Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

DIREITO EMPRESARIAL II 
Aula 11/03 
Sociedades Anônimas 
 
História da SA’s 
● Casa di San Giorgio (Génova, ITA) = responsável pela arrecadação tributária 
de Génova → durou de 1407 a 1805 → natureza pública (concessão 
antecipada de receitas) e foi a primeira a ter personalidade e 
responsabilidade → nascimento das companhias coloniais 
● Em 1568 foi desenvolvido o conceito de Statuto = separação da assembleia e 
pacto primário → influenciou a Constituição, art. 109, CF 
● Entregava-se dinheiro para a exploração do “Novo mundo”, mas precisava de 
carta, que é uma autorização estatal 
● Movimento associativo → Companhias Americanas = caráter comunitário e 
voltadas para o consumo (início do século XIX na ING nasce o 
cooperativismo) 
● Nos EUA, esse caráter comunitário impactou no financiamento de 
infraestrutura → o foco não era o lucro → construíram bancos, pontes e 
pedágios = “sem banco, não há comércio” 
● EUA no século XIX teve na iniciativa privada uma saída para sua 
infraestrutura → no início do século XX, essa característica comunitária 
sumiu → dispersão acionária, ou seja, as companhias americanas são 
dispersas 
○ No BRA, as estatais são fortes desde a origem 
● Em 1808, o comércio começa no Brasil 
○ No Brasil colônia era proibido (1530 a 1808) 
○ Primeiro banco do Brasil - IPO (1808 a 1817) → ações do BB 
○ Liquidação do BB em 1829 e novo BB em 1851 (que está funcionando 
até hoje) 
○ Praça do comércio do Rio (1809-1920) = bolsa de valores (vendia 
títulos públicos) e necessitava do reconhecimento da função de 
corretor (1845) 
○ As SA’s dependiam de autorização governamental 
○ Admitiam ações ao portador (ação sem nome) e podiam ser 
transferidas por endosso (o dono escrevia o nome do comprador) → 
acabou em 1991 com o Collor → favorecia a lavagem de dinheiro 
○ 1942 = nova lei das SA’s 
○ Anos 40 e 50 → CSN, Vale, BNDE e Petrobrás 
○ Decreto 9783/46 → bolsas estaduais e a obrigatoriedade de registro → 
B3 englobou/absorveu todas essas bolsas 
○ Golpe de 64 → Banco central do Brasil 
■ Decreto lei 157 para criar companhias incentivadas → 
pagava-se o tributo e recebia cotas da FINAM, que com elas 
podiam ser trocadas por ações de companhias que pagavam tal 
tributo (grande tônica da década de 70) → mercado de estatais 
(lei 6404/76 - SA’s e lei 6385/76 - mercado de valores 
mobiliários) 
○ Caso Enron (2000), pós internet, o mercado de internet a cada 6 
meses duplicada, mas entre 99 e 2000, a demanda aumentou 10% e 
na Enron acabou faltando dinheiro → maquiaram os dados da 
contabilidade 
■ A partir disso, facilitou o acesso à internet, se tornando algo 
barato 
○ Caso SOX → transparência na contabilidade → é exigido no BRA em 
2000 
○ Crise de 2008 → tempo dos derivativos 
○ B3 é a quinta maior bolsa do mundo → 328 empresas listadas 
○ Reformas pandêmicas → lei da liberdade econômica e outras 
 
Características da Companhia ou das sociedades anônimas 
● Capital dividido em ações e a responsabilidade dos sócios ou acionistas será 
limitada ao preço de emissão das ações adquiridas ou subscritas 
○ Nas sociedades limitadas, as relações são regidas pelo direito das 
obrigações, enquanto as SA’s são regidas pelo direito de 
propriedade (as ações são consideradas bens móveis incorpóreos → 
a titularidade é destacada na personalidade do sócio, pois no intuito 
pecuniae prevalece o capital) 
● Sempre será uma sociedade empresária, logo sempre vai poder pedir 
falência ou recuperação judicial 
● Nas sociedades simples, não se divide o estabelecimento 
● Teoria contratual x teoria institucional 
○ teoria contratual (Scarelli) = “o interesse social é o mesmo interesse 
dos sócios” 
○ teoria institucional = “o interesse social é diferente do interesse dos 
sócios” 
○ o interesse da companhia está mais próximo ao interesse nacional 
(visão alemã, século XX) → nas SA’s brasileiras é predominante a 
teoria institucional 
● Estrutura orgânica da administração → acionista controlador, assembleia, 
diretoria, conselho fiscal = sistema de órgãos 
● Art. 3 da lei das SA’s = a sociedade será designada por denominação 
acompanhada das expressões companhia ou sociedade anônima → nunca 
terá razão social → o nome do fundador, acionista, ou pessoa que por 
qualquer outro modo tenha concorrido para o êxito da empresa, poderá 
figurar na denominação 
● Sociedade de capital x Sociedade de pessoas e familiares 
○ Acionista pode pedir dissolução parcial, nas SA’s familiares 
(jurisprudência) 
○ Simples é sociedade de pessoas 
○ Limitada pode ser ambas 
● Espécies de SA’s 
○ Sociedade comandita por ações = o problema recai sobre os próprios 
administradores (menos comum) 
○ Sociedade de economia mista = BB, Trensurb e Petrobrás 
○ Subsidiária integral 
○ Capital aberto ou fechado 
■ Para funcionar como capital aberto, deve obter autorização da 
CVM para atuar na bolsa ou balcão (forte regulação estatal) 
○ Sociedade anônima do Futebol (lei 14193) 
○ Sociedade Holding ou de participações (art. 2, parágrafo 3) 
■ “resolve dentro da família” → exercício de controle da 
companhia e evita conflitos familiares → “não morre” → Holding 
patrimonial 
● Objeto (art.2 da lei das SA’s) 
○ Pode ser objeto da companhia qualquer empresa de fim lucrativo, não 
contrário à lei, à ordem pública e aos bons costumes 
 
Aula 18/03 
Constituição de SA 
● Estrutura maleável 
○ Séc. XIX, SA’s eram para grandes cias 
○ órgãos complexos ou simples 
○ alteração da obrigatoriedade de 2 diretores (cuidado - verificar 
estatutos) 
● Central de balanços = site público para publicação de sociedades com menos 
de 78 milhões por ano 
○ dispensa de publicações prévias para constituição 
● Constituição da SA 
○ aberta → subscrição pública 
■ podem captar investidores, pois é aberta ao público 
■ indispensável a realização de assembleia → já inicia a abertura 
do capital antes da criação da sociedade 
■ precisa de autorização da CVM 
○ fechada → subscrição particular 
■ abrir o capital → de fechada para aberta 
■ pode ser por assembleia ou por escritura pública (todas SA do 
Brasil) 
 
 
● Requisitos preliminares (Art. 80, LSA) 
○ subscrição de pelo menos 2 pessoas, de todas as ações em que 
se divide o capital social 
■ subsidiária integral → pode ter apenas 1 acionista (art. 251, 
LSA) 
○ realização, como entrada, de 10%, no mínimo, do preço de emissão 
das ações subscritas em dinheiro 
■ depósito deve ser feito em banco autorizada pela CVM 
■ assembleia é feita a alteração do contrato social e, junto com o 
contrato núcleo (instrumento da junta comercial), é 
transformado de limitada para anônima 
○ preço de emissão das ações = em geral, as ações não têm valor 
nominal → mas pode ser definido em assembleia 
■ “subscreve as ações e depois é feita a integralização delas” 
■ no ativo, é colocado os bens da sociedade 
● Companhia em organização x sociedade em comum 
○ os administradores/fundadores têm responsabilidade ilimitada → 
podem responder pela demora da constituição, por exemplo 
○ não tem personalidade jurídica 
● Constituição pública (art. 82, LSA - registro da emissão) 
○ instituições financeiras têm um papel de zelar os capitais 
○ CVM tem o papel de garantir transparência entre os investidores 
○ Lei 6385/76 regulamenta como funciona a abertura de capital 
■ conceito de valor mobiliário = as cias fechadas tem ações, 
enquanto as cias abertas podem emitir valor mobiliário 
■ investimento em dinheiro, com escopo de lucro e para várias 
pessoas, caracterizam um valor mobiliário (oferecido para o 
público com expectativa de lucro, com base no esforço dos 
outros) → a partir de 2001, temos esse conceito material com 
um valor funcional 
○ 2 normas sobre oferta pública (CVM 400 e CVM 476) 
■ Há política pública de investimento nas empresas do que nos 
bancos → desenvolver uma atividade que tem mais ganhos do 
que a poupança → só posso oferecer para investidores 
profissionais (limites na colocação → vedado o uso da internet, 
telefonee escritórios) → números de investidores até 75 ou 50 
○ Conceito de balcão = é organizado e só existe hoje a B3 → é o 
mercado de valores mobiliários e as partes podem negociar para 
transformar em dinheiro 
○ Conceito de bolsa de valores = neutralidade e transparência dos 
preços e apenas para ações → é obrigado a lançar no pregão, sem 
saber quem está do outro lado (caso queira vender) → em tese, não é 
feito leilões altos e sim em valores fracionados 
● Requisitos do Estatuto (espalhado na LSA) 
○ definição de objeto de modo preciso e completo 
○ fixação do valor do capital social 
● Deveres dos fundadores e diretores (art. 88, LSA) 
○ constituição por subscrição particular (pode ter divergência no ato de 
subscrição) 
○ boletim = um documento para cada acionista; lista = todos assinam 
○ art. 85, LSA → formalidades iniciais 
■ primeiro ato: publicação no diário oficial (pós arquivamento na 
junta) 
● Livros sociais 
○ matéria jurídica e tradicional (cias de capital fechada - advogado) 
○ instituições financeiras (necessário para bolsa de valores) 
○ ao todo, 6 livros são obrigatórios → importantes para dar 
credibilidade → os diretores devem zelar por esses livros 
○ problema de documentos eletrônicas → pdf pode perder as 
assinaturas → a junta não faz a autenticação do papel 
○ Art. 105 - A exibição dos livros da companhia pode ser ordenada 
judicialmente sempre que, a requerimento de acionistas que 
representem, pelo menos, 5% do capital social, sejam apontados 
atos violadores da lei ou do estatuto, ou haja fundada suspeita 
irregularidades praticadas por qualquer dos órgãos da companhia 
● Anulação da cia 
○ Art. 285, LSA = sempre é possível sanar o vício, por deliberação da 
assembleia-geral (é anulatória, sempre é decadencial) 
■ Ex.: ilicitude do objeto; constituição por absolutamente incapaz 
Capital social 
● é constitutivo, um patrimônio autônomo, destacado do patrimônio (doutrina) 
● generalidades = o que os sócios arriscam a perder, é o que 
aportaram/subscreveram 
● diferença entre capital fixo e patrimônio líquido (doutrina) 
○ capital fixo não se altera, enquanto o patrimônio líquido sim 
○ patrimônio líquido é calculado entre o ativo e passivo 
○ quanto maior o capital, mais seguro (juridicamente) 
○ quanto maior o patrimônio líquido, mais rentável (economicamente) 
○ o dinheiro que vem de capital vira ativo 
● Tutela da integralidade do capital social 
○ não distribuir dividendos com objetivo de captar clientes → Banco 
Central controla a integralidade de capital das instituições financeiras 
○ objeto de atenção = ativo deve ser maior que o passivo 
● Sociedades da tecnologia da informação e capital 
○ baseadas na propriedade dinâmica e são reguladas pelo direito das 
obrigações 
● Funções do capital 
○ garantia aos credores (passivo exigível) 
○ formação de poder política (organização) → ex.: acionista controlador 
○ a sociedade pode ter lucro, mas declarar falência (ativos menos 
passivos = lucro, mas sem dinheiro para pagar as contas por conta da 
falta de caixa 
○ fontes dos recursos → desenvolvimento de atividades econômicas e 
função de produção (capital é melhor do que lucro) 
● Princípios 
○ intangibilidade ou estabilidade → capital tem que ser igual ao lucro 
■ se for maior, pode distribuir dividendos; menor não pode 
■ saídas em caso de capital menor: reduzir o capital ou ficar anos 
sem distribuir 
■ o estatuto da cia fixará o valor da capital social, expresso 
em moeda nacional 
■ serviços não podem formar o capital social 
■ SA deve contratar peritos (pelo menos 3) para avaliarem os 
bens, apresentando laudo técnico 
Aula 25/03 
Desdobramentos sobre capital social 
● Capital mínimo e máximo 
○ não há mínimo por força de lei → mas pode existir excesso ou falta de 
capital 
○ mínimo = antiga EIRELI (100 salários mínimos), mas em instituições 
financeiras e seguradoras é variável 
■ mínimo em dinheiro = 10% em capital 
○ em alguns casos, não pode transformar uma sociedade em 
seguradora, podendo sofrer com desconsideração da personalidade 
jurídica → subcaptação, conforme a doutrina 
○ Art. 199, LSA → limite para retenção de lucros, autorizando em alguns 
casos, a redução de capital 
○ supercaptação = capital excessivo 
○ Art. 206, II → dissolução judicial = 5% ou mais do capital social 
○ modificações de capital = arts. 167 a 174 
Ação 
● para Scarelli, é um dos 3 pilares da SA 
● menor fração/fatia do capital e confere a posição de acionista → status socii 
(art. 109, LSA) 
● mecanismo de socialização do risco → é uma coisa móvel, imaterial e 
indivisível → é regido pelo direito das coisas (impacto no dir. civil) 
● ação é diferente de título de crédito → no passado era mais similar, por conta 
do endosso e de ações ao portador, que não existem mais 
● certificado de ação para comprovar que tinha ações naquele momento 
● ação nominativas (nome do acionista); ação com valor nominal (via estatuto); 
ação sem valor nominal (via integralização) → arts. 13 e 14, LSA 
 
Espécies (ordinárias ou preferenciais) 
● ordinárias = direito comuns de sócio (art. 110) → ações com voto plural 
(pode ter 1 ação com no máximo 10 votos (em cias abertas, deve constar no 
estatuto) → quando o fundador é importante → grande capitalização e 
controle da cia → impacto na abertura de capital 
○ estão preocupadas com o controle 
● classes em cias fechadas (art. 16) 
○ em geral, as preferenciais têm direito à voto, mas em bolsa de valores, 
não tem direito à voto → para melhor governança, busca-se 1 ação = 1 
voto 
● preferenciais (art. 17) = prioridade na distribuição de dividendo (fixo, quando 
houver lucro ou reserva; mínimo, recebe o valor mínimo + outro valor) 
○ aceita a correr risco, mas tem preferência no recebimento (no 
reembolso de capital, com ou sem prêmio → deve ter cláusula, 
operação para investimento e desinvestimento) 
○ estão preocupadas com o investimento 
○ vantagens jurídicas = cias abertas tem obrigações para votar 
■ golden share (art. 17 - privatizações) → Vale e Embraer, veta 
algumas alterações por parte do Estado 
● observações 
○ ações ordinárias podem ser convertidas em ações preferenciais 
○ voto plural é permitido 
○ caso passe 3 anos sem distribuição de dividendos, as ações 
preferenciais podem ganhar direito à voto 
 
● Circulação 
○ as ações são indivisíveis (art. 28) → ela pode ser dividida em caso de 
morte ou separação (condomínio de ações) 
○ as cias fechadas podem direito de preferência estatutária 
■ primeiro tenta se vender as ações para os outros acionistas e 
posteriormente aos terceiros → é colocado através de cláusula 
○ acordos de acionistas → contratos de opção, preferência e primeira 
oferta 
■ ideia = nunca impedir a circulação, mas colocar regras 
■ opção de venda (quase ninguém faz) e opção de compra 
(usada para adquirir mais percentual) 
■ falta de liquidez das cias fechadas e abertas 
● fechadas → muito difícil conseguir vender 
● abertas → possibilidade de vender na bolsa 
○ entesouramento = quando a cia compra as próprias ações → não tem 
direito de dividendos e de votar → tem 6 meses para recolocar as 
ações no mercado (cia pode comprar 100%) 
○ direito e garantias 
■ penhor (art. 39) e alienação fiduciária e usufruto (direito de 
dividendo e de voto) → regidas pelo dir. real 
■ outras restrições → propriedade fiduciária é com base na 
confiança e obrigado a restituir (importante para o mercado 
financeiro) 
■ fideicomisso via testamento (forma de sucessão testamentária 
que garante a transmissão dos bens a um beneficiário futuro, 
após uma condição ou prazo) 
 
● Preço de emissão (art. 170) - critérios 
○ perspectiva de rentabilidade 
○ valor do PL da ação 
○ cotação em bolsa 
○ diluição injustificada → justificação de anulação sobre a deliberação do 
preço 
● Stock options 
○ influência dos EUA → mecanismos de participação de empregados 
para distribuição do sucesso da cia → forma de “remuneração” → 
relação com o direitodo trabalho (jurisprudência e LSA) → se for 
demitido por justa causa, perde → necessita de previsão estatutária 
● Phantom stocks 
○ obrigada a vender as ações em preço à vista, mas deve ser mostrado 
que não é salário e afins → nunca se torna acionista 
● Resgate (art. 44) 
○ não interessa se tem lucro 
○ retirada das ações de circulação, com ou sem redução de capital 
○ voluntário = quando o acionista aceita 
○ compulsório = quando a cia tem direito de resgatar as ações após tal 
critério 
● Amortização (art. 44) 
○ depende da existência de reservas de lucro 
○ antecipação da devolução do investimento sem redução de capital 
● Reembolso (art. 45) 
○ não depende do uso de reservas 
○ pagamento aos acionistas dissidentes nos casos de direito de recesso 
ou de grupamento 
○ a companhia pagará 80% do valor de reembolso calculado com base 
no último balanço e, levantado o balanço especial, pagará o saldo no 
prazo de 120 (cento e vinte) → possibilidade de regulação no estatuto 
○ a lei pede o valor contábil, em casa de recesso → “a minoria vencida, 
pode pedir para sair” 
Aula 01/04 
Debêntures 
● o que é = ela é um instrumento jurídico expresso na LSA que permite as cias 
fazem captação de recursos perante ao pública (abertas) e mercado/pessoas 
conhecidas (fechadas) → importante fonte de financiamento 
● espécie de empréstimo de dinheiro → emite a debênture para alguém e 
receber alguma quantia em dinheiro e se obriga a restituir os valores com 
pagamento de juros ou até mesmo, com lucros 
○ é diferente de emitir ações = emitindo ação tu faz com que a pessoa 
vire acionista e está transferindo uma parte do capital (o momento 
econômico não é adequado, pois as ações estarão em um valor muito 
abaixo) → resguarda o acionista 
● rentabilidade = maior que a de um banco → ainda existe a possibilidade de 
se transformar em acionista em um momento futuro (o investidor quer no 
fundo, comprar um pedaço da cia → tem um ganho importante de capital, 
que pode ser de seu interesse) → o debenturistas deve verificar se o 
momento é bom para converter em ações 
● instrumento de investimento sem assumir certos riscos do negócio → 
debenturistas, na pior hipótese, perde o valor investido → o acionista pode 
perder a personalidade jurídica ou a justiça do trabalho pode responsabilizar 
acionistas, enquanto os debenturistas não 
● é possível que atribuir alguns poderes aos debenturistas → pode ter poder de 
fiscalização → mas é menor que os do acionistas 
● classes de debenturistas 
○ com garantia real → um imóvel pode ser uma garantia → ela tem 
servido nas operações de recuperação judicial e de falência 
○ com garantia flutuante → um grupo de ativos (parte do estoque, por 
exemplo) → também impacta na recuperação judicial e de falência 
○ podem ser sem garantia 
○ subordinadas → a garantia não é os ativos → só pode executar os 
lucros que a cia tiver → parecida com a de sócio → é conversível em 
ações (investimento em startups) → pode ganhar o controle da cia 
■ quando tu tem uma que só pode ser convertida → é comum ter 
uma opção de venda por 1 real 
■ podem não ser executadas (quando não há lucro) 
● Pode ter juros fixos e variáveis → é obrigatório que tu tenha sempre um valor 
nominal → pode haver ou não prémio de reembolso (determinado valor é 
pago ao ser resgatada) 
○ amortização - pagamento parcial 
○ resgate - antecipa o pagamento e retira a debênture de circulação 
● sobre o vencimento 
○ debênture perpétua (art. 57) → é possível que ela vença apenas com 
o inadimplemento (economicamente não é vantajoso) → tem 
discussão sobre, pois é uma dívida que concorre com as ações e, 
portanto, ela deveria ter um prazo 
● debêntures de infraestrutura = vendidas em balcão 
● bônus de subscrição (art. 75) 
○ direito de preferência, que pode ser vendido para alguém → 
transforma a obrigação, em coisa (direito por um objeto) → não 
acontece com tanta frequência 
○ direito de preferência de subscrição de ações por determinado preço 
(são considerados uma vantagem para os acionistas → como se fosse 
um fruto das ações) 
○ nas cias de capital aberto se transforma em um valor mobiliário 
● lei das startups 
○ não será chamado de sócio = quem tem contrato de opção de 
subscrição de ações (direito potestativo, o contrato é definido pela 
vontade) 
O acionista 
● proprietário de uma coisa móvel e também é considerado um sócio → a 
pessoa que possui a propriedade de uma ação, possui obrigações 
(principalmente no caso do controlador) e direitos 
○ todavia, existem acionistas que só subscrevem a ação e terá apenas 
uma obrigação = realizar a integralização da ação subscrita (se ele 
não cumprir, a cia pode obrigá-lo executar o pagamento → ela não é 
extinta com a venda das ações) → com isso, o estatuto deve prever o 
que acontece com o acionista que não integralizou 
● o acionista quando ele também é administrador, passa a ter deveres que faz 
ele agir de um certo modo 
○ o administrador tem deveres de colaboração e lealdade da cia → 
dever de fiscalizar → isso não é atribuído ao acionista singular 
● acionista remisso = o acionista que não cumpre com a promessa de 
integralização (art. 107) → posso executar o acionista pelo não pagamento 
das ações ou a cia pode vender as ações na bolsa → é possível, inclusive, 
cancelar as ações se não encontrar comprador (caducas) 
● acionista deve sempre votar no interesse da cia → caso ele não vote, terá o 
voto abusivo ou voto em conflito de interesse e pode ser responsabilidade 
pelos danos 
○ voto abusivo = abusa da condição jurídica em benefício próprio ou de 
terceiro (art. 186) 
■ conflito formal de interesse x conceito material de interesse 
● formal = a própria lei já diz, que o acionista não pode 
votar (aprovação das próprias contas → já está 
previamente proibido) 
● material = ao exercer o direito de voto, isso provoca um 
prejuízo para a cia → ex.: definição do preço de um bem 
(preço maior de um bem que o acionista votou → não 
cabe impedir a votação e sim verificar se houve conflito 
posteriormente) 
■ art. 115 → abuso de voto dos acionistas minoritário e majoritário 
→ pode responder mesmo que o voto não prevaleça 
● abuso do minoritário = se o majoritário não pode votar 
suas próprias contas, o minoritário fica responsável → 
com isso, caso desaprove as contas sem que exista um 
fundamento 
● direitos essenciais (art. 109) 
○ a assembleia e o estatuto são soberanos, mas não podem se 
sobressair sobre direitos que são essenciais 
○ 1) participar dos lucros sociais; 2) participar do acervo da cia em caso 
de liquidação (paralisa a sociedade, vende-se os bens, paga os 
credores e sobra o acervo); 3) fiscalizar, na forma prevista na lei, a 
gestão dos negócios sociais (um diretor fiscaliza o outro, o acionista 
não pode bater na porta e querer fiscalizar a cia); 4) preferência para 
subscrição de ações, debêntures convertidas em ações e bônus de 
subscrição (em caso de aumento de capital → ele tem preferência na 
proporção da ação); 5) hipótese de retirada da cia (servem para 
proteger o acionista, quando a regra dos jogos estiverem sendo 
quebradas, nenhuma regra estatutária pode impedir esse direito → 
fusão e afins); 
■ O estatuto da sociedade pode estabelecer que as divergências 
entre os acionistas e a companhia, ou entre os acionistas 
controladores e os acionistas minoritários, poderão ser 
solucionadas mediante arbitragem, nos termos em que 
especificar 
■ o direito à informação, que não está na lei, é considerado, pela 
jurisprudência e doutrina, um direito essencial 
■ o direito de propriedade sobre as ações não é um direito 
essencial → a ação em si não é considerada um direito 
essencial, pois em caso de fusão/incorporação, aquela ação é 
extinta, ou seja, passa a ser acionista de outra cia 
■ direito de voto também não é essencial 
○ direitos de minoria (art. 202, p3) → não importa o tamanho do 
acionista, ele pode impedir que não haja a distribuição de dividendoinferior ao obrigatório 
■ com 10% posso impor a adoção de voto múltiplo para eleição 
dos membros do conselho de administração 
Aula 08/04 
Poder de controle e acordo de acionistas 
● conforme Hannah Arendt, deve haver relações de poder na sociedade 
● acionista controlador (conceito material) = elege os administradores e tem 
influência nas principais ações da sociedade → tem que ser PN ou PF 
○ além disso, orienta o funcionamento dos órgãos da cia → deve cumprir 
com a função social 
○ diante terceiros, o acionista controlador não tem responsabilidades 
○ art. 116-A = publicidade do controle e interesse social 
○ art. 117, p1 = abuso de poder do controlador (8 modalidades) 
○ Tag along = quando vende as ações do controlador e os outros 
acionistas podem vender suas ações por no mínimo 80% do preço 
pago pro controlador (“mudou as regras do jogo”) 
● o poder na SA → participação no capital ou investimento acionário, direção e 
controle 
○ controlador como órgão da cia 
○ acionista tem dever de lealdade e de integralização do capital 
○ acionista majoritário = não significa que será controlador, pois o 
controle pode ser compartilhado → controle minoritário (disperso ou 
gerencial) 
○ teoria dos deveres fiduciários dos administradores (atua conforme o 
interesse da cia) 
○ estrutura oligárquica da SA = o acionista controlador é quem manda, 
mas a lei limita o poder 
● obrigações do controlador 
○ lealdade, informar, monitorar e governança corporativa 
○ controlador é o árbitro do bem comum → transforma o papel da 
assembleia → tem deveres positivos 
○ permanência? a lei não diz → mas tem que ser via eleição 
○ prêmio do controle (o acionista minoritário pode receber até 80% da 
ação) → o controle vale mais que as outras posições societárias (tanto 
é que as ações de controle não são disponíveis na bolsa de valores) 
→ se houver venda, deve ter uma cláusula contratual de no mínimo 
20% (art. 254, LSA) → deve oferecer para todos os acionistas 
● controle interno vs externo 
○ interno = votos 
○ externo = por meio de contratos e instrumentos de dívida 
● acordos de acionistas 
○ constitui um contrato celebrado entre acionistas de determinada cia 
visando à composição de seus interesses individuais ao 
estabelecimento de normas de atuação na sociedade → ajustes 
parassociais 
■ a cia não é parte 
■ não existe no código civil 
■ contrato típica → natureza acessória 
○ acordo de controle, de voto, de minoritários (tem % mínima) e de 
bloqueio → deve haver reunião prévia para acordo de votos 
○ buy or sell vs opção de compra 
■ buy or sell = compra ou venda de ações para resolver conflitos 
societários → mecanismo auto regulável (deve ser feita uma 
oferta séria) 
■ opção de compra = as partes definem uma opção de compra 
com o passar do tempo (contrato próprio ou em acordo) → tem 
como colocar cláusulas de rendimento e afins 
○ procuração tem 1 ano de validade, salvo em acordo de acionistas 
■ torna o instituto eficaz, impedindo manobras, em caso de 
acionista ausente 
○ tem tempo indeterminado, basta notificação ou se for extinta a 
sociedade (não pode por inadimplemento) 
■ exceto em votos de verdade, o acordo pode ser quebrado (ex.: 
envolvimento de corrupção ou prejuízo no interesse social) 
 
Aula 15/04 
Assembleia de acionistas 
● órgão que realiza a atribuição de direitos e deveres (é limitado) → não tem 
personalidade jurídica 
● cada membro responde por seus atos (pessoalmente) 
● presidente vira um órgão da assembleia 
○ forma a vontade da sociedade → não é uma manifestação dos 
acionistas 
○ é indivisível (ideia de unidade, mas pode ser separar as atas - que tem 
suspensão no tempo) → deliberações, que são separáveis da 
assembleia podem anular uma deliberação específica (ex.: voto 
abusivo da minoria) 
● os diretores praticam os atos (aprovando e assinando) → mesmo que seja 
contra o ato deliberativo da assembleia 
● necessita do órgão executivo 
● competência (art. 122) 
○ atos de autonomia privada, nem sempre da vontade (direito societário 
tem efeitos específicos) → deliberação da assembleia é considerada 
uma autonomia e autoridade privada 
○ em caso de urgênmcia, certas matérias podem ser deliberadas com o 
controlador (falência e recuperação judicial), sob ratificação 
○ competência privativa (art. 121) → assembleia está limitado sobre o 
objeto da cia 
● convocação 
○ quem convoca = conselho de administração ou diretores → conselho 
fiscal (art. 163, V) e qualquer acionista em caso de mora (ou a própria 
assembleia pode convocar) 
○ deve-se verificar o que determina o estatuto 
○ o 5% do capital no caso de pedido fundamentado no prazo de 5 dias 
○ convocação deve ser publicada (3x na imprensa e diário oficial) 
○ pauta detalhada = as cias abertas não podem ter assuntos gerais 
■ caso tenha a presença de todos = pode-se falar algum outro 
assunto na assembleia 
○ art. 124, p3 = convocação por carta (caso tenha % considerável) 
○ podem ser digitais, mas o recomendável é presencial 
○ art. 294 → publicações eletrônicas (central de balanços → tem 
discussão) 
● quórum de instalação 
○ primeira convocação = ¼ do total de votos conferidos pelas ações com 
direito à voto; segunda convocação = qualquer número 
■ ⅔ para reforma de estatuto 
● legitimação e representação 
○ cabe aos diretores conferir → exibir a identificação 
○ procuração com firma reconhecida com prazo inferior a um ano 
(assinatura e certificado digital são válidos) 
○ presença de advogado na assembleia (procuração só para advogado 
ou para acionista) 
● procedimento 
○ primeiro: livro de presenças e verificar se tem quórum 
○ segundo: eleição da mesa (poder de polícia) → definir o presidente da 
assembleia, além do secretário, que elabora a ata 
○ terceiro: quórum de deliberação (em caso de empate, nova assembleia 
em prazo de 30 dias) 
○ quarto: deliberações preliminares - forma de sumário 
■ elaboração da ata (em forma de sumário ou analítica) → consta 
apenas as deliberações e ocorrências (protesto) e arquiva na 
junta → maioria assina → autenticação pelo presidente → pode 
ser publicada somente o extrato da ata 
● modalidades 
○ geral (ordinária ou extraordinária) = para todos → afastar conflito de 
interesses → emissão de debêntures e de ações do capital autorizado 
→ publicação e arquivamento se houver interesse de terceiros 
■ alteração de estatuto → arquivamento e publicação obrigatória 
→ quórum de ⅔ → art. 136-A, vai vigorar o princípio da maioria 
○ assembleia geral ordinária (art. 132) → matérias pacíficas 
■ prazo = nos 4 primeiros meses do ano sobre o ano anterior 
(pode fazer depois de abril, mas se caracteriza como mora) 
■ deve ser publicado em 30 dias ou em aviso de 30 dias 
■ “prejuízo é da cia e não precisa ser deliberado” 
■ publicação é uma prestação de contas → importante para os 
administradores (os acionistas, depois de aprovado as contas, 
pode propor uma ação anulatória → tem 2 anos, depois não se 
discute mais) 
■ em cias de economia mista, o tribunal de contas que aprova 
○ assembleia geral extraordinária (art. 136) 
■ quórum qualificado → maioria do capital com direito à voto → 
dizem sobre matérias especiais 
■ é por exclusão, se não tiver na hipótese de ordinária (quórum 
maior, tendência de conflito) 
○ de preferencialistas 
○ de debenturistas 
 
● Direito de recesso/retirada (descapitalização) 
○ contraponto ao princípio majoritário 
■ “se tu não acredita no acionista controlador, pega os valores 
contábeis e vai embora” → ele protege a minoria (ex.: mudar o 
objetivo social) e a maioria (ex.: decide o destino e 
provavelmente terá que aportar algo) 
○ elemento histórico → Código Comercial ITA de 1892, que autorizava a 
alteração do estatuto e a abertura para a minoria se retirar 
■ reforma de 1997 no BRA → facilitou as privatizações 
■ em 2001 → voltou o direito de recesso, exceto na cisão 
■ em 2015 → dir. de recesso pela adoção de cláusula arbitral 
○ recesso legal vsrecesso estatutário 
■ estatuto pode melhorar o dir. de recesso e aplicar outras regras 
(deve-se negociar bem na emissão primária de ação) 
○ abuso do controlador → movimentos para expulsar a minoria pagando 
pouco (pode-se anular os atos do controlador) 
○ hipóteses de direito de retirada = direitos essenciais e “cláusulas 
pétreas” → direitos inderrogáveis 
○ condições e efeitos do recesso → possibilidade de exercício no prazo 
de 30 dias a contar da publicação da ata 
■ para Eizirik, deve exercer sobre a totalidade das ações 
○ recesso vs dissolução parcial (em cias fechadas) 
■ utilização rar do recesso 
 
Aula 22/04 
Órgãos da administração 
● Diretoria (unitária ou plural) → executivo da cia 
● Conselho de administração (acionista ou não) 
● Comitês estatutários (uma função mais gerencial) 
○ pode mudar conforme a complexidade da atividade 
● órgão vs pessoalidade (é pessoal, mas pode haver procuradores) 
○ Regras de governança = normas criadas para a governança 
empresarial → busca-se organização, transparência e auditabilidade 
dos procedimentos da empresa (“pois são os acionistas que pagam a 
conta”) → criam órgãos, deveres e competências, que promovem o 
funcionamento da atividade empresarial 
● Diretoria (arts. 143 e 144) → órgão executivo e deliberativo, quando não 
houver conselho 
○ é a representação da cia → mandato de até 3 anos no máximo → não 
pode ter mais de ⅓ da diretoria composta por conselheiros 
○ normas comuns (arts. 145 a 152) 
■ requisitos e impedimentos (art. 146) 
■ garantia de ações (art. 148) 
■ prazo de 30 dias para posse 
■ substituição e término de gestão (art. 150) → não pode ter cia 
sem diretor, logo os diretores ficam até os próximos) 
■ renúncia (art. 151) e remuneração (art. 152) → papel da CVM 
para conter o abuso de remuneração dos administradores 
● Conselho de adm = no passado era conselho de acionistas, mas a doutrina 
alterou isso → sobre o ponto de vista econômico, é interessante ter uma 
administrador independente, que não recebe dividendos 
○ composição e colegialidade (art. 140) = o conselho mais simples tem 3 
pessoas e com mandato de até 3 anos → podem sair a qualquer 
momento e podem reeleger quantas vezes quiser → estatuto ou 
assembleia pode definir o presidente (ele é quem define a pauta e a 
convocação pode ser feita a partir de qualquer membro) 
■ art. 140, p1 = participação dos empregados (não é obrigatório 
no direito brasileiro) 
■ art. 140, p2 = é preciso ter conselheiros independentes nas cias 
abertas 
■ atos de verdade = o conselheiro fica vinculado à lei antes de 
estar vinculado aos acionistas (através do acordo entre 
acionistas) 
○ função = deliberar, contratar/demitir diretores, fiscalizar os atos dos 
administradores e diretores, e cuidar do regulamento interno (ex.: 
auditoria externa ou/e interna) 
○ voto múltiplo (é obrigatório caso seja pedido) = mecanismo que 
permite a concentração de votos da minoria para eleger membros do 
conselho 
■ quando, pelo voto múltiplo, a minoria empatar com a maioria, a 
maioria escolhe +1 
■ destituição de um conselheiro em voto múltiplo = destituiu todo 
o conselho 
○ competência = matérias de maior importância da gestão e privativa → 
escolhe e destitui os auditores independentes, se houver → a lei fala 
quando o estatuto pode intervir/alterar 
■ a assembleia pode eleger diretores nas cias que têm conselho 
de administração? não, pois cabe ao conselho 
● Comitês estatutários = participa, normalmente, um membro da 
administração, da diretoria, advogados e empregados → promovem a 
abertura de outros órgãos (se tem previsão estatutária, é dever do conselho 
manter → foco no direcionamento da empresa) 
○ conselhos de família = juridicamente não existe, além de não gerar 
efeitos, mas é uma expressão utilizada 
● Regulação orgânica = as competências que os órgãos têm (estão previstos 
na lei e no estatuto) → estatuto é diferente de contrato 
○ regulação contratual = abandona a qualquer momento 
○ regulação trabalhista = subordinação à alguém (é comum ter um 
direito com relação trabalhista ou contratual) → as grandes cias têm 
relações de trabalho com as pessoas que trabalham nos órgãos 
 
 
 
 
	Aula 11/03 
	Aula 18/03 
	Aula 25/03 
	Aula 01/04 
	Aula 08/04 
	Aula 15/04 
	Aula 22/04

Mais conteúdos dessa disciplina