Prévia do material em texto
50. A filosofia de Immanuel Kant: A teoria do conhecimento e a ética deontológica Immanuel Kant (1724-1804) foi um filósofo alemão cuja obra transformou a filosofia moderna, particularmente na teoria do conhecimento e na ética. Kant propôs uma revolução copernicana na filosofia, sugerindo que, ao invés de o conhecimento ser uma simples reprodução da realidade externa, é a mente humana que estrutura a realidade em categorias a priori. Sua Crítica da Razão Pura e sua ética deontológica formam a base de sua filosofia, desafiando a visão empirista e racionalista.A Teoria do Conhecimento: O Conhecimento a Priori e a FenomenalidadeKant iniciou sua filosofia ao tentar resolver a disputa entre os empiristas, que acreditavam que todo o conhecimento vinha da experiência sensorial, e os racionalistas, que defendiam que o conhecimento vinha da razão. Kant propôs que o conhecimento era uma síntese de experiência e razão. Segundo Kant, os seres humanos não conhecem o mundo como ele é em si mesmo (o noumeno), mas sim como ele nos aparece (o fenômeno), estruturado pelas categorias da mente. Kant acreditava que a mente humana possui certas categorias a priori, como tempo, espaço e causalidade, que estruturam nossa experiência. Isso significa que, embora nossa experiência seja influenciada pelos sentidos, ela é moldada pela própria estrutura cognitiva da mente. A mente, então, não é passiva, mas ativa na construção do conhecimento. A Ética Deontológica: O Imperativo CategóricoEm ética, Kant desenvolveu a ética deontológica, que se baseia na ideia de dever e obrigação. Para Kant, a moralidade não depende das consequências das ações, mas da intenção e da aderência a regras universais. O princípio fundamental da ética kantiana é o imperativo categórico, que exige que os seres humanos ajam de acordo com máximas que possam ser universalizadas. Em outras palavras, devemos agir apenas segundo regras que, se fossem seguidas por todos, poderiam ser aplicadas universalmente.O imperativo categórico é uma regra moral fundamental que exige que tratemos os outros como fins em si mesmos e nunca como meios para um fim. Isso implica um profundo respeito pela dignidade humana, onde a autonomia e a racionalidade das pessoas são reconhecidas como inalienáveis. O Autonomia MoralPara Kant, a autonomia é o núcleo da moralidade. Ele acreditava que ser moralmente autônomo significa agir de acordo com a razão e a obrigação moral, em vez de ser guiado por desejos pessoais ou por pressões externas. A autonomia moral é a capacidade de legislar moralmente para si mesmo, ou seja, de seguir leis morais universais que são adotadas livremente pela razão. Questões sobre o tema "A filosofia de Immanuel Kant: A teoria do conhecimento e a ética deontológica":Kant acreditava que o conhecimento humano é: a) Uma simples cópia da realidade objetiva b) Uma síntese entre experiência e categorias a priori X c) Exclusivamente sensorial d) Inacessível à razão humana 1. O imperativo categórico de Kant exige que agimos de acordo com: a) Regras que maximizam o prazer b) Ações que beneficiam apenas a nós mesmos c) Regras que possam ser universalizadas X d) Consequências positivas para todos 2. A autonomia moral, para Kant, é: a) A capacidade de seguir desejos pessoais sem restrições b) A liberdade de seguir leis morais universais X c) A obediência às regras impostas pela sociedade d) A adesão a leis morais que buscam a felicidade