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Núcleo de Educação a Distância
GRUPO PROMINAS DE EDUCAÇÃO
Diagramação: Rhanya Vitória M. R. Cupertino
Revisão Ortográfica: Mariana Moreira de Carvalho
PRESIDENTE: Valdir Valério, Diretor Executivo: Dr. Willian Ferreira.
O Grupo Educacional Prominas é uma referência no cenário educacional e com ações voltadas para 
a formação de profissionais capazes de se destacar no mercado de trabalho.
O Grupo Prominas investe em tecnologia, inovação e conhecimento. Tudo isso é responsável por 
fomentar a expansão e consolidar a responsabilidade de promover a aprendizagem.
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Prezado(a) Pós-Graduando(a),
Seja muito bem-vindo(a) ao nosso Grupo Educacional!
Inicialmente, gostaríamos de agradecê-lo(a) pela confiança 
em nós depositada. Temos a convicção absoluta que você não irá se 
decepcionar pela sua escolha, pois nos comprometemos a superar as 
suas expectativas.
A educação deve ser sempre o pilar para consolidação de uma 
nação soberana, democrática, crítica, reflexiva, acolhedora e integra-
dora. Além disso, a educação é a maneira mais nobre de promover a 
ascensão social e econômica da população de um país.
Durante o seu curso de graduação você teve a oportunida-
de de conhecer e estudar uma grande diversidade de conteúdos. 
Foi um momento de consolidação e amadurecimento de suas escolhas 
pessoais e profissionais.
Agora, na Pós-Graduação, as expectativas e objetivos são 
outros. É o momento de você complementar a sua formação acadêmi-
ca, se atualizar, incorporar novas competências e técnicas, desenvolver 
um novo perfil profissional, objetivando o aprimoramento para sua atu-
ação no concorrido mercado do trabalho. E, certamente, será um passo 
importante para quem deseja ingressar como docente no ensino supe-
rior e se qualificar ainda mais para o magistério nos demais níveis de 
ensino.
E o propósito do nosso Grupo Educacional é ajudá-lo(a) 
nessa jornada! Conte conosco, pois nós acreditamos em seu potencial. 
Vamos juntos nessa maravilhosa viagem que é a construção de novos 
conhecimentos.
Um abraço,
Grupo Prominas - Educação e Tecnologia
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Olá, acadêmico(a) do ensino a distância do Grupo Prominas!
É um prazer tê-lo em nossa instituição! Saiba que sua escolha 
é sinal de prestígio e consideração. Quero lhe parabenizar pela dispo-
sição ao aprendizado e autodesenvolvimento. No ensino a distância é 
você quem administra o tempo de estudo. Por isso, ele exige perseve-
rança, disciplina e organização. 
Este material, bem como as outras ferramentas do curso (como 
as aulas em vídeo, atividades, fóruns, etc.), foi projetado visando a sua 
preparação nessa jornada rumo ao sucesso profissional. Todo conteúdo 
foi elaborado para auxiliá-lo nessa tarefa, proporcionado um estudo de 
qualidade e com foco nas exigências do mercado de trabalho.
Estude bastante e um grande abraço!
Professora: Karla Vieira
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O texto abaixo das tags são informações de apoio para você ao 
longo dos seus estudos. Cada conteúdo é preprarado focando em téc-
nicas de aprendizagem que contribuem no seu processo de busca pela 
conhecimento.
Cada uma dessas tags, é focada especificadamente em partes 
importantes dos materiais aqui apresentados. Lembre-se que, cada in-
formação obtida atráves do seu curso, será o ponto de partida rumo ao 
seu sucesso profisisional.
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Este módulo abordará a importância da Psicomotricidade e 
suas contribuições nas defasagens e dificuldades das crianças. Es-
pecificamente, foram enfocadas: a) Desenvolvimento Motor e Psico-
motricidade; b) Pressupostos e Aplicações da Psicomotricidade e c) 
Testes de Avaliação Psicomotora. A inserção da psicopedagogia e psi-
comotricidade passou por muitas modificações até chegar ao âmbito 
escolar, atualmente o trabalho com a aprendizagem escolar contribui 
para prevenir os desvios e defasagens no desenvolvimento da criança. 
A abordagem da Psicomotricidade permite a compreensão da forma 
como a criança toma consciência do seu corpo e das possibilidades 
de se expressar por meio dele. A intervenção psicomotora inclui estra-
tégias e atividades de desempenho motor, acrescentando a dimensão 
psicológica, relacional e afetiva. A atribuição da reeducação psicomo-
tora está contida em várias áreas profissionais: Pedagogia, Educação 
física, Fonoaudióloga, Fisioterapia, Terapia educacional, Psicologia, 
Arte-educadores, Educadores, Médicos da especialidade motora ou 
psíquica, dentre outros. Contudo, a ausência da educação psicomoto-
ra na educação infantil pode trazer um grande déficit no processo de 
aprendizagem do ser humano. E esta é a realidade de muitas escolas 
no Brasil, onde seus profissionais encontram-se despreparados, e não 
sabem reconhecer as dificuldades de seus alunos, os culpando e não 
se importando com as necessidades que estes apresentam. 
Psicomotricidade. Reeducação Psicomotora. Intervenção Psicomotora.
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 CAPÍTULO 01
DESENVOLVIMENTO MOTOR E PSICOMOTRICIDADE
Apresentação do Módulo ______________________________________ 11
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Desenvolvimento Motor e Aprendizagem _______________________
Intervenção e Reeducação Psicomotora ________________________
Evolução e Conceitos da Psicomotricidade _______________________
 CAPÍTULO 02
PRESSUPOSTOS E APLICAÇÕES DA PSICOMOTRICIDADE
Os Elementos e Desenvolvimento de cada Elemento Psicomo-
tor ___________________________________________________________ 32
27Recapitulando ________________________________________________
23
Psicomotricidade e suas Contribuições para o Desenvolvimento 
Infantil ________________________________________________________
40Psicomotricidade e as Dificuldades de Aprendizagem ___________
Recapitulando _________________________________________________ 49
 CAPÍTULO 03
TESTES DE AVALIAÇÃO PSICOMOTORA
Testes Psicomotores __________________________________________ 54
Escala de Desenvolvimento Motor (EDM) – Rosa Neto ___________ 60
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Bateria Psicomotora (BPM) - Vitor da Fonseca ___________________ 63
Recapitulando __________________________________________________ 67
Considerações Finais ____________________________________________ 72
Fechando a Unidade ____________________________________________ 74
Glossário ________________________________________________________ 77
Referências _____________________________________________________ 78
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Não se concebe um psicopedagogo que trabalhe com o corpo 
estático e que desconheça os movimentos desse no aprender. Não se 
concebe um psicomotricista que trabalhe com o corpo em movimento e 
não conheça o corpo discursivo do sujeito que aprende. É preciso que 
haja uma interdisciplinaridade na ação ensinar-aprender para que o su-
jeito que aprende seja compreendido em sua totalidade, mesmo dentro 
de uma abordagem específica (COSTA, 2011).
Nessa perspectiva, nesse móduloNessa perspectiva, a dimensão motora é indissociável da ener-
gia psíquica, ou seja, é inseparável do pensamento que expressa à in-
tencionalidade de cada movimento (ideomotricidade), assim como, das 
emoções. A psicomotricidade é, portanto, decorrente de uma integração 
gnosico práxica e tônico emocional, isto é, da associação existente en-
tre o movimento corporal e as expressões imaginário-simbólicas que 
dão significado ao corpo, na sua relação dialética com os outros e com 
os objetos (POTEL, 2010).
E nessa dialética emergem contextos que nos possibilitam 
identificar os aspectos que solicitam um olhar mais atento no desen-
volvimento do individuo. Desta forma, os conhecimentos acerca da psi-
comotricidade nos ajudam a compreender com maior abrangência e 
consistência os elementos que levam a determinados comportamentos. 
Segundo Toledo (2019), ao destacar a expressão corporal: O 
desenvolvimento da linguagem corporal estimula o processo de afirma-
ção da personalidade, bem como sensibiliza e conscientiza o indivíduo 
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em relação ao seu próprio corpo, tanto no que diz respeito à sua movi-
mentação quanto à sua expressividade.
Contudo o profissional que esta diante de contexto educacio-
nal deve saber identificar os elementos psicomotores e qual estágio as 
crianças se encontram para um plano de intervenção que atinja os obje-
tivos. Neste caso, independente dos protocolos validados, os elementos 
psicomotores podem ser norteadores para uma avaliação no momento 
da brincadeira. 
Ao identificar as necessidades de desenvolvimento, o profis-
sional é capaz de elaborar estratégias ou mesmo de aprofundar sua 
avaliação de forma mais sistemática para alcançar o desenvolvimento 
daqueles elementos. 
Muitos estudos mostram que crianças com idade escolar 
primária com Dificuldades de Aprendizagem apresentam um de-
sempenho pior do que crianças com desenvolvimento típico em 
habilidades motoras grossas, habilidades motoras finas e habili-
dades de controle de objetos.
Segundo Fernandes, Filho e Resende (2018), a relevância está 
em saber como a criança vivencia essas atividades lúdicas em relação; 
saber como esse jogo-em-relação lhe permite adquirir a consciência do 
seu próprio corpo, de um corpo que está separado do outro; saber como 
o jogo possibilita à criança adquirir a consciência da sua identidade e 
sentir que o corpo lhe pertence.
 Entretanto ao se tratar de dificuldades de aprendizagem asso-
ciadas a distúrbios e transtornos o educador ou do profissional tem em 
vista o desafio de compreendê-lo e buscar nas estratégias psicomoto-
ras recursos que auxiliem o seu trabalho. 
Nessa perspectiva, os problemas de aprendizagem podem 
estar relacionados a diversos aspectos da vida de qualquer criança. 
Segundo Fonseca (2007), as crianças ou os jovens privados ou muito 
desfavorecidas sócios culturalmente, por exemplo, apresentam muitas 
dificuldades de aprendizagens por outras razões que não biológicas ou 
neurológicas, mas essencialmente por razões do tipo psicossocial que 
acabam por interferir, dialeticamente, com aquelas. 
Nesse sentido, a avaliação do profissional deve identificar se 
aquelas dificuldades são compatíveis com aquela fase e qual contexto 
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está inserido essa criança. Portanto, quanto mais cedo for à identifica-
ção dos sinais, maiores chances de estruturar caminhos mais eficazes 
para aprendizagem destas crianças. Vale lembrar que a avaliação e 
diagnóstico deve ser feita por um profissional habilitado munido dos co-
nhecimentos necessários. 
Segundo Fernandes, Filho e Resende (2018), o terapeuta deve 
participar dos jogos de imaginação da criança, aprender a escutá-la, 
receber o que ela oferece estar disponível para ser e estar com ela, 
e utilizar a sua criatividade para sugerir a inclusão de novos elemen-
tos lúdicos. A sua presença atenta e participativa no jogo proposto pela 
criança permite que ela experimente a capacidade de ser autônoma, de 
ser eficaz e ter confiança em si própria; e, se lhe for permitido realizar o 
que deseja e o que gosta de fazer, sentir-se-á valorizada e competente 
nas atividades que realiza. 
O jogo livre é fundamental para o desenvolvimento do pensa-
mento, pois a criança, ao ter liberdade de fazer o que deseja, pensa nas 
funções que gostaria de dar aos objetos, o que permite desenvolver a 
capacidade em criar, recriar e, simultaneamente, ter o prazer em decidir 
e pensar. Por meio desta relação dialética, pela qual o adulto deixa fluir 
o desejo da criança, o jogo psicomotor abre caminho para a construção 
de uma relação afetiva em que a criança reconhece o outro como par. 
Quando a criança parte do seu desejo, tendo ela a iniciativa e o 
outro lhe serve de par, abre-se espaço para uma relação empática que 
concede ao adulto o direito de assumir, aos poucos, a iniciativa dentro 
do jogo e, posteriormente, a proposição de novos jogos.
Porém, os primeiros sinais podem e devem ser identificados 
inclusive pelos pais e outros membros da família, pois estes também se 
manifestam em outros ambientes (FONSECA, 2007).
De acordo com a literatura (FONSECA, 2004; LERNER, 2003; 
JANSKY, 1972), os principais sinais de Dificuldades de Aprendizagem 
apontados são: 
• Esquecimento; dificuldades de expressão linguística; 
• Inversão de letras (escrita do nome em espelho); 
• Dificuldades em relembrar as letras do alfabeto; 
• Dificuldades em recuperar a sequência das letras do alfabeto; 
• Se há alguma história de Dificuldades de Aprendizagem na 
família; 
• Dificuldades psicomotoras (tonicidade, postura, lateralidade, 
somatognosia, estruturação e organização do espaço e do tempo, rit-
mo, práxia global e fina, lentidão nas autossuficiências); 
• Dificuldades nas aquisições básicas de atenção, concentra-
ção, interação, afiliação e imitação; 
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• Confusão com pares de palavras que soam iguais (por exem-
plo: nó-só; tua-lua, vaca-faca; etc.); 
• Dificuldade em nomear rapidamente objetos e imagens; 
• Dificuldades em reconhecer e identificar sons iniciais e finais 
de palavras simples; 
• Dificuldades em juntar sons (fonemas) para formar palavras 
simples; 
• Dificuldades em completar palavras e frases simples; 
• Dificuldades em memorizar e reproduzir números, sílabas, 
palavras, pseudo palavras, frases, pequenas histórias, lengalengas etc.
Neste momento ao identificar uma dificuldade de aprendizagem 
o profissional dispõe de uma ferramenta imprescindível que são os conhe-
cimentos da psicomotricidade, principalmente em se tratando de crianças.
Segundo Velasco (2018), a psicomotricidade tem uma pers-
pectiva holística e global, de entendimento da pessoa humana e das 
possibilidades adequadas de intervenção. Sua objetividade é o caminho 
da construção da consciência e da identidade psico-corporal.
Sendo assim, a psicomotricidade é capaz de promover o de-
senvolvimento em qualquer fase da vida principalmente se considerar-
mos que o movimento é a primeira forma que o ser humano tem de ser 
e estar no mundo.
De acordo com Slobin in Fonseca (1995), a ação é o primei-
ro pressuposto universal da comunicação, devido à mesma preceder a 
linguagem em termos filogenéticos e ontogenéticos. Ou seja, antes da 
linguagem falada, o gesto prepara a palavra, a emoção precede a co-
municação, a comunicação não verbal dá origem à comunicação verbal. 
Trata-se de uma hierarquia e consequentemente de uma pré-estrutu-
ração neurobiológica (MYKLEBUS, 1968, 1975, 1978; LENENBERG, 
1967; FONSECA in FONSECA, 1995). 
Diferentes definições vêm sendo utilizadas para nomear 
este perfil, tais como faltam de jeito, dificuldade psicomotora, dis-
praxia, inaptidão, disfunção cerebral mínima e TDC (Transtorno do 
Desenvolvimentoda Coordenação).
Ao descrever o processo de aprendizagem Fonseca (2007) fala 
sobre a relação harmoniosa que estabelece no cérebro para que isto 
aconteça. Entretanto, segundo o mesmo autor, a pessoa com dificulda-
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des de aprendizagem não tem acesso à informação porque o seu proces-
samento é frágil e fragmentado, porque o seu cérebro não opera de forma 
harmoniosa, eficaz e integrada, pois a interação entre ela e a tarefa não 
se verifica, consequentemente, poderão emergir dislexias, disgrafias ou 
discalculias, ou seja, as célebres dificuldades de aprendizagem.
Por isso a psicomotricidade é ferramenta para estas dificulda-
des, tendo em vista isto Fonseca (2010) diz que ela é 
Multi-experiencial, dado que procura estudar e pesquisar a implicação da psi-
comotricidade no processo do desenvolvimento humano consubstanciando 
a diversidade da experiência e da vivência, desde o recém-nascido ao idoso 
(sénior), desde o indivíduo inexperiente ou imaturo ao experiente ou sobre 
dotado, desde o indivíduo normal ao indivíduo com deficiências, dificuldades 
e ou desvantagens (ou com necessidades especiais), em qualquer atividade 
ou manifestação da sua conduta e cultura, etc.” e ainda considera: “A psico-
motricidade considera ainda preponderante em termos ontológicos, o contexto 
sócio histórico e cultural, onde o ser humano está inserido, com a finalidade de 
gerar novos processos de facilitação e de interação com os ecossistemas, no 
sentido dele se poder adaptar a uma sociedade em mudança acelerada.
Desta forma destacamos aqui alguns distúrbios e transtornos 
que acarretam dificuldades na aprendizagem:
• Dislexia: 
Segundo a Associação Brasileira de Dislexia (ABD), a Dislexia 
do desenvolvimento é considerada um transtorno específico de apren-
dizagem de origem neurobiológica, caracterizada por dificuldade no re-
conhecimento preciso e/ou fluente da palavra, na habilidade de decodi-
ficação e em soletração. Essas dificuldades normalmente resultam de 
um déficit no componente fonológico da linguagem e são inesperadas 
em relação à idade e outras habilidades cognitivas. Definição adotada 
pela IDA – International Dyslexia Association (2002).
• Disgrafia: 
Crianças disgraficas são aquelas que apresentam dificuldades no 
ato motor da escrita, tornando a grafia praticamente indecifrável; sendo 
assim, disgrafia é a perturbação da escrita no que diz respeito ao traçado 
das letras e à disposição dos conjuntos gráficos no espaço utilizado. Rela-
ciona-se, portanto, esta às dificuldades motoras e espaciais (CINEL, 2003).
Cinel (2003) traz como prováveis causas para o desenvolvi-
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mento da disgrafia os distúrbios da motricidade fina e da motricidade 
ampla, distúrbios de coordenação viso-motora, deficiência da organiza-
ção temporo-espacial, os problemas de lateralidade e de direcionalida-
de e, por fim, o erro pedagógico. 
Os distúrbios da motricidade fina e ampla compreendem dis-
funções psiconeurológicas ou anomalias na maturação do sistema ner-
voso central, levando à falta de coordenação entre o que a criança se 
propõe a fazer (intenção) e a respectiva ação. Para que os mecanismos 
da escrita sejam adquiridos pela criança, é necessário saber orientar-
-se no espaço (motricidade ampla), ter consciência de seus membros e 
da mobilização destes, bem como ter a capacidade de individualizá-los 
(motricidade fina) a fim de pegar o lápis ou a caneta e riscar, traçar, es-
crever, desenhar (CINEL, 2003).
• Discalculia: 
O aprendizado da leitura e da matemática têm se tornado cada 
vez mais imprescindível no atual e competitivo mercado de trabalho. Tal a 
importância que pesquisas sobre os distúrbios de aprendizagem têm cres-
cido consideravelmente. Entretanto, apresentar dificuldade em matemática 
parece “incomodar” menos que dificuldades em leitura e escrita, talvez por 
ser considerada uma área difícil e privilégio de poucos (BASTOS, 2011). 
Para Hallahan, Kauffman e Pullen (1944), os distúrbios em ma-
temática têm sido tão frequentes quanto às outras desordens de lingua-
gem, leitura e escrita, perdendo apenas para dificuldade em leitura.
• Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH): 
Segundo Silvares (2000), esse transtorno envolve a apresen-
tação de níveis acima da média de desatenção, impulsividade e hipera-
tividade. É um transtorno de início precoce, ou seja, os sintomas geral-
mente se apresentam antes dos sete anos, e são notáveis na maioria 
dos ambientes como lar, escola e comunidade. Muito se tem discutido 
a respeito da causa do TDAH. Estudiosos concordam que não há uma 
causa única, e sim uma combinação de fatores.
Sintetizando, as principais características citadas por Benczik 
(2002) são:
1) A atividade motora característica das crianças hiperativas ma-
nifesta-se por meio de uma atividade corporal excessiva e desorganiza-
da, geralmente sem ter um objetivo concreto. Essa ausência de finalida-
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de permite diferenciá-la da superatividade do desenvolvimento normal da 
criança em certas situações. Herbert (1978), afirma que costumam surgir 
dificuldades em nível de motricidade grossa (dificuldades de coordena-
ção visual-manual, por exemplo) e surgimento de movimentos involuntá-
rios de dedos (sincinesias), que interferem na realização de tarefas.
2) A Hiperatividade também se manifesta por meio de inquieta-
ção fazendo com que a criança não permaneça sentada quando deveria, 
correr ou subir excessivamente em coisas (quando é inapropriado), difi-
culdade em brincar ou ficar em silêncio durante as atividades de lazer, 
parece estar a todo vapor ou cheio de gás, ou, ainda, falar em excesso.
3) Na adolescência e na fase adulta os sintomas assumem a 
forma de sensações de inquietação e dificuldade para envolver-se em 
atividades tranquilas, sedentárias e rotineiras.
Outras características também são citadas por Gomes e Vila-
nova (1999) para pacientes este tipo de Hiperatividade:
4) Apresentam transtorno psicomotor com descoordenação 
motora (apraxia), são os indivíduos considerados desastrados. Podem 
apresentar distúrbio de fala e alterações do processamento auditivo. 
Este tipo de Hiperatividade parece ser mais comum em crianças me-
nores, em faixa etária pré-escolar e está mais associado a dificuldades 
de relacionamento com os colegas e a problemas de comportamento. A 
Hiperatividade, como tal, costuma tornar-se menos proeminente na vida 
adulta embora o quadro possa persistir. De acordo com Gomes e Vila-
nova (1999), a Hiperatividade diminui ou desaparece nas fases tardias.
O tratamento de crianças com TDAH supõe intervenção psico-
lógica, pedagógica e médica, sendo esta a questão central para o psi-
copedagogo, além de técnicas de mudança de comportamentos. Uma 
abordagem que envolva todas as áreas inclui: treinamento dos pais em 
controle do comportamento; um programa pedagógico adequado; acon-
selhamento individual e para a família (quando necessário) e medica-
mento (quando necessário).
Serafim e Seabra Jr. (2011), realizaram um estudo sobre a im-
portância das aulas de Educação Física, intervindo a partir de estraté-
gias lúdico-pedagógicas em crianças TDAH/TDA e com dificuldades de 
aprendizagem. Nesse estudo, os autores puderam verificar que além 
dos avanços motores, foram visíveis os avanços no que tange os as-
pectos comportamentais das crianças, tanto na relação com professo-
res, amigos e familiares, quanto na consecução das atividades. 
Segue abaixo as variáveis propostas por Serafim e Seabra Jr. 
(2011), para um melhor trabalho do Professor junto às crianças com 
TDAH/TDA:
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Variável1 - Estratégias de Ensino:
a) Procurar sempre fazer a explicação verbal juntamente com 
a exposição pratica da atividade que está sendo proposta aos alunos. 
b) Explicar a atividade com todos os alunos sentados.
c) Não chamar a atenção ou dar broncas em público.
d) Quando a atividade for uma brincadeira, fazer com que a 
criança ajude na organização do material que será utilizado na mesma.
e) Estabelecer uma rotina.
f) Certificar se a criança entendeu a atividade á ser desenvolvida.
g) Criar aulas temáticas.
Variável 2 - Ambiente da intervenção:
a) Evitar lugares com muita movimentação e barulho.
b) Quando a atividade é dentro da sala, procurar salas vazias 
ou com poucos objetos.
Variável 3 - Recursos Pedagógicos:
a) Utilizar jogos de curta duração.
b) Buscar atividades que sejam compatíveis com a faixa etária 
das crianças.
c) Sala de Informática.
Contudo, a contribuição da psicomotricidade nos anos iniciais 
é de grande significância, pois é trabalhada de maneira expressiva e re-
laciona diretamente com o corpo da criança, desenvolvendo assim mais 
profundamente todas as etapas do processo do desenvolvimento. Por 
meio das atividades, as crianças além de se divertirem irão aprender a 
criar, inventar, e a se relacionar melhor com o meio social. 
Estudos mostram que muitas das dificuldades em escrita podem 
ser prevenidas por meio de atividades motoras, assim sendo podemos 
afirmar que, por meio de jogos podemos contribuir na melhora do de-
sempenho em escrita nas séries iniciais da alfabetização. Os exercícios 
psicomotores devem ser uma das aprendizagens escolares básicas, pois 
são determinantes na aprendizagem da escrita. Isso significa que o jogo 
e o brinquedo atuam na prevenção das dificuldades advindas do desen-
volvimento inadequado do corpo, sendo, portanto, um valioso instrumen-
to nas escolas quando adaptado às fases do desenvolvimento infantil. 
Para Negrine (1980), as dificuldades de aprendizagem viven-
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ciadas pelas crianças são decorrentes de um todo vivido com seu pró-
prio corpo, e não apenas problemas específicos de aprendizagem de 
leitura, escrita etc. 
De acordo com Oliveira (1996), a psicomotricidade contribui 
para o processo de alfabetização à medida que proporciona à criança 
as condições necessárias para um bom desempenho escolar através 
da livre expressão e “[...] deve começar antes mesmo que a criança 
pegue um lápis na mão [...]”. 
A escrita pressupõe, portanto, um desenvolvimento motor ade-
quado, e habilidades como a espacial e a temporal são essenciais para 
que essa atividade ocorra de maneira satisfatória. De acordo com Ajuria-
guerra (1988), além das habilidades cognitivas, as habilidades psicomo-
toras, são essenciais para o ato de escrever, pois ele está impregnado 
pela ação motora de traçar corretamente cada letra e constituir a palavra. 
A ausência da educação psicomotora na educação infantil pode 
trazer um grande déficit no processo de aprendizagem do ser humano. 
E esta é a realidade de muitas escolas no Brasil, onde seus profissionais 
encontram-se despreparados, e não sabem reconhecer as dificuldades 
de seus alunos, os culpando e não se importando com as necessidades 
que estes apresentam (BARROS; FONTENELE; FERREIRA. 2012).
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QUESTÕES DE CONCURSOS
QUESTÃO 1
Ano: 2021 Banca: AMEOSC Órgão: Pref. De Iporã do Oeste Prova: 
Professor de Ciências
No que tange ao aprendizado por meio da leitura e da escrita, para 
o entendimento das dificuldades de aprendizagem, devem-se com-
preender três aspectos que englobam a tarefa, a criança e o am-
biente e a análise de cada um deles tem algo a contribuir para o 
tratamento das dificuldades de aprendizagem.
Dessa forma, abaixo estarão descritos dois tipos de dificuldades, 
relacione a qual tipo de linguagem ou de escrita que ele estará re-
lacionado:
I. As dificuldades podem estar relacionadas a uma falha no reco-
nhecimento e na compreensão do material escrito. Sendo que re-
conhecer vem antes da compreensão, pois o reconhecimento de 
uma palavra é anterior à compreensão dela.
II. Em geral, a criança apresenta mais dificuldade em realizar a tarefa 
referente ao ditado do que à cópia. Referente ao ditado, ela precisa sa-
ber a representação gráfica do conteúdo, o que seria uma representa-
ção auditivo-verbal. Nesse caso, além da memorização das palavras, 
também é importante o treino da acuidade auditiva, pois é necessário 
a concentração para diferenciar os sons emitidos pelo professor.
Após análise, assinale a alternativa CORRETA que corresponde 
com as informações citadas acima:
a) Escrita, leitura.
b) Escrita, escrita.
c) Leitura, leitura.
d) Leitura, escrita.
e) Nenhuma das alternativas.
QUESTÃO 2
Ano: 2022 Banca: FADENOR Órgão: Pref. De Dores de Guanhães – 
MG Prova: Professor de Educação Especial
O direito de cada criança à educação é proclamado na Declaração 
Universal de Direitos Humanos e foi fortemente reconfirmado pela 
Declaração Mundial sobre Educação para Todos. Qualquer pessoa 
portadora de deficiência tem o direito de expressar seus desejos 
com relação à sua educação e de realizá-los, e os pais possuem o 
direito inerente de serem consultados sobre a forma de educação 
mais apropriadas às necessidades, circunstâncias e aspirações de 
suas crianças. A Política Nacional de Educação Especial na Pers-
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pectiva da Educação Inclusiva tem como objetivo o acesso, a parti-
cipação e a aprendizagem dos estudantes com deficiência, transtor-
nos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação 
nas escolas regulares, orientando os sistemas de ensino a promo-
ver respostas às necessidades educacionais e garantindo o/a:
a) transversalidade da educação especial desde a educação infantil até 
a educação superior.
b) formação de monitores para auxiliar no atendimento educacional es-
pecializado aos alunos. 
c) acessibilidade prática aos materiais utilizados pelos professores para 
ministrarem suas aulas.
d) atendimento educacional, regular e especializado, com articulação 
interna das políticas públicas.
e) continuidade da escolarização nos níveis menos elevados do ensino 
com a participação da família.
QUESTÃO 3
Ano: 2022 Banca: FGV Órgão: SEAD-AP Prova: Professor de Edu-
cação Básica – Ensino Especial
São comportamentos característicos de educandos com Transtor-
nos Globais do Desenvolvimento (TGD), exceto:
a) dislexia e disgrafia. 
b) acessos de agressividade.
c) aersão ao contato com outros.
d) mudanças de humor sem causa aparente.
e) dificuldade em iniciar e manter conversação.
QUESTÃO 4
Ano: 2022 Banca: FGV Órgão: SEAD-AP Prova: Cuidador
“Um grupo de professores e cuidadores organizou um projeto de 
brincadeiras inclusivas para todos os estudantes do Ensino Fun-
damental I participarem em conjunto: Vôlei Sentado e Pique Senso-
rial. A modalidade do vôlei foi flexibilizada com o uso de uma bola 
diferente e a criação de novas regras. Foi observada a necessidade 
de repetir o jogo mais vezes para que dois alunos com Transtor-
no do Espectro Autista se acostumassem com a participação. O 
jogo do pique sensorial começava com todos vendados, um jo-
gador “pegador” deveria encontrar os demais, orientando-se pelo 
barulho produzido pelos guizos, distribuídos para os estudantes 
em forma de pulseira. A brincadeira fez com que todos experimen-
tassem a sensação de, sem a visão, usar outros sentidos pouco 
requeridos em atividades motoras”.
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Adaptado com base na experiência disponível em https://www.you-
tube.com/watch?v=vRRaTFpE57g&t=6s
Com base no relato, assinale a afirmativa que caracteriza correta-
mente um objetivodo projeto:
a) Os jogos foram desenvolvidos para estimular a competição e o ima-
ginário dos estudantes.
b) Os passatempos pretenderam aferir os níveis de habilidades senso-
riais e motoras de todos os alunos.
c) As brincadeiras objetivaram identificar os conflitos inerentes às rela-
ções entre estudantes com e sem deficiência.
d) As ações visaram a transformar toda a comunidade escolar e promo-
ver a convivência lúdica com educandos com deficiência.
e) As propostas buscaram sensibilizar os estudantes com deficiência 
sobre a necessidade de superar os próprios limites.
QUESTÃO 5
Ano: 2022 Banca: REIS&REIS Órgão: Prefeitura de Juatuba – MG 
Prova: Pedagogo 
Todos os teóricos abaixo apresentam diferentes teorias da apren-
dizagem. Todas as alternativas estão corretas, exceto:
a) Palov (Comportamentalista) e Piaget (cognitivista).
b) Gardner (Comportamentalista) e Vygotsky (cognitivista).
c) Watson (Comportamentalista) e Bruner (cognitivista).
d) Skinner (Comportamentalista) e Piaget (cognitivista). 
e) Todas as alternativas estão corretas.
QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE
Dentre vários estudos, a psicomotricidade é conceituada como uma ação 
de finalidade pedagógica e psicológica a utilizar os parâmetros lúdico-
-pedagógicos com a intenção de melhorar o comportamento da criança 
com seu corpo. Vimos também que ela é definida como uma ciência que 
estuda o indivíduo por meio de seu movimento e a interação social.
Nessa perspectiva, discorra sobre a importância da Psicomotricidade 
para a aprendizagem na educação infantil.
TREINO INÉDITO
É considerado um transtorno específico de aprendizagem de ori-
gem neurobiológica, caracterizada por dificuldade no reconheci-
mento preciso e/ou fluente da palavra, na habilidade de decodifica-
ção e em soletração.
À que o texto acima se refere:
A) Dislexia.
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B) Discalculia.
C) Disgrafia.
D) Nenhuma das alternativas.
NA MÍDIA
APROVADA ASSISTÊNCIA INTEGRAL A ALUNOS COM TRANS-
TORNOS DE APRENDIZAGEM
A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) aprovou, nesta quin-
ta-feira (30), substitutivo da Câmara dos Deputados ao Projeto de Lei do 
Senado (PLS) 402/2008, que obriga o poder público a oferecer um pro-
grama de diagnóstico e tratamento precoces a alunos da educação bá-
sica diagnosticados com dislexia, transtorno do déficit de atenção com 
hiperatividade (TDAH) ou qualquer outro transtorno de aprendizagem.
O voto favorável à proposta substitutiva (PL 3.517/2019), que segue 
para votação em Plenário, foi dado pelo relator, senador Flávio Arns 
(Podemos-PR).
A principal alteração quanto ao projeto original é ampliar o público-alvo 
dessa política de acompanhamento integral. Com isso, as medidas po-
derão ser aplicadas, por exemplo, a alunos com disgrafia ou discalculia. 
Fonte: Agência Senado
Data: 30 set.2021
Leia a notícia na íntegra: 
https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2021/09/30/aprovada-
-assistencia-integral-a-alunos-com-transtornos-de-aprendizagem 
NA PRÁTICA
TRANSTORNOS DE APRENDIZAGEM AINDA SÃO POUCO CONHECI-
DOS E DIAGNÓSTICO PRECOCE É UM DOS PRINCIPAIS DESAFIOS
Muito se fala sobre dificuldades de acesso a sinal de internet para aces-
sar as aulas remotas durante a pandemia de Covid-19. E quanto a outros 
tipos de dificuldade? De acordo com o relatório “Perfil do transtorno es-
pecífico da aprendizagem no Brasil: custos para as famílias e impactos 
da pandemia de Covid-19”, produzido pelo Instituto ABCD, 78,8% das 
famílias respondentes relataram que a escola não forneceu orientações 
específicas sobre o estudo a distância e 85,4% afirmaram que não houve 
encaminhamento de atividades adaptadas para alunos com TEAp.
TEAp é a sigla para transtorno específico da aprendizagem, que de-
signa uma condição persistente de origem neurobiológica que afeta a 
aprendizagem. De acordo com estimativa da Associação Americana 
de Psiquiatria, de 5% a 15% da população mundial tem TEAp, o que 
no Brasil representaria um grupo 10 milhões de pessoas. O transtorno 
divide-se em três tipos: dislexia (maior prejuízo relacionado à leitura), 
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discalculia (maior comprometimento em matemática) e disortografia (di-
ficuldades na expressão escrita).
Fonte: Porvir
Data: 06 out. 2021
Leia a notícia na íntegra: 
https://porvir.org/transtornos-de-aprendizagem-ainda-sao-pouco-co-
nhecidos-e-diagnostico-precoce-e-um-dos-principais-desafios/
PARA SABER MAIS
Documentário sobre o assunto: Não sei fazer isso, mas sei fazer aquilo 
(HBO, 2010).
Acesse o link: https://neurosaber.com.br/como-ajudar-alunos-com-difi-
culdade-de-aprendizagem/
Artigo: Avaliação Neurológica Evolutiva e das Funções Corticais Numa 
Amostra de Crianças da Primeira Série
Link: http://www.scielo.br/pdf/anp/v47n3/08.pdf
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TESTES PSICOMOTORES
O desenvolvimento é um processo de transformações qualitati-
vas, pelo qual os seres vivos conseguem maiores capacidades funcionais 
de seus sistemas, auxiliados pelas transformações quantitativas, ou seja, 
ocorre um aumento na capacidade do indivíduo na realização de funções 
cada vez mais complexas e com um acompanhamento relativo e equili-
brado do crescimento das estruturas corporais e biológicas (LEITE, 2002).
Sendo assim, o desenvolvimento motor na infância caracteri-
za-se pela aquisição de um amplo espectro de habilidades motoras, 
que possibilitam a criança um vasto domínio do seu corpo. Habilidades 
essas consideradas básicas e que são requeridas para a condução de 
rotinas diárias e aquisição de habilidades motoras mais especializadas 
TESTES DE AVALIAÇÃO PSICOMOTORA
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(SANTOS, DANTAS, OLIVEIRA, 2004). 
Durante a infância posterior, que compreende a faixa etária de 
seis a 10 anos verifica-se a transição de habilidades motoras funda-
mentais para as especializadas, o que consiste na aquisição do padrão 
maduro do desenvolvimento (GALLAHUE, OZMUN, GOODWAY, 2013). 
No entanto, para que haja o aperfeiçoamento das habilidades motoras, 
são necessárias vivências motoras que favoreçam o desenvolvimento 
dos movimentos locomotores, manipulativos e estabilizadores, durante 
as fases da vida fase motora fundamental e fase motora especializada 
(GALLAHUE, OZMUN, GOODWAY, 2013). 
Desempenho físico é o termo utilizado para agrupar as capa-
cidades físicas: força, velocidade, resistência, flexibilidade e coordena-
ção. Força pode ser definida como a habilidade de superar uma resis-
tência externa, ou suportá-la, através de um esforço muscular (SILVA, 
2002). Resistência representa a capacidade de produzir energia através 
das vias aeróbias (MCARDLE, KATCH, KATCH, 1998). 
Velocidade é a capacidade de gerar movimentos no menor 
tempo possível (WEINECK, 1999). Flexibilidade é definida como a 
amplitude de movimento possível em uma ou em várias articulações 
(ELLIOTT, 2000). Coordenação é a habilidade de integrar eficientemen-
te movimentos utilizando modalidades sensoriais diferentes (GUEDES, 
2000). Este mesmo autor explica que essas capacidades compõem a 
aptidão física de cada indivíduo. As capacidades físicas se manifestam 
através das habilidades motoras, que agrupa as três categorias de mo-
vimento: locomoção, manipulação e equilíbrio (MAGILL, 2000).
Além disso, a aquisição de habilidades motoras está vinculada 
ao desenvolvimento da percepção do corpo, espaço e tempo, e essas 
habilidades constituem componentes de domínio básico tanto para a 
aprendizagem motora quanto para as atividades de formação escolar 
(MEDINA, ROSA, MARQUES, 2006). 
Isso significa que, ao conquistarum bom controle motor, a crian-
ça construirá as noções básicas para o seu desenvolvimento intelectu-
al. Por isso, o fato de se proporcionar o maior número de experiências 
motoras e psicossociais às crianças, se prevenirá que estas apresentem 
comprometimento de habilidades escolares (BATISTELLA, 2001).
No contexto escolar, a prática da educação motora tem influên-
cia no desenvolvimento de crianças com dificuldades escolares, como 
problema de atenção, leitura, escrita, cálculo e socialização (GREGÓ-
RIO et. al 2002). O que leva a considerar que o acompanhamento da 
aptidão motora de crianças em idade escolar constitui atitude preventiva 
para profissionais envolvidos com a aprendizagem.
Nessa perspectiva, a avaliação dos níveis de atividade física 
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e desenvolvimento físico do público infantil nos permite diagnosticar o 
funcionamento e desenvolvimento do organismo. Além disso, facilita o 
direcionamento para participação em programas de exercícios, a fim 
de melhorar parâmetros relacionados à saúde, desempenho e evitar 
instalação de doenças crônicas (MONTORO et. al, 2016; SILVA, 2003).
A habilidade motora grossa, por exemplo, é definida por 
Gallahue (2002) como a que envolve em sua manifestação a mobili-
zação de grandes grupos musculares produtores de força, estando ela 
intimamente relacionada às mais variadas ações utilizadas cotidiana-
mente, como correr, pular, trotar, chutar, equilibrar entre tantas outras. 
A aquisição das habilidades motoras grossas possibilita direta-
mente o desenvolvimento de habilidades especializadas, sendo simbo-
lizada pela aprendizagem de movimentos mais complexos de crianças, 
e em uma idade mais avançada, adolescentes e adultos (GALLAHUE, 
2002). O mesmo autor complementa afirmando que embora o desen-
volvimento esteja relacionado com a idade, deve-se lembrar de que a 
idade cronológica é apenas um indicador geral da fase em que se está 
na hierarquia de desenvolvimento de aprendizagem de habilidade de 
movimento (GALLAHUE, 2002). 
Portanto, déficits na habilidade motora grossa reflete-se em 
baixa proficiência em tarefas motoras mais complexas, que exigem a 
combinação de movimentos fundamentais na busca por habilidades 
mais elaboradas (CATENASSI et al., 2007), tendo impacto negativo so-
bre a autoestima e a motivação para a prática de atividade física.
Para avaliar tais capacidades, ao longo dos anos, desenvolve-
ram-se distintos protocolos e testes motores, os quais mensuram essas 
capacidades e assim, comparam nos padrões pré-existentes.
De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) 
(1997) a avaliação deve ser algo útil, tanto para o aluno como para o 
professor, para que ambos possam dimensionar os avanços e as dificul-
dades dentro do processo de ensino. 
Segundo os PCNs, as avaliações dentro desta área se re-
sumem a alguns testes de força, resistência e flexibilidade, medindo 
apenas a aptidão física do aluno. Embora a aptidão possa ser um dos 
aspectos a ser avaliada, a avaliação deve estar contextualizada dentro 
dos conteúdos e objetivos, considerando que cada indivíduo é diferente, 
que tem motivações e possibilidades pessoais. 
Não se trata mais daquela avaliação padronizada que espera o 
mesmo resultado de todos. Isso significa dizer que, por exemplo, se um 
dos objetivos é que o aluno conheça alguns dos seus limites e possibi-
lidades, a avaliação dos aspectos físicos estará relacionada a isso, de 
forma que o aluno possa compreender sua função imediata, o contexto 
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a que ela se refere e, de posse dessa informação, traçar metas e me-
lhorar o seu desempenho.
Outro aspecto importante a ser considerado, quando se pre-
tende comparar o nível de desenvolvimento motor de crianças e ado-
lescentes de diferentes regiões ou níveis sociais, pressupõe de que as 
tarefas motoras escolhidas sejam aquelas que permitam uma menor 
influência cultural e maior esfera biológica ou maturacional, já que a 
tarefa motora escolhida deve atender o caráter de universalidade. 
Estas, como consequência, envolveriam predominantemente 
as capacidades motoras condicionais, como a força, resistência e a ve-
locidade e, de um modo menos essencial, também as coordenativas e 
de estabilidade. Nessa perspectiva, uma criança em qualquer lugar do 
mundo passaria a se desenvolver, em termos de maturação motora, 
de maneira semelhante, passando pelas mesmas sequências e numa 
mesma ordem. A cada ano de desenvolvimento, todas as mudanças 
biológicas e culturais estão concorrendo para que uma tarefa motora 
simples, como o saltar a distância, se torne cada vez mais coordenada, 
equilibrada e extensa (MALINA, 1987).
Para Branta, Haubenstricker e Seefeldt (1984), as mudanças 
ao longo do crescimento somático devem ser acompanhadas por pro-
gressos similares no desempenho motor. Ou seja, a variabilidade ob-
servada na estatura e peso com o passar dos anos dão origem a uma 
mesma perspectiva na análise com relação aos níveis de desempenho 
motor, pois as crianças que se tornam mais altas com o avançar da ida-
de são também mais pesadas e, geralmente, mais fortes. 
Estabelecer testes de desempenho motor pode contribuir na 
avaliação e interpretação do desenvolvimento de crianças em diferentes 
grupos sociais e culturais, pois os testes asseguram comparações intra-
-individuais e interindividuais com o passar dos anos. Além disso, esses 
resultados podem significar quanto do efeito do crescimento, da cultura 
ou aprendizagem e do ambiente social de um determinado grupo popu-
lacional está em acordo com o desenvolvimento observado em outros 
grupos populacionais, com sua constituição social ou cultural distintas.
Sobre as observações em relação à criança avaliada, Oliveira 
(2008) complementa dizendo que é importante registrar todos dados 
referentes ao tipo físico da criança, características raciais, tipo de res-
piração, atitude da criança no momento da avaliação, por exemplo, an-
siedade, rubor, expressão verbal, grau de instrução para compreensão 
da atividade; capacidade de atenção e concentração; nível de execução 
nos exercícios se apresenta dificuldades, velocidade e ritmo de execu-
ção, fatigabilidade. Além disso, é importante somar tudo isso as infor-
mações referentes à anamnese que deve ser feita com os pais, e com 
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os resultados apresentados pela criança em outras avaliações (psicólo-
go, fonoaudiólogo, psicopedagogo, médicos, professor etc.).
A Prof. Dra. Cleomar Landim de Oliveira, em um artigo feito para 
a Associação Brasileira de Psicopedagogia - SP, explicou a importância 
dos exames psicomotores e os cuidados a serem tomados na sua apli-
cação. Portanto, o exame deve parecer simples à criança, o psicomotri-
cista não poderá apresentar atitudes rígidas, deverá adaptar a situação 
a criança o modo de apresentar e empregar as diferentes técnicas com 
tranquilidade, frente a possíveis fracassos não deixar transparecer.
O psicomotricista deverá registrar tudo com tranquilidade. De-
pois da anotação dos dados, faremos o balanço motor, no entanto, o 
mais importante é mostrar se a criança avaliada é capaz de:
1) Executar ordens motoras simples: coordenação, associação 
de movimentos, relaxamento;
2) Executar essas mesmas ordens com desembaraço, elegância;
3) Executar os atos motores em ritmos diversos;
4) Reproduzir estes atos motores durante certo número de ve-
zes até automatizá-los (aprendizagem);
5) Interromper espontaneamente ou sob ordens, de variar, de 
adquirir outros automatismos;
6) Nós propomos à criança ordens mais complexas (dissociação 
de movimentos) no seu ritmo a princípio e, a seguir, em um ritmo imposto;
7) O item supracitado se realiza, inicialmente, sob uma ordem 
diretaImposta à criança para estimulá-la, em um segundo estágio, sob 
a Iniciativa da própria criança;
8) Os mesmos exercícios de memória;
9) Nós propomos a repetição dos exercícios complexos à crian-
ça para sua capacidade de atenção frente a um tal tipo de exercício que 
obviamente a sobrecarrega, mas que, praticamente, reduz as condi-
ções escolares frente as quais ela fracassa;
10) Estabelecemos, agora, nosso balanço psicomotor e nosso 
programa reeducativo considerado, sobretudo, as discordâncias a estes 
testes.
Antes de iniciar as sessões de psicomotricidade, é impor-
tante ter um conhecimento do histórico do sujeito, sendo uma das 
ferramentas utilizadas a anamnese. A anamnese é um documento 
que permite ao profissional investigar e fazer da melhor forma as 
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intervenções necessárias com o sujeito.
O diagnóstico para o psicomotricista, deve ter a mesma função 
que a rede para um equilibrista. É ele, portanto a base que dará suporte 
para os encaminhamentos necessários das sessões
Já para Oliveira (2008), os principais objetivos da avaliação 
psicomotora realizada com as crianças e adolescentes são: 
1. Avaliar as realizações e habilidades psicomotoras do indiví-
duo e não só as desadaptações que interferem na aprendizagem escolar; 
2. Verificar a possibilidade motora (habilidade motora), a ma-
turidade neurológica, levando em conta o equipamento neurofisiológico 
de base; 
3. Verificar o nível de reflexão cognitiva, uma vez que muitas 
funções da inteligência têm uma relação estreita com a psicomotricidade; 
4. Detectar o estilo motor, considerar os elementos da motrici-
dade que definem a execução do ato motor, ou seja, a maneira de estar 
e de executar de cada criança, levando em conta as diferentes modali-
dades de integração afetivo-emocional; 
5. Traçar o perfil de dificuldades que servirá de base para esta-
belecer um plano de orientação terapêutica, isto é, estabelecer estraté-
gias para uma educação e reeducação mais adequadas.
Contudo, existem inúmeros testes e escalas para avaliação do 
desenvolvimento motor de uma criança (VALENTINI et. al 2008), no en-
tanto, quase nenhum desses instrumentos consegue englobar comple-
tamente todos os aspectos do desenvolvimento. As escalas/testes que 
tende a colaborar para a avaliação completa e elucidativa do desenvol-
vimento motor, são: Escala de Desenvolvimento Motor (ROSA NETO, 
2002) e a Bateria Psicomotora (FONSECA, 1995). 
Os testes psicomotores são muito eficientes para detectar pos-
síveis deficiências motoras que possam vir atrapalhar a aprendizagem 
na escola, por meio deles observam-se componentes de comportamen-
to, podendo ser utilizado como diagnóstico de distúrbios psíquicos e 
motores e para evitá-los.
A escola é um dos espaços mais fecundos para se traba-
lhar a psicomotricidade. Por quê?
Porque é nela que a criança desenvolve a percepção de 
si mesma e de sua relação com os ambientes, com as pessoas e 
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com os objetos. Nesse processo de aprendizagem, que se dá por 
meio de brincadeiras e interações com colegas e professores, ela 
assimila e domina seus movimentos, percebendo como seu corpo 
e suas respostas às diferentes situações.
Estamos falando da descoberta do eu “indivíduo” e de sua 
relação com o mundo, sendo que o corpo funciona como um me-
diador dessa relação.
ESCALA DE DESENVOLVIMENTO MOTOR (EDM) – ROSA NETO
 Muitas reflexões são feitas, sobre a importância de se traba-
lhar o desenvolvimento humano nas suas mais variadas esferas, princi-
palmente nas primeiras fases da infância e da adolescência. Muito pode 
ser ganho com a evolução deste aprendizado que refletirá nos futuros 
desenvolvimentos. Esse processo gradativo de desenvolvimento dura 
por toda a vida (GALLAHUE e OZUMUN, 2003).
A exploração do ambiente pela criança é realizada por meio da 
sua motricidade, conceituada por Rosa Neto (2002) como a interação 
de diversas funções motoras, como a perceptivomotora, a psicomotora, 
a neuromotora e outras. Este fato implicaria, consequentemente, na im-
portância da atividade motora para o desenvolvimento geral da criança.
A relação entre as estruturas psicomotoras e os componentes 
predominantemente motores é traduzida pelos esquemas posturais e de 
movimentos, como os atos de andar; correr; saltar; lançar; rolar; rastejar; 
engatinhar; subir; estender; elevar; abaixar; flexionar; rolar; oscilar; sus-
pender; inclinar e outros movimentos que se relacionam com os movi-
mentos da cabeça, pescoço, mãos e pés. Esses movimentos baseiam-se 
nos diversos estágios do desenvolvimento motor, assumindo característi-
cas qualitativas e quantitativas diversas (MOLINARI e SENS, 2003).
Costa e Silva (2009), em seu artigo discorreram de forma clara 
e objetiva sobre a avaliação psicomotora criada por Rosa Neto (2002). 
Em que após anos de estudos aprofundados da motricidade humana 
por grandes pesquisadores que contribuíram significantemente para o 
avanço da ciência, é que se chegou a esse excelente resultado da Es-
cala de Desenvolvimento Motor (EDM). 
Segundo Rosa Neto (2002), quando falamos em desenvolvi-
mento motor podemos fazer algumas ligações com a avaliação, a compa-
ração, o resultado e o diagnóstico. Pela avaliação é possível saber qual o 
estágio motor inicial que a criança se encontra, podendo assim identificar 
possíveis deficiências e realizar comparações, obtendo um resultado que 
nos permite classificar com segurança algum tipo de diagnóstico. 
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A EDM compreende avaliar o desenvolvimento motor de crian-
ças entre 2 e 11 anos de idade. Mediante as provas de habilidade formada 
pela motricidade fina e global, equilíbrio, esquema corporal, organização 
espacial e temporal, bem como a lateralidade. Este instrumento determi-
na a idade motora geral obtida por meio da soma dos resultados positivos 
expressados em meses conseguidos nas provas em todos os elementos 
da motricidade e o quociente motor geral obtido pela divisão entre a idade 
motora geral e idade cronológica; o resultado é multiplicado por 100. 
A Escala de Desenvolvimento Motor (EDM), desenvolvida por 
Rosa Neto (2002). A EDM avalia por meio de testes a motricidade fina 
(óculo manual); motricidade global (coordenação); equilíbrio (postura 
estática); esquema corporal (imitação de postura, rapidez); organização 
espacial (percepção de espaço); organização temporal (linguagem, es-
truturas temporais); lateralidade (mãos, olhos e pés).
A escala é de aplicação individual, com duração média de 30 a 
45 minutos, permitindo a classificação do desenvolvimento motor desde 
o nível muito inferior até muito superior.
Quando a idade cronológica é mais avançada do que a idade 
motora pode se dizer que a criança se encontra numa EDM abaixo do 
normal sendo considerada em uma idade negativa (escala de desenvol-
vimento inferior), e quando a idade motora é mais avançada do que a 
idade cronológica pode se dizer que a criança se encontra numa EDM 
acima do normal sendo considerada em uma idade positiva (escala de 
desenvolvimento superior). 
Esse conjunto de provas que fazem parte da EDM possui como 
características ser bem diversificada e de dificuldade graduada de acor-
do com a habilidade avaliada. Possuem ainda como tabela de classifi-
cação do desenvolvimento motor os seguintes níveis em ordem cres-
cente, muito inferior, inferior, normal baixo, normal médio, normal alto, 
superior e muito superior (COSTA E SILVA, 2009).
O instrumento para a mensuração do desenvolvimento 
deve ser coerente com o objetivo que este pretende atingir, e seus 
resultados devem ser confiáveis e relevantes para que a interven-
ção seja estruturada.
Rosa Neto (2002) comenta ainda do estudo dos elementos bá-
sicos da motricidadehumana que é a EDM por ser de caráter multidisci-
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plinar nas áreas da educação e saúde (medicina, psicologia, educação 
física, fonoaudióloga, pedagogia, fisioterapia, nutrição), no qual a co-
munidade cientifica ganha uma excelente ferramenta de pesquisa não 
só porque serve para observar os estágios evolutivos de um individuo 
concreto e seu desenvolvimento motor, mas também permite observar 
vários aspectos do desenvolvimento humano, supervisionando e acom-
panhando as janelas de possibilidades em um estágio da sua vida.
Contudo, podemos concluir que a Escala de Desenvolvimento 
Motor pode ser muito importante na contribuição positiva durante o diag-
nóstico da psicomotricidade infantil. Essa mensuração deve ser continua 
e progressiva durante toda a infância, sempre relacionando os resultados 
com as outras variáveis que podem influenciar este processo, que é opor-
tuno lembrar não se desenvolve com características lineares. 
Quanto mais informações relativas aos aspectos psicomoto-
res, biológicos e sociais dos escolares obtivermos, mais eficiente será 
nossa avaliação e intervenção no desenvolvimento motor dos mesmos 
(COSTA e SILVA, 2009).
Existem inúmeros testes e escalas para avaliação do de-
senvolvimento motor de uma criança, no entanto, quase nenhum 
desses instrumentos consegue englobar completamente todos os 
aspectos do desenvolvimento. Uma das escalas que tende a cola-
borar para a avaliação completa e elucidativa do desenvolvimento 
motor, é a Escala de Desenvolvimento Motor (EDM).
Os testes são ferramentas indispensáveis para a vida dos pro-
fissionais da área da saúde e educação. Para colhermos os benefícios 
que os testes podem oferecer, precisamos ter em mente este fator es-
sencial. Qualquer ferramenta pode ser um instrumento bem ou mal uti-
lizado. A testagem tem crescido em um ritmo cada vez mais acelerado, 
e está atribuído efetivamente nas mais variadas áreas da vida cotidiana.
A escala E.D.M. surge com o propósito sobretudo, de colocar à 
disposição de diferentes profissionais um conjunto de instrumentos de 
diagnóstico, que lhes permitam utilizar um método eficaz para realizar 
estudos transversais e longitudinais através de provas construídas so-
bre princípios técnicos, científicos e critérios práticos coerentes.
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BATERIA PSICOMOTORA (BPM) - VITOR DA FONSECA
Balthazar, Neuzeli, Nascimento, Villhena (2016), em um recen-
te trabalho abordou a importância da psicomotricidade, enfocando as 
baterias psicomotoras Escala de Desenvolvimento Motor (EDM) e Ba-
teria Psicomotora Adaptada (BPM). No entanto, focaremos agora no 
instrumento de observação psicomotora desenvolvido por Vitor da Fon-
seca (1995) a BPM, cuja construção só foi possível ao longo de 20 anos 
de convivência dinâmica com inúmeros casos clínicos.
A BPM é um instrumento de avaliação que se baseia num con-
junto de tarefas que permite identificar déficits funcionais ou sua ausên-
cia em termos psicomotores (NAVE, 2003).
A aplicação da BPM é simples, os materiais utilizados são eco-
nômicos e sem qualquer sofisticação. A BPM permite descrever o Perfil 
Psicomotor da criança. Dessa forma, o perfil psicomotor caracteriza as 
potencialidades e as dificuldades da criança, dando suporte para iden-
tificar e intervir nas dificuldades de aprendizagem psicomotora, satisfa-
zendo progressivamente as necessidades mais especifica da criança 
(FONSECA, 1995). 
O autor acrescenta que o instrumento permite observar as de-
sordens de atenção, as aquisições de processamento da informação 
visual e auditiva, a competência linguística, a orientação espacial e tem-
poral, a estrutura cognitiva da criança, o comportamento emocional etc.
Apesar de a BPM avaliar o desempenho da criança numa situ-
ação formal, ou seja, fora do contexto do dia a dia, é possível verificar 
o reflexo das experiências vivenciadas no contexto de seu desenvolvi-
mento pelo perfil psicomotor. Além disso, é possível retratar o desenvol-
vimento dinâmico por meio da aplicação de várias avaliações durante 
um período, acompanhando cada fase do desenvolvimento psicomotor 
da criança (BALTHAZAR, NEUZELI, NASCIMENTO, VILLHENA, 2016). 
A BPM é aplicada em crianças na faixa etária de 4 a 12 anos de 
idade e, apresenta uma perspectiva mais qualitativa do que quantitativa.
A partir da Bateria Psicomotora (BPM) elaborada por Fonseca 
(1995), podemos avaliar os seguintes subfatores: extensibilidade (toni-
cidade), equilíbrio dinâmico e equilíbrio estático (equilíbrio), lateralidade 
(ocular e pedal), sentido cinestésico e imitação de gestos (noção do 
corpo), organização (estruturação espaço-temporal), coordenação ocu-
lomanual, coordenação oculopedal e dissociação (coordenação motora 
global), coordenação dinâmica manual (coordenação motora fina). 
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Quando avaliamos o desenvolvimento da motricidade, ob-
temos informações e subsídios importantes, capazes de favorecer 
o desenvolvimento das crianças e ampliação de seus conhecimen-
tos em diferentes áreas do conhecimento. Esta reflexão aponta al-
guns distúrbios da motricidade que influenciam no processo de al-
fabetização e outras áreas do conhecimento, levando muitas vezes 
a um déficit de aprendizagem.
Ela apresenta condições e oportunidades para estudar a psi-
comotricidade, servindo assim como uma ferramenta a ser utilizada na 
definição do melhor trabalho a ser aplicado na estimulação de um de-
senvolvimento psicomotor coerente. Foram retirados da bateria de teste 
original os testes, passividade, paratonia, diadococinesias, sincinesias 
(tonicidade); imobilidade (equilíbrio); reconhecimento direita-esquerda, 
autoimagem, desenho do corpo (noção do corpo), estruturação dinâmi-
ca, representação topográfica, estruturação rítmica (estruturação espa-
ço-temporal) e tamborilar, velocidade precisão (praxia fina) (BALTHA-
ZAR, NEUZELI, NASCIMENTO, VILLHENA, 2016).
Fonseca (1995), considera que o perfil, resultante da BPM, tor-
na-se mais preciso se juntamente aos dados obtidos pela BPM houver 
a complementação com os dados biomédicos (condições de desenvol-
vimento pré, peri, pós-natais) e dados mesológicos (características do 
ambiente familiar imediato).
A BPM construiu-se com base nesta ideia fundamental, pois a 
sua finalidade essencial é detectar, identificar crianças com dificuldade 
de aprendizagem. Segundo Fonseca (1995), o reconhecimento preco-
ce de uma dificuldade de aprendizagem é, por outro lado, um objetivo 
fundamental de todo educador, por isso a BPM não passa de um instru-
mento psicopedagógico [...]. 
As tarefas que compõem a BPM dão oportunidade suficiente para 
avaliar o grau de maturidade psicomotora da criança e detectar sinais des-
viantes. Pode-se observar o tônus muscular, a postura em relação a gra-
vidade, o domínio do equilíbrio estático e dinâmico, a dominância lateral, a 
dissociação, a planificação e sequência dos movimentos, a preensão.
Em cada uma das tarefas de todos os fatores e respectivos 
subfatores, é atribuída uma pontuação de 1 a 4, que classifica o nível de 
desempenho da criança, da seguinte forma (FONSECA, 2012): 
• 1 ponto: ausência de realização ou realização imperfeita, in-
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completa e descoordenada (fraco) – Perfil Apráxico.
• 2 pontos: realização com dificuldades de controle (satisfató-
rio) – Perfil Dispráxico.
• 3 pontos: realização controlada e adequada (bom) – Perfil 
Eupráxico.
• 4 pontos: realização perfeita, econômica, harmoniosa e bem 
controlada (excelente) – Perfil Hiperpráxico.
Assim, o resultado total da BPM é obtido nos quatro parâmetros 
apresentados acima, sendo a cotaçãomédia de cada fator arredondado.
A cotação máxima da prova é de 28 pontos (4 x 7), a mínima é 
de 7 pontos (1 x 7) e a média é de 14 pontos. Com base nos respectivos 
intervalos pontuais, pode construir-se uma escala, conforme exposto no 
quadro 1:
Quadro 1 – Classificação dos perfis psicomotores
Fonte: FONSECA, 1995
Enfim, a BPM apresenta-se com base nesta ideia, tendo como fi-
nalidade, detectar e identificar crianças com dificuldades de aprendizagem, 
é um instrumento de avaliação psicopedagógico, pois pode ser utilizado 
para reconhecer precocemente as dificuldades e assim poder intervir.
A avaliação diagnóstica e contínua do ensino e aprendi-
zagem deve ser mais do que aplicar testes, levantar medidas, se-
lecionar e classificar alunos. Primeiramente deve estar relaciona-
do ao projeto pedagógico da escola em que está inserido, num 
processo inter-relacionado com as demais disciplinas (FREIRE, 
1997, p. 104). O papel do professor é o de fazer com que ela sirva 
de apoio e análise em possíveis déficits de aprendizagem que as 
crianças possam apresentar. A avaliação não deve neutralizar mais 
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sim possibilitar uma leitura crítica e a partir daí, ampliar e aprofun-
dar a compreensão das condutas e posturas a serem empregadas.
Ficha de aplicação da BATERIA PSICOMOTORA (BPM) des-
tinada ao estudo do perfil psicomotor da criança (Fonseca 1975). 
Para acessar clique no link: https://www.repository.utl.pt/bitstre-
am/10400.5/5198/5/ANEXO%20IV.pdf 
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QUESTÕES DE CONCURSOS
QUESTÃO 1
Ano: 2020 Banca: UNOESC Órgão: Prefeitura de Vargem Bonita – 
MG Prova: Professor Educação Física
Comumente definido como as alterações no comportamento motor 
através do ciclo da vida, o Desenvolvimento Motor é um compo-
nente do desenvolvimento geral do ser humano. Segundo Gabbard 
(1993), Desenvolvimento Motor é o processo de alterações no mo-
vimento humano como resultado da interação entre componentes 
genéticos e culturais. No que se refere às fases do desenvolvimen-
to motor, assinale a alternativa correta.
a) Levantar a cabeça, engatinhar e segurar objetos são exemplos de 
movimentos fundamentais.
b) A fase dos movimentos reflexivos se inicia assim que o córtex motor 
se estabelece no controle de movimentos.
c) A fase dos padrões motores rudimentares é caracterizada pelo surgi-
mento de movimentos genéricos que serão a base para os movimentos 
fundamentais (esportivos).
d) O movimento reflexivo é a fase inicial do desenvolvimento motor.
e) Nenhuma das alternativas está correta.
 
QUESTÃO 2
Ano: 2019 Banca: Crescer Consultorias Órgão: Prefeitura de Pau-
listana – PI Prova: Professor Educação Física
O Desenvolvimento Motor é um componente do desenvolvimento 
geral do ser humano. É definido como as alterações no comporta-
mento motor através do ciclo da vida. O desenvolvimento motor, 
ocorre nos estágios: 
a) Estágio Inicial, Estágio Intermediário, Estágio de Desenvolvimento, 
Estágio Final.
b) Estágio nível I, Estágio nível II, Estágio nível III, Estágio nível IV.
c) Estágio Movimentos Reflexos, Estágio Movimentos Rudimentares, Es-
tágio Movimentos Fundamentais, Estágio Movimentos Especializados.
d) Estágio Movimentos Iniciais, Estágio Movimentos Aprendizados, Es-
tágio Movimentos Fundamentais, Estágio Movimentos Finais.
QUESTÃO 3
Ano: 2020 Banca: NUCEPE Órgão: Prefeitura de Timon – MA Prova: 
Professor Educação Básica – Ed. Física
As crianças em idade pré-escolar rapidamente expandem seus 
horizontes. É a idade de afirmação da própria personalidade, de-
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senvolvimento de suas capacidades e de teste de seus limites de 
desenvolvimento motor. A descrição que NÃO condiz com o de-
senvolvimento motor é:
a) as capacidades perceptivo-motoras desenvolvem-se rapidamente, 
mas com frequência há confusão em relação à sensação do corpo, ao 
senso de direção, de tempo e espaço.
b) as funções corporais e os processos tornam-se bem reguladas e o es-
tado de homeostase fisiológica (estabilidade) torna-se bem estabelecido.
c) o controle motor fino encontra-se completamente estabelecido e o 
amplo se desenvolve com rapidez.
d) as crianças desenvolvem rapidamente as capacidades de movimento 
fundamental em várias habilidades motoras, mas os movimentos bilaterais 
costumam apresentar mais dificuldades do que movimentos unilaterais.
e) as capacidades motoras desenvolvem-se até o ponto em que as 
crianças aprendem a se vestir sozinhas, embora, às vezes, precisem 
de ajuda para ajustar ou abotoar as roupas.
QUESTÃO 4
Ano: 2019 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Vitória – ES Prova: 
Professor Educação Básica III – Ed. Física
O desenvolvimento motor é um componente do desenvolvimento 
geral do ser humano. De acordo com Gallahue (2005), use C (certo) 
ou E (errado) para os estágios de desenvolvimento motor relacio-
nados à fase motora fundamental:
( ) Estágio maduro.
( ) Estágio elementar.
( ) Estágio inicial.
( ) Estágio de aplicação.
( ) Estágio transitório.
a) C,C,C,E,E.
b) E,E,E,C,C.
c) E,C,E,C,E.
d) C,C,E,E,C.
e) C,C,E,E,E.
QUESTÃO 5
Ano: 2021 Banca: AMEOSC Órgão: Prefeitura de Princesa – SC 
Prova: Professor Educação Física
Gallahue e Ozmun (2003) postulam que “o desenvolvimento motor 
é um processo evolutivo, que possui porta aberta para os fatores 
do meio ambiente, conjugado com os fatores internos”. Conside-
rando que o desenvolvimento motor é imbricado às vivências mo-
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toras, Paim (2003) afirma que quanto:
a) Maior o número de experiências motoras, o desempenho nas tarefas 
motoras realizadas será indiferente.
b) Maior o número de experiências motoras, menor será o desempenho 
nas tarefas motoras realizadas.
c) Menor o número de experiências motoras, maior será o desempenho 
nas tarefas motoras realizadas.
d) Maior o número de experiências motoras, maior será o desempenho 
nas tarefas motoras realizadas.
QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE
Durante o processo de aquisição de conhecimento, a alfabetização acon-
tece nos anos iniciais de desenvolvimento psicomotor do indivíduo, com 
base no desenvolvimento cognitivo do aluno, será necessária uma boa 
organização corporal, para uma boa aprendizagem de conceitos essen-
ciais à alfabetização. Esta organização poderá ser um ponto de partida 
para a descoberta das suas diversas potencialidades de ação, perante 
novas situações problemáticas que acontecem ao nível educativo.
A solução e a resolução de problemas relacionados com as dificuldades 
de aprendizagem, muitas vezes, se encontram associadas às fracas 
capacidades psicomotoras de um individuo.
Com base no exposto acima, discorra sobre a importância da avaliação 
psicomotora para crianças com dificuldades de aprendizagem.
TREINO INÉDITO
Considerando os elementos psicomotores está correto afirmar:
a) No aprendizado inicial da escrita a coordenação viso-motora e a mo-
tricidade fina são fundamentais.
b) Mímica e estátua são brincadeiras que trabalham exclusivamente a 
coordenação motora global.
c) A lateralidade relaciona-se a compreensão do indivíduo entre direita, 
esquerda, frente e atrás.
d) Tonicidade não se trata de um elemento psicomotor.
NA MÍDIA
A IMPORTÂNCIA DO DESENVOLVIMENTO MOTOR NA EDUCAÇÃO 
INFANTIL
A criança é um sujeito em desenvolvimento, e, à medida que vai cres-
cendo, novas conquistas nos âmbitos cognitivo, físico-motor, sociocul-
tural e psicológico, são adquiridas e tendem a contribuir para um de-
senvolvimento de forma integral. Tais conquistas são oriundas de suas 
experiências por meio do convívio familiar e social, e através de sua 
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relação com o ambiente e estímulos que lhes são propostos.
Partindo desse ponto, o desenvolvimento motor é uma habilidade que faz 
parte do desenvolvimento de um indivíduo desde os primeiros meses de 
vida, sendo caracterizado como um processo contínuo e que vai ganhando 
novas capacidades ao longo da vida. E, portanto, podemos dizer, que o de-
senvolvimento motor é visto como um aspecto essencial da infância e deve 
ser oportunizado para que a criança amplie suas habilidades motoras.
Fonte: Educação Pública
Data: 23 ago. 2022.
Leia a notícia na íntegra: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/arti-
gos/22/31/a-importancia-do-desenvolvimento-motor-na-educacao-infantil
NA PRÁTICA
PRÁTICA ESPORTIVA NA INFÂNCIA AUXILIA NO DESENVOLVI-
MENTO MOTOR E COGNITIVO
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que, dos 5 aos 17, 
anos seja realizado até 60 minutos de exercícios físicos
No dia 12 de outubro é comemorado o Dia das Crianças e a data traz uma 
reflexão sobre a importância da prática esportiva na infância. De acordo 
com as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), publicada 
em 2020, é recomendado que crianças e adolescentes, de 5 aos 17 anos, 
realizem até 60 minutos de exercícios físicos moderados por dia.
Ao praticar exercícios físicos a criança potencializa as habilidades psi-
comotoras. “Quando a criança faz qualquer tipo de atividade esportiva, 
ela consegue melhorar ainda mais a interação com outros grupos. O 
esporte reduz pensamentos disfuncionais, então você previne desde a 
infância transtornos como a ansiedade, depressão entre outras doen-
ças”, ressaltou o monitor do Projeto Esporte e Lazer na Capital e Interior 
(Pelci), Erivan José Silva, que também é graduado em psicologia.
Fonte: Fundação Amazonas de Alto Rendimento
Data: 31 out. 2022.
Leia a notícia na íntegra: http://www.faar.am.gov.br/pratica-esportiva-
-na-infancia-auxilia-no-desenvolvimento-motor-e-cognitivo/
PARA SABER MAIS
Documentário sobre o assunto: "Networked Society: The Future of Lear-
ning" (Ericson, 2012)
Acesse o link: https://educacao.estadao.com.br/blogs/blog-dos-cole-
gios-escola-morumbi/celular-nas-escolas-vantagens-e-cuidados/
Livros: MÜTSCHELE, Marly Santos. Como desenvolver a psicomotrici-
dade? São Paulo;1ª edição. Editora Loyola; 1988.
DIEM, Liselott. Os primeiros anos são decisivos: como desenvolver a 
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inteligência das crianças desde o berço, pelo treino dos movimentos. 
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Portanto, após o desenrolar de séculos de pesquisas acerca 
da Psicomotricidade e seus pressupostos, pôde-se observar que é cada 
vez maior sua procura para prevenir e intervir nos aspectos que tangem 
dificuldades de aprendizagem e fracasso no âmbito educacional.
Cohen (1999), diz que quando o ato de aprender apresenta-se 
problemático, é preciso uma avaliação abrangente e minuciosa. Conhe-
cer os aspectos orgânicos, neurológicos e psicológicos, adicionados à 
problemática ambiental em que a criança vive facilita o seu encaminha-
mento a especialistas que, ao tratar da dificuldade, terão condições de 
orientar os familiares e o professor a lidar com o aluno.
Com isso, a intencionalidade do trabalho do professor deve ul-
trapassar a ideia da mera transmissão de conteúdos e invadir a dimen-
são humana, desvelando e desenvolvendo a sensibilidade e as poten-
cialidades da criança para que ela possa transformar a sua realidade, 
na família, na escola e em todas as relações. 
Contudo, o professor deve desempenhar seu papel com efici-
ência, ser reflexivo e avaliar o desempenho de cada aluno, suas dificul-
dades, seus conflitos pessoais, sempre respeitando suas habilidades, 
suas potencialidades e suas deficiências.
Nessa perspectiva, torna-se necessário a criação de critérios, 
diagnósticos mais precisos, uma maior capacitação dos profissionais en-
volvidos, bem como da investigação do contexto em que a criança está 
inserida, respeitando as diferenças individuais e estimulando a sua criati-
vidade. Sobretudo, por meio das atividades adaptadas ao perfil da crian-
ça, de caráter lúdico, buscando adequar novas formas de estratégias de 
ensino e recursos pedagógicos que auxilie e proporcione condições que 
visem contribuir sobre o processo de ensino e aprendizagem de crianças 
com dificuldade de aprendizagem, no sentido de encontrar soluções para 
minimizar as dificuldades comportamentais, de aprendizagem e motoras.
Com isso, acreditamos que se o professor utilizar em suas au-
las estratégias e recursos psicomotores para intervenção com a criança 
com dificuldade de aprendizagem, este conseguirá ter um melhor apro-
veitamento no que tange os aspectos de ensino-aprendizado dos seus 
alunos, proporcionando maiores possibilidades de superar suas dificul-
dades, refletindo de forma global na vida da criança.
Cabe a nós professores, ter a sensibilidade de procurar enten-
der as dificuldades da criança em sala de aula, buscar saber se essas 
dificuldades em sala têm raízes nos aspectos afetivos, ou seja, inves-
tigar o seu contexto familiar e até mesmo o seu círculo de amizades. 
Talvez a solução seja bem mais simples do que imaginávamos.
Assim, concordando com Padilha (1997), o importante é sem-
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pre olhar o aluno como um “ser capaz”. [...] é necessário descobrir, como 
tarefa histórica, a superação do fracasso escolar, nas capacidades. Não 
podemos nos guiar pelo que a criança não é.
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GABARITOS
CAPÍTULO 01
QUESTÕES DE CONCURSOS
QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE – PADRÃO 
DE RESPOSTA
O movimento é muito importante para o pleno desenvolvimento da 
criança. Desde o nascimento, ela já passa a utilizar o próprio corpo para 
interagir com o ambiente e com as pessoas.
Esses movimentos são gradativamente aperfeiçoados pelas crianças, 
como forma de entender o mundo a seu redor. Com isso, passa a ma-
nusear objetos, engatinhar, caminhar, correr, saltar, brincar. Enfim, a 
crianças utilizam o movimento como meio de expressar suas emoções 
e seus pensamentos.
Portanto, o movimento é utilizado pela criança como uma linguagem, 
tanto para agir com o meio físico como para se comunicar com as pes-
soas. Por isso, a escola deve criar situações favoráveis para que a 
criança se desenvolva de tal forma que amplie os conhecimentos sobre 
si mesmos, explore o ambiente físico e social e supere desafios.
Aos pais e psicomotricistas cabe proporcionar atividades que possam 
estimular as crianças para que elas percebam seus recursos corporais, 
bem como suas capacidades e limitações. Os educadores devem criar 
inúmeras possibilidades para que as crianças se sintam seguras e livres 
para aperfeiçoarem suas habilidades motoras.
TREINO INÉDITO
Gabarito: D
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CAPÍTULO 02
QUESTÕES DE CONCURSOS
QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE – PADRÃO 
DE RESPOSTA
É notória a necessidade de repensar a prática pedagógica no processo 
de ensino-aprendizagem, inclusive nos induzindo a conhecer de forma 
minuciosa o caminho percorrido pelas crianças na construção de sua 
aprendizagem e seu processo de desenvolvimento. No processo de en-
sino-aprendizagem, a psicomotricidade está articulada com o processo 
de desenvolvimento, propiciando uma evolução harmônica, um funcio-
namento psicomotor entre a criança e o meio. 
Contudo, a criança, cujo desenvolvimento psicomotor é mal constituído, 
poderá apresentar problemas na escrita, na leitura, na direção gráfica, 
na distinção de letras (exemplo: b/d/p/q), na ordenaçãode sílabas, no 
pensamento abstrato (matemática), na análise gramatical, noção espa-
cial, temporal, dentre outras.
TREINO INÉDITO
Gabarito: A
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CAPÍTULO 03
QUESTÕES DE CONCURSOS
QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE – PADRÃO 
DE RESPOSTA
Quando avaliamos o desenvolvimento da motricidade, obtemos infor-
mações e subsídios importantes, capazes de favorecer o desenvolvi-
mento das crianças e ampliação de seus conhecimentos em diferentes 
áreas do conhecimento. Esta reflexão aponta alguns distúrbios da mo-
tricidade que influenciam no processo de alfabetização e outras áreas 
do conhecimento, levando muitas vezes a um déficit de aprendizagem.
Com os estudos da Linguística, sabe-se que a criança pode apresentar 
dificuldades na aquisição dos conhecimentos da leitura e da escrita por 
várias causas, tanto de ordem emocional quanto estrutural. Existem al-
guns pré-requisitos, do ponto de vista psicomotor para que uma criança 
aprenda a ler e escrever. É necessário que as crianças possuam matu-
ridade suficiente para ser submetida ao processo de alfabetização. Elas 
devem demonstrar um conjunto de condições, capacidades e habilida-
des de modo a se tornar capaz de executar determinadas atividades e 
para isso a avaliação diagnóstica deve acontecer.
A avaliação diagnóstica e contínua do ensino e aprendizagem deve ser 
mais do que aplicar testes, levantar medidas, selecionar e classificar alu-
nos. Primeiramente deve estar relacionado ao projeto pedagógico da es-
cola em que está inserido, num processo inter-relacionado com as demais 
disciplinas (FREIRE, 1997, p. 104). O papel do professor é o de fazer com 
que ela sirva de apoio e análise em possíveis déficits de aprendizagem 
que as crianças possam apresentar. A avaliação não deve neutralizar 
mais sim possibilitar uma leitura crítica e a partir daí, ampliar e aprofundar 
a compreensão das condutas e posturas a serem empregadas.
TREINO INÉDITO
Gabarito: A
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• Motriz: Tudo aquilo que gera movimento; denomina-se forma motriz a 
força capaz de gerar movimento.
• Tônus: Tônus muscular é o estado involuntário de contração natural 
dos músculos corporais, responsável por fazer com que possam entrar 
em ação sempre que necessário.
• Praxia: Podemos dizer então que PRAXIA é a sequência harmônica dos 
movimentos necessários para a execução de atos motores mais ou menos 
complexos, com uma intenção e objetivo determinados por um contexto.
• Sincinesia: Associação de movimentos em que surge um movimento 
involuntário e simultâneo de um membro paralisado quando se efetua 
um movimento com o membro do lado oposto. A sincinesia pode ser 
observada em certas paralisias unilaterais.
• Somatognosia: Traduz a relação dialética da atividade corporal e do 
reconhecimento da sua estrutura e posição postural. Ou seja, é o co-
nhecimento do próprio corpo em relação ao ambiente.
• Filogenéticos: O termo filogenético é formado pela união do vocábulo 
grego phylon, que equivale à raça, mais a raiz gen que se refere à ideia 
de origem ou nascimento. Assim, a filogenética é a disciplina científica que 
estuda a origem dos organismos vivos e as relações existentes entre eles.
• Ontogenéticos: Que se refere à ontogenia: processo evolutivo acerca 
das alterações biológicas sofridas pelo indivíduo, desde o seu nasci-
mento, até seu desenvolvimento final. 
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que tangem o trabalho do Psicopedagogo utilizando como ferramenta a 
Psicomotricidade. 
Sabe-se que a inserção da Psicopedagogia e Psicomotricidade 
passou por muitas modificações até chegar ao âmbito escolar, no entanto, 
atualmente é possível ver por meio de estudos que as contribuições des-
se trabalho com a aprendizagem escolar contribuem de forma expressiva 
para prevenir os desvios e defasagens no desenvolvimento da criança.
Sendo assim, podemos dizer que tanto a psicopedagogia quanto 
a psicomotricidade têm suas especificidades de trabalho, mas ambas têm 
um caráter interdisciplinar e estão intimamente ligadas complementando-
-se entre si a fim de mediar eficazmente o sujeito que aprende (MENE-
ZES E BRUNELLI, 2012). Ainda segundo esses autores, podemos então 
concluir que a psicomotricidade, assim como a psicopedagogia, caminha 
paralelamente, pois ambas contribuem para a prevenção do fracasso es-
colar considerando a criança em todos os aspectos, biológico, cognitivo, 
motor, emocional e social visando o desenvolvimento global da criança.
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DESENVOLVIMENTO MOTOR E APRENDIZAGEM
O desenvolvimento motor tem como significado o movimento 
humano desde o nascimento até a morte, crescente em todos os aspec-
tos: físico, mental e social, cada momento da vida é uma continuação do 
momento anterior, embora modificado (VIEIRA, 2009).
A teoria de desenvolvimento motor está representada desde os 
movimentos reflexos de um bebê, relacionados a um desenvolvimento 
motor-perceptivo e os estágios de maturidade separados por faixa etá-
ria. Toda criança adquire suas habilidades motoras de forma invariável 
na primeira infância e na infância, porém o ritmo irá depender de criança 
para criança (GALLLAHUE e OZMUN, 2005). 
A capacidade de movimentar-se das crianças é essencial para 
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que ela possa interagir apropriadamente com o meio ambiente em que 
vive e é sobre a infância que a maioria dos estudos sobre desenvol-
vimento motor se concentram. Por se tratar de um momento de gran-
des mudanças comportamentais, profissionais de diversas áreas como: 
Pediatras, Psicólogos, Pedagogos e profissionais de Educação Física 
têm-se interessado pelo estudo do desenvolvimento motor (CLARK; 
WHITALL, 1989; WHITALL, 1995).
O desenvolvimento motor da criança é um processo sequen-
cial, relacionado à idade cronológica e à interação entre os requisitos 
das tarefas, requisitos biológicos e do ambiente, sendo própria das mu-
danças sociais, intelectuais e emocionais. 
No processo de escolarização, na infância, que ocorre um am-
plo incremento das habilidades motoras, que possibilita à criança um 
amplo domínio do seu corpo em diferentes atividades, como: saltar, 
correr, rastejar, chutar, arremessar, equilibrar-se num pé só e esquivar-
-se para o desenvolvimento da motricidade global, da motricidade fina, 
do equilíbrio, da lateralidade, da organização espacial, da organização 
temporal e do esquema corporal (ROSA NETO et al., 2010).
A figura 1 ilustra a grande variedade de fatores que influenciam 
tanto no processo como no produto do desenvolvimento motor:
Figura 1 - Análise transacional da causa no desenvolvimento motor
Fonte: GALLAHUE E OZMUN, 2001.
Uma das formas de constatar se a criança está tendo o seu 
desenvolvimento adequado é quando se observa que ela começa a ter 
mudanças nos movimentos durante o ciclo da sua vida (GALLAHUE; 
OZMUN; GOODWAY, 2013). 
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O processo de desenvolvimento motor é apresentado abaixo 
por Gallahue e Ozmun (2001) em uma forma de ampulheta (figura 2). 
Figura 2 - Fases do desenvolvimento motor
Fonte: GALLAHUE E OZMUN, 2001.
Fase motora reflexiva: os reflexos são as primeiras formas de 
movimento humano. Eles são movimentos involuntários, que formam a 
base para as fases do desenvolvimento motor. A partir da atividade de 
reflexos, o bebê obtém informações sobre o ambiente. 
Os reflexos primitivos são classificados como: agrupadores de 
informações, caçadores de alimentação e de reações protetoras. São 
agrupadores de informações, pois auxiliam e estimulam o desenvolvi-
mento. Os reflexos primitivos de sugar, buscar através do olfato, são 
mecanismos de sobrevivência, pois através deles que o recém-nascido 
busca seu alimento (GALLAHUE; OZMUN, 2003). 
Ainda segundo os mesmos autores, os reflexos posturais são 
a segunda forma de movimentos involuntários e esses movimentos são 
similares a comportamentos voluntários. Esses reflexos servem de testes 
neuropsicomotor que mais tarde serão usados com controle consciente.
Fase de movimentos rudimentares: os movimentos rudimenta-
res são determinados de forma maturacional e caracterizam-se por uma 
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sequência de aparecimento previsível. Esta sequência é resistente a al-
terações em condições normais. Elas envolvem movimentos estabiliza-
dores, como obter o controle da cabeça, pescoço e músculos do tronco; 
as tarefas manipulativas de alcançar, agarrar e soltar, e os movimentos 
locomotores de arrastar-se, engatinhar e caminhar. 
Ou seja, os primeiros movimentos voluntários são os movimen-
tos rudimentares. Esses movimentos são encontrados no bebê desde 
o nascimento e se estendem até aproximadamente os 2 (dois) anos 
de idade. Esses movimentos acontecem de maneira previsível, porém 
o nível com que essas habilidades aparecem variam de criança para 
criança (GALLAHUE; OZMUN, 2003).
Fase de movimentos fundamentais: as habilidades motoras 
fundamentais da primeira infância são consequências da fase de mo-
vimentos rudimentares do período neonatal. Esta fase do desenvol-
vimento motor representa um período na qual as crianças pequenas 
estão envolvidas ativamente na exploração e na experimentação das 
capacidades motoras de seus corpos. Ou seja, as crianças que estão 
desenvolvendo padrões fundamentais de movimento estão aprendendo 
a reagir com controle motor e competência motora a vários estímulos 
(GALLAHUE; OZMUN, 2003, p.103).
Vale ressaltar que é por volta dos dois anos de idade que a 
criança dá um enorme salto no que diz respeito ao desenvolvimento 
motor. Essas habilidades motoras formam a base sobre a qual cada 
criança desenvolve ou refina os padrões motores fundamentais do iní-
cio da infância e as habilidades motoras especializadas da infância pos-
terior e da adolescência (GALLAHUE; OZMUN, 2001, p. 257).
Gallahue e Ozmun (apud CASTRO, 2008) dividem os movi-
mentos fundamentais em três estágios, sendo estes: estágio inicial que 
ocorre entre os 2 a 3 anos e representa as primeiras tentativas da crian-
ça, onde os movimentos ainda são bem rudimentares e imprecisos; es-
tágio elementar que ocorre entre os 4 a 5 anos e é quando a criança já 
apresenta melhor controle e precisão de seus movimentos fundamen-
tais, em geral, quando oportunidades são adequadas; e por fim o está-
gio maduro que se dá entre os 6 a 7 anos se as condições ambientais 
e de maturação forem propícias, é caracterizado por movimentos preci-
sos e eficientes, coordenados e controlados.
Fase de movimentos especializados: A fase de movimentos es-
pecializados é resultado da fase de movimentos fundamentais. A Criança 
agora realiza atividades motoras complexas do dia a dia. Os movimentos 
fundamentais que eram simples antes, como saltar e pular em um pé só 
agora podem ser associados com atividades mais complexas como pular 
corda e práticas esportivas como salto triplo. (GALLAHUE; OZMUN, 2003). 
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Esse é um período em que as habilidades estabilizadoras, locomotoras e 
manipulativas fundamentais são progressivamente refinadas, combinadas 
e elaboradas para o uso em situações crescentemente exigentes. 
Os movimentos especializados também são divididos em três 
estágios: transição, aplicação e utilização para a vida diária. No estágio 
transitório, começam a ser observadas nas atividades das crianças, a 
combinação e a aplicação dos padrões de movimentos fundamentais, 
com melhoras na forma, na precisão e no controle. 
Para que não ocorra prejuízo aos dois últimos estágios, no de 
transição deve-se “ajudar as crianças a aumentar o controle motor e a 
competência motora em inúmeras atividades”, deve-se também “tomar 
cuidado para que a criança não restrinja seu envolvimento em certas ati-
vidades, especializando em outras” (GALLAHUE; OZMUN, 2005, p.62). 
No estágio de aplicação, as crianças começam a buscar a par-
ticipação em atividades em que vão obter sucesso, fundamentadas em 
suas condições, as tarefas e aos ambientes. São enfatizados forma, 
habilidade, precisão e aspectos quantitativos do desenvolvimento mo-
tor. “Esta é a época para refinar e usar habilidades mais complexas 
em jogos avançados, atividades de liderança e em esportes escolhidos” 
(GALLAHUE; OZMUN, 2005, p.62). 
A partir de 14 anos, o estágio de utilização caracterizaria o último 
estágio do processo de desenvolvimento motor, no qual o individuo utiliza-
rá o seu repertório de movimentos adquiridos com o tempo. As escolhas 
e decisões tomadas anteriormente em relações às atividades praticadas, 
“mais tarde, serão refinadas e aplicadas a atividades cotidianas; recrea-
tivas e esportivas ao longo da vida” (GALLAHUE; OZMUN, 2005, p.63).
Ao analisar a aquisição das habilidades motoras compreende-
mos que elas são a base sobre a qual a criança desenvolve ou refina 
os padrões motores fundamentais e as habilidades motoras especiali-
zadas no estágio de transição. As crianças são capazes de explorar os 
potenciais motores do corpo, à medida que se movimentam no espaço 
e ampliando o controle sobre seus músculos através das experiências 
com a estabilidade e a instabilidade (GALLAHUE; DONNELLY, 2008).
Cada fase possui uma divisão de suas etapas denominada de 
Estágios, estes representam a evolução do desenvolvimento motor em 
cada fase na vida de criança, considerando uma faixa etária prevista. 
Destaca-se que a faixa etária não está determinada, ou seja, é uma 
idade presumível que poderá variar de acordo com cada criança, sua 
maturação e seu ambiente (PRZYLINSKI e QUARESMA, 2016).
Lopes et al. (2011) alertam que o papel do movimento para o 
desenvolvimento das crianças é, por vezes, muito subestimado; a falta 
de movimento pode não só restringir o corpo do seu desenvolvimento 
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motor, como também influenciar aspectos da personalidade como a per-
cepção, a cognição, o discurso, as emoções e o comportamento social. 
No contexto escolar, tradicional ou não, o aprendizado não 
pode impor se à educação pelo movimento; quando o professor se 
conscientizar de que a educação pelo movimento é uma peça primor-
dial da construção pedagógica para as dificuldades da aprendizagem, a 
atividade não ficará mais relegada ao segundo plano e poderá auxiliar 
nos problemas que cercam o sistema educacional (LE BOULCH, 1983).
O movimento humano é um meio educativo de ação positiva 
em relação às dificuldades da função psicomotora. Auxilia a formação 
do caráter e o desenvolvimento da capacidade de resolução das tarefas 
da vida cotidiana. Desta forma, o movimento é um dos mais importantes 
aspectos no desenvolvimento da personalidade. É um meio educativo de 
uma ação positiva diante de todas as dificuldades da ação psicomotora. 
O ato motor não é um processo isolado, mas sim, traduzido em 
reações fisiológicas; em comportamento exterior: palavras, movimen-
tos; respostas mentais afetivas cognitivas; produtos da conduta: olhar, 
desempenho (FARIAS 2009).
Ainda segundo essa mesma autora os argumentos que geral-
mente justificam a educação psicomotora nas escolas colocam em evi-
denciar seu papel na prevenção das dificuldades escolares. Segundo 
Le Boulch (1987), menosprezar a influência de um bom desenvolvimen-
to psicomotor, seria limitar a importância da educação do corpo e recair 
numa atitude intelectualista. 
Atualmente, ao inverso desta atitude, é de bom tom conferir à 
educação pelo movimento todas as virtudes no “desenvolvimento total” 
da pessoa. A educação pelo movimento deve ser utilizada para que as 
crianças adquiram a noção do seu esquema corporal e outras noções 
indispensáveis do seu desenvolvimento seguindo as etapas.
A função do professor é oferecer ao aluno condições de desen-
volver seu comportamento motor através da diversidade e complexida-
de de movimentos (VIEIRA, 2012).
É importante ressaltar que na psicologia do desenvolvimento 
e da aprendizagem, toda obra de Henri Wallon e de Jean Piaget colo-
cam em evidência o papel da atividade corporal no desenvolvimento de 
funções cognitivas. Wallon (1968) afirma que o pensamento nasce para 
retornar a ele. 
Piaget (1987, apud OLIVEIRA, 2000) diz que: “Mediante a ativi-
dade corporal a criança pensa, aprende, cria e enfrenta os problemas”. 
Assim a atividade motora e a mental passaram a ser vistas como ativida-
des intimamente em inter-relação, influenciando uma com a outra, atra-
vés de seus dois componentes essenciais, o sócio afetivo e o cognitivo. 
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A família, por sua vez, também é responsável pela apren-
dizagem da criança, já que os pais são os primeiros ensinantes e 
as atitudes destes diante das emergências de autoria do aprenden-
te, se repetidas constantemente, irão determinar a modalidade de 
aprendizagem dos filhos (PORTO apud FERNANDEZ, 2001).
A Psicomotricidade contribui de maneira expressiva para for-
mação do esquema corporal, o que facilitará a orientação espacial. Ela 
deve ser entendida e compreendida em sua integridade, pois o nosso 
corpo está presente em todas as situações, e é através do movimen-
to, que o ser humano participa do mundo manifestando suas intenções 
(DOS SANTOS e COSTA, 2008).
Nesse sentido, fica evidente que a psicomotricidade assim como 
a psicopedagogia caminham paralelamente, pois ambas contribuem para 
a prevenção do fracasso escolar considerando a criança em todos os 
aspectos, biológico, cognitivo, motor, emocional e social visando o desen-
volvimento global da criança (MENEZES E BRUNELLI, 2012).
Contudo, a educação pelo movimento na escola auxilia o pro-
fessor e o aluno na construção de valores necessários a conquistas 
cotidianas, pautando seu trabalho na transformação social, canalizando 
ações, efetivando os seus sonhos e seus direitos (FARIAS 2009).
Esta nova visão oferecida pela psicopedagogia vem ganhando 
espaço nos meios educacionais brasileiros e despertando cada vez mais, 
o interesse dos profissionais que atuam nas escolas. Embora a psicope-
dagogia tenha nascido com o objetivo de promover uma reeducação das 
crianças com problemas de aprendizagem, hoje ela se preocupa princi-
palmente com a prevenção do fracasso escolar (SCOZ, 1994).
O Psicopedagogo pode auxiliar a criança ao perceber que 
esta apresenta problemas de aprendizagem, que pode estar rela-
cionado com a sua parte motora, que por sua vez, pode ter sido 
alterada por um trauma na infância, pois, o dia a dia, vai forjar o seu 
futuro, ou ainda, a falta de afetividade por parte da família, pode 
implicar desvios psicomotores.
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aopedaletra.com/a-relacao-de-psicopedagogia-com-a-psicomotri-cidade-aspectos-psicopedagogicos-da-educacao-infantil
EVOLUÇÃO E CONCEITOS DA PSICOMOTRICIDADE
A Psicomotricidade é uma ciência que tem como objeto de es-
tudo o homem por meio do seu corpo em movimento e em relação ao 
seu mundo interno e externo, bem como suas possibilidades de perce-
ber, atuar, agir com o outro, com os objetos e consigo mesmo Socieda-
de Brasileira de Psicomotricidade (SBP).
O termo psicomotricidade surgiu no ano de 1870 e, se mo-
dificou, conforme os conceitos filosóficos, psicológicos, pedagógicos e 
sociais evoluíram. Desde então é considerado um termo utilizado para 
qualquer tipo de movimento organizado e integrado, que exprime em 
sua ação os aspectos motores, os afetivos e os cognitivos, resultantes 
da relação pessoal com meio (OLIVEIRA, 2010).
Para Negrine (1995), a psicomotricidade origina-se do termo 
psyché, que significa alma, e do verbo latino moto, que significa agitar 
fortemente. De acordo com a Sociedade Brasileira de Psicomotricidade 
(SBP), o termo Psicomotricidade é definido como a ciência que tem 
como objeto de estudo o ser humano por meio do seu corpo em movi-
mento e em relação ao seu mundo interno e externo, bem como suas 
possibilidades de perceber, atuar, agir com o outro, com objetos e con-
sigo mesmo. Considera-se ainda que, na psicomotricidade, o essencial 
é a intenção, a significação e a expressão do movimento que traduz o 
psiquismo individual Sociedade Brasileira de Psicomotricidade (SBP).
De acordo com Vayer (1986), a educação psicomotora é uma 
ação pedagógica e psicológica que utiliza os meios da educação física 
com o fim de normalizar ou melhorar o comportamento da criança. Se-
gundo Coste (1978), é a ciência encruzilhada, na qual se cruzam e se 
encontram múltiplos pontos de vista biológicos, psicológicos, psicanalí-
ticos, sociológicos e linguísticos. 
Saboya (1995) define a psicomotricidade como uma ciência 
que tem por objetivo o estudo do homem, através do seu corpo em 
movimento, nas relações com seu mundo interno e seu mundo externo. 
Para Ajuriaguerra (1970), é a ciência do pensamento através do corpo 
preciso, econômico e harmonioso. 
Barreto (2000) afirma que é a integração do indivíduo, utilizando, 
para isso, o movimento e levando em consideração os aspectos relacio-
nais ou afetivos, cognitivos e motrizes. É a educação pelo movimento 
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consciente, visando melhorar a eficiência e diminuir o gasto energético. 
Para Fonseca (2010), a Psicomotricidade, é entendida como o 
campo transdisciplinar que estuda e investiga as relações e as influências 
recíprocas e sistémicas, entre o psiquismo e o corpo, e, entre o psiquismo 
e a motricidade, emergentes da personalidade total, singular e evolutiva 
que caracteriza o ser humano, nas suas múltiplas e complexas manifes-
tações biopsicossociais, afetivo-emocionais e psicosócio cognitivas.
A Psicomotricidade contribui de maneira expressiva para a for-
mação e estruturação do esquema corporal e tem como objetivo prin-
cipal incentivar a prática do movimento em todas as etapas da vida de 
uma criança. Por meio das atividades, as crianças, além de se diverti-
rem, criam, interpretam e se relacionam com o mundo em que vivem. 
Por isso, cada vez mais os educadores recomendam que os jogos e as 
brincadeiras ocupem um lugar de destaque no programa escolar desde 
a Educação Infantil (LIMA; BARBOSA, 2007).
Segundo Barreto (2000), o desenvolvimento psicomotor é de 
suma importância na prevenção de problemas da aprendizagem e na 
reeducação do tônus, da postura, da direcionalidade, da lateralidade e 
do ritmo. 
 A abordagem da Psicomotricidade permite a compreensão da 
forma como a criança toma consciência do seu corpo e das possibilida-
des de se expressar por meio dele. A educação psicomotora, para ser 
trabalhada, necessita que sejam utilizadas as funções motoras, percep-
tivas, cognitivas, afetivas e sócias motoras, pois assim a criança explora 
o ambiente, realiza experiências concretas e é capaz de tomar consci-
ência de si mesma e do mundo que a cerca (LIMA; BARBOSA, 2007).
Le Boulch (apud OLIVEIRA, 2010) divide o desenvolvimento psi-
comotor em três fases: corpo vivido, corpo percebido ou descoberto e cor-
po representado. Cada uma destas fases é determinada pela aquisição 
gradual e melhoramento de habilidades obtidas nas fases anteriores. Todo 
o desenvolvimento psicomotor acima descrito só é possível devido à exis-
tência de um processo de maturação do sistema nervoso central (SNC).
O Psicomotricista é o profissional que age na interface 
saúde, educação e cultura, avaliando, prevenindo, cuidando e pes-
quisando o indivíduo na relação com o ambiente e processos de 
desenvolvimento, tendo por objetivo atuar nas dimensões do es-
quema e da imagem corporal em conformidade com o movimento, 
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a afetividade e a cognição.
Le Boulch (1983, p.45), distingue as etapas na estruturação do 
esquema corporal, visando um melhor conhecimento de sua evolução, 
conforme relacionadas abaixo: 
Fase do Corpo Vivido: Esta fase segue o desenvolvimento da 
criança até aos três anos de idade. Os três primeiros meses caracteri-
zam-se por uma ação motora reflexa, instintiva, que progressivamente 
vai sendo substituída por uma fase de experiências e de manipulações 
dos objetos que a rodeiam. Com a maturação do SNC, a criança já é 
capaz de atividade espontânea, aprendendo a manipular objetos, a se-
gurá-los e é também a fase em que começa a andar, adquirindo domínio 
postural. Utiliza a imitação das pessoas que a rodeiam, ajustando e 
coordenando a sua ação, permitindo-lhe fazer descobertas e compre-
ender melhor o seu envolvimento. Nesta fase, a criança toma também 
noção das partes do seu corpo, conseguindo diferenciar-se do que a 
rodeia pelo que podemos dizer que a criança começa a mostrar sinais 
de compreender a imagem do corpo. 
Fase do Corpo Percebido ou Descoberto: Trata-se de uma fase 
que se prolonga até aos sete anos de vida da criança, sendo que nesta 
fase esta adquire cada vez maior controlo e domínio sobre o corpo. Torna-
-se mais coordenada em termos de movimentação e tem em conta os es-
paços que a rodeiam. Nesta fase, a criança já ajusta os seus movimentos 
tonicoposturais ao espaço e às características dos objetos que manipula, 
conseguindo também controlar quer o movimento, quer a força que em-
prega sobre os objetos. As noções corporais tornam-se também e gradual-
mente mais precisas e a criança é capaz de se autorrepresentar por meio 
do desenho. O conhecimento mais aprofundado do corpo permite que a 
criança tome consciência da sua posição corporal relativamente ao espa-
ço e aos objetos que a rodeiam, facilitando o desenvolvimento da noção 
de espaço em todas as suas vertentes temporal e lateralização. Assim, a 
criança apropria-se do espaço e do que nele se encontra, no seu tempo, 
e consegue ao mesmo tempo elaborar representações mentais de tudo o 
que a rodeia, tendo como referência o seu corpo (OLIVEIRA, 2010). 
Fase do Corpo Representado: Esta terceira e última fase en-
quadram-se entre os sete e os doze anos de idade, altura em que a 
criança descentraliza a sua atenção relativamente ao seu corpo, para 
ganhar percepção de pontos de referência externos ao mesmo. A repre-
sentação mental que a criança possui do seu corpo inclui, nesta fase, 
o movimento e a representação da figura humana, mas com um maior 
número de detalhes e podendo, inclusivamente, expressar emoções e 
sentimentos. Por volta dos doze anos, a criança adquire a noção de 
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perspectiva, a noção de conservação de distâncias, quantidades e for-
mas e adquire ainda uma capacidade de antecipação que lhe permite 
organizar e programar mentalmente as suas ações.Para Gonçalves (2004), as fases do desenvolvimento psico-
motor levam em conta não somente os aspectos da maturação neuro-
lógica, mas também o resultado de um processo relacional. Para ele 
motricidade pode ser organizada nas seguintes fases: 
• 1ª fase: a primeira fase é caracterizada pela estruturação mo-
tora, do tônus de fundo, e do não aparecimento das reações primitivas. 
• 2ª fase: nesta fase, através das relações sociais há o aperfei-
çoamento do espaço temporal. 
• 3ª fase: através da ação do sujeito, as aquisições motoras 
serão automatizadas.
Para Jean Piaget existem quatro períodos básicos para o de-
senvolvimento infantil, sendo eles, período sensório-motor; pré-opera-
cional; operacional-concreto e formal (SOUZA; OLIVEIRA, 2013). 
- Período sensório-motor: nesta fase, iniciam-se os primeiros 
indícios de desenvolvimento motor do bebê, e para que este se de-
senvolva, necessita de uma constante estimulação tanto interna quanto 
externa, esta fase vai desde o nascimento até dois anos de idade. 
- Período pré-operacional: esta fase se inicia dos dois anos até 
seis anos de idade, e é conhecida como um período simbólico, onde existe 
um desenvolvimento cognitivo em que a criança pode pensar em símbolos, 
assim a criança passa a agir e a refletir sobre suas ações. Nessa fase, a 
criança desenvolve seus músculos abdominais, tronco, braços e pernas. 
- Período operacional-concreto: esta fase vai dos seis anos até 
os doze anos de idade. Nesse estágio, a criança adquire o esquema 
das operações (soma, multiplicação, subtração e divisão). A criança é 
capaz de superar a mudança imediata, ou seja, adquiri o esquema da 
conservação e a constância dos objetos. 
- Período formal: este estágio acontece dos doze anos em dian-
te. É possível nesse período, aprender a respeito das ideias. A criança 
começa a pensar sobre coisas imaginárias, e torna-se capaz de buscar 
a resposta para um problema. Absorve uma lógica dedutiva, desenvol-
vendo o pensamento formal. 
Contudo, a partir do reconhecimento de cada um desses es-
tágios do desenvolvimento cognitivo, fica mais claro e permite ao edu-
cador um olhar mais atento para o ser em construção, que é a criança, 
tornando suas práticas psicomotoras mais fáceis de serem aplicadas.
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• Áreas de atuação do Psicomotrista:
Educacional, Institucional e Clínica.
• Eixos de Atendimento Educacional: Ensino básico e en-
sino superior, incluindo educação especial e outras modalidades;
- Hospitalar;
- UTI, ambulatórios, enfermarias e brinquedotecas;
- Empresarial;
- Ergomotricidade;
- Psicomotricidade aquática;
- Terapia psicomotora;
- Saúde mental;
- Gerontopsicomotricidade.
A prática psicomotora se dá de forma Individual ou em grupo, da 
concepção à terceira idade, compreendendo as necessidades de adapta-
ção sensoriais, sociais, comportamentais e de crescimento pessoal.
PSICOMOTRICIDADE E SUAS CONTRIBUIÇÕES PARA O DESEN-
VOLVIMENTO INFANTIL
A primeira infância corresponde do 0 (zero) aos 6 (seis) anos 
de idade, sendo este um período de extrema importância na vida da 
criança, pois diz respeito ao início do seu desenvolvimento físico, emo-
cional e social (ALMEIDA, 2013). 
É nesta altura que a autonomia, a socialização, a capacidade 
de ver o mundo e explorá-lo tornam-se objetivos educativos, procuran-
do-se assim desenvolver estas competências na criança. Todas estas 
vivências nos primeiros anos de infância vão ter reflexo na vida adulta. 
Os psicólogos afirmam que muito do nosso sucesso ou fracas-
so enquanto adultos está ligado a experiências que tivemos na primeira 
infância e, quanto mais tivermos em conta as necessidades básicas das 
crianças nesta idade, maiores são as hipóteses de formarmos adultos 
seguros e confiantes (MONTEIRO; SILVA, 2015).
O movimento é a primeira manifestação na vida do ser humano, 
pois desde a vida intrauterina realizam-se movimentos com o corpo, no 
qual vão se estruturando e exercendo enormes influências no compor-
tamento. Sendo assim, considera-se que a psicomotricidade é um ins-
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trumento riquíssimo que auxilia a promover preventivos de intervenção, 
proporcionando resultados satisfatórios em situações de dificuldades no 
processo de ensino aprendizagem (DOS SANTOS e COSTA, 2008). 
A psicomotricidade promove ações terapêuticas e educativas e 
tem papel importante no desenvolvimento neuropsicológico das crian-
ças. A idade dourada da psicomotricidade está situada desde o nas-
cimento até os oito ou nove anos de idade, constituindo-se em uma 
necessidade no processo educativo desta fase da vida, já que busca a 
integração de interações cognitivas, emocionais, afetivas, simbólicas e 
físicas na capacidade do indivíduo de ser e atuar em um contexto psi-
cossocial (MACRI, 2014; PIEG e VAYER, 1971). 
Conforme afirma Negrine (2003), para atuar na Educação Infantil, 
o profissional necessita ter ampla compreensão das teorias que tratam do 
desenvolvimento humano, necessita saber quais as diferenças entre umas 
e outras, mas antes de tudo necessita formar convicções que lhe permita 
relacionar a teoria que adota com a prática pedagógica que oferece através 
de suas ações. Ou quem sabe ao contrário, necessita refletir sobre a práti-
ca que adota para compreender melhor a teoria que a sustenta.
O desenvolvimento psicomotor se processa de acordo com a 
maturação do sistema nervoso central, assim a ação do brincar não 
deve ser considerada vazia e abstrata, pois é dessa forma que a criança 
capacita o organismo a responder aos estímulos oferecidos pelo ato de 
brincar, manipular a situação será uma maneira eficiente de a criança 
ordenar os pensamentos e elaborar atos motores adequados à requisi-
ção (VELASCO, 1996, p.27).
Assim, é necessário compreender que, o desenvolvimento psi-
comotor acontece num processo conjunto de todos os aspectos (motor, 
intelectual, emocional e expressivo), dividindo-se em duas fases: primeira 
infância (0 a 3 anos) e segunda infância (3 a 7 anos), complementando-se 
maturacionalmente por volta dos 8 anos de idade (BUENO, 1998, p. 19).
A psicomotricidade se dá através de ações educativas de mo-
vimento espontâneo e atitudes corporais da criança, proporcionando-lhe 
uma imagem do corpo contribuindo para a formação de sua personalida-
de. É uma prática pedagógica que visa contribuir para o desenvolvimento 
integral da criança no processo de ensino-aprendizagem, favorecendo os 
aspectos físicos, mental, afetivo-emocional e sociocultural, buscando es-
tar sempre condizente com a realidade dos alunos (LE BOULCH, 1992).
Kyrillos e Sanches (2004, p.154), completam dizendo que na Edu-
cação Infantil começamos a exploração intensa do mundo, das sensações, 
das emoções, ampliando estas vivências como movimentos mais elabora-
dos. A linguagem corporal começa então, a ser substituída pela fala e pelo 
desenho, no entanto, é essencial que continue sendo explorada. 
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O trabalho com movimentos e ritmos, de grande relevância 
para a organização das descobertas feitas, torna-se mais sofisticado. 
Nesta etapa, a atenção é voltada para o desenvolvimento do equilíbrio 
e de uma harmonia nos movimentos.
Mendonça (2004, p.25), cita que o desenvolvimento psicomotor 
quando acontece harmoniosamente, prepara a criança para uma vida social 
próspera, pois, já domina seu corpo e utiliza-o com desenvoltura, o que torna 
fácil e equilibrado seu contato com os outros. As reações afetivas e as apren-
dizagens psicomotoras estão interligadas. A psicomotricidade é abrangente 
e pode contribuir de forma plena para com os objetivos da educação.
A estimulação através de atividades psicomotoras, desde o iní-
cio, pelo educador, contribuirá para a maturação da criança, nodecorrer 
do seu desenvolvimento, do ponto de vista linguístico, socioafetivo, lógi-
co-matemático, pois a escola representa o primeiro contato com o mun-
do, com colegas e professores que influenciarão na sua formação. “A fim 
de que essa função se efetive na prática, o trabalho pedagógico precisa 
se orientar por uma visão das crianças como seres sociais, indivíduos 
que vivem em sociedade, cidadãs e cidadãos” (KRAMER, 1999, p.19).
Hoje, a Psicomotricidade no que se refere à Educação Infantil, 
dá espaço para uma nova perspectiva principalmente quando se trata do 
desenvolvimento global da criança. A estimulação de atividades corporais 
propicia experiências que favorecerão a motricidade fina, é esta que au-
xiliariam os alunos que apresentam ritmo normal e os de aprendizagem 
lenta a vencer melhores os desafios em todo o processo de alfabetização. 
Acesse: https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/ar-
tigos/biologia/psicomotricidade-no-desenvolvimento-infantil/48175
Ao proporcionar as condições de desenvolver capacidades 
básicas, haverá um aumento no potencial motor da criança, sendo o 
movimento o meio de atingir aquisições mais elaboradas, como as inte-
lectuais, auxiliando a sanar as dificuldades advindas das dificuldades na 
psicomotricidade (FONTANA, 2012).
Contudo, a psicomotricidade busca conhecer o corpo nas suas 
relações, transformando-o num instrumento de ação. Este corpo pensado 
como objeto, marcado por uma mente que pensa. A evolução da psicomo-
tricidade no homem se dá de forma natural. Ela auxilia e capacita melhor o 
aluno para uma melhor assimilação da aprendizagem escolar. O corpo e o 
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movimento constituem alicerces para o desenvolvimento da criança.
O fato de que cantar e/ou ouvir música, e até mesmo dan-
çar com as crianças promove benefícios que vão além do conten-
tamento e alegria dos alunos. A música beneficia e soma o desen-
volvimento em todos os aspectos, sejam eles o físico, cognitivo, 
social e motor. Sendo assim uma ferramenta perfeitamente apli-
cada à Psicomotricidade, porque ganha uma seriedade para o am-
biente psicopedagógico, especialmente quando é aliada ao traba-
lho psicomotor que a música é capaz de realizar.
No campo da Psicomotricidade, a relação, a vivência corporal 
e a linguagem simbólica são imprescindíveis. A psicomotricidade per-
mite à criança a viver e atuar no seu desenvolvimento afetivo, motor e 
cognitivo (DOS SANTOS e COSTA, 2008). 
Nesse contexto e com essas finalidades, propõe-se que a psico-
motricidade na educação infantil, longe de ser um método ou uma receita, 
subsidie, através da relação pedagógica, a oferta qualitativa do ensino 
em suas dimensões linguística, pessoal e cognitiva. Pensar o ensino e a 
aprendizagem em termos da relação pedagógica implica admitir a com-
plexidade da situação da sala de aula e considerar as questões de ensino 
de um ponto de vista dinâmico (CORDEIRO, 2009, p. 98).
É imprescindível que a criança passe por todas as etapas 
de seu desenvolvimento. Cada fase tem sua importância, como por 
exemplo, após aprender a sentar automaticamente passar pela fase 
de caminhar sem apresentar a fase de engatinhar, deixando de aper-
feiçoar a força nos músculos superiores e de equilibrar as escápulas.
Existem várias atividades psicomotoras propostas para 
auxiliar no desenvolvimento da criança, algumas propostas são 
atividades lúdicas e de recreação como: dar cambalhotas equili-
brar-se em um pé só e caminhar sobre uma linha no chão. Ativida-
des que auxiliam no desenvolvimento motor e afetivo e nas rela-
ções da criança com o mundo.
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QUESTÕES DE CONCURSOS
QUESTÃO 1
Ano: 2022 Banca: AMAUC Órgão: Prefeitura de Concórdia - SC Pro-
va: Professor – Educação Especial 
A Sociedade Brasileira de Psicomotricidade, em 2010, definiu a "Psi-
comotricidade" como: "Ciência que tem por objetivo o estudo do 
homem através do seu corpo em movimento, nas relações com seu 
mundo interno e externo". Nessa dimensão, analise as assertivas:
I. Estudiosos da Psicomotricidade atestaram ter sido ela a primeira 
ciência que abordou e incluiu o desenvolvimento afetivo, cognitivo 
e social.
II. A Psicomotricidade está relacionada ao processo de maturação, 
sendo o corpo a origem das aquisições cognitivas, afetivas e or-
gânicas.
III. A Psicomotricidade é sustentada por três conhecimentos bási-
cos: o movimento, o intelecto e o afeto. 
IV. Estudos sobre Psicomotricidade comprovaram sua prioridade 
pelo equilíbrio motor.
Estão CORRETAS:
a) Apenas I, II e III;
b) I, II, III e IV;
c) Apenas I, II e IV;
d) Apenas I e II;
e) Apenas II e IV.
QUESTÃO 2
Ano: 2020 Banca: Instituto UniFil Órgão: Prefeitura de Cunha Porã 
- SC Prova: Professor – Educação Física
Com base nos estudos sobre a Psicomotricidade, informe se é ver-
dadeiro (V) ou falso (F) para o que se afirma e assinale a alternativa 
que apresenta a sequência correta.
( ) A Psicomotricidade é a ciência que estuda o homem, através de 
seu corpo em movimento relacionando-se ao mundo, tanto pelo 
interno quanto pelo externo.
( ) A Psicomotricidade é um conjunto de conhecimentos que permi-
tem o desenvolvimento do ato motor humano.
( ) Os três conhecimentos básicos da psicomotricidade são: movi-
mento, corpo e crescimento.
( ) A Psicomotricidade é definida como o Estudo dos Movimentos 
Humanos.
a) V-V-V-V.
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b) F-V-F-V.
c) V-V-F-F.
d) F-F-F-V.
QUESTÃO 3
Ano: 2020 Banca: Quadrix Órgão: CFP Prova: Psicologia – Psico-
motricidade 
Existem diferenças entre a psicomotricidade funcional e a psicomotri-
cidade relacional. Acerca desse tema, assinale a alternativa incorreta.
a) Na psicomotricidade funcional, a criança depende das escolhas feitas 
pelo profissional e raramente tem contato corporal.
b) Na psicomotricidade funcional, as atividades são dirigidas pelo psico-
motricista, em um enfoque dualista.
c) Na psicomotricidade relacional, o brincar é livre, buscando um prazer 
no movimento.
d) Na psicomotricidade relacional, o psicomotricista precisa ter uma 
formação pessoal consolidada e uma postura ativa e influente sobre o 
processo nas sessões.
e) Na psicomotricidade relacional, há o contato corporal, a apresenta-
ção de diversos modelos motores e o contato com outros profissionais 
envolvidos com a criança.
QUESTÃO 4
Ano: 2021 Banca: OMINI Órgão: Prefeitura de Miguelópolis - SP 
Prova: Professor de Educação Básica – II Ed. Física
Julgue os itens a seguir:
I. O homem através do seu corpo em movimento que se relaciona 
com o seu mundo externo e interno é o objeto de estudo dessa 
ciência denominada Psicomotricidade. Está relacionada ao pro-
cesso maturacional, onde a origem das aquisições afetivas, cogni-
tivas e orgânicas é o corpo. Três conhecimentos básico dão base a 
psicomotricidade: o movimento, o intelecto e o afeto. O movimento 
integrado e organizado é o que traduz a Psicomotricidade, em fun-
ção de experiências vividas pelo sujeito cuja ação é resultante de 
sua individualidade, sua linguagem e sua socialização. 
II. Em aulas de Educação Física na educação infantil, a psicomotri-
cidade é abordada restritamente como forma curativa, pode evitar 
diversos tipos de problemas na fase de alfabetização, como tam-
bém a falta de concentração.
Assinale a alternativa CORRETA: 
a) Os dois itens são verdadeiros.
b) O item I é verdadeiro e o II é falso.
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c) O item II é verdadeiro e o I é falso.
d) Os dois itens são falsos.
QUESTÃO 5
Ano: 2021 Banca: Alternativa Concursos Órgão: Prefeitura de Es-
perança do Sul – RS Prova: Professor de Ed. Física
Os aspectos metodológicos que envolvem a Educação Física não 
diferem substancialmentedos que envolvem as demais áreas do 
conhecimento. Historicamente, o ensino da Educação Física vem 
buscando organizar abordagens metodológicas e pedagógicas, 
que visem atender às exigências que permeiam o ensino, como por 
exemplo: a Desenvolvimentista, a Construtivista, abordagens Críti-
cas (OLIVEIRA, 1997) e a Psicomotricista. No texto supracitado, é 
mencionada uma importante abordagem metodológica e/ou peda-
gógica, para a Educação Física, a abordagem Psicomotricista, que 
contribui significativamente para o desenvolvimento infantil. Diante 
do exposto, refere-se a abordagem Psicomotora/Psicomotricista:
a) Na abordagem Psicomotora, a intenção é a construção do conheci-
mento por meio da interação do sujeito com o mundo. Para cada crian-
ça, a construção desse conhecimento exige elaboração, ou seja, uma 
ação sobre o mundo, sendo o conhecimento, nessa abordagem, cons-
truído durante toda a vida.
b) A abordagem Psicomotora não tem função social de ordenar a refle-
xão pedagógica do aluno, de forma a pensar a realidade social, desen-
volvendo determinada lógica imposta pela sociedade capitalista, a partir 
de uma prática inserida no contexto e no currículo escolar.
c) Na abordagem psicomotora, deve-se desenvolver nos sujeitos, os as-
pectos cognitivos, afetivos e psicomotores, visando garantir a formação 
integral do educando, aliando todos os presentes aspectos, ao movi-
mento humano.
d) A abordagem psicomotora tem como seu principal enfoque, unica-
mente as habilidades motoras, que servem de base para a resolução 
de problemas cotidianos, promovendo possibilidades de adaptação a 
novas situações ao ambiente no qual o sujeito está inserido.
e) A abordagem psicomotora fundamenta-se nos princípios filosóficos 
em torno do ser humano, como identidade e valor, ressaltando um cres-
cimento voltado de dentro para fora.
QUESTÃO DISSERTATIVA – DISSERTANDO A UNIDADE
Em visita a uma creche da rede Municipal do interior de São Paulo para 
realização de uma prática curricular durante a graduação, constatei a 
presença marcante da contenção de movimentos impostos às crianças 
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pela professora. Essas eram mantidas sentadas, próximas á parede, 
não podiam se mexer sem a autorização, e caso alguma criança não 
cumprisse a ordem, era repreendida com severidade. 
Visando garantir a ordem e a harmonia, algumas práticas pedagógicas 
procuram limitar o movimento, impondo rígidas restrições corporais às 
crianças.
Tendo como base o texto acima, no qual é relatada uma falha cometida 
pela professora ao limitar o Movimento em seus alunos, redija um texto 
dissertativo abordando os seguintes aspectos:
a) Qual a importância do Movimento no desenvolvimento infantil?
b) Como os pais e professores podem mediar o acesso da criança ao 
Movimento?
TREINO INÉDITO
De acordo com Gallahue e Ozmun (2001) processo de desenvolvi-
mento motor, uma criança entre 7 e 10 anos estaria em qual estágio:
A) Estágio elementar da fase motora fundamental.
B) Estágio maduro da fase motora fundamental.
C) Estágio de pré-controle da fase rudimentar.
D) Estágio transitório da fase motora especializada.
NA MÍDIA 
A IMPORTÂNCIA DA PSICOMOTRICIDADE NO DESENVOLVIMEN-
TO INFANTIL
Quando olhamos rápido, um ser vivo pode parecer algo simples — mas 
cada organismo tem inúmeras complexidades, e o do ser humano en-
tão, nem se fala! Para que estejamos apenas existindo, são inúmeros 
os sistemas que precisam conversar entre si, e tudo isso é potencializa-
do enquanto uma criança está crescendo.
A psicomotricidade é a ciência que estuda o indivíduo se concentrando 
especificamente no corpo em movimento e sua relação com o interno e 
o externo, ou seja, tanto com o seu desenvolvimento emocional e cog-
nitivo quanto com o mundo à sua volta. 
Segundo a Associação Brasileira de Psicomotricidade, por meio dessa 
área busca-se enxergar o ser humano de maneira holística, de forma a 
integrar todas as suas funções cognitivas e motoras e pensar em como 
desenvolvê-las conjuntamente. 
Fonte: Amigo Panda
Data: 01 abr. 2021. 
Leia a notícia na íntegra: 
https://blog.amigopanda.com.br/a-importancia-da-psicomotricidade/
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NA PRÁTICA
UMA PRÁTICA FÍSICA QUE ESTIMULA A PRÁTICA MENTAL
A palavra Psicomotricidade pode ser dividida em: psi = emoção; cog 
= cognição; motric = movimentos humanos, ou seja, uma depende da 
outra, a afetividade e a aprendizagem ligadas uma à outra, interagindo 
de forma simples e correta, adequando-se às necessidades e desempe-
nhando papéis interligados será alcançado um bom resultado.
Coordenação motora, Psicomotricidade, alfabetização e letramento são 
termos que todo professor de Educação Básica precisa conhecer e do-
minar, afinal um estabelece relação com o outro, porém poucos execu-
tam algumas práticas que melhoram a atividade mental da criança des-
de o seu primeiro contato com a educação ou com a escola, no caso a 
Psicomotricidade é uma prática que melhora e aperfeiçoa o desenvolvi-
mento cognitivo e efetivo de uma criança. Poucos sabem e consideram 
essa prática como ludicidade, deixando de dar a importância necessária 
no processo de desenvolvimento.
Fonte: Educação Pública CECIERJ
Data: 30 ago. 2022. 
Leia a notícia na íntegra: 
https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/22/32/psicomotricidade-
-uma-pratica-fisica-que-estimula-a-pratica-mental
PARA SABER MAIS
Filme sobre o assunto: O Começo da Vida (2016)
Acesse o link: https://neurosaber.com.br/qual-e-a-idade-da-primeira-in-
fancia/
http://www.abpp.com.br/ 
Saiba mais: https://www.youtube.com/watch?v=EF66FTd1hLM
Filme sobre o assunto: Como Estrelas na Terra: Toda Criança é Espe-
cial (2007).
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OS ELEMENTOS E DESENVOLVIMENTO DE CADA ELEMENTO PSI-
COMOTOR
A evolução psicomotora favorece o desenvolvimento funcional de 
todo o corpo e suas partes. Os elementos psicomotores estão divididos em 
sete fatores: tonicidade, equilíbrio, lateralidade, noção corporal, estrutura-
ção espaço/temporal, praxia global e praxia fina (FONSECA, 1995).
Dentre os sete fatores apresentados, a tonicidade é a base 
fundamental da psicomotricidade, tendo um papel fundamental no de-
senvolvimento motor, garantindo às atitudes, a postura, as mímicas, 
as emoções, de onde emergem todas as atividades motoras humanas 
(FONSECA, 1995). 
Já o equilíbrio, refere-se à capacidade de sustentar a estabili-
PRESSUPOSTOS E APLICAÇÕES
DA PSICOMOTRICIDADE
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dade do corpo, mesmo quando o centro de gravidade é desviado, com 
finalidade de adaptar-se às necessidades em situações de deslocamen-
tos ou não (FERREIRA; LIMA, 2007).
O terceiro fator é a lateralidade, que segundo Oliveira (2000), é 
a propensão que o ser humano possui para utilizar, preferencialmente, 
um lado do corpo mais do que o outro, sendo observada em relação à 
mão, pé, olho e audição. Isso significa que existe dominância de um dos 
lados, o qual apresenta mais força muscular, precisão e rapidez, além 
de iniciar e executar as ações, o lado não dominante é utilizado como 
auxílio ao dominante e na manutenção do equilíbrio corporal.
A noção de corpo é representada como sendo o atlas do corpo, 
ou seja, é uma verdadeira composição de memória que a criança tem 
de todas as partes do corpo (FONSECA, 1995).
Tônus Muscular: Você sabia que o estado de semi-contra-
ção, de contração parcial normal no qual os músculos se encontram 
constantemente é considerado tônus muscular? O tônus é causado 
por estímulos nervosos, sendo um processo totalmente inconscien-
te, que mantém os músculosem alerta para entrar em ação.
A capacidade de orientar-se adequadamente no espaço e no 
tempo, trata-se de um fator ligado ao desenvolvimento psicomotor conhe-
cido como estrutura espaço temporal. É um dado importante para uma 
adaptação favorável do indivíduo ao meio ambiente, pois permite a ele 
não só se deslocar e reconhecer-se no espaço, mas também dar sequên-
cia aos seus gestos, localizando e utilizando as partes do corpo, coorde-
nando e organizando suas atividades de vida diária (FERREIRA, 2001).
O sexto e sétimo fatores dizem respeito à praxia que tem por de-
finição a capacidade de realizar a movimentação voluntária pré-estabele-
cida com forma de alcançar um objetivo. A praxia global está relacionada 
com a realização e a automação dos movimentos globais complexos, e 
que exigem a atividade conjunta de grandes grupos musculares (FON-
SECA, 1995). Já a praxia fina é a capacidade de realizar movimentos 
coordenados utilizando pequenos grupos musculares das extremidades, 
compreendendo todas as tarefas motoras finas (FONSECA, 1995).
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A Psicomotricidade está presente em todas as etapas do 
desenvolvimento infantil, destacando as estreitas ligações entre a 
motricidade, a intelectualidade e a afetividade sendo, portanto, uma 
educação global que procura educar o movimento, desenvolvendo 
juntamente as funções cognitivas e envolvendo também a emoção.
“A finalidade da educação psicomotora é promover, atra-
vés de uma ação pedagógica, o desenvolvimento de todas as po-
tencialidades da criança, objetivando o equilíbrio biopsicossocial" 
(NEGRINE, 1986).
A identificação e o estudo destes fatores em crianças e ado-
lescentes são de fundamental importância para o acompanhamento de 
seu desenvolvimento motor, afetivo e psicológico, visto que nesta fase 
da vida as habilidades motoras estão mais sensíveis às alterações.
Sendo assim os Elementos Psicomotores podem ser desenvol-
vidos da seguinte forma (SERAFIM; SEABRA, 2011):
- Motricidade Fina
• Massinha: ao manipularem, as crianças descarregam sua an-
siedade e seus temores, além de trabalhar a coordenação motora fina.
• Atividades de recortar: além de contribuem para o desenvolvi-
mento cognitivo, trabalha a motricidade fina, colaborando também para 
a melhora da gráfica.
• Bolinhas de gude: são ótimas para treinar a contagem de ob-
jetos e trabalhar a comparação de quantidade, desenvolve também, a 
coordenação motora.
• Manipulação de objetos com os olhos vendados e verbaliza-
ção de seus atributos: trabalha representação mental, e discriminação 
de estímulos táteis.
- Motricidade Global
• Pular corda: estimula além da motricidade global, a agilidade, 
raciocínio, organização espacial e temporal, cooperação, memória e la-
teralidade.
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• Amarelinha: estimula além da motricidade global, o equilíbrio, 
agilidade, mira e organização espacial.
• Queimada: brincadeira bem completa, podendo ser utilizada 
para estimular todos os elementos psicomotores. Material: uma bola 
macia e giz para marcar a quadra.
• Pega-pega: estimula além da motricidade global, a organiza-
ção espaço/ temporal, agilidade.
- Equilíbrio
• Pega-pega Saci: é uma variação do pega-pega, porém, focan-
do estimular o equilíbrio, fazendo com que a criança corra com um pé só.
• Pula Sela: estimula além do equilíbrio, agilidade, motricidade 
global, resistência, força, socialização e organização espaço/temporal.
• Perna de Pau: estimula além do equilíbrio, a organização es-
paço/temporal.
• Corrida de saco: estimula além do equilíbrio, agilidade e mo-
tricidade global.
- Esquema Corporal e Rapidez
• Mímica: estimula além do esquema corporal, a imaginação, 
criatividade e memória.
• Dançar em frente ao espelho: estimula além do esquema cor-
poral e rapidez, a noção de lateralidade, raciocínio e motricidade global.
• Morto-vivo: estimula além do esquema corporal e rapidez, a 
organização temporal, expressão corporal e atenção.
• Estátua: estimula além do esquema corporal e rapidez, a aten-
ção, concentração, equilíbrio, criatividade, linguagem corporal, resistência.
• Batata Quente: estimula além do esquema corporal e rapidez, 
a motricidade global, atenção, agilidade, socialização e organização es-
paço/temporal.
- Organização Espacial
• Cabra-cega: estimula além da organização espacial, a agili-
dade, atenção, noção de espaço.
• Coelhinho sai da toca: estimula além da organização espa-
cial, socialização, agilidade e organização temporal.
• Nunca três: é uma variação do pega-pega, porém, focando 
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estimular a organização espacial, agilidade e atenção.
• Acerte o alvo: estimula além da organização espacial, a orga-
nização temporal, motricidade fina e atenção.
- Linguagem/Org. Temporal
• Brincadeiras que envolvam: dias, meses, números, horas, ou 
seja, que estimule a consciência ações de tempo.
• Ritmo: estimula além da linguagem e organização temporal, a 
percepção auditiva, raciocínio e atenção.
• Boliche: estimula além da organização temporal, a percepção 
viso motora, motricidade fina, organização espacial e atenção.
• Bambolê: estimula além da organização temporal, ritmo, co-
ordenação motora, equilíbrio e agilidade.
A Psicomotricidade é o controle mental sobre a expressão 
motora. Objetiva obter uma organização em que pode atender de 
forma consciente e constante as necessidades do corpo.
Esse tipo de educação é justificado quando qualquer de-
feito localiza o indivíduo à margem das normas mentais, fisiológi-
cas, neurológicas ou afetivas. É também, a percepção de um estí-
mulo, interpretação deste e elaboração de uma resposta adequada 
(SKINNER, 1978).
INTERVENÇÃO E REEDUCAÇÃO PSICOMOTORA
De acordo com Dunst (2007), a intervenção precoce pode ser 
definida como o conjunto de serviços, apoios e recursos necessários 
para dar resposta tanto às necessidades específicas de cada criança, 
como às necessidades das suas famílias, tendo como objetivo a pro-
moção do desenvolvimento da criança. Inclui assim, atividades e opor-
tunidades com vista a incentivar a aprendizagem e o desenvolvimento 
da criança, assim como o suporte e apoios às famílias para que elas 
tenham um papel ativo neste processo (DUNST & BRUDER, 2002).
Segundo Cavalari e Garcia (2010), o principal objetivo da inter-
venção é desenvolver o potencial dos alunos, respeitando suas capa-
cidades dentro do processo de ensino aprendizagem, proporcionando 
atividades que possam servir de ferramenta de ação no apoio ao desen-
volvimento da aprendizagem.
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É neste sentido, que tendo em conta que o desenvolvimento e 
as aprendizagens precoces estabelecem alicerces para um desenvolvi-
mento posterior de comportamentos e competências mais complexas, a 
intervenção psicomotora numa perspectiva preventiva pretende poten-
cializar, estimular e maximizar o desenvolvimento, adequando e adap-
tando as capacidades da criança de ser, estar e de agir consigo mesmo 
e com o envolvimento (FONSECA, 2005).
A Psicomotricidade é uma área de estudo transdisciplinar que 
consiste numa intervenção feita por mediação corporal e expressiva, 
na qual o psicomotricista estuda e compensa a expressão motora ina-
dequada ou inadaptada, em diversas situações, que podem estar rela-
cionadas com problemas de desenvolvimento e de maturação psico-
motora, de comportamento, de aprendizagem e de âmbito psicoafetivo 
(Associação Portuguesa de Psicomotricidade (APP), 2012).
A intervenção psicomotora inclui estratégias e atividades de 
desempenho motor, acrescentando a dimensão psicológica, relacional 
e afetiva (ALMEIDA, 2013).
Uma das propostas essenciais dapsicomotricidade é de pro-
porcionar situações à criança onde passa a ser concebida como um ser 
ativo, em desenvolvimento com potencial para se superar e criar possi-
bilidades e novos comportamentos para a sua própria auto-organização 
(MACHADO e TAVARES, 2010).
As sessões de psicomotricidade decorrem num lugar de jogo, 
de prazer, de desejo, de regulação tónica e de simbolização, envolven-
do todas as suas várias áreas dinâmicas, corporal, psicomotora, per-
ceptiva, emocional, afetiva, linguística, sociomotora, cognitiva e cultural. 
Todas elas serão estruturantes da consciência da criança, como pessoa 
em desenvolvimento (ONOFRE, 2004).
Pode desenvolver-se em diferentes contextos, como o con-
texto hospitalar, escolar, institucional e familiar. Apresenta segundo a 
Associação Portuguesa de Psicomotricidade (APP) três vertentes de 
intervenção: ao nível preventivo, visa à promoção e estimulação do de-
senvolvimento; ao nível educativo, pretende-se estimular o desenvolvi-
mento psicomotor e o potencial de aprendizagem; e no âmbito reedu-
cativo ou terapêutico, quando o desenvolvimento motor, psicoafetivo ou 
quando o potencial de aprendizagem está comprometido. 
Quanto à intervenção psicomotora no contexto escolar, segun-
do Barros (2003), esta ainda se encontra numa fase inicial de cresci-
mento e adaptação, no entanto existe a consciência de que esta prática 
se relaciona com a educação de forma simbiótica, complementando as 
lacunas psicomotoras dos alunos, facilitando, deste modo às aprendiza-
gens e o seu desenvolvimento futuro.
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No processo de aprendizagem, a prática psicomotora contribui 
na prevenção e na intervenção no que diz respeito às dificuldades da 
escrita, leitura e aquisição do raciocínio lógico-matemático. Promove a 
noção de lateralidade, noções de alto, baixo e esquema corporal, que 
serão base para as aprendizagens formais e, de certa forma, contribuin-
do para a inserção dos aspetos corporais no processo ensino-aprendi-
zagem (RODRIGUES, 2013).
Já o conceito de Reeducação Psicomotora tem por objetivo esti-
mular a criança a ter vontade de viver de agitar-se de entrar em contato com 
as pessoas e coisas. Essa reeducação é dirigida às crianças que sofrem 
perturbações instrumentais como: dificuldades ou atrasos psicomotores e 
dificuldades de aprendizagem escolares (AREDES; MEDEIROS, 2010).
A reeducação psicomotora como técnica da psicomotricidade 
trata a pessoa como um todo, com enfoque maior na motricidade. Poden-
do ser realizada por um psicólogo ou educadores especializados, afinal, a 
reeducação psicomotora não se resume a uma mera aplicação de exercí-
cios, mas na união destes e o desenvolvimento da personalidade da pes-
soa. Sendo indicada para crianças até dez anos de idade (NEAD, 2016).
A reeducação psicomotora permite que as crianças revivam 
nas sessões de atividades as questões que envolvem o desenvolvimen-
to humano, como experiências motoras e cognitivas que às vezes foram 
poupados nas relações familiares. 
Muitos pais não têm noção da importância da vivência de cada 
estágio do desenvolvimento humano para o processo de aprendizagem. 
Afinal, são nestes estágios que acontecem os primeiros contatos com 
os processos de aprendizagem e sendo eles fortalecidos com ativida-
des incentivadas por profissionais especializados, produzem recursos 
positivos e comportamentos favoráveis (OLIVEIRA, 2018).
A reeducação psicomotora é composta de três etapas e seus 
objetivos são trabalhar exercícios que reconstrói os esquemas corporais 
reativando o desenvolvimento da estrutura e evolução da criança. Estas 
etapas são nomeadas como: investigação corporal; reconhecimento do 
corpo; integração do esquema corporal (OLIVEIRA, 2018). 
Exame Neurológico Evolutivo (ENE) constitui importante 
recurso semiológico para a avaliação da maturidade e desempe-
nho do sistema nervoso e, portanto, do desenvolvimento neurop-
sicomotor. O ENE é composto por diversas provas que avaliam 
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os seguintes elementos: provas de equilíbrio estático e dinâmico 
(onde se avalia os equilíbrios), provas de coordenação apendicular 
e coordenação tronco-membros (avaliação da coordenação motora 
e da orientação temporal), provas de persistência motora (avalia-
ção do tônus muscular e da coordenação músculo facial), provas 
de sensibilidade (avaliação da lateralidade e esquema corporal) e 
sincinesias (LEFÈVRE, 1975).
A investigação corporal é o primeiro estágio, ela acontece por 
designação ou manipulação do contato corporal e a utilização de partes 
do corpo. Quando a criança adquire noção das partes de seu corpo, 
passa a situar-se no espaço e tempo. O reconhecimento do corpo é o 
segundo estágio permite o reconhecimento de seu próprio corpo e do 
outro. Proporcionando a criança o procedimento designado em si mes-
mo, no outro e de partes do corpo do outro.
A última etapa ou estágio é classificada como integração do es-
quema corporal que permite a criança o investimento em qualquer situ-
ação. Podendo ser distinguida em dois níveis, a ação ou representação 
mental. Permitindo a criança a descrever seu corpo e de seus colegas, 
o relaxamento permite da hipertonia para o canal de representação, a 
conscientização da massa corporal e de sua plenitude (AREDES, 2009).
Na criança, o Exame Neurológico muda sua expressão 
clínica de acordo com a faixa etária, acompanhando o amadure-
cimento cerebral. O Exame Neurológico Evolutivo (ENE) avalia o 
nível do desenvolvimento em que as funções neurológicas se en-
contram assim como o desenvolvimento global neuropsicomotor. 
No caso de lesões ou disfunções do Sistema Nervoso Central, elas 
estarão alteradas. Dentro dos fatores que podem alterar a função 
cerebral, encontra-se a desnutrição. 
Dentro desse eixo da psicomotricidade, Langlade (1974 apud 
NEGRINE, 2002) afirma que a educação psicomotriz é uma ação psicoló-
gica e pedagógica que utiliza os meios da reeducação psicomotora com a 
finalidade de normalizar ou melhorar o comportamento da criança. 
A atribuição da reeducação psicomotora está contida em várias 
áreas profissionais: Pedagogia, Educação física, Fonoaudióloga, Fisio-
terapia, Terapia educacional, Psicologia, Arte-educadores, Educadores, 
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Médicos da especialidade motora ou psíquica, dentre outros. Mas o im-
portante para uma boa reeducação é a tranquilidade e o intercâmbio 
afetivo e presente do reeducador com o educando, condição básica 
para uma adequada reeducação (AREDES, 2010). 
PSICOMOTRICIDADE E AS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM
Nos últimos anos, o índice de crianças com distúrbios psico-
motores tem aumentado. Muitas vezes estas crianças aparentam uma 
normalidade em casa com seus familiares, mas na escola apresentam 
dificuldade com a leitura, a escrita, nos cálculos, na fala, falhas de ima-
gens, esquemas corporais, noções e posições espaciais, orientação 
tempo e espacial. Logo, alguns pais que não têm o conhecimento so-
bre a importância das questões dos distúrbios psicomotores, não estão 
atentos para as dificuldades de seus filhos e acabam os julgando como 
desinteressados e preguiçosos (NUNES, 2007).
A psicomotricidade é de elevada importância no contexto esco-
lar, já que ela tem uma relação intima entre o desenvolvimento psicomo-
tor e as aquisições básicas para os aprendizados escolares; possibilita 
que a criança compreenda seu corpo e as maneiras de se expressar por 
meio dele, localizando-se no tempo e no espaço.
Muitas vezes os insucessos com nossas crianças ao desempe-
nhar atividades mais complexas podem estar relacionados às práticas 
psicomotoras como equilíbrio, lateralidade e esquema corporal que fo-
ram pouco desenvolvidas na Educação Infantil (TASSI, 2014).

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