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Fonologia 
Fonologia é ramo da linguistica que 
estuda os sons e as sílabas. Fonema é o menor 
elemento sonoro capaz de estabelecer uma 
distinção de sentido entre as palavras. Ou seja, 
fonema é som, enquanto as letras são os 
símbolos representativos do som. O mesmo 
fonema pode ser representado por mais de uma 
letra, assim como uma letra pode representar 
mais de um fonema. 
Os fonemas são classificados em 
vogais, semivogais e consoantes. As vogais 
podem orais, quando o ar sai apenas pela boca, 
ou nasais, quando o ar sai também pelas fossas 
nasais. As vogais podem ser ainda átonas ou 
tônicas (mais intensa) e em toda silaba há 
apenas uma vogal. 
Com exceção da letra “a”, as demais 
vogais podem ser semivogais, quando não são 
p ronunc iados de mane i r a comple t a , 
especialmente “i” e “u”. OBS: o “m” no fim 
das palavras junto com “e” e “a” também é 
considerado semivogal.
Os encontro vocálicos são agrupamento 
de vogais e semivogais, sem consoantes 
intermediárias. Dividem-se em ditongo, 
tritongo e hiato.
• Ditongo: vogal (1) + semivogal (1/2). 
Podem ser crescentes, quando a semivogal 
vem antes, ou decrescentes, quando a vogal 
vem antes. Assim como as vogais, podem 
ser orais ou nasais.
• Tritongo: semivogal + vogal + semivogal, 
SEMPRE nessa ordem, numa mesma sílaba. 
Também pode ser oral ou nasal (marcado 
pelo “~” ou pelo “m”)
• Hiato: sequencia de duas vogais em uma 
mesma palavra que pertencem a saladas 
diferentes ou o encontro entre uma 
semivogal e uma vogal que pertencem a 
silabas diferentes (ex: ge-lei-a, pa-pa-gai-o 
etc)
A semi vogal sempre se agarra à 
primeira vogal que aparecer.
O e n c o n t r o c o n s o n a n t a l é o 
agrupamento de duas ou mais consoantes sem 
que haja vogal intermediária. Existem 3 tipos:
• Consoantes + r ou l: ocorrem numa mesma 
sílaba.
1
• As duas consoantes estão em sequencia na 
palavra, mas pertencem a silabas diferentes.
• Grupos consonantes que surgem no início 
dos vocábulos, por isso, são inseparáveis 
(ex: pneu, gnomo, psicólogo). Geralmente 
são consoantes “mudas”.
Os dígrafos ocorrem quando duas letras 
são usadas para representar um único fonema. 
Podem ser: 
• Consonantais:
lh
nh
ch
rr
ss
qu (quando u não é pronunciável)
gu (quando u não é pronunciável)
sc
sç
xc
• vocálicos:
ã (am ou an)
~e (em ou en)
~i (im ou in)
õ (om ou on)
~u (um ou un)
OBS: “gu” e “qu” são dígrafos somente 
quando, seguido de “e” ou “i”, representam 
fonemas /g/ e /k/: guitarra, aquilo. Nestes 
casos, a letra “u” não corresponde a nenhum 
fonema. Há palavras, no entanto, em que o “u” 
represente uma vogal ou semivogal (ex: 
aguentar, linguiça, aquífero). Nelas, “gu” e 
“qu” NÃO são dígrafos. Por fim, também não 
há dígrafo os casos seguidos de “a” ou “o”.
Sílabas são grupos pronunciados numa 
emissão de voz. Precisam de uma vogal inteira. 
Quanto ao número de silabas, são classificadas 
em:
• Monossílabas: uma única sílaba
• Dissílaba: duas sílabas
• Trissílaba: três sílabas
• Polissílaba: quatro ou mais sílabas
Na divisão silábica, deve-se respeitar:
1. Não se separam ditongos e tritongos;
2. Não se separam os dígrafos “ch”, “lh”, 
“gu” e “qu”;
3. Não se separam os encontros consonantais 
que iniciam a sílaba;
4. Separam-se as vogais dos hiatos;
5. Separam-se as letras dos dígrafos “rr”, “ss”, 
“sc”, “sç” e “xc”;
6. Separam-se os encontros consonantais das 
sílabas internas, executando-se aqueles em 
que a segunda consoante é “l” ou “r” (ex: 
ap-to)
OBS: depois do prefixo, se houver vogal, segue 
a regra normal (ex: bi-sa-vó)
Quanto a classificação da sílaba tônica:
• Oxítonas: quando for a última
• Paroxítonas: quando for a penúltima
• Proparoxítonas: quando for a antepenúltima
2
Acentuação gráfica, 
ortografia e 
significação das 
palavras 
Como já foi dito, as proparoxítonas tem 
a antepenúltima sílaba como tônica. Devem ser 
SEMPRE acentuadas.
As palavras monossilábicas, por outro 
lado, são classificadas em tônicas e átonas. 
• Tônicas: Não necessariamente as tônicas 
s e r ã o a c e n t u a d a s . D i z - s e q u e a s 
monossílabas tônicas tem autonomia 
fonética, isto é, existem na frase sem 
precisar de outra palavra. Nesta regra, 
acentuam-se as monossílabas tônicas 
terminadas em: a(s), e(s) e o(s).
• Átonas: não possuem autonomia fonética, 
são proferidas fracamente, como se fossem 
sílabas dos vocábulos nos quais se apoiam. 
São representados por artigos, pronomes 
oblíquos, elementos de ligação (preposição 
e conjunção). Ex: o(s), a(s), um, uns, me, te, 
lhe, nos, de, em, e, que …
OBS: Há monossílabas que são tônicos em 
uma frase e átonos em outra. Ex: Há sempre 
um mas para questionar (tônico) / Eu sei seu 
nome, mas não me recordo agora (átono).
As oxítonas, cuja sílaba tônica é a 
última, são acentuadas quando terminadas em: 
a(s), e(s), o(s), em ou ens. Assim, entram nessa 
regra os verbos conjugados (ex: ele mantém, 
eles mantêm), e formas verbais com pronomes 
oblíquos (ex: observá-los, repô-los).
As paroxítonas, apresentam sílaba 
tônica na penúltima posição e estão em maior 
quantidade na lingua portuguesa, devem ser 
acentuadas quando terminadas em: r, i(s), n, l, 
u(s), x, ps, on(s), ditongos crescentes e 
decrescentes (seguidos ou não de s), ã(s), ão(s) 
e um(uns).
OBS: 
1. as paroxítonas terminadas em “n” são 
acentuadas, mas em “ens” NÃO (ex: hífen 
→ hifens)
2. NÃO são acentuados os prefixos 
terminados em “i” e “r” (ex: semi, super)
3. Acentuam-se as paroxítonas terminadas em 
ditongo crescente: ea(s), oa(s), (eo(s), 
(ua(s), ia(s), ue(s), ie(s), uo(s) e io(s).
4. Não há consenso sobre os encontros 
vocálicos das palavras mágoa, vídeo, 
níveo, área e espontâneo serem ditongos.
As regras especiais são destinadas a pôr 
em evidencia alguns detalhes sonoros das 
palavras. Não eram um problema até a reforma 
ortográfica em que caíram os acentos dos 
ditongos abertos nas palavras paroxítonas (ex: 
assembleia, boia, colmeia, coréia, estreia etc). 
Os ditongos abertos éi, éu e ói continuam 
sendo acentuados quando tiverem pronuncia 
aberta em oxítonas (ex: anéis, trofeu, herói).
3
OBS: a palavra destróier é acentuada por ser 
um paroxítona terminada em “r”, não por 
possuir um ditongo aberto (ói). 
Quanto aos hiatos, acentuam-se as 
vogais “i” e “u” tônicas que estiverem sozinhas 
na sílaba ou seguidas de “s” (ex: ju-í-zes, e-go-
ís-ta, fa-ís-ca, he-ro-í-na etc)
OBS: 
1. Não se coloca acento ajudo no “i” e no “u” 
quando, precedidos de vogal que, com eles 
não forma ditongo, e são seguidos de “l”, 
“m”, “n”, “r”, “z” e “nh” que não iniciam 
sílabas (ex: com-tri-bu-in-te, ju-iz, ra-i-nha 
etc)
2. Pela nova regra ortográfica, quando as 
vogais “i” e “u” ocorrem na sílaba tônica 
de palavras paroxítonas, não recebem 
acento se precedidas de ditongo (ex: bai-u-
ca e fei-u-ra)
3. Não recebi acento agudo no “u” tônico 
precedido de “g” ou “q” e seguido de “e” 
ou “i” nas flexões rizotônicas (quando a 
sílaba tônica fica dentro do radical de um 
verbo) dos verbos arguir, redarguir, aguar, 
apaziguar, averiguar, obliquar, enxaguar, 
delinquir.
4. Nos verbos anteriormente e afins ou são 
acentuadas no u, mas sem acento gráfico 
ou têm a forma averíguo, enxáguo, 
delinquem, águo etc.
Os verbos “ter” e “vir”, assim como 
seus derivados, são acentuados na terceira 
pessoa do plural.
Já os vermos “crer”, “dar”, “ler” e “ver” 
são acentuados no singular “crê”, “dê”, “lê” e 
“vê” mas quando no plural, dobra-se a vogal e 
não há acento. Pela nova ortografia, também 
não são acentuadas as paroxítonas com hiato 
“o-o” seguidos ou não de “s” (ex: voos, enjoo, 
ebençoo)
O acento diferencial foi excluído, 
mantendo-se nestas 4 palavras, para distinguir 
uma da outra que se grafa de igual maneira:
• Pôde (verbo poder no passado) / pode (verbo 
poder no presente)
• Pôr (verbo) / Por (preposição)
A ortografia é o emprego das letras,a 
distancia - alguém que explica a distancia 
entre elementos).
Não se usa crase:
1. Antes de palavra masculina
2. Antes de verbos
3. Antes da maior parte dos pronomes
4. Em expressões com palavras repetidas
5. Antes de palavras femininas no plural se o 
“a” tiver no singular (ex: não pessoa favor 
a pessoas de caráter duvidoso).
Casos facultativos:
1. Antes de substantivos próprios femininos 
no singular
2. Antes dos pronomes possessivos femininos 
(minha, tua, nossa) e indefinido (outra). 
Nestes casos, quando no plural, é 
obrigatório o uso da crase.
3. Depois da locução prepositiva “até a”
Há ainda casos específicos para o uso 
da crase:
1. Antes de nomes de localidades. Dica: volta 
a, volto da → crase no a.
2. Antes da palavra terra, só se usa crase 
quando o termo se referir ao planeta ou 
uma localidade específica (ex: fui à terra 
onde nasci). No sentido de chão, não se 
usa.
3. Antes da palavra “casa”, o uso exige que o 
termo esteja determinado com um adjunto 
adnominal (ex: vou à casa dos meus pais).
Frase, oração, 
período e tipos de 
sujeito 
Frase é um enunciado de sentido 
completo, a unidade mínima de comunicação. 
A sintaxe descreve as regras para as palavras se 
combinarem, formando as frases. Estas 
poderão se construídas de uma só palavra ou de 
várias palavras. Quando a frase contém verbo, 
ela também pode ser uma oração. Toda oração 
é frase mas nem toda frase é oração.
A frase pode conter uma ou mais 
orações. Contém uma só oração quando 
apresenta uma só forma verbal. Analogamente, 
contém mais de uma oração quando possui 
mais de uma forma verbal.
As locuções verbais são uma sequencia 
de dois ou mais verbos que juntos exercem a 
função morfológica de um só verbo, então é 
necessário ficar atento. Mesmo havendo dois 
verbos, não há duas orações neste caso. Elas 
são formadas por verbos auxiliares e um verbo 
principal, que são a ideia central da ação.
O período é a frase organizada em 
orações. Pode ser:
• Simples: quando só houver uma oração.
• Composto: quando houver duas ou mais 
orações.
32
O período sempre se inicia com letra 
maiúscula e termina por uma pausa bem 
definida que pode ser ponto final, exclamação 
interrogação, reticencias ou até mesmo dois 
pontos.
Sujeito e predicado são termos 
essenciais da oração. O sujeito é o ser sobre o 
qual se faz uma declaração e é o elemento que 
estabelece concordância com o verbo. O 
predicado é tudo que se declara sobre o sujeito. 
É em torno desses dois elementos que as 
orações são estruturadas. 
O núcleo do sujeito é a palavra com 
cara mais significativa em torno do sujeito. 
Pode ser expresso por qualquer palavra 
substantivada.
O sujeito pode ser determinado 
(simples, composto, oculto), indeterminado ou 
inexistente.
• Simples: possui um só núcleo
• Composto: possui mais de um núcleo.
• Oculto: não está materialmente expresso na 
oração mas pode ser identificado ou pela 
desinência verbal, ou pela presença do 
sujeito em outra oração do mesmo período 
ou de período contíguo.
• Indeterminado: ocorre quando o verbo não 
se refere a uma pessoa determinada, ou por 
se conhecer quem executa a ação, ou por 
não haver interesse em seu conhecimento. 
Nestes casos, o verbo pode aparecer na 3 
pessoa do plural, na terceira pessoa do 
singular com o pronome “se” ou no 
infinitivo impessoal (ex: era penoso estudar 
todo aquele conteúdo)
• Inexistente: não há relação entre o sujeito e 
o verbo porque o verbo é impessoal.
- Verbos que denotam fenômenos da 
natureza
- Verbo “haver” no sentido de existir
- Verbos “haver, fazer e ir” quando 
indicam tempo decorrido
- Verbo “ser” quando indica tempo em 
geral
Tipos de predicado 
O predicado é a parte da oração que 
contém o verbo e que traz informações sobre o 
sujeito, pode ser verbal, nominal ou verbo-
nominal
• Nominal: quando no predicado o verbo é de 
ligação e a informação mais importante não 
está centrada no verbo, tem-se um predicado 
nominal. Verbos de ligação expressam: 
- Estado permanente
- Estado transitório
- Mudança de estado
- Continuidade de estado
- Aparência de estado
• Verbal: quando o núcleo do predicado for o 
verbo, geralmente em verbos de ação, tem-
se um predicado verbal.
• Verbo-nominal: ocorre quando temos um 
verbo significativo (de ação) mas o 
predicativo refere-se ao sujeito, como se 
houvesse um verbo de ligação oculto (ex: 
maria viajou cansada / maria viajou e estava 
cansada).
33
É importante estar atento ao fato de que 
alguns verbos atuam ora como ligação, ora 
como significativos. Logo, deve-se olhar o 
contexto.
O predicativo pode ser:
• Substantivo
• Adjetivo
• Pronome
• Numeral
• Oração substantiva predicativa
O pronome “o” quando funciona como 
predicativo, é demonstrativo. O predicativo 
pode referir-se ao objeto. Quando se deseja dar 
ênfase ao predicativo, costuma-se repeti-lo (ex: 
tive motivo para crer que o perverso fora-o ele 
próprio). É o que se chama de predicativo 
pleonástico..
Termos integrantes 
da oração 
A sintaxe estuda a estrutura da frase, 
analisando as funções que as palavras 
desempenham numa oração e as relações que 
estabelecem entre si. A análise morfológica 
estuda a palavra independente da posição que 
ela ocupe na oração. Já a análise sintática 
verifica a relação estabelecida pela palavra com 
os outros termos, ou seja, sua função. A análise 
sintática está dividida em:
• Termos essenciais: sujeito e predicado
• Termos integrantes: objeto direto e indireto, 
predicativo do sujeito, predicativo do objeto, 
complemento nominal e agente da passiva.
• Termos acessórios: adjunto adnominal, 
verbal e aposto
O vocativo é um termo isolado.
Os complementos verbais são os 
objetos (direto e indireto). O objeto direto é o 
complemento de um verbo transitivo direto, 
normalmente ligado ao verbo sem preposição e 
indica o ser para o qual se dirige a ação verbal. 
Pode ser: substantivo, pronome (substantivo), 
numeral, pronome pessoal, expressão 
substantivada, oração substantivada. 
Há casos particulares em que o objeto 
direto é preposicionado pela preposição “a”:
• Com verbos que exprimem sentimentos
• Para evitar ambiguidades
• Quando vem antecipado (ex: a medico e 
letrado nunca enganes)
• Quando expresso por pronome pessoal 
obliquo tônico (ex: não odeio a ti)
O objeto direto pleonástico ocorre 
quando se quer chamar atenção para o objeto 
direto que precede o verbo. Costuma-se repetí-
lo e para isso, utiliza-se pronome pessoal 
átono.
O objeto indireto, por sua vez, é o 
complemento de um verbo transitivo indireto, 
liga-se por preposição e pode ser: substantivo, 
pronome, numeral, expressão substantivada ou 
oração substantivada (objetiva indireta). É 
34
importante salientar que não vem precedido de 
preposição o objeto indireto representado pelos 
pronomes oblíquos “me, te, lhe, nos, vos, lhes” 
e pelo reflexivo “se”. Note que o pronome 
“lhe(s)” é essencialmente objeto indireto.
Analogamente, o objeto indireto 
pleonástico é repetido para ser realçado. Usa-se 
um pronome pessoal átomo.
O predicativo do sujeito é o termo da 
oração que atribui característica ao sujeito. 
Aparece majoritariamente no predicado 
nominal, juntamente com um verbo de ligação. 
A função do predicativo pode ser 
desempenhada por: 
• Adjetivo ou locução adjetiva
• Substantivo
• Pronome
• Numeral
• Oração substantiva predicativa 
Tanto o objeto direto como indireto 
podem ser modificados por predicativo. Assim 
como do sujeito, o predicativo do objeto pode 
vir antecedido por preposição ou pelo 
conectivo “como”. O predicativo do objeto 
aparece apenas no predicado verbo-nominal e 
pode ser:
• Substantivo
• Adjetivo
O agente da passiva é o complemento 
que, na voz passiva analítica, designa o ser que 
pratica a ação sofrida ou recebida pelo sujeito. 
Esse complemento verbal, normalmente 
introduzido pela preposição “por”e algumas 
vezes por “de” pode ser representado por:
• Substantivo
• Pronome
• Numeral
• Oração substantivada
O complemento nominal vem sempre 
ligado por preposição ao substantivo abstrato, 
ao adjetivo ou ao adverbio cujo sentido integra 
ou limita. É um termo que completa o sentido 
dos nomes. Pode ser:
• Substantivo
• Pronome
• Numeral
• Expressão substantivada
• Oração completiva nominal
Termos acessórios 
da oração 
Os termos acessórios podem ser 
retirados sem alterar sua estrutura sintática. 
Entretanto, podem ser importantes para a 
compreensão da mensagem transmitida. São 
termos acessórios:
• Adjunto adverbial
• Adjunto adnominal
• Aposto
35
Adjunto adnominal, 
complemento 
nominal e 
predicativo 
O complemento nominal associa-se a 
nome e é sempre indicado por preposição. O 
adjunto adnominal também está associado a 
nome e pode ser iniciado por preposição. O 
que diferencia os dois é que o complemento é 
termo integrante, seu anterior precisa ser 
complementado porque tem transitividade. Já o 
adjunto é acessório, pode ser retirado sem 
prejuízo. 
O ad junto adnominal modifica 
substant ivo concre to ou abs t ra to . O 
complemento nominal só completa substantivo 
abstrato, adjetivo ou advérbio. A maior dúvida 
então é em torno dos substantivos abstratos. Se 
o termo for agente da ação → adjunto 
adnominal (ex: a leitura do aluno agradou a 
todos = adjunto adnominal / a leitura do livro 
f o i b o a = c o m p l e m e n t o n o m i n a l ) . 
Analogamente, se o termo em estudo é 
paciente (ele quem sofre) da ação, ele será 
complemento nominal. 
A diferença entre predicativo e adjunto 
adnominal se dá porque o predicativo exprime 
característica nova, circunstancial, atribuída ao 
n o m e , e n q u a n t o o a d j u n t o e x p r i m e 
característica fixa, constante, já conhecida do 
nome.
Concordância verbal 
A concordância verbal é a relação que 
precisamos estabelecer entre sujeito e verbo. É 
necessário ficar atento às particularidades. 
Quando o sujeito é constituído por expressão 
partitiva (ex: parte de, uma porção de, o resto 
de, metade de, etc) e um substantivo ou 
pronome plural, o verbo pode ir para o singular 
ou para o plural. A expressão “menos de dois” 
leva o verbo para o plural, enquanto a 
expressão “mais de um” deixa o verbo no 
singular.
Concordância 
Nominal 
A concordância nominal diz que todos 
os determinantes (adjetivo, numeral, pronome 
adjetivo e artigo) devem harmonizar-se quanto 
ao gênero e numero do substantivo.
Com adjetivos pospostos, deve 
concordar com o substantivo mais próximo ou 
com todos eles. Neste caso, assume forma 
plural masculina se houver substantivo 
feminino e masculino. 
Quando o adjetivo é anteposto, ele 
também deve concordar com o substantivo 
mais próximo. Se os substantivos forem 
próprios ou exprimam graus de parentesco, 
devem ficar no plural. 
Se o adjetivo for predicativo do sujeito, 
ele teve concordar com todos os elementos do 
sujeito. Neste caso, se o predicativo estiver 
36
anteposto, pode concordar só com o núcleo 
mais próximo. 
Analogamente, adjetivos que são 
predicativos do objeto, ele deve concordar em 
gênero e numero com o núcleo do objeto e ir 
para o masculino plural se houver mais de um 
núcleo e gêneros diferentes. 
Quando houver oração com numerais 
ordinais, todos antecedidos por artigo, o 
substantivo pode ficar no singular ou no plural. 
Se o substantivo estiver posposto e não houver 
artigos, deve ser pluralizado. Os artigos 
permanecem no singular, concordando com o 
numeral.
Orações 
Coordenadas 
A s o r a ç õ e s c o o r d e n a d a s s ã o 
sintaticamente independentes, ou seja, não 
exercem entre si função sintática. Quando 
iniciadas por conjunção, são chamadas 
sindéticas, já aquelas que não tem conjunção 
são assindéticas. A classificação destas orações 
levará em conta a relação que se estabelece 
entre elas, podendo ser: aditivas, adversativas, 
alternativas, conclusivas ou explicativas. 
As orações coordenadas sindéticas 
aditivas tem papel de somar e geralmente são 
conectadas por “e, nem, mas também, como 
também”. As adversativas exprimem oposição 
entre fatos e conceitos e são marcadas pelo uso 
das conjunções “mas, porém, contudo, todavia, 
entretanto, no entanto, não obstante”. As 
alternativas são a ideia de alternância ou 
exclusão mútua “ou, ora…ora, já…já, quer…
quer”. As conclusivas expressam uma 
conclusão lógica que se deu a partir da oração 
anterior e são marcadas por “por isso, logo, por 
tanto, pois, assim, então, por conseguinte, de 
modo que, em vista disso”. Finalmente, tem-se 
as explicativas, que justificam uma ordem, 
sugestão ou suposição com “que, porque, 
pois”.
Para não confundir explicação com 
causa, lembre-se que a explicação é sempre 
posterior ao fato que a gerou e a causa é 
anterior a sua consequência. 
No mesmo período podem ocorrer 
orações coordenadas sindéticas de vários tipos. 
Nem todas as conjunções encabeçam uma 
oração, podem variar de posição. 
Orações 
Subordinadas 
Substantivas 
As orações subordinadas funcionam 
sempre como termos essenciais, integrantes ou 
acessórios de outra oração. As orações 
subordinadas classificam-se em substantivas, 
adjet ivas e As orações subordinadas 
substantivas vem normalmente introduzidas 
pela conjunção integrante “que” e as vezes por 
“se” e podem ser:
• Subjetiva: quando exercem função de 
sujeito. O verbo da oração principal fica 
37
sempre na terceira pessoa do singular. 
Geralmente tem-se: verbo de ligação + 
predicativo / verbo na voz passiva sintética 
ou analítica / verbos como convir, cumprir, 
acontecer, importar, ocorrer, parecer, 
constar, urgir na terceira pessoa do singular.
• Objetiva direta: são objeto indireto. Nas 
frases interrogativas indiretas, as orações 
subordinadas substantivas objetivas diretas 
podem ser introduzidas pela conjunção “se” 
e por pronomes ou advérbios interrogativos. 
• Objetiva indireta
• Completiva nominal
• Predicativa
• Apositiva
• Agentes da passiva: quando desempenham 
função de agentes da passiva iniciam-se por 
pronomes indefinidos (quem, quantos, 
qualquer etc) precedidos de uma preposição 
por ou de.
A conjunção integrante “que” pode ser 
omitida em algumas situações. Após verbos 
que exprimem ordem, desejo ou súplica, por 
exemplo. Num período composto é normal que 
um conjunto de orações subordinadas 
substantivas crise uma unidade sintática e 
semântica. 
Orações 
Subordinadas 
Adverbiais 
Funcionam como adjunto adverbial do 
verbo da oração principal e vem, normalmente, 
introduzidas por uma das conjunções 
subordinativas que expressam circunstancia. É 
comum que aparecem antes da oração 
principal. Podem ser:
• Casual: se a conjunção subordinativa é 
causal (ex: porque, como, pois, já que, uma 
vez que, visto que). É preciso ter atenção 
para mão confundir explicação com causa. 
Explicação é sempre posterior ao fato que a 
gerou.
• Temporal: exprimem ideia de tempo, como 
em: quando, enquanto, assim que, mal (ex: 
mal cheguei e recebi a noticia = assim que 
cheguei, quando cheguei), sempre que, antes 
que, depois que desde que
• Final: exprimem a intenção, a finalidade do 
que se declara (ex: a fim de que, para que ou 
porque quando = para que)
• Proporcional: a ideia de proposcionalidade é 
expressa com “à medida que, à proporção 
que, quanto mais, quanto menos, tanto mais, 
tanto menos”
• Condicional: denotam a condição através 
das conjunções “se, caso, contanto que, 
desde que, salvo se, exceto se, a menos que, 
sem que, uma vez que”
• Concessiva: a ideia de concessão está 
diretamente ligada a ideia de contraste, 
quebra de expectativa (embora, contanto, 
ainda que, mesmo que, se bem que, apesar 
de que). Podem aparecer de forma 
intensificada (ex: por mais que, por melhor 
que…) ou reduzida a palavra “que”.
38
• Consecutiva: exprimemo efeito, a 
consequência daquilo que se declara. É 
caracterizada por ter termos intensivos na 
oração principal (ex: tal, tão, tamanho) e a 
conjunção “que” fazendo a ligação. A 
conjunção pode estar omitida
• Comparativa: a comparação é explícita pelos 
termos: como, tão…como/quanto, mais que, 
menos que.
• Conformativa: exprimem uma regra, um 
modelo, um caminho para a execução do 
que se declara (ex: conforme, consoante, 
segundo, como)
Orações 
Subordinadas 
Adjetivas 
São um adjetivo em forma de oração. A 
conexão entre a oração adjetiva e o termo da 
oração principal que ela modifica é geralmente 
um pronome relativo. Essas orações são 
adjuntos adnominais de um substantivo 
antecedente. 
Quanto ao sent ido, as orações 
subordinadas adjetivas podem ser restritivas e 
explicativas. 
• Restritivas: limitam a significação do 
substantivo, ou pronome, antecedente. São 
indispensáveis ao sentido da frase e não são 
separados dos termos a que se referem.
• Explicativas: acrescentam ao antecedente 
uma qual idade acessór ia , ou seja , 
esclarecem melhor sua significação, como 
um aposto. Não são indispensáveis ao 
sentido essencial da frase. A oração 
subordinada explicativa é separa da oração 
principal por vírgula.
Orações 
Subordinadas 
Reduzidas 
São consideradas reduzidas as orações 
subordinadas que não se iniciam por conjunção 
subordinativa, nem por pronome relativo, e que 
o verbo está em uma das suas formas nominais 
(infinitivo, gerúndio ou particípio).
As orações subordinadas substantivas, 
adjetivas e adverbiais podem estar:
• Desenvolvidas: quando encabeçadas por 
nexo subordinativo e com verbo no 
indicativo ou subjuntivo;
• Reduzidas: quando não apresentam nexo 
subordinativo e o verbo está no infinitivo, 
gerúndio ou particípio.
Orações reduzidas de infinitivo podem 
vir ou não regidas de preposição e classificam-
se em:
• Substantivas: subjetivas, objetivas diretas, 
objetivas indiretas, predicativas e apositivas
• Adjetivas: a redução mais comum é de 
gerúndio
• Adverbiais: causais, concessivas, finais, 
condicionais, consecutivas e temporais.
39
Orações reduzidas de gerúndio podem 
ser adjetivas ou adverbiais. Quando usada de 
forma adjetiva, pode gerar ambiguidade. Já no 
caso das adverbiais, como o gerúndio exprime 
principalmente tempo, as orações subordinadas 
adverbiais na maioria dos casos serão 
temporais. Entretanto, também podem ser 
causais, concessivas e condicionais. 
As orações reduzidas de particípio 
também podem ser adjetivas ou adverbiais. 
Estas são mais comuns quando temporais, mas 
analogamente podem ser causais, concessivas 
ou condicionais. 
Período Composto 
por Coordenação e 
Subordinação 
Já sabemos que a análise sintática é a 
parte interna da oração, composta por termos 
essenciais, integrantes e acessórios. Na análise 
de um período composto, precisamos ter em 
mente:
• A oração principal não exerce nenhuma 
função sintática em outra oração do período. 
• A oração subordinada desempenha sempre 
função analítica (sujeito, objeto direto ou 
indireto, predicativo, complemento nominal, 
agente da passiva, adjunto adverbial ou 
aposto) em outra oração, uma vez que ela é 
termo ou parte do termo;
• A oração coordenada, como a principal, 
nunca é termo de outra oração nem a ela se 
refere, pode relacionar-se com outra 
coordenada, mas em sua integridade. Pode 
ser que ela seja principal em relação à 
oração seguinte. 
Pontuação 
Os sinais de pontuação podem ser 
classificados em dois grupos:
• Os que são destinados a marcar as pausas:
- Virgula
- Ponto
- Ponto e virgula
• Os que são destinados a marcar a entonação:
- Dois pontos
- Ponto de interrogação
- Ponto de exclamação
- Reticencias
- Aspas
- Parênteses, colchetes
- Travessão
A vírgula marca uma pausa de pequena 
duração. É utilizada não só para separa 
elementos de uma oração, mas também orações 
de um período. Quando no interior de uma 
oração, serve para:
• Separar os elementos que exercem a mesma 
função sentar ia (sujei to composto, 
complementos e adjuntos) que não vem 
unidos por conjunção “e, ou e nem”. 
Quando estas conjunções vem repetidas 
numa enumeração (ex: abrem-se os lírios, e 
40
jasmins, e rosas), convém separa por virgula 
os elementos coordenados. 
• Para separar elementos que exercem funções 
sintáticas diversas, geralmente com a 
finalidade de realçá-los 
- Isolar aposto (ou qualquer elemento 
apenas explicativo)
- Isolar o vocativo
- Isolar elementos repetidos
- Isolar o adjunto adverbial antecipado
OBS: quando os adjuntos adverbiais são de 
pequeno corpo (advérbios, por exemplo), 
costuma-se dispensar a virgula. Mas, ela é 
regra quando pretende-se realçá-los.
• Separar, na datação de um escrito, o nome 
do lugar
• Para indicar supressão de uma palavra 
(geralmente verbo) ou de um grupo de 
palavras (ex: no céu azul, dois fiapos de 
nuvens → suprime-se o verbo havia / no céu 
azul havia dois fiapos de nuvens)
Já entre orações, são usadas para:
• Separar orações coordenadas assindéticas
• Separar as orações coordenadas sintéticas, 
salvo as introduzidas pela conjunção “e”
OBS: Separam-se geralmente por virgula as 
orações coordenadas unidas pela conjunção “e” 
quando tem sujeito diferente (ex: o sol já ia 
fraco, e a tarde era amena). Costuma-se 
também separar por virgula as orações 
introduzidas por essa conjunção quando ela 
vem reiterada (ex: e eles riem, e eles cantam, e 
eles dançam)
• Conjunções adversativas. “Mas” emprega-se 
sempre no começo da oração; “porém, no 
entanto, todavia, entretanto, contudo” 
podem vir ora no inicio, ora após algum 
termo. Quando no início, a circula vem antes 
da conjunção. 
• Conjunções conclusivas. “Pois” vem sempre 
posposto a um termo da oração a que 
pertence e, portanto, isolado por virgulas. As 
demais conjunções conclusivas podem 
encabeçar a oração ou pospor um de seus 
termos e escrevem-se com virgula anteposta 
ou entre virgulas. 
• Isolar orações intercaladas
• Isolar orações subordinadas adjetivas 
explicativas
• Separar as orações subordinadas adverbiais, 
principalmente quando antepostas à 
principal
• Separar as orações reduzidas de infinitivo, 
gerúndio e particípio, quando equivalentes a 
orações adverbiais.
Em suma, toda oração ou termo 
meramente explicativo é pronunciado entre 
pausas e, por isso, isolados por vírgula na 
escrita. Os termos essenciais e integrantes 
ligam-se sem pausa, logo, não podem ser 
separados por virgula. Há poucos casos em que 
o emprego da virgula não represente uma pausa 
real na fala (ex: sim, senhor)
41
A virgula é proibida nos seguintes 
casos:
• Entre sujeito e predicado
• Entre o verbo e o complemento
• Entre o nome e o adjunto adnominal
• Entre o nome e o complemento nominal
A visual só é possível nestes casos para 
isolar um termo deslocado (ex: muitos países, 
felizmente, estão investindo em energia limpa).
O ponto assinala a pausa máxima de 
um grupo fônico. Indicam o término de uma 
oração dec lara t iva mas também são 
obrigatórios após abreviaturas. 
O ponto e virgula é intermediário entre 
o ponto e a vírgula, por isso, seu emprego 
depende do contexto. Ele divide longos 
períodos em partes menores e em geral, é 
usado quando:
• Deseja-se separar num período as orações da 
mesma natureza que tenham certa extensão 
(ex: não sabe mostrar-se magoada; é toda 
perdão e carinho)
• Deseja-se separar as partes de um período, 
das quais uma pelo menos esteja subdivida 
por vírgula (ex: chamo-me Inácio; ele, 
Benedito)
• Deseja-se separar os diversos itens de 
enunciados enumerativos
• Substitui a virgula antes de conjunções 
adversativas (ex: mas, porem, todavia, 
continuo, no entanto…) e das conclusivas 
(logo, portanto, por isso…) colocadas no 
início da oração coordenada. Com o 
alongamento da pausa, acentua-se o sentido 
adversativo ou conclusivo das referidasconjunções. 
Os dois pontos são usados para marcar, 
na escrita, uma sensível suspensão de voz na 
melodia de uma frase. Enunciam:
• Uma citação;
• Uma enumeração explicativa;
• Um esclarecimento, uma síntese ou uma 
consequência do que foi enunciado
Ponto de interrogação é o sinal que se 
usa em internações diretas, ainda que a 
pergunta não exija resposta. Nos casos que a 
pergunta envolve dúvida, o ponto de 
interrogação costuma ser seguido por 
reticencias (ex: então?…). Já nas perguntas que 
denotam surpresa, ele é seguido por ponto de 
exclamação (ex: ah, é a senhora?!). Mas ele 
nunca será usado em interrogações indiretas 
(ex: diga-me quem chegou).
O ponto de exclamação pode exprimir 
espanto, alegria, entusiasmo, cólera, dor, 
súplica etc. Logo, o leitor interpretará o 
contexto. Normalmente é empregue:
• Depois de in te r j e ições ou t e rmos 
equivalentes, como vocativos intensivos e 
apóstrofes
• Depois de um imperativo
As reticencias marcam uma interrupção 
da frase, suspendendo a sua melodia. 
Empregam-se em casos variados:
42
• Para indicar que o narrador ou a personagem 
interrompe uma ideia que começou a 
exprimir, e passa a considerações acessórias.
• Para marcar suspensões provocadas por 
hesitação, surpresa, dúvida ou timidez de 
quem fala
• Para assinalar certas inflexões de natureza 
emocional (ex: Há tempos que eu não 
chorava!… Pois me vieram lágrimas…)
• Para indicar que a ideia que se pretende 
exprimir não se completa com o término 
gramatical da frase e que se deve ser suprida 
com a imaginação do leitor.
• Para reproduzir, nos diálogos, o corte da 
frase de um personagem pela interferência 
da sala de outro (ex: o senhor ia dizer 
que…)
• Para realçar uma expressão (ex: e as 
pedras… essas… pisa-as toda a gente!)
A s r e t i c e n c i a s n ã o s i n a l i z a m 
necessariamente o final de um período e, por 
isso, não precisam ser seguidos por letra 
maiúscula. Podem ser combinados a outros 
sinais e formam:
• Sinal pausa, quando unem-se a virgulas ou 
ponto e vírgula
• Sinal melódico, quando usem-se a pontos de 
interrogação, exclamação ou os dois 
conjugados
É preciso se atentar para não confundir 
reticencias com três pontos. Estes indicam que 
foram suprimidas palavras em uma citação.
As aspas empregam-se principalmente:
• No inicio e no fim de uma citação para 
distingui-la do resto do contexto
• Para fazer sobressair termos ou expressões, 
geralmente não peculiares à linguagem 
normal de quem escreve ou de origem 
estrangeira
• Para acentuar o valor significativo de uma 
palavra ou expressão
• Para realçar ironicamente uma palavra ou 
expressão
• Para indicar mudança de interlocutor nos 
diálogos 
• Falar o título de uma obra
Os parênteses são utilizados para 
intercalar num texto qualquer indicação 
acessória, como:
• Exp l i cação dada ou c i r cuns tanc ia 
mencionada incidentemente
• Reflexão, um comentário à margem do que 
se afirma
• Uma nota emocional, expressa geralmente 
em forma exclamativa ou interrogativa
Entre as explicações que costumam ser 
escrita entre parênteses, incluem-se:
• R e f e r e n c i a s a d a t a s , i n d i c a ç õ e s 
bibliográficas etc
• Citação textual de uma palavra ou frase 
traduzida 
• Indicações cênicas
Os colchetes são uma variedade de 
parênteses mas seu uso estão restritos:
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• Quando, numa transcrição de texto alheio, o 
autor intercala observações próprias.
• Quando se quer isolar uma construção 
internamente já separada por parênteses
• Quando se deseja incluir, numa referencia 
bibliográfica, indicação que não conste da 
obra citada.
O travessão é utilizado:
• Para indicar mudança de interlocutor nos 
diálogos
• Para isolar, num contexto, palavras ou frases
Os parênteses angulares “” são 
usados para indicar grafemos ou fonemas.
Colocação 
pronominal 
Em relação aos verbos, os pronomes 
átonos podem estar:
• Euclítico: depois dele
• Proclítico: antes dele
• Mesoclítico: no meio dele, fato que só 
ocorre no futuro do presente ou do pretérito 
(ex: calar-me-ei)
Quando tem função de objeto direto, a 
posição normal destes pronomes é a ênclise. 
Não se inicia período com pronome 
átono e eles também não são aceitos após 
qualquer sinal de pontuação.
A próclise é obrigatória quando:
• Palavras negativas: não, nada, jamais, nem 
etc
• Advérbios: aqui, lá, talvez, sempre, 
rapidamente, muito, já etc. Apenas quando 
não está isolado por virgula.
• Pronomes relativos: que, quem, qual, onde 
etc
• Pronomes indefinidos: alguém, tudo, outros, 
muitos, alguns etc
• Pronomes demonstrativos: este, aquela, 
aquilo, isto etc
• Conjunções subordinativas: que, quando se, 
porque, embora etc.
A próclise é opcional se o verbo não 
iniciar a oração e não houver fator atrativo, 
como os enunciados acima. Também são 
opcionais os casos em que há preposição (de, 
com, e, para etc), ou palavra negativa, e o 
verbo está no infinitivo (ex: desejaria nunca me 
lembrar do que aconteceu / desejaria nunca 
lembrar-me do que aconteceu).
Quando o verbo está no futuro do 
presente ou do pretérito, pode-se usar próclise 
ou mesóclise. Se o verbo, no futuro, não iniciar 
a oração, é valido empregar tanto a mesóclise 
quanto a pirólise, exceto se houver fator de 
próclise, quando a mesma é obrigatória. Na 
variedade padrão, NUNCA ocorre ênclise no 
futuro. Quando o verbo iniciar a frase, deve-se 
usar mesóclise ou adaptar para que seja 
possível a próclise (ex: enviar-te-ei os 
documentos / eu te enviarei os documentos).
A próclise é preferida quando:
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• Houver ideia de negação e entre o termo 
negativo e o verbo não houver pausa;
• Nas orações iniciadas com pronomes e 
advérbios interrogativos
• Nas oração iniciadas por palavras 
exclamativas, bem como orações que 
exprimem desejo (ex: que deus o abençoe!)
• Nas orações subordinadas desenvolvidas, 
ainda que com conjunção oculta
• Com gerúndio regido pela preposição em 
(ex: Em se tratando de contar vantagens, ele 
é o campeão)
Não se dá ênclise nem próclise com os 
particípios. Quando o particípio vem 
desacompanhado de auxiliar, usa-se sempre a 
forma oblíqua regida de preposição (ex: dada a 
mim a explicação, saiu)
Com infinitivos soltos, mesmo quando 
modificados por negação, é permitida a 
próclise ou a ênclise (ex: para não fitá-lo, 
deixei cair os olhos)
A ênclise é de rigor quando o pronome 
tem a forma “o” (principalmente no feminino 
“a”) e o infinitivo vem regido pela preposição 
“a” (ex: logo os outros começaram a imitá-la).
Há tendencia também para a próclise 
quando:
• Verbo vem antecedido de certos advérbios 
(bem, mal, ainda, já, sempre, só, talvez etc)
• A oração, disposta em ordem inversa, se 
inicia por objeto direto ou predicativo
• O sujeito da oração, anteposto ao verbo, 
contém numeral ambos ou algum pronome 
indefinido (tudo, todo, alguém, outro, 
qualquer etc)
• Há orações alternativas (ex: ou as faz ou as 
faço eu)
Sempre que houver pausa entre um 
elemento capaz de provocar a próclise e o 
verbo, pode ocorrer ênclise (ex: pouco depois, 
detiveram-se de novo).
O posicionamento mais comum do 
pronome oblíquo é entre o verbo auxiliar e o 
principal. Nas locuções verbais em que o verbo 
principal está no infinitivo ou no gerúndio pode 
dar-se:
• Sempre a ênclise ao infinitivo ou ao 
gerúndio.
• Mesóclise no auxiliar (por estar no futuro) 
ou ênclise no principal 
• Próclise no verbo auxiliar quando as 
condições exigidas para a anteposição 
pronominal ocorrer:
- Locação verbal precedida de negativa 
sem pausa
- Orações iniciadas por pronomes ou 
advérbios interrogativos
- Orações i n i c i adas po r pa l av ra s 
exclamativas, bem como as que 
exprimem desejo
- Orações subordinadas desenvolvidas, 
mesmo com conjunção oculta
• Ênclise no verbo auxiliar quando não são 
verificadas as condições que aconselham 
próclise
45
Quando o verbo está no particípio,o 
pronome átono não pode vir depois dele. Deve 
haver próclise ou ênclise ao verbo auxiliar. 
Quando há ênclise no auxiliar o hífen é 
facultativo.
Funções do “que”, “se” 
e “porquês” 
Começando pela palavra “que”, esta 
pode exercer diferentes funções no enunciado, 
como:
• Substantivo: vem acompanhada do artigo 
indefinido “um” e pede a preposição “de”. 
Além disso, deve estar acentuado (ex: essa 
menina tem um um quê de chique)
• Pronome adjetivo: o “que” poderá ser 
interrogativo, exclamativo ou indefinido (ex: 
que maravilha! / que horas são?)
• Pronome relativo: recupera termos citados 
antes dele, fazendo-lhes referência.
• Pronome interrogat ivo: inicia uma 
internação direta ou indireta e pode ter 
função de um dos termos da oração (ex: 
queremos entender o que você quis dizer 
com isso / núcleo do objetivo direto do 
verbo entender)
• Pronome indefinido: aparece em unidades 
exclamativas com a função de adjunto 
adnominal (ex: que noticia maravilhosa voce 
acaba de me dar)
• Preposição: típico da coloquialidade, o 
“que” é usado para substituir o “de” após o 
verbo “ter”. Também pode ter valor das 
preposições acidentais “salvo, exceto e 
senão” (ex: temos que estudar para as 
provas)
• Advérbio de modo: substitui “como” (ex: 
que cama mal arrumada era aquela / como 
aquela cama era mal arrumada)
• Advérbio de intensidade: intensifica o termo 
ao qual se refere (ex: que inocente fui em 
acreditar nas suas juras!)
• Partícula expletiva ou de realce: não tem 
função na oração, serve apenas para realçar 
um termo (ex: há muito tempo que não vou 
à minha cidade natal)
• Partícula interativa: o “que” é repetido para 
dar ênfase ou realce (ex: que saudades que 
eu tenho dos nossos momentos juntos)
• Interjeição: sempre acentuado (ex: QUÊ! 
Não acredito que vai custar tudo isso!)
• Conjunção coordenativa:
- Aditiva (ex: mexe que mexe e não 
encontra nada)
- Alternativa (ex: que aceitem ou que não 
aceitem, eu vou falar assim mesmo)
- Adversativa (ex: pode falar a vontade que 
não vai fazer efeito)
- Explicativa (ex: escutem, que é muito 
importante)
• Conjunção subordinativa:
- Integrante: aparece no inicio de uma 
oração subordinada substantiva e não tem 
função sintática (ex: falou que não iria)
- Comparat iva: in ic ia uma oração 
subordinada adverbial comparativa (ex: 
viajar de avião é mais prazeroso que de 
carro)
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- Casual: inicia uma oração subordinada 
adverbial causal (ex: ele nunca me visita, 
que o trabalho o impede de viajar)
- Concessiva: exprime exceção a regra (ex: 
relevante que seja essa informação, não 
me interessa)
- Consecutiva: expressa uma consequência 
do que foi afirmado (ex: é tão pequeno 
que não alcança a geladeira)
- Final: l iga a oração principal à 
subordinada adverbial final (ex: vamos 
torcer que a economia melhore)
Analogamente, a palavra “se” também 
pode ser classificado como:
• Substantivo: quando antecedido de 
determinante, como artigo, pronome etc, ou 
especificar outro substantivo
• Pronome: oblíquo
- Pronome apassivador ou partícula 
apassivadora: relaciona-se a verbos 
transitivos diretos ou indiretos, na voz 
sintética
- Índice de indeterminação do sujeito: não 
possui função sintática e acompanha 
verbos que não admitem voz passiva (ex: 
aspira-se uma vida melhor)
- Parte integrante do verbo: há verbos que 
necessariamente trazem para junto de si 
pronome oblíquo, denotando quase 
sempre sentimentos e atitudes próprias do 
sujeito (ex: queixar-se, arrepender-se, 
vangloriar-se, submete-se…)
- Pronome reflexivo: dependendo da 
predicação, o pronome “se” pode exercer 
função de objeto direto, indireto ou 
sujeito de um infinitivo, assumindo o 
sentido de “a si mesmo” (ex: ela 
machucou-se com o canivete do pai)
- P a r t í c u l a d e r e a l c e : l i g a v e r b o s 
intransitivos, indicando uma ação 
proferida pelo sujeito. Acompanha verbos 
de movimento que exprimem ações do 
corpo da própria pessoa (ex: foi-se o 
tempo que não haviam preocupações).
O uso e a grafia dos porquês depende 
do sentido que queremos dar à frase. A forma 
“por que” equivale a “pelo qual, pelos quais (e 
semelhantes), por qual razão, por qual motivo 
ou motivo pelo qual”. Há contextos que 
admitem também o “para que”.
Quando separado e com acento, o “por 
quê” indica por qual razão ou motivo e é usado 
no fim das frases. Este também é utilizado 
quando ocorre omissão do verbo usado da 
oração anterior (ex: muitos cachorros 
morreram no bairro. Descobrir por quê é a 
nossa prioridade).
O “porque” é uma conjunção causal ou 
explicativa e tem o mesmo valor de “pois, já 
que, visto que, uma vez que ou em razão de”. 
Pode ser usado também como termo de realce 
(ex: a história fará justiça. Porque, não 
duvidem: a verdade é sempre soberana).
Já quando escrito junto e acentuado, 
“porquê” é um substantivo usado como 
sinônimo de razão ou motivo e admitindo 
plural (ex: eu procuro um porquê para a minha 
existência).
47
Variação linguística 
Linguagem é um sistema de sinais que 
serve de meio de comunicação entre os 
indivíduos.
Lingua é um sistema gramatical 
pertencente a um grupo de indivíduos e é o 
meio pelo qual se manifesta a expressão da 
consciência de uma coletividade. Vive em 
evolução porque a sociedade evolui.
Discurso é o ato de utilização 
individual e concreto da lingua no quadro do 
processo complexo da linguagem. A linguagem 
mais comum é a falada, que se concretiza 
através do discurso. 
A s v a r i a ç õ e s l i n g u i s t i c a s s ã o 
reinvenções de escrita e fala que envolvem 
aspectos históricos, sociais, culturais e 
geográficos, por exemplo. Elas são elementos 
formadores de identidades e capazes de manter 
estruturas de poder.
• Variação regional ou diatópica: falares 
locais, regionais ou intercontinentais. Ocorre 
em razão de diferenças geográficas entre os 
falantes.
• Variação sociocultural ou diastrática: 
decorre de diferenças de escala social, sendo 
exemplos as gírias, que são expressões 
culturais de determinado grupo social ou os 
jargões, que compõe o linguajar de um 
grupo específico, podendo ser profissional, 
cultural ou social. 
• Variação estilística, situacional ou diafásica: 
se dá em razão do contexto comunicativo, 
isto é, a ocasião determina o modo como 
falaremos com o interlocutor, podendo ser 
formal ou informal. 
• Variação histórica ou diatônica: resulta da 
passagem de tempo, já que a lingua está em 
constante modificação. Também está 
associada a processos históricos, como a 
influencia norte-americana no brasil, por 
exemplo, ou a diferença etária. Há palavras 
que caem em desuso e outras que surgem 
nesse processo
• Variação diamésica: ocorre entre a fala e a 
escrita ou entre os gêneros textuais, ou seja, 
suportes de transmissão de uma informação 
que contenham características quase 
regulares. A distinção entre fala e escrita não 
é estática, considerando-se que se pode 
construir um texto escrito marcado por 
expressões orais. O elemento distintivo é a 
instantaneidade ou não da formulação. 
O uso da linguagem padrão e informal 
depende da situação em que nos encontramos. 
A língua padrão é feita a partir de regras 
gramaticais que norteiam seu uso, de modo que 
os falantes de uma mesma lingua, apesar das 
variações existentes, consigam entender-se por 
um padrão comum a todos. Essa linguagem 
formal é utilizada principalmente em 
ambientes de trabalho e acadêmicos.
Em ambientes informais, no entanto, 
pede-se o uso de expressões coloquiais, pois há 
liberdade na maneira de falar. Esta é a 
linguagem informal, que admite o uso de 
48
gírias, frases feitas, interjeições, desvios 
gramaticas etc. 
O preconceito linguistico é relacionado 
com as variações existentes, julgando-as como 
superiores ou inferiores a partir de um sistema 
de valores que afirma que determinadas 
variações são “mais corretas” do queoutras. 
Assim, gera-se um juízo de valor negativo 
àqueles que falam “diferente”. Entretanto, não 
há uma única maneira de expressar-se e, 
consequentemente, uma correta. A língua e sua 
expressão variam de acordo com uma série de 
fatores e sua principal função é o de expressar, 
ser compreendida e adequada as expectativas 
no ato da fala. 
Tipologia e gênero 
textual 
Os gêneros textuais são categorias de 
qualquer tipo de texto. A tipologia textual é 
classificada de acordo com a estrutura e 
finalidade de um texto. Assim, leva-se em 
conta as características linguísticas como 
tempo verbal, escolha de vocabulário, relações 
de lógica, construções orais etc. 
Gêneros literários correspondem às 
categorias das quais fazem parte somente os 
textos literários, como contos, poemas, 
romance, crônicas etc. A divisão dos gêneros 
leva em conta fundamentos formais e comuns 
às obras literárias e é feita através da estrutura, 
contexto, semântica entre outros. São exemplos 
de gêneros literários o lírico, o narrativo e o 
dramático.
• Lírico: escrito em verso, expressa emoções e 
sentimentos, tem caráter subjetivo, usa 
figuras de linguagem, rimas, palavras com 
sentido conotativo, musicalidade. Os temas 
são amor e natureza. O eu lírico é fictício, 
uma criação do poeta e faz papel de narrador 
do poema, ele é a voz da poesia. Poesia é a 
linguagem, poema é o formato.
- São tipos de poema:
A. Soneto: duas estrofes com quatro 
versos e duas estrofes com três 
versos
B. Balada: três estrofes de oito versos e 
uma de quatro versos
C. Randó: estrofes de quatro versos ou 
estrofes de quatro e oito versos 
combinadas
D. Heical: poema japonês de três versos, 
sendo que o primeiro e o terceiros 
tem 5 sílabas poéticas e o segundo 7.
E. Ode: poema entusiástico, “canto”. 
Geralmente, estrofes de quatro 
versos e sua temática é ligada à 
natureza. 
F. Hino: glorificação da pátria ou 
louvor à entidades religiosas. A 
estrutura assemelha-se à Ode.
G. Éc loga : d iá logo en t re t emas 
bucólicos e pastoris.
H. Idílio: curto e de caráter bucólico, 
pastoril. Difere-se da écloga por não 
apresentar diálogo
I. Elegia: tristeza e morte
49
J. Sátira: censura os defeitos humanos, 
evidenciando o ridículo de uma 
situação
K. Vilancete: uma estrofe de quatro 
versos, ou estrofes de quatro versos 
combinados com oito versos. 
L. Epitalamio: homenagem às núpcias 
de alguém. 
• Narrativo: escrito quase sempre em prova e 
também conhecido por épico, este gênero 
conta com um narrador que fala sobre um 
evento e narra acontecimentos reais ou 
imaginários. Há uma sequência de fatos em 
que os personagens atuam em um 
determinado espaço e tempo.
• Drama: escrito para ser encenado de forma 
que se divida em atos e cenas. A história é 
contada por meo de fala das personagens e 
encenação é favorecida com uso de 
subterfúgios cênicos. Pode ser:
- Auto
- Comédia
- Tragédia
- Tragicomédia
- Farsa
Os tipos textuais são fixos, mas 
abrangentes. São a base dos gêneros textuais.
• Dissertativo
- Argumentativo: possui como finalidade 
defender uma ideia. Visa persuadir o 
leitor a concordar com a construção do 
pensamento e com os argumentos 
propostos. A principal característica é o 
desenvolvimento e defesa de uma tese, 
assim, tem: introdução, desenvolvimento 
e conclusão. Comum em provas, 
editoriais, cartas de opinião, ensaios e 
artigos científicos. 
- Expositivo: expõe uma informação por 
meio da explanação, conceitualização, 
comparação etc. Não tem finalidade de 
persuadir o leitor. São exemplos as 
palestras, seminários, entrevistas, 
verbetes de dicionários e enciclopédias. 
• Narrativo: conta uma sequencia de fatos 
baseados no ponto de vista do narrador, 
pode ser fábula, crônica, romance, novela 
etc. 
- Narrador:
A. Narrador personagem: história 
contada em primeira pessoa, ele 
participa do enredo.
B. Narrador Observador: a história é 
contada em terceira pessoa porque o 
narrador está do lado de fora, sem 
participar das ações. Há certa 
neutralidade.
C. Narrador Onisciente: apensar de 
narrar em terceira pessoa, permite as 
vezes intromissões, narrando em 
primeira pessoa. Ele conhece tudo 
sobre os personagens, inclusive 
emoções e pensamentos, sendo capaz 
de revelá-los, em primeira pessoa, 
com discurso interesso livre.
- Enredo: apresenta o desenvolvimento da 
história com surgimento de personagens e 
existência de conflitos. Pode ser linear, 
não linear, psicológico ou cronológico. É 
50
c o m p o s t o p o r : i n t r o d u ç ã o → 
desenvolvimento → clímax → desfecho
- Personagens: compõe a história, podendo 
ser principais ou secundários
- Tempo: pode ser cronológico, quando 
segue a ordem dos acontecimentos, ou 
psicológico, quando a ação já ocorreu e o 
narrador apenas lembra os fatos, 
característico por tanto do narrador 
onisciente ou personagem.
- Espaço: lugar onde se passa a história. 
- Discurso: pode ser direto, quando a 
própria personagem fala, indireto, quando 
o narrador in terfere na fa la do 
personagem, ou indireto livre, quando há 
proximidade entre narrador e personagem 
sem que haja separação na fala de ambos.
São textos narrativos:
• Romance: narrativa longa, escrita em prosa, 
centrado em um personagem principal e 
outros secundários
• Conto: é marcado plea concisão, poucos 
personagens, espaço e tempo restritos e um 
conflito único que apresenta apenas um 
clímax.
• Cronica: retrata o cotidiano, pode ser:
- Descritiva: expõe mais detalhadamente 
os locais e personagens que aparecem; 
- Narrativa: feita em primeira ou terceira 
pessoa e não admitindo longos trechos 
reflexivos ou argumentativos, sua 
principal característica é a presença de 
humor, ação ou crítica.
- Dissertativa: apresenta explicitamente a 
opinião do autor sobre algo cotidiano, 
sendo escrita na primeira pessoa do 
singular ou terceira do plural. 
- Narrativa-descritiva: intercala os dois 
perfis no decorrer do texto, com 
acontecimentos retratados em uma 
sequencia temporal.
- Humoristica: utiliza ironia, humor e 
sarcasmo para tratar de assuntos que 
impactam a sociedade, como política e 
economia. 
- Lírica: linguagem poética e metafórica 
que exprimem emoções como saudade e 
paixão.
- Poética: versos poéticos em forma de 
crônica
- Histórica: baseada em fatos reais e de 
linguagem leve e coloquiais
- Crônica-ensaio: crítica à instituições de 
poder e relações sociais por meio de 
ironia e sarcasmo
- Crônica filosófica: reflexão sobre fato ou 
evento
- Jornalista: apresenta notícia ou fatos 
misturando narrativa e argumentativa 
para apresentar uma reflexão final.
• Descritivo: ricos em detalhes sobre o tema, 
usam uma grande quantidade de adjetivos. 
Em geral, apresentam-se em: diários, relatos 
de viagem, biografias, anúncios de 
classificados, listas, cardápios, notícias, 
currículos, etc. Mas dificilmente voce verá 
um texto exclusivamente descritivo.
51
• Injuntivo: orientam ações e funcionam como 
ordens, por isso, sua principal característica 
é o uso do imperativo. São exemplo as 
propagandas, manuais de instrução, bula de 
medicaments, receitas culinárias, livro de 
regras etc.
• Prescritos: instruções que devem ser 
seguidos a risca, são inquestionáveis, como 
clausulas de contrato, regras gramaticais, 
editais de concurso, código penal…
Generos textuais surgem a partir da 
função específica de cada forma de 
comunicação, possuindo padrão comum ao 
qual outros textos, que cumprem a mesma 
função, devem se adequar. São subcategorias 
dos tipos textuais e seus elementos são:
• Tema: conteúdo com base na ideologia de 
quem escreve
• Forma composicional: escolhas do autor 
para vocabulário e estrutura de registro
• Estilo: forma como o genero é escrito, 
também sendo importante o vocabulário e 
estrutura textual, de forma a cumprir a 
interação social. 
Tipos de discurso 
Discurso diretoé marcado pela 
reprodução exata das falas dos personagens. 
Estes, por sua vez, são chamados para 
apresentar suas próprias palavras. Uma marca 
deste discurso é a presença de palavras como 
dizer, afirmar, ponderar, sugerir, perguntar, 
indagar, responder. Na falta dos mesmos, cabe 
aos recursos gráficos como dois pontos, aspas e 
travessão, indicar a fala do personagem.
O discurso indireto, por sua vez, 
preocupa-se em passar ao leitor apenas o 
conteúdo da mensagem, sem respeito à forma 
linguistica que teria sido de fato empregada. 
Embora também contem com os verbos 
declarativos, estes aparecem em uma oração 
s u b o r d i n a d a s u b s t a n t i v a , e m g e r a l 
desenvolvida.
A transposição do direto para o indireto 
merece atenção. Ao passar-se de um tipo de 
relato ao outro, certos elementos do enunciado 
se modificam, por acomodação ao novo molde 
sintático. As principais transformações são:
O discurso indireto livre concilia o 
direto e o indireto. Há uma aproximação entre 
Discurso direto Discurso indireto
Enunciado em 1ª ou 2ª 
pessoa Enunciado em 3ª pessoa
Verbo enunciado no 
presente
Verbo enunciado no 
preterito imperfeito
Verbo no pretérito 
perfeito
Verbo enunciado no 
pretérito mais que perfeito
Verbo no futuro do 
presente
Verbo no futuro do 
pretérito
Verbo no imperativo Verbo no subjuntivo
Enunciado justaposto
Enunciado subordinado, 
geralmente introduzido 
pela integrante “que”
Enunciado interrogativo 
direto
Enunciado interrogativo 
indireto
Pronomes este, esta, isto, 
esse, essa, isso
Pronomes aquele, aquela, 
aquilo
Advérbio de lugar “aqui” Advérbio de lugar “ali”
52
o narrador e o personagem, dando-nos a 
impressão de que passam a falar em uníssono. 
Dentre suas características são a absoluta 
liberdade sintática do escritor e sua completa 
adesão à vida do personagem. Evita-se o 
acumulo de “quês”, característico do discurso 
indireto; bem como o corte de aposições 
dialogadas, do discurso direto. O discurso 
indireto livre apresenta uma narrativa mais 
fluente, de ritmo e tom mais artisticamente 
elaborados. O elo psiquico que se estabelece 
entre narrador e personagem torna-o preferido 
dos escritores memorialistas em páginas de 
monólogo interior. 
Funções de 
linguagem 
 A linguagem, falada e escrita, varia em 
função de suas finalidades. Os estudiosos 
apontam a existência de pelo menos 6 funções 
de linguagem, ligadas a elementos da 
c o m u n i c a ç ã o : e m o t i v a , c o n a t i v a , 
metalinguística, tática, poética e referencial. 
A comunicação pode ser verbal (escrita, 
falada) ou não verbal. Ela se manifesta a partir 
de elementos:
• Emissor: quem emite a mensagem
• Receptor: a quem se destina a mensagem
• Código: maneira pela qual a mensagem se 
organiza
• Canal de comunicação: meio físico ou 
virtual, que assegura a circulação da 
mensagem, garantindo o contato entre 
emissor e receptor
• Mensagem: objeto da comunicação, 
conteúdo das informações transmitidas
• Referente: contexto ao qual a mensagem se 
refere. 
Dentre as funções de linguagem, a 
referencial ou denotativo é uma das mais 
ut i l izadas no cot idiano. Tem caráter 
informativo, sendo marcada pelo emprego da 
ordem direta nas frases e do discurso em 
terceira pessoa. A mensagem é clara e objetiva, 
não permitindo interpretações. Por isso, é 
p redominan te em tex tos c i en t íficos , 
jornalísticos, informativos e correspondências 
comerciais. 
A função conativa, ou apelativa, tem 
ênfase no destinatário, para persuadi-lo. Há uso 
do discurso em segunda ou terceira pessoa e é 
ap resen tada em d i scur sos po l í t i cos , 
publicidades e propagandas (podendo utilizar 
ambiguidades), livros de autoajuda, horóscopo 
e receitas culinárias. Utiliza vocativo, verbos 
no imperativo e pontos de exclamação. 
A função emotiva ou expressiva é 
centrada nos sentimentos, logo, é focada na 
pessoa que diz. Por essa razão, há muita 
subjetividade, deve-se atentar a voz, ao olhar e 
ponto de vista do sujeito nos acontecimentos. 
O discurso é feito na primeira pessoa do 
singular e usamos esta para expressar nossos 
pensamentos e emoções. 
A função metalinguística é identificada 
quando a mensagem utiliza o próprio código.
53
A f u n ç ã o p o é t i c a o u e s t é t i c a 
caracteriza-se pela preocupação com a forma 
do discurso. O objeto exaltado é a palavra, que 
deve ser trabalhada e comunicada para atrair o 
leitor, assim, tem-se:
• Palavras com função estética
• Utilização de sentido figurado ou conotativo
• Textos bem elaborados
• Figuras de linguagem como metáfora
• Subjetividade
• Surpresa
Para diferenciar a função emotiva e 
poética é valido lembrar que nesta o importante 
é a mensagem, enquanto a emotiva busca 
emocionar ao mesmo tempo que se preocupa 
com o emissor.
A função fática é chamada também de 
função de contato por enfatizar o veículo de 
comunicação a fim de manter a comunicação. 
Assim, o emissor busca estratégicas para 
perpetuar a interação com o receptor. Há 
presente de cumprimento, despedida e 
vocativos, chamando a atenção do receptor.
Figuras de 
linguagem 
As figuras de linguagem são recursos 
usados para dar ênfase à comunicação e torná-
la mais bonita. Para isso, é preciso diferenciar 
as manifestações da linguagem que estão 
relacionadas com os significados das palavras 
ou expressões.
• Denotação: emprego do sentido real, literal 
das palavras.
• Conotação: emprego do sentido subjetivo, 
figurado de palavras.
Dependendo da sua função, as figuras 
de linguagem são classificadas como:
• Figuras de sintaxe ou construção: interferem 
na estrutura gramatical da frase (alípse, 
zeugma, hipérbato, polissíndeto, anacoluto, 
pleonasmo, silepse e anáfora)
• Figuras de palavras ou semântica: estão 
associadas ao significado das palavras 
(metáfora, comparação, metonímia, 
catacrese, sinestesia e perífrase)
• Figuras de pensamento: combinam ideias e 
pensamentos (hipérbole, eufemismo, pinote, 
ironia, personificação, paradoxo, gradação e 
apóstrofe)
• Figuras de som ou harmonia: sonoridade da 
p a l a v r a ( a l i t e r a ç ã o , p a r o n o m á s i a , 
assonância, onomatopéia)
Nem sempre as palavras se organizam 
em absoluta coesão gramatical. As vezes, a 
coesão é significativa, condicionada pelo 
contexto. Os processos expressivos que 
provocam essas particularidades são figuras de 
sintaxe, como:
• Elipse: omissão de um termo que o contexto 
permite suprir, sendo responsável por casos 
de derivação imprópria, no qual o termo 
54
expresso absorve o conteúdo significativo do 
omitido, como em “a (cidade) capital”.
• Zeugma: é uma forma de elipse. Consiste 
em fazer um termo expresso em apenas um 
enunciado, participar de dois ou mais (ex: na 
v i d a d e l a h o u v e s ó m u d a n ç a d e 
personagens; na dele, mudança de 
personagens e de cenários). Denomina-se 
simples o zeugma em que o termo omitido é 
exatamente igual ao anter iormente 
empregado. Ela também pode ser complexa, 
quando subentende-se um termo já expresso, 
mas sob outra flexão. 
• Pleonasmo: superabundância de palavras 
para enunciar uma ideia. Quando nada 
acrescenta à força da expressão, sendo 
resultado da ignorância do sentido exato dos 
termos, uma falta grosseira, é chamado de 
pleonasmo vicioso. O pleonasmo de 
natureza é aquele com adjetivo como epíteto 
de natureza (ex: céu azul, mar salgado). 
Quanto ao objeto do pleonasmo, para realçá-
lo, costuma-se colocá-lo no início da frase e 
repetí-lo com a forma pronominal o, a, os, 
as. O pronome lhe pode reiterar o objeto 
indireto, bem como os pronomes átonos.
• Hipérbole: separação de palavras que 
pertencem ao mesmo sintagma, pela 
intercalação de um membro frasico. É um 
termo genérico que designa a inversão de 
ordem normal das palavras na oração, por 
finalidade expressiva (ex: essas que ao vento 
vem, belas chuvas de junho!)
• Anástrofe:tipo de inversão que consiste na 
anteposição do determinante, preposição + 
substantivo, ao determinado.
• Prolepse: é a antecipação, consiste na 
deslocação de um termo de uma oração para 
outra que a preceda, com o qual adquire 
excepcional realce. 
• Sínquise: inversão de tal modo violenta das 
palavras e uma frase, que torna difícil a sua 
interpretação.
• Assíndeto: orações ou palavras se sucedem 
sem conjunção coordenativa.
• Polissíndeto: emprego reiterado de 
conjunções coordenativas, especialmente 
das aditivas.
• Anacoluto: mudança de construção sintática 
no meio de um enunciado, geralmente 
depois de pausa sensível. 
• Silepse: a concordância não se faz com a 
forma gramatical, pode ser de número, 
gênero, pessoa
• Anáfora: repetição de termo ou expressão no 
início de uma sentença, é muito comum em 
música ou poemas mas pode ocorrer 
também em textos publicitários pois a 
repetição chama atenção.
Anáfora e catapora podem ser 
diferenciadas pela primeira referir-se a um 
elemento de coesão textual, retomando este 
elemento via outra expressão para não haver 
repetição. Na catáfora, por outro lado, ocorre a 
antecipação de um elemento posterior, que 
ainda será explicado.
55
Nas figuras de semantica, tem-se:
• Metáfora: comparação de palavras com 
s i g n i fi c a d o d i f e r e n t e s c u j o t e r m o 
comparativo fica subentendido
• Comparação: feita de forma explícita, possui 
conectivos de comparação
• Metonímia: transposição de significado, 
podendo ser: da parte pelo todo, causa pelo 
efeito, autor pela obra, inventor pelo 
invento, marca pelo produto, matéria pelo 
objeto, singular pelo plural, concreto pelo 
abstrato, continente pelo conteúdo, gênero 
pela espécie
• Catacrese: emprego impróprio de uma 
palavra por não existir outra mais específica
• Sinestesia: associação de sensações por 
órgãos de sentidos diferentes, há uma 
mistura de impressões sensoriais. 
• Perífrase: ou antonomásia, é a substituição 
de uma ou mais palavras por outra que a 
identifique.
Quando consideradas as figuras de 
pensamento, tem-se:
• Hipérbole: exagero intencional a expressão
• Eufemismo: suavização de discurso
• Litote: também é uma forma de suavizar um 
discurso e é oposição da hipérbole (ex: não é 
que sejam más companhias… - ou seja, 
também não são boas)
• Ironia: é a representação do contrário do que 
se afirma
• Personificação ou prosopopéia: atribui 
qualidades e sentimentos humanos aos seres 
irracionais.
• Antítese: uso de termos de sentidos opostos
• Paradoxo: representa o uso de ideias de 
sentidos opostos, não apenas de termos e 
essas ideias opostas causas contradição ao 
aparecerem juntas
• Gradação: apresentação de ideias que 
p rogr idem de fo rma c rescen te ou 
decrescente
• Apóstrofe: interpelação feita com ênfase
As figuras de com podem ser:
• Aliteração: repetição de sons consonantais.
• Paranomália: repetição de palavras cujos 
sons são parecidos
• Assonância: repetição de sons vocálicos
• Onomatopéia: palavras que imitam sons.
Polissemia e 
ambiguidade 
A polissemia e a ambiguidade tem 
grande impacto na interpretação. Quando há 
mais de uma interpretação possível, dizemos 
que o enunciado está ambíguo. Isso pode 
ocorrer devido à colocação específica de uma 
palavra em uma frase. Palavras polissêmicas 
induzem as pessoas a fazerem mais do que uma 
interpretação, necessitando estar atento ao 
contexto. Esse recurso amplia o sentido da 
mensagem e contribui para a expressividade do 
texto, ao passo que instiga a capacidade de 
compreender jogos de significação dos 
enunciados.
56
Assim, ambiguidade é aquilo que pode 
ter ais de um significado ou sentido, sendo uma 
figura de linguagem e podendo ser usada como 
recurso estilístico. Podemos classificá-la em:
• Estrutural: provocada pela posição das 
palavras em um enunciado
• Lexical: uma palavra assume dois ou mais 
significados.
É muito comum a ambiguidade se dar 
pelo uso dos pronomes possessivos “seu” e 
variantes. Isso por que não fica claro de QUEM 
é o objeto em frases onde há mais de um 
personagem. A colocação das palavras também 
pode deixar ambiguidade, por exemplo “as 
crianças felizes correram para a piscina”. Caso 
as crianças sejam felizes, está correto. Mas 
caso elas estejam felizes, seria mais adequado 
dizer “felizes, as crianças correram para a 
piscina”. O mesmo ocorre para o uso das 
formas nominais. Em “ajudei a colega exausta 
no fim do dia” não está claro se quem está 
exausta sou eu ou a colega. Também geram 
ambiguidades os pronomes relativos e as 
conjunções integrantes.
A polissemia é um conceito da área 
linguistica para se referir a algo que tem muitos 
significados. Ex: vela → pode ser vela de 
barco, vela de cera feita pra iluminar ou a 
conjugação do verbo velar, que significa vigiar. 
As diferentes variantes podem depender da 
afinidade etimológica do vocábulo, do seu uso 
metafórico ou, em última instancia, do 
contexto. É um elemento estrutural da 
linguagem e seu oposto é a monossemia. 
As palavras polissemias guardam uma 
relação de sentidos entre si, característica que 
as diferencia de palavras homônimas. Estas 
tem significando distintos porém mesma grafia 
e fonemas. 
Compreensão, 
interpretação de 
texto e 
intertextualidade 
	 
C o m p r e e n s ã o d e t e x t o é a 
decodificação da mensagem, análise do que 
está explícito, sendo objetiva ao assimilar 
palavras e ideias presentes no enunciado. As 
expressões que geralmente se relacionam com 
a compreensão são:
• Segundo o autor…
• De acordo com o autor…
• No texto…
• O texto informa que…
• O autor sugere…
Interpretação de texto é o que fazemos 
do conteúdo, quais conclusões chegamos por 
meio da conexão de ideias e, por isso, vai além 
do texto. Ocorre de modo subjetivo, estando 
relacionada a dedução do leitor. Hermenêutica 
é um ramo da filosofia que explora a 
interpretação de texto em áreas como literatura, 
57
religião e direito. Analogamente a compressão, 
há frases associadas à interpretação de textos, 
como:
• Diante do que foi exposto…
• Infere-se do texto que…
• O texto nos permite deduzir que…
• Conclui-se do texto que…
• O texto possibilita o entendimento de…
I n f o r m a ç õ e s e x p l í c i t a s s ã o 
manifestadas pelo próprio texto, ela é clara. As 
informações implícitas não são manifestadas 
pelo autor do texto, mas podem ser 
subentendidas. Assim, devem ser interpretadas. 
Três erros clássicos podem acontecer 
quanto ao entendimento de um texto. O 
p r i m e i r o é a e x t r a p o l a ç ã o , q u a n d o 
apresentamos ideias que não estão no texto. O 
segundo é a redução, quando nos prendemos a 
um aspecto menor e menos importante do texto 
que é insuficiente para explicar o conjunto. 
Finalmente, tem-se a contradição, que ocorre 
quando interpretamos o sentido de maneira 
contrária ao seu conteúdo. Sendo o mais grave, 
é muitas vezes fruto da falta de atenção na 
leitura. 
A interpretação de um texto poético é 
geralmente mais complexo que a interpretação 
da prosa, porque a linguagem poética é 
carregada de sentidos, intensidades e 
significados. Não se pode ler apenas em 
sentido literal, há polissemia. É necessário 
sensibilidade e tem-se um maior risco de 
extrapolação. Entretanto, não vale qualquer 
coisa, por se tratar de um texto poético. É 
preciso que o significado reconhecido faça 
realmente parte do campo de sugestões do 
poema.
É preciso lembrar-se que os textos 
podem conter linguagem verbal, com palavras, 
não-verbal, com imagens, ou híbridos. Os 
verbais são considerados de fácil interpretação, 
a depender do seu grau de conhecimento sobre 
as palavras inseridas. Já os não-verbais, 
demandam maior conhecimento de mundo e 
capacidade de relação com fatos extratextuais. 
Os híbridos, por fim, exigem uma habilidade 
de criar sentido a partir da conexão entre as 
partes verbaise não-verbais. 
Charges e tirinhas podem ser textos 
não-termais ou híbridos. A diferença está na 
quantidade de quadros. A charge apresenta 
apenas um, bastante impactante, enquanto a 
tirinha traz dois ou mais para apresentar uma 
história a ser acompanhada. Geralmente, 
ambas abordam temas atuais e com tom crítico.
A intertextualidade explícita faz 
referencia ao texto-fonte de forma clara e de 
fácil percepção, não sendo necessários 
conhecimentos prévios específicos por parte do 
leitor. Já a intertextualidade implícita ocorre 
quando é menos evidente e exige do leitor 
conhecimentos prévios.
Dentre os tipos mais comuns de 
intertextualidade, está a citação, que ocorre 
quando as ideias de um autor são trazidas para 
outra obra. Pode ser direta, copiadas e coladas 
do texto original, ou indiretas, ou seja, rescritas 
em outras palavras. São comuns em trabalhos 
58
acadêmicos e devem sempre indicar o nome do 
autor da ideia. 
A parodia é um recurso intertextual, 
geralmente utilizado com finalidade cômica. 
Ela subverte um texto, dando-lhe novo sentido.
A paráfrase, por sua vez, ocorre quando 
um autor reescreve a ideia de outro com suas 
palavras, sem alterar o sentido da mensagem. 
Altera-se apenas a estrutura e as palavras 
escolhidas. Ela diferencia-se da citação indireta 
por não necessitar da referencia ao texto fonte.
A alusão é uma menção a elementos de 
outro texto. Essa intertextualidade ocorre de 
maneira indireta e sutil, podendo não se 
compreendida pelo leitor se ele não conhecer a 
referência.
Tem-se ainda a tradução, que é 
considerada uma intertextualidade porque para 
fazê-la é necessário interpretar o texto original 
e reescrevê-lo da maneira mais próxima ao que 
pretendia o autor. Isso significa que traduzir 
uma obra não é apenas reescrevê-la em outro 
idioma. 
Outros exemplos de intertextualidade 
são o crossover, quando há encontro ou diálogo 
de personagens de universos fictícios 
diferentes, e a epígrafe, trecho de um texto 
colocado no início de uma obra e que serve 
como elemento introdutório, pois dialoga com 
o conteúdo apresentado a seguir. 
Coesão e coerência 
A coerência é resultante da não-
contradição entre seguimentos textuais. Como 
cada seguimento é pressuposto do seguinte, 
tem-se uma cadeia e nela as conexões devem 
ser harmônicas. Perde-se a coerência quando 
há contradição ou quebra dessa concatenação. 
A coerência também é resultante da 
adequação entre o que se diz e o contexto 
extraverbal, ou seja, aquilo que se faz 
referencia e precisa ser conhecido pelo 
receptor.
A coerência pode ser:
• Sintática: relacionada à coesão entre os 
elementos
• Semântica: relacionada ao sentido entre os 
termos os expressões
• Temática: quando não há desvio de tema ou 
falta de continuidade no assunto.
- Dissertativa: na dissertação apresentamos 
argumentos, dados, exemplos, opiniões a 
fim de defender uma determinada ideia 
ou questionar um assunto. Todos estes 
devem estar alinhados para o seu 
propósito.
- Narrativa: se obedece uma lógica entre 
ações e personagens. Cada ação obedece 
um tempo que permite conhecer a ordem 
dos acontecimentos sem que haja 
contradição.
- Descritiva: faz-se relato de pessoas, 
coisas e ambientes com detalhes sobre 
suas particularidades. São usadas figuras 
59
que condizem com a cena, o ambiente e o 
tempo em que estão situados os 
personagens e fatos. 
• Pragmática: relaciona-se ao contexto 
extralinguístico. Pondera considerações de 
ordem prática, realista e objetiva
• Estilística: ocorre quando a variedade 
linguistica utilizada está de acordo com a 
situação comunicativa
• Genérica: ocorre quando o gênero textual 
utilizado é o adequado (romance, conto, 
fábula, lenda, notícia, carta, bula de 
remédio, lista de compras, cardápio etc)
A coerência textual apresenta três 
princípios:
• Não-contradição: ocorre quando as ideias 
não se contradizem e a lógica não é 
interrompida
• Não-tautologia: ocorre quando um mesmo 
termo não é repetido exaustivamente, 
prejudicando a mensagem
• Relevância: ocorre quando o interlocutor 
percebe a obediência à relação de ideias em 
uma sequencia. Não há quebra.
A coesão textual é o elemento 
facilitador para a compreensão de um texto, 
mas é a coerência que lhe da sentido. Se um 
texto tem coesão, não necessariamente há 
coerência e vice-versa. A coesão está ligada a 
mecanismos de natureza lexical e gramatical 
em que os referentes pertencem ao próprio 
texto. Para tanto, insistimos no emprego 
adequado dos elementos coesivos (conjunções, 
pronomes, advérbios, preposições), uma vez 
que são unidade aos textos, sendo responsáveis 
pela “amarração” das ideias. A troca de uma 
conjunção por outra não-equivalente, bem 
como o uso de pronomes relativos sem 
antecedência, ou com mais de um antecedente 
possível, quebra a coesão. 
Quando o elemento coesivo faz 
r e f e r enc i a a um t e rmo ap re s en t ado 
anteriormente, tem-se a anáfora. Deste modo, 
quando o elemento vem depois, tem-se a 
ca táfora . Não são apegas e lementos 
gramaticais os responsáveis pela coesão, a 
substituição de um termo por outro também 
cumpre essa função.
A coesão pode ser:
• Referencial: os termos conectivos anunciam 
ou retomam as frases, sequencias e palavras 
que indicam conceitos e fatos (anáfora e 
catáfora). Os principais mecanismos são a 
elipse e a reiteração.
• Sequencial: maneiro como os fatos se 
organizam no tempo do texto. Trata-se de 
um mecanismo coesivo que ocorre por meio 
de marcadores verbais e conectivos os quais 
indicam essa progressão.
A coesão também atua com o uso dos 
conectivos. Sem ela, o texto não é linear e a 
mensagem não pode ser compreendida. 
60devendo assim seguir algumas regras.
• Uso do x:
- Após um ditongo (ex: ameixa, peixe)
- Depois de sílaba inicial “en” (ex: 
enxurrada, enxaqueca). Mas encher e 
seus derivados são exceção 
- Depois de me inicial (ex: mexer, 
mexerica). Mas mecha é exceção.
- Palavras de origem indígena, africana, e 
inglesa que foram aportuguesadas (ex: 
xingar, xará, xerife, xavante, xangô)
• Uso do g:
- Nas terminações “ágio”, “égio”, “ígio”, 
“ógio” e “úgio” (ex: refúgio, pedágio, 
relógio, colégio)
- Nas terminações “agem”, “igem”, 
“ugem” (ex: viagem - substantivo, 
malandragem, coragem, ful igem, 
4
ferrugem etc). Pajem e lambujem são 
exceções.
• Uso do j:
- Verbos terminados em “jar” (ex: viajar, 
arranjar, desejar etc)
- Palavras de origem indígena e africana 
(ex: pajé, canjica, jiboia, manjericão, 
jerico)
• Uso do s:
- Adjetivos terminados em “oso/osa” (ex: 
honrosa, saboroso, maravilhosa)
- Após ditongos (ex: lousa, náusea, pouso)
- Em sufixos “esa/isa/ense/ês” indicadores 
de títulos, profissões ou origens (ex: 
burguês, marquesa, baronesa, poetisa, 
chinesa)
• Uso do z:
- Em sufixos “ez/eza” que formam 
substantivos abstratos (ex: rigidez, surge, 
maciez, singeleza)
- No sufixo “izar” formando verbos (ex: 
humanizar, hospitalizar, colonizar, 
civilizar). A não ser que a palavra que deu 
origem ao verbo seja com “s” (ex: análise 
→ analisar)
• Uso do “s”, “c”, “ç”, “sc” e “ss”:
- Verbos grafados com “nd” e substantivos 
“ns” (ex: ascender → ascensão, 
suspender → suspensão, pretender → 
pretensão)
- Ve r b o s g r a f a d o s c o m “ c e d ” e 
substantivos “cess” (ex: ceder → cessão, 
exceder → excesso, interceder, 
intercessão). Porem, exceder → exceção
- Verbos grafados com “ter” e substantivos 
“tenção” (ex: deter → detenção, abster → 
abstenção, conter → contenção)
- Verbos grafados com “mitir/cutir” e 
substantivos “miss/cuss” (demitir → 
demissão, repercutir → repercussão, 
discutir → discussão, transmitir → 
transmissão.
Sobre a significação das palavras, tem-
se antônimos (ex: ausência - presença) e 
sinônimos (agradável - aprazível). Os 
sinônimos sempre consideram o contexto. Há 
ainda os hiperônimos, que são palavras cujo 
significado abrangem outras, demonizadas 
hipônimo (ex: veículo é hiperônimo de carro 
pois pode significar carro, carroça, trem. 
Assim, carro é hipônimo de veículo). Essa 
relação é muito útil para retomada de 
elementos textuais.
Os parônimos, por sua vez, são palavras 
que se assemelham na grafia e na pronuncia, 
entretanto, diferem no sentido (ex: absolver - 
perdoar / absorver - aspirar). Os principais 
parônimos que caem em concurso são:
• Cavaleiro (que cavalga) / cavalheiro (gentil)
• Delatar (denunciar) / dilatar (expandir)
• Despercebido (não notado) / desapercebido 
(desprovido de algo)
5
• Eminente (elevado) / iminente (prestes a 
ocorrer)
• Flagrante (evidente) / fragrante (perfumado)
Os homônimos são palavras iguais e 
podem ser divididos em:
• Homônimos perfeitos: 
- Fonética (som): igual
- Grafia (escrita): igual
- Significado: diferente
Ex: caminho (substantivo - itinerário) / 
caminho (verbo caminhar - “eu caminho por 
aqui”)
• Homófonas: 
- Fonética (som): igual
- Grafia (escrita): diferente
- Significado: diferente
Ex: Cerrar (fechar, terminar) / Serrar (cortar 
com serra)
• Homógrafas: 
- Fonética (som): diferente
- Grafia (escrita): igual
- Significado: diferente
Ex: Li apenas o começo do livro (substantivo - 
início) / Eu começo amanhã (verbo - começar)
Estrutura e processo 
de formação das 
palavras 
A morfologia estuda a estrutura, a 
formação, a classificação e as flexões das 
palavras.
Começando pela estrutura, da-se o 
nome de morfema às unidades significativas 
mínimas das palavras. São morfemas livres 
aqueles que podem figurar sozinhos como 
vocábulos e morfemas presos aqueles que não 
tem autonomia vocabular. 
Ex: rua-zinha-s / “rua” existe independente , 
por isso é morfema livre, enquanto “zinha” e 
“s” necessitam de uma palavra de apoio, sendo 
então morfemas presos.
Classificação dos morfemas:
• Radicais: Os morfemas bases, que dão 
origem a outras palavras, são chamados de 
radical. Eles são elementos formadores, 
capazes de fornecer uma noção significativa 
à palavra que integra. Além disso, nenhum 
deles pode sofrer nova divisão. Assim, 
quando adicionados prefixos ou sufixos, tem-
se os cognatos, que são as palavras derivadas 
deste radical, formando uma família de 
significação.
• Afixos: os afixos são elementos de apoio, 
integrados ao radical para formar um 
cognato. Podem ser:
- Prefixos: quando colocados antes do 
radical para se formar uma nova palavra.
- Sufixos: quando colocados depois do 
radical.
• Desinências: são morfemas que indicam a 
flexão das palavras. Surgem na parte final 
das palavras variáveis. Podem ser nominais 
(indicam gênero e número) ou verbais 
(indicam flexões do verbo: número, pessoa, 
tempo e modo)
6
• Vogais temáticas: é o morfema que liga o 
radical às suas desinências, constituindo o 
chamado tema (radical + vogal temática). É 
ao tema que se acrescentam as desinências. 
Tanto os verbos quanto os nomes podem 
apresentar vogal temática. Nos verbos elas 
indicam a conjugação a que pertencem (1ª 
verbos terminados em “a”, 2ª verbos 
terminados em “e” ou 3ª verbos terminados 
em “i”).
• Vogais ou consoantes de ligação: são 
morfemas que surgem para possibilitar a 
leitura de determinada palavra (ex: gas-ô-
metro, pau-l-ada, cafe-t-eira)
Na língua portuguesa, a formação de 
uma palavra pode ser:
• Primitiva: não se forma de outra existente no 
idioma
• Derivada: tem a formação baseada em uma 
única palavra (ou radical) já existente
• Composta: formada por duas (ou mais) 
palavras já existentes.
OBS: existem palavras que são ao mesmo 
tempo compostas e derivadas (ex: porto-
alegrense). 
A derivação e a composição são 
considerados processos básicos de formação 
das palavras.
• Derivação: consiste na modificação de 
determinada palavrada primitiva com 
acréscimo de afixos.
- Derivação prefixal: acréscimo de prefixo 
à palavra primitiva, alterando seu 
significado (ex: de-compor)
- Derivação sufixal: acréscimo de sufixo à 
palavra primitiva, que pode sofrer 
alteração de significado ou classe 
gramatical (ex: jardinagem)
- Derivação prefixal e sufixal: acréscimo de 
um prefixo e um sufixo ao radical (ex: in-
feliz-mente)
- Derivação Parassintética: acréscimo 
simultâneo de prefixo e um sufixo à 
palavra primitiva (ex: des-alm-ado)
OBS: A diferença de derivação prefixal e 
sufixal para a parassintético é que na prefixal e 
sufixal, se você tirar o prefixo, o sufixo ou 
amos, a palavra continua fazendo sentido (ex: 
in-feliz-mente / sem prefixo → feliz-mente / 
sem sufixo → in-feliz / sem amos → feliz). O 
mesmo não ocorre na derivação parassintética.
- Derivação regressiva: consiste na redução 
da palavra derivante por uma falsa 
análise de sua estrutura. Normalmente 
forma substantivos indicadores de ação, 
abstratos (ex: chorar - choro, errar - erro). 
A ideia precede a ação.
- Derivação imprópria: muda a classe 
gramatical de uma palavra, sem alterar 
sua forma (ex: jantar / verbo: vou jantar / 
substantivo: vou servir o jantar).
• Composição
7
- Composição por justaposição: quando as 
palavras se juntam, conservando cada 
qual a sua integridade, não se perde 
fonema e pode ou não ter hífen (ex: beija-
flor, girassol)
- Composição por aglutinação: quando as 
palavras se juntam e existe a perda de 
fonema (ex: aguardente - água + ardente, 
embora - em + boa + hora)
Existem outros processos de formação 
de palavras. São eles:
• Abreviação vocabular : consis te na 
eliminação de um segmento de uma palavra 
a fim de se obter uma forma mais curta (ex: 
cinematógrafo - cinema, pneumático - pneu, 
metropolitano - metrô).
• Siglonimização: é a formação de palavras a 
partirde siglas (ex: FGTS, CPF, AIDS)
• Palavra-valise: resulta do acoplamento de 
duas palavras, permitindo a realização de 
verdadeira acrobacias verbais (ex: flaflu, 
portunhol)
• Hibridismo: palavra que se origina da união 
de elementos (radicais) de idiomas 
diferentes (ex: automóvel / auto - grego, 
móvel - latim)
• Onomatopéia: imitação de sons (ex: tique-
taque)
• Neologismo: são palavras inventadas
• Empréstimos linguísticos: apropriação de 
palavras de outra cultura (ex: show, stress, 
abajur).
Hífen 
O emprego do hífen é uma convenção. 
Estabeleceu-se que só se ligam por hífen os 
elementos das palavras compostas que 
guardam a sua independência fonética, 
conservando cada um a sua própria acentuação, 
porém formando um novo conjunto de perfeita 
unidade de sentido. Não existe um único 
critério para saber se uma palavra tem ou não 
hífen. A única solução é praticar e tentar 
memorizar algumas regras específicas. Assim, 
deve-se empregar o hífen:
• Nos compostos cujos elementos, reduzidos 
ou não, perderam sua significação própria: 
água-marinha, arco-íris, para-choque, bel-
prazer, és-sueste, monta-carga, marca-passo, 
lero-lero, mata-mata etc
OBS: os seguintes casos são aglutinações: 
girassol, madressilva, passatempo, pontapé, 
paraquedas, paraquedismo etc
• Nos compostos com o primeiro elemento de 
forma adjetiva, reduzida ou não: afro-
asiático, galego-português, greco-romano, 
histórico-geográfico, ínfero-anterior, latino-
americano, luso-brasileiro, lusitano-
castelhano etc.
• Nos topônimos compostos iniciados pelos 
adjetivos grã ou grão, ou por forma verbal, 
ou quando os elementos estão ligados por 
artigo: grã-bretanha, grão-pará, passa-
quadro, todos-os-santos , mas Belo 
8
Horizonte, Cabo Verde, Santa Catarina não 
se enquadram na regra.
• Em palavras compostas que designam 
espécies botânicas e zoológicas, que estejam 
ou não, ligadas por preposição ou outro 
elemento: bem-me-quer, ervilha-de-cheiro, 
formiga-brava, bem-te-vi etc. Malmequer é 
exceção.
• Nos compostos com advérbio de “bem” e 
“mal”, quando o elemento seguinte começa 
por vogal ou “h”: bem-educado, bem-
humorado, mal-agradecido, mal-humorado.
OBS: o adverbio de bem, ao contrário de mal, 
pode não se aglutinar com o segundo elemento 
quando ele começa por consoante: bem-
nascido, malnascido, bem-falante, malfalante, 
bem-mandado, malmandado etc. Mas, em 
muitos compostos, bem aglutina-se com o 
segundo elemento: benfazejo, benfeito, 
benfeitor, benquerença etc
• Nos compostos com “sem”, “além”, 
“recém”, “pós”, “pré”, “vice”, “ex”, “pró”: 
sem-cerimonia, além-mar, aquém-fronteiras, 
recém-casado, ex-senador, pós-graduação, 
pré-vestibular, pró-reitor, vice-governador 
etc
Emprega-se hífen por prefixação, 
recomposição e sufixação nos seguintes casos:
• Nas formações com prefixos como “ante”, 
“anti”, “circum”, “co”, “contra”, “entre”, 
“extra”, “hiper”, “infra”, “intra”, “pós”, 
“pré”, “sobre”, “sub”, “super”, “ultra” etc, e 
em formações por recomposição com 
pseudoprefixos (gregos ou latinos) como 
“aero”, “agro”, “arqui”, “auto”, “hio”, 
“eletro”, “geo”, “hidro”, “inter”, “macro”, 
“maxi”, “micro”, “mini”, “multi”, “neo”, 
“pan”, “plurí”, “proto”, “pseudo”, “retro”, 
“semi”, “tele” etc, só se usa hífen quando:
- Nas formações em que o segundo 
elemento começa por “h”: ant i -
histamínico, pan-helênico, sobre-humano, 
sub-hepático, super-homem etc
OBS: como exceção a essa regra “co”, “des”, 
“dis”, “in” e “re” se aglutinam com o segundo 
elemento, eliminando o h: coabitar, coerdeiro, 
desumano, inábil, reabilitar, reospitalizar etc.
- Nas formações em que o prefixo ou 
pseudoprefixo terminam na mesma vogal 
pela qual começa o segundo elemento: 
anti-inflamatório, neo-ortodoxo, semi-
interno, supra-auricular, arqui-inimigo, 
sobre-edificar, ante-estreia
OBS: são exceções a essa regra “co” e “re”: 
coordenar, coobrigação, reeleição, reerguer etc.
• Nas formações com o prefixo “circim” e o 
pseudoprefixo “pan”, quando o segundo 
elemento começa por vogal, “m” ou “n” 
(além do “h” já mencionado): circim-
navegação, circum-mediterrâneo, circum-
oceânico, pan-oftalmico, pan-nacionalismo.
• Nas formações com prefixos “hiper”, “inter” 
e “super”, quando o segundo elemento 
9
começa por “r”: hiper-religioso, inter-
relacionado, super-resistente.
• Nas formações com os prefixos “ex” (estado 
anterior), “sota”, “vice” (ou “vizo”): ex-
aluno, ex-presidente, sota-piloto, sota-
mestre, vice-almirante, vice-governador, 
vizo-rei.
• Nas formações com prefixos tônicos “pós”, 
“pré” e “pró” (as formas átonas se aglutinam 
com o segundo elemento): pós-graduação, 
pré-universitário, pró-africano
• Com “ab”, “ad”, “ob”, “sob” e “sub”, 
quando seguidos de radical iniciado por “r” 
ou plea mesma consoante que termina o 
prefixo: ab-rogar, ad-rogação, ab-reptício, 
sob-roda, sub-reino, ad-digital, sub-
bibliotecário.
Por outro lado, NÃO se usa hífen:
• Nas formações em que os prefixos ou 
pseudoprefixos terminam em vogais e o 
segundo elemento começa em “r” ou “s”, 
que devem ser duplicados: contrarregra, 
suprarrenal, pseudorreação, antisséptico, 
ultrassom, minissaia.
• Nas formações em que o prefixo ou 
pseudoprefixo termina em vogal e o segundo 
elemento começa por vogal diferente ou 
consoante (com exceção dos casos 
particulares já mencionados de “h”, “r” e 
“s”): extraescolar, antiaéreo, autoeducação, 
a u t o d i d a t a , e x t r a c u r r i c u l a r , 
supramencionado, h idre le t r ic idade , 
microcâmera, intracelular etc
• Em locuções de qualquer tipo, salvo as 
seguintes exceções: água-de-colônia, arco-
da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-
de-meia, ao deus-dará, à queima-roupa. 
Portanto: fim de semana, sala de jantar, cor 
de café, cada um, quem quer que seja, à 
vontade, depois de amanha, a fim de, acerca 
de, contanto que, visto que etc.
OBS: nas formações por sufixais, só se 
emprega hífen em vocábulos terminados em 
sufixos de or igem tupi -guarani , que 
representam formas adjetivas (como “açu”, 
“guaçu” e “mirim”) quando o primeiro 
elemento termina em vogal acentuada 
graficamente ou quando a pronuncia exige a 
distinção dos dois elementos: amoré-guaçu, 
andá-açu, ceará-mirim, capim-açu.
Substantivo e Artigo 
Substantivo é toda palavra que dá nome 
a seres, coisas, lugares, objetivos, sentimentos, 
ações, acontecimentos, conceitos etc. Quando 
você completar a sentença “isto se chama …” a 
palavra em questão é substantivo. Outra 
maneira de fazer o reconhecimento é usando 
um artigo antes da palavra.
• Comum: denomina todos os seres de uma 
mesma espécie (ex: cidade, pedra, mundo)
• Próprio: dá nome a um único ser de uma 
determinada espécie (ex: Brasília, Isabel)
• Primitivo: não se forma de outra palavra (ex: 
cidade, Ceará)
10
• Derivado: forma-se de outra palavra (ex: 
cearense, beleza, infeliz)
• Simples: formado por uma única palavra 
(ex: cidade, desinteresse)
• Composto: formado por mais de uma 
palavra (ex: lobisomem, sexta-feira)
• Concreto: nomeia seres de existência 
própria, real ou imaginária (ex: cidade, 
Deus, alma, fantasma)
• Abstrato: nomeia ações, sensações, 
sentimentos, conceitos, características e 
estados (ex: escolha, dor, medo, beleza, 
vida).
OBS: “período” é substantivo concreto, 
podendo ser verificado nos seguintes critérios:
1º: tem existência própria, real ou imaginária? 
Sim
2º: é uma ação? Sensação? Emoção? 
Sentimento? Não, não, não e não.
• Coletivo: substantivo comum, mesmo 
estando no singular, denomina um conjunto 
de seres de uma mesma espécie (ex: 
serpentário → coletivo de cobras; junta → 
bois, médicos, credores, examinadores; 
plêiade → poetas, artistas; panapaná → 
borboletas).
OBS: elenco é o coletivo de atores. Muitas 
vezes as pessoas falam sobre “elencar” algo, 
como sinônimo de listar. Esse emprego é 
errôneo. A palavra “elencar” não existe.
OBS:coletivos que podem se referir a mais de 
uma família devem ser especificados. Por ex: 
feixe, que pode ser de lenha ou de capim. Por 
outro lado, coletivos de única referencia, como 
arquipélago, não devem ser especificados, para 
evitar a redundância.
Com relação as flexões, os substantivos 
são classes variáveis de acordo com gênero, 
número e grau.
• Gênero dos substantivos:
- Masculino: anteposição do artigo “o”
- Feminino: anteposição do artigo “a”
Quando se trata de seres que não tem 
sexo, o gênero é fixado convencionalmente no 
idioma (ex: a blindagem, a alface, a agravante)
Quanto à terminação, dos substantivos 
terminados em “ão”, os concretos são 
masculinos e os abstratos são femininos (ex: o 
algodão, a educação, o balcão, a produção. 
Exceto “mão” que embora concreto, é 
feminino)
Os substantivos que designam pessoas 
e animais tem geralmente uma forma para o 
masculino e o feminino (ex: peixe-boi / peixe-
mulher, lebrão / lebre, caxarelo / baleia).
Há também os casos de substantivos 
femininos derivados de radical no masculino. 
Aqueles terminados em “o” átomo formam 
normalmente o feminino substituindo essa 
desinência por “a” (ex: gato / gata). Entretanto, 
há casos em que a substituição é feita por 
11
desinências especiais (ex: diácono / diaconisa, 
maestro / maestrina, silfo / sílfide).
Os substantivos terminados em 
consoante formam, normalmente, o feminino 
com acréscimo da desinência “a” (ex: 
camponês / camponesa)
Já os substantivos terminados em “ão” 
podem formar o feminino de 3 maneiras:
A. Mudando a terminação “ão” em “oa” (ex: 
patrão / patroa)
B. Mudando a terminação “ão” em “ã” (ex: 
ancião / anciã)
C. Mudando a terminação “ão” em “ona” (ex: 
solteirão / solteirona, folião / foliona)
OBS: alguns substantivos terminados em “ão” 
são anômalos, ou seja, não basta mudar 
conforme as 3 regras anteriores (ex: cão / 
cadela, zangão / abelha).
Alguns substantivos terminados em 
“or”, “dor” e “tor” formam femininos em 
“eira” ou “triz” (ex: ator / atriz). 
Porém para “embaixador” tem-se 2 
casos:
I. Embaixatriz: casada com o embaixador
II. Embaixadora: mulher que exerce o cargo
Substantivos que designam títulos de 
nobreza formam o feminino em “esa”, “essa” e 
“isa” (ex: Principe / princesa, sacerdote / 
sacerdotisa, conde / condessa)
Há ainda um número pequeno de 
palavras que trocam o “e” por “a” (ex: 
elefante / elefanta, presidente / presidenta, 
hóspede / hóspeda, monge / monja, parente / 
parenta, gigante / giganta)
Os substantivos uniformes podem ser 
divididos em 3 tipos:
• Epicenos: são os nomes de animais que 
possuem um só gênero-gramatical para 
designar um ou outro sexo (ex: a água, a 
cobra, o jacaré). Nestes casos, para 
especificar o seco, juntam-se ao substantivo 
as palavras macho ou fêmea (ex: o macho 
ou a fêmea do jacaré)
• Sobrecomuns: tem um só genro gramatical 
para designar pessoas de ambos os sexos 
(ex: o algoz, o apóstolo, o cônjuge, o 
indivíduo, o verdugo). Analogamente, usa-se 
“ m a s c u l i n o ” e “ f e m i n i n o ” p a r a 
identificação.
• Comuns de dois gêneros: apresentam uma 
só forma de escrever, mas podem ser 
distinguidos pelo artigo ou por algum 
determinante que acompanha (ex: o / a 
cliente)
Mudanças de sentido na mudança de 
gênero podem ocorrer. São exemplos:
O cabeça = líder
A cabeça = parte do corpo humano
O guia = pessoa realiza o ato de guiar
A guia = documento com que se recebem 
mercadorias ou encomendas ou que as 
acompanha para poderem transitar livremente
São masculinos os substantivos: ágape, 
clã, diabete, gengibre, soprano.
São femininos os substantivos: 
sentinela, juriti, omoplata, aluvião, filoxera.
12
Já na formação do plural, quando 
terminados em vogal ou ditongo, basta 
acrescentar o “s” ao singular (ex: mesas, 
chapéus, leis, mães). Incluem-se a esta regra os 
substantivos terminados em vogal nasal. Como 
a natalidade das vogais /e/, /i/, /o/ e /u/, em 
posição final, é representada graficamente por 
“m” e não se pode escrever “ms”, muda-se o 
“m” por “n” (ex: bem → bens)
Substantivos terminados em “r”, “z”, 
“s” e “n” ganham “es” à pessoa no singular 
(ex: hambúrgueres, mares, gravidezes, gizes). 
No caso do “n”, pode-se ainda acrescentar 
“enes” ou só “s” (ex: hífen - hifens - hífenes, 
cânon - cânones). Alguns substantivos 
terminados em “s” são invariáveis como atlas, 
lápis, ônibus, pires, vírus.
Os substantivos terminados em “ão” 
mudam para o plural de três maneiras:
1. A maioria muda a terminação “ão” para 
“ões”, isso inclui os aumentativos (ex: 
balão → balões, casarão → casarões)
2. Um número reduzido troca “ão” por “ães” 
(ex: charlatão → charlatães)
3. Um número pequeno de oxítonas e todos 
os paroxítonos acrescentam-se “s” à forma 
singular (cidadão → cidadãos). Incluem-se 
ainda os monossílabos tônicos: chão, grão, 
mão, vão. Artesão quando significa 
“artifice” vira “artesãos” no plural. Mas 
q u a n d o n o s e n t i d o d e “ a d o r n o 
arquitetônico”, o seu plural pode ser 
“artesãos” ou “artesões”.
4. Para alguns substantivos finalizados em 
“ão” não há ainda uma forma plural 
definitivamente fixada, porém é mais 
comum a preferencia pela formação com 
“ões”.
Os casos de plural com alteração de 
timbre da vogal são chamados de matefonia. 
Neles, a vogal fechada “o”, além de receberem 
a desinência “s”, mudam de [ô] para [ó] (ex: 
Singular Plural
Aldeão Aldeões, aldeães, aldeãos
Ancião Anciões, anciães, anciãos
Charlatão Charlatões, charlatães
Cirurgião Cirurgiões, cirurgiães
Cortesão Cortesãos, cortesões
Faisão Faisões, faisães
Hortelão Hortelões, hortelãos
Rufião Rufiões, rufiães
Sultão Sultões, sultães, sultão
Vilão Vilões, vilães, vilãos
Zangão Zangões, zangãos
Anão Anões, anãos
Castelão Castelões, castelãos
Corrimão Corrimões, corrimãos
Ermitão Ermitões, ermitãos, 
ermitães
Guardião Guardiões, guardiães
Refrão Refrãos, refrões
Sacristão Sacristãos, sacristães
Verão Versões, verãos
Vulcão Vulcões, vulcãos
13
esforço → esforços, olho → olhos). A palavra 
“molho”, tanto representando condimento, 
quanto “feixe” (ex: molho de chaves), não 
muda seu timbre quando no plural “molhos”.
OBS: caráter → caracteres; cós → coses
Nos substantivos terminados em “x” 
não há variação para plural. 
Já os terminados em “al”, “el”, “ol” e 
“ul”, substituem-se no plural o “l” por “is” (ex: 
papel → papéis, álcool → álcoois, paul → 
pauis). São excessões as palavras: mal → 
males, real (moeda) → réis, cônsul → 
cônsules.
Para os substantivos terminados em 
“il”, quando oxítonos: trocamos o “l” por “s” 
(ex: ardil → ardis, redil → redis). Já quando 
são paroxítonos, substituímos o “il” por “eis” 
(ex: réptil → repteis).
Nos deminutivos terminados com os 
sufixos “zinho” e “oito”, tanto o substantivo 
primitivo como o sufixo vão para o plural, 
desaparecendo o “s” do plural do substantivo 
primitivo (ex: balões + zinhos → balõezinhos).
Há ainda substantivos que só se 
empregam no plural como cãs, fezes, 
primícias, anais, condolências, núpcias, 
arredores, exéquias, óculos, espadas, belas-
artes, olheiras, férias, pêsames.
Há também substantivos que se usam 
habitualmente no singular e a mudança para 
plural altera o sentido (ex: ferro → metal, 
ferros → ferramentas ou aparelhos).
Plural nos substantivos compostos 
seguem algumas normas:
• Quando o substant ivo composto é 
constituído de palavras que se escrevem sem 
hífen, forma o plural como se fosse um 
substantivo simples (ex: aguardentes, 
claraboias, varapaus, malmequeres)
• Quando os termos são ligados por hífen, 
podem variar apenas um componente ou 
ambos. Uma boa dica é observar se a 
palavra sozinha pode ir para o plural
OBS: Quando o primeiro termo do composto é 
verbo ou palavra invariável e o segundo é 
substantivo ou adjetivo, só o segundo vai pro 
plural
Quando os termos componentes se 
ligam por preposição, com ousem hífen, só o 
primeiro termo toma a forma de plural.
Singular Plural
Couve-flor Couve-flores
Obra-prima Obras-primas
Grão-mestre Grão-mestres
Guarda-marinha Guardas-marinha
Guarda-roupa Guarda-roupas
Singular Plural
Guarda-chuva Guarda-chuvas
Sempre-viva Sempre-vivas
Vice-precidente Vice-presidentes
Bate-boca Bate-bocas
Abaixo-assinado Abaixo-assinados
Grão-duque Grão-duques
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Outro caso em que só o primeiro termo 
varia para o plural é quando o segundo é um 
substantivos que atua como determinante 
específico.
Geralmente, ambos os elementos 
tomam a forma de plural quando o composto é 
constituído de dois substantivos, ou de um 
substantivo e um adjetivo.
O grau do substantivo pode ser:
• Normal (ex: boca)
• Aumentativo: com significação exagerada, 
intensificada, disforme ou desprezível (ex: 
bocarra / forma sintética; boca enorme / 
forma analítica)
• Diminutivo: com significância atenuada ou 
valorizada afetivamente (ex: boquinha / 
forma sintética; boca minúscula / forma 
analítica)
Mui tas formas or ig inar iamente 
aumentativas ou diminutivas adquiriram com o 
passar do tempo significados especiais, por 
vezes desassociados do sentido da palavra 
derivante. Passam a ser palavras em acepção 
normal (ex: cartão, portão, corpete, cartilha, 
vidrinho, pastilha).
Artigos são palavras antepostas ao 
substantivo para generaliza-lo ou particulariza-
lo. Os artigos definidos “o(s)” e “a(s)” indicam 
um ser já conhecido do leitor ou ouvinte. Já os 
artigos indefinidos “um(ns)” e “uma(s)” 
indicam um simples representante de uma dada 
espécie ao qual não se faz menção anterior.
Os artigos podem ainda ser combinados 
às preposições a seguir:
Singular Plural
Chapéu de sol Chapéus de sol
Pão de ló Pães de ló
Pé de cabra Pés de cabra
Peroba-do-campo Perobas-do-campo
João-de-barro Joões-de-barro
Mula sem cabeça Mulas sem cabeça
Singular Plural
Navio-escola Navios-escola
Salário-família Salários-família
Banana-prata Bananas-prata
Manga-espada Mangas-espada
Singular Plural
Carta-bilhete Cartas-bilhetes
Tenente-coronel Tenentes-coronéis
Amor-perfeito Amores-perfeitos
Gentil-homem Gentis-homens
Vitória-régia Vitórias-régias
Prepos. O A Os As
A Ao À Aos Às
De Do Da Dos Das
Em No Na Nos Nas
Por/per Pelo Pela Pelos Pelas
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Quanto a crase, o artigo feminino, 
quando vem precedido da preposição “a”, 
funde-se com ela formando a crase.
OBS: quando a preposição que antecede o 
artigo está relacionada ao verbo (no infinitivo), 
e não ao substantivo que o artigo induz, os 
elementos ficam reparados (ex: não veio ao 
colégio pelo fato de as ruas estares alagadas. / 
Não se usa das)
O artigo indefinido pode contrair-se 
com as preposições “em” e “de”, originando: 
duma, duns, dumas, num, numa, nuns, numas. 
Mas, analogamente, não é aconselhável a 
contração com a preposição que se relaciona 
com o verbo (no infinitivo) e não com o 
substantivo que o artigo introduz (ex: não 
houve aula pelo fato de uns professores 
estarem adoentados / não duns).
OBS: antes de nome próprio, o artigo definido 
pode apresentar tom de afetividade ou 
familiaridade.
O uso de “ambos”, “todos” e artigos se 
faz de acordo com:
• Se o substantivo determinado pelo numeral 
“ambos” estiver claro, é de regra o emprego 
do artigo definido 
• A presença ou ausência do artigo depois da 
palavra “todo” depende de tal determinação 
admitir ou rejeitar o substantivo (ex: todo o 
Brasil pensa assim / Todo Portugal pensa 
assim).
Há casos que merecem ser analisados:
• No plural, anteposto ou posposto ao 
substantivo, “todos” vem acompanhado de 
artigo, a menos que haja um determinativo 
que o exclua (ex: conheceu todos os salões. /
Todos estes costumes vão desaparecer)
• Não se usa artigo antes de numeral em 
depois da palavra “todos” (ex: elas são, todas 
duas, minhas irmãs). No entanto, se o 
substantivo estiver claro, o artigo é de regra 
(ex: todas as duas irmãs eu ajudei a criar)
• No singular, “todo”:
- Virá acompanhado de artigo, quando 
indicar a totalidade das partes (ex: Toda a 
praia é um único grito de ansiedade)
- Poderá vir ou não acompanhada de artigo 
quando exprimir a totalidade numérica 
(ex: todo o homem é bicho, embora nem 
todo o bicho seja homem). Neste 
exemplo, o uso do artigo distingue “todo” 
sinônimo de “qualquer” e “todo” 
sinônimo de inteiro (ex: toda casa, cedo 
ou tarde, precisa de reforma / qualquer; 
toda a casa foi reformada / a casa inteira).
OBS: anteposto ao artigo indefinido, “todo” 
significa “inteiro”, “completo”. Evita-se o 
artigo indefinido antes de expressões denotadas 
de quantidade indeterminada, constituídas por 
substantivos, como: coisa, gente, infinidade, 
multidão, número, parte, pessoa, porção, 
quantia, quantidade, soma etc, ou adjetivos, 
como: escasso, excessivo, suficiente etc (ex: 
Havia grande número de pessoas).
16
Preposição e 
conjunção 
As preposições e conjunções são pontes 
na lingua portuguesa.
• Preposição: une palavras para estabelecer 
harmonia entre elas . São palavras 
invariáveis que relacionam dois termos, de 
tal modo que o sentido do primeiro 
(antecedente) é explicado ou completado 
pelo segundo (consequente). Isso significa 
que, entre os termos ou orações ligados por 
preposição, haverá uma relação de 
dependência em que um termo será 
subordinante e o outro subordinado.
- Simples: quando expressas por um só 
vocábulo. O quadro a seguir mostra as 
preposições essenciais.
Há ainda palavras que, pertencendo 
normalmente a outras classes, funcionam, às 
vezes, como preposições e, por isso, se dizem 
preposições acidentais: afora, conforme, 
consoante, durante, exceto, fora, mediante, 
menos, não obstante, salvo, segundo, senão, 
tirante, visto etc.
- Compostas ou locuções prepositivas: 
quando constituídas de dois ou mais 
vocábulos, sendo o último deles uma 
preposição simples (geralmente de) : 
abaixo de, acima de, acerca de, a fim de, 
além de, a par de, apesar de, antes de, 
depois de, ao invés de, diante de, em vez 
de, graças a, junto com, junto de, à custa 
de, defronte de, através de, em via de, de 
encontro a, em frente de, em frente a, sob 
pena de, a respeito de, ao encontro de 
etc.
Embora as preposições apresentem 
grande variedade de usos, é possível 
estabelecer para cada uma delas uma 
significação fundamental, marcada pela 
expressão de movimento ou de situação 
resultante (ausência de movimento) e aplicável 
aos campos espacial, temporal e nocional. 
- Fixa: quando não é exigida mas aparecem 
em estruturas da lingua (ex: de tempos em 
tempos, estudo para concursos importantes)
- Necessária: a preposição exigida pelos 
verbos/nomes os relaciona com seus 
complementos (ex: assisti a vários filmes)
- Livre: a preposição não é usada por 
motivação sentaria, mas por razões 
estilísticas (ex: procuramos por uma pessoa 
desaparecida / procuramos uma pessoa 
desaparecida)
Como já foi tido, as preposições tem 
valores, assim:
• A
A De Por
Ante Desde Per
Até Em Sem
Após Entre Sob
Com Para Sobre
Contra Perante Trás
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- Movimento: direção a um limite
No espaço (ex: do leme ao posto 6)
No tempo (ex: daqui a uma semana…)
Na noção (ex: de mal a pior)
- Situação: coincidencia, concomitância
No espaço (ex: meu pai, à cabeceira, 
saboreava…)
No tempo (ex: ao entardecer, avistei 
uma povoação…)
Na noção (ex: gastava dinheiro à toa / 
os outros não pareciam à vontade)
• Até
- Movimento: aproximação de um limite 
ou insistência nele:
No espaço (ex: arrastou-se até o 
quarto)
No tempo (ex: até meados do mês que 
vem)
OBS: “até” quando rege substantivo 
acompanhado de artigo, pode vir, ou não, 
seguida da preposição “a”. É necessário ainda 
distinguir a preposição até, que denota 
movimento, do advérbio de inclusão “até” (ex: 
todos foram à peça, até eu)
As preposições podem combinar-se e 
contrair-se. Isso é feito a partir da união de 
uma preposiçãoà outras palavras. Quando não 
há redução, chame-se combinação. Já quando 
sofre redução, denominam-se contrações. São 
preposições que se contraem:
• A - à(s), àquele(s)
• De - do(s), da(s), dum, duma, deste(s), 
desta(s), dele(s), doutro, daqui…
• Em - na, nos, nesse, nele…
• Per - pela, pelo…
• Para - pro, pra…
OBS: após algumas preposições acidentais 
(exceto, salve, inclusive…) a presença de uma 
preposição essencial em razão da sua exigência 
por verbo ou nome torna-se facultativa (ex: 
tanto a frase “discordo de todos, exceto dela” 
quanto “discordo de todos, exceto ela” estão 
certas). A repetição de preposições torna-se 
obrigatória quando necessária para o sentido 
(ex: falou com o professor e diretor da escola 
→ dá a ideia que a mesma pessoa exerce os 
dois cargos / falou com o professor e com o 
diretor da escola → falou com duas pessoas 
diferentes). Já nas sequencias de termos ou 
orações coordenadas, a repetição é facultativa 
(ex: lutamos pela musica, (pela) literatura e 
(pela) arte)
• Conjunção: une orações ou dois termos 
semelhantes da mesma oração. São palavras 
invariáveis que servem para relacionar duas 
orações ou dois termos semelhantes da 
mesma oração. Podem ser coordenativas ou 
subordinativas.
- Coordenativas (síndeto): relacionam 
termos ou orações de idêntica função 
gramatical (independentes)
Aditivas
Adversativas
Alternativas
Conclusivas
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Explicativas
Certas conjunções coordenativas 
podem assumir diferentes significados, de 
acordo com a relação que estabelecem entre 
palavras e orações coordenadas.
• E:
- Valor adversativo ou concessivo
- Indicar consequência, conclusão
- Expressar finalidade
- Valor consecutivo
- Introduzir uma explicação enfática
- Iniciar frases de alta intensidade afetiva, 
com valor próximo ao de interjeições
- Facilitar a passagem de uma ideia para 
outra
• Mas:
- Restrição
- Retificação
- Atenuação ou compensação
- Adição
- Subordinativas: ligam duas orações, uma 
das quais determina ou completa o 
sentido da outra (orações subordinadas). 
Elas podem ser:
Adverbiais
A. Casuais
B. Concessivas
C. Condicionais
D. Finais
E. Temporais
F. Consecutivas
G. Comparativas
H. Conformativas
I. Porporcionais
Integrantes: servem para introduzir 
uma oração que funciona como 
sujeito, objeto direto ou indireto, 
predicativo, complemento nominal ou 
aposto. São as conjunções “que” e 
“se”. Quando o verbo exprime uma 
certeza, usa-se “que”. Quando o verbo 
exprime incerteza, usa-se “se”.
Polissemia conjuncional se dá quando 
conjunções subordinativas (que, como, porque, 
se etc) podem pertencer a mais de uma classe. 
Seu valor está condicionado ao contexto.
Locuções conjuntivas são a junção de 
duas ou mais palavras que tem função de 
conjunção. Grande parte é formada por 
advérbios, preposições e particípios, segundos 
da conjunção “que” (ex: já que, uma vez que, 
por mais que, sem que, posto que, visto que)
Numeral e 
Interjeição 
Numeral: indicar a quantidade exata de 
pessoas ou coisas ou assinala o lugar que elas 
ocupam numa série.
• Cardinais
• Ordinais 
• Multiplicativos
• Fracionários
As interjeições são palavras invariáveis 
que exprimem sensações, emoções, estados de 
19
espírito, ou que procuram agir sobre o 
interlocutor, levando-o a adotar determinados 
comportamentos sem que se faça uso de 
e s t r u t u r a s l i n g u i s t i c a s . D e v e m v i r 
acompanhadas de ponto de !
Adjetivo 
São todas as palavras que caracterizam 
o substantivo, indicando-lhe qualidade, defeito, 
estado, condição etc. Há as vezes a 
substantivação de um adjetivo, quando 
gramaticalmente, antecipa-se o determinativo 
(geralmente artigo) ao adjetivo (ex: o céu 
cinzento indica chuva / o cinzento do céu 
indica chuva).
Quando tem-se o adjetivo anteposto ao 
substantivo, há uma mudança de sentido do 
adjetivo (não necessariamente o mesmo é 
substantivado).
As locuções adjetivas são um conjunto 
de palavras com valor de adjetivo. Compostas 
normalmente por preposição e substantivo ou 
preposição e advérbio, costumam ter um 
adjetivo correspondente (ex: conselho de pai / 
conselho paterno). Mas em outros casos, não 
há relação literal, é apenas conhecimento 
popular (ex: tecnologia de ponta / tecnologia 
avançada).
• Primitivos: apenas o radical
• Derivados: presença de afixos 
• Pátrios ou gentílicos: referem-se a 
continentes, países, regiões etc.
• Simples: um único radical
• Compostos: mais de um radical. Apenas o 
último elemento pode ser flexionado para 
indicar gêneros e números. Há apenas uma 
exceção, que costuma cair em concurso: 
surdo-mudo, surda-muda, surdos-mudos, 
surdas-mudas.
OBS: adjetivos pátrios compostos devem ser 
unidos por hífen.
Adjetivos apresentam flexões de 
gênero, número e grau. Quanto ao gênero, 
podem ser uniformes e biformes (ter masculino 
e feminino). Já sobre o número, eles são 
flexionados para concordar com o substantivo. 
O adjetivo que tem origem em substantivo, no 
entanto, não sofrem flexão (ex: vestidos rosa). 
Sobre os graus, os adjetivos tem grau:
• comparativo: que pode indicar 
- Superioridade
- Igualdade
- Inferioridade
• Superlativo: que pode indicar 
- O grau de determinada qualidade 
(superlativo absoluto)
- Que, em comparação à totalidade de uma 
mesma categoria, um se sobressai 
(superlativo relativo)
OBS: é possível usar as formas analíticas (ex: 
“mais bom”, “mais grande”) quando se 
confrontam duas qualidades de um mesmo ser 
(ex: ele é mais bom que inteligente).
20
Pronomes pessoais e 
possessivos 
Pronomes são palavras variáveis que 
representam os seres ou se referem a eles. 
Podem ser:
• Pessoais
• Possessivos
• Demonstrativos
• Indefinidos
• Interrogativos
• Relativos
Os pronomes pessoais caracterizam-se 
por:
• Denotar as três pessoas gramaticais 
- Quem fala (eu)
- Com quem se fala (tu, vós)
- De quem se fala (ele, ela, eles, elas)
• Na terceira pessoa, podem representar uma 
forma nominal anteriormente expressa (ex: 
cuidem desta alma para que ela se una a 
Deus). A pessoa com quem se fala também 
pode ser expressa por pronomes de 
tratamento, que se constroem com o verbo 
na terceira pessoa (ex: vossa senhoria 
deveria comparecer à reunião) Entender o 
pronome de tratamento como “você” que é 
um pronome de tratamento mais comum.
Os pronomes pessoas podem ser retos, 
quando funcionam como sujeito da oração ou 
oblíquos, quando assumem outras funções (ex: 
objeto direto e indireto). Suas formas podem 
ainda ser tônicas, quando precedidos por 
preposição (ex: trouxe o livro para mim) ou 
átonas, sem preposição (ex: eu o amei por 
anos).
Os oblíquos o, a, os, as colocados 
depois do verbo (pronome enclítico) podem:
• Ser empregados normalmente se o verbo 
terminar em vogal ou ditando oral
• Ganhar a letra l (lo, la, los, las) se o verbo 
terminar em “r”, “s” ou “z”
• Ganhar a letra n (no, na, nos, nas) se o verbo 
terminar em ditongo nasal
OBS: no futuro do presente e no futuro do 
pretérito, o pronome oblíquo não pode ser 
enclítico (depois do verbo). Usa-se o problem 
no meio do verbo e tem-se por exemplo: 
Vender + ei = vende-lo-ei
Pronomes reflexivos e recíprocos 
apresentam três formas próprias: “se, si, 
consigo”, que se aplicam a terceira pessoa do 
singular e do plural. São empregados também 
para exprimir a reciprocidade da ação. Como 
Retos Oblícos átonos
Obliquos 
tônicos
Eu Me Mim, comigo
Tu Te Ti, consigo
Ele, ela O, a, se, lhe
Ele, ela, si, 
consigo
Nós Nos Nós, conosco
Vós Vos Vós, convosco
Eles, Elas Os, as, se, lhes
Eles, Elas, si, 
consigo
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são idênticas as formas dos pronomes 
rec íp rocos e r eflex ivas , pode haver 
ambiguidade com um sujeito plural. Remove-
se a dúvida usando-se expressões reforçativas.
• Para marcar reflexão: a mim mesmo, a ti 
mesmo, a si mesmo etc
• Para marcar reciprocidade: um ao outro, uns 
aos outros, entre si, reciprocamente,mutuamente.
Os pronomes retos empregam-se como:
• Sujeito
• Predicado
• “Tu” e “vós” podem ser vocativos
Os pronomes re tos podem ser 
empregados em:
• Plural de modéstia: evita o tom impositivo 
ou muito pessoal das opniões (nós em lugar 
de eu)
• Fórmula de cortesía (terceira pessoa pela 
primeira) geralmente vista em documentos 
formais.
Tem-se o realce do pronome sujeito 
com as palavras mesmo e próprio (ex: eu 
mesmo não aprovei) ou com a expressão “é 
que” (ex: eu é que lhe devia desculpas).
As preposições “de” e “em” contraem-
se com o pronome reto na terceira pessoa 
“ele(s), ela(s)”, resultando nas formas: dele(s), 
dela(s), nele(s), nela(s). Mas é preciso ter 
atenção, não há construção quando o pronome 
é sujeito (ex: o milagre de ele existir nunca se 
dera)
Os pronomes de tratamento são 
palavras e locuções que valem por pronomes 
pessoais, como: você, o senhor, vossa 
excelência. Embora designem a pessoa da sala, 
esses pronomes levam o verbo para a terceira 
pessoa.
O pronomes possessivos “vossa” dos 
pronomes de tratamento devem ser substituídos 
por “sua” quando o pronome de tratamento se 
refere não a pessoa com que de fala (2ª) mas a 
pessoa de quem se fala (3ª)
Os pronomes oblíquos tônicos “mim, ti, 
ele(a), nós, vós, eles(a)” só se usam 
antecedidos de preposições. Se a preposição 
Pronome Emprego
Você Tratamento informal
Os senhores
Tratamento formal ou 
cerimonioso
Vossa alteza
Principes, princesas, 
duques
Vossa eminencia Cardeais
Vossa excelencia Altas autoridades
Vossa Magnificencia Reitores de universidades
Vossa majestade Reis, imperadores
Vossa reverendissima Sarcedotes
Vossa senhoria
Autoridades, tratamento 
respeitoso, 
correspondencia 
comercial
Vossa santidade Papa, Dalai Lama
22
for “com”, dir-se-à “comigo, contigo, conosco, 
convosco”. Mas o emprego de “com nós” e 
“com vós” quando os pronomes vem 
reforçados com “outros, mesmo, próprios, 
todos, ambos” ou qualquer numeral, está 
correto. Além disso, depois da preposição 
“entre” usam-se as formas obliquas (ex: foi um 
duelo entre mim e a velhice).
As formas átonas são próprias do 
objetivo direto “o, a, os, as”, do objeto indireto 
e complemento nominal “lhe, lhes”. Podem 
empregar-se como objeto “me, te, nos, vos”. 
O pronome obliquo pode ser átono de 
um infinitivo (ex: mandei-o sair / são 2 verbos: 
mandei e sair).
O pronome de interesse é um recurso 
expressivo de que se serve a pessoa que fala 
para mostrar que está vivamente interessada no 
cumprimento da ordem emitida ou da 
exortação feita (ex: não me faça uma coisa 
dessas).
O pronome átomo (me, te, lhe, nos, vos, 
lhes) tem valor possessivo quando se aplicam a 
parte do corpo de uma pessoa ou a objetos de 
seu uso particular (ex: beijo-te as mãos).
Podemos empregar um só pronome 
como complemento de vários verbos quando 
estes admitem a mesma regência. 
Os pronomes possessivos indicam 
posse como o próprio nome já diz, estão 
relacionados aos pronomes pessoais e podem 
ser adjetivos ou substantivos. São eles “meu(s), 
minha(S), teu(s), tua(s), seu(s), suas(s), 
nosso(s), nossa(s), vosso(s), vossa(s), seu(s), 
sua(s). Mas estes pronomes nem sempre 
indicam posse, eles podem:
• Indicar afetividade (ex: não faça isso, minha 
filha)
• Indicar calculo aproximado (ex: deve ter 
seus 20 anos)
• Atribuir valor indefinido ao substantivo (ex: 
Marisa tem lá seus defeitos)
Quando há necessidade de realçar a 
ideia de posse, costuma-se usá-los com a 
palavra “próprio” ou “mesmo”. Mas por vezes 
os pronomes possessivos também exprimem 
ideia de ironia, malícia ou sarcasmo.
Pronomes 
demonstrativos, 
indefinidos, relativos 
e interrogativos 
Relembrando que pronomes são termos 
que representam seres ou se referem a eles, os 
pronomes demonstrativos indicam a posição 
desses seres designados em relação às pessoas 
do discurso, situando-os no espaço, no tempo 
ou no próprio discurso. São eles: este(s), 
esta(s), isto, esse(s), essa(s), isso, aquele(s), 
aquela(s), aquilo. Podem funcionar como 
pronomes adjetivos e como substantivos. As 
formas invariáveis (isto, isso e aquilo) são 
sempre substantivo. 
O s p r o n o m e s d e m o n s t r a t i v o s 
combinam-se com as preposições “de” e “em” 
23
e contraem-se com a preposição “a”. Também 
podem ser pronome demonstrativo os termos: o 
(a, os, as), mesmo, próprio, semelhante e tal.
Valores gerais:
• Este, esta, isto: indicam proximidade da 
pessoa que fala ou tempo presente em 
relação à pessoa que fala
• Esse, essa, isso: proximidade da pessoa com 
quem se fala ou o tempo passado ou futuro 
com relação à época em que se coloca a 
pessoa que fala.
• Aquele, aquela, aquilo: denotam o que está 
afastado tanto da pessoa que fala como da 
pessoa a quem se fala, um afastamento no 
tempo de modo vago, ou uma época remota. 
Função dêitica é a capacidade de 
mostrar um objeto sem nomeado e caracteriza 
essa classe de pronomes. Mas os pronomes 
demonstrativos também podem lembrar o 
receptor o que já foi mencionado ou o que se 
vai mencionar (função anáfora, quando o termo 
vem antes e função catafórica, quando o termo 
vem depois).
Em referencia a dois elementos já 
citados, empregam-se “aquele, aquela, aquilo” 
para retomar o primeiro elemento citado e 
“este, esta, isto” o último elemento.
Pode-se ainda empregar “esse” no lugar 
de “este” quando tem0se uma atitude de 
desinteresse ou de desagrado para com algo 
que esteja perto de nós. Por vezes também, o 
pronome demonstrativo tem valor indefinido 
(ex: e vimos isto: homens de todas as idades, 
tamanhos e cores; uns de cócoras, outros 
sentados, estes sentados em pedras, aqueles 
encostados ao muro…)
Por aproximarem ou distanciarem no 
espaço e tempo as pessoas e coisas a que se 
referem, esses pronomes permitem a expressão 
de valores afetivos, em especial os irônicos. 
Intensificam, com entonação e contexto:
• Surpresa, espanto (ex: ainda mais esta!)
• Admiração, apreço (ex: aquilo é que é 
coragem!)
• Indignação (ex: isto não fica assim!)
• Pena (ex: aquela mulher, flor de poesia, era 
agora aquilo)
• Ironia (ex: este cara! Esse cara! Não lhes 
digo nada!)
• Sarcasmo ou desprezo (ex: isso era até uma 
vergonha)
• Acentuando valor irônico ou depreciativo 
nos neutros isto, isso e aquilo, quando 
aplicados a pessoas (ex: aquilo é um 
desgraçado!)
• Alto apreço por determinada pessoa (ex: 
aquilo é que dava um bom deputado)
• Sentido intensivo, superlativante (ex: outro 
homem não poderia existir com aquela força 
nos braços, aquele riso na boca e aquele 
calor no peito)
• As formas “esta” e “essa” fixaram-se em 
construções elípticas (ex: ora essa! Essa é 
boa!)
• A forma “isto” fixou-se como equivalente a 
“com referencia a”, “no tocante a”, “com 
respeito a” (ex: isso de filhos é um 
aborrecimento!)
24
Na utilização de “o(s), a(s)” como 
pronome demonstrativos, eles serão sempre 
pronomes substantivos, podendo ser usando 
quando:
• Vem determinado por uma oração ou 
expressão adjetiva e tem significado de 
“aquele(s), aquela(s), aquilo”
• No masculino equivale a isto, isso, aquilo
Os substitutos são usados da seguinte 
forma:
• Tal:
- Sinônimo de: este, esta, isto, esse, essa, 
isso, aquele, aquela e aquilo
- Sinonimo de semelhante (ex: em tais 
ocasiões)
• Mesmo e próprio são demonstrativos 
quando tem sentido de: exato, idêntico, em 
pessoa (ex: foi a própria Camila quem fez o 
convite)
• Semelhante serve como demonstrativo de 
identidade (ex: ela recorreu as formulas 
usadas em semelhante conjunturas).
Pronomes relativos referem-se a um 
termo anterior, substituindo-o na segunda 
oração e conectando as sentenças. Sempre 
terão a função sintática do termo que 
representam. Podem ser:
• Variáveis: o qual, a qual, os quais, as quais, 
cujo(s), cuja(s), quanta(s)
• Invariáveis: “quem” quando equivale a “o 
qual” e flexões, “onde” quando equivale a“no qual” e flexões. Antecedido de “a” e 
“de”, “onde” → “aonde” e “donde”. 
O pronome “que” com antecedente 
substantivo, pode ser substituído por: o qual (oi 
as devidas viáveis). Além disso, o relativo 
“que” emprega-se, preferencialmente, após as 
preposições “a, com, de, em e por”. As demais 
preposições, constroem-se obrigatoriamente 
com o pronome “o qual”.
“O qual” também é usado como 
partitivo após certos indefinidos, numerais e 
superlativos. “Qual” quando repetido 
simetricamente, equivale a “um…outro”. 
“Quanto” tem por antecedente “tudo, todos ou 
todas” mas estes podem ser omitidos, deixando 
o valor indefinido. 
Já “quem,” só se empresa com 
referencia a pessoa ou coisa personificada. 
Analogamente, utiliza-se “onde” apenas para 
lugares e “aonde” para verbos que indiquem 
movimento. Uma boa dica, quando houver 
dúvida, é tentar substituir por “para onde". 
“Cujo”, por sua vez, é relativo e possessivo, 
equivalente a “do qual, de quem, de que” e 
emprega-se apenas como pronome adjetivo, 
concordando com a coisa possuída em gênero e 
número.
Os pronomes interrogativos (que, 
quem, qual e quanto) são usados pata formular 
uma pergunta direta ou indireta. “Que” e 
“quem” são invariáveis enquanto “qual” 
flexiona-se em número e “quanto” em gênero e 
número.
• Que:
25
- Pronome substantivo quando significa 
“que coisa”
- Pronome adjetivo quando significa “que 
espécie de” (referindo-se a coisas e 
pessoas)
• Quem é pronome substantivo e se refere 
apenas a pessoas ou algo personificado
• Qual tem valor seletivo e refere-se tanto a 
pessoas como a coisas. Usa-se como 
pronome adjetivo. A ideia seletiva pode ser 
reforçada com o emprego da expressão 
“qual dos” e seus similares;
• Quanto é quantitativo indefinido, refere-se a 
coisas e pessoas e usa-se como pronome 
substantivo ou adjetivo
Tem-se o emprego dos exclamativos 
dos interrogativos, denotando admiração (ex: 
que vovozinha que nada!)
Os pronomes indefinidos fazem 
referencia de forma vaga, a 3ª pessoa do 
discurso. 
Variáveis: algum, nenhum, todo, outro, 
muito, pouco, certo, vários, tanto, quanto, 
qualquer.
Invariáveis: alguém, ninguém, tudo, 
outrem, nada, cada, algo.
Anteposto a substantivo, “algum” tem 
valor positivo, sendo o contrario de “nenhum”. 
Posposto a um substantivo, algum assume 
valor negativo. Isso acontece em frases que já 
existem formas negativas (não, nem, sem). 
Pode ter ainda valor afetivo quando no 
feminino (alguma). “Nenhum”, reforçado por 
negativa, equivale ao indefinido “um”.
“Cada” é empregado como pronome 
adjetivo, quando não há substantivo, usa-se 
“cada um(s), cada qual”. Pode preceder numera 
cardinal ou ter valor intensivo em frases do 
tipo “voce tem cada uma!”.
“Nada” significa “nenhuma coisa” mas 
equivale a “alguma coisa” em frases 
interrogativas negativas (ex: ele não come 
nada?). Quando com adjetivo ou verbo 
intransitivo tem força adverbial (ex: o cavalo 
não correu nada).
“Outro” pode empregar-se como 
adjetivo na acepção de “diferente”, “mudado”, 
“novo”. Por fim, “qualquer”, por vezes tem 
denotação pejorativa, principalmente quando 
precedido de artigo indefinido. 
“Todo” anteposto a um elemento 
nominal, tem sentido de inteiramente, em todas 
as suas partes, muito. Já “tudo” refere-se a 
coisas, mas pode ser aplicado a pessoas, só que 
costuma dar sentido pejorativo. 
Há ainda as locução pronominais 
indefinidas, são elas: cada um, cada qual, quem 
quer que, todo aquele que, seja quem for, seja 
qual for, etc.
Verbos 
Verbos são palavras que denotam ação, 
m o v i m e n t o , e s t a d o o u f e n ô m e n o 
meteorológico. Possui flexões de modo 
(indicativo, subjuntivo e imperativo), tempo 
(passado, presente e futuro), numero (singular 
26
e plural), pessoa (1ª, 2ª ou 3ª) e voz (ativa ou 
passiva).
OBS: os poucos verbos terminados em “or” 
(ex: pôr, compor, depor etc) são considerados 
da segunda conjugação porque tem origem no 
latin. Ponere → poer → pôr.
Antes da vogal temática, temos o 
radical dos verbos. Quando a silaba tônica está 
dentro do radical do verbo, chamamos de 
formas rizotônicas (ex: ando). Já quando o 
acento tônico recai na terminação, chamamos 
de formas arrizotônicas (ex: andava)
O modo possibilita ao falante revelar 
sua própria atitude em relação ao fato expresso 
pelo verbo
• Indicativo: atitude de certeza
• Subjuntivo: hipótese, dúvida, desejo
• Imperativo: ordem, pedido, conselho, 
ameaça, convite. Pode aparecer na forma 
negativa ou afirmativa.
O tempo do verbo exprime se o fato 
ocorreu no momento da fala, antes da fala ou 
após a fala. O presente é único, mas há 
diferentes formas para o pretérito e o futuro.
No modo indicativo:
• Presente: não só representa uma ação atual, 
mas dá a ideia de regularidade ou 
permanência. Deve-se considerar o presente 
histórico (afetivo), como em “em 2020 surge 
a pandemia do coronavirus”.
• Pretérito perfeito: a ação foi concluída
• Pretérito imperfeito: uma ação anterior ao 
presente, mas ainda não concluída. 
Dependendo do contexto, pode exprimir 
uma rotina do passado.
• Pretérito mais que perfeito: indica um fato 
concluído antes de outro fato também 
concluído.
• Futuro do presente: a ocorrência se dá 
depois da fala
• Futuro do pretérito: exprime uma ação 
futura em relação a outra já concluída. 
Também pode exprimir dúvida, apesar de 
estar no indicativo (ex: segundo os 
paleontólogos, o fóssil encontrado seria um 
herbívoro). Em sua forma composta, 
exprime fatos cuja realização, no passado, 
só teria sido possível se um outro fato 
também tivesse ocorrido (ex: ele teria ido à 
festa, se nós o tivéssemos convidado / 
relação condicional).
O modo subjuntivo possui os seguintes 
tempos verbais:
• Presente: ação no presente que é incerta (ex: 
tomada que ele analise a proposta)
• Pretérito imperfeito: exprime um verbo no 
passado dependente de uma ação também já 
passada. Tem relação com o pretérito 
imperfeito ou com o futuro do pretérito do 
Conjugação Terminação Exemplo
1ª ar Viajar
2ª er Viver
3ª ir Sorrir
27
indicativo (ex: se hoje fosse sábado e você 
estivesse aqui, iriamos ao jogo)
• Futuro: a ação irá se realizar dependendo de 
outra ação futura (ex: quando eles tiverem 
lido, ficarão informados)
O modo imperativo apresenta-se apenas 
no presente e tem forma negativa e afirmativa, 
como foi dito. Ele é formado a partir do 
presente do indicativo e do subjuntivo. 
Algumas combinações podem ser feitas de 
forma a suavizar o tom de ordem, mas não 
deixam de ser imperativo.
Formas nominais tem papéis de verbo 
ou de nome. Apenas essas formas não 
apresentam flexão de tempo e modo:
• Infinitivo: forma que expressa ação em si, 
sem demarcar tempo
- Pessoal: varia em número e pessoa. É 
usado quando o sujeito é definido, 
quando queremos defini-lo, quando o o 
sujeito da segunda oração é diferente e 
quando indicar reciprocidade.
- Impessoal: quando manifesta a ação. Não 
é flexionado e deve ser usado sem sujeito 
definido, quando uma preposição rege o 
verbo, com sentido imperativo, quando o 
sujeito da segunda oração é igual e em 
locuções verbais.
• Gerúndio: terminado em “ndo”, não sofre 
flexão e é um fato em desenvolvimento. Pode 
ter função de advérbio, adjetivo. O 
gerundismo é o uso inadequado do gerúndio 
(ex: vou estar pesquisando isso → vou 
pesquisar isso). Esta construção só não é 
errada quando indica um processo com certa 
duração que ainda vai acontecer (ex: amanhã, 
enquanto você passeia, eu vou estar 
estudando o que é gerundismo).
• Particípio: exprime o resultado, verbo 
concluído. Pode ser regular (terminando em 
“ado(a)” e “ido(a)”) ou irregular (terminando 
em “to” e “so”). Pode ter papel de adjetivo.
Os verbos podem ser:
• Regulares: mantem o radical em todos os 
tempos e modos conjugados
• Irregulares: se afastam do radical durante a 
conjugação (ex: pedir → “eupeço”). Se 
diferem dos anômalos pois estes mudam de 
radical (ex: ser → “você é” / ir → “eu vou”).
• Defectivos: não se conjugam em todos os 
modos, tempos e pessoas. Podem ser 
conjugados de forma arrizotônica. Entre os 
defectivos estão os verbos impessoais, 
usados apenas na 3ª pessoa do singular (ex: 
chover, ventar)
• Abundantes: possuem 2 formas equivalentes 
no particípio, uma regular e outra irregular.
OBS: particípio regular → usar na voz ativa 
com verbos auxiliares “ter” e “haver”. 
Particípio irregular → usar na voz passiva com 
os verbos auxiliares “ser” e “estar”.
Os verbos impessoais nao tem sujeito e 
aparecem sempre na 3ª pessoa do singular. São 
eles: verbos que exprimem fenômenos da 
28
natureza, “haver” no sentido de existir e 
“fazer” quando indica tempo, certos verbos que 
dão ideia de necessidade, conveniência ou 
sensações, quando regidos de preposição. O 
verbo ser indicando tempo também é 
impessoal, mas se flexiona. 
Quanto a função, o verbo pode ser 
principal, com significação plena, nuclear de 
uma oração, ou auxiliar, desprovido total ou 
parcial de acepção própria, juntando-se as 
formas nominais de um verbo principal, 
constituindo assim as locuções verbais. Os 
verbos auxiliares mais comuns são “ser, estar, 
ter, haver”. “Ir” e “andar” também podem ser 
auxiliares de tempo.
Os auxiliares modais indicam desejo, 
intenção e possibilidade. Assim, o verbo 
principal aparece no gerúndio (ando, indo, 
indo) ou no infinitivo. Já os auxiliares 
acurativos indicam ação, continuidade e 
repetição da ação verbal, acrescentando 
significado ao verbo principal. Neste caso, o 
verbo principal também aparece no gerúndio 
ou no infinitivo.
A regência dos verbos é a ligação entre 
o verbo e seu complemento. Ela pode ser feita:
• Diretamente (VTD): não há preposição 
fazendo ligação com o complemento, que 
será objeto direto.
• Indiretamente (VTI): há preposição fazendo 
ligação com o complemento, que é objeto 
indireto.
• Direta e indiretamente (VTDI): há um 
complemento direto e outro indireto
• Intransitivo: quando não necessitam de um 
termo regido pois já expressão ideia 
completa.
O fato expresso pelo verbo pode ser 
representado como:
• Voz ativa: praticado pelo sujeito
- Verbo auxiliar “ser” + verbo no particípio
- Pronome passivo “se” e terceira pessoa 
verbal, em concordância com o sujeito
• Voz passiva: sofrido pelo sujeito
• Voz reflexiva: praticado e sofrido pelo 
sujeito. Exprime-se juntando-se às formas 
verbais na voz ativa os pronomes oblíquos 
que lhe servem de objeto direto (ou 
raramente indireto) e representam a mesma 
pessoa que o sujeito.
A voz ativa pode ser transformada em 
passiva. Para isso, o objeto direto passa a ser 
sujeito, acrescenta-se o pronome apassivador e 
não há agente da passiva.
Advérbios 
É uma palavra invariável que se 
relaciona essencialmente ao verbo para indicar 
diferentes circunstâncias (modo, tempo, 
intensidade, lugar, etc) relativas ao tempo 
verbal. Quando modificam toda a oração 
devem ser isolados por virgula.
Os chamados advérbios de intensidade 
e formas semanticamente correlatas podem 
reforçar sentido:
• De um adjetivo
29
• De um advérbio
Os advérbios podem ser:
• Afirmação
• Dúvida
• Intensidade
• Lugar
• Modo
• Negação
• Tempo
Denomina-se advérbios interrogativos 
aos advérbios de causa, lugar, modo e tempo 
empregados nas interrogações diretas e 
indiretas:
• De causa: por que?
• De lugar: onde?
• De modo: como?
• De tempo: quando?
O relativo “onde” pode desempenhar 
normalmente a função de adjunto adverbial (= 
o lugar em que, no qual), é considerado por 
alguns advérbio relativo.
A locução adverbial é formada pela 
associação de uma preposição e um 
substantivo, um adjetivo ou um advérbio e 
funciona como advérbio. Analogamente, as 
locuções adverbiais podem ser de afirmação, 
dúvida, intensidade, lugar, modo, tempo e 
negação. 
Quando uma preposição vem antes do 
advérbio, não muda a natureza deste. Quando 
ela aparece após o advérbio ou locução 
adverbial, o grupo inteiro transforma-se numa 
locução propositiva. 
Os advérbios que modificam um 
adjetivo, um particípio isolado, ou um outro 
advérbio, colocam-se de regra antes destes.
Os advérbios que modificam o verbo 
aparecem após os mesmos se exprimirem 
modo, mas devem anteceder o verbo em caso 
de negação. Já os de tempo e lugar podem ser 
colocados antes ou após o verbo.
O realce do adjunto adverbial deve ser 
expresso antes do verbo.
Quando em uma frase, dois ou mais 
advérbios terminados em “-mente” são usados 
em sequencia, pode-se juntar o sufixo apenas 
ao último deles. No entanto, se a intenção é 
realçar as circunstâncias expressas pelos 
advérbios, costuma-se omitir a conjunção “e” e 
acrescentar o sufixo a cada um dos advérbios.
Certos advérbios, principalmente de 
modo, podem apresentar comparativo e 
superlativo. Assim, o grau comparativo pode 
ser:
• Superioridade: antepondo “mais” e 
pospondo “que” ou “do que”
• Igualdade: antepondo “tão” e pospondo 
“como” ou “quanto”
• Inferioridade: antepondo “menos” e 
pospondo “que” ou “do que”
Já o superlativo pode ser absoluto:
• Sintético: acréscimo de sufixo (ex: 
muitíssimo). Nos advérbios terminados em 
“mente”, essa terminação se pospõe (ex: 
lentissimamente)
30
• Analítico: com a ajuda de um advérbio 
indicador de excesso.
Regência Verbal e 
Nominal 
Regência verbal é a relação que se 
estabelece entre um verbo (termo regente) e 
seu complemento (termo regido). Quando um 
verbo é intransit ivo (não precisa de 
c o m p l e m e n t o ) o u t r a n s i t i v o d i r e t o 
(complemento sem preposição), diz-se que ele 
não é regido por preposição.
As perguntas “o que” e “quem” são 
sempre feitas ao verbo e a resposta é objeto 
direto pois não há preposição.
Já quando o verbo é transitivo indireto, 
diz-se que uma preposição “rege” esse verbo, 
ou seja, que a preposição é necessária para 
ligá-lo ao seu complemento e dar significado 
adequado ao enunciado. 
Há verbos que admitem mais de uma 
regência. Isso se dá pela variação de 
significado do mesmo (ex: aspirar = respirar → 
verbo transitivo direto / aspirar = desejar → 
verbo transitivo indireto).
É válido salientar que os adjuntos não 
são complementos e sim termos modificadores, 
por isso não se deve confundi-los com a 
regência dos verbos. 
Crase 
É a fusão da preposição “a” + artigo 
definido “a” ou determinados pronomes 
iniciados pela vogal a (aquele e similares ou a 
qual e similares).
Casos obrigatórios:
1. Antes de complementos (verbais ou 
nominais) que são substantivos femininos 
precedidos pelo artigo “a”. Podemos testar 
a substituição por uma palavra masculina. 
Se o “a” virar “ao”, então deve-se por 
crase. Nestes casos, a preposição “a” 
também pode ser substituída por “para” e 
você consegue ver se o artigo feminino 
continua presente na frase.
2. Quando os pronomes demonstrativos 
relativos (aquele(s), aquela(s), aquilo) e os 
pronomes relativos exercem função de 
complemento indireto. Pode estar implícito 
(ex: não me refiro a essa, mas à da 
esquerda).
3. Com palavras femininas que acompanham 
verbos que indicam destino como: voltar, 
ir, vir, chegar, dirigir-se. 
4. Antes de locuções adverbiais, prepositivas 
e conjuntivas femininas, que expressam 
ideia de tempo, lugar e modo (ex: à tarde, à 
vontade, às vezes). A locução “a distancia” 
só recebe crase se essa distancia estiver 
determinada.
5. Com expressões que indicam horas 
especificas, exceto quando estas forem 
acompanhadas de preposições (para, desde, 
após, perante, com).
6. Antes de palavras masculinas precedidas 
de palavra feminina implícita, como as 
31
locuções “à moda de”, “à central de” e “à 
maneira de” (ex: ele comprou sapatos à 
(moda de) Luís XV / Bife à cavalo) 
7. Para evitar duplo sentido (ex: ensino à 
distancia - não é presencial / ensino

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