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Aula 04
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário -
Oficial de Justiça) Direito Civil - 2023
Autor:
Paulo H M Sousa
07 de Janeiro de 2023
05218773182 - Isabelle Timo
Paulo H M Sousa
Aula 04
Índice
..............................................................................................................................................................................................1) Fato jurídico - Disposições gerais 4
..............................................................................................................................................................................................11
..............................................................................................................................................................................................28
..............................................................................................................................................................................................33
..............................................................................................................................................................................................38
..............................................................................................................................................................................................40
..............................................................................................................................................................................................48
..............................................................................................................................................................................................51
..............................................................................................................................................................................................54
..............................................................................................................................................................................................10) Fato jurídico - Da representação 56
..............................................................................................................................................................................................11) Fato jurídico - Da condição, termo e do encargo 57
..............................................................................................................................................................................................60
..............................................................................................................................................................................................66
..............................................................................................................................................................................................71
..............................................................................................................................................................................................73
..............................................................................................................................................................................................16) Lista de Questões - Condição, termo e encargo - Multibancas 86
..............................................................................................................................................................................................17) Questões Comentadas - Condição, termo e encargo - Multibancas 92
..............................................................................................................................................................................................105
..............................................................................................................................................................................................110
..............................................................................................................................................................................................20) Fato jurídico - Dos defeitos do negócio jurídico 115
..............................................................................................................................................................................................120
..............................................................................................................................................................................................135
..............................................................................................................................................................................................140
..............................................................................................................................................................................................153
..............................................................................................................................................................................................157
..............................................................................................................................................................................................179
..............................................................................................................................................................................................185
..............................................................................................................................................................................................219
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..............................................................................................................................................................................................29) Fato jurídico - Da invalidade do negócio jurídico 236
..............................................................................................................................................................................................245
..............................................................................................................................................................................................253
..............................................................................................................................................................................................255
..............................................................................................................................................................................................271
..............................................................................................................................................................................................274
..............................................................................................................................................................................................293
..............................................................................................................................................................................................299
..............................................................................................................................................................................................310
..............................................................................................................................................................................................38)Sousa
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4. (CEBRASPE/ Auditor Fiscal - 2020) Com base no Código Civil, julgue os itens a seguir. 
Negócio jurídico celebrado por pessoa menor de dezesseis anos de idade é anulável. 
5. (CEBRASPE – TJAM – 2019) Por necessidade de salvar pessoa de sua família de grave dano 
iminente, Celso assumiu obrigação excessivamente onerosa com determinada sociedade 
empresária. Posteriormente, ajuizou ação judicial requerendo a anulação do negócio jurídico 
por vício de consentimento. Considerando essa situação hipotética, julgue os itens seguintes. 
A anulação do referido negócio jurídico depende da demonstração de que a sociedade empresária tinha 
conhecimento da situação de grave risco vivenciada pelo familiar de Celso. 
6. (CEBRASPE – TJAM – 2019) Por necessidade de salvar pessoa de sua família de grave dano 
iminente, Celso assumiu obrigação excessivamente onerosa com determinada sociedade 
empresária. Posteriormente, ajuizou ação judicial requerendo a anulação do negócio jurídico 
por vício de consentimento. Considerando essa situação hipotética, julgue os itens seguintes. 
Segundo a doutrina civilista, ainda que demonstrados os requisitos necessários para caracterizar o vício 
de consentimento, será possível que, em vez da anulação do negócio jurídico, seja realizada a sua revisão 
com o devido reequilíbrio econômico-financeiro. 
7. (CEBRASPE – TCE/RO -2019) É nulo negócio jurídico celebrado 
a) sem revestir a forma prescrita em lei. 
b) com vício resultante de dolo, quando este for a sua causa. 
c) com erro substancial. 
d) por agente relativamente incapaz. 
e) mediante fraude contra credores. 
8. (CEBRASPE – CGE/CE – 2019) Um produtor agrícola e uma companhia que produz derivados 
de sementes de soja pactuaram que a companhia compraria a próxima safra colhida pelo 
produtor, ficando o negócio jurídico condicionado à efetivação da colheita. A cláusula em 
questão constitui 
a) uma condição resolutiva. 
b) um encargo. 
c) uma condição suspensiva. 
d) uma condição impossível. 
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e) um encargo ilícito. 
9. (CEBRASPE – PGE/PE- 2019) Ronaldo, ocultando sua verdadeira intenção, celebrou com 
Fernando um negócio jurídico, que se concretizaria somente quando Fernando contraísse 
matrimônio. Considerando essa situação hipotética e as regras de direito civil, julgue os itens 
seguintes. 
Como Fernando não teve conhecimento da reserva mental de Ronaldo, o ato, a princípio, subsiste e 
produz efeitos. 
10. (CEBRASPE – PGE/PE- 2019) Ronaldo, ocultando sua verdadeira intenção, celebrou com 
Fernando um negócio jurídico, que se concretizaria somente quando Fernando contraísse 
matrimônio. Considerando essa situação hipotética e as regras de direito civil, julgue os itens 
seguintes. 
A situação ilustra hipótese de condição resolutiva, pois a eficácia do negócio jurídico em questão 
depende da celebração de matrimônio por Fernando. 
11. (CEBRASPE – PGE/PE- 2019) Ronaldo, ocultando sua verdadeira intenção, celebrou com 
Fernando um negócio jurídico, que se concretizaria somente quando Fernando contraísse 
matrimônio. Considerando essa situação hipotética e as regras de direito civil, julgue os itens 
seguintes. 
Se o motivo determinante, comum a ambas as partes, for ilícito, o negócio jurídico será nulo e, portanto, 
ficará insuscetível de convalidação pelo decurso do tempo. 
12. (CEBRASPE – ABIN - 2018) A respeito das regras dispostas no Código Civil quanto aos 
negócios jurídicos e aos contratos, julgue os itens a seguir. 
A existência de encargo em negócio jurídico somente suspende a aquisição ou exercício do direito se for 
expressamente imposto como condição suspensiva pela disponente. 
13. (CEBRASPE – ABIN - 2018) A respeito das regras dispostas no Código Civil quanto aos 
negócios jurídicos e aos contratos, julgue os itens a seguir. 
Situação hipotética: Decidido a comprar automóvel ofertado por seu vizinho Pedro, João procurou-o 
para fechar negócio. Em virtude de comportamento malicioso, Pedro conseguiu fazer João pagar pelo 
bem quantia significativamente acima do valor de mercado. Assertiva: Nesse caso, o comprador tem 
direito à invalidação do negócio jurídico em razão da existência de dolo na conduta do vendedor. 
14. (CEBRASPE – MPU – 2018) A respeito de interpretação de lei, pessoas jurídicas e naturais, 
negócio jurídico, prescrição, adimplemento de obrigações e responsabilidade civil, julgue os 
itens a seguir. 
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 Negócio jurídico simulado por interposição de pessoa, por ocultação da verdade ou por falsidade de 
data será considerado nulo. 
15. (CEBRASPE – TCEMG – 2018) O erro que se refere a qualidades secundárias do objeto do 
negócio jurídico e que não acarreta efetivo prejuízo é denominado 
a) obstativo. 
b) inescusável. 
c) substancial. 
d) acidental. 
e) impróprio. 
O erro impróprio é aquele que que recai na declaração da vontade, ou seja, ataca a vontade externa ou 
declarada. Vale dizer, que se trata de teoria não adotada no Brasil, pois no ordenamento brasileiro a 
vontade declarada é fruto de vontade interna, logo será considerada vício. 
16. (CEBRASPE – PGM/MANAUS - 2018) À luz das disposições do direito civil pertinentes ao 
processo de integração das leis, aos negócios jurídicos, à prescrição e às obrigações e 
contratos, julgue os itens a seguir. 
 Será viável a anulação de transmissão gratuita de bens por caracterização de fraude contra credores, 
ainda que a conduta que se alegue fraudulenta tenha ocorrido anteriormente ao surgimento do direito 
do credor. 
17. (CEBRASPE – EBSERH_ADMINISTRATIVA - 2018) Considerando o que dispõe o Código Civil 
acerca de negócios jurídicos e contratos, julgue os itens a seguir. 
 
É nulo o negócio jurídico quando uma parte se obriga, por inexperiência, a prestação excessivamente 
onerosa, não sendo possível, nesse caso, uma revisão judicial desse negócio jurídico, uma vez que o erro 
prejudica sua validade. 
18. (CESPE / INSTITUTO RIO BRANCO – 2018) Com relação à classificação da Constituição, à 
competência dos entes federativos, ao ato jurídico e à personalidade jurídica, julgue (C ou E) 
o item que se segue. 
O ato jurídico em sentido estrito é ato voluntário que produz os efeitos já previamente estabelecidos 
pela norma jurídica, como, por exemplo, quando alguém transfere a residência com a intenção de se 
mudar, decorrendo da lei a consequente mudança do domicílio. 
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19. (CEBRASPE – PMBH – 2017) Pedro — maior, capaz e solteiro — outorgou a Antônio — maior, 
capaz e solteiro —, por instrumento público e prazo indeterminado, procuração com cláusula 
causa própria, para a venda de imóvel cujo preço era de R$ 1 milhão. Posteriormente, Pedro 
revogou o mandato e notificou Antônio, que, por sua vez, havia transferido o imóvel para si 
próprio. Inconformado, Pedro ingressou com ação visando à anulabilidade do mandato. 
Considerando essa situação hipotética, assinale a opção correta à luz das disposições do 
Código Civil. 
a) Por serem maiores e capazes, Pedro e Antônio poderiam ter dado procuração mediante instrumento 
particular. 
b) A prova do negócio jurídico celebrado entre Pedro e Antônio não pode ser exclusivamente 
testemunhal.c) A conduta de Antônio caracteriza simulação, de modo que a nulidade pode ser reconhecida de ofício 
pelo juiz. 
d) A revogação do mandato efetuada por Pedro é ineficaz, ainda que ocorra a notificação de Antônio. 
GABARITO 
1. CEBRASPE - TC-DF C 
2. TJ/PA E 
3. TJ/PA E 
4. Auditor Fiscal E 
5. TJAM C 
6. TJAM C 
7. TCE/RO A 
8. CGE/CE C 
9. PGE/PE C 
10. PGE/PE E 
11. PGE/PE C 
12. ABIN C 
13. ABIN E 
14. MPU C 
15. TCEMG D 
16. PGM/MANAUS E 
17. EBSERH_ADMINISTRATIVA E 
18. INSTITUTO RIO BRANCO C 
19. PMBH C 
 
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Disposições Gerais (Art. 104 Ao 120 E 185) 
1. (FCC - TJ-MA - Analista Judiciário – Direito – 2019) Em relação aos negócios jurídicos, é 
correto afirmar: 
a) Subordinando-se a eficácia do negócio jurídico à condição suspensiva, enquanto esta se não verificar, 
não se terá adquirido o direito, a que ele visa. 
b) Os negócios jurídicos benéficos e a renúncia interpretam-se ampliativamente. 
c) Os poderes de representação conferem-se exclusivamente por lei. 
d) Em qualquer hipótese, a manifestação de vontade não subsiste se o seu autor houver feito a reserva 
mental de não querer o que manifestou. 
e) Como regra geral, o silêncio importa anuência, sendo ou não necessária a declaração de vontade 
expressa. 
Comentários: 
A alternativa A está correta. A condição suspensiva gera a chamada expectativa de direito, que seria a 
suspensão dos efeitos do negócio jurídico até que o evento condicione sua eficácia, tanto sua aquisição 
ou início, quanto o exercício deste. O art. 125 do Código Civil trata sobre o tema, dizendo que: 
"Subordinando-se a eficácia do negócio jurídico à condição suspensiva, enquanto esta se não verificar, 
não se terá adquirido o direito, a que ele visa.". 
 
A alternativa B está incorreta. Os negócios jurídicos benéficos que são aqueles que não necessitam do 
equilíbrio ou a proporcionalidade entre o beneficio e a prestação oposta, sendo apenas um lado 
beneficiado pelo negócio, como exemplo podemos visualizar a doação, onde apenas um lado recebe todo 
o benefício ou vantagem, enquanto o outro fica com a suas obrigações. Por outro lado temos a renúncia, 
que é o ato de abandono de um direito em favor de outrem, como por exemplo, a renúncia de uma dívida. 
Em ambos os casos o legislador optou, expressamente, pela interpretação restritiva, ou seja, com a 
finalidade de evitar um desequilibro maior, que excederia o dispositivo, esse critério levaria em conta o 
que foi estipulado de forma literal, rigorosa e estreitado. Assim dispõe o art. 114, versando que: "Os 
negócios jurídicos benéficos e a renúncia interpretam-se estritamente.". 
 
A alternativa C está incorreta. A representação (os exemplos mais comuns são as procurações) é uma 
relação jurídica pela qual certa pessoa (representado) se obriga diretamente perante terceiro, por meio 
de ato praticado em seu nome por um representante. O ato pode partir do próprio interessado, de 
outrem ou por lei expressa, constituindo a legitimidade de um agir por conta de outro. Os fundamentos 
legais são encontrados do art. 115 ao 120 do Código Civil. 
 
A alternativa D está incorreta. Esta alterantiva refere-se a reserva mental, que é quando o agente omite, 
propositalmente, sua vontade real em relação ao negócio celebrado. Pode-se dizer que é caracterizada 
pelo distinção entre a vontade real (animus) e a declaração (exteriorização). Assim trata o art. 110 do 
Código Civil que diz: "A manifestação de vontade subsiste ainda que o seu autor haja feito a reserva 
mental de não querer o que manifestou, salvo se dela o destinatário tinha conhecimento.". 
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A alternativa E está incorreta. O silêncio pode ser considerado como exteriorização da vontade. 
Normalmente o silêncio seria considerado como a ausência de manifestação de vontade, no entanto, em 
situações extraordinárias, se as circunstâncias do negócio permitirem ou por expressão da lei, o silêncio 
pode ser considerado como anuência, ou seja, a manifestação da vontade. Sendo assim, o erro da 
assertiva está em dizer desnecessária a prova de que sem o silêncio o negócio jurídico não seria 
celebrado, quando na verdade é necessária justamente essa prova, de um nexo causal (vínculo objetivo 
entre os dois acontecimentos) entre o silêncio e a consolidação do negócio jurídico, para que o silêncio 
importe como vontade, assim traz o art. 111 do Código Civil, versando que: "O silêncio importa anuência, 
quando as circunstâncias ou os usos o autorizarem, e não for necessária a declaração de vontade 
expressa.". 
2. (FCC / MPE-PE – 2018) A validade do negócio jurídico requer, além de outros requisitos, a 
celebração por agente capaz. A incapacidade relativa de uma das partes contratantes 
a) Pode ser invocada pela outra em benefício próprio, desde que essa circunstância não fosse por esta 
conhecida por ocasião da contratação. 
b) Pode ser invocada pela outra em benefício próprio, mesmo que essa circunstância já fosse por esta 
conhecida por ocasião da contratação. 
c) Não pode ser invocada pela outra em benefício próprio, mas sempre aproveita aos cointeressados 
capazes, ainda que divisível o objeto do direito ou da obrigação comum. 
d) Não pode ser invocada pela outra em benefício próprio, nem jamais aproveita aos cointeressados 
capazes, mesmo se indivisível o objeto do direito ou da obrigação comum. 
e) Não pode ser invocada pela outra em benefício próprio, nem aproveita aos cointeressados capazes, 
salvo se, neste caso, for indivisível o objeto do direito ou da obrigação comum. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, visto que incapacidade relativa de uma das partes contratantes não pode 
ser invocada pela outra em benefício próprio. 
A incapacidade relativa se dá quando o agente apresenta as seguintes características: 
I- Menor de 18 anos e maior de 16; 
II- Ébrios eventuais e viciados em tóxicos; 
III-Aqueles que por causa transitória ou permanente não puderem exprimir sua vontade 
IV-Os pródigos 
A ausência do assistente gera a anulabilidade dos atos praticados pelo relativamente incapaz. Isto é, eles 
se convalidam se ninguém arguir a validade do negócio. De modo geral, é importante afirmar que a 
incapacidade relativa se aplica, sim, aos maiores de Idade. Ocorre que, como a capacidade é a regra, 
presumida até que se prove o contrário, a incapacidade relativa deve ser decretada pelo juiz. 
A alternativa B está incorreta, dado que pelos mesmo motivos mencionados na alternativa A, visto que 
incapacidade relativa de uma das partes contratantes não pode ser invocada pela outra em benefício 
próprio. 
I-A incapacidade relativa se dá quando o agente apresenta as seguinte características: 
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II-Menor de 18 anos e maior de 16; 
III-Ébrios eventuais e viciados em tóxicos; 
IV-Aqueles que por causa transitória ou permanente não puderem exprimir sua vontade 
V-Os pródigos 
A alternativa C está incorreta, uma vez que além de não poder ser invocada pela outra parte em 
benefício próprio, não pode ser aproveitada aos cointeressados capazes, a não ser que o objeto do 
direito ou da obrigação comum seja indivisível, de acordo com o Art. 105: 
Art. 105. A incapacidade relativa de uma das partes não pode ser invocada pela outra em benefício 
próprio, nem aproveita aos co-interessados capazes, salvo se, neste caso, for indivisível o objeto do 
direito ou da obrigação comum.Ou seja, se o caso for de indivisibilidade do objeto, esta impõe que se adote a mesma solução jurídica, 
ainda que hajam diferentes interessados em seu objeto, possibilitando, neste caso, que os 
cointeressados invoquem a incapacidade relativa a favor do incapaz e de si mesmos. 
A alternativa D está incorreta, visto que existe uma exceção para os cointeressados capazes, se no caso, 
for indivisível o objeto do direito ou da obrigação comum, como expresso no Art. 105: “A incapacidade 
relativa de uma das partes não pode ser invocada pela outra em benefício próprio, nem aproveita aos 
co-interessados capazes, salvo se, neste caso, for indivisível o objeto do direito ou da obrigação comum”, 
ou seja, se o objeto do direito ou da obrigação comum for indivisível, podem os cointeressados 
invocarem a incapacidade relativa a favor do incapaz e de si mesmos. 
A alternativa E está correta, pois sua redação está em total harmonia com o Código Civil: 
Art. 105. A incapacidade relativa de uma das partes não pode ser invocada pela outra em benefício 
próprio, nem aproveita aos co-interessados capazes, salvo se, neste caso, for indivisível o objeto do 
direito ou da obrigação comum. 
3. (FCC / TRT - 15ª REGIÃO – 2018) De acordo com o Código Civil, os negócios jurídicos devem 
ser interpretados 
a) Somente de acordo com a lei, defeso que os usos e princípios sejam utilizados para esse fim. 
b) Conforme a boa-fé e os usos do lugar de sua celebração. 
c) De acordo com a moral e os bons costumes, além da lei, vedado que os usos sejam considerados, uma 
vez que nosso ordenamento jurídico não é consuetudinário. 
d) Se benéficos ou se houver renúncia, ampliativamente, para tornar efetivo o benefício ao favorecido 
pela avença. 
e) Sempre literalmente, para evitar obscuridades ou contradições. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pois de acordo com o Art. 113 do Código civil, os negócios jurídicos 
devem ser interpretados conforme a boa- fé e os usos do lugar de sua celebração 
A interpretação do negócio jurídico busca identificar o exato conteúdo e a intenção de uma proposição 
negociada. Consideram-se a vontade como fator subjetivo e a boa-fé como fator objetivo, e restringem-
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se os atos benéficos, não bastando a análise do instrumento do contrato ou a declaração da vontade, 
deve-se ir a fundo e analisar a substância, tal qual a boa fé e o local de celebração do negócio. 
Art. 113. Os negócios jurídicos devem ser interpretados conforme a boa-fé e os usos do lugar de sua 
celebração. 
A alternativa B está correta, o negócio jurídico deve ser interpretado conforme a boa-fé e os usos do 
lugar de sua celebração, sendo esta regra chama de “regra de ouro”. 
 Miguel Reale, na exposição de motivos, considerou o artigo 113 como a chave para a realização dos 
negócios jurídicos de forma harmoniosa. 
Art. 113. Os negócios jurídicos devem ser interpretados conforme a boa-fé e os usos do lugar de sua 
celebração. 
A alternativa C está incorreta, visto que de acordo com o Código Civil os negócios jurídicos devem ser 
interpretados conforme o Art. 113, não se fala sobre bons costumes, mas sim sobre a boa-fé e 
considerando-se os usos do lugar de sua celebração: 
Art. 113. Os negócios jurídicos devem ser interpretados conforme a boa-fé e os usos do lugar de sua 
celebração. 
A alternativa D está incorreta, pois negócios jurídicos devem ser interpretados conforme o art.113 do 
Código Civil, qual expressa que os negócios jurídicos devem ser interpretados de acordo com a boa fé e 
os usos do lugar de sua celebração, enquanto a alternativa traz “se benéficos ou se houver renúncia, 
ampliativamente, para tornar efetivo o benefício ao favorecido pela avença” sendo esta afirmativa 
inválida. 
A alternativa E está incorreta, pois interpretar sempre o conteúdo de forme literal exclui o princípio 
da boa-fé, qual busca considerar as diferenças para que haja harmonia no negócio ou ato jurídico. 
4. (FCC / TRF - 5ª REGIÃO – 2017) A incapacidade relativa de uma das partes de um negócio 
jurídico 
a) Não pode ser invocada pela outra em benefício próprio. 
b) Pode ser invocada pela outra em benefício próprio, por constituir matéria de ordem pública. 
c) Aproveita aos cointeressados capazes, salvo se for indivisível o objeto do direito ou da obrigação 
comum. 
d) Não aproveita aos cointeressados capazes, mesmo que indivisível o objeto do direito ou da obrigação 
comum. 
e) Sempre aproveita aos cointeressados capazes. 
Comentários 
A alternativa A está correta, pois a incapacidade relativa de uma das partes não pode ser invocada pela 
outra em benefício próprio, a não ser que seja indivisível o objeto do direito ou da obrigação comum, 
como expresso no Art. 105 do Código Civil: 
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Art. 105. A incapacidade relativa de uma das partes não pode ser invocada pela outra em benefício 
próprio, nem aproveita aos co-interessados capazes, salvo se, neste caso, for indivisível o objeto do 
direito ou da obrigação comum. 
A alternativa B está incorreta, pois ninguém pode se beneficiar da própria torpeza, o que significa que 
nenhuma pessoa pode fazer algo incorreto, praticar um ato ilícito, ou descumprir uma regra de conduta, 
imposta pelas normas legais, e depois alegar tal conduta em proveito próprio, como aconteceria caso a 
incapacidade de outrem fosse utilizada em benefício próprio. 
Neste caso, aplica-se o princípio Nemo auditur propriam turpitudinem allegans, que significa: ninguém 
pode se beneficiar da própria torpeza (indignidade, ou no caso, incapacidade) 
A alternativa C está incorreta, pois de acordo com o artigo 105 do Código Civil, nem aproveita aos 
cointeressados capazes, salvo se o objeto do direito ou da obrigação comum for indivisível. 
Art. 105. A incapacidade relativa de uma das partes não pode ser invocada pela outra em benefício 
próprio, nem aproveita aos co-interessados capazes, salvo se, neste caso, for indivisível o objeto do 
direito ou da obrigação comum 
A alternativa D está incorreta, dado que não aproveita aos cointeressados capazes, salvo se for 
indivisível o objeto do direito ou da obrigação comum, de acordo com o Art. 105: 
Art. 105. A incapacidade relativa de uma das partes não pode ser invocada pela outra em benefício 
próprio, nem aproveita aos co-interessados capazes, salvo se, neste caso, for indivisível o objeto do 
direito ou da obrigação comum 
A alternativa E está incorreta, dado que a regra geral é que os cointeressados não aproveitam da 
incapacidade relativa, salvo se o objeto do direito ou da obrigação comum for indivisível, como rege o 
Art. 105: 
Art. 105. A incapacidade relativa de uma das partes não pode ser invocada pela outra em benefício 
próprio, nem dela se aproveitam os co-interessados capazes, salvo se, neste caso, for indivisível o objeto 
do direito ou da obrigação comum. 
 
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Disposições Gerais (Art. 104 Ao 120 E 185) 
1. (FCC - TJ-MA - Analista Judiciário – Direito – 2019) Em relação aos negócios jurídicos, é 
correto afirmar: 
a) Subordinando-se a eficácia do negócio jurídico à condição suspensiva, enquanto esta se não verificar, 
não se terá adquirido o direito, a que ele visa. 
b) Os negócios jurídicos benéficos e a renúncia interpretam-se ampliativamente. 
c) Os poderes de representação conferem-se exclusivamente por lei. 
d) Em qualquer hipótese, a manifestação de vontade não subsiste se o seu autor houver feito a reservamental de não querer o que manifestou. 
e) Como regra geral, o silêncio importa anuência, sendo ou não necessária a declaração de vontade 
expressa. 
2. (FCC / MPE-PE – 2018) A validade do negócio jurídico requer, além de outros requisitos, a 
celebração por agente capaz. A incapacidade relativa de uma das partes contratantes 
a) Pode ser invocada pela outra em benefício próprio, desde que essa circunstância não fosse por esta 
conhecida por ocasião da contratação. 
b) Pode ser invocada pela outra em benefício próprio, mesmo que essa circunstância já fosse por esta 
conhecida por ocasião da contratação. 
c) Não pode ser invocada pela outra em benefício próprio, mas sempre aproveita aos cointeressados 
capazes, ainda que divisível o objeto do direito ou da obrigação comum. 
d) Não pode ser invocada pela outra em benefício próprio, nem jamais aproveita aos cointeressados 
capazes, mesmo se indivisível o objeto do direito ou da obrigação comum. 
e) Não pode ser invocada pela outra em benefício próprio, nem aproveita aos cointeressados capazes, 
salvo se, neste caso, for indivisível o objeto do direito ou da obrigação comum. 
3. (FCC / TRT - 15ª REGIÃO – 2018) De acordo com o Código Civil, os negócios jurídicos devem 
ser interpretados 
a) Somente de acordo com a lei, defeso que os usos e princípios sejam utilizados para esse fim. 
b) Conforme a boa-fé e os usos do lugar de sua celebração. 
c) De acordo com a moral e os bons costumes, além da lei, vedado que os usos sejam considerados, uma 
vez que nosso ordenamento jurídico não é consuetudinário. 
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d) Se benéficos ou se houver renúncia, ampliativamente, para tornar efetivo o benefício ao favorecido 
pela avença. 
e) Sempre literalmente, para evitar obscuridades ou contradições. 
4. (FCC / TRF - 5ª REGIÃO – 2017) A incapacidade relativa de uma das partes de um negócio 
jurídico 
a) Não pode ser invocada pela outra em benefício próprio. 
b) Pode ser invocada pela outra em benefício próprio, por constituir matéria de ordem pública. 
c) Aproveita aos cointeressados capazes, salvo se for indivisível o objeto do direito ou da obrigação 
comum. 
d) Não aproveita aos cointeressados capazes, mesmo que indivisível o objeto do direito ou da obrigação 
comum. 
e) Sempre aproveita aos cointeressados capazes. 
GABARITO 
1. TJ-MA A 
2. MPE-PE E 
3. TRT - 15ª REGIÃO B 
4. TRF - 5ª REGIÃO A 
 
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VUNESP 
Disposições Gerais (Art. 104 Ao 120 E 185) 
1. (VUNESP/ PREFEITURA DE CERQUILHO-SP – 2019) De acordo com o Código Civil, sobre o 
negócio jurídico, é correto afirmar: 
a) a incapacidade relativa de uma das partes pode ser invocada pela outra em benefício próprio. 
b) a impossibilidade relativa inicial do objeto o invalida. 
c) a validade da declaração de vontade depende de forma especial, mesmo na ausência de previsão legal. 
d) nas declarações de vontade se atenderá mais ao sentido literal da linguagem do que à intenção nelas 
consubstanciada. 
e) os benéficos e a renúncia serão interpretados estritamente. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. A interpretação diante os negócios jurídicos sobre a capacidade das 
partes, é de que a regra é que todo o sujeito acerca dos atos é capaz, enquanto a incapacidade relativa, 
por exemplo, deve ser comprovada pela parte que a alega. Além disso, sobre o que traz a assertiva, a 
incapacidade relativa é pessoal, sendo que só pode ser alegada por aquele que a aproveita, afinal o 
instituto da capacidade visa proteger a pessoa natural, seria contraditório permitir a terceiros invoca-
las. A respeito destas ponderações trata o art. 105 do Código Civil, dispondo que: "A incapacidade 
relativa de uma das partes não pode ser invocada pela outra em benefício próprio, nem aproveita aos 
co-interessados capazes, salvo se, neste caso, for indivisível o objeto do direito ou da obrigação comum.". 
A alternativa B está incorreta. A impossibilidade relativa do objeto, ocorre quando objeto do negócio 
não é possível de ser cumprido, pela pessoa que está na posição de devedor. Como traz o art.106 do 
Código Civil que traz: "A impossibilidade inicial do objeto não invalida o negócio jurídico se for relativa, 
ou se cessar antes de realizada a condição a que ele estiver subordinado.". 
Digamos que um contrato seja firmado por duas partes, sendo a primeira contratante e o segundo 
contratado, sendo o último firmado como devedor. Caso este, por razão justificável, não possa cumprir 
o objeto do contrato, ou seja, o que se obrigou a cumprir, esse contrato não é invalidado por essa 
condição se o devedor puder cumprir o objeto de outra forma, além de suas próprias mãos por exemplo. 
A alternativa C está incorreta. A forma do negócio jurídico é a maneira que o agente capaz expressa sua 
vontade a exteriorizando através do negócio jurídico. Como regra geral, o direito brasileiro adota o 
princípio da liberdade das formas, que compreende válida qualquer meio de exteriorização da vontade, 
esse instituto encontra-se disposto no art. 107 do Código Civil, que diz: "A validade da declaração de 
vontade não dependerá de forma especial, senão quando a lei expressamente a exigir.". A exceção deste 
princípio, na forma da lei, requer a obediência ao que está estampado na lei, na observância dela ou na 
não defesa em lei, sob pena da nulidade do negócio (vide art. 166, Inc. IV). 
A alternativa D está incorreta. O negócio jurídico, seu conteúdo e finalidade, devem ser lidos conforme 
a declaração da vontade e as circunstâncias em que esta foi empregada, não dependendo da vontade 
subjetiva, do íntimo da pessoa. A vontade subjetiva, íntima, não pode ser exteriorizada na forma da 
declaração no negócio, sendo assim irrelevante para o direito, não podemos confundir a vontade 
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declarada do agente com a vontade real do agente. Assim a doutrina sistematiza em três formas a 
interpretação dos contratos: o sentido literal, o contexto verbal do contrato e o contexto situacional em 
que foi firmado e é exercido. Sobre estas disposições, podemos ver no art. 112 do Código Civil, trazendo 
em sua redação que: "Nas declarações de vontade se atenderá mais à intenção nelas consubstanciada 
do que ao sentido literal da linguagem.". 
A alternativa E está correta. Os negócios jurídicos benéficos são aqueles que não necessitam o 
equilíbrio ou a proporcionalidade entre o benefício e a prestação oposta, sendo apenas um lado 
beneficiado pelo negócio, como exemplo podemos visualizar a doação, onde apenas um lado recebe todo 
o benefício ou vantagem, enquanto o outro fica com a suas obrigações. Por outro lado, temos a renúncia, 
que é o ato de abandono de um direito em favor de outrem, como por exemplo, a renúncia de uma dívida. 
Em ambos os casos o legislador optou, expressamente, pela interpretação restritiva, ou seja, com a 
finalidade de evitar um desequilibro maior, que excederia o dispositivo, esse critério levaria em conta o 
que foi estipulado de forma literal, rigorosa e estreitado. Assim dispõe o art. 114, versando que: "Os 
negócios jurídicos benéficos e a renúncia interpretam-se estritamente.". 
Como por exemplo, a doação de um imóvel aparelhado de outros imóveis, e nada tenha sido dito sobre 
os últimos, conforme a interpretação restritiva sobre o negócio benéfico, os outros imóveis não estariam 
cobertos pela doação. 
Gabarito: letra E. 
 
2. (VUNESP/ PREFEITURA DE ITAPEVI-SP– 2019) No que diz respeito às disposições gerais do 
negócio jurídico, é correto afimar que 
a) a renúncia ao negócio jurídico interpreta-se estritamente. 
b) os negócios jurídicos benéficos interpretam-se amplamente. 
c) quando as circunstâncias ou os usos o autorizarem e não for necessária a declaração de vontade 
expressa, o silêncio importa em negativa. 
d) em regra, a validade da declaração da vontade depende de forma especial. 
e) em regra, a capacidade relativa de uma das partes deve ser invocada pela outra em benefício próprio, 
sob pena de prescrição. 
Comentários 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. A assertiva versa sobre os negócios jurídicos 
benéficos que são aqueles que não necessitam do equilíbrio ou a proporcionalidade entre o benefício e 
a prestação oposta, sendo apenas um lado beneficiado pelo negócio, como exemplo podemos visualizar 
a doação, onde apenas um lado recebe todo o benefício ou vantagem, enquanto o outro fica com a suas 
obrigações. Por outro lado, temos a renúncia, que é o ato de abandono de um direito em favor de outrem, 
como por exemplo, a renúncia de uma dívida. Em ambos os casos o legislador optou, expressamente, 
pela interpretação restritiva, ou seja, com a finalidade de evitar um desequilibro maior, que excederia o 
dispositivo, esse critério levaria em conta o que foi estipulado de forma literal, rigorosa e estreitado. 
Assim dispõe o art. 114, versando que: "Os negócios jurídicos benéficos e a renúncia interpretam-se 
estritamente.". 
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A alternativa B está incorreta. Como dito acima, os negócios jurídicos benéficos são interpretados 
restritivamente, assim como a renúncia, isso ocorre para evitar incongruência, ou mesmo o dano, entre 
a real vontade da parte que propõe o benefício e o cumprimento dessa vontade ao beneficiário. Como 
por exemplo: a doação de uma casa, sendo que esse imóvel possui quadros valiosos que não foram 
mencionados no ato. Nesse caso, interpreta-se restritivamente que os quadros não fazem parte da real 
vontade do agente, pois se fosse, teria sido exteriorizada. 
A alternativa C está incorreta. O Código não especifica a colocação em negação ou afirmação sobre o 
silêncio, apenas citando que pode ocorrer de ser interpretado como manifestação da vontade. 
Normalmente o silêncio é interpretado como a ausência da declaração de vontade, no enteando há 
circunstâncias, se a situação negocial permitir assim como expressamente em lei, que o silêncio é tido 
como forma de anuência, ou seja, manifestando a vontade. Assim trata o art. 111, dizendo que: "O 
silêncio importa anuência, quando as circunstâncias ou os usos o autorizarem, e não for necessária a 
declaração de vontade expressa.". Os casos em que se necessita a declaração expressa não podem ser 
declarados a importância do silêncio, pois, pré-estabelece-se a exteriorização da vontade como parte 
constitutiva do ato, para um ato jurídico perfeito. 
A alternativa D está incorreta. A forma do negócio jurídico é a maneira que o agente capaz expressa 
sua vontade a exteriorizando através do negócio jurídico. Em regra geral, o direito brasileiro adota o 
princípio da liberdade das formas, que compreende válida qualquer meio de exteriorização da vontade, 
esse instituto encontra-se disposto no art. 107 do Código Civil, que diz: "A validade da declaração de 
vontade não dependerá de forma especial, senão quando a lei expressamente a exigir.". A exceção deste 
princípio, na forma da lei, requer a obediência ao que está estampado na forma lei, na observância dela 
ou na não defesa em lei, sob pena de nulidade do negócio como expresso no art. 166, Inc. IV. 
A alternativa E está incorreta. A incapacidade relativa é uma qualidade pessoal, apenas podendo ser 
alegada por quem a aproveita, justamente para proteger a personalidade civil do indivíduo, que não 
possui ainda discernimento para efetuar certos atos da vida civil. Os negócios jurídicos tratados por 
pessoas relativamente incapazes são anuláveis, justamente por essa proteção, no entanto, a outra parte 
que se obrigou nessa relação (com o incapaz relativo), não pode invocar tal condição para livra-se da 
prestação, para benefício próprio, justamente por ser uma condição que deve ser alegada pelo primeiro. 
Assim traz expressamente o art. 105 do Código Civil, que diz: "A incapacidade relativa de uma das partes 
não pode ser invocada pela outra em benefício próprio, nem aproveita aos co-interessados capazes, 
salvo se, neste caso, for indivisível o objeto do direito ou da obrigação comum.". 
Gabarito: letra A. 
 
3. (VUNESP/ PREFEITURA DE ITAPEVI-SP – 2019) No que diz respeito às disposições gerais do 
negócio jurídico, é correto afirmar que 
a) a renúncia ao negócio jurídico interpreta-se estritamente. 
b) os negócios jurídicos benéficos interpretam-se amplamente. 
c) quando as circunstâncias ou os usos o autorizarem e não for necessária a declaração de vontade 
expressa, o silêncio importa em negativa. 
d) em regra, a validade da declaração da vontade depende de forma especial. 
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e) em regra, a capacidade relativa de uma das partes deve ser invocada pela outra em benefício próprio, 
sob pena de prescrição. 
Comentários 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. Dispõe o art. 114, versando que: "Os negócios 
jurídicos benéficos e a renúncia interpretam-se estritamente.”. Os negócios jurídicos benéficos são 
aqueles que não necessitam o equilíbrio ou a proporcionalidade entre o benefício e a prestação oposta, 
sendo apenas um lado beneficiado pelo negócio, como exemplo podemos visualizar a doação, onde 
apenas um lado recebe todo o benefício ou vantagem, enquanto o outro fica com a suas obrigações. Por 
outro lado, temos a renúncia, que é o ato de abandono de um direito em favor de outrem, como por 
exemplo, a renúncia de uma dívida. Em ambos os casos o legislador optou, expressamente, pela 
interpretação restritiva, ou seja, com a finalidade de evitar um desequilibro maior, que excederia o 
dispositivo, esse critério levaria em conta o que foi estipulado de forma literal, rigorosa e estreitada. 
A alternativa B está incorreta. Como acima descrito, exposto no art. 114 do Código Civil, os negócios 
jurídicos benéficos e a renúncia interpretam-se estritamente. Por exemplo: um terreno, onde criava-se 
dezenas de cabeças de gado, é doado, no entanto no ato não consta qualquer informação sobre o gado, 
neste caso interpreta-se estritamente que apenas a terra, o lote, faz parte da vontade do doador. 
A alternativa C está incorreta. Traz o art. 111 do Código Civil, versando que: "O silêncio importa 
anuência, quando as circunstâncias ou os usos o autorizarem, e não for necessária a declaração de 
vontade expressa." Normalmente o silêncio seria considerado como a ausência de manifestação de 
vontade, no entanto, em situações extraordinárias, se as circunstâncias do negócio permitirem ou por 
expressão da lei, o silêncio pode ser considerado como anuência, ou seja, a manifestação da vontade. 
Sendo assim, o erro da assertiva está em dizer ser negativo, quando na verdade o código não define ser 
negativo ou positivo, sendo interpretado conforme a situação e na forma expressa da lei. Para ser 
considerado como anuência, no entanto, o ato não pode depender de vontade, caracterizando-o assim 
por um nexo causal (vínculo objetivo entre os dois acontecimentos) entre o silêncio e a consolidação do 
negócio jurídico, para que o silêncio importe como vontade. 
A alternativa D está incorreta. O instituto encontra-se disposto no art. 107 do Código Civil, quediz: "A 
validade da declaração de vontade não dependerá de forma especial, senão quando a lei expressamente 
a exigir.". A forma do negócio jurídico é a maneira que o agente capaz expressa sua vontade a 
exteriorizando através do negócio jurídico. O direito brasileiro, em regra geral, adota o princípio da 
liberdade das formas, que compreende válida qualquer meio de exteriorização da vontade. A exceção 
deste princípio, na forma da lei, requer a obediência ao que está estampado na lei, na observância dela 
ou na não defesa em lei, sob pena de nulidade do negócio como pode ser visto no art. 166 do Código 
Civil. 
A alternativa E está incorreta. A incapacidade relativa faz menção a uma condição em que a pessoa 
ainda não é capaz de realizar todos os atos da vida civil. Sendo assim o código protege os relativamente 
incapazes nos negócios jurídicos tratados, trazendo-lhes que são anuláveis, justamente pela proteção 
através da qualidade de incapaz relativo é que esta incapacidade não pode ser invocada por outrem 
para benefício próprio, por se tratar de uma condição pessoal. Assim traz o art. 105, do Código Civil, que 
diz: "A incapacidade relativa de uma das partes não pode ser invocada pela outra em benefício próprio, 
nem aproveita aos co-interessados capazes, salvo se, neste caso, for indivisível o objeto do direito ou da 
obrigação comum.". 
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Gabarito: letra A. 
 
4. (VUNESP/ MPE-SP – 2018) É possível classificar o testamento público, o casamento e o 
mandato, respectivamente, como negócio jurídico 
a) unilateral não receptício, solene e bifronte. 
b) unilateral receptício, bilateral e oneroso. 
c) bilateral, solene e oneroso. 
d) personalíssimo, informal, consensual. 
e) bilateral, solene e gratuito. 
Comentários 
Algumas classificações do negócio jurídico: 
1. Número de declarantes. Os unilaterais podem ser: 
Receptícios: a declaração de vontade deve tornar-se conhecida pelo destinatário para dai produzir 
efeitos. Exemplo: denúncia e resilição. 
Não receptícios: o conhecimento da outra parte é irrelevante. Exemplo: confissão de dívida, testamento, 
casamento, etc. 
2. Formalidade (com exceções trazidas pelo art. 107 do Código Civil) 
Solene (formais): devem obedecer a forma prescrita em lei para tornar-se válido. Exemplo: escritura 
pública, renúncia, etc. 
Não solene (informais): forma livre, mesmo verbal. É conferido pela vontade de contratar. Exemplo: 
locação 
3. Benefícios (vantagens): 
Bifrontes: conforme a vontade das partes, em acordo, poderá ser feito de forma onerosa ou gratuita. 
Exemplo: mandato, depósito, etc. Porém nem todos negócios gratuitos podem ser acordados como 
onerosos, como a doação, por exemplo, que se transformaria em venda. 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. 
Gabarito: letra A. 
 
5. (VUNESP/ TJ-SP – 2018) O silêncio circunstanciado 
a) é vedado no ordenamento jurídico pátrio. 
b) implica na ausência de vontade e, por via de consequência, na inexistência do negócio jurídico. 
c) pode produzir efeitos jurídicos. 
d) ocorre quando o declarante omite sua vontade real ao celebrar um negócio jurídico. 
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Comentários 
A alternativa A está incorreta. O ordenamento pátrio adota a teoria do silêncio qualificado, do qual o 
silencio é admitido judicialmente, desde que justificado por circunstâncias que o legitimem. O silêncio 
normalmente é tido como a ausência da expressão de vontade, mas pode ser reconhecida, em situações 
excepcionais, a lei permitindo-as, como forma de anuência, ou seja, manifestação da vontade. No entanto 
o ordenamento não traz a vedação ao silêncio em qualquer forma, pois seria uma afronta a manifestação 
individual. 
A alternativa B está incorreta. Normalmente o silêncio importa em anuência, que seria a ausência da 
manifestação da vontade, no entanto quando a lei não necessitar de vontade expressa há casos em que 
o silêncio produzirá efeitos jurídicos demandando um ato válido e eficaz. (vide art. 111) 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. Excepcionalmente o silêncio será tido como 
manifestação da vontade, quando a lei não demandar expressamente à vontade, produzindo efeitos 
gerando um ato válido e eficaz. O art. 111 do Código Civil traz que: "O silêncio importa anuência, quando 
as circunstâncias ou os usos o autorizarem, e não for necessária a declaração de vontade expressa.". 
Por exemplo: digamos que o dono de uma rede de lanchonetes firme com uma distribuidora de bebidas 
de outra cidade a entrega semanal de refrigerantes de laranja, acordando verbalmente. A distribuidora 
organiza-se logisticamente para atender a lanchonete e assim é feito ao longo de dois anos. Em certa 
semana a distribuidora fora levar a carga para outra cidade e esta não é aceita pelo dono das 
lanchonetes, dizendo-lhes que não havia pedido naquela semana. O fato de não ter avisado 
anteriormente indica uma vontade de receber a carga, por isso foi-lhe encaminhado, com o silêncio 
valendo como manifestação da vontade. 
A alternativa D está incorreta. Este caso refere-se a reserva mental, que é quando o agente omite, 
propositalmente, sua vontade real em relação ao negócio celebrado. Pode-se dizer que é caracterizada 
pela distinção entre a vontade real (animus) e a declaração (exteriorização). Assim trata o art. 110 do 
Código Civil que diz: "A manifestação de vontade subsiste ainda que o seu autor haja feito a reserva 
mental de não querer o que manifestou, salvo se dela o destinatário tinha conhecimento.". 
Gabarito: letra C. 
 
6. (VUNESP/ TJ-SP – 2018) Não dispondo a lei em contrário, a escritura pública é essencial à 
validade dos negócios jurídicos que visem à constituição, transferência, modificação ou 
renúncia de direitos reais sobre imóveis 
a) quando o valor da transação for superior a 20 (vinte) vezes o maior salário-mínimo vigente no país. 
b) de valor superior a 30 (trinta) vezes o maior salário-mínimo vigente no país. 
c) quando o valor da transação for superior a 30 (trinta) vezes o maior salário-mínimo vigente no país. 
d) de valor superior a 20 (vinte) vezes o maior salário-mínimo vigente no país. 
Comentários 
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Considera-se para bens imóveis o valor superior a 30 vezes o maior salário-mínimo vigente. Atenção, o 
erro da alternativa C está em tratar o valor da transferência a ser realizada, que não é o que a lei 
expressa, esta dá sentido ao bem imóvel. Assim trata o art. 108 do Código Civil, que traz: 
Art. 108. Não dispondo a lei em contrário, a escritura pública é essencial à validade dos negócios 
jurídicos que visem à constituição, transferência, modificação ou renúncia de direitos reais sobre 
imóveis de valor superior a trinta vezes o maior salário mínimo vigente no País. 
Portanto, alternativa B está correta e é o gabarito da questão. 
Gabarito: letra B. 
 
7. (VUNESP/ FAPESP – 2018) A relação jurídica pela qual certa pessoa se obriga diretamente 
perante terceiro, por meio de ato praticado em seu nome, produzindo efeitos jurídicos, 
denomina-se 
a) encargo. 
b) cessão de débito. 
c) cessão de direitos. 
d) corretagem. 
e) representação. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. O encargo é uma cláusula acessória de um negócio jurídico principal que 
estipula uma obrigação ao beneficiário, sendo admitida inclusive em atos unilaterais como é feito na 
promessade recompensa. Os exemplos mais comuns são as doações ao município ou a entidades, 
estipulando que a doação deverá ser revertida na construção de escolas ou para o uso na educação. 
A alternativa B está incorreta. A cessão de débito ou assunção de dívida, consiste em um negócio 
jurídico bilateral no qual o devedor, com permissão através de declaração expressa do credor, transmite 
a dívida, e, portanto, as obrigações nela tratadas, para um terceiro, substituindo-o no lugar de devedor 
e responsabilizando-se pela dívida e seus assessórios. Os exemplos mais comuns são as vendas de 
veículos ou imóveis financiados, onde há a transmissão da dívida ao comprador. 
A alternativa C está incorreta. A cessão de direitos é um instrumento utilizado para a transmissão de 
direitos sobre determinados bens. Ela acontece quando um vendedor (cedente), passa a um comprador 
(cessionário) os direitos sobre um bem, se tratando tanto de bem imóvel quanto móvel. 
A alternativa D está incorreta. Pode se dizer que contrato de corretagem é feito quando uma pessoa, 
que não seja ligado a outra por relações de dependência como mandato ou prestação de serviços, obriga-
se com a outra a conseguir um ou mais negócios conforme estipulado, devendo o corretor informar ao 
cliente todos os esclarecimentos sobre os riscos do negócio. Uma vez tendo recebido o resultado 
previsto no contrato, a remuneração é devida ao corretor. 
A alternativa E está correta e é o gabarito da questão. A representação é uma relação jurídica pela qual 
certa pessoa (representado) se obriga diretamente perante terceiro, por meio de ato praticado em seu 
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nome por um representante. O ato pode partir do próprio interessado, de outrem ou por lei expressa, 
constituindo a legitimidade de um agir por conta de outro. Os fundamentos legais são encontrados do 
art. 115 ao 120 do Código Civil. Os exemplos mais comuns são as procurações, que dão poderes a um 
terceiro (outorgado) a exercer certos atos em nome do outorgante. 
Gabarito: letra E. 
 
 
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VUNESP 
Disposições Gerais (Art. 104 Ao 120 E 185) 
1. (VUNESP/ PREFEITURA DE CERQUILHO-SP – 2019) De acordo com o Código Civil, sobre o 
negócio jurídico, é correto afirmar: 
a) a incapacidade relativa de uma das partes pode ser invocada pela outra em benefício próprio. 
b) a impossibilidade relativa inicial do objeto o invalida. 
c) a validade da declaração de vontade depende de forma especial, mesmo na ausência de previsão legal. 
d) nas declarações de vontade se atenderá mais ao sentido literal da linguagem do que à intenção nelas 
consubstanciada. 
e) os benéficos e a renúncia serão interpretados estritamente. 
2. (VUNESP/ PREFEITURA DE ITAPEVI-SP – 2019) No que diz respeito às disposições gerais do 
negócio jurídico, é correto afimar que 
a) a renúncia ao negócio jurídico interpreta-se estritamente. 
b) os negócios jurídicos benéficos interpretam-se amplamente. 
c) quando as circunstâncias ou os usos o autorizarem e não for necessária a declaração de vontade 
expressa, o silêncio importa em negativa. 
d) em regra, a validade da declaração da vontade depende de forma especial. 
e) em regra, a capacidade relativa de uma das partes deve ser invocada pela outra em benefício próprio, 
sob pena de prescrição. 
3. (VUNESP/ PREFEITURA DE ITAPEVI-SP – 2019) No que diz respeito às disposições gerais do 
negócio jurídico, é correto afirmar que 
a) a renúncia ao negócio jurídico interpreta-se estritamente. 
b) os negócios jurídicos benéficos interpretam-se amplamente. 
c) quando as circunstâncias ou os usos o autorizarem e não for necessária a declaração de vontade 
expressa, o silêncio importa em negativa. 
d) em regra, a validade da declaração da vontade depende de forma especial. 
e) em regra, a capacidade relativa de uma das partes deve ser invocada pela outra em benefício próprio, 
sob pena de prescrição. 
4. (VUNESP/ MPE-SP – 2018) É possível classificar o testamento público, o casamento e o 
mandato, respectivamente, como negócio jurídico 
a) unilateral não receptício, solene e bifronte. 
b) unilateral receptício, bilateral e oneroso. 
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c) bilateral, solene e oneroso. 
d) personalíssimo, informal, consensual. 
e) bilateral, solene e gratuito. 
5. (VUNESP/ TJ-SP – 2018) O silêncio circunstanciado 
a) é vedado no ordenamento jurídico pátrio. 
b) implica na ausência de vontade e, por via de consequência, na inexistência do negócio jurídico. 
c) pode produzir efeitos jurídicos. 
d) ocorre quando o declarante omite sua vontade real ao celebrar um negócio jurídico. 
6. (VUNESP/ TJ-SP – 2018) Não dispondo a lei em contrário, a escritura pública é essencial à 
validade dos negócios jurídicos que visem à constituição, transferência, modificação ou 
renúncia de direitos reais sobre imóveis 
a) quando o valor da transação for superior a 20 (vinte) vezes o maior salário-mínimo vigente no país. 
b) de valor superior a 30 (trinta) vezes o maior salário-mínimo vigente no país. 
c) quando o valor da transação for superior a 30 (trinta) vezes o maior salário-mínimo vigente no país. 
d) de valor superior a 20 (vinte) vezes o maior salário-mínimo vigente no país. 
7. (VUNESP/ FAPESP – 2018) A relação jurídica pela qual certa pessoa se obriga diretamente 
perante terceiro, por meio de ato praticado em seu nome, produzindo efeitos jurídicos, 
denomina-se 
a) encargo. 
b) cessão de débito. 
c) cessão de direitos. 
d) corretagem. 
e) representação. 
GABARITO 
1. Pref. de Cerquilho-SP E 
2. Pref. de Itapevi-SP A 
3. Pref. de Itapevi-SP A 
4. MPE-SP A 
5. TJ-SP C 
6. TJ-SP B 
7. FAPESP E 
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FGV 
Disposições Gerais (Art. 104 Ao 120 E 185) 
1. (XXIII Exame da OAB) Em ação judicial na qual Paulo é réu, levantou-se controvérsia acerca 
de seu domicílio, relevante para a determinação do juízo competente. Paulo alega que seu 
domicílio é a capital do Estado do Rio de Janeiro, mas o autor sustenta que não há provas 
de manifestação de vontade de Paulo no sentido de fixar seu domicílio naquela cidade. 
Sobre o papel da vontade nesse caso, assinale a afirmativa correta. 
A) Por se tratar de um fato jurídico em sentido estrito, a vontade de Paulo na fixação de domicílio é 
irrelevante, uma vez que não é necessário levar em consideração a conduta humana para a 
determinação dos efeitos jurídicos desse fato. 
B) Por se tratar de um ato-fato jurídico, a vontade de Paulo na fixação de domicílio é irrelevante, 
uma vez que, embora se leve em consideração a conduta humana para a determinação dos 
efeitos jurídicos, não é exigível manifestação de vontade. 
C) Por se tratar de um ato jurídico em sentido estrito, embora os seus efeitos sejam predeterminados 
pela lei, a vontade de Paulo na fixação de domicílio é relevante, no sentido de verificar a existência de 
um ânimo de permanecer naquele local.D) Por se tratar de um negócio jurídico, a vontade de Paulo na fixação de domicílio é relevante, já que 
é a manifestação de vontade que determina quais efeitos jurídicos o negócio irá produzir. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, porque o fato jurídico em sentido estrito independe de conduta humana, 
como a frutificação. Mesmo não tendo a intervenção humana, os fatos jurídicos geram efeitos jurídicos. 
A alternativa B está incorreta, pois no ato-fato jurídico existe conduta, mas ela é irrelevante, como a 
caça. No ato-fato jurídico existe conduta humana, mas a vontade humana não é relevante, pelo que são 
considerados condutas avolitivas (sem vontade ou com vontade irrelevante). Ou seja, não importa se, 
por exemplo, na caça, a intenção era ou não adquirir a propriedade do animal, a partir do momento em 
que o pegou, a propriedade é do caçador. 
A alternativa C está correta, eis que no ato jurídico em sentido estrito se acolhe a manifestação de 
vontade, mas os efeitos já são pré-determinas os efeitos na lei. No ato jurídico em sentido estrito se 
acolhe a manifestação de vontade e pré-determina os efeitos que ela terá. Tais efeitos são inafastáveis e 
invariáveis, ou seja, são efeitos necessários. 
A alternativa D está incorreta, já que no negócio jurídico há poder de autorregulamento e há a 
possibilidade de modular os efeitos. Nos negócios jurídicos, a manifestação de vontade não é apenas 
elemento do núcleo do suporte fático, mas se reconhece o poder de autorregulamento, dentro de certos 
limites, de modular os efeitos. São os chamados efeitos voluntários. 
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2. (FGV / TCE-RJ – 2015) Augusto conferiu mandato, com poderes representativos, a Angélica, 
com a finalidade de venda de um imóvel do mandante. Em seguida, a mandatária 
substabeleceu os poderes para Semprônio. O substabelecido, por sua vez, vendeu o bem para 
Angélica e repassou o preço para Augusto, que reagiu, tendo em vista a confiança depositada 
na mandatária. 
Pode-se assegurar que: 
(A) a venda é anulável, configurado o conflito de interesses no chamado “negócio consigo mesmo”; 
(B) a venda é inexistente, pois apenas Augusto poderia conferir os poderes a Semprônio; 
(C) ocorreu o mandato em causa própria, que dispensa a prestação de contas; 
(D) para a alienação de bens, não depende a procuração de poderes especiais; 
(E) o poder de transigir importa o de firmar compromisso. 
Comentários: 
A alternativa A está correta e, é o gabarito da questão. O CC/2002 determina que os negócios jurídicos 
quando celebrados consigo mesmo são anuláveis, a menos que a lei ou o representado o permitir, como 
é o caso em tela, em que Angélica era representante de Augusto e substabeleceu poderes para 
Semprônio, que por sua vez, vendeu o bem ao qual recebeu poderes por Angélica que, sendo 
representante de Augusto, repassou os valores a este, ou seja, a venda foi feita para o próprio titular da 
coisa. Então, assim determina o CC/2002: Art. 117. Salvo se o permitir a lei ou o representado, é anulável 
o negócio jurídico que o representante, no seu interesse ou por conta de outrem, celebrar consigo 
mesmo. 
A alternativa B está incorreta. Não há o que se falar em venda inexistente, uma vez que o CC/2002 
determina que os negócios jurídicos quando celebrados consigo mesmo são anuláveis, a menos que a 
lei ou o representado o permitir, vejamos: Art. 117. Salvo se o permitir a lei ou o representado, é anulável 
o negócio jurídico que o representante, no seu interesse ou por conta de outrem, celebrar consigo 
mesmo. 
A alternativa C está incorreta. Não há o que se falar em mandato de causa própria uma vez que é a 
cláusula em que o mandante confere poderes de alienação do bem, declara o recebimento do preço, 
além de isentar de prestação de contas o mandatário, além do mais o procurador passa poder agir em 
nome e interesse do mandante, havendo até a transmissão de posse do bem sob comento. 
A alternativa D está incorreta. Uma vez que, para que seja alienado o bem, é preciso que haja uma 
procuração de poderes especiais, denominada mandato de causa própria. 
A alternativa E está incorreta. Poder de transigir significa o poder para negociar, sendo assim, não 
necessariamente é preciso firmar um compromisso. 
Gabarito: Letra A. 
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FGV 
Disposições Gerais (Art. 104 Ao 120 E 185) 
1. (XXIII Exame da OAB) Em ação judicial na qual Paulo é réu, levantou-se controvérsia acerca 
de seu domicílio, relevante para a determinação do juízo competente. Paulo alega que seu 
domicílio é a capital do Estado do Rio de Janeiro, mas o autor sustenta que não há provas 
de manifestação de vontade de Paulo no sentido de fixar seu domicílio naquela cidade. 
Sobre o papel da vontade nesse caso, assinale a afirmativa correta. 
A) Por se tratar de um fato jurídico em sentido estrito, a vontade de Paulo na fixação de domicílio é 
irrelevante, uma vez que não é necessário levar em consideração a conduta humana para a 
determinação dos efeitos jurídicos desse fato. 
B) Por se tratar de um ato-fato jurídico, a vontade de Paulo na fixação de domicílio é irrelevante, 
uma vez que, embora se leve em consideração a conduta humana para a determinação dos 
efeitos jurídicos, não é exigível manifestação de vontade. 
C) Por se tratar de um ato jurídico em sentido estrito, embora os seus efeitos sejam predeterminados 
pela lei, a vontade de Paulo na fixação de domicílio é relevante, no sentido de verificar a existência de 
um ânimo de permanecer naquele local. 
D) Por se tratar de um negócio jurídico, a vontade de Paulo na fixação de domicílio é relevante, já que 
é a manifestação de vontade que determina quais efeitos jurídicos o negócio irá produzir. 
2. (FGV / TCE-RJ – 2015) Augusto conferiu mandato, com poderes representativos, a Angélica, 
com a finalidade de venda de um imóvel do mandante. Em seguida, a mandatária 
substabeleceu os poderes para Semprônio. O substabelecido, por sua vez, vendeu o bem para 
Angélica e repassou o preço para Augusto, que reagiu, tendo em vista a confiança depositada 
na mandatária. 
Pode-se assegurar que: 
(A) a venda é anulável, configurado o conflito de interesses no chamado “negócio consigo mesmo”; 
(B) a venda é inexistente, pois apenas Augusto poderia conferir os poderes a Semprônio; 
(C) ocorreu o mandato em causa própria, que dispensa a prestação de contas; 
(D) para a alienação de bens, não depende a procuração de poderes especiais; 
(E) o poder de transigir importa o de firmar compromisso. 
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GABARITO 
1. XXIII Exame da OAB C 
2. TCE-RJ A 
 
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Capítulo II – Representação 
Código Civil traz extensa regulação a respeito da representação. Evidente que os poderes do representante 
só podem ser conferidos por lei ou pelo interessado, esclarece o art. 115. 
Assim, eu, por lei, represento meus filhos. Por contrato, represento o meu cliente, noPoder Judiciário. 
Mas, como terceiros saberão que aquela pessoa que se apresenta como representante de outrem 
efetivamente o é? O art. 118 prevê que o representante é obrigado a provar às pessoas com quem tratar, 
em nome do representado, a qualidade de representante e a extensão de seus poderes. Se não o fizer, 
responde pelos atos que a eles excederem. 
A manifestação de vontade emitida pelo representante, nos limites de seus poderes, produz efeitos em relação 
ao representado. A regra do art. 116 estabelece que, assim, o representado é obrigado a cumprir aquilo que 
o representante fixou, desde que nos limites dos poderes. 
Agora, imagine que eu tenha uma procuração sua para vender seu imóvel. Posso eu mesmo comprar esse 
imóvel, representando você? Se o contrato permitir, posso. 
Por isso, o art. 117 prevê que salvo se o permitir a lei ou o representado, é anulável o negócio jurídico que o 
representante, no seu interesse ou por conta de outrem, celebrar consigo mesmo. Ou seja, esse negócio tem 
cheiro de maracutaia, pelo que pode ser anulado. 
E se eu (representante) celebro um negócio em conflito de interesses com você (representado), esse negócio é 
anulável. Sempre? Não, apenas se tal fato era ou devia ser do conhecimento de quem comigo contratou (art. 
119). 
OK, mas você pode anular esse negócio que traz prejuízo a você a qualquer tempo? Não. O parágrafo único 
prevê que é de 180 dias, a contar da conclusão do negócio ou da cessação da incapacidade, o prazo 
decadencial para se pleitear essa anulação. 
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Capítulo III – Condição, termo e encargo 
Eventualmente, há a subordinação de um negócio jurídico a um elemento eficacial. A doutrina menos 
técnica chama esses elementos de elementos acidentais do negócio jurídico. De modo sucinto, o CC/2002, 
introdutoriamente, estabelece três elementos eficaciais que nos interessam: a condição, o termo e o 
encargo. Mas, como distingui-los? 
1 – Condição 
Primeiro, a condição está claramente disposta no Código: 
Art. 121. Considera-se condição a cláusula que, derivando exclusivamente da vontade das partes, subordina o 
efeito do negócio jurídico a evento futuro e incerto. 
No entanto, não é qualquer condição que pode ser estipulada pelas partes. Ao contrário, o art. 
122 estabelece que a condição não pode violar a lei, a ordem pública e os bons costumes. Ainda, 
são proibidas as condições que privem de todo efeito o negócio jurídico, ou que o sujeitem ao 
puro arbítrio de uma das partes. 
A doutrina aponta que a condição potestativa (em sentido amplo) é aquela imposta pelo arbítrio 
das partes. Distinguem-se, então, as condições potestativas inseridas num negócio jurídico em condições 
simplesmente potestativas e condições puramente potestativas. 
As condições simplesmente potestativas – ou meramente potestativas – são lícitas, já que exigem da parte 
um certo esforço, ou determinado trabalho. Vale dizer, a eficácia do negócio jurídico depende da 
manifestação de vontade de apenas uma das partes, mas também a um evento outro. Já as condições 
puramente potestativas, por deixarem a eficácia do negócio jurídico ao arbítrio puro de uma das partes 
invalidam, tornam nulo, o negócio. 
Há ainda as condições mistas, que dependem tanto de um ao humano volitivo quanto de um evento alheio 
à conduta humana. Exemplo é a situação na qual “se estiver chovendo enquanto você é aplaudido 
cantando...”. 
O art. 123, por sua vez, estabelece que invalidam os negócios jurídicos que lhes são subordinados: 
I - as condições física ou juridicamente impossíveis, quando suspensivas; 
II - as condições ilícitas, ou de fazer coisa ilícita; 
III - as condições incompreensíveis ou contraditórias. 
A condição será resolutiva quando por fim ao negócio, extingui-lo. Assim, por exemplo, doarei mensalmente 
a você uma quantia em dinheiro enquanto você estiver na faculdade. No momento em que você sai da 
faculdade, resolve-se o negócio. A condição suspensiva, por sua vez, subordina a eficácia do negócio. Assim, 
por exemplo, doarei uma quantia em dinheiro a você se você passar na prova. 
Se a condição for suspensiva, se adquire o direito apenas quando de seu implemento, conforme regra do 
art. 125. Se for resolutiva, o direito já se adquiriu, vigorando até sua resolução, de acordo com o art. 127. 
Por isso, segundo o art. 128: 
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Sobrevindo a condição resolutiva, extingue-se, para todos os efeitos, o direito a que ela se opõe; mas, se aposta 
a um negócio de execução continuada ou periódica, a sua realização, salvo disposição em contrário, não tem 
eficácia quanto aos atos já praticados, desde que compatíveis com a natureza da condição pendente e conforme 
aos ditames de boa-fé. 
2 – Termo 
O termo, por sua vez, é aquilo que chamamos de “prazo” (na verdade, o prazo é o espaço de tempo entre o 
termo inicial – dies a quo – e o termo final – dies ad quem). É, portanto, um evento futuro e certo. Pode o 
termo ser inicial (“início do prazo”) ou final (“fim do prazo”). Como se trata de evento certo, o termo inicial 
suspende o exercício, mas não a aquisição do direito. 
Aqui há uma semelhança e uma diferença importantes entre a condição e o termo. Por isso, segundo o art. 
135, ao termo inicial e final aplicam-se, no que couber, as disposições relativas à condição suspensiva e 
resolutiva. 
Isso porque a condição suspensiva se assemelha ao termo inicial e a condição resolutiva ao 
termo final. Qual a diferença? A CERTEZA! O termo é certo; a condição, incerta. É por isso que 
na condição suspensiva suspende-se a aquisição do direito e no termo inicial não; porque na 
condição eu não sei se a condição vai se implementar, no termo eu sei que ele vai ocorrer. Não 
há como se “fugir” do termo... 
O tempo pode ser visto ainda a partir de sua essencialidade. Termo essencial é a cláusula acessória inserida 
no negócio jurídico em que não se permite o seu cumprimento fora do advento do termo fixado, por não 
mais interessar (juridicamente) ao credor. Será o termo essencial relevante, por exemplo, nas questões que 
envolvem o inadimplemento das obrigações. 
O termo pode ser fixado pelas próprias partes, termo convencional, ou mesmo previsto em lei, termo legal. 
Há termo convencional na regra que limita a prestação de serviços a quatro anos, por exemplo. 
O CC/2002, além de regular o termo, também regula os prazos. Segundo o art. 132, salvo disposição em 
contrário, computam-se os prazos, excluído o dia do começo, e incluído o do vencimento: 
§ 1o Se o dia do vencimento cair em feriado, considerar-se-á prorrogado o prazo até o seguinte dia útil. 
§ 2o Meado considera-se, em qualquer mês, o seu décimo quinto dia. 
§ 3o Os prazos de meses e anos expiram no dia de igual número do de início, ou no imediato, se faltar exata 
correspondência. 
§ 4o Os prazos fixados por hora contar-se-ão de minuto a minuto. 
Caso não esteja previsto prazo, os negócios jurídicos entre vivos devem ser executados logo, exceto se a 
execução tiver de ser feita em lugar diverso ou depender de tempo (art. 134). 
3 – Encargo 
O encargo, ou modo, fardo, ônus, por sua vez, impõe ao beneficiário de uma liberalidade uma dada 
obrigação. Por exemplo, eu doarei meu apartamento a você, desde que você cuide do cachorro da família 
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até sua morte; ou eu doarei um terreno para você para que seja edificado um museu; ou eu doarei meu 
patrimônio a você com a obrigação de que você não derrubea casa de meus pais. 
Por isso, o encargo não suspende a aquisição nem o exercício do direito, por força do art. 136 
do CC/2002. No entanto, há exceção: quando expressamente imposto no negócio jurídico, pelo 
disponente, como condição suspensiva. Aí, na realidade, a situação mais parecerá uma condição 
do que um encargo propriamente dito. 
Caso se estabeleça encargo ilícito ou impossível, ele será simplesmente considerado não 
escrito. A exceção fica para o caso de o encargo ilícito ou impossível constituir o motivo 
determinante da liberalidade, caso em que se invalida o negócio jurídico (art. 137). 
Por isso, se estabeleço que doarei um carro a você SE você for aprovado na prova, sua 
aprovação é uma condição para o negócio jurídico. Se estabeleço que doarei meu carro 
a você QUANDO você fizer 18 anos, seu aniversário é um termo para o negócio jurídico. 
Se estabeleço que doarei o carro a você DESDE QUE você o mantenha original, a 
manutenção da originalidade constitui um encargo do negócio jurídico. 
 
Condição (SE)
Resolutiva Suspensiva
Termo (QUANDO)
Inicial Final
Encargo (DESDE 
QUE)
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CEBRASPE 
Condição, Termo E Encargo (Art. 121 Ao 137) 
1. (CESPE / CGE - CE – 2019)Um produtor agrícola e uma companhia que produz derivados de 
sementes de soja pactuaram que a companhia compraria a próxima safra colhida pelo 
produtor, ficando o negócio jurídico condicionado à efetivação da colheita. A cláusula em 
questão constitui 
(A) uma condição resolutiva. 
(B) um encargo 
(C) uma condição suspensiva. 
(D) uma condição impossível. 
(E) um encargo ilícito. 
Comentários: 
A alternativa A errada, eis que, a condição resolutiva se subordina a ineficácia do negócio jurídico a um 
evento futuro e incerto. Enquanto este evento não ocorrer, vigorará o negócio jurídico. Uma vez 
verificada a condição, se extingue o direito que a ela se opõe. (Exemplo: “enquanto você estudar eu 
pagarei suas despesas”, uma vez que pare de estudar o negócio não será mais eficaz). 
A alternativa B errada, pois, encargo ou modo é uma restrição a certa liberalidade que foi concedida. 
Por exemplo, quando um pai dá um dinheiro de presente a um filho, mas diz que ele precisa usar parte 
deste dinheiro para comprar livros. Geralmente o encargo é colocado em doações, mas nada impede que 
se refira a qualquer ato de índole gratuita (liberalidades). Exemplo: “doa-se determinado terreno ao 
Estado tendo como obrigação deste a construção de um hospital (o encargo)”. 
A alternativa C correta, porque, a situação descrita no enunciado da questão é de condição suspensiva 
que ocorre quando as partes protelam a eficácia do negócio jurídico. Este só terá sua eficácia após o 
implemento de uma condição, um acontecimento futuro e incerto (ex: um pai estabelece uma condição 
ao filho, “eu te darei meu carro quando passares no vestibular”). 
A condição é classificada quanto a vários critérios, mas, para fins de concurso, o critério mais cobrado é 
quanto ao modo de atuação, neste ela será classificada em: ¹condição suspensiva e ²condição resolutiva. 
A alternativa D errada, já que, o acontecimento de que depende a eficácia do negócio jurídico há de ser 
possível. Do contrário, ele se invalida pela própria natureza. Por essa razão, a aposição de uma condição 
impossível a um ato negocial, qualquer que seja a natureza da impossibilidade, deve ter como 
consequência a ineficácia da declaração de vontade. 
A alternativa E errada, porque a ilicitude ou impossibilidade física ou jurídica do encargo leva a 
considerá-lo como não escrito, libertando o negócio jurídico de qualquer restrição, a não ser que se 
apure ter sido o modus o motivo determinante da liberalidade Inter vivos (doação) ou mortis causa 
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(testamento) caso que se terá a invalidação do ato negocial; posta, fere disto; porém, fora disto , se 
aproveitará como puro e simples. 
Art. 137. Considera-se não escrito o encargo ilícito ou impossível, salvo se constituir o motivo 
determinante da liberalidade, caso em que se invalida o negócio jurídico. 
2. (CESPE / TJ-CE – 2018) Elemento acidental do negócio jurídico, a condição possui, entre 
outras, as seguintes características: 
(A) impositividade e certeza. 
(B) acessoriedade e voluntariedade. 
(C) legalidade e futuridade. 
(D) involuntariedade e incerteza. 
(E) legalidade e brevidade. 
Comentários: 
A alternativa A errada, pois condição é a cláusula que tem o condão de postergar a eficácia do negócio 
jurídico a um acontecimento futuro e não certo 
Art. 121. Considera-se condição a cláusula que, derivando exclusivamente da vontade das partes, 
subordina o efeito do negócio jurídico a evento futuro e incerto. 
A condição não é impositiva (não podem ser derrogadas pela vontade dos interessados, pois ordenam 
ou proíbem alguma coisa de modo absoluto), pois deriva da vontade das partes. Nem certa, pois refere-
se a evento futuro e incerto. 
A alternativa B está correta, pois os negócios jurídicos apresentam elementos essenciais, que são 
obrigatórios para sua validade e constituição, são determinados pela lei. Porém, outros elementos 
podem ser acrescentados pela vontade do agente ou das partes e irão modificar os negócios jurídicos. 
São cláusulas acessórias e devem ser precisas e determinadas. Estes elementos facultativos, uma vez 
colocados no negócio, passam a integrá-lo, tornando-se, de certa forma, essenciais. São chamados de 
facultativos (acidentais, acessórios), porque tecnicamente o negócio pode sobreviver sem eles. 
Art. 121. Considera-se condição a cláusula que, derivando exclusivamente da vontade das partes, 
subordina o efeito do negócio jurídico a evento futuro e incerto. 
Os elementos da condição são: a voluntariedade (cláusula voluntária), a Futuridade (acontecimento a 
que se subordina a eficácia ou a resolução do ato jurídico seja futuro) e a incerteza (seja incerto). 
A alternativa C errada, dado que, as condições não estão previstas em lei, pois dependem da vontade 
das partes, não sendo, portanto, possível que o legislador preveja toda e qualquer condição possível e 
lícita. 
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Quanto a futuridade é necessário que o acontecimento a que se subordina a eficácia ou a resolução do 
ato jurídico seja futuro. 
A alternativa D errada, porque na voluntariedade as partes devem querer e determinar o evento, pois 
se a eficácia do negócio jurídico for subordinada por determinação de lei, não haverá condição, mas, 
sim, condição legal. Quanto a Incerteza, o evento, a que se subordina o efeito do negócio, deve também 
ser incerto, podendo verificar-se ou não. 
A alternativa E errada, uma vez que, a brevidade está relacionada a tempo que seria termo (que é o dia 
ou momento em que começa ou se extingue a eficácia do negócio jurídico, podendo ter como unidade 
de medida a hora, o dia, o mês ou o ano) e não a condição que pode acontecer conforme convencionado 
entre as partes. Quanto a legalidade, as condições não estão previstas em lei, pois dependem da vontade 
das partes, não sendo, portanto, possível que o legislador preveja toda e qualquer condição possível e 
lícita. 
3. (CESPE / ABIN – 2018) A respeito das regras dispostas no Código Civil quanto aos negócios 
jurídicos e aos contratos, julgue o item a seguir. 
A existência de encargo em negócio jurídico somente suspende a aquisição ou exercício do direito se for 
expressamente imposto como condição suspensiva pela disponente. 
Comentários:Ato jurídico - Dos atos jurídicos lícitos 315
..............................................................................................................................................................................................39) Ato jurídico - Dos atos ilícitos 316
..............................................................................................................................................................................................319
..............................................................................................................................................................................................325
..............................................................................................................................................................................................327
..............................................................................................................................................................................................343
..............................................................................................................................................................................................347
..............................................................................................................................................................................................352
..............................................................................................................................................................................................354
..............................................................................................................................................................................................364
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Capítulo I – Disposições gerais 
1 – Mundo fático e mundo jurídico 
Falar em suporte fático é fazer referência a algo (evento ou conduta) que poderá ocorrer no mundo e que, 
por ter sido considerado relevante, passa a integrar o mundo do direito. Suporte fático, como o nome diz, é 
o suporte, a base, a sustentação do Direito. 
Fático porque esse suporte vem dos fatos, da realidade, do mundo real, não se uma elucubração, da minha 
mente. Ou seja, o Direito, para ser aplicado, precisa de um acontecimento – fato – que sirva de base – 
suporte – para a norma. 
Assim, quando eu chamo minha irmã para trabalhar comigo, no Estratégia, como minha assessora, temos 
um fato. Esse fato é suficiente para servir de base para uma norma? Neste caso, não. 
Agora, imagine que eu sou juiz, e coloco minha irmã como minha assessora na secretaria da vara na qual sou 
juiz titular. Esse fato é suficiente para servir de base a uma norma. Sim, porque o art. 117, inc. VIII, da Lei 
8.112/1990 (“Ao servidor é proibido manter sob sua chefia imediata, em cargo ou função de confiança, 
cônjuge, companheiro ou parente até o segundo grau civil”), proíbe essa conduta. 
Se um fato serve de suporte fático ou não é uma questão de texto (ou seja, de existir uma norma jurídica) e 
de contexto (as duas situações são idênticas, com a diferença de que no segundo caso eu sou um servidor 
público). Ou seja, o Direito analisa apenas aquilo que lhe interessa. 
Mas, é todo fato que interessa ao Direito? Na verdade, nem tudo que acontece no mundo interessa ao 
Direito. Interessa ao Direito algumas das coisas que acontecem no mundo fático, apenas, que integram o 
mundo jurídico. 
2 – Classificação do fato jurídico 
A. Fato jurídico em sentido estrito (stricto sensu) 
É todo fato que não depende da conduta humana para que se tenha suporte fático. Cuidado! A conduta 
humana pode estar presente, mas ela não interessa. Por exemplo, a frutificação de uma árvore, o 
nascimento de uma criança, a maioridade e a morte. 
Em qualquer caso, o ato humano não é elemento necessário à composição do suporte fático suficiente, daí 
nominá-los de eventos, pois ocorrerão independentemente da vontade humana, naturalmente. 
Cuidado! Geralmente se chamam esses fatos de naturais. Não confunda com atos da natureza, eles são 
naturais porque são independentes da vontade humana. 
B. Atos-fatos jurídicos (atos reais) 
Outros fatos dependem de conduta humana para que exista suporte fático, mas independem da vontade 
humana. 
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Nos fatos jurídicos em sentido estrito não existia conduta humana nenhuma. Aqui, existe conduta humana, 
mas a vontade humana não é relevante, pelo que são considerados condutas avolitivas (sem vontade ou 
com vontade irrelevante). 
Há, por exemplo, a caça ou a pesca, a tomada de posse ou o descobrimento do tesouro. Precisa-se 
de uma conduta humana, ou o peixe ou o pássaro não se tornarão propriedade de ninguém, mas a 
vontade não interessa. 
Se eu queria apenas retirar o peixe do rio, mas não o tomar como minha propriedade, isso não importa; se 
eu pesquei, pesquei e adquiri propriedade. 
C. Atos jurídicos em sentido amplo (lato sensu) 
Ato jurídico é o fato jurídico cujo suporte fático deve ser manifestado conscientemente por meio da vontade, 
com um objetivo possível e lícito. Assim, caso a pessoa não exteriorize a vontade, não existe ato jurídico. 
Por exemplo, tenho vontade de comprar um carro, mas não exteriorizo essa vontade a um vendedor de 
carros, não contrato; tenho vontade de matar, mas não mato. 
Essa exteriorização se manifesta de determinada forma, ou através de uma manifestação de vontade 
(passar o cartão do ônibus na catraca) ou de uma declaração de vontade (afirma que vai se divorciar; acena 
com a mão num leilão). 
O suporte fático deve ser composto pela consciência quando essa vontade for manifestada. A pessoa deve 
fazer a exteriorização com intuito de realizar aquela conduta relevante; se não há vontade de realizar 
aquele ato, ele é inexistente. 
Por exemplo, o aceno que eu fiz no leilão foi resultado de um espasmo muscular, porque tenho uma doença; 
não houve sinal, pelo que não houve aceitação da compra. 
 
Havendo tais elementos, o suporte fático se compõe, produzindo duas situações distintas, ou seja, os atos 
jurídicos em sentido amplo se subdividem em dois: 
Ato jurídico em sentido estrito (stricto sensu – ato não negocial) 
No ato jurídico em sentido estrito, após a manifestação da vontade, o direito pré-determina os efeitos que 
a conduta terá. O direito acolhe a manifestação de vontade e pré-determina os efeitos que ela terá. Tais 
efeitos são inafastáveis e invariáveis. 
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Por exemplo, o pagamento. Ele é um ato jurídico em sentido estrito; mas, por quê? Por que não há 
necessidade de se declarar, nem é necessário que se queira constituir e nem se pode escolher efeitos outros 
que não previstos em lei. 
Se há um pagamento, inúmeros efeitos jurídicos se criam, independentemente da vontade das partes e 
mesmo contra a vontade das partes. Pagou, não ocorrem mais os efeitos da mora, e ponto. 
Negócio jurídico (ato negocial) 
A manifestação da vontade é exercida dentro de certos limites, que produzem efeitos. São os chamados 
efeitos voluntários. 
Há, aqui, um poder de autorregulamentação, ou seja, eu mesmo posso escolher os efeitos jurídicos que eu 
quero. Mas, as pessoas não podem escolher os efeitos que quiserem, simplesmente, mas apenas certos 
efeitos possíveis e permitidos pelo Direito. 
É fácil visualizar o que isso significa na prática. Você, na fila do Subway, pode escolher variados ingredientesA assertiva está correta, pois o encargo pode ser imposto como condição suspensiva e com efeitos 
próprios deste elemento acidental, desde que tal disposição seja expressa. Somente neste caso terá o 
efeito de suspender a aquisição e o exercício do direito, conforme dispõe o art. 136 do Código Civil: 
Art. 136. O encargo não suspende a aquisição nem o exercício do direito, salvo quando expressamente 
imposto no negócio jurídico, pelo disponente, como condição suspensiva. 
Deste modo, feita a doação com o encargo, a liberalidade não se suspende por seu não cumprimento 
(tanto a sua aquisição quanto o seu exercício), salvo na hipótese de suspensão ora enfocada (quando 
expressamente imposto no negócio jurídico, pelo disponente, como condição suspensiva). 
4. (CESPE / PC-MA – 2018) Em geral, todas as condições do negócio jurídico que não sejam 
contrárias à lei, à ordem pública e aos bons costumes são lícitas. Entretanto, condição física 
ou juridicamente impossível imposta por uma das partes do negócio à outra uma 
(A) invalidará o negócio jurídico, se for resolutiva. 
(B) invalidará o negócio jurídico, caso seja suspensiva. 
(C) será considerada inexistente, seja ela suspensiva ou resolutiva. 
(D) será considerada anulável, se for resolutiva. 
(E) será considerada inexistente, caso seja suspensiva. 
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Comentários: 
A alternativa A errada, já que, as condições física ou juridicamente impossíveis quando resolutivas são 
consideradas inexistentes, não escritas, permanecendo válido o negócio jurídico subjacente. 
A alternativa B correta, pois as condições física ou juridicamente impossíveis quando suspensivas 
invalidam a cláusula condicional e contaminam todo o contrato, que, por essa razão, não pode subsistir. 
As condições fisicamente impossíveis são as que não podem efetivar-se por serem contrárias à natureza. 
E as condições juridicamente impossíveis são as que invalidamos atos negociais a elas subordinados, 
por serem contrarias à ordem legal, conforme dispõe o art. 123, inc. I do Código Civil: 
Art. 123. Invalidam os negócios jurídicos que lhes são subordinados: 
I - as condições física ou juridicamente impossíveis, quando suspensivas; 
A alternativa C errada, dado que, será considerada inexistente se for resolutiva e inválida se for 
suspensiva. 
As condições física ou juridicamente impossíveis quando resolutivas são consideradas inexistentes, não 
escritas, permanecendo válido o negócio jurídico subjacente. 
As condições física ou juridicamente impossíveis quando suspensivas invalidam a cláusula condicional 
e contaminam todo o contrato, que, por essa razão, não pode subsistir. 
A alternativa D errada, pois as condições física ou juridicamente impossíveis quando resolutivas são 
consideradas inexistentes, não escritas, permanecendo válido o negócio jurídico subjacente. 
A alternativa E errada, uma vez que, as condições física ou juridicamente impossíveis quando 
suspensivas invalidam a cláusula condicional e contaminam todo o contrato, que, por essa razão, não 
pode subsistir. 
5. (CESPE / PGE-SE – 2017) Se uma pessoa, no dia 5 de dezembro de 2017, terça-feira, sofrer 
dano material em decorrência de acidente provocado por motorista que avançou sobre a 
faixa de pedestre, o prazo prescricional para que ela obtenha a indenização será contado a 
partir do dia 
(A) 5 de dezembro de 2017. 
(B) 11 de dezembro de 2017. 
(C) 6 de dezembro de 2017. 
(D) 8 de dezembro de 2017. 
(E) 7 de dezembro de 2017. 
Comentários: 
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A alternativa A errada, pois o prazo prescricional para que ela obtenha a indenização será contado a 
partir do dia 6, excluindo-se o dia do começo (dia 5) na contagem do prazo. 
A alternativa B errada, uma vez que, o prazo prescricional para que ela obtenha a indenização será 
contado a partir do dia 6 (dia seguinte), excluindo-se o dia do começo (dia 5) na contagem do prazo. E 
não no dia 11 (6 dias depois). 
A alternativa C correta, porque prazo é o lapso de tempo compreendido entre a declaração de vontade 
e a superveniência do termo em que começa o exercício do direito ou extingue-se o direito até então 
vigente. O prazo é contado por unidade de tempo (hora, dia, mês e ano), excluindo-se o dia do começo e 
incluindo-se o do vencimento, salvo disposição, legal ou convencional, em contrário, conforme dispõe o 
art. 132 do Código Civil: 
Art. 132. Salvo disposição legal ou convencional em contrário, computam-se os prazos, excluído o dia 
do começo, e incluído o do vencimento. 
Portanto, o prazo começará a correr no dia 6 de dezembro. 
A alternativa D errada, já que, o prazo prescricional para que ela obtenha a indenização será contado 
a partir do dia 6 quarta-feira (dia seguinte), excluindo-se o dia do começo (dia 5 terça-feira) na 
contagem do prazo. 
A alternativa E errada, uma vez que, o prazo prescricional para que ela obtenha a indenização será 
contado a partir do dia 6 quarta-feira (dia seguinte), excluindo-se o dia do começo (dia 5 terça-feira) na 
contagem do prazo. 
6. (CESPE / PGE-SE – 2017) Assinale a opção que apresenta o conceito de condição, no âmbito 
dos negócios jurídicos. 
(A) Cláusula que sujeita o negócio ao emprego das técnicas de domínio do devedor. 
(B) Cláusula que submete a eficácia do negócio jurídico a determinado acontecimento. 
(C) Acontecimento futuro e certo que suspende a eficácia de um negócio jurídico. 
(D) Imposição de obrigação ao beneficiário de determinada liberalidade. 
(E) Cláusula que visa eliminar um risco que pesa sobre o credor. 
Comentários: 
A alternativa A errada, dado que, a alternativa estabelece um conceito vazio de conteúdo. 
Condição é a cláusula que subordina o efeito do negócio jurídico, oneroso ou gratuito, a evento futuro e 
incerto, conforme dispõe o art. 121 do Código Civil: 
Art. 121. Considera-se condição a cláusula que, derivando exclusivamente da vontade das partes, 
subordina o efeito do negócio jurídico a evento futuro e incerto. 
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A alternativa B correta, eis que, condição é o evento futuro e incerto de que depende a eficácia do 
negócio jurídico. Da sua ocorrência depende o nascimento ou a extinção de um direito. Sob o aspecto 
formal, apresenta -se inserida nas disposições escritas do negócio jurídico, razão por que, muitas vezes, 
se define como a cláusula que subordina o efeito do ato jurídico a evento futuro e incerto, conforme 
dispõe o art. 121 do Código Civil: 
Art. 121. Considera-se condição a cláusula que, derivando exclusivamente da vontade das partes, 
subordina o efeito do negócio jurídico a evento futuro e incerto. 
A alternativa C errada, pois, evento futuro e certo é termo (cláusula que subordina os efeitos do ato 
negocial a um acontecimento futuro e certo), não condição. 
A alternativa D errada, uma vez que, esse é o conceito de encargo, não de condição. A imposição de 
uma obrigação sob determinada liberalidade, configura encargo que é uma determinação que, imposta 
pelo autor de liberalidade, a esta adere, restringindo-a. Trata-se de cláusula acessória às liberalidades 
(doações, testamentos), pela qual se impõe uma obrigação ao beneficiário. 
A alternativa E errada, já que, outra alternativa que não tem um conceito relacionado com condição, 
talvez pretendendo o examinador aqui conceituar a cláusula del credere de determinados contratos. 
7. (CESPE / PREFEITURA DE FORTALEZA-CE – 2017) Acerca de ato e negócio jurídicos e de 
obrigaçõese contratos, julgue o item que se segue. 
Não constitui condição a cláusula que subordina os efeitos de um negócio jurídico à aquisição da 
maioridade da outra parte. 
Comentários: 
A assertiva está correta, já que, condição é a cláusula que subordina o efeito do negócio jurídico, 
oneroso ou gratuito, a evento futuro e incerto, ), conforme dispõe o art. 121 do Código Civil: 
Art. 121. Considera-se condição a cláusula que, derivando exclusivamente da vontade das partes, 
subordina o efeito do negócio jurídico a evento futuro e incerto. 
Termo é cláusula que subordina os efeitos do ato negocial a um acontecimento futuro e certo. Portanto, 
à aquisição da maioridade da outra parte é evento futuro e certo, pois tem dia certo para acontecer. 
 
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FCC 
Condição, Termo E Encargo (Art. 121 Ao 137) 
1. (FCC - ARTESP - Especialista em Regulação de Transporte III - Direito- 2017) Os elementos 
acidentais do negócio jurídico podem ser definidos como cláusulas que se acrescentam com 
o objetivo de modificar uma ou algumas das consequências naturais do negócio em questão. 
Constitui exemplo de cláusulas de tal natureza admitidas pelo ordenamento jurídico vigente: 
a) Condição resolutiva, de cuja ocorrência depende a eficácia do negócio jurídico, não se admitindo o 
caráter aleatório. 
b) Condição suspensiva, a qual, uma vez implementada, susta os efeitos do negócio jurídico, sendo 
admissível apenas para contratos de trato sucessivo. 
c) Modo, que difere a exigibilidade do negócio jurídico para momento futuro ou o torna exigível em 
prestações sucessivas. 
d) Termo, que, por vontade das partes, subordina os efeitos do ato negocial a um evento futuro e incerto, 
podendo ser inicial ou final. 
e) Encargo, que, enquanto não realizado, suspende o exercício ou aquisição do direito objeto do negócio 
jurídico, não podendo ser desproporcional ou desarrazoado. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta. A condição resolutiva pode ser descrita quando o evento condicionante 
dá fim aos efeitos do negócio jurídico. Por exemplo, digamos que um tio condiciona uma cláusula ao 
sobrinho após passar na faculdade de medicina, sendo que o tio deixe-o morar no apartamento até o 
sobrinho formar-se na faculdade. Neste exemplo, o negócio benéfico seria a moradia do apartamento, e 
a condição resolutiva, que daria fim aos efeitos do negócio, seria a formação do sobrinho. Essa condição 
é tratada na redação do art. 127 do Código Civil, que traz: "Se for resolutiva a condição, enquanto esta 
se não realizar, vigorará o negócio jurídico, podendo exercer-se desde a conclusão deste o direito por 
ele estabelecido.". 
A alternativa B está incorreta. A condição suspensiva, ao contrário da resolutiva, gera a chamada 
expectativa de direito, que seria a suspensão dos efeitos do negócio jurídico até que o evento condicione 
sua eficácia, tanto sua aquisição ou início, quanto o exercício deste. No exemplo dado na alternativa 
anterior, em cláusula suspensiva, suspender-se-ia os efeitos do negócio jurídico (a doação), até que 
determinado evento seja cumprido, no caso a aprovação do sobrinho na faculdade de medicina, a partir 
de então serão produzidos os efeitos do negócio tratado. O art. 125 do Código Civil, trata sobre o tema, 
dizendo que: "Subordinando-se a eficácia do negócio jurídico à condição suspensiva, enquanto esta se 
não verificar, não se terá adquirido o direito, a que ele visa.". 
A alternativa C está incorreta. O modo ou condição causal não parecem expressos diretamente no 
Código Civil, mas trata-se, quando se fala de modo, de um condicionante futuro para o negócio ou das 
prestações que se fará a negociação, já se tratando de condição causal, é mais diretamente retratado 
como eventos futuros incertos que não dependem da vontade humana, sendo relacionado a eventos de 
força maior ou da natureza. Seguindo o exemplo anterior, seria como se o tio negocia-se que caso chova 
amanhã ele doará o apartamento para o sobrinho. Essa condição é validada indiretamente pelo art. 122 
do Código Civil, que diz: "São lícitas, em geral, todas as condições não contrárias à lei, à ordem pública 
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ou aos bons costumes; entre as condições defesas se incluem as que privarem de todo efeito o negócio 
jurídico, ou o sujeitarem ao puro arbítrio de uma das partes.". 
A alternativa D está incorreta. O termo é um evento de futuro certo que condiciona os efeitos do 
negócio jurídico. O temo se divide em dois, pode ser termo certo: quando se tem estipulado certo quanto 
ao fato e a duração; e o termo incerto: quando o termo estipula certo o fato, mas é incerto acerca do 
tempo de duração. E ainda, o termo pode se resolutivo, dando fim aos efeitos, ou suspensivo, quanto o 
exercício mas não a suspensão, como traz a redação do art. 131, do Código Civil, que traz: "O termo 
inicial suspende o exercício, mas não a aquisição do direito.". 
A alternativa E está correta e é o gabarito da questão. O encargo é uma cláusula acessória, ou seja, faz 
parte de um negócio jurídico certo, que estipula um compromisso para o beneficiário do negócio, 
podendo inclusive ser posto como condição suspensiva para que ato seja válido, como trata o art. 132 
do Código Civil, que diz: "O encargo não suspende a aquisição nem o exercício do direito, salvo quando 
expressamente imposto no negócio jurídico, pelo disponente, como condição suspensiva.". Também 
pode ser feito unilateralmente, como por exemplo, nos casos de recompensa. Usualmente o encargo 
pode ser visto nas doações a municípios ou entidades, com obrigação de usar o dinheiro para educação, 
ou afins. 
2. (FCC / TRT - 11ª REGIÃO – 2017) Rafael vendeu uma fazenda para Valdir, estabelecendo que 
o comprador só entrará na posse do imóvel quando tiver construído uma igreja para os 
colonos. Tal negócio está sujeito 
a) A termo final. 
b) A termo inicial. 
c) À Condição resolutiva. 
d) À Condição suspensiva. 
e) A encargo. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois não é “termo”, sendo o termo um evento futuro e certo. O termo 
“futuro” é utilizado no sentido de não saber quando irá ocorrer, mas sabe-se que irá, e “certo” confirma 
a certeza de que o evento é algo que vai ocorrer, mas no caso da questão, não se sabe se de fato a pessoa 
irá construir uma igreja para colonos, que é a requisição imposta por Rafael (vendedor) sob Valdir 
(comprador) para que entre na posse do terreno. 
Art. 131, CC. O termo inicial suspende o exercício, mas não a aquisição do direito. 
A alternativa B está incorreta, dado que não é “termo” a definição a ser utilizada pois não é certeza que 
Valdir, mesmo sob a imposição de Rafael, irá construir a igreja para colonos, citada como requisição 
para que entre na posse do terreno adquirido. 
A alternativa C está incorreta, dado que tal acontecimento não é uma condição resolutiva, pois ainda 
não ocorreu a finalização da validez do negócio. 
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Art. 127. Se for resolutiva a condição, enquanto esta se não realizar, vigorará o negócio jurídico, podendo 
exercer-se desde a conclusão deste o direito por ele estabelecido. 
Art. 128: Sobrevindo a condição resolutiva, extingue-se, para todos os efeitos, o direito a que ela se opõe; 
mas, se aposta a um negócio de execução continuada ou periódica, a sua realização, salvo disposição em 
contrário, não tem eficácia quanto aos atos já praticados, desde que compatíveis com a natureza da 
condiçãopendente e conforme aos ditames de boa-fé. 
A condição resolutiva ocasiona a extinção do contrato quando verifica-se sua ocorrência. De acordo com 
o artigo 127, "se for resolutiva a condição, enquanto esta se não realizar, vigorará o negócio jurídico, 
podendo exercer-se desde a conclusão deste o direito por ele estabelecido", porém, assim que sobrevier 
a condição, extinguirá o direito a que ela se opõe. Caso a condição resolutiva seja aposta em um negócio 
jurídico cuja execução seja periódica, ocorrida a condição os negócios anteriores somente serão válidos 
se compatíveis com a condição e se as partes agiram com boa-fé. 
A alternativa D está correta, dado que este negócio tem uma condição suspensiva. A condição 
suspensiva ocorre quando as partes protelam a eficácia do negócio jurídico. Este só terá sua eficácia 
após o implemento de uma condição, um acontecimento futuro e incerto. 
Não se adquire o direito enquanto nos se verificar a condição, de acordo com o art. 125. 
A condição suspensiva é a condição que suspende os efeitos do ato jurídico durante o período de tempo 
em que determinado evento não ocorre. Prevê o artigo 125, do Código Civil, que "subordinando-se a 
eficácia do negócio jurídico à condição suspensiva, enquanto esta se não verificar, não se terá adquirido 
o direito, a que ele visa". 
A condição de "construir uma igreja para colonos" é evento futuro e incerto e está suspendendo a 
eficácia do negócio, isto é, enquanto não se realizar, não haverá a aquisição do direito, que no caso é 
entrar na posse do imóvel. 
Art. 125. Subordinando-se a eficácia do negócio jurídico à condição suspensiva, enquanto esta se não 
verificar, não se terá adquirido o direito, a que ele visa. 
A alternativa E está incorreta, pois o encargo ou modo é o elemento acidental do negócio jurídico que 
traz um ônus relacionado com uma liberalidade. Geralmente, o encargo ou modo ocorre na doação, 
testamento e legado (quais são gratuitos, contrário ao enunciado da questão, onde se falou em venda). 
Assim, de acordo com o art. 136 do atual CC, “o encargo não suspende a aquisição nem o exercício do 
direito, salvo quando expressamente imposto no negócio jurídico, pelo disponente, como condição 
suspensiva.” Desse modo, no exemplo apontado, o donatário já recebe o terreno. Caso não seja feita a 
construção em prazo fixado pelo doador, caberá revogação do contrato. 
Declara-se, desta forma, que o encargo é diferente da condição suspensiva justamente porque não 
suspende a aquisição nem o exercício do direito. 
3. (FCC / PREFEITURA DE TERESINA-PI – 2016) O elemento acidental do negócio jurídico, 
estabelecido pelas partes, que faz com que a eficácia desse negócio fique subordinada à 
ocorrência de evento futuro e certo denomina-se 
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a) Termo convencional. 
b) Termo legal. 
c) Condição suspensiva. 
d) Condição resolutiva. 
e) Encargo. 
Comentários 
A alternativa A está correta, o termo é referente à um evento futuro e certo que implica no início dos 
efeitos do negócio jurídico. Quando a questão traz a sentença “estabelecido pelas partes” observamos a 
aproximação com o termo ‘convencional’. 
A alternativa B está incorreta, o termo legal é referido por determinação da lei, o que não condiz com 
a questão, já que se parte do princípio que é de vontade das partes. 
A alternativa C está incorreta, o termo ‘condição’ reflete um evento futuro e incerto que, nesse caso 
impossibilita a produção dos efeitos até que o evento futuro e incerto seja realizado. Previsto pelo Art. 
125 do CC: "subordinando-se a eficácia do negócio jurídico à condição suspensiva, enquanto esta se não 
verificar, não se terá adquirido o direito, a que ele visa". 
A alternativa D está incorreta, o termo ‘condição’ reflete um evento futuro e incerto que, nesse caso, 
acarreta a extinção do contrato quando é verificado determinado fato e segue o Art. 127 do Código Civil: 
“se for resolutiva a condição, enquanto está se não realizar, vigorará o negócio jurídico, podendo 
exercer-se desde a conclusão deste o direito por ele estabelecido”. 
A alternativa E está incorreta, este é a cláusula acessória à liberalidade e não impede a aquisição bem 
como o exercício do direito, gerando direito adquirido. 
4. (FCC / TJ-PI – 2015) Quando o testamento foi aberto, Rubião quase caiu para trás. Advinhas 
por quê. Era nomeado herdeiro universal do testador. Não cinco, nem dez, nem vinte contos, 
mas tudo, o capital inteiro, especificados os bens, casa na Corte, uma em Barbacena, escravos, 
apólices, ações do Banco do Brasil e de outras instituições, joias, dinheiro amoedado, livros − 
tudo finalmente passava às mãos do Rubião, sem desvios, sem deixas a nenhuma pessoa, nem 
esmolas, nem dívidas. Uma só condição havia no testamento, a de guardar o herdeiro consigo 
o seu pobre cachorro Quincas Borba, nome que lhe deu por motivo da grande afeição que lhe 
tinha. Exigia do dito Rubião que o tratasse como se fosse a ele próprio testador, nada 
poupando em seu benefício, resguardando-o de moléstias, de fugas, de roubo ou de morte 
que lhe quisessem dar por maldade; cuidar finalmente como se cão não fosse, mas pessoa 
humana. Item, impunha-lhe a condição, quando morresse o cachorro, de lhe dar sepultura 
decente, em terreno próprio, que cobriria de flores e plantas cheirosas; e mais desenterraria 
os ossos do dito cachorro, quando fosse tempo idôneo, e os recolheria a uma urna de madeira 
preciosa para depositá-los no lugar mais honrado da casa. (Assis, Machado de. Quincas Borba. 
p. 25. Saraiva, 2011). As exigências feitas a Rubião consubstanciam 
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a) termo final. 
b) condição resolutiva. 
c) condição suspensiva. 
d) termo inicial. 
e) encargo. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pois o citado “termo final” é a cláusula que subordina a eficácia do 
negócio jurídico a um evento futuro e certo que quando verificado põe fim aos efeitos do negócio 
jurídico, não sendo o que ocorreu no caso concreto. 
A alternativa B está incorreta, pois a “condição resolutiva” é referente à uma cláusula que subordina a 
eficácia do negócio jurídico à um evento futuro e incerto, após ocorrida a resolução da condição, 
acarretando o fim do negócio jurídico. 
A alternativa C está incorreta pois “condição suspensiva” é a concepção de uma cláusula que subordina 
a eficácia do negócio jurídico à um evento futuro e incerto, sendo submetida ao início dos efeitos a um 
evento futuro e incerto, suspendendo o negócio jurídico até que a condição oposta ocorra. 
A alternativa D está incorreta, pois o “termo inicial” é a cláusula que subordina a eficácia do negócio 
jurídico a um evento futuro e certo, esse dá início aos efeitos do negócio jurídico e gera direito adquirido. 
A alternativa E está correta, pois o “encargo” é a prática de uma liberalidade submetida a um ônus. O 
encargo deve ser cumprido, e caso não ocorra o cumprimento, o praticante da doação poderá revogar o 
ato ou exigir o cumprimento do encargo. 
 
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FCC 
Condição, Termo E Encargo (Art. 121 Ao 137) 
1. (FCC - ARTESP - Especialista em Regulação de Transporte III - Direito- 2017) Os elementos 
acidentais do negócio jurídico podem ser definidos como cláusulas que se acrescentam com 
o objetivo de modificar uma ou algumas das consequências naturais do negócio em questão. 
Constitui exemplo de cláusulas de tal natureza admitidas pelo ordenamento jurídico vigente: 
a)Condição resolutiva, de cuja ocorrência depende a eficácia do negócio jurídico, não se admitindo o 
caráter aleatório. 
b) Condição suspensiva, a qual, uma vez implementada, susta os efeitos do negócio jurídico, sendo 
admissível apenas para contratos de trato sucessivo. 
c) Modo, que difere a exigibilidade do negócio jurídico para momento futuro ou o torna exigível em 
prestações sucessivas. 
d) Termo, que, por vontade das partes, subordina os efeitos do ato negocial a um evento futuro e incerto, 
podendo ser inicial ou final. 
e) Encargo, que, enquanto não realizado, suspende o exercício ou aquisição do direito objeto do negócio 
jurídico, não podendo ser desproporcional ou desarrazoado. 
2. (FCC / TRT - 11ª REGIÃO – 2017) Rafael vendeu uma fazenda para Valdir, estabelecendo que 
o comprador só entrará na posse do imóvel quando tiver construído uma igreja para os 
colonos. Tal negócio está sujeito 
a) A termo final. 
b) A termo inicial. 
c) À Condição resolutiva. 
d) À Condição suspensiva. 
e) A encargo. 
3. (FCC / PREFEITURA DE TERESINA-PI – 2016) O elemento acidental do negócio jurídico, 
estabelecido pelas partes, que faz com que a eficácia desse negócio fique subordinada à 
ocorrência de evento futuro e certo denomina-se 
a) Termo convencional. 
b) Termo legal. 
c) Condição suspensiva. 
d) Condição resolutiva. 
e) Encargo. 
4. (FCC / TJ-PI – 2015) Quando o testamento foi aberto, Rubião quase caiu para trás. Advinhas 
por quê. Era nomeado herdeiro universal do testador. Não cinco, nem dez, nem vinte contos, 
mas tudo, o capital inteiro, especificados os bens, casa na Corte, uma em Barbacena, escravos, 
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apólices, ações do Banco do Brasil e de outras instituições, joias, dinheiro amoedado, livros − 
tudo finalmente passava às mãos do Rubião, sem desvios, sem deixas a nenhuma pessoa, nem 
esmolas, nem dívidas. Uma só condição havia no testamento, a de guardar o herdeiro consigo 
o seu pobre cachorro Quincas Borba, nome que lhe deu por motivo da grande afeição que lhe 
tinha. Exigia do dito Rubião que o tratasse como se fosse a ele próprio testador, nada 
poupando em seu benefício, resguardando-o de moléstias, de fugas, de roubo ou de morte 
que lhe quisessem dar por maldade; cuidar finalmente como se cão não fosse, mas pessoa 
humana. Item, impunha-lhe a condição, quando morresse o cachorro, de lhe dar sepultura 
decente, em terreno próprio, que cobriria de flores e plantas cheirosas; e mais desenterraria 
os ossos do dito cachorro, quando fosse tempo idôneo, e os recolheria a uma urna de madeira 
preciosa para depositá-los no lugar mais honrado da casa. (Assis, Machado de. Quincas Borba. 
p. 25. Saraiva, 2011). As exigências feitas a Rubião consubstanciam 
a) termo final. 
b) condição resolutiva. 
c) condição suspensiva. 
d) termo inicial. 
e) encargo. 
GABARITO 
1. ARTESP E 
2. TRT - 11ª REGIÃO D 
3. PREF. DE TERESINA-PI A 
4. TJ-PI E 
 
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VUNESP 
Condição, Termo E Encargo (Art. 121 Ao 137) 
1. (VUNESP - Câmara de Serrana - SP - Procurador Jurídico- 2019) José, no início do ano de 2013, 
assinou uma escritura pública em que, expressamente, dispôs que, caso seu sobrinho João 
fosse aprovado no exame da Ordem dos Advogados do Brasil, até o final do ano de 2017, iria 
lhe transferir a propriedade de um apartamento, em razão de seu mérito. Na data em que 
ocorreria o último exame da Ordem dos Advogados do Brasil do ano de 2017, José oferece 
carona a João para levá-lo ao local do exame. Como estava arrependido do negócio jurídico 
realizado, de forma maliciosa, José simulou um defeito no carro e parou o veículo no meio do 
caminho, com seu sobrinho João dentro do carro. O ato de José ocasionou a perda do exame 
por João. Acerca da situação relatada, assinale a alternativa correta. 
a) João não mais poderá adquirir a propriedade do apartamento recebido, pois a condição a que estava 
subordinada não se realizou, tendo, no entanto, a possibilidade de postular perdas e danos contra José, 
por ter lhe ocasionado a perda da prova. 
b) Como a condição a que estava subordinada a eficácia do negócio jurídico não ocorreu por malícia da 
parte a quem desfavorecia, reputa-se verificada, quanto aos efeitos jurídicos, e João adquiriu a 
propriedade do apartamento de José. 
c) A perda do exame ocasiona a rescisão do contrato de transferência da propriedade, em razão da 
impossibilidade de implemento da condição a que estava subordinado, retornando as partes ao estado 
em que estavam, sem possibilidade de se pleitear qualquer indenização, em razão da gratuidade do 
negócio jurídico. 
d) O negócio era nulo desde o início, tendo em vista que o direito brasileiro não admite uma condição 
tal como posta, que se configura como puramente potestativa, devendo João pleitear a indenização de 
José pela perda de uma chance. 
e) A cláusula constante do negócio jurídico era anulável, por ser meramente potestativa, devendo ser 
considerada como não escrita, tendo o negócio jurídico validade desde a celebração, quando transferiu 
a propriedade do apartamento a João. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, dado que dada a subordinação da eficácia do negócio jurídico não foi 
decorrente de malícia da parte qual desfavorecia, portanto é verificada quanto aos efeitos jurídicos, 
ficando João como proprietário do apartamento de José. Dispõe desta forma o Art. 129 do CC: 
Art. 129. Reputa-se verificada, quanto aos efeitos jurídicos, a condição cujo implemento for 
maliciosamente obstado pela parte a quem desfavorecer, considerando-se, ao contrário, não verificada 
a condição maliciosamente levada a efeito por aquele a quem aproveita o seu implemento 
A alternativa B está correta, pois, de fato, como a condição a que estava subordinada a eficácia do 
negócio jurídico não ocorreu por malícia da parte a quem desfavorecia, reputa-se verificada, quanto 
aos efeitos jurídicos, e João adquiriu a propriedade do apartamento de José. Dispõe deste modo o art. 
129 do CC: 
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Art. 129. Reputa-se verificada, quanto aos efeitos jurídicos, a condição cujo implemento for 
maliciosamente obstado pela parte a quem desfavorecer, considerando-se, ao contrário, não verificada 
a condição maliciosamente levada a efeito por aquele a quem aproveita o seu implemento. 
A alternativa C está incorreta, visto que não se trata de rescisão, que é uma das modalidades de 
extinção do contrato. 
A rescisão supracitada é conceituada como a desconstituição do negócio jurídico por um vício objetivo 
anterior à celebração do negócio jurídico. 
O negócio jurídico 
A alternativa D está incorreta, pois não há que se falar em perda de uma chance no caso em questão. 
“A teoria de perda de uma chance (perte d'une chance) dá suporte à responsabilização do agente 
causador, não de dano emergente ou lucros cessantes, mas sim de algo que intermedeia um e outro: a 
perda da possibilidade de buscar posição jurídica mais vantajosa que muito provavelmente alcançaria 
se não fosse o ato ilícito praticado. Dessa forma, se razoável, séria e real, mas não fluida ou hipotética, 
a perda da chance é tida por lesão às justas expectativas do indivíduo, então frustradas" (REsp 
1.190.180-RS, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 16/11/2010). 
A alternativa E está incorreta, dado que os elementos acidentais se encontram dentro da eficácia do 
negócio jurídico,não no âmbito da validade, reputando-se verificada a condição, conforme disposto 
pelo art. 129 do CC. 
Art. 129. Reputa-se verificada, quanto aos efeitos jurídicos, a condição cujo implemento for 
maliciosamente obstado pela parte a quem desfavorecer, considerando-se, ao contrário, não verificada 
a condição maliciosamente levada a efeito por aquele a quem aproveita o seu implemento 
 
2. (VUNESP/ PREFEITURA DE GUARULHOS-SP – 2019) Quanto às condições impossíveis, pode-
se afirmar que 
a) resolutivas ou suspensivas, invalidam o negócio jurídico. 
b) invalidam o negócio jurídico se forem suspensivas e fisicamente impossíveis, não o invalidando se 
forem apenas juridicamente impossíveis. 
c) invalidam o negócio jurídico se forem suspensivas e juridicamente impossíveis, não o invalidando se 
forem apenas fisicamente impossíveis. 
d) se forem resolutivas, têm-se por inexistentes e não interferem na validade do negócio jurídico. 
e) sejam resolutivas ou suspensivas, sempre devem ser consideradas por inexistentes. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. O ato impossível é justamente o que o nome deixa a entender, algo que 
seja impossível de ser praticado, tanto fisicamente, quanto juridicamente. A condição suspensiva gera a 
chamada expectativa de direito, que seria a suspensão dos efeitos do negócio jurídico até que o evento 
condicione sua eficácia, tanto sua aquisição ou início, quanto o exercício deste. Já a condição resolutiva, 
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traz que o evento condicionante daria fim aos efeitos do negócio jurídico. Sobre a assertiva, trata o art. 
123, Inc. I, do Código Civil que: 
Art. 123. Invalidam os negócios jurídicos que lhes são subordinados: 
I - As condições física ou juridicamente impossíveis, quando suspensivas; 
Sendo assim, se tratando de um ato impossível de condições suspensivas, será considerado invalido, 
pois, ao dizer que um negócio só produzirá efeitos após um ato fisicamente ou juridicamente impossível, 
seria o mesmo que dizer que tal negócio jamais terá efeitos, por conta disso esse negócio é tido como 
nulo. Já a condição resolutiva é perfeitamente possível e válida, já que ao dizer que um negócio jurídico 
terá efeitos até que alguém pratique um ato impossível, é dizer que esse negócio produzirá efeitos 
indeterminadamente. (Vide art. 124). 
A alternativa B está incorreta. Traz expressamente o art. 123, Inc. I do Código Civil, que invalidam o 
negócio jurídico: "as condições física ou juridicamente impossíveis, quando suspensivas;". Ou seja, são 
considerados inválidos os negócios jurídicos que dependem, para a produção de efeitos, de um evento 
impossível, fisicamente ou juridicamente, pois jamais encontrariam sua eficácia, tendo um vício 
originário. Como por exemplo, digamos que um negócio jurídico só produzirá efeitos quando tal sujeito 
voar (ato fisicamente impossível); ou, por exemplo, quando uma pessoa se casar com sua própria mãe 
(ato juridicamente impossível). Em ambos os casos, seriam considerados negócios jurídicos inválidos. 
A alternativa C está incorreta. O ato impossível de ser praticado, em condição suspensiva, invalida o 
negócio jurídico tanto para os atos fisicamente impossíveis quanto para os juridicamente impossíveis, 
sendo o erro da assertiva trazer apenas o ato juridicamente impossível como inválido e excluindo o ato 
fisicamente impossível que também é inválido conforme a redação do art. 123, Inc. I do Código Civil, 
dizendo que invalidam os negócios jurídicos: "as condições física ou juridicamente impossíveis, quando 
suspensivas;". Isso ocorre pois, como já mencionado, quando o negócio jurídico depende de algo 
impossível de ser praticado para produzir efeitos, significa que esse negócio jamais será efetivado, 
criando um vício originário, um defeito nesse ato, por isso é considerado inválido. 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. Na condição suspensiva vimos que os atos 
impossíveis são considerados inválidos, por outro lado o ato impossível de ser praticado, fisicamente 
ou juridicamente, como condição resolutiva do negócio jurídico, é interpretado como não escrito sendo 
desconsiderado, pois não afetaria na eficácia do negócio jurídico, ou seja, se o negócio produzirá efeitos 
até que pratique o evento impossível, então é o mesmo que dizer que este ato produzirá efeitos para 
sempre. Assim essa condição, e o ato a ela empregado, é considerada inexistente pelo código como se 
pode ver no art. 124 do Código Civil, que diz: "Têm-se por inexistentes as condições impossíveis, quando 
resolutivas, e as de não fazer coisa impossível.". 
A alternativa E está incorreta. Apenas a condição resolutiva, quando se trata de ato impossível, é 
considerada inexistente. Isto porque, como se pode ver acima, quando dizemos que um negócio jurídico 
produzirá efeitos até que certa pessoa pratique um ato impossível, seja fisicamente ou juridicamente, 
se pode interpretar objetivamente que este negócio produzirá efeitos para sempre (vide art. 124). Já no 
caso da condição suspensiva, estamos falando que um negócio jurídico depende de um ato impossível 
para produzir efeitos, neste caso o código traz a proteção do ato através da invalidação deste, pois este 
negócio jamais teria eficácia, não produzindo efeitos (vide art. 123). 
Gabarito: letra D. 
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3. (VUNESP - Câmara de Tanabi - SP - Advogado- 2018) Pedro, torcedor do time A, e Paulo, 
torcedor de time B, irmãos, fanáticos por futebol, estavam assistindo ao jogo da final do 
campeonato entre esses dois times quando Paulo informa que irá doar R$ 100.000,00 (cem 
mil reais) ao time B a fim de que seja construído um campo de treinamento para crianças 
carentes. A situação fictícia trata de uma hipótese de 
a) condição potestativa. 
b) condição suspensiva. 
c) condição resolutiva. 
d) encargo. 
e) termo. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, dado que a hipótese trata de encargo, e não da condição potestativa. 
A condição potestativa é a que decorre da vontade das partes. Podem ser puramente potestativas, 
sendo estas as que sujeitam todo o efeito do ato ao puro arbítrio de uma das partes, sem a influência 
de qualquer fato externo, ou simplesmente potestativas, que são as que dependem não só da 
manifestação de vontade de uma das partes como também de algum acontecimento ou circunstância 
exterior que escapa ao seu controle. 
A alternativa B está incorreta, pois a situação trata do encargo, e não da condição suspensiva. 
A condição suspensiva suspende a aquisição e o exercício do direito, ou seja, é aquela que subordina o 
efeito do negócio jurídico a evento futuro e incerto, ou seja, o negócio jurídico somente produzirá 
efeitos se ocorrer o evento estipulado pelas partes. 
A alternativa C está incorreta, visto que a hipótese não trata da condição resolutiva, e sim do encargo. 
A condição resolutiva é a que extingue, resolve o direito transmitido pelo negócio, ocorrido o evento 
futuro e incerto, por exemplo, o beneficiário da doação, depois de recebido o bem, casa-se com a 
pessoa que o doador proibiu, tendo este conferido ao eventual casamento o caráter de condição 
resolutiva). Colocando de outro modo, é a condição cujo implemento faz cessar os efeitos do ato ou 
negócio jurídico. Logo, até que seja implementada a condição, vigorará o negócio jurídico, podendo 
exercer-se desde o momento deste o direito por ele estabelecido. 
A alternativa D está correta, pois, de fato, a hipótese apresentada trata acerca do encargo. 
O encargo, também chamado de modo, cláusula acessória à liberalidade, pela qual se impõe umaobrigação a ser cumprida pelo beneficiário. Gera direito adquirido a seu destinatário, que já pode 
exercer o seu direito, ainda que pendente o cumprimento da obrigação que lhe fora imposta. 
A alternativa E está incorreta, visto que a hipótese apresentada trata do encargo, e não do termo. 
O termo se configura como um evento futuro e certo que condiciona o início dos efeitos do negócio 
jurídico. 
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Em relação à certeza da ocorrência, o termo classifica-se em: a) termo certo (certus an certus), quando 
a prefixação do termo é certa quanto ao fato e ao tempo de duração; Por sua vez, configura-se como 
termo incerto (certus an incertus), quando termo certo quanto ao fato, mas, incerto quanto à duração. 
Assim como as condições, o termo pode ser suspensivo (inicial ou dies a quo), gerando direito 
adquirido ao titular, posto que impede somente o seu exercício, mas não a sua aquisição, ou, resolutivo 
(final ou dies ad quem), que coloca fim aos efeitos do negócio jurídicos. 
4. (VUNESP - Prefeitura de Pereira Barreto - SP - Procurador do Município- 2018) Além dos 
elementos estruturantes e essenciais dos negócios jurídicos, o princípio da autonomia da 
vontade permite às partes introduzirem, facultativamente, elementos acidentais que, dessa 
forma, passam a integrá-lo de forma indissociável. No que se refere a esses elementos 
acidentais, é correto afirmar: 
a) invalidam os negócios jurídicos que lhes são subordinados, as condições física ou juridicamente 
impossíveis, quando resolutivas. 
b) enquanto não se verificar a condição suspensiva inserida ao negócio jurídico, haverá para a parte 
apenas a expectativa de direito a que ele visa. 
c) se alguém dispuser de uma coisa sob condição suspensiva, e, pendente esta, fizer quanto àquela novas 
disposições, estas valerão, mas, realizada a condição, se com ela forem incompatíveis, responderá a 
parte por perdas e danos. 
d) o termo inicial suspende o exercício e a aquisição do direito. 
e) o encargo imposto aos contratos onerosos não suspende a aquisição nem o exercício do direito, salvo 
quando expressamente imposto, pelo disponente, como condição resolutiva. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, dado que invalidam os negócios jurídicos que lhes são subordinados, 
as condições física ou juridicamente impossíveis, quando suspensivas, não resolutivas. 
Art. 123. Invalidam os negócios jurídicos que lhes são subordinados: 
I - as condições física ou juridicamente impossíveis, quando suspensivas; 
Considera-se física ou juridicamente impossível, não há incerteza quanto ao evento que deixa 
subordinado os efeitos do negócio jurídico. Dizer, por exemplo, que determinado negócio jurídico 
produz efeitos somente no caso de alguém conseguir correr sobre o oceano (que é fisicamente 
impossível) ou se alguém se casar com a própria filha (também juridicamente impossível) é o mesmo 
que dizer que determinado negócio jamais produzirá efeito algum. Então, o negócio como um todo 
será nulo. Entretanto, o negócio será perfeitamente válido e eficaz no caso de ser resolutivo, devendo-
se considerar tal condição como não escrita. Afinal de contas, dizer que certo negócio jurídico irá 
produzir efeitos até que alguém consiga correr sobre o oceano é o mesmo que dizer que o negócio irá 
produzir efeitos indefinidamente. 
A alternativa B está correta, pois, de fato, enquanto não se verificar a condição suspensiva inserida ao 
negócio jurídico, haverá para a parte apenas a expectativa de direito a que ele visa. Dispõe deste modo 
o Art. 125 do CC: 
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Art. 125. Subordinando-se a eficácia do negócio jurídico à condição suspensiva, enquanto esta se não 
verificar, não se terá adquirido o direito, a que ele visa. 
A condição suspensiva é aquela condição que suspende os efeitos do ato jurídico durante o período de 
tempo em que determinado evento não ocorre. 
A alternativa C está incorreta, visto que se alguém dispuser de uma coisa sob condição suspensiva, e, 
pendente esta, fizer quanto àquela novas disposições, estas não irão possuir valor, mesmo que 
realizada a condição. Dispõe deste modo o Art. 126 do CC: 
Art. 126. Se alguém dispuser de uma coisa sob condição suspensiva, e, pendente esta, fizer quanto 
àquela novas disposições, estas não terão valor, realizada a condição, se com ela forem incompatíveis. 
Apesar de o direito não se adquirir enquanto estiver pendente a condição suspensiva, o legislador 
deixa protegido o pretenso titular de tal direito declarando a ineficácia das disposições relativas à 
coisa que já foi objeto de um negócio jurídico subordinado à condição suspensiva. Não impede o 
legislador que seu titular faça novas disposições acerca da coisa, no entanto, se foram com elas 
incompatíveis, estas disposições não terão valor se a condição for implementada. 
A alternativa D está incorreta, pois o termo inicial suspende o exercício, de fato, mas não suspende a 
aquisição do direito. Dispõe deste modo o Art. 131 do CC: 
Art. 131. O termo inicial suspende o exercício, mas não a aquisição do direito. 
O termo é o evento futuro e certo que subordina a eficácia do negócio jurídico. Da mesma forma que a 
condição, sendo assim, o termo pode ser suspensivo ou resolutivo. O que diferencia o termo da 
condição é a certeza quanto a ocorrência do termo, enquanto a condição é um evento futuro e incerto. 
O termo, caracterizado pela certeza da ocorrência, não é descaracterizado quando há incerteza sobre o 
momento de sua ocorrência. Diante dessa circunstância, classifica-se o termo quanto à certeza quanto 
ao momento em que ele ocorrerá. O termo será certo desde logo souberem as partes exatamente 
quando irá ocorrer. O termo será certo se desde logo as partes souberem quando ele irá ocorrer. 
A alternativa E está incorreta, visto que o encargo imposto aos contratos onerosos não suspende a 
aquisição nem o exercício do direito, salvo quando expressamente imposto, pelo disponente, como 
condição suspensiva, não resolutiva. 
Art. 136. O encargo não suspende a aquisição nem o exercício do direito, salvo quando expressamente 
imposto no negócio jurídico, pelo disponente, como condição suspensiva. 
O encargo é uma cláusula acessória que se apõe ao negócio jurídico para estabelecer uma restrição ou 
obrigação ao beneficiário de uma vantagem. O encargo, necessariamente deve ser acessório a um 
negócio jurídico que expresse uma liberalidade. Sendo assim, o encargo não pode assumir a natureza 
de uma contraprestação sob o risco de ser descaracterizada. Isso ocorre, por exemplo, na doação de 
um imóvel com o encargo de que o donatário construa nele uma creche. 
O encargo não causa a suspensão da aquisição e nem o exercício do direito. Uma vez realizado o 
negócio jurídico, a cláusula acessória do encargo não impõe nenhuma limitação à imediata aquisição 
ou ao pleno e imediato exercício do direito. As partes podem, contudo, estipular que o cumprimento 
do encargo será uma condição suspensiva do negócio jurídico. Nesses casos, quando o encargo não for 
cumprido, não há nenhum direito ao beneficiário. 
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5. (VUNESP/ PREFEITURA DE SÃO BERNARDO DO CAMPO-SP – 2018) Joaquim, empresário bem 
sucedido, solteiro e sem filhos, decide que irá doar um apartamento, no valor de R$ 
500.000,00 (quinhentos mil reais), para o seu sobrinho, João, se ele for aprovado na 
faculdade de medicina. A situação hipotéticatrata de uma hipótese de 
a) condição suspensiva. 
b) condição causal. 
c) condição resolutiva. 
d) termo. 
e) encargo. 
Comentários 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. A condição suspensiva gera a chamada 
expectativa de direito, que seria a suspensão dos efeitos do negócio jurídico até que o evento condicione 
sua eficácia, tanto sua aquisição ou início, quanto o exercício deste. No caso da questão, suspende-se os 
efeitos do negócio jurídico (a doação), até que determinado evento seja cumprido, no caso a aprovação 
de João na faculdade de medicina, a partir de então serão produzidos os efeitos do negócio tratado. O 
art. 125 do Código Civil, trata sobre o tema, dizendo que: "Subordinando-se a eficácia do negócio jurídico 
à condição suspensiva, enquanto está se não verificar, não se terá adquirido o direito, a que ele visa.". 
A alternativa B está incorreta. A condição causal não parece expressa no Código Civil, mas trata-se dos 
eventos futuros incertos que não dependem da vontade humana, sendo relacionado a eventos de força 
maior ou da natureza. Seguindo o exemplo da questão, digamos que Joaquin negocie que se chover 
amanhã ele doará o apartamento para João. Essa condição é validada indiretamente pelo art. 122 do 
Código Civil, que diz: "São lícitas, em geral, todas as condições não contrárias à lei, à ordem pública ou 
aos bons costumes; entre as condições defesas se incluem as que privarem de todo efeito o negócio 
jurídico, ou o sujeitarem ao puro arbítrio de uma das partes.". 
A alternativa C está incorreta. A condição resolutiva, ao contrário da suspensiva, traz que o evento 
condicionante daria fim aos efeitos do negócio jurídico. Usando o exemplo dado na questão, digamos 
que João após passar na faculdade de medicina, Joaquim o deixe morar no apartamento até João formar-
se na faculdade. Neste exemplo, o negócio benéfico seria a moradia do apartamento, e a condição 
resolutiva, que daria fim aos efeitos do negócio, seria a formação de João. Pode ser vista na redação do 
art. 127 do Código Civil, que traz: "Se for resolutiva a condição, enquanto está se não realizar, vigorará 
o negócio jurídico, podendo exercer-se desde a conclusão deste o direito por ele estabelecido.". 
A alternativa D está incorreta. O termo é um evento de futuro certo que condiciona os efeitos do 
negócio jurídico. O temo se divide em dois, pode ser termo certo: quando se tem estipulado certo quanto 
ao fato e a duração; e o termo incerto: quando o termo estipula certo o fato, mas é incerto acerca do 
tempo de duração. E ainda, o termo pode se resolutivo, dando fim aos efeitos, ou suspensivo, quanto o 
exercício, mas não a suspensão, como traz a redação do art. 131, do Código Civil, que traz: "O termo 
inicial suspende o exercício, mas não a aquisição do direito.". 
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A alternativa E está incorreta. O encargo é uma cláusula acessória, ou seja, faz parte de um negócio 
jurídico certo, que estipula um compromisso para o beneficiário do negócio, podendo inclusive ser posto 
como condição suspensiva para que ato seja válido, como trata o art. 132 do Código Civil, que diz: "O 
encargo não suspende a aquisição nem o exercício do direito, salvo quando expressamente imposto no 
negócio jurídico, pelo disponente, como condição suspensiva.". Também pode ser feito unilateralmente, 
como por exemplo, nos casos de recompensa. Usualmente o encargo pode ser visto nas doações a 
municípios ou entidades, com obrigação de usar o dinheiro para educação, ou afins. 
Gabarito: letra A. 
 
6. (VUNESP/ PREFEITURA DE SÃO BERNARDO DO CAMPO-SP – 2018) Christina e Márcio 
celebraram instrumento particular de compromisso de compra e venda de um apartamento, 
no qual Christina, proprietária do imóvel, figurou como compromissária vendedora e Márcio, 
interessado na aquisição, figurou como compromitente comprador. Estabeleceu-se que o 
valor da venda seria de R$ 600.000,00 (seiscentos mil reais), e Márcio pagaria R$ 60.000,00 
(sessenta mil reais) a título de sinal. O saldo (R$ 540.000,00) seria pago à vista, no ato da 
outorga da escritura pública de venda e compra. Sendo uma pessoa muito conversadora, 
Márcio exigiu que Christina apresentasse, em até 10 (dez) dias da assinatura do instrumento 
contratual, todas as certidões pessoais, bem como as certidões relacionadas ao imóvel, sem 
qualquer apontamento. Assim, exigiu a inclusão de uma condição resolutiva, por meio da 
qual Márcio poderia resolver o negócio jurídico, a seu exclusivo critério, caso constasse 
qualquer pendência judicial ou administrativa em desfavor de Christina, dívidas de natureza 
propter rem e/ou qualquer constrição relacionada ao imóvel. Christina providenciou as 
certidões e, na certidão de distribuição de ações cíveis, constou uma ação de execução 
ajuizada em seu desfavor, cujo valor econômico envolvido era de R$ 15.000,00 (quinze mil 
reais). 
Nesse cenário, assinale a alternativa correta. 
a) Márcio poderá valer-se da condição para resolver o negócio, exigindo a devolução do sinal. 
b) A condição resolutiva é ilícita, pois sujeita o negócio jurídico ao puro arbítrio de Márcio. 
c) A cláusula que contém a condição resolutiva é abusiva e, portanto, nula de pleno direito. 
d) Christina tem a prerrogativa legal de resolver a pendência judicial em até 30 (trinta) dias, 
preservando assim o negócio jurídico celebrado. 
e) Márcio poderá valer-se da condição para resolver o negócio, mas perderá o sinal em favor de 
Christina. 
Comentários 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. Conforme ficou evidenciado, houve clausula 
resolutiva, no entanto, o negócio seguiu a execução continuada, pois ainda os vinculava sobre as 
eventuais pendencias judiciais, assim expressa o art. 128 do Código Civil, que: "Sobrevindo a condição 
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resolutiva, extingue-se, para todos os efeitos, o direito a que ela se opõe; mas, se aposta a um negócio de 
execução continuada ou periódica, a sua realização, salvo disposição em contrário, não tem eficácia 
quanto aos atos já praticados, desde que compatíveis com a natureza da condição pendente e conforme 
aos ditames de boa-fé.". 
E ainda, pode desfazer do acordo bem como reaver a devolução que é seu de direito, mais a equivalência 
na atualização do valor e honorários. Assim traz o art. 418 do Código Civil, que diz: "Se a parte que deu 
as arras não executar o contrato, poderá a outra tê-lo por desfeito, retendo-as; se a inexecução for de 
quem recebeu as arras, poderá quem as deu haver o contrato por desfeito, e exigir sua devolução mais 
o equivalente, com atualização monetária segundo índices oficiais regularmente estabelecidos, juros e 
honorários de advogado.". 
A alternativa B está incorreta. Embora realmente haja a condição potestativa, e necessário observar 
que elas se dividem em duas, as puramente potestativas e simplesmente potestativas. As primeiras são 
ilícitas, de acordo com o art. 122 do Código Civil. Por sua vez, as condições simplesmente potestativas 
(meramente potestativas) não invalidam o negócio jurídico. A condição meramente potestativa é lícita 
e não arbitrária, uma vez que embora dependa da vontade de uma das partes, depende de fatores 
circunstanciais, reduzindo seus impactos. 
A alternativa C está incorreta. Não há qualquer defeito na cláusula resolutiva, que foi acordada com 
consentimento de ambos, bem como não há quaisquer defeitos no negócio jurídico tratado. Trata o art. 
121 do Código Civil, que diz: "Considera-se condição a cláusula que, derivando exclusivamente da 
vontade das partes, subordina o efeitodo negócio jurídico a evento futuro e incerto.". 
A alternativa D está incorreta. Não há qualquer respaldo legal nesse sentido. 
A alternativa E está incorreta. Marcio poderá valer-se da condição, como evidenciado ao citar o art. 128 
do Código civil, que segue a execução continuada. E poderá reaver o que foi sinalizado, como foi 
expressado com fundamento legal no art. 418, com direito a execução para recebimento do valor devido, 
ajustado, bem como, as custas de honorários. 
Gabarito: letra A. 
 
7. (VUNESP/ UNICAMP – 2018) José colocou à venda um veículo automotor de sua propriedade. 
Pedro propôs a José o seguinte: ele ficaria com o carro por até 30 dias, quando então, se 
gostasse do veículo, confirmaria a José se o compraria ou não. É correto afirmar que a 
cláusula proposta por Pedro é 
a) um termo final. 
b) um termo inicial 
c) uma condição resolutiva. 
d) uma condição meramente potestativa. 
e) uma condição puramente potestativa. 
Comentários 
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A alternativa A está incorreta. Termo refere-se a um acontecimento futuro e certo que vincula um início 
ou término da produção de efeitos de determinado negócio. O termo final dará prazo final, determinado, 
ao prazo do ato. Está parcialmente correta a assertiva, mas não compreende todo o ato, o prazo faz 
referência a um evento futuro, que seria o ato de comprar ou não o carro, ou seja, seria um termo final 
se acordassem somente que o carro seria emprestado por 30 dias, sem nenhum acordo sucedido que 
vinculasse-os. 
A alternativa B está incorreta. Ao contrário do termo final, o termo inicial é o que estipula prazo inicial 
do negócio jurídico, que não é tratado na questão. E segue a resolução da assertiva acima. 
A alternativa C está incorreta. A condição resolutiva é a que condiciona um evento ao fim da produção 
de efeitos de determinado negócio jurídico. Seria resolutiva na questão se os sujeitos estipulassem que 
o carro deveria ser entregue no próximo dia de chuva, por exemplo. 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. A condição meramente potestativa é 
caracterizada quando a eficácia do negócio jurídico depende da manifestação de apenas uma das partes, 
mas esse ato dependendo da ocorrência de um evento posterior. A questão deixa claro que Pedro ficará 
com o carro durante 30 dias, esse é o negócio tratado por ambos, porém, Pedro fará isso para verificar 
se comprará ou não o carro, essa condição que vincula o negócio principal é a chamada condição 
meramente potestativa, pois foi proposta inteiramente apenas por Pedro, sendo que José apenas 
aceitou-a. 
A alternativa E está incorreta. A condição puramente potestativa é ilícita aos olhos do Direito Civil, isso 
porque a manifestação é dada, arbitrariamente, por apenas uma das partes, em detrimento da outra, 
pois a condição poderia fugir da razoabilidade e o bom senso. Assim traz o art. 122 do Código Civil, 
dizendo que: "São lícitas, em geral, todas as condições não contrárias à lei, à ordem pública ou aos bons 
costumes; entre as condições defesas se incluem as que privarem de todo efeito o negócio jurídico, ou o 
sujeitarem ao puro arbítrio de uma das partes.". 
Gabarito: letra D. 
8. (VUNESP/ UNICAMP – 2018) Imagine as seguintes situações: i) um pai deixou em testamento 
seus bens para o seu filho que nasceu morto; ii) um menor de 16 anos assinou um contrato 
de alienação de um veículo; iii) um pai vendeu, sem consentimento dos demais filhos, um bem 
imóvel de sua propriedade para o seu primogênito. 
Podemos afirmar que os negócios jurídicos retratados apresentam, respectivamente, vícios 
decorrentes da falta de 
a) capacidade de direito, capacidade de fato e representatividade. 
b) capacidade de fato, capacidade de direito e legitimidade. 
c) personalidade, capacidade de fato e legitimidade. 
d) capacidade de direito, legitimidade e representatividade. 
e) personalidade, capacidade de direito e capacidade de fato. 
Comentários 
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A alternativa A está incorreta. I - Está correto quanto o vício de capacidade de direito (ou 
personalidade, neste caso), pois o termo de início da personalidade é o nascimento com vida, bem como 
o final é a morte. II - Está correto quanto a capacidade de fato (exercício), pois, para que o menor de 16 
anos, relativamente incapaz, possa exercer os atos da vida civil, dependem de representação ou 
assistência, sendo os negócios tratados por si apenas, são passíveis de anulação. III - está incorreto 
quanto a representatividade, o vício é de legitimidade, pois há restrições trazidas no código quanto a 
venda de imóvel sem o consentimento do conjugue e dos descendentes, sendo no caso de ascendente 
para descendente, o ato pode ser anulado. 
A alternativa B está incorreta. I - Está incorreto quanto o vício da capacidade de fato, pois ele é de 
direito, pois o termo de início da personalidade é o nascimento com vida. A capacidade de direito é 
adquirida ao nascer, com a personalidade, já a capacidade de fato, é tida com a capacidade absoluta 
(atingindo a maioridade ou através da emancipação), quando o sujeito é capaz, por si só, de efetuar os 
atos da vida civil. II - Está incorreta sobre a capacidade de direito, pois o vício é de fato, explicados no 
anteriormente, pois os relativamente incapazes entre 16 e 18 anos, necessitam de assistência para 
efetuar os atos da vida civil. III - Está correto sobre o vício de legitimidade, pois o pai não tem 
legitimidade para vender o imóvel, pois decorre de consentimento dos demais descendentes e da 
conjugue. 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. 
I - Está correto quanto o vício de capacidade de direito (ou personalidade, neste caso), pois o termo de 
início da personalidade é o nascimento com vida, bem como o final é a morte. 
Art. 2º A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a 
concepção, os direitos do nascituro. 
II - Está correto quanto a capacidade de fato (exercício), pois, para que o menor de 16 anos, 
relativamente incapaz, possa exercer os atos da vida civil, dependem de representação ou assistência, 
sendo os negócios tratados por si apenas, são passíveis de anulação. 
Art. 4º São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: 
I - Os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; 
Art. 171. Além dos casos expressamente declarados na lei, é anulável o negócio jurídico: 
I - Por incapacidade relativa do agente; 
III - Está correto sobre o vício de legitimidade, pois o pai não tem legitimidade para vender o imóvel, 
pois decorre de consentimento dos demais descendentes e da conjugue. 
Art. 496. É anulável a venda de ascendente a descendente, salvo se os outros descendentes e o cônjuge 
do alienante expressamente houverem consentido. 
A alternativa D está incorreta. I - Está correto quanto o vício de capacidade de direito (ou 
personalidade, neste caso), pois o termo de início da personalidade é o nascimento com vida, bem como 
o final é a morte. II - Está incorreta sobre a legitimidade, pois o vício é de fato, pois os relativamente 
incapazes entre 16 e 18 anos, necessitam de assistência para efetuar os atos da vida civil. A legitimidade 
trata dos sujeitos legítimos na forma da lei expressa, para praticarem certo negócio jurídico. III - está 
incorreto quanto a representatividade, o vício é de legitimidade, pois há restrições trazidas no código 
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quanto a venda de imóvel sem o consentimento do conjugue e dos descendentes, sendo no caso de 
ascendente para descendente, o ato pode ser anulado. (art. 496). 
A alternativa E está incorreta. I - Está correto quanto o vício de capacidade de direito (ou 
personalidade, neste caso), pois o termo de início da personalidade é o nascimento com vida. II - Está 
incorreta sobre a capacidade de direito, pois o vício é de fato, pois os relativamente incapazes entre 16 
e 18 anos, necessitam de assistência para efetuar os atos da vida civil. III - está incorreto quanto a 
representatividade, o vício é de legitimidade, (vide art. 496). 
Gabarito: letra C. 
9. (VUNESP/ FAPESP – 2018) Salvo disposição legal ou convencional em contrário, computam-
se os prazos, excluído o dia do começo e incluído o do vencimento, mas os prazos fixados por 
hora contar-se-ão 
a) como os meses. 
b) de minuto a minuto. 
c) excluindo-se a primeira hora e incluindo a do vencimento. 
d) como hora cheia. 
e) se correspondente de 24 em 24 horas como os dias. 
Comentários 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. Os prazos são estipulados em unidades de tempo, 
os mais usados são minuto, hora, dia, mês e ano. Para isso o Código Civil trouxe em seu art. 132 as regras 
para aplicação da contagem dos prazos nas classificações que ficaram em maior evidência. Assim fica 
entendido que para o caso da questão, os prazos estipulados em horas contar-se-ão de minuto em 
minuto, como expõe: 
Art. 132. Salvo disposição legal ou convencional em contrário, computam-se os prazos, excluído o dia 
do começo, e incluído o do vencimento. 
§ 1º Se o dia do vencimento cair em feriado, considerar-se-á prorrogado o prazo até o seguinte dia útil. 
§ 2º Meado considera-se, em qualquer mês, o seu décimo quinto dia. 
§ 3º Os prazos de meses e anos expiram no dia de igual número do de início, ou no imediato, se faltar 
exata correspondência. 
§ 4º Os prazos fixados por hora contar-se-ão de minuto a minuto. 
Gabarito: letra B. 
 
10. (VUNESP/ FAPESP – 2018) Assinale o conceito de condição em um negócio jurídico. 
a) É o acontecimento futuro e incerto de que depende a eficácia do negócio jurídico. 
b) É o momento em que começa ou se extingue a eficácia do negócio jurídico, podendo ter como unidade 
de medida a hora, o dia, o mês ou o ano. 
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c) É uma cláusula acessória em que se estabelece uma liberalidade para cumprimento. 
d) É a prática de uma liberalidade subordinada a um ônus. 
e) É a cláusula que subordina a eficácia do negócio jurídico oneroso a um evento futuro e certo. 
Comentários 
A alternativa A está correta. A condição é um evento futuro e incerto que condiciona o negócio jurídico 
dando-lhe a devida eficácia, quando começa a produzir efeitos de fato. Exemplo: a condição resolutiva, 
que é a que põe fim nos efeitos do negócio jurídico se tal evento acontecer (como chover), evento 
incerto. 
A alternativa B está incorreta. O conceito de termo é tido como o que dá início ou extingue a eficácia 
do negócio jurídico, podendo ter como unidade de medida de tampo a hora, o dia, o mês e o ano, um 
evento certo. Exemplo: um aluguel de veículo, que tem prazo determinado de entrega para o início e fim 
do negócio. 
A alternativa C está incorreta. O encargo é uma cláusula acessória de um negócio jurídico principal, ela 
estabelece uma obrigação para o beneficiário do ato. Exemplo: as doações com finalidade específica de 
serem revertidas para a educação. 
A alternativa D está incorreta. Trata-se também do encargo a palavra ônus entra como sentido de 
obrigação, que se trata da liberalidade para o ato, se não cumprido caberá revocatória do instituidor. 
A alternativa E está incorreta. Também é o conceito de termo, subordinando a eficácia do negócio a um 
evento futuro e certo, diferentemente da condição que é incerta. 
Gabarito: letra A. 
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BANCAS DIVERSAS 
CETRO 
Condição, Termo E Encargo (Art. 121 Ao 137) 
1. (CETRO - ANVISA - Analista Administrativo - Área 3 – 2013) Quanto aos elementos acidentais 
do negócio jurídico, assinale a alternativa correta. 
(A) A condição, elemento acidental do negócio jurídico, pode ser classificada, quanto à origem, como 
causal, quando oriunda de fatos jurídicos lato sensu, ou seja, em eventos naturais. 
(B) A condição puramente potestativa é aquela que depende do elemento volitivo, da vontade unilateral, 
sujeitando-se ao puro arbítrio de uma das partes. 
(C) A condição suspensiva é aquela que, enquanto não se verificar, não traz qualquer consequência para 
o negócio jurídico. 
(D) O termo é o elemento acidental do negócio jurídico que traz um ônus relacionado com uma 
liberalidade. 
(E) De acordo com o artigo 131 do Código Civil em vigor, o termo inicial interrompe o exercício e 
suspende a aquisição do direito. 
CONSULPLAN 
Condição, Termo E Encargo (Art. 121 Ao 137) 
2. (CONSULPLAN - TJ-MG - Estagiário - Direito- 2016) Sobre o tratamento que o Código Civil dá 
ao tema “Condição e Termo”, assinale a afirmativa INCORRETA. 
(A) O termo inicial suspende o exercício e a aquisição do direito. 
(B) Têm-se por inexistentes as condições impossíveis, quando resolutivas, e as de não fazer coisa 
impossível. 
(C) Subordinando-se a eficácia do negócio jurídico à condição suspensiva, enquanto esta se não 
verificar, não se terá adquirido o direito, a que ele visa. 
(D) Se alguém dispuser de uma coisa sob condição suspensiva, e, pendente esta, fizer quanto àquela 
novas disposições, estas não terão valor, realizada a condição, se com ela forem incompatíveis. 
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FAURGS 
Condição, Termo E Encargo (Art. 121 Ao 137) 
3. (FAURGS / TJ-RS – 2015) Em uma relação jurídica vitalícia, a morte da parte a quem se dirige 
a vitaliciedade é 
a) Condição. 
b) Termo. 
c) Encargo. 
d) Fato que não pode constar de cláusula contratual, por proibição legal. 
IBCF 
Condição, Termo E Encargo (Art. 121 Ao 137) 
4. (IBFC / EBSERH – 2016) Assinale a alternativa correta sobre o negócio jurídico após analisar 
os itens a seguir e considerar as normas da Lei Federal nº 10.406, de 10/01/2002 (Código 
Civil). 
(A) Considera-se termo a cláusula que, derivando, exclusivamente, da vontade das partes, subordina o 
efeito do negócio jurídico a evento futuro e incerto. 
(B) As condições, física ou juridicamente impossíveis, quando resolutivas, invalidam os negócios 
jurídicos que lhes são subordinados. 
(C) Têm-se por inexistentes as condições impossíveis, quando suspensivas, e as de não fazer coisa 
impossível. 
(D) Subordinando-se a eficácia do negócio jurídico à condição suspensiva, enquanto esta se não 
verificar, não se terá adquirido o direito, a que ele visa. 
(E) Se alguém dispuser de uma coisa sob condição resolutiva, e, pendente esta, fizer quanto àquela novas 
disposições, estas não terão valor, realizada a condição, se com ela forem incompatíveis. 
5. (IBFC / SAEB-BA – 2015) Assinale a alternativa correta de acordo com o que estabelece o 
código civil brasileiro sobre os defeitos nos negócios jurídicos. 
(A) A transmissão errônea da vontade por meios interpostos não é anulável. 
(B) O erro de indicação da pessoa ou da coisa, a que se referir a declaração de vontade, não viciará o 
negócio. 
(C) O erro de cálculo apenas autoriza a anulação da declaração de vontade. 
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(D) O falso motivo só vicia a declaração de vontade quando expresso como razão determinante. 
(E) O erro prejudica a validade do negócio jurídico ainda quando a pessoa, a quem a manifestação de 
vontade se dirige, se oferecer para executá-la na conformidade da vontade real do manifestante. 
QUADRIX 
Condição termo e encargo (121 ao 137) 
6. (Quadrix - CREF - 13ª Região (BA-SE) - Analista Advogado- 2018) Quanto aos direitos da 
personalidade e à capacidade civil, julgue o item. 
 
Considere‐se que João, sócio minoritário de uma pessoa jurídica, ao ver o fracasso de seu casamento 
com Carla e a iminência do divórcio, decida comprar bens para a sociedade em que tem cotas sociais 
com recursos pessoais, em detrimento de seu cônjuge. Nessa situação, apesar da ausência de previsão 
legal expressa, será cabível a desconsideração inversa da personalidade jurídica. 
CONSULTEC 
Condição termo e encargo (121 ao 137) 
7. (CONSULTEC - TJ-BA - Conciliador- 2010) No que se refere aos elementos acidentais do 
Negócio Jurídico, entende-se por Termo 
(A) o acontecimento futuro e certo que subordina o início ou o término da eficácia jurídica de 
determinado ato negocial. 
(B) a espécie de determinação acessória que suspende a aquisição e o exercício do direito. 
(C) o acontecimento futuro e incerto que subordina a eficácia jurídica de determinado negócio. 
(D) a determinação acessória acidental do negócio jurídico que impõe ao beneficiário um ônus a ser 
cumprido, em prol da liberalidade maior. 
(E) o acontecimento futuro e certo que impõe ao beneficiário um ônus a ser cumprido, em prol da 
liberalidade maior. 
FUNDATEC 
Condição termo e encargo (121 ao 137) 
8. (FUNDATEC / EPCT-Porto Alegre(RS) - 2012) É elemento acidental do negócio jurídico: 
a) O erro. 
b) O termo. 
c) A capacidade do agente. 
d) O consentimento. 
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CESGRANRIO 
Condição termo e encargo (121 ao 137) 
9. (CESGRANRIO - Petrobras - Advogado Júnior- 2015) Sr. X, doador, celebra contrato de doação 
de um carro antigo com o Sr. Y, donatário, no qual insere cláusula estabelecendo que a doação 
somente se tornará eficaz a partir do momento em que o Sr. Y termine a reforma do referido 
carro. A cláusula estabelecida nesse negócio jurídico de doação tem natureza de 
(A) encargo, permitindo ao Sr. Y o uso imediato do bem. 
(B) condição resolutiva, permitindo ao Sr. Y o uso e disposição do bem. 
(C) condição suspensiva, não permitindo ao Sr. Y o uso imediato do bem. 
(D) condição suspensiva, importando na aquisição do carro pelo Sr. Y, a partir da tradição do bem. 
(E) condição suspensiva, permitindo a aquisição do direito, mas suspendendo o seu exercício. 
10. (CESGRANRIO - LIQUIGÁS - Profissional Júnior - Direito- 2013) No regime jurídico das 
condições, observa-se que a condição 
(A) potestativa é lícita quando estiver sujeita ao arbítrio do devedor. 
(B) fisicamente impossível invalida o negócio jurídico quando sua natureza for resolutiva. 
(C) suspensiva determina a aquisição de uma expectativa de direito. 
(D) resolutiva, sob cuja condição esteja o negócio jurídico, não origina a aquisição plena do direito 
pelo credor. 
(E) suspensiva, sob a qual esteja o titular de um direito, não pode praticar atos de conservação de 
seu direito eventual. 
11. (CESGRANRIO - Innova - Advogado Júnior- 2012) A Sociedade Petr S.A. compromete-se a doar 
um terreno à Sociedade Gasos S.A., desde que esta seja vitoriosa em procedimento de 
licitação realizada pelo Estado do Rio de Janeiro. Um mês antes do início do procedimento 
licitatório, a Sociedade Gasos S.A. descobre que o proprietário do terreno vizinho ao terreno 
da Sociedade Petr S.A. vem danificando o seu bem, podendo a continuação do ato gerar 
destruição do imóvel. Diante do ocorrido, o Código Civil prevê que a 
(A) Sociedade Gasos S.A. nada poderá fazer, visto que só possui uma mera expectativa de direito, 
sendo a legitimidade para a propositura de qualquer ação da Sociedade Petr S.A. 
(B) Sociedade Gasos S.A. não poderá promover ação judicial, nem mesmo a Sociedade Petr S.A., 
porque será preciso a realização da licitação para a propositura da ação. 
(C) Sociedade Gasos S.A. poderá promover ação judicial que impeça o ato do vizinho, visto que o 
termo inicial gera a aquisição do direito. 
(D) Sociedade Gasos S.A. poderá agir judicialmente, pois ao titular do direito eventual, nos casos de 
condição suspensiva, é permitido praticar os atos destinados a conservá-lo. 
(E) doação celebrada pela Sociedade Petr S.A. está sujeita a uma condição suspensiva, gerando a 
suspensão da aquisição do direito, inibindo a ação da Sociedade Gasos S.A. 
12. (CESGRANRIO - Caixa - Advogado- 2012) Num contrato de compra e venda de um bem imóvel, 
a cláusula que sujeita o pagamento integral do preço ao registro da baixa da hipoteca no 
registro de imóveis constitui 
(A) encargo, a ser cumprido pelo comprador. 
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==1027f2==
 
 
 
 
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6 
(B) condição potestativa pura, permitida por lei. 
(C) condição suspensiva, subordinando a eficácia do contrato a evento futuro e incerto. 
(D) condição suspensiva, determinando a cessação dos efeitos da compra e venda. 
(E) condição resolutiva tácita, necessária para a resolução do contrato. 
13. (CESGRANRIO - Petrobras - Advogado- 2005) No direito pátrio, como regra geral, o negócio 
jurídico inspira-se pelo princípio da forma: 
(A) particular. 
(B) livre. 
(C) consensual. 
(D) pública. 
(E) especial. 
AOCP 
Condição termo e encargo (121 ao 137) 
14. (AOCP - Prefeitura de Juiz de Fora - MG - Procurador Municipal- 2016) De acordo com as 
disposições contidas no Código Civil relativas aos Negócios Jurídicos, assinale a alternativa 
correta. 
(A) Os negócios jurídicos benéficos interpretam-se extensivamente. 
(B) Invalidam os negócios jurídicos que lhes são subordinados as condições juridicamente 
impossíveis, quando resolutivas. 
(C) Os negócios jurídicos entre vivos, sem prazo, são exequíveis desde logo, salvo se a execução tiver 
de ser feita em lugar diverso ou depender de tempo. 
(D) São os negócios jurídicos anuláveis por dolo, ainda que este seja acidental. 
(E) A escritura pública é essencial à validade dos negócios jurídicos que visem à constituição, 
transferência, modificação ou renúncia de direitos reais sobre imóveis de valor superior a vinte vezes o 
maior salário mínimo vigente no País. 
FUMARC 
Condição termo e encargo (121 ao 137) 
15. (FUMARC - TJ-MG - Técnico Judiciário- 2012) Quanto aos negócios jurídicos, todas as 
alternativas abaixo são corretas, EXCETO: 
 
(A) O termo inicial suspende o exercício e a aquisição do direito. 
(B) Os prazos de meses e anos expiram no dia de igual número do de início, ou no imediato, se faltar 
exata correspondência. 
(C) Salvo se o permitir a lei ou o representado, é anulável o negócio jurídico que o representante, no 
seu interesse ou por conta de outrem, celebrar consigo mesmo. 
(D) Se alguém dispuser de uma coisa sob condição suspensiva, e, pendente esta, fizer quanto àquela 
novas disposições, estas não terão valor, realizada a condição, se com ela forem incompatíveis. 
 
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6 
GABARITO 
1. B 
2. B 
3. B 
4. D 
5. D 
6. X 
7. A 
8. B 
9. C 
10. C 
11. D 
12. C 
13. B 
14. C 
15. A 
 
 
Paulo H M Sousapara colocar no seu sanduíche, incluindo o tamanho do sanduíche e do que ele é feito. Posso escolher salada, 
mas não brigadeiro. 
Apesar de poder autorregulamentar meu pão, há limites. O mesmo ocorre nos negócios jurídicos. Posso 
escolher variadas categorias eficaciais, mas isso não significa que há liberdade plena de modulação. 
Os negócios jurídicos podem ser unilaterais, que são os aqueles nos quais se exige apenas uma 
manifestação de vontade para produção de efeitos. Isso ocorre, por exemplo, com a aceitação da herança 
ou a instituição de uma fundação. Eu vou lá e aceito a herança de meu avô e a aceitação em si já gera efeitos 
jurídicos. 
Podem ser bilaterais os negócios jurídicos nos quais se exige a manifestação de vontade recíproca das 
partes, a exemplo do contrato de compra e venda. Não é possível haver compra e venda pela vontade de 
apenas uma das partes. 
Plurilaterais são os negócios jurídicos que exigem uma pluralidade de manifestações de vontade. Por 
exemplo, o contrato social de uma sociedade empresária, no qual se exige que os quatro sócios assinem o 
contrato. 
 
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3 – Requisitos de validade 
Quando se fala na validade de um negócio jurídica, você vai analisar se os três elementos essenciais de 
qualquer negócio jurídico estão presentes. São eles: 
I - agente capaz; 
II - objeto lícito, possível, determinado ou determinável; 
III - forma prescrita ou não defesa em lei. 
Exemplificando, pense num contrato de compra e venda celebrado entre nós. Ele é válido? Depende do 
cumprimento dos três requisitos acima: 
Sujeito (agente capaz): você tem mais de 18 anos e não tem nenhuma restrição de 
capacidade do art. 4º do Código Civil? Então você é capaz. 
Objeto (lícito, possível, determinado ou determinável): você me vendou um celular. Pode 
vender celular? Pode, então vale o contrato. Me vendeu cocaína. Pode vender cocaína? 
Não, então contrato não vale. 
Forma (prescrita ou não defesa em lei): você me vendeu uma casa de R$ 300 mil. Fizemos 
uma escritura pública? Sim, então vale. Não? Não vale, porque imóveis de valor acima de 
30 salários mínimos exigem forma pública. 
Entendeu? É bem simples. 
Vou analisar, didaticamente, esses três elementos, em geral. 
Fatos jurídicos
Fato jurídico em sentido 
estrito
Atos-fatos jurídicos
Atos jurídicos em sentido 
amplo
Ato jurídico em sentido 
estrito (ato não negocial)
Negócio jurídico (ato 
negocial)
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A. Sujeito 
A capacidade de agir é a aptidão a tutelar seus próprios interesses. O art. 105 do Código Civil 
determina que a incapacidade relativa de uma das partes não pode ser invocada pela outra 
em benefício próprio. Igualmente, a incapacidade relativa de uma das partes não aproveita 
aos cointeressados capazes, salvo se, nesse caso, for indivisível o objeto do direito ou a 
obrigação comum. 
O art. 112 do Código Civil prevê que nas declarações de vontade se deve atender mais à intenção nela 
contida do que ao sentido literal da linguagem. De qualquer modo, a interpretação dos negócios jurídicos 
sempre será feita conforme a boa-fé e os usos do luar de sua celebração (art. 113). Mas como, professor? 
O §1º prevê que tal interpretação deve atribuir ao negócio jurídico dados sentidos, destacados nos incisos. 
Há o sentido que for confirmado pelo comportamento das partes, o sentido que corresponda aos usos, 
costumes e práticas do mercado relativas ao tipo de negócio em questão. Também o sentido 
correspondente à boa-fé no negócio jurídico. Ademais, o sentido que corresponde à qual seria a razoável 
negociação das partes sobre a questão discutida. Por fim, deve a interpretação seguir o sentido que for mais 
benéfico à parte que não redigiu o dispositivo, se identificável no caso. 
Claro que as partes podem livremente pactuar regras de interpretação, de preenchimento de lacunas e de 
integração dos negócios jurídicos diversas daquelas previstas em lei (§2º do art. 113 do Código Civil). 
B. Objeto 
Lembre que o objeto precisa ser lícito, possível e determinado ou determinável. Veja as três situações. 
Quanto à licitude, pode-se ter objeto ilícito tanto diretamente (por exemplo, um contrato para que 
o contratado mate alguém), quanto indiretamente (eu doo dinheiro ao matador de aluguel). Tenha 
cuidado na hora de analisar os atos em conjunto, pois isoladamente são lícitos, eventualmente. 
Quanto à possibilidade, são quatro as situações de impossibilidade do objeto, segundo construção 
doutrinária: 
I. Cognoscitiva: impossibilidade de conhecer o objeto (dar o que está dentro de um buraco negro). 
II. Lógica: impossibilidade de cumprimento por contradição no negócio (doar e vender o objeto, ao mesmo 
tempo). 
III. Física: a impossibilidade deve ser analisada no momento da execução da prestação (construir uma 
residência de férias na Lua). 
IV. Jurídica: o objeto é fisicamente possível, mas não juridicamente, seja por lei ou por contrato (vender um 
órgão do corpo). 
Atente porque o art. 106 evidencia que a impossibilidade inicial do objeto não invalida o negócio jurídico 
se for relativa, ou se cessar antes de realizada a condição a que ele estiver subordinado. 
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É o caso enviar uma mensagem instantaneamente sem fios; antes da internet, impossível. E se eu celebrei 
com você um contrato em 1860 estabelecendo isso? Era ele inválido naquela época, ou seja, relativamente 
inválido, porque hoje valeria. 
Ademais, ainda quanto ao objeto, o art. 114 exige do intérprete que os negócios jurídicos 
benéficos e a renúncia (também benéfica) sejam interpretados estritamente. Isso objetiva 
preservar a vontade daquele que praticou o ato benévolo. 
Por exemplo, se eu doo pra você meu carro. Eu e você somos pessoa com deficiência 
(cadeirantes). O equipamento de adaptação veicular do carro que eu estou doando vai junto 
ou não? Não vai, porque a interpretação do negócio tem que ser estrita. 
Por fim, a determinabilidade. A indeterminação tem de ser absoluta, ou seja, não consigo determinar 
a prestação, de modo algum. 
É o caso, por exemplo, de um contrato de cessão de direitos econômicos de jogador de futebol. Qual é o 
objeto desse contrato? O que ele abrange? Não é possível estabelecer com algum grau de precisão, pelo que 
o objeto é indeterminado. 
Ao contrário, porém, o contrato de cessão de direitos hereditários. Qual é o objeto? Os bens que você vai 
receber de herança. Quais são eles, exatamente? Ainda não sei, mas é possível saber, por meio do inventário. 
Ou seja, o objeto é indeterminado, ainda, mais determinável. 
C. Forma 
Acho que é evidente que a vontade tem que ser manifestada. Caso contrário, se for interna, não se fala em 
declaração de vontade. 
 
Como exemplo, há o caso de reserva mental, conforme estabelece o art. 110 do Código Civil. Nessa situação, 
a manifestação de vontade subsiste ainda que o seu autor haja feito a reserva mental de não querer o que 
manifestou. 
Ou seja, não há defeito no negócio jurídico se uma pessoa manifesta a vontade de assumir determinada 
obrigação quando na verdade não quer e se a outra parte desconhece essa sua 
intenção. 
Ao contrário, quem cala, consente? Mais ou menos. O art. 111 do Código Civil prevê 
que o silêncio importa anuência, quando as circunstâncias ou os usos o autorizarem, 
e não for necessária a declaração de vontade expressa. 
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BANCAS DIVERSAS 
CETRO 
Condição, Termo E Encargo (Art. 121 Ao 137) 
1. (CETRO - ANVISA - Analista Administrativo - Área 3 – 2013) Quanto aos elementos acidentais 
do negócio jurídico, assinale a alternativa correta. 
(A) A condição, elemento acidental do negócio jurídico, pode ser classificada, quanto à origem, como 
causal, quando oriunda de fatos jurídicos lato sensu, ou seja, em eventos naturais. 
(B) A condição puramente potestativa é aquela que depende do elemento volitivo, da vontade unilateral, 
sujeitando-se ao puro arbítrio de uma das partes. 
(C) A condição suspensiva é aquela que, enquanto não se verificar, não traz qualquer consequência para 
o negócio jurídico. 
(D) O termo é o elemento acidental do negócio jurídico que traz um ônus relacionado com uma 
liberalidade. 
(E) De acordo com o artigo 131 do Código Civil em vigor, o termo inicial interrompe o exercício e 
suspende a aquisição do direito. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. A condição é elemento acidental do negócio jurídico que deriva da 
vontade das partes, ou seja, o evento será futuro e incerto, não podendo assim, ser classificada como 
causal, vejamos: Art. 121. Considera-se condição a cláusula que, derivando exclusivamente da vontade 
das partes, subordina o efeito do negócio jurídico a evento futuro e incerto. 
A alternativa B está correta e, é o gabarito da questão. A condição puramente potestativa depende do 
elemento volitivo, da vontade unilateral, sujeitando-se ao puro arbítrio de uma das partes. 
A alternativa C está incorreta. De acordo com o CC/2002, a condição suspensiva, na verdade, é aquela 
que enquanto não concretizada, não acarreta efeitos ao negócio jurídico, vejamos: Art. 125. 
Subordinando-se a eficácia do negócio jurídico à condição suspensiva, enquanto esta se não verificar, 
não se terá adquirido o direito, a que ele visa. 
A alternativa D está incorreta. A definição apresentada na assertiva faz referência, na verdade, ao 
encargo. O termo será o momento em que um negócio jurídico começa (termo inicial), ou quando 
termina (termo final). 
A alternativa E está incorreta. De acordo com o art. 131, do CC/2002. O termo inicial, na verdade, 
suspende o exercício, porém, não a aquisição do direito, vejamos: Art. 131. O termo inicial suspende o 
exercício, mas não a aquisição do direito. 
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CONSULPLAN 
Condição, Termo E Encargo (Art. 121 Ao 137) 
2. (CONSULPLAN - TJ-MG - Estagiário - Direito- 2016) Sobre o tratamento que o Código Civil dá 
ao tema “Condição e Termo”, assinale a afirmativa INCORRETA. 
(A) O termo inicial suspende o exercício e a aquisição do direito. 
(B) Têm-se por inexistentes as condições impossíveis, quando resolutivas, e as de não fazer coisa 
impossível. 
(C) Subordinando-se a eficácia do negócio jurídico à condição suspensiva, enquanto esta se não 
verificar, não se terá adquirido o direito, a que ele visa. 
(D) Se alguém dispuser de uma coisa sob condição suspensiva, e, pendente esta, fizer quanto àquela 
novas disposições, estas não terão valor, realizada a condição, se com ela forem incompatíveis. 
Comentário: 
A alternativa A está incorreta e, é o gabarito da questão. De acordo com o CC/2002, o termo inicial, 
realmente suspende o exercício de um direito, contudo, não suspende a aquisição, vejamos: Art. 131. O 
termo inicial suspende o exercício, mas não a aquisição do direito. 
A alternativa B está correta. O art. 124 do CC/2002 traz que: “Têm-se por inexistentes as condições 
impossíveis, quando resolutivas, e as de não fazer coisa impossível”. 
A alternativa C está correta. O art. 125 do CC/2002 traz que: “Subordinando-se a eficácia do negócio 
jurídico à condição suspensiva, enquanto esta se não verificar, não se terá adquirido o direito, a que ele 
visa”. 
A alternativa D está correta. O art. 126 do CC/2002 traz que: “Se alguém dispuser de uma coisa sob 
condição suspensiva, e, pendente esta, fizer quanto àquela novas disposições, estas não terão valor, 
realizada a condição, se com ela forem incompatíveis”. 
FAURGS 
Condição, Termo E Encargo (Art. 121 Ao 137) 
3. (FAURGS / TJ-RS – 2015) Em uma relação jurídica vitalícia, a morte da parte a quem se dirige 
a vitaliciedade é 
a) Condição. 
b) Termo. 
c) Encargo. 
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d) Fato que não pode constar de cláusula contratual, por proibição legal. 
Comentários 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. O termo é um evento de futuro certo ou incerto 
que condiciona os efeitos do negócio jurídico. O temo se divide em dois, pode ser termo certo: quando 
se tem estipulado certo quanto ao fato e a duração; e o termo incerto: quando o termo estipula certo o 
fato, mas é incerto acerca do tempo de duração (quando é condicionado a morte de uma pessoa, por 
exemplo). E ainda, o termo pode ser resolutivo, dando fim aos efeitos, ou suspensivo, quanto ao 
exercício, mas não a suspensão. Quanto ao termo inicial por exemplo, traz a redação do art. 131, do 
Código Civil, que traz: "O termo inicial suspende o exercício, mas não a aquisição do direito.". 
IBCF 
Condição, Termo E Encargo (Art. 121 Ao 137) 
4. (IBFC / EBSERH – 2016) Assinale a alternativa correta sobre o negócio jurídico após analisar 
os itens a seguir e considerar as normas da Lei Federal nº 10.406, de 10/01/2002 (Código 
Civil). 
(A) Considera-se termo a cláusula que, derivando, exclusivamente, da vontade das partes, subordina o 
efeito do negócio jurídico a evento futuro e incerto. 
(B) As condições, física ou juridicamente impossíveis, quando resolutivas, invalidam os negócios 
jurídicos que lhes são subordinados. 
(C) Têm-se por inexistentes as condições impossíveis, quando suspensivas, e as de não fazer coisa 
impossível. 
(D) Subordinando-se a eficácia do negócio jurídico à condição suspensiva, enquanto esta se não 
verificar, não se terá adquirido o direito, a que ele visa. 
(E) Se alguém dispuser de uma coisa sob condição resolutiva, e, pendente esta, fizer quanto àquela novas 
disposições, estas não terão valor, realizada a condição, se com ela forem incompatíveis. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta. De acordo com o CC/2002, considera-se, na verdade, condição e, não 
termo, a cláusula que, derivando, exclusivamente, da vontade das partes, subordina o efeito do negócio 
jurídico a evento futuro e incerto, vejamos: art. 121. Considera-se condição a cláusula que, derivando 
exclusivamente da vontade das partes, subordina o efeito do negócio jurídico a evento futuro e incerto. 
A alternativa B está incorreta. De acordo com o CC/2002, as condições, física ou juridicamente 
impossíveis, quando suspensivas e, não resolutivas, invalidam os negócios jurídicos que lhes são 
subordinados, vejamos: art. 123. Invalidam os negócios jurídicos que lhes são subordinados: I - as 
condições física ou juridicamente impossíveis, quando suspensivas; II - as condições ilícitas, ou de fazer 
coisa ilícita; III - as condições incompreensíveis ou contraditórias. 
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A alternativa C está incorreta. De acordo com o CC/2002, têm-se por inexistentes as condições 
impossíveis, quando resolutivas e, não suspensivas, e as de não fazer coisa impossível, vejamos: art. 124. 
Têm-se por inexistentes as condições impossíveis, quandoresolutivas, e as de não fazer coisa 
impossível. 
A alternativa D está correta e, é o gabarito da questão. De acordo com o CC/2002, subordinando-se a 
eficácia do negócio jurídico à condição suspensiva, enquanto esta se não verificar, não se terá adquirido 
o direito, a que ele visa, vejamos: art. 125. Subordinando-se a eficácia do negócio jurídico à condição 
suspensiva, enquanto esta se não verificar, não se terá adquirido o direito, a que ele visa. 
A alternativa E está incorreta. De acordo com o CC/2002, se alguém dispuser de uma coisa sob condição 
suspensiva e, não resolutiva, e, pendente esta, fizer quanto àquela novas disposições, estas não terão 
valor, realizada a condição, se com ela forem incompatíveis, vejamos: art. 126. Se alguém dispuser de 
uma coisa sob condição suspensiva, e, pendente esta, fizer quanto àquela novas disposições, estas não 
terão valor, realizada a condição, se com ela forem incompatíveis. 
5. (IBFC / SAEB-BA – 2015) Assinale a alternativa correta de acordo com o que estabelece o 
código civil brasileiro sobre os defeitos nos negócios jurídicos. 
(A) A transmissão errônea da vontade por meios interpostos não é anulável. 
(B) O erro de indicação da pessoa ou da coisa, a que se referir a declaração de vontade, não viciará o 
negócio. 
(C) O erro de cálculo apenas autoriza a anulação da declaração de vontade. 
(D) O falso motivo só vicia a declaração de vontade quando expresso como razão determinante. 
(E) O erro prejudica a validade do negócio jurídico ainda quando a pessoa, a quem a manifestação de 
vontade se dirige, se oferecer para executá-la na conformidade da vontade real do manifestante. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta. De acordo com o CC/2002, a transmissão errônea da vontade por meios 
interpostos, na verdade, é anulável, vejamos: art. 141. A transmissão errônea da vontade por meios 
interpostos é anulável nos mesmos casos em que o é a declaração direta. 
A alternativa B está incorreta. De acordo com o CC/2002, o erro de indicação da pessoa ou da coisa, a 
que se referir a declaração de vontade, na verdade, vicia sim o negócio jurídico, vejamos: art. 142. O erro 
de indicação da pessoa ou da coisa, a que se referir a declaração de vontade, não viciará o negócio 
quando, por seu contexto e pelas circunstâncias, se puder identificar a coisa ou pessoa cogitada. 
A alternativa C está incorreta. De acordo com o CC/2002, o erro de cálculo, na verdade, apenas autoriza 
a retificação e, não a anulação da declaração de vontade, vejamos: art. 143. O erro de cálculo apenas 
autoriza a retificação da declaração de vontade. 
A alternativa D está correta e, é o gabarito da questão. De acordo com o CC/2002, o falso motivo só 
vicia a declaração de vontade quando expresso como razão determinante, vejamos: art. 140. O falso 
motivo só vicia a declaração de vontade quando expresso como razão determinante. 
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A alternativa E está incorreta. De acordo com o CC/2002, na verdade, o erro não prejudica a validade 
do negócio jurídico ainda quando a pessoa, a quem a manifestação de vontade se dirige, se oferecer para 
executá-la na conformidade da vontade real do manifestante, vejamos: art. 144. O erro não prejudica a 
validade do negócio jurídico quando a pessoa, a quem a manifestação de vontade se dirige, se oferecer 
para executá-la na conformidade da vontade real do manifestante. 
QUADRIX 
Condição termo e encargo (121 ao 137) 
6. (Quadrix - CREF - 13ª Região (BA-SE) - Analista Advogado- 2018) Quanto aos direitos da 
personalidade e à capacidade civil, julgue o item. 
 
Considere‐se que João, sócio minoritário de uma pessoa jurídica, ao ver o fracasso de seu casamento 
com Carla e a iminência do divórcio, decida comprar bens para a sociedade em que tem cotas sociais 
com recursos pessoais, em detrimento de seu cônjuge. Nessa situação, apesar da ausência de previsão 
legal expressa, será cabível a desconsideração inversa da personalidade jurídica. 
Comentário: 
 
A questão está desatualizada. Há época em que foi aplica esta questão, de fato, ainda não existia previsão 
legal que abordasse a desconsideração inversa da personalidade jurídica. Porém, atualmente, há 
expresso no CPC/2015 a possibilidade da desconsideração inversa da personalidade da pessoa jurídica: 
 
Art. 133. O incidente de desconsideração da personalidade jurídica será instaurado a pedido da parte 
ou do Ministério Público, quando lhe couber intervir no processo. 
 
§ 2º Aplica-se o disposto neste Capítulo à hipótese de desconsideração inversa da personalidade 
jurídica. 
Assim sendo, a esposa de João poderá requerer a desconsideração inversa da personalidade jurídica. 
 
CONSULTEC 
Condição termo e encargo (121 ao 137) 
7. (CONSULTEC - TJ-BA - Conciliador- 2010) No que se refere aos elementos acidentais do 
Negócio Jurídico, entende-se por Termo 
(A) o acontecimento futuro e certo que subordina o início ou o término da eficácia jurídica de 
determinado ato negocial. 
(B) a espécie de determinação acessória que suspende a aquisição e o exercício do direito. 
(C) o acontecimento futuro e incerto que subordina a eficácia jurídica de determinado negócio. 
(D) a determinação acessória acidental do negócio jurídico que impõe ao beneficiário um ônus a ser 
cumprido, em prol da liberalidade maior. 
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(E) o acontecimento futuro e certo que impõe ao beneficiário um ônus a ser cumprido, em prol da 
liberalidade maior. 
 
Comentário: 
 
A alternativa A está correta e, é o gabarito da questão. O termo se caracteriza por ser um acontecimento 
futuro e certo que que subordina o início ou o término da eficácia jurídica de determinado ato negocial, 
como é possível constatar a partir da leitura dos seguintes arts. do CC/2002: art. 131. O termo inicial 
suspende o exercício, mas não a aquisição do direito. Art. 135. Ao termo inicial e final aplicam-se, no que 
couber, as disposições relativas à condição suspensiva e resolutiva. 
 
A alternativa B está incorreta. Conforme o art. 131, do CC/2002, o termo inicial suspende o exercício, 
mas não a aquisição de um direito. 
 
A alternativa C está incorreta. O acontecimento futuro e incerto que subordina a eficácia jurídica de 
determinado negócio é caracterizado pelo CC/2002 como condição: art. 121. Considera-se condição a 
cláusula que, derivando exclusivamente da vontade das partes, subordina o efeito do negócio jurídico a 
evento futuro e incerto. 
 
A alternativa D está incorreta. Tal definição diz respeito ao encargo. 
 
A alternativa E está incorreta. A definição exposta pela assertiva, também se refere ao encargo. 
FUNDATEC 
Condição termo e encargo (121 ao 137) 
8. (FUNDATEC / EPCT-Porto Alegre(RS) - 2012) É elemento acidental do negócio jurídico: 
a) O erro. 
b) O termo. 
c) A capacidade do agente. 
d) O consentimento. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, já que o erro é causa de anulação do negócio jurídico. 
A alternativa B está correta, dado que o termo é elemento acidental, não necessário do negócio jurídico. 
A alternativa C está incorreta, pois a capacidade do agente é um dos elementos de validade do negócio 
jurídico. 
A alternativa D está incorreta, porque o consentimento é elemento de existência do negócio jurídico. 
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CESGRANRIO 
Condição termo e encargo (121 ao 137) 
9. (CESGRANRIO - Petrobras - Advogado Júnior- 2015) Sr. X, doador, celebra contrato de doação 
de um carro antigo com o Sr.Y, donatário, no qual insere cláusula estabelecendo que a doação 
somente se tornará eficaz a partir do momento em que o Sr. Y termine a reforma do referido 
carro. A cláusula estabelecida nesse negócio jurídico de doação tem natureza de 
(A) encargo, permitindo ao Sr. Y o uso imediato do bem. 
(B) condição resolutiva, permitindo ao Sr. Y o uso e disposição do bem. 
(C) condição suspensiva, não permitindo ao Sr. Y o uso imediato do bem. 
(D) condição suspensiva, importando na aquisição do carro pelo Sr. Y, a partir da tradição do bem. 
(E) condição suspensiva, permitindo a aquisição do direito, mas suspendendo o seu exercício. 
Comentários: 
 
A alternativa A está incorreta. O encargo, não corresponde ao descrito no enunciado, uma vez que, 
impõe ao beneficiário de uma liberalidade, uma dada obrigação. Ou seja, para que se caracterizasse tal 
instituto no negócio realizado em os Srs. X e Y, a proposta deveria ser, por exemplo, da seguinte forma: 
a doação se daria se o Sr. Y prometer nunca vender o carro, ou cuidar da reforma da casa do Sr. X até 
sua morte. Em situações como estas, o uso do bem poderia ser imediato, pois, o encargo não suspende 
a aquisição nem o exercício do direito, por força do art. 136 do CC/2002: 
 
Art. 136. O encargo não suspende a aquisição nem o exercício do direito, salvo quando expressamente 
imposto no negócio jurídico, pelo disponente, como condição suspensiva. 
 
A alternativa B está incorreta. A priori, o negócio realizado entre o Sr. Y e o Sr. X não corresponde à 
condição resolutiva, pois, esta caracteriza-se pela extinção do negócio juntamente com a extinção da 
condição. Tal fato se daria, caso o Sr. X doasse o carro até que os filhos do Sr. Y se formassem na 
faculdade. A colação de grau dos filhos do Sr. Y implicariam na devolução do bem. Diante de tal situação, 
seria possível, apenas, o uso do bem e, jamais sua disposição. 
 
A alternativa C está correta e, é o gabarito da questão. O que se verifica no caso em tela é a condição 
resolutiva, vez que esta caracteriza-se pela subordinação da eficácia do negócio, ou seja, o carro apenas 
será doado, caso o Sr. Y termine sua reforma. Logo, neste caso, o Sr. Y fica impedido de utilizar o bem, 
até que a condição se concretize. 
 
A alternativa D está incorreta. Apesar de a condição ser suspensiva, como já visto, não há o que se falar 
em tradição, pois esta apenas é possível quando o negócio foi oneroso, enquanto que, o caso em tela 
trata de um negócio gratuito no qual apenas uma das partes oferece uma vantagem, não ficando a outra 
parte obrigada a contraprestação para aquisição do bem. Vale ressaltar que a reforma do carro não pode 
ser entendida como uma forma de contraprestação, pois tal vantagem em nada agrega ao patrimônio 
do Sr. X, na verdade, ela é mais vantajosa ao próprio Sr. Y. 
 
A alternativa E está incorreta. A condição, quando suspensiva, suspende, na verdade, o direito, já que 
este somente será adquirido quando for cumprido o implemento, nos termos do art. 125 do CC: 
 
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Art. 125. Subordinando-se a eficácia do negócio jurídico à condição suspensiva, enquanto esta se não 
verificar, não se terá adquirido o direito, a que ele visa. 
 
Ou seja, o Sr. Y somente terá o direito ao uso ou disposição do automóvel quando cumprida a condição 
e a doação for efetivada. Enquanto isso, permanece suspenso o direito sobre o bem. 
 
10. (CESGRANRIO - LIQUIGÁS - Profissional Júnior - Direito- 2013) No regime jurídico das 
condições, observa-se que a condição 
(A) potestativa é lícita quando estiver sujeita ao arbítrio do devedor. 
(B) fisicamente impossível invalida o negócio jurídico quando sua natureza for resolutiva. 
(C) suspensiva determina a aquisição de uma expectativa de direito. 
(D) resolutiva, sob cuja condição esteja o negócio jurídico, não origina a aquisição plena do direito 
pelo credor. 
(E) suspensiva, sob a qual esteja o titular de um direito, não pode praticar atos de conservação de 
seu direito eventual. 
Comentários: 
 
A alternativa A está incorreta. A condição potestativa é ilícita, vez que o CC/2002, veda as condições 
que se sujeitarem ao puro arbítrio de uma das partes, como é o caso das potestaivas: 
 
Art. 122. São lícitas, em geral, todas as condições não contrárias à lei, à ordem pública ou aos bons 
costumes; entre as condições defesas se incluem as que privarem de todo efeito o negócio jurídico, ou o 
sujeitarem ao puro arbítrio de uma das partes. 
 
A alternativa B está incorreta. As condições invalidam o negócio, no caso das condições físicas serem 
impossíveis e sua natureza for SUSPENSIVA e, não resolutiva, nos termos do CC/2002: 
Art. 123. Invalidam os negócios jurídicos que lhes são subordinados: 
I - as condições física ou juridicamente impossíveis, quando suspensivas; 
A alternativa C está correta e, é o gabarito da questão. Nos termos do CC/2002, a condição suspensiva 
determina a aquisição de uma expectativa de direito: 
 
Art. 125. Subordinando-se a eficácia do negócio jurídico à condição suspensiva, enquanto esta se não 
verificar, não se terá adquirido o direito, a que ele visa. 
 
A alternativa D está incorreta. De acordo com o CC, a condição resolutiva permite que se exerça o 
direito estabelecido por ela, desde sua conclusão, portanto, ela origina sim a aquisição plena do direito 
pelo credor: 
 
Art. 127. Se for resolutiva a condição, enquanto esta se não realizar, vigorará o negócio jurídico, podendo 
exercer-se desde a conclusão deste o direito por ele estabelecido. 
 
A alternativa E está incorreta. De acordo com o expresso pelo CC, não é vedada a conservação do direito 
eventual, na verdade, ela é permitida, como se observa a seguir: 
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Art. 130. Ao titular do direito eventual, nos casos de condição suspensiva ou resolutiva, é permitido 
praticar os atos destinados a conservá-lo. 
 
11. (CESGRANRIO - Innova - Advogado Júnior- 2012) A Sociedade Petr S.A. compromete-se a doar 
um terreno à Sociedade Gasos S.A., desde que esta seja vitoriosa em procedimento de 
licitação realizada pelo Estado do Rio de Janeiro. Um mês antes do início do procedimento 
licitatório, a Sociedade Gasos S.A. descobre que o proprietário do terreno vizinho ao terreno 
da Sociedade Petr S.A. vem danificando o seu bem, podendo a continuação do ato gerar 
destruição do imóvel. Diante do ocorrido, o Código Civil prevê que a 
(A) Sociedade Gasos S.A. nada poderá fazer, visto que só possui uma mera expectativa de direito, 
sendo a legitimidade para a propositura de qualquer ação da Sociedade Petr S.A. 
(B) Sociedade Gasos S.A. não poderá promover ação judicial, nem mesmo a Sociedade Petr S.A., 
porque será preciso a realização da licitação para a propositura da ação. 
(C) Sociedade Gasos S.A. poderá promover ação judicial que impeça o ato do vizinho, visto que o 
termo inicial gera a aquisição do direito. 
(D) Sociedade Gasos S.A. poderá agir judicialmente, pois ao titular do direito eventual, nos casos de 
condição suspensiva, é permitido praticar os atos destinados a conservá-lo. 
(E) doação celebrada pela Sociedade Petr S.A. está sujeita a uma condição suspensiva, gerando a 
suspensão da aquisição do direito, inibindo a ação da Sociedade Gasos S.A. 
Comentários: 
 
A alternativa A está incorreta. Como é possível perceber, para que ocorra o negócio jurídico (a doação), 
há uma condição suspensiva, ou seja, ficam suspensos a aquisição e os efeitos do direito até que o evento 
futuro e incerto ocorra. Dessa forma, há, portanto, uma expectativa de um direito, no entanto, ainda 
assim, nos termos do CC/2002, pode o detentor da expectativa de tal direito praticar osatos destinados 
a conservá-lo: 
 
Art. 130. Ao titular do direito eventual, nos casos de condição suspensiva ou resolutiva, é permitido 
praticar os atos destinados a conservá-lo. 
 
Sendo assim, a empresa Gasos S.A tem legitimidade para a propositura da ação que vise conservar a 
propriedade que está sendo danificada, não ficando tal direito, portanto, restrito à Petr S.A. 
 
A alternativa B está incorreta. Como já analisado, ambas as empresas possuem legitimidade para 
propositura da ação que vise a preservação da propriedade, visto que a Petr S.A é proprietária e a Gasos 
S.A possui expectativa de direito sobre a mesma em decorrência de condição suspensiva. 
 
A alterativa C está incorreta. A sociedade Gasos S.A realmente poderá ingressar com ação contra o 
vizinho da propriedade, porém, não em decorrência do termo inicial, que se daria apenas no dia em que 
de fato passasse a vigorar o contrato de doação, mas em decorrência da expectativa de direito gerada 
pela condição suspensiva imposta pela Petr S.A. 
 
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A alternativa D está correta e, é o gabarito da questão. Como já visto, por força do art. 130 do CC/2002, 
a sociedade Gasos S.A. poderá agir judicialmente, pois ao titular do direito eventual, nos casos de 
condição suspensiva, é permitido praticar os atos destinados a conservá-lo. 
 
A alternativa E está incorreta. De fato, a doação celebrada pela sociedade Petr S.A. está sujeita a uma 
condição suspensiva, mas, ao contrário do que afirma a assertiva, não há a suspensão da aquisição do 
direito e, sim a geração de uma expectativa de direito que permite à sociedade Gasos S.A ingressar com 
ação que iniba o vizinho de danificar o terreno. 
 
12. (CESGRANRIO - Caixa - Advogado- 2012) Num contrato de compra e venda de um bem imóvel, 
a cláusula que sujeita o pagamento integral do preço ao registro da baixa da hipoteca no 
registro de imóveis constitui 
(A) encargo, a ser cumprido pelo comprador. 
(B) condição potestativa pura, permitida por lei. 
(C) condição suspensiva, subordinando a eficácia do contrato a evento futuro e incerto. 
(D) condição suspensiva, determinando a cessação dos efeitos da compra e venda. 
(E) condição resolutiva tácita, necessária para a resolução do contrato. 
Comentários: 
 
A alternativa A está incorreta. O encargo trata-se de uma cláusula acessória à liberdade por meio da 
qual se impõe uma obrigação ao beneficiário. Por exemplo, Fulano doará o apartamento a Ciclano, desde 
que este cuide do cachorro da família até sua morte. Assim, é possível concluir que não se trata de uma 
contraprestação e, o exercício do direito não será impedido, não podendo ser o encargo, portanto, o ato 
constitutivo da situação narrada pelo enunciado. 
 
A alternativa B está incorreta. A condição potestativa pura trata-se da subordinação do negócio jurídico 
ao arbítrio de apenas uma das partes. Por exemplo, Fulano executa um contrato de compra e venda com 
Ciclano, mas, este deixa claro que pagará quando quiser. Por bem, o contrato será nulo, já que não é 
permitido no ordenamento jurídico que a condição esteja puramente sujeita ao arbítrio de apenas uma 
das partes. 
 
A alternativa C está correta e, é o gabarito da questão. A condição suspensiva trata-se daquela que 
subordina a eficácia do negócio jurídico a sua implementação, ou sejam subordina a eficácia do negócio 
à um evento futuro e incerto, como é o caso descrito no enunciado. 
 
A alternativa D está incorreta. A cláusula capaz de estabelecer um evento futuro e incerto que gere a 
cessação dos efeitos do negócio jurídico estabelece, na verdade, uma condição resolutiva e, não 
suspensiva. 
 
A alternativa E está incorreta. Como já visto, o enunciado não se trata de uma condição resolutiva e 
menos ainda de uma condição resolutiva tácita. 
13. (CESGRANRIO - Petrobras - Advogado- 2005) No direito pátrio, como regra geral, o negócio 
jurídico inspira-se pelo princípio da forma: 
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(A) particular. 
(B) livre. 
(C) consensual. 
(D) pública. 
(E) especial. 
Comentários: 
 
A alternativa B está correta e, é o gabarito da questão. De acordo com os ensinamentos de Clóvis 
Beviláqua, a forma traduz-se pelo meio através do qual a manifestação da vontade nos negócios 
jurídicos produz efeitos jurídicos. Sendo assim, a forma é, portanto, um conjunto de solenidades as quais 
devem ser observadas, para que a declaração de vontade tenha eficácia jurídica. Diante disso, a 
sistemática do Código Civil inspira-se pelo princípio da forma LIVRE, ou seja, a validade de uma 
declaração de vontade depende de forma determinada, quando explicitamente a norma exigir. 
AOCP 
Condição termo e encargo (121 ao 137) 
14. (AOCP - Prefeitura de Juiz de Fora - MG - Procurador Municipal- 2016) De acordo com as 
disposições contidas no Código Civil relativas aos Negócios Jurídicos, assinale a alternativa 
correta. 
(A) Os negócios jurídicos benéficos interpretam-se extensivamente. 
(B) Invalidam os negócios jurídicos que lhes são subordinados as condições juridicamente 
impossíveis, quando resolutivas. 
(C) Os negócios jurídicos entre vivos, sem prazo, são exequíveis desde logo, salvo se a execução tiver 
de ser feita em lugar diverso ou depender de tempo. 
(D) São os negócios jurídicos anuláveis por dolo, ainda que este seja acidental. 
(E) A escritura pública é essencial à validade dos negócios jurídicos que visem à constituição, 
transferência, modificação ou renúncia de direitos reais sobre imóveis de valor superior a vinte vezes o 
maior salário mínimo vigente no País. 
Comentários: 
 
A alternativa A está incorreta. Conforme determina o CC/2002, a interpretação dos negócios jurídicos 
deve se dar de maneira estrita e, não extensiva: 
 
 Art. 114. Os negócios jurídicos benéficos e a renúncia interpretam-se estritamente. 
A alternativa B está incorreta. De acordo com o CC, as condições judicialmente impossíveis que de fato 
invalidam o negócio jurídico são as suspensivas e, não resolutivas: 
Art. 123. Invalidam os negócios jurídicos que lhes são subordinados: I - as condições física ou 
juridicamente impossíveis, quando suspensivas. 
A afirmativa C está correta e, é o gabarito da questão. Eis que a afirmativa é a transcrição do art. 134 
do CC/2002: 
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Art. 134. Os negócios jurídicos entre vivos, sem prazo, são exequíveis desde logo, salvo se a execução 
tiver de ser feita em lugar diverso ou depender de tempo. 
A alternativa D está incorreta. O dolo acidental não anula o negócio jurídico, apenas obriga à satisfação 
das perdas e danos, conforme o art. 146 do CC2002: 
Art. 146. O dolo acidental só obriga à satisfação das perdas e danos, e é acidental quando, a seu despeito, 
o negócio seria realizado, embora por outro modo. 
A alternativa E está incorreta. Conforme determina o CC/2002, a escritura pública e essencial para a 
validade do negócio jurídico, quando este tiver valor superior a 30 vezes o maior salário mínimo vigente 
no país e, não 20 como afirma a assertiva: 
Art. 108. Não dispondo a lei em contrário, a escritura pública é essencial à validade dos negócios 
jurídicos que visem à constituição, transferência, modificação ou renúncia de direitos reais sobre 
imóveis de valor superior a 30 vezes o maior salário mínimo vigente no País. 
 
FUMARC 
Condição termo e encargo (121 ao 137) 
15. (FUMARC - TJ-MG - Técnico Judiciário- 2012) Quanto aos negócios jurídicos, todas as 
alternativas abaixo sãocorretas, EXCETO: 
 
(A) O termo inicial suspende o exercício e a aquisição do direito. 
(B) Os prazos de meses e anos expiram no dia de igual número do de início, ou no imediato, se faltar 
exata correspondência. 
(C) Salvo se o permitir a lei ou o representado, é anulável o negócio jurídico que o representante, no 
seu interesse ou por conta de outrem, celebrar consigo mesmo. 
(D) Se alguém dispuser de uma coisa sob condição suspensiva, e, pendente esta, fizer quanto àquela 
novas disposições, estas não terão valor, realizada a condição, se com ela forem incompatíveis. 
Comentários: 
 
A alternativa A está incorreta e, é o gabarito da questão. O termo inicial, ao contrário do que afirma a 
assertiva suspende o exercício, mas não a aquisição do direito: 
 
Art. 131. O termo inicial suspende o exercício, mas não a aquisição do direito. 
 
A alternativa B está correta. Eis que a assertiva é a exata transcrição do §3º, do art. 132, do CC/2002: 
 
Art. 132. Salvo disposição legal ou convencional em contrário, computam-se os prazos, excluído o dia 
do começo, e incluído o do vencimento. 
 
§ 3º Os prazos de meses e anos expiram no dia de igual número do de início, ou no imediato, se faltar 
exata correspondência. 
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A alternativa C está correta. De acordo com o CC/2002, com exceção dos casos em que a lei permitir, 
ou o representado, será anulável o negócio jurídico cujo representante, seja por interesse próprio ou de 
terceiro, o celebre consigo mesmo: 
 
Art. 117. Salvo se o permitir a lei ou o representado, é anulável o negócio jurídico que o representante, 
no seu interesse ou por conta de outrem, celebrar consigo mesmo. 
 
A alternativa D está correta. Eis que a assertiva é a exata transcrição do art. 126 do CC/2002: 
 
Art. 126. Se alguém dispuser de uma coisa sob condição suspensiva, e, pendente esta, fizer quanto àquela 
novas disposições, estas não terão valor, realizada a condição, se com ela forem incompatíveis. 
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FGV 
Condição, Termo E Encargo (Art. 121 Ao 137) 
1. (FGV / PREF. DE CUIABÁ-MT – 2016) Francisco deseja doar seu apartamento para Joaquim, 
seu sobrinho mais novo. Ao realizar a transferência, exige que o sobrinho pinte o 
apartamento, a cada 6 meses, na cor que ele determinar. Joaquim aceita a oferta. 
Assinale a opção que indica o elemento acidental presente no negócio jurídico. 
(A) Condição suspensiva. 
(B) Condição resolutiva. 
(C) Encargo. 
(D) Termo inicial. 
(E) Termo final. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta. Como o próprio nome diz, condição suspensiva é uma condição 
estipulada anterior a realização do negócio, sem a qual, o mesmo não se realizará, ou seja, gera uma 
expectativa de direito. Por exemplo, um pai faz um contrato de doação para seu filho, doando-lhe seu 
carro, porém, a doação apenas se efetivará caso o filho ingresse em uma universidade. Sendo assim, caso 
o filho não consiga passar no vestibular, não receberá o carro, ou seja, a realização do negócio jurídico 
(doação) estará suspensa, ou seja, depende da condição de o filho obter resultado positivo no vestibular. 
A alternativa B está incorreta. Como o próprio nome diz, condição resolutiva resolve o negócio, ou seja, 
põe fim ao negócio. Por exemplo, um pai faz um contrato de doação de um carro ao seu filho, até que ele 
termine a faculdade. O termino ou a interrupção da faculdade colocará fim ao contrato, ou seja, resolverá 
o negócio jurídico. 
A alternativa C está correta e, é o gabarito da questão. Encargo ou modo é uma restrição a certa 
liberalidade que foi concedida. Por exemplo, quando um pai dá um dinheiro de presente a um filho, mas 
diz que ele precisa usar parte deste dinheiro para comprar livros. Geralmente o encargo é colocado em 
doações, mas nada impede que se refira a qualquer ato de índole gratuita (liberalidades). Exemplo: “doa-
se determinado terreno ao Estado tendo como obrigação deste a construção de um hospital (o 
encargo)”. Assim, o encargo apresenta–se como cláusula acessória as liberalidades, quer estabelecendo 
uma finalidade ao objeto do negócio, quer impondo uma obrigação ao favorecido, em benefício do 
instituidor, ou de terceiro, ou mesmo da coletividade (como no exemplo acima). 
A alternativa D está incorreta. Termo inicial significa a data de início de um negócio jurídico. É o 
primeiro dia, é o acontecimento futuro e certo, compreende o dia de início, dies a quo (termo inicial). 
A alternativa E está incorreta. Termo final significa a data de término do prazo de um negócio jurídico, 
também chamado de dies ad quem (termo final). 
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Gabarito: Letra C. 
2. (FGV / PREF. DE CUIABÁ-MT – 2016) Fábio comprometeu-se a doar uma casa aos noivos 
Roberto e Carla, desde que viessem a contrair matrimônio. Um mês antes do casamento, Carla 
descobriu que o vizinho do imóvel vem danificando o bem de Fábio, podendo a continuação 
destruir o imóvel. Diante do ocorrido, assinale a afirmativa correta. 
(A) Roberto e Carla nada poderão fazer, visto que só possuem uma mera expectativa de direito, sendo 
de Fábio a legitimidade para a propositura de qualquer ação. 
(B) Roberto e Carla poderão promover ação judicial que impeça o ato do vizinho, visto que o termo 
inicial gera a aquisição do direito. 
(C) Fábio, Roberto e Carla não poderão promover ação judicial, pois será preciso aguardar a realização 
do casamento para a propositura da ação. 
(D) Roberto e Carla poderão agir, inclusive judicialmente, pois ao titular do direito eventual, nos casos 
de condição suspensiva, é permitido praticar os atos destinados a conservá-lo. 
(E) A doação celebrada por Fábio está sujeita a uma condição suspensiva, o que gera a suspensão da 
aquisição do direito, inibindo a ação dos noivos. 
Comentários: 
No caso em tela, o que se percebe é um negócio jurídico que possui uma condição suspensiva no qual o 
negócio fica condicionado a realização de um fato futuro e incerto, de maneira que o termo inicial se 
dará, apenas, quando tal condição ocorrer. O termo inicial, nestes casos, que significa a data em que o 
negócio passa a vigorar, ou seja, a ter validade, não impede a aquisição do direito, apenas é possível 
retardar o seu exercício, como é possível perceber no art. 131, do CC/2002: “O termo inicial suspende o 
exercício, mas não a aquisição do direito”. Ou seja, o evento futuro (casamento), é a condição a qual o 
negócio está condicionado, contudo, o casal já pode exercer sobre o bem os atos conservatórios (atos 
que asseguram o exercício futuro) como o registro do título, podendo inclusive exigir do futuro 
usufrutuário (que possui o gozo atual do direito) a caução. Como determina o art. 130 do CC/2002: “Ao 
titular do direito eventual, nos casos de condição suspensiva ou resolutiva, é permitido praticar os atos 
destinados a conservá-lo”. Sendo assim, a alternativa D está correta e, é o gabarito da questão. 
Gabarito: Letra D. 
3. (FGV / TJ-PI – 2016) Elisa convencionou com Lourdes a doação periódica de certa quantia em 
dinheiro caso ela seja aprovada e curse a faculdade de Administração no estado vizinho à 
cidade onde moram. 
Sobre a situação descrita, é correto afirmar que o ajuste negocial está sujeito: 
(A) A encargo, no qual caberá a Lourdes cumprir os requisitos em questão para aquisição do direito às 
verbas; 
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(B) A termo inicial, apenas produzindo efeitos após o ingresso de Lourdes no curso; 
(C) À condição suspensiva, somente se adquirindo o direito aos valores se Lourdes for aprovada e cursar 
a faculdade; 
(D) À condição resolutiva, adquirindo Lourdes o direito aos valores desde o início e os restituindo caso 
não seja aprovada; 
(E) A termo final, extinguindo o negócio jurídico com o ingresso de Lourdes no curso superior. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta. Encargo ou modo é uma restrição a certa liberalidade que foi concedida. 
Por exemplo, quando um pai dá um dinheiro de presente a um filho, mas diz que ele precisa usar parte 
deste dinheiro para comprar livros. Geralmente o encargo é colocado em doações, mas nada impede que 
se refira a qualquer ato de índole gratuita (liberalidades). Exemplo: “doa-se determinado terreno ao 
Estado tendo como obrigação deste a construção de um hospital (o encargo)”. Assim, o encargo 
apresenta–se como cláusula acessória as liberalidades, quer estabelecendo uma finalidade ao objeto do 
negócio, quer impondo uma obrigação ao favorecido, em benefício do instituidor, ou de terceiro, ou 
mesmo da coletividade (como no exemplo acima). 
A alternativa B está incorreta. O termo inicial é na verdade a data de início do cumprimento do 
contrato, na verdade, o termo inicial seria o dia em que Lourdes passar na faculdade, o dia em que o 
contrato passará a vigorar. 
A alternativa C está correta e, é o gabarito da questão. Condição suspensiva, como o próprio nome diz, 
é aquela em que as partes protelam a eficácia do negócio jurídico, ou seja, somente terá eficácia após 
realizada uma condição, um acontecimento futuro e incerto, como no caso em tela, apenas haverá a 
doação da quantia de dinheiro quando Lourdes ingressar na faculdade, o que pode ou não acontecer. O 
CC/2002 aborda o assunto da seguinte maneira: art. 125. Subordinando-se a eficácia do negócio jurídico 
à condição suspensiva, enquanto esta se não verificar, não se terá adquirido o direito, a que ele visa. Art. 
126. Se alguém dispuser de uma coisa sob condição suspensiva, e, pendente esta, fizer quanto àquelas 
novas disposições, estas não terão valor, realizada a condição, se com ela forem incompatíveis. 
A alternativa D está incorreta. Condição resolutiva fica subordina a ineficácia do negócio jurídico a um 
evento futuro e incerto. Enquanto este evento não ocorrer, vigorará o negócio jurídico. Uma vez 
verificada a condição, se extingue o direito que a ela se opõe. Por exemplo, se o caso retratasse a situação 
de que enquanto Lourdes estudar será feita a doação de uma quantia de dinheiro, quando ela parar de 
estudar, esta condição deixa de existir. O CC/2002 trata do assunto nos seguintes arts.: Art. 124. Têm-
se por inexistentes as condições impossíveis, quando resolutivas, e as de não fazer coisa impossível. Art. 
127. Se for resolutiva a condição, enquanto esta se não realizar, vigorará o negócio jurídico, podendo 
exercer-se desde a conclusão deste o direito por ele estabelecido. Art. 128. Sobrevindo a condição 
resolutiva, extingue-se, para todos os efeitos, o direito a que ela se opõe; mas, se aposta a um negócio de 
execução continuada ou periódica, a sua realização, salvo disposição em contrário, não tem eficácia 
quanto aos atos já praticados, desde que compatíveis com a natureza da condição pendente e conforme 
aos ditames de boa-fé. 
A alternativa E está incorreta. Termo final significa o dia do final, ou seja, em que se encerra o negócio 
jurídico. 
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Gabarito: Letra C. 
4. (FGV / PREFEITURA DE CUIABÁ-MT – 2015) Adriana, vendedora, e Renata, compradora, 
realizam contrato de compra e venda de um automóvel. No momento da formação do vínculo 
contratual, tendo sido efetivado o pagamento integral do valor contratado, estabeleceu-se 
que a vendedora entregaria o bem à compradora em uma semana, permanecendo Adriana 
na posse do bem, sendo permitido o seu uso. Três dias após o contratado, Adriana, na posse 
do automóvel, sofre acidente, por conta de sua imprudência ao dirigir, tendo sido totalmente 
destruído o veículo objeto do contrato. 
Sobre o caso narrado, assinale a afirmativa correta. 
(A) Renata terá direito à reparação pela perda do bem, na medida em que já sua proprietária, sob 
condição suspensiva. 
(B) Renata terá direito à reparação pela perda do bem, na medida em que já era sua proprietária, sob 
termo inicial. 
(C) Renata terá direito à reparação pela perda do bem, pois houve uso abusivo da propriedade por parte 
de Adriana. 
(D) Renata não terá direito à reparação pela perda do bem, pois este ainda não era de sua propriedade, 
que só se perfaz com a tradição. 
(E) Renata não terá direito à reparação pela perda do bem, pois já era dele proprietária, perdendo-se a 
coisa para o seu dono. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta. Não há o que se falar em condição suspensiva, uma vez que esta significa 
que uma condição suspenderia os efeitos do negócio, durante o tempo em que o fato futuro não ocorre, 
por exemplo, a vendedora estipular que a venda somente se realizaria quando Renata contraísse 
matrimonio. 
A alternativa B está correta e, é o gabarito da questão. Renata terá direito à reparação pela perda do 
bem, na medida em que já era sua proprietária, sob termo inicial, ou seja, no momento em que foi 
efetuado o pagamento total do valor do veículo, este passou a ser de Renata e o negócio jurídico, no caso, 
o contrato de compra e venda passou a vigorar naquele instante, ou seja, ela estava sob o termo inicial 
(prazo em que começa a vigorar um negócio jurídico). 
A alternativa C está incorreta. Não há o que se falar em uso abusivo do bem, uma vez que havia sido 
feito o acordo entre as partes que o carro seria entregue dentro de uma semana. Contudo, a reparação 
pela perda é devida. 
A alternativa D está incorreta. Renata terá direito à reparação pela perda do bem, na medida em que já 
era sua proprietária, sob termo inicial, ou seja, no momento em que foi efetuado o pagamento total do 
valor do veículo, este passou a ser de Renata e o negócio jurídico, no caso, o contrato de compra e venda 
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passou a vigorar naquele instante, ou seja, ela estava sob o termo inicial (prazo em que começa a vigorar 
um negócio jurídico). 
A alternativa E está incorreta. Renata terá direito à reparação pela perda do bem, na medida em que já 
era sua proprietária, sob termo inicial, ou seja, no momento em que foi efetuado o pagamento total do 
valor do veículo, este passou a ser de Renata e o negócio jurídico, no caso, o contrato de compra e venda 
passou a vigorar naquele instante, ou seja, ela estava sob o termo inicial (prazo em que começa a vigorar 
um negócio jurídico). 
Gabarito: Letra B. 
 
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FGV 
Condição, Termo E Encargo (Art. 121 Ao 137) 
1. (FGV / TJDFT – Oficial de Justiça Avaliador Federal - 2022) Rosália efetuou a doação de um 
terreno para o Município de Euclidelândia, para que nele seja construída uma escola no prazo 
de um ano a contar da data da celebração do negócio jurídico. Os elementos acidentais 
presentes no contrato são: 
(A) encargo e termo; 
(B) condição suspensiva e encargo; 
(C) condição resolutiva e termo; 
(D) termo e condição inicial; 
(E) encargo e condição final. 
2. (FGV/ TJ-MS – Analista Judiciário – 2022) Após ser salvo deuma situação grave de perigo, 
Roberto, 40 anos, decidiu mudar de vida. Em primeiro lugar, elaborou um testamento para 
estipular um percentual de sua herança em benefício do seu salvador. Além disso, perfilhou 
seu filho, Antônio. Na sequência, doou sua casa em Cuiabá ao seu amigo de infância, Josias, e 
mudou de endereço, fixando domicílio em uma cidade do interior. Tais atos podem ser 
classificados, respectivamente, como: 
(A) ato jurídico não negocial, ato jurídico não negocial, negócio jurídico bilateral e negócio jurídico 
unilateral; 
(B) negócio jurídico bilateral, negócio jurídico unilateral, ato jurídico não negocial e ato jurídico não 
negocial; 
(C) ato jurídico não negocial, negócio jurídico unilateral, ato jurídico não negocial e negócio jurídico 
unilateral; 
(D) negócio jurídico unilateral, ato jurídico não negocial, negócio jurídico bilateral e ato jurídico não 
negocial; 
(E) negócio jurídico unilateral, negócio jurídico bilateral, negócio jurídico unilateral e negócio jurídico 
bilateral. 
3. (XXIX Exame da OAB) Eva celebrou com sua neta Adriana um negócio jurídico, por meio do 
qual doava sua casa de praia para a neta caso esta viesse a se casar antes da morte da 
doadora. O ato foi levado a registro no cartório do Registro de Imóveis da circunscrição do 
bem. Pouco tempo depois, Adriana tem notícia de que Eva não utilizava a casa de praia há 
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muitos anos e que o imóvel estava completamente abandonado, deteriorando-se a cada dia. 
Adriana fica preocupada com o risco de ruína completa da casa, mas não tem, por enquanto, 
nenhuma perspectiva de casar-se. De acordo com o caso narrado, assinale a afirmativa 
correta. 
A) Adriana pode exigir que Eva autorize a realização de obras urgentes no imóvel, de modo a evitar a 
ruína da casa. 
B) Adriana nada pode fazer para evitar a ruína da casa, pois, nos termos do contrato, é titular de mera 
expectativa de fato. 
C) Adriana pode exigir que Eva lhe transfira desde logo a propriedade da casa, mas perderá esse direito 
se Eva vier a falecer sem que Adriana tenha se casado. 
D) Adriana pode apressar-se para casar antes da morte de Eva, mas, se esta já tiver vendido a casa de 
praia para uma terceira pessoa ao tempo do casamento, a doação feita para Adriana não produzirá 
efeito. 
4. (XXIV Exame da OAB) Eduardo comprometeu-se a transferir para Daniela um imóvel que 
possui no litoral, mas uma cláusula especial no contrato previa que a transferência 
somente ocorreria caso a cidade em que o imóvel se localiza viesse a sediar, nos próximos 
dez anos, um campeonato mundial de surfe. Depois de realizado o negócio, todavia, o 
advento de nova legislação ambiental impôs regras impeditivas para a realização do 
campeonato naquele local. 
Sobre a incidência de tais regras, assinale a afirmativa correta. 
A) Daniela tem direito adquirido à aquisição do imóvel, pois a cláusula especial configura um termo. 
B) Prevista uma condição na cláusula especial, Daniela tem direito adquirido à aquisição do imóvel. 
C) Há mera expectativa de direito à aquisição do imóvel por parte de Daniela, pois a cláusula 
especial tem natureza jurídica de termo. 
D) Daniela tem somente expectativa de direito à aquisição do imóvel, uma vez que há uma condição na 
cláusula especial. 
5. (VI Exame da OAB) A condição, o termo e o encargo são considerados elementos acidentais, 
facultativos ou acessórios do negócio jurídico, e têm o condão de modificar as consequências 
naturais deles esperadas. A esse respeito, é correto afirmar que 
(A) se considera condição a cláusula que, derivando da vontade das partes ou de terceiros, subordina o 
efeito do negócio jurídico a evento futuro e incerto. 
(B) se for resolutiva a condição, enquanto esta se não realizar, não vigorará o negócio jurídico, não se 
podendo exercer desde a conclusão deste o direito por ele estabelecido. 
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(C) o termo inicial suspende o exercício, mas não a aquisição do direito e, salvo disposição legal ou 
convencional em contrário, computam-se os prazos, incluindo o dia do começo e excluindo o do 
vencimento. 
(D) se considera não escrito o encargo ilícito ou impossível, salvo se constituir o motivo determinante 
da liberalidade, caso em que se invalida o negócio jurídico. 
6. (FGV - IMBEL - Advogado – Reaplicação - 2021) A sociedade empresária M aliena 
onerosamente seu parque industrial para a sociedade empresária N. Estipula-se, no contrato 
de venda, que N receberá imediatamente a propriedade dos ativos de M, mas que o preço da 
compra somente será pago quando N alcançar uma determinada receita da produção advinda 
do parque industrial alienado. Quanto à hipótese apresentada, é correto dizer que se previu, 
em relação ao pagamento, 
A) uma condição suspensiva. 
B) um encargo. 
C) uma condição resolutiva. 
D) um termo inicial. 
E) um termo final. 
7. (FGV - TJ-RO - Analista Judiciário - Oficial de Justiça – 2021) Dona Aldeíde garantiu à sua neta 
Rejane que, se essa se casasse, ganharia dela o colar de pérolas que se encontra na família há 
gerações. Entretanto, alguns anos depois, diante da ausência de perspectiva de matrimônio 
de Rejane, Aldeíde doa o colar para outra neta, Ludmila. A doação de Aldeíde a Ludmila: 
A) implica revogação tácita da promessa que fizera a Rejane, ante a incompatibilidade entre as duas; 
B) é válida e eficaz, pois a promessa a Rejane já perdera o efeito pelo decurso do tempo sem casamento; 
C) deixará de produzir efeito se Rejane vier a se casar, fazendo ela jus ao recebimento da joia; 
D) é nula, porque Aldeíde já tinha alienado o colar e, portanto, não tinha mais legitimidade para doá-lo; 
E) é nula, porque embora Rejane tenha mera expectativa de direito, a conduta de Aldeíde viola a boa-fé. 
8. (FGV / PREF. DE CUIABÁ-MT – 2016) Francisco deseja doar seu apartamento para Joaquim, 
seu sobrinho mais novo. Ao realizar a transferência, exige que o sobrinho pinte o 
apartamento, a cada 6 meses, na cor que ele determinar. Joaquim aceita a oferta. 
Assinale a opção que indica o elemento acidental presente no negócio jurídico. 
(A) Condição suspensiva. 
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(B) Condição resolutiva. 
(C) Encargo. 
(D) Termo inicial. 
(E) Termo final. 
9. (FGV / PREF. DE CUIABÁ-MT – 2016) Fábio comprometeu-se a doar uma casa aos noivos 
Roberto e Carla, desde que viessem a contrair matrimônio. Um mês antes do casamento, Carla 
descobriu que o vizinho do imóvel vem danificando o bem de Fábio, podendo a continuação 
destruir o imóvel. Diante do ocorrido, assinale a afirmativa correta. 
(A) Roberto e Carla nada poderão fazer, visto que só possuem uma mera expectativa de direito, sendo 
de Fábio a legitimidade para a propositura de qualquer ação. 
(B) Roberto e Carla poderão promover ação judicial que impeça o ato do vizinho, visto que o termo 
inicial gera a aquisição do direito. 
(C) Fábio, Roberto e Carla não poderão promover ação judicial, pois será preciso aguardar a realização 
do casamento para a propositura da ação. 
(D) Roberto e Carla poderão agir, inclusive judicialmente, pois ao titular do direito eventual, nos casos 
de condição suspensiva, é permitido praticar os atos destinados a conservá-lo. 
(E) A doação celebrada por Fábio está sujeita a uma condição suspensiva, o que gera a suspensão da 
aquisição do direito, inibindo a ação dosnoivos. 
10. (FGV / TJ-PI – 2016) Elisa convencionou com Lourdes a doação periódica de certa quantia em 
dinheiro caso ela seja aprovada e curse a faculdade de Administração no estado vizinho à 
cidade onde moram. 
Sobre a situação descrita, é correto afirmar que o ajuste negocial está sujeito: 
(A) A encargo, no qual caberá a Lourdes cumprir os requisitos em questão para aquisição do direito às 
verbas; 
(B) A termo inicial, apenas produzindo efeitos após o ingresso de Lourdes no curso; 
(C) À condição suspensiva, somente se adquirindo o direito aos valores se Lourdes for aprovada e cursar 
a faculdade; 
(D) À condição resolutiva, adquirindo Lourdes o direito aos valores desde o início e os restituindo caso 
não seja aprovada; 
(E) A termo final, extinguindo o negócio jurídico com o ingresso de Lourdes no curso superior. 
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11. (FGV / PREFEITURA DE CUIABÁ-MT – 2015) Adriana, vendedora, e Renata, compradora, 
realizam contrato de compra e venda de um automóvel. No momento da formação do vínculo 
contratual, tendo sido efetivado o pagamento integral do valor contratado, estabeleceu-se 
que a vendedora entregaria o bem à compradora em uma semana, permanecendo Adriana 
na posse do bem, sendo permitido o seu uso. Três dias após o contratado, Adriana, na posse 
do automóvel, sofre acidente, por conta de sua imprudência ao dirigir, tendo sido totalmente 
destruído o veículo objeto do contrato. 
Sobre o caso narrado, assinale a afirmativa correta. 
(A) Renata terá direito à reparação pela perda do bem, na medida em que já sua proprietária, sob 
condição suspensiva. 
(B) Renata terá direito à reparação pela perda do bem, na medida em que já era sua proprietária, sob 
termo inicial. 
(C) Renata terá direito à reparação pela perda do bem, pois houve uso abusivo da propriedade por parte 
de Adriana. 
(D) Renata não terá direito à reparação pela perda do bem, pois este ainda não era de sua propriedade, 
que só se perfaz com a tradição. 
(E) Renata não terá direito à reparação pela perda do bem, pois já era dele proprietária, perdendo-se a 
coisa para o seu dono. 
GABARITO 
1. TJDFT A 
2. TJ-MS D 
3. XXIX Exame da OAB A 
4. XXIV Exame da OAB D 
5. VI Exame da OAB D 
6. IMBEL A 
7. TJ-RO C 
8. PREF. DE CUIABÁ-MT C 
9. PREF. DE CUIABÁ-MT D 
10. TJ-PI C 
11. PREF. DE CUIABÁ-MT B 
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Capítulo IV – Defeitos do negócio jurídico 
Se a vontade é exteriorizada defeituosamente, será inválida, segundo o art. 171, inc. II, do Código Civil. 
Quais são os casos de anulação do ato por imperfeição de manifestação? São os chamados vícios de vontade, 
ou seja, os casos nos quais a manifestação de vontade está contaminada, viciada. 
São vários os casos regulados pelo Código Civil: erro, dolo, coação, estado de perigo e lesão. O estado de 
perigo e a lesão são novidades do legislador de 2002, não estando esses dois vícios previstos no Código Civil 
de 1916, apenas no de 2002. 
Além disso, o Código Civil ainda trata de um vício que não se vincula à vontade defeituosa, mas a um vício 
social: a fraude contra credores. Analiso, agora, esses defeitos do negócio jurídico: 
Seção 1 – Erro 
O erro, ou ignorância, nada mais é do que “a falsa representação psicológica da realidade”, da situação em 
face da qual a pessoa se encontra. Há, portanto, uma distorção da vontade relativamente ao mundo 
exterior. 
O ato será anulável quando as declarações de vontade emanarem de erro substancial que poderia ser 
percebido por pessoa de diligência normal, em face das circunstâncias do negócio. O erro pode se dar de 
variados modos, afirma Marcos Bernardes de Mello. 
Mas, quando se verificará o erro, de acordo com o CC/2002? Primeiro, há de se lembrar que o erro precisa 
ser substancial, exige o art. 138. Quando há erro substancial? Estabelece o art. 139 do Código Civil que o 
erro é substancial quando: 
I - interessa à natureza do negócio, ao objeto principal da declaração, ou a alguma das qualidades a ele 
essenciais; 
II - concerne à identidade ou à qualidade essencial da pessoa a quem se refira a declaração de vontade, desde 
que tenha influído nesta de modo relevante; 
III - sendo de direito e não implicando recusa à aplicação da lei, for o motivo único ou principal do negócio jurídico. 
O art. 140 do Código Civil ainda adiciona mais uma situação de erro. Segundo esse dispositivo, haverá erro 
quando o motivo, falseado, for razão determinante do negócio. Inversamente, mesmo que falso, o motivo 
não viciará o ato quando não for razão determinante do negócio jurídico. Mesmo que a transmissão 
errônea da vontade não se dê por declaração direta, mas por meios interpostos, o ato é anulável, esclarece 
o art. 141 do Código Civil. 
Igualmente, o erro de cálculo apenas autoriza a retificação da declaração de vontade, mas não comporta 
anulação. 
Sempre que constatado o erro, o outro deverá indenizar. Pode-se, em qualquer caso, afastar a anulação do 
ato se o outro consentir em cumprir o ato em conformidade com a vontade daquele que havia feito a 
declaração, conforme estabelece o art. 144 do Código Civil. 
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Seção 2 – Dolo 
O dolo, em negócio jurídico, significa engano, embuste, traição, trapaça. Nada tem a ver com o dolo 
caracterizado como espécie de culpa em sentido amplo da responsabilidade civil ou do Direito Penal. 
É a ação ou omissão em induzir, fortalecer ou manter o outro na falsa representação da realidade para 
beneficiar a si ou a outrem, de modo que o negócio não se realizaria se não fosse por essa atitude. Ou seja, 
o dolo nada mais é do que induzir alguém em erro, resumidamente. 
Veja que o dolo deve ser a causa eficiente do negócio, conforme estabelece o art. 145 do Código Civil. Só 
fechei o negócio porque o outro me induziu em erro, me enganou. 
No dolo, portanto, não se exige qualquer sofisticação, basta ajudar o erro alheio que já se configura o dolo. 
Há linha tênue entre a propaganda enganosa e a exaltação das qualidades do produto, de forma que o 
espalhafato e o exagero não são dolo. 
 
Porém, conforme o art. 147 do Código Civil, nos negócios jurídicos bilaterais, o silêncio intencional de uma 
das partes a respeito de fato ou qualidade que a outra parte haja ignorado, constitui omissão dolosa, 
provando-se que sem ela o negócio não se teria celebrado. Também há dolo no caso de colaboração de 
terceiros, como expõe o art. 148 do Código Civil. 
De qualquer forma, se o negócio se realizaria mesmo que eu soubesse que o produto era mera réplica, mas 
não por aquele preço, há dolo incidental/acidental. Nesse caso, não se anula o negócio, apenas se indeniza 
o negociante prejudicado pelas perdas e danos, consoante regra do art. 146 do Código Civil. 
Assim, se ambos sabiam do defeito, não é dolo invalidante, mas se caracteriza o dolo recíproco (bilateral), 
conforme o art. 150 do Código Civil, pelo que ninguém pode reclamar do negócio. 
Seção 3 – Coação 
Existe coação quando a vontade é viciada por medo de dano a si, à família, a outrem ou aos bens, a partir 
de uma pressão física ou moral, segundo o art. 151 do Código Civil. O parágrafo único desse artigo diz que 
se a coação for contra terceiro, não pertencente à família do paciente, o juiz, com base nas circunstâncias, 
decidirá se houve coação. 
Há algumas situações que não caracterizam coação, ainda que pareçam, conforme estabelece o art. 153 
do Código Civil: a ameaça do exercício normal deum direito e o simples temor reverencial. 
Tal qual no dolo, o coator pode ser terceiro, mas a parte beneficiada, para indenizar, deveria saber ou teria 
o dever de saber do temor. Se não soubesse, o terceiro coator é quem indeniza, mas o negócio continua 
válido. 
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Ou seja, há dever de indenizar independentemente da validade do negócio, conforme estabelecem os arts. 
154 e 155 do Código Civil. Se o beneficiário sabia da coação, responde solidariamente com o coator, 
inclusive, diante do paciente (coato ou coagido). 
Seção 4 – Estado de perigo 
O estado de perigo está previsto no art. 156 do Código Civil: 
Configura-se o estado de perigo quando alguém, premido da necessidade de salvar-se, ou a pessoa 
de sua família, de grave dano conhecido pela outra parte, assume obrigação excessivamente 
onerosa. 
Tal qual a coação, o parágrafo único diz que pode haver estado de perigo a uma pessoa que 
não seja de sua família. Nesse caso, o juiz decidirá segundo as circunstâncias do caso. 
Diferentemente da coação, porém, o estado de perigo não se vincula a bens. Coação pode tem um bem, 
estado de perigo não. Ou seja, o bandido pode dizer que vai atear fogo na minha casa se eu não fizer tal coisa 
(coação), mas atear fogo na minha casa nunca vai ser estado de perigo. 
 
Para que o estado de perigo se verifique devo analisar cinco pressupostos: 
1. Dano: deve ser pessoal, não patrimonial, por mais importante que seja, ao contrário da 
coação 
2. Urgência e gravidade do dano/risco: que gera fundado temor, numa avaliação subjetiva 
(elemento subjetivo), já que a ignorância e o desespero geralmente ocasionam temor 
exagerado, como, p.ex., a mãe que vê o filho com muito sangue no rosto, mas são apenas 
machucados na região do supercílio, que habitualmente sangra bastante 
3. Relação de causa e efeito entre o perigo e o negócio: fiz o negócio para evitar o perigo 
4. Dolo da contraparte: o outro tem que saber que eu farei o negócio a qualquer custo 
5. Excessiva onerosidade: avaliada pelo negócio em si, e não em relação ao patrimônio do 
sujeito (elemento objetivo) 
Seção 5 – Lesão 
No Código Civil, a lesão está prevista no art. 157 e tem dois pressupostos: 
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1. Prestação manifestamente desproporcional: valorada pelo juiz (elemento objetivo). Por 
exemplo, vende a casa de 1 milhão por 100 mil; 
2. O negócio se deu por estado de necessidade ou inexperiência (elemento subjetivo). 
Veja que a apreciação da desproporção das prestações se dá segundo os valores vigentes ao tempo em que 
foi celebrado o negócio jurídico. Assim, se é verificada desproporção de valores durante a execução do 
contrato, por exemplo, não há que se falar em lesão. Pode haver onerosidade excessiva, mas não lesão. 
 
A lesão é facilmente confundida com o estado de perigo. Você deve atentar para as diferenças! Primeiro, 
na lesão ocorrida por inexperiência, o lesado às vezes sequer sabe que está sendo lesado. 
Segundo, e mais importante, a lesão independe de o lesador saber do estado de necessidade ou 
inexperiência da contraparte. No estado de perigo, a desproporção da obrigação origina-se exatamente 
porque eu sei que o outro precisa, sob risco de perder bem jurídico mais importante a ela. 
 
Não será anulado o negócio jurídico, se for oferecido suplemento suficiente, ou se a parte favorecida 
concordar com a redução do proveito, segundo o art. 157, §2º, do Código Civil. 
Seção 6 – Fraude contra credores 
Assim como a simulação, a fraude contra credores é classificada como um vício social. A fraude contra 
credores é um defeito do negócio jurídico que ocorre quando o devedor maliciosamente aliena (diminui) seu 
patrimônio para não pagar o credor (ou credores). 
O art. 158 do Código Civil deixa claro que ocorre fraude mesmo quando o próprio devedor não sabe que o 
ato vai gerar sua insolvência, que vai ficar quebrado. 
Assim, eu devo pra você e doo uma casa a meu tio, achando que tinha ainda muito dinheiro. Não 
tinha. Quando você me cobra, não tenho dinheiro e não pago. A doação é um ato fraudatório, mesmo 
que eu mesmo não soubesse disso. 
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Como desfazer o negócio fraudulento? Por meio da ação anulatória, também chamada de ação revocatória 
ou ação pauliana. Sim, eu tenho uma ação processual com o MEU NOME! E é a única ação no Direito Civil 
com um nome =) 
Ou seja, o credor vai ajuizar uma ação com o objetivo de anular esses atos fraudulentos e maliciosos 
cometidos pelo devedor. Veja também que essa ação se restringe aos credores quirografários lesados. 1 
Ou seja, se o credor tiver garantia real, não se fala em anulação do ato por fraude contra credores (por 
exemplo uma hipoteca sobre um apartamento). 
A exceção fica por conta do §1º do art. 158 do Código Civil, que permite aos credores com garantias o apelo 
à fraude contra credores quando suas garantias se tornarem insuficientes. 
A anterioridade do crédito exigida pelo art. 158, §2º, do Código Civil, é determinada pela causa que lhe dá 
origem, independentemente de seu reconhecimento por decisão judicial. 
 
Imagine que Pedro presta um serviço para João. Cobra o valor de R$ 10.000,00 para isso e não é pago. Pedro 
se torna credor de João na quantia de R$ 10.000,00. Com o objetivo de não pagar a dívida, João doa seu 
único imóvel para seu filho menor de idade, a fim de diminuir seu patrimônio de maneira fraudulenta. Então, 
para anular essa doação maliciosa, Pedro (que não possui garantia real) ajuíza uma ação pauliana para que 
o imóvel retorne ao patrimônio de João e satisfaça seu crédito. 
Além disso, segundo o art. 163 do Código Civil, presumem-se fraudulentas dos direitos dos outros credores 
as garantias de dívidas que o devedor insolvente tiver dado a algum credor. 
Ou seja, devo para três pessoas e a uma delas dou em garantia minha casa. Essa pessoa deixa de ser credor 
quirografário, passando a receber antes das duas outras. Isso é fraudatório. 
 
1 Credor quirografário, em resumo, é aquele que não tem nenhuma garantia especial. É você que empresta R$50ão por seu amigo. Se ele quebrar, 
você vai ser um dos últimos a receber o pagamento, porque é um credor quirografário. 
Quiro: mão; grafário, de grafia, escrito. Ou seja, o credor cuja única garantia é a escrita da mão, a assinatura do devedor. 
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CEBRASPE 
Defeitos Do Negócio Jurídico (Art. 138 Ao 165) 
1. (CEBRASPE/ ISS- Aracajú - 2021) De acordo com o Código Civil, o negócio jurídico será 
considerado nulo caso 
a) a declaração de vontade de alguma das partes emane de erro substancial. 
b) deixe de ser revestido pela forma prescrita em lei. 
c) seja praticado por um devedor insolvente. 
d) seja realizado por uma pessoa que, premida da necessidade de se salvar, assuma obrigação 
excessivamente onerosa. 
e) decorre de dolo de terceiro, desde que a parte que se beneficia dele tenha conhecimento do vício do 
ato. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, pois o erro, ainda que substancial, vicia o negócio jurídico mas, não o 
torna nulo, e sim anulável, como se extrai do art. 138: “São anuláveis os negócios jurídicos, quando as 
declarações de vontade emanarem de erro substancial que poderia ser percebido por pessoa de 
diligência normal, em face das circunstânciasdo negócio”. 
A alternativa B está correta, pois o negócio jurídico, quando não revestido de forma prescrita em lei, é 
nulo, conforme dispõe o art. 166, inc. IV, do CC/2002: “Art. 166. É nulo o negócio jurídico quando não 
revestir a forma prescrita em lei”. 
A alternativa C está incorreta, pois não há qualquer restrição quanto à prática de negócios jurídicos 
pelo devedor insolvente, de per si, assim, não há razão que o torne nulo. 
A alternativa D está incorreta, pois a assertiva trata do estado de perigo, o qual vicia o negócio jurídico 
tornando-o anulável, conforme se depreende do expresso pelo art. 171, inc. II, do CC/2002: “Art. 171. 
Além dos casos expressamente declarados na lei, é anulável o negócio jurídico por vício resultante de 
erro, dolo, coação, estado de perigo, lesão ou fraude contra credores”. 
A alternativa E está incorreta, pois como já analisado, o dolo, assim como o estado de perigo torna o 
negócio jurídico anulável, nos termos do art. 145: “São os negócios jurídicos anuláveis por dolo, quando 
este for a sua causa”. 
2. (CEBRASPE - TJ/RJ – Analista Judiciário – 2021) Em razão da presença de vício que a doutrina 
classifica como social, o negócio jurídico será anulável, caso se constate a presença de 
a) objeto ilícito. 
b) coação entre seus celebrantes. 
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c) fraude contra credores. 
d) estado de perigo. 
e) simulação. 
Comentários 
A alternativa A está errada, pois o objeto é elemento de validade do negócio e, caso seja ilícito, o torna 
inválido. 
A alternativa B está errada, pois a coação é vício de vontade. 
A alternativa C está certa. O vício social, diferentemente dos vícios de consentimento, não se vincula à 
vontade defeituosa, mas sim a distorção na intenção do agente na realização do negócio jurídico com 
finalidade de burlar interesses de terceiros e/ou prejudicar o meio social. Assim, a doutrina entende 
que se enquadram nesta definição a fraude contra credores e a simulação. No entanto, a simulação é o 
vício que gera nulidade, enquanto a fraude contra credores a anulabilidade. 
A alternativa D está errada, pois o estado de perigo, assim como a coação é vício de vontade. 
A alternativa E está errada, pois conforma analisado, a simulação é vício social que anula o negócio. 
1. ( CESPE / CEBRASPE - TC-DF - Auditor de Controle Externo - 2021) O engano do declarante 
quanto ao objeto do negócio jurídico que deu ensejo à propositura da ação enseja a 
anulabilidade da confissão. 
 
Comentários: 
A afirmativa está correta, pois de fato, o erro do declarante quanto ao objeto do negócio pode acarretar 
a anulabilidade do negócio. 
Estas situações se tratam de erro substancial, ou seja, quando o engano diz respeito à alguma das 
qualidades essenciais do negócio que, no caso do enunciado em questão, é o objeto. Eis o que se verifica 
no art. 139, inc. I: 
Art. 139. O erro é substancial quando: 
I – interessa à natureza do negócio, ao objeto principal da declaração, ou a alguma das qualidades a ele 
essenciais; 
Assim, nos termos do art. 138, podem ser anulados: 
Art. 138. São anuláveis os negócios jurídicos, quando as declarações de vontade emanarem de erro 
substancial que poderia ser percebido por pessoa de diligência normal, em face das circunstâncias do 
negócio. 
Gabarito: Correto 
 
2. (CESPE / TJ-PR – 2019) Para ajudar a custear o tratamento médico de seu filho, José resolveu 
vender seu próprio automóvel. Em razão da necessidade e da urgência, José estipulou, para 
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venda, o montante de 35 mil reais, embora o valor real de mercado do veículo fosse de 65 mil 
reais. Ao ver o anúncio, Fernando ofereceu 32 mil reais pelo automóvel. José aceitou o valor 
oferecido por Fernando e formalizou o negócio jurídico de venda. Conforme o Código Civil, 
essa situação configura hipótese de 
(A) lesão, sendo o negócio jurídico anulável. 
(B) dolo, podendo José pedir somente indenização por perdas e danos. 
(C) lesão, podendo José pedir somente indenização por perdas e danos. 
(D) dolo, sendo o negócio jurídico anulável. 
Comentários: 
A alternativa A correta, conforme o Código Civil, essa situação configura hipótese de lesão, sendo o 
negócio jurídico anulável. Lesão é um vício de consentimento decorrente do abuso praticado em 
situação de desigualdade de um dos contratantes, por estar sob premente necessidade, ou por 
inexperiência, visando a protegê-lo, conforme dispõe o art. 157 do Código Civil: 
Art. 157. Ocorre a lesão quando uma pessoa, sob premente necessidade, ou por inexperiência, se obriga 
a prestação manifestamente desproporcional ao valor da prestação oposta. 
A desproporção das prestações, ocorrendo lesão, deverá ser apreciada segundo os valores vigentes ao 
tempo da celebração do negócio jurídico pela técnica pericial avaliada pelo magistrado. Se a 
desproporcionalidade for superveniente à formação do negócio, será juridicamente irrelevante: 
§ 1º. Aprecia-se a desproporção das prestações segundo os valores vigentes ao tempo em que foi 
celebrado o negócio jurídico. 
A lesão inclui-se entre os vicio de consentimento e acarretará a anulabilidade do negócio, permitindo-
se, porém, para evitá-la, a oferta de suplemento suficiente, ou, se o favorecido concordar, a redução da 
vantagem, aproveitando, assim, o negócio: 
§ 2º. Não se decretará a anulação do negócio, se for oferecido suplemento suficiente, ou se a parte 
favorecida concordar com a redução do proveito. 
A alternativa B errada, eis que, o dolo acidental é o que leva a vítima a realizar o negócio, porém em 
condições mais onerosas ou menos vantajosas, não afetando sua declaração de vontade, embora venha 
a provocar desvios, não se constituindo vício de consentimento, por não influir diretamente na 
realização do ato negocial que se teria praticado independentemente do emprego das manobras 
astuciosas. Por não ser vício de consentimento nem causa do contrato, não acarretará a anulação do 
negócio, obrigando apenas à satisfação de perdas e danos ou a uma redução da prestação 
convencionada, conforme dispõe o art. 146 do Código Civil: 
Art. 146. O dolo acidental só obriga à satisfação das perdas e danos, e é acidental quando, a seu despeito, 
o negócio seria realizado, embora por outro modo. 
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A alternativa C errada, porque conforme o Código Civil, essa situação configura hipótese de lesão, sendo 
o negócio jurídico anulável, conforme dispõe o art. 157 do Código Civil: 
Art. 157. Ocorre a lesão quando uma pessoa, sob premente necessidade, ou por inexperiência, se obriga 
a prestação manifestamente desproporcional ao valor da prestação oposta. 
§ 1º Aprecia-se a desproporção das prestações segundo os valores vigentes ao tempo em que foi 
celebrado o negócio jurídico. 
§ 2º Não se decretará a anulação do negócio, se for oferecido suplemento suficiente, ou se a parte 
favorecida concordar com a redução do proveito. 
A lesão consiste no prejuízo que um contratante experimenta em contrato comutativo quando não 
recebeu da outra parte valor igual ou proporcional ao da prestação que forneceu. Características da 
lesão: A pessoa age sob premente necessidade (mas de cunho patrimonial), ou por inexperiência; e se 
obriga a prestação manifestamente desproporcional. 
A alternativa D errada, já que, dolo é o artifício ou expediente astucioso empregado para induzir 
alguém à prática de um ato que o prejudique e aproveite ao autor do dolo ou a terceiro, conforme05218773182 - Isabelle Timo
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É o caso de passar na catraca do ônibus. O cobrador fala que a passagem subiu. Você entrega o dinheiro. 
Precisa dizer pra ele que concorda com o preço maior? Claro que não. E se você faz uma reserva mental de 
não querer mais andar de ônibus. Totalmente irrelevante. 
A lei pode exigir forma específica ou proibir outras. Em geral, estabelece o art. 107 do Código Civil, a 
validade da declaração de vontade não depende de forma especial. Exceção ocorre quando a lei 
expressamente a exigir. 
No negócio jurídico celebrado com a cláusula de não valer sem instrumento público, este é da substância 
do ato, determina o art. 109 do Código Civil. Sendo substância do ato, ele é elemento essencial do negócio 
jurídico, que o torna nulo se não presente. Veja que mesmo se um dispositivo legal a respeito de um contrato 
não estabelece a exigência de forma específica, como ocorre com a compra e venda em geral, nada impede 
que as partes insiram nele uma cláusula que exige escritura pública. 
 
Em regra, desnecessária será a escritura, mas como as partes estipularam isso, o instrumento público se 
torna essencial ao ato, acarretando a nulidade, se ausente. Exige-se escritura pública apenas para os 
negócios jurídicos que visem a constituição, transferência, modificação ou renúncia de direitos reais sobre 
imóveis de valor superior a 30 vezes o maior salário mínimo vigente, expõe o art. 108 do Código. 
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CEBRASPE 
Disposições Gerais (Art. 104 Ao 120 E 185) 
1. ( CESPE / CEBRASPE - TC-DF - Auditor de Controle Externo - 2021) Nas declarações de 
vontade, importa mais a vontade real do que a declarada, prevalecendo a teoria da confiança. 
 
Comentários: 
A afirmativa está correta, vez que ela aborda exatamente o que está previsto no art. 112 do CC/2002: 
Art. 112. Nas declarações de vontade se atenderá mais à intenção nelas consubstanciada do que ao 
sentido literal da linguagem". 
Assim, depreende-se que o que importa, de fato, é a vontade real, e não a declarada, bastando que o 
negócio seja interpretado, de acordo com a boa-fé, para elucidar a vontade das partes. A isso, dá-se o 
nome de teoria da confiança, que mantém íntima relação com o princípio da boa-fé objetiva. 
Gabarito: Correto 
2. (CEBRASPE – TJ/PA 2020) Henrique, estudante de dezesseis anos de idade, recentemente 
nomeado para emprego público, celebrou negócio jurídico com Marcos, para venda de uma 
motocicleta avaliada em R$ 9.000, pelos índices de mercado. Marcos, o comprador, aceitou 
pagar à vista o valor de avaliação. Em dia acordado pelas partes, o negócio jurídico foi 
realizado, Marcos entregou a Henrique o valor e recebeu a motocicleta. Acerca desse negócio 
jurídico, assinale a opção correta. 
a) Henrique é considerado relativamente incapaz e, por isso, deveria ter sido representado por seus 
pais ou responsáveis. 
b) Caso Marcos se arrependa do negócio celebrado, poderá buscar sua anulação, pois Henrique não é 
parte capaz para a celebração de contrato de compra e venda. 
c) Henrique não poderia figurar como parte na relação contratual, em razão de ser absolutamente 
incapaz. 
d) O negócio celebrado entre Henrique e Marcos é perfeito. 
e) Henrique é considerado relativamente incapaz, mas isso não poderá ser invocado por Marcos em 
benefício próprio, pois a alegação de incapacidade constitui exceção pessoal. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, dado que o relativamente incapaz deve ser assistido, enquanto o 
absolutamente incapaz deve ser representado. 
A incapacidade absoluta implica que o sujeito não tem a possibilidade de exercer todos os atos da vida 
civil de forma plena, devendo ser representado por uma pessoa com capacidade civil plena. 
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A incapacidade relativa, por sua vez, impõe que o sujeito seja assistido por uma pessoa com capacidade 
plena, porém podendo exercer determinados direitos específicos para sua condição. 
A assistência ocorre com os relativamente incapazes, e, ao contrário da representação, o assistente 
pratica o ato ou negócio jurídico em conjunto com o assistido, e não decidindo por si. 
A representação ocorre com os absolutamente incapazes, sendo estes os menores de 16 anos, 
implicando que a vida do incapaz será dirigida pelo representante, podendo manifestar sua vontade em 
juízo, celebrar negócios em seu nome etc., desde que atendidos os pressupostos legais para fazê-lo e 
respeitados os interesses do representado. 
A alternativa B está incorreta, pois Marcos não pode anular o negócio por mera vontade, já que não 
pode invocar contra Henrique o fato de ser parte relativamente incapaz. 
A nulidade se configura como a sanção, imposta pela norma jurídica, que determina a privação dos 
efeitos jurídicos do ato negocial praticado em desobediência ao que prescreve. 
Quando fica declarada a nulidade, o ato não produzirá qualquer efeito por ofender princípios de ordem 
pública, por estar inquinado por vícios essenciais. Por exemplo, se for praticado por pessoa 
absolutamente incapaz; 
A incapacidade relativa se configura aos maiores de 16 anos, na qual as pessoas praticam os atos da vida 
civil pessoalmente, porém, na companhia de alguém que lhes presta Assistência. A ausência do 
assistente gera a anulabilidade dos atos praticados pelo relativamente incapaz. 
A alternativa C está incorreta, dado que Henrique não é absolutamente incapaz. 
São absolutamente incapazes os menores de 16 anos 
Henrique é relativamente incapaz, pois é maior de 16 anos, podendo atuar como parte legítima desde 
que tenha assistência em seus atos. 
A assistência decorre da incapacidade relativa, na qual as pessoas praticam os atos da vida civil 
pessoalmente, no entanto necessitam da companhia de alguém que lhes assiste. A ausência do assistente 
gera a anulabilidade dos atos praticados pelo relativamente incapaz. 
A anulabilidade atinge determinados interesses particulares, somente podendo ser arguida pelos 
legítimos interessados, possuindo efeitos ex nunc, ou seja, podem ser confirmados, vindo o ato a surtir 
efeitos plenos depois da confirmação. 
A alternativa D está incorreta, visto que o negócio firmado entre Marcos e Henrique não é perfeito, pois 
a incapacidade relativa de Henrique, sem ter sido assistido na realização do negócio, causa o vício. 
Independe, no caso, da nomeação de Henrique para o emprego público, pois a capacidade de 
emancipação apenas se configura com o exercício do emprego, conforme o Art. 5º do CC: 
Art. 5o A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada à prática de 
todos os atos da vida civil. 
Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade: 
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III - pelo exercício de emprego público efetivo; 
A alternativa E está correta, pois Marcos não pode apontar a incapacidade relativa de Henrique em 
benefício próprio, conforme disposto pelo Art. 105 do CC: 
art. 105 do Código Civil: A incapacidade relativa de uma das partes não pode ser invocada pela outra em 
benefício próprio, nem aproveita aos co-interessados capazes, salvo se, neste caso, for indivisível o 
objeto do direito ou da obrigação comum. 
A incapacidade relativa é aquela tida pelos maiores de 16 e menores de 18 anos, podendo estes 
exercerem apenas alguns direitos da vida civil, e necessitando de assistência para que seus atos sejam 
convalidados. 
3. (CEBRASPE – TJ/PA 2020) Josédispõe 
o art. 145 do Código Civil: 
Art. 145. São os negócios jurídicos anuláveis por dolo, quando este for a sua causa. 
3. (CESPE / SEFAZ-RS – 2019) Júlia e Mateus, noivos e sem experiência acerca de imóveis, 
decidiram comprar um apartamento. André, corretor de imóveis que os atendeu, percebendo 
a inexperiência do casal, alterou o valor do contrato de venda e compra do imóvel para três 
vezes acima do preço de mercado. O contrato foi celebrado e, no ano seguinte, após terem 
pago a maior parte das parcelas, em uma conversa com um amigo corretor de imóveis, Júlia 
e Mateus descobriram o caráter abusivo do valor entabulado e decidiram ajuizar uma ação 
com o objetivo de permanecerem no imóvel e serem ressarcidos somente do valor excedente 
já pago. Considerando a situação hipotética, em conformidade com o disposto no Código Civil, 
deve ser alegado em juízo que o negócio jurídico celebrado tem como defeito 
(A) a coação, não sendo possível a revisão judicial, mas apenas a anulação do negócio jurídico. 
(B) o erro ou a ignorância, sendo possíveis a revisão judicial e a anulação do negócio jurídico. 
(C) a lesão, sendo possíveis a revisão judicial bem como a anulação do negócio jurídico. 
(D) o dolo, não sendo possível a revisão judicial, mas apenas a anulação do negócio jurídico. 
(E) o estado de perigo, não sendo possível a revisão judicial, mas apenas a anulação do negócio jurídico. 
Comentários: 
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A alternativa A errada, eis que, coação é toda ameaça ou pressão injusta exercida sobre um indivíduo 
para forçá-lo, contra a sua vontade, a praticar um ato ou realizar um negócio. O que a caracteriza é o 
emprego da violência psicológica para viciar a vontade, conforme dispõe o art. 151 do Código Civil: 
Art. 151. A coação, para viciar a declaração da vontade, há de ser tal que incuta ao paciente fundado 
temor de dano iminente e considerável à sua pessoa, à sua família, ou aos seus bens. 
A alternativa B errada, pois o erro consiste em uma falsa representação da realidade. Nessa modalidade 
de vício do consentimento, o agente engana-se sozinho. Quando é induzido em erro pelo outro 
contratante ou por terceiro, caracteriza-se o dolo. O Código equiparou os efeitos do erro à ignorância. 
Erro é a ideia falsa da realidade e a Ignorância é o completo desconhecimento da realidade. Num e 
noutro caso, o agente é levado a praticar o ato ou a realizar o negócio que não celebraria por certo ou 
que praticaria em circunstâncias diversas, se estivesse devidamente esclarecido, conforme os artigos 
138 e 144 do Código Civil: 
Art. 138. São anuláveis os negócios jurídicos, quando as declarações de vontade emanarem de erro 
substancial que poderia ser percebido por pessoa de diligência normal, em face das circunstâncias do 
negócio. 
Art. 144. O erro não prejudica a validade do negócio jurídico quando a pessoa, a quem a manifestação 
de vontade se dirige, se oferecer para executá-la na conformidade da vontade real do manifestante. 
A alternativa C correta, porque o caso apresentado na questão é de lesão, e podemos perceber isso 
quando lemos a palavra “inexperiência”. Observe o art. 157 do Código Civil: 
Art. 157. Ocorre a lesão quando uma pessoa, sob premente necessidade, ou por inexperiência, se obriga 
a prestação manifestamente desproporcional ao valor da prestação oposta. 
A lesão consiste no prejuízo que um contratante experimenta em contrato comutativo quando não 
recebeu da outra parte valor igual ou proporcional ao da prestação que forneceu. 
A alternativa D errada, já que, dolo é o artifício ou expediente astucioso empregado para induzir 
alguém à prática de um ato que o prejudique e aproveite ao autor do dolo ou a terceiro, conforme dispõe 
o art. 145 do Código Civil: 
Art. 145. São os negócios jurídicos anuláveis por dolo, quando este for a sua causa. 
A alternativa E errada, dado que, o estado de perigo é a situação de extrema necessidade que conduz 
uma pessoa a celebrar negócio jurídico em que assume obrigação desproporcional e excessiva, 
conforme dispõe o art. 156 do Código Civil: 
Art. 156. Configura-se o estado de perigo quando alguém, premido da necessidade de salvar-se, ou a 
pessoa de sua família, de grave dano conhecido pela outra parte, assume obrigação excessivamente 
onerosa. 
4. (CESPE / PGE-PE – 2019) Ronaldo, ocultando sua verdadeira intenção, celebrou com 
Fernando um negócio jurídico, que se concretizaria somente quando Fernando contraísse 
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matrimônio. Considerando essa situação hipotética e as regras de direito civil, julgue o item 
seguinte. 
A situação ilustra hipótese de condição resolutiva, pois a eficácia do negócio jurídico em questão 
depende da celebração de matrimônio por Fernando. 
Comentários 
A assertiva está incorreta, já que, o primeiro erro da questão é que a situação narrada no enunciado é 
de simulação que é uma declaração falsa da vontade, visando aparentar negócio diverso do efetivamente 
desejado. 
O segundo erro é afirmar que se trata de condição resolutiva, quando temos uma condição suspensiva, 
pois o negócio só vai se concretizar quando Fernando se casar. A condição resolutiva extingue o direito 
após a ocorrência do evento futuro e incerto. 
5. (CESPE / CGE - CE – 2019) Uma pessoa inexperiente e premida por imediata necessidade 
assumiu obrigação explicitamente desproporcional ao valor da prestação oposta. 
De acordo com o Código Civil, a situação apresentada configura hipótese de 
(A) fraude contra credores. 
(B) estado de perigo. 
(C) dolo. 
(D) lesão. 
(E) coação. 
Comentários 
A alternativa A errada, pois a fraude contra credores constitui a prática maliciosa, pelo devedor, de 
atos que desfalcam seu patrimônio, com o fim de colocá-lo a salvo de uma execução por dívidas em 
detrimento dos direitos creditórios alheios, conforme dispõe o art. 158 do Código Civil: 
Art. 158. Os negócios de transmissão gratuita de bens ou remissão de dívida, se os praticar o devedor já 
insolvente, ou por eles reduzido à insolvência, ainda quando o ignore, poderão ser anulados pelos 
credores quirografários, como lesivos dos seus direitos. 
A alternativa B errada, dado que, o estado de perigo é a situação de extrema necessidade que conduz 
uma pessoa a celebrar negócio jurídico em que assume obrigação desproporcional e excessiva, 
conforme dispõe o art. 156 do Código Civil: 
Art. 156. Configura-se o estado de perigo quando alguém, premido da necessidade de salvar-se, ou a 
pessoa de sua família, de grave dano conhecido pela outra parte, assume obrigação excessivamente 
onerosa. 
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A alternativa C errada, pois dolo é o artifício ou expediente astucioso empregado para induzir alguém 
à prática de um ato que o prejudique e aproveite ao autor do dolo ou a terceiro, conforme dispõe o art. 
145 do Código Civil: 
Art. 145. São os negócios jurídicos anuláveis por dolo, quando este for a sua causa. 
A alternativa D correta, porque o caso da questão é de lesão que consiste no prejuízo que um 
contratante experimenta em contrato comutativo quando não recebeu da outra parte valor igual ou 
proporcional ao da prestação que forneceu, conforme dispõe o art. 157 do Código Civil: 
Art. 157. Ocorre a lesão quando uma pessoa, sob premente necessidade, ou por inexperiência, se obriga 
a prestação manifestamente desproporcional ao valor da prestação oposta. 
A alternativa E errada, dado que, coação é toda ameaça ou pressão injusta exercidasobre um indivíduo 
para forçá-lo, contra a sua vontade, a praticar um ato ou realizar um negócio. O que a caracteriza é o 
emprego da violência psicológica para viciar a vontade, conforme dispõe o art. 151 do Código Civil: 
Art. 151. A coação, para viciar a declaração da vontade, há de ser tal que incuta ao paciente fundado 
temor de dano iminente e considerável à sua pessoa, à sua família, ou aos seus bens. 
6. (CESPE / TJ-SC – 2019) A declaração enganosa de vontade que vise à produção, no negócio 
jurídico, de efeito diverso do apontado como pretendido consiste em defeito denominado 
(A) simulação. 
(B) erro. 
(C) dolo. 
(D) lesão. 
(E) reserva mental. 
Comentários 
A alternativa A correta, pois a simulação é uma declaração falsa da vontade, visando aparentar negócio 
diverso do efetivamente desejado. 
Art. 167. É nulo o negócio jurídico simulado, mas subsistirá o que se dissimulou, se válido for na 
substância e na forma. 
A alternativa B errada, já que, o erro consiste em uma falsa representação da realidade. Nessa 
modalidade de vício do consentimento, o agente engana-se sozinho. 
Art. 138. São anuláveis os negócios jurídicos, quando as declarações de vontade emanarem de erro 
substancial que poderia ser percebido por pessoa de diligência normal, em face das circunstâncias do 
negócio. 
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A alternativa C errada, dado que, o dolo é o artifício ou expediente astucioso empregado para induzir 
alguém à prática de um ato que o prejudique e aproveite ao autor do dolo ou a terceiro. 
Art. 145. São os negócios jurídicos anuláveis por dolo, quando este for a sua causa. 
A alternativa D errada, eis que, a lesão consiste no prejuízo que um contratante experimenta em 
contrato comutativo quando não recebeu da outra parte valor igual ou proporcional ao da prestação 
que forneceu. 
Art. 157. Ocorre a lesão quando uma pessoa, sob premente necessidade, ou por inexperiência, se obriga 
a prestação manifestamente desproporcional ao valor da prestação oposta. 
A alternativa E errada, uma vez que, a reserva mental é a emissão de uma intencional declaração não 
querida em seu conteúdo, nem tampouco em seu resultado, pois o declarante tem por único objetivo 
enganar o declaratário. 
Art. 110. A manifestação de vontade subsiste ainda que o seu autor haja feito a reserva mental de não 
querer o que manifestou, salvo se dela o destinatário tinha conhecimento. 
7. (CESPE / TJ-BA – 2019) Dino, pai de três filhos e atualmente em seu segundo casamento, 
resolveu adquirir um imóvel, em área nobre de Salvador, para com ele presentear o caçula, 
único filho da sua atual união conjugal. A fim de evitar eventuais problemas com os outros 
dois filhos, tidos em casamento anterior, Dino decidiu fazer a seguinte operação negocial: 
• vendeu um dos seus cinco imóveis e, com o dinheiro obtido, adquiriu o imóvel para o filho 
caçula; e 
• colocou na escritura pública de venda e compra, de comum acordo com os vendedores do 
referido imóvel, o filho caçula como comprador do bem. 
Alguns meses depois, os outros dois filhos tomaram conhecimento das transações realizadas 
e resolveram ajuizar ação judicial contra Dino, alegando que haviam sofrido prejuízos. 
Nessa situação hipotética, conforme a sistemática legal dos defeitos e das invalidades dos 
negócios jurídicos, os dois filhos prejudicados deverão alegar, como fundamento jurídico do 
pedido, a ocorrência de 
(A) reserva mental, também conhecida como simulação unilateral, que deve ensejar a declaração de 
inexistência do negócio jurídico de venda e compra e o retorno das partes ao status quo ante. 
(B) causa de anulabilidade por dolo, vício de vontade consistente em artifício, artimanha, astúcia 
tendente a viciar a vontade do destinatário ou de terceiros. 
(C) simulação relativa, devendo ser reconhecida a invalidade da venda e compra e declarada a validade 
da doação, que importará adiantamento da legítima. 
(D) simulação absoluta, devendo ser reconhecida a invalidade da venda e compra e da doação, com 
retorno ao status quo ante. 
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(E) simulação relativa, devendo ser reconhecida a invalidade da compra e venda e declarada a validade 
da doação, o que, contudo, não implicará adiantamento da legítima. 
Comentários 
A alternativa A errada, pois, a reserva mental é uma declaração não querida em seu conteúdo, tendo 
por objetivo enganar o destinatário, sendo que a vontade declarada não coincide com a vontade real do 
declarante. O declarante oculta a sua verdadeira intenção. Digamos, por exemplo, que José, por 
brincadeira, estipulou determinado valor para um contrato com Pedro (declaratário), se Pedro não 
tinha conhecimento da brincadeira, José (declarante) não poderá invocar a reserva mental para anular 
negócio jurídico que realizou. 
A reserva mental não se equipara à simulação, que será explicada ainda nesta aula. A simulação 
pressupõe o consenso, o acordo, sendo isto irrelevante para caracterização da reserva mental. Por sinal, 
voltando ao exemplo acima, se Pedro (destinatário) tivesse conhecimento da reserva mental a doutrina 
tem o entendimento que ocorre inexistência do negócio jurídico, por ausência de vontade (falsa 
vontade). O desconhecimento da outra parte é relevante (é necessário) para que o negócio subsista. 
A alternativa B errada, dado que, o dolo é o artifício ou expediente astucioso empregado para induzir 
alguém à prática de um ato que o prejudique e aproveite ao autor do dolo ou a terceiro. 
A alternativa C correta, porque o caso narrado trata-se de simulação, pois não ocorreu compra e venda 
e sim doação do referido imóvel ao seu filho. Sendo a simulação de compra e venda em relação ao filho 
nula. Enquanto a doação válida, importando em adiantamento da legítima, conforme dispõe o art. 544 
do Código Civil: 
Art. 544. A doação de ascendentes a descendentes, ou de um cônjuge a outro, importa adiantamento do 
que lhes cabe por herança. 
Simulação consiste num desacordo intencional entre a vontade interna e a declarada para criar, 
aparentemente, um ato negocial que inexiste, ou para ocultar, sob determinada aparência, o negócio 
quando, enganando terceiro, acarretando a nulidade do negócio, conforme dispõe o art. 167 do Código 
Civil: 
Art. 167. É nulo o negócio jurídico simulado, mas subsistirá o que se dissimulou, se válido for na 
substância e na forma. 
Na simulação relativa as partes, ao contrário da simulação absoluta, pretendem realizar um negócio, 
mas de forma diferente daquela que se apresenta. Há intencional desacordo entre a vontade interna e a 
declarada, dá-se quando uma pessoa sob a aparência de um ato pretende praticar ato diverso. Como 
exemplo, podemos dar o do Pai, “A”, que vende sua casa a determinada pessoa “B” para que está a 
transmita a "C" (descendente do alienante), sendo que desde o início a intenção era a transmissão do 
imóvel a “C”. 
Enunciado 153 da III Jornada de Direito Civil: “Na simulação relativa, o negócio simulado (aparente) é 
nulo, mas o dissimulado será válido se não ofender a lei nem causar prejuízos a terceiros”. 
 A alternativa D errada, dado que, a simulação é uma declaração falsa da vontade, visando aparentar 
negócio diverso do efetivamente desejado. Na simulação absoluta, as partes, na realidade, não realizam 
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nenhum negócio. Apenas fingem, para criar uma aparência, uma ilusão externa, sem que na verdade 
desejem a realização do ato. Diz -se absoluta porquea declaração de vontade se destina a não produzir 
resultado, ou seja, deveria ela produzir um, mas essa não é a intenção do agente. Em geral, essa 
modalidade destina -se a prejudicar terceiro, subtraindo os bens do devedor à execução ou partilha. 
A alternativa E errada, pois a simulação é uma declaração falsa da vontade, visando aparentar negócio 
diverso do efetivamente desejado. Na simulação relativa, as partes pretendem realizar determinado 
negócio, prejudicial a terceiro ou em fraude à lei. Para escondê-lo ou dar -lhe aparência diversa, realizam 
outro negócio. Compõe-se, pois, de dois negócios: um deles é o simulado, aparente, destinado a enganar; 
o outro é o dissimulado, oculto, mas verdadeiramente desejado. O negócio aparente, simulado, serve 
apenas para ocultar a efetiva intenção dos contratantes, ou seja, o negócio real. 
8. (CESPE / PGM MANAUS-AM – 2018) À luz das disposições do direito civil pertinentes ao 
processo de integração das leis, aos negócios jurídicos, à prescrição e às obrigações e 
contratos, julgue o item a seguir. 
Será viável a anulação de transmissão gratuita de bens por caracterização de fraude contra credores, 
ainda que a conduta que se alegue fraudulenta tenha ocorrido anteriormente ao surgimento do direito 
do credor. 
Comentários 
A assertiva está errada, já que, Será viável a anulação de transmissão gratuita de bens por 
caracterização de fraude contra credores, quando a conduta que se alegue fraudulenta tenha ocorrido 
posterior ao surgimento do direito do credor, pois, do contrário, não há que se falar em fraude contra 
credores. 
Fraude contra credores é a prática maliciosa, por parte do devedor, de atos que desfalcam o seu 
patrimônio, com o escopo de colocá-lo a salvo de uma execução por dívidas em detrimento dos direitos 
creditórios alheios (justamente por isto é vício social, não pode ser visto como vicio de consentimento 
porque a manifestação de vontade coincide com o íntimo querer). 
O art. 158 do Código Civil declara que poderão ser anulados pelos credores quirografários, “como 
lesivos dos seus direitos”, os “negócios de transmissão gratuita de bens ou remissão de dívida” quando 
os pratique “o devedor já insolvente, ou por eles reduzido à insolvência, ainda quando o ignore: 
Art. 158. Os negócios de transmissão gratuita de bens ou remissão de dívida, se os praticar o devedor já 
insolvente, ou por eles reduzido à insolvência, ainda quando o ignore, poderão ser anulados pelos 
credores quirografários, como lesivos dos seus direitos. 
§ 1º Igual direito assiste aos credores cuja garantia se tornar insuficiente. 
Além dos elementos vistos acima é necessária a anterioridade do crédito, o que está expressamente 
previsto no artigo 158, §2º: 
§ 2º Só os credores que já o eram ao tempo daqueles atos podem pleitear a anulação deles. 
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9. (CESPE / TCE-MG – 2018) O erro que se refere a qualidades secundárias do objeto do negócio 
jurídico e que não acarreta efetivo prejuízo é denominado 
(A) obstativo. 
(B) inescusável. 
(C) substancial. 
(D) acidental. 
(E) impróprio. 
Comentários 
A alternativa A errada, pois, o erro obstativo ou impróprio é o de relevância exacerbada, que apresenta 
uma profunda divergência entre as partes, impedindo que o negócio jurídico venha a se formar. É, 
portanto, o que obsta a sua formação e, destarte, inviabiliza a sua existência. 
A alternativa B errada, já que, conforme o STJ: "DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. ANULAÇÃO DE 
NEGÓCIO JURÍDICO. DAÇÃO EM PAGAMENTO. IMÓVEL. LOCALIZAÇÃO. INSTITUIÇÃO FINANCEIRA DE 
SÓLIDA POSIÇÃO NO MERCADO. ERRO INESCUSÁVEL. [...] 2. O erro que enseja a anulação de negócio 
jurídico, além de essencial, deve ser inescusável, decorrente da falsa representação da realidade própria 
do homem mediano, perdoável, no mais das vezes, pelo desconhecimento natural das circunstâncias e 
particularidades do negócio jurídico. Vale dizer, para ser escusável o erro deve ser de tal monta que 
qualquer pessoa de inteligência mediana o cometeria. [...] ( STJ, REsp 744.311-MT, 4ª T. Rel. Min. Luis 
Felipe Salomão, j. 19-8-2010)". 
A alternativa C errada, dado que, o erro substancial ou essencial é o que recai sobre circunstâncias e 
aspectos relevantes do negócio. Há de ser a causa determinante, ou seja, se conhecida a realidade, o 
negócio não seria celebrado. Segundo Francisco Amaral, erro essencial, também dito substancial, “é 
aquele de tal importância que, sem ele, o ato não se realizaria. 
A alternativa D correta, porque o erro que não acarreta efetivo prejuízo ao negócio jurídico é chamado 
de erro acidental. Erro acidental é o que se opõe ao substancial, porque se refere a circunstâncias de 
somenos importância e que não acarretam efetivo prejuízo, ou seja, a qualidades secundárias do objeto 
ou da pessoa. 
A alternativa E errada, eis que, o erro obstativo ou impróprio é o de relevância exacerbada, que 
apresenta uma profunda divergência entre as partes, impedindo que o negócio jurídico venha a se 
formar. É, portanto, o que obsta a sua formação e, destarte, inviabiliza a sua existência. 
10. (CESPE / MPU – 2018) A respeito de interpretação de lei, pessoas jurídicas e naturais, 
negócio jurídico, prescrição, adimplemento de obrigações e responsabilidade civil, julgue o 
item a seguir. 
Negócio jurídico simulado por interposição de pessoa, por ocultação da verdade ou por falsidade de 
data será considerado nulo. 
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Comentários 
A assertiva está correta, já que, a característica marcante da simulação é o conluio. Na simulação há o 
fingir, o enganar, mas sempre caracterizado pelo “acordo” (conluio) entre os contratantes. O negócio 
aparenta algo, mas busca obter efeito diverso. Em outros casos o negócio sequer existe (simulação 
absoluta), as partes apenas fingem, mas não realizam negócio algum. A diferença entre dissimulação e 
simulação pode num primeiro momento ser muito difícil de perceber e por vezes os significados se 
misturam (embora não se confundam), porque, na realidade, a dissimulação, assim como a simulação, 
é um componente da simulação relativa. 
Art. 167. É nulo o negócio jurídico simulado, mas subsistirá o que se dissimulou, se válido for na 
substância e na forma. 
§ 1º. Haverá simulação nos negócios jurídicos quando: 
I - aparentarem conferir ou transmitir direitos a pessoas diversas daquelas às quais realmente se 
conferem, ou transmitem; 
II - contiverem declaração, confissão, condição ou cláusula não verdadeira; 
III - os instrumentos particulares forem antedatados, ou pós-datados. 
Na simulação (que é um componente da simulação relativa) aparenta-se o que não existe, a situação não 
é verdadeira. A palavra simulação está ligada à ideia de negócio aparente. Enquanto, na dissimulação 
(que é outro componente da simulação relativa) também se busca enganar, mas, neste caso, oculta-se a 
verdadeira intenção. Existe uma situação real, mas as partes, em conluio, tentam demonstrar sua 
inexistência. A palavra dissimulação sempre deve estar associada à ideia de ocultação. 
Exemplo: o Pai, “A”, que vende sua casa a determinada pessoa “B” para que está a transmita a "C" 
(descendente do alienante), sendo que desde o início a intenção era a transmissão do imóvel a “C”. Estão 
presentes os dois atos: o simulado e o dissimulado. 
Aparenta-se um negócio (simulação de uma venda), mas na realidade, o intuito é obter os efeitos de 
outro negócio (dissimulação –ocultação - de uma doação). 
Por isso o Código Civil afirmar: 
Art. 167. É nulo o negócio jurídico simulado, mas subsistirá o que se dissimulou, se válido for na 
substância e na forma. 
Outroexemplo: O inventariante, em conluio com o adquirente de um imóvel trata preço real de uma 
venda com o adquirente, mas o valor que consta da escritura é outro. Há simulação de um preço na 
escritura e há a dissimulação (ocultação) do preço real de venda. 
Os pontos comuns são o intuito de enganar e o conluio. 
Assim, se o negócio for simulado será nulo, porém, em caso de simulação relativa (dissimulação), o 
negócio poderá subsistir se válido for na substância e na forma. 
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Gabarito: Correto. 
11. (CESPE / EBSERH – 2018) Considerando o que dispõe o Código Civil acerca de negócios 
jurídicos e contratos, julgue o item a seguir. 
É nulo o negócio jurídico quando uma parte se obriga, por inexperiência, a prestação excessivamente 
onerosa, não sendo possível, nesse caso, uma revisão judicial desse negócio jurídico, uma vez que o erro 
prejudica sua validade. 
Comentários 
A assertiva está errada, eis que, quando uma parte se obriga, por inexperiência, a prestação 
excessivamente onerosa estamos diante de lesão, conforme dispõe o art. 157 do Código Civil: 
Art. 157. Ocorre a lesão quando uma pessoa, sob premente necessidade, ou por inexperiência, se obriga 
a prestação manifestamente desproporcional ao valor da prestação oposta. 
§ 2º. Não se decretará a anulação do negócio, se for oferecido suplemento suficiente, ou se a parte 
favorecida concordar com a redução do proveito. 
O negócio jurídico viciado pela lesão é anulável, conforme dispõe o art. 171 do Código Civil: 
Art. 171. Além dos casos expressamente declarados na lei, é anulável o negócio jurídico: 
II - por vício resultante de erro, dolo, coação, estado de perigo, lesão ou fraude contra credores. 
Gabarito: Errado. 
12. (CESPE / PGE-PE – 2018) Quando alguém obtém lucro exagerado, desproporcional, 
aproveitando-se da situação de necessidade real e notória do outro contratante, configura-
se o vício do negócio jurídico denominado 
(A) abuso de direito. 
(B) lesão. 
(C) dolo de aproveitamento. 
(D) coação. 
(E) estado de perigo. 
Comentários 
A alternativa A errada, pois o abuso de direito consiste em um ato jurídico de objeto lícito, mas cujo 
exercício não observa os limites que são impostos. Desta forma, o agente exercita um direito seu, mas 
exorbita seus limites e acaba por desviar-se dos fins sociais para os quais estava voltado este direito. O 
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ato em si é lícito, mas perderá esta licitude (tornando-se ilícito) na medida de sua execução, conforme 
dispõe o art. 187 do Código Civil: 
Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os 
limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes. 
A alternativa B correta, já que, a lesão consiste no prejuízo que um contratante experimenta em 
contrato comutativo quando não recebeu da outra parte valor igual ou proporcional ao da prestação 
que forneceu. Características da lesão: A pessoa age sob premente necessidade (mas de cunho 
patrimonial), ou por inexperiência; e se obriga a prestação manifestamente desproporcional, conforme 
dispõe o art. 157 do Código Civil: 
Art. 157. Ocorre a lesão quando uma pessoa, sob premente necessidade, ou por inexperiência, se obriga 
a prestação manifestamente desproporcional ao valor da prestação oposta. 
§ 1º. Aprecia-se a desproporção das prestações segundo os valores vigentes ao tempo em que foi 
celebrado o negócio jurídico. 
§ 2º. Não se decretará a anulação do negócio, se for oferecido suplemento suficiente, ou se a parte 
favorecida concordar com a redução do proveito. 
A alternativa C errada, dado que, o dolo de aproveitamento é quando a situação de necessidade deve 
ser conhecida pela parte beneficiada pelo negócio jurídico que está celebrando. Quanto a este assunto, 
existe uma certa divergência na doutrina, pois, alguns autores acreditam ser ele aplicável a lesão e 
outros acreditam que não, que este pressuposto deve ser aplicado ao estado de perigo. 
A alternativa D errada, já que, a coação é a pressão física (coação absoluta) ou moral (coação relativa) 
exercida sobre a pessoa, os bens e a honra de um contraente para obrigá-lo ou induzi-lo a efetivar um 
negócio jurídico. Somente a coação moral é, na verdade, vício de consentimento. A coação incide sobre 
a liberdade da pessoa (liberdade do coacto - como é chamado o que sofre a pressão), por isso, é 
considerado entre os vícios encontrados o mais grave e profundo. 
O Código Civil nos artigos 151 e 152 expõe o assunto da seguinte forma: 
Art. 151. A coação, para viciar a declaração da vontade, há de ser tal que incuta ao paciente fundado 
temor de dano iminente e considerável à sua pessoa, à sua família, ou aos seus bens. 
Parágrafo único: Se disser respeito a pessoa não pertencente à família do paciente, o juiz, com base nas 
circunstâncias, decidirá se houve coação. 
Art. 152. No apreciar a coação, ter-se-ão em conta o sexo, a idade, a condição, a saúde, o temperamento 
do paciente e todas as demais circunstâncias que possam influir na gravidade dela. 
Então, para caracterizar a coação esta deve ser a causa determinante do negócio; deve incutir a vítima 
um temor justificado; o temor deve dizer respeito a um dano atual ou iminente; o dano deve ser 
considerável (grave). 
A alternativa E errada, pois é quando alguém agindo por necessidade para evitar grave dano assume 
obrigação excessivamente onerosa. A pessoa age para salvar-se ou para salvar alguém de sua família, 
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em outra circunstância não celebraria tal negócio. Além disso, a situação é de conhecimento da outra 
parte. Esta explicação quanto ao estado de perigo é do art. 156: 
Art. 156. Configura-se o estado de perigo quando alguém, premido da necessidade de salvar-se, ou a 
pessoa de sua família, de grave dano conhecido pela outra parte, assume obrigação excessivamente 
onerosa. Parágrafo único: Tratando-se de pessoa não pertencente à família do declarante, o juiz decidirá 
segundo as circunstâncias. 
Deste dispositivo conclui-se que o estado de perigo possui os seguintes requisitos: uma situação de 
necessidade; a iminência de dano atual e grave (a pessoa está em perigo); nexo de causalidade entre a 
manifestação e o perigo de grave dano; ameaça de dano à pessoa do próprio declarante ou de sua 
família; conhecimento do perigo pela outra parte; a assunção de obrigação excessivamente onerosa (a 
obrigação onerosa pode ser, por exemplo, a alienação de bens a preço inferior ao de mercado, tendo em 
vista o estado de necessidade, o estado de perigo). 
 
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CEBRASPE 
Defeitos Do Negócio Jurídico (Art. 138 Ao 165) 
1. (CEBRASPE/ ISS- Aracajú - 2021) De acordo com o Código Civil, o negócio jurídico será 
considerado nulo caso 
a) a declaração de vontade de alguma das partes emane de erro substancial. 
b) deixe de ser revestido pela forma prescrita em lei. 
c) seja praticado por um devedor insolvente. 
d) seja realizado por uma pessoa que, premida da necessidade de se salvar, assuma obrigação 
excessivamente onerosa. 
e) decorre de dolo de terceiro, desde que a parte que se beneficia dele tenha conhecimento do vício do 
ato. 
2. (CEBRASPE - TJ/RJ – Analista Judiciário – 2021) Em razãoda presença de vício que a doutrina 
classifica como social, o negócio jurídico será anulável, caso se constate a presença de 
a) objeto ilícito. 
b) coação entre seus celebrantes. 
c) fraude contra credores. 
d) estado de perigo. 
e) simulação. 
1. ( CESPE / CEBRASPE - TC-DF - Auditor de Controle Externo - 2021) O engano do declarante 
quanto ao objeto do negócio jurídico que deu ensejo à propositura da ação enseja a 
anulabilidade da confissão. 
2. (CESPE / TJ-PR – 2019) Para ajudar a custear o tratamento médico de seu filho, José resolveu 
vender seu próprio automóvel. Em razão da necessidade e da urgência, José estipulou, para 
venda, o montante de 35 mil reais, embora o valor real de mercado do veículo fosse de 65 mil 
reais. Ao ver o anúncio, Fernando ofereceu 32 mil reais pelo automóvel. José aceitou o valor 
oferecido por Fernando e formalizou o negócio jurídico de venda. Conforme o Código Civil, 
essa situação configura hipótese de 
(A) lesão, sendo o negócio jurídico anulável. 
(B) dolo, podendo José pedir somente indenização por perdas e danos. 
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(C) lesão, podendo José pedir somente indenização por perdas e danos. 
(D) dolo, sendo o negócio jurídico anulável. 
3. (CESPE / SEFAZ-RS – 2019) Júlia e Mateus, noivos e sem experiência acerca de imóveis, 
decidiram comprar um apartamento. André, corretor de imóveis que os atendeu, percebendo 
a inexperiência do casal, alterou o valor do contrato de venda e compra do imóvel para três 
vezes acima do preço de mercado. O contrato foi celebrado e, no ano seguinte, após terem 
pago a maior parte das parcelas, em uma conversa com um amigo corretor de imóveis, Júlia 
e Mateus descobriram o caráter abusivo do valor entabulado e decidiram ajuizar uma ação 
com o objetivo de permanecerem no imóvel e serem ressarcidos somente do valor excedente 
já pago. Considerando a situação hipotética, em conformidade com o disposto no Código Civil, 
deve ser alegado em juízo que o negócio jurídico celebrado tem como defeito 
(A) a coação, não sendo possível a revisão judicial, mas apenas a anulação do negócio jurídico. 
(B) o erro ou a ignorância, sendo possíveis a revisão judicial e a anulação do negócio jurídico. 
(C) a lesão, sendo possíveis a revisão judicial bem como a anulação do negócio jurídico. 
(D) o dolo, não sendo possível a revisão judicial, mas apenas a anulação do negócio jurídico. 
(E) o estado de perigo, não sendo possível a revisão judicial, mas apenas a anulação do negócio jurídico. 
4. (CESPE / PGE-PE – 2019) Ronaldo, ocultando sua verdadeira intenção, celebrou com 
Fernando um negócio jurídico, que se concretizaria somente quando Fernando contraísse 
matrimônio. Considerando essa situação hipotética e as regras de direito civil, julgue o item 
seguinte. 
A situação ilustra hipótese de condição resolutiva, pois a eficácia do negócio jurídico em questão 
depende da celebração de matrimônio por Fernando. 
5. (CESPE / CGE - CE – 2019) Uma pessoa inexperiente e premida por imediata necessidade 
assumiu obrigação explicitamente desproporcional ao valor da prestação oposta. 
De acordo com o Código Civil, a situação apresentada configura hipótese de 
(A) fraude contra credores. 
(B) estado de perigo. 
(C) dolo. 
(D) lesão. 
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5 
(E) coação. 
6. (CESPE / TJ-SC – 2019) A declaração enganosa de vontade que vise à produção, no negócio 
jurídico, de efeito diverso do apontado como pretendido consiste em defeito denominado 
(A) simulação. 
(B) erro. 
(C) dolo. 
(D) lesão. 
(E) reserva mental. 
7. (CESPE / TJ-BA – 2019) Dino, pai de três filhos e atualmente em seu segundo casamento, 
resolveu adquirir um imóvel, em área nobre de Salvador, para com ele presentear o caçula, 
único filho da sua atual união conjugal. A fim de evitar eventuais problemas com os outros 
dois filhos, tidos em casamento anterior, Dino decidiu fazer a seguinte operação negocial: 
• vendeu um dos seus cinco imóveis e, com o dinheiro obtido, adquiriu o imóvel para o filho 
caçula; e 
• colocou na escritura pública de venda e compra, de comum acordo com os vendedores do 
referido imóvel, o filho caçula como comprador do bem. 
Alguns meses depois, os outros dois filhos tomaram conhecimento das transações realizadas 
e resolveram ajuizar ação judicial contra Dino, alegando que haviam sofrido prejuízos. 
Nessa situação hipotética, conforme a sistemática legal dos defeitos e das invalidades dos 
negócios jurídicos, os dois filhos prejudicados deverão alegar, como fundamento jurídico do 
pedido, a ocorrência de 
(A) reserva mental, também conhecida como simulação unilateral, que deve ensejar a declaração de 
inexistência do negócio jurídico de venda e compra e o retorno das partes ao status quo ante. 
(B) causa de anulabilidade por dolo, vício de vontade consistente em artifício, artimanha, astúcia 
tendente a viciar a vontade do destinatário ou de terceiros. 
(C) simulação relativa, devendo ser reconhecida a invalidade da venda e compra e declarada a validade 
da doação, que importará adiantamento da legítima. 
(D) simulação absoluta, devendo ser reconhecida a invalidade da venda e compra e da doação, com 
retorno ao status quo ante. 
(E) simulação relativa, devendo ser reconhecida a invalidade da compra e venda e declarada a validade 
da doação, o que, contudo, não implicará adiantamento da legítima. 
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5 
8. (CESPE / PGM MANAUS-AM – 2018) À luz das disposições do direito civil pertinentes ao 
processo de integração das leis, aos negócios jurídicos, à prescrição e às obrigações e 
contratos, julgue o item a seguir. 
Será viável a anulação de transmissão gratuita de bens por caracterização de fraude contra credores, 
ainda que a conduta que se alegue fraudulenta tenha ocorrido anteriormente ao surgimento do direito 
do credor. 
9. (CESPE / TCE-MG – 2018) O erro que se refere a qualidades secundárias do objeto do negócio 
jurídico e que não acarreta efetivo prejuízo é denominado 
(A) obstativo. 
(B) inescusável. 
(C) substancial. 
(D) acidental. 
(E) impróprio. 
10. (CESPE / MPU – 2018) A respeito de interpretação de lei, pessoas jurídicas e naturais, negócio 
jurídico, prescrição, adimplemento de obrigações e responsabilidade civil, julgue o item a 
seguir. 
Negócio jurídico simulado por interposição de pessoa, por ocultação da verdade ou por falsidade de 
data será considerado nulo. 
11. (CESPE / EBSERH – 2018) Considerando o que dispõe o Código Civil acerca de negócios 
jurídicos e contratos, julgue o item a seguir. 
É nulo o negócio jurídico quando uma parte se obriga, por inexperiência, a prestação excessivamente 
onerosa, não sendo possível, nesse caso, uma revisão judicial desse negócio jurídico, uma vez que o erro 
prejudica sua validade. 
12. (CESPE / PGE-PE – 2018) Quando alguém obtém lucro exagerado, desproporcional, 
aproveitando-se da situação de necessidade real e notória do outro contratante, configura-
se o vício do negócio jurídico denominado 
(A) abuso de direito. 
(B) lesão. 
(C) dolo de aproveitamento. 
(D) coação. 
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==1027f2==
 
 
 
 
5 
5 
(E) estado de perigo. 
GABARITO 
1. ISS- Aracajú B 
2. TJ/RJ C 
3. TC-DF C 
4. TJ-PR A 
5. SEFAZ-RS C 
6. PGE-PE E 
7. CGE – CE D 
8.TJ-SC A 
9. TJ-BA C 
10. PGM MANAUS-AM E 
11. TCE-MG D 
12. MPU C 
 
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13 
FCC 
Defeitos Do Negócio Jurídico (Art. 138 Ao 165) 
1. (FCC - SANASA Campinas - Analista Administrativo - Serviços Jurídicos- 2019) É nulo o ato 
jurídico: I. Quando praticado por pessoa relativamente incapaz. II. Quando for ilícito seu 
objeto. III. Quando não revestir a forma prescrita em lei. IV. Por vício resultante de coação. 
Está correto o que consta APENAS de 
a) I e IV. 
b) I e II. 
c) III e IV. 
d) II e III. 
e) I, II e III. 
Comentários: 
A afirmativa I está incorreta. O art. 171 traz um rol hipóteses em que é anulável o negócio jurídico além 
dos expressos no código, dentre essas o Inciso I que diz: "por incapacidade relativa do agente;". Sendo 
assim, devemos lembrar que a única hipótese de incapacidade absoluta é a do menor de 16 anos, que se 
tratando de negócio jurídico provocaria a nulidade deste. 
A afirmativa II está correta. . Como trata o art. 166, Inc. II Do Código Civil: "É nulo o negócio jurídico 
quando: II - for ilícito, impossível ou indeterminável o seu objeto"; 
A afirmativa III está correta. Como trata o art. 166, Inc. IV Do Código Civil: "É nulo o negócio jurídico 
quando: IV - não revestir a forma prescrita em lei.". 
A afirmativa IV está incorreta. Conforme o art. 171 do Código Civil: "Além dos casos expressamente 
declarados na lei, é anulável o negócio jurídico: II - por vício resultante de erro, dolo, coação, estado de 
perigo, lesão ou fraude contra credores.". 
2. (FCC - TRF - 3ª REGIÃO - Analista Judiciário - Área Judiciária- 2019) Na celebração de contrato 
de compra e venda, vendedor e comprador procederam com dolo, que foi a causa do negócio. 
Nesse caso, de acordo com o Código Civil, 
a) qualquer das partes poderá invocar o dolo da outra para anular o negócio, mas nenhuma delas poderá 
reclamar indenização. 
b) qualquer das partes poderá invocar o dolo da outra para anular o negócio, ou reclamar indenização. 
c) nenhuma das partes poderá invocar o dolo da outra para anular o negócio, ou reclamar indenização. 
d) qualquer das partes poderá invocar o dolo da outra para reclamar indenização, mas não para anular 
o negócio. 
e) somente a parte mais prejudicada poderá invocar o dolo da outra para anular o negócio, ou reclamar 
indenização. 
Comentários: 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. Trata-se, no caso em questão, de dolo recíproco, 
no qual ambas as partes agem com a intenção de prejudicar a outra. Conforme podemos observar no 
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art. 150 do Código Civil: “Se ambas as partes procederem com dolo, nenhuma pode alegá-lo para anular 
o negócio, ou reclamar indenização.”. 
3. (FCC - DPE-AM - Analista Jurídico de Defensoria - Ciências Jurídicas- 2019) Lucas contraiu 
diversas dívidas e, na iminência de tornar-se insolvente, passou a dispor do patrimônio que 
lhe restava. Os negócios passíveis de anulação, em razão do reconhecimento da fraude contra 
credores, pressupõem 
a) que os atos de disposição do patrimônio do devedor insolvente tenham sido realizados a título 
gratuito, tais como a doação sem encargo e a remissão de dívidas, não se aplicando tal anulabilidade 
para atos onerosos de disposição ou transferência de bens. 
b) a existência da dívida anterior à disposição ou transmissão do bem, a existência de atos gratuitos ou 
onerosos que tenham a aptidão de tornar insolvente o devedor, e, somente no caso de atos onerosos, 
exige-se a prova do consilium fraudis. 
c) somente a existência de atos gratuitos ou onerosos que venham a tornar o devedor insolvente, sendo 
irrelevante se a constituição da dívida foi anterior ou posterior ao ato, bem como a prova do consilium 
fraudis. 
d) somente a existência de consilium fraudis, independente de ser o ato gratuito ou oneroso, anterior 
ou posterior à constituição do crédito. 
e) a existência da dívida anterior à disposição, a existência de atos gratuitos ou onerosos que venham 
tornar o devedor insolvente, e, em qualquer caso, a prova do consilium fraudis. 
Comentários: 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. De forma esquematizada podemos assumir que 
a fraude contra credores pode ser analisada com base em três requisitos: 
- Anterioridade da dívida; 
- Eventus damni (prejuízo aos credores); 
- Consilium fraudis (intenção de prejudicar credores ou conluio, má fé). 
No caso de disposição gratuita de bens ou remissão de dívida, a fraude contra credores é presumida. 
Nesse caso, basta ao afetado comprovar o evento danoso aos credores, dispensando-se a comprovação 
de consilium fraudis (má-fé). 
4. (FCC / DPE-SP – 2019) Sobre os defeitos do negócio jurídico, é correto afirmar: 
a) O negócio jurídico celebrado com simulação é anulável mesmo sem ter causado prejuízos a 
terceiros. 
b) O dolo acidental não anula o negócio jurídico e, portanto, não gera direito à indenização. 
c) Desde que escusável, é anulável o negócio jurídico por erro in negotio, in persona e in corpore. 
d) O negócio jurídico celebrado com coação é nulo mesmo que a coação seja praticada por terceiro. 
e) A lesão pode anular o negócio jurídico ainda que a desproporção das prestações se manifeste 
posteriormente à celebração do negócio. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pois o negócio jurídico simulado não é anulado, e sim nulo, sendo 
considerado nulo todo ato que, mesmo contendo os elementos necessários, foi exercido mediante a 
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violação da lei, da ordem pública, dos bons costumes ou em contradição à forma legal, como citado no 
Art. 166: “é nulo o negócio jurídico quando: 
I- celebrado por pessoa absolutamente incapaz; 
II- for ilícito, impossível ou indeterminável o seu objeto; 
III- o motivo determinante, comum a ambas as partes, for ilícito; 
IV-não revestir a forma prescrita em lei; 
V-for preterida alguma solenidade que a lei considere essencial para a sua validade; 
 VI- tiver por objetivo fraudar lei imperativa; 
VII- a lei taxativamente o declarar nulo, ou proibir-lhe a prática, sem cominar sanção;” 
Enquanto a anulabilidade do ato é um defeito de menor gravidade, dizendo respeito aos atos que, de 
acordo com o art. 171: 
I- expressem uma incapacidade relativa do agente; 
II- por vício resultante de erro, dolo, coação, estado de perigo, lesão ou fraude contra credores. 
A alternativa B está incorreta, uma vez que o dolo acidental não causa o vício no negócio. O dolo, como 
expresso no Art. 146, “é acidental quando, a seu despeito, o negócio seria realizado, embora por outro 
modo”, ou seja, diz respeito às condições do negócio jurídico, portanto, não causa o vício. Porém, ainda 
de acordo com o Art. 146: “só obriga a satisfação das perdas e danos”, sendo o direito à indenização 
pelas perdas e danos decorrentes do negócio válido e existente. 
A alternativa C está correta, dado que o negócio é anulado quando contiver erro de cunho in persona, 
in corpore ou in negotio. O erro, de acordo com Carlos R. Gonçalves, é uma falsa representação da 
realidade, podendo haver o vício de consentimento, no qual o agente se engana sozinho, ou o erro 
doloso, no qual o erro é induzido pelo outro contratante ou por um terceiro. Para que o erro cause a 
anulação do negócio, é necessário que seja substancial, podendo ser quanto à pessoa (error in persona), 
quanto ao objeto (error in corpore) ou quanto o negócio jurídico (error in negotio). 
Deacordo com o Art. 138: “São anuláveis os negócios jurídicos, quando as declarações de vontade 
emararem de erro substancial que poderia ser percebido por pessoa de diligência normal, em face das 
circunstâncias do negócio”. Portanto, o erro pode ser escusável se cometido por uma pessoa leiga, e não 
escusável se cometido por um advogado, por exemplo. 
A alternativa D está incorreta, pois a coação é causa de anulação do negócio jurídico, e não de nulidade, 
como expresso no Art. 171: 
Além dos casos expressamente declarados na lei, é anulável o negócio jurídico: 
I - por incapacidade relativa do agente; 
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II - por vício resultante de erro, dolo, coação, estado de perigo, lesão ou fraude contra credores. 
A anulação do negócio é um defeito de menor gravidade, sendo ocasionado pelo dolo principal, podendo 
ser, além dos casos declarados por lei, causado pela incapacidade relativa do agente e por vício 
resultante de erro, dolo, coação, estado de perigo, lesão ou fraude contra credores, enquanto o ato nulo 
é aquele que, mesmo com todos os elementos necessários para sua existência, foi praticado com violação 
da lei, da ordem pública, dos bons costumes ou com incoerência relativa à forma legal. 
A alternativa E está incorreta, pois a lesão é o prejuízo resultante de uma desproporção entre as 
prestações de um contrato, no momento da sua celebração, ocasionando uma ruptura do equilíbrio 
contratual na fase de formação do negócio. 
Como disposto no Art. 157: “Ocorre a lesão quando uma pessoa, sob premente necessidade, ou por 
inexperiência, se obriga a prestação manifestamente desproporcional ao valor da prestação oposta. 
§1º Aprecia-se a desproporção das prestações segundo os valores vigentes ao tempo em que foi 
celebrado o negócio jurídico.” 
Desta forma, a lesão é expressa enquanto o negócio está em formação, não podendo ser avaliada 
posteriormente à celebração do negócio. 
5. (FCC/TRF-3 – 2019) Na celebração de contrato de compra e venda, vendedor e comprador 
procederam com dolo, que foi a causa do negócio. Nesse caso, de acordo com o Código Civil: 
a) qualquer das partes poderá́ invocar o dolo da outra para anular o negócio, mas nenhuma delas poderá́ 
reclamar indenização. 
b) qualquer das partes poderá́ invocar o dolo da outra para anular o negócio, ou reclamar indenização. 
c) nenhuma das partes poderá́ invocar o dolo da outra para anular o negócio, ou reclamar indenização. 
d) qualquer das partes poderá́ invocar o dolo da outra para reclamar indenização, mas não para anular 
o negócio. 
e) somente a parte mais prejudicada poderá́ invocar o dolo da outra para anular o negócio, ou reclamar 
indenização. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta, porque não há lógica em permitir a anulação do negócio, mas impedir 
que produza efeitos patrimoniais de, justamente, reclamar indenização. 
A alternativa B está incorreta. Como está adiante transcrito, o art. 150 do Código Civil traz regra 
exatamente oposta, ou seja, não é possível nem anular o negócio, nem reclamar indenização. 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. Trata-se de típico caso de dolo recíproco, no qual 
ambas as partes agem com a intenção de prejudicar a outra. Como diz o ditado, “ladrão que rouba ladrão 
tem cem anos de perdão”. Em linguagem jurídica, o ditado popular corresponder ao art. 150 do Código 
Civil: “Se ambas as partes procederem com dolo, nenhuma pode alegá-lo para anular o negócio, ou 
reclamar indenização”. Em resumo, ambas as partes pretendiam prejudicar a outra, a sanção a esse 
comportamento ilícito é precisamente as obrigar a manter o negócio, sem sequer poder exigir 
indenização. 
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A alternativa D está incorreta e está logicamente inadequada, pelo raciocínio inverso que se fez na 
assertiva A. 
A alternativa E está incorreta, já que, apesar de trazer certo exercício salomônico, é inadequada do 
ponto de vista da aplicação prática. 
6. (FCC / SEAD-AP – 2018) Antenor e Amélia, pai e filha, adquiriram um imóvel para nele juntos 
residirem. Em razão de dificuldades financeiras, Antenor e Amélia, por preço justo, 
venderam-no a Pedro. Embora fosse contrária à venda, Amélia aceitou participar de sua 
realização apenas pelo receio de desapontar Antenor, a quem respeitava profundamente. Em 
tal cenário, agiu Amélia sob 
a) Estado de perigo, sendo nulo o negócio jurídico. 
b) Coação, sendo anulável o negócio jurídico. 
c) Erro, sendo válido o negócio jurídico. 
d) Lesão, sendo anulável o negócio jurídico. 
e) Temor reverenciai, sendo válido o negócio jurídico. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, dado que estado de perigo é, de acordo com o Art. 156, quando alguém 
premido de forte necessidade de livrar-se de grave dano, realiza negócio Jurídico com outrem. Sabendo 
dessa necessidade, em condições excessivamente onerosas. Tal estado não corresponde com o narrado 
na questão por isso a alternativa está errada. 
Art. 156. Configura-se o estado de perigo quando alguém, premido da necessidade de salvar-se, ou a 
pessoa de sua família, de grave dano conhecido pela outra parte, assume obrigação excessivamente 
onerosa. 
Parágrafo único. Tratando-se de pessoa não pertencente à família do declarante, o juiz decidirá segundo 
as circunstâncias 
Da simples leitura do artigo, é possível definir que, sobretudo, a concepção de estado de perigo é 
fundamentada na noção de necessidade. O necessitado assume a obrigação excessivamente onerosa 
como forma de evitar um dano. 
A alternativa B está incorreta, em virtude de que a coação é a ameaça ou pressão exercida sobre um 
indivíduo para força-lo, contra sua vontade, a praticar um ato ou realizar um negócio, como disposto no 
Art. 151 do Código Civil: “Coação é um dos vícios do consentimentos nos negócios jurídicos, caracteriza-
se pelo constrangimento físico ou moral para alguém fazer algum ato sob o fundado temor de dano 
iminente e considerável à sua pessoa, à sua família ou a seus bens”. Desta forma, a coação não ocorreu 
no caso, pois Amélia não foi influenciada por ameaças ou uma pressão direta do pai, mas sim por um 
fator próprio, no caso, o medo de desapontar. 
A alternativa C está incorreta, pois não ocorreu um erro no negócio, dado o erro ser um engano fático, 
uma falsa noção de realidade, no qual o agente é levado a praticar o ato ou realizar um negócio que não 
celebraria caso estivesse totalmente ciente dos termos e consequências. 
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No caso de Amélia, o que ocorreu foi o temor reverencial, sendo este o receio de desagradar a certa 
pessoa de quem se é psicológica, social ou economicamente dependente. 
A alternativa D está incorreta, pois a lesão, de acordo com o Art. 157, é o vício no negócio jurídico que 
se caracteriza pela obtenção de um lucro exagerado por se valer uma das partes da inexperiência ou 
necessidade econômica da outra. Esse vício não ocorreu no caso, pois Amélia aceitou participar pelo 
receio de desapontar o pai. 
Art. 157. Ocorre a lesão quando uma pessoa, sob premente necessidade, ou por inexperiência, se obriga 
a prestação manifestamente desproporcional ao valor da prestação oposta. 
§ 1º Aprecia-se a desproporção das prestações segundo os valores vigentes ao tempo em que foi 
celebrado o negócio jurídico. 
§ 2º Não se decretará a anulação do negócio, se for oferecido suplemento suficiente, ou se a parte 
favorecida concordar com a redução do proveito. 
Pode-se dizerque para ocorrer a lesão basta a celebração de um negócio ocorrer sob premente 
necessidade ou por inexperiência, e que as prestações assumidas sejam desproporcionais. 
A alternativa E está correta, uma vez que o caso descrito no enunciado da questão não apresenta 
qualquer vício, sendo caso apenas de temor reverencial, previsto no art. 153 do Código Civil 
Art. 153 Não se considera coação a ameaça do exercício normal de um direito, nem o simples temor 
reverencial. 
O temor reverencial consiste no receio de desagradar à certa pessoa de quem se é psicológica, social ou 
economicamente dependente, não se caracterizando como vício pois não encontra-se uma ameaça 
ilícita. 
7. (FCC / PREFEITURA DE CARUARU-PE – 2018) No tocante aos defeitos dos negócios jurídicos, 
a) A fraude contra credores acarreta a nulidade dos contratos, onerosos ou gratuitos, podendo a 
ação Pauliana ser proposta somente pelos credores quirografários. 
b) Tanto o dolo essencial ou principal, como o dolo acidental, anulam o que foi contratado pelas 
partes. 
c) O temor reverencial equipara-se à coação quanto aos efeitos jurídicos decorrentes de sua 
caracterização. 
d) A lesão sempre conduzirá à anulação da avença, por se tratar de situação jurídica que não admite 
sua convalidação. 
e) São anuláveis quando as declarações de vontade emanarem de erro substancial que poderia ser 
percebido por pessoa de diligência normal, em face das circunstâncias do negócio. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, vide Art. 178, uma vez que a fraude contra credores não acarreta 
nulidade, mas sim anulação. A ação, nos caso do art. 158, poderá ser intentada contra o devedor 
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insolvente, a pessoa que com ele celebrou a estipulação considerada fraudulenta, ou terceiros 
adquirentes que hajam procedido de má-fé. 
A alternativa B está incorreta, uma vez que o dolo acidental não anula o que foi contratado pelas partes, 
ele só obriga à satisfação das perdas e danos. O dolo acidental não causa o vício no negócio. 
O dolo, como expresso no Art. 146, “é acidental quando, a seu despeito, o negócio seria realizado, embora 
por outro modo”, ou seja, diz respeito às condições do negócio jurídico, portanto, não causa o vício. 
Porém, ainda de acordo com o Art. 146: “só obriga a satisfação das perdas e danos”, sendo o direito à 
indenização pelas perdas e danos decorrentes do negócio válido e existente. 
Conforme o Código Civil: 
Art. 146. O dolo acidental só obriga à satisfação das perdas e danos, e é acidental quando, a seu despeito, 
o negócio seria realizado, embora por outro modo. 
A alternativa C está incorreta, pois o temor reverencial não se compara a coação, como dispõe o Código 
Civil Art. 153: “Não se considera coação a ameaça do exercício normal de um direito, nem o simples 
temor reverencial”. 
O temor reverencial consiste no receio de desagradar certa pessoa de quem se é psicológica, social ou 
economicamente dependente, não se caracterizando como vício pois não encontra-se uma ameaça 
ilícita. 
Alternativa D está incorreta, pois afirma que a lesão sempre resultará na anulação do negócio, porém o 
parágrafo segundo do art.157 dispõe uma exceção em que não se decretará a anulação do negócio: se 
for oferecido suplemento suficiente, ou se a parte favorecida concordar com a redução do proveito. 
Art. 157. Ocorre a lesão quando uma pessoa, sob premente necessidade, ou por inexperiência, se obriga 
a prestação manifestamente desproporcional ao valor da prestação oposta. 
§ 2º. Não se decretará a anulação do negócio, se for oferecido suplemento suficiente, ou se a parte 
favorecida concordar com a redução do proveito. 
A alternativa E está correta, pois é exatamente a redação do art.138 do Código Civil. 
Art. 138. São anuláveis os negócios jurídicos, quando as declarações de vontade emanarem de erro 
substancial que poderia ser percebido por pessoa de diligência normal, em face das circunstâncias do 
negócio. 
Um erro substancial é o erro que ocorre no conteúdo do negócio, e o Código estabelece que seja um erro 
substancial que “poderia ser percebido por pessoa de diligência normal, em face das circunstâncias do 
negócio”, considerando-se, perante esta sentença, uma forma de abertura interpretativa, pois o juiz 
pode decretar que um erro na substancia é escusável se foi dirigido por uma pessoa leiga, mas não 
considerar desta forma se o erro foi cometido por um advogado, por exemplo. 
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8. (FCC / ALESE – 2018) Temendo a desaprovação moral de seu pai, por quem nutre profundo 
respeito, Pedro matriculou-se no curso superior de Direito, mesmo não sendo esta sua 
vontade verdadeira. De acordo com o Código Civil, tal ato é 
a) Anulável, pois foi praticado mediante coação, que pode ser física ou moral. 
b) Nulo, pois foi praticado mediante coação, que pode ser física ou moral. 
c) Insuscetível de anulação, pois o mero temor reverencial não vicia a declaração da vontade. 
d) Nulo, pois o temor reverencial, embora não configure coação, também constitui vício do negócio 
jurídico. 
e) Anulável, pois o temor reverencial, embora não configure coação, também constitui vício do 
negócio jurídico. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pois Pedro não sofreu coação, o que ocorreu foi o temor reverencial por 
medo da desaprovação moral por parte do pai. 
Segundo o artigo 151 do Código Civil: “A coação, para viciar a declaração da vontade, há de ser tal que 
incuta ao paciente fundado temor de dano iminente e considerável à sua pessoa, à sua família, ou aos 
seus bens”. 
 No caso concreto é evidente que esse vício não ocorreu, dado que Pedro agiu apenas temendo a 
desaprovação moral de seu pai. 
O temor reverencial não se compara a coação, como dispõe o Código Civil Art. 153: “Não se considera 
coação a ameaça do exercício normal de um direito, nem o simples temor reverencial”. 
O temor reverencial consiste no receio de desagradar certa pessoa de quem se é psicológica, social ou 
economicamente dependente, não se caracterizando como vício pois não encontra-se uma ameaça 
ilícita. 
A alternativa B está incorreta, pois, além de não se figurar uma coação, a alternativa também está 
incorreta ao expressar que com a coação tal ato é nulo, uma vez que se tivesse acontecido o ato seria 
anulável, e não nulo. Como dispõe o Código Civil: 
Art. 171. Além dos casos expressamente declarados na lei, é anulável o negócio jurídico: 
II - por vício resultante de erro, dolo, coação, estado de perigo, lesão ou fraude contra credores. 
Art. 167. É nulo o negócio jurídico simulado, mas subsistirá o que se dissimulou, se válido for na 
substância e na forma. 
§ 1o Haverá simulação nos negócios jurídicos quando: 
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I - aparentarem conferir ou transmitir direitos a pessoas diversas daquelas às quais realmente se 
conferem, ou transmitem; 
II - contiverem declaração, confissão, condição ou cláusula não verdadeira; 
III - os instrumentos particulares forem antedatados, ou pós-datados. 
§ 2o Ressalvam-se os direitos de terceiros de boa-fé em face dos contraentes do negócio jurídico 
simulado. 
 O ato nulo possui invalidade ex tunc, ou seja, para o ordenamento jurídico nunca existiu, nunca foi 
considerado válido. O ato anulável, por outro lado, tendo um efeito ex nunc, pode ser confirmado pelas 
partes quando não houver prejuízo a direito de terceiros, voltando a ser válido como se o defeito nunca 
tivesse existido, talpossibilidade não existe para os atos nulos. 
A alternativa C está correta, pois, é verídico afirmar que de acordo com o Código Civil tal ato é 
insuscetível de anulação pois o mero temor reverencial não vicia a declaração da vontade. 
Art. 153. Não se considera coação a ameaça do exercício normal de um direito, nem o simples temor 
reverencial. 
O artigo traz duas situações que não são consideradas coação: 
Por ameaça do exercício normal de um direito, ou seja, fazer uso das prerrogativas conferidas por lei. 
Se a ameaça é amparada por lei, não é coação. 
O temor reverencial também não se compara a coação, como dispõe o Código Civil art 153. Tal temor 
reverencial consiste no receio de desagradar certa pessoa de quem se é psicológica, social ou 
economicamente dependente, não se caracterizando como vício pois não encontra-se uma ameaça 
ilícita. 
A alternativa D está incorreta, porque o temor reverencial não configura um vício e mesmo se 
configurasse o correto seria dizer que o ato é anulável não nulo. 
O ato nulo possui invalidade ex tunc, ou seja, para o ordenamento jurídico nunca existiu, nunca foi 
considerado válido. O ato anulável, por outro lado, tendo um efeito ex nunc, pode ser confirmado pelas 
partes quando não houver prejuízo a direito de terceiros, voltando a ser válido como se o defeito nunca 
tivesse existido, tal possibilidade não existe para os atos nulos. 
A Alternativa E está incorreta, pois o temor reverencial não constitui um vício do negócio jurídico, não 
é um caso declarado por lei como anulável, nem está presente no rol do artigo 171, como pode-se ver: 
Art. 171. Além dos casos expressamente declarados na lei, é anulável o negócio jurídico: 
I - por incapacidade relativa do agente; 
II - por vício resultante de erro, dolo, coação, estado de perigo, lesão ou fraude contra credores. 
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Tal temor reverencial consiste no receio de desagradar certa pessoa de quem se é psicológica, social ou 
economicamente dependente, não se caracterizando como vício pois não encontra-se uma ameaça 
ilícita. 
9. (FCC / DPE-AP – 2018) Mário adquiriu um pequeno sítio em área próxima ao Município de 
Água Branca do Amapari, onde pretendia realizar cultivo agrícola para o sustento de sua 
família. Entretanto, após a conclusão do negócio, veio a descobrir que o imóvel se encontra 
em uma área de reserva permanente, de modo que não poderá utilizar o imóvel da maneira 
como deseja. Neste caso, existem elementos para afirmar que o negócio pode ser anulado por 
a) Lesão. 
b) Erro acidental. 
c) Erro essencial. 
d) Estado de perigo. 
e) Onerosidade excessiva. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pois ocorre a lesão quando uma pessoa, sob premente necessidade, ou 
por inexperiência, se obriga a prestação manifestamente desproporcional ao valor da prestação oposta. 
Não ocorreu tal vício, dado que somente após a conclusão do negócio Mário veio a descobrir que não 
poderá utilizar o imóvel da maneira como deseja. A lesão é o prejuízo resultante de uma desporporção 
entre as prestações de um contrato, no momento da sua celebração, ocasionando uma ruptura do 
equilibrio contratual na fase de formação do negócio. 
Art. 157. Ocorre a lesão quando uma pessoa, sob premente necessidade, ou por inexperiência, se obriga 
a prestação manifestamente desproporcional ao valor da prestação oposta. 
§1º Aprecia-se a desproporção das prestações segundo os valores vigentes ao tempo em que foi 
celebrado o negócio jurídico.” 
Desta forma, a lesão é expressa enquanto o negócio está em formação, não podendo ser avaliada 
posteriormente à celebração do negócio. 
A alternativa B está incorreta, visto que o erro trata-se de um vício de consentimento, onde não há dolo 
pois o agente se engana sozinho. O erro acidental expressa aspectos secundários, ou seja, ainda que 
conhecido, haveria negócio. 
Não é o que acontece no caso de Mário, dado que se este soubesse que o imóvel se encontra em uma 
área de reserva permanente, não podendo assim utilizar da maneira como deseja, certamente não 
celebraria o negócio. 
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O erro acidental não gera anulabilidade do negócio, pode gerar apenas o abatimento no preço. Para que 
o erro cause a anulação do negócio, é necessário que seja substancial, podendo ser quanto à pessoa 
(error in persona), quanto ao objeto (error in corpore) ou quanto o negócio jurídico (error in negotio). 
A alternativa C está correta, pois nesse caso existem elementos, como os Art. 138 e 139, para afirmar 
que o negócio jurídico pode ser anulado por erro essencial. 
CC. "Art. 138. São anuláveis os negócios jurídicos, quando as declarações de vontade emanarem de erro 
substancial que poderia ser percebido por pessoa de diligência normal, em face das circunstâncias do 
negócio". 
"Art. 139. O erro é substancial quando: 
I - interessa à natureza do negócio, ao objeto principal da declaração, ou a alguma das qualidades a ele 
essenciais;" 
O negócio é anulável, desde que o erro seja essencial (que é o caso), ou substancial. 
O erro é substancial quando: 
a) O erro interessa à natureza do negócio, ou o erro incide sobre o objeto principal da declaração, ou 
ainda se há erro quanto às qualidades essenciais. 
b) O erro disser respeito à identidade ou à qualidade essencial da pessoa a quem se refira a declaração 
de vontade, desde que tenha influído nesta de modo relevante. 
c) Erro de direito, e não implicando recusa à aplicação da lei, for o motivo único ou principal do negócio 
jurídico. 
Em tese, ninguém pode se escusar de cumprir a lei, alegando que não a conhece. No entanto, o erro de 
direito pode justificar a anulação do negócio quando ele for o motivo para a prática daquele negócio. 
A alternativa D está incorreta, porque o caso pode ser anulado por erro essencial, não estado de perigo 
que é, de acordo com o Art. 156, quando alguém premido de forte necessidade de livrar-se de grave 
dano, realiza negócio Jurídico com outrem. Sabendo dessa necessidade, em condições excessivamente 
onerosas. Tal estado não corresponde com o narrado na questão por isso a alternativa está errada. 
Art. 156. Configura-se o estado de perigo quando alguém, premido da necessidade de salvar-se, ou a 
pessoa de sua família, de grave dano conhecido pela outra parte, assume obrigação excessivamente 
onerosa. 
Parágrafo único. Tratando-se de pessoa não pertencente à família do declarante, o juiz decidirá segundo 
as circunstâncias 
Da simples leitura do artigo, é possível definir que, sobretudo, a concepção de estado de perigo é 
fundamentada na noção de necessidade. O necessitado assume a obrigação excessivamente onerosa 
como forma de evitar um dano 
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A alternativa E está incorreta, visto que o problema foi o imóvel se encontrar em uma área de reserva 
permanente, não onerosidade excessiva. 
Art. 478. Nos contratos de execução continuada ou diferida, se a prestação de uma das partes se tornar 
excessivamente onerosa, com extrema vantagem para a outra, em virtude de acontecimentos 
extraordinários e imprevisíveis, poderá o devedor pedir a resolução do contrato. Os efeitos da sentença 
que a decretar retroagirão à data da citação. 
10. (FCC - ARTESP - Especialista em Regulação de Transporte III - Direito- 2017) Fernando, 
empresário individual, ciente de seu estado de insolvência, vendeu parte de seus estoques e, 
na esperança de retomaro curso regular de seus negócios, decidiu pagar um de seus 
fornecedores, cuja dívida ainda não estava vencida, em função do desconto oferecido e a 
promessa de uma nova entrega com maior prazo para pagamento. A situação descrita 
caracteriza 
a) simulação, podendo ser anulada por terceiros prejudicados, tanto credores como os demais 
fornecedores, se comprovada a intenção de frustrar direito alheio. 
b) ato doloso, caracterizando, mais especificamente, o denominado dolus malus, que enseja a nulidade 
do ato por presunção de sua lesividade. 
c) erro substancial, não escusável, acarretando a anulabilidade do ato mediante ação judicial intentada 
por eventuais prejudicados. 
d) ato atentatório a direito de credores, somente sendo escusável se comprovada boa-fé objetiva. 
e) fraude contra credores, podendo ser anulado judicialmente em ação intentada por aquele que 
detenha crédito anterior ao quitado e tenha sido prejudicado pelo ato. 
Comentários: 
A alternativa A está incorreta. O negócio jurídico simulado ocorre quando ambas as partes fingem, 
aparentam realizar um negócio jurídico, quando na verdade este não existe. Neste ato, as partes 
conscientemente manifestam a vontade de realizar o negócio jurídico, mas seus efeitos não são 
desejados, mas existem apenas para encobrir ou disfarçar a sua verdadeira finalidade. Os quesitos, ou 
elementos da simulação podem ser caracterizados como: a divergência premeditada da declaração e da 
real intenção; o acordo simulado, ou seja, de conhecimento de ambas as partes que o negócio jurídico 
não os vinculará verdadeiramente, mas somente para simulação diante a sociedade; e o objetivo de 
enganar aqueles que não têm conhecimento da real intenção das partes, com este negócio jurídico 
simulado (falso). 
Por conta destas características adotou-se a nulidade desse negócio no Código Civil de 2002, que 
anteriormente considerava-se anulável apenas o negócio simulado que tivesse intenção de prejudicar 
ou lesar à terceiros, sendo que hoje o ato constitutivo desse negócio, por tratar-se de mera simulação, 
nasce com um vício, impedindo de produzir efeitos. Assim trata o art. 167 do Código Civil à cerca do 
tema: "É nulo o negócio jurídico simulado, mas subsistirá o que se dissimulou, se válido for na substância 
e na forma.". 
A alternativa B está incorreta. O dolo é caracterizado como um vício de consentimento, onde o agente 
é induzido, propositalmente, a uma falsa ou distorcida percepção da realidade, bem como induzido ao 
erro. Quanto a este, há duas distinções, o dolus bonus e o dolus malus. O último, refere-se a intenção de 
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enganar viciando o consentimento, infligindo na vontade, a este ato que refere-se o art. 145 do Código 
Civil, provendo-lhes a anulação do ato, ao dizer que: "São os negócios jurídicos anuláveis por dolo, 
quando este for a sua causa.". 
A alternativa C está incorreta. O erro é um vício de consentimento contido na manifestação da vontade, 
caracterizado pela noção errônea ou imperfeita sobre uma pessoa, alguma coisa ou circunstância, sendo 
a distinção entre a percepção de um negócio que a pessoa pensa ser de sua vontade e o real negócio que 
não condiz com essa expectativa. O negócio é anulável, se provado o erro por inexperiência ou 
ignorância, aos moldes do art. 138 do Código Civil, dizendo que: "São anuláveis os negócios jurídicos, 
quando as declarações de vontade emanarem de erro substancial que poderia ser percebido por pessoa 
de diligência normal, em face das circunstâncias do negócio.". Importante dizer que o erro deve partir 
do indivíduo, enganando-se sozinho. Ainda, o erro pode ser substancial, que invalida o ato, devendo ser 
de tamanha importância que sem ele o ato não seria celebrado; e o erro acidental, que pode ser 
resolvido, não invalidando o ato. 
A alternativa D está incorreta. O erro desta alternativa está em tratar como somente seria escusável 
tratando-se de boa-fé, quando se trata de caso anulável, ou seja, deve ser reivindicada a anulação pela 
parte lesada. Sendo assim, podemos ver ao que trata da boa-fé neste sentido o texto do art. 164 do 
Código Civil, que diz: “Presumem-se, porém, de boa-fé e valem os negócios ordinários indispensáveis à 
manutenção de estabelecimento mercantil, rural ou industrial, ou à subsistência do devedor e de sua 
família". 
A alternativa E está correta e é o gabarito da questão. É anulável o negócio jurídico fruto de fraude 
contra credores, ou seja, diferentemente da nulidade absoluta, que caracteriza-se pela falta de elemento 
substancial, é irreparável e imprescritível, a anulação deve ser pleiteada pela parte prejudicada, pode 
ser convalidado e é prescritível, trazendo o código prazo certo para sua alegação. Assim trata o art. 158 
do Código Civil, trazendo que: "Os negócios de transmissão gratuita de bens ou remissão de dívida, se 
os praticar o devedor já insolvente, ou por eles reduzido à insolvência, ainda quando o ignore, poderão 
ser anulados pelos credores quirografários, como lesivos dos seus direitos.". Além disso traz o § 2° do 
mesmo artigo que: “ Só os credores que já o eram ao tempo daqueles atos podem pleitear a anulação 
deles.”. 
 
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FCC 
Defeitos Do Negócio Jurídico (Art. 138 Ao 165) 
1. (FCC - SANASA Campinas - Analista Administrativo - Serviços Jurídicos- 2019) É nulo o ato 
jurídico: I. Quando praticado por pessoa relativamente incapaz. II. Quando for ilícito seu 
objeto. III. Quando não revestir a forma prescrita em lei. IV. Por vício resultante de coação. 
Está correto o que consta APENAS de 
a) I e IV. 
b) I e II. 
c) III e IV. 
d) II e III. 
e) I, II e III. 
2. (FCC - TRF - 3ª REGIÃO - Analista Judiciário - Área Judiciária- 2019) Na celebração de contrato 
de compra e venda, vendedor e comprador procederam com dolo, que foi a causa do negócio. 
Nesse caso, de acordo com o Código Civil, 
a) qualquer das partes poderá invocar o dolo da outra para anular o negócio, mas nenhuma delas poderá 
reclamar indenização. 
b) qualquer das partes poderá invocar o dolo da outra para anular o negócio, ou reclamar indenização. 
c) nenhuma das partes poderá invocar o dolo da outra para anular o negócio, ou reclamar indenização. 
d) qualquer das partes poderá invocar o dolo da outra para reclamar indenização, mas não para anular 
o negócio. 
e) somente a parte mais prejudicada poderá invocar o dolo da outra para anular o negócio, ou reclamar 
indenização. 
3. (FCC - DPE-AM - Analista Jurídico de Defensoria - Ciências Jurídicas- 2019) Lucas contraiu 
diversas dívidas e, na iminência de tornar-se insolvente, passou a dispor do patrimônio que 
lhe restava. Os negócios passíveis de anulação, em razão do reconhecimento da fraude contra 
credores, pressupõem 
a) que os atos de disposição do patrimônio do devedor insolvente tenham sido realizados a título 
gratuito, tais como a doação sem encargo e a remissão de dívidas, não se aplicando tal anulabilidade 
para atos onerosos de disposição ou transferência de bens. 
b) a existência da dívida anterior à disposição ou transmissão do bem, a existência de atos gratuitos ou 
onerosos que tenham a aptidão de tornar insolvente o devedor, e, somente no caso de atos onerosos, 
exige-se a prova do consilium fraudis. 
c) somente a existência de atos gratuitos ou onerosos que venham a tornar o devedor insolvente, sendo 
irrelevante se a constituição da dívida foi anterior ou posterior ao ato, bem como a prova do consilium 
fraudis. 
d) somente a existência de consilium fraudis, independente de ser o ato gratuito ou oneroso, anterior 
ou posterior à constituição do crédito.e Rafael realizaram um negócio jurídico em que ficou 
estipulado que: José entregaria determinado bem móvel para Rafael, que ficaria autorizado 
a vender o bem, pagando a José, em contrapartida, o valor de quinhentos reais; e Rafael 
poderia optar por devolver o bem, no prazo de vinte dias, para José. De acordo com o Código 
Civil, nessa situação hipotética foi firmado um contrato classificado como 
a) atípico. 
b) solene. 
c) unilateral. 
d) consensual. 
e) comutativo. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, dado que o negócio em questão é comutativo, e não atípico. 
O contrato comutativo é o contrato que possui prestações certas e determinadas, podendo ser 
antecipadas as vantagens e sacrifícios que serão dispostos, sendo estes equivalentes e decorrentes da 
celebração. Quando há a comutatividade, há a equivalência de prestações. 
O contrato atípico é aquele que se diferencia do modelo legal, não sendo disciplinado ou regulado 
conforme nenhum código, mas permitidos juridicamente, havendo somente que não ser contrário à lei, 
os bons costumes e aos princípios gerais da dignidade humana. 
A alternativa B está incorreta, pois o contrato em questão não é solene. 
O contrato solene é aquele sob o qual se exige um formato previsto em lei, sendo assim, um pacto que 
necessita que haja em sua composição, sob pena de nulidade, a forma prescrita em lei, tal qual a 
realização do ato por meio de um instrumento público. 
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A alternativa C está incorreta, dado que o contrato em questão não é unilateral. 
Os contratos unilaterais são aqueles que geram obrigações somente para uma das partes, como da 
doação pura, na qual uma parte doa e a outra parte somente recebe. 
A alternativa D está incorreta, visto que o contrato em questão não se classifica como consensual, e sim 
como comutativo. 
O contrato consensual é aquele que se forma bastando somente a anuência das partes, não sendo exigido 
nenhuma outra solenidade para que seja configurado. 
A anuência das partes é o consentimento dado para a celebração do contrato. 
A alternativa E está correta, pois o contrato no caso é comutativo. 
O contrato comutativo dispõe de prestações certas e determinadas, quando ocorre esta modalidade de 
contrato, podem as partes podem antever as vantagens e os sacrifícios, que geralmente se equivalem, 
decorrentes de sua celebração, porque não envolvem nenhum risco. 
4. (CEBRASPE/ Auditor Fiscal - 2020) Com base no Código Civil, julgue os itens a seguir. 
Negócio jurídico celebrado por pessoa menor de dezesseis anos de idade é anulável. 
Comentários: 
A alternativa está incorreta. A incapacidade absoluta está exposta no art. 3º do CC/2002. Qual a 
consequência da violação do art. 3º? Prevê o art. 166, inc. I, a nulidade de atos praticados por 
absolutamente incapazes. Quando o sujeito será absolutamente incapaz? 
Até a entrada em vigor da Lei 13.146/2015, o Estatuto da Pessoa com Deficiência – EPD, tínhamos duas 
espécies de nulidades por falta de capacidade de agir: a menoridade e a ausência de discernimento. Veja 
as hipóteses do defunto art. 3º, tendo eu já sobrescrito as hipóteses revogadas, para não confundir você: 
Art. 3º São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil: 
I - os menores de dezesseis anos; 
Ante o exposto, a alternativa está incorreta. 
5. (CEBRASPE – TJAM – 2019) Por necessidade de salvar pessoa de sua família de grave dano 
iminente, Celso assumiu obrigação excessivamente onerosa com determinada sociedade 
empresária. Posteriormente, ajuizou ação judicial requerendo a anulação do negócio jurídico 
por vício de consentimento. Considerando essa situação hipotética, julgue os itens seguintes. 
A anulação do referido negócio jurídico depende da demonstração de que a sociedade empresária tinha 
conhecimento da situação de grave risco vivenciada pelo familiar de Celso. 
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JUSTIFICATIVA: CORRETA 
A assertiva está correta, pois, para que ocorra a anulação do negócio jurídico, quando ocorre o estado 
de perigo, se faz necessário que a outra parte tenha conhecimento da situação grave vivenciada, 
conforme disposto pelo art. 156: “Configura-se o estado de perigo quando alguém, premido da 
necessidade de salvar-se, ou a pessoa de sua família, de grave dano conhecido pela outra parte, assume 
obrigação excessivamente onerosa”. 
Para que o estado de perigo configure de fato a anulação do negócio, é necessário que o declarante tenha 
sido levado a assumir uma obrigação excessivamente onerosa, devendo ser de forma que jamais teria 
sido assumida em situações normais. É necessário também que tal negócio tenha sido assumido para 
que o estado de perigo em que estava o declarante, um familiar ou uma pessoa a ele próxima. Ainda, 
apenas irá se configurar o defeito no caso de a outra parte ter conhecimento de que a declaração de 
vontade foi feita para que o declarante afastasse de si o perigo iminente. No caso de a outra parte não 
ter tal conhecimento, o negócio não é anulado pelo estado de perigo. 
6. (CEBRASPE – TJAM – 2019) Por necessidade de salvar pessoa de sua família de grave dano 
iminente, Celso assumiu obrigação excessivamente onerosa com determinada sociedade 
empresária. Posteriormente, ajuizou ação judicial requerendo a anulação do negócio jurídico 
por vício de consentimento. Considerando essa situação hipotética, julgue os itens seguintes. 
Segundo a doutrina civilista, ainda que demonstrados os requisitos necessários para caracterizar o vício 
de consentimento, será possível que, em vez da anulação do negócio jurídico, seja realizada a sua revisão 
com o devido reequilíbrio econômico-financeiro. 
JUSTIFICATIVA: CORRETA 
A assertiva está correta, dado que ao “estado de perigo” (art. 156) é aplicado, por analogia, o disposto 
no § 2º do art. 157. Sendo assim, caso tenha a redução do proveito econômico e o reequilíbrio do 
negócio, é possível a revisão no lugar da anulação: “Não se decretará a anulação do negócio, se for 
oferecido suplemento suficiente, ou se a parte favorecida concordar com a redução do proveito.” 
O Art. 157 se refere à lesão, que ocorre quando uma pessoa, se encontrando em premente necessidade 
ou por inexperiência, se vê obrigada a uma prestação desproporcional ao valor da prestação oposta. Por 
sua vez, o estado de perigo se configura quando a pessoa, um familiar ou alguém próximo está sob perigo 
iminente, obrigando a pessoa a assumir uma obrigação excessivamente onerosa para afastá-lo. 
7. (CEBRASPE – TCE/RO -2019) É nulo negócio jurídico celebrado 
a) sem revestir a forma prescrita em lei. 
b) com vício resultante de dolo, quando este for a sua causa. 
c) com erro substancial. 
d) por agente relativamente incapaz. 
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e) mediante fraude contra credores. 
Comentários 
A alternativa A está correta, pois de fato é nulo o negócio jurídico que não revista a forma prescrita em 
lei. 
O negócio é nulo quando celebrado por pessoa absolutamente incapaz; for ilícito, impossível ou 
indeterminável o seu objeto; o motivo determinante, comum a ambas as partes, for ilícito; não revestir 
a forma prescrita em lei; for preterida alguma solenidade que a lei considere essencial para a sua 
validade; tiver por objetivo fraudar lei imperativa; a lei taxativamente o declarar nulo, ou proibir-lhe a 
prática, sem cominar sanção, conforme disposto pelo art. 166: 
"Art. 166. É nulo o negócioPaulo H M Sousa
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e) a existência da dívida anterior à disposição, a existência de atos gratuitos ou onerosos que venham 
tornar o devedor insolvente, e, em qualquer caso, a prova do consilium fraudis. 
4. (FCC / DPE-SP – 2019) Sobre os defeitos do negócio jurídico, é correto afirmar: 
a) O negócio jurídico celebrado com simulação é anulável mesmo sem ter causado prejuízos a 
terceiros. 
b) O dolo acidental não anula o negócio jurídico e, portanto, não gera direito à indenização. 
c) Desde que escusável, é anulável o negócio jurídico por erro in negotio, in persona e in corpore. 
d) O negócio jurídico celebrado com coação é nulo mesmo que a coação seja praticada por terceiro. 
e) A lesão pode anular o negócio jurídico ainda que a desproporção das prestações se manifeste 
posteriormente à celebração do negócio. 
5. (FCC/TRF-3 – 2019) Na celebração de contrato de compra e venda, vendedor e comprador 
procederam com dolo, que foi a causa do negócio. Nesse caso, de acordo com o Código Civil: 
a) qualquer das partes poderá́́ invocar o dolo da outra para anular o negócio, mas nenhuma delas poderá́́ 
reclamar indenização. 
b) qualquer das partes poderá́́ invocar o dolo da outra para anular o negócio, ou reclamar indenização. 
c) nenhuma das partes poderá́́ invocar o dolo da outra para anular o negócio, ou reclamar indenização. 
d) qualquer das partes poderá́́ invocar o dolo da outra para reclamar indenização, mas não para anular 
o negócio. 
e) somente a parte mais prejudicada poderá́́ invocar o dolo da outra para anular o negócio, ou reclamar 
indenização. 
6. (FCC / SEAD-AP – 2018) Antenor e Amélia, pai e filha, adquiriram um imóvel para nele juntos 
residirem. Em razão de dificuldades financeiras, Antenor e Amélia, por preço justo, 
venderam-no a Pedro. Embora fosse contrária à venda, Amélia aceitou participar de sua 
realização apenas pelo receio de desapontar Antenor, a quem respeitava profundamente. Em 
tal cenário, agiu Amélia sob 
a) Estado de perigo, sendo nulo o negócio jurídico. 
b) Coação, sendo anulável o negócio jurídico. 
c) Erro, sendo válido o negócio jurídico. 
d) Lesão, sendo anulável o negócio jurídico. 
e) Temor reverenciai, sendo válido o negócio jurídico. 
7. (FCC / PREFEITURA DE CARUARU-PE – 2018) No tocante aos defeitos dos negócios jurídicos, 
a) A fraude contra credores acarreta a nulidade dos contratos, onerosos ou gratuitos, podendo a 
ação Pauliana ser proposta somente pelos credores quirografários. 
b) Tanto o dolo essencial ou principal, como o dolo acidental, anulam o que foi contratado pelas 
partes. 
c) O temor reverencial equipara-se à coação quanto aos efeitos jurídicos decorrentes de sua 
caracterização. 
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==1027f2==
 
 
 
 
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d) A lesão sempre conduzirá à anulação da avença, por se tratar de situação jurídica que não admite 
sua convalidação. 
e) São anuláveis quando as declarações de vontade emanarem de erro substancial que poderia ser 
percebido por pessoa de diligência normal, em face das circunstâncias do negócio. 
8. (FCC / ALESE – 2018) Temendo a desaprovação moral de seu pai, por quem nutre profundo 
respeito, Pedro matriculou-se no curso superior de Direito, mesmo não sendo esta sua 
vontade verdadeira. De acordo com o Código Civil, tal ato é 
a) Anulável, pois foi praticado mediante coação, que pode ser física ou moral. 
b) Nulo, pois foi praticado mediante coação, que pode ser física ou moral. 
c) Insuscetível de anulação, pois o mero temor reverencial não vicia a declaração da vontade. 
d) Nulo, pois o temor reverencial, embora não configure coação, também constitui vício do negócio 
jurídico. 
e) Anulável, pois o temor reverencial, embora não configure coação, também constitui vício do 
negócio jurídico. 
9. (FCC / DPE-AP – 2018) Mário adquiriu um pequeno sítio em área próxima ao Município de 
Água Branca do Amapari, onde pretendia realizar cultivo agrícola para o sustento de sua 
família. Entretanto, após a conclusão do negócio, veio a descobrir que o imóvel se encontra 
em uma área de reserva permanente, de modo que não poderá utilizar o imóvel da maneira 
como deseja. Neste caso, existem elementos para afirmar que o negócio pode ser anulado por 
a) Lesão. 
b) Erro acidental. 
c) Erro essencial. 
d) Estado de perigo. 
e) Onerosidade excessiva. 
10. (FCC - ARTESP - Especialista em Regulação de Transporte III - Direito- 2017) Fernando, 
empresário individual, ciente de seu estado de insolvência, vendeu parte de seus estoques e, 
na esperança de retomar o curso regular de seus negócios, decidiu pagar um de seus 
fornecedores, cuja dívida ainda não estava vencida, em função do desconto oferecido e a 
promessa de uma nova entrega com maior prazo para pagamento. A situação descrita 
caracteriza 
a) simulação, podendo ser anulada por terceiros prejudicados, tanto credores como os demais 
fornecedores, se comprovada a intenção de frustrar direito alheio. 
b) ato doloso, caracterizando, mais especificamente, o denominado dolus malus, que enseja a nulidade 
do ato por presunção de sua lesividade. 
c) erro substancial, não escusável, acarretando a anulabilidade do ato mediante ação judicial intentada 
por eventuais prejudicados. 
d) ato atentatório a direito de credores, somente sendo escusável se comprovada boa-fé objetiva. 
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e) fraude contra credores, podendo ser anulado judicialmente em ação intentada por aquele que 
detenha crédito anterior ao quitado e tenha sido prejudicado pelo ato. 
GABARITO 
1. SANASA Campinas D 
2. TRF - 3ª REGIÃO C 
3. DPE-AM B 
4. DPE-SP C 
5. TRF-3 C 
6. SEAD-AP E 
7. PREFEITURA DE CARUARU-PE E 
8. ALESE C 
9. DPE-AP C 
10. ARTESP E 
 
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22 
VUNESP 
Defeitos Do Negócio Jurídico (Art. 138 Ao 165) 
1. (VUNESP - EBSERH – Advogado - 2020) Acerca dos defeitos do negócio jurídico, assinale a 
alternativa correta. 
a) O erro é substancial quando concerne à qualidade acidental da pessoa a quem se refira a declaração 
de vontade, desde que tenha influído nesta de modo relevante. 
b) O dolo do representante convencional de uma das partes só obriga o representado a responder 
civilmente até a importância do proveito que teve. 
c) Subsistirá o negócio jurídico se a coação decorrer de terceiro e a parte a que aproveite dela tivesse 
ou devesse ter conhecimento, respondendo o autor da coação por perdas e danos. 
d) Configura-se o estado de perigo quando alguém, premido da necessidade de salvar-se, ou a pessoa de 
sua família, de grave dano desconhecido pela outra parte, assume obrigação excessivamente onerosa. 
e) Não se decretará a anulação do negócio por lesão se for oferecido suplemento suficiente, ou se a parte 
favorecida concordar com a redução do proveito. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, dado que o erro é substancial quando concerne à qualidade essencial, e 
não acidental da pessoa a quem se refira a declaração de vontade, desde que tenha influído nesta de 
modo relevante. Dispõe deste modo o Art. 139 do CC: 
 Art. 139. O erro é substancial quando: 
II - concerne à identidade ou à qualidade essencial da pessoa a quem se refira a declaração de vontade, 
desde que tenha influído nesta de modo relevante; 
O erro substancial se configurajurídico quando: 
I - celebrado por pessoa absolutamente incapaz; 
II - for ilícito, impossível ou indeterminável seu objeto; 
III - o motivo determinante, comum a ambas as partes, for ilícito; 
IV - não revestir a forma prescrita em lei; 
V - for preterida alguma solenidade que a lei considere essencial para a sua 
validade; 
VI - tiver por objetivo fraudar lei imperativa; 
VII - a lei taxativamente o declarar nulo, ou proibir-lhe a prática, sem cominar 
sanção. 
A alternativa B está incorreta, dado que o dolo não torna o negócio nulo, e sim anulável. 
O dolo é um meio malicioso empregado para enganar parte na relação jurídica, gerando benefício para 
o agente do dolo ou para terceiro. Por meio do dolo, se conduz a parte enganada a cometer um erro no 
negócio, realizando-o de modo que não desejava. 
O negócio ou ato jurídico anulável ocorrem, além dos casos expressamente declarados na lei, por 
incapacidade relativa do agente e por vício resultante de erro, dolo, coação, estado de perigo, lesão ou 
fraude contra credores. Para que ocorra a anulação, é necessário à ação anulatória. Qualquer uma das 
partes que perceber a invalidade de um dos requisitos presentes sejam atos anuláveis poderá propor a 
ação. 
A alternativa C está incorreta, pois o erro substancial não torna o negócio nulo, e sim anulável. 
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O erro substancial é um erro decorrente das declarações de vontade em virtude de negócios jurídicos. 
Se por algum motivo as declarações de vontade provirem de erro substancial, o negócio jurídico se 
tornará anulável. 
A nulidade do negócio ocorre nos atos que, mesmo reunindo todos os instrumentos necessários para 
que exista, foi praticado com violação da lei, a ordem pública, bons costumes ou com inobservância da 
forma legal. O ato nulo precisa de decisão judicial para a retirada da sua eficácia. Produz efeitos antes 
da anulação, mas não pode ser confirmado. 
O negócio anulável é um negócio que possui um defeito de menor gravidade se comparada ao negócio 
passível de nulidade, sendo anuláveis os negócios que contém a incapacidade relativa do agente, ou 
contém vício resultante de erro, dolo, coação, estado de perigo, lesão ou fraude contra credores. 
A alternativa D está incorreta, dado que a celebração de um negócio por agente relativamente incapaz 
não ocasiona a nulidade do negócio, e sim o torna anulável. 
O relativamente incapaz é aquele que tem os atos da vida civil restritos, sendo eles: os maiores de 
dezesseis e menores de dezoito anos; os ébrios habituais e os viciados em tóxico, aqueles que, por causa 
transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade, e os pródigos. 
A nulidade do negócio ocorre nos atos que, embora reúnam todos os elementos necessários para que 
exista, foram praticados mediante a violação da lei, a ordem pública, bons costumes ou com 
inobservância da forma legal. O ato nulo precisa de decisão judicial para a retirada da sua eficácia. 
Produz efeitos antes da anulação, mas não pode ser confirmado. 
A anulação do negócio decorre da incapacidade relativa do agente e por vício resultante de erro, dolo, 
coação, estado de perigo, lesão ou fraude contra credores, além dos casos expressos por lei. 
A alternativa E está incorreta, pois a fraude contra credores é um vício que torna o negócio anulável, e 
não nulo. 
O vício é tudo o que causa defeito no negócio jurídico, acarretando na sua anulação. De acordo com a 
extensão deste vício, sua nulidade pode ser absoluta ou relativa (nulo ou anulável). 
A fraude contra credores é configurada como um vício social, no qual o devedor, com o objetivo de 
inadimplir com a obrigação assumida perante seu credor, firma contrato com terceiro alienando bens 
que garantiriam sua solvência. Neste caso, o terceiro tem ciência do motivo da disposição do bem, e em 
conluio com o devedor, conclui o negócio em prejuízo do credor 
A anulabilidade do ato ou negócio é o que tem defeito de menor gravidade perante a nulidade. Por sua 
vez, a invalidade é uma forma genérica para definir a nulidade e anulabilidade. Desta forma, tanto o ato 
nulo como o anulável é considerado inválido. 
8. (CEBRASPE – CGE/CE – 2019) Um produtor agrícola e uma companhia que produz derivados 
de sementes de soja pactuaram que a companhia compraria a próxima safra colhida pelo 
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produtor, ficando o negócio jurídico condicionado à efetivação da colheita. A cláusula em 
questão constitui 
a) uma condição resolutiva. 
b) um encargo. 
c) uma condição suspensiva. 
d) uma condição impossível. 
e) um encargo ilícito. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pois a condição resolutiva não suspende, e sim “resolve”. 
A condição resolutiva extingue (daí o termo “resolver”) o direito após a ocorrência de um evento futuro 
ou incerto. Ou seja, faz cessar para o beneficiário a aquisição dos direitos que lhe eram garantidos. 
A alternativa B está incorreta, dado que encargo não ocasiona a suspensão. 
O encargo é configurado como uma cláusula acessória comumente utilizada nos contratos em que há 
uma liberalidade, tal qual a doação. É imposta pelo doador, geralmente restringindo a liberdade do 
beneficiário no que diz respeito à forma de utilização do bem ou do valor doado. O encargo também é 
admitido em declarações unilaterais de vontade. Habitualmente, o encargo não causa a suspensão da 
aquisição e nem do exercício do direito, a não ser que o contrato tenha a exceção de tal regra. No caso 
de a cláusula não ser cumprida, pode a liberalidade ser revogada. Portanto, o encargo é coercitivo, e não 
suspensivo. 
A alternativa C está correta, pois de fato a condição suspensiva condiciona o ato à ocorrência de uma 
determinada coisa. 
Condição, nos termos do art. 121, CC, é a cláusula acessória que, sendo derivada exclusivamente da 
vontade das partes (voluntariedade), ocasiona a subordinação da eficácia do ato jurídico a um evento 
futuro e incerto. No caso apresentado, esse evento é a efetivação da colheita. Trata de uma condição 
suspensiva, pois o negócio somente se completará com a efetivação da colheita. Enquanto não efetivada, 
os efeitos do negócio jurídico (compra da safra) estarão suspensos. 
A alternativa D está incorreta, dado que a condição impossível se trata do ato que é física ou 
juridicamente impossível de ser realizado, como a herança de uma pessoa viva, por exemplo. 
A condição suspensiva coloca determinado contrato sob a condição de ocorrência de um determinado 
evento, impossibilitando que os efeitos surtam antes da ocorrência de tal evento, somente havendo a 
aquisição do direito após o implemento da condição. 
A alternativa E está incorreta, pois não se configura um encargo ilícito. 
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O encargo é considerado como uma restrição a uma determinada liberdade concedida, comumente 
presente nos contratos de doação. Não há uma limitação para o encargo, mas este não pode ser 
configurado como contraprestação. A contraprestação configura-se como o cumprimento de obrigações 
ocorridos nos contratos bilaterais, nos quais uma parte executa em correspondência às de outra. 
9. (CEBRASPE – PGE/PE- 2019) Ronaldo, ocultando sua verdadeira intenção, celebrou com 
Fernando um negócio jurídico, que se concretizaria somente quando Fernando contraísse 
matrimônio. Considerando essa situação hipotética e as regras de direito civil, julgue os itens 
seguintes. 
Como Fernando não teve conhecimentoda reserva mental de Ronaldo, o ato, a princípio, subsiste e 
produz efeitos. 
JUSTIFICATIVA: CORRETA 
A assertiva está correta, dado que o desconhecimento da reserva mental permite que o ato subsista e 
continue a surtir efeitos, conforme o Art. 110 do CC: 
Art. 110. A manifestação de vontade subsiste ainda que o seu autor haja feito a reserva mental de não 
querer o que manifestou, salvo se dela o destinatário tinha conhecimento. 
Se, no caso, Fernando fosse consciente da reserva mental contida no negócio, esse não valeria, pois trata-
se da exceção estabelecida no dispositivo supracitado. No entanto, como Fernando não tinha 
conhecimento da reserva mental feita por Ronaldo (como disposto pelo enunciado, Ronaldo ocultou sua 
verdadeira intenção), o ato subsiste e produz efeitos. 
10. (CEBRASPE – PGE/PE- 2019) Ronaldo, ocultando sua verdadeira intenção, celebrou com 
Fernando um negócio jurídico, que se concretizaria somente quando Fernando contraísse 
matrimônio. Considerando essa situação hipotética e as regras de direito civil, julgue os itens 
seguintes. 
A situação ilustra hipótese de condição resolutiva, pois a eficácia do negócio jurídico em questão 
depende da celebração de matrimônio por Fernando. 
JUSTIFICATIVA: INCORRETA 
A assertiva está incorreta, dado que como o negócio jurídico pactuado se concretiza somente com o 
casamento de Fernando, não se trata de condição resolutiva, mas sim de condição suspensiva, conforme 
o art. 125, CC. 
Art. 125. Subordinando-se a eficácia do negócio jurídico à condição suspensiva, enquanto esta se não 
verificar, não se terá adquirido o direito, a que ele visa. 
A condição suspensiva é a que suspende (protela, adia) os efeitos do negócio jurídico até a realização do 
evento futuro e incerto (no caso concreto o casamento), adiando-se, temporariamente, a eficácia do 
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negócio, expressa no art. 121, CC: “Considera-se condição a cláusula que, derivando exclusivamente da 
vontade das partes, subordina o efeito do negócio jurídico a evento futuro e incerto.” 
11. (CEBRASPE – PGE/PE- 2019) Ronaldo, ocultando sua verdadeira intenção, celebrou com 
Fernando um negócio jurídico, que se concretizaria somente quando Fernando contraísse 
matrimônio. Considerando essa situação hipotética e as regras de direito civil, julgue os itens 
seguintes. 
Se o motivo determinante, comum a ambas as partes, for ilícito, o negócio jurídico será nulo e, portanto, 
ficará insuscetível de convalidação pelo decurso do tempo. 
JUSTIFICATIVA: CORRETA 
A assertiva está correta, pois no caso de o motivo determinante ser ilícito, configura-se o vício de falso 
motivo, no caso de ser expresso como a razão determinante para a realização do negócio. Expressa desta 
forma os Arts. 140 , 166 e 169 do CC: 
Art. 140. O falso motivo só vicia a declaração de vontade quando expresso como razão determinante. 
O motivo é considerado como o escopo, ou seja, o fator que determina a vontade da pessoa de realizar 
determinado negócio jurídico, sendo tal fator o que as partes pretendem conseguir com a celebração do 
negócio. Nem sempre o motivo é expresso no negócio, mas no caso de ser expresso de forma incoerente 
com real intenção da(s) parte(s), configura-se o falso motivo, acarretando na nulidade do negócio. 
Art. 166. É nulo o negócio jurídico quando: 
I - celebrado por pessoa absolutamente incapaz; 
II - for ilícito, impossível ou indeterminável o seu objeto; 
III - o motivo determinante, comum a ambas as partes, for ilícito; 
IV - não revestir a forma prescrita em lei; 
V - for preterida alguma solenidade que a lei considere essencial para a sua validade 
VI - tiver por objetivo fraudar lei imperativa; 
VII - a lei taxativamente o declarar nulo, ou proibir-lhe a prática, sem cominar sanção. 
Art. 169. O negócio jurídico nulo não é suscetível de confirmação, nem convalesce pelo decurso do 
tempo. 
O negócio ser insuscetível de confirmação determina que não pode ser arrumado o defeito que contém, 
ou seja, o vício contido no negócio não pode ser convalidado pelas partes. 
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12. (CEBRASPE – ABIN - 2018) A respeito das regras dispostas no Código Civil quanto aos 
negócios jurídicos e aos contratos, julgue os itens a seguir. 
A existência de encargo em negócio jurídico somente suspende a aquisição ou exercício do direito se for 
expressamente imposto como condição suspensiva pela disponente. 
JUSTIFICATIVA: CORRETA 
A assertiva está correta, dado que, de fato, fica suspensa a aquisição ou exercício de direito em um 
negócio jurídico sob o qual há encargo, no caso de ser imposto como condição suspensiva pela 
disponente, conforme disposto pelo Art. 136 do CC: 
Art. 136. O encargo não suspende a aquisição nem o exercício do direito, salvo quando expressamente 
imposto no negócio jurídico, pelo disponente, como condição suspensiva. 
O encargo é a cláusula acessória que aparece em atos de liberalidade inter vivos (ex.: doação) ou causa 
mortis (ex.: herança, legado),ocasionando um ônus ou uma obrigação à pessoa (natural ou jurídica) 
contemplada pelos referidos atos, mas sem caráter de contraprestação exata. De modo simplificado: é 
um ônus (obrigação) que se atrela a uma liberalidade. 
O encargo não ocasiona na suspensão da aquisição e nem do exercício do direito. Quando o negócio é 
realizado, a cláusula acessória do encargo não impõe qualquer limitação à imediata aquisição ou ao 
pleno e imediato exercício do direito. No entanto, pode ocorrer de as partes estipularem que o 
cumprimento do encargo seja uma condição suspensiva do negócio. Se for desta forma, enquanto o 
encargo não for cumprido, o beneficiário não irá adquirir qualquer direito. 
No caso de o encargo não ser cumprido, o negócio se dará por resolvido, uma vez que o encargo apenas 
pode ser colocado nos negócios jurídicos em que seja praticado um ato de liberalidade, não sendo 
possível assumir qualquer caráter de contraprestação, o não cumprimento do encargo não ensejará em 
reparação por perdas e danos. 
13. (CEBRASPE – ABIN - 2018) A respeito das regras dispostas no Código Civil quanto aos 
negócios jurídicos e aos contratos, julgue os itens a seguir. 
Situação hipotética: Decidido a comprar automóvel ofertado por seu vizinho Pedro, João procurou-o 
para fechar negócio. Em virtude de comportamento malicioso, Pedro conseguiu fazer João pagar pelo 
bem quantia significativamente acima do valor de mercado. Assertiva: Nesse caso, o comprador tem 
direito à invalidação do negócio jurídico em razão da existência de dolo na conduta do vendedor. 
JUSTIFICATIVA: INCORRETA 
A assertiva está incorreta, dado que o negócio será válido de qualquer forma, já que João estava decidido 
a adquirir o automóvel, ocorrendo, no caso, o dolo acidental, que se configura no Art., 146 do CC: 
Art. 146. O dolo acidental só obriga à satisfação das perdas e danos, e é acidental quando, a seu despeito, 
o negócio seria realizado, embora por outro modo. 
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No caso de o dolo não concorrer de modo determinante para a realização do negócio, será configurado 
o dolo acidental, não podendo a vítima pedir a anulação do negócio realizado. Cabe, neste caso, que a 
vítima busque a reparação das perdas e danos sofridos. 
Sendo assim, no caso, João não poderá pedir a invalidação do negócio, mas poderá pedir que lhe seja 
ressarcido as perdas e danos ocasionadas pelo negócio. 
O dolo acidentalnão acarreta a anulação do negócio jurídico, porém obriga o autor do dolo a satisfazer 
perdas e danos da vítima. 
14. (CEBRASPE – MPU – 2018) A respeito de interpretação de lei, pessoas jurídicas e naturais, 
negócio jurídico, prescrição, adimplemento de obrigações e responsabilidade civil, julgue os 
itens a seguir. 
 Negócio jurídico simulado por interposição de pessoa, por ocultação da verdade ou por falsidade de 
data será considerado nulo. 
JUSTIFICATIVA: CORRETA 
A assertiva está correta, dado que, de fato, é nulo o negócio em que ocorre a simulação, conforme o Art. 
167 do CC: 
Art. 167 do CC. É nulo o negócio jurídico simulado, mas subsistirá o que se dissimulou, se válido for na 
substância e na forma. 
§ 1º Haverá simulação nos negócios jurídicos quando: 
I - aparentarem conferir ou transmitir direitos a pessoas diversas daquelas às quais realmente se 
conferem, ou transmitem; (Interposição de pessoa) 
II - contiverem declaração, confissão, condição ou cláusula não verdadeira; (Ocultação da verdade) 
III - os instrumentos particulares forem antedatados, ou pós-datados. (Falsidade de data) 
Se considera o negócio jurídico como simulado quando as partes encenam a realização do negócio, no 
entanto, este não existe. Ocorre que as partes, de forma proposital e consciente, expressam a vontade 
de realizar o negócio, encenando que desejam seus efeitos jurídicos, mas na realidade não os ensejando, 
somente sendo encenado de tal forma para que seja encoberto o real motivo para a realização do 
negócio. 
Para que ocorra a simulação, é necessário que haja: divergência na intenção entre a vontade declarada 
e a vontade real (de ambas as partes); um acordo simulatório, conhecido somente pelas partes, por meio 
do qual é convencionado que o negócio jurídico que está sendo simulado não criará um vínculo real, 
somente existindo para que seja aparente à terceiros; a vontade de enganar os terceiros que não 
conhecem o verdadeiro motivo do negócio; 
 
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15. (CEBRASPE – TCEMG – 2018) O erro que se refere a qualidades secundárias do objeto do 
negócio jurídico e que não acarreta efetivo prejuízo é denominado 
a) obstativo. 
b) inescusável. 
c) substancial. 
d) acidental. 
e) impróprio. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, dado que o erro obstativo, também denominado de erro impróprio, é 
um erro não adotado no Código Civil. 
Trata-se de um erro de forma exacerbada, que impede que o negócio venha a se formar. Seria uma 
hipótese em que o erro inviabilizaria a existência do negócio. 
A alternativa B está incorreta, pois o erro inescusável configura um modo que provém da culpa do 
agente, pois se houvesse agido com a cautela necessária, não teria incorrido no erro. 
O erro em si configura-se como uma falsa percepção da realidade ou desconhecimento de um 
determinado objeto sob o qual se está realizando negócio. 
A alternativa C está incorreta, visto que, de fato, a modalidade de erro que se refere à pessoa, ao objeto 
ou ainda, ao direito de uma das partes, ou seja, os elementos essenciais, sendo este disposto pelo art. 
139 do CC: 
Art. 139. II - concerne à identidade ou à qualidade essencial da pessoa a quem se refira a declaração de 
vontade, desde que tenha influído nesta de modo relevante; 
A alternativa D está correta e, é o gabarito da questão. O erro acidental é aquele que se configura 
conforme às qualidades secundárias ou acessórias da pessoa ou do objeto (circunstâncias de menor 
importância), não acarretando efetivo prejuízo. Ocorrendo eventual erro acidental, o negócio jurídico 
não será anulado, vejamos: Art. 142. O erro de indicação da pessoa ou da coisa, a que se referir a 
declaração de vontade, não viciará o negócio quando, por seu contexto e pelas circunstâncias, se puder 
identificar a coisa ou pessoa cogitada. 
A alternativa E está incorreta, visto que não se configura na hipótese um erro impróprio, mas sim 
substancial. 
O erro impróprio é aquele que que recai na declaração da vontade, ou seja, ataca a vontade externa ou 
declarada. Vale dizer, que se trata de teoria não adotada no Brasil, pois no ordenamento brasileiro a 
vontade declarada é fruto de vontade interna, logo será considerada vício. 
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16. (CEBRASPE – PGM/MANAUS - 2018) À luz das disposições do direito civil pertinentes ao 
processo de integração das leis, aos negócios jurídicos, à prescrição e às obrigações e 
contratos, julgue os itens a seguir. 
 Será viável a anulação de transmissão gratuita de bens por caracterização de fraude contra credores, 
ainda que a conduta que se alegue fraudulenta tenha ocorrido anteriormente ao surgimento do direito 
do credor. 
JUSTIFICATIVA: INCORRETA 
A assertiva está incorreta, dado que o direito do credor deve preexistir aos atos que acarretaram a 
insolvência. 
Art. 158. Os negócios de transmissão gratuita de bens ou remissão de dívida, se os praticar o devedor já 
insolvente, ou por eles reduzido à insolvência, ainda quando o ignore, poderão ser anulados pelos 
credores quirografários, como lesivos dos seus direitos. 
§ 1º Igual direito assiste aos credores cuja garantia se tornar insuficiente. 
§ 2º Só os credores que já o eram ao tempo daqueles atos podem pleitear a anulação deles 
A insolvência ocorre quando se declara o devedor, sendo geralmente pessoa física, como possuidor de 
mais dívidas do que bens ou capacidade de pagar suas dívidas. 
 
17. (CEBRASPE – EBSERH_ADMINISTRATIVA - 2018) Considerando o que dispõe o Código Civil 
acerca de negócios jurídicos e contratos, julgue os itens a seguir. 
 
É nulo o negócio jurídico quando uma parte se obriga, por inexperiência, a prestação excessivamente 
onerosa, não sendo possível, nesse caso, uma revisão judicial desse negócio jurídico, uma vez que o erro 
prejudica sua validade. 
JUSTIFICATIVA: INCORRETA 
A assertiva está incorreta, dado que o caso apresentado configura a lesão, não sendo uma modalidade 
de vício que causa a nulidade do negócio, e sim sua anulação. 
Art. 157. Ocorre a lesão quando uma pessoa, sob premente necessidade, ou por inexperiência, se obriga 
a prestação manifestamente desproporcional ao valor da prestação oposta. 
§ 2o Não se decretará a anulação do negócio, se for oferecido suplemento suficiente, ou se a parte 
favorecida concordar com a redução do proveito. 
Art. 171. Além dos casos expressamente declarados na lei, é anulável o negócio jurídico: 
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II - por vício resultante de erro, dolo, coação, estado de perigo, lesão ou fraude contra credores. 
A nulidade pode ser relativa, sendo defeitos do negócio jurídico que atinge somente os interesses 
particulares das partes, ou absolutas, quais afetam toda a ordem jurídica e social. 
É anulável todo o negócio que for expressamente declarado em lei, for celebrado por um relativamente 
incapaz, ou resultar de erro, dolo, coação, estado de perigo, lesão (como ocorre na assertiva), ou fraude 
contra credores. O relativamente incapaz não é impedido de praticar negócio jurídico por si só, no 
entanto, quando o realiza, o ato fica passível de anulação dada sua limitação na capacidade de 
externalizar a vontade sem assistência. 
18. (CESPE / INSTITUTO RIO BRANCO – 2018) Com relação à classificação da Constituição, à 
competência dos entes federativos, ao ato jurídico e à personalidade jurídica, julgue (C ou E) 
o item que se segue. 
O ato jurídico emsentido estrito é ato voluntário que produz os efeitos já previamente estabelecidos 
pela norma jurídica, como, por exemplo, quando alguém transfere a residência com a intenção de se 
mudar, decorrendo da lei a consequente mudança do domicílio. 
Comentários: 
A assertiva está correta, eis que, os fatos jurídicos em sentido amplo, podem ser divididos em fatos 
naturais (ordinários e extraordinários) e fatos humanos (atos jurídicos em sentido amplo). Por sua vez 
os fatos humanos podem ser divididos em lícitos e ilícitos. Os lícitos são: os negócios jurídicos, ato 
jurídico em sentido estrito (exemplo reconhecimento de filho) e ato-fato jurídico. No ato jurídico em 
sentido estrito, o efeito da manifestação da vontade está predeterminado na lei, não havendo, por isso, 
qualquer dose de escolha da categoria jurídica. A ação humana se baseia não numa vontade qualificada, 
como no negócio jurídico, mas em simples intenção. 
19. (CEBRASPE – PMBH – 2017) Pedro — maior, capaz e solteiro — outorgou a Antônio — maior, 
capaz e solteiro —, por instrumento público e prazo indeterminado, procuração com cláusula 
causa própria, para a venda de imóvel cujo preço era de R$ 1 milhão. Posteriormente, Pedro 
revogou o mandato e notificou Antônio, que, por sua vez, havia transferido o imóvel para si 
próprio. Inconformado, Pedro ingressou com ação visando à anulabilidade do mandato. 
Considerando essa situação hipotética, assinale a opção correta à luz das disposições do 
Código Civil. 
a) Por serem maiores e capazes, Pedro e Antônio poderiam ter dado procuração mediante instrumento 
particular. 
b) A prova do negócio jurídico celebrado entre Pedro e Antônio não pode ser exclusivamente 
testemunhal. 
c) A conduta de Antônio caracteriza simulação, de modo que a nulidade pode ser reconhecida de ofício 
pelo juiz. 
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d) A revogação do mandato efetuada por Pedro é ineficaz, ainda que ocorra a notificação de Antônio. 
Comentários 
Esta questão está desatualizada. Com a revogação do art. 227 do CC/2002 pela Lei 13.105/2015, passou 
a vigorar apenas o parágrafo único do referido art., de modo que a alternativa B passou a ser 
considerada, também, correta. 
A alternativa A está incorreta, dado que não poderia a procuração ter se dado mediante instrumento 
particular. 
Código Civil, art. 657. A outorga do mandato está sujeita à forma exigida por lei para o ato a ser 
praticado. 
A forma do mandato é, de modo geral, livre. No entanto, o dispositivo supracitado exige que o mandato 
tenha a mesma forma exigida para o ato que será praticado. Desta forma, uma vez sendo necessária para 
a alienação do imóvel a escritura pública, a representação para a outorga de escritura pública fica 
dependente de procuração também outorgada por instrumento público. 
O mandato é o contrato por meio do qual uma pessoa, sendo esta o mandatário, recebe poderes de outra, 
designada mandante, para, em nome e por conta desta, praticar atos jurídicos ou administrar 
determinados interesses. 
Art. 108. Não dispondo a lei em contrário, a escritura pública é essencial à validade dos negócios 
jurídicos que visem à constituição, transferência, modificação ou renúncia de direitos reais sobre 
imóveis de valor superior a trinta vezes o maior salário mínimo vigente no País. 
A alternativa B está correta, com a revogação do caput do art. 227 do CC/2002, passou a vigorar apenas 
seu parágrafo único: 
Art. 227. Parágrafo único. Qualquer que seja o valor do negócio jurídico, a prova testemunhal é 
admissível como subsidiária ou complementar da prova por escrito. 
A partir da entrada em vigor da Lei 13.105/2015, a prova testemunhal passa a ser, então, admissível 
como subsidiária ou complementar da prova por escrito, apenas. 
A alternativa C está incorreta, visto que a situação não se enquadra nas hipóteses de simulação do art. 
167, §1o, do Código Civil. 
Art. 117. Salvo se o permitir a lei ou o representado, é anulável o negócio jurídico que o representante, 
no seu interesse ou por conta de outrem, celebrar consigo mesmo. 
Primeiramente, é existente, no caso, a permissão legal. Em segundo lugar, a lei rege que, sendo 
inexistente previsão em norma, o negócio é "anulável". Porém, o art. 160 prevê que é "nulo" o negócio 
jurídico simulado. 
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O ato nulo possui invalidade ex tunc, ou seja, para o ordenamento jurídico ele nunca fora considerado 
válido. Desta forma, a nulidade do ato pode ser alegada por qualquer interessado, inclusive pelo MP, 
podendo até ser decretada de ofício pelo juiz. O ato anulável, de outro modo, pode ser confirmado pelas 
partes quando não houver prejuízo a direito de terceiros. A anulabilidade não pode ser declarada de 
ofício pelo juiz, devendo ser peticionada pela parte interessada. 
A alternativa D está correta, dado que, de fato, se configura sem eficácia a revogação do mandato que 
for conferido com cláusula “em causa própria”, conforme o Art. 685 do CC: 
Art. 685, CC. Conferido o mandato com a cláusula "em causa própria", a sua revogação não terá eficácia, 
nem se extinguirá pela morte de qualquer das partes, ficando o mandatário dispensado de prestar 
contas, e podendo transferir para si os bens móveis ou imóveis objeto do mandato, obedecidas as 
formalidades legais. 
Uma espécie de mandato no interesse do próprio mandatário denomina-se procuração “em causa 
própria”, permitindo o negócio consigo mesmo, dispensando o mandatário da prestação de contas e 
equivalendo ao negócio de alienação para fins fiscais. 
 
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CEBRASPE 
Disposições Gerais (Art. 104 Ao 120 E 185) 
1. ( CESPE / CEBRASPE - TC-DF - Auditor de Controle Externo - 2021) Nas declarações de 
vontade, importa mais a vontade real do que a declarada, prevalecendo a teoria da confiança. 
 
2. (CEBRASPE – TJ/PA 2020) Henrique, estudante de dezesseis anos de idade, recentemente 
nomeado para emprego público, celebrou negócio jurídico com Marcos, para venda de uma 
motocicleta avaliada em R$ 9.000, pelos índices de mercado. Marcos, o comprador, aceitou 
pagar à vista o valor de avaliação. Em dia acordado pelas partes, o negócio jurídico foi 
realizado, Marcos entregou a Henrique o valor e recebeu a motocicleta. Acerca desse negócio 
jurídico, assinale a opção correta. 
a) Henrique é considerado relativamente incapaz e, por isso, deveria ter sido representado por seus 
pais ou responsáveis. 
b) Caso Marcos se arrependa do negócio celebrado, poderá buscar sua anulação, pois Henrique não é 
parte capaz para a celebração de contrato de compra e venda. 
c) Henrique não poderia figurar como parte na relação contratual, em razão de ser absolutamente 
incapaz. 
d) O negócio celebrado entre Henrique e Marcos é perfeito. 
e) Henrique é considerado relativamente incapaz, mas isso não poderá ser invocado por Marcos em 
benefício próprio, pois a alegação de incapacidade constitui exceção pessoal. 
3. (CEBRASPE – TJ/PA 2020) José e Rafael realizaram um negócio jurídico em que ficou 
estipulado que: José entregaria determinado bem móvel para Rafael, que ficaria autorizado 
a vender o bem, pagando a José, em contrapartida, o valor de quinhentos reais; e Rafael 
poderia optar por devolver o bem, no prazo de vinte dias, para José. De acordo com o Código 
Civil, nessa situação hipotética foi firmado um contrato classificado como 
a) atípico. 
b) solene. 
c) unilateral. 
d) consensual. 
e) comutativo. 
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