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Resumo - PERIODONTIA 
Ana Karoline Fossá
Classificação e Diagnóstico das Doenças Periodontais 
· Gengivite: Inflamação da gengiva sem perda de inserção. É reversível com controle adequado. 
· Periodontite: Doença inflamatória crônica que leva à destruição dos tecidos de suporte dos dentes, incluindo o osso alveolar. A progressão da periodontite pode levar à mobilidade dental e até perda de dentes. 
· Evolução da periodontite: 1. Gengivite; 2. Perda de inserção conjuntiva; 3. Perda do osso periodontal; 4. Formação de bolsa periodontal; 5. Retração gengival; 6. Mobilidade dental
Doenças gengivais induzidas por biofilme dental → Se for maior que 30% e gengivite generalizada; Entre 10 e 30% e localizada 
Doenças gengivais não induzidas por biofilme dental → Gengivite Medicamentosa; Gengivite Alérgica 
Gengivite Hormonal; Gengivite Viral; Gengivite Neoplásica; 
Mobilidade dentária - Miller 
· Grau 0: mobilidade fisiológica, de 0,1 a 0,2mm da direção horizontal do alvéolo 
· Grau 1: aumento da mobilidade da coroa do dente de, no máximo, 1mm na direção horizontal 
· Grau 2: aumento da mobilidade da coroa do dente em mais de 1mm na direção horizontal 
· Grau 3: grave mobilidade da coroa do dente tanto na direção horizontal quanto na vertical
Evolução da lesão de furca: Sondar a região interradicular 
· Classe I: profundidade à sondagem horizontal menor ou igual a 3mm a partir de uma ou duas entradas 
· Classe II: profundidade à sondagem horizontal menor que 3mm a partir, no máximo, de uma entrada e/ou combinado com a Classe I 
· Classe III: profundidade à sondagem horizontal menor que 3mm a partir de duas ou mais entradas 
Tratamento periodontal 
1º → Envolve mudança de comportamento e motivação do paciente; instruções de higiene oral, terapias para inflamação gengival, e remoção mecânica profissional de placa bacteriana. O controle dos fatores de risco é essencial. 
2º → Controle do biofilme e cálculo subgengival por instrumentação. Utilização de adjuvantes químicos, antimicrobianos locais ou sistêmicos. Avaliação periódica para verificar se os objetivos foram alcançados. 
3º → Indicada para áreas que não responderam adequadamente às etapas anteriores. Inclui procedimentos cirúrgicos como: Cirurgia de retalho. Cirurgias ressectivas ou regenerativas para tratar lesões complexas.
Controle Mecânico e Químico da Doença Periodontal 
Controle mecânico: Envolve a remoção de biofilme por meio da escovação dental e uso de fio dental. Instrumentação profissional, como raspagem e alisamento radicular, também faz parte desse controle. 
Controle químico: Uso de agentes antimicrobianos como: 
· Clorexidina: Considerada o padrão-ouro no controle químico, pode ser usada na forma de enxaguante bucal ou gel. 
· Óleos essenciais: Como no enxaguante Listerine. 
· Triclosan: Um agente antimicrobiano presente em algumas pastas de dentes.
Abscesso
Abscesso periodontal (na gengiva) local com bolsa periodontal, e o abscesso periapical (na raiz). O tratamento envolve a drenagem e a eliminação da infecção na área. 
· Abscesso periodontal: Se forma no tecido periodontal, que envolve o dente (gengiva, osso alveolar e ligamento periodontal), e é uma resposta inflamatória aguda causada por uma infecção bacteriana que geralmente se origina no biofilme subgengival. A principal causa não está relacionada diretamente à cárie, mas ao acúmulo de biofilme e cálculo nas bolsas periodontais, que leva à infecção e formação de pus. 
· Abscesso endodôntico ou periapical: é causado pela necrose pulpar, que é a morte do tecido nervoso dentro do dente, geralmente devido à cárie profunda que atinge a polpa. Quando a polpa se infecta e necrosa, as bactérias migram pelos canais radiculares até o ápice do dente, resultando em um abscesso periapical. 
· Abscesso gengival: Apresenta rubor (vermelhidão) localizado na gengiva. Características: Não há presença de fístula ou bolsa periodontal. Causa: Geralmente ocorre devido à presença de um corpo estranho, como uma casca de pipoca ou partículas de alimentos presas na gengiva. Tratamento: Remoção cuidadosa do corpo estranho e higienização local.
Tratamento: Drenagem do abscesso; Raspagem alisamento radicular (Abscesso periodontal); Pode ser prescrito antibióticos; 
Cirurgia periodontal
Antes da cirurgia devemos fazer o controle do cálculo, placa e tecido inflamados para para ter uma melhor cirurgia sem contaminação); Posicionamento das margens das restaurações/próteses e seu impacto periodontal: 
1. Margem Supragengival: 
- Impacta menos o periodonto, sendo ideal em áreas não estéticas. 
- Com materiais mais translúcidos e técnicas adesivas modernas, tornou-se possível utilizar essa margem também em zonas estéticas. 
- Preferível sempre que possível, pois combina vantagens estéticas e periodontais. 
2. Margem a Nível Gengival: 
- Antes, era evitada por receios de retenção de biofilme e exposição em casos de recessão gengival. 
- Hoje, essas preocupações são menores, pois as margens podem ser harmonizadas esteticamente e finalizadas com precisão na interface gengival. 
3. Margem Subgengival: 
- É de difícil acesso para acabamento e polimento. 
- Se posicionada muito abaixo da crista gengival, pode violar o espaço biológico, prejudicando o aparato de inserção gengival.
Consequentemente, é recomendado que haja pelo menos 3mm entre a margem gengival e a crista óssea. EBP adequado quando a restauração é posicionada a 0,5mm no interior do sulco gengival.
Terapia ortodôntica 
Pode ser um importante auxílio na terapia periodontal, devendo ser aplicada apenas após o controle da doença periodontal ativa. Violações do espaço biológico periodontal (EBP) podem ser corrigidas com a remoção cirúrgica do osso próximo às margens da restauração ou pela extrusão ortodôntica. Aplica-se uma força de extrusão lenta, erupcionando vagarosamente, trazendo o osso alveolar e o tecido gengival. 
Restauração transcirúrgica 
Restauração transcirúrgica, associada a um acesso cirúrgico-periodontal, é indicada quando o acesso completo à cavidade não é possível clinicamente. Um retalho de espessura total é utilizado para melhor visualização do campo operatório, preservação do epitélio oral e menor desconforto pós-operatório. Antes de indicar essa técnica, devem-se considerar fatores como avaliação radiográfica, possíveis envolvimentos endodônticos, extensão da lesão subgengival, planejamento cirúrgico periodontal, possibilidade de isolamento do campo e alternativas restauradoras, fundamentais para o sucesso do procedimento. 
→ Materiais: Resina composta (mais estético) e Ionômero de vidro (mais indicado para restaurações transcirúrgicas) desvantagem de não ter um bom polimento, causando um maior acúmulo de biofilme
→ Contra indicações: Altos índices de biofilme; Pacientes com idade avançada, onde o tratamento básico pode manter os dentes por um longo período de tempo; Presença de doenças sistêmicas; A motivação do paciente é claramente inadequada; Na presença de infecção aguda; Consequências do pós operatório desagradáveis; Prognóstico desfavorável. 
Tipos de cirurgia 
Cirurgia de retalho: remoção do cálculo e alisamento radicular, feito para ter uma melhor visibilidade do campo operatório 
Enxerto gengival: cobrir raiz exposta e corrigir defeitos gengivais 
Regeneração tecidual guiada: Técnica que estimula a regeneração dos tecidos periodontais destruídos. 
Aumento de coroa clínica: remoção de tecido gengival e ósseo para expor mais o dente e recuperar o espaço biológico 
→ Indicações: Dentes sem estética (aumento de coroa clínica);Remoção de tecido cariado supragengival 
abscesso periodontal; 
→Contraindicações: Se a doença não for controlada → Diabetes, hipertensão, problemas cardíacos
Cirurgia pré-reabilitadora → Procedimento de aumento de coroa clínica (ACC)
São executados para fornecer uma forma de retenção a fim de permitir um preparo dentário apropriado, procedimentos de moldagem e o posicionamento das margens restauradoras e para ajustar os níveis gengivais visando a estética. A cirurgia devefornecer pelo menos 4mm de extensão apical da cárie ou fratura até a crista óssea.
→ Indicações: Cárie ou fratura subgengivais; Comprimento Inadequado de coroa para retenção; Alturas gengivais desiguais ou antiestéticas;
→ Contra-Indicações: A cirurgia criará um resultado antiestático; À cárie ou fratura requereram uma remoção excessiva de osso em dentes vizinhos; O dente possui risco desfavorável para restauração.
Gengivectomia
Procedimento cirúrgico que promove remoção do tecido gengival; 
→ Indicações:Eliminação de bolsas gengivais (pseudobolsas); Eliminação de hiperplasias gengivais (aparelhos ortodônticos); Eliminação do crescimento gengival droga-induzido e outros tipos de aumento gengivais; Eliminação de crateras gengivais interproximais extensas; ACC; Correção do sorriso gengival;Erupção passiva alterada; Excesso de tecido gengival (PS>3mm sem PI); Excesso de tecido cobrindo a linha esmalte/cemento.
→ Contra-Indicações: Eliminação de bolsas supra-ósseas de profundidades diferentes; Sítios com defeitos e crateras ósseas; Processos agudos; Necessidade de remoção de tecido ósseo.
Bisel externo → É uma incisão contida na gengiva e direcionada para a coroa do dente, cujo objetivo é a eliminação de bolsas, a melhoria do contorno gengival e o acesso às raízes. Este tipo de incisão é muitas vezes utilizado em conjunto com as cirurgias a retalho, quando é necessário afinar o tecido externamente, e deve ser realizada antes de rebater o retalho. Indicada na realização de gengivectomia. Angulação de 45º em relação ao dente. Espessura com o tempo volta mas a altura da gengiva não volta. 
Retalhos: 
→ Retalho de Widman: Apresenta 2 relaxantes, expondo 2 a 3 mm do osso alveolar; 
→ Retalho de Modificado Kirkland: Intrasulcular, sutura interproximal, usado em dentes anteriores, sem relaxante (evita cicatriz); 
Tratamento da pigmentação melânica
As pigmentações gengivais caracterizam-se por manchas escurecidas, têm diferentes colorações em tons acastanhados e preto. Ocorrem devido ao depósito excessivo de melanina nos tecidos. Sua remoção tem finalidade estética, já que raramente apresenta uma patologia.
Técnica: 
- Têm apresentado resultados altamente satisfatórios proporcionando
- Satisfação estética aos pacientes. É uma técnica bastante segura, de simples execução e seu nível de invasão é relativamente baixo. 
- Ter atenção no desgaste do tecido gengival, pois desgastes não planejados podem ocasionar recessão gengival, provocando um problema estético maior que o próprio manchamento. Principalmente quando o paciente apresenta tecido gengival fino, tábua óssea de espessura fina e/ou raízes. 
- Pós operatório: Tomar a medicação prescrita: analgésico e antiinflamatório; Não realizar esforço físico; Não se expor ao sol; Alimentação fria, líquida ou pastosa; Evitar fumar; Não escovar a região operada (Clorexidina 0,12%); 15 dias sem escovar os dentes;
Zênite gengival
O zênite gengival é o ponto mais apical do contorno gengival e, nos dentes anteriores, é localizado ligeiramente distal ao longo do eixo do dente nos incisivos e caninos. Nos laterais, o zênite está localizado bem no meio da face vestibular.
Halitose
Halitose de origem oral → comumente associada à doença periodontal devido ao acúmulo de biofilme subgengival, cálculo e a presença de bactérias anaeróbias que liberam compostos malcheirosos. 
Halitose de origem sistêmica → (Distúrbios Gastrointestinais; Doenças respiratórias; Doenças metabólicas; Doenças sistêmicas) O diagnóstico diferencial entre halitose de origem oral e sistêmica pode ser feito através de uma cuidadosa avaliação clínica, história do paciente, e testes de exclusão, e, quando necessário, o paciente deve ser encaminhado para avaliação médica para investigar possíveis causas sistêmicas. 
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