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1- Qual é o hospedeiro definitivo de Dipylidium caninum e quais são os hospedeiros intermediários envolvidos em seu ciclo? hospedeiro definitivo de Dipylidium caninum são cães, gatos e ocasionalmente humanos, enquanto os hospedeiros intermediários são pulgas e piolhos. 2. Como ocorre a infecção do animal com Dipylidium caninum? A infecção por Dipylidium caninum ocorre quando o animal (principalmente cães e gatos) ingere uma pulga ou um piolho mastigador infectado com a forma larval do parasita (cisticercoide).3. Cite os principais sinais clínicos observados em cães com infecção por Dipylidium caninum. Prurido anal, presenca de proglotes nas fezes, disturbios gastro intestinais, perda de peso, letargia, alteracoes no apetite.4. Descreva a morfologia das proglotes de Dipylidium caninum. Formato e aparência: Têm formato ovalado ou retangular, lembrando a semente de pepino ou grãos de arroz quando frescas. Após a desidratação, tornam-se mais rígidas e semelhantes a grãos de gergelim.Tamanho: As proglotes maduras medem cerca de 8 a 15 mm de comprimento por 2 a 3 mm de largura. Cor: São esbranquiçadas ou amareladas quando vivas e frescas. Mobilidade: Quando recém-eliminadas, podem se mover ativamente. Órgãos reprodutivos: Cada proglote é hermafrodita e possui dois conjuntos completos de órgãos genitais, com dois poros genitais laterais. Conteúdo interno: Contêm numerosos pacotes de ovos, que se agrupam em estruturas semelhantes a cápsulas ovígeras. Cada cápsula pode conter de 5 a 30 ovos esféricos, que medem cerca de 35 a 50 µm de diâmetro. Eliminação: As proglotes se destacam do estrobilo do parasita e são liberadas ativamente nas fezes do hospedeiro ou ao redor da região perianal.5. Como é feito o diagnóstico laboratorial de Dipylidium caninum? Exame Coprológico, Método de Flutuação Fecal, método de sedimentação, observação direta 6. Quais medidas de prevenção podem ser adotadas para evitar a infecção por Dipylidium caninum? Controle de ectoparasitas, Uso de Antiparasitários, higiene do ambiente, tratamento de todos os animais, tratamento com vermífugo regular, controle ambiental. 7. Qual é a importância do controle de pulgas na prevenção de Dipylidium caninum? O controle de pulgas é fundamental na prevenção da infecção por Dipylidium caninum porque as pulgas atuam como hospedeiros intermediários desse cestódeo. 8. Quais espécies de Moniezia afetam ruminantes e qual a diferença entre elas? Característica Moniezia expansa Moniezia benedeni Hospedeiro Principal Ovinos Bovinos Morfologia dos Proglotes Mais largos que longos (trapezoidais) Quase quadrados Formato dos Ovos Triangular/piramidal Quadrado/retangular Distribuição Geográfica Climas temperados Climas tropicais/subtropicais 9. Como é o ciclo biológico de Moniezia spp.? Eliminação de ovos/proglotes nas fezes.Ingestão dos ovos pelos ácaros oribatídeos. Desenvolvimento de cisticercoides dentro dos ácaros. Ingestão dos ácaros infectados pelos ruminantes. Desenvolvimento do parasita adulto no intestino delgado. 10. Qual é o papel dos ácaros oribatídeos no ciclo de Moniezia spp.? os ácaros oribatídeos são vitais para a manutenção do ciclo de Moniezia spp., pois hospedam a forma larval do parasita (cisticercoide) e a transmitem para os ruminantes, permitindo que a infecção continue a se propagar. 11. Quais são os principais sinais clínicos da monieziose em ruminantes jovens? Embora a monieziose muitas vezes seja assintomática, especialmente em infestações leves, os ruminantes jovens com infecção por Moniezia spp. podem apresentar sinais como diarreia, perda de peso, retardo no crescimento, letargia, falta de apetite, anemia e a presença de proglotes nas fezes. Em infestações mais graves, o impacto no crescimento e desenvolvimento pode ser significativo, e a vigilância regular e o tratamento adequado são essenciais para prevenir complicações. 12. Como é feita a identificação dos ovos de Moniezia spp. no exame coproparasitológico? A identificação dos ovos de Moniezia spp. no exame coproparasitológico é feita principalmente através de métodos de flutuação fecal (ou sedimentação) e análise microscópica. A morfologia característica dos ovos (forma triangular ou piramidal, aparato piriforme) permite que eles sejam facilmente identificados, ajudando no diagnóstico da moniezíase, especialmente em ruminantes jovens.13. Existe importância econômica associada à infecção por Moniezia spp.? Justifique. A infecção por Moniezia spp. pode levar a prejuízos econômicos consideráveis, principalmente devido à redução do crescimento e desempenho produtivo dos ruminantes jovens, custos de tratamento, e impacto na produção de carne e leite. O controle eficaz do parasita, por meio de manejo adequado, vermifugação e controle de pulgas e ácaros, é essencial para minimizar esses prejuízos econômicos. 14. Quais medidas profiláticas podem ser adotadas no manejo para reduzir a incidência de monieziose? Adotar uma abordagem integrada que envolva controle ambiental, tratamento profilático, manejo de pastagens e monitoramento constante é crucial para reduzir a incidência de monieziose. Essas medidas ajudam a manter a saúde do rebanho, garantir o crescimento adequado dos animais e prevenir os prejuízos econômicos associados à infecção por Moniezia spp..15. Qual é a localização habitual de Anoplocephala perfoliata no organismo do cavalo? A Anoplocephala perfoliata, um cestódeo que parasita os equinos, tem sua localização habitual no cólon e na região do ceco, com uma predileção especial pela válvula ileocecal, que é a junção entre o íleo e o ceco. Esta região é onde o parasita se fixa, geralmente utilizando seu escólex (a cabeça do verme) para se ancorar na mucosa intestinal.16. Como ocorre a transmissão de Anoplocephala perfoliata? A transmissão de Anoplocephala perfoliata ocorre através da ingestão de ácaros infectados (hospedeiros intermediários) que contêm a forma larval infectante (cysticercoide) do parasita. Os cavalos se infectam ao consumir esses ácaros durante o pastoreio, e o ciclo de vida do parasita se repete.17. Quais alterações clínicas podem ser observadas em infecções intensas por A.perfoliata? As infecções intensas por Anoplocephala perfoliata podem causar uma ampla gama de sinais clínicos, com cólicas intestinais, perda de peso, letargia, diarreia, inchaço abdominal e até colapso intestinal em casos graves. O controle e monitoramento regular são essenciais para evitar complicações, especialmente em áreas endêmicas, onde a infecção pode se tornar crônica. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado com anti-helmínticos são cruciais para a recuperação dos animais.18. Quais exames laboratoriais são úteis para o diagnóstico de anoplocefalose? O diagnóstico de anoplocefalose é principalmente realizado por exame coproparasitológico, utilizando métodos como flutuação fecal ou sedimentação, para detectar os ovos característicos de Anoplocephala perfoliata. Além disso, a observação de proglotes nas fezes e o uso de exames sorológicos podem ser complementares. Em casos de complicações graves, a ultrassonografia pode ajudar a identificar lesões ou obstruções intestinais associadas ao parasita.19. Qual a importância do conhecimento do ciclo de vida de cestódeos para o controle nas criações? Compreender o ciclo de vida dos cestódeos é fundamental para o controle eficaz de infecções parasitárias nas criações. Esse conhecimento permite a implementação de estratégias adequadas de manejo ambiental, controle de hospedeiros intermediários, vermifugação estratégica, monitoramento de saúde dos animais e diagnóstico precoce, além de reduzir impactos econômicos e melhorar o bem-estar dos animais. Questões de Verdadeiro ou Falso – Cestódeos (F) Dipylidium caninum utiliza o carrapato como hospedeiro intermediário.Explicação: O hospedeiro intermediário de Dipylidium caninum são pulgas e piolhos, não carrapatos. (V) A ingestão de pulgas infectadas é a principal forma de transmissão de Dipylidium caninum em cães. Explicação: Os cães se infectam com Dipylidium caninumao ingerirem pulgas infectadas, que são os hospedeiros intermediários do parasita. (F) A monieziose é uma parasitose comum em ruminantes adultos, sendo rara em jovens. Explicação: A monieziose é mais comum em ruminantes jovens, como bezerros, e raramente afeta animais adultos. (V) Os ácaros oribatídeos são os hospedeiros intermediários no ciclo de Moniezia spp. e Anoplocephala perfoliata. Explicação: Tanto Moniezia spp. quanto Anoplocephala perfoliata utilizam ácaros oribatídeos como hospedeiros intermediários no seu ciclo de vida. (F) Anoplocephala perfoliata se localiza principalmente no estômago dos equinos. Explicação: Anoplocephala perfoliata se localiza principalmente no ceco e na válvula ileocecal dos cavalos, não no estômago. (V) A eliminação de proglotes nas fezes é uma forma de diagnóstico visual comum em infecções por Dipylidium caninum. Explicação: Proglotes grávidas de Dipylidium caninum podem ser eliminadas nas fezes e observadas ao redor da região anal ou nas fezes, sendo um diagnóstico visual comum. (F) O ciclo de vida de Moniezia spp. é direto, não havendo necessidade de hospedeiro intermediário. Explicação: O ciclo de vida de Moniezia spp. é indireto, envolvendo ácaros oribatídeos como hospedeiros intermediários. (V) Infecções intensas por Anoplocephala perfoliata podem causar cólicas em cavalos. Explicação: Infecções graves por Anoplocephala perfoliata podem causar cólicas intestinais em cavalos, devido à irritação ou obstrução na válvula ileocecal. (V) O controle de pulgas é essencial para prevenir a dipilidiose. Explicação: O controle de pulgas é fundamental na prevenção de Dipylidium caninum, já que são as pulgas que transmitem o parasita. (F) Os cestódeos apresentam ovos operculados, facilmente identificáveis em exames de fezes. Explicação: Cestódeos como Dipylidium caninum e Anoplocephala perfoliata não possuem ovos operculados. Os ovos de cestódeos geralmente possuem uma estrutura interna característica, mas não têm operculo (uma tampa ou capa). Platyhelminthes (vermes achatados) Trematoda (Fascíola) Cestoda (tênia) Nematoda (vermes cilíndricos) Acanthocephala (vermes com espinhos na “cabeça”). Helmintos Efeito nos Hospedeiros:• Espoliação sanguínea (competição por nutrietes, desnutrição, anemias...) • Acomentimento de órgãos e sistemas: Sistema digestório – Ascarídeos Sistema Respiratório – Dictyocaulus viviparus Sistema urinário – Dioctophyma renale • Perfuração Ascarídeos • Obstrução Ascarídeos Dirofilaria • Lesões oculares – Onchocerca • SNC - Cérebro – Cisticercose • Migração - Fasciola hepática • Infecções secundárias Platyhelminthes / Plathelminthos ❖CARACTERÍSTICAS• Corpo achatado dorso-ventralmente (maioria) – “Vermes achatados”;• Simetria bilateral;• Não possuem esqueleto;• Hermafroditas (exceto Schistosomatidae, em que os sexos são distintos);• Não possui cavidade corpórea, mas sim parênquima• Tubo digestivo incompleto;• Não apresentam sistemas circulatório, esquelético e respiratório. CLASSE TREMATODA• Subclasses: Monogenea (monoxenos) e Digenea (Requer um HI - importância na Med.Veterinárias)➢ Trematódeos digenéticos• Endoparasitos;• Ovíparos;• Encontrados em todos os grupos de vertebrados e em todos os sistemas orgânicos;• Espécies - Tamanho muito variável (alguns poucos micrômetros até vários centímetros);• Não são segmentados e formato variável (arredondado, alongado, filiforme, circular, foliáceo...);• Necessitam de dois hospedeiros.CLASSE TREMATODA➢ Trematódeos digenéticos• Famílias de maior importância na Medicina Veterinária:✓Fasciolidae✓Dicrocoeliidae✓Paramphistomatidae✓Schistosomatidae,Trematódeos Digenéticos➢ Estrutura e Função• Apresentam uma ou diversas ventosas para fixação/sensorial/locomoção;• Sistema digestório incompleto;• Não apresentam ânus; Trematódeos Digenéticos➢ Estrutura e Função• Apresentam uma ou diversas ventosas parafixação/sensorial/locomoção;• Sistema digestório incompleto;• Não apresentam ânus; Trematódeos Digenéticos➢Estrutura e Função• A superfície corporal é um tegumento com capacidade de absorção (frequentemente recoberto com espinhos ou escamas);• Os músculos localizam-se imediatamente abaixo do tegumento; • Não há cavidade corporal e os órgãos estão distribuídos no parênquima.O ciclo evolutivo dos trematódeos, também conhecidos como vermes planos ou "tênias", envolve uma série de estágios em múltiplos hospedeiros. Aqui está uma descrição geral do ciclo: Ovo (ou embrião) na água: O ciclo começa com ovos que são liberados nas fezes do hospedeiro definitivo (geralmente mamíferos). Esses ovos chegam ao ambiente aquático, onde se desenvolvem e liberam uma larva chamada miracidium. Miracidium: O miracidium nada até encontrar o hospedeiro intermediário, que geralmente é um molusco (como um caramujo). Uma vez dentro do molusco, a larva se transforma em esporocisto.Esporocisto: Dentro do hospedeiro intermediário, o esporocisto se multiplica e pode gerar mais larvas chamadas redias. As redias são responsáveis pela produção de novas larvas. Redia: As redias, por sua vez, geram outras larvas chamadas cercárias. Essas cercárias são liberadas na água e têm a capacidade de se deslocar livremente.Cercária: A cercária é a fase móvel e geralmente tem uma cauda que a ajuda a nadar. Ela pode encontrar outro hospedeiro intermediário, como um peixe ou uma planta aquática, onde ela se fixa e forma uma cápsula chamada metacercária.Metacercária: A metacercária é a forma infectante que permanece no hospedeiro intermediário até ser consumida pelo hospedeiro definitivo. Quando o hospedeiro definitivo (geralmente um mamífero) ingere a metacercária, ela se libera no intestino ou outros órgãos, dependendo do trematódeo.Hospedeiro definitivo: No intestino ou em outros órgãos do hospedeiro definitivo, o trematódeo adulto se desenvolve e começa a produzir ovos. Esses ovos são liberados novamente nas fezes, reiniciando o ciclo.Paramphistomum, Eurytrema e Platynosomum Classe Trematoda Família Paramphistomatidae Características dos Paranfístomos (anfístomos): Parasitas de pré-estômagos de ruminantes.Formato cônico e robusto, não achatado.Hospedeiro intermediário (HI): Molusco aquático.Principais gêneros: Paramphistomum, Cotylophoron, Bothriophoron, Orthocoelium, Gigantocotyle.. Paramphistomum spp.:Parasitam rúmen e retículo.Não apresentam espinhos.Tamanho: 1 cm x 3-5 mm. Acetábulo robusto na extremidade posterior.Hospedeiro definitivo (HD): Bovinos, bubalinos, ovinos e caprinos.HI: Moluscos aquáticos (Planorbidae).Paramphistomum cervi: Estágios imaturos: Duodeno.Estágios adultos: Rúmen e retículo.Ciclo semelhante ao da Fasciola hepatica.Migração: Duodeno para rúmen/retículo (6 semanas).Aspectos clínicos:Irritação das mucosas intestinal e gástrica.Diarreias fétidas e escuras, anemia, edema intermaxilar.Diagnóstico: Clínico (sintomas e histórico), coproparasitológico (ovos), necrópsia (presença nos órgãos).Controle: Similar ao da Fasciola hepatica. Família Dicrocoeliidae Características:Semelhança com lancetas.Parasitam ductos biliares e pancreáticos. Eurytrema pancreaticum:HD: Bovinos, caprinos e ovinos.Ciclo com dois HI (caramujo terrestre - Bradybaena, gafanhoto - Conocephalus).Lesões: Pancreatite crônica, obstrução dos canais pancreáticos.Platynosomum spp.:HD: Gatos e furões.Ciclo com múltiplos HI (caramujos terrestres, crustáceos isópodes, lagartos, anfíbios).Localização: Vesícula biliar, ducto biliar e ductos pancreáticos.Lesões: Obstrução biliar, colangite crônica, colestase, icterícia, hipertrofia hepática.Diagnóstico: Coproparasitológico (técnica de sedimentação), ultrassom, cirurgia, necrópsia. Platynosomum fastosum é uma espécie de parasita de grande importância no Brasil, especialmente nas regiões Nordeste, Rio de Janeiro e interior de São Paulo. Os parasitas adultos se localizam na vesícula biliar, ducto biliar e suas ramificações, além dos ductos pancreáticos. As lesões causadas por essa espécie incluem obstrução dos canais biliares, colangite crônica, colestase, icterícia e hipertrofia hepática, podendo evoluir para cirrose. Há também relatos deassociação com colangiocarcinomas. O diagnóstico é realizado por meio de exame coproparasitológico, utilizando a técnica de sedimentação em formalina-éter, onde se observa a presença de ovos castanhos (34-50 x 23-35 μm) com casca espessa e opérculo. A excreção de ovos é pequena e intermitente, o que pode resultar em resultados negativos, necessitando de repetições. Outros métodos de diagnóstico incluem exames de ultrassom, cirurgia da vesícula biliar e necropsia. Schistosoma mansoni é o agente causador da esquistossomose, também conhecida como "barriga d'água". Essa doença é uma zoonose de grande relevância para a saúde pública, afetando humanos, bovinos, ovinos e animais silvestres. O ciclo de vida do parasita envolve dois hospedeiros: os humanos como hospedeiros definitivos e caramujos do gênero Biomphalaria como hospedeiros intermediários.Os parasitas adultos se localizam nas veias mesentéricas e hepáticas, onde se alimentam de sangue. A infecção pode causar diarreia e anorexia devido à resposta inflamatória causada pela deposição de ovos nas vênulas, resultando em infiltração na mucosa intestinal. Os machos e fêmeas apresentam dimorfismo sexual, com os machos sendo mais robustos e as fêmeas se alojando no canal ginecóforo dos machos.Os ovos, que possuem espinho lateral e são eliminados nas fezes, eclodem na água, liberando miracídios que penetram nos caramujos. Dentro do molusco, os miracídios se desenvolvem em esporocistos e, posteriormente, em cercárias, que são liberadas e podem penetrar ativamente na pele do hospedeiro definitivo. A fase juvenil do helminto migra pelo corpo até se tornar adulto, com uma viabilidade de aproximadamente 5 anos no hospedeiro.. 1.