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PROPRIOCEPÇÃO 
INTRODUÇÃO 
As funções básicas do sistema nervoso são a motricidade e a sensibilidade 
que, associadas, vão determinar a missão essencial do sistema nervoso, que é 
adaptar o ser vivo ao meio ambiente. Segundo Jackson (Apud Pedone, 1982) 
todo o sistema nervoso é um mecanismo sensitivo-motor. A sensibilidade é a 
função pela qual o organismo recebe informações indispensáveis à 
conservação do indivíduo e da espécie. O músculo é o órgão motor 
responsável para que seja realizado qualquer tipo de movimento, formando 
assim, uma íntima relação entre sistema muscular e funções motoras. 
SISTEMA NERVOSO 
O sistema nervoso é responsável pelo controle das atividades, como a 
contração muscular e fenômenos viscerais. Recebe milhares de informações 
de diferentes órgãos sensoriais, integrando-se para determinar uma resposta a 
ser executada pelo organismo. 
Conforme a evolução da espécie e aumento das exigências funcionais, o 
sistema nervoso também toma-se mais eficiente com respostas mais 
complexas e perfeitas. 
Critérios Funcionais 
O sistema nervoso, segundo os critérios funcionais, é dividido em: 
Sistema Nervoso Somático - apresenta componentes aferentes e eferentes e 
relaciona o organismo com o meio ambiente. O componente aferente conduz 
aos centros nervosos impulsos dos receptores periféricos, informando o que se 
passa no meio ambiente. O componente eferente leva o comando dos centros 
nervosos aos músculos estriados, determinando movimentos voluntários. 
Sistema Nervoso Visceral - controla e relaciona as estruturas viscerais. Suas 
vias aferentes conduzem impulsos dos receptores viscerais até o sistema 
nervoso. 
Sua porção eferente leva impulsos até as vísceras, glândulas, musculatura 
lisa ou cardíaca. Faz parte do componente eferente o sistema nervoso 
autônomo, subdividido em simpático e parassimpático. 
Sistema Sensitivo 
Para Denis (1989) a sensibilidade do corpo baseia-se primeiramente na 
ativação de determinadas terminações nervosas (receptores), distribuídos na 
pele, e em estruturas profundas, músculos, vasos e vísceras. 
Os receptores são órgãos sensoriais especializados , que transformam o 
estimulo mecânico, térmico, químico ou elétrico em mensagens aferentes. 
Conforme suas funções, podem ser classificadas em exteroceptivas, 
proprioceptivas e êntero ou interoceptivas. 
Os exteroceptores são destinados a informar ao corpo sobre o que se passa 
no meio ambiente, como dor superficial, frio, calor e tato. 
Os proprioceptores transmitem a sensibilidade cinética, postural, barestesia, 
dor profunda e vibratória. Fornecem informações sobre a posição e os 
movimentos da cabeça no espaço, estado de tensão de músculos e tendões, 
posição da articulação, força muscular e outros movimentos e posições do 
corpo. 
Êntero e interoceptores: os viscerorreceptores informam o que se passa 
dentro do organismo. Os receptores cutâneos dividem-se em receptores táteis 
ou mecanorreceptores (tato e pressão), termorreceptores (calor e frio) e 
nociorreceptores (dor). 
Vias Aferentes 
Para Machado, são considerados como cadeias neuronais que ligam os 
receptores ao córtex. No caso das vias inconscientes, as cadeias são 
constituídas por dois neurônios; já nas vias conscientes esses neurônios são 
geralmente três, com os seguintes princípios gerais: 
Neurônio I - localiza-se fora do SNC em um neurônio sensitivo pseudo-
unipolar, que se bifurca, dando um prolongamento periférico que se liga ao 
receptor, e um central que se liga ao SNC. 
Neurônio II - localiza-se no corno posterior da medula. 
Origina axônios que cruzam medialmente a substância cinzenta para formar 
um tracto ou lemnisco. 
Neurônio III - localiza-se no tálamo e origina um axônio que chega ao córtex 
cerebral. 
As vias aferentes são: 
- Via da temperatura e da dor (feixe espinotalâmico lateral); 
- Via da pressão e tato protopático (feixe espinotalâmico anterior); 
- Via de propriocepção consciente e tato epicrítico (feixe espinocerebelar 
posterior). 
Sensibilidade 
Segundo Dassem e Fustinoni (1955), a sensibilidade constitui uma das 
grandes funções SN, por meio da qual o organismo adquire o conhecimento 
das modificações do meio que o cerca, sua própria atividade e dos fatores 
nocivos que passam a prejudicá-lo. 
Os estímulos de natureza variada impressionam os órgãos receptores 
distintos, ocorre um reconhecimento e discriminação. Portanto, o estímulo 
impressiona o órgão receptor determinando o fenômeno da sensação. 
São várias formas de sensibilidade consciente ou sentido, como: 
a) Sensibilidade da pele; 
b) Sensibilidade muscular e óssea; 
c) Sensibilidade do olho, ouvido, equilíbrio, olfato e gustação. 
As terminações nervosas podem ser sensitivas ou aferentes (receptores) e 
motoras ou eferentes. 
Com a estimulação das terminações nervosas temos impulsos nervosos que 
chegam ao SNC sendo interpretados resultando em diferentes formas de 
sensibilidade. 
As terminações nervosas motoras estão localizadas na porção terminal das 
fibras eferentes, ligando o órgão efetor a músculos e glândulas. 
Terminações nervosas sensitivas (receptor): 
Os receptores apresentam dois grandes grupos: 
a) Receptores especiais de que fazem parte os órgãos especiais dos 
sentidos: visão, audição, equilíbrio, gustação e olfação. Estão localizados na 
cabeça; 
b) Receptores gerais localizados em todo o corpo. São classificados em 
livres e encapsulados. 
As terminações nervosas livres são responsáveis pelos impulsos dolorosos. 
As principais terminações nervosas encapsuladas são: 
- Corpúsculos de Meissner: órgãos do tato, localizados nas pupilas 
dérmicas. 
- Corpúsculos de Vater-Paccini: localizado no tecido subcutâneo das 
mãos e pés, etc. Está relacionado com a percepção da pressão. 
- Corpúsculo de Ruffini: receptor do calor. 
- Corpúsculos de Krause: receptores do frio, localizados na derme, 
conjuntiva. 
- Fusos neuromusculares: localizados nos ventres musculares dos 
músculos estriados esqueléticos. 
- Órgãos neuro-tendinosos de Golgi: encontrados nas funções dos 
músculos estriados como seu tendão. São ativados quando ocorre 
estiramento do tendão. 
TIPOS DE SENSIBILIDADE 
a) Sensibilidade da pele ou superficial consciente. Compreende a 
sensibilidade tátil, térmica e dolorosa. As sensações são originadas pela ação 
do estímulo sobre a pele excitação de um receptor ou órgão sensorial. 
- Sensibilidade protopática: é a mais primitiva e difusa, responde a todos os 
estímulos cutâneos dolorosos, ao calor e frio. O indivíduo não localiza com 
exatidão o local do estímulo e não o discrimina. É o primeiro tipo de 
sensibilidade que aparece quando da regeneração de um nervo sensitivo-
cutâneo seccionado. 
- Sensibilidade específica: a discriminação é mais fina, com localização 
precisa. Aparece mais tarde quando da regeneração do nervo. 
Compreende a sensibilidade tátil, térmica, alterações leves de temperatura 
com poder de localização e discriminação. 
b) Sensibilidade muscular e óssea ou profunda consciente. Engloba os 
diferentes tipos de sensibilidade, como: 
- Sensibilidade ou sentido de pressão ou barestesia; apreciação de peso ou 
pressão sobre partes do corpo. 
- Sensibilidade vibratória ou palestesia: sensibilidade dos 05505 ou periósteo 
a estímulos vibratórios. 
- Sensibilidade das atitudes segmentares ou batiestesia: consciência exata 
da posição das partes do corpo e relação de uma parte com a outra. 
b.1- Sensibilidade geral proprioceptiva articular: durante os movimentos 
das articulações as cápsulas articulares sofrem compreensão ou distensão. Na 
cápsula articular encontramos receptores de Ruffini e de Golgi, fornecendo 
informações, como a posição da articulação, direção e velocidade dos 
movimentos articulares posturais e/ou cinestésicas. 
b.2- Sensibilidade geral proprioceptiva músculo-tendinosa: interfere na 
regulação do tônus, postura, equilíbrio estático e dinâmico e tambémuma experiência sensório motora normal dos 
movimentos de base que por sua repetição, tomando-se automáticos (feed-
back). 
É sobretudo empregada com crianças PC (paralisia cerebral), mas também 
em outros problemas neurológicos de origem central. 
Esta técnica combina a técnica de inibição de movimentos patológicos e 
técnicas de facilitação. 
Método de Frenkel 
Método de exercícios para os distúrbios cerebelares (incoordenação, ataxia, 
tremores). 
Corrige continuamente a disfunção cerebelar com a ajuda dos sistemas 
oculares e artrocinético. 
A progressão não se faz na força e sim na complexidade do movimento. 
A cada momento de trabalho equivale um momento de repouso. 
Os exercícios são ritmados, a comando de ordens. São executados em 
posição de decúbito dorsal, sentado ou de pé, e aplicados aos membros 
superiores, ou aos membros inferiores. 
Os movimentos de inicio são rápidos e depois lentos, com os olhos abertos e 
depois com os olhos fechados. 
PROPRIOCEPÇÃO NA REABILITAÇÃO 
Conceito: é um input sensorial (entrada de sensações) que se refere a 
percepção sensorial de posicionamento de um segmento corporal em relação 
ao espaço, incluindo direção, velocidade dos movimentos, tensão relativa sobre 
os músculos, tendões e ligamentos, cápsulas articulares e aponeuroses. 
Esta percepção é absorvida por receptores gerais tipo os exteroceptores 
(Ruffini, Valter-Paccini, Krause) e os proprioceptores (fusos neuromusculares, 
Órgãos Tendinosos de Golgi e receptores articulares e ligamentos). 
Tipos: Estática e Dinâmica 
Propriocepção pode ser consciente (córtex cerebral) e inconsciente (arco 
reflexo). 
Chamamos de propriocepção consciente toda aquela informação que chega 
ao córtex cerebral e que permite que saibamos como está o segmento no 
espaço e de propriocepção inconsciente aquela que é proveniente do arco 
reflexo, imperceptível e que tem seus trajetos corticais específicos, realizada 
pelo fuso muscular (ex: contração muscular). 
A propriocepção dinâmica é o sentido da velocidade do movimento sendo 
também chamada de cinestesia, já a estática significa percepção consciente da 
orientação das diversas partes do corpo em relação umas as outras. 
No que diz respeito às técnicas proprioceptivas cada qual estimula um 
receptor. É necessário que tais estímulos ativem os receptores para que após, 
o mesmo seja transmitido pelas vias aferentes aos centros superiores no córtex 
que faz o reconhecimento para gerar então equilíbrio, postura (ao darmos um 
estímulo buscamos uma resposta motora). 
Além disso, para que o estímulo proprioceptivo seja suficiente para estimular 
as vias aéreas superiores do córtex, é preciso estímulo verbal do fisioterapeuta 
junto ao estímulo mecânico, é preciso diversidade (neste instante entra a 
participação das aferências auditivas). 
Quando Usar: em qualquer lesão traumato-ortopédica, seja em pacientes 
idosos, jovens, sedentários, mas principalmente em atletas. 
Quando Começar: quando seu paciente já estiver sem dor, edema e com 
bom arco de movimento e boa força. 
Objetivos: trabalhar consciência corporal, dar noção de esquema corporal, 
evitar recidivas da lesão, fazer com que o paciente sinta como está seu 
segmento em relação ao espaço, trabalhar movimento lesivo (principalmente 
em atletas) e movimento inconsciente. É importante repetir os gestos de modo 
que o paciente automatize o movimento correto. 
TÉCNICAS PROPRIOCEPTIVAS 
É importante, no caso principalmente de atletas, trabalhar o movimento 
lesivo. Ele deve se acostumar ao movimento que cause a lesão. 
Trabalhar ao máximo os movimentos inconscientes, tirando dele a atenção 
visando efetividade do tratamento. 
As fases de tratamento são três e ocorre mudança de uma fase para a outra, 
quando o paciente já estiver dominando aquela fase anterior. São elas: 
1- Baixo Impacto: Feita sem carga e peso corporal sobre o segmento. 
Objetivo: dar velocidade ao movimento. 
1.1- Leito: trabalho com toques em várias regiões solicitando que o paciente 
faça movimentos na direção que você estimulou. O objetivo é dar velocidade 
aos movimentos aumentando gradativamente. 
1.2- Deslizamento: mesma coisa da fase anterior só que vedando os olhos 
do paciente. 
2- Médio Impacto: Coloca peso do corpo. Sempre usar bom senso, 
dependendo do paciente e do tipo de lesão. Há um leve apoio sobre segmento 
e articulação sofre uma leve pressão. Pode-se usar uma tábua com talco com 
uma meia para diminuir o atrito. Podes ser feito com bola ou skate. Solicitar ao 
paciente que ele faça movimentos para frente e para trás e depois de um lado 
para o outro. 
2.1- Distribuição de Peso (ortostática): inicialmente bipodal. 
2.2- Giroplanos: com um pino você faz a associação de movimentos e com 
dois pinos se faz a flexão e extensão. O objetivo é não deixar o paciente se 
equilibrar. 
Pede-se que o paciente coloque o peso do corpo em cada um dos membros, 
desequilibrar o paciente para frente e para trás. Depois apoio unipodal com 
semi-flexão de joelho. Pode aumentar a dificuldade, associar a flexão de tronco 
(tudo em solo duro e firme). Pode dar toques para que ele caia e tente se 
reequilibrar. 
Movimento Pivô: semi-flexão de joelho e rotação de tronco é um movimento 
lesivo. Só pode ser feito se a pessoa estiver bem preparada, com musculatura 
firme e trabalhada. 
2.3- Skate: com resistência, pode fazer movimentos de instabilidade bi ou 
unipodal, pode substituir o giroplano. O skate deve ser do maior. Trabalha 
desaceleração. 
A partir do momento que se colocou peso corporal, colocar calçado no 
paciente. 
Há um leve apoio sobre o segmento e a articulação sofre uma leve pressão. 
Pode-se usar uma tábua com talco com paciente de meia para diminuir o atrito. 
Pode ser feito com bola ou skate (que trabalha desaceleração). 
3- Alto Impacto: Pessoas com bom condicionamento físico. 
3.1- Solos: vários solos diferentes e várias formas de trabalho, ocorre 
impacto sobre a articulação (objetivo da técnica). Colocar o paciente para 
saltitar de um lado para o outro, para frente e para trás com um só pé ou com 
os dois. Sempre calçado, na areia pode ser descalço. 
3.2- Espuma/Cama Elástica: para isso é importante ter condicionamento 
físico, musculatura forte. A espuma promove uma estabilidade maior e você 
pode usar diferentes densidades para que ele pule de uma para outra, e a 
cama elástica dependendo do paciente podemos colocá-lo para pular corda na 
cama elástica. 
3.3- Escada/Estepe: trabalhar condicionamento físico da musculatura com 
amplitudes pequenas (movimentos pequenos), começar lento e depois 
aumenta a velocidade e amplitude dos movimentos. 
3.4- Circuito (Clínica/Praia): vários solos, obstáculos diferentes (com zigue-
zague por exemplo), cones, caixas de areia, pneus, traves para que ele pule, 
associando a solos diferentes. Esse tipo é feito somente com atletas. 
3.5- Corrida: para condicionamento do paciente. Pode ser livre, 
cronometrada ou para ver se o atleta sente algo. 
Obs: 
1- Sempre antes da propriocepção fazer escovação para dessensibilizar a 
área; 
2- Havendo qualquer estimulo nocivo (dor) parar o tratamento; 
3- Antes fazer cinesioterapia; 
4- A partir do momento que colocou peso corporal, paciente calçado; 
5- Pode-se após fazer a propriocepção, fazer crioterapia, para diminuição de 
edema e possível dor. 
ATIVIDADE NO TATAME (Método Kabat) 
Porque realizar atividades no tatame? 
O programa no tatame envolve o paciente em atividades que incorporam 
tanto movimentos quanto estabilidade. Abrande desde movimentos simples, 
como movimentos unilaterais da escápula, até combinações complexas que 
requerem tanto estabilizações quanto movimentos, como engatinhar ou andar 
de joelhos. 
As atividades são realizadas em diferentes posições de acordo com as 
funções e para irradiar os efeitos dos reflexos ou da gravidade, quando 
trabalhar com crianças, pode ser necessário progredir o tratamentousando 
atividades que se adeqüem ao nível de desenvolvimento de cada indivíduo. 
Os objetivos funcionais direcionam a escolha das atividades no tatame, uma 
atividade como passar de posição supina para sentada, é dividida em partes e 
praticada individualmente. 
Como existem diversas formas de se realizar uma atividade, o tratamento 
deve incluir grande variedade de movimentos, por exemplo: para aumentar a 
força muscular do tronco e dos membros inferiores o paciente pode começar o 
tratamento com exercícios resistidos nas posições sentadas de lado. O 
tratamento então evolui para posições que envolvem mais tomada de peso nas 
extremidades. À medida que as habilidades do paciente aumentam, exercícios 
que combinam equilíbrio e movimento em ponta, posições de gatas e de 
joelhos são utilizados com todas as atividades funcionais. O paciente deve: 
1- Mover-se para uma posição; 
2- Estabilizar-se (equilibrar-se) nesta posição; 
3- Combinar movimentos funcionais com posições de estabilidade. 
Quando o paciente atinge um grau razoável de competência em uma 
atividade, ele pode pratica-la sozinho com segurança no tatame ou com uma 
pequena supervisão, aprender a praticar as habilidades necessárias para o 
cuidado próprio e para marcha é mais fácil para o paciente quando ele se sente 
seguro e confortável. 
REALIZANDO ATIVIDADES NO TATAME 
O terapeuta deve empregar todos os procedimentos básicos para aumentar 
a capacidade do paciente em trabalhar com eficácia e mínima fadiga. 
Aproximação promove estabilização e equilíbrio. Tração e reflexo aumentam a 
habilidade do paciente em mover-se. Utilize os contatos manuais correto e a 
posição corporal adequada, para permiti-lo guiar seu próprio movimento. A 
resistência aumenta e reforça a aprendizagem de uma atividade. 
A graduação apropriada da resistência fortalece os movimentos mais fracos. 
Resistir aos movimentos potentes será irradiação para o movimento ou 
músculos mais fracos. A sincronização para ênfase permite ao terapeuta usar 
movimentos fortes para exercitar os mais fracos. Os padrões são utilizados 
para melhorar o desempenho o atividades funcionais. Todas as técnicas são 
adequadas para serem utilizadas com atividades no tatame. 
EXEMPLOS DE ATIVIDADES NO TATAME 
Os exemplos de atividades e exercícios no tatame que se seguem não 
constituem uma lista completa, são apenas algumas possibilidade. À medida 
que se trabalha com o paciente, será encontrado diversas outras posições e 
ações para ajudá-los a alcançar seus objetivos funcionais. 
Rolar 
O rolar é tanto uma atividade funcional quanto um exercício para o corpo 
inteiro. O terapeuta pode aprender muito sobre seus pacientes observando-os 
rolar. Algumas pessoas rolam usando movimento de flexão, outras usam 
extensão, e outras empurram-se com um braço ou uma perna, alguns 
indivíduos tem maior dificuldade em rolar em uma direção do que na outra, ou 
a partir de uma determinada posição. O ideal é que se tenha a habilidade de 
ajustar-se a quaisquer condições impostas e ainda assim ser capaz de rolar 
com facilidade. 
Os objetivos do rolar podem ser: fortalecimento dos músculos do tronco, 
aumento da capacidade de rolar, ou ambos. O terapeuta utiliza qualquer 
combinação de escápula, pelve ou movimentos das extremidades que melhor 
facilitem os movimentos desejados. 
Escápulas 
A resistência aplicada aos padrões escapulares anteriores facilitam o rolar 
para frente. 
Resistir aos padrões escapulares posteriores facilita o rolar para trás. Utiliza 
os contatos manuais adequados para o padrão escapular escolhido. Para 
aumentar a facilitação, o paciente deve mover a cabeça na mesma direção da 
escápula. 
 
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Fonte: www.wgate.com.br/fisioweb 
 
Blair José Rosa Filho 
 
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mailto:fisioweb@wgate.zzn.com
mailto:fisioweb@wgate.zzn.comusando 
atividades que se adeqüem ao nível de desenvolvimento de cada indivíduo. 
Os objetivos funcionais direcionam a escolha das atividades no tatame, uma 
atividade como passar de posição supina para sentada, é dividida em partes e 
praticada individualmente. 
Como existem diversas formas de se realizar uma atividade, o tratamento 
deve incluir grande variedade de movimentos, por exemplo: para aumentar a 
força muscular do tronco e dos membros inferiores o paciente pode começar o 
tratamento com exercícios resistidos nas posições sentadas de lado. O 
tratamento então evolui para posições que envolvem mais tomada de peso nas 
extremidades. À medida que as habilidades do paciente aumentam, exercícios 
que combinam equilíbrio e movimento em ponta, posições de gatas e de 
joelhos são utilizados com todas as atividades funcionais. O paciente deve: 
1- Mover-se para uma posição; 
2- Estabilizar-se (equilibrar-se) nesta posição; 
3- Combinar movimentos funcionais com posições de estabilidade. 
Quando o paciente atinge um grau razoável de competência em uma 
atividade, ele pode pratica-la sozinho com segurança no tatame ou com uma 
pequena supervisão, aprender a praticar as habilidades necessárias para o 
cuidado próprio e para marcha é mais fácil para o paciente quando ele se sente 
seguro e confortável. 
REALIZANDO ATIVIDADES NO TATAME 
O terapeuta deve empregar todos os procedimentos básicos para aumentar 
a capacidade do paciente em trabalhar com eficácia e mínima fadiga. 
Aproximação promove estabilização e equilíbrio. Tração e reflexo aumentam a 
habilidade do paciente em mover-se. Utilize os contatos manuais correto e a 
posição corporal adequada, para permiti-lo guiar seu próprio movimento. A 
resistência aumenta e reforça a aprendizagem de uma atividade. 
A graduação apropriada da resistência fortalece os movimentos mais fracos. 
Resistir aos movimentos potentes será irradiação para o movimento ou 
músculos mais fracos. A sincronização para ênfase permite ao terapeuta usar 
movimentos fortes para exercitar os mais fracos. Os padrões são utilizados 
para melhorar o desempenho o atividades funcionais. Todas as técnicas são 
adequadas para serem utilizadas com atividades no tatame. 
EXEMPLOS DE ATIVIDADES NO TATAME 
Os exemplos de atividades e exercícios no tatame que se seguem não 
constituem uma lista completa, são apenas algumas possibilidade. À medida 
que se trabalha com o paciente, será encontrado diversas outras posições e 
ações para ajudá-los a alcançar seus objetivos funcionais. 
Rolar 
O rolar é tanto uma atividade funcional quanto um exercício para o corpo 
inteiro. O terapeuta pode aprender muito sobre seus pacientes observando-os 
rolar. Algumas pessoas rolam usando movimento de flexão, outras usam 
extensão, e outras empurram-se com um braço ou uma perna, alguns 
indivíduos tem maior dificuldade em rolar em uma direção do que na outra, ou 
a partir de uma determinada posição. O ideal é que se tenha a habilidade de 
ajustar-se a quaisquer condições impostas e ainda assim ser capaz de rolar 
com facilidade. 
Os objetivos do rolar podem ser: fortalecimento dos músculos do tronco, 
aumento da capacidade de rolar, ou ambos. O terapeuta utiliza qualquer 
combinação de escápula, pelve ou movimentos das extremidades que melhor 
facilitem os movimentos desejados. 
Escápulas 
A resistência aplicada aos padrões escapulares anteriores facilitam o rolar 
para frente. 
Resistir aos padrões escapulares posteriores facilita o rolar para trás. Utiliza 
os contatos manuais adequados para o padrão escapular escolhido. Para 
aumentar a facilitação, o paciente deve mover a cabeça na mesma direção da 
escápula. 
 
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Fonte: www.wgate.com.br/fisioweb 
 
Blair José Rosa Filho 
 
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