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Avaliação – Sistemas de Apoio à Decisão Dado é um elemento isolado; informação é o dado contextualizado; conhecimento é o uso da informação com experiência. O ciclo da inteligência competitiva se baseia em Planejamento, coleta, análise e disseminação da informação . Sistemas ERP, CRM e SCM são exemplos de Aplicações empresariais que integram e apoiam decisões organizacionais . A arquitetura de um Data Warehouse é baseada em Organização de dados históricos e estruturados para apoio à decisão . Sobre os modelos de dados, o modelo estrela se caracteriza por Uma tabela central de fatos e tabelas dimensionais conectadas a ela . Importância estratégica da informação: A informação orienta decisões mais assertivas, reduz riscos e permite vantagem competitiva. Organizações que usam dados confiáveis para decisões tendem a ser mais eficientes e inovadoras. Diferença BI vs CI: BI (Inteligência Empresarial) analisa dados internos da organização para gerar insights operacionais. CI (Inteligência Competitiva) foca no ambiente externo (concorrência, mercado). BI é mais usado para decisões internas; CI, para posicionamento estratégico. DW vs Big Data: DW lida com dados estruturados, históricos, organizados para análises estáticas. Big Data inclui dados estruturados e não estruturados (como mídias sociais), com grande volume e velocidade. DW é usado em relatórios fixos; Big Data é mais flexível e em tempo real. Componentes de um SAD: Banco de dados: onde os dados são armazenados. Modelos analíticos: fórmulas ou algoritmos de apoio. Interface com o usuário: visualizações, gráficos, relatórios. Sistema de gerenciamento: coordena os fluxos de dados e interação. Os 5 V’s do Big Data: Volume: grande quantidade de dados. Velocidade: rapidez com que são gerados/analisados. Variedade: diferentes fontes e formatos. Veracidade: confiabilidade dos dados. Valor: utilidade real dos dados para decisões. Tomada de decisão na indústria O processo de tomada de decisão como condição para uma efetiva gestão de produção na indústria. Prof. Jorge Fernandes Itens iniciais Propósito O desenvolvimento de conhecimentos sobre a gestão da produção industrial como ferramenta para obtenção de níveis satisfatórios de qualidade é importante para qualquer profissional que lide com gestão de processos, para que consiga o aumento da lucratividade e a diminuição dos custos do negócio. Objetivos ● Reconhecer o contexto da gestão da produção industrial. ● Identificar as principais ferramentas de planejamento da produção. ● Analisar sistemas de controle e supervisórios na indústria. ● Avaliar o processo de tomada de decisão gerencial. Introdução De início, entenderemos o contexto da gestão da produção industrial, que busca melhorar processos industriais, o melhor aproveitamento dos recursos da empresa, realizando a logística e o controle industrial, o aumento da produtividade e a manutenção da qualidade do produto enquanto reduz custos. Além disso, busca promover a inovação e a fomentação de novas ideias para novas possibilidades. Neste conteúdo, entenderemos a importância da gestão da produção industrial na evolução industrial, possibilitando a redução de desperdícios e contribuindo diretamente para o alcance de metas internas. O conhecimento da capacidade produtiva proporciona a criação do planejamento estratégico e o cumprimento de prazos para elevar a satisfação dos clientes. Por fim, veremos que a gestão da tomada de decisão na indústria auxilia na superação de novos desafios apresentados pelo mercado, organizando a logística dos processos e possibilitando a criação de soluções mais eficientes. A gestão da tomada de decisão na indústria está diretamente ligada à melhoria contínua da empresa. A tomada de decisões na indústria é um processo importante e pode ser baseada em análises objetivas e ferramentas analíticas. As vantagens de adotar uma abordagem sistemática e baseada em dados incluem a redução de preconceitos e pontos cegos dos indivíduos. O modelo de tomada de decisão pode ser usado para garantir uma decisão benéfica e facilmente comunicável, mas a intuição ainda pode ter um papel importante no processo de tomada de decisão. Além disso, ferramentas de tomada de decisão estão sendo cada vez mais incorporadas em sistemas de processos de negócios e aplicativos voltados para o cliente. 1. O contexto da gestão da produção industrial A importância da gestão da produção industrial Veja um panorama sobre a importância da gestão da produção industrial. O vídeo aborda a importância da gestão da produção industrial, que é o processo de gerenciar a conversão de recursos em produtos. A gestão da produção envolve o gerenciamento de materiais, equipamentos, métodos, mão de obra e dinheiro. É fundamental para obter eficiência, manter o processo atualizado, reduzir custos e melhorar a competitividade da empresa. Os gerentes precisam tomar decisões continuamente em quatro áreas principais: planejamento da produção, controle da produção, melhoria de processos e manutenção de equipamentos. A gestão eficaz da produção pode reduzir desperdício, criar um ambiente positivo e equilibrado para os funcionários e acompanhar as tendências da sociedade. A gestão da produção industrial é o processo de ordenação eficaz dos recursos necessários para transformar matérias-primas em produtos acabados, com foco em todo o seu ciclo de vida. É claro que esses recursos variam, incluindo desde pessoas e materiais até os vários tipos de equipamentos usados nas instalações. Outro conceito que surge frequentemente quando se estuda sobre a gestão de produção é a gestão de operações. Apesar de semelhantes, a gestão de produção e a gestão de operações são conceitualmente distintas. O gerenciamento de operações é um conceito mais amplo, estendendo-se para empresas de todos os setores. Ela envolve não apenas as atividades centradas na produção, mas também as atividades de negócio do dia a dia de uma organização industrial. Em outras palavras, a gestão da produção se preocupa em garantir que a quantidade correta de produtos de alta qualidade seja feita para atender às necessidades dos consumidores com o menor custo possível. Em um contexto de indústria, a gestão da produção se preocupa com o uso de princípios de negócios para garantir que os recursos sejam utilizados adequadamente para garantir a satisfação do cliente e manter o negócio funcionando. Com isso em mente, fica claro que o gerenciamento de operações é um conceito mais abrangente, do qual o gerenciamento de produção é um componente. Um componente de suma importância, que visa aprimorar as atividades no nível da fábrica. Nesse ponto, vale destacar que, atualmente, as técnicas de gestão da produção são empregadas tanto em serviços como em indústrias manufatureiras. É uma responsabilidade semelhante no que se refere ao nível e ao alcance a outras especialidades como a gestão de marketing, a gestão de recursos humanos ou a gestão financeira. Nos processos de fabricação, a gestão da produção inclui a responsabilidade pelo projeto de produtos e processos, planejamento e controle de questões que envolvem capacidade e qualidade, organização e supervisão da força de trabalho. Outros elementos-chave da importância da gestão da produção industrial são os seguintes: Redução dos custos de fabricação Se uma operação de manufatura injeta muitos recursos financeiros na produção de bens para os clientes, ela pode deixar de obter lucros suficientes. Nesses casos, o negócio muitas vezes se tornará insustentável. Portanto, é prudente que os proprietários de empresas de manufatura adotem a gestão da produção, que pode ajudá-los a analisar seus processos para otimizá-los. O gerenciamento adequado resulta em menos entrada e maisa concorrência. Considere os pontos fortes internos e externos. Pontos fracos Descobrir o que a organização poderia melhorar. Oportunidades Entender como a organização pode alavancar seus pontos fortes para criar caminhos para o sucesso. Como abordar uma fraqueza específica pode fornecer uma oportunidade única? Ameaças Determinar quais obstáculos impedem a organização de atingir seus objetivos. Matriz de decisão Caso de uso da matriz de decisão Principais conceitos relacionados à matriz de decisão. Resumo do vídeo: O vídeo discute o uso de uma matriz de decisão em uma empresa de manufatura que está considerando três opções para melhorar a eficiência do processo de fabricação: investir em novos equipamentos, implementar um programa de manufatura enxuta ou adotar um programa de 6 Sigma. A matriz de decisão avaliou as opções com base em critérios como custo, eficácia, facilidade de implementação e impacto nas partes interessadas. A conclusão foi que a opção de implementar um programa de manufatura enxuta era a mais adequada devido ao seu custo relativamente baixo, alta eficácia, facilidade de implementação e impacto positivo nas partes interessadas. A matriz de decisão se mostrou uma ferramenta útil para ajudar a esclarecer as opções e tomar decisões informadas. Uma matriz de decisão pode fornecer clareza ao lidar com diferentes escolhas e variáveis. É como uma lista de prós e contras, mas os tomadores de decisão podem atribuir um nível de importância a cada fator para construir uma matriz de decisão: ● Listar suas alternativas de decisão como linhas. ● Listar fatores relevantes como colunas. ● Estabelecer uma escala consistente para avaliar o valor de cada combinação de alternativas e fatores. ● Determinar a importância de cada fator na escolha de uma decisão final e atribuir pesos de acordo. ● Multiplicar suas classificações originais pelas classificações ponderadas. ● Somar os fatores sob cada alternativa de decisão. ● A opção de maior pontuação vence. Ao final da avaliação, vencerá a opção que obtiver a maior pontuação. Veja, a seguir, um modelo dessa matriz. Fator 1 Fator 2 Fator 3 fator n Total Alternativa 1 Alternativa 2 Alternativa 3 Alternativa n Tabela: Exemplo de matriz de decisão Jorge Fernandes Análise de Pareto O princípio de Pareto ajuda a identificar as mudanças que serão mais eficazes para uma organização. Baseia-se no princípio de que 20% dos fatores frequentemente contribuem para 80% do crescimento da organização. Exemplo Suponha que 80% das vendas de uma organização venham de 20% de seus clientes. Uma empresa pode usar o princípio de Pareto identificando as características desse grupo de 20% de clientes e encontrando mais como eles. Ao identificar quais pequenas mudanças têm o impacto mais significativo, uma organização pode priorizar melhor suas decisões e energias. Armadilhas na tomada de decisão Casos reais de armadilhas de decisão Alguns casos reais relacionados as armadilhas de decisão. Resumo de um vídeo: O vídeo discute um caso de armadilhas de decisão em uma empresa que avalia investir em uma nova campanha de marketing. A equipe de marketing, baseada em uma pesquisa detalhada, acredita no sucesso da campanha. No entanto, a equipe financeira está cética, apontando passados fracassos similares e questionando os custos. A equipe de marketing pode estar sendo influenciada pela falácia do custo irrecuperável, não querendo abandonar o projeto pelos esforços já investidos, enquanto a equipe financeira pode estar sofrendo do viés de excesso de confiança, se apegando às suas previsões sem considerar plenamente as evidências apresentadas. O vídeo ilustra como essas armadilhas podem resultar em decisões inadequadas, mesmo quando informações relevantes são consideradas. Adotar uma abordagem sistemática para a tomada de decisões ajuda os tomadores de decisão a evitar tomar decisões equivocadas, sem considerar adequadamente as consequências para a organização ou sua reputação. Algumas das armadilhas da tomada de decisão incluem: Ambiguidade da consulta Esse pode ser um cenário em que um grupo de funcionários sente que tem direito a voto em uma decisão ou quando um gerente pede informações, mas não considera as opiniões de um grupo. É importante que um gerente solicite feedback, mas certifique-se de que os colaboradores entendam que a decisão final é do gerente. Receio de desconforto A tomada de decisão gerencial sólida requer líderes que não confundam sua necessidade de conforto com a tomada da melhor decisão. Algumas das decisões mais eficazes envolvem certo grau de desconforto para o gerente. Aparência indecisa Um processo sistemático de tomada de decisão, às vezes, tem um lado negativo. Ser muito rigoroso na avaliação de todos os ângulos possíveis pode prolongar o processo e abrir o risco de parecer indeciso. Mantenha as partes interessadas informadas sobre o cronograma para uma decisão. Pontos cegos As pessoas têm perspectivas e maneiras de pensar particulares que podem criar pontos cegos, que podem ser importantes para uma decisão eficaz, mas não podem ser prontamente aparentes. Pode ser útil buscar informações de colegas de confiança para fornecer uma perspectiva diferente. Pensamento de grupo Isso ocorre quando os membros de um grupo querem minimizar o conflito e chegar a uma decisão confortável à custa de uma avaliação crítica de outras ideias e pontos de vista. É importante explorar alternativas que um grupo pode não ter considerado. Na tomada de decisão, em qual armadilha um gestor pode cair quando a equipe quer minimizar o conflito e toma uma decisão que não cria desentendimentos entre os membros? Pensamento de grupo. Por quais tomadas de decisão os gerentes de linha de frente normalmente se responsabilizam? Decisões operacionais. Considerações finais Se você leu todo o conteúdo e achou tudo meio parecido, volte e leia tudo de novo com mais calma. Você leu com muita pressa! Releia este conteúdo e perceba como a análise de negócios é uma disciplina de identificação de necessidades de negócios e determinação de soluções para problemas de negócios. Perceba que, como qualquer método, o poder da análise de negócios depende dos métodos usados para ser executada. Relembre que a inteligência empresarial utiliza ferramentas, técnicas e software para transformar dados em insights acionáveis que auxiliam nas tomadas de decisões em uma organização e que a inteligência competitiva se refere à capacidade de coletar, analisar e usar informações coletadas sobre concorrentes, clientes e outros fatores de mercado que contribuem para a vantagem competitiva de uma empresa. Por fim, compreenda que a gestão do conhecimento é uma disciplina que promove uma abordagem integrada para identificar, capturar, avaliar, recuperar e compartilhar todos os ativos de informação de uma empresa. Esses ativos podem incluir bancos de dados, documentos, políticas, procedimentos, conhecimentos e até experiências ainda não capturadas de forma explícita dos funcionários de uma organização. Explore + Assista ao filme Sunspring, dirigido por Oscar Sharp e lançado em 2016. Máquinas já conseguem fazer dezenas de coisas que antes apenas um humano faria, inclusive escrever um filme. Sunspring é o primeiro filme criado por uma IA, que foi alimentada com múltiplas obras de ficção científica. A obra é produto de uma parceria entre Oscar Sharp, cineasta, e Ross Goodwin, pesquisador da New York University. Ross utilizou roteiros de filmes como O quinto elemento, Interestelar, Ender’s Game, Highlander, entre outros, para alimentar uma rede neural e depois instruir o computador a criar um roteiro. Divirta-se! Referências ALVARENGA NETO, R. C. D. Gestão do conhecimento em organizações: propostade mapeamento conceitual integrativo. São Paulo: Saraiva, 2008. BIZZOTTO, C. E. N. Plano de negócios para empreendimentos inovadores. São Paulo: Atlas, 2008. BRAGA, F.; GOMES, E. Inteligência competitiva: como transformar informação em um negócio lucrativo. Rio de Janeiro: Campus, 2004. CAROTA, J. C. Inteligência empresarial. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 2018. GOMES, E.; BRAGA, F. Inteligência competitiva em tempos big data. Rio de Janeiro: Alta Books, 2017. SHARDA, R. Business intelligence e análise de dados para gestão do negócio. 4. ed. Porto Alegre: Bookman, 2019. VINHA JÚNIOR, R. Análise de negócios para profissionais: um guia de práticas. Project Management Institute. São Paulo: Saraiva, 2016. Dados, informação e conhecimento possuem conceitos e definições próprias. Sobre eles, é correto afirmar que A informação é obtida acrescentando-se significado aos dados O uso de dados e informações tem sido cada vez maior no mundo atual, e a tomada de decisão e estratégias das empresas também estão sendo influenciadas. A isso damos o nome de Data Driven Data Driven: foca em análises, métricas e evidências. Data Warehouse: armazém de dados estruturados. Data Lake: repositório de dados estruturados e não estruturados. Data Storage: armazenamento de dados em geral. Database: banco de dados, estrutura para armazenar dados organizadamente.saída, resultando em custos de fabricação reduzidos e margens de lucro mais amplas. Uso adequado e ideal dos recursos A gestão da produção permite que as empresas analisem os recursos necessários no processo de fabricação. Por exemplo, os fabricantes devem gerenciar estoques e matérias-primas, rastrear sua força de trabalho e monitorar os equipamentos e máquinas usados no processo de produção. Essa avaliação permite que as empresas de manufatura otimizem sua implantação de recursos, garantindo que usem os insumos certos para fabricar o produto acabado. Além disso, isso ajuda a eliminar o desperdício, tornando a operação mais enxuta e lucrativa. Melhor competitividade no mercado Na manufatura, os concorrentes estão sempre tentando deixar sua marca em qualquer mercado-alvo e, se sua empresa não for capaz de competir com ofertas competitivas, ela desaparecerá. Os fabricantes realizam a gestão da produção para garantir que vão produzir consistentemente produtos de alta qualidade a fim de atender às demandas dos consumidores. Como resultado, a consistência torna o negócio mais bem equipado para permanecer competitivo em relação aos rivais. Além disso, o posicionamento da marca cresce entre os consumidores, colocando o negócio em uma trajetória para uma presença de mercado mais proeminente. Coordenação da equipe de manufatura A gestão da produção é uma atividade altamente prática que envolve um equilíbrio entre habilidades de gerenciamento de equipes e processos de negócios. A gestão da produção não é responsável apenas por administrar uma fábrica ou departamento; é responsável por supervisionar, integrar desenvolver, motivar e medir o desempenho da equipe de produção para que todos façam o melhor trabalho possível. Alcance das metas e objetivos do negócio A gestão da produção se enquadra no gerenciamento de operações. Este último contém atividades de nível executivo que analisam as situações de mercado para determinar quais metas e objetivos o negócio precisa atingir para permanecer viável. A gestão da produção é responsável por otimizar as operações de manufatura para atender a essas metas estabelecidas. Com uma gestão adequada, a organização produz bens de alta qualidade — a custos menores — que atendem ou superam as expectativas dos clientes. Também podemos capturar a essência dos principais componentes da gestão da produção por meio do modelo 5Ms, conforme veremos a seguir: Homens (men) Refere-se às pessoas que fazem parte do processo de produção industrial. É considerado o mais importante da gestão da produção. Máquinas São os equipamentos e tecnologias a serem utilizados na fabricação do produto ou serviço. Métodos São os procedimentos para a flexibilidade do processo produtivo e a capacidade de adaptação dos trabalhadores. Materiais (recursos) Inclui o gerenciamento do fluxo tanto físico (matérias-primas) como de informações (dados). Dinheiro (money) Refere-se ao gerenciamento do financiamento e dos ativos para que os custos de produção não acabem com qualquer vantagem competitiva. Embora os cinco Ms capturem a essência das principais tarefas da gestão da produção, o controle resume sua questão mais importante. O gerente de produção deve planejar e controlar o processo de produção para que ele se mova suavemente no nível de produção exigido, ao mesmo tempo que atende aos objetivos de custo e qualidade. O controle do processo tem dois propósitos: ● Garantir que as operações sejam executadas de acordo com o plano. ● Monitorar e avaliar continuamente o plano de produção para ver se alguma modificação no plano pode ser implementada a fim de melhor atender aos custos, qualidade, entrega, flexibilidade ou outros objetivos. Por exemplo, quando a demanda por um produto é alta o suficiente para justificar a produção contínua, o nível de produção pode precisar ser ajustado de tempos em tempos para lidar com a demanda flutuante ou com mudanças na participação de mercado de uma empresa. Isso é chamado de “problema de suavização da produção”. Quando mais de um produto está envolvido, procedimentos complexos de engenharia industrial ou pesquisa operacional são necessários para analisar os muitos fatores que afetam o problema. Comentário O controle de estoque é uma das funções importantes da gestão da produção. Os estoques incluem matérias-primas, componentes, produtos em processo, produtos acabados, materiais de embalagem e suprimentos em geral. Embora o uso efetivo de recursos financeiros seja geralmente considerado como algo além da responsabilidade do gerenciamento da produção, muitas empresas manufatureiras com grandes estoques (algumas representando mais de 50% dos ativos totais) geralmente responsabilizam os gerentes de produção pelos estoques. A gestão de estoque bem-sucedida, que envolve a solução do problema de quais itens manter em estoque em vários locais, é fundamental para o sucesso competitivo de uma empresa. Não estocar corretamente um item pode resultar em atrasos na obtenção de peças ou suprimentos necessários, mas carregar todos os itens em todos os locais pode comprometer grandes quantidades de capital e resultar em um acúmulo de estoque obsoleto e inutilizável. Os gerentes geralmente contam com modelos matemáticos e sistemas de computador desenvolvidos por engenheiros industriais e pesquisadores de operações para lidar com os problemas de controle de estoque. A gestão da produção também lida com o controle dos custos de mão de obra, a medição da quantidade, com o tipo de trabalho necessário para produzir um produto e, em seguida, com a especificação de métodos eficientes e bem projetados para realizar as tarefas de fabricação necessárias. Os conceitos de medição do trabalho e estudo do tempo, bem como um sistema de incentivo para motivar e recompensar altos níveis de produção dos trabalhadores, são ferramentas importantes na gestão da produção. Particularmente, nas novas operações de manufatura, é importante antecipar os requisitos de recursos humanos e traduzi-los em programas de recrutamento e treinamento para que um núcleo de operadores devidamente qualificados esteja disponível à medida que as máquinas e os equipamentos de produção são instalados. Grupos especializados responsáveis por atividades de suporte (como manutenção de equipamentos, serviços de planta e programação de produção e atividades de controle) também precisam ser contratados, treinados e devidamente equipados. Esse tipo de planejamento cuidadoso de pessoal reduz a chance de que equipamentos caros fiquem ociosos e que esforço, tempo e materiais sejam desperdiçados. O uso e o controle efetivos de materiais muitas vezes envolve investigações das causas de sucata e desperdício; isso, por sua vez, pode levar a materiais alternativos e métodos de manuseio para melhorar o processo de produção. O controle eficaz de máquinas e equipamentos depende da adequação de cada máquina à sua tarefa específica, do grau de sua utilização, do grau em que é mantida em condições ideais de operação e do grau em que pode ser controlada mecânica ou eletronicamente. Aliás, devido à enorme complexidade das operações típicas de gestão da produção e ao número quase infinito de mudanças que podem ser feitas e as alternativas que podem ser buscadas, métodos quantitativos precisam ser desenvolvidos para resolver problemas da gestão da produção. A maioria desses métodos emergiu das áreas de engenharia industrial, pesquisa operacional e engenharia de sistemas. Especialistas nessas áreas estão usando cada vez mais tecnologias e processamento de informações para resolver problemas de produção que envolvem grandes quantidades de dados associados a grandes números de trabalhadores, estoques robustos e grandes quantidades de trabalho em processos que caracterizama maioria das operações de produção atuais. No contexto da Indústria 4.0, o setor manufatureiro está passando da automação para a inteligência. A aplicação de tecnologias de informação e comunicação de nova geração melhora a interconexão e a transparência dos sistemas de manufatura, o que mudará a forma como a informação interage com o trabalho que é realizado, consequentemente, mudando como o trabalho deve ser gerenciado. Essas mudanças requerem alguns atributos, como: integração, flexibilidade de rede, tomada de decisão autônoma e colaborativa, gerenciamento de operações baseado em aprendizado, autoaperfeiçoamento, adaptabilidade e tomada de decisão proativa. A importância da gestão da produção na Indústria 4.0 ganha um novo patamar. A prática e a implementação diferem significativamente do equipamento de fábrica encontrado no mercado atual. O uso de um sistema ou plataforma de gerenciamento de produção compatível com a Indústria 4.0 oferece algumas vantagens cruciais para os fabricantes modernos, incluindo: Interface de usuário intuitiva Os sistemas intuitivos economizam às empresas o tempo necessário para treinar funcionários para usar o software. Além disso, os recursos simples permitem que os supervisores e gerentes programem as atividades com facilidade, eliminando a necessidade de verificações manuais frequentes ao longo do dia. Personalização detalhada Os fabricantes podem modificar um sistema de gerenciamento de produção para atender às suas necessidades exclusivas. A ferramenta digital atende aos requisitos distintos de gerenciamento de produção do fabricante. Análise abrangente Gerenciar a produção requer diferentes tipos de dados, e a fabricação se beneficiará da grande quantidade de dados gerados por uma análise significativa. Um sistema de gerenciamento de produção 4.0 é equipado com análises poderosas que fornecem informações detalhadas sobre a situação de produção, permitindo que os gerentes tomem decisões bem embasadas. Acesso compartilhado As ferramentas modernas de gerenciamento de produção digital eliminam os métodos tradicionais que eram altamente isolados. Em vez disso, a nova iteração é baseada em nuvem, garantindo que entidades relevantes possam acessar dados de qualquer lugar. Isso permite uma melhor colaboração entre os diversos departamentos, possibilitando um melhor planejamento e gestão. KPIs de planejamento de produção Veja os principais aspectos sobre KPIs de planejamento de produção. O resumo é de um vídeo que apresenta alguns dos principais indicadores de planejamento da produção, chamados KPis (ou indicadores-chave de performance), que são usados para medir o desempenho de uma organização ou seus funcionários. Os KPis são métricas usadas para avaliar a eficácia de vários processos de negócios e para ajudar a identificar áreas onde melhorias podem ser feitas. Alguns exemplos de KPis na gestão da produção são a taxa de produção, taxa de entrega no prazo, qualidade e tempo de atividade do equipamento. Esses indicadores são apresentados em vários formatos, incluindo gráficos e tabelas. Os principais indicadores de desempenho (KPIs) são métricas importantes que ajudam as empresas a acompanhar a saúde de seus processos de produção. Ao monitorar os KPIs e compará-los com os valores-alvo definidos nos planos de produção, as empresas podem determinar se a produção está no caminho certo e identificar problemas que precisam ser resolvidos. Os KPIs de produção típicos incluem: Tempo de inatividade Essa métrica-chave de eficiência rastreia a porcentagem de tempo em que a produção não está ocorrendo durante o horário de funcionamento programado. As causas incluem quebras de máquinas, ajustes de ferramentas e acidentes. Algum tempo de inatividade pode ser necessário para funções como manutenção de máquinas, mas, geralmente, quanto menos tempo de inatividade, melhor. Tempo de preparação Também conhecido como tempo de transição, esse é o tempo necessário para alternar entre os trabalhos. O tempo de configuração afeta a produtividade geral porque a produção é interrompida durante esses períodos. Os cronogramas de produção devem considerar quanto tempo e esforço são necessários para reconfigurar a produção para cada trabalho, incluindo mudanças nos equipamentos, matérias-primas e mão de obra. Projetar cronogramas de produção para minimizar o tempo de troca pode aumentar a eficiência. Taxa de produção Em um ambiente de manufatura, isso normalmente é medido como o número de unidades produzidas durante um período específico. Comparar a taxa de produção real de cada processo com a taxa planejada pode ajudar as empresas a identificar pontos fortes e fracos e começar a resolver problemas. Eficácia geral do equipamento (OEE) Esta é uma medida da produtividade geral de fabricação que leva em consideração a qualidade, o desempenho e a disponibilidade. A fórmula do OEE é: OEE = qualidade x desempenho x disponibilidade, onde: A qualidade é normalmente medida como a porcentagem de peças que atendem aos padrões de qualidade. O desempenho é a rapidez com que um processo está sendo executado em comparação com sua velocidade máxima, que é expressa em porcentagem. A disponibilidade é a porcentagem de tempo de atividade durante as horas de operação programadas de uma empresa. O aumento do OEE pode ser alcançado reduzindo-se o tempo de inatividade e o o desperdício e mantendo-se uma alta taxa de produção. Taxas de rejeição Este é o número ou porcentagem de produtos que não passaram nas verificações de qualidade. Dependendo da natureza do produto e do problema, pode ser possível recuperar alguns itens rejeitados retrabalhando-os, enquanto outros podem precisar ser descartados. Pedidos na hora Atrasos na produção podem custar caro tanto em termos de dinheiro como de reputação. Gerar produtos dentro do prazo significa que é menos provável que você precise de envio rápido e dispendioso ou outras medidas de emergência para cumprir os prazos. Entregar os pedidos no prazo ajuda a manter os clientes satisfeitos, o que significa que é mais provável que eles continuem fazendo negócios com sua empresa. No modelo 5Ms de gestão, os cinco componentes estão interligados e dependem uns dos outros. Para tornar um negócio bem-sucedido, todos devem ser utilizados em seu potencial máximo. Você saberia indicar nas alternativas quais são eles Homens, máquinas, métodos, materiais e dinheiro . No contexto atual, a gestão da produção tem ferramentas de indicadores de desempenho (KPIs) que auxiliam o acompanhamento dos processos. Os KPIs de produção podem ter como indicadores tempo de preparação, taxa de produção e eficácia geral do equipamento. 2. Técnicas e ferramentas de planejamento da produção Motivando o planejamento da produção Os principais aspectos em relação ao planejamento de produção. O vídeo fala sobre o planejamento da produção, que é o ato de desenvolver um guia para a produção de um produto ou serviço, tornando o processo de produção mais eficiente possível. Existem cinco técnicas conhecidas de planejamento de produção, que são: produção por tarefa ou por trabalho, produção em lote, produção por fluxo, produção em massa e produção por processo. A motivação dos funcionários em um ambiente de produção é importante, pois aumenta o número de produção, minimiza o tempo de inatividade e reduz a frequência de problemas de controle de qualidade, além de reduzir os custos associados ao recrutamento e treinamento de novos funcionários. O sucesso dos negócios geralmente depende de fabricar os produtos que os clientes desejam de maneira oportuna e econômica. O planejamento da produção ajuda as empresas a atingirem esses objetivos, uma vez que mapeia todos os processos, recursos e etapas envolvidas na produção,desde a previsão de demanda até a determinação de matérias-primas, mão de obra e equipamentos necessários. Atenção O planejamento de produção ajuda as empresas a criar cronogramas de produção realistas, garantir que os processos de produção funcionem sem problemas e com eficiência, além de corrigir as operações quando ocorrerem problemas. O planejamento da produção envolve o desenvolvimento de uma estratégia abrangente para fabricar os produtos e serviços da empresa. Adotado inicialmente por grandes fabricantes, o planejamento de produção tornou-se mais popular entre pequenas e médias empresas em vários setores — principalmente porque a tecnologia tornou mais fácil planejar e rastrear processos de produção com menos esforço. Planejamento da produção Fornece uma visão geral do que a empresa pretende fazer, a programação da produção cria uma visão mais detalhada de como a empresa fará isso. Cronograma de produção Descreve quando cada etapa do plano de produção ocorrerá, bem como os trabalhadores, máquinas e outros recursos específicos atribuídos ao trabalho. A programação da produção pode ser extremamente complexa, especialmente quando há muitas etapas de produção interdependentes e a empresa está fabricando vários produtos simultaneamente. O software de programação de produção pode ajudar as empresas a criar cronogramas complexos, monitorar o progresso em tempo real e fazer ajustes rapidamente quando necessário. Até aqui você já deve ter percebido que o planejamento da produção envolve muito mais do que o foco na eficiência do processo de fabricação. Ele está entrelaçado com quase todos os outros aspectos do negócio, incluindo finanças, vendas, estoque e recursos humanos. As atividades de planejamento de produção incluem a previsão de demanda para determinar a combinação certa de produtos para atender às necessidades do cliente, bem como selecionar a abordagem ideal para construir esses produtos. O planejamento da produção também avalia os recursos necessários para atingir as metas de produção e detalha todas as operações do processo produtivo. Deve incluir a flexibilidade para fazer ajustes operacionais quando ocorrerem problemas — como quebras de máquinas, falta de pessoal e problemas na cadeia de suprimentos. Um planejamento da produção bem construído pode ajudar a aumentar a receita, o lucro e a satisfação do cliente, enquanto um planejamento mal elaborado pode causar problemas de produção e talvez até afundar a empresa. Os benefícios específicos do planejamento de produção incluem: Conhecimento O planejamento da produção fornece uma estrutura para entender os recursos e as etapas da produção necessárias para atender às necessidades do cliente. Também ajuda as empresas a entender os problemas que podem ocorrer durante a produção e como mitigá-los. Eficiência O planejamento detalhado da produção reduz os gargalos e ajuda a minimizar os custos. Também ajuda a garantir a alta qualidade de um produto e mantém as despesas dentro do orçamento. Satisfação do cliente O planejamento da produção ajuda a garantir que a empresa possa fabricar e entregar produtos aos clientes no prazo, levando a uma maior satisfação do cliente e a uma maior probabilidade de repetição de negócios. Técnicas de planejamento da produção Principais conceitos sobre caso de técnicas de planejamento da produção. O vídeo apresenta uma prática de planejamento da produção industrial em que uma empresa de smartphones planeja sua produção para o próximo trimestre. O gerente de produção revisa a previsão de vendas da empresa e determina quantos telefones precisam ser produzidos. Em seguida, ele cria um cronograma de produção considerando prazos de entrega de materiais e disponibilidade de recursos, e trabalha com outras equipes para garantir que a produção permaneça no caminho certo e atenda às metas de produção e prazos de entrega. O objetivo geral é garantir que a empresa tenha os recursos certos para atingir suas metas de produção e atender aos clientes no prazo. O desenho de um plano de produto depende do método de produção que a empresa utiliza, além de outros fatores, como tipo de produto, capacidade do equipamento e tamanho da demanda. Aqui estão alguns dos principais tipos de planejamento de produção: Planejamento de produção em lote Refere-se à fabricação de itens idênticos em grupos, em vez de um de cada vez ou em um processo contínuo. Para algumas empresas, a produção em lote pode aumentar muito a eficiência. Uma fábrica de picolés que produz para vender no dia seguinte pode, primeiro, fazer um lote de chocolate, depois passar para morango, seguido de picolés de limão. Um fabricante de camisetas pode configurar suas máquinas de corte e costura para fazer um lote de camisetas brancas, depois mudar para tecido vermelho, em seguida fabricar um lote de camisetas de tecido azul. Um bom plano de produção para processamento em lote deve estar atento a possíveis gargalos ou atrasos ao alternar entre lotes. Planejamento de produção por tarefa Usado por muitas empresas de pequeno e médio porte, o planejamento de produção por tarefa concentra-se na criação de um único item por uma pessoa ou equipe. O planejamento baseado em tarefa é normalmente usado em situações em que a especificidade dos requisitos de cada cliente dificulta a fabricação de produtos em lote. Muitas empresas de construção usam esse método. Fabricantes de joias e vestidos personalizados são outros exemplos de empresas que podem usar o planejamento de produção por tarefa. Planejamento de produção em fluxo Na produção em fluxo, também conhecida como produção contínua, os itens padronizados são continuamente produzidos em uma linha de montagem. Grandes fabricantes usam esse método para criar um fluxo constante de produtos acabados. Durante a produção, cada item deve se mover sem problemas de uma etapa ao longo da linha de montagem para a próxima. A produção em fluxo é mais eficaz na redução de custos e atrasos quando há demanda constante pelos produtos da empresa. Os fabricantes podem então determinar prontamente suas necessidades de equipamentos, materiais e mão de obra em cada estágio ao longo da linha de montagem para ajudar a otimizar a produção e evitar atrasos. As indústrias automotiva e de eletrônicos estão entre as que utilizam esse método. Planejamento de produção em massa A produção em massa é muito semelhante à produção em fluxo. Essa técnica é altamente benéfica ao produzir um grande número dos mesmos itens em um curto período de tempo. Esse tipo de produção geralmente é automatizado, o que reduz os custos de mão de obra necessária para a produção. Algumas instalações de produção em massa têm linhas de montagem dedicadas a um tipo específico de item, o que reduz o tempo necessário para a troca e aumenta a produção geral. Isso permite que os fabricantes aumentem seus lucros, pois o custo de produção é bastante reduzido. Com esse método, as operações são agendadas com base na capacidade de recursos disponíveis e no tempo de produção necessário em cada operação. O planejamento de produção em massa está presente na indústria de alimentos embalados, como cereais, massas secas e biscoitos. Planejamento de produção por processo A produção por processo é um tipo de processo contínuo semelhante à produção em massa e à produção em fluxo, mas é caracterizada pelo fluxo contínuo de materiais através da linha de produção. Normalmente, os produtos acabados produzidos nesse tipo de produção não são contabilizados como unidades discretas. Por exemplo, a produção e o processamento de líquidos, gases ou produtos químicos, nas quais o produto é produzido em uma sequência uniforme e padronizada. A produção por processo utiliza maquinários específicos e sofisticados para processar os materiaisem cada etapa da operação. Há pouco espaço para erros nesse tipo de fabricação, pois a mudança de um tipo de item para outro exigirá um longo período de troca. Também é comum haver subprodutos ou resíduos resultantes desse tipo de fabricação. Ferramentas de planejamento de produção A importância do uso das ferramentas ao planejar a produção. O vídeo aborda diversas ferramentas utilizadas no planejamento da produção industrial. Entre as ferramentas destacadas estão o MRP (Planejamento de Requisitos de Material), que ajuda a gerenciar o fluxo de matérias-primas e produtos acabados, e o planejamento de capacidade, que determina a quantidade de um produto que pode ser produzido com os recursos disponíveis. Também são mencionados o software de agendamento de produção, que auxilia na criação e gestão de cronogramas, e o software de gerenciamento de estoque, que rastreia os níveis de materiais e produtos. Além disso, as ferramentas de controle de qualidade, como paquímetros e testadores, garantem que os produtos atendam a padrões específicos. No geral, essas ferramentas visam coordenar o processo de produção, alocar recursos adequadamente e garantir a entrega de produtos de alta qualidade dentro do prazo. O vídeo conclui incentivando os alunos a continuar os estudos sobre o tema. As empresas contam com uma variedade de ferramentas para criar o planejamento da produção e acompanhar o progresso, desde ferramentas de visualização até softwares sofisticados que automatizam muitas das etapas envolvidas. Todos os modelos, padrões, moldes, equipamentos, hardwares e softwares que facilitem a gestão da produção podem ser considerados ferramentas de gestão da produção. Entre elas, podemos citar: Gráfico de Gantt Um gráfico de Gantt é uma linha do tempo visual detalhada de todas as tarefas agendadas para determinado trabalho. Depois de mais de 100 anos desde sua invenção pelo engenheiro mecânico Henry Laurence Gantt, esse gráfico continua sendo parte integrante da manufatura e de muitas outras indústrias. O planejamento da produção envolve a coordenação e o agendamento de muitas tarefas, e o gráfico de Gantt representa visualmente quando cada tarefa ocorrerá e quanto tempo ela durará. Mapeamento do fluxo de valor É uma ferramenta enxuta que usa um diagrama de fluxo para descrever cada etapa de um processo. O mapeamento do fluxo de valor visa atender a três propósitos principais: 1. Identificação de desperdícios. 2. Redução do tempo de fabricação. 3. Fabricação mais eficiente. O mapeamento do fluxo de valor pode ser aplicado em praticamente qualquer setor, mas é usado principalmente para: logística, cadeia de suprimentos, desenvolvimento de produtos e processos administrativos. Análise de causa-raiz É uma ferramenta de solução de problemas que visa chegar à raiz de um problema. A filosofia da análise de causa-raiz baseia-se na ideia de que é melhor tratar a causa-raiz de um problema, e não os sintomas óbvios. Ao tratar a causa-raiz, a gestão da produção pode eliminar problemas maiores no futuro. A análise de causa-raiz é um processo iterativo, ou seja, alcança-se a causa-raiz do problema após análises sucessivas que permitem um entendimento cada vez melhor do problema. Kaizen Palavra japonesa que significa “melhoria contínua”. O termo refere-se a atividades que melhoram todas as funções de um negócio e geralmente é aplicado à manufatura, mas pode ser usado para tornar quase qualquer negócio mais eficiente. Por definição, Kaizen inclui o envolvimento de todos os funcionários, desde a alta administração até os trabalhadores da linha de montagem e pode ser usado para melhorar todos os processos de uma cadeia de suprimentos, desde compras até logística. O método Kaizen geralmente envolve cinco etapas principais: 1. Identificar a área problemática que receberá o foco. 2. Registrar para analisar o método atual. 3. Testar e avaliar as táticas de melhoria. 4. Implementar as melhorias. 5. Analisar os resultados e apresentá-los à alta administração para obter feedback. Jidoka Ferramenta que visa automatizar parcialmente o processo de fabricação (a automação parcial geralmente é mais barata do que uma automação completa) e parar automaticamente quando defeitos são detectados. Veja alguns dos benefícios do Jidoka: Reduzir os custos trabalhistas Várias estações de trabalho podem ser monitoradas, simultaneamente, pelos trabalhadores. Melhorar a qualidade Muitos problemas de qualidade podem ser detectados imediatamente. É essencialmente uma automação com um elemento humano. A principal inovação que o Jidoka trouxe para a gestão da produção é a ideia de identificar um problema no meio do processo, e não no final. A inspeção em todo o processo de fabricação pode desempenhar um papel fundamental na prevenção de defeitos e na correção de problemas antes que causem danos significativos. Poka Yoke Foi desenvolvido pela Toyota e é muito semelhante ao Jidoka. A ideia do Poka Yoke é evitar que os erros se tornem defeitos. Os erros são inevitáveis, mas os defeitos que realmente atingem os clientes podem ser evitáveis. O objetivo é criar uma forma de controle de qualidade que destaque os defeitos automaticamente. Exemplo O alarme que dispara automaticamente quando você sai do carro sem desligar os faróis; uma esteira transportadora que rejeita um produto que está abaixo do peso. O objetivo é evitar erros automaticamente, sem inspeção humana. Just in Time É uma ferramenta que prioriza a produção do que o cliente deseja, quando deseja, na quantidade e onde deseja. Em vez de criar um grande estoque de um produto que fica em depósitos, você cria apenas a quantidade de um item que o cliente realmente deseja. Isso reduz o estoque e garante que as empresas gastem apenas no que será pago. O Just in Time foi inventado pela Toyota durante a Segunda Guerra Mundial. A ferramenta foi criada em uma época em que produzir estoque extra era simplesmente inviável. As empresas só podiam se dar ao luxo de produzir o que o cliente realmente queria. Takt Time Termo alemão que significa “pulso”. É a quantidade máxima de tempo que um produto precisa para ser produzido enquanto ainda atende à demanda do consumidor. O Takt cria um ritmo em toda a cadeia de suprimentos para garantir o fluxo contínuo e a plena utilização dos recursos disponíveis. Comentário O objetivo do Takt é entregar o produto certo para o cliente certo na hora certa, tudo com o mínimo de desperdício. Garante que os produtos sejam fabricados da maneira mais eficiente, atendendo à demanda do consumidor. Outro objetivo do Takt Time é criar um fluxo sólido de operações dentro de uma cadeia de suprimentos. Medir o Takt Time permite que os gerentes determinem problemas de capacidade e sincronização dentro de uma cadeia de suprimentos e, em seguida, encontrem as soluções adequadas. Análise de gargalos Um gargalo (ou restrição) em uma cadeia de suprimentos refere-se ao recurso que leva mais tempo nas operações. Em uma caminhada, por exemplo, um gargalo se refere ao membro mais lento do grupo. Esse membro pode determinar a velocidade de todos. Isso vale para os processos de fabricação. Se uma parte de uma cadeia de suprimentos for lenta, isso pode reduzir a velocidade e a eficiência de todo o processo de fabricação. O objetivo da análise de gargalo é determinar as partes mais lentas do processo de fabricação e descobrir como acelerá-las. O processo de análise de gargalos levará a uma maior eficiência e lucros. Ignorar um problema de gargalo pode custar muito caro no futuro. Método 5S Refere-se a cinco termos em japonês que começam com “S” e fornecem um método de organização do local de trabalho. Cada “S” significa: Senso de utilização (Seiri) Decida quais itens em uma fábrica são necessários e quais não são. Livre-sedos que não são. Senso de ordenação (Seiton) Certifique-se de que cada item em uma fábrica esteja no lugar certo. Os itens devem ser fáceis de encontrar e acessar. Senso de limpeza (Seiso) Limpe a fábrica regularmente. Ao se livrar de sujeira, lixo etc., você pode identificar mais facilmente problemas no processo de fabricação. Senso de saúde e padronização (Seiketsu) Crie padrões para garantir um chão de fábrica limpo e arrumado. Senso de disciplina e autodisciplina (Shitsuke) Crie hábitos que garantam que os padrões sejam atendidos em longo prazo. Defina responsabilidades para gerentes e operadores a fim de garantir que os hábitos sejam definidos. 3. Sistemas de controle e supervisórios Sistemas de controle industrial Apresentaremos os principais conceitos sobre sistemas de controle e supervisórios na indústria. Resumo de um vídeo: O vídeo discute a importância dos sistemas de controle na indústria, destacando como esses sistemas, que incluem sensores, atuadores, algoritmos e redes, facilitam o controle eficiente dos processos de produção. As operações modernas são complexas e difíceis de serem controladas manualmente, tornando os sistemas de controle essenciais para melhorias contínuas e manutenção da qualidade. Ao integrar componentes como interfaces homem-máquina e controladores programáveis, esses sistemas garantem uma produção consistente e de qualidade, reduzem desperdícios, diminuem custos operacionais e auxiliam na tomada de decisões. Além disso, melhoram o planejamento da produção, regulam o estoque e otimizam recursos, beneficiando diversas áreas industriais, como fábricas e concessionárias de energia. O vídeo enfatiza que um sistema de controle eficaz é fundamental para a eficiência e produtividade na manufatura. Os sistemas de controle industrial (ICS) estão desempenhando um papel fundamental para ajudar a desenvolver as fábricas do futuro. São compostos de dispositivos, tecnologias, redes e controles usados para operar e automatizar processos de fabricação, engenharia e produção em uma ampla variedade de indústrias. Cada parte de um sistema de controle industrial é construída para gerenciar e automatizar a função pela qual é responsável da forma mais eficiente possível. Quando combinadas em um processo inteiro, resultam em grandes melhorias na capacidade de produção e saída, segurança, produtividade, qualidade do produto e consistência. Existem muitos tipos diferentes de sistemas de controle industrial e você pode estar mais familiarizado com alguns do que com outros. Por exemplo, a robótica usada na fabricação industrial, correias transportadoras de velocidade variável e equipamentos de fabricação de precisão necessitam de sistemas de controle industrial para regular sua velocidade e movimentos com precisão. Existem vários tipos de ICSs, sendo os mais comuns os sistemas de supervisão e aquisição de dados (SCADA) e os sistemas de controle distribuído (DCS). O aumento da produtividade é o fator principal que a maioria dos fabricantes e engenheiros procuram alcançar por meio dos sistemas de controle industrial. Se sua organização industrial envolve a Internet das Coisas Industrial (IIoT) ou outros sistemas inteligentes, um ICS é especialmente útil e minimiza os riscos de segurança. No geral, os ICSs fornecem maior visibilidade e controle amigável de uma rede complicada de componentes. Alguns elementos que você pode encontrar em um ICS incluem: ● Unidade terminal remota (RTU): uma RTU é um dispositivo de campo que se comunica com uma unidade terminal mestre e funciona como um controlador de supervisão. ● Interface homem-máquina (IHM): com uma IHM, os humanos podem interagir com o hardware que controla o maquinário. A IHM geralmente assume a forma de uma interface gráfica do usuário (GUI) que cria uma plataforma legível por humanos — em essência, software. Os usuários podem visualizar status atuais, monitorar pontos de ajuste, receber alertas de segurança, ajustar parâmetros e algoritmos, avaliar dados históricos e muito mais. ● Controlador lógico programável (CLP): como um dos controladores de um ICS, um CLP permite o gerenciamento local do processo ou a conexão com uma IHM. Você também pode ver controladores de automação programáveis (PACs), que são semelhantes aos PLCs, mas geralmente são mais avançados e podem incluir mais memória e flexibilidade de programação, além de recursos adicionais. ● Soft PLCs: os PLCs também podem ser encontrados em um banco de dados centralizado, alimentado por dados fora da linha de produção. Oferecem um ambiente PLC integrado que os engenheiros podem acessar por meio de um banco de dados compartilhado. ● Servidor de controle: este servidor hospeda o software de controle de supervisão para um PLC ou sistema de controle distribuído (DCS). Ele também pode se comunicar com dispositivos de controle de nível inferior. ● TI e tecnologia operacional: diferentes dispositivos, como sensores, monitoram as operações em campo. ● Loop de controle: um loop de controle tem diferentes tipos de hardware, como PLCs e atuadores que interpretam sinais de sensores, interruptores, disjuntores, válvulas de controle e muito mais. Em seguida, eles enviam essas informações para um controlador para realizar determinada tarefa. ● Sistema de manutenção remota: este sistema pode monitorar e detectar anomalias ou falhas, possivelmente até mesmo tomando medidas para evitar problemas. ● Unidade de terminal mestre (MTU) ou servidor SCADA: a MTU ou servidor de controle de supervisão e aquisição de dados (SCADA) pode enviar comandos para RTUs em campo. ● Dispositivos eletrônicos inteligentes: um dispositivo inteligente pode coletar dados e se comunicar com outros dispositivos. Com infraestruturas SCADA e DCS, esses dispositivos podem executar controles locais automaticamente. ● Historiador de dados: os dados coletados do ICS e seu ambiente operacional são armazenados em um historiador de dados e exportados para outro sistema de informação. Lá, ele pode ser processado para análise posterior e elaboração de estratégias. Os benefícios de um sistema de controle industrial A automação industrial por meio de um sistema de controle industrial tem uma série de vantagens para as indústrias. Alguns benefícios do sistema de controle industrial incluem: Eficiência aprimorada Com menos requisitos manuais e maior produtividade, um ICS ajuda a aumentar a eficiência. Você pode reduzir as operações manuais e o uso de energia. A funcionalidade 24 horas por dia, 7 dias por semana de um ICS é uma ótima maneira de aproveitar a automação 24 horas por dia ou usar o tempo de inatividade para processamento e análise de informações, utilizando melhor suas horas de operação. Custos reduzidos Diminuir seus custos abre caminho para maiores lucros. À medida que você aumenta e melhora sua produção, pode aumentar suas margens de lucro, simplificar os requisitos de pessoal e reduzir o preço das operações. Redução de erros e desperdícios Os processos otimizados provenientes de um ICS auxiliam na minimização dos recursos necessários para a criação de produtos e contribuem para uma gestão mais eficiente. Com menos desperdício, você não precisa gastar tanto tempo vasculhando-o ou comprando os materiais que criaram o desperdício em primeiro lugar. Menos erros também reduzem o esforço necessário para corrigir os problemas ou fazer o controle de danos depois que esses problemas chegam ao cliente. Maior qualidade do poduto Um ICS contribui para a qualidade do produto de várias maneiras. Ele pode monitorar a qualidade ou ajustar os processos conforme necessário. A automação de processos industriais também pode minimizar o erro humano e dar suporte a informações valiosas sobre produtos por meio de análises.Com todos os recursos de um ICS, você pode aumentar muito a qualidade e aproveitar a satisfação aprimorada, a economia de custos e as vantagens de reputação que advêm dele. Gerenciamento de dados mais eficiente Independentemente de você ter um ICS ou não, muitos dados passam por suas instalações industriais. Um ICS pode coletar e organizar todos esses dados e criar um local centralizado para facilitar a análise e o controle. Ele também conecta todos os sistemas, sensores e componentes da instalação para visibilidade e controle de cima para baixo. Tipos de sistemas de controle industrial Existem diversos tipos de sistemas de controle industrial feitos para diferentes ambientes. A seguir, apresentaremos os tipos de sistemas de controle industrial mais utilizados. Sistema de controle de supervisão e aquisição de dados (SCADA) O vídeo apresenta um caso de uso do sistema Escada em uma estação de tratamento de água. O Escada, que significa controle de supervisão e aquisição de dados, é utilizado para monitorar e controlar processos industriais. A estação possui um sistema central conectado a sensores e dispositivos em toda a planta, como bombas, válvulas e tanques. Este sistema monitora níveis de produtos químicos, vazão e pressão da água, além de verificar o funcionamento de equipamentos. Se ocorrer algum problema, o sistema alerta o operador para intervenções remotas. Com isso, o Escada contribui para operações mais eficientes e eficazes na estação. O vídeo tem o objetivo de ajudar os alunos a compreender melhor o funcionamento do sistema. Um sistema de controle de supervisão e aquisição de dados (SCADA) coleta dados e controla equipamentos em vários locais. O controle acontece no nível de supervisão, com PLCs, RTUs e módulos distribuídos em diferentes locais para coletar e transmitir dados em longa distância. Eles podem estar vinculados a máquinas, sensores ou outros tipos de equipamentos. IHMs integradas enviam os dados e os humanos supervisionam as informações recebidas. Esse processo pode ocorrer no local ou externamente e incluir várias entradas e saídas. Os sistemas SCADA podem variar de simples a complexos e são populares em setores como água e esgoto, transmissão e distribuição de energia, alimentos e bebidas, farmacêutico e automotivo. Um sistema SCADA conta fortemente com uma plataforma de IHM robusta para aproveitar uma interface fácil de usar e amplos recursos que facilitam a coleta de dados, a visibilidade e a eficiência. Sistema de controle distribuído (DCS) Caso de uso do sistema DCS O resumo é de um vídeo. Neste vídeo, é apresentado um caso de uso do sistema DCS em uma fábrica de produtos químicos. O DCS é semelhante ao sistema SCADA, mas utilizado em plantas mais robustas. Ele monitora e controla operações conectando-se a diversos sensores e dispositivos, como bombas, válvulas e tanques, medindo níveis de substâncias, vazão e pressão. Também verifica o estado de funcionamento dos equipamentos, enviando alertas ao operador em caso de falhas. O operador pode, então, atuar remotamente para corrigir problemas. O sistema melhora a eficiência e a segurança da planta, prevenindo acidentes e derramamentos. O vídeo finaliza desejando bons estudos aos alunos. Um sistema de controle distribuído é usado em um local e funciona com pontos de ajuste, que são os valores alvo para uma variável ou processo. Esse sistema envia um ponto de ajuste para um controlador que pode mover componentes como válvulas e atuadores para manter o ponto de ajuste desejado. Um DCS usa um circuito de controle de supervisão centralizado para gerenciar os dispositivos como parte de um processo de produção geral. Um DCS controla, monitora e organiza os muitos controladores usados em toda uma fábrica. Um DCS permite que os usuários acessem rapidamente os dados necessários. Já que muitos dispositivos se conectam a ele, isso também minimiza o impacto que uma falha pode ter sobre o sistema ICS geral. É uma escolha popular para empresas nos setores de fabricação, refino de petróleo, produção de energia e distribuição de água e esgoto. Controladores lógicos programáveis (PLC) Embora os controladores lógicos programáveis sejam uma parte essencial de ambos os métodos apresentados, eles tecnicamente podem funcionar sozinhos. Os PLCs coletam informações de uma entrada e processam os dados, iniciando saídas com base nos parâmetros informados. Podem, novamente, variar de simples a complexos. Comentário Muitos PLCs têm componentes integrados, mas também podem adotar uma abordagem granular para conectarem-se a dispositivos como sensores, medidores, luzes, relés e válvulas. Outros componentes que podem ser integrados ou modulares incluem o abastecimento de energia e portas e protocolos para comunicação com um sistema SCADA ou IHM. Os PLCs são comuns em setores como distribuição e fabricação, incluindo fabricação em lote. Podem ser usados em um ou vários locais. A principal desvantagem de usar PLCs sem um sistema associado como DCS ou SCADA é a falta de visibilidade e controle centralizados. Os PLCs funcionam localmente e, por conta própria, não se comunicam com outros sistemas. Quanto maior uma empresa se tornar, menos viável uma abordagem apenas de PLC será. Ainda assim, são um componente vital de um ICS, fornecendo uma ampliação de funcionalidades de controle. Etapas de configuração de um sistema de controle industrial Iniciar projetos de produção industrial utilizando um sistema de controle industrial proporciona mais controle e eficiência no futuro. Um ICS também tem recursos que ajudam no planejamento e no desenvolvimento de um projeto de produção industrial. Observe um modelo de configuração de um sistema de controle industrial e suas etapas: Concepção A primeira etapa é para equilibrar todas as complexidades envolvidas em um projeto de produção industrial, dos padrões de qualidade às barreiras de custo e preocupações sobre eficiência. Um requisito é uma rápida prova de conceito, que mostra que um conceito de design é viável. Esse processo pode incluir experimentos, projetos-piloto e teste. Os engenheiros também precisam considerar os requisitos de conformidade e compatibilidade externos. O ICS ajuda fornecendo uma geração de dados rápida e fácil para teste inicial ágil, além de uma variedade de métodos de parametrização e configuração padrão. Ele cumpre os requisitos de conformidade e tem componentes de modelo e amostras para ajudar você a começar a desenvolver suas soluções. Desenvolvimento de solução Conforme você desenvolve e implementa sua solução, a eficiência começa a ganhar importância. Símbolos, modelos e orientação a objeto podem ajudar você a criar sua solução mais rapidamente. Os modelos permitem que você poupe tempo reutilizando componentes e minimizando o tempo de aprendizado. Eles também tornam mais fácil manter o projeto limpo e organizado enquanto permitem a verificação única e minimizam o tempo de teste. Outros recursos valiosos incluem ferramentas de automação e configuração para funções existentes. Para tornar esse estágio tranquilo e simples, o ICS oferece recursos como: Utilização de modelos e símbolos na tela O ICS permite a fácil visualização com diferentes layouts para diferentes tarefas, incluindo listas de sequência de eventos (SoE), gerenciamento de sequência de comutação e processamento de comando. Você pode usar símbolos de tela genéricos e atribuir variáveis e funções dinâmicas. Então, o símbolo pode ser usado em vários ativos na IHM enquanto a implementação do símbolo original fica centralizada em um ponto. Uso de objetos inteligentes Com objetos inteligentes, o ICS possibilita modelos de automação elaborados. Você pode usar símbolos gráficos, variáveis, tipos de dados, acionadores, grupos de comando, telas detalhadas e intertravamentospara pré-configurar um modelo de dados e anexar alarmes, funções e visualizações ao modelo. Importação/exportação de mecanismos e padrões Utilize mecanismos robustos de importação/exportação e padrões praticáveis para maior eficiência e um ambiente de modelo de maior capacidade. Configuração e definição de parâmetros Esses recursos reduzem a complexidade permitindo que você defina seus parâmetros essenciais e ajudam o restante da solução a ficar no lugar certo. Não é preciso desenvolver nem realizar engenharia reversa de código personalizado nem usar habilidades de programação altamente avançadas. Esses recursos podem reduzir erros de codificação personalizada e reter parâmetros padronizados para transferências fáceis enquanto você desenvolve a solução. Automação Engenharia automatizada pode poupar tempo oferecendo fácil planejamento de visualização. Com a engenharia orientada ao objeto do ICS, por exemplo, você pode criar variáveis e assistentes personalizados para realizar tarefas padronizadas repetitivas. Essa habilidade permite que você minimize o erro humano, padronize e aumente a eficiência. Comissionamento Na fase de comissionamento, você precisa saber que sua solução pode se expandir rapidamente para aplicações grandes com todas as verificações corretas em vigor. Comentário A padronização do ICS ajuda nessa área com recursos como modelos, blocos de construção e ferramentas automatizadas para algoritmos personalizados e assistentes de configuração. No que se refere a teste, você pode ver links de comunicação e status no ICS e utilizar modelos de processo para evitar testes duplicados. Outro componente valioso do comissionamento é a simulação de processo. Isso ajuda você a preparar telas, realizar primeiros testes, controlar algoritmos e otimizar designs. O ICS otimiza o estímulo de processo alternando os acionadores para o modo de simulação, mantendo as variáveis em valores estáticos ou animando variáveis de modo dinâmico. Extensão e atualizações A eficiência nessa etapa ajuda a garantir a operação autônoma no futuro. Depois de concluir um projeto, é bom poder atualizar ou estender o conteúdo, fazer alterações ágeis ao projeto e estender a arquitetura conforme o necessário. No ICS, a arquitetura de projeto modular permite que você faça alterações e realize atualizações de modo rápido e fácil sem afetar módulos independentes. Com o design modular, é possível também adicionar a arquitetura conforme necessário com módulos duplicados, especializados e com modelos predefinidos. Os recursos de um ICS forte tornam fácil alcançar compatibilidade de longo prazo, possibilitando aprimoramentos, atualizações e extensões muito tempo depois de o projeto ter sido concluído. Perceba que a automação é a chave para alcançar melhor produtividade por meio da tecnologia. Embora a atualização de elementos individuais de um sistema de produção possa proporcionar ganhos significativos, a automatização de todo o processo desbloqueia a melhoria contínua. 4. Processo de tomada de decisão gerencial Os desafios da tomada de decisão Resumo de um vídeo: O vídeo destaca a importância das ferramentas de tomada de decisão para gestores, apresentando várias vantagens do seu uso nas empresas. Entre os benefícios mencionados, estão a capacidade de entender e organizar dados, estimular o pensamento criativo, ajudar na priorização de metas e reduzir vieses no processo decisório. As ferramentas também orientam gestores a considerar múltiplos objetivos e evitam decisões guiadas apenas por intuição. Há um destaque especial para o uso crescente da inteligência artificial, que auxilia na tomada de decisões complexas por meio de processamento de grandes volumes de dados. Além disso, o vídeo ressalta que, embora as decisões possam ser objetivas, não há um modelo ético único, e as ferramentas ajudam a mitigar riscos de decisões impulsionadas por incentivos pessoais. A tomada de decisão gerencial é escolher um curso de ação após considerar diferentes opções para atingir os objetivos de uma organização. Além de problemas de produção, a tomada de decisão gerencial envolve a resolução de problemas de orçamento, planejamento, organização, pessoal, controle etc. O processo de tomada de decisões gerenciais na indústria serve como um sistema de verificação e equilíbrio contínuo e dinâmico para orientar uma organização para o sucesso sustentado. Está concentrado em encontrar respostas para as seguintes questões: 1 O que deve ser feito? 2 Como deve ser feito? 3 Quando deve ser feito? 4 Por quem deve ser feito? Tomar decisões informadas, sólidas e colaborativas pode ajudar a construir uma direção organizacional sólida e ter um impacto favorável nos custos. O processo de tomada de decisão muitas vezes utiliza conhecimento heurístico e especializado, que respeita as relações entre as diferentes variáveis. Por exemplo, para a tomada de decisão sobre um novo modelo de produto, você precisará de análises, como: ● Custo de pesquisa com potenciais consumidores. ● Tempo de tratamento das respostas dos consumidores. ● Risco relacionado ao novo processo de fabricação. Existem diferentes métodos que auxiliam na análise de dados industriais, entre os quais o desdobramento de aspectos da qualidade acaba sendo útil na análise de dados relacionados a satisfação dos clientes. Cada tipo de decisão requer diferentes tipos de análise de dados e processos. Na indústria, podemos atender a decisões estruturadas, assim como decisões não estruturadas, em que cada decisor pode utilizar diferentes dados e processos para chegar à conclusão, e decisões semiestruturadas em que os cenários de decisão têm alguns componentes estruturados e não estruturados. A tomada de decisão na indústria pode ser concentrada em diferentes períodos, ou seja, as decisões estratégicas dizem respeito a alguns anos, e as decisões táticas referem-se a um período de alguns meses, enquanto as decisões operacionais referem-se a alguns dias. Veja, a seguir, mais detalhes sobre cada uma das três: Decisões estratégicas Essas decisões estabelecem as estratégias e objetivos da organização. Esses tipos de decisões geralmente ocorrem nos níveis mais altos da gestão organizacional. Decisões táticas As decisões táticas dizem respeito às táticas usadas para atingir os objetivos organizacionais. As decisões táticas são tomadas principalmente pelos gerentes de nível médio. Decisões operacionais As decisões operacionais dizem respeito aos métodos para realizar a entrega de valor da organização aos clientes. As decisões operacionais são tomadas principalmente pelos gerentes de linha de frente. As decisões podem ser apoiadas por diferentes tipos de sistemas, tais como: Sistemas de processamento de transações (TPS) São os que se concentram em evidências de dados. Sistemas de apoio à decisão (DSS) São aqueles que apoiam a tomada de decisão usando simulação e processamento de dados aplicável para diferentes variantes. Sistemas especialistas (SE) São os sistemas que apoiam especialistas em suas decisões usando conhecimento heurístico. A seguir, apresentamos exemplos da relação entre tipos de decisão e o seu período, além de indicar a quais sistemas de decisão se apoiam. Tipo de decisão Período da decisão Nível de operações Nível tático Nível estratégico Sistema de suporte Estruturada Planejamento de recursos Registro de entrega Análise econômica Financiamento de investimentos Localização de armazém TPS, DSS Semiestrutura da Preparação técnica da produção Agendamento de avaliação de crédito Planejamento de desenvolvimen to de produtos Controle de qualidade DSS, ES Não estruturada Compra de software Recrutamento de gerentes Desenvolvime nto de tecnologiaES Tabela: Tipos de problemas de decisão Jorge Fernandes Problemas na tomada de decisão gerencial Um problema deve ser identificado e descrito com precisão. A fabricação de produtos em uma planta industrial exige esforços combinados e coordenados de pessoas, máquinas e equipamentos que criam um sistema de fabricação. Esse sistema de manufatura necessita de valores adequados de variáveis de decisão, que caracterizem o produto e todas as etapas do processo de manufatura. Os problemas gerais de decisão do sistema de manufatura incluem, entre outros: ● O planejamento de consultas ● O problema dos requisitos de recursos ● O problema de layout de recursos ● O problema do fluxo de materiais ● O problema da capacidade tamponante As tomadas de decisão em sistemas de manufatura costumam apresentar as seguintes peculiaridades: ● Os sistemas de fabricação devem ser capazes de produzir produtos de acordo com os requisitos do cliente. ● Os sistemas de manufatura consistem na interação entre muitos componentes. ● O sistema de fabricação está mudando em períodos de tempo. ● Os sistemas de manufatura são influenciados por variáveis internas e externas. ● Um sistema de manufatura é complicado e é difícil criar seu modelo complexo. As relações entre as variáveis geralmente não podem ser expressas analiticamente. ● Os dados que caracterizam um processo de fabricação podem ser difíceis de medir. ● As decisões em um processo de fabricação podem ser concentradas em atingir diferentes objetivos, que às vezes são conflitantes. Os métodos úteis para apoiar a tomada de decisão no sistema de manufatura incluem: Programação matemática É útil para problemas de decisão para os quais é possível formular objetivos e restrições, como equações. Teoria das filas É um estudo do comportamento de sistemas de filas por meio da formulação de modelos analíticos. As disciplinas de fila incluem: FIFO (primeiro a entrar, primeiro a sair); LIFO (último a entrar, primeiro a sair); SIRO (serviço em ordem aleatória); PRI (ordem prioritária); e GD (qualquer outro pedido especializado). Inteligência artificial É um método que inclui, entre outros, árvore de decisão e sistemas baseados em regras, redes neurais e algoritmos genéticos. Simulações Quando são usadas em aplicações industriais incluem as seguintes etapas: formulação do problema, coleta de dados e definição de um modelo, estatísticas do modelo de aleatoriedade do sistema, garantia de validade, construção e verificação de um modelo de computador, testes-piloto e verificações de validade, experimentos de design, execução de testes, analisando os dados de saída, documentando e implementando os resultados. Etapas do processo de tomada de decisão O processo de tomada de decisão começa a partir da verificação do objetivo da organização e da análise do problema para decisão. As etapas no modelo de tomada de decisão podem incluir: O estabelecimento do objetivo O primeiro passo no processo de tomada de decisão é estabelecer seu objetivo. O objetivo de uma empresa é maximizar os lucros. No entanto, uma empresa pode ter outros objetivos, como a maximização das vendas, o crescimento de participação no mercado ou seguir o critério custo-benefício. A definição do problema O segundo passo no processo de tomada de decisão é definir ou identificar o problema. Definir a natureza do problema é importante porque a tomada de decisão é, afinal, destinada à solução do problema. Por exemplo, uma empresa têxtil de algodão pode descobrir que seus lucros estão diminuindo. É preciso investigar quais são as causas do problema dos lucros decrescentes. Seja a política de preços errada, as más relações trabalhistas ou o uso de tecnologia desatualizada que está causando o problema da diminuição dos lucros. Uma vez que a fonte ou razão para a queda dos lucros foi encontrada, o problema foi identificado e definido. Identificando possíveis soluções Uma vez identificado o problema, o próximo passo é encontrar soluções alternativas para o problema. Isso exigirá considerar as variáveis que têm impacto no problema. Dessa forma, deve-se estabelecer a relação entre as variáveis e os problemas. Em relação a isso, podem ser desenvolvidas várias hipóteses que se tornarão caminhos alternativos para a solução do problema. Por exemplo, no caso do problema citado, se for identificado que o motivo da queda dos lucros se deve ao uso de maquinário tecnologicamente ineficiente e desatualizado na produção, as duas soluções possíveis do problema são: Solução 1 Atualizar e substituir apenas o maquinário antigo. Solução 2 Construir uma planta inteiramente nova equipada com maquinário de última geração. A escolha entre esses cursos alternativos de ação depende de qual objetivo se deseja atingir (estabelecido na primeira etapa). Avaliando cursos alternativos de ação O próximo passo na tomada de decisões de negócios é avaliar os cursos alternativos de ação. Isso requer a coleta e análise dos dados relevantes. Alguns dados estarão disponíveis nos diversos departamentos da própria empresa, outros poderão ser obtidos junto à indústria e ao governo. Os dados e informações assim obtidos podem ser usados para avaliar o resultado ou os resultados esperados de cada possível curso de ação. Métodos como análise de regressão, cálculo diferencial, programação linear, análise de custo-benefício são usados para chegar ao curso ideal. A melhor solução será aquela que ajuda a atingir o objetivo estabelecido. Assim, o melhor curso de ação será escolhido. Perceba que, durante a escolha da melhor solução para o problema, o decisor precisa trabalhar sob certas restrições. As restrições podem ser legais, como leis sobre poluição e descarte de resíduos nocivos; podem ser financeiras (ou seja, recursos financeiros limitados); podem estar relacionadas com a disponibilidade de infraestrutura física e matérias-primas, e podem ser de natureza tecnológica, que estabeleçam limites à produção possível a ser produzida por unidade de tempo. O papel crucial de um decisor é determinar o curso de ação ideal considerando essas restrições. Implementando a decisão Após os cursos de ação alternativos terem sido avaliados e o curso de ação ideal selecionado, o passo final é implementar a decisão. A implementação da decisão requer monitoramento constante para que os resultados esperados do curso de ação ideal sejam obtidos. Assim, se for constatado que os resultados esperados não são alcançados devido à implementação incorreta da decisão, medidas corretivas devem ser tomadas. No entanto, deve-se notar que, uma vez que um curso de ação é implementado para atingir o objetivo estabelecido, mudanças podem se tornar necessárias de tempos em tempos em resposta a mudanças nas condições ou no ambiente operacional da empresa com base no qual as decisões foram tomadas. Algumas técnicas e ferramentas de tomada de decisão Até aqui, mencionamos algumas etapas para encontrar alternativas para a tomada de decisões gerenciais. A seguir, apresentamos uma lista de técnicas e ferramentas que um decisor pode usar para explorar diferentes opções a fim de chegar a uma decisão escolhida: Análise marginal A análise marginal ajuda as organizações a alocar recursos para aumentar a lucratividade e os benefícios e reduzir custos. Um exemplo é: se uma empresa tem orçamento para contratar um funcionário, uma análise marginal pode mostrar que contratar essa pessoa fornece um benefício marginal líquido porque a capacidade de produzir mais produtos supera o aumento dos custos trabalhistas. Diagrama SWOT (strengths, weaknesses, opportunities e threats) Essa ferramenta ajuda o decisor a estudar uma situação em quatro quadrantes: Pontos fortes Saber onde a organização se destaca em comparação com