirma Schneider (2002, p. 1):
Disponível em: . Acesso em:
3 abr. 2013.
Com a abertura da economia, o Brasil vem passando por grandes
transformações, caracterizadas por um ambiente altamente concor-
rencial e de acelerada evolução tecnológica. Cada vez mais, as empre-
sas devem estar preparadas para fazer frente à crescente competição
imposta pela globalização da economia e pelas pressões dos mercados
internacionais. Um dos grandes benefícios advindos desse processo é a
possibilidade de conquista de novos mercados, antes não acessados.
Por outro lado, ainda precisamos comprar produtos e serviços que são ne-
cessários, mas que não possuímos condições de produzir, como os de tec-
nologia de ponta, tais como eletrônicos ou equipamentos sofisticados de
medicina, pesquisa em diversas áreas, entre outros. 
Os resultados esperados na comercialização internacional são os da balança
comercial com superávit. As mudanças globais apresentam oportunidades e
vantagens para as empresas mais preparadas, sobretudo com informações
provenientes dos processos estáveis, bem como da melhor opção de ciclo
produtivo de importação e de exportação. Mas, como isso acontece? Vamos
observar a figura 1.2.
No diagrama é possível ver que existem fatores diretos influenciando a glo-
balização. Cada um deles, como os custos globais, as variações de câmbio, as
políticas de abertura de mercado, as forças dos países de primeiro mundo ou
de grandes organizações, bem como a tecnologia, determinam a dinâmi- ca
da globalização.
Custos
Globais
Figura 1.2: Globalização.
Fonte: Martel e Vieira (2010).
Abertura de
mercados
GLOBALIZAÇÃO
Forças
tecnológicas
Forças políti-
cas e macroe-
conômicas
A balança comercial 
com superávit compreende
a diferença entre o que foi
exportado por um país e suas
importações. Quando o volume
de importações é menor, o
saldo é positivo, e vice-versa.
Exemplo: se durante o ano um
país exportou 100 bilhões de
dólares e importou 80 bilhões
de dólares, obteve saldo positivo
de 20 bilhões de dólares em sua
balança comercial.
Christopher (1997, p. 92) considera a logística como um processo de ge
renciar estrategicamente a aquisição, movimentação e armazenagem de
materiais, peças e produtos acabados (e os fluxos de informações correla
tas), por meio da organização e seus canais de marketing, a fim de poder
maximizar a lucratividade presente e futura a partir da aplicação dos con
ceitos da economia de custos em relação aos seus pedidos. E como pode mos
identificar os fluxos logísticos? Vamos observar a figura 1.3.
2.2 A função logística 
Cadeia de fluxos de 
procedimentos
Suprimento 
Físico
FORNECEDORES
Transporte
Manutenção de estoque
Processamento de pedidos
Obtenção
Embalagem protetora
Figura 1.3: Logística empresarial.
Fonte: Christopher (1997).
FÁBRICAS
LOGÍSTICA EMPRESARIAL
Transporte
Manutenção de estoque
Processamento de pedidos
Obtenção
Embalagem protetora
CLIENTES
Distribuição 
Física
De acordo com a figura 1.3, podemos identificar o contexto da logística,
desde a fabricação até a chegada nos clientes, passando pelos principais
elementos que compõem os fluxos logísticos. O processo se estabelece da
seguinte maneira: suprimentos abastecem a fábrica, que desenvolve pro-
dutos, que vão atingir os clientes. Paralelamente a isso estão os agentes
que compõem a cadeia logística, tais como o transporte, a manutenção do
estoque, o processamento de pedidos, a obtenção e as embalagens.
A logística é uma ferramenta fundamental para a realização do comércio
exterior, seja na importação ou na exportação. Na verdade, é uma cadeia de
fluxos de procedimentos utilizada na globalização. A diferença é o tamanho
do fluxo de processos. 
Ao mesmo tempo em que uma empresa produz no mercado interno e en-
cerra o seu ciclo produtivo quando efetua sua venda e realiza um novo pedi-
do; no comércio exterior, um produto ou serviço é produzido aqui e utilizado
em outro país ou produzido em outro país e utilizado aqui – esse processo
entre exportador e importador envolve agentes específicos e passa por diver-
sos componentes, os quais serão estudados nas próximas aulas. 
2.3 A logística internacional
 é o nome
dado a um conjunto de
procedimentos específicos
para que um produto possa
ir de um país para outro.
Exemplo: transporte até o
porto, aduana, embarque, 
trânsito, chegada ao exterior.
Para saber mais sobre a relação
da logística com o mercado
externo, você pode acessar a
página da internet para consultar 
o livro Logística aduaneira, 
no qual você poderá aprofundar
o seu aprendizado sobre os
trâmites que envolvem a logística 
internacional: 
Para mais informações sobre o
tema sugere-se a leitura do livro
Sem Fronteiras, de 2002, escrito
por Helson Braga e Guilherme
Froner, da editora Aduaneiras.
No capítulo 3 dessa obra
você vai conhecer mais
profundamente todas as
variáveis do mercado externo,
bem como o processo de
inovação e o seu compromisso 
com a sustentabilidade.
http://www.
aduaneiras.com.br/noticias/
artigos/artigos_texto.asp?acess
o=2&busca=Log%EDstica+inte
rnacional&ID=24320733
Resumo
Nessa aula pudemos observar o contexto global e a caracterização do mer-
cado externo. Compreendemos a importância da logística no mercado inter-
nacional e a atual dependência dos países em participar do mercado global.
Por fim, vimos a importância da logística internacional como ferramenta es-
tratégica das empresas. 
Atividades de aprendizagem
•  Em sua opinião, qual seriam as principais relações da logística com o mer-
cado exterior, considerando o processo produtivo e a comercialização?
Aula 3 – Modal marítimo e fluvial no 
comércio exterior
E qual é a vantagem de usar o modal marítimo?
O modal marítimo é o meio de transporte mais antigo. Realizado nos mares e
oceanos, é muito utilizado internacionalmente para o deslocamento de
mercadorias (KEEDI, 2004) e representa o modal com maior capacidade es-
tática individual de carga por veículo. 
O objetivo desta aula é caracterizar a modalidade marítima e
fluvial, atualmente utilizada para transportar cargas de grandes
volumes, e contextualizá-la no tocante ao comércio exterior. 
A partir dos conceitos estabelecidos nesta aula, você terá a oportunidade de
identificar as características, vantagens e desvantagens desse modal. Vamos
saber mais? 
A característica do modal marítimo e fluvial é estabelecer mais velocidade na
transferência de grandes volumes de mercadorias entre os países, sobre-
tudo, produtos com baixo valor agregado, justificando a sua relação entre a
distância e o volume negociado. 
O transporte marítimo tem a capacidade de movimentar cargas de grande
tonelagem e torna possível o transporte de produtos com baixo valor agre-
gado por conta de seu grande volume. Silva (2004) cita como vantagens
desse modal a flexibilidade de cargas inerentes aos navios, que podem mo-
vimentar todos os tipos de cargas, e a sua capacidade de continuidade nas
operações de cargas conteinerizadas, ou seja, mesmo sob condições climáti-
cas desfavoráveis, torna-sepossível operar o transporte marítimo. 
3.1 Constituição do transporte marítimo
Figura 9.1: Transporte marítimo.
Fonte: Imagem cortesia de Franky242 /FreeDigitalPhotos.net.
E as desvantagens do transporte marítimo?
A opção do transporte marítimo traz como principais vantagens: 
• maior capacidade de transporte de carga, com opções de fretes diretos;
O modal marítimo custa caro?
Os custos do transporte marítimo são um dos menores, e são influenciados
pelas características da carga, como peso e volume cúbico da carga, por
exemplo, fragilidade, embalagem e valor, bem como a distância entre os
portos e a localização dos portos (OLIVEIRA et al., 2005). Por isso, Bowersox e
Closs (2001) afirmam que essa modalidade de transporte apresenta custo fixo
médio e variável baixa. 
Como desvantagem dessa modalidade de transporte pode-se citar o tempo de
viagem desde a origem até o destino final e os eventuais riscos, associados a
fatores como congestionamentos, burocracia, atraso na chegada e saída de
navios. (BERTAN, 2010).
Entretanto, essa modalidade de transporte tem grande importância no co-
mercio exterior brasileiro, sendo o mais utilizado e representando mais de
98% do transporte de carga na exportação e importação (KEEDI, 2004).
Todavia, é necessário que se realizem grandes investimentos nesse modal,
para aumentar o poder competitivo. 
3.2 Características do modal marítimo 
e fluvial
• 
• 
custo de transporte baixo;
flexibilidade no tipo de carga a ser carregada.
Nessa aula pudemos verificar as principais características do transporte ma-
rítimo e fluvial, suas características, particularidades, funções e capacidade de
carga.
Atividade de aprendizagem
•  Quais são as características ideais para que possamos determinar que uma
carga seja transportada pelo modal marítimo? Vamos pensar em custos e
distância!
Os navios são construídos com diferentes propósitos e com funções espe-
cíficas, de acordo com sua necessidade. Os principais tipos são graneleiro,
cargueiro, porta-contêiner, roll-on-roll-off e tanques.
Resumo 
a) De longo curso: é a navegação realizada entre portos internacional, 
com grandes distâncias;
b) De cabotagem: é uma navegação realizada entre os pontos internos de 
um mesmo país, sem que esteja internacionalizada;
c) De interior ou fluvial: utiliza-se de rios, lagos ou hidrovias.
O conhecimento de carga utilizado para essa modalidade é o Bill of Lading 
(B/l) ou Nota de Embarque. Esse documento acompanha a carga marítima 
em todas as vezes que se realiza uma comercialização internacional.
Tipos de navegação 
Tipos de navios
Navio roll-on roll-off: 
tem a função de carregar
basicamente automóveis e
similares, com uma rampa
de acesso e particularidades
projetadas de forma
específica para acondicionar
e transportar com segurança.
Para saber mais sobre o
modal marítimo, a relação da
logística e o mercado externo,
você pode acessar a página:
http://www.global21.com.br/
noticias/2020092/1/chineses-
trocam-soja-brasileira-por-
argentina-claudia-trevisan
Leia o artigo Chineses
trocam soja brasileira por
Argentina, de Claudia Trevisan.
É muito importante para
o aprofundamento de seu
aprendizado. 
Para mais informações, sugere-
se a leitura do livro Comércio
Exterior: teoria e gestão,
dos autores Reinaldo Dias e
Waldemar Rodrigues, publicado
pela editora Atlas. Nesse livro,
o modal marítimo ganha amplo
foco , apresentando um estudo de
variáveis de custo e propiciando
um aprofundamento do
conhecimento sobre esse modal.
Aula 04 – Modal aéreo
E qual é a grande diferença desse modal?
O Brasil dispõe de uma rede integrada de aeroportos, apresentando ter- minais
mesmo em locais distante, o que torna os voos de passageiros uma
possibilidade viável. Por outro lado, na questão de cargas, ainda necessita de
muitas mudanças. 
Nossa capacidade de armazenagem, bem como as conexões, ainda estão
muito abaixo do padrão internacional. Muitas capitais não possuem voos
diretos do exterior, ocasionando perda de tempo em relação ao transporte
internacional, que serve de opção para o transporte de cargas – que, por ca-
racterística, devem ter maior giro, maior valor e, consequentemente, menor
tempo de trânsito.
A grande vantagem proporcionada por esse modo é o tempo de desloca-
mento porta a porta bastante reduzido, abrindo um mercado específico para
essa modalidade (BOWERSOX; CLOSS, 2001). 
O objetivo desta aula é identificar as características da modalida-
de aérea, suas vantagens e condições específicas de utilização. A
partir desses conceitos, você terá condições de identificar os
principais procedimentos para a decisão de utilização do modal, e
compreender seus procedimentos e os resultados esperados. 
A função do modal aéreo é estabelecer um transporte de mercadoria com
um tempo muito baixo, apesar do valor alto. Para essa modalidade, os pro-
dutos devem possuir elevado valor agregado ou o trajeto deve ser curto.
Vamos saber mais? 
4.1 Constituição do transporte aéreo
Segundo Segre (2006, p. 144) o transporte aéreo: 
A escolha do modal aéreo tem como função e característica elementos dis-
tintos, que devem ser respeitados, sob pena de inviabilizar esse modal. O
tempo é um fator muito importante para que as cargas estejam disponíveis no
barracão, evitando a estocagem de longa duração. A redução do es-
No entanto, apesar das vantagens dessa modalidade, o transporte aéreo
ainda é pouco utilizado, comparado às demais modalidades, uma vez que o
alto custo torna-o inviável, às vezes. Entretanto, como ressaltam Bowersox
e Closs (2001), esse aspecto pode ser compensado pela grande rapidez,
que permite que o custo de outros elementos do projeto logístico, como a
arma- zenagem, sejam reduzidos ou até eliminados. 
Além de transportar cargas com velocidade muito superior às demais moda-
lidades, o transporte aéreo apresenta níveis de avaria e extravio mais baixos,
tendo como resultado maior segurança e confiabilidade (BERTAN, 2010). Por
isso, não somente produtos de alto valor agregado são transportados por avião,
como também uma série de produtos sensíveis à ação do tempo, como
cosméticos, por exemplo.
Figura 10.1: Modal aéreo.
Fonte: imagem cortesia de Digitalart / FreeDigitalPhotos.net.
Diferencia-se de outros modais por sua agilidade e rapidez. É recomenda-
do para mercadorias de alto valor agregado e baixo volume (tipicamente
produtos industrializados e conteinerizados), que demandam sistemas
logísticos que possam oferecer altos níveis de serviço, além da excelente
adequação para viagens de longas distâncias e intercontinentais. 
4.2 Características do modal aéreo
Nessa aula, pudemos ver como se caracteriza o modal aéreo, sua função, as
cargas típicas, vantagens e o documento de transporte. 
Atividades de aprendizagem
• Em que condições uma carga está preparada para ser transportada via modal
aéreo, considerando seu custo e tempo para deslocamento da mercadoria?
toque traz menores custos, em contrapartida com o custo do frete. Outra
característica é a facilidade de deslocamento, além da rapidez. Uma polí-
tica de Just in Time também pode ser utilizada, por conta dos ciclos mais
rápidos de importação. 
Por fim, uma carga que possa ter como frete o modal aéreo pode vir de
lugares distantes, considerados menos acessíveis a outros modais. O
conhe- cimento de carga chama-se Air Way Bill (AWB) ou Nota de Via
Aérea. Esse documento é imprescindível para acompanhar a carga
internacional. Quan- do esta chega em um terminal aéreo, suas
informações são importantes para a determinação do Mantra.
Resumo
Mantra é um sistema
integrado de registro da
chegada da carga aérea, on-
line, com a possibilidade de
enviar a informação da
chegada e as condições
físicas da carga, bem como a
autenticação por parte da
fiscalização, autorizando a
continuidade de sua
liberação alfandegária.
Para ter mais informações,
segue a sugestão de leitura do
livro Logística de transporte
internacional (capítulo 8), do
autor Samir Keedi, publicado
pela editora Aduaneiras. Nesse
livro você pode entendermais
profundamente todas as
variáveis dos modais, com uma
visão dos modais de transporte
e unitização de cargas.
Para saber mais sobre as várias 
opções de afretamento aéreo e 
utilização racional em relação 
aos custos e ao tempo, você 
poderá encontrar informações 
importantes acessando: 
http://www.youtube.com/
watch?feature=player_
detailpage&v=c63_uKNkBBk
Aula 5 – Modal rodoviário
E qual a vantagem do modal rodoviário?
O objetivo desta aula é identificar a modalidade de transporte
rodoviário, suas aplicações, limitações e formas de utilização em
relação aos objetivos das empresas no âmbito internacional. A
partir desses conceitos, você terá a oportunidade de identificar
as melhores condições para a contratação do modal, conside-
rando o tipo de mercadoria. 
Uma das características do modal rodoviário é a sua possibilidade de utiliza-
ção no acordo internacional entre os países da América do Sul (Mercosul). Para
o estabelecimento dessa modalidade, deve-se considerar uma combinação de
fatores, como o tipo de carga, a forma de recebimento e os trâmites específicos
dessa forma de transporte. Vamos ver como isso acontece?
O transporte por rodovias expandiu-se de forma muito rápida desde o fim da
Segunda Guerra Mundial, como resultado da velocidade e capacidade de
operar sistemas porta a porta, bem como da velocidade de movimentação
intermunicipal (BOWERSOX; CLOSS, 2001). Nessa modalidade de transpor-
tes, as cargas são, em sua maioria, transportadas por caminhões, sejam eles
próprios, da empresa ou arrendados, e são operados pelo transportador.
No contexto internacional, a modalidade rodoviária é utilizada para trans-
portes na região do Mercosul, compreendendo países vizinhos do Brasil,
como Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile. Nesse caso, os caminhões ne-
cessitam de boa manutenção, por conta das longas distâncias. A opção pelo
modal rodoviário para negócios entre esses países depende de fatores como
o tempo de espera nas aduanas, a agilidade e as rotas frequentes.
5.1 Constituição do transporte rodoviário
Caminhão Toco
Baú Refrigerado Caminhão
(Carroceria)
Caminhão Tanque
Caminhão Trucado 
(Truck)
Caminhão tipo Gaiola
Conforme Bertan (2010, p. 32) o transporte rodoviário é o mais indepen-
dente das modalidades de transportes, uma vez que possibilita “movimentar
uma grande variedade de materiais para qualquer destino, devido à sua fle-
xibilidade, utilizadas para pequenas encomendas, e curtas, médias ou
longas distâncias, por meio de coletas e entregas ponto a ponto”. 
Os principais custos do transporte rodoviário são operacionais, ou seja, custos
variáveis, tais como depreciação do veículo, remuneração do capital e de pes-
soal, seguro do veículo, impostos, combustível, pneus, manutenção, pedágio
(LIMA, 2001). Bowersox e Closs (2001) observam que as principais
dificuldades dessa modalidade de transportes estão relacionadas com o custo
crescente da submissão de equipamentos, com a escassez de mão de obra e
com os gastos com pátios e plataformas. Somado a isso, no Brasil, existe a má
conservação das estradas, o que prejudica essa modalidade de transporte,
aumentando o tempo de viagem e aumentando os custos operacionais
(ALVARENGA; NOVAES, 1994).
Nesse modal, a mercadoria pode ser transportada porta a porta. Por conta
disso, o handling da carga é menor. O impacto ambiental é maior, com mais
poluição ao meio ambiente. As cargas podem ser movimentadas de forma
fracionada, desde que as empresas tenham linhas fixas. Em relação ao custo,
pode ser vantajoso, conforme o tipo de carga ou distância a ser percorrida. Os
caminhões podem ser cegonheiras, que transportam veículos, prancha, para
transporte de containers, caçamba ou bitrens.
5.2 Características da modalidade 
rodoviária
wi
kim
ed
ia
wi
kim
ed
ia
tru
ck
cr
an
ec
hi
na
tru
ck
cr
an
ec
hi
na
wi
kim
ed
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Figura 11.1: Característica do modal rodoviário.
Fonte http://3.bp.blogspot.com
Handling é o manuseio 
da carga por meio de
empilhadeira, trasntêineres,
caminhões e outros, a
fiam de manipular a carga
enquanto está sendo
transportada 
Caminhão bitrem tem como 
característica uma carreta 
a mais, multiplicando a sua 
capacidade de transporte.
Resumo
Nessa aula, foi abordada a modalidade rodoviária, com as características dos
caminhões, condições das estradas, além do transporte internacional com suas
relações específicas.
Atividades de aprendizagem
• Qual é a melhor forma de estabelecer o modal rodoviário no Brasil, con-
siderando a infraestrutura, agilidade e redução de custos?
Para aprofundar seus estudos,
segue a sugestão de leitura
do livro Transporte e Modais,
da editora Ibpex, escrito por
Edelvino Razzolini Filho.
Nesse livro, você poderá
entender mais profundamente
as condições mais favoráveis
para a determinação do modal
rodoviário, utilizando o suporte
da tecnologia da informação.
Para saber mais sobre o modal 
rodoviário, você pode acessar: 
http://www.youtube.com/
watch?feature=player_
detailpage&v=xl-vYtOiQFw
Assista ao filme sobre a relação
entre a opção do modal e os
resultados logísticos, com o
objetivo de aprofundar seu
conhecimento sobre este assunto.
Aula 06 – Marketing internacional
O objetivo desta aula é caracterizar o marketing internacional,
com os seus agentes e seu procedimento, com vistas à obtenção
de bons clientes e fornecedores. A partir dos conceitos estabe-
lecidos nessa aula, você terá a oportunidade de identificar os
agentes envolvidos no marketing internacional e sua importân-
cia para efetivar futuros negócios internacionais. 
A função do marketing internacional é identificar os melhores fornecedores ou
compradores, com dimensão global, em relação à sua capacidade de
fornecimento, cumprimento de prazos e qualidade dos produtos. Vamos saber
mais? 
É muito recente o advento do marketing internacional utilizando-se aas fer-
ramentas de ponta de comunicação e integração entre os países. Os expor-
tadores potenciais necessitam estabelecer um roteiro de contatos para que
possam vender seus produtos lá fora. Um bom programa de visitas interna-
cionais e feiras, muitas vezes, é muito custoso para as empresas, pois um
stand em uma feira internacional é incompatível com a proposta de expor-
tação, levando em consideração o valor do produto e a quantidade a ser
comercializada. Existem missões internacionais, além de cooperativas, que
podem facilitar o contato internacional. De que maneira?
Atualmente, existem sites de busca e agentes internacionais que podem aju-
dar a encontrar um comprador, mediante uma comissão. Quando o produto é
oferecido em grande quantidade, como o milho ou a soja, são enviados através
de agentes internacionais, com base em preços cotados em uma bolsa
internacional. São os chamados commodities, que são produtos regulados em
relação ao mercado através de cotações, com suas variações de compra e
venda. 
6.1 Procedimentos do marketing 
e internacionalização
Entrada
Informação
Preço
Concorrência
Gestão da
Logística Global
Barreiras à Logística
Inter nacional
Benefícios potenciais 
do comércio
inter nacional
Previsão da demanda
Deficiências institucionais
Infraestrutura
Restrições ao 
comércio
Operações
internacionais
bem sucedidas
As principais barreiras para o desenvolvimento de nossos produtos são a
concorrência, as barreiras financeiras e os canais de distribuição, com suas
características específicas, que tornam nossos produtos mais distantes do
mercado internacional, como demonstra a figura 19.1.
A dinâmica do mercado externo, também exige constante relação com for-
necedores inovadores e confiáveis, com tecnologia de produto e de processo
produtivo. Os produtos internacionais com valor agregado são sempre aceitos
no mercado interno e, mesmo com alta taxa de internacionalização, ainda
consiste em um mercado lucrativo. Portanto, a distância do Brasil em relação
aos grandes compradores dificulta a ação dos pequenos e médios empresários
por conta da distância geográfica e das condições de investimento em marke-
ting. Além disso,a diferença de tecnologia empregada em nossos produtos faz
com que os nossos preços não sejam competitivos no mercado externo.
6.2 As barreiras do marketing 
internacional
Marketing 
concorrência Barreiras Financeiras Canais de 
distribuição
Figura 19.1: Dificuldades do marketing internacional.
Fonte: Larrañaga (2003).
Você sabia?
Deficiências institucionais são os agentes, órgãos e governo agindo de
modo a dificultar os processos de compra e venda entre países.
Nessa aula, pudemos observar a constituição do marketing internacional e
as dificuldades encontradas para que seja possível almejar um espaço no
contexto internacional.
Atividades de aprendizagem
• De que forma podemos melhorar a condição do Brasil em relação ao
marketing, considerando as dificuldades encontradas pelos exportadores
atuais? Justifique sua resposta.
Resumo
 e ler o artigo Nova Era do 
Marketing, de Raphael Natalin 
Acheti (2011). 
Como sugestão de leitura, 
indicamos o livro Marketing
Internacional, de Edmir Kuazaqui, 
publicado pela M Books Editora,
em 2011. Nesse livro você poderá
entender mais profundamente esse
assunto dinâmico e envolvente.
Para saber mais sobre as diferentes
técnicas de marketing eas relações
do marketing com os resultados
esperados pelas empresas, você 
pode acessar o site http://www.
portaldomarketing.com.br/
Artigos3/Nova_era_do_marketing.
htm
Aula 07 – Análise da logística estratégica 
e a negociação internacional
O objetivo desta aula é identificar as estratégias logísticas de
forma ampla, envolvendo todos os elementos da cadeia de pro-
dução internacional. A partir dos conceitos estabelecidos nessa
aula, você terá a oportunidade de gerenciar a cadeia logística
internacional de forma a identificar pontos de análise e tomar
decisões adequadas para obtenção de resultados positivos. 
A função da análise logística estratégica é identificar possíveis distorções no
pro- cesso de comércio exterior, desde a produção até a chegada dos produtos
no barracão da empresa. A interferência de um bom gestor internacional é
funda- mental para o sucesso das operações de comércio exterior. Vamos
saber mais?
Os procedimentos de comercialização internacional são muito dinâmicos.
Existem diversos fatores que variam diariamente, fazendo com que os
planos tenham que ser adequados e até abandonados. Para isso, é
imprescindível que o gestor dessa cadeia de suprimentos internacional
possua habilidades humanas e técnicas, além de uma intuição excepcional.
Você sabe como exemplificar essas variáveis? Veja as informações a seguir:
• As taxas cambiais são instáveis. Produtos oscilam pelo mercado e pelo 
câmbio, com um planejamento de custos mais complexo. 
A legislação aduaneira, através dos órgãos reguladores, é lenta para
adaptar-se às mudanças de mercado, deixando as movimentações de
mercado e de planificação de custos diferentes da realidade.
• 
•  O sistema integrado de comércio exterior, os processos de compras in-
ternacionais e o sistema de informação sofrem constantes atualizações. 
• Os fretes internacionais são dinâmicos e formam um diferencial do tem-
po do ciclo de importação em relação às linhas para o Brasil. 
• Os produtos importados necessitam de um tratamento diferenciado, de 
acordo com o seu valor, custo de importação e tempo de repedido.
7.1 Variáveis estratégicas e a logística 
internacional
•  Tempo do ciclo de importação. •  A tecnologia dos produtos e serviços é
atualizada com uma velocidade muito grande, deixando de fora do mercado os
produtos que não investem nessa ferramenta.
Finalmente, a inserção da logística no processo competitivo globalizado força
as empresas a desenvolverem estratégias para projetar seus produtos e
serviços no mercado mundial, com o objetivo de obter vantagem competitiva,
seja no emprego novas tecnologias, seja adotando novos procedimentos, como
parcerias e alianças estratégicas (BALLOU, 2010).
Nas operações internacionais, tornam-se imprescindíveis o conhecimento e a
adaptação a diferentes situações, culturas e comportamentos, para que se
possa superar as distâncias existentes no comércio internacional, no qual a
distância geográfica existente entre os países é um fator relevante, porém não
é o único a ser transposto pela empresa importadora e/ou exportadora. Quais
seriam esses outros fatores?
Dias et al. (2004, p. 216) ressaltam que as empresas não devem iniciar um
negócio internacional sem antes ter total conhecimento do mercado com o
qual irá negociar. Nesse sentido:
Portanto, é muito importante que o profissional da área de logística exerça
uma gestão plena ou contextual, ou seja, de forma que tenha abrangência
total, com todos os pontos avaliados.
7.2 Conhecimento e habilidades do 
negociador internacional
A eficácia dos gerentes e profissionais do comércio exterior depende da
sua capacidade e habilidade de utilizar e adaptar os conceitos, os
estilos e as práticas da administração, também utilizados no dia-a-dia
dos negócios nacionais, com o objetivo de superar as distâncias do
comércio internacional, fazendo com que este se torne para a orga-
nização, tão rotineiro e usual quanto à operação doméstica (SOARES,
2004, p. 201).
e assistir ao filme Cultura e 
negociação internacional. 
É importante para o
aprofundamento de
seu aprendizado. 
Para saber mais sobre a negociação
internacional, você pode acessar 
a página 
Para mais informações, sugere-se
a leitura do livro Negociação 
Internacional, dos autores 
Dante P. Martinelli, Carla A. A.
Ventura e Juliano R. Machado,
da editora Atlas. Nesse livro
você poderá entender mais
profundamente todo o contexto
da negociação internacional, bem
como as estratégias logísticas que 
envolvem este processo.
Ciclo de importação 
é o caminho percorrido
por um produto desde seu
pedido, trânsito, liberação,
venda, até o novo pedido do 
mesmo produto.
http://www.youtube.
com/watch?feature=player_
detailpage&v=vyvbrwAH-yw
Resumo
Pudemos observar nessa aula a dinâmica do mercado internacional, as difi-
culdades do processo de internacionalização, suas variações constantes e a
necessidade das habilidades das pessoas que operam nesta área.
Atividades de aprendizagem
• Vamos traçar um perfil do empreendedor logístico de comércio exterior, 
considerando as dificuldades da área?
Aula 08 – Operadores logísticos
O objetivo desta aula é identificar cada um dos agentes opera-
dores logísticos - componentes importantes para o fluxo ope-
racional de mercadorias transacionadas no comércio exterior. A
partir dos conceitos estabelecidos nessa aula, você terá a
oportunidade de identificar os agentes, sua importância e for- ma
de atuação. 
A função dos agentes de operação logística ou operadores logísticos é efetuar a
movimentação de cargas durante o processo de transição da negociação
internacional, ou seja, enquanto a carga está em trânsito entre a compra e o
recebimento da mercadoria, sobretudo nos portos e aeroportos. Vamos saber
mais?
Inserido no contexto de importação e exportação, existe uma função logís-
tica muito importante para que os produtos sejam transportados de forma ágil
e segura. Essa movimentação e acondicionamento dos produtos conta com o
trabalho dos operadores logísticos. Mas como é esse trabalho?
Os operadores logísticos são responsáveis pelo transporte e manuseio da
carga até chegar ao porto, sua movimentação para o embarque da merca-
doria, retirada do embarcador, movimentação para aguardar sua liberação e
transporte até o comprador. E como isso acontece na importação?
O sistema de importação constitui-se de diversas empresas especializadas,
de diversos ramos de atividades, que disputam internamente, em seus mer-
cados, e ainda enfrentam as dificuldades de operação, frente às deficiências
de maquinários ou instalações, prejudicando a agilidade e qualidade desse
tipo de operação. 
8.1 Função dos operadores logísticos
E quais são os principais elementos ou indicadores de análise
para a operação logística? 
De acordo com Robeson e Copacino (1994, p. 510), podemos identificá--los como:
a) caminhões;
b) armazéns;
Os operadores logísticos também fornecem suportes físicos e infraestrutu-
ras, complementando o suporte logístico necessário para a cadeia de movi-
mentações de mercadorias. 
• Operador de transporte – é o agente cuja atividade-fim consiste em 
transportar mercadorias nos diferentes estágios da cadeia produtiva.
É um processo complexo, em que muitos fatores são concorrentes e devem ser
analisados de forma única, para determinar o melhor fluxo para o abas-
tecimento de mercadorias. Alguns desses agentes, componentes desse ciclo
de importação, são descritos a seguir:
• Embarcador – é o agente responsável pelo embarque da mercadoria; 
geralmente, é o próprio fabricante da mercadoria.
• Recebedor – é a organização cuja atividade econômica consiste em co-
mercializar mercadorias em grandes e/ou pequenos lotes (atacadista e
varejista).
•  Operador logístico portuário e aduaneiro – é o agente que dedica as suas
atividades em gerir as movimentações de carga enquanto estiver em
entrepostos aduaneiros, como a chegada ao porto de embarque, a
disponibilização para vistorias, o embarque e os desembarques, ou seja, todas
as etapas da cadeia embarque-desembarque de suprimentos (ar- mazenagem,
embalagem, controle de estoque, etc.), 
São empresas com enorme flexibilidade e versatilidade para movimen-
tar bens físicos de várias marcas, várias categorias, pesos distintos, pe-
recíveis, voláteis, frágeis ou não, de absolutamente qualquer indústria
(NUNES, 2001, p.16-17). 
8.2 Indicadores logísticos dos operadores
c) serviços de mão de obra e gestão;
d) serviços específicos (em alguns casos), incluindo:
I. gestão do inventário;
II. preparação da produção;
III. planejamento estratégico da distribuição;
IV. aquisição de locais;
V. disposição do armazém.
E quais são os principais indicadores logísticos que compreendem a de-
manda de operação logística? Observe a figura 14.1:
Nessa aula, você identificou os diferentes operadores logísticos, suas funções
específicas e sua importância no contexto de movimentação de cargas, en-
quanto está tramitando nas na cadeia de exportação.
Atividades de aprendizagem
• Vamos pesquisar as formas de operação logística, através de exemplos 
práticos de operações de comercialização internacional?
Materiais Armazenamento 
dos materiais Produção
Armazém de
produtos 
acabados
Lojas
Figura 14.1: Canal logístico e operador.
Fonte: Robson e Copacino (1994, p.82)
Resumo
Indicadores logísticos 
são pontos vitais de análise
para o desempenho,
considerando o
planejamento e controle de
operações logísticas.
Para conhecer mais amplamente,
através do filme, as funções
específicas de cada um desses
componentes.
Para ter mais informações, segue
a sugestão de leitura do livro
Operadores logísticos, de Mauro
Vivaldini e Silvio R. I Pires, da editora
Atlas, publicado em 2011.
Nesse livro você poderá
compreender de forma mais ampla
e diversificada os diferentes agentes
que compõem a operação logística.
Para saber mais sobre os 
componentes operadores 
logísticos, você poderá acessar 
os artigos que estão disponíveis 
no site http://www.youtube.
com/watch?feature=player_
detailpage&v=jq72c1_oYgQ
• entender os Incoterms;
• diferenciar cada grupo de Incoterms e suas Finalidades;
• descrever cada Incoterm; e
• relacionar cada Incoterm com sua descriminação, seguro, frete,
desembaraço e modal.
Prezado (a) estudante,
Neste terceiro momento, iremos conhecer e identificar os incoterms e a sua
importância.
Então, vamos lá?
Os incoterms ou Termos Internacionais de Comércio foram criados pela Câ-
mara de Comércio Internacional (CCI) com o propósito de administrar os
contratempos que aconteciam durante a interpretação de um contrato in-
ternacional realizado entre exportadores e importadores. Essas confusões
eram encontradas principalmente nas despesas decorrentes da transporta-
ção e na responsabilidade de perdas e danos, além de toda a movimentação e
estoque quando necessários. 
Assim, a CCI criou um método para padronizar, perante os envolvidos na ne-
Figura 1.22 – Incoterms 2010
Fonte: Atlanta Aduaneira.
Aula 09. Incoterms
Objetivos: 
As definições a seguir são utilizadas na íntegra, são aproveitadas da empresa
Atlanta Aduaneiras, pela sua objetividade e tradução fiel às responsabilidades
do comprador e vendedor em cada uma, facilitando assim uma maior
compreensão para seu estudo. (Atlanta Aduaneiras Disponível em: . Acesso em: Jun. 2012).
A mercadoria é colocada à disposição do comprador no estabelecimento do
vendedor, ou noutro local nomeado (fábrica, armazém etc.), sem estar
pronta para exportação ou carregada num veículo qualquer de transporte.
Nesse termo, o exportador encerra sua participação no negócio quando
acondiciona a mercadoria na embalagem de transporte (caixa, saco etc.) 
gociação, as responsabilidades dos vendedores e dos compradores de forma
objetiva e sucinta, os Incoterms. Essas regras são a base de toda negociação
inter nacional.
Os Incoterms foram criados em 1936 e com as adaptações que o comércio
exigia passou por várias mudanças até chegar a 1990 com treze termos in-
ternacionais. Esses treze termos só começaram a entrar em vigor em 01 de
janeiro de 2000, proporcionando uma nova nomenclatura aos termos que a
partir daí passaram a se chamar “Incoterms 2000”. 
Mas, com a globalização em alta, viu-se a necessidade de atualização destes,
que sofreram uma mudança e passaram a ser somente 11 termos. Esses 11
termos entraram em vigor em 01 de janeiro de 2011 e é o que utilizamos hoje
em dia. Sua nomenclatura passou a ser “Incoterms 2011”.
Outra denominação dos Incoterms são "cláusulas de preços", pelo fato de
cada termo determinar os elementos que compõem o preço da mercadoria.
Esses termos são representados por siglas que representam as responsabi-
lidades envolvidas. Existem quatro grupos de siglas, são eles: E, F, C e D, e
cada um deles explicita a responsabilidade perante a movimentação, seguro
e transporte da carga. Uma vez que o comprador e vendedor escolhem e
aceitam o Incoterm utilizado deverá cumprir com sua parte até a finalização
da negociação.
9.1 Definições
EXW - Ex Works (... named place)
A Partir do Local de Produção (...local designado)
Globalização – é um termo
utilizado para descrever o
surgimento de um processo no
qual há uma integração social,
política e econômica entre os
países e pessoas do mundo
inteiro, pelo qual os governos e
empresas trocam ideias sobre
diversos assuntos para uma
melhor interação de todos. 
Nesse termo, a responsabilidade do vendedor se encerra quando a merca-
doria é colocada ao longo do costado do navio transportador, no porto de
embarque nomeado. A contratação do frete e do seguro internacionais fica
por conta do comprador. O vendedor é o responsável pelo desembaraço das
mercadorias para exportação. Esse termo só pode ser utilizado no transporte
aquaviário (marítimo, fluvial ou lacustre).
e a disponibiliza, no prazo estabelecido, no seu próprio estabelecimento.
Assim, cabe ao importador estrangeiro adotar todas as providências para
retirada da mercadoria do estabelecimento do exportador, transporte inter-
no, embarque para o exterior, licenciamentos, contratações de frete e de
seguro internacionais etc. O termo "EXW" não deve ser utilizado quando o
vendedor não está apto para, direta ou indiretamente, obter os documentos
necessários à exportação da mercadoria. Como se pode observar, o compra-
dor assume todos os custos e riscos envolvidos no transporte da mercadoria
do local de origem até o de destino.
Nesse termo, o vendedor (exportador) completa suas obrigações quando
entrega a mercadoria, desembaraçada para exportação, aos cuidados do
transportador internacional indicado pelo comprador, no local designado do
país de origem. Deve-se notar que o local de entrega escolhido tem um
impacto nas obrigações de embarque e desembarque das mercadorias na-
quele local. Se a entrega ocorrer na propriedade do vendedor,o vendedor é
responsável pelo embarque. Se a entrega ocorrer em qualquer outro lugar,
o vendedor não é responsável pelo desembarque. Dessa forma, cabe ao
comprador (importador) contratar frete e o seguro internacional. Esse termo
pode ser utilizado em qualquer modalidade de transporte.
Nesse termo, a responsabilidade do vendedor sobre a mercadoria vai até o
momento da transposição da amurada do navio (ship's rail), no porto de
embarque, muito embora a colocação da mercadoria a bordo do navio seja
também, em princípio, tarefa a cargo do vendedor. O termo FOB exige que o
vendedor desembarace as mercadorias para exportação. Ressalte-se que 
FCA – Free Carrier (... named place)
Transportador Livre (...local designado)
FOB – Free on Board (... named por of shipment)
Livre a Bordo (...porto de embarque designado)
FAS – Free Alongside Ship (... named port of shipment)
Livre no Costado do Navio (...porto de embarque desig-
nado)
o transportador internacional é contratado pelo comprador (importador).
Logo, na venda FOB, o exportador precisa conhecer qual o termo marítimo
acordado entre o comprador e o armador, a fim de verificar quem deverá
cobrir as despesas de embarque da mercadoria. Esse termo só pode ser
utili- zado no transporte aquaviário (marítimo, fluvial ou lacustre).
Nesse termo, o vendedor tem as mesmas obrigações que no "CFR" e, adi-
cionalmente, deve contratar o seguro marítimo contra riscos de perdas e
danos durante o transporte. Como a negociação ainda está ocorrendo no país
do exportador (a amurada do navio, no porto de embarque, é o ponto de
transferência de responsabilidade sobre a mercadoria), o comprador deve
observar que no termo CIF o vendedor somente é obrigado a contratar segu-
ro com cobertura mínima. O termo CIF exige que o vendedor desembarace as
mercadorias para exportação. Esse termo só pode ser usado no transporte
aquaviário (marítimo, fluvial ou lacustre).
Nesse termo, o vendedor assume todos os custos anteriores ao embarque
internacional, bem como a contratação do frete internacional, para trans-
portar a mercadoria até o porto de destino indicado. Destaque-se que os
riscos por perdas e danos na mercadoria são transferidos do vendedor para o
comprador ainda no porto de carga (igual ao FOB, na ship's rail). Assim, a
negociação (venda propriamente dita) está ocorrendo ainda no país do
vendedor. O termo CFR exige que o vendedor desembarace as mercadorias
para exportação. Esse termo só pode ser usado no transporte aquaviário
(marítimo, fluvial ou lacustre).
CFR – Cost and Freight (... named port of destination)
Custo e Frete (...porto de destino designado)
CIF – Cost, Insurance and Freight (... named port of desti-
nation)
Custo, Seguro e Frete (...porto de destino designado)
Amurada do navio é a parte
interna da parede do navio, 
como mostra a figura abaixo.
Figura 1.23 – Amurada x Costado
Fonte: CAPITÃO LÁZARO. Amurada e Costado. Publicado em: 26 Mar. 2010. Disponível em: . Acesso em: Jun. 2012.
CPT – Carriage Paid to (... named place of destination)
Transporte Pago até (...local de destino designado)
 
 DAP - Delivered at Place (...named place of destination) Entregue no
Lugar (…local de destino designado)
 Este novo termo foi introduzido em substituição aos termos DAF, DES e DDU.
Com sua aplicação, as mercadorias poderão ser postas à disposição do
comprador (importador) no porto de destino designado, ainda no interior do
navio transportador e antes do desembaraço para importação, como já ocorria
com o termo DES, ou ainda, em qualquer outro local, como ocor- ria com os
termos DAF, em que a entrega dar-se-ia na fronteira designada e DDU, em que
a entrega seria realizada em algum local designado pelo próprio comprador
(importador), todavia, em quaisquer dos casos, antes do desembaraço das
mercadorias para importação. A responsabilidade do ven- dedor consiste em
colocar a mercadoria à disposição do comprador, pronta para ser
descarregada, não tratando das formalidades para importação, no terminal de
destino designado, ou noutro local combinado, assumindo os custos e riscos
inerentes ao transporte até ao local de destino.
CIP – Carriage and Insurance Paid to (...named place of destination)
Transporte e Seguros Pagos até (...local de destino desig- nado)
 Nesse termo, o vendedor tem as mesmas obrigações definidas no CPT e,
adicionalmente, arca com o seguro contra riscos de perdas e danos da mer-
cadoria durante o transporte internacional. O comprador deve observar que,
no termo CIP, o vendedor é obrigado apenas a contratar seguro com cober-
tura mínima, posto que a venda (transferência de responsabilidade sobre a
mercadoria) se processa no país do vendedor. O termo CIP exige que o ven-
dedor desembarace as mercadorias para exportação. Esse termo pode ser
usado em qualquer modalidade de transporte, inclusive multimodal.
Nesse termo, o vendedor contrata o frete pelo transporte da mercadoria até o
local designado. Os riscos de perdas e danos na mercadoria, bem como
quaisquer custos adicionais devidos a eventos ocorridos após a entrega da
mercadoria ao transportador, são transferidos pelo vendedor ao comprador
quando a mercadoria é entregue à custódia do transportador. O termo CPT
exige que o vendedor desembarace as mercadorias para exportação. Esse
termo pode ser usado em qualquer modalidade de transporte, inclusive mul-
timodal.
 DAT - Delivered at Terminal (...named place of destina- tion) Entregue
no Terminal designado (…local de destino de- signado)
 Este novo termo foi inserido, praticamente em substituição ao DEQ e –
similarmente ao termo extinto, estabelece que as mercadorias podem ser
colocadas à disposição do comprador (importador), não desembaraçadas
para importação, num terminal portuário e introduz a possibilidade de que
as mercadorias possam também ser dispostas ao comprador (importador)
em um outro terminal, fora do porto de destino. O vendedor termina a sua
responsabilidade quando coloca a mercadoria à disposição do comprador,
não tratando das formalidades para importação, no terminal de destino
de- signado, assumindo os custos e riscos inerentes ao transporte até o
porto de destino e com a descarga da mercadoria.
DDP – Delivered Duty Paid (... named place of destination) Entregue ao
comprador com os Direitos Pagos (...local de destino designado)
É o Incoterm que estabelece o maior grau de compromisso para o vendedor.
Nesse termo, o vendedor cumpre somente sua obrigação de entrega quando a
mercadoria tiver sido posta em disponibilidade no local designado do País de
destino final, desembaraçada para importação. O vendedor assume to- dos os
riscos e custos, inclusive impostos, taxas e outros encargos incidentes na
importação. Ao contrário do termo EXW, que representa o mínimo de
obrigações para o vendedor, o DDP acarreta o máximo de obrigações para o
vendedor. O termo DDP não deve ser utilizado quando o vendedor não está
apto para, direta ou indiretamente, obter os documentos necessários à
importação da mercadoria. Esse termo pode ser utilizado em qualquer mo-
dalidade de transporte, inclusive multimodal.
Os Incoterms contam atualmente com 11 termos e esses devem ser utiliza-
dos para os seguintes modais como demonstra o quadro 1.1 abaixo:
9.2 Quadro resumo:
Quadro 1.1 – Incoterms e Modais
MODAIS
Terrestre, Marítimo, Aéreo, Ferroviário e Multimodal
Marítima ou Fluvial
INCOTERMS
EXW, FCA, CIP, CPT, DAP, DAT, DDP
FAS, FOB, CFR, CIF
Modais ou Modal – são os 
meios de movimentação de
transbordo de materiais, ou
seja, é o tipo de transporte
existente para a utilização na
transportação das mercadorias
de um lugar a outro. Existem
cinco tipos básicos: ferroviário,
rodoviário, aquaviário que
se dividem em: marítimo e
hidroviário, que se subdividem
em: fluvial e lacustre, o 
aeroviário e por fim o dutoviário.
Assim, a transferência das responsabilidades irá depender da escolha do Incoterm que regerá
a negociação. Como explica as figura 1.22 e 1.23 abaixo:
Figura 1.25

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