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O parágrafo e a redação jurídica
Professor: Adilson Silva Oliveira
Disciplina: Português Instrumental Jurídico
A narrativa
Toda narrativa é a exposição de fatos (reais ou fictícios) que se passam em determinado lugar e com certa duração, em atmosfera carregada de elementos circunstanciais. São elementos essenciais da narrativa: 
a) o quê: o fato que se pretende contar; 
b) quem: as partes envolvidas; 
c) como: o modo como o fato aconteceu; 
d) quando: a época, o momento, o tempo do fato; 
e) onde: o registro espacial do fato; 
f) porquê: a causa ou motivo do fato; 
g) por isso: resultado ou consequência do fato.
Texto Narrativo
A marca fundamental do texto narrativo é a existência de um enredo, no qual se desenvolvem as ações das personagens, marcadas pelo tempo e pelo espaço. Assim, a narração possui um narrador (quem apresenta a trama), as personagens (principais e secundárias), o tempo (cronológico ou psicológico) e o espaço (local em que se desenvolve a história). Sua estrutura básica é: apresentação, desenvolvimento, clímax e desfecho.
Medo da senhora
“A escrava pegou a filhinha 
Nas costas 
E se atirou no Paraíba 
Para que a criança não fosse judiada.” 
 Oswald de Andrade
Parágrafo narrativo
No dia 15 de maio do corrente ano, o Autor, tendo vendido o Réu o imóvel constituído do apartamento nº 56 do prédio denominado ― Monte Castelo II, na Rua José do Patrocínio, 603, confiou a este o telefone de número 813-4672, que ali se encontrava instalado, e do qual o autor é assinante, conforme recibo da TELESP (doc.2). Tal fato deveu-se à única e exclusiva circunstância de que, tendo de proceder à entrega do imóvel vendido, nos termos da escritura de compra e venda, lavrada em notas do Tabelião do 26º Oficio, Livro nº 2, fls. 56, não conseguia o Autor a retirada do referido aparelho telefônico, embora tinha pedido, por escrito, tal retirada, desde o dia 16 de maio (doc.3).
Pequeno trecho de um modelo de Petição
Mostra ao leitor como se processa a narrativa: períodos curtos, perfeito do indicativo, indicando no início o tempo dos acontecimentos e demais circunstâncias que permitem revelar como aconteceram os fatos e o porquê deles, para que dessa narrativa se chegue logicamente a uma conclusão, resultado ou consequência do fato vivenciado pelas partes envolvidas.
Exemplo de narrativa
Nosso pai não voltou. Ele não tinha ido a nenhuma parte. Só executava a intenção de se permanecer naqueles espaços do rio, de meio a meio, sempre dentro da canoa, para dela não saltar, nunca mais. A estranheza dessa verdade deu para estarrecer de todo a gente. Aquilo que não havia, acontecia. Os parentes, vizinhos e conhecidos nossos se reuniram, tomavam juntamente conselho. (Guimarães Rosa, 1962, p. 32)
 Comentários: a narrativa em 1ª pessoa revela a visão do autor em relação ao fato contado. Os verbos no perfeito (consummatum est) trazem a dor da situação real, acontecida. O verbo acontecia (no imperfeito) indica a continuidade da situação no espírito do narrador, porque as horas devem ter-lhe sido penosas e o fato difícil de se aceitá-lo verdadeiro. O momento do texto é o início do clímax, havendo mais intensidade na sequência dos atos, prenunciando o desfecho.
O parágrafo descritivo na redação jurídica
A descrição é amplamente empregada na redação jurídica porque a narrativa dos fatos é tecida por meio da descrição desses fatos, buscando os elementos e pormenores que “pintem o quadro”, segundo a versão da parte processual. A descrição não é uma técnica empregada com exclusividade no mundo jurídico, mas que assenta os juízos dissertativos, robustecendo a narrativa dos fatos.
Exemplo (acusação)
“Este é o acusado. Um acusado que vem aqui e mente, se Vossas Excelências observarem, hoje ele diz que é casado consta no outro interrogatório que ele estava separado, procura modificar aquilo que já declarou para o próprio juiz, procurando confundi-lo, procurando inverter pequenos detalhes para se amoldar a uma possível e imaginária tese de defesa. É um elemento perigoso, mesquinho, mesquinho porque quando de uma discussão com um funcionário da SAMAE por uma questão de água sacou um revólver e também atirou”.
Exemplo (defesa)
“Às vezes escapou que, ao invés de justificar, passa a castigar. É o caso, senhores, típico do acusado. Hoje pintaram um quadro aqui, que se não houvesse alguém para rebater, o acusado apodreceria na cadeia. Excelências, nós vamos nos referir ao acusado o cidadão. Honesto, trabalhador, não é vadio, não é malandro. O acusado foi vítima das circunstâncias. Aconteceu um fato na vida do acusado. O acusado tem uma vida anterior ao crime, e tem uma vida posterior como vou mostrar a Vossas Excelências. Não é como disse a nobre promotoria que o acusado praticou crimes. É o primeiro. Ele é primário. É o primeiro delito do acusado. O outro, ele já pagou, Excelências”.
Texto Descritivo
O texto descritivo expõe apreciações e observações, de modo que indica aspectos, características, detalhes singulares e pormenores, seja de um objeto, lugar, pessoa ou fato. Dessa maneira, alguns recursos linguísticos relevantes na estruturação dos textos descritivos são: a utilização de adjetivos, verbos de ligações, metáforas e comparações.
Exemplos
O Nordeste é marcado pela diversidade nas suas seis regiões naturais. Nelas são encontradas áreas densamente povoadas, áreas com população rarefeita, poucas ilhas de umidade, espaços serranos em que o verde ainda se mantém preservado e imensos vazios, nos quais se identifica estágio de desertificação. Para entendê-lo, há que se partir das peculiaridades apresentadas por essas diferenças, embora estas também estejam em processo de descaracterização. Diário do Nordeste (CE), 11/3/2010 (com adaptações). 
“Eu não dei por esta mudança, tão simples, tão certa, tão fácil: Em que espelho ficou perdida a minha face?” - Cecília Meireles 
O parágrafo dissertativo na redação jurídica
Exige do redator um posicionamento diante de determinado assunto, quer expressando sua opinião, quer postulando uma tese.
Dissertação expositiva e dissertação argumentativa
Dissertação expositiva: É a discussão de uma ideia, de um assunto. A intenção do redator é a de expor um assunto, comentando-o. É bem elaborada quando se discute um assunto com profundidade, de forma clara, estando as ideias amarradas a um tópico frasal (uma introdução) que apresente, com segurança, a ideia central.
 Dissertação argumentativa: É aquela em que o redator se mune das técnicas de persuasão com o objetivo de convencer o leitor a partilhar de sua opinião ou mudar de ponto de vista. Na atividade jurídica é imprescindível esse tipo de dissertação, por corresponder à própria natureza persuasiva do discurso forense. Entretanto, toda ideia só tem força persuasiva se as razões que a fundamentam estiverem claras e bem sustentadas. Somente as provas podem completar o plano argumentativo.
Exemplo
Na mitologia grega, Sísifo foi condenado por Zeus a rolar uma enorme pedra morro acima eternamente. Todos os dias, Sísifo atingia o topo do rochedo, contudo era vencido pela exaustão, assim a pedra retornava à base. Hodiernamente, esse mito assemelha-se à luta cotidiana dos deficientes auditivos brasileiros, os quais buscam ultrapassar as barreiras as quais os separam do direito à educação. Nesse contexto, não há dúvidas de que a formação educacional de surdos é um desafio no Brasil o qual ocorre, infelizmente, devido não só à negligência governamental, mas também ao preconceito da sociedade.
A Constituição cidadã de 1988 garante educação inclusiva de qualidade aos deficientes, todavia o Poder Executivo não efetiva esse direito. Consoante Aristóteles no livro "Ética a Nicômaco", a política serve para garantir a felicidade dos cidadãos, logo se verifica que esse conceito encontra-se deturpado no Brasil à medida que a oferta não apenas da educação inclusiva, como também da preparação do número suficiente de professores especializados no cuidado com surdos não está presente emtodo o território nacional, fazendo os direitos permanecerem no papel.
Outrossim, o preconceito da sociedade ainda é um grande impasse à permanência dos deficientes auditivos nas escolas. Tristemente, a existência da discriminação contra surdos é reflexo da valorização dos padrões criados pela consciência coletiva. No entanto, segundo o pensador e ativista francês Michel Foucault, é preciso mostrar às pessoas que elas são mais livres do que pensam para quebrar pensamentos errôneos construídos em outros momentos históricos. Assim, uma mudança nos valores da sociedade é fundamental para transpor as barreiras à formação educacional de surdos.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Cabe ao Ministério da Educação criar um projeto para ser desenvolvido nas escolas o qual promova palestras, apresentações artísticas e atividades lúdicas a respeito do cotidiano e dos direitos dos surdos. - uma vez que ações culturais coletivas têm imenso poder transformador - a fim de que a comunidade escolar e a sociedade no geral - por conseguinte - conscientizem-se. Desse modo, a realidade distanciar-se-á do mito grego e os Sísifos brasileiros vencerão o desafio de Zeus.
Isabella Barros Castelo Branco, do Piauí.
Exemplo
Um grupo de professores da rede pública tem unido forças a fim de questionar as formas de ensino, consideradas tradicionais e ultrapassadas frente ao mundo contemporâneo. A iniciativa visa a construir conjuntamente alternativas para despertar novamente o interesse dos alunos na escola. Uma das possibilidades levantadas é aliar o uso das novas tecnologias do cotidiano (celulares, videogames etc) como ponto de partida para as aulas.
No trecho acima, o autor expõe a opinião de um grupo de professores que se mobilizam para mudar os rumos da educação. No entanto, em momento algum ele apresenta uma tese em defesa ou não do que foi apresentado ao leitor ou argumentos ou informações que reforcem a existência do problema.
O PARÁGRAFO-PADRÃO
O QUE É O PARÁGRAFO
O parágrafo é uma unidade de composição do texto constituída por um ou mais de um período, em que se desenvolve determinada ideia central, ou nuclear, à qual se agregam outras, secundárias, intimamente relacionadas pelo sentido e logicamente decorrentes dela.
“Em geral, o parágrafo-padrão, aquele de estrutura mais comum e mais eficaz, – o que justifica seja ensinado aos principiantes – consta, sobretudo na dissertação e na descrição, de duas e, ocasionalmente, de três partes: a introdução, representada na maioria dos casos por um ou dois períodos curtos iniciais, em que se expressa de maneira sumária e sucinta a ideia-núcleo (é o que passaremos a chamar daqui por diante de tópico frasal ou frase-núcleo); o desenvolvimento, isto é, a explanação dessa ideia-núcleo; e a conclusão, mais rara, mormente nos parágrafos pouco extensos ou naqueles em que a ideia central não apresenta maior complexidade.” (Othon Garcia. Comunicação em prosa moderna. RJ: FGV, 1988, p.206)
A IMPORTÂNCIA DO TÓPICO FRASAL
O tópico frasal é de suma importância tanto para quem escreve quanto para quem lê o parágrafo.
• Para quem escreve, é importante para que não “se perca” ao escrever, pois terá aquela ideia como base do parágrafo, evitando assim um aglomerado de ideias soltas. O tópico frasal será o seu “norte”.
• Para o leitor, é importante porque, ao iniciar a leitura do parágrafo, ele já sabe que ideia irá encontrar ao longo da unidade.
EXEMPLOS DE PARÁGRAFOS PADRÃO
“Viver é mesmo uma ginástica. O coração se contorce para bombear o sangue que, por sua vez, corre o corpo inteiro. A respiração estica e encolhe os pulmões. O aparelho digestivo se dobra e desdobra com o alimento. Tudo na vida animal é movimento - músculos que se contraem, músculos que se estendem. Graças a cerca de 650 músculos o homem pode, além de viver, ficar em pé, andar, dançar, falar, piscar os olhos, cair na gargalhada, prorromper em lágrimas, expressar no rosto suas emoções, escrever e ler este texto. Portanto, o desempenho da musculatura é muito mais forte que mera força bruta.” (Revista Superinteressante, n.2, 1988)
Todos sabem que a cada dia se torna mais difícil trafegar pelas ruas da capital amazonense. Com a facilidade que existe hoje para se adquirir um automóvel, o número de veículos em circulação vem crescendo em larga escala. Só que a cidade não foi preparada para essa nova realidade. Cresceu rápida e desordenadamente nas últimas décadas, sem ruas e bairros planejados para a grande demanda de carros. Isso, somado à falta de preparo de motoristas e pedestres, resultou no trânsito confuso e estressante de hoje. (Carlos Guedelha)
TIPOS DE TÓPICO FRASAL
a) DECLARAÇÃO INICIAL
Faz-se uma declaração inicial, que será comentada em seguida.
Ex: “O conhecimento nasceu como uma extensão do corpo, para ajudá-lo a viver. O corpo sentiu dor, e a dor fê-lo usar a inteligência a fim de encontrar uma receita para pôr fim à dor. O corpo sentiu prazer, e o prazer fê-lo usar a inteligência a fim de encontrar uma receita para repetir a experiência de prazer. Esse é o início do conhecimento. Foi assim que nasceu a ciência.” (RUBEM ALVES. Folha de S. Paulo, 12.09.99)
b) DEFINIÇÃO
É uma forma de iniciar parágrafos sobre termos que pedem uma ligeira conceituação.
Ex: “O mito, entre os povos primitivos, é uma forma de se situar no mundo, isto é, de encontrar o seu lugar entre os demais seres da natureza. É um modo ingênuo, fantasioso, anterior a toda reflexão e não crítico de estabelecer algumas verdades que não só explicam parte dos fenômenos naturais ou mesmo a construção cultural, mas que dão, também, as formas da ação humana.” (Maria Lucia Aranha, Temas de filosofia. São Paulo: Moderna, 1992, p. 62)
c) DIVISÃO
Usa-se um numeral ou um pronome indefinido no plural como vários, alguns etc. O que se faz em seguida é apresentar as ideias como uma enumeração.
Ex: “O povoamento do sul do Brasil processou-se de dois modos diferentes: no litoral, pela vinda de colonos açorianos, que chegavam com algumas ferramentas, sementes, um pouco de dinheiro; no interior, pela chegada de famílias paulistas, que seguiam os caminhos do altiplano. O duplo aspecto do povoamento dará lugar a dois tipos de sociedade e dois tipos de economia.” (Roger Bastide, Brasil: Terra de Contraste)
d) ALUSÃO HISTÓRICA
Utiliza-se algum fato histórico como ponto de partida para desenvolver o parágrafo.
Ex: “Após a queda do muro de Berlim, acabaram-se os antagonismos leste-oeste e o mundo parece ter aberto de vez as portas para a globalização. As fronteiras foram derrubadas e a economia entrou em rota acelerada de competição. Preparou-se o terreno para a construção da chamada aldeia global.” (Antonio Carlos Viana)
e) INTERROGAÇÃO (PERGUNTA)
Inicia-se o parágrafo com uma pergunta que desperta a reflexão do leitor. A pergunta não é respondida de imediato, mas ao longo da argumentação.
Ex: “Será que é com novos impostos que a saúde melhorará no Brasil? Os contribuintes já estão cansados de tirar dinheiro do bolso para tapar um buraco que parece não ter fim. A cada ano, o cidadão é lesado por novos impostos para alimentar um sistema que só parece piorar.” (Antônio Carlos Viana)
f) ADJETIVAÇÃO
O uso de dois ou mais adjetivos servem de base para a argumentação.
Ex: “O atual e crescente interesse pelo canto gregoriano é notável e compreensível. Notável porque se dá numa época em que tudo o que está na moda tem de ser barulhento e acelerado; compreensível porque nenhuma outra música proporciona uma sensação de tranquilidade e paz interior tão profunda. Os cantos tranquilizadores conquistaram o mundo em busca de uma nova espiritualidade” (Encarte do CD Vozes da tranquilidade, Reader’s Digest Música)
g) CITAÇÃO
Inicia-se o parágrafo com a citação de alguma frase interessante dita por alguém renomado.
Ex: “Todo brasileiro é mestiço. Se não no sangue nas ideias”. A observação é de Sílvio Romero, e foi feita há cerca de um século. De fato, o material de que se alimenta a vida espiritualde todos os brasileiros provém de fontes étnicas muito diversas e muito misturadas. Tradições culturais europeias se cruzam com raízes africanas e matrizes indígenas, antes de receberem influências asiáticas, sobretudo através da imigração japonesa. A riqueza (a universalidade) de uma cultura nacional depende de muitos fatores. E depende, decisivamente, de sua capacidade de saber assimilar a diversidade das experiências humanas que lhe chegam, através dos mais distintos caminhos. (Leandro Konder, O Globo, 11 out. 1992).
h) UMA SEQUÊNCIA DE FRASES NOMINAIS
Inicia-se o parágrafo com uma série de frases nominais (frases sem verbo). É um tipo de tópico frasal bastante expressivo.
Ex: Desabamento de shopping em Osasco. Morte de velhinhos numa clínica do Rio. Meia centena de mortes numa clínica de hemodiálise em Caruaru. Chacina de sem-terras em Eldorado dos Carajás. Muitos meses já se passaram e esses fatos continuam impunes, comprovando a máxima de que no Brasil a impunidade alimenta o crime.
i) ILUSTRAÇÃO
Inicia-se o parágrafo apresentando um fato para ilustrar o tema.
Ex: “Na mesma semana que morreu Ayrton Senna, morreu atropelada no Rio, mais precisamente na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, uma empregada doméstica chamada Rosilene. Durante uma hora os carros passaram por cima de seu corpo, a ponto de só ser reconhecida através das impressões digitais que restaram. O Brasil inteiro chorou a morte de Senna, mas poucos souberam do fim trágico de Rosilene. Este é bem o retrato do país que habitamos. Somos cada dia mais dois Brasis. Um, dos ricos e famosos, que faz uma nação inteira chorar ou pelo menos se interessar pelo caso. Outro, o dos miseráveis, cujas vidas não interessam a ninguém.” (Antônio Carlos Viana)
RELAÇÃO ENTRE TESE E ARGUMENTO
De modo geral, a relação entre tese e argumento pode ser compreendida de duas maneiras principais:
Argumento, portanto, Tese (A→ pt→T) 
ou 
Tese porque Argumento (T→ pq→A):
(A→ pt→T)
“O governo gasta, todos os anos, bilhões de reais no tratamento das mais diversas doenças relacionadas ao tabagismo; os ganhos com os impostos nem de longe compensam o dinheiro gasto com essas doenças. Além disso (Ainda, e, também, relação de adição → quando se enumeram argumentos a favor de sua tese), as empresas têm grandes prejuízos por causa de afastamentos de trabalhadores devido aos males causados pelo fumo. Portanto (logo, por conseguinte, por isso, então → observem a relação semântica de conclusão, típica de um silogismo), é mister que sejam proibidas quaisquer propagandas de cigarros em todos os meios de comunicação.”
(T→ pq→A)
O governo deve imediatamente proibir toda e qualquer forma de propaganda de cigarro, porque (uma vez que, já que, dado que, pois → relação de causalidade) ele gasta, todos os anos, bilhões de reais no tratamento das mais diversas doenças relacionadas ao tabagismo; e, muito embora (ainda que, não obstante, mesmo que  → relação de oposição: usam-se as concessivas para refutar o argumento oposto) os ganhos com os impostos sejam vultosos, nem de longe eles compensam o dinheiro gasto com essas doenças.
EXERCÍCIOS
1) Identifique o sentido argumentativo dos seguintes textos, e separe, por meio de barras, a tese e o(s) argumento(s).
a) “Meu carro não é grande coisa, mas é o bastante para o que preciso. É econômico, nunca dá defeito e tem espaço suficiente para transportar toda a minha família.”
b) “Veja bem, o Brasil a cada ano exporta mais e mais; além disso, todo ano batemos recordes de produção agrícola. Sem contar que nosso parque industrial é um dos mais modernos do mundo. Definitivamente, somos o país do futuro.”
c) “Embora a gente se ame muito, nosso namoro tem tudo para dar errado: nossa diferença de idade é grande e nossos gostos são quase que opostos. Além disso, a família dela é terrível.”
Até a próxima!
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