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Diabetes - Estudo de caso Teorias de Enfermagem (Universidade Paulista) Digitalizar para abrir em Studocu A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade Diabetes - Estudo de caso Teorias de Enfermagem (Universidade Paulista) Digitalizar para abrir em Studocu A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade Baixado por Juliane Farias (julianexfarias19@gmail.com) lOMoARcPSD|33544746 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=diabetes-estudo-de-caso https://www.studocu.com/pt-br/document/universidade-paulista/teorias-de-enfermagem/diabetes-estudo-de-caso/61593020?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=diabetes-estudo-de-caso https://www.studocu.com/pt-br/course/universidade-paulista/teorias-de-enfermagem/4365953?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=diabetes-estudo-de-caso https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=diabetes-estudo-de-caso https://www.studocu.com/pt-br/document/universidade-paulista/teorias-de-enfermagem/diabetes-estudo-de-caso/61593020?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=diabetes-estudo-de-caso https://www.studocu.com/pt-br/course/universidade-paulista/teorias-de-enfermagem/4365953?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=diabetes-estudo-de-caso INTRODUÇÃO Estudo de caso é uma estratégia de pesquisa científica que analisa um fenômeno atua em um contexto real e as variáveis que o influenciam. Trata-se de um estudo intensivo e sistemático sobre uma instituição, comunidade ou indivíduo que permite examinar fenômenos complexos principalmente nas áreas das ciências humanas e da saúde. Os estudos de casos clínicos são os estudos aplicados na assistência direta de enfermagem, com o objetivo de realizar um estudo profundo dos problemas e necessidades do paciente, proporcionando subsídios para o profissional desenvolver estratégias para solucionar ou reverter os problemas identificados (BRASIL, 2019). Diante desse breve resumo sobre o que é o estudo de caso, damos início ao presente estudo realizado na UBS do Diamantino, que fica localizada no município de Santarém/PA, sob supervisão da docente Adria Carla. Os estudos foram realizados no período de 15 de maio de 2023 à 02 de junho de 2023. Foi realizado a coleta de dados, exame físico e consulta do prontuário do paciente, onde o mesmo tem diagnóstico médico de Diabete Mellitus. Diabetes é um grupo de doenças metabólicas caracterizada por hiperglicemia e associadas a complicações, disfunções e insuficiência de vários órgãos, especialmente olhos, rins, nervos, cérebro, coração e vasos sanguíneos. Pode resultar de defeitos de secreção e/ou ação de insulina envolvendo processos patogênicos específicos, por exemplo, destruição das células beta do pâncreas, resistência à ação da insulina, distúrbios da secreção da insulina, entre outros. (BRASIL, 2006) Desta forma, o presente estudo, tem como objetivos estabelecer um plano de cuidado para o paciente portador de diabetes mellitus, através do exame físico e de todo processo de enfermagem, para prevenir complicações decorrentes da patologia e estabelecer medidas de enfretamento da doença para melhora do padrão de vida. Baixado por Juliane Farias (julianexfarias19@gmail.com) lOMoARcPSD|33544746 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=diabetes-estudo-de-caso IDENTIFICAÇÃO DO PACIENTE M.S.S., 36 anos, parda, do sexo feminino, 1° grau incompleto, desempregada, viúva, não fumante, 67 Kg, 1,62 cm de altura, reside com a filha, em casa própria, de alvenaria, saneamento básico. Diagnóstico médico de Diabetes Mellitus tipo 1, cardiopata e hipertensa. Admitida na UBS do Diamantino em 14 de Julho de 2022. ANTECEDENTES PESSOAIS, FAMILIARES E SOCIAIS Antecedentes patológicos: nega Diabetes Mellitus, patologias anteriores e alergias medicamentosas. Antecedentes familiares: Pai e mãe hipertensos, tendo o pai falecido por complicação da hipertensão. Mãe teve infarto do miocárdio aos 65 anos, falecida devido a complicações agudas associadas ao evento isquêmico. Nega outras comorbidades Hábitos de vida: Nega etilismo ou tabagismo. Geralmente come muita carne gordurosa, muitos carboidratos, refrigerante, poucas frutas e verduras. Não pratica atividade física. Às vezes tem vontade de comer melhor, mas não consegue. EXAME FÍSICO Paciente consciente e orientada, verbalizando bem, pele e mucosas integras e normocoradas, afebril T; 36.5° C, PA= 110x70 mmHg, P: 68 bpm, Altura 1.58 e peso 68 Kg. Ao exame físico: Couro cabeludo íntegro, limpo, sem deformidades, pupilas isocóricas, higiene satisfatória, tórax simétrico, ausculta cardíaca normais. Ausculta pulmonar: murmúrios vesiculares presentes sem ruídos adventícios bilateralmente. Abdômen globoso. MMSS e MMII sem edemas. Diurese e evacuação presente e normais. Baixado por Juliane Farias (julianexfarias19@gmail.com) lOMoARcPSD|33544746 FISIOPATOLOGIA Diabete Mellitus constitui uma síndrome caracterizada por ausência relativa ou absoluta de insulina, pela alteração do metabolismo de carboidratos, proteínas e gorduras. As alterações nos níveis da insulina podem ser resultantes à produção de antagonistas que inibem sua ação, à interferência de outros hormônios, à diminuição ou ausência de receptores para este hormônio, ou mesmo a sua incapacidade de produção pelo pâncreas. Durante a digestão, a maioria dos alimentos é transformada em glicose, que entra para o sistema circulatório e é subsequentemente usada pelas células dos tecidos para produzir energia e crescimento. A maioria das células excluindo-se as do cérebro e do sistema nervoso central (SNC) necessita de presença de insulina para permitir a entrada de glicose. A insulina liga-se aos receptores celulares específicos para exercer seu efeito. A ingestão dos alimentos resulta no nível elevado de glicose sanguínea, dessa forma o pâncreas é estimulado a aumentar a secreção de insulina. A insulina então permite que a glicose entre na célula, especialmente nos músculos. A insulina também estimula o armazenamento do excesso de glicose pelos músculos e pelo fígado na forma de glicogênio armazenado no fígado em glicose. Como resultado há uma diminuição do nível de glicose no sangue. A insulina é um hormônio protéico produzido pelas células beta das ilhotas de Langherans, cuja principal função é absorção da glicose através das membranas das células adiposas, hepáticas e musculares. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS Sintomas que a paciente apresentou: Poliúria: Sente vontade de urinar várias vezes ao dia. Baixado por Juliane Farias (julianexfarias19@gmail.com) lOMoARcPSD|33544746 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=diabetes-estudo-de-caso Polidipsia: Relata sentir muita sede, apesar de tomar diversos copos de água por dia, a necessidade de ingerir líquidos não cessa. Polifagia: relata também sentir muita fome diversas vezes ao dia, parece insaciável. Perda de peso: Apesar de comer bastante, paciente apresenta um emagrecimento contínuo. Visão embaçada: Visão turva ou borrada, o que gera dificuldades para enxergar, porém relatou não ter nenhum tipo de problema de visão. TRATAMENTO De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas Diabetes Mellitus Tipo 1 (BRASIL, 2019), o tratamento da pessoa com diabetes tipo 1 é composto porcinco componentes principais: educação em diabetes, insulinoterapia, automonitorização glicêmica, orientação nutricional e prática monitorada de exercício físico. Como já exposto, na diabetes mellitus tipo 1 há uma deficiência na produção de insulina pelo organismo do enfermo. Sendo assim, o princípio da terapia medicamentosa da doença é a reposição dessa insulina, o que se faz por meio da insulinoterapia. É necessário discutir com a equipe de cuidado do paciente quais são os “alvos glicêmicos” do tratamento, que servirão de parâmetro para o ajuste das doses da insulina administrada, e também qual o melhor esquema terapêutico a ser seguido pelo paciente. Importante ressaltar que é essencial prescrever a insulinoterapia no momento do diagnóstico mesmo, a fim de reduzir os sintomas ocasionados pela deficiência da mesma. Posteriormente, o esquema vai sendo ajustado. Há vários tipos de insulina, que variam principalmente no que diz respeito ao seu tempo de ação no organismo. O esquema terapêutico da insulinoterapia costuma ser composto por uma insulina basal (para controle metabólico nos períodos entre as Baixado por Juliane Farias (julianexfarias19@gmail.com) lOMoARcPSD|33544746 refeições), uma insulina durante as refeições e outras doses de insulina que possam vir a ser necessárias para corrigir eventuais picos hiperglicêmicos. Segundo as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes 2019-2020, o controle metabólico é considerado a pedra angular do manejo da diabetes. Além da dimensão medicamentosa desse controle, temos a terapia nutricional como uma grande e impactante aliada. Dessa forma, o acompanhamento com nutricionista se faz essencial para que haja um controle metabólico mais aprimorado e, consequentemente, um melhor manejo da doença. A atividade física também possui bastante impacto no prognóstico da diabetes. Uma vez descartado a presença de risco cardiovascular no paciente, ela deve ser prescrita de maneira adequada. De acordo com as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes 2019-2020, a recomendação para crianças e adolescentes com diabetes é que realizem no mínimo 60 minutos diários de atividade aeróbia de moderada ou vigorosa intensidade. O exercício físico prolongado consegue aumentar a captação de glicose no nosso organismo, o que é um fator que pode colaborar muito para o manejo da doença Quanto à educação em diabetes e à automonitorização glicêmica, cabe a todos os componentes da equipe interdisciplinar de cuidado do paciente promover esses ensinamentos para o paciente e sua família, incentivando-os a disseminá-las para as demais pessoas de seu convívio, a fim de que se crie um ambiente social acolhedor que sirva de apoio para o enfrentamento da condição do paciente INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM Orientar o paciente portador do diabetes a mudar ou manter os hábitos de vida saudáveis a fim de diminuir a ocorrência de complicações vindas de um tratamento diabético ineficaz; Monitorar o paciente e educar quanto ao tratamento farmacológico prescrito pelo médico; Baixado por Juliane Farias (julianexfarias19@gmail.com) lOMoARcPSD|33544746 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=diabetes-estudo-de-caso Educar e monitorar o paciente em uso de insulinoterapia, demonstrar a aplicação da insulina, fornecer esquema de rodízio ao paciente, instruir sobre como é realizada a aspiração das unidades de insulina e mesmo as complicações que podem ocorrer nos locais onde se aplica insulina, assim como o armazenamento, conservação e transporte. Fornecer informações sobre o uso dos instrumentos existentes para uso da insulina; Orientar o paciente a realizar a automonitorização e ensiná-lo a manusear o material e equipamento utilizado para tal. Nos casos em que o paciente não tem condições de realizar o procedimento em sua residência, o mesmo deve ser orientado a comparecer ao posto de saúde; Participar de campanhas de rastreamento de casos de pacientes diabéticos e realizar os encaminhamentos necessários; Incentivar o paciente a manter uma boa higiene bucal e relatar quaisquer casos de hemorragias, edemas ou dores na gengiva; Auxiliar o paciente a manter níveis adequados de glicemia como forma de proporcionar uma melhor qualidade de vida. CONCLUSÃO A realização deste trabalho proporcionou um grande aprendizado sobre o tema tratado, considero como aspecto positivo, a atividade de pesquisa desenvolvida e a produção deste estudo, podendo acrescentar mais nas pesquisas científicas. Vale à pena ressaltar que a Equipe de Saúde da Família representa um papel importante na sociedade, pois como abordado, a paciente em estudo faz o seu acompanhamento de saúde na atenção básica, e a Equipe de Saúde da Família deve desenvolver ações relacionadas a orientações, esclarecimento de dúvidas e questionamentos que permeiam o paciente e desenvolvendo ações para identificação de grupos e fatores de risco, orientações à saúde, e a promoção do cuidado integral, ou seja fazendo do mesmo participante de sua saúde. Baixado por Juliane Farias (julianexfarias19@gmail.com) lOMoARcPSD|33544746 REFERÊNCIAS SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes 2019-2020. Clannad, 2019 – 2020. METABOLOGIA, Sociedade Brasileira de Endocrinologia e. O QUE É DIABETES? 2007. BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas Diabetes Mellitus Tipo 1. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Cadernos de Atenção Básica: Diabetes Mellitus. Brasília: Ministério da Saúde, 2006. 64p Baixado por Juliane Farias (julianexfarias19@gmail.com) lOMoARcPSD|33544746 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=diabetes-estudo-de-caso CONCLUSÃO