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Distúrbios da função hematopoiética · Adaptação celular são ações e reações, que influenciam de forma decisiva em seu estado fisiológico ou patológico · Fisiologia da adaptação celular está relacionada a involução, evolução, mutação e alterações de forma natural – como o timo, mama pós lactação e útero pós parto. · Anatomia patológica está relacionada a esses processos naturalmente ou não, mas que causem alguma patologia em decorrência da alteração, como atrofia por desuso, atrofia por desnutrição. Alterações de crescimento celular · Atrofia 1. Diminuição de tamanho 2. Relacionado a desuso, isquemia e desnutrição 3. Geralmente associado a apoptose e a autofagia 4. Diminuição das organelas, do volume e da função 5. Catabolismo é maior que o anabolismo 6. Pode ser simples/quantitativa · Diminuição de volume celular e do órgão, com estrutura, forma e número de células normais 7. Atrofia numérica · Diminuição do número de células e do volume do órgão, com volume celular normal. 8. Atrofia numérica com proliferação · Diminuição do número de células parenquimatosas do órgão, com proliferação fibroblástica e adipocitária (células da glia e no SNC). · Volume do órgão pode permanecer normal, diminuir ou até mesmo aumentar (Pseudo hipertrofia) · Hipertrofia 1. Aumento da síntese dos constituintes celulares 2. Anabolismo maior que catabolismo 3. Ocorre em células que tem bloqueada sua capacidade para dividir-se 4. qualquer aumento de volume orgânico, seja por aumento do volume celular ou mesmo por aumento do número de células 5. Macro: · Aumento de volume de um órgão por aumento da demanda funcional (adaptação) ou por aumento dos estímulos ou por aumento dos estímulos tróficos 6. Micro: · Aumento de volume das células que compõem o órgão, associado ao aumento do estroma, com aumento da síntese intracelular em células pós mitóticas ou permanentes ou perenes 7. Para que ocorra é necessário · Fluxo sanguíneo adequado · Inervação · Especificidade do estímulo · Integridade morfofisiológica 8. Tipos · Compensatória · Órgão par aumenta de volume e assume função do homólogo alterado ou ausente · Vicariante · Tecido intacto de órgão único lesado compensa a função da fração; · Hipertrofia subcelular do retículo endoplasmático liso · Aumento do R.E.L. após a administração de barbitúricos, esteroides, hidrocarbonetos - explica a tolerância progressiva a estas substâncias (↑ da capacidade de detoxificação por aumento da desmetilação oxidativa) · Hiperplasia 1. Formação excessiva – aumento do número de células em órgão ou tecido 2. Fisiologia: aumento da capacidade funcional quando é necessário - regeneração de tecidos, aumento das mamas para a lactação, aumento do útero. 3. Patologia: estimo excessivo das células alvo por hormônios ou fatores de crescimento · Hiperplasia de endométrio · Hiperplasia de próstata 4. Macro: Aumento de volume e peso de um órgão por aumento da demanda funcional (adaptação) ou por aumento de estímulos tróficos 5. Micro: Aumento do número de células que o compõem (Células intermitóticas ou estáveis e/ou lábeis), conseqüência do aumento de mitoses – como a próstata Alterações de diferenciação celular · Metaplasia · Substituição adaptativa reversível, como reprogramação celular · Transformação de um tecido já diferenciado em outro diferente (mais resistente ao ambiente adverso), mas de mesma origem embrionária · Ex: fumante - epitelio pseudo-estratificado ciliado que reveste os brînquios substituído pelo epitélio estratificado pelo epitélio estratificado pavimentoso. Células do estômago se transformando em células intestinais · Displasia · Células anormais e/ou desorganizadas em um tecido ou órgão resposta das células a agressões repetidas; · Crescimento anormal ou neoplasias · Leve, moderada ou grave · Tecido: abrange os erros locais do desenvolvimento, as Displasias Adquiridas ou Hiperplasias Atípicas Hiperplasias Atípicas resposta proliferativa atípica e resposta proliferativa atípica e irregular às irritações crônicas, reversível · Lesões pré malignas · Anaplasia · Perda da característica especializada das células; · Desvio na formação celular normal - se tornam mais semelhantes às células embrionárias podendo indicar uma neoplasia; Alterações no desenvolvimento da célula · Agenesia · Ausência parcial ou completa de um órgão ou tecido do organismo, podendo afetar posteriormente a pessoa ou posteriormente a pessoa ou animal na sua fase pós-natal · Na embriogênese o tecido não se desenvolve normalmente · Pode não ser compatível com a vida · Aplasia · Disfunção celular ou tecidual que leva à interrupção do seu tecidual que leva à interrupção do seu desenvolvimento, surgindo após o nascimento · Aplasia arterial, aplasia óssea · A aplasia medular leva a anemia aplásica · Hipoplasia · Subdesenvolvimento ou desenvolvimento incompleto de um tecido ou órgão, na qual a atividade formadora dos tecidos orgânicos encontra-se diminuídos · Atresia · Condição congênita de que afeta a formação de cavidades e que resulta no fechamento anormal ou ausente em um órgão ou tecido, ou seja, de cavidades · Ectopia · Deslocameno de um tecido ou órgão, ou mesmo sua má posição, na qual gera alteração morfopatológica · Ectopia cervical · substituição do epitélio colunar pelo epitélio estratificado escamoso, de modo incompleto –risco de infecção Células do sangue · Tecido sanguíneo · Faz parte do sistema circulatório · Sistema vascular sanguíneo · coração, artérias (vasos eferentes – se tornam menores conforme se ramificam –leva sangue com nutrientes, oxigênio para conforme se ramificam –leva sangue com nutrientes, oxigênio para os tecidos), capilares (vasos menores – adaptam para exercer troca metabólica entre sangue e tecidos circunvizinhos), veias · Sistema vascular linfático · vasos linfáticos, svs– retornar ao sangue o fluido dos espaços intersticiais · Circulação · O sangue pela veia cava entra no átrio direito, bombeira para o ventrículo direito, que vai para a artéria tronco pulmonar que leva os pulmões e ocorre troca gasosa, retornando ao coração pelas veias pulmonares (pequena circ.); está desagua no átrio esquerdo, que bombeia para o ventrículo esquerdo, que vai para a aorta, que leva o sangue ao corpo, nutre as estruturas e volta ao coração (grande circ.) · Sangue · Esfregaço é o exame que avalia características físicas das células, permitindo comparações (número de células, formato, tamanho e delimitações) · especialização de tecido conjuntivo líquido que circula pelo sistema cardiovascular; · Atua na distribuição (transporte e regulação) de nutrientes, oxigênio, hormônios, assim como na excreção de metabólitos e gás carbônico. Promove proteção devido coagulação, evitando perdas excessivas do sistema circulatório depois de uma lesão; · Plasma é a matriz líquida · Amarelo claro · Principalmente água · Várias substâncias dissolvidas · Elementos: · Eritrócitos - transporte de oxigênio para tecidos e CO2 para os pulmões · Leucócitos - resposta imune · Plaquetas – fragmentos celulares de coagulação · Glóbulos brancos · Leucócitos · Células nucleadas, esféricas, atuam diretamente na fagocitose, reações imunológicas e alérgicas · Atração por quimiotaxia - quando da invasão por microrganismos migram para exercer ação; · Produzidos na medula e em tecidos linfoides · Granulares · Neutrófilos · Citoplasma pálido, contorno irregular, granular e núcleo lobulado ligado por cromatina (2 a 5), com presença de enzimas lisossômicas; · Eosinófilos · Núcleo bilobulado; · Possui grânulos ovóides que se coram pela eosina, sendo maiores que dos neutrófilos · Função de restrição de reações alérgicas e infecções parasitárias; · Basófilos · Núcleo bilobulado e volumoso, com forma retorcida e irregular; · Grânulos grandes que obscurecem o núcleo · Envolvidos em processos associados a reações alérgicas e de hipersensibilidade · Possuem receptores para imunoglobulina E (IgE); secretam citocinas IL-4 e IL-3, leucotrienos e mediadores inflamatórios; · Os grânulos possueminibidores de coagulação (heparina e histamina) que aumenta a permeabilidade vascular e causa reações alérgicas imediatas por fatores quimiotáxicos distantes. · Núcleo com formato irregular e presença de grânulos no citoplasma (observados em microscopia, por meio de corantes específicos); · Agranulados · Linfócitos · Reconhecem moléculas estranhas presentes em diferentes agentes infecciosos, combatendo por meio de resposta humoral · Linfócitos B - saem da medula como células maduras - plasmócitos produtores de anticorpos; · Linfócitos T - completam a maturação no timo - destruição de células estranhas, estímulo ou inibição da produção de anticorpos; · Células NK · Monócitos · Atravessa para o vaso sanguíneo por diapedese e migra para os tecidos - aumenta de tamanho - diferencia em macrófago - fagocita microrganismos e faz limpeza dos restos celulares pós infecção; · Promovem ativação de linfócitos · Plaquetas · Fragmentos celulares multinucleadas maiores: megacariócitos · coagulação sanguínea e reparação da parede dos vasos sanguíneos, evitando perda de sangue (hemostasia) · Produzida no fígado, rim, músculo esquelético e estroma da medula · Produção dependente de citocinas IL-3, IL-6 e IL-11 principalmente e da Trombopoietina (TPO); · Baixa contagem - Estímulo da trombopoiese - ↑ de TPO em células do estroma da medula (indução) mediado por citocinas, fator de crescimento derivado de plaquetas (PDGF) e fator de crescimento fibroblástico (FGF) · Glóbulos vermelhos · Hemácias · Discos bicôncavos, anucleados, possuindo membrana plasmática com permeabilidade seletiva, citosol e HG · Hemoglobina: proteína de transporte de O2 e removendo dióxido de carbono das células e tecidos corporais; · Proteína conjugada com Fe; · Formada por 4 subunidades que contém grupo HEME ligado a um polipeptídio. · Anemias · Megaloblástica · Ingestão ou absorção inadequada de B12 ou ácido fólico · Hemácias grandes e anormais · Falciforme · Defeito genético hereditário na hemoglobina · Ferropriva · Absorção inadequada de ferro, perda excessiva ou aumento da demanda de ferro, ou ainda ingestão insuficiente · Síntese insuficiente de hemoglobina · Hematopoiese · Processo contínuo e regulado de produção de células do sangue - envolve renovação, proliferação, diferenciação e maturação celular · início: células tronco hematopoiéticas – medula óssea · eritropoietina (hormônio da eritropoiese) – produzido pelos rins regula produção de hemácias por um sistema de retroalimentação (quando níveis de hb caem (anemia), ↓ aporte de O2 - ↑ eritropoietina - + produção de hemácias pela medula · Derivação celular da medula · Células mesenquimais ou células tronco pluripontentes. · Células tronco pluripotentes – não podem originar um ser vivo completo, extraembrionário – são células que se diferenciam em quase todos os tecidos humanos, menos placenta e anexos embrionários. · Células tronco totipotentes: originam seres vivos · Células mesenquimais ou células tronco pluripontentes: · Capacidade de proliferação e formação de células-tronco: · Mieloide: glóbulos vermelhos, plaquetas, eosinófilos, basófilos, neutrófilos e monócitos; · Linfóides: linfócitos T, linfócitos B; · Tipo de Célula-Tronco Origem Potencial de Diferenciação Totipotentes Mórula (até 16 células) Ilimitado — podem gerar todos os tecidos do corpo, inclusive placenta e anexos embrionários. Pluripotentes Blastocisto — massa celular interna (embrioblasto) Podem gerar todos os tecidos corporais, exceto os anexos embrionários. Multipotentes Células mesenquimais (ex: da medula óssea, neurais, sangue do cordão umbilical) Limitado — originam apenas células do tecido de origem. · Sistema Digestório · Função: Captar, processar e absorver nutrientes necessários à sobrevivência; · Digerir alimentos - moléculas que sejam absorvíveis; · Promover absorção de água e eletrólitos - manutenção das funções metabólicas; · Promover excreção de resíduos; · Inicia na boca – passa pelo esôfago, chega no estômago por ele e passa pela cárdia e pelo piloro, chega ao duodeno e vai até o intestino delgado passando por jejuno e íleo, dele vai até o intestino grosso, passando pelo colo ascendente, colo transverso, colo descendente, colo sigmoide e reto, chegando ao ânus. · Ações auxílio: órgãos e glândulas anexas (salivares, fígado, vesícula biliar e pâncreas); · Tubo digestório – 4 camadas · MUCOSA: mais interna – luz do TGI células epiteliais especializadas absorção e secreção; Lâmina própria e muscular da mucosa; · SUBMUCOSA: abaixo da mucosa colágeno, elastina e vasos sanguíneos e linfáticos – plexo submucoso; · MUSCULAR: 2 camadas de musculo liso, músculo circular e músculo longitudinal – motilidade do TGI; · SEROSA ou adventícia: mais externa – delimita cavidade abdominal continuação da membrana peritoneal. · Regulação do Sistema Digestivo · Sistema Nervoso Entérico (SNE) (do esôfago ao ânus): controla secreções e movimentos. · Sistema Nervoso Autônomo (SNA): · Simpático: inibe motilidade e secreção. · Parassimpático (nervo vago e pélvico): estimula funções do TGI. · inerva parte superior (esôfago, estômago, intestino delgado, cólon ascendente) do TGI e NP inferior do TGI (cólons transverso, descendente, reto) informações nervosas coordenadas e retransmitidas ao músculo liso, células endócrinas e secretoras · Hormônios reguladores: · Gastrina, Secretina, Colecistocinina, Enterogastrona. · Hormônio Produzido por Função Principal no TGI Gastrina Células G do estômago Estimula produção de HCl e crescimento da mucosa gástrica. Secretina Duodeno (células S) Estimula o pâncreas a liberar bicarbonato (neutraliza o quimo). Colecistocinina (CCK) Duodeno e jejuno (células I) Estimula liberação de enzimas pancreáticas e bile. Enterogastrona Intestino delgado Inibe motilidade gástrica e retarda o esvaziamento do estômago. · Regulação das funções do TGI · Esfíncter – evitar o retorno do bolo alimentar (esofágico inferior e o esfíncter pilórico) · Contração e relaxamento das paredes e esfíncteres - função de “empurrar” o alimento da boca ao reto –velocidade controlada – digestão e absorção. E misturar o alimento nas secreções gastrintestinais – expondo às enzimas digestivas · Digestão - degradação do alimento ingerido até moléculas que sejam absorvíveis - mastigação/trituração e enzimas digestivas; Tem-se hidrólise e incorporação aos LIP, PTN e CHO – digestão destes; ocorre na cavidade oral, no estômago e intestino delgado · Processo da digestão · Começa na boca - Início da trituração/fragmentação do alimento – mastigação –facilitar a alimento – mastigação –facilitar a deglutição; · Tem-se secreção salivar (glândulas parótida, sublingual e submandibular); Saliva + alimento mastigado – mucina, enzimas digestivas (amilase salivar, lipase), bicarbonato, K, Na e Cloreto; · Saliva – função: digestão inicial do amido e glicogênio, diluição, lubrificação e tamponamento dos alimentos; limpeza dos dentes, excreção de substâncias; neutraliza substâncias ácidas, mantém pH neutro – evitar desmineralização dos dentes · Fase oral: auxlílio da lingua, o BA é Fase oral: auxlílio da lingua, o BA é empurrado iniciando a deglutição passa pela faringe (segunda fase); · Levantamento da faringe e fechamento da epiglote (evitando respectiva mente, a entrada dos alimentos nas vias aéreas superiores e inferiores) e abertura do esfíncter esofágico superior (EES) · Alimento já no esôfago -fase esofágica da deglutição onda peristáltica começa logo abaixo do EES e desloca começa logo abaixo do EES e desloca se até o esfíncter esofágico inferior (EEI), relaxando-o e permitindo a entrada do BA no estômago; · Pessoas com Mal de Parkinson podem apresentar dificuldades de deglutição disfagia – interferência na contração muscular · Estômago – grande reservatório de alimento · Função: reduzir o alimento em uma massa semifluida – quimo. · Região oral – que recebe o alimento; região caudal – misturar o alimento com suco gástrico (ácido clorídrico, muco, enzimas, eletrólitos e fator intrínseco)– estimulada pelo hormônio gastrina · Pepsina – principal enzima – ação do HCl transforma pepesina, enzima que catalisa a digestão de proteínas, lipase gástrica, renina (age sobre caseína); · Mucosa gástrica – muco que a protege da agressão do suco gástrico (acidez) regeneração constante; · Gastrite: desequilíbrio entre a agressão e a proteção, que resulta em inflamação da mucosa · Fator intrínseco mucopolipeptídeo –absorção de vitamina B12 –ausência dificulta vitamina B12 –ausência dificulta absorção – anemia megalobástica · Parte do suco gástrico é induzido pelo cheiro ou gosto do alimento (fase cefálica) · Esvaziamento gástrico – 3, 4 ou mais horas - neutralização da acidez do quimo e correta digestão e absorção dos nutrientes no intestino delgado; Tem-se relaxamento do esfincter pilórico e peristalse – passagem do quimo em direção ao ID; · SECREÇÃO: objetivo adicionar água, eletrólitos, muco e enzimas digestivas ao TGI – auxilia na digestão e absorção ao TGI – auxilia na digestão e absorção de nutrientes; · Produzidas pelas glândulas salivares, pâncreas e fígado · Muco: sintetizado em células especializadas no esôfago, mucosa do estômago, células do intestino e por glândulas salivares – proteção e lubrificação · DIGESTÃO E ABSORÇÃO: QUIMO no duodeno – hormônios Secretina – estimula o pâncreas a secretar íons bicarbonato – neutralização do íons bicarbonato – neutralização do quimo e transformação em quilo; · Colecistocinina – estimula o pâncreas a secretar enzimas digestivas no duodeno bile pela vesícula biliar; pH da bile é alcalino, neutralização do quimo; · Enterogastrona – intestino delgado inibe a motilidade gástrica, lentificando o esvaziamento gástrico; - quimo para intestino grosso; Digestão de CHO, PTN e LIP · Pâncreas – secreta suco pancreático (água, bicarbonado e enzimas digestivas); · Amilase pancreática; quimiotripsina, tripsina e carboxipeptidase – digerem proteínas; lipase pancreática – digestão de gordura; · Enzimas secretadas pelas células do intestino: maltase, sacarase, lactase (glicose e galactose) – função energética e/ou armazenada em forma de glicogênio hepático e muscular ou transformada em triglicerídeos · Proteínas – absorvidas no duodeno porção proximal do jejuno,na forma de aminoácidos, dipeptídeos e tripeptídeo · Gordura: ação da lipase pancreática, colesteral esterase e emulsificante da bile – só é liberada quando tem gordura no duodeno · ABSORÇÃO: movimento de nutrientes do lúmen intestinal para a circulação sistêmica · Maior parte no intestino delgado, principalmente jejuno e íleo · A água e os eletrólitos também são absorvidos na sua maior parte no intestino delgado · sódio, cloro, cálcio intestino delgado – sódio, cloro, cálcio (depende forma ativada da vitamina D3 que é o 1,25-dihidroxicolicalciferol). O ferro é absorvido na forma de ferro livre ou combinado a hemoglobina; Potássio, magnésio e fosfato também são ativamente absorvidos · Estômago – membrana absortiva com vilosidades – absorve substâncias lipossolúveis como álcool e alguns fármacos (aspirina); · Intestino grosso – absorve água e eletrólitos. · Intestino grosso – absorve água e eletrólitos, armazenamento de material fecal · não apresenta vilosidades, mas não se trata de uma superfície lisa pela presença das células de Lieberkuhn. · Glândulas da mucosa do intestino grosso secretam muco, que lubrifica as fezes, facilitando seu trânsito e eliminação pelo ânus · Bactérias vivem em mutualismo no intestino grosso, com função em dissolver os restos alimentícios não absorvíveis, reforçar o movimento intestinal e proteger o organismo contra bactérias estranhas · As fibras vegetais, não são digeridas nem absorvidas, contribuindo com porcentagem significativa da massa fecal. Como retêm água, sua presença torna as fezes macias e fáceis de serem eliminadas Patologias digestivas · Classes comuns de sintomas: · Dor abdominal ou torácica · Diarreia ou constipação · Sangramento do TGI · Deficiências vitamínicas ou má absorção · Náuseas, vômitos, disfagia · Podem ser: · Agudas - complicada por desidratação (baixa na ingesta ou débito de líquido), sepse (desintegração da função da barreira contra patógenos), sangramento (vascularização), choque · Crônica - desnutrição e estados de carência – má absorção, obstrução parcial ou completa (aderências e estenoses) · leve náusea, dor abdominal e anorexia até vômitos em jato e dor abdominal ao rechaço. Em casos graves, a obstrução pode resultar em perfuração, infarto e sangramento, hipotensão, choque, sepse e morte · Acalásia Esofágica · Esfíncter inferior do esôfago não relaxa – resulta em obstrução funcional · Disfagia, regurgitação e dor torácica. · Causas: idiopática, Doença de Chagas. · Refluxo Gastroesofágico (DRGE) · Queimação, dor torácica. · Causas: hérnia de hiato, relaxamento do esfíncter, obesidade, exposição repetitiva da mucosa esofágica ao ácido. · Complicações: esofagite, úlceras, cicatrizes. · Doença Acidopéptica · Causada pela H. pylori. · Úlceras gástricas e duodenais, gastrite. - erosão superficial ou profunda da mucosa · Sintomas: dor abdominal, hemorragia, perfuração. · Complicações: sangramento do TGI, resultando em hematêmese ou melena, e perfuração e infecção, resultando em dor abdominal intensa e sinais de abdome agudo; a úlcera duodenal apresenta-se como uma dor epigástrica persistente ou em queimação, ocorrendo 1 a 3 horas após as refeições, frequentemente despertando opa ciente à noite. · Doença Inflamatória Intestinal (DII) · Crohn: inflamação transmural, de qualquer parte do TGI. · caracterizada por falta de culturas positivas para patógenos microbianos conhecidos e falta de resposta a antibióticos isoladamente. · pacientes frequentemente são desnutridos e mostram evidências de estados de carência nutricional · Predominância no íleo distal, podendo envolver colo, cavidade oral, esôfago, estômago e intestino delgado proximal; · áreas de ulceração e inflamação acontecem de modo descontínuo envolvem toda a espessura da parede intestinal; · Entre as causas estão fatores genéticos, respostas imunes defeituosas, fatores dietéticos e tabagismo · Pode ocorrer: distúrbios inflamatórios das articulações (artrite), da pele (eritema nodoso), do olho (uveíte, irite), das membranas mucosas (úlceras aftosas da membrana bucal), Distúrbios renais, especialmente nefrolitíase, Amiloidose é uma complicação grave da doença, assim como a doença tromboembólica. · Retocolite Ulcerativa: restrita à mucosa do cólon e reto. · processo semelhante a anterior, inclusive infecções, alergias a componentes da dieta, respostas imunes a bactérias e autoantígenos, e fatores psicossociais · Pode apresentar diarreia sanguinolenta e má absorção, enteropatia com perda de proteína e má nutrição · podem causar um excesso de tecido de granulação que faz protrusão para o lúmen do intestino (pseudopólipos) · Sintomas: diarreia com sangue, dor abdominal, perda de peso. · Complicações: fístulas, perfurações, manifestações extraintestinais (pele, olhos, fígado). · Síndrome do Intestino Irritável (SII) · Causa funcional, sem alteração orgânica. · Sintomas: dor abdominal, alternância entre diarreia e constipação, distensão abdominal. · Influência do estresse e disfunção motora do cólon. · Pessoas normais: contrações peristálticas de alta Pessoas normais: contrações peristálticas de alta amplitude ocorrem de 6 a 8 vezes por dia; · Em SII a frequência de amplitude alta é diminuída, referenciando a constipação como consequência da diminuição da motilidade. Função circulatória: · Estrutura do Coração: órgão complexo com 4 câmaras (átrios e ventrículos) que bombeiam sangue pelas circulações pulmonar e sistêmica. · Função dos Átrios: bombas de condicionamento e estoque (20-30% do enchimento ventricular). · Embriologia: o coração se forma como uma invaginação no saco pericárdico. · Pericárdio: normalmente contém 40 a 50 mL de líquido seroso. · Artérias Coronárias: surgem da aorta e irrigam o miocárdio. Circulação dominante: · Direita (80%): artéria descendente posterior. · Esquerda(20%): artéria circunflexa. · Atividade Elétrica Cardíaca · ECG: · Onda P: despolarização atrial. · Complexo QRS: despolarização ventricular. · Onda T: repolarização ventricular. · Intervalos: · P até QRS: tempo de condução pelo nó AV e feixe de His. · Dinâmica Cardíaca: Pressão-Tempo e Pressão-Volume · Pressão-Tempo: 1. Átrio contrai → sangue para VE. 2. Valva mitral fecha → 1ª bulha (B1). 3. Valva aórtica abre → sangue para aorta. 4. Relaxamento do VE → fim da sístole. 5. Valva aórtica fecha → 2ª bulha (B2). 6. Valva mitral abre → enchimento ventricular. · Influenciada por: frequência, espessura da parede, pressão aórtica, tônus simpático e isquemia. · Pressão-Volume: · Débito cardíaco = frequência × volume sistólico. · Volume sistólico depende de: · Pré-carga: enchimento do VE no fim da diástole. · Pós-carga: resistência ao esvaziamento (pressão aórtica). · Contratilidade: força de contração. · Curvas de pressão-volume ajudam a entender insuficiência cardíaca e doenças valvares. Distúrbios Cardiovasculares · Arritmias: · Taquicardia (>100 bpm): · Aumento da automaticidade. · Repolarização retardada. · Circuitos reentrantes (ex: Wolff-Parkinson-White). · Bradicardia (