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Apostila Física e Radioproteção Unidades V,VI e VII 2019 Módulo I Unidades V, VI e VII RADIAÇÃO - DEFINIÇÃO Em diversas situações cotidianas, a palavra radiação está vinculada a tragédias e mortes, pois remete aos acidentes em usinas nucleares e à tragédia com o césio-137 ocorrida em 1987 na cidade de Goiânia (GO). No entanto, a radiação é algo muito presente em nossas vidas, pois temos radiação solar, a luz gerada por meio de lâmpadas, o forno de micro-ondas, as ondas de rádio utilizadas nos aparelhos celulares. A natureza, por meio da alimentação, da energia solar, das rochas presentes na composição do solo e outros, causa uma pequena exposição, porém o uso cada vez mais intenso das radiações produzidas pelo homem para o diagnóstico e tratamento tem causado um aumento significativo das doses e as precauções e os limites de seu uso devem ser avaliados com cuidado. Os benefícios do uso das radiações devem ser muito superiores aos potenciais riscos biológicos que podem surgir a curto, médio e longo prazos. A palavra radiação está diretamente vinculada à emissão de energia, que pode ser eletromagnética, corpuscular, através de ondas sonoras. A origem das diversas formas de energia varia como, por exemplo, a radiação eletromagnética, composta por campos elétricos e magnéticos oscilantes que não possuem massa, propaga-se em linha reta, não sofre desvios na presença de campos elétricos e propaga-se no vácuo com velocidade de aproximadamente 300.000 km/s (3.108 m/s). Na figura, observamos as radiações eletromagnéticas que formam o espectro conhecido, no qual os raios X (RX) e raios gama (Rγ) são amplamente utilizados na medicina diagnóstica e radioterapia. A radiação eletromagnética é conhecida como fótons que representam pacotes de energia, cuja concepção teórica foi descrita pelo físico alemão Max Planck. Percebemos que as diversas radiações eletromagnéticas se diferem pela frequência (f) e pelo comprimento de onda (λ). A frequência é definida como o número de oscilações que a onda realiza por unidade de tempo medida em Hertz (Hz) e o comprimento de onda (λ) representa a distância consecutiva entre duas cristas ou dois vales de uma onda. Observe que quanto maior a frequência, menor o comprimento de onda, pois são grandezas inversamente proporcionais. Os RX e Rγ apresentam as maiores frequências no espectro eletromagnético e, portanto, os menores comprimentos de onda. A energia de um fóton pode ser calculada por meio da equação de Planck: E = h.f (E = energia da radiação medida em eV [elétron volt], h = constante de Planck [4,14.10-15 eV.s] e f = frequência da radiação medida em Hertz [Hz]). Um Hertz (1 Hz) = 1 ciclo/s. Observe, por meio da equação, que quanto maior a frequência (f), maior e energia da radiação eletromagnética. Portanto, RX e Rγ são as radiações com as maiores frequências e com maiores energias capazes de atravessar os tecidos do corpo humano. Para determinar os valores de frequência (f) ou comprimento de onda (λ), utilizamos a Lei da Ondulatória definida como: c = λ.f (c = corresponde à velocidade da luz no vácuo [3.108 m/s], λ = comprimento de onda com unidade em metros [m] e f = frequência da radiação com unidade Hertz [Hz]). Por outro lado, podemos ter um feixe de partículas (elétrons, prótons, nêutrons, alfa, beta), sendo aceleradas para interagirem com os tecidos e causando ionizações. Diferente das radiações eletromagnéticas, os feixes de partículas possuem massa, sofrem desvios pela presença de campos magnéticos (exceto o feixe de nêutrons) e se propagam em velocidades abaixo da velocidade da luz. MODELO ATÔMICO ATUAL Ao longo da história humana, a curiosidade em compreender a natureza e sua composição fez surgir concepções filosóficas e experimentos na busca da compreensão do que é feita a matéria que nos forma. A concepção de átomo (origem grega que significa algo indivisível, imutável), como sendo a menor unidade que representa a matéria, foi ganhando mais adeptos. Por meio dos experimentos realizados pela equipe de Ernest Rutherford e os trabalhos teóricos de Niels Bohr, o Modelo Atômico mais aceito para explicar diversos fenômenos na física é apresentado abaixo: Fonte: http://modeloatomico3.blogspot.com/2011/04/o-atual-modelo-atomico.html Um núcleo contendo prótons (cargas positivas) e nêutrons (não possui carga elétrica) com praticamente 99,8% de toda a massa do átomo e ao redor a região da eletrosfera no qual se encontram os elétrons (cargas negativas). O núcleo extremamente denso e ocupando uma pequena parcela do átomo e uma eletrosfera com os elétrons distribuídos em uma “imensidão de espaços vazios”. Para um átomo neutralizado, o número de cargas positivas será igual ao número de cargas negativas, já para um átomo ionizado, ocorre um desequilíbrio no número de cargas positivas e negativas. Quando um átomo tem excesso de elétrons, chamamos de ânion, já um átomo com falta de elétrons, chamamos de cátion. Para os estudiosos e pesquisadores da física nuclear, a concepção de átomo difere, pois os prótons e os nêutrons são formados por quarks, que representam as partes que formam cada próton e cada nêutron, mas isso não influencia diretamente nas interações estudadas no âmbito das aplicações médicas e das interações das radiações (RX e Rγ) com a matéria. OS IMPACTOS DA DESCOBERTA DOS RAIOS X E DA RADIOATIVIDADE NATURAL No fim do século XIX, entre os períodos de 1895 a 1898, houve diversas descobertas científicas no campo da física com grandes aplicações na medicina. Destacam-se a descoberta dos RX (1895), a radioatividade natural (1896), das partículas alfa, beta e gama (1897) e a descoberta do polônio (Po) e rádio (Ra) em 1898. Com a descoberta de substâncias que emitem radiação espontaneamente, foi possível o início da radioterapia, assim como o uso dos RX para o diagnóstico e a radioterapia. Apesar dessas descobertas sobre os elementos radioativos naturais, hoje sabemos que a radioatividade natural sempre esteve presente no solo, na água, nos alimentos e por meio da emissão de radiação do nosso Sol e demais estrelas do Universo. Na década de 1930, mediante experimentos, foram obtidos elementos radioativos artificiais que permitem hoje aplicações na medicina nuclear como o elemento tecnécio (Tc-99m), entre outros elementos com aplicações em radioterapia também. Atualmente são utilizados cíclotrons e reatores de fissão nuclear para a produção de novos elementos radioativos. Hoje, a medicina dispõe de diversos métodos de tratamento com o uso de radiações (RX, Rγ, feixe de elétrons) e no diagnóstico por imagens com o uso dos RX e Rγ. Seguem abaixo as principais personalidades científicas do fim do século XIX e XX que contribuíram para o desenvolvimento da radiologia. Wilhelm Conrad Roentgen (descoberta dos RX em 1895). Antonie Henri Becquerel (descoberta da radioatividade natural). Ernest Rutherford (descoberta das radiações: alfa (α) beta (β) gama (γ)). Casal Curie (Marie Curie e Pierre Curie) descoberta dos materiais radioativos polônio (Po-210) e rádio (Ra-210). Irène Curie e Frèderic Joliot produziram os primeiros elementos radioativos artificiais (fósforo – P-30) e (nitrogênio – N-13). Hoje sabemos que os materiais radioativos emitem radiação através da instabilidade do núcleo e, portanto, as radiações alfa, beta e gama possuem uma origem nuclear. Já os RX são produzidos pelo fretamento dos elétrons provenientes do cátodo que atingem a eletrosfera de um alvo como, por exemplo, tungstênio (W) ou molibdênio (Mo). Os RX possuem uma origem na eletrosfera de um átomo. AS RADIAÇÕES IONIZANTES E RADIAÇÕES NÃO IONIZANTES Na radiologia diagnóstica, utilizamosarrancar um ou mais elétrons e ainda sobra uma parte da energia que será espalhada e que poderá atingir acompanhantes ou profissionais que estiverem próximos do paciente. Por isso, há a necessidade de fornecer proteção aos acompanhantes e profissionais da radiologia. O EC aumenta com o aumento do kVp, portanto, exames radiológicos com alto kVp causarão mais espalhamento da radiação. Efeito Compton ATENUAÇÃO DA RADIAÇÃO Em toda interação da radiação com a matéria, ocorrerá uma atenuação (redução) do número de fótons iniciais que atinge o paciente. A atenuação depende dos seguintes fatores: Densidade do objeto/paciente; Espessura do objeto/paciente; Energia da radiação incidente. Na imagem acima, observamos o efeito da atenuação devido à presença de diferentes densidades no corpo humano. A parte óssea absorve mais radiação, por isso, apresenta-se como cinza claro na imagem. Já a presença de ar e gases que possuem baixa densidade apresenta-se mais enegrecido. A variação observada acima ocorre devido à atenuação diferencial (diferente) para cada parte do corpo humano. Matematicamente a atenuação pode ser descrita como: I = I0 . e –μ.X Onde: I = intensidade final da radiação após atravessar o objeto/paciente; I0 = intensidade inicial que atinge o objeto/paciente; X = espessura do material; μ = coeficiente de atenuação linear (depende da densidade e energia da radiação incidente); e = logaritmo Neperiano (~2,71 constante). GRANDEZAS E UNIDADES DE MEDIDA As unidades de medidas utilizadas na radiologia auxiliam na quantificação das exposições e doses de radiação recebidas a fim de evitar exposições acidentais e controlar as doses eventuais recebidas pelos profissionais. Dentre as diversas grandezas utilizadas, destacaremos: EXPOSIÇÃO (X): A grandeza exposição representa a ionização que a radiação causa quando atravessa um volume de ar. Medida em C=coulomb (carga elétrica) / Kg (quilograma) massa. A grandeza exposição só é definida para RX e Rγ e para o meio ar. Grandeza Unidade antiga Unidade nova Conversão Exposição R C/Kg 1 R = 2,58.10-4 C/Kg DOSE ABSORVIDA (D): A dose absorvida (D) representa a energia depositada (E) por unidade de massa (m). D = E/m. Grandeza Unidade antiga Unidade nova Conversão Dose absorvida Rad Gy 1 Gy = 100 Rad 1 Gy = 1 J/kg DOSE EQUIVALENTE (H): Representa a dose de radiação absorvida(D) x qualidade da radiação(Q). H = D x Q. Grandeza Unidade antiga Unidade nova Conversão Dose equivalente rem Sv 1 Sv = 100 rem 1 Sv = 1 J/kg Leva em consideração o tipo de radiação (Q) que interage. RX e RY (Q=1); Elétrons (Q=1); Prótons (Q=2); Partículas alfa (Q=20) maior ionização e menor poder de penetração. Alguns valores de doses equivalentes para trabalhadores com radiações ionizantes. Corpo inteiro 20 mSv/ano (considerando 5 anos consecutivos) ou 50 mSv/ano (em um único ano); Cristalino 150 mSv (portaria 453/98); Pele 500 mSv; Extremidades (mãos e pés) 500 mSv (uso de anel dosimétrico em medicina nuclear). Grandeza Unidade antiga Unidade nova Conversão Atividade Ci Bq 1 Ci = 3,7.1010 Bq 1 Bq = 1 dps Exposição R C/Kg 1 R = 2,58.10-4 C/Kg Dose absorvida Rad Gy 1 Gy = 100 Rad 1 Sv = 1 J/kg Dose equivalente rem Sv 1 Sv = 100 rem 1 Sv = 1 J/kg PRINCÍPIOS DA RADIOPROTEÇÃO Objetivos da radioproteção: que os benefícios de seu uso sejam muitas e muitas vezes maiores que os riscos/efeitos que podem trazer; criar meios de evitar exposições desnecessárias para pacientes e profissionais; Princípio da Justificação: qualquer atividade envolvendo radiação deve ser justificada em relação a outras alternativas disponíveis, e ainda produzir um benefício compensatório significativo para a sociedade; Princípio da otimização: todas as exposições à radiação devem ser mantidas tão baixas quanto razoavelmente exequível (seguir o princípio ALARA: As Low As Reasonably Achievable – no menor nível possível); Limitação de dose: as doses individuais em trabalhadores e de indivíduos da população em geral, na unidade de dose equivalente (mSv = mili Sievert), não podem ultrapassar os limites primários de dose anuais (20 mSv/ano). PRINCÍPIOS ALARA Este afirma que a exposição ocupacional deve ser mantida no menor nível possível. Este é um importante princípio pelo qual todos os técnicos/radiologistas devem esforçar-se. A seguir, é fornecido um resumo de quatro formas, importantes pelas quais ele pode ser alcançado. 1. Sempre usar um dosímetro ou outro dispositivo de monitoração. Embora o dosímetro não diminua a exposição do usuário, registros precisos a longo prazo das leituras do dosímetro são importantes para determinar práticas de proteção; 2. Se for necessário conter os pacientes, isso deve ser feito por outra pessoa que não seja um trabalhador sujeito à exposição ocupacional. Essa pessoa nunca deve ficar na frente do feixe primário ou útil e deve sempre usar aventais e luvas de proteção. Devem-se utilizar aparelhos ou faixas de contenção sempre que possível, e apenas como último recurso deve alguém permanecer na sala para conter os pacientes – essa pessoa nunca deve pertencer à equipe de radiologia; 3. Praticar o uso da colimação, filtração do feixe primário, técnicas de kVp ótimo, écrans e filme de alta velocidade e mínima repetição de exames. A exposição do técnico/radiologista é devida basicamente à radiação dispersa do paciente e outras fontes. Portanto, a redução da exposição do paciente resulta também em redução da exposição do estagiário/técnico/tecnólogo/radiologista; 4. Seguir a regra cardinal de três partes de proteção radiológica, o princípio de tempo, distância e proteção; A equipe da radiologia médica deve minimizar seu tempo em um campo de exposição, ficar o mais distante da fonte possível e utilizar proteção de chumbo quando estiver no campo de exposição. ESTÁGIOS DA AÇÃO DA RADIAÇÃO 1. Estágio físico – 10-15 s dano: ionização de átomos e moléculas; 2. Estágio físico-químico – 10-6 s dano: quebra de ligações químicas; 3. Estágio químico – poucos segundos após a exposição dano causado: formação de radicais livres, quebra da molécula da H2O (radiólise); 4. Estágio biológico – os efeitos podem surgir após dias, semanas, meses (efeitos determinísticos) ou após décadas (efeitos estocásticos) danos: catarata, eritema (queimadura causada pela radiação), redução de plaquetas, surgimento do câncer. Principais fatores que afetam o surgimento dos efeitos biológicos: 1. A dose de radiação recebido pelo indivíduo; quanto maior a dose, maiores os riscos do surgimento de um efeito; 2. A energia da radiação incidente; quanto maior a energia da radiação, maiores as chances de danos celulares; 3. O tipo de radiação incidente: alfa, beta, gama, RX; o tipo de radiação incidente provoca efeitos diferentes nas células. Alfa 2 prótons + 2 nêutrons Beta elétrons Rx e gama eletromagnética 4. A radiosensibilidade do tecido; diferentes tecidos reagem de maneiras diversas quando exposta à radiação ionizante; devido às características variadas dos tecidos que compõem o corpo humano, cada tecido reagirá de uma maneira diferente quando exposto à energia da radiação ionizante; alguns tecidos são mais radiosensíveis: cristalino; tireoide; mama; gônadas; e reagem de maneiras diferentes quando expostos à mesma dose de radiação. EFEITOS BIOLÓGICOS DA RADIAÇÃO A reação de um indivíduo à exposição de radiação depende: 1) Quantidade de radiação recebida; 2) Quantidade de radiação recebida anteriormente pelo organismo, sem recuperação (radioterapia doses diárias programadas); 3) Composição orgânica individual; 4) Intervalode tempo durante o qual a quantidade total de radiação foi recebida. A principal classificação dos efeitos biológicos são: Efeitos estocásticos: as chances de um organismo manifestar os efeitos são proporcionais à dose de radiação recebida, sem existência de um limiar de dose seguro. Quanto mais radiação recebida, maior a probabilidade de eles ocorrerem. A severidade não depende da quantidade de dose recebida (um tipo de câncer que surgir não será mais ou menos agressivo se a dose recebida pelo indivíduo tiver sido maior ou menor; Efeitos determinísticos (reações teciduais – termo atual): um efeito determinístico certamente surgirá se o organismo absorver uma dose de radiação acima de um valor mínimo conhecido. A severidade desses efeitos é proporcional à dose, ou seja, quanto maior a dose, mais severa será a radiodermite, catarata ou esterilidade. O tempo de aparecimento dos efeitos determinísticos é curto se comparado ao dos estocásticos, surgindo dias ou semanas após a irradiação do órgão ou tecidos; Efeitos somáticos: são efeitos que aparecem no próprio indivíduo exposto à radiação; Efeitos hereditários: surgem nos descendentes dos indivíduos expostos à radiação. Pode passar de geração para geração devido a alterações nas células germinativas. IMPORTANTE: A radiação ionizante sempre causa danos às células, que possuem mecanismos naturais de reparação. Não existe um valor de dose de radiação que seja considerado seguro (probabilidade de surgimento de efeitos estocásticos). INSTITUIÇÕES IMPORTANTES PARA A RADIOLOGIA ICRP (International Commission on Radiological Protection) trabalha em parceria com a: ICRU (International Commission on Radiation Units and Measurements) IAEA (Agência Internacional de Energia Atômica) OMS (Organização Mundial da Saúde) OIT (Organização Internacional do Trabalho) UNSCEAR (Comitê Científico das nações Unidas sobre os Efeitos das Radiações Atômicas) ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) CNEN (Comissão Nacional de Energia Atômica)de tempo durante o qual a quantidade total de radiação foi recebida. A principal classificação dos efeitos biológicos são: Efeitos estocásticos: as chances de um organismo manifestar os efeitos são proporcionais à dose de radiação recebida, sem existência de um limiar de dose seguro. Quanto mais radiação recebida, maior a probabilidade de eles ocorrerem. A severidade não depende da quantidade de dose recebida (um tipo de câncer que surgir não será mais ou menos agressivo se a dose recebida pelo indivíduo tiver sido maior ou menor; Efeitos determinísticos (reações teciduais – termo atual): um efeito determinístico certamente surgirá se o organismo absorver uma dose de radiação acima de um valor mínimo conhecido. A severidade desses efeitos é proporcional à dose, ou seja, quanto maior a dose, mais severa será a radiodermite, catarata ou esterilidade. O tempo de aparecimento dos efeitos determinísticos é curto se comparado ao dos estocásticos, surgindo dias ou semanas após a irradiação do órgão ou tecidos; Efeitos somáticos: são efeitos que aparecem no próprio indivíduo exposto à radiação; Efeitos hereditários: surgem nos descendentes dos indivíduos expostos à radiação. Pode passar de geração para geração devido a alterações nas células germinativas. IMPORTANTE: A radiação ionizante sempre causa danos às células, que possuem mecanismos naturais de reparação. Não existe um valor de dose de radiação que seja considerado seguro (probabilidade de surgimento de efeitos estocásticos). INSTITUIÇÕES IMPORTANTES PARA A RADIOLOGIA ICRP (International Commission on Radiological Protection) trabalha em parceria com a: ICRU (International Commission on Radiation Units and Measurements) IAEA (Agência Internacional de Energia Atômica) OMS (Organização Mundial da Saúde) OIT (Organização Internacional do Trabalho) UNSCEAR (Comitê Científico das nações Unidas sobre os Efeitos das Radiações Atômicas) ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) CNEN (Comissão Nacional de Energia Atômica)