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HISTORIA DA ENFERMAGEM 
Você conhece a história da Enfermagem? 
Estamos tratando de um acontecimento que tem como protagonistas duas mulheres de biografias repletas de lutas e conquistas, contrariando a realidade da época.
Parece enredo de filme de Hollywood, não é mesmo?
Mas é apenas o começo de uma bela história de uma das mais importantes carreiras na área da saúde, a história da Enfermagem.
História da Enfermagem
A história da Enfermagem, apesar de ter seus primeiros indícios lá nos primórdios da civilização, só foi ganhar destaque, de verdade, durante o século XIX.
Como e quando surgiu a Enfermagem?
A Enfermagem surgiu antes mesmo de Cristo – ainda que à época não tivesse esse nome técnico.
Sua origem aponta para o trabalho de homens e mulheres abnegados que cuidavam do bem-estar dos enfermos, tentando garantir a eles uma situação digna, de saúde básica e de sobrevivência.
É claro que, com o passar do tempo, a profissão começou a ganhar corpo.
Entre os séculos V e VIII d.C, por exemplo, alguns princípios da Enfermagem eram aplicados pelos detentores da fé. No caso, os sacerdotes.
Mais tarde, por volta do século XVI, a atividade era vista, na Europa, como uma profissão que já começava a se institucionalizar, principalmente a partir da Revolução Industrial.
No entanto, foi somente no século XIX, na Era Moderna, que ela, de fato, ganhou notoriedade com as figuras de duas mulheres incríveis, das quais falaremos mais adiante.
Fundamentos históricos da Enfermagem
No Brasil, a história da Enfermagem pode ser divididas em três períodos:
A organização da Enfermagem: do período colonial ao final do século XIX
O desenvolvimento da Enfermagem: do final do século XIX até a Segunda Guerra Mundial
Enfermagem Moderna: do final da Segunda Guerra Mundial até os dias atuais.
Organização da Enfermagem
Essa primeira fase remete a uma Enfermagem mais instintiva e cultural, onde os pajés, feiticeiros e outros líderes religiosos eram responsáveis por fazer rituais místicos com a intenção de curar enfermidades.
Além disso, as mulheres é que deviam cuidar de crianças e idosos, pois tinham como obrigação prezar pelo bem-estar da casa.
Com o processo de colonização, os europeus acabaram trazendo para cá diversas doenças que, logo, se tornaram epidemias.
O curandeirismo era o que havia de mais próximo às práticas da Enfermagem até a chegada dos padres jesuítas, que começavam a prestar assistência aos doentes nas Casas de Misericórdia.
Desenvolvimento da Enfermagem
O segundo ciclo é marcado pelo êxodo rural.
Com muitas pessoas migrando do campo para cidade, houve um crescimento urbano descontrolado que, por sua vez, aumentou o número de doenças contagiosas e acelerou as suas propagações.
Urgia a necessidade de mais atenção à saúde pública.
Então, o governo começou a assumir o controle dessa pasta, passando a criar órgãos específicos responsáveis para dar assistência médica à população.
A profissão de enfermeiro começa a ganhar força com a atuação, especialmente, em hospitais militares.
O trabalho consistia em dar suporte durante as grandes guerras do período, muito em função da criação da Cruz Vermelha Brasileira.
Foi nesse período também que as primeiras escolas de Enfermagem foram inauguradas. E a atenção médica, por sua vez, desvinculada um pouco da religião.
Enfermagem Moderna
Passado o período de Guerras, se inicia o desenvolvimento da educação em Enfermagem no Brasil.
Mais escolas são abertas, especialização criadas, conselhos, associações e sindicatos de classe organizados, entre outras medidas.
A própria profissão de enfermeiro é regulamentada no último ciclo.
Além disso, mudanças importantes na saúde, de um modo geral, também foram implementadas.
Dentre elas: a criação do Ministério da Saúde, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Sistema Único de Saúde (SUS).
Evolução da Enfermagem
Quando falamos de história da Enfermagem é impossível não citar o nome de duas mulheres: Florence Nightingale e Ana Neri.
A primeira foi um marco para a Enfermagem mundial.
Já a segunda foi a precursora da área aqui no Brasil.
Florence Nightingale
Florence Nightingale , nasceu em Florença-Itália, no dia 12 de maio de 1820 e faleceu em Londres, 13 de agosto de 1910), de nacionalidade britânica.
Ela foi a fundadora da Enfermagem moderna. Ela foi a pioneira no tratamento de feridos em batalhas, ficando famosa pela sua atuação na Guerra da Crimeia
Devido aos seus esforços e estudos, Florence conseguiu a fundação da Escola de Enfermagem no Hospital St. Thomas, na cidade de Londres, em 1860, um marco para a história da Enfermagem contemporânea.
Florence nasceu em uma família rica de Florença, ganhando o nome de sua cidade em inglês, já que sua família era de origem britânica.
 
Seu pai, Willian Edward Nightingale, foi um proprietário de terras que estudou em Cambridge e sua mãe, Frances Nightingale, vinha de uma família de mercadores.
O pai de Florence considerava-se progressista em relação à educação das mulheres e melhores condições na sociedade. Com isso, ensinou para Nightingale diversos idiomas como alemão, francês, latim e também música, história e religião.
Mesmo vivendo em uma família rica, Florence não queria seguir os padrões sociais da época para a alta sociedade. A jovem visitava moradores de aldeias vizinhas que estavam doentes e em precárias condições, o que lhe despertou a insatisfação com o tratamento dessas pessoas. 
Aos 14 anos, ela concluiu que cuidar dos enfermos era sua vocação, o que relatou em suas obras como sendo um chamado de Deus.
Sua família não autorizou que Florence estudasse Enfermagem e que se dedicasse aos cuidados dos doentes pobres.
 A profissão não era bem-vista até então, e mulheres que a desempenhavam eram pobres ou faziam parte de igrejas, como algo inerente à vocação religiosa
Ingresso na Enfermagem
Aos 31 anos, Florence entrou para um curso de treinamento no Instituto de Diaconisas de Kaiserwerth, na Alemanha, sob o comando do pastor Theodor Fliedner.
Tempos depois, em 1852, Florence foi a hospitais em Dublin e Edimburgo, locais em que entrou em contato com diferentes condições e métodos de tratamento. 
No entanto, foi em Paris, no recém-inaugurado Hospital Lariboisiére, que Nightingale vislumbrou alternativas para tratar as pessoas, proporcionando o contato dos pacientes com o ar fresco e a luz.
Florence adotou a Teoria Miasmática, método utilizado na época em hospitais considerados avançados como o de Paris, que tinha como tese que ambientes arejados e com claridade eram capazes de curar vários males e que as doenças poderiam ter origem espontânea com a reclusão em locais escuros e o contato com o lixo.
 Apesar de a ideia de espontaneidade de doenças ter sido descartada posteriormente, essa mudança nas acomodações e nos tratamentos permitiu a melhora da saúde na Europa, já que muitos lugares eram realmente insalubres.
Guerra da Crimeia (1853-1856
Com o início da Guerra da Crimeia, milhares de soldados foram trabalhar em hospitais no tratamento aos feridos em conflito. 
O exército britânico não permitia a contratação de enfermeiras, o que dificultou os cuidados aos combatentes e gerou um estado de negligência
Por conta das condições desumanas, o ministro Sidney Herbert foi muito pressionado pela opinião pública e teve de tomar medidas para tentar melhorar a imagem do exército britânico. 
Como conhecia Florence, ele pediu que ela formasse uma equipe e se juntasse às tropas para atender os militares.
Em 1854, Florence tornou-se a chefe de enfermagem em Scutari, na Turquia. Ela encontrou os soldados em péssimo estado e um quadro deficiente de utensílios para higiene pessoal e alimentação. 
Com seu conhecimento profissional adquirido até então, ela reforçou a limpeza do local, expôs os militares ao ar fresco, criou um plano de alimentação adequado a cada tipo de doente e enfatizou a importância do repouso.
O empenho de Florence e sua equipefoi satisfatório, já que se estima que a mortalidade tenha caído de 42,7% para 2,2%, o que rendeu a ela reconhecimento internacional.
Publicações
Com base no que vivenciou na Guerra da Crimeia, Florence publicou as “Notas sobre questões que afetam a saúde, eficiência e Administração Hospitalar do Exército Britânico”, uma obra com mais de 800 páginas. A publicação teve frutos, como a criação da Comissão Real de Saúde do Exército
Florence também utilizou a estatística em seus estudos para poder apresentar dados aos membros do exército. Ela usou o chamado diagrama de área polar, gráfico precursor ao de pizza, para exemplificar a contagem de mortes por mês, por exemplo. Com isso, ela foi a primeira mulher a integrar a Sociedade Real de Estatística
Em sua vida, Florence publicou, aproximadamente, 200 obras, as quais incluíam livros, panfletos e relatórios com sua experiência, observações e crenças sobre a enfermagem. Sua atividade intelectual seguiu até os 80 anos, quando foi impossibilitada de escrever por causa da cegueira definitiva
Criação da Escola de Enfermagem
Florence Nightingale contraiu febre tifoide na Guerra da Crimeia, e as sequelas dessa doença foram as responsáveis pelo fim de sua atuação na enfermagem de hospitais. Em 1859, utilizando seu tempo acamada, ela desenvolveu o projeto da Escola de Enfermagem do Hospital St. Thomas, em Londres
O curso tinha duração de cerca de um ano, e as aulas eram ministradas por médicos. Os conteúdos tinham exposição teórica e atividades práticas para profissionalizar os futuros enfermeiros.
 Alguns fundamentos da escola criada por Florence focavam no atendimento aos pobres, ligação de escolas aos hospitais para treinamento e no ensino por equipe formada na área.
Contribuições para Enfermagem
Além do seu trabalho na Guerra da Crimeia e na criação da Escola de Enfermagem, Florence Nightingale foi uma referência na saúde pública.
A britânica foi consultada durante a Guerra Civil Americana sobre o formas de gerenciar hospitais de bases militares. Já em 1867, sua consultoria foi para o saneamento básico de militares e civis da Índia.
Morte e homenagensFlorence Nightingale
Morreu em 13 de agosto de 1910, em Londres, aos 90 anos. Ela passou seus últimos anos em repouso absoluto, em sua casa, por causa de complicações tardias da febre tifoide.
Em sua homenagem, a data de seu nascimento, 12 de maio, foi instituída como o Dia do Enfermeiro. No Brasil, comemora-se a Semana da Enfermagem no período de 12 a 20 de maio.
Ana Néri: Primeira enfermeira do Brasil
Quem foi Ana Néri (1814-1880)? Nascida em Vila Nossa Senhora do Rosário de Cachoeira do Paraguaçu, na Bahia, ela, sem dúvidas, tornou-se figura marcante, não apenas para a Enfermagem, mas também para a História do Brasil. Depois de mais de 140 anos da sua morte, o seu legado continua firme na memória nacional.
Apontada na história como a heroína brasileira, Anna Justina Ferreira Nery foi responsável por prestar serviços voluntários na Guerra do Paraguai (1864-1870) em hospitais militares de Assunção, Corrientes e Humaitá.
Um marco para a História da Enfermagem
Ana Néri foi casada com o capitão Antônio Isidoro Néri, que morreu em serviço na Marinha em 1844. Viúva, ela passou a se dedicar aos filhos que também eram militares. Eles foram convocados para a Guerra do Paraguai e partiram para essa missão.
Com o objetivo de acompanhá-los, Ana Néri escreveu uma carta ao presidente da Província da Bahia, o conselheiro Manuel Pinho de Sousa Dantas, onde pediu para ser voluntária no cuidado de feridos durante a Guerra. Com o pedido aceito, ela foi para o Rio Grande do Sul onde aprendeu noções básicas de Enfermagem.
Após o aprendizado, Ana Néri foi enviada para os locais de batalha onde realizou seus serviços, tornando-se a primeira enfermeira do Brasil. 
Em um cenário onde havia escassez de materiais e falta de condições adequadas para o atendimento, Ana Néri foi destacada em razão do seu empenho.
Além de prestar todo o cuidado com os feridos, a enfermeira, em 1870, voltou ao Brasil trazendo órfãos de guerra. 
Ana Néri tornou-se símbolo da Enfermagem no país e, inclusive, centros educacionais receberam o nome dela como forma de homenagem ao seu legado, um exemplo é a Escola de Enfermagem Anna Nery da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Qual é a origem do símbolo da Enfermagem?
O símbolo da Enfermagem, que inclui uma lâmpada a óleo, uma cruz vermelha e uma serpente, é conhecido como Emblema Internacional da Enfermagem. Outra descrição é Emblema de Florence Nightingale. 
O emblema foi criado em 1902 por uma enfermeira americana chamada Anna Maxwell, que se inspirou na obra de Florence Nightingale para desenvolvê-lo. 
Qual é o significado do símbolo da Enfermagem?
O símbolo da Enfermagem representa os valores e princípios da profissão. Como explicamos, ele é composto por três elementos: uma lâmpada a óleo, uma cruz vermelha e uma serpente.
A lâmpada a óleo, além de ser uma referência a Florence Nightingale, simboliza a luz que a Enfermagem traz à escuridão da doença e do sofrimento. Tal desenho representa o cuidado e a atenção que os profissionais da área dedicam aos seus pacientes. 
A cruz vermelha, por sua vez, representa a assistência e o socorro aos feridos e aos doentes em situações de emergência. 
E, finalmente, temos a serpente que é uma referência à mitologia grega, associando essa espécie de cobra à Medicina e à cura. 
A serpente enrolada em torno do bastão era um símbolo utilizado por Esculápio, o deus grego da Medicina. Na Enfermagem, esse animal representa a capacidade de cura dos pacientes, e a importância do cuidado e do tratamento adequado para garantir a  recuperação.
https://www.youtube.com/watch?v=dJrCIJvEuVc
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