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PROJETA CURSOS TÉCNICOS Curso: Técnico em Enfermagem Disciplina: Anatomia e Fisiologia Humana 2017 ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA Os dois ramos da ciência, anatomia e fisiologia, formam a base para a compreensão das partes e funções do corpo. A anatomia é a ciência das estruturas corporais e das relações entre essas estruturas. Inicialmente foi estudada por dissecção, a separação, pelo corte, das estruturas corporais, a fim de estudar suas relações. A fisiologia é a ciência que estuda o funcionamento do corpo, ou seja, como as diversas partes do corpo atuam. As células são unidades básicas, estruturais e funcionais do corpo humano. Entre os muitos tipos de células em seu corpo, incluem-se as células musculares, células nervosas e as células sanguíneas. Os tecidos são grupos de células e os materiais em torno delas, que trabalham juntos para realizar uma determinada função celular. Existem apenas quatro tipos básicos de tecidos: tecido epitelial, tecido conjuntivo, tecido muscular, tecido nervoso. Os órgãos são estruturas compostas por dois ou mais tipos de tecidos diferentes. Eles têm funções especificas e formas reconhecíveis. Um sistema consiste em órgãos relacionados, que tem a mesma função. Um organismo é um indivíduo vivo. Todas as partes do corpo humano, funcionando uma com as outras, constituem o organismo total, uma pessoa viva. O corpo humano é dividido em várias regiões principais, que podem ser identificadas externamente. As regiões principais são a cabeça o pescoço, o tronco, os membros superiores e inferiores. A cabeça consiste no crânio e na face. Enquanto o crânio circunda e protege o encéfalo, a face á a parte anterior (a frente) da cabeça, que inclui os olhos, o nariz, a boca, a testa, as bochechas e o queixo. O pescoço sustenta a cabeça e une o tronco. O tronco consiste no tórax, no abdômen e na pelve. Cada membro superior é ligado ao tronco, consistindo no ombro, na axila, no braço (parte do membro entre o ombro e o cotovelo), antebraço (parte do membro do cotovelo ao punho), punho e mão. Cada membro inferior está ligado ao tronco, consistindo em nádega, coxa (parte do membro da nádega ao joelho), perna (parte do membro entre o joelho e tornozelo, tornozelo e pé. A virilha é a área, na superfície anterior do corpo, marcada por um vinco, de cada lado, onde o tronco se prende às coxas. Um plano sagital é um plano vertical que divide o corpo, ou um órgão, em lados direito e esquerdo. Quando um desses planos passa pela linha media do corpo, ou de um órgão, e o divide em metades iguais, direita e esquerda, ele é chamado plano médio-sagital, ou plano mediano. Se o plano sagital não passar pela linha média, mas pelo contrário, dividir o corpo, ou órgão, em lados desiguais direito e esquerdo, é chamado plano parassagital. Um plano frontal ou coronal divide o corpo, ou órgão, em partes anterior (frente) e posterior (costas). Um plano transverso divide o corpo, ou órgão, em partes superior (acima) e inferior (abaixo). Um plano transverso também pode ser chamado de plano de secção reta, ou de plano horizontal. Os planos sagital, frontal e transverso são todos em ângulo reto entre si. Um plano oblíquo, ao contrário, passa através do corpo, ou órgão, formado ângulo entre o plano transverso e o plano sagital ou o plano frontal. Quando você estuda uma região do corpo, frequentemente a vê em corte (ou secção), significando que você só está olhando para uma superfície plana da estrutura tridimensional. É importante conhecer o plano desse corte, de modo a entender as relações anatômicas de uma parte com outra. As cavidades corporais são espaças, no interior do corpo, que ajudam a proteger, separar e sustentar os órgãos internos. Ossos, músculos e ligamentos separam as diversas cavidades corporais uma das outras. As duas cavidades principais são as cavidades principais são as cavidades corporais dorsal e ventral. A cavidade dorsal do corpo fica localizada perto da superfície dorsal (posterior) do corpo, tendo duas subdivisões: a cavidade craniana e o canal vertebral. A cavidade craniana é formada pelos ossos do crânio e contém o encéfalo. O canal vertebral é formado pelos ossos da coluna vertebral e contem a medula espinhal. Três camadas de tecido protetor, chamadas meninges, revestem a cavidade dorsal do corpo. A cavidade ventral do corpo fica localizada na face anterior (ventral) do corpo. Tem duas subdivisões principais: as cavidades torácica e abdômino-pélvica. O diafragma, um grande musculo em forma de cúpula, promotor da expansão pulmonar durante a respiração, forma o assoalho da cavidade torácica e o teto da cavidade abdomino- pelvica. Os órgãos situados na cavidade ventral do corpo são chamados de vísceras. A parte superior da cavidade ventral do corpo é a cavidade torácica, ou cavidade do peito. A cavidade torácica é circundada pelas costelas, músculos do peito, o esterno (osso do peito) e pela parte torácica da coluna vertebral, ou ossos das costas. Dentro dela, existem três outras cavidades menores: a cavidade pericárdica, um espaço cheio de liquido, que circunda o coração, e duas cavidades pleurais. Cada cavidade pleural circunda um pulmão e contem pequena quantidade de liquido. A parte central da cavidade torácica é chamada mediastino. Fica localizado entre as cavidades pleurais, estendendo-se do esterno à coluna vertebral, e do pescoço até o diafragma. Os mediastinos contêm todas as vísceras torácicas, exceto os próprios pulmões. Entre as estruturas do mediastino, estão o coração, o esôfago, a traqueia, a glândula timo e diversos vasos sanguíneos calibrosos. A parte inferior da cavidade ventral do corpo é a cavidade abdomino-pelvica, que se estende do diafragma até a virilha, circundada pela parede abdominal e pelos músculos e ossos da pelve. Como seu nome sugere, a cavidade abdomino-pelvica é dividida em duas partes, muito embora nenhuma parede as separe. A parte superior a cavidade abdominal, contem estomago, o baço, o fígado, a vesícula biliar, o intestino delgado e grande parte do intestino grosso. A parte inferior, a cavidade pélvica, contém a bexiga urinaria parte do intestino grosso e os órgãos internos dos sistemas reprodutivos. 1. Sistema Tegumentar A pele e suas estruturas anexas (pelos e unhas, glândulas, musculo e nervos) compõe o sistema tegumentar. A pele consiste em diferentes tecidos que se juntam para realizar funções especificas. É o maior órgão do corpo em área e peso. A pele tem como função a termorregulação, proteção, sensações cutâneas, excreção e absorção e síntese da vitamina D. Regulação da temperatura através das glândulas sudoríparas e vasos sanguíneos. Proteção do corpo contra o meio ambiente, abrasões, perda de líquido, substâncias nocivas e microrganismos invasores. Sensibilidade por meio dos nervos superficiais e suas terminações sensitivas. Produção de vitamina D através da ativação de molécula precursora na pele pelos raios UV. A pele é dividida em 3 camadas: Epiderme, Derme, “Hipoderme ou tela subcutânea”. A epiderme é um epitélio queratinizado, estratificado e escamoso. A epiderme ou cutícula não é vascularizada. Os nutrientes e oxigênio chegam à epiderme por difusão a partir de vasos sanguíneos da derme. Varia de espessura em diferentes partes. Na palma da mão e planta dos pés, ela é espessa, dura e de textura córnea. À medida que envelhecem, as células epidérmicas tornam-se achatadas, e passam a fabricar e a acumular dentro de si uma proteína resistente e impermeável, a queratina. As células mais superficiais, ao se tornarem repletas de queratina, morrem e passam a constituir um revestimento resistente ao atrito e altamente impermeável à água, denominado camada queratinizada ou córnea. A camada basal é a mais profunda da epiderme e se multiplicam continuamente, as novas células geradas empurram as mais velhas para cima, em direção à superfície do corpo. A derme é a segunda a mais profunda parte da pele. Ela é composta, principalmente, por tecido conjuntivo, que contem colágenoreprodutor masculino é formado por testículos ou gônadas, vias espermáticas: epidídimo, canal deferente, uretra, pênis, escroto, glândulas anexas: próstata, vesículas seminais, glândulas bulbouretrais. Testículos: são as gônadas masculinas. Cada testículo é composto por um emaranhado de tubos, os ductos seminíferos, esses ductos são formados pelas células de Sértoli (ou de sustento) e pelo epitélio germinativo, onde ocorrerá a formação dos espermatozoides. Em meio aos ductos seminíferos, as células intersticiais ou de Leydig (nomenclatura antiga) produzem os hormônios sexuais masculinos, sobretudo a testosterona, responsáveis pelo desenvolvimento dos órgãos genitais masculinos e dos caracteres sexuais secundários: estimulam os folículos pilosos para que façam crescer a barba masculina e o pelo pubiano; estimulam o crescimento das glândulas sebáceas e a elaboração do sebo; produzem o aumento de massa muscular nas crianças durante a puberdade, pelo aumento do tamanho das fibras musculares; ampliam a laringe e tornam mais grave a voz; fazem com que o desenvolvimento da massa óssea seja maior, protegendo contra a osteoporose. Epidídimos: são dois tubos enovelados que partem dos testículos, onde os espermatozoides são armazenados. Canais deferentes: são dois tubos que partem dos testículos, circundam a bexiga urinária e unem-se ao ducto ejaculatório, onde desembocam as vesículas seminais. Vesículas seminais: responsáveis pela produção de um líquido, que será liberado no ducto ejaculatório que, juntamente com o líquido prostático e espermatozoides, entrarão na composição do sêmen. O líquido das vesículas seminais age como fonte de energia para os espermatozoides e é constituído principalmente por frutose, apesar de conter fosfatos, nitrogênio não proteico, cloretos, colina (álcool de cadeia aberta considerado como integrante do complexo vitamínico B) e prostaglandinas (hormônios produzidos em numerosos tecidos do corpo. Algumas prostaglandinas atuam na contração da musculatura lisa do útero na dismenorreia, cólica menstrual, e no orgasmo; outras atuam promovendo vasodilatação em artérias do cérebro, o que talvez justifique as cefaleias (dores de cabeça) da enxaqueca. São formados a partir de ácidos graxos insaturados e podem ter a sua síntese interrompida por analgésicos e anti-inflamatórios). Próstata: glândula localizada abaixo da bexiga urinária. Secreta substâncias alcalinas que neutralizam a acidez da urina e ativa os espermatozoides. Glândulas Bulbo Uretrais ou de Cowper: sua secreção transparente é lançada dentro da uretra para limpá-la e preparar a passagem dos espermatozoides. Também tem função na lubrificação do pênis durante o ato sexual. Pênis: é considerado o principal órgão do aparelho sexual masculino, sendo formado por dois tipos de tecidos cilíndricos: dois corpos cavernosos e um corpo esponjoso (envolve e protege a uretra). Na extremidade do pênis encontra-se a glande, cabeça do pênis, onde podemos visualizar a abertura da uretra. Com a manipulação da pele que a envolve (o prepúcio) acompanhado de estímulo erótico, ocorre a inundação dos corpos cavernosos e esponjoso, com sangue, tornando-se rijo, com considerável aumento do tamanho (ereção). O prepúcio deve ser puxado e higienizado a fim de se retirar dele o esmegma (uma secreção sebácea espessa e esbranquiçada, com forte odor, que consiste principalmente em células epiteliais descamadas que se acumulam debaixo do prepúcio). Quando a glande não consegue ser exposta devido ao estreitamento do prepúcio, diz-se que a pessoa tem fimose. A uretra é comumente um canal destinado para a urina, mas os músculos na entrada da bexiga se contraem durante a ereção para que nenhuma urina entre no sêmen e nenhum sêmen entre na bexiga. Todos os espermatozoides não ejaculados são reabsorvidos pelo corpo dentro de algum tempo. Saco Escrotal ou Bolsa Escrotal ou Escroto: Um espermatozoide leva cerca de 70 dias para ser produzido. Eles não podem se desenvolver adequadamente na temperatura normal do corpo (36,5°C). Assim, os testículos se localizam na parte externa do corpo, dentro da bolsa escrotal, que tem a função de termorregulação (aproximam ou afastam os testículos do corpo), mantendo-os a uma temperatura geralmente em torno de 1 a 3 °C abaixo da corporal. REFERÊNCIAS PUTZ, Renate, PABST,R. Atlas de Anatomia Humana Sobotta. Editora: Guanabara Koogan S.A. 21ª edição, vol. 1 e 2. Rio de Janeiro, 2000. TORTORA, Gerard J. Principios de Anatomia e Fisiologia. Editora: Guanabara Koogan S.A. 9ª Edição. Rio de Janeiro, 2002. Site: http://www.auladeanatomia.com/novosite/ Acessado em: 01 de março de 2016. image2.jpeg image3.jpeg image4.jpeg image5.jpeg image6.jpeg image7.jpeg image8.jpeg image9.png image10.jpeg image11.jpeg image12.jpeg image13.jpeg image14.jpeg image15.jpeg image16.jpeg image17.jpeg image18.jpeg image1.pnge fibras elásticas. Os fibroblastos sintetizam colágeno e elastina e outras substâncias. É a principal célula envolvida na cicatrização. Hipoderme ou Tela Subcutânea consiste em uma camada em tecido areolar e adiposo. É o tecido subcutâneo é vascularizado e rico em células adiposas e adipócitos. Tem a função de reserva energética, proteção contrachoques mecânicos e isolante térmico. Anexos da pele: Unhasão estruturas achatadas, elásticas, de textura córnea. A unha é firmemente aderente ao cório e exatamente moldada sobre a superfície. Pelos estão localizados na superfície do corpo. Variam comprimento, espessura e cor nas diferentes partes do corpo e nas várias raças humanas. Um pelo consiste em raiz (a parte implantada na pele) e haste (a porção que se projeta da superfície). Unhas e pelossão constituídos por células epidérmicas queratinizadas, mortas e compactadas. Na base da unha ou do pelo há células que se multiplicam constantemente, empurrando as células mais velhas para cima. Estas, ao acumular queratina, morrem e se compactam, originando a unha ou o pelo. Cada pelo está ligado a um pequeno músculo eretor, que permite sua movimentação, e a uma ou mais glândulas sebáceas, que se encarregam de sua lubrificação. Glândulas Sudoríparas: Membrana encontradas em quase toda extensão da pele e responsável pela liberação do suor. Este por sua vez libera substâncias tóxicas do corpo e regula a temperatura corporal. Nos seres humanos há dois tipos de glândulas sudoríparas: Glândulas Sudoríparas Écrinas: Dispostas por toda a superfície do corpo humano e responsáveis pela produção de suor e pela temperatura do corpo. Glândulas Sudoríparas Apócrinas: Essas glândulas são mais encontradas nas axilas e próximos a área genital. Responsáveis pelo odor causado pelo suor. Glândulas Sebáceas: São microscópicas e guardam uma matéria oleosa chamada sebo que é usada para lubrificar e proteger a pele dos mamíferos. São encontradas principalmente no rosto e couro cabeludo, mas não há glândulas sebáceas na planta dos pés e nas mãos. O sebo é formado por lipídios e outras substâncias. 2. Sistema Esquelético Cada osso individual é um órgão. A totalidade da estrutura formada pelos ossos e cartilagens constitui o sistema esquelético. As funções da estrutura óssea se constituem em: Suporte: os ossos funcionam como arcabouço estrutural para o corpo, sustentando os tecidos moles e fornecendo um ponto de ardência para os tendões da maioria dos músculos esqueléticos. Proteção: os ossos protegem muitos órgãos internos contra lesão. Como por exemplo, os ossos cranianos protegem o cérebro, as vertebras protegem a medula espinhal, e o gradil formado pelas costelas protegem coração e os pulmões. Participação no movimento: quando músculos esqueléticos se contraem, eles exercem tração sobre os ossos, para produzir movimento. Homeostasia Mineral: o tecido ósseo armazena vários minerais, especialmente cálcio e fosforo, que contribuem para fortalecer o osso. O osso pode liberar minerais, na corrente sanguínea, para manter os balanços minerais críticos e para distribuir minerais para outros órgãos. Produção de células sanguíneas: dentro de certas partes dos ossos, um tecido conjuntivo, chamado medula óssea vermelha, produz glóbulos vermelhos, leucócitos e plaquetas, por meio do processo chamado hematopoese. ( 7 )Armazenamento de triglicerídeos: no recém-nascido, toda a medula óssea é vermelha e está envolvida na hematopoese. Com o avanço da idade, a produção de células sanguíneas diminui, e a maior parte da medula óssea muda de vermelha para amarela. A medula óssea amarela consiste, primariamente, em adipócitos e poucas células sanguíneas dispersas. Estrutura do osso: Diáfise: é o corpo do osso, a porção longa, cilíndrica e principal do osso. Epífise: são as extremidades distais e proximais do osso. Metáfises: são as regiões no osso maduro, onde a diáfise se junta com a epífises. ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANA Cartilagem articular: é a fina camada de cartilagem hialina que reveste a epífise, onde o osso forma articulação com outro osso. Periósteo: é a bainha resistente de tecido conjuntivo irregular que reveste superfície do osso, onde ele não é recoberto por cartilagem articular. Cavidade medular: é o espaço dentro da diáfise que contem a gordurosa medula óssea amarela. Endósteo: é a membrana que contem células formadas de osso e reveste a cavidade medular. Tipos de ossos: Ossos longos: tem o comprimento maior que a largura e são constituídos por um corpo e numero variável de extremidades. Ossos curtos: são parecidos com um cubo, tendo seus comprimentos praticamente iguais as suas larguras. Ossos planos: são finos e compostos por duas laminas paralelas de tecido ósseo compacto, com uma camada de osso esponjoso entre elas; Ossos irregulares: apresentam formas complexas e não se enquadrando nas outras categorias. Ossos sesamóides: estão presentes no interior de algum tendão onde ocorre fricção, tensão e estresse físico como as palmas e plantas. Ossos suturais: são pequenos ossos localizados dentro de articulações encontradas no crânio. O esqueleto é dividido em esqueleto axial constituído em 80 ossos e o esqueleto apendicular constituído de 126 ossos. Esqueleto Axial: O crânio contem 22 ossos, repousa sobre a extremidade superior da coluna vertebral. Os ossos do crânio formam a cavidade craniana, que envolve e protege o encéfalo. São eles o osso frontal, os dois ossos parientais, os dois temporais, o osso occipital, o osso esfenoide e o osso etmoide. E 14 ossos formam a face são eles: os dois ossos nasais, os dois ossos maxilares (maxila), os dois ossos zigomáticos, a mandíbula, os dois ossos lacrimais, os dois ossos palatinos, as duas conchas nasais inferiores e o osso vômer. Osso frontal:o osso frontal forma, a fronte (testa); o teto da cavidade nasal e as órbitas. Osso parietal:os dois ossos parietais, direito e esquerdo, formam os lados e o teto do crânio e se articulam na linha mediana formando a sutura sagital. A linha de articulação com o osso frontal é chamada de sutura coronal. Osso temporal:direito e esquerdo, constituem as paredes laterais do crânio; são formados por uma porção escamosa, que se articula com o parietal na sutura escamosa, uma porção mastoidea (processo mastoide), porção tímpânica e porção petrosa (ou rochosa). Osso esfenoide:está localizado na parte media da base do crânio, também chamado de pedra fundamental da base do crânio, pois se articula com todos os outros ossos do crânio. Osso etmoide:possui uma lâmina horizontal, a lâmina crivosa, que é atravessada pelos filetes do nervo olfatório; uma lâmina perpendicular, que, juntamente com o vômer, constitui o septo nasal ósseo. Osso occipital:forma a parte posterior e parte da base do crânio; articula-se anteriormente com os ossos parietais formando a sutura lambdóide. Em sua porção inferior há uma grande abertura, denominada forame magno, que dá passagem à continuação caudal do encéfalo. Maxilas: direita e esquerda, ocupam quase toda a face, formando o maxilar. Cada maxila apresenta um corpo, um processo frontal, que se articula com o osso frontal, um processo palatino que, juntamente com a lâmina horizontal do osso palatino, forma o palato duro; processo alveolar, em cujos alvéolos estão implantados os dentes, e um processo zigomático. Palatinos: direito e esquerdo, são dois pequenos ossos em forma de L, com uma lâmina horizontal e outra, lâmina vertical, localizados atrás das maxilas e anteriormente aos processos pterigoides do osso esfenoide, participam da delimitação das cavidades bucal, nasal e orbitária. Zigomáticos (ou malares): os ossos zigomáticos, direito e esquerdo, são duas massas ósseas salientes que formam as proeminências da face; através do seu processo temporal do osso zigomático, que se articula com o processo zigomático do osso temporal, forma o arco zigomático; limitam a órbita juntamente com a maxila. Nasais:direito e esquerdo, articulam-se entre si no plano mediano, formam o esqueleto ósseode parte do dorso do nariz. Lacrimais:estão situados na parte anterior da parede medial da órbita, e delimitam a fossa do saco lacrimal, que se continua no canal naso-lacrimal, que se abre no meato inferior da cavidade nasal. Conchas nasais inferiores: são ossos independentes, laminares, situados na cavidade nasal, podem ser observadas através da abertura piriforme do nariz. Vômer: é um pequeno osso situado na face inferior do crânio, onde se articula com o osso esfenoide; possui uma lâmina que, juntamente com a lâmina perpendicular do osso etmoide, concorre para a formação do septo nasal ósseo. Mandíbula:é um osso ímpar e móvel, articula-se com os temporais através dos côndilos, formando a articulação têmporo-mandibular (ATM). A mandíbula consta de um corpo, em forma de ferradura, que apresenta os alvéolos da arcada dentária inferior, e dois ramos, continuação do corpo numa angulação conhecida como ângulo da mandíbula. O ramo da mandíbula apresenta um côndilo, que se articula com a fossa mandibular do temporal, e um processo coronoide; entre o côndilo e o processo coronoide há uma incisura mandibular. Osso hióide: é um osso pequeno, em forma de ferradura, ímpar, e não pertence nem ao crânio nem à face, estando situado na região do pescoço, abaixo da mandíbula e acima da cartilagem tireoide da laringe. Sutura cornal: une o osso frontal a ambos os parietais. Sutura sagital: une os dois ossos parietais na linha média, localizada na parte superior do crânio. Sutura lambdoide: une os dois ossos parietais ao occipital. Sutura escamosa: une os ossos parietal e temporal na face lateral do crânio. Seios Paranasais: são cavidades pares, presentes no interior de alguns ossos da face do crânio. São recobertos por membrana mucosa, continua com a mucosa que recobre a cavidade nasal. Fontanelas: são espaços entre os ossos do crânio, constituídos por membranas fibrosas do tecido conjuntivo. Popularmente chamadas de moleiras. Órbitas: é uma estrutura piramidal que contem o globo ocular. Septo Nasal: espaço interno do nariz, chamado cavidade nasal. Coluna Vertebral: Também chamada de Espinha, junto com as costelas e o esterno formam o esqueleto do tronco do corpo. É formada por ossos e tecidos conjuntivo, a medula espinhal é formada por tecido nervoso. Assim a coluna vertebral é uma haste, forte e flexível, que pode fletir-se para frente, para trás e para os lados e girar sobre seu eixo maior. Ela abriga e protege a medula espinhal, sustenta a cabeça e serve de ponto de fixação para as costelas, a cintura pélvica e os músculos do dorso. É responsável por dois quintos do peso corporal e é composta por uma série de ossos, chamados vértebras. Possui o comprimento de 71 cm no homem adulto e 61 cm na mulher adulta. A coluna é dividida em 5 partes: região cervical, região torácica, região lombar, região lombar, região coccígea. Região cervical: possui 7 vertebras cervicais (C1-C7), no pescoço. Região torácica: possui 12 vertebras torácicas (T1-T12), localizadas na região posterior da cavidade torácica. Região lombar: possui 5 vertebras lombares (L1-L5), que sustentam a região posterior do dorso. Região sacral: é o sacro, osso formado por 5 vertebras sacrais fundidas. Região coccígea: possui um osso chamado cóccix formado por 4 vertebras coccígeas fundidas. Existem características gerais que encontramos em todas as regiões: corpo vertebral, forame vertebral, pedículo vertebral, processo transverso, processo articular: superior e inferior, processo espinhoso e lâmina vertebral. Tórax: É a caixa óssea formada pelo esterno, cartilagens costais, costelas e corpo das vertebras torácicas. Ela abriga e protege os órgãos do tórax e abdome superior. Também dá suporte para os ossos da cintura escapular e dos membros superiores. Esterno: ou osso do peito, é um osso achatado e delgado que mede cerca de 15 cm. Ele é localizado, anteriormente, na parede do tórax, na linha media. Ele consiste em 3 porções: o manúbrio (a porção superior); o corpo (a região intermedia e maior); processo xifoide (a mais inferior e menor). Costelas: 12 pares de costelas dão suporte estrutural apara as paredes laterais do tórax. As costelas aumentam de comprimento da primeira para a sétima, depois, diminuem de comprimento até a decima segunda. Cada costela articula-se com a vertebra torácica correspondente. Da primeira a sétima costela, todas apresentam fixação direta ao esterno, através de segmentos de cartilagem hialina chamados cartilagens costais chamadas de costelas verdadeiras. Os outros 5 pares de costelas são chamados costelas falsas, porque suas cartilagens costais fixam-se indiretamente ao esterno, ou não fazem. A decima primeira e a decima segunda pares de costela são costelas falsas chamadas de costelas flutuantes, pois não tem contato com o esterno. Esqueleto Apendicular: Tem como função principal facilitar o movimento, é constituído pelos ossos responsáveis pela ligação dos membros superiores e inferiores bem como os ossos responsáveis pela ligação dos membros ao esqueleto axial, chamadas cinturas. A cintura torácica ou escapular faz ligação entre os ossos dos membros superiores e o esqueleto axial, constituída de uma clavícula e uma escapula. Clavícula: é um osso delgado e em forma de “S”, também chamada de osso do pescoço, que repousa, horizontalmente, na região anterior e superior do tórax, acima da primeira costela. Escápula: ou osso do ombro, é a estrutura óssea grande, triangular e achatada localizada na região posterior e superior do tórax, entre os níveis da segunda e sétima costelas. Úmero: ou osso do braço, é o maior e o mais comprido osso do membro superior. Articula-se proximadamente com a escapula e distalmente, no cúbito (cotovelo), com a ulna e o rádio. Ulna: está localizada, medialmente, no antebraço (no lado do dedo mínimo) e é mais longa que rádio. Rádio: está localizado no antebraço, lateralmente à ulna (no lado do polegar). Carpo: ou punho, é a região proximal da mão e consiste em oito pequenos ossos, os ossos cárpicos, que são interligados por ligamentos. Metacarpo: ou palma, é a região intermediária da mão e consiste em cinco ossos chamados ossos metacárpicos. Falanges: ou ossos dos dedos, compõem a região distal da mão. Existem 14 falanges nos cincos dedos de cada mão e, como os metacárpicos, os dedos são numerados de um a cinco, começando pelo polegar. Cintura pélvica (quadril) consiste nos dois ossos do quadril. Os ossos do quadril são interligados anteriormente pela articulação chamada sínfise púbica. Ílio: é a maior dos 3 ossos que compõem o osso do quadril. Ele é dividido em asa superior e corpo inferior. Ísquio: é a porção inferior e posterior do osso do quadril. Ele é composto pelo corpo (superior) e pelo ramo (inferior), o qual faz ligação com o púbis. Púbis: é a parte anterior e inferior do osso do quadril. Ele é composto pelo ramo superior, ramo inferior e corpo, localizado entre os dois ramos, que contribui para formação da sínfise púbica. Fêmur: ou osso da coxa, é o mais comprido, mais pesado e mais forte osso do corpo humano. Sua extremidade proximal articula-se com o acetábulo do osso do quadril. Sua extremidade distal articula-se com a tíbia e com a patela. Patela: é um osso pequeno e triangular, localizado anteriormente à articulação do joelho. Tíbia: ou osso da canela, é a maior e mais medial osso da perna, sendo o responsável por transmitir o peso do fêmur para o pé. Fíbula: é paralela e lateral à tíbia, sendo menor que ela. 3. Sistema Muscular O tecido muscular é de origem mesodérmica, sendo caracterizado pela propriedade de contração e distensão de suas células, o que determina a movimentação dos membros e das vísceras. Existem 3 tipos de tecido muscular: o tecido muscular liso, tecido muscular esquelético e o tecido muscular cardíaco. Tecido muscular esquelético: tem a função de mover os ossos do esqueleto. Atua de modo voluntario, por ter atividade controlada voluntariamente por neurônios (células nervosas) que fazem parte da divisão somática (voluntaria)do sistema nervoso. Tecido muscular cardíaco: forma a maior parte das paredes das câmaras cardíacas. Também é estriado, mas sua atividade é involuntária, sua contração e relaxamento alternados não podem ser influenciados conscientemente. Tecido muscular liso: fica localizado nas estruturas ocas internas, como os vasos sanguíneos, as vias aéreas e a maioria dos órgãos da cavidade abdômino-pélvica. Também é encontrado na pele, preso aos folículos pilosos. O tecido muscular exerce 5 funções chave: produção dos movimentos corporais, estabilização das posições do corpo, regulação do volume dos órgãos, movimentação de substancias dentro do corpo e produção de calor. Produção dos movimentos corporais: os movimentos globais do corpo, como andar ou correr, e os movimentos localizados, como segurar um lápis ou inclinar a cabeça, dependem do funcionamento integrado de ossos, articulações e músculos esqueléticos. Estabilização das posições corporais: as contrações dos músculos esqueléticos estabilizam as articulações e participam da manutenção das posições corporais. Regulação do volume dos órgãos: a contração sustentada das faixas anelares dos músculos lisos, chamados esfíncteres, pode impedir a saída do conteúdo de órgão oco. Movimento de substâncias, dentro do corpo: as concentrações do musculo cardíaco bombeiam o sangue para os vasos sanguíneos do corpo. Produção de calor: quando o tecido muscular se contrai, ele também produz calor. Grande parte desse calor, liberado pelo musculo, é usado na manutenção da temperatura corporal normal. 3.1.1. Propriedades do tecido muscular: Excitabilidade elétrica: propriedade comum às fibras (células) musculares e aos neurônios é a capacidade de responder a certos estímulos, pela produção de sinais elétricos de sinais elétricos (potenciais de ação). Para as fibras musculares, os estímulos, que desencadeiam os potenciais de ação, podem ser sinais elétricos auto- ritmicos, gerados no próprio tecido muscular. Contratilidade: é a capacidade do tecido muscular de se contrair com bastante força, quando estimulado por um potencial de ação. Quando o musculo se contrai, ele gera tensão (força de contração), enquanto traciona seus pontos de fixação. Extensibilidade: é a capacidade do musculo de ser estirado, sem ser lesado. Permite que o musculo se contraia com bastante força, mesmo se já estiver estirado. Elasticidade: é a capacidade do tecido muscular de retornar a seu comprimento original, após contração ou extensão. 4. Sistema Cardiovascular O sistema cardiovascular consiste no sangue, no coração e nos vasos sanguíneos. A função primária do sistema circulatório é levar sangue para os tecidos, fornecendo assim, os nutrientes essenciais para o metabolismo das células, enquanto ao mesmo tempo, remove os produtos finais do metabolismo das células. A função do sistema circulatório consiste em regulação da pressão arterial, carregar hormônios reguladores, regular da temperatura corporal, ajustes homeostáticos em estados fisiológicos como, por exemplo, hemorragia e exercício, fornecimento constante de oxigênio e nutrientes. Os componentes deste sistema são: coração, sangue, artérias e veias. O coração proporciona impulso ao fluxo sanguíneo. Atua como uma bomba. As artérias são vasos sanguíneos de alta pressão que conduzem o sangue do coração para os tecidos. As veias são vasos sanguíneos de baixa pressão que conduzem o sangue dos tecidos para o coração. Os capilares são micro vasos que são responsáveis pelas trocas de nutrientes entre sangue e tecidos do corpo. O coração é revestido por 3 camadas que são elas o pericárdio, miocárdio e endocárdio. O pericárdio é a membrana que reveste e protege o coração. O pericárdio conste em duas partes principais, o pericárdio fibroso e o pericárdio seroso. O pericárdio fibroso é um tecido conjuntivo irregular, denso, resistente e inelástico que impede o estiramento excessivo do coração, protege e ancora o coração no mediastino. O pericárdio seroso é o mais profundo, é uma membrana mais fina, de dupla camada, circundando o coração e está subdividido em camada parietal e camada visceral. A camada parietal, mais externa, do pericárdio seroso está fundida ao pericárdio fibroso. A camada visceral, mais interna, do pericárdio seroso, também chamada epicárdio, adere fortemente à superfície do coração. O miocárdio é a camada média e espessa do coração músculo estriado cardíaco é responsável pela atividade de bombeamento. Endocárdio é a camada mais fina do tecido conjuntivo e mais interna. O coração fica apoiado sobre o diafragma, perto da linha média da cavidade torácica, no mediastino, a massa de tecido que se estende do esterno à coluna vertebral e entre os revestimentos (pleuras) dos pulmões. A extremidade pontuda do coração é o ápice, dirigida para frente, para baixo e para a esquerda. A porção mais larga do coração, oposta ao ápice é a base dirigida para trás, para cima e para direita. Além do ápice e da base, o coração tem diversas superfície e bordas (margens), que são uteis para a determinação de sua projeção superficial (descrita adiante). A superfície anterior fica logo abaixo do esterno e das costelas. A superfície inferior é a parte do coração que, em sua maior parte, repousa sobre o diafragma, correspondendo à região entre o ápice e a borda direita. A borda direita está voltada para o pulmão direito e se estende da superfície inferior à base. A borda esquerda, também chamada borda pulmonar, fica voltada para o pulmão esquerdo, estendendo-se da base ao ápice. Para funcionar como uma bomba (de sangue), o coração deve apresentar câmaras de entrada e saída, valvas para direcionar o fluxo sanguíneo através destas câmaras e vasos para conduzirem o sangue do coração e para o coração. O coração contém quatro câmaras duas câmaras superior são os átrios e as duas inferiores são os ventrículos. Átrio direito recebe sangue das veias cavas (superior e inferior). O sangue passa para o ventrículo direito através de uma valva, chamada valva tricúspide, por ser formada por três folhetos (válvulas) ou cúspides. Átrio esquerdo recebe sangue dos pulmões através das veias pulmonares. O sangue passa do átrio esquerdo para o ventrículo esquerdo através da valva bicúspide (mitral), que tem apenas duas cúspides. Ventrículos direito bombeia o sangue para a artéria pulmonar. As cúspides da valva tricúspide estão conectadas por cordões semelhantes a tendões, as cordas tendineas, que por sua vez, estão conectadas a trabéculas carnosas, e, forma de cone, chamadas músculos papilares. O ventrículo direito é separado do ventrículo esquerdo por divisória, chamada septo interventricular. O sangue sai do ventrículo direito, passando pela valva semilunar pulmonar para uma grande artéria chamada tronco pulmonar, que se divide nas artérias pulmonares direita e esquerda. Ventrículos esquerdo bombeia o sangue para a artéria aorta. O sangue sai do ventrículo esquerdo, passando pela valva semilunar aórtica, para a maior artéria do corpo, a aorta ascendente. O sangue venoso é pobre em oxigênio e o sangue arterial é rico em oxigênio. Coronárias são as artérias que irrigam o coração, quando entopem, causam o infarto do miocárdio. A circulação é dividida em grande e pequena circulação. A grande circulação é denominada circulação sistêmica. Circulação sistêmica: é a maior circulação ela serve suprimento sanguíneo para todo o organismo. O lado esquerdo do coração é a bomba para a circulação sistêmica. O ventrículo esquerdo ejeta sangue para a aorta. Da aorta, o sangue se divide em correntes distintas, entrando em artérias sistêmicas, progressivamente menores, que o levam a todos os órgãos do corpo exceto para os sacos (alvéolos) dos pulmões que são supridos pela circulação pulmonares. As trocas de nutrientes e dos gases ocorrem através das delgadas paredes capilares o sangue cede oxigênio e capta o gás carbônico. As vênulas levam sangue desoxigenado (pobre em oxigênio) para fora dos tecidos, convergindo para formar veias sistêmicas maiores e porfim o sangue flui de volta para o átrio direito. Ventrículo esquerdo > artéria aorta > sistemas corporais > veias cavas > átrio direito. Circulação pulmonar: o lado direito do coração é a bomba para a circulação pulmonar, ele recebe todo o sangue desoxigenado, que retorna da circulação sistêmica. O sangue, ejetado pelo ventrículo direito, flui para o tronco pulmonar, que se divide nas artérias pulmonares, que levam sangue para os pulmões direto e esquerdo. Nos capilares pulmonares, e o sangue libera gás carbônico, que é exalado, e capta oxigênio. O sangue novamente oxigenado flui para as veias pulmonares, retornando para o átrio esquerdo. Ventrículo direito > artéria pulmonar> pulmões > veias pulmonares > átrio. A excitação cardíaca começa no nodo sino atrial (SA), situado na parede atrial direita, imediatamente inferior à abertura da veia cava superior. Cada potencial de ação, originado no nodo SA, propaga-se pelos dois átrios, por meio de junções abertas, nos discos intercalados das fibras atriais. Na sequência do potencial de ação, os átrios se contraem. Propagando-se ao logo das fibras musculares atriais, o potencial de ação atinge o nodo atrioventricular (AV), situado no septo entre os dois átrios, imediatamente anterior à abertura do seio coronário. Do nodo AV, o potencial de ação chega ao feixe atrioventricular (AV) também conhecido como feixe de His, que é a única conexão elétrica entre os átrios e os ventrículos. Em outro ponto, destacamos que o esqueleto fibroso do coração isola, eletricamente, os átrios dos ventrículos. Após ser conduzido ao longo do feixe AV, o potencial de ação entra nos ramos dos feixes direito e esquerdo, que cursam, pelo septo, interventricular, em direção ao ápice cardíaco. As miofibras condutoras (fibras de Purkinje), com grande diâmetro, conduzem rapidamente o potencial de ação, primeiro para o ápice do miocárdio ventricular e em seguida para cima para o restante do miocárdio ventricular. 5. Sistema Respiratório O sistema respiratório consiste em nariz, faringe laringe, tranqueia, brônquios e pulmões. O Nariz é uma protuberância situada no centro da face, sendo sua parte exterior denominada nariz externo e a escavação que apresenta interiormente conhecida por cavidade nasal. A faringe é um canal comum aos sistemas digestório e respiratório e comunica-se com a boca e com as fossas nasais. É localiza atrás das cavidades nasais e a frente às vértebras cervicais. Sua parede é composta de músculos esqueléticos e revestida de túnica mucosa. Funciona como uma passagem de ar e alimento. A laringe é um tubo sustentado por peças de cartilagem articuladas, situado na parte superior do pescoço, em continuação à faringe. Atua como passagem para o ar durante a respiração. Produz som, ou seja, a voz. Impede que o alimento e objetos estranhos entrem nas estruturas respiratórias. A entrada da laringe chama-se glote. Acima dela existe uma espécie de “lingueta” de cartilagem denominada epiglote, que funciona como válvula. Quando nos alimentamos, a laringe sobe e sua entrada é fechada pela epiglote. Isso impede que o alimento ingerido penetre nas vias respiratórias. O epitélio que reveste a laringe apresenta pregas, as cordas vocais, capazes de produzir sons durante a passagem de ar. Traqueia é uma região tubular de mais ou menos 1,5 cm de diâmetro por 10-12 cm de comprimento, cujas paredes são reforçadas por anéis cartilaginosos. Bifurca-se na sua região inferior, originando os brônquios. Os brônquios são estruturas tubulares que fazem a ligação da traqueia com os pulmões. Os brônquios principais entram nos pulmões na região chamada hilo. Seu epitélio de revestimento muco-ciliar adere partículas de poeira e bactérias presentes em suspensão no ar inalado, que são posteriormente varridas para fora (graças ao movimento dos cílios) e engolidas ou expelidas. Os brônquios dividem-se respectivamente em tubos cada vez menores denominados bronquíolos. As paredes dos bronquíolos contêm músculo liso e não possuem cartilagem. Os bronquíolos continuam a se ramificar, e dão origem a minúsculos túbulos denominados ductos alveolares. Estes ductos terminam em estruturas microscópicas com forma de uva chamados alvéolos. Os alvéolos são minúsculos sáculos de ar que constituem o final das vias respiratórias. Um capilar pulmonar envolve cada alvéolo. O pulmão é um órgão esponjoso, de mais ou menos 25 cm de comprimento, peso médio de 700 gramas. Sendo envolvidos por uma membrana serosa denominada pleura. A pleura é uma membrana serosa de dupla camada que envolve e protege cada pulmão. Pleura parietal uma camada externa é aderida à parede da cavidade torácica e ao diafragma. Pleura visceral reveste os próprios pulmões. O pulmão direito é o mais espesso e mais largo que o esquerdo. Ele também é um pouco mais curto, pois o diafragma é mais alto no lado direito para acomodar o fígado. O pulmão esquerdo tem uma concavidade que é a incisura cardíaca. Músculos Respiratórios: Diafragma: principal músculo respiratório que separa o tórax do abdômen. Intercostais: Os intercostais internos realizam expiração e os intercostais externos realizam inspiração. Ventilação pulmonar: Inspiração é aentrada de ar nos pulmões, dá-se pela contração da musculatura do diafragma e dos músculos intercostais. O diafragma abaixa e as costelas elevam-se, promovendo o aumento da caixa torácica. Expiração é asaída de ar dos pulmões, dá-se pelo relaxamento da musculatura do diafragma e dos músculos intercostais. O diafragma eleva-se e as costelas abaixam, o que diminui o volume da caixa torácica, forçando o ar a sair dos pulmões. 6. Sistema Nervoso As estruturas que compõem o sistema nervoso incluem o encéfalo, os nervos cranianos e seus ramos, a medula espinhal, os nervos espinhais e seus ramos, os gânglios, os plexos entéricos e os receptores sensoriais. O tecido nervoso compreende basicamente dois tipos de celulares: os neurônios e as células glias. Células Glias: compreende as células que ocupam os espaços entre os neurônios e tem como função sustentação, revestimento ou isolamento e modulação da atividade neural. Neurônio: é a unidade estrutural e funcional do sistema nervoso que é especializada para a comunicação rápida. Tem a função básica de receber, processar e enviar informações. São células altamenteexcitáveis que se comunicam entre si ou com outras células efetuadoras, usando basicamente uma linguagem elétrica. A maioria dos neurônios possui três regiões responsáveis por funções especializadas: corpo celular, dendritos e axônios. O Corpo Celular: é o centro metabólico do neurônio, responsável pela síntese de todas as proteínas neuronais. A forma e o tamanho do corpo celular são extremamente variáveis, conforme o tipo de neurônio. O corpo celular é também, junto com os dendritos, local de recepção de estímulos, através de contatos sinápticos. Dendritos: geralmente são curtos e ramificam-se profusamente, a maneira de galhos de árvore, em ângulos agudos, originando dendritos de menor diâmetro. São os processos ou projeções que transmitem impulsos para os corpos celulares dos neurônios ou para os axônios. Em geral os dendritos são não mielinizados. Um neurônio pode apresentar milhares de dendritos. Portanto, os dendritos são especializados em receber estímulos. Axônios: a grande maioria dos neurônios possui um axônio, prolongamento longo e fino que se origina do corpo celular ou de um dendrito principal. O axônio apresenta comprimento muito variável, podendo ser de alguns milímetros como mais de um metro. São os processos que transmitem impulsos que deixam os corpos celulares dos neurônios, ou dos dendritos. A porção terminal do axônio sofre várias ramificações para formar de centenas a milhares de terminais axônicos, no interior dos quais são armazenados os neurotransmissores químicos. Portanto, o axônio é especializado em gerar e conduzir o potencial de ação. Tipos de Neurônios: São três os tipos de neurônios: Sensitivo, Motor e Interneurônio. Um neurônio sensitivo conduz a informação daperiferia em direção ao SNC, sendo também chamado neurônio aferente. Um neurônio motor conduz informação do SNC em direção à periferia, sendo conhecido como neurônio eferente. Os neurônios sensitivos e motores são encontrados tanto no SNC quanto no SNP. Função Sensitiva: os nervos sensitivos captam informações do meio interno e externo do corpo e as conduzem ao SNC. Portanto, o sistema nervoso apresenta três funções básicas: Função Integradora: a informação sensitiva trazida ao SNC é processada ou interpretada; Função Motora: os nervos motores conduzem a informação do SNC em direção aos músculos e às glândulas do corpo, levando as informações do SNC. Sinapses: Os neurônios, principalmente através de suas terminações axônicas, entram em contato com outros neurônios, passando-lhes informações. Os locais de tais contatos são denominados sinapses. Ou seja, os neurônios comunicam-se uns aos outros nas sinapses – pontos de contato entre neurônios, no qual encontramos as vesículas sinápticas, onde estão armazenados os neurotransmissores. A comunicação ocorre por meio de neurotransmissores – agentes químicos liberados ou secretados por um neurônio. Os neurotransmissores mais comuns são a acetilcolina e a norepinefrina. Outros neurotransmissores do SNC incluem a epinefrina, a serotonina, o GABA e as endorfinas. Fibras Nervosas: uma fibra nervosa compreende um axônio e, quando presente, seu envoltório de origem glial. O principal envoltório das fibras nervosas é a bainha de mielina (camadas de substâncias de lipídeos e proteína), que funciona como isolamento elétrico. Quando envolvidos por bainha de mielina, os axônios são denominados fibras nervosas mielínicas. Nervos: após sair do tronco encefálico, da medula espinhal ou dos gânglios sensitivos, as fibras nervosas motoras e sensitivas reúnem-se em feixes que se associam a estruturas conjuntivas, constituindo nervos espinhais e cranianos. A medula espinhal conecta-se com o encéfalo por meio do forâmen magno do crânio e está circundada pelos ossos da coluna vertebral. A medula é envolvida por membranas fibrosas denominadas meninges, que são: Dura-máter, Aracnoide e Pi- máter. A Dura-máter e a mais espessa e envolve toda a medula, como se fosse uma luva, o saco dural. Cranialmente ela se continua na dura-máter craniana, caudalmente ela se termina em um fundo-de-saco ao nível da vértebra S2. Prolongamentos laterais da dura-máter embainham as raízes dos nervos espinhais, constituído um tecido conjuntivo (epineuro), que envolve os nervos. A Aracnoide espinhal se dispõe entre a dura-máter e a pia-máter. Compreende um folheto justaposto à dura-máter e um emaranhado de trabéculas aracnoideas, que unem este folheto à pia-máter. A Pia-máter é a membrana mais delicada e mais interna. Ela adere intimamente o tecido superficial da medula e penetra na fissura mediana anterior. Quando a medula termina no cone medular, a pia-máter continua caudalmente, formando um filamento esbranquiçado denominado filamento terminal. O tronco encefálico interpõe-se entre a medula e o diencéfalo, situando-se ventralmente ao cerebelo, ou seja, conecta a medula espinal com as estruturas encefálicas localizadas superiormente. O tronco encefálico se divide em: bulbo, situado caudalmente, mesencéfalo, e a ponte situada entre ambos. O bulbo ou medula oblonga tem forma de um cone, cuja extremidade menor continua caudalmente com a medula espinhal. Como não se tem uma linha demarcando a separação entre medula e bulbo, considera-se que o limite está em um plano horizontal que passa imediatamente acima do filamento radicular mais cranial do primeiro nervo cervical, o que corresponde ao nível do forame magno. Ponte é a parte do tronco encefálico interposto entre o bulbo e o mesencéfalo. Esta situada ventralmente ao cerebelo e repousa sobre a parte basilar do osso occipital e o dorso da sela túrcica do esfenoide. Sua base situada ventralmente apresenta uma estriação transversal em virtude da presença de numerosos feixes de fibras transversais que a percorrem. O cerebelo, órgão do sistema nervoso supra-segmentar, deriva da parte dorsal do metencéfalo e fica situado dorsalmente ao bulbo e à ponte, contribuindo para a formação do tecto do IV ventrículo. Repousa sobre a fossa cerebelar do osso occipital e está separado do lobo occipital por uma prega da dura-máter denominada tenda do cerebelo. Lóbulos do Cerebelo: a divisão do cerebelo em lóbulos não tem nenhum significado funcional e sua importância é apenas topográfica. Os lóbulos recebem denominações diferentes no vérmis e nos hemisférios. A cada lóbulo do vérmix correspondem a dois hemisférios. O diencéfalo e o telencéfalo formam o cérebro, que corresponde ao prosencéfalo. O cérebro é a parte mais desenvolvida do encéfalo e ocupa cerca de 80% da cavidade craniana. O diencéfalo é uma estrutura ímpar que só é vista na porção mais inferior de cérebro. Ao diencéfalo compreendem as seguintes partes: tálamo, hipotálamo, epitálamo e subtálamo, todas relacionadas com o III ventrículo. Ventrículo: é uma cavidade no diencéfalo, ímpar, que se comunica com o IV ventrículo pelo aqueduto cerebral e com os ventrículos laterais pelos respectivos forames interventriculares. O tálamo, com comprimento de cerca de 3 cm, compondo 80% do diencéfalo, consiste em duas massas ovuladas pareadas de substância cinzenta, organizada em núcleos, com tratos de substância branca em seu interior. Em geral, uma conexão de substância cinzenta, chamada massa intermédia (aderência intertalâmica), une as partes direita e esquerda do tálamo. A extremidade anterior de cada tálamo apresenta uma eminência, o tubérculo anterior do tálamo, que participa da delimitação do forame interventricular. Hipotálamo: é uma área relativamente pequena do diencéfalo, situada abaixo do tálamo, com funções importantes principalmente relacionadas à atividade visceral. O hipotálamo é parte do diencéfalo e se dispõe nas paredes do ventrículo, abaixo do sulco hipotalâmico, que separa o tálamo. Apresenta algumas formações anatômicas visíveis na face inferior do cérebro: o quiasma óptico, o túber cinéreo, o infundíbulo e os corpos mamilares. Trata-se de uma área muito pequena (4 gramas), apesar disso, o hipotálamo, por suas inúmeras e variadas funções, é uma das áreas mais importantes do sistema nervoso. O telencéfalo compreende os dois hemisférios cerebrais, direito e esquerdo, e uma pequena linha mediana situada na porção anterior do ventrículo. Sulco Lateral: é o sulco que separa o lobo frontal do lobo temporal. Ele é subdividido em ascendente, anterior e posterior. Sulco Central: separa o lobo parietal do frontal. O sulco central é ladeado por dois giros paralelos, um anterior, giro pré-central, e outro posterior, giro pós-central. As áreas situadas adiante do sulco central relacionam-se com a MOTRICIDADE, enquanto as situadas atrás deste sulco relacionam-se com a SENSIBILIDADE. 7. Sistema Digestório O sistema digestório é composto por dois grupos de órgãos o trato gastrointestinal e os órgãos digestórios acessórios. Possuem 6 funções: Ingestão: este processo envolve a ingestão de alimentos e líquidos, na boca (comer). Secreção: a cada dia, as células das paredes do trato gastrintestinal e dos órgãos acessórios secretam cerca de 7 litros de água, ácido, tampões e enzimas para o lúmen do trato. Mistura e propulsão: a contração e o relaxamento alternados do musculo liso, nas paredes do trato gastrintestinal, misturam o alimento e as secreções e os empurram em direção ao ânus. Digestão: os processos mecânico e químico decompõem o alimento ingerido em pequenas moléculas. Absorção: durante a absorção, os líquidos secretados e as moléculas pequenas e íons, que são os produtos da digestão, entram nas células epiteliais que revestem o lúmen do trato gastrointestinal, através do transporte ativo ou através da difusão passiva. Defecação: resíduos, substancias indigeríveis, bactérias, células desprendidas do revestimento do trato gastrintestinal e materiais diferidos que não foram absorvidosdeixam o corpo através do ânus, o material eliminado chama-se fezes. A boca é abertura pela qual o alimento entra no tubo digestivo. Responsável pela mastigação e deglutição. Os dentes reduzem os alimentos em pequenos pedaços, misturando-os à saliva, o que irá facilitar a futura ação das enzimas. Os dentes Estruturas cônicas, duras, fixadas nos alvéolos da mandíbula e maxila que são usados na mastigação e na assistência da fala. Nos adultos normalmente possuem 32 dentes. A língua é o principal órgão do sentido do gosto e um importante órgão da fala, além de auxiliar na mastigação e deglutição dos alimentos. Quando o alimento é inicialmente engolido, passa da boca para a faringe, um tubo em forma de funil que se estende das narinas internas até atrás do esôfago e à frente da laringe. O esôfago é tubo fibro-músculo-mucoso localiza-se entre os pulmões, posterior a traqueia e ao coração, e perfura o músculo diafragma. Nos movimentos peristálticos o alimento, que se transforma em bolo alimentar, é empurrado pela língua para o fundo da faringe, sendo encaminhado para o esôfago, impulsionado pelos movimentos peristálticas percorrendo o esôfago. O estomago fica localizado abaixo do diafragma, anteriormente ao pâncreas, superiormente ao duodeno e a esquerda do fígado, parcialmente coberto pelas costelas. As funções do estomago: secreção do suco gástrico e enzimas digestórias. Absorção de pequenas quantidades de água e substâncias dissolvidas. O intestino delgado possui 6 m de comprimento por 4cm de diâmetro. O duodeno possui mais ou menos 25 cm, jejuno possui mais ou menos 5 m, íleo possui mais ou menos 1,5 cm. É responsável pelo processo de digestão e absorção. O bolo alimentar ao passar pelo duodeno “recebe” o sulco pancreático e a Bílis. Após o processo digestivo os nutrientes são absorvidos principalmente no intestino delgado ao nível do Jejuno e Íleo. Para isso a mucosa intestinal apresenta uma serie de dobras que aumentam a área de contato com os nutrientes, favorecendo a absorção. O intestino grosso mede cerca de 1,5m constituído pelo ceco, cólon ascendente, cólon transverso, cólon descendente, cólon sigmoide e reto. É responsável pela reabsorção de água. Formação e acúmulo de fezes. As glândulas da mucosa do intestino grosso secretam muco, que lubrifica as fezes, facilitando seu trânsito e eliminação pelo ânus. Numerosas bactérias vivem no intestino grosso. Seu trabalho consiste em fermentação e decomposição dos restos alimentares. Pâncreas é uma glândula mista, de mais ou menos 15 cm, localizada sobre a parede posterior do abdome, na alça formada pelo duodeno, sob o estômago. O pâncreas produz sulco pancreático (amilase, tripsina, lipase) e secreta os hormônios (insulina e glucagon). O fígado é localização abaixo do diafragma, ficando mais a direita. Tem cor arroxeada, superfície lisa e recoberta por uma cápsula própria. A maior glândula do organismo, e a mais volumosa víscera abdominal. Pesa cerca de 1,500g. O fígado recebe o sangue do intestino delgado antes da circulação sistêmica pela veia porta hepática. Tem como função: fabricar a bile, forma o glicogênio, sintetizar diversas proteínas presentes no sangue, degradar álcool e outras substâncias tóxicas, auxiliando na desintoxicação do organismo, destruir hemácias velhas ou anormais. A bile é armazenada na vesícula e é uma liquido que atua na quebra da gordura. O peritônio é a parte que reveste a parede abdominal peritônio parietal e a que se reflete sobre as vísceras constitui o peritônio visceral. O espaço entre os folhetos parietal e visceral do peritônio é chamada cavidade peritoneal. 8. Sistema Endócrino No sistema endócrino a sua comunicação se faz por sinais químicos, através de substâncias chamadas hormônios. O sistema endócrino responde mais lentamente e normalmente causa efeitos mais duradouros. É formado por glândulas endócrinas, que produzem hormônios e estão amplamente distribuídas pelo corpo. As glândulas endócrinas são glândulas sem ductos, isto é, elas secretam hormônios diretamente no interior de capilares (sanguíneos). Os hormônios são mensageiros químicos que influenciam ou controlam as atividades de outros tecidos ou órgãos. A maioria dos hormônios é transportada pelo sangue a outras partes do corpo, exercendo efeitos em tecidos mais distantes. As principais Glândulas Endócrinas são: Hipófise; Glândula Tireoide; Glândulas Paratireoides; Glândulas Suprarrenais; Pâncreas; Gônadas (Ovários e Testículos); Timo; Glândula Pineal. A hipófise é uma pequena glândula, um corpo ovoide, com tamanho semelhante de uma ervilha, também conhecida como glândula pituitária. Tem coloração cinza- avermelhado, medindo cerca de 12 mm de diâmetro transverso e 8 mm de diâmetro antero-posterior e pesando aproximadamente 500 mg. A hipófise está localizada abaixo do hipotálamo, posteriormente ao quiasma óptico, em uma depressão em forma de sela do osso esfenoide, denominada fossa hipofisária. É coberta superiormente pelo diafragma da sela, circular, da dura-máter. A hipófise está fixada à superfície inferior do hipotálamo, por uma curta haste denominada infundíbulo. Ela possui duas partes: uma anterior, a adeno-hipófise, e outra posterior, a neuro-hipófise. A hipófise secreta oito hormônios e, portanto, afeta quase todas as funções do corpo. A adeno-hipófise é composta de tecido epitelial glandular e é altamente vascular e constituída de células epiteliais de tamanho e forma variados, dispostas em cordões ou folículos irregulares. Sintetiza e libera pelo menos oito hormônios importantes: · Somatotropina (STH), envolvida no controle do crescimento do corpo; · Mamotropina (LTH), que estimula o crescimento e a secreção da mama feminina; · Adrenocorticotropina (ACTH), que controla a secreção de alguns hormônios corticais da glândula supra-renal; · Tirotropina (TSH), que estimula a atividade da glândula tireóide; · Hormônio estimulador do folículo (FSH), que estimula o crescimento e a secreção de estrógenos nos folículos ováricos e a espermatogênese nos testículos; · Hormônio das células intersticiais (ICSH), que ativa a secreção de andrógenos através do testículo; · Hormônio Luteinizante (LH), que induz a secreção de progesterona pelo corpo lúteo; · Hormônio estimulador de melanócitos (MSH), que aumenta a pigmentação cutânea. O lobo posterior da hipófise é uma evaginação descendente do assoalho do diencéfalo. A porção posterior da hipófise é composta por tecido nervoso e, portanto, é chamada de neuro-hipófise. Sintetiza dois hormônios: Vasopressina (ADH), antidiurético, que controla a absorção de água através do túbulos renais; Ocitocina, que promove a contração do músculo não estriado do útero e da mama. Os dois hormônios da neuro-hipófise são produzidos no hipotálamo e transportados no interior do infundíbulo (haste hipofisária) e armazenados na glândula até serem utilizados. Os impulsos nervosos para o hipotálamo estimulam a liberação dos hormônios da neuro-hipófise. A glândula tireoide possui tom vermelho-acastanhado, cerca de 25 g e é altamente vascularizada. Está localizada na região ântero-inferior do pescoço, ântero- lateralmente à traqueia e logo abaixo da laringe, no nível entre a quinta vértebra cervical e a primeira vértebra torácica. A tireoide possui dois lobos (direito e esquerdo) que são conectados entre si por uma parte central denominada istmo da glândula tireoide. Cada lobo possui aproximadamente 5 cm de comprimento. A glândula está envolvida por uma cápsula de tecido conjuntivo e contém dois tipos de células: as células foliculares, localizadas nos folículos tireoidianos, e as células parafoliculares, localizadas entre os folículos. Folículo Tireoidiano: a glândula tireóidea é composta por muitas unidades secretoras chamadas folículos. As células foliculares secretam e armazenam dois hormônios tireoidianos: Triiodotironina (T3); Tetraiodotironina (T4 ou tiroxina). Dos dois hormônios tireóideos, a T3 é provavelmente o estimulador principal do ritmo metabólico da célula, com ação muito poderosa eimediata, enquanto a T4 é poderosa, porém menos rápida. As glândulas parafoliculares, secretam o seguinte hormônio: a Calcitonina, que regula o metabolismo de cálcio, principalmente suprindo a reabsorção óssea. As glândulas paratireoides são pequenas estruturas ovoides ou lentiformes, marrom- amareladas, pesando cerca de 30 mg e geralmente se situando entre as margens do lobo posterior da glândula tireoide e sua cápsula. Geralmente existem duas de cada lado, superior e inferior. Cada glândula paratireoide possui uma fina cápsula de tecido conjuntivo com septos intraglandulares, mas carecendo de lóbulos. As glândulas paratireoides secretam o hormônio paratireoideo (PTH) que está relacionado com o controle do nível e da distribuição de cálcio e fósforo. O PTH atua em três órgãos-alvo: ossos, trato digestório (intestino) e rins. O efeito geral do PTH é o aumento dos níveis plasmáticos de cálcio e a diminuição dos níveis plasmáticos de fosfato. As glândulas suprarrenais são pequenos corpos amarelados, achatados ântero- posteriormente, estão situados ântero-superiores a cada extremidade superior do rim. Circundadas por tecido conjuntivo contendo muita gordura perinéfrica, são envolvidos pela fáscia renal, mas separadas dos rins por tecido fibroso. Cada uma mede aproximadamente 50 mm verticalmente, 30 mm transversalmente e 10 mm na dimensão antero-posterior, pesando cerca de 5 g. Uma glândula suprarrenal seccionada revela um córtex externo, de cor amarela e formando a massa principal, e uma fina medula vermelho-escuro, formando cerca de 10% da glândula. A medula é completamente envolvida pelo córtex, exceto no seu hilo. O córtex suprarrenal, uma fina camada externa (periférica), mostra três zonas celulares: as zonas glomerulosa (mais externa), fasciculada (mais larga) e reticulada (mais interna). O córtex secreta os hormônios chamados esteroides. Zona Glomerulosa: Produzem aldosterona (mineralocorticóide), que tem função importante na regulação do volume e da pressão do sangue, e na concentração do equilíbrio eletrolítico do sangue. Em geral, a aldosterona retém o sódio e a água e elimina potássio. Zona Fasciculada: Produzem hormônios que mantêm o equilíbrio dos carboidratos, proteínas e gorduras (glicocorticoides). O principal glicocorticoide é o cortisol. Zona Reticulada: Podem produzir hormônios sexuais (progesterona, estrógenos e andrógenos). O córtex é essencial para a vida; a remoção completa é letal sem terapia de substituição. Também exerce considerável controle sobre os linfócitos e tecido linfático. A medula suprarrenal, a parte interna da glândula, é considerada uma extensão da parte simpática do sistema nervoso autônomo. É constituída de grupos e colunas de células cromafins separados por largos sinusites venosos. Pequenos grupos de neurônios ocorrem na medula. A medula da suprarrenal secreta dois hormônios: Epinefrina (Adrenalina), que possui efeito acentuado sobre o metabolismo de carboidratos; Norepinefrina (Noradrenalina), que produz aceleração do coração vasoconstrição e pressão sanguínea elevada. Esses hormônios são classificados como aminas e por estarem no grupo químico chamado catecol, são denominados catecolaminas. Esses hormônios são produzidos em situações de emergência e estresse, produzindo os seguintes efeitos (além dos descritos acima): Conversão de glicogênio em glicose no fígado; Elevação do padrão metabólico da maioria das células; Dilatação dos brônquios. O pâncreas é um órgão alongado que se situa transversalmente na parte superior do abdome, estendendo-se do duodeno até o baço. A anatomia detalhada do pâncreas está descrita em Sistema Digestório. O pâncreas secreta dois hormônios: a insulina e o glucagon. As células que produzem esses hormônios são denominadas ilhotas pancreáticas (Langerhans). As ilhotas são constituídas de aglomerações esferoides ou elipsoides de células, dispersas no tecido exócrino, juntamente com células endócrinas esparsas, frequentemente solitárias. O pâncreas humano pode conter mais de um milhão de ilhas, geralmente mais numerosas na cauda. Essas ilhotas possuem dois tipos de células: os endocrinócitos alfa, que produzem glucagon e os endocrinóticos beta que produzem insulina. Esses dois hormônios ajudam a controlar os níveis de glicose no sangue. O efeito da insulina é baixar os níveis de glicose enquanto que o glucagon aumenta esses níveis. Ação da Insulina: diminui os níveis de glicose através de dois mecanismos: 1) aumenta o transporte de glicose do sangue para o interior das células; 2) estimula as células a queimar glicose como combustível. A insulina é o único hormônio que diminui a glicose sanguínea. Ação do Glucagon:esse hormônio aumenta a glicose sanguínea de duas maneiras: 1) estimulando a conversão de glicogênio em glicose no fígado; 2) estimulando a conversão de proteínas em glicose. As gônadas são glândulas sexuais, que constituem nos ovários (mulheres) e testículos (homens). Essas gônadas, além de produzirem os gametas (óvulos e espermatozoides), também secretam hormônios, que serão descritos abaixo. Ovários: existem dois ovários localizados um de cada lado da cavidade pélvica. Sua anatomia detalhada está descrita em Sistema Genital Feminino. Os ovários produzem dois hormônios sexuais femininos: o estrógeno e a progesterona. Esses hormônios participam do desenvolvimento e do funcionamento dos órgãos genitais femininos e da expressão das características sexuais femininas, sendo que tais características desenvolvem-se principalmente em resposta ao estrógeno. Elas incluem: Desenvolvimento das mamas; Distribuição da gordura nos quadris, coxas e mamas; Distribuição de pelos em áreas específicas do corpo; Maturação de órgãos genitais; Fechamento das cartilagens epifisiais dos ossos longos. Tanto o estrógeno como a progesterona são controlados por hormônios de liberação no hipotálamo, e pelas gonadotropinas da adenohipófise. Testículos: estão localizados dentro do escroto. Sua anatomia detalhada está descrita em Sistema Genital Masculino. O principal hormônio secretado pelos testículos é a testosterona, um esteroide produzido por suas células intersticiais. O estímulo para secreção da testosterona é o hormônio luteinizante (LH), proveniente da adeno-hipófise. A testosterona auxilia na maturação dos espermatozoides e é responsável pelas características sexuais masculinas, tais como: Crescimento e desenvolvimento dos órgãos genitais masculinos; Crescimento musculoesquelético; Crescimento e distribuição dos pelos; Aumento da laringe, acompanhado por alterações da voz. A secreção da testosterona é controlada por hormônios de liberação produzidos no hipotálamo, e pelos hormônios luteinizantes da adeno-hipófise. O timo possui determinadas funções secretoras hormonais e linfáticas (produzindo linfócitos T). Ele varia de tamanho e atividade, dependendo da idade, doença e do estado fisiológico, mas permanece ativo mesmo na idade avançada. Ao nascimento pesa cerca de 10 a 15 g, crescendo até a puberdade, quando ele pesa de 30 a 40 gm, ou seja, apresenta-se muito maior na criança do que no adulto, sendo que após a puberdade, a glândula involui, ou se torna menor, sendo substituído por tecido conjuntivo a adiposo. No início da vida, ele é de cor cinza-róseo, mole e finamente lobulado, constituído em dois lobos piramidais iguais, unidos por tecido conectivo frouxo. Após a meia idade, o timo torna-se amarelado devido à sua gradual substituição por tecido adiposo. O timo situa-se na parte superior da cavidade torácica, posteriormente ao esterno e das quatro cartilagens costais superiores, inferiormente à glândula tireoide. E anteriormente ao pericárdio, arco da aorta e seus ramos. Sendo mais preciso, o timo localiza-se nos mediastinos superior e inferior anterior, estendendo-se inferiormente até a quarta cartilagem costal, com suas partes superiores afilando-se em direção ao pescoço e, algumas vezes, alcançando os pólos inferiores da glândula tireoide. O timo tem a função de produzir diversas substâncias (inclusivehormônios) que regulam a produção de linfócitos, a diferenciação e as atividades no timo. Essas substâncias incluem quatro polipeptídeos principais quimicamente bem distribuídos: timulina, timopoetina, timosina alfa I e timosina beta IV. A timulinaé produzida dentro do timo e precisa da presença de zinco para a atividade funcional (reage exclusivamente com as células T). A timopoetina intensifica diversas funções da célula T. A timulina e a timopoetina agem sistematicamente para dar regulação imune perfeitamente ajustadas das células T, auxiliando a manutenção do equilíbrio entre as atividades de seus diferentes subconjuntos. As atividades da timosina alfa I e beta IV não são bem claras. Sabe-se que as timosinas promovem maturação dos linfócitos no interior do timo e também estimulam o desenvolvimento e a atividade dos linfócitos no desempenho de suas funções linfáticas por todo corpo. O corpo pineal ou epífise do cérebro é um pequeno órgão piriforme, cinza- avermelhado, que ocupa uma depressão entre os colículos superiores. Está inferiormente ao esplênio do corpo caloso, separado deste pela tela corióidea do terceiro ventrículo. O corpo mede aproximadamente 8 mm de comprimento. Sua base está presa por um pedúnculo que se divide em lâminas inferior e superior, separadas pelo recesso pineal do terceiro ventrículo. E contendo, respectivamente, as comissuras epitalâmicas e da habênula. O corpo pineal contém cordões e folículos de pinealócitos e células da neuróglia entre as quais se ramificam muitos vasos sanguíneos e nervos. Septos se estendem até o corpo a partir da pia-máter adjacente. O corpo pineal modifica a atividade da adeno-hipófise, neuro-hipófise, pâncreas endócrino, paratireoides, córtex e medula da glândula supra-renal e gônadas. As secreções pineais podem alcançar suas células-alvo via líquido cérebro-espinal ou através da corrente sanguínea. A glândula pineal secreta a melatonina, um hormônio que altera o ciclo reprodutivo, influenciando a secreção de hormônios de liberação do hipotálamo. Acredita-se também que a melatonina esteja relacionada com ciclo sono/vigília, possuindo um efeito tranquilizante. Ela tem sido chamada de “relógio biológico do corpo”, controlando a maioria dos biorritmos. As prostaglandinas são substâncias químicas (hormônios) derivados de ácidos graxos e do ácido aracdônico. São produzidas por diversos tecidos e geralmente agem próximo aos seus sítios de secreção. Elas exercem importante papel na regulação da contração do músculo liso e na resposta inflamatória. As prostaglandinas também são associadas ao aumento da sensibilidade das terminações nervosas para a dor. 9. Sistema Urinário O sistema urinário consiste em dois rins, dois ureteres, uma bexiga urinária e uma uretra. Formado por um conjunto de órgãos que tem como objetivo filtrar todo o sangue eliminando substancias nocivas ou as substancias que se encontram em excesso. As funções dos rins incluem: regulação da composição iônica do sangue; manutenção da osmolaridade do sangue; regulação do volume sanguíneo; regulação da pressão arterial; regulação do pH do sangue; liberação de hormônios; regulação do nível de glicose no sangue; excreção de resíduos e de substancias estranhas. O rim é um órgão par de cor vermelho-parda. Um órgão retroperiotoneal. O rim direito situa-se ligeiramente abaixo do rim esquerdo devido ao grande tamanho do lobo direito do fígado. Está contra os músculos da parede abdominal posterior, em contato com o diafragma no polo superior ao nível da 12ª vértebra dorsal no polo inferior ao nível da 3ª vértebra lombar ligeiramente acima da linha da cintura. Mede mais ou menos 11,25cm de comprimento, 5 a 7,5cm de largura. O esquerdo é um pouco mais comprido e mais estreito do que o direito. O peso do rim do homem adulto varia entre 125 a 170g; na mulher adulta, entre 115 a 155g. O néfron é a unidade morfofuncional ou a unidade produtora de urina do rim. Cada rim contém cerca de 1 milhão de néfrons. Os mecanismos de formação da urina é a filtração (decorre no corpúsculo de Malpighi, o filtrado passa do glomérulo para a cápsula de Bowman). Reabsorção (passagem de substâncias do lúmen tubular para o sangue). Secreção (passagem de substâncias do sangue para o lúmen tubular). A urinaé um fluido excretório, resultante da filtragem do sangue nos rins. A uréiaé a principal excreta. Encontra-se também ácido úrico, sódio, potássio, bicarbonato, etc. Ureteres são túbulos fibromusculares com mais ou menos 25 a 30cm. Condução e propulsão da urina. O método é a contração por peristaltismo(em ondas) da sua camada de músculo liso. A bexiga é um musculo liso que pode armazenar de 700 ml a 800 ml. A uretra é o canal condutor da urina que mede no homens cerca de 18 a 20 cm e nas mulheres 4 cm. Termina na superfície exterior do corpo, no pênis ou vulva. 10. Sistema Reprodutor O sistema reprodutor feminino é constituído por dois ovários, duas tubas uterinas (trompas de Falópio), um útero, uma vagina, uma vulva. Ele está localizado no interior da cavidade pélvica. A pelve constitui um marco ósseo forte que realiza uma função protetora. A vagina é um canal de 8 a 10 cm de comprimento, de paredes elásticas, que liga o colo do útero aos genitais externos. Contém de cada lado de sua abertura, porém internamente, duas glândulas denominadas glândulas de Bartholin, que secretam um muco lubrificante. A entrada da vagina é protegida por uma membrana circular - o hímen - que fecha parcialmente o orifício vulvo-vaginal e é quase sempre perfurado no centro, podendo ter formas diversas. Geralmente, essa membrana se rompe nas primeiras relações sexuais. A vagina é o local onde o pênis deposita os espermatozóides na relação sexual. Além de possibilitar a penetração do pênis, possibilita a expulsão da menstruação e, na hora do parto, a saída do bebê. A genitália externa ou vulva é delimitada e protegida por duas pregas cutâneo- mucosas intensamente irrigadas e inervadas - os grandes lábios. Na mulher reprodutivamente madura, os grandes lábios são recobertos por pelos pubianos. Mais internamente, outra prega cutâneo-mucosa envolve a abertura da vagina (os pequenos lábios) que protegem a abertura da uretra e da vagina. Na vulva também está o clitóris, formado por tecido esponjoso erétil, homólogo ao pênis do homem. Ovários: são as gônadas femininas. Produzem estrógeno e progesterona, hormônios sexuais femininos que serão vistos mais adiante. No final do desenvolvimento embrionário de uma menina, ela já tem todas as células que irão transformar-se em gametas nos seus dois ovários. Estas células - os ovócitos primários - encontram-se dentro de estruturas denominadas folículos de Graaf ou folículos ovarianos. A partir da adolescência, sob ação hormonal, os folículos ovarianos começam a crescer e a desenvolver. Os folículos em desenvolvimento secretam o hormônio estrógeno. Mensalmente, apenas um folículo geralmente completa o desenvolvimento e a maturação, rompendo-se e liberando o ovócito secundário (gaemta feminino): fenômeno conhecido como ovulação. Após seu rompimento, a massa celular resultante transforma-se em corpo lúteo ou amarelo, que passa a secretar os hormônios progesterona e estrógeno. Com o tempo, o corpo lúteo regride e converte-se em corpo albicans ou corpo branco, uma pequena cicatriz fibrosa que irá permanecer no ovário. O gameta feminino liberado na superfície de um dos ovários é recolhido por finas terminações das tubas uterinas as fímbrias. Tubas uterinas, ovidutos ou trompas de Falópio: são dois ductos que unem o ovário ao útero. Seu epitélio de revestimento é formado por células ciliadas. Os batimentos dos cílios microscópicos e os movimentos peristálticos das tubas uterinas impelem o gameta feminino até o útero. Útero: órgão oco situado na cavidade pélvica anteriormente à bexiga e posteriormente ao reto, de parede muscular espessa (miométrio) e com formato de pêra invertida. É revestido internamente por um tecido vascularizado rico em glândulas - o endométrio. O sistema