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O CASO DOS EXPLORADORES DE CAVERNA (LON FULLER) - RESUMO E ARGUMENTOS DOS JUÍZES(360P)
Transcrito por TurboScribe.ai. Atualize para Ilimitado para remover esta mensagem.
Cinco homens são membros de um clube amador de exploração de cavernas. Um belo dia, nos idos do ano de 4.299, eles entram em uma caverna e quando já estão bem distantes da entrada, ocorre um desmoronamento. Pesados blocos de pedra bloqueiam completamente a sua única abertura.
Como não retornaram às suas casas, as famílias perceberam que havia algo errado e acionaram o socorro. Equipes foram até o local e iniciaram os procedimentos de resgate, que foram muito difíceis devido ao tamanho e peso das pedras que cobriam a entrada da caverna. Uma enorme força de trabalho foi montada.
O trabalho de desobstrução foi muitas vezes frustrado por novos deslizamentos. Em um deles, dez operários morreram. Os exploradores presos na caverna só puderam ser libertados 32 dias após sua entrada.
Contudo, eles não tinham levado alimentos para passar tanto tempo e na caverna não havia qualquer forma de alimentação. Quando estavam há 20 dias na caverna, os homens perguntaram às equipes de resgate, via radiotransmissor, sobre qual seria a previsão de tempo para que pudessem ser retirados e a equipe informou que ainda levaria ao menos dez dias. Mas não havia mais alimentos na caverna.
E então os cinco exploradores perguntaram se haveria possibilidade de sobreviverem caso um deles fosse morto e servido de alimento. Nenhuma pessoa da equipe de salvamento quis assumir o papel de conselheiro naquele assunto. O que aconteceu então é que após libertados, o que ocorreu 12 dias depois, descobriu-se que um dos exploradores chamado Roger Wetmore havia sido morto e devorado por seus colegas após a realização de um sorteio em que se decidiu quem iria dar a vida pelos demais.
Roger foi quem deu início à ideia do sorteio. Contudo, antes da sua realização, ele mudou de ideia e disse que deveriam aguardar pelo menos mais uma semana para verem se seriam resgatados. Mas os demais exploradores não quiseram voltar atrás e realizaram o sorteio contra a vontade de Roger e ele foi sorteado, foi morto e foi devorado.
Após o resgate dos quatro sobreviventes, eles permaneceram algum tempo no hospital para se recuperarem da desnutrição e depois foram levados a julgamento pela morte de Roger Wetmore. E assim temos o início do livro O Caso dos Exploradores de Caverna de Lon Fuller, que traz uma introdução à arte da argumentação jurídica. Quais foram os argumentos da acusação e da defesa? E no final, como os juízes decidiram? Eu sou a Cintia Brunelli e hoje eu vou trazer alguns dos principais aspectos do livro.
E eu te convido a se inscrever no canal porque toda semana eu estou aqui trazendo conteúdos. Antes de iniciar a explicação, eu preciso deixar claro que a história do livro se passa em um lugar fictício nos idos do ano de 4.299. Não se trata de uma história real e os aspectos jurídicos não necessariamente seriam aplicáveis ao Brasil. A obra serve apenas para te fazer pensar e refletir sobre a situação trazida na história dos exploradores de caverna.
Estamos entendidos? Então vamos à continuação da história. Os sobreviventes, agora réus, foram submetidos a julgamento pela primeira instância e foram considerados culpados pelo Tribunal do Júri pelo crime de homicídio e sentenciados à pena de morte por enforcamento. Os réus enviaram uma petição ao chefe do Poder Executivo pedindo que a sentença fosse comultada em prisão de seis meses.
Contudo, o chefe do Poder Executivo ainda não havia decidido nada e o caso subiu para a Suprema Corte. Então, os cinco juízes que compõem o Tribunal da Suprema Corte proferiram cada um o seu voto. A votação se iniciou pelo Presidente do Tribunal o Juiz Thuppeni.
A votação se iniciou pelo Presidente do Tribunal o Juiz Thuppeni, que considerou que a lei era clara qualquer pessoa que intencionalmente prive a vida de outra será punido com a morte. Pela letra da lei não haveria exceções não importando as circunstâncias do caso. Logo, os réus estavam condenados.
Contudo, o juiz entende que o chefe do Poder Executivo poderia conceder clemência aos acusados. O juiz entende que essa seria a solução que melhor realizaria a Justiça pois não seria preciso debilitar a lei. A lei estaria sendo respeitada, pois eles foram condenados mas eles receberiam a clemência do chefe do Poder Executivo.
Para o Juiz Thuppeni, essa pareceria a melhor solução. Passamos agora ao segundo voto, que é do Juiz Foster que vota no sentido de que dizer que eles seriam culpados pela lei, mas conceder clemência seria o mesmo que admitir que a lei, na verdade, não seria justa. O Juiz Foster pensa de forma diferente e conclui que os réus são, na verdade, inocentes pelo seguinte raciocínio.
O direito positivo com todas as suas normas legais não seria aplicável ao caso porque lá dentro da caverna aqueles cinco homens estavam sob as leis do direito natural isso porque o direito positivo pressupõe a possibilidade de coexistência dos homens em sociedade desaparecendo essa condição a coercibilidade do direito positivo também desapareceria vivendo em um estado natural, fora da sociedade a conservação da vida só se tornou possível pela privação da vida e todas as premissas da ordem jurídica perderam o seu significado além disso, caso o acontecimento tivesse ocorrido fora dos limites do território do país a lei do país não poderia ser aplicada a jurisdição tem base territorial o Juiz Foster tece o raciocínio de que em uma situação de aprisionamento em uma caverna, fechados por uma sólida cortina de rochas aqueles homens estavam tão distantes da ordem jurídica como se estivessem a mil quilômetros além das fronteiras do território e ele conclui que os réus não estavam em um estado de sociedade civil mas sim em um estado natural com as leis da sobrevivência aplicáveis à natureza e eles não seriam culpados por qualquer crime outro ponto levantado é o de que eles haviam feito um acordo que foi aceito pelos cinco de que um deles seria morto após a realização do sorteio eles fizeram de certa forma um contrato da mesma forma os povos também estabelecem contratos e dão aos governos o poder de tirar vidas continuando no raciocínio o Juiz Foster comenta que considerar que a vida humana é um valor absoluto que não pode ser sacrificado em nenhuma circunstância é uma ilusão e ele cita como exemplo o fato de que durante as tentativas de resgate 10 trabalhadores morreram se é justo que essas 10 vidas tenham sido sacrificadas para salvar a dos 5 exploradores como podemos dizer que seria injusto que esses exploradores fizessem um acordo para salvar 4 vidas em detrimento de uma por fim, embora a lei diga que matar alguém é crime sabemos que há casos de excludentes de ilicitude e culpabilidade como a legítima defesa indo além daquilo que está meramente na letra da lei é necessário buscar a justiça ao caso concreto e por estes argumentos o Juiz Foster vota no sentido da absolução dos acusados vamos agora ao terceiro voto que é o do Juiz Tatin o Juiz Tatin opina dizendo que os argumentos do Juiz Foster estavam cheios de contradições e falácias o Juiz Tatin comenta que seria ilógico dizer que os exploradores haviam saído do estado de sociedade civil e entrado no estado de natureza pois em qual momento isso aconteceu quando foi que eles saíram da jurisdição das leis e entraram nas leis da natureza foi quando a entrada da caverna desmoronou foi quando eles começaram a definhar de ir na missão foi quando eles se viram ameaçados pela morte ou quando eles fizeram o contrato para sortear quem seria morto o Juiz Tatin faz uma comparação imagine que um daqueles homens fosse na verdade menor de idade ao entrar na caverna e lá dentro fizesse aniversário e se tornasse maior durante aquele período seguindo a lógica de que eles estavam sob as leis da natureza então ele só seria considerado maior de idade ao sair da caverna e voltar para a sociedade o Juiz Tatin traz outro ponto como seria possível considerar que um contratofirmado pelos 5 exploradores possibilitando que possam comer o seu semelhante seja mais importante do que as leis que tratam sobre o crime de homicídio o Juiz Tatin também observou que o explorador que foi morto Roger Wetmore havia desistido do contrato, ele pediu que não fizessem o sorteio que aguardassem mais uma semana mas os seus companheiros não quiseram esperar ou seja esse contrato era irrevogável ele não podia ser rescindido ele teria que ser executado à força outro ponto levantado pelo Juiz Tatin é o de que comparar o ocorrido na caverna a situações de excludentes de ilicitude ou de culpabilidade como legítima defesa não faria sentido porque uma das premissas do crime de homicídio seria a intenção de matar a outra pessoa em uma legítima defesa o que está em jogo é a intenção de se defender e a morte é consequência na caverna os homens agiram intencionalmente para matar e o Juiz levanta uma hipótese como seria se Roger Wetmore tivesse se recusado desde o início a participar do sorteio seria possível que a maioria decidisse contra sua vontade ou suponha-se que eles não tivessem feito o plano de realizar o sorteio e que os outros simplesmente tivessem conspirado para matar Roger e se não tivesse havido contrato algum e aí eles seriam absolvidos? Para finalizar seu voto o Juiz Tatin comenta como é lamentável ter que condenar a morte estes 4 homens quando a salvação de suas vidas custou justamente as vidas de 10 heróicos trabalhadores que morreram no seu resgate o Juiz Tatin termina o seu voto dizendo que ainda possui muitas dúvidas sobre o julgamento e que diante de tudo isso ele se recusa a participar da decisão ele não profere o seu veredito passamos então ao quarto voto que é o do Juiz Kim o Juiz Kim inicia o seu voto se perguntando se o chefe do poder executivo poderia conceder clemência caso a condenação fosse confirmada e ele desaprova a atitude do Juiz Tupin e ele desaprova a atitude do Juiz Tupin quando este deu orientação para que o chefe do poder executivo conceda essa clemência porque não caberia a um juiz dar instruções ao chefe do poder executivo isso seria uma confusão de funções o Juiz Kim também pondera que a atitude dos quatro réus não deve ser analisada em termos de justo ou injusto bom ou mal isso é irrelevante porque um juiz não julga se baseando em noções de moralidade mas sim de direito a única questão é decidir se os réus cometeram o crime de homicídio a qual segundo a lei significa privar intencionalmente a vida de alguém e ele comenta que qualquer observador imparcial vai concluir logicamente que os réus privaram intencionalmente a vida de Roger Wetmore a conclusão óbvia é a pena de morte que também consta na lei o Juiz Kim faz críticas ao Juiz Foster dizendo que é absurdo tentar adivinhar o propósito a que serve a lei e argumenta que agindo dessa forma o que acontece é que o juiz tomaria sua decisão baseado naquilo que lhe agrada e depois busca alguma lacuna de imperfeição no trabalho do legislador quando este cria uma lei e aí por fim o juiz preenche essa lacuna da forma como lhe interessa a conclusão é que um juiz que age dessa forma não aprecia as leis e sim os buracos das leis porque eles podem ser preenchidos em consonância com as suas opiniões pessoais continuando em seu voto o Juiz Kim comenta que as decisões rigorosas da justiça podem ser pouco populares mas a exceção ao cumprimento das leis faz mais mal a longo prazo do que as decisões duras e o Juiz Kim conclui o seu raciocínio dizendo que deveria ser confirmada a sentença condenatória passamos ao quinto e último voto que é o do Juiz Hanji o Juiz Hanji inicia o seu voto comentando que os homens de uma sociedade não são governados por palavras sobre o papel ou por teorias abstratas mas por outros homens eles são bem governados quando seus governantes compreendem os seus sentimentos e são mal governados quando não existe essa compreensão de todos os ramos do poder público o poder judiciário é o que tem maiores possibilidades de perder o contato com o homem comum enquanto as massas reagem diante de certas situações conforme elas se apresentam em seus aspectos mais amplos e práticos os juízes dividem cada situação em pequenos fragmentos para analisá-los dentro de uma regra abstrata o Juiz Hanji argumenta que é preciso manter uma certa conformidade entre governantes e governados e ele comenta que os jornais fizeram uma extensa sondagem de opinião pública sobre o que as pessoas pensavam que a Suprema Corte deveria decidir e que cerca de 90% dos entrevistados opinaram que os acusados deveriam ser perdoados ou receber apenas uma pena simbólica que os deixassem em liberdade ele sabe que em geral os tribunais não devem se deixar levar pela opinião pública porque ela é muito emocional e não é baseada em considerações racionais mas mesmo dentro de uma estrutura formal da justiça também existem fatores emocionais que inclusive podem levar a erros de julgamento o Juiz Hanji também comenta que certamente nenhuma pessoa pensaria que ao absorver aqueles quatro réus a lei estaria sendo desvirtuada não, por fim ele conclui que os réus são inocentes ou seja, tivemos dois votos pela condenação dois votos pela absolução e um voto nulo o que trouxe um empate a decisão pelas leis do país em que se passa a história em caso de empate na corte superior deve ser mantida a sentença da primeira instância e determinou-se a execução a pena de morte por enforcamento assim no dia 2 de abril do ano de 4300 os quatro condenados foram enforcados e a história teve o seu fim o autor do livro termina sua narrativa dizendo que a sua intenção com esse conto não é a de fazer uma sátira ao sistema judicial e nem a de fazer profecias sobre o futuro das leis mas simplesmente o de através de uma ficção trazer um pouco de debate filosófico para o direito ele comenta que algumas das posturas filosóficas que nós temos hoje são as mesmas que agitavam os dias de Platão e Aristóteles na Grécia Antiga e talvez no futuro nos idos do ano de 4300 elas continuem as mesmas porque essas questões filosóficas se encontram entre os problemas permanentes da raça humana, questões sobre justiça moral, ética e valores são tão atuais hoje como eram na Grécia Antiga e como possivelmente continuarão sendo nas gerações futuras uma observação importante no Brasil os réus poderiam também ter alegado em sua defesa a excludente de estado de necessidade que consta no artigo 23 do código penal diz ali que não há crime quando a gente pratica o fato em estado de necessidade e considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato para se salvar de um perigo que ele não provocou e que nem poderia evitar e cujo sacrifício não se poderia dele exigir esse argumento poderia ter sido usado pela defesa já que eles estavam a beira da morte por desnutrição, se o argumento teria sido acatado pelos juízes eu não sei para você que chegou até o fim eu te pergunto como você teria decidido esse caso, você teria absolvido ou condenado os exploradores de caverna, escreve para mim nos comentários, te convido novamente a se inscrever no canal e se você quer dar continuidade aos seus estudos do direito de um jeito bem fácil de entender minha recomendação é que você se torne meu aluno no curso primeiros passos no direito esse é o curso indicado para quem quer começar a aprender o direito ou para quem até já sabe alguma coisa mas quer ter um conhecimento mais profundo sobre a base no primeiros passos no direito o foco está nas disciplinas iniciais do curso de direito que são as mais importantes, a base é como o alicerce da casa é em cima da base que todo o resto se ergue por isso eu falo sobre os assuntos mais fundamentais do direito, assim você vai ter um conhecimento jurídico sólido vou deixar o link do curso na descrição do vídeo e aí você pode clicar e ver se o curso é mesmo para você aqui no canal eu também tenho dezenas de vídeos de introdução ao direito, tem muita coisa mesmo ou seja, não tem desculpa para não aprender, é muita coisa de verdade eu vou deixar aqui uma playlist de vídeos de introduçãoao direito para você clicar e fazer maratona sentia flix, até
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