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Diabetes - Estudo de caso
Teorias de Enfermagem (Universidade Paulista)
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A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade
Diabetes - Estudo de caso
Teorias de Enfermagem (Universidade Paulista)
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Baixado por Juliane Farias (julianexfarias19@gmail.com)
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INTRODUÇÃO
Estudo de caso é uma estratégia de pesquisa científica que analisa um
fenômeno atua em um contexto real e as variáveis que o influenciam. Trata-se de um
estudo intensivo e sistemático sobre uma instituição, comunidade ou indivíduo que
permite examinar fenômenos complexos principalmente nas áreas das ciências
humanas e da saúde. Os estudos de casos clínicos são os estudos aplicados na
assistência direta de enfermagem, com o objetivo de realizar um estudo profundo dos
problemas e necessidades do paciente, proporcionando subsídios para o profissional
desenvolver estratégias para solucionar ou reverter os problemas identificados
(BRASIL, 2019). 
Diante desse breve resumo sobre o que é o estudo de caso, damos início ao
presente estudo realizado na UBS do Diamantino, que fica localizada no município de
Santarém/PA, sob supervisão da docente Adria Carla. Os estudos foram realizados no
período de 15 de maio de 2023 à 02 de junho de 2023. Foi realizado a coleta de dados,
exame físico e consulta do prontuário do paciente, onde o mesmo tem diagnóstico
médico de Diabete Mellitus.
Diabetes é um grupo de doenças metabólicas caracterizada por hiperglicemia e
associadas a complicações, disfunções e insuficiência de vários órgãos, especialmente
olhos, rins, nervos, cérebro, coração e vasos sanguíneos. Pode resultar de defeitos de
secreção e/ou ação de insulina envolvendo processos patogênicos específicos, por
exemplo, destruição das células beta do pâncreas, resistência à ação da insulina,
distúrbios da secreção da insulina, entre outros. (BRASIL, 2006)
Desta forma, o presente estudo, tem como objetivos estabelecer um plano de
cuidado para o paciente portador de diabetes mellitus, através do exame físico e de
todo processo de enfermagem, para prevenir complicações decorrentes da patologia e
estabelecer medidas de enfretamento da doença para melhora do padrão de vida.
Baixado por Juliane Farias (julianexfarias19@gmail.com)
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IDENTIFICAÇÃO DO PACIENTE
M.S.S., 36 anos, parda, do sexo feminino, 1° grau incompleto, desempregada,
viúva, não fumante, 67 Kg, 1,62 cm de altura, reside com a filha, em casa própria, de
alvenaria, saneamento básico. Diagnóstico médico de Diabetes Mellitus tipo 1,
cardiopata e hipertensa. Admitida na UBS do Diamantino em 14 de Julho de 2022.
ANTECEDENTES PESSOAIS, FAMILIARES E SOCIAIS
Antecedentes patológicos: nega Diabetes Mellitus, patologias anteriores e
alergias medicamentosas.
Antecedentes familiares: Pai e mãe hipertensos, tendo o pai
falecido por complicação da hipertensão. Mãe teve infarto do miocárdio aos 65 anos,
falecida devido a complicações agudas associadas ao evento isquêmico. Nega outras
comorbidades 
Hábitos de vida: Nega etilismo ou tabagismo. Geralmente come muita carne
gordurosa, muitos carboidratos, refrigerante, poucas frutas e verduras. Não pratica
atividade física. Às vezes tem vontade de comer melhor, mas não consegue.
EXAME FÍSICO
Paciente consciente e orientada, verbalizando bem, pele e mucosas integras e
normocoradas, afebril T; 36.5° C, PA= 110x70 mmHg, P: 68 bpm, Altura 1.58 e peso 68
Kg. Ao exame físico: Couro cabeludo íntegro, limpo, sem deformidades, pupilas
isocóricas, higiene satisfatória, tórax simétrico, ausculta cardíaca normais. Ausculta
pulmonar: murmúrios vesiculares presentes sem ruídos adventícios bilateralmente.
Abdômen globoso. MMSS e MMII sem edemas. Diurese e evacuação presente e
normais. 
Baixado por Juliane Farias (julianexfarias19@gmail.com)
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FISIOPATOLOGIA
Diabete Mellitus constitui uma síndrome caracterizada por ausência relativa ou
absoluta de insulina, pela alteração do metabolismo de carboidratos, proteínas e
gorduras. As alterações nos níveis da insulina podem ser resultantes à produção de
antagonistas que inibem sua ação, à interferência de outros hormônios, à diminuição
ou ausência de receptores para este hormônio, ou mesmo a sua incapacidade de
produção pelo pâncreas. 
Durante a digestão, a maioria dos alimentos é transformada em glicose, que
entra para o sistema circulatório e é subsequentemente usada pelas células dos
tecidos para produzir energia e crescimento. A maioria das células excluindo-se as do
cérebro e do sistema nervoso central (SNC) necessita de presença de insulina para
permitir a entrada de glicose. A insulina liga-se aos receptores celulares específicos
para exercer seu efeito.
 A ingestão dos alimentos resulta no nível elevado de glicose sanguínea, dessa
forma o pâncreas é estimulado a aumentar a secreção de insulina. A insulina então
permite que a glicose entre na célula, especialmente nos músculos. A insulina também
estimula o armazenamento do excesso de glicose pelos músculos e pelo fígado na
forma de glicogênio armazenado no fígado em glicose. 
Como resultado há uma diminuição do nível de glicose no sangue. A insulina é
um hormônio protéico produzido pelas células beta das ilhotas de Langherans, cuja
principal função é absorção da glicose através das membranas das células adiposas,
hepáticas e musculares.
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
Sintomas que a paciente apresentou:
 Poliúria: Sente vontade de urinar várias vezes ao dia. 
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 Polidipsia: Relata sentir muita sede, apesar de tomar diversos copos de
água por dia, a necessidade de ingerir líquidos não cessa.
 Polifagia: relata também sentir muita fome diversas vezes ao dia, parece
insaciável.
 Perda de peso: Apesar de comer bastante, paciente apresenta um
emagrecimento contínuo.
 Visão embaçada: Visão turva ou borrada, o que gera dificuldades para
enxergar, porém relatou não ter nenhum tipo de problema de visão.
TRATAMENTO
De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas Diabetes
Mellitus Tipo 1 (BRASIL, 2019), o tratamento da pessoa com diabetes tipo 1 é
composto porcinco componentes principais: educação em diabetes, insulinoterapia,
automonitorização glicêmica, orientação nutricional e prática monitorada de exercício
físico.
Como já exposto, na diabetes mellitus tipo 1 há uma deficiência na produção de
insulina pelo organismo do enfermo. Sendo assim, o princípio da terapia
medicamentosa da doença é a reposição dessa insulina, o que se faz por meio da
insulinoterapia. 
É necessário discutir com a equipe de cuidado do paciente quais são os “alvos
glicêmicos” do tratamento, que servirão de parâmetro para o ajuste das doses da
insulina administrada, e também qual o melhor esquema 
terapêutico a ser seguido pelo paciente. Importante ressaltar que é essencial
prescrever a insulinoterapia no momento do diagnóstico mesmo, a fim de reduzir os
sintomas ocasionados pela deficiência da mesma. Posteriormente, o esquema vai
sendo ajustado.
Há vários tipos de insulina, que variam principalmente no que diz respeito ao seu
tempo de ação no organismo. O esquema terapêutico da insulinoterapia costuma ser
composto por uma insulina basal (para controle metabólico nos períodos entre as
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refeições), uma insulina durante as refeições e outras doses de insulina que possam vir
a ser necessárias para corrigir eventuais picos hiperglicêmicos.
Segundo as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes 2019-2020, o
controle metabólico é considerado a pedra angular do manejo da diabetes. Além da
dimensão medicamentosa desse controle, temos a terapia nutricional como uma
grande e impactante aliada. Dessa forma, o acompanhamento com nutricionista se faz
essencial para que haja um controle metabólico mais aprimorado e,
consequentemente, um melhor manejo da doença.
A atividade física também possui bastante impacto no prognóstico da diabetes.
Uma vez descartado a presença de risco cardiovascular no paciente, ela deve ser
prescrita de maneira adequada. De acordo com as Diretrizes da Sociedade Brasileira
de Diabetes 2019-2020, a recomendação para crianças e adolescentes com diabetes é
que realizem no mínimo 60 minutos diários de atividade aeróbia de moderada ou
vigorosa intensidade. O exercício físico prolongado consegue aumentar a captação de
glicose no nosso organismo, o que é um fator que pode colaborar muito para o manejo
da doença
Quanto à educação em diabetes e à automonitorização glicêmica, cabe a todos
os componentes da equipe interdisciplinar de cuidado do paciente promover esses
ensinamentos para o paciente e sua família, incentivando-os a disseminá-las para as
demais pessoas de seu convívio, a fim de que se crie um ambiente social acolhedor
que sirva de apoio para o enfrentamento da condição do paciente
INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM
 Orientar o paciente portador do diabetes a mudar ou manter os hábitos de
vida saudáveis a fim de diminuir a ocorrência de complicações vindas de um
tratamento diabético ineficaz;
 Monitorar o paciente e educar quanto ao tratamento farmacológico
prescrito pelo médico;
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 Educar e monitorar o paciente em uso de insulinoterapia, demonstrar a
aplicação da insulina, fornecer esquema de rodízio ao paciente, instruir sobre como é
realizada a aspiração das unidades de insulina e mesmo as complicações que podem
ocorrer nos locais onde se aplica insulina, assim como o armazenamento, conservação
e transporte. Fornecer informações sobre o uso dos instrumentos existentes para uso
da insulina;
 Orientar o paciente a realizar a automonitorização e ensiná-lo a manusear
o material e equipamento utilizado para tal. Nos casos em que o paciente não tem
condições de realizar o procedimento em sua residência, o mesmo deve ser orientado
a comparecer ao posto de saúde;
 Participar de campanhas de rastreamento de casos de pacientes
diabéticos e realizar os encaminhamentos necessários;
 Incentivar o paciente a manter uma boa higiene bucal e relatar quaisquer
casos de hemorragias, edemas ou dores na gengiva;
 Auxiliar o paciente a manter níveis adequados de glicemia como forma de
proporcionar uma melhor qualidade de vida.
CONCLUSÃO
A realização deste trabalho proporcionou um grande aprendizado sobre o tema
tratado, considero como aspecto positivo, a atividade de pesquisa desenvolvida e a
produção deste estudo, podendo acrescentar mais nas pesquisas científicas. Vale à
pena ressaltar que a Equipe de Saúde da Família representa um papel importante na
sociedade, pois como abordado, a paciente em estudo faz o seu acompanhamento de
saúde na atenção básica, e a Equipe de Saúde da Família deve desenvolver ações
relacionadas a orientações, esclarecimento de dúvidas e questionamentos que
permeiam o paciente e desenvolvendo ações para identificação de grupos e fatores de
risco, orientações à saúde, e a promoção do cuidado integral, ou seja fazendo do
mesmo participante de sua saúde. 
Baixado por Juliane Farias (julianexfarias19@gmail.com)
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REFERÊNCIAS
SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES. Diretrizes da Sociedade Brasileira de
Diabetes 2019-2020. Clannad, 2019 – 2020.
METABOLOGIA, Sociedade Brasileira de Endocrinologia e. O QUE É DIABETES?
2007.
BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas Diabetes
Mellitus Tipo 1.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de 
Atenção Básica. Cadernos de Atenção Básica: Diabetes Mellitus. Brasília: Ministério da 
Saúde, 2006. 64p
Baixado por Juliane Farias (julianexfarias19@gmail.com)
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