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Fisiologia Gabrielle Carreiro Introdução Sistema Nervoso O sistema nervoso é a estrutura central para o funcionamento do corpo humano,desempenhando funções que vão desde a regulação hormonal e respostas motoras reflexas até atividades cognitivas complexas. Ele permite a interação com o ambiente, processa informações e abstrai soluções para desafios diários. Sistema Nervoso Central O Sistema Nervoso Central (SNC) é a principal estrutura de controle do corpo humano, responsável por processar informações sensoriais, coordenar respostas motoras e regular funções vitais. Ele é composto por duas partes principais: 1. Encéfalo → Localizado dentro do crânio, composto pelo cérebro, cerebelo e tronco encefálico. Dividido em: telencéfalo, diencéfalo (tálamo, hipotálamo, epitálamo, subtálamo), tronco encefálico e cerebelo. Responsável por funções cognitivas, motoras, sensoriais e controle de processos vitais. 2. Medula Espinhal → Estrutura cilíndrica protegida pela coluna vertebral, conectando o encéfalo ao restante do corpo. Conduz impulsos nervosos e coordena reflexos motores e sensoriai Sistema Nervoso Periférico O Sistema Nervoso Periférico (SNP) é a parte do sistema nervoso que conecta o Sistema Nervoso Central (SNC) ao resto do corpo. Ele é responsável por transmitir sinais sensoriais e motores, controlando funções voluntárias e involuntárias. O SNP é composto por nervos e gânglios nervosos que se ramificam pelo corpo. Ele é dividido em duas partes principais: 1. Sistema Nervoso Somático (SNS) → Controle voluntário (músculos esqueléticos). 2. Sistema Nervoso Autônomo (SNA) → Controle involuntário (órgãos internos). Sistema Nervoso Somático (SNS) • Controla ações voluntárias. • Conduz impulsos do SNC para os músculos esqueléticos. • Responsável por reflexos (como retirar a mão do fogo rapidamente). Sistema Nervoso Autônomo (SNA) • Regula funções involuntárias como frequência cardíaca, respiração, digestão e pressão arterial. • Dividido em dois subsistemas: Sistema Nervoso Simpático (“Luta ou Fuga”) • Ativado em situações de estresse ou emergência. • Aumenta a frequência cardíaca, a pressão arterial e dilata as pupilas. • Inibe a digestão para redirecionar energia aos músculos. Sistema Nervoso Parassimpático (“Descanso e Digestão”) • Ativado em momentos de repouso e relaxamento. • Reduz a frequência cardíaca e a pressão arterial. • Estimula a digestão e o armazenamento de energia. Córtex Cerebral e a Especialização Funcional - composto por substância cinzenta (camada externa) e substância branca (camada subcortical). Dividido em cinco lobos funcionais:Insula: Frontal: Cognitivo, planejamento e movimentos voluntários. Parietal: Projeção e processamento somestésico. Sensorial: Interpreta estímulos de órgãos somáticos e viscerais. Motor: Controla movimentos somáticos e funções viscerais Integrativo: Realiza integração sensorial e motor: Eu Temporal: Projeção e processamento auditivo. Occipital: Projeção e processamento visual. Insula: Associada a funções autonômicas e emocionais. 1. Áreas Sensitivas → Processam informações dos sentidos. 2. Áreas Motoras → Controlam os movimentos voluntários. 3. Áreas Associativas → Integram informações sensoriais e motoras, coordenando funções cognitivas complexas. As principais funções do sistema nervoso podem ser agrupadas em: Excitabilidade: Capacidade de receber informações externas. Transmissão: Transporte de sinais elétricos e químicos. Processamento e Integração: Interpretação e coordenação das respostas. Resposta Comportamental: Execução de comandos motores e comportamentais. Morfologia do Neurônio e Suas Propriedades Os neurônios são células especializadas em comunicação intercelular, projetadas para gerar e propagar impulsos elétricos. Sua estrutura permite a transmissão de informações de maneira precisa e eficiente: 1. Corpo Celular (Pericário ou Soma) • Contém o núcleo e a maioria das organelas, como o retículo endoplasmático rugoso (corpúsculos de Nissl), que sintetiza proteínas essenciais para a função neuronal. • É o centro metabólico do neurônio, responsável pela manutenção da célula. 2. Dendritos • Prolongamentos ramificados que recebem sinais de outros neurônios. • Aumentam a superfície de recepção, permitindo a captação de estímulos de várias fontes. 3. Axônio • Prolongamento único e longo, responsável pela transmissão do impulso nervoso para outros neurônios, músculos ou glândulas. • Envolvido pela bainha de mielina (em alguns neurônios), que acelera a condução do impulso elétrico. 4. Terminal Axonal (ou Terminais Sinápticos) • Estruturas localizadas no final do axônio, onde ocorre a liberação de neurotransmissores na sinapse. • Permitem a comunicação entre neurônios ou entre neurônios e células-alvo. 5. Bainha de Mielina • Camada lipídica isolante que acelera a propagação do impulso nervoso. • Formada por células de Schwann (no sistema nervoso periférico) e oligodendrócitos (no sistema nervoso central). 6. Nódulos de Ranvier • Pequenas lacunas entre as bainhas de mielina, onde o impulso nervoso salta de um ponto a outro, aumentando a velocidade da condução (condução saltatória). Classificação Morfológica dos Neurônios Neurônios Bipolares • Possuem dois prolongamentos: • Um dendrito que recebe estímulos. • Um axônio que transmite os impulsos nervosos. • São comuns em órgãos dos sentidos. • Exemplo: Neurônios da retina (visão) e do gânglio vestibular (equilíbrio e audição). Neurônios Multipolares • Possuem vários dendritos e um único axônio. • São os mais comuns no sistema nervoso central. • Desempenham funções motoras e integrativas. • Exemplo: Neurônios motores da medula espinhal e córtex cerebral. Neurônios Pseudounipolares • Inicialmente se desenvolvem como bipolares, mas seus prolongamentos se fundem em um único, que depois se divide em dois ramos: Ramo periférico e Central • Encontrados nos gânglios da raiz dorsal da medula espinhal e nos gânglios dos nervos cranianos. • Função: Transmissão rápida de estímulos sensoriais como dor, tato e temperatura. Sinapse Conexão entre dois neurônios, permitindo a transmissão de sinais nervosos. Tipos de sinapse: • Sinapse elétrica: Impulsos elétricos passam diretamente de um neurônio para outro. • Sinapse química: Neurotransmissores são liberados pelo neurônio pré-sináptico e se ligam aos receptores do neurônio pós-sináptico. • Função: Comunicação entre neurônios, essencial para processos como percepção sensorial, movimentos, aprendizado e memória. •Neurotransmissores:Substâncias químicas que transmitem o impulso nervoso (ex: dopamina, serotonina). • Importância: Fundamental para o funcionamento do sistema nervoso e do cérebro. • Doenças associadas: Alterações nas sinapses podem causar doenças como Alzheimer, Parkinson e esquizofrenia. Terminal pré-sináptico: Parte do neurônio que libera os neurotransmissores para a sinapse. Contém vesículas sinápticas com neurotransmissores prontos para serem liberados quando o impulso nervoso chega. • Espaço sináptico: A pequena lacuna entre o terminal pré-sináptico e o receptor pós-sináptico, onde os neurotransmissores se difundem para transmitir o sinal entre os neurônios. • Receptores pós-sinápticos: Localizados na membrana do neurônio receptor (pós-sináptico), esses receptores captam os neurotransmissores liberados e geram uma resposta no neurônio, como um novo impulso elétrico ou a modulação da atividade celular. Propriedades do Tecido Neural -O tecido neural possui características únicas que garantem sua funcionalidade: 1.Geração e propagação de impulsos elétricos. 2.Comunicação por sinapses químicas e elétricas. 3.Integração de potenciais excitatórios e inibitórios, por meio das sinapses 4.Interação com células musculares e glandulares. MEMBRANA CELULAR: ESTRUTURA E FUNÇÕES A membrana celular, também conhecida como membrana citoplasmática, é uma barreira física composta por umabicamada lipídica de fosfolipídios. Suas principais funções incluem: Barreira seletiva: controla a entrada e saída de substâncias, proporcionando diferentes graus de permeabilidade. Comunicação celular: permite interações com o ambiente externo por meio de proteínas receptoras e marcadoras. Proteção e suporte estrutural: mantém a integridade celular: A bicamada lipidica apresenta propriedades anfipáticas, com cadeias hidrofóbicas no interio e cadeias hidrofílicas na superfície. Essa estrutura é fundamental para separar o ambiente Intracelular do extracelular, garantindo a integridade e funcionalidade da célula. As proteínas da membrana, classificadas em integrais ou periféricas, desempenham papéis cruciais no transporte de substâncias, sinalização e reconhecimento celular. Carboidratos:Associados às proteínas (glicoproteínas) ou lipídios (glicolipídios), estão envolvidos em processos como reconhecimento celular. Colesterol:Confere maior rigidez e estabilidade à membrana, além de regular sua fluidez. Transporte de substâncias pela membrana O transporte de substâncias pela membrana plasmática é essencial para manter o equilíbrio e o funcionamento das células. Ele pode ser classificado como transporte passivo ou transporte ativo, dependendo da necessidade de gasto de energia pela célula. Ocorre espontaneamente, com as substâncias movendo- se do meio de maior para o de menor concentração. Principais Tipos de Transporte Passivo: Difusão Simples: Moléculas pequenas e apolares atravessam a bicamada lipídica. • Exemplo: Gases como O₂ e CO₂. Difusão Facilitada: Substâncias polares ou grandes passam pela membrana com a ajuda de proteínas transportadoras ou canais. • Exemplo: Glicose e íons. Osmose: Difusão da água através da membrana, do meio menos concentrado (hipotônico) para o mais concentrado (hipertônico). • Exemplo: Entrada e saída de água nas células. Transporte Passivo (Sem Gasto de Energia - A Favor do Gradiente de Concentração) Transporte Ativo (Com Gasto de Energia - Contra o Gradiente de Concentração) Ocorre gasto de ATP, as substâncias vão do meio de menor p/ o de maior concentração. Principais Tipos: Bomba de Sódio e Potássio (Na⁺/K⁺-ATPase): Expulsa 3 Na⁺ e entra 2 K⁺, mantendo o potencial elétrico da célula. - Importante para a transmissão nervosa. Transporte por Vesículas (Endocitose e Exocitose) • Endocitose: A célula engole substâncias por vesículas. • Fagocitose: Captação de partículas sólidas (ex: glóbulos brancos fagocitam bactérias). • Pinocitose: Ingestão de líquidos e pequenas moléculas. • Exocitose: Expulsão de substâncias (ex: liberação de hormônios e neurotransmissores). Bioeletrogênese A bioeletrogênese é o processo pelo qual células vivas, especialmente neurônios e células musculares, geram e propagam sinais elétricos. Esse fenômeno é essencial para a comunicação entre células no sistema nervoso e para a contração muscular. Ocorre devido ao movimento de íons através da membrana celular, controlado por canais iônicos e bombas iônicas. 1-Potencial de Membrana • As células mantêm uma diferença de carga elétrica entre o interior e o exterior da membrana, chamada de potencial de repouso (cerca de -70mV nos neurônios). • Essa diferença é mantida pela bomba de sódio e potássio (Na⁺/K⁺-ATPase), que expulsa 3 Na⁺ para fora da célula e traz 2 K⁺ para dentro. 2. Geração do Potencial de Ação • Um estímulo elétrico ou químico pode despolarizar a membrana, permitindo a entrada rápida de Na⁺, tornando o interior da célula mais positivo. • Isso gera o potencial de ação, que é o sinal elétrico que se propaga ao longo do neurônio ou da fibra muscular. 3. Repolarização e Restabelecimento • Após o impulso nervoso, canais de potássio (K⁺) se abrem para restaurar a carga negativa no interior da célula. • A bomba de Na⁺/K⁺ retorna a célula ao seu potencial de repouso, permitindo novos impulsos. Importância da Bioeletrogênese ✔ Transmissão Nervosa: Permite a comunicação entre neurônios e outros tecidos (ex: músculos). ✔ Contração Muscular: Impulsos elétricos ativam células musculares para gerar movimento. ✔ Ritmo Cardíaco: O coração depende da bioeletrogênese para manter os batimentos cardíacos regulares. Diferença entre Bioeletrogenese e Potencial de Ação Mecanismos iônicos do potencial de repouso e potencial de ação A transmissão de impulsos nervosos depende de variações no potencial elétrico da membrana celular, controladas pelo movimento de íons através da membrana. Esses processos envolvem o potencial de repouso e o potencial de ação. Potencial de Repouso (Cerca de -70mV) - ocorre quando o neurônio está inativo, mas preparado para responder a estímulos. Ele é mantido por diferenças na concentração de íons dentro e fora da célula. Bomba de Sódio e Potássio (Na⁺/K⁺-ATPase) • Bombeia 3 Na⁺ para fora e 2 K⁺ para dentro, gerando um excesso de cargas positivas fora da célula e mantendo o interior negativo. Mecanismos Iônicos Envolvidos: Permeabilidade Seletiva da Membrana • A membrana é mais permeável ao K⁺, permitindo que ele saia livremente, o que contribui para a negatividade interna. • A entrada de Na⁺ é limitada, evitando a perda do equilíbrio. Proteínas Aniônicas (A⁻) dentro da Célula • Proteínas carregadas negativamente ajudam a manter o interior da célula mais negativo em relação ao meio externo. Potencial de ação - é um evento elétrico que ocorre quando um neurônio é estimulado, permitindo a propagação do impulso nervoso. 1. Estimulação e Despolarização • Um estímulo abre canais de Na⁺ voltagem-dependentes, permitindo a rápida entrada de Na⁺. • O interior da célula torna-se mais positivo, atingindo aproximadamente +30mV. 2. Repolarização • Os canais de Na⁺ se fecham e os canais de K⁺ se abrem, permitindo a saída de K⁺. • O potencial volta a ser negativo. Fases do Potencial de Ação e Mecanismos Iônicos: 3. Hiperpolarização (Opcional) • Os canais de K⁺ permanecem abertos por mais tempo do que o necessário, tornando o interior ainda mais negativo que o repouso (-80mV a -90mV). • A bomba de Na⁺/K⁺ restabelece o equilíbrio.Diferenças: Condução e Propagação do Potencial de Ação • Permite a comunicação eficiente entre neurônios. • Controla funções vitais, como movimento, percepção sensorial e respostas reflexas. • Alterações na propagação podem levar a doenças neurológicas, como esclerose múltipla (destruição da mielina). 1. Estimulação e Geração do Potencial de Ação • Um estímulo forte faz os canais de sódio (Na⁺) se abrirem, permitindo a entrada desse íon na célula. • O interior do neurônio se torna positivo (+30mV), caracterizando a despolarização. 2. Propagação ao Longo do Axônio • A entrada de Na⁺ em uma região do axônio estimula os canais de Na⁺ vizinhos a se abrirem. • Isso cria uma onda elétrica que se move ao longo do neurônio. 3. Repolarização e Restauração do Potencial de Repouso • Após o sinal passar, os canais de potássio (K⁺) se abrem, permitindo a saída de K⁺. • Isso restaura a carga negativa dentro da célula (-70mV), caracterizando a repolarização. • A bomba de sódio e potássio reajusta as concentrações de íons, preparando o neurônio para um novo sinal. Tipos de Condução do Potencial de Ação A) Condução Contínua (Lenta) • Ocorre em axônios sem mielina. • O potencial de ação precisa ser gerado em toda a extensão do axônio, tornando a propagação mais lenta. • Exemplo: neurônios que transmitem dor crônica. B) Condução Saltatória (Rápida) • Ocorre em axônios mielinizados. • O impulso “salta” entre os nós de Ranvier (pequenos espaços sem mielina), acelerando a condução. • Exemplo: neurônios motores, que precisam enviar sinais rapidamente para os músculos. Importância da Propagação do Potencial de Ação Sinapses Transmissão Sináptica E a transmissão de informações entre os neurônios por meio das sinapses, criando a rede neural do nosso sistema nervoso. É devido a sinapseque: -O sistema nervoso é capaz de processar, interpretar e modificar as informações que recebe. -Os potenciais de ação gerados em um neurônio são modificados e transmitidos para um ou mais neurônios. -O estímulo elétrico é direcionado para determinadas regiões do sistema nervoso central (SNC) e também do SNC para diferentes órgãos efetores do corpo. Os neurônios têm uma nomenclatura de acordo com a posição em que ele está em relação à sinapse: Neurônio Pré-sináptico: O neurônio que está antes da sinapse e que está enviando a informação Neurônio Pós-sináptico: O neurônio que está depois da sinapse e que está recebendo a informação A) Sinapse Excitatória • A ativação dos receptores pós-sinápticos causa despolarização (entrada de íons Na⁺), aproximando o neurônio do potencial de ação. • Exemplo: sinapses glutamatérgicas no cérebro. B) Sinapse Inibitória • A ativação dos receptores causa hiperpolarização (entrada de íons Cl⁻ ou saída de K⁺), dificultando a geração do potencial de ação. • Exemplo: sinapses GABAérgicas no cérebro. Tipos de Receptores Os receptores ionotrópicos e metabotrópicos são dois tipos principais de receptores que mediam a transmissão sináptica no sistema nervoso, desempenhando papéis cruciais na comunicação entre neurônios. São canais iônicos que se abrem em resposta à ligação de um neurotransmissor. Eles permitem a passagem de íons através da membrana celular, resultando em uma alteração rápida do potencial de membrana.: Estrutura: Comumente formados por múltiplas subunidades que se organizam para formar um canal iônico. Mecanismo de Ação: Quando um neurotransmissor se liga ao receptor, ocorre uma mudança conformacional que abre o canal, permitindo a entrada ou saída de íons (como Na*, K+, Caz+ ou CI). Velocidade de Resposta: A ativação é rápida, geralmente ocorrendo em milissegundos. Exemplos: Receptores nicotínicos de acetilcolina (ACh) Receptores GABA_A Receptores glutamatérgicos (NMDA e AMPA) Receptores lonotrópicos São proteínas de membrana que, quando ativadas por um neurotransmissor, iniciam uma cascata de sinalização intracelular mediada por segundos mensageiros, sem formar um canal iônico diretamente. Estrutura: Geralmente são receptores acoplados a proteínas G (GPCRs), consistindo em uma única cadeia polipeptídica que atravessa a membrana celular várias vezes. Mecanismo de Ação: A ligação do neurotransmissor ativa uma proteína G, que pode então influenciar a atividade de enzimas ou canais iônicos, resultando em efeitos mais prolongados e moduladores. Velocidade de Resposta: A ativação é mais lenta, levando segundos a minutos para produzir efeitos. Exemplos:Receptores muscarínicos de acetilcolina, Receptores adrenérgicos e Receptores dopaminérgicos Receptores Metabotrópicos Neurotransmissores x Neuromoduladores Os neurotransmissores e neuromoduladores são moléculas essenciais na comunicação entre neurônios, desempenhando papéis fundamentais na transmissão sináptica e na regulação da atividade neuronal. São substâncias químicas que transmitem sinais de um neurônio para outro através da fenda sináptica. Eles são liberados em resposta a um potencial de ação e atuam rapidamente sobre os receptores pós-sinápticos. Características: Liberação: São liberados em quantidades específicas em resposta à despolarização da membrana pré- sináptica. Ação Rápida: A ativação dos receptores ocorre em milissegundos, resultando em respostas rápidas. Recaptura e Degradação: Após a ação, os neurotransmissores podem ser recapturados pela célula pré-sináptica ou degradados por enzimas. Exemplos: Acetilcolina (ACh): Envolvida na contração muscular e na transmissão sináptica no sistema nervoso central (SNC). Dopamina: Associada ao prazer, recompensa e controle motor. Serotonina: Regula humor, sono e apetite. Noradrenalina: Envolvida na resposta ao estresse e na regulação do estado de alerta. Ácido gama-aminobutírico (GABA): Principal neurotransmissor inibitório do SNC. Neurotransmissores São substâncias que influenciam a atividade neuronal de maneira mais difusa e prolongada, modulando a resposta dos neurônios a neurotransmissores. Eles não necessariamente causam uma resposta imediata, mas alteram a excitabilidade neuronal ou a eficácia sináptica. Características: Neuromoduladores Ação Lenta: Os efeitos dos neuromoduladores podem levar segundos a minutos para se manifestar. Alcance Difuso: Podem afetar múltiplos neurônios e sinapses, alterando a dinâmica de circuitos neuronais inteiros. Interação com Receptores: Muitas vezes atuam em receptores metabotrópicos, iniciando cascatas de sinalização intracelular. Exemplos: Neuropeptídeos (ex.: substância P, endorfinas): Modulam dor, estresse e comportamento emocional. Óxido nítrico (NO): Um gás que atua como neuromodulador, influenciando a plasticidade sináptica. Cannabinoides endógenos (ex.: anandamida): Modulam a dor, o apetite e a memória. Controle Motor • Controle Postural: Refere-se à capacidade do corpo de manter-se estável e na posição vertical, garantindo o equilíbrio e a postura correta. Esse controle depende de dois principais sistemas: Propriocepção – percepção da posição do corpo no espaço. Sistema vestibular – responsável pelo equilíbrio e orientação espacial. • Marcha: Representa o padrão de locomoção bípede e envolve várias estruturas do sistema nervoso: 1. Córtex cerebral – responsável pelo planejamento, orientação e intenção do movimento. 2. Núcleos da base – modulam a intensidade da força necessária para os movimentos. 3. Cerebelo – coordena o movimento no tempo e corrige erros motores. 4. Tronco encefálico (TE) – ajusta a força da contração muscular e participa dos reflexos espinhais.