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RESUMO COMEX 
 
EXPORTAÇÃO- É o ato de remeter a outro país mercadorias produzidas no 
próprio país ou em terceiros países, que sejam de interesse do país 
importador, e que proporcionem vantagens aos envolvidos na 
comercialização. É, portanto, a saída de mercadorias para o exterior. 
 
IMPORTAÇÃO- É o ato de adquirir em outro país, ou trocar com este, 
mercadorias de seu interesse, que sejam úteis à sua população e seu 
desenvolvimento, isto é, a entrada de bens produzidos no exterior. 
 
FATORES QUE MOTIVAM O COMÉRCIO EXTERIOR: 
 
- Recurso natural poder ser uma das maiores fontes da realização do 
comércio, ambos lados.Com recursos abundantes poderá exportar para 
o país com poucos ou nenhum desses recursos,bem como precisará de 
fatores tecnológicos para obtenção e utilização o que pode significar 
importação de bens de produção por isto que não são produzidos para 
este país. 
 
- A disponibilidade de terras para agricultura e pecuária pode ser outro 
facilitador para a existência das transações comerciais internacionais. 
 
- A falta de recursos naturais também pode alavancar o Comércio 
Exterior, já que tal país necessitará de produtos agrícolas e pecuários 
para sua manutenção e sobrevivência. 
 
- O Clima do país também é grande motivador, pois o país pode ser 
propício a determinadas produções e inadequados à outro. 
 
- A falta de fatores de produção como capital e trabalho também são 
motivadores do comércio internacional, visto que determina ou leva à 
falta de produção. 
 
 
 
 
 
IMPORTÂNCIA DA IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO 
 
- O Comércio Exterior é movido por relacionamentos entre países, que 
transcende os motivos naturais, podendo estar relacionado a motivos 
comerciais (compra/venda). Há também a importância política relevante 
nas transações comerciais (Determina volume de negócios entre os 
países). 
 
- Com a concorrência estrangeira há uma melhoria dos produtos internos 
e em sua produção. 
 
- O ato de vender e comprar podem ser afetados pelo nível de 
investimentos. 
 
- Atividade econômica complementar é também fator importante. 
 
- Diluição de riscos é de grande importância, por estar focado em apenas 
um mercado, o interno, pode trazer problemas na medida em que a 
economia nacional poderá sofrer abalo com crises cíclicas ou 
inesperadas. 
 
MERCADORIAS EXPORTADAS: soja; Minérios de ferro; Petróleo, Veículos; 
Aeronaves; Carne frango; Carne bovina; Café; Açúcar; Calçados; Terminais 
portáteis de telefonia celular etc. 
 
PRINCIPAIS BLOCOS COMPRADORES E VENDEDORES DOS PRODUTOS 
BRASILEIROS: Nafta; União Europeia; Mercosul; NALADI. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ÁREA OU ZONA DE PREFERÊNCIA TARIFÁRIA 
É o nível mais básico de integração econômica. Os países membros concedem 
reduções tarifárias para determinados produtos entre si, mas não eliminam 
completamente as tarifas. Cada país mantém sua política comercial 
independente em relação a terceiros. - Quando alguns países fazem um 
acordo de redução de imposto de importação. 
Exemplo: O Sistema Global de Preferências Comerciais entre Países em 
Desenvolvimento (SGPC). 
 
ÁREA OU ZONA DE LIVRE COMÉRCIO 
Os países eliminam ou reduzem tarifas e barreiras comerciais entre si, mas 
mantêm políticas comerciais independentes com países de fora do bloco - 
Acordo de zerar as alíquotas tarifárias, eliminado barreiras tarifárias e não 
tarifárias. 
Exemplo: O NAFTA (agora USMCA - Acordo Estados Unidos-México-Canadá). 
 
UNIÃO ADUANEIRA 
Além de eliminar as tarifas internas entre os membros, a União Aduaneira 
estabelece uma tarifa externa comum (TEC) para produtos vindos de países 
fora do bloco. Isso significa que todos os membros aplicam as mesmas tarifas 
e regras comerciais a terceiros. - um acordo de zerar as alíquotas tarifárias, 
eliminado barreiras tarifárias e não tarifárias, determinando uma 
uniformização nas leis de comércio exterior. 
Exemplo: O Mercosul. 
 
MERCADO COMUM 
É um nível mais avançado, pois além da livre circulação de bens e serviços 
(como na União Aduaneira), há também a livre circulação de fatores de 
produção, ou seja, pessoas e capital podem se movimentar livremente entre os 
países membros. - acordo de livre circulação de mercadorias, livre circulação 
de pessoas e livre circulação de capitais. 
Exemplo: A União Europeia antes do Tratado de Maastricht. 
 
UNIÃO ECONÔMICA 
É o nível mais alto de integração econômica. Além de todas as características 
do Mercado Comum, os países membros coordenam políticas econômicas, 
fiscais e monetárias e podem até compartilhar uma moeda única. - acordo de 
livre circulação de mercadorias, livre circulação de pessoas e livre circulação 
de capitais, acrescentando-se um Banco Central e moeda única. 
Exemplo: A Zona do Euro, onde vários países adotam o Euro (€) como moeda 
oficial. 
 
📌 Resumo rápido: 
🔹 Zona de Preferência Tarifária → Redução de tarifas. 
🔹 Área de Livre Comércio → Comércio sem tarifas, mas cada país tem suas 
próprias políticas externas. 
🔹 União Aduaneira → Comércio sem tarifas + Tarifa Externa Comum. 
🔹 Mercado Comum → União Aduaneira + Livre circulação de pessoas e 
capitais. 
🔹 União Econômica → Mercado Comum + Coordenação de políticas 
econômicas e moeda comum. 
 
MANEIRAS DE SE REALIZAR VENDAS E COMPRAS INTERNACIONAIS 
As empresas que desejarem vender e comprar produtos poderão fazê-lo de 
várias formas, sempre escolhendo, para cada momento, aquela que mais lhe 
convier para a situação. 
Empresas que desejam participar do comércio internacional contam com 
diversas estratégias e métodos para realizar vendas e compras de maneira 
eficiente e adaptada às suas necessidades. Para cada momento e objetivo 
específico, é possível escolher a abordagem mais conveniente. Aqui estão 
algumas formas comuns e importantes: 
Venda direta ao comprador: 
○ O exportador negocia diretamente com o comprador estrangeiro, 
sem intermediários. Essa forma proporciona maior controle sobre 
preços e condições da venda, além de construir uma relação mais 
próxima entre as partes. 
Uso de intermediários: 
○ Agentes comerciais: São profissionais ou empresas especializadas 
que representam o exportador no país de destino e ajudam a 
encontrar compradores. 
○ Distribuidores: Empresas que compram os produtos do 
exportador para revendê-los em mercados estrangeiros. 
○ Trading Companies: Empresas que atuam como intermediárias, 
comprando produtos do exportador e vendendo no mercado 
internacional. 
Plataformas de comércio eletrônico internacional: 
○ Websites e marketplaces, como Amazon e Alibaba, permitem que 
exportadores ofereçam seus produtos diretamente a 
compradores de todo o mundo. Essa forma é prática, 
especialmente para empresas menores que desejam alcançar 
novos mercados. 
Participação em feiras e exposições internacionais: 
○ Eventos comerciais são excelentes oportunidades para 
apresentar os produtos e interagir com potenciais compradores. 
É uma maneira de estabelecer contatos, promover a empresa e 
fechar negócios diretamente. 
Contratos de parceria ou joint ventures: 
○ Duas ou mais empresas de países diferentes formam parcerias 
para a produção, distribuição ou venda de produtos. Essa opção 
pode aumentar o alcance e diminuir os custos operacionais. 
Exportação indireta: 
○ A exportação é feita por meio de empresas intermediárias 
especializadas, como trading companies ou cooperativas de 
exportadores, que organizam o processo e distribuem os 
produtos. 
Importação direta: 
○ Empresas compram diretamente de fornecedores estrangeiros, 
negociando preços e condições, com maior controle sobre o 
processo. 
 
Serviços de consultoria e logística internacional: 
○ Empresas podem contratar consultores especializados em 
comércio exterior e provedores de serviços logísticos para auxiliar 
em processos como transporte, documentação e 
regulamentações. 
 
IMPORTÂNCIA DE UMA FEIRA INTERNACIONAL 
É muito frequentado pelos comerciantes desejosos de ver e comprar produtos. 
Não é necessário relacionamento direto, encontrosmarcados, solicitação de 
amostra, que, aliás, nem sempre são possíveis de serem enviadas se forem 
muito grandes ou muito valiosas. Nem solicitar cotações que acabam criando 
um vínculo e obrigam a determinadas ações, e mesmo assim se obriga a dizer 
ao vendedor que não está interessado no produto. 
 
VANTAGEM DE UMA FEIRA INTERNACIONAL PARA SE CONHECER UMA 
MERCADORIA 
Mediante sua exposição, bem como a empresa, vendedores, condições, etc., 
sem nem mesmo identificação, por meio de uma passagem pelo stand em 
foco. Esta, obviamente, não é a melhor maneira de se negociar no comércio 
exterior, que deve ser aberto e claro, mas é uma opção para sondagens com 
ou sem compromisso. 
 
FORMAS PARA SE CONTATAR FORNECEDORES NO EXTERIOR 
Outra forma é o contato com as representações estrangeiras estabelecidas no 
país, como embaixada, consulado, câmara de comércio, escritório comercial, 
enfim, qualquer representação do país ao qual se pretende vender ou 
comprar. Essas entidades têm interesse na parte comercial, e sempre se 
colocam à disposição dos estrangeiros para as negociações sobre as 
oportunidades comerciais. 
 
INFLUÊNCIA DE IDIOMAS PARA IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO 
É necessário dominarmos mais um ou dois idiomas, além do pátrio, e quanto 
melhor, pois facilita a comunicação e cria melhores condições de negociação 
e entendimento. Obviamente, os idiomas falados devem ser úteis ao comércio 
exterior e de domínio internacional. 
 
INFLUÊNCIAS DOS SÍMBOLOS, CORES, RELIGIÕES E EMBALAGENS NO 
COMÉRCIO EXTERIOR 
Temos que tomar cuidado especial com símbolos a serem colocados nos 
produtos e ou embalagens e ou documentos, visto que os mesmos podem não 
ser adequados ou serem ofensivos a quem os está recebendo. Cada país tem 
seus próprios hábitos e costumes e aquilo que para uma das partes é normal 
poderá não ser para a outra parte envolvida. 
 
ATIVIDADES PROFISSIONAIS EXERCIDAS NO COMÉRCIO EXTERIOR 
Trader; produção; transporte e logística; agenciamento; despacho aduaneiro 
etc. 
 
O QUE É UM TRADER E REQUISITOS EXIGIDOS PARA SER UM TRADER 
É um vendedor e/ou comprador internacional, podendo ser de exportação e 
ou de importação, sendo o responsável pelas vendas e compras 
internacionais da empresa. Ele deve ter amplos conhecimentos em diversas 
áreas para poder exercer adequadamente a função. É natural que conheça 
diversos idiomas estrangeiros, esteja familiarizado com os hábitos, gostos, 
costumes, símbolos, religião, leis, etc., do país com o qual está negociando, de 
modo a poder realizar o melhor trabalho possível. 
 
* As empresas podem terceirizar atividades de Comércio exterior. 
 
CONTATO PRELIMINAR OU EXPLORATÓRIO 
O contato preliminar ou exploratório é como abrir a porta de entrada para 
uma negociação internacional. O objetivo principal é apresentar a empresa 
exportadora e o produto, despertando o interesse do comprador em 
potencial. 
Sobre a empresa: 
- Denominação e localização: Nome e endereço da empresa. 
- Expressão no mercado: Mostrar o tamanho, importância e credibilidade da 
empresa no mercado. 
- Experiência acumulada: Evidenciar a trajetória da empresa em exportações. 
- Mercados abrangidos: Quais países ou regiões já são atendidos pela 
empresa. 
- Principais clientes: Listar os clientes relevantes para gerar confiança. 
Essas informações ajudam o possível comprador a avaliar a seriedade e a 
capacidade da empresa exportadora. 
Sobre o produto: 
- Nome popular e científico. 
- Especificações técnicas e normas internacionais respeitadas. 
- Características específicas da apresentação. 
- Controle de qualidade rigoroso desde as matérias-primas até o produto final. 
- Quantidade mínima e máxima disponível para exportação. 
O objetivo é garantir que o comprador tenha uma visão clara e compreenda o 
valor do produto, sem margem para interpretações erradas. 
CONSIDERAÇÕES SOBRE O EXPORTADOR 
Nesta etapa, o foco é destacar ainda mais a empresa para passar segurança 
ao comprador. 
- Experiência em exportação: Tempo de atuação e sucesso em negociações 
internacionais. 
- Clientes e mercados atendidos: Demonstrar que a empresa já possui clientes 
importantes e está bem posicionada no mercado global. 
- Informações extras: Fornecer dados que destacam a estrutura e as 
capacidades da empresa, como certificações, infraestrutura, entre outros. 
 
 
 
 
CONSIDERAÇÕES SOBRE O PRODUTO 
Aqui, o produto ganha destaque total. É como “vender” a ideia de que ele é 
indispensável para o comprador. É essencial que o produto seja descrito de 
forma precisa e envolvente 
- Denominação e especificação: Nome científico e popular do produto, 
detalhes técnicos e normas internacionais seguidas. 
- Controle de qualidade: Garantias de qualidade em todas as etapas, desde a 
matéria-prima até a entrega final. 
- Detalhes únicos: Características especiais do produto, como benefícios 
exclusivos e apresentação diferenciada. 
- Disponibilidade: Quantidades mínimas e máximas que podem ser fornecidas, 
adaptando-se às necessidades do comprador. 
 
RESTRIÇÕES TARIFÁRIAS 
A restrição tarifária acontece quando a entrada e saída de mercadorias não é 
proibida, mas fica mais difícil por causa dos impostos. Ou seja, o governo 
cobra taxas (tarifas) sobre os produtos importados ou exportados para tornar 
sua comercialização mais cara ou mais barata, dependendo do objetivo. 
 
NÃO-TARIFÁRIAS. 
As restrições não-tarifárias são barreiras ao comércio que não envolvem 
impostos. Elas podem dificultar, limitar ou até proibir a entrada de 
mercadorias no país. O objetivo principal é proteger a indústria nacional, o 
mercado interno e os consumidores. 
A importação é a compra de produtos de outros países, algo necessário 
porque nenhum país é completamente autossuficiente. Porém, para importar, é 
preciso gastar dinheiro. Por isso, o principal motivo para exportar é gerar 
recursos para pagar as importações essenciais. 
 
ENTIDADE REGULADORAS: 
Organização Mundial do Comércio 
Os objetivos da OMC são: Ajudar os produtores de mercadorias e serviços 
exportadores e importadores a conduzir e realizar seus negócios, procurando 
o ordenamento do comércio mundial entre os Países, com o estabelecimento 
de regras claras e aceitas por todos, de modo a tornar o comércio mais justo 
entre eles. 
 
 UNCTAD 
A UNCTAD é o órgão do sistema das Nações Unidas que busca discutir e 
promover o desenvolvimento econômico por meio do incremento ao comércio 
mundial. Trata-se de um foro intergovernamental estabelecido em 1964 com o 
objetivo de dar auxílio técnico aos países em desenvolvimento para 
integrarem-se ao sistema de comércio internacional. O principal objetivo é 
aumentar ao máximo as oportunidades de comércio, investimento e progresso 
dos países em desenvolvimento, ajudando-os a enfrentar os desafios 
derivados da globalização e a integrar-se na economia mundial em condições 
equitativas. 
 
MEF- Ministério da economia da fazenda 
O principal é o MEF – Ministério da Economia e Fazenda- entidade sempre 
muito pedida por aqueles que tem interesse no desenvolvimento do Comércio 
exterior brasileiro e na sua economia, para que possa alinhar-se aos países 
mais desenvolvidos economicamente e no comércio exterior. 
 
CAMEX-> Câmara de Comércio Exterior 
A Camex – Câmara de Comércio Exterior do conselho de governo, é um órgão 
vinculado ao MEF. Ela é integrada pelo Ministério da Economia e Fazenda. 
Cabe a ela a formulação, a decisão e a coordenação de políticas e atividades 
relativas ao comércio exterior de bens e serviços, incluindo o turismo. 
 
A Secretaria da receita Federal, é um órgão do Ministério da Fazenda, que 
realiza a política, administração, fiscalização, arrecadação tributária, e 
aduaneira, bem como a fiscalização e controle do comércio exterior, outra 
Uma entidade importante vinculada ao MF é o Banco Central do Brasil – Bacen 
ou BC, uma entidade monetária criada em 1964. Ele é encarregado da 
formulação e gestão das políticas monetária e cambial, compatíveis com as 
diretrizesdo Governo Federal, da regulação e supervisão do Sistema 
Financeiro Nacional. 
 
Comitê BRASILEIRO DE NOMENCLATURA- 
Outro órgão do MEF é o CBN – Comitê BRASILEIRO DE NOMENCLATURA, 
encarregado da realização, atualização e aplicação da nomenclatura 
brasileira de mercadorias e das discussões internas e internacionais a esse 
respeito, bem como de sua divulgação, no entanto esse órgão existe apenas 
no papel, não estando ativado, e suas funções são realizadas pela SRF, esse 
órgão colegiado, o CNSP Conselho Nacional de Seguros Privados, trata dos 
assuntos de seguros tanto nacionais quanto internacionais, sendo este último 
o que nos interessam. 
 
BRASIL DIANTE DO MUNDO 
O Brasil, apesar de seus ricos recursos naturais, clima favorável, solo fértil e 
mão de obra abundante, ainda não é autossuficiente. Já enfrentou problemas 
como dívida externa e desequilíbrios no balanço de pagamentos, mas hoje 
está em uma situação mais estável, embora continue dependendo do mercado 
internacional para crédito e tecnologia. A aquisição de tecnologia é essencial 
para atualizar o parque industrial, muitas vezes defasado, o que aumenta a 
importância da participação do Brasil no comércio internacional, mesmo com 
as dificuldades trazidas pelos blocos econômicos. 
Maneiras de realizar vendas e compras internacionais: 
1. Empresas podem adotar diferentes estratégias dependendo da 
situação. 
2. Feiras comerciais permitem explorar produtos sem compromisso ou 
contato direto. 
3. É possível sondar condições e vendedores em exposições, embora esse 
não seja o método ideal. 
4. Contato com representações estrangeiras (embaixadas, consulados, 
câmaras de comércio, etc.) facilita negociações e oportunidades 
comerciais. 
5. Dominar idiomas internacionais é fundamental para melhorar a 
comunicação e as negociações no comércio exterior. 
BARREIRAS AO LIVRE COMÉRCIO 
 
A globalização impulsionou o comércio internacional, entretanto 
intensificou barreiras tarifárias e não-tarifárias, como cotas de 
importação e regulamentações sanitárias. Enquanto o livre-cambismo 
defende a livre circulação de bens e serviços, o protecionismo busca 
resguardar mercados internos, especialmente em países em 
desenvolvimento. Uniões aduaneiras, como o Mercosul e a União 
Europeia, eliminam tarifas internas, mas impõem restrições a terceiros, 
influenciando a dinâmica global. Essas barreiras afetam a 
competitividade internacional e refletem disputas geopolíticas e 
econômicas entre nações. O desafio das Relações Internacionais é 
equilibrar integração econômica e interesses nacionais no cenário 
global. 
 
INTERDEPENDÊNCIA ECONÔMICA 
 
A interdependência econômica tornou-se essencial na economia global, 
impulsionada pela globalização e pelo liberalismo econômico. Diferente 
do passado, nenhum país domina toda a cadeia produtiva, e a 
fabricação de bens envolve múltiplas nações. Componentes de um 
mesmo produto podem ser desenvolvidos nos EUA, produzidos na Ásia 
e montados na Europa, criando redes globais de valor. Essa 
fragmentação aumenta a eficiência produtiva, mas também expõe as 
economias a choques externos e crises logísticas. Além disso, a fusão de 
mercados e culturas acelera a disseminação de tecnologias e padrões 
de consumo. O desafio atual não é a especialização isolada, mas a 
capacidade de adaptação e integração competitiva. Assim, a 
interdependência econômica redefine tanto o comércio quanto às 
relações de poder globais. 
 
RAZÕES DO COMÉRCIO INTERNACIONAL 
O comércio internacional ocorre devido à incapacidade dos países de 
produzirem, de forma eficiente, todos os bens e serviços de que 
necessitam. Fatores como disponibilidade de recursos naturais, clima, 
tecnologia, mão de obra qualificada e capital influenciam essa 
especialização produtiva, tornando as trocas entre nações essenciais 
para o desenvolvimento econômico. 
Para o Brasil, o comércio internacional é fundamental, pois permite a 
exportação de commodities agrícolas, minerais e manufaturados, 
garantindo entrada de divisas e impulsionando setores estratégicos. 
Além disso, a importação de tecnologia, insumos industriais e bens de 
consumo amplia a competitividade da economia nacional. Assim, a 
inserção no mercado global favorece o crescimento econômico, gera 
empregos e fortalece as relações diplomáticas, consolidando o Brasil 
como um ator relevante no cenário internacional.

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