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OS ESTUDOS PIONEIROS SOBRE CULTURA E CLIMA ORGANIZACIONAL Edgar Schein, um dos principais teóricos da cultura organizacional, define cultura como um padrão de pressuposições básicas compartilhadas que um grupo desenvolve para resolver problemas de adaptação externa e integração interna. Esses padrões são transmitidos aos novos membros como a maneira correta de perceber, pensar e sentir em relação aos desafios organizacionais. Níveis da Cultura Organizacional (Schein): 1. Artefatos: · São os elementos visíveis da cultura, como símbolos, rituais, linguagem, vestimentas e ambiente físico. · Exemplo: Logotipos, cerimônias de premiação, código de vestimenta. 2. Valores Compartilhados: · Representam os valores e normas que guiam o comportamento das pessoas na organização. · Exemplo: Ênfase em inovação, atendimento ao cliente, segurança ou qualidade. 3. Pressuposições Básicas: · São as crenças e percepções implícitas que orientam o comportamento e são difíceis de mudar. · Exemplo: Crenças sobre a importância da hierarquia, do trabalho em equipe ou da competitividade. · Chiavenatto: Define cultura organizacional como um conjunto de hábitos, crenças, valores, normas e expectativas compartilhados por todos os membros da organização. · Simon Franco: Enfatiza que a cultura não é abstrata, mas se reflete em comportamentos concretos, como formas de comunicação, vestimenta e códigos de conduta. Kotter e Herkett: Cultura e Desempenho Em seu estudo "Corporate Culture and Performance", Kotter e Herkett investigaram o impacto da cultura organizacional no desempenho das empresas. Eles concluíram que: 1. A cultura tem um impacto significativo no desempenho a longo prazo. 2. É um fator crítico para o sucesso ou fracasso empresarial. 3. Pode ser mudada para melhorar o desempenho. Níveis da Cultura (Kotter e Herkett): 1. Nível Visível: Normas e padrões de comportamento observáveis. 2. Nível Invisível: Valores compartilhados e crenças profundas. Tipos de Cultura: 1. Culturas Adaptativas: · São flexíveis, inovadoras e focadas na mudança. · Valorizam clientes, empregados e investidores. · Exemplo: Empresas de tecnologia como Google ou Apple. 2. Culturas Não-Adaptativas: · São rígidas, burocráticas e resistentes à mudança. · Exemplo: Organizações militares ou setores governamentais tradicionais. Padrões de Excelência Organizacional Kotter e Herkett identificaram sete variáveis que caracterizam culturas organizacionais de alto desempenho: 1. Propensão à Ação: Valorização da implementação e execução. 2. Proximidade do Cliente: Foco no atendimento e satisfação do cliente. 3. Autonomia e Espírito Empreendedor: Incentivo à inovação e à mudança. 4. Produtividade através das Pessoas: Valorização e desenvolvimento dos colaboradores. 5. Orientação para Valores: Missão e visão claramente definidas e difundidas. 6. Focalização no Negócio: Concentração no core business da organização. 7. Estrutura Simples e Staff Enxuto: Organização ágil e sem burocracia excessiva. Aprofundando a teoria: outros conceitos de cultura organizacional Henry Mintzberg Mintzberg define cultura organizacional como um conjunto de pressupostos básicos que um grupo desenvolve ao lidar com problemas de adaptação externa e integração interna. Esses pressupostos, quando validados, são transmitidos aos novos membros como a forma correta de perceber, pensar e sentir. Para Mintzberg, a cultura é a "mente da organização", refletida em tradições, hábitos, histórias, símbolos e práticas. Robert Srour Robert Srour descreve a cultura organizacional como um conjunto de representações mentais que permeiam todas as práticas da organização. Essas representações incluem: · Saberes: Princípios, valores, códigos, conhecimentos, técnicas, tradições, usos e costumes. · Expressões: Estilos, juízos morais, mitos, lendas, dogmas e superstições. Características da Cultura Organizacional (Srour): 1. Aprendida e transmitida: A cultura é compartilhada e ensinada aos novos membros. 2. Socialmente condicionada: Resulta de uma aprendizagem influenciada pelo contexto social. 3. Expressão da identidade: Reflete a identidade única da organização. 4. Construída ao longo do tempo: Desenvolve-se gradualmente, com base em experiências históricas. 5. Distintiva: Diferencia uma organização de outras. Campos de Saber na Cultura Organizacional (Srour): 1. Saber ideológico: Doutrinas e retóricas que orientam a organização. 2. Saber científico: Conhecimentos técnicos e explicativos. 3. Saber artístico: Expressões estéticas e criativas. 4. Saber técnico: Procedimentos, regras e práticas operacionais. Clima Organizacional O clima organizacional refere-se à percepção coletiva que os colaboradores têm da organização, influenciada por políticas, estruturas, processos e sistemas. É a "atmosfera psicológica" que envolve o ambiente de trabalho e afeta a motivação e a satisfação dos funcionários. Itens Investigados em uma Pesquisa de Clima Organizacional: 1. O trabalho em si: Satisfação com as tarefas realizadas. 2. Integração setorial e interpessoal: Cooperação e relacionamento entre colegas e setores. 3. Salário: Satisfação com a remuneração. 4. Estilo gerencial: Percepção sobre a liderança e o comportamento dos gerentes. 5. Comunicação: Eficácia dos processos de comunicação interna. 6. Desenvolvimento profissional: Oportunidades de treinamento, promoção e crescimento. 7. Imagem da empresa: Sentimento de orgulho ou identificação com a organização. 8. Processo decisório: Grau de centralização ou descentralização das decisões. 9. Benefícios: Satisfação com os benefícios oferecidos. 10. Condições físicas do trabalho: Conforto e adequação das instalações. 11. Trabalho em equipe: Grau de colaboração e participação. 12. Orientação por resultados: Foco no alcance de metas e objetivos. Diferença entre Cultura e Clima Organizacional · Cultura Organizacional: Refere-se aos valores, crenças e pressupostos profundos que definem a identidade da organização. É mais estável e duradoura. · Clima Organizacional: Refere-se às percepções e sentimentos dos colaboradores em relação ao ambiente de trabalho. É mais volátil e pode mudar rapidamente. A TEORIA Z COMO EXEMPLO DE CULTURA ORGANIZACIONAL: VIRANDO OS OLHOS PARA O ORIENTE 1. Origem: · Inspirada nas práticas administrativas japonesas, a Teoria Z surgiu como resposta ao sucesso econômico do Japão no pós-Segunda Guerra Mundial. · Baseia-se em valores como participação, consenso e valorização das pessoas. 2. Modelo Japonês (Zaibatsu): · Durante a industrialização, o Japão desenvolveu os Zaibatsu – grandes conglomerados interligados em diversos setores (siderurgia, navegação, seguros etc.). · Esses grupos eram apoiados por bancos poderosos e empresas-satélite, promovendo confiança, lealdade e cooperação. 3. Princípios da Teoria Z: · Participação dos colaboradores: Envolvimento dos funcionários na tomada de decisões. · Consenso: Decisões coletivas e busca por acordos. · Valorização das pessoas: Foco no bem-estar, desenvolvimento e longo prazo dos colaboradores. · Estabilidade no emprego: Redução da rotatividade e promoção da lealdade. 4. Objetivo: · Combina a eficiência das práticas japonesas com a flexibilidade ocidental, criando um modelo de gestão que prioriza a harmonia organizacional e o desempenho sustentável. Características da Cultura Organizacional Japonesa (Teoria Z): 1. Emprego Estável: · Foco no emprego vitalício, garantindo segurança e lealdade dos funcionários. · Essa prática foi predominante até o final dos anos 1980, quando começou a ser revisada. 2. Avaliação de Desempenho e Promoção Lenta: · Avaliações constantes, mas promoções graduais, incentivando o desenvolvimento contínuo. 3. Treinamento Permanente: · Ênfase no treinamento multifuncional, evitando a especialização excessiva e promovendo a versatilidade dos colaboradores. 4. Igualitarismo: · Tratamento igualitário entre os funcionários, independentemente de hierarquia. 5. Busca pelo Consenso: · Decisões tomadas por consenso, garantindo que todos os membros da equipe sejam ouvidos e envolvidos. 6. Valorizaçãodas Pessoas: · Os funcionários são vistos como o principal ativo da empresa, com foco no bem-estar e no desenvolvimento pessoal. As origens do desenvolvimento organizacional (DO) Influência da Pesquisa de Hawthorne · A pesquisa de Hawthorne, realizada na década de 1920, marcou o início dos estudos sobre o impacto das relações humanas no ambiente de trabalho. · Esses estudos revelaram que fatores psicológicos e sociais, como motivação, liderança e comunicação, têm um papel crucial na produtividade e no bem-estar dos colaboradores. Criação do National Training Laboratory (NTL) · Em 1942, foi fundado o National Training Laboratory (NTL), que se tornou um centro pioneiro para pesquisas sobre comportamento e dinâmica de grupo. · O NTL desenvolveu técnicas de treinamento e intervenção para melhorar a eficácia dos grupos e das organizações. Os conceitos DO O Desenvolvimento Organizacional é uma estratégia de mudança planejada que visa melhorar a eficácia organizacional e o bem-estar dos colaboradores. Ele se baseia em princípios das ciências comportamentais e enfatiza a mudança de cultura, atitudes, valores e comportamentos. Objetivos do DO 1. Adaptação às Mudanças: · Ajudar as organizações a se adaptarem a transformações externas e internas. 2. Integração de Indivíduos, Grupos e Ambiente: · Promover a harmonia entre os objetivos individuais, grupais e organizacionais. 3. Melhoria da Eficiência Organizacional: · Otimizar processos, estruturas e sistemas para aumentar a produtividade. 4. Desenvolvimento Humano: · Garantir a satisfação, o crescimento e o desenvolvimento dos colaboradores. Problemas que Justificam a Mudança (Bennis, 1972) Warren Bennis, um dos pioneiros do DO, identificou três categorias de problemas que exigem mudanças organizacionais: 1. Problemas de Destino, Crescimento, Identidade e Revitalização: · Envolvem a definição da missão, visão e estratégias de longo prazo da organização. 2. Problemas de Satisfação e Desenvolvimento Humano: · Relacionam-se ao bem-estar, motivação e crescimento dos colaboradores. 3. Problemas de Eficiência Organizacional: · Envolvem a otimização de processos, estruturas e sistemas para melhorar o desempenho. Características do DO 1. Ênfase na Mudança Cultural: · O DO busca transformar a cultura organizacional, promovendo valores como colaboração, inovação e adaptabilidade. 2. Ações Educacionais: · Utiliza treinamentos, workshops e intervenções para desenvolver habilidades e mudar comportamentos. 3. Abordagem Sistêmica: · Considera a organização como um sistema interconectado, onde mudanças em uma área afetam outras. 4. Participação e Envolvimento: · Envolve colaboradores em todos os níveis no processo de mudança, promovendo o comprometimento e o consenso. Técnicas e Ferramentas do DO · Diagnóstico Organizacional: Identificação de problemas e oportunidades de melhoria. · Feedback de Dados: Coleta e compartilhamento de informações para promover reflexão e mudança. · Team Building: Fortalecimento da coesão e da eficácia das equipes. · Desenvolvimento de Liderança: Capacitação de líderes para promover mudanças. · Gestão de Conflitos: Resolução de conflitos de forma construtiva. · Planejamento de Mudanças: Definição de estratégias e ações para implementar mudanças. Conceitos de Desenvolvimento Organizacional (DO) 1. French e Bell (1999): · Definem DO como um esforço de longo prazo para melhorar a capacidade da organização de resolver problemas e aprender continuamente. · Foco no gerenciamento colaborativo da cultura organizacional e no trabalho em equipe. · Objetivo: Empoderar colaboradores para contribuir com os objetivos da organização. 2. Beckhard (1969): · Descreve DO como um esforço planejado e abrangente, liderado pela alta direção, para aumentar a eficiência e a saúde organizacional. · Utiliza intervenções planejadas nos processos organizacionais, baseadas em conhecimentos das ciências comportamentais. · Foco: Melhorar a dinâmica interna e a capacidade de adaptação. 3. Gordon Lippitt (1969): · Enfatiza o fortalecimento dos processos humanos dentro das organizações. · Objetivo: Melhorar o funcionamento do sistema organizacional para alcançar metas de forma mais eficaz. · Inclui desenvolvimento de habilidades, melhoria da comunicação e promoção de um ambiente colaborativo. 4. Warren Bennis (1969): · Define DO como uma estratégia educacional para a mudança organizacional planejada. · Foco na transformação de atitudes, valores e comportamentos por meio de aprendizagem e desenvolvimento contínuos. O Conceito de Empoderamento (Empowerment) O empoderamento é um conceito central no DO, especialmente nas abordagens modernas que valorizam a participação e a autonomia dos colaboradores. Ele se refere ao processo de reconhecer, criar e utilizar recursos pelos indivíduos, grupos e comunidades, aumentando seu poder psicológico, sociocultural, político e econômico. Técnicas de DO Relacionadas ao Empoderamento 1. Team Building: Fortalecer a coesão e a eficácia das equipes. 2. Feedback 360 Graus: Promover a autoavaliação e o desenvolvimento contínuo. 3. Gestão Participativa: Envolver os colaboradores na tomada de decisões. 4. Programas de Treinamento e Desenvolvimento: Capacitar os colaboradores para assumirem novas responsabilidades. 5. Comunicação Aberta: Garantir transparência e diálogo constante. As técnicas de Desenvolvimento Organizacional (DO) são ferramentas essenciais para promover mudanças planejadas nas organizações, visando melhorar a eficácia, a coesão e a adaptabilidade. Essas técnicas são aplicadas em diferentes níveis (indivíduos, grupos, processos, estrutura e cultura) e têm como objetivo resolver conflitos, fortalecer a colaboração e alinhar metas e objetivos. Abaixo, detalhamos as principais técnicas de DO e suas aplicações. Técnicas de DO 1. Desenvolvimento de Equipes (Team Building) · Objetivo: Fortalecer a coesão, a comunicação e a eficácia das equipes de trabalho. · Aplicação: · Realização de workshops e dinâmicas que promovem a confiança e a colaboração. · Identificação e resolução de conflitos internos. · Definição de metas coletivas e alinhamento de expectativas. · Exemplo: Atividades em grupo que simulam desafios reais, como jogos de estratégia ou exercícios de resolução de problemas. 2. Grupos de Confrontação · Objetivo: Identificar e resolver conflitos entre grupos ou departamentos. · Aplicação: · Reuniões estruturadas onde os grupos discutem suas diferenças e buscam soluções conjuntas. · Promoção do diálogo aberto e da empatia entre as partes. · Exemplo: Um workshop onde equipes de diferentes departamentos discutem problemas de comunicação e propõem melhorias. 3. Espelho Organizacional · Objetivo: Permitir que um grupo ou departamento receba feedback sobre seu desempenho e comportamento a partir da perspectiva de outros grupos. · Aplicação: · Reuniões onde representantes de outros setores avaliam e fornecem feedback sobre o grupo em questão. · Promoção da autorreflexão e da melhoria contínua. · Exemplo: Um departamento de vendas recebe feedback do departamento de produção sobre como suas demandas afetam os processos internos. 4. Laboratório de Sensibilidade (T-Groups) · Objetivo: Desenvolver a autoconsciência e a sensibilidade interpessoal dos participantes. · Aplicação: · Sessões de treinamento onde os participantes interagem em um ambiente controlado, explorando seus comportamentos e reações. · Foco na comunicação não verbal, na escuta ativa e na empatia. · Exemplo: Um workshop onde os participantes praticam técnicas de comunicação e recebem feedback imediato sobre seu desempenho. 5. Análise Transacional · Objetivo: Melhorar a comunicação e os relacionamentos interpessoais por meio da compreensão dos estados do ego (pai, adulto e criança). · Aplicação: · Treinamentos que ensinam os colaboradores a identificar e ajustar seus padrões de comunicação. · Redução de conflitos e melhoria da colaboração. · Exemplo: Um gerente aprende a se comunicar de forma mais assertiva, evitando comportamentos autoritários ou passivos. 6. Feedback 360 Graus· Objetivo: Coletar feedback de múltiplas fontes (superiores, pares, subordinados) para avaliar o desempenho e o comportamento de um indivíduo. · Aplicação: · Avaliações periódicas que ajudam os colaboradores a identificar pontos fortes e áreas de melhoria. · Promoção do desenvolvimento pessoal e profissional. · Exemplo: Um gerente recebe feedback de sua equipe, colegas e superiores, identificando oportunidades para melhorar sua liderança. 7. Planejamento de Cenários · Objetivo: Preparar a organização para enfrentar mudanças e incertezas futuras. · Aplicação: · Workshops onde os participantes exploram diferentes cenários e desenvolvem estratégias para cada um. · Promoção da flexibilidade e da resiliência organizacional. · Exemplo: Uma empresa do setor de tecnologia explora cenários futuros, como mudanças regulatórias ou avanços tecnológicos, e planeja ações para cada situação. 8. Mapeamento de Processos · Objetivo: Identificar e otimizar processos organizacionais para aumentar a eficiência e a qualidade. · Aplicação: · Análise detalhada dos fluxos de trabalho, identificando gargalos e oportunidades de melhoria. · Envolvimento dos colaboradores no redesenho dos processos. · Exemplo: Uma equipe mapeia o processo de atendimento ao cliente e propõe mudanças para reduzir o tempo de resposta. A TEORIA DOS SISTEMAS GERENCIAIS: O ESTUDO PIONEIRO DE LIKERT 1. Sistema 1: Autoritário Forte e Explorador · Características: · Estilo de Gestão: Autocrático, coercitivo e arbitrário. · Controle: Centralizado e baseado no medo e na coação. · Comunicação: Unidirecional (de cima para baixo), com pouca interação. · Tomada de Decisão: Centralizada no topo da hierarquia. · Ambiente Organizacional: Desconfiança, punições e castigos são comuns. 2. Sistema 2: Autoritário Benevolente · Características: · Estilo de Gestão: Autoritário, mas menos rígido e mais condescendente. · Controle: Centralizado, com alguma flexibilidade nas decisões operacionais. · Comunicação: Limitada, com pouca interação entre níveis hierárquicos. · Tomada de Decisão: Decisões estratégicas centralizadas; decisões operacionais podem ser descentralizadas. · Ambiente Organizacional: Menos hostil que o Sistema 1, mas ainda com baixa participação dos colaboradores. 3. Sistema 3: Consultivo · Características: · Estilo de Gestão: Participativo, com uso de críticas e incentivos. · Controle: Decisões estratégicas centralizadas; decisões táticas e operacionais descentralizadas. · Comunicação: Bidirecional (de cima para baixo e de baixo para cima), com diálogo entre gestores e colaboradores. · Tomada de Decisão: Participação limitada dos colaboradores em decisões táticas. · Ambiente Organizacional: Maior envolvimento e participação dos empregados, com recompensas e reconhecimento. 4. Sistema 4: Participativo · Características: · Estilo de Gestão: Colaborativo, com total confiança e participação. · Controle: Descentralizado, com envolvimento de todos os níveis hierárquicos. · Comunicação: Multidirecional, fluindo em todos os sentidos. · Tomada de Decisão: Participativa, com colaboradores envolvidos em decisões estratégicas e operacionais. · Ambiente Organizacional: Alto nível de confiança, colaboração e engajamento. Modelos de Gestão: Autoritário vs. Participativo Likert categorizou os sistemas gerenciais em dois modelos principais: 1. Modelo Autoritário: · Inclui o Sistema 1 (Autoritário Forte e Explorador) e o Sistema 2 (Autoritário Benevolente). · Caracteriza-se por controle centralizado, comunicação limitada e baixa participação dos colaboradores. · Gera ambientes de trabalho desmotivadores e de baixo desempenho. 2. Modelo Participativo: · Inclui o Sistema 3 (Consultivo) e o Sistema 4 (Participativo). · Caracteriza-se por maior descentralização, comunicação aberta e alta participação dos colaboradores. · Promove ambientes de trabalho motivadores e de alto desempenho. Administração por Objetivos (APO) 1. Origem: · Desenvolvida na década de 1950 por Peter Drucker e John Humble. · Surgiu como uma abordagem revolucionária para alinhar objetivos organizacionais e individuais. 2. Conceito: · Modelo de gestão que foca na definição clara de objetivos em todos os níveis da organização. · Promove uma cultura orientada a resultados e à participação dos colaboradores. Principais Características da APO 1. Estabelecimento de Objetivos: · Envolve a definição de objetivos claros e mensuráveis, em todos os níveis da organização. · Os objetivos são estabelecidos em conjunto entre chefes e subordinados, promovendo o alinhamento e o comprometimento. 2. Foco em Resultados: · A APO é centrada na obtenção de resultados, com ênfase na eficiência e na eficácia organizacional. · Os objetivos são vinculados aos indicadores de desempenho, como lucratividade e rentabilidade. 3. Planejamento Estratégico e Operacional: · Integra o planejamento estratégico (longo prazo) com os planos táticos e operacionais (curto prazo). · Garante que as ações diárias estejam alinhadas com os objetivos globais da empresa. 4. Cultura Participativa: · Promove a participação dos colaboradores na definição de metas e objetivos, fortalecendo o engajamento e a responsabilidade. 5. Avaliação e Controle: · Inclui a avaliação periódica dos resultados, permitindo ajustes e melhorias contínuas. · Introduziu a prática de avaliar o desempenho com base em resultados, e não apenas em processos ou tarefas. ADMINISTRAÇÃO POR OBJETIVOS (APO) O ciclo da APO envolve as seguintes etapas: 1. Fixação dos Objetivos Globais da Empresa: · Definição dos objetivos estratégicos de longo prazo, alinhados à missão e visão da organização. 2. Elaboração do Plano Estratégico: · Desenvolvimento de estratégias para alcançar os objetivos globais. 3. Fixação dos Objetivos Departamentais (Anual): · Definição de metas específicas para cada departamento ou área funcional, alinhadas aos objetivos globais. 4. Elaboração dos Planos Táticos ou Operacionais: · Criação de planos de ação detalhados para implementar as estratégias e alcançar as metas. 5. Implementação dos Planos: · Execução das ações definidas nos planos táticos e operacionais. 6. Avaliação dos Resultados: · Medição do desempenho em relação às metas estabelecidas, utilizando indicadores de desempenho. 7. Revisão dos Planos: · Ajustes nos planos e objetivos com base nos resultados alcançados e nas mudanças no ambiente externo. O CICLO PDCA: A ÊNFASE NOS OBJETIVOS DO PROCESSO 1. Origem: · Desenvolvido por Walter A. Shewhart na década de 1920. · Popularizado por W. Edwards Deming na década de 1950. 2. Etapas: · Plan (Planejar): Definir objetivos e planos de ação. · Do (Executar): Implementar o plano e coletar dados. · Check (Verificar): Avaliar resultados e identificar desvios. · Act (Agir): Padronizar melhorias e ajustar o plano. 3. Objetivo: · Melhoria contínua de processos e controle de qualidade. APO VIA GERENCIAMENTO DE PROCESSOS 1. Objetivo: · Revisão e melhoria contínua de processos organizacionais. · Maximização de objetivos como redução de custos, aumento da produtividade, inovação e melhoria no atendimento. 2. Vantagens: · Foco em processos individuais. · Maior adesão e credibilidade das equipes envolvidas. · Criação de equipes multifuncionais para análise e melhoria. 3. Desvantagens da APO Tradicional: · Suscetível a boicotes e resistência às mudanças. · Escopo amplo, com ênfase no desempenho dos gerentes, não nos resultados do negócio. · Facilita a departamentalização, dificultando a integração entre áreas. 4. Etapas do Gerenciamento de Processos: · Definição dos processos: Escolha dos processos macro para análise. · Criação de equipes multifuncionais: Participação de representantes de todas as áreas envolvidas. · Análise dos processos: Decomposição em subprocessos, identificação de problemas e causas. · Definição do processo ideal: Estabelecimento de métodos, procedimentos, objetivos e padrões. · Implementação: Treinamento e execução das ações de melhoria. · Monitoramento e avaliação: Acompanhamento dos resultados e ajustes necessários. 5. Diferencial: · Integração entreáreas funcionais. · Foco em resultados do negócio, não apenas no desempenho gerencial.