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Avaliação – Sistemas de Apoio à Decisão 
 Dado é um elemento isolado; informação é o dado contextualizado; conhecimento é o 
 uso da informação com experiência. 
 O ciclo da inteligência competitiva se baseia em Planejamento, coleta, análise e 
 disseminação da informação . 
 Sistemas ERP, CRM e SCM são exemplos de Aplicações empresariais que 
 integram e apoiam decisões organizacionais . 
 A arquitetura de um Data Warehouse é baseada em Organização de dados 
 históricos e estruturados para apoio à decisão . 
 Sobre os modelos de dados, o modelo estrela se caracteriza por Uma tabela central 
 de fatos e tabelas dimensionais conectadas a ela . 
 Importância estratégica da informação: 
 A informação orienta decisões mais assertivas, reduz riscos e permite vantagem 
 competitiva. Organizações que usam dados confiáveis para decisões tendem a ser 
 mais eficientes e inovadoras. 
 Diferença BI vs CI: 
 BI (Inteligência Empresarial) analisa dados internos da organização para gerar 
 insights operacionais. 
 CI (Inteligência Competitiva) foca no ambiente externo (concorrência, mercado). 
 BI é mais usado para decisões internas; CI, para posicionamento estratégico. 
 DW vs Big Data: 
 DW lida com dados estruturados, históricos, organizados para análises estáticas. 
 Big Data inclui dados estruturados e não estruturados (como mídias sociais), com 
 grande volume e velocidade. 
 DW é usado em relatórios fixos; Big Data é mais flexível e em tempo real. 
 Componentes de um SAD: 
 Banco de dados: onde os dados são armazenados. 
 Modelos analíticos: fórmulas ou algoritmos de apoio. 
 Interface com o usuário: visualizações, gráficos, relatórios. 
 Sistema de gerenciamento: coordena os fluxos de dados e interação. 
 Os 5 V’s do Big Data: 
 Volume: grande quantidade de dados. 
 Velocidade: rapidez com que são gerados/analisados. 
 Variedade: diferentes fontes e formatos. 
 Veracidade: confiabilidade dos dados. 
 Valor: utilidade real dos dados para decisões. 
 Tomada de decisão na 
 indústria 
 O processo de tomada de decisão como condição para uma efetiva gestão de 
 produção na indústria. 
 Prof. Jorge Fernandes 
 Itens iniciais 
 Propósito 
 O desenvolvimento de conhecimentos sobre a gestão da produção industrial como 
 ferramenta para obtenção de níveis satisfatórios de qualidade é importante para 
 qualquer profissional que lide com gestão de processos, para que consiga o aumento 
 da lucratividade e a diminuição dos custos do negócio. 
 Objetivos 
 ● Reconhecer o contexto da gestão da produção industrial. 
 ● Identificar as principais ferramentas de planejamento da produção. 
 ● Analisar sistemas de controle e supervisórios na indústria. 
 ● Avaliar o processo de tomada de decisão gerencial. 
 Introdução 
 De início, entenderemos o contexto da gestão da produção industrial, que busca 
 melhorar processos industriais, o melhor aproveitamento dos recursos da empresa, 
 realizando a logística e o controle industrial, o aumento da produtividade e a 
 manutenção da qualidade do produto enquanto reduz custos. Além disso, busca 
 promover a inovação e a fomentação de novas ideias para novas possibilidades. 
 Neste conteúdo, entenderemos a importância da gestão da produção industrial na 
 evolução industrial, possibilitando a redução de desperdícios e contribuindo 
 diretamente para o alcance de metas internas. O conhecimento da capacidade 
 produtiva proporciona a criação do planejamento estratégico e o cumprimento de 
 prazos para elevar a satisfação dos clientes. 
 Por fim, veremos que a gestão da tomada de decisão na indústria auxilia na 
 superação de novos desafios apresentados pelo mercado, organizando a logística 
 dos processos e possibilitando a criação de soluções mais eficientes. A gestão da 
 tomada de decisão na indústria está diretamente ligada à melhoria contínua da 
 empresa. 
 A tomada de decisões na indústria é um processo importante e pode ser baseada em 
 análises objetivas e ferramentas analíticas. As vantagens de adotar uma abordagem 
 sistemática e baseada em dados incluem a redução de preconceitos e pontos cegos 
 dos indivíduos. O modelo de tomada de decisão pode ser usado para garantir uma 
 decisão benéfica e facilmente comunicável, mas a intuição ainda pode ter um papel 
 importante no processo de tomada de decisão. Além disso, ferramentas de tomada 
 de decisão estão sendo cada vez mais incorporadas em sistemas de processos de 
 negócios e aplicativos voltados para o cliente. 
 1. 
 O contexto da gestão da produção 
 industrial 
 A importância da gestão da produção industrial 
 Veja um panorama sobre a importância da gestão da produção industrial. 
 O vídeo aborda a importância da gestão da produção industrial, que é o processo de 
 gerenciar a conversão de recursos em produtos. A gestão da produção envolve o 
 gerenciamento de materiais, equipamentos, métodos, mão de obra e dinheiro. É 
 fundamental para obter eficiência, manter o processo atualizado, reduzir custos e 
 melhorar a competitividade da empresa. Os gerentes precisam tomar decisões 
 continuamente em quatro áreas principais: planejamento da produção, controle da 
 produção, melhoria de processos e manutenção de equipamentos. A gestão eficaz 
 da produção pode reduzir desperdício, criar um ambiente positivo e equilibrado para 
 os funcionários e acompanhar as tendências da sociedade. 
 A gestão da produção industrial é o processo de ordenação eficaz dos recursos 
 necessários para transformar matérias-primas em produtos acabados, com foco em 
 todo o seu ciclo de vida. É claro que esses recursos variam, incluindo desde pessoas 
 e materiais até os vários tipos de equipamentos usados nas instalações. 
 Outro conceito que surge frequentemente quando se estuda sobre a gestão de 
 produção é a gestão de operações. Apesar de semelhantes, a gestão de produção e a 
 gestão de operações são conceitualmente distintas. O gerenciamento de operações é 
 um conceito mais amplo, estendendo-se para empresas de todos os setores. Ela 
 envolve não apenas as atividades centradas na produção, mas também as 
 atividades de negócio do dia a dia de uma organização industrial. 
 Em outras palavras, a gestão da produção se preocupa em garantir que a quantidade 
 correta de produtos de alta qualidade seja feita para atender às necessidades dos 
 consumidores com o menor custo possível. 
 Em um contexto de indústria, a gestão da produção se preocupa com o uso de 
 princípios de negócios para garantir que os recursos sejam utilizados 
 adequadamente para garantir a satisfação do cliente e manter o negócio 
 funcionando. 
 Com isso em mente, fica claro que o gerenciamento de operações é um conceito 
 mais abrangente, do qual o gerenciamento de produção é um componente. Um 
 componente de suma importância, que visa aprimorar as atividades no nível da 
 fábrica. Nesse ponto, vale destacar que, atualmente, as técnicas de gestão da 
 produção são empregadas tanto em serviços como em indústrias manufatureiras. 
 É uma responsabilidade semelhante no que se refere ao nível e ao alcance a outras 
 especialidades como a gestão de marketing, a gestão de recursos humanos ou a 
 gestão financeira. Nos processos de fabricação, a gestão da produção inclui a 
 responsabilidade pelo projeto de produtos e processos, planejamento e controle de 
 questões que envolvem capacidade e qualidade, organização e supervisão da força 
 de trabalho. 
 Outros elementos-chave da importância da gestão da produção industrial são os 
 seguintes: 
 Redução dos custos de fabricação 
 Se uma operação de manufatura injeta muitos recursos financeiros na produção de 
 bens para os clientes, ela pode deixar de obter lucros suficientes. Nesses casos, o 
 negócio muitas vezes se tornará insustentável. Portanto, é prudente que os 
 proprietários de empresas de manufatura adotem a gestão da produção, que pode 
 ajudá-los a analisar seus processos para otimizá-los. O gerenciamento adequado 
 resulta em menos entrada e maisa concorrência. 
 Considere os pontos fortes internos e externos. 
 Pontos fracos 
 Descobrir o que a organização poderia melhorar. 
 Oportunidades 
 Entender como a organização pode alavancar seus pontos fortes para criar 
 caminhos para o sucesso. Como abordar uma fraqueza específica pode 
 fornecer uma oportunidade única? 
 Ameaças 
 Determinar quais obstáculos impedem a organização de atingir seus objetivos. 
 Matriz de decisão 
 Caso de uso da matriz de decisão 
 Principais conceitos relacionados à matriz de decisão. 
 Resumo do vídeo: O vídeo discute o uso de uma matriz de decisão em uma 
 empresa de manufatura que está considerando três opções para melhorar a 
 eficiência do processo de fabricação: investir em novos equipamentos, 
 implementar um programa de manufatura enxuta ou adotar um programa de 6 
 Sigma. A matriz de decisão avaliou as opções com base em critérios como custo, 
 eficácia, facilidade de implementação e impacto nas partes interessadas. A 
 conclusão foi que a opção de implementar um programa de manufatura enxuta era 
 a mais adequada devido ao seu custo relativamente baixo, alta eficácia, facilidade 
 de implementação e impacto positivo nas partes interessadas. A matriz de decisão 
 se mostrou uma ferramenta útil para ajudar a esclarecer as opções e tomar 
 decisões informadas. 
 Uma matriz de decisão pode fornecer clareza ao lidar com diferentes escolhas 
 e variáveis. É como uma lista de prós e contras, mas os tomadores de decisão 
 podem atribuir um nível de importância a cada fator para construir uma matriz 
 de decisão: 
 ● Listar suas alternativas de decisão como linhas. 
 ● Listar fatores relevantes como colunas. 
 ● Estabelecer uma escala consistente para avaliar o valor de cada 
 combinação de alternativas e fatores. 
 ● Determinar a importância de cada fator na escolha de uma decisão final 
 e atribuir pesos de acordo. 
 ● Multiplicar suas classificações originais pelas classificações 
 ponderadas. 
 ● Somar os fatores sob cada alternativa de decisão. 
 ● A opção de maior pontuação vence. 
 Ao final da avaliação, vencerá a opção que obtiver a maior pontuação. Veja, a 
 seguir, um modelo dessa matriz. 
 Fator 1 
 Fator 2 Fator 3 fator n Total 
 Alternativa 1 
 Alternativa 2 
 Alternativa 3 
 Alternativa n 
 Tabela: Exemplo de matriz de decisão 
 Jorge Fernandes 
 Análise de Pareto 
 O princípio de Pareto ajuda a identificar as mudanças que serão mais eficazes 
 para uma organização. Baseia-se no princípio de que 20% dos fatores 
 frequentemente contribuem para 80% do crescimento da organização. 
 Exemplo 
 Suponha que 80% das vendas de uma organização venham de 20% de seus 
 clientes. Uma empresa pode usar o princípio de Pareto identificando as 
 características desse grupo de 20% de clientes e encontrando mais como eles. 
 Ao identificar quais pequenas mudanças têm o impacto mais significativo, uma 
 organização pode priorizar melhor suas decisões e energias. 
 Armadilhas na tomada de decisão 
 Casos reais de armadilhas de decisão 
 Alguns casos reais relacionados as armadilhas de decisão. 
 Resumo de um vídeo: O vídeo discute um caso de armadilhas de decisão em uma 
 empresa que avalia investir em uma nova campanha de marketing. A equipe de 
 marketing, baseada em uma pesquisa detalhada, acredita no sucesso da 
 campanha. No entanto, a equipe financeira está cética, apontando passados 
 fracassos similares e questionando os custos. A equipe de marketing pode estar 
 sendo influenciada pela falácia do custo irrecuperável, não querendo abandonar o 
 projeto pelos esforços já investidos, enquanto a equipe financeira pode estar 
 sofrendo do viés de excesso de confiança, se apegando às suas previsões sem 
 considerar plenamente as evidências apresentadas. O vídeo ilustra como essas 
 armadilhas podem resultar em decisões inadequadas, mesmo quando 
 informações relevantes são consideradas. 
 Adotar uma abordagem sistemática para a tomada de decisões ajuda os tomadores 
 de decisão a evitar tomar decisões equivocadas, sem considerar adequadamente as 
 consequências para a organização ou sua reputação. Algumas das armadilhas da 
 tomada de decisão incluem: 
 Ambiguidade da consulta 
 Esse pode ser um cenário em que um grupo de funcionários sente que tem direito a 
 voto em uma decisão ou quando um gerente pede informações, mas não considera as 
 opiniões de um grupo. É importante que um gerente solicite feedback, mas 
 certifique-se de que os colaboradores entendam que a decisão final é do gerente. 
 Receio de desconforto 
 A tomada de decisão gerencial sólida requer líderes que não confundam sua 
 necessidade de conforto com a tomada da melhor decisão. Algumas das decisões 
 mais eficazes envolvem certo grau de desconforto para o gerente. 
 Aparência indecisa 
 Um processo sistemático de tomada de decisão, às vezes, tem um lado negativo. Ser 
 muito rigoroso na avaliação de todos os ângulos possíveis pode prolongar o processo 
 e abrir o risco de parecer indeciso. Mantenha as partes interessadas informadas 
 sobre o cronograma para uma decisão. 
 Pontos cegos 
 As pessoas têm perspectivas e maneiras de pensar particulares que podem criar 
 pontos cegos, que podem ser importantes para uma decisão eficaz, mas não podem 
 ser prontamente aparentes. Pode ser útil buscar informações de colegas de confiança 
 para fornecer uma perspectiva diferente. 
 Pensamento de grupo 
 Isso ocorre quando os membros de um grupo querem minimizar o conflito e chegar a 
 uma decisão confortável à custa de uma avaliação crítica de outras ideias e pontos de 
 vista. É importante explorar alternativas que um grupo pode não ter considerado. 
 Na tomada de decisão, em qual armadilha um gestor pode cair quando a equipe quer 
 minimizar o conflito e toma uma decisão que não cria desentendimentos entre os 
 membros? Pensamento de grupo. 
 Por quais tomadas de decisão os gerentes de linha de frente normalmente se 
 responsabilizam? Decisões operacionais. 
 Considerações finais 
 Se você leu todo o conteúdo e achou tudo meio parecido, volte e leia tudo de 
 novo com mais calma. Você leu com muita pressa! Releia este conteúdo e 
 perceba como a análise de negócios é uma disciplina de identificação de 
 necessidades de negócios e determinação de soluções para problemas de 
 negócios. Perceba que, como qualquer método, o poder da análise de 
 negócios depende dos métodos usados para ser executada. 
 Relembre que a inteligência empresarial utiliza ferramentas, técnicas e 
 software para transformar dados em insights acionáveis que auxiliam nas 
 tomadas de decisões em uma organização e que a inteligência competitiva se 
 refere à capacidade de coletar, analisar e usar informações coletadas sobre 
 concorrentes, clientes e outros fatores de mercado que contribuem para a 
 vantagem competitiva de uma empresa. 
 Por fim, compreenda que a gestão do conhecimento é uma disciplina que 
 promove uma abordagem integrada para identificar, capturar, avaliar, recuperar 
 e compartilhar todos os ativos de informação de uma empresa. Esses ativos 
 podem incluir bancos de dados, documentos, políticas, procedimentos, 
 conhecimentos e até experiências ainda não capturadas de forma explícita dos 
 funcionários de uma organização. 
 Explore + 
 Assista ao filme Sunspring, dirigido por Oscar Sharp e lançado em 2016. 
 Máquinas já conseguem fazer dezenas de coisas que antes apenas um 
 humano faria, inclusive escrever um filme. Sunspring é o primeiro filme criado 
 por uma IA, que foi alimentada com múltiplas obras de ficção científica. 
 A obra é produto de uma parceria entre Oscar Sharp, cineasta, e Ross 
 Goodwin, pesquisador da New York University. Ross utilizou roteiros de filmes 
 como O quinto elemento, Interestelar, Ender’s Game, Highlander, entre outros, 
 para alimentar uma rede neural e depois instruir o computador a criar um 
 roteiro. 
 Divirta-se! 
 Referências 
 ALVARENGA NETO, R. C. D. Gestão do conhecimento em organizações: 
 propostade mapeamento conceitual integrativo. São Paulo: Saraiva, 2008. 
 BIZZOTTO, C. E. N. Plano de negócios para empreendimentos inovadores. São 
 Paulo: Atlas, 2008. 
 BRAGA, F.; GOMES, E. Inteligência competitiva: como transformar informação 
 em um negócio lucrativo. Rio de Janeiro: Campus, 2004. 
 CAROTA, J. C. Inteligência empresarial. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 2018. 
 GOMES, E.; BRAGA, F. Inteligência competitiva em tempos big data. Rio de 
 Janeiro: Alta Books, 2017. 
 SHARDA, R. Business intelligence e análise de dados para gestão do negócio. 
 4. ed. Porto Alegre: Bookman, 2019. 
 VINHA JÚNIOR, R. Análise de negócios para profissionais: um guia de práticas. 
 Project Management Institute. São Paulo: Saraiva, 2016. 
 Dados, informação e conhecimento possuem conceitos e definições próprias. Sobre 
 eles, é correto afirmar que A informação é obtida acrescentando-se significado 
 aos dados 
 O uso de dados e informações tem sido cada vez maior no mundo atual, e a tomada 
 de decisão e estratégias das empresas também estão sendo influenciadas. A isso 
 damos o nome de Data Driven 
 Data Driven: foca em análises, métricas e evidências. 
 Data Warehouse: armazém de dados estruturados. 
 Data Lake: repositório de dados estruturados e não estruturados. 
 Data Storage: armazenamento de dados em geral. 
 Database: banco de dados, estrutura para armazenar dados organizadamente.saída, resultando em custos de fabricação 
 reduzidos e margens de lucro mais amplas. 
 Uso adequado e ideal dos recursos 
 A gestão da produção permite que as empresas analisem os recursos necessários no 
 processo de fabricação. Por exemplo, os fabricantes devem gerenciar estoques e 
 matérias-primas, rastrear sua força de trabalho e monitorar os equipamentos e 
 máquinas usados no processo de produção. Essa avaliação permite que as 
 empresas de manufatura otimizem sua implantação de recursos, garantindo que 
 usem os insumos certos para fabricar o produto acabado. Além disso, isso ajuda a 
 eliminar o desperdício, tornando a operação mais enxuta e lucrativa. 
 Melhor competitividade no mercado 
 Na manufatura, os concorrentes estão sempre tentando deixar sua marca em 
 qualquer mercado-alvo e, se sua empresa não for capaz de competir com ofertas 
 competitivas, ela desaparecerá. Os fabricantes realizam a gestão da produção para 
 garantir que vão produzir consistentemente produtos de alta qualidade a fim de 
 atender às demandas dos consumidores. Como resultado, a consistência torna o 
 negócio mais bem equipado para permanecer competitivo em relação aos rivais. 
 Além disso, o posicionamento da marca cresce entre os consumidores, colocando o 
 negócio em uma trajetória para uma presença de mercado mais proeminente. 
 Coordenação da equipe de manufatura 
 A gestão da produção é uma atividade altamente prática que envolve um equilíbrio 
 entre habilidades de gerenciamento de equipes e processos de negócios. A gestão da 
 produção não é responsável apenas por administrar uma fábrica ou departamento; é 
 responsável por supervisionar, integrar desenvolver, motivar e medir o desempenho 
 da equipe de produção para que todos façam o melhor trabalho possível. 
 Alcance das metas e objetivos do negócio 
 A gestão da produção se enquadra no gerenciamento de operações. Este último 
 contém atividades de nível executivo que analisam as situações de mercado para 
 determinar quais metas e objetivos o negócio precisa atingir para permanecer viável. 
 A gestão da produção é responsável por otimizar as operações de manufatura para 
 atender a essas metas estabelecidas. Com uma gestão adequada, a organização 
 produz bens de alta qualidade — a custos menores — que atendem ou superam as 
 expectativas dos clientes. 
 Também podemos capturar a essência dos principais componentes da gestão da 
 produção por meio do modelo 5Ms, conforme veremos a seguir: 
 Homens (men) 
 Refere-se às pessoas que fazem parte do processo de produção industrial. É 
 considerado o mais importante da gestão da produção. 
 Máquinas 
 São os equipamentos e tecnologias a serem utilizados na fabricação do produto ou 
 serviço. 
 Métodos 
 São os procedimentos para a flexibilidade do processo produtivo e a capacidade de 
 adaptação dos trabalhadores. 
 Materiais (recursos) 
 Inclui o gerenciamento do fluxo tanto físico (matérias-primas) como de informações 
 (dados). 
 Dinheiro (money) 
 Refere-se ao gerenciamento do financiamento e dos ativos para que os custos de 
 produção não acabem com qualquer vantagem competitiva. 
 Embora os cinco Ms capturem a essência das principais tarefas da gestão da 
 produção, o controle resume sua questão mais importante. O gerente de produção 
 deve planejar e controlar o processo de produção para que ele se mova suavemente 
 no nível de produção exigido, ao mesmo tempo que atende aos objetivos de custo e 
 qualidade. O controle do processo tem dois propósitos: 
 ● Garantir que as operações sejam executadas de acordo com o plano. 
 ● Monitorar e avaliar continuamente o plano de produção para ver se alguma 
 modificação no plano pode ser implementada a fim de melhor atender aos 
 custos, qualidade, entrega, flexibilidade ou outros objetivos. 
 Por exemplo, quando a demanda por um produto é alta o suficiente para justificar a 
 produção contínua, o nível de produção pode precisar ser ajustado de tempos em 
 tempos para lidar com a demanda flutuante ou com mudanças na participação de 
 mercado de uma empresa. Isso é chamado de “problema de suavização da 
 produção”. Quando mais de um produto está envolvido, procedimentos complexos 
 de engenharia industrial ou pesquisa operacional são necessários para analisar os 
 muitos fatores que afetam o problema. 
 Comentário 
 O controle de estoque é uma das funções importantes da gestão da produção. Os 
 estoques incluem matérias-primas, componentes, produtos em processo, produtos 
 acabados, materiais de embalagem e suprimentos em geral. Embora o uso efetivo de 
 recursos financeiros seja geralmente considerado como algo além da 
 responsabilidade do gerenciamento da produção, muitas empresas manufatureiras 
 com grandes estoques (algumas representando mais de 50% dos ativos totais) 
 geralmente responsabilizam os gerentes de produção pelos estoques. 
 A gestão de estoque bem-sucedida, que envolve a solução do problema de quais 
 itens manter em estoque em vários locais, é fundamental para o sucesso competitivo 
 de uma empresa. Não estocar corretamente um item pode resultar em atrasos na 
 obtenção de peças ou suprimentos necessários, mas carregar todos os itens em 
 todos os locais pode comprometer grandes quantidades de capital e resultar em um 
 acúmulo de estoque obsoleto e inutilizável. 
 Os gerentes geralmente contam com modelos matemáticos e sistemas de 
 computador desenvolvidos por engenheiros industriais e pesquisadores de 
 operações para lidar com os problemas de controle de estoque. 
 A gestão da produção também lida com o controle dos custos de mão de obra, a 
 medição da quantidade, com o tipo de trabalho necessário para produzir um produto 
 e, em seguida, com a especificação de métodos eficientes e bem projetados para 
 realizar as tarefas de fabricação necessárias. Os conceitos de medição do trabalho e 
 estudo do tempo, bem como um sistema de incentivo para motivar e recompensar 
 altos níveis de produção dos trabalhadores, são ferramentas importantes na gestão 
 da produção. 
 Particularmente, nas novas operações de manufatura, é importante antecipar os 
 requisitos de recursos humanos e traduzi-los em programas de recrutamento e 
 treinamento para que um núcleo de operadores devidamente qualificados esteja 
 disponível à medida que as máquinas e os equipamentos de produção são 
 instalados. 
 Grupos especializados responsáveis por atividades de suporte (como manutenção 
 de equipamentos, serviços de planta e programação de produção e atividades de 
 controle) também precisam ser contratados, treinados e devidamente equipados. 
 Esse tipo de planejamento cuidadoso de pessoal reduz a chance de que 
 equipamentos caros fiquem ociosos e que esforço, tempo e materiais sejam 
 desperdiçados. 
 O uso e o controle efetivos de materiais muitas vezes envolve investigações das 
 causas de sucata e desperdício; isso, por sua vez, pode levar a materiais alternativos 
 e métodos de manuseio para melhorar o processo de produção. O controle eficaz de 
 máquinas e equipamentos depende da adequação de cada máquina à sua tarefa 
 específica, do grau de sua utilização, do grau em que é mantida em condições ideais 
 de operação e do grau em que pode ser controlada mecânica ou eletronicamente. 
 Aliás, devido à enorme complexidade das operações típicas de gestão da produção e 
 ao número quase infinito de mudanças que podem ser feitas e as alternativas que 
 podem ser buscadas, métodos quantitativos precisam ser desenvolvidos para 
 resolver problemas da gestão da produção. A maioria desses métodos emergiu das 
 áreas de engenharia industrial, pesquisa operacional e engenharia de sistemas. 
 Especialistas nessas áreas estão usando cada vez mais tecnologias e 
 processamento de informações para resolver problemas de produção que envolvem 
 grandes quantidades de dados associados a grandes números de trabalhadores, 
 estoques robustos e grandes quantidades de trabalho em processos que 
 caracterizama maioria das operações de produção atuais. 
 No contexto da Indústria 4.0, o setor manufatureiro está passando da automação 
 para a inteligência. 
 A aplicação de tecnologias de informação e comunicação de nova geração melhora 
 a interconexão e a transparência dos sistemas de manufatura, o que mudará a 
 forma como a informação interage com o trabalho que é realizado, 
 consequentemente, mudando como o trabalho deve ser gerenciado. Essas 
 mudanças requerem alguns atributos, como: integração, flexibilidade de rede, 
 tomada de decisão autônoma e colaborativa, gerenciamento de operações baseado 
 em aprendizado, autoaperfeiçoamento, adaptabilidade e tomada de decisão 
 proativa. 
 A importância da gestão da produção na Indústria 4.0 ganha um novo patamar. A 
 prática e a implementação diferem significativamente do equipamento de fábrica 
 encontrado no mercado atual. O uso de um sistema ou plataforma de gerenciamento 
 de produção compatível com a Indústria 4.0 oferece algumas vantagens cruciais 
 para os fabricantes modernos, incluindo: 
 Interface de usuário intuitiva 
 Os sistemas intuitivos economizam às empresas o tempo necessário para treinar 
 funcionários para usar o software. Além disso, os recursos simples permitem que os 
 supervisores e gerentes programem as atividades com facilidade, eliminando a 
 necessidade de verificações manuais frequentes ao longo do dia. 
 Personalização detalhada 
 Os fabricantes podem modificar um sistema de gerenciamento de produção para 
 atender às suas necessidades exclusivas. A ferramenta digital atende aos requisitos 
 distintos de gerenciamento de produção do fabricante. 
 Análise abrangente 
 Gerenciar a produção requer diferentes tipos de dados, e a fabricação se beneficiará 
 da grande quantidade de dados gerados por uma análise significativa. Um sistema 
 de gerenciamento de produção 4.0 é equipado com análises poderosas que 
 fornecem informações detalhadas sobre a situação de produção, permitindo que os 
 gerentes tomem decisões bem embasadas. 
 Acesso compartilhado 
 As ferramentas modernas de gerenciamento de produção digital eliminam os 
 métodos tradicionais que eram altamente isolados. Em vez disso, a nova iteração é 
 baseada em nuvem, garantindo que entidades relevantes possam acessar dados de 
 qualquer lugar. Isso permite uma melhor colaboração entre os diversos 
 departamentos, possibilitando um melhor planejamento e gestão. 
 KPIs de planejamento de produção 
 Veja os principais aspectos sobre KPIs de planejamento de produção. 
 O resumo é de um vídeo que apresenta alguns dos principais indicadores de 
 planejamento da produção, chamados KPis (ou indicadores-chave de performance), 
 que são usados para medir o desempenho de uma organização ou seus 
 funcionários. Os KPis são métricas usadas para avaliar a eficácia de vários 
 processos de negócios e para ajudar a identificar áreas onde melhorias podem ser 
 feitas. Alguns exemplos de KPis na gestão da produção são a taxa de produção, taxa 
 de entrega no prazo, qualidade e tempo de atividade do equipamento. Esses 
 indicadores são apresentados em vários formatos, incluindo gráficos e tabelas. 
 Os principais indicadores de desempenho (KPIs) são métricas importantes que 
 ajudam as empresas a acompanhar a saúde de seus processos de produção. Ao 
 monitorar os KPIs e compará-los com os valores-alvo definidos nos planos de 
 produção, as empresas podem determinar se a produção está no caminho certo e 
 identificar problemas que precisam ser resolvidos. Os KPIs de produção típicos 
 incluem: 
 Tempo de inatividade 
 Essa métrica-chave de eficiência rastreia a porcentagem de tempo em que a 
 produção não está ocorrendo durante o horário de funcionamento programado. As 
 causas incluem quebras de máquinas, ajustes de ferramentas e acidentes. Algum 
 tempo de inatividade pode ser necessário para funções como manutenção de 
 máquinas, mas, geralmente, quanto menos tempo de inatividade, melhor. 
 Tempo de preparação 
 Também conhecido como tempo de transição, esse é o tempo necessário para 
 alternar entre os trabalhos. O tempo de configuração afeta a produtividade geral 
 porque a produção é interrompida durante esses períodos. Os cronogramas de 
 produção devem considerar quanto tempo e esforço são necessários para 
 reconfigurar a produção para cada trabalho, incluindo mudanças nos equipamentos, 
 matérias-primas e mão de obra. Projetar cronogramas de produção para minimizar o 
 tempo de troca pode aumentar a eficiência. 
 Taxa de produção 
 Em um ambiente de manufatura, isso normalmente é medido como o número de 
 unidades produzidas durante um período específico. Comparar a taxa de produção 
 real de cada processo com a taxa planejada pode ajudar as empresas a identificar 
 pontos fortes e fracos e começar a resolver problemas. 
 Eficácia geral do equipamento (OEE) 
 Esta é uma medida da produtividade geral de fabricação que leva em consideração a 
 qualidade, o desempenho e a disponibilidade. 
 A fórmula do OEE é: OEE = qualidade x desempenho x disponibilidade, onde: 
 A qualidade é normalmente medida como a porcentagem de peças que atendem aos 
 padrões de qualidade. 
 O desempenho é a rapidez com que um processo está sendo executado em 
 comparação com sua velocidade máxima, que é expressa em porcentagem. 
 A disponibilidade é a porcentagem de tempo de atividade durante as horas de 
 operação programadas de uma empresa. 
 O aumento do OEE pode ser alcançado reduzindo-se o tempo de inatividade e o o 
 desperdício e mantendo-se uma alta taxa de produção. 
 Taxas de rejeição 
 Este é o número ou porcentagem de produtos que não passaram nas verificações de 
 qualidade. Dependendo da natureza do produto e do problema, pode ser possível 
 recuperar alguns itens rejeitados retrabalhando-os, enquanto outros podem precisar 
 ser descartados. 
 Pedidos na hora 
 Atrasos na produção podem custar caro tanto em termos de dinheiro como de 
 reputação. Gerar produtos dentro do prazo significa que é menos provável que você 
 precise de envio rápido e dispendioso ou outras medidas de emergência para cumprir 
 os prazos. Entregar os pedidos no prazo ajuda a manter os clientes satisfeitos, o que 
 significa que é mais provável que eles continuem fazendo negócios com sua empresa. 
 No modelo 5Ms de gestão, os cinco componentes estão interligados e dependem uns 
 dos outros. Para tornar um negócio bem-sucedido, todos devem ser utilizados em seu 
 potencial máximo. Você saberia indicar nas alternativas quais são eles Homens, 
 máquinas, métodos, materiais e dinheiro . 
 No contexto atual, a gestão da produção tem ferramentas de indicadores de 
 desempenho (KPIs) que auxiliam o acompanhamento dos processos. Os KPIs de 
 produção podem ter como indicadores tempo de preparação, taxa de produção e 
 eficácia geral do equipamento. 
 2. Técnicas e ferramentas de 
 planejamento da produção 
 Motivando o planejamento da produção 
 Os principais aspectos em relação ao planejamento de produção. 
 O vídeo fala sobre o planejamento da produção, que é o ato de desenvolver um 
 guia para a produção de um produto ou serviço, tornando o processo de produção 
 mais eficiente possível. Existem cinco técnicas conhecidas de planejamento de 
 produção, que são: produção por tarefa ou por trabalho, produção em lote, 
 produção por fluxo, produção em massa e produção por processo. A motivação 
 dos funcionários em um ambiente de produção é importante, pois aumenta o 
 número de produção, minimiza o tempo de inatividade e reduz a frequência de 
 problemas de controle de qualidade, além de reduzir os custos associados ao 
 recrutamento e treinamento de novos funcionários. 
 O sucesso dos negócios geralmente depende de fabricar os produtos que os 
 clientes desejam de maneira oportuna e econômica. O planejamento da produção 
 ajuda as empresas a atingirem esses objetivos, uma vez que mapeia todos os 
 processos, recursos e etapas envolvidas na produção,desde a previsão de 
 demanda até a determinação de matérias-primas, mão de obra e equipamentos 
 necessários. 
 Atenção 
 O planejamento de produção ajuda as empresas a criar cronogramas de produção 
 realistas, garantir que os processos de produção funcionem sem problemas e com 
 eficiência, além de corrigir as operações quando ocorrerem problemas. 
 O planejamento da produção envolve o desenvolvimento de uma estratégia 
 abrangente para fabricar os produtos e serviços da empresa. Adotado inicialmente 
 por grandes fabricantes, o planejamento de produção tornou-se mais popular entre 
 pequenas e médias empresas em vários setores — principalmente porque a 
 tecnologia tornou mais fácil planejar e rastrear processos de produção com menos 
 esforço. 
 Planejamento da produção 
 Fornece uma visão geral do que a empresa pretende fazer, a programação da 
 produção cria uma visão mais detalhada de como a empresa fará isso. 
 Cronograma de produção 
 Descreve quando cada etapa do plano de produção ocorrerá, bem como os 
 trabalhadores, máquinas e outros recursos específicos atribuídos ao trabalho. 
 A programação da produção pode ser extremamente complexa, especialmente 
 quando há muitas etapas de produção interdependentes e a empresa está 
 fabricando vários produtos simultaneamente. O software de programação de 
 produção pode ajudar as empresas a criar cronogramas complexos, monitorar o 
 progresso em tempo real e fazer ajustes rapidamente quando necessário. 
 Até aqui você já deve ter percebido que o planejamento da produção envolve muito 
 mais do que o foco na eficiência do processo de fabricação. Ele está entrelaçado 
 com quase todos os outros aspectos do negócio, incluindo finanças, vendas, 
 estoque e recursos humanos. As atividades de planejamento de produção incluem 
 a previsão de demanda para determinar a combinação certa de produtos para 
 atender às necessidades do cliente, bem como selecionar a abordagem ideal para 
 construir esses produtos. 
 O planejamento da produção também avalia os recursos necessários para atingir 
 as metas de produção e detalha todas as operações do processo produtivo. Deve 
 incluir a flexibilidade para fazer ajustes operacionais quando ocorrerem problemas 
 — como quebras de máquinas, falta de pessoal e problemas na cadeia de 
 suprimentos. 
 Um planejamento da produção bem construído pode ajudar a aumentar a receita, o 
 lucro e a satisfação do cliente, enquanto um planejamento mal elaborado pode 
 causar problemas de produção e talvez até afundar a empresa. Os benefícios 
 específicos do planejamento de produção incluem: 
 Conhecimento 
 O planejamento da produção fornece uma estrutura para entender os recursos e 
 as etapas da produção necessárias para atender às necessidades do cliente. 
 Também ajuda as empresas a entender os problemas que podem ocorrer durante 
 a produção e como mitigá-los. 
 Eficiência 
 O planejamento detalhado da produção reduz os gargalos e ajuda a minimizar os 
 custos. Também ajuda a garantir a alta qualidade de um produto e mantém as 
 despesas dentro do orçamento. 
 Satisfação do cliente 
 O planejamento da produção ajuda a garantir que a empresa possa fabricar e 
 entregar produtos aos clientes no prazo, levando a uma maior satisfação do cliente 
 e a uma maior probabilidade de repetição de negócios. 
 Técnicas de planejamento da produção 
 Principais conceitos sobre caso de técnicas de planejamento da produção. 
 O vídeo apresenta uma prática de planejamento da produção industrial em que 
 uma empresa de smartphones planeja sua produção para o próximo trimestre. O 
 gerente de produção revisa a previsão de vendas da empresa e determina quantos 
 telefones precisam ser produzidos. Em seguida, ele cria um cronograma de 
 produção considerando prazos de entrega de materiais e disponibilidade de 
 recursos, e trabalha com outras equipes para garantir que a produção permaneça 
 no caminho certo e atenda às metas de produção e prazos de entrega. O objetivo 
 geral é garantir que a empresa tenha os recursos certos para atingir suas metas de 
 produção e atender aos clientes no prazo. 
 O desenho de um plano de produto depende do método de produção que a 
 empresa utiliza, além de outros fatores, como tipo de produto, capacidade do 
 equipamento e tamanho da demanda. Aqui estão alguns dos principais tipos de 
 planejamento de produção: 
 Planejamento de produção em lote 
 Refere-se à fabricação de itens idênticos em grupos, em vez de um de cada vez ou 
 em um processo contínuo. Para algumas empresas, a produção em lote pode 
 aumentar muito a eficiência. Uma fábrica de picolés que produz para vender no dia 
 seguinte pode, primeiro, fazer um lote de chocolate, depois passar para morango, 
 seguido de picolés de limão. Um fabricante de camisetas pode configurar suas 
 máquinas de corte e costura para fazer um lote de camisetas brancas, depois 
 mudar para tecido vermelho, em seguida fabricar um lote de camisetas de tecido 
 azul. Um bom plano de produção para processamento em lote deve estar atento a 
 possíveis gargalos ou atrasos ao alternar entre lotes. 
 Planejamento de produção por tarefa 
 Usado por muitas empresas de pequeno e médio porte, o planejamento de 
 produção por tarefa concentra-se na criação de um único item por uma pessoa ou 
 equipe. O planejamento baseado em tarefa é normalmente usado em situações 
 em que a especificidade dos requisitos de cada cliente dificulta a fabricação de 
 produtos em lote. Muitas empresas de construção usam esse método. Fabricantes 
 de joias e vestidos personalizados são outros exemplos de empresas que podem 
 usar o planejamento de produção por tarefa. 
 Planejamento de produção em fluxo 
 Na produção em fluxo, também conhecida como produção contínua, os itens 
 padronizados são continuamente produzidos em uma linha de montagem. Grandes 
 fabricantes usam esse método para criar um fluxo constante de produtos 
 acabados. Durante a produção, cada item deve se mover sem problemas de uma 
 etapa ao longo da linha de montagem para a próxima. A produção em fluxo é mais 
 eficaz na redução de custos e atrasos quando há demanda constante pelos 
 produtos da empresa. Os fabricantes podem então determinar prontamente suas 
 necessidades de equipamentos, materiais e mão de obra em cada estágio ao longo 
 da linha de montagem para ajudar a otimizar a produção e evitar atrasos. As 
 indústrias automotiva e de eletrônicos estão entre as que utilizam esse método. 
 Planejamento de produção em massa 
 A produção em massa é muito semelhante à produção em fluxo. Essa técnica é 
 altamente benéfica ao produzir um grande número dos mesmos itens em um curto 
 período de tempo. Esse tipo de produção geralmente é automatizado, o que reduz 
 os custos de mão de obra necessária para a produção. Algumas instalações de 
 produção em massa têm linhas de montagem dedicadas a um tipo específico de 
 item, o que reduz o tempo necessário para a troca e aumenta a produção geral. 
 Isso permite que os fabricantes aumentem seus lucros, pois o custo de produção é 
 bastante reduzido. Com esse método, as operações são agendadas com base na 
 capacidade de recursos disponíveis e no tempo de produção necessário em cada 
 operação. O planejamento de produção em massa está presente na indústria de 
 alimentos embalados, como cereais, massas secas e biscoitos. 
 Planejamento de produção por processo 
 A produção por processo é um tipo de processo contínuo semelhante à produção 
 em massa e à produção em fluxo, mas é caracterizada pelo fluxo contínuo de 
 materiais através da linha de produção. Normalmente, os produtos acabados 
 produzidos nesse tipo de produção não são contabilizados como unidades 
 discretas. Por exemplo, a produção e o processamento de líquidos, gases ou 
 produtos químicos, nas quais o produto é produzido em uma sequência uniforme e 
 padronizada. A produção por processo utiliza maquinários específicos e 
 sofisticados para processar os materiaisem cada etapa da operação. Há pouco 
 espaço para erros nesse tipo de fabricação, pois a mudança de um tipo de item 
 para outro exigirá um longo período de troca. Também é comum haver 
 subprodutos ou resíduos resultantes desse tipo de fabricação. 
 Ferramentas de planejamento de produção 
 A importância do uso das ferramentas ao planejar a produção. 
 O vídeo aborda diversas ferramentas utilizadas no planejamento da produção 
 industrial. Entre as ferramentas destacadas estão o MRP (Planejamento de 
 Requisitos de Material), que ajuda a gerenciar o fluxo de matérias-primas e 
 produtos acabados, e o planejamento de capacidade, que determina a quantidade 
 de um produto que pode ser produzido com os recursos disponíveis. Também são 
 mencionados o software de agendamento de produção, que auxilia na criação e 
 gestão de cronogramas, e o software de gerenciamento de estoque, que rastreia 
 os níveis de materiais e produtos. Além disso, as ferramentas de controle de 
 qualidade, como paquímetros e testadores, garantem que os produtos atendam a 
 padrões específicos. No geral, essas ferramentas visam coordenar o processo de 
 produção, alocar recursos adequadamente e garantir a entrega de produtos de alta 
 qualidade dentro do prazo. O vídeo conclui incentivando os alunos a continuar os 
 estudos sobre o tema. 
 As empresas contam com uma variedade de ferramentas para criar o 
 planejamento da produção e acompanhar o progresso, desde ferramentas de 
 visualização até softwares sofisticados que automatizam muitas das etapas 
 envolvidas. Todos os modelos, padrões, moldes, equipamentos, hardwares e 
 softwares que facilitem a gestão da produção podem ser considerados 
 ferramentas de gestão da produção. Entre elas, podemos citar: 
 Gráfico de Gantt 
 Um gráfico de Gantt é uma linha do tempo visual detalhada de todas as tarefas 
 agendadas para determinado trabalho. 
 Depois de mais de 100 anos desde sua invenção pelo engenheiro mecânico Henry 
 Laurence Gantt, esse gráfico continua sendo parte integrante da manufatura e de 
 muitas outras indústrias. 
 O planejamento da produção envolve a coordenação e o agendamento de muitas 
 tarefas, e o gráfico de Gantt representa visualmente quando cada tarefa ocorrerá e 
 quanto tempo ela durará. 
 Mapeamento do fluxo de valor 
 É uma ferramenta enxuta que usa um diagrama de fluxo para descrever cada 
 etapa de um processo. O mapeamento do fluxo de valor visa atender a três 
 propósitos principais: 
 1. Identificação de desperdícios. 
 2. Redução do tempo de fabricação. 
 3. Fabricação mais eficiente. 
 O mapeamento do fluxo de valor pode ser aplicado em praticamente qualquer 
 setor, mas é usado principalmente para: logística, cadeia de suprimentos, 
 desenvolvimento de produtos e processos administrativos. 
 Análise de causa-raiz 
 É uma ferramenta de solução de problemas que visa chegar à raiz de um 
 problema. 
 A filosofia da análise de causa-raiz baseia-se na ideia de que é melhor tratar a 
 causa-raiz de um problema, e não os sintomas óbvios. 
 Ao tratar a causa-raiz, a gestão da produção pode eliminar problemas maiores no 
 futuro. A análise de causa-raiz é um processo iterativo, ou seja, alcança-se a 
 causa-raiz do problema após análises sucessivas que permitem um entendimento 
 cada vez melhor do problema. 
 Kaizen 
 Palavra japonesa que significa “melhoria contínua”. O termo refere-se a atividades 
 que melhoram todas as funções de um negócio e geralmente é aplicado à 
 manufatura, mas pode ser usado para tornar quase qualquer negócio mais 
 eficiente. Por definição, Kaizen inclui o envolvimento de todos os funcionários, 
 desde a alta administração até os trabalhadores da linha de montagem e pode ser 
 usado para melhorar todos os processos de uma cadeia de suprimentos, desde 
 compras até logística. O método Kaizen geralmente envolve cinco etapas 
 principais: 
 1. Identificar a área problemática que receberá o foco. 
 2. Registrar para analisar o método atual. 
 3. Testar e avaliar as táticas de melhoria. 
 4. Implementar as melhorias. 
 5. Analisar os resultados e apresentá-los à alta administração para obter 
 feedback. 
 Jidoka 
 Ferramenta que visa automatizar parcialmente o processo de fabricação (a 
 automação parcial geralmente é mais barata do que uma automação completa) e 
 parar automaticamente quando defeitos são detectados. Veja alguns dos 
 benefícios do Jidoka: 
 Reduzir os custos trabalhistas 
 Várias estações de trabalho podem ser monitoradas, simultaneamente, pelos 
 trabalhadores. 
 Melhorar a qualidade 
 Muitos problemas de qualidade podem ser detectados imediatamente. 
 É essencialmente uma automação com um elemento humano. A principal inovação 
 que o Jidoka trouxe para a gestão da produção é a ideia de identificar um 
 problema no meio do processo, e não no final. A inspeção em todo o processo de 
 fabricação pode desempenhar um papel fundamental na prevenção de defeitos e 
 na correção de problemas antes que causem danos significativos. 
 Poka Yoke 
 Foi desenvolvido pela Toyota e é muito semelhante ao Jidoka. A ideia do Poka 
 Yoke é evitar que os erros se tornem defeitos. Os erros são inevitáveis, mas os 
 defeitos que realmente atingem os clientes podem ser evitáveis. O objetivo é criar 
 uma forma de controle de qualidade que destaque os defeitos automaticamente. 
 Exemplo 
 O alarme que dispara automaticamente quando você sai do carro sem desligar os 
 faróis; uma esteira transportadora que rejeita um produto que está abaixo do peso. 
 O objetivo é evitar erros automaticamente, sem inspeção humana. 
 Just in Time 
 É uma ferramenta que prioriza a produção do que o cliente deseja, quando deseja, 
 na quantidade e onde deseja. Em vez de criar um grande estoque de um produto 
 que fica em depósitos, você cria apenas a quantidade de um item que o cliente 
 realmente deseja. Isso reduz o estoque e garante que as empresas gastem apenas 
 no que será pago. O Just in Time foi inventado pela Toyota durante a Segunda 
 Guerra Mundial. A ferramenta foi criada em uma época em que produzir estoque 
 extra era simplesmente inviável. As empresas só podiam se dar ao luxo de 
 produzir o que o cliente realmente queria. 
 Takt Time 
 Termo alemão que significa “pulso”. É a quantidade máxima de tempo que um 
 produto precisa para ser produzido enquanto ainda atende à demanda do 
 consumidor. O Takt cria um ritmo em toda a cadeia de suprimentos para garantir o 
 fluxo contínuo e a plena utilização dos recursos disponíveis. 
 Comentário 
 O objetivo do Takt é entregar o produto certo para o cliente certo na hora certa, 
 tudo com o mínimo de desperdício. Garante que os produtos sejam fabricados da 
 maneira mais eficiente, atendendo à demanda do consumidor. Outro objetivo do 
 Takt Time é criar um fluxo sólido de operações dentro de uma cadeia de 
 suprimentos. Medir o Takt Time permite que os gerentes determinem problemas 
 de capacidade e sincronização dentro de uma cadeia de suprimentos e, em 
 seguida, encontrem as soluções adequadas. 
 Análise de gargalos 
 Um gargalo (ou restrição) em uma cadeia de suprimentos refere-se ao recurso que 
 leva mais tempo nas operações. 
 Em uma caminhada, por exemplo, um gargalo se refere ao membro mais lento do 
 grupo. Esse membro pode determinar a velocidade de todos. Isso vale para os 
 processos de fabricação. 
 Se uma parte de uma cadeia de suprimentos for lenta, isso pode reduzir a 
 velocidade e a eficiência de todo o processo de fabricação. 
 O objetivo da análise de gargalo é determinar as partes mais lentas do processo de 
 fabricação e descobrir como acelerá-las. 
 O processo de análise de gargalos levará a uma maior eficiência e lucros. Ignorar 
 um problema de gargalo pode custar muito caro no futuro. 
 Método 5S 
 Refere-se a cinco termos em japonês que começam com “S” e fornecem um 
 método de organização do local de trabalho. Cada “S” significa: 
 Senso de utilização (Seiri) 
 Decida quais itens em uma fábrica são necessários e quais não são. Livre-sedos 
 que não são. 
 Senso de ordenação (Seiton) 
 Certifique-se de que cada item em uma fábrica esteja no lugar certo. Os itens 
 devem ser fáceis de encontrar e acessar. 
 Senso de limpeza (Seiso) 
 Limpe a fábrica regularmente. Ao se livrar de sujeira, lixo etc., você pode 
 identificar mais facilmente problemas no processo de fabricação. 
 Senso de saúde e padronização (Seiketsu) 
 Crie padrões para garantir um chão de fábrica limpo e arrumado. 
 Senso de disciplina e autodisciplina (Shitsuke) 
 Crie hábitos que garantam que os padrões sejam atendidos em longo prazo. Defina 
 responsabilidades para gerentes e operadores a fim de garantir que os hábitos 
 sejam definidos. 
 3. Sistemas de controle e supervisórios 
 Sistemas de controle industrial 
 Apresentaremos os principais conceitos sobre sistemas de controle e 
 supervisórios na indústria. 
 Resumo de um vídeo: O vídeo discute a importância dos sistemas de controle na 
 indústria, destacando como esses sistemas, que incluem sensores, atuadores, 
 algoritmos e redes, facilitam o controle eficiente dos processos de produção. As 
 operações modernas são complexas e difíceis de serem controladas 
 manualmente, tornando os sistemas de controle essenciais para melhorias 
 contínuas e manutenção da qualidade. Ao integrar componentes como interfaces 
 homem-máquina e controladores programáveis, esses sistemas garantem uma 
 produção consistente e de qualidade, reduzem desperdícios, diminuem custos 
 operacionais e auxiliam na tomada de decisões. Além disso, melhoram o 
 planejamento da produção, regulam o estoque e otimizam recursos, beneficiando 
 diversas áreas industriais, como fábricas e concessionárias de energia. O vídeo 
 enfatiza que um sistema de controle eficaz é fundamental para a eficiência e 
 produtividade na manufatura. 
 Os sistemas de controle industrial (ICS) estão desempenhando um papel 
 fundamental para ajudar a desenvolver as fábricas do futuro. São compostos de 
 dispositivos, tecnologias, redes e controles usados para operar e automatizar 
 processos de fabricação, engenharia e produção em uma ampla variedade de 
 indústrias. 
 Cada parte de um sistema de controle industrial é construída para gerenciar e 
 automatizar a função pela qual é responsável da forma mais eficiente possível. 
 Quando combinadas em um processo inteiro, resultam em grandes melhorias na 
 capacidade de produção e saída, segurança, produtividade, qualidade do produto e 
 consistência. 
 Existem muitos tipos diferentes de sistemas de controle industrial e você pode 
 estar mais familiarizado com alguns do que com outros. 
 Por exemplo, a robótica usada na fabricação industrial, correias transportadoras 
 de velocidade variável e equipamentos de fabricação de precisão necessitam de 
 sistemas de controle industrial para regular sua velocidade e movimentos com 
 precisão. 
 Existem vários tipos de ICSs, sendo os mais comuns os sistemas de supervisão e 
 aquisição de dados (SCADA) e os sistemas de controle distribuído (DCS). O 
 aumento da produtividade é o fator principal que a maioria dos fabricantes e 
 engenheiros procuram alcançar por meio dos sistemas de controle industrial. 
 Se sua organização industrial envolve a Internet das Coisas Industrial (IIoT) ou 
 outros sistemas inteligentes, um ICS é especialmente útil e minimiza os riscos de 
 segurança. No geral, os ICSs fornecem maior visibilidade e controle amigável de 
 uma rede complicada de componentes. Alguns elementos que você pode 
 encontrar em um ICS incluem: 
 ● Unidade terminal remota (RTU): uma RTU é um dispositivo de campo que se 
 comunica com uma unidade terminal mestre e funciona como um 
 controlador de supervisão. 
 ● Interface homem-máquina (IHM): com uma IHM, os humanos podem 
 interagir com o hardware que controla o maquinário. A IHM geralmente 
 assume a forma de uma interface gráfica do usuário (GUI) que cria uma 
 plataforma legível por humanos — em essência, software. Os usuários 
 podem visualizar status atuais, monitorar pontos de ajuste, receber alertas 
 de segurança, ajustar parâmetros e algoritmos, avaliar dados históricos e 
 muito mais. 
 ● Controlador lógico programável (CLP): como um dos controladores de um 
 ICS, um CLP permite o gerenciamento local do processo ou a conexão com 
 uma IHM. Você também pode ver controladores de automação 
 programáveis (PACs), que são semelhantes aos PLCs, mas geralmente são 
 mais avançados e podem incluir mais memória e flexibilidade de 
 programação, além de recursos adicionais. 
 ● Soft PLCs: os PLCs também podem ser encontrados em um banco de dados 
 centralizado, alimentado por dados fora da linha de produção. Oferecem um 
 ambiente PLC integrado que os engenheiros podem acessar por meio de um 
 banco de dados compartilhado. 
 ● Servidor de controle: este servidor hospeda o software de controle de 
 supervisão para um PLC ou sistema de controle distribuído (DCS). Ele 
 também pode se comunicar com dispositivos de controle de nível inferior. 
 ● TI e tecnologia operacional: diferentes dispositivos, como sensores, 
 monitoram as operações em campo. 
 ● Loop de controle: um loop de controle tem diferentes tipos de hardware, 
 como PLCs e atuadores que interpretam sinais de sensores, interruptores, 
 disjuntores, válvulas de controle e muito mais. Em seguida, eles enviam 
 essas informações para um controlador para realizar determinada tarefa. 
 ● Sistema de manutenção remota: este sistema pode monitorar e detectar 
 anomalias ou falhas, possivelmente até mesmo tomando medidas para 
 evitar problemas. 
 ● Unidade de terminal mestre (MTU) ou servidor SCADA: a MTU ou servidor 
 de controle de supervisão e aquisição de dados (SCADA) pode enviar 
 comandos para RTUs em campo. 
 ● Dispositivos eletrônicos inteligentes: um dispositivo inteligente pode coletar 
 dados e se comunicar com outros dispositivos. Com infraestruturas SCADA 
 e DCS, esses dispositivos podem executar controles locais 
 automaticamente. 
 ● Historiador de dados: os dados coletados do ICS e seu ambiente operacional 
 são armazenados em um historiador de dados e exportados para outro 
 sistema de informação. Lá, ele pode ser processado para análise posterior e 
 elaboração de estratégias. 
 Os benefícios de um sistema de controle industrial 
 A automação industrial por meio de um sistema de controle industrial tem uma 
 série de vantagens para as indústrias. Alguns benefícios do sistema de controle 
 industrial incluem: 
 Eficiência aprimorada 
 Com menos requisitos manuais e maior produtividade, um ICS ajuda a aumentar a 
 eficiência. Você pode reduzir as operações manuais e o uso de energia. A 
 funcionalidade 24 horas por dia, 7 dias por semana de um ICS é uma ótima 
 maneira de aproveitar a automação 24 horas por dia ou usar o tempo de 
 inatividade para processamento e análise de informações, utilizando melhor suas 
 horas de operação. 
 Custos reduzidos 
 Diminuir seus custos abre caminho para maiores lucros. À medida que você 
 aumenta e melhora sua produção, pode aumentar suas margens de lucro, 
 simplificar os requisitos de pessoal e reduzir o preço das operações. 
 Redução de erros e desperdícios 
 Os processos otimizados provenientes de um ICS auxiliam na minimização dos 
 recursos necessários para a criação de produtos e contribuem para uma gestão 
 mais eficiente. Com menos desperdício, você não precisa gastar tanto tempo 
 vasculhando-o ou comprando os materiais que criaram o desperdício em primeiro 
 lugar. Menos erros também reduzem o esforço necessário para corrigir os 
 problemas ou fazer o controle de danos depois que esses problemas chegam ao 
 cliente. 
 Maior qualidade do poduto 
 Um ICS contribui para a qualidade do produto de várias maneiras. Ele pode 
 monitorar a qualidade ou ajustar os processos conforme necessário. A automação 
 de processos industriais também pode minimizar o erro humano e dar suporte a 
 informações valiosas sobre produtos por meio de análises.Com todos os recursos 
 de um ICS, você pode aumentar muito a qualidade e aproveitar a satisfação 
 aprimorada, a economia de custos e as vantagens de reputação que advêm dele. 
 Gerenciamento de dados mais eficiente 
 Independentemente de você ter um ICS ou não, muitos dados passam por suas 
 instalações industriais. Um ICS pode coletar e organizar todos esses dados e criar 
 um local centralizado para facilitar a análise e o controle. Ele também conecta 
 todos os sistemas, sensores e componentes da instalação para visibilidade e 
 controle de cima para baixo. 
 Tipos de sistemas de controle industrial 
 Existem diversos tipos de sistemas de controle industrial feitos para diferentes 
 ambientes. A seguir, apresentaremos os tipos de sistemas de controle industrial 
 mais utilizados. 
 Sistema de controle de supervisão e aquisição de 
 dados (SCADA) 
 O vídeo apresenta um caso de uso do sistema Escada em uma estação de 
 tratamento de água. O Escada, que significa controle de supervisão e aquisição de 
 dados, é utilizado para monitorar e controlar processos industriais. A estação 
 possui um sistema central conectado a sensores e dispositivos em toda a planta, 
 como bombas, válvulas e tanques. Este sistema monitora níveis de produtos 
 químicos, vazão e pressão da água, além de verificar o funcionamento de 
 equipamentos. Se ocorrer algum problema, o sistema alerta o operador para 
 intervenções remotas. Com isso, o Escada contribui para operações mais 
 eficientes e eficazes na estação. O vídeo tem o objetivo de ajudar os alunos a 
 compreender melhor o funcionamento do sistema. 
 Um sistema de controle de supervisão e aquisição de dados (SCADA) coleta dados 
 e controla equipamentos em vários locais. O controle acontece no nível de 
 supervisão, com PLCs, RTUs e módulos distribuídos em diferentes locais para 
 coletar e transmitir dados em longa distância. Eles podem estar vinculados a 
 máquinas, sensores ou outros tipos de equipamentos. IHMs integradas enviam os 
 dados e os humanos supervisionam as informações recebidas. Esse processo 
 pode ocorrer no local ou externamente e incluir várias entradas e saídas. 
 Os sistemas SCADA podem variar de simples a complexos e são populares em 
 setores como água e esgoto, transmissão e distribuição de energia, alimentos e 
 bebidas, farmacêutico e automotivo. 
 Um sistema SCADA conta fortemente com uma plataforma de IHM robusta para 
 aproveitar uma interface fácil de usar e amplos recursos que facilitam a coleta de 
 dados, a visibilidade e a eficiência. 
 Sistema de controle distribuído (DCS) 
 Caso de uso do sistema DCS 
 O resumo é de um vídeo. Neste vídeo, é apresentado um caso de uso do sistema 
 DCS em uma fábrica de produtos químicos. O DCS é semelhante ao sistema 
 SCADA, mas utilizado em plantas mais robustas. Ele monitora e controla 
 operações conectando-se a diversos sensores e dispositivos, como bombas, 
 válvulas e tanques, medindo níveis de substâncias, vazão e pressão. Também 
 verifica o estado de funcionamento dos equipamentos, enviando alertas ao 
 operador em caso de falhas. O operador pode, então, atuar remotamente para 
 corrigir problemas. O sistema melhora a eficiência e a segurança da planta, 
 prevenindo acidentes e derramamentos. O vídeo finaliza desejando bons estudos 
 aos alunos. 
 Um sistema de controle distribuído é usado em um local e funciona com 
 pontos de ajuste, que são os valores alvo para uma variável ou processo. Esse 
 sistema envia um ponto de ajuste para um controlador que pode mover 
 componentes como válvulas e atuadores para manter o ponto de ajuste 
 desejado. Um DCS usa um circuito de controle de supervisão centralizado 
 para gerenciar os dispositivos como parte de um processo de produção geral. 
 Um DCS controla, monitora e organiza os muitos controladores usados em 
 toda uma fábrica. 
 Um DCS permite que os usuários acessem rapidamente os dados necessários. 
 Já que muitos dispositivos se conectam a ele, isso também minimiza o impacto 
 que uma falha pode ter sobre o sistema ICS geral. 
 É uma escolha popular para empresas nos setores de fabricação, refino de 
 petróleo, produção de energia e distribuição de água e esgoto. 
 Controladores lógicos programáveis (PLC) 
 Embora os controladores lógicos programáveis sejam uma parte essencial de 
 ambos os métodos apresentados, eles tecnicamente podem funcionar 
 sozinhos. Os PLCs coletam informações de uma entrada e processam os 
 dados, iniciando saídas com base nos parâmetros informados. Podem, 
 novamente, variar de simples a complexos. 
 Comentário 
 Muitos PLCs têm componentes integrados, mas também podem adotar uma 
 abordagem granular para conectarem-se a dispositivos como sensores, 
 medidores, luzes, relés e válvulas. Outros componentes que podem ser 
 integrados ou modulares incluem o abastecimento de energia e portas e 
 protocolos para comunicação com um sistema SCADA ou IHM. 
 Os PLCs são comuns em setores como distribuição e fabricação, incluindo 
 fabricação em lote. Podem ser usados em um ou vários locais. A principal 
 desvantagem de usar PLCs sem um sistema associado como DCS ou SCADA 
 é a falta de visibilidade e controle centralizados. Os PLCs funcionam 
 localmente e, por conta própria, não se comunicam com outros sistemas. 
 Quanto maior uma empresa se tornar, menos viável uma abordagem apenas de 
 PLC será. Ainda assim, são um componente vital de um ICS, fornecendo uma 
 ampliação de funcionalidades de controle. 
 Etapas de configuração de um sistema de controle 
 industrial 
 Iniciar projetos de produção industrial utilizando um sistema de controle 
 industrial proporciona mais controle e eficiência no futuro. Um ICS também tem 
 recursos que ajudam no planejamento e no desenvolvimento de um projeto de 
 produção industrial. Observe um modelo de configuração de um sistema de 
 controle industrial e suas etapas: 
 Concepção 
 A primeira etapa é para equilibrar todas as complexidades envolvidas em um 
 projeto de produção industrial, dos padrões de qualidade às barreiras de custo 
 e preocupações sobre eficiência. Um requisito é uma rápida prova de conceito, 
 que mostra que um conceito de design é viável. Esse processo pode incluir 
 experimentos, projetos-piloto e teste. Os engenheiros também precisam 
 considerar os requisitos de conformidade e compatibilidade externos. 
 O ICS ajuda fornecendo uma geração de dados rápida e fácil para teste inicial 
 ágil, além de uma variedade de métodos de parametrização e configuração 
 padrão. Ele cumpre os requisitos de conformidade e tem componentes de 
 modelo e amostras para ajudar você a começar a desenvolver suas soluções. 
 Desenvolvimento de solução 
 Conforme você desenvolve e implementa sua solução, a eficiência começa a 
 ganhar importância. Símbolos, modelos e orientação a objeto podem ajudar 
 você a criar sua solução mais rapidamente. Os modelos permitem que você 
 poupe tempo reutilizando componentes e minimizando o tempo de 
 aprendizado. Eles também tornam mais fácil manter o projeto limpo e 
 organizado enquanto permitem a verificação única e minimizam o tempo de 
 teste. 
 Outros recursos valiosos incluem ferramentas de automação e configuração 
 para funções existentes. Para tornar esse estágio tranquilo e simples, o ICS 
 oferece recursos como: 
 Utilização de modelos e símbolos na tela 
 O ICS permite a fácil visualização com diferentes layouts para diferentes 
 tarefas, incluindo listas de sequência de eventos (SoE), gerenciamento de 
 sequência de comutação e processamento de comando. Você pode usar 
 símbolos de tela genéricos e atribuir variáveis e funções dinâmicas. Então, o 
 símbolo pode ser usado em vários ativos na IHM enquanto a implementação 
 do símbolo original fica centralizada em um ponto. 
 Uso de objetos inteligentes 
 Com objetos inteligentes, o ICS possibilita modelos de automação elaborados. 
 Você pode usar símbolos gráficos, variáveis, tipos de dados, acionadores, 
 grupos de comando, telas detalhadas e intertravamentospara pré-configurar 
 um modelo de dados e anexar alarmes, funções e visualizações ao modelo. 
 Importação/exportação de mecanismos e padrões 
 Utilize mecanismos robustos de importação/exportação e padrões praticáveis 
 para maior eficiência e um ambiente de modelo de maior capacidade. 
 Configuração e definição de parâmetros 
 Esses recursos reduzem a complexidade permitindo que você defina seus 
 parâmetros essenciais e ajudam o restante da solução a ficar no lugar certo. 
 Não é preciso desenvolver nem realizar engenharia reversa de código 
 personalizado nem usar habilidades de programação altamente avançadas. 
 Esses recursos podem reduzir erros de codificação personalizada e reter 
 parâmetros padronizados para transferências fáceis enquanto você 
 desenvolve a solução. 
 Automação 
 Engenharia automatizada pode poupar tempo oferecendo fácil planejamento 
 de visualização. Com a engenharia orientada ao objeto do ICS, por exemplo, 
 você pode criar variáveis e assistentes personalizados para realizar tarefas 
 padronizadas repetitivas. Essa habilidade permite que você minimize o erro 
 humano, padronize e aumente a eficiência. 
 Comissionamento 
 Na fase de comissionamento, você precisa saber que sua solução pode se 
 expandir rapidamente para aplicações grandes com todas as verificações 
 corretas em vigor. 
 Comentário 
 A padronização do ICS ajuda nessa área com recursos como modelos, blocos 
 de construção e ferramentas automatizadas para algoritmos personalizados e 
 assistentes de configuração. No que se refere a teste, você pode ver links de 
 comunicação e status no ICS e utilizar modelos de processo para evitar testes 
 duplicados. 
 Outro componente valioso do comissionamento é a simulação de processo. 
 Isso ajuda você a preparar telas, realizar primeiros testes, controlar algoritmos 
 e otimizar designs. O ICS otimiza o estímulo de processo alternando os 
 acionadores para o modo de simulação, mantendo as variáveis em valores 
 estáticos ou animando variáveis de modo dinâmico. 
 Extensão e atualizações 
 A eficiência nessa etapa ajuda a garantir a operação autônoma no futuro. 
 Depois de concluir um projeto, é bom poder atualizar ou estender o conteúdo, 
 fazer alterações ágeis ao projeto e estender a arquitetura conforme o 
 necessário. No ICS, a arquitetura de projeto modular permite que você faça 
 alterações e realize atualizações de modo rápido e fácil sem afetar módulos 
 independentes. Com o design modular, é possível também adicionar a 
 arquitetura conforme necessário com módulos duplicados, especializados e 
 com modelos predefinidos. 
 Os recursos de um ICS forte tornam fácil alcançar compatibilidade de longo 
 prazo, possibilitando aprimoramentos, atualizações e extensões muito tempo 
 depois de o projeto ter sido concluído. 
 Perceba que a automação é a chave para alcançar melhor produtividade por 
 meio da tecnologia. Embora a atualização de elementos individuais de um 
 sistema de produção possa proporcionar ganhos significativos, a 
 automatização de todo o processo desbloqueia a melhoria contínua. 
 4. Processo de tomada de decisão 
 gerencial 
 Os desafios da tomada de decisão 
 Resumo de um vídeo: O vídeo destaca a importância das ferramentas de tomada de 
 decisão para gestores, apresentando várias vantagens do seu uso nas empresas. Entre 
 os benefícios mencionados, estão a capacidade de entender e organizar dados, estimular 
 o pensamento criativo, ajudar na priorização de metas e reduzir vieses no processo 
 decisório. As ferramentas também orientam gestores a considerar múltiplos objetivos e 
 evitam decisões guiadas apenas por intuição. Há um destaque especial para o uso 
 crescente da inteligência artificial, que auxilia na tomada de decisões complexas por 
 meio de processamento de grandes volumes de dados. Além disso, o vídeo ressalta que, 
 embora as decisões possam ser objetivas, não há um modelo ético único, e as 
 ferramentas ajudam a mitigar riscos de decisões impulsionadas por incentivos pessoais. 
 A tomada de decisão gerencial é escolher um curso de ação após considerar diferentes 
 opções para atingir os objetivos de uma organização. Além de problemas de produção, a 
 tomada de decisão gerencial envolve a resolução de problemas de orçamento, 
 planejamento, organização, pessoal, controle etc. O processo de tomada de decisões 
 gerenciais na indústria serve como um sistema de verificação e equilíbrio contínuo e 
 dinâmico para orientar uma organização para o sucesso sustentado. Está concentrado 
 em encontrar respostas para as seguintes questões: 
 1 
 O que deve ser feito? 
 2 
 Como deve ser feito? 
 3 
 Quando deve ser feito? 
 4 
 Por quem deve ser feito? 
 Tomar decisões informadas, sólidas e colaborativas pode ajudar a construir uma direção 
 organizacional sólida e ter um impacto favorável nos custos. O processo de tomada de 
 decisão muitas vezes utiliza conhecimento heurístico e especializado, que respeita as 
 relações entre as diferentes variáveis. Por exemplo, para a tomada de decisão sobre um 
 novo modelo de produto, você precisará de análises, como: 
 ● Custo de pesquisa com potenciais consumidores. 
 ● Tempo de tratamento das respostas dos consumidores. 
 ● Risco relacionado ao novo processo de fabricação. 
 Existem diferentes métodos que auxiliam na análise de dados industriais, entre os quais 
 o desdobramento de aspectos da qualidade acaba sendo útil na análise de dados 
 relacionados a satisfação dos clientes. Cada tipo de decisão requer diferentes tipos de 
 análise de dados e processos. 
 Na indústria, podemos atender a decisões estruturadas, assim como decisões não 
 estruturadas, em que cada decisor pode utilizar diferentes dados e processos para 
 chegar à conclusão, e decisões semiestruturadas em que os cenários de decisão têm 
 alguns componentes estruturados e não estruturados. 
 A tomada de decisão na indústria pode ser concentrada em diferentes períodos, ou seja, 
 as decisões estratégicas dizem respeito a alguns anos, e as decisões táticas referem-se 
 a um período de alguns meses, enquanto as decisões operacionais referem-se a alguns 
 dias. Veja, a seguir, mais detalhes sobre cada uma das três: 
 Decisões estratégicas 
 Essas decisões estabelecem as estratégias e objetivos da organização. Esses tipos de 
 decisões geralmente ocorrem nos níveis mais altos da gestão organizacional. 
 Decisões táticas 
 As decisões táticas dizem respeito às táticas usadas para atingir os objetivos 
 organizacionais. As decisões táticas são tomadas principalmente pelos gerentes de nível 
 médio. 
 Decisões operacionais 
 As decisões operacionais dizem respeito aos métodos para realizar a entrega de valor da 
 organização aos clientes. As decisões operacionais são tomadas principalmente pelos 
 gerentes de linha de frente. 
 As decisões podem ser apoiadas por diferentes tipos de sistemas, tais como: 
 Sistemas de processamento de transações (TPS) 
 São os que se concentram em evidências de dados. 
 Sistemas de apoio à decisão (DSS) 
 São aqueles que apoiam a tomada de decisão usando simulação e processamento de 
 dados aplicável para diferentes variantes. 
 Sistemas especialistas (SE) 
 São os sistemas que apoiam especialistas em suas decisões usando conhecimento 
 heurístico. 
 A seguir, apresentamos exemplos da relação entre tipos de decisão e o seu período, além 
 de indicar a quais sistemas de decisão se apoiam. 
 Tipo de 
 decisão 
 Período da decisão 
 Nível de 
 operações 
 Nível tático Nível 
 estratégico 
 Sistema de 
 suporte 
 Estruturada Planejamento 
 de recursos 
 Registro de 
 entrega 
 Análise 
 econômica 
 Financiamento 
 de 
 investimentos 
 Localização 
 de armazém 
 TPS, DSS 
 Semiestrutura 
 da 
 Preparação 
 técnica da 
 produção 
 Agendamento 
 de avaliação 
 de crédito 
 Planejamento 
 de 
 desenvolvimen 
 to de produtos 
 Controle de 
 qualidade 
 DSS, ES 
 Não 
 estruturada 
 Compra de 
 software 
 Recrutamento 
 de gerentes 
 Desenvolvime 
 nto de 
 tecnologiaES 
 Tabela: Tipos de problemas de decisão 
 Jorge Fernandes 
 Problemas na tomada de decisão gerencial 
 Um problema deve ser identificado e descrito com precisão. A fabricação de produtos em 
 uma planta industrial exige esforços combinados e coordenados de pessoas, máquinas e 
 equipamentos que criam um sistema de fabricação. Esse sistema de manufatura 
 necessita de valores adequados de variáveis de decisão, que caracterizem o produto e 
 todas as etapas do processo de manufatura. Os problemas gerais de decisão do sistema 
 de manufatura incluem, entre outros: 
 ● O planejamento de consultas 
 ● O problema dos requisitos de recursos 
 ● O problema de layout de recursos 
 ● O problema do fluxo de materiais 
 ● O problema da capacidade tamponante 
 As tomadas de decisão em sistemas de manufatura costumam apresentar as seguintes 
 peculiaridades: 
 ● Os sistemas de fabricação devem ser capazes de produzir produtos de acordo 
 com os requisitos do cliente. 
 ● Os sistemas de manufatura consistem na interação entre muitos componentes. 
 ● O sistema de fabricação está mudando em períodos de tempo. 
 ● Os sistemas de manufatura são influenciados por variáveis internas e externas. 
 ● Um sistema de manufatura é complicado e é difícil criar seu modelo complexo. 
 As relações entre as variáveis geralmente não podem ser expressas 
 analiticamente. 
 ● Os dados que caracterizam um processo de fabricação podem ser difíceis de 
 medir. 
 ● As decisões em um processo de fabricação podem ser concentradas em atingir 
 diferentes objetivos, que às vezes são conflitantes. 
 Os métodos úteis para apoiar a tomada de decisão no sistema de manufatura incluem: 
 Programação matemática 
 É útil para problemas de decisão para os quais é possível formular objetivos e 
 restrições, como equações. 
 Teoria das filas 
 É um estudo do comportamento de sistemas de filas por meio da formulação de 
 modelos analíticos. As disciplinas de fila incluem: 
 FIFO (primeiro a entrar, primeiro a sair); 
 LIFO (último a entrar, primeiro a sair); 
 SIRO (serviço em ordem aleatória); 
 PRI (ordem prioritária); e 
 GD (qualquer outro pedido especializado). 
 Inteligência artificial 
 É um método que inclui, entre outros, árvore de decisão e sistemas baseados em 
 regras, redes neurais e algoritmos genéticos. 
 Simulações 
 Quando são usadas em aplicações industriais incluem as seguintes etapas: 
 formulação do problema, coleta de dados e definição de um modelo, estatísticas do 
 modelo de aleatoriedade do sistema, garantia de validade, construção e verificação 
 de um modelo de computador, testes-piloto e verificações de validade, experimentos 
 de design, execução de testes, analisando os dados de saída, documentando e 
 implementando os resultados. 
 Etapas do processo de tomada de decisão 
 O processo de tomada de decisão começa a partir da verificação do objetivo 
 da organização e da análise do problema para decisão. As etapas no modelo 
 de tomada de decisão podem incluir: 
 O estabelecimento do objetivo 
 O primeiro passo no processo de tomada de decisão é estabelecer seu 
 objetivo. O objetivo de uma empresa é maximizar os lucros. No entanto, uma 
 empresa pode ter outros objetivos, como a maximização das vendas, o 
 crescimento de participação no mercado ou seguir o critério custo-benefício. 
 A definição do problema 
 O segundo passo no processo de tomada de decisão é definir ou identificar o 
 problema. Definir a natureza do problema é importante porque a tomada de 
 decisão é, afinal, destinada à solução do problema. Por exemplo, uma empresa 
 têxtil de algodão pode descobrir que seus lucros estão diminuindo. 
 É preciso investigar quais são as causas do problema dos lucros 
 decrescentes. Seja a política de preços errada, as más relações trabalhistas ou 
 o uso de tecnologia desatualizada que está causando o problema da 
 diminuição dos lucros. Uma vez que a fonte ou razão para a queda dos lucros 
 foi encontrada, o problema foi identificado e definido. 
 Identificando possíveis soluções 
 Uma vez identificado o problema, o próximo passo é encontrar soluções 
 alternativas para o problema. Isso exigirá considerar as variáveis que têm 
 impacto no problema. Dessa forma, deve-se estabelecer a relação entre as 
 variáveis e os problemas. 
 Em relação a isso, podem ser desenvolvidas várias hipóteses que se tornarão 
 caminhos alternativos para a solução do problema. Por exemplo, no caso do 
 problema citado, se for identificado que o motivo da queda dos lucros se deve 
 ao uso de maquinário tecnologicamente ineficiente e desatualizado na 
 produção, as duas soluções possíveis do problema são: 
 Solução 1 
 Atualizar e substituir apenas o maquinário antigo. 
 Solução 2 
 Construir uma planta inteiramente nova equipada com maquinário de última 
 geração. 
 A escolha entre esses cursos alternativos de ação depende de qual objetivo se 
 deseja atingir (estabelecido na primeira etapa). 
 Avaliando cursos alternativos de ação 
 O próximo passo na tomada de decisões de negócios é avaliar os cursos 
 alternativos de ação. Isso requer a coleta e análise dos dados relevantes. 
 Alguns dados estarão disponíveis nos diversos departamentos da própria 
 empresa, outros poderão ser obtidos junto à indústria e ao governo. 
 Os dados e informações assim obtidos podem ser usados para avaliar o 
 resultado ou os resultados esperados de cada possível curso de ação. 
 Métodos como análise de regressão, cálculo diferencial, programação linear, 
 análise de custo-benefício são usados para chegar ao curso ideal. 
 A melhor solução será aquela que ajuda a atingir o objetivo estabelecido. 
 Assim, o melhor curso de ação será escolhido. Perceba que, durante a escolha 
 da melhor solução para o problema, o decisor precisa trabalhar sob certas 
 restrições. 
 As restrições podem ser legais, como leis sobre poluição e descarte de 
 resíduos nocivos; podem ser financeiras (ou seja, recursos financeiros 
 limitados); podem estar relacionadas com a disponibilidade de infraestrutura 
 física e matérias-primas, e podem ser de natureza tecnológica, que 
 estabeleçam limites à produção possível a ser produzida por unidade de 
 tempo. O papel crucial de um decisor é determinar o curso de ação ideal 
 considerando essas restrições. 
 Implementando a decisão 
 Após os cursos de ação alternativos terem sido avaliados e o curso de ação 
 ideal selecionado, o passo final é implementar a decisão. A implementação da 
 decisão requer monitoramento constante para que os resultados esperados 
 do curso de ação ideal sejam obtidos. Assim, se for constatado que os 
 resultados esperados não são alcançados devido à implementação incorreta 
 da decisão, medidas corretivas devem ser tomadas. 
 No entanto, deve-se notar que, uma vez que um curso de ação é implementado 
 para atingir o objetivo estabelecido, mudanças podem se tornar necessárias 
 de tempos em tempos em resposta a mudanças nas condições ou no ambiente 
 operacional da empresa com base no qual as decisões foram tomadas. 
 Algumas técnicas e ferramentas de tomada de 
 decisão 
 Até aqui, mencionamos algumas etapas para encontrar alternativas para a 
 tomada de decisões gerenciais. A seguir, apresentamos uma lista de técnicas e 
 ferramentas que um decisor pode usar para explorar diferentes opções a fim 
 de chegar a uma decisão escolhida: 
 Análise marginal 
 A análise marginal ajuda as organizações a alocar recursos para aumentar a 
 lucratividade e os benefícios e reduzir custos. Um exemplo é: se uma empresa 
 tem orçamento para contratar um funcionário, uma análise marginal pode 
 mostrar que contratar essa pessoa fornece um benefício marginal líquido 
 porque a capacidade de produzir mais produtos supera o aumento dos custos 
 trabalhistas. 
 Diagrama SWOT (strengths, weaknesses, opportunities e threats) 
 Essa ferramenta ajuda o decisor a estudar uma situação em quatro 
 quadrantes: 
 Pontos fortes 
 Saber onde a organização se destaca em comparação com

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