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INSTITUTO FEDERAL DE SERGIPE - IFS 
CURSO DE EDIFICAÇÕES 
DISCIPLINA: PROJETOS HIDRO SANITÁRIOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Professora: Roseanne Santos de Carvalho 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
JULHO / 2011 
APOSTILA DE 
PROJETOS HIDRO 
SANITÁRIOS 
Disciplina: Projetos Hidro sanitários 
Profa. Roseanne S. de Carvalho 
 
 2 
 
 
 
 
 
PREFÁCIO 
 
 
 
As instalações de prediais de água e de esgoto têm por finalidade fazer a distribuição de 
água, em quantidade suficiente, e promover o afastamento adequado das águas servidas, 
criando desta forma condições favoráveis ao conforto e higiene. 
É de suma importância ressaltar a importância dos projetos de instalações prediais 
hidráulico-sanitarias, para que estas instalações sejam executadas de formas a permitir maior 
conforto, economia, segurança e higiene aos usuários. 
Procurar reduzir os custos de uma construção, sacrificando as instalações, seja com o 
emprego inadequado de certos materiais, seja com o subdimensionamento dos encanamentos, 
peças e equipamentos, levará o usuário a enfrentar vários problemas após a implantação da 
obra, quando poderiam ter sido eliminados se fosse dada a devida importância que o assunto 
requer, mesmo porque, o custo dessas instalações em uma obra, em media, fica em torno de 
3% do valor total da mesma. 
O estudo consiste em 01 apostila, dividida em 03 partes: Hidráulica, Esgoto e Pluviais, 
onde visa a atender aos estudantes de construção civil, definindo os conceitos e auxiliando na 
elaboração de projetos de pequeno e médio porte. 
 No final da mesma, existe bibliografia para aqueles que desejarem aprofundar um pouco 
mais seus conhecimentos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Roseanne Santos de Carvalho 
Disciplina: Projetos Hidro sanitários 
Profa. Roseanne S. de Carvalho 
 
 3 
 
1. NORMAS RELATIVAS ÀS INSTALAÇÕES PREDIAIS 
 
As instalações prediais hidro sanitárias são regidas por normas ABNT. Os estudantes, 
projetistas e profissionais que lidam com as instalações prediais não podem abrir mão da consulta 
dessas normas, como também procurar informações sobre alterações que venham a ser 
introduzidas nas mesmas e de novas normas que tenham relação com instalações. 
 
1.1. Generalidades 
Na elaboração dos projetos de instalações hidro sanitárias, o projetista deve estudar a 
interdependência das diversas partes do conjunto, visando ao abastecimento nos pontos de 
consumo (hidráulico) e pontos de despejos (sanitário) dentro da melhor técnica e 
economia, de maneira geral, um projeto completo de instalações hidro sanitárias 
compreende: 
a) Planta, cortes, detalhes e vistas isométricas (perspectiva a cavaleira), com 
dimensionamento e traçado dos condutores; 
b) Memórias descritivas, justificativas e de cálculo; 
c) Especificações do material e normas para sua aplicação; 
d) Orçamento, compreendendo o levantamento das quantidades e dos preços unitário e 
global da obra; 
e) Definição da possibilidade de ligação da instalação em coletor público. 
Para a elaboração do projeto são imprescindíveis as plantas completas de arquitetura do 
prédio, bem como entendimentos indispensáveis com o autor do projeto e o calculista 
estrutural, a fim de se conseguir a solução mais estética dentro da melhor técnica e 
economia. 
Deve ficar clara a localização das caixas de água, da rede de abastecimento do prédio, das 
bombas e diversos pontos de consumo. 
A escala de projeto mais utilizada é a de 1:50, podendo, ser de 1:100; porém, os detalhes 
devem ser feitos em escalas de 1:20 ou 1:25. 
 
1.2. Instalações Prediais De Água Fria 
A responsabilidade técnica - O projeto de instalações prediais de água fria deve ser 
elaborado por projetista com formação profissional de nível superior, legalmente habilitado 
e qualificado. 
Disciplina: Projetos Hidro sanitários 
Profa. Roseanne S. de Carvalho 
 
 4 
Exigências: 
A NBR 5626:1998 estabelece que as instalações prediais de água fria devam ser projetadas 
de modo que, durante a vida útil do edifício que as contém, atendam aos seguintes 
requisitos: 
a) Preservar a potabilidade da água; 
b) garantir o fornecimento de água de forma contínua, em quantidade adequada e com 
pressões e velocidades compatíveis com o perfeito funcionamento dos aparelhos sanitários, 
peças de utilização e demais componentes; 
c) promover economia de água e de energia; 
d) possibilitar manutenção fácil e econômica; 
e) evitar níveis de ruído inadequados à ocupação do ambiente; 
f) proporcionar conforto aos usuários, prevendo peças de utilização adequadamente 
localizadas, de fácil operação, com vazões satisfatórias e atendendo as demais exigências 
do usuário. 
 
1.2.1. Sistema de abastecimento 
O abastecimento de água pode ser: 
1. Público (concessionária); 
2. Privado (nascentes, poços, etc); 
3. Misto. 
 
1.2.2. Sistema de distribuição 
O sistema de distribuição pode ser: 
1. Direto, 
2. Indireto, 
3. Hidro pneumático 
4. Misto. 
 
 
 
Disciplina: Projetos Hidro sanitários 
Profa. Roseanne S. de Carvalho 
 
 5 
a) Sistema direto 
A água provém diretamente da fonte de abastecimento. A distribuição direta 
normalmente garante água de melhor qualidade devido à taxa de cloro residual 
existente na água e devido à inexistência de reservatório no prédio. 
O principal inconveniente da distribuição direta no Brasil é: 
1. A irregularidade no abastecimento público 
2. A variação da pressão ao longo do dia provocando problemas no funcionamento de 
aparelhos como os chuveiros. 
3. O uso de válvulas de descarga não é compatível com este sistema de distribuição. 
 
b) Sistema de distribuição indireta 
A água provém de um ou mais reservatórios existentes no edifício. Este sistema 
pode ocorrer com ou sem bombeamento. 
Quando a pressão for suficiente, mas houver descontinuidade no 
abastecimento, há necessidade de se prever um reservatório superior e a 
alimentação do prédio será descendente 
Quando a pressão for insuficiente para levar água ao reservatório superior, 
deve-se ter dois reservatórios: um inferior e outro superior. 
Do reservatório inferior a água é lançada ao superior através do uso de bombas 
de recalque (moto-bomba). 
O sistema de distribuição indireto com bombeamento é mais utilizado em 
grandes edifícios onde são necessários grandes reservatórios de acumulação. 
 
c) Sistema misto 
Sistema de Distribuição misto é aquele no qual existe distribuição direta e 
indireta ao mesmo tempo 
 
d) Sistema hidro pneumático 
O sistema hidropneumático de abastecimento dispensa o uso de reservatório 
superior, mas segundo Creder (1995), sua instalação é cara, sendo recomendada 
somente em casos especiais para aliviar a estrutura. 
Disciplina: Projetos Hidro sanitários 
Profa. Roseanne S. de Carvalho 
 
 6 
 
1.3. Terminologias 
Água fria: água à temperatura dada pelas condições do ambiente; 
Água potável: água que atende ao padrão de portabilidade determinado pela Portaria no 36 do 
Ministério da Saúde; 
Alimentador predial: tubulação que liga a fonte de abastecimento a um reservatório de água de 
uso doméstico; 
Altura estática: diferença entre o nível médio do reservatório e o ponto de abastecimento; 
Aparelho sanitário: componente destinado ao uso da água ou ao recebimento de dejetos líquidos e 
sólidos. Incluem-se nessa definição aparelhos como bacias sanitárias, lavatórios, pias, lavadoras de 
roupa, lavadoras de prato, banheiras etc; 
Barrilete: tubulação que se origina no reservatório e da qual derivam as colunas de distribuição, 
quando o tipo de abastecimento é indireto. No caso de abastecimento direto, pode ser considerado 
como a tubulação diretamente ligada ao ramal predial ou diretamente ligada à fonte de 
abastecimento particular; 
Coluna de distribuição: tubulação derivada do barrilete e destinada a alimentar ramais; 
Diâmetro nominal (DN): número que serve para designar o diâmetro deuma tubulação e que 
corresponde aos diâmetros definidos nas normas específicas de cada produto; 
Instalação elevatória: sistema destinado a elevar a pressão da água em uma instalação predial de 
água fria, quando a pressão disponível na fonte de abastecimento for insuficiente, para 
abastecimento do tipo direto, ou para suprimento do reservatório elevado no caso de abastecimento 
do tipo indireto; 
Nível de transbordamento: nível do plano horizontal que passa pela borda do reservatório, 
aparelho sanitário ou outro componente. No caso de haver extravasor associado ao componente, o 
nível é aquele do plano horizontal que passa pelo nível inferior do extravasor; 
Ponto de utilização da água: extremidade à jusante do sub-ramal a partir de onde a água fria 
passa a ser considerada água servida. Qualquer parte da instalação predial de água fria, a montante 
desta extremidade, deve preservar as características da água para o uso a que se destina; 
Ramal: tubulação derivada da coluna de distribuição e destinada a alimentar os sub-ramais; 
Ramal predial: tubulação compreendida entre a rede pública de abastecimento de água e a 
extremidade a montante do alimentador predial ou de rede predial de distribuição. O ponto onde 
termina o ramal predial deve ser definido pela concessionária; 
Disciplina: Projetos Hidro sanitários 
Profa. Roseanne S. de Carvalho 
 
 7 
Rede predial de distribuição: conjunto de tubulações constituído de barriletes, colunas de 
distribuição, ramais e sub-ramais, ou de alguns destes elementos, destinado a levar água aos pontos 
de utilização; 
Registro de fechamento: componente instalado na tubulação e destinado a interromper a 
passagem da água. Deve ser utilizado totalmente fechado ou totalmente aberto. Geralmente 
empregam-se registros de gaveta ou de esfera. Em ambos os casos, o registro deve apresentar seção 
de passagem da água com área igual à da seção interna da tubulação onde está instalado; 
Registro de utilização: componente instalado na tubulação e destinado a controlar a vazão da 
água utilizada. Geralmente empregam-se registros de pressão ou válvula-globo em sub-ramais; 
Retrossifonagem: refluxo de água usada, proveniente de um reservatório, aparelho sanitário ou de 
qualquer outro recipiente, para o interior de uma tubulação, devido à sua pressão ser inferior à 
atmosférica; 
Sub-ramal: tubulação que liga o ramal ao ponto de utilização; 
Tubulação de limpeza: tubulação destinada ao esvaziamento do reservatório para permitir sua 
limpeza e manutenção. 
 
1.4. Instalações prediais de água fria 
1.4.1. Consumo diário 
É calculado com base na população e na destinação do prédio cuja necessidade 
de abastecimento se pretende determinar. (tab. 1.1 e 1.2). 
 
Cd = P x q 
 
Onde: 
Cd - consumo diário em litros/dia 
P - população 
q - consumo “per capita” em litros/dia 
 
Para o setor residencial: 
Recomenda que se considere cada quarto social ocupado por duas pessoas e 
cada quarto de serviço, por uma pessoa. 
Disciplina: Projetos Hidro sanitários 
Profa. Roseanne S. de Carvalho 
 
 8 
1.4.2. Reservatórios 
A NBR 5626:1998 estabelece que o volume de água reservado para uso 
doméstico deve ser, no mínimo, o necessário para atender 24 horas de consumo 
normal do edifício, sem considerar o volume de água para combate a incêndio. 
Em virtude das deficiências no abastecimento público de água em praticamente 
todo o país, Creder (1995) recomenda que se adote reservatórios com 
capacidade “suficiente para uns dois dias de consumo” e que o reservatório 
inferior armazene 60% e o superior 40% do consumo. 
 
1.4.3. Alimentador predial 
Para o dimensionamento do alimentador predial deveremos considerar o sistema 
de abastecimento a ser adotado. Se o sistema for direto, sem reservatório, o 
calculo se faz como o do barrilete de distribuição de um reservatório superior, 
conforme será visto adiante. Se o sistema for indireto ou mesmo misto, portanto 
com reservatório superior, admite-se para o cálculo que o abastecimento da rede 
seja contínuo e que a vazão que abastece este reservatório seja suficiente para 
atender o consumo diário, por um período de 24 horas. 
 
 Qmín. = Cd / 86400 
Onde: 
Q mín. – vazão mínima em litros por dia 
Cd – consumo diário em litros 
86400 – número em segundos em 24 horas 
 
 
 
 
 
 
 
Tabela 1.1 – Taxa de ocupação de acordo com a natureza do local 
 
 
Local Taxa de Ocupação 
Bancos Uma pessoa por 5m2 de área 
Escritórios Uma pessoa por 6m2 de área 
Pavimentos térreos Uma pessoa por 5m2 de área 
Lojas – pavimentos superiores Uma pessoa por 5,5m2 de área 
Museus e bibliotecas Uma pessoa por 5,5m2 de área 
Salas de hotéis Uma pessoa por 1,4m2 de área 
Restaurantes Uma pessoa por 5m2 de área 
Salas de operação (hospital) Oito pessoas 
Teatros, cinemas e auditórios Uma cadeira para cada 0,70 m2 de área 
Disciplina: Projetos Hidro sanitários 
Profa. Roseanne S. de Carvalho 
 
 9 
1.4.4. Extravasor 
Sendo esta canalização destinada a escoar eventuais excessos de água dos 
reservatórios, seu diâmetro e da tubulação de limpeza, é determinado adotando-
se no mínimo, uma bitola comercial superior a bitola do alimentador predial ou 
da tubulação de recalque. Esse excesso de água nos reservatórios deverá ser 
encaminhado a uma área livre da residência, passando por uma queda livre de 
no mínimo 0,70m, o que denunciará assim a existência de possíveis 
irregularidades no abastecimento do reservatório. 
1.4.5. Pressões máximas e pressões mínimas 
A pressão de serviço admitida nas instalações prediais é de 40 mca (metros de 
coluna de água) ou 400 KPa. Em edifícios onde a pressão ultrapasse este valor, 
utilizam-se caixas intermediárias ou válvulas redutoras de pressão. 
Pressão de serviço é a pressão máxima a que podemos submeter um tubo, 
conexão, válvula, registro ou outro dispositivo, quando em uso normal. 
Por outro lado, para que as pecas tenham um funcionamento perfeito, 
necessitam de uma pressão mínima de serviço, normalmente esta pressão oscila 
entre 0,5 mca e 2,0 mca, de acordo com a peça de utilização. (consultar tabela 
1.3). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tabela 1.2 – Estimativa de consumo diário de água 
 
Prédio Consumo (litros) 
Alojamentos provisórios 80 per capita 
Casas populares ou rurais 120 per capita 
Residências 150 per capita 
Apartamentos 200 per capita 
Hotéis (s/ cozinha e s/ lavanderia) 120 por hospede 
Hospitais 250 por leito 
Escolas – internatos 150 per capita 
Escolas – externatos 50 per capita 
Quartéis 150 per capita 
Edifícios públicos ou comerciais 50 per capita 
Escritórios 50 per capita 
Cinema e teatros 2 por lugar 
Templos 2 por lugar 
Restaurantes e similares 25 por refeição 
Garagens 50 por automóvel 
Lavanderias 30 por kg de roupa seca 
Mercados 5 por m2 de área 
Fabricas 70 por operário 
Postos de serviço p/ automóvel 150 por veiculo 
Cavalariças 100 por cavalo 
Jardins 1,5 por m2 
Disciplina: Projetos Hidro sanitários 
Profa. Roseanne S. de Carvalho 
 
 10 
A pressão sempre é em função da coluna de água e nunca do volume de água. 
 
1.4.6. Velocidade máxima de fluxo 
Conforme a NBR 5626/98, a velocidade máxima de fluxo não deverá ultrapassar 
a 3,0 m/s. acima deste valor provoca um ruído desagradável, podendo ate 
ocasionar o golpe de aríete. 
O golpe de aríete é um choque violento produzido sobre as paredes da 
tubulação, quando o escoamento de água é interrompido bruscamente. 
Este golpe dá origem a depressões e sobrepressões que são prejudiciais ao 
desempenho das tubulações. As depressões podem permitir infiltrações de fora 
para dentro e as sobrepressões forçam as juntas quanto a sua estanqueidade, 
podendo até chegar ao rompimento da tubulação. 
 
1.4.7. Perda de carga 
A perda de carga ou de energia é o resultado do atrito interno do liquido, ou 
seja, de sua viscosidade, da resistência oferecida pelas paredes do tubo em 
virtudede sua rugosidade e das alterações nas trajetórias do próprio liquido, 
impostas pelas peças e dispositivos instalados ao longo do encanamento. 
Dividem-se em: 
 Distribuídas – quando são ocasionadas pelo movimento da água na 
tubulação; 
 Localizadas – quando são ocasionadas pelo movimento da água nas 
conexões, válvulas, registros, etc., que causam turbulência, alteram a velocidade, 
mudam a direção, aumentando assim o atrito e provocando choques das 
partículas líquidas. 
 
 
 
 
 
 
 
Disciplina: Projetos Hidro sanitários 
Profa. Roseanne S. de Carvalho 
 
 11 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tabela 1.3 – Pressões dinâmicas máximas e mínimas nos pontos de utilização 
 
 
O método recomendado pela norma para o calculo das perdas de carga 
localizadas é o método dos comprimentos equivalentes, ou seja, cada conexão, 
registro, válvula, etc., produz uma perda de carga semelhante à que seria 
produzida num determinado comprimento de tubulação de mesmo diâmetro. 
O calculo é realizado por trechos, onde são divididos em função do diâmetro e da 
vazão necessária ao mesmo. 
Somando-se os comprimentos equivalentes de todas as peças (tabelas 1.4 e 1.5) 
ao comprimento real da tubulação, obtém o comprimento total. A perda de carga 
por metro de tubulação e a velocidade em metros por segundo, é encontrada no 
ábaco 01, em função do diâmetro e da vazão de cada trecho. 
O cálculo da perda de carga é de fundamental importância no calculo da potencia 
de bombas e em todos os itens implicados no escoamento de líquido em 
tubulações. 
1.4.8. Ventilação 
 
A norma diz que nos casos de instalações com válvulas de descarga, a coluna deverá 
ser ventilada. 
A ventilação deve ser instalada nos barriletes no sentido de evitar a possibilidade de 
contaminação da instalação devido ao fenômeno da retrossifonagem. 
Aparelhos Pressão máxima Pressão mínima 
Bebedouro 40,0 mca 1,0 mca 
Chuveiro de 20mm 40,0 mca 2,0 mca 
Chuveiro de 25mm 40,0 mca 1,0 mca 
Torneira 40,0 mca 0,5 mca 
Torneira de bóia de 
caixa de descarga de 
20mm 
40,0 mca 1,5 mca 
Torneira de bóia de 
caixa de descarga de 
25mm 
40,0 mca 0,5 mca 
Válvula de descarga de 
1 ¼” 
(*) (*) 
Válvula de descarga de 
1 ½” 
(*) (*) 
Disciplina: Projetos Hidro sanitários 
Profa. Roseanne S. de Carvalho 
 
 12 
Outro aspecto a ser observado é que sempre ocorrem bolhas de ar que normalmente 
acompanham o fluxo de água nas tubulações. Também em casos de esvaziamento 
da rede por falta de água, pode ocorrer acumulo de ar e quando a mesma volta a 
encher, o ar fica preso em determinados pontos da instalação. Nestes casos a 
ventilação permitirá a expulsão do ar acumulado, melhorando o desempenho final 
das peças de utilização. 
Com relação ao diâmetro do tubo de ventilação, este não deverá ser inferior ao da 
canalização da qual deriva. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tabela 1.4 – Perdas de carga localizadas – comprimento equivalente em metros de tubulação de aço 
galvanizado para bocais e válvulas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tabela 1.5 – Perdas de carga localizadas – comprimento equivalente em metros de tubulação de PVC 
rígido ou cobre para conexões 
 
Disciplina: Projetos Hidro sanitários 
Profa. Roseanne S. de Carvalho 
 
 13 
 
 
 
 
Ábaco 01 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disciplina: Projetos Hidro sanitários 
Profa. Roseanne S. de Carvalho 
 
 14 
 
2. DIMENSIONAMENTO DOS ENCANAMENTOS 
 
 
2.1. Sub-ramais 
A norma recomenda os diâmetros mínimos para os diversos sub-ramais, 
observando as pressões mínimas exigidas pelos mesmos. (tabela 1.6). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tabela 1.6 – Diâmetros mínimos dos sub-ramais 
2.2. Ramais 
 
Os ramais de alimentação podem ser dimensionados considerando-se o 
consumo máximo possível e o consumo máximo provável. 
Consumo máximo possível - Este critério se baseia na hipótese que os diversos 
aparelhos servidos pelo ramal sejam utilizados simultaneamente, de modo que a 
descarga total no início do ramal será a soma das descargas em cada um dos 
sub-ramais. 
O uso simultâneo ocorre em geral em instalações onde o regime de uso 
determina essa ocorrência, como por exemplo, em fábricas, escolas, quartéis, 
Disciplina: Projetos Hidro sanitários 
Profa. Roseanne S. de Carvalho 
 
 15 
instalações esportivas etc. onde todas as peças podem estar em uso simultâneo 
em determinados horários. 
Recomenda que se utilize esse critério para casas em cuja cobertura exista 
apenas um ramal alimentando as peças dos banheiros, cozinha e área de serviço, 
pois é possível que, por exemplo, a descarga do vaso sanitário, a pia da cozinha e 
o tanque funcionem ao mesmo tempo. 
O dimensionamento é feito através do Método das Seções Equivalentes, que 
consiste em expressar o diâmetro de cada trecho da tubulação em função da 
vazão equivalente obtida com diâmetros de 15 mm (1/2 polegada), conforme 
tabela 1.7. 
 
 
 
 
 
Tabela 1.7 – Correspondência dos demais diâmetros com o de ½” (Seções equivalentes) 
 
Consumo Máximo provável - Este critério se baseia na hipótese de que o uso 
simultâneo dos aparelhos de um mesmo ramal é pouco provável e na 
probabilidade do uso simultâneo diminuir com o aumento do número de 
aparelhos. Este critério conduz a diâmetros menores do que pelo critério anterior. 
Existem diferentes métodos que poderiam ser utilizados para a determinação dos 
diâmetros das tubulações através desse critério. 
O método recomendado pela NBR 5626:1998, e que atende ao critério do 
consumo máximo provável, é o Método da Soma dos Pesos. 
Este método, de fácil aplicação para o dimensionamento de ramais e colunas de 
alimentação, é baseado na probabilidade de uso simultâneo dos aparelhos e 
peças. 
Para os ramais, a tabela 1.8 fornece os pesos correspondentes a cada peça de 
utilização, que serão utilizados no calculo da vazão necessária às mesmas. O 
diâmetro do ramal será encontrado no ábaco 02 que traz os diâmetros e vazões 
em função dos pesos. 
Disciplina: Projetos Hidro sanitários 
Profa. Roseanne S. de Carvalho 
 
 16 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tabela 1.8 – Pesos e vazões dos aparelhos sanitários 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disciplina: Projetos Hidro sanitários 
Profa. Roseanne S. de Carvalho 
 
 17 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ábaco 02 – diâmetros e vazões em função dos pesos 
Disciplina: Projetos Hidro sanitários 
Profa. Roseanne S. de Carvalho 
 
 18 
2.3. Colunas e barrilete 
 
O dimensionamento das colunas de distribuição poderá ser feito somando-se os 
pesos das peças abastecidas por ela e aplicando na fórmula: 
 
 Q = 0,30 Ѵ ΣP 
Onde: Q – vazão em litros por segundo 
 ΣP – somas dos pesos das pecas de utilização (adimensional) 
O diâmetro será encontrado no ábaco 02, quando este resultado se encontrar na 
chamada faixa de transição do ábaco, recomendamos adotar o maior diâmetro. O 
dimensionamento das colunas de distribuição e dos barriletes podem ser feitos 
pelo consumo máximo provável, porém em edifícios onde estes alimentam vários 
pavimentos, o método mais utilizado é o de Hunter. 
 
Método da Soma dos Pesos. 
 Numerar as colunas; 
 Marcar com letras os trechos em que haverá derivações para os ramais; 
 Somar os pesos de todas as peças de utilização; 
 Determinar a vazão, em L/s; 
 Arbitrar um diâmetro D (mm); 
 Obter outros parâmetros hidráulicos: 
Perdas de carga, J(m/m) 
Velocidade, V(m/s) (caso V  2,5 L/s escolher D maior) 
 Medir em planta o comprimento real, L, as tubulação; 
 Calcular o comprimento equivalente, LE, que é resultante das perdas de carga 
localizadas nas conexões, registros, válvulas, etc. 
 Calcular o comprimento total: LT – L + LE; 
 Calcular a pressão disponível no ponto. A pressão disponível é a diferença de nível 
entre mínimo de água no reservatório e este ponto, medindo em metrosDisciplina: Projetos Hidro sanitários 
Profa. Roseanne S. de Carvalho 
 
 25 
3. INSTALAÇÕES PREDIAIS DE ESGOTO SANITÁRIO 
 
 
3.1. Princípios gerais 
A NBR 8160/99 fixa as condições técnicas pelas quais devem ser projetadas e 
executadas às instalações prediais de esgoto sanitário de modo a: 
 Permitir rápido escoamento dos despejos e fáceis desobstruções; 
 Não permitir vazamentos, escapamentos de gases ou formações de 
depósitos no interior das tubulações; 
 Vedar a passagem de gases e de animais nas tubulações para o interior 
dos edifícios; 
 Impedir a contaminação da água potável. 
O esgoto sanitário coletado pela instalação predial deve, ou deveria ser, lançado 
na rede publica de esgotos da cidade. Este lançamento pode ser efetuado de 
duas formas: 
a) direta – o esgoto é lançado diretamente do coletor predial ao coletor público 
quando a profundidade do primeiro não exceder à do segundo. 
b) indireta – o esgoto é recolhido em uma elevatória, quando a profundidade do 
coletor predial exceder a do coletor público e em seguida é recalcado para este 
último. 
Quando não houver rede publica, o esgoto deve ser submetido ao processo de 
tratamento particular, antes de ser lançado nos cursos de água, como por 
exemplo de sistema particular de tratamento podemos citar a fossa séptica, as 
prescrições com relação a projeto e construção destas fossa encontram-se na 
NBR 7229/93 da ABNT. 
 
 
 
 
 
 
3.2. Terminologias 
Disciplina: Projetos Hidro sanitários 
Profa. Roseanne S. de Carvalho 
 
 26 
Aparelho sanitário – aparelho ligado à instalação predial e destinado ao uso de água 
para fins higiênicos ou a receber dejetos ou água servida. 
Caixa de gordura – caixa destinada a reter, na sua parte superior as gorduras, graxas e 
óleos contidos no esgoto. 
Caixa de inspeção – caixa destinada a permitir a inspeção, limpeza e desobstrução, 
junção, mudanças de declividades e/ou direção das tubulações. 
Caixa sifonada – caixa provida de desconector, destinada a receber efluentes da 
instalação secundaria de esgotos. 
Coletor predial – trecho de tubulação compreendida entre a última inserção de 
subcoletor, ramal de esgoto ou de descarga ou caixa de inspeção geral e o coletor publico 
ou sistema particular de tratamento. 
Coletor público – tubulação da rede coletora que recebe contribuição de esgotos dos 
coletores prediais. 
Coluna de ventilação – tubo ventilador vertical que se prolonga através de um ou mais 
pavimentos e cuja extremidade superior é aberta à atmosfera, ou ligado ao tubo 
ventilador primário ou ainda ao barrilete de ventilação. 
Desconector – dispositivo provido de fecho hídrico destinado a vedar a passagem dos 
gases no sentido oposto ao deslocamento do esgoto. 
Fecho hídrico – camada liquida, de nível constante, que em um desconector, veda a 
passagem dos gases. 
Filtro anaeróbio – unidade de fluxo vertical, destinada a filtrar efluentes de fossa 
séptica. 
Fossa séptica – unidade de sedimentação e digestão de fluxo horizontal e 
funcionamento contínuo, destinada ao tratamento primário do esgoto sanitário. 
Ralo – caixa dotada de grelha na parte superior, destinada a receber águas de lavagem 
de piso e chuveiro. 
Ramal de descarga – tubulação que recebe diretamente efluentes de aparelhos 
sanitários. 
Ramal de esgoto – tubulação primaria que recebe efluentes de ramais de descarga 
diretamente ou a partir de um desconector. 
Rede primária de esgoto – conjunto de tubulações e dispositivos onde tem acesso 
gases provenientes do coletor publico ou dispositivos de tratamento. 
Disciplina: Projetos Hidro sanitários 
Profa. Roseanne S. de Carvalho 
 
 27 
Rede secundária de esgoto - conjunto de tubulações e dispositivos onde não tem 
acesso gases provenientes do coletor publico ou dispositivos de tratamento. 
Sifão – desconector destinado a receber efluentes do sistema predial de esgoto sanitário. 
Sumidouro – cavidade destinada a receber efluentes de dispositivos de tratamento e a 
permitir sua infiltração no solo. 
Tubo de queda – tubulação vertical que recebe efluentes de subcoletores, ramais de 
esgoto e ramais de descarga. 
Tubo ventilador – tubo destinado a possibilitar o escoamento de ar da atmosfera para 
a instalação de esgoto e vice-versa ou a circulação de ar no interior da instalação com a 
finalidade de proteger o fecho hídrico dos desconectores e encaminhar os gases para a 
atmosfera. 
Unidade Hunter de contribuição – fator numérico que representa a contribuição 
considerada em função da utilização habitual de cada tipo de aparelho sanitário. 
 
3.3. Ramais de descarga (RD) 
Tubulação que recebe diretamente efluentes de aparelhos sanitários. Podemos 
dizer que o ramal de descarga de uma peca de utilização liga seu ponto de 
esgotamento a uma caixa sifonada. Os ramais de descarga fazem parte da rede 
secundaria de uma instalação de esgotos sanitários. A exceção a esta regra é o 
ramal de descarga do vaso sanitário. 
O escoamento de águas servidas pelas instalações de esgoto sanitário varia em 
função das contribuições de cada um dos aparelhos destas instalações. Para 
determinarmos os diâmetros dos ramais de descarga dos diversos aparelhos, 
consultamos a tabela 3.1, que relaciona os diâmetros mínimos para os mesmos, 
em função das unidades Hunter de contribuição (UHC). 
 
3.4. Ramais de esgoto (RE) 
Tubulação que recebe efluentes de ramais de descarga. Trecho de tubos iniciado 
a partir das caixas sifonadas, portanto fazendo parte da rede primaria sujeita aos 
gases oriundos do tratamento. Também os ramais de esgoto são dimensionados 
em função das unidades Hunter de contribuição, como mostra a tabela 3.2. 
Todo ramal de esgoto deverá ter diâmetro mínimo maior que qualquer dos ramais 
de descarga que contribuem para o mesmo. 
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 28 
O esgotamento sanitário é feito por conduto livre e os ramais de descarga e 
esgoto devem obedecer a declividades previstas pela norma. Para tubulações 
com diâmetro nominal igual ou inferior a 75 mm, 2% e para tubulações com 
diâmetro nominal igual ou superior a 100 mm, 1%. 
 
3.5. Coletor predial 
Trecho compreendido entre a última inserção de ramal de esgoto ou de descarga 
e o coletor publico ou sistema particular de tratamento. 
Os coletores prediais deverão: 
 Sempre que possível ser construídos em área não edificada; 
 Na impossibilidade de construção em área não edificada, as caixas de 
inspeção deverão ser localizadas em área de fácil acesso; 
 Ter traçado retilíneo; 
 Ter nas mudanças de direção, caixas de inspeção; 
 Ter diâmetro mínimo de 100 mm. 
 
Para o dimensionamento dos coletores prediais, deve ser considerado apenas o 
aparelho sanitário de maior contribuição para cada compartimento, no calculo do 
numero de UHC em prédios residenciais. Nos demais casos devem ser 
considerados todos os aparelhos contribuintes para este cálculo. O diâmetro 
mínimo exigido é 100mm. A tabela 3.3 fornece diâmetros em função do numero 
de UHC e da declividade. 
Todo trecho horizontal deve possibilitar o escoamento dos efluentes por 
gravidade e apresentar declividade constante respeitando-se os valores citados 
para ramais de descarga e esgoto. A declividade máxima a ser considerada é de 
5%. 
 
 
 
 
 
Disciplina: Projetos Hidro sanitários 
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 29 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tabela 3.1 – Unidades Hunter de contribuição dos aparelhos sanitários e 
diâmetros dos ramais de descarga 
 
 
 
 
 
Tabela 3.2 – Dimensionamento dos ramais de esgoto 
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 30 
3.6. Ventilação 
 
A NBR 8160/99 torna obrigatória a instalação de tubulação de ventilação nas 
instalações prediais de esgoto sanitário, com o objetivo de encaminhar os gases 
oriundos da rede primaria de esgotos para a atmosfera,evitando o acesso dos 
mesmos ao interior das edificações, bem como a ruptura do fecho hídrico dos 
desconectores. 
 
 
 
 
 
 
Tabela 3.3 – Dimensionamento e declividades de coletores 
 
Toda tubulação de ventilação deve ser instalada de modo a permitir o 
escoamento de qualquer liquido que porventura nela venha a ter ingresso, para 
tubos de queda, ramais de descarga ou desconector em que o tubo de ventilação 
tem origem. 
A coluna de ventilação deve ter diâmetro uniforme; a extremidade inferior ligada 
ao ramal de esgoto, entre o tubo de queda (ou caixa de inspeção) e o primeiro 
dos aparelhos a ventilar; e a extremidade superior deve ser situada acima da 
cobertura do edifício, ou ligada a um tubo ventilador primário a 150mm ou mais, 
acima do nível de transbordamento da água do mais elevado aparelho sanitário 
por ele servido. 
A extremidade do tubo ventilador primário ou coluna de ventilação deve estar 
situada acima da cobertura no mínimo 30cm, não devem estar situados a menos 
de 4,00m de distancia de qualquer janela, porta ou outro vão de ventilação, salvo 
se elevada a no mínimo 1,00m acima das vergas dos respectivos vãos. 
Todo desconector deve ser ventilado, a distancia do mesmo à ligação do tubo 
ventilador que o serve não deve exceder os limites da tabela 3.4. 
 
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 31 
 
 
 
 
 
 
Tabela 3.4 – Distância máxima de um desconector ao tubo ventilador 
 
A ligação de um tubo ventilador a uma tubulação horizontal deve ser feita acima 
do eixo desta tubulação ou conectar-se a ela a 45 graus para evitar a entrada de 
efluentes na tubulação de ventilação em situações de uso normal e 
principalmente em entupimentos. 
O dimensionamento dos ramais, colunas e barriletes de ventilação, a exemplo dos 
itens anteriores, é baseado no numero de UHC (tabelas 3.5 e 3.6). 
 
 
 
 
 
 
Tabela 3.5 – Dimensionamento de ramais de ventilação 
 
 
 
 
 
 
 
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 32 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tabela 3.6 – Dimensionamento das colunas e barriletes de ventilação 
 
3.7. Caixas retentoras de gordura 
 
Caixa retentora é um dispositivo projetado e instalado para separar e reter 
dejetos gordurosos, em sua maioria, provenientes de pias de cozinha e 
indesejáveis às redes de esgoto sanitário. 
Estas caixas podem ser de concreto, alvenaria de tijolos ou ferro fundido. Devem 
ser instaladas em locais de fácil acesso e com boas condições de ventilação com 
tampa hermética e de fácil remoção. 
Quanto às suas dimensões, podem ser: 
 Caixa de gordura individual ou pequena(CGP): tem o diâmetro interno 
de 30 cm com capacidade de retenção para 18 litros e tubulação de 
saída de 75mm; 
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 33 
 Caixa de gordura simples (CGS): tem o diâmetro interno de 40 cm com 
capacidade de retenção para 31 litros e tubulação de saída de 100mm. É 
usada para receber despejos de até 2 pias de cozinha; 
 Caixa de gordura dupla (CGD): tem o diâmetro interno de 60 cm com 
capacidade de retenção para 120 litros e tubulação de saída de 100mm; 
É usada para receber despejos de 2 até 12 pias de cozinha; 
 Caixa de gordura especial (CGE): utilizada quando o numero de pias de 
cozinha for superior a 12 ou quando se tratar de cozinhas especiais. O 
diâmetro de saída é 100mm. 
O volume desta caixa poderá ser calculado através da formula: 
 
V=2.N + 20 
 Onde: 
 V – volume em litros 
 N – numero de pessoas servidas pela cozinha 
 As caixas retentoras de gordura devem ser divididas em duas câmaras, uma 
receptora e outra vertedoura. Nos prédios de apartamentos, as pias de 
cozinha devem ser esgotadas por um tubo de queda ou tubo de gordura, 
quem conduzem os dejetos à caixa de gordura coletiva, não sendo permitido 
o uso de caixas retentoras de gordura individuais nos andares. 
 
3.8. Caixas de inspeção 
Caixa destinada a permitir a inspeção, limpeza e desobstrução dos coletores 
prediais, ramais de esgoto e ramais de descarga. 
As caixas de inspeção poderão ter: 
 Profundidade máxima de 1,00m; 
 Seção circular de 60 cm de diâmetro; 
 Quadrada ou retangular de 60 cm de lado mínimo; 
 Tampa de fácil remoção e com perfeita vedação; 
 Fundo construído de modo a assegurar rápido escoamento e evitar 
formação de depósitos; 
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 34 
 Distancia máxima entre caixas – 25,0m. 
 
As caixas de inspeção deverão ser executadas em anéis de concreto ou 
alvenaria de tijolos. 
Em prédios de mais de cinco pavimentos, as caixas de inspeção não devem 
ser instaladas a mais de 2,0m de distancia dos tubos de queda que 
contribuem para as mesmas. 
Os comprimentos dos trechos dos ramais de descarga de vasos sanitários e 
de esgotos de caixas retentoras de gordura e de caixas sifonadas, medidas 
entre os mesmos e as caixas de inspeção para as quais esses ramais de 
descarga e de esgoto contribuem, não devem ser maiores que 10,0m. 
 
4. FOSSAS SÉPTICAS E DISPOSIÇÃO DO EFLUENTE 
 
4.1. Princípios gerais para fossa sépticas 
A NBR 7229/93 fixa as condições para a construção e instalação de fossas sépticas e 
disposição dos efluentes finais. Seu emprego é recomendado em regiões desprovidas de 
rede de esgoto. 
Nessas fossas as águas servidas sofrem a ação das bactérias anaeróbias, que convertem 
parte da matéria orgânica solida em gases ou em substancias solúveis que, dissolvidas no 
liquido contido na fossa, são esgotadas e lançadas através de sumidouros, filtros 
anaeróbios, etc. 
A localização das fossas sépticas e a disposição do efluente devem atender às seguintes 
condições: 
 Afastamento mínimo de 20,0m de qualquer fonte de abastecimento de água; 
 Facilidade de ligação futura do coletor predial ao coletor publico, porque o emprego das 
fossas sépticas em áreas urbanas é considerado como solução provisória; 
 Facilidade de acesso devido à remoção de lodo digerido. 
 
4.2. Tipos de fossas sépticas 
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 35 
a) Fossas de câmara única – constituídas de compartimento único, cilíndrico ou 
prismático, no qual ocorrem os fenômenos de decantação e digestão das partículas 
solidas. 
b) Fossas de câmaras em série – constituídas de dois ou mais compartimentos 
interligados nos quais ocorrem juntamente os fenômenos de decantação e digestão 
dos sólidos, com predominância da digestão no primeiro compartimento. 
c) Fossas de câmaras sobrepostas – constituídas de compartimentos distintos nos quais 
ocorrem independentemente a decantação e a digestão das partículas solidas. 
 
Sempre que o comprimento longitudinal ou o diâmetro interno de uma fossa for maior do 
que 2,00m, esta levará no mínimo duas chaminés de acesso, uma sobre o dispositivo de 
entrada e outra sobre o de saída. 
Na fossa com capacidade superior a 6000 litros, o fundo deverá ser inclinado 3:1 na 
direção do tubo de limpeza. 
 
4.3. Dimensionamento das fossas sépticas 
Deve ser observado para o dimensionamento das fossas sépticas: 
a) Distâncias mínimas: 
 1,50m de construções, limites de terreno, sumidouros e ramal predial de 
água; 
 3,00m de arvores e de qualquer ponto de rede publica de abastecimento de 
água; 
 15,00m de poços freáticos e de corpos de água de qualquer natureza. 
b) Contribuição de despejos (C): 
No cálculo da contribuição de despejos, deverá ser considerado: 
 O número de pessoas a serem atendidas; 
 80% do consumo local da água e na falta destes os valores da tabela 4.1 
 Nas edificações em que houver, ao mesmo tempo ocupantes permanentes e 
temporários, a contribuição total será a soma das contribuições correspondentes 
a cada um destes casos, sendo o período de detenção usado para ambos os 
casos o correspondente à contribuiçãototal. 
 
Disciplina: Projetos Hidro sanitários 
Profa. Roseanne S. de Carvalho 
 
 36 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tabela 4.1 – Contribuição diária de esgoto (C) e de lodo fresco (Lf) por tipo de prédio e de ocupante 
 
c) Período de detenção dos despejos (T): 
 As fossas sépticas devem ser projetadas para períodos de detenção conforme a 
tabela 4.2. 
d) Contribuição de Lodo fresco (Lf): 
 Na ausência de dados locais, adota-se os valores mínimos da tabela 4.1. 
e) Taxa de acumulação de lodo fresco (K): 
A taxa de acumulação total de lodo, em dias, é obtida em função de: 
 Volumes de lodo digerido e em digestão produzidos por cada usuário em litros; 
 Faixas de temperatura ambiente (media do mês mais frio, em graus Celsius); 
 Intervalo das limpezas. 
Calculo do volume e medidas internas: 
 
 O volume útil é calculado pela formula: 
 
V = 1000 + N(C.T + K.Lf) 
Onde: 
V – volume util em litros; 
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 37 
N – numero de contribuintes; 
C – contribuição de despejos em litro/pessoa x dia (tab 4.1); 
T – período de detenção em dias (tab. 4.2); 
K – taxa de acumulação de lodo digerido em dias (tab. 4.3); 
Lf – contribuição de lodo fresco em litros/pessoa x dia (tab. 4.1). 
 
 O volume mínimo admissível para este tipo de fossa é de 1250 litros; 
 As fossas sépticas de formato cilíndrico deverão ter diâmetro mínimo de 1,10m; 
 As fossas sépticas de formato prismático retangular deverão ter largura interna 
mínima de 80 cm. A relação entre o comprimento e a largura deverá ser 
conforme a relação – mínimo (2:1), máximo (4:1); 
 A profundidade útil varia entre os valores máximos e minimos da tabela 4.4. 
 
 
 
 
 
 
 
Tabela 4.2 – Período de detenção (T) Poe faixa de contribuição diária 
 
 
 
Tabela 4.3 
 
Tab 4.4 
 
 
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 38 
4.4. Disposição do efluente 
A NBR 13969/97 recomenda a utilização de unidades de tratamento complementar e 
disposição final dos efluentes líquidos de tanques sépticos, no solo ou em águas de 
superfície, dentro do sistema de tanque séptico para o tratamento local de esgotos, 
podendo ser através dos seguintes dispositivos: 
 
4.4.1. Filtro anaeróbio 
Consiste em um reator biológico onde o esgoto é depurado por meio de 
microorganismos não aeróbios, dispersos tanto no espaço vazio do reator quanto 
nas superfícies do meio filtrante. Este é usado mais como retenção de sólidos. 
Deve apresentar um fundo falso, por meio do qual se faz a distribuição do 
efluente. O leito filtrante deve ter altura limitada a 1,20m já incluindo a altura do 
fundo falso. O volume útil mínimo do leito filtrante é de 1000 litros. A altura do 
fundo falso deve ser limitada a 60 cm, já incluindo a espessura da laje. Deverão 
ser construídos tantos filtros sejam necessários, funcionando em paralelo. 
O volume útil é calculado através da formula: 
 
V = 1,60.N.C.T 
 
Onde: 
V – volume útil em litros 
N – numero de contribuintes 
C – contribuição de despejos em litros/pessoa/dia 
T – período de detenção em dias 
 
Observações: 
 
 Deverá ter diâmetro mínimo de 95 cm; 
 Largura mínima de 85 cm; 
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 39 
 O diâmetro maximo e a largura máxima não devem exceder a três vezes 
a profundidade; 
 O nível de saída do efluente deve estar a 10 cm abaixo do nível da fossa; 
 O fundo falso deve ter aberturas de 2,5 cm espaçadas de 15 cm entre si; 
 Um tubo guia para limpeza (150 mm em PVC) para cada 3,00m2 do 
fundo. 
 
4.4.2. Sumidouro 
O sumidouro é a unidade de depuração e disposição final do efluente de 
tanque séptico. Seu uso é favorável somente nas áreas onde o aqüífero é 
profundo, onde possa garantir a distância mínima de 1,50m entre seu fundo 
e o aqüífero. 
Deve ter paredes revestidas de alvenaria de tijolos, com juntas livres, ou 
anéis de concreto convenientemente furados e o fundo com enchimento de 
cascalho ou brita com pelo menos 50 cm de espessura. 
As dimensões do sumidouro são determinadas em função da capacidade de 
absorção do solo, devendo ser considerado como superfície útil de absorção 
a do fundo e das paredes laterais ate o nível de entrada do efluente. 
A área de infiltração necessária para determinado despejo, pode ser 
calculada pela Fórmula 
A = V/ Ci 
Onde: 
A – área de infiltração em m2; 
V – volume de contribuição diária em litros/dia; 
Ci – coeficiente de infiltração em m2/dia. 
 
 
5. INSTALAÇÕES PREDIAIS DE ÁGUAS PLUVIAIS 
 
5.1. Terminologia 
 
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 40 
Altura pluviométrica – volume de água precipitada por unidade de área horizontal; 
Área de contribuição – soma das áreas das superfícies que, interceptando chuva, 
conduzem as águas para um determinado ponto da instalação; 
Caixa de areia – caixa utilizada nos condutores horizontais destinada a recolher detritos 
por deposição; 
Calha – canal que recolhe águas de coberturas, terraços e similares e a conduz a um 
ponto de destino; 
Condutor horizontal – canal ou tubulação horizontal destinado a recolher e conduzir 
águas pluviais até locais permitidos pelos dispositivos legais; 
 Condutor vertical – tubulação vertical destinada a recolher água de calhas, coberturas, 
terraços e similares e conduzi-las até a parte inferior do telhado; 
Intensidade pluviométrica – quociente entre a altura pluviométrica precipitada num 
intervalo de tempo e esse intervalo. 
Período de retorno – numero médio de anos em que, para a mesma duração de 
precipitação, uma determinada intensidade pluviométrica é igualada ou ultrapassada 
apenas uma vez; 
Ralo hemisférico – ralo cuja grelha tem forma hemisférica; 
Vazão de projeto – vazão de referencia para o dimensionamento de condutores e calhas. 
 
5.2. Princípios gerais 
A NBR 10844/89 estabelece as seguintes prescrições básicas para as instalações prediais 
de águas pluviais: 
 Uso exclusivo para recolhimento e condução de água pluvial, não sendo 
permitidas quaisquer interligações com outras instalações prediais; 
 Permitir a limpeza e desobstrução de qualquer ponto no interior da tubulação; 
 Inclinação máxima de 0,5% nas superfícies horizontais das lajes a fim de garantir 
o escoamento das águas pluviais ate os pontos previstos de drenagem; 
 As calhas e condutores horizontais deverão ter declividade uniforme, com valor 
mínimo de 0,5%; 
 Os condutores verticais devem ser projetados, sempre que possível em uma 
prumada só. Os desvios são permitidos, quando necessários, se providos de 
peças de inspeção; 
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 41 
 Nos condutores horizontais aparentes devem ser previstas inspeções a cada 
trecho de 20,00m, em percurso retilíneo e quando houver: conexão com outra 
tubulação, mudança de declividade ou de direção. 
 Nos condutores horizontais enterrados devem ser previstas caixas de areia a casa 
trecho de 20,00m, nos percursos retilíneos e quando houver: conexão com outra 
tubulação, mudança de declividade e de direção; 
 A ligação entre os condutores verticais e horizontais (aparentes ou enterrados), é 
sempre feita por curva de raio longo com inspeção ou caixa de areia. 
5.2.1. Calhas 
As calhas são dispositivos que captam as águas diretamente dos telhados, 
evitando os transtornos de sua queda livre, principalmente quando a edificação é 
bastante alta. 
De uma maneira geral os materiais utilizados na fabricação das calhas são: chapa 
galvanizada, chapa de cobre, PVC, cimento amianto e concreto. 
As seções das calhas possuem as mais variadas formas, dependendo da 
arquitetura ou dos materiais empregados na sua confecção. As formas mais 
encontradas são as de secção retangular seguidas das de secção trapezoidal e 
semicircular. 
5.2.2. Condutores verticaisOs condutores verticais ou tubos de queda conduzem as águas das calhas às 
redes coletoras. 
5.2.3. Rede coletora 
É a rede horizontal situada no terreno ou presa ao teto do subsolo, que recebe as 
águas de chuva diretamente dos tubos de queda ou da superfície do terreno. 
Quando localizada no terreno e houver mudança de direção, haverá a 
necessidade de colocação de caixa de inspeção com grelha. Havendo também a 
possibilidade de entrada de terra através da grelha, não caixas de inspeção, estas serão 
construídas de forma a reter a terra ou areia, impedindo o carreamento para dentro da 
tubulação e serão chamadas de caixas de areia. 
Mesmo não havendo mudança de direção na rede coletora, recomenda uso de 
caixas de inspeção ou de areia sempre que a tubulação tiver comprimento superior a 
12,00m. 
 
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 42 
5.3. Dimensionamento 
 Os fatores meteorológicos que interferem no calculo da vazão de projeto são a 
intensidade pluviométrica (I) e o período de retorno (T). (tabela 5.1). 
 
5.3.1. Calhas 
 Como já foi citado anteriormente, as calhas são dispositivos que captam as águas 
diretamente dos telhados, conduzindo-os imediatamente aos tubos de queda, portanto podemos dar a 
elas o mesmo tratamento de escoamento de canais. 
O cuidado que se deve ter com as dimensões é devido apenas ao comprimento do telhado, pois 
quanto maior, mais água terá juntado na calha para um mesmo intervalo de tempo. Assim sendo, a 
largura deverá ser suficiente para evitar que a água não caia fora quando desejada pela telha, (tabela 
5.2) enquanto que a altura deve ser a metade da largura. 
 
 
Tabela 5.1 
 
 
 Quando temos dois telhados contribuindo para uma mesma calha, somamos os 
comprimentos dos mesmos para a obtenção da largura da calha. Se a calha tiver seção trapezoidal a 
largura encontrada será a largura média, ou seja, L = (L1 + L2)/2, e se tiver secção semicircular a 
largura será 2R, sendo R o raio. 
 
 
Tabela 5.2 
 
5.3.2. Condutores verticais 
 
 Os condutores verticais podem ser dimensionados levando-se em consideração a área de 
cobertura conforme a tabela 5.3. Podemos também, de acordo com a mesma, fixar o diâmetro dos 
condutores e determinar seu numero, em função da área máxima de telhado que cada um possa 
escoar. 
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 43 
 
 
Tabela 5.3 
 
5.3.3. Rede coletora 
 
 A rede coletora é dimensionada de acordo com a tabela 5.4 a qual leva em consideração 
a área de contribuição e a declividade do terreno (ou rede coletora), supondo uma precipitação de 150 
mm/h. 
 
Tabela 5.4 
 
6. EXERCÍCIOS 
 
 
6.1. Qual a capacidade dos reservatórios de um edifício de apartamentos de 12 pavimentos, com 03 
apartamentos por andar, tendo cada apartamento 02 quartos sociais? 
 
6.2. Qual a capacidade dos reservatórios de um edifício de apartamentos de 10 pavimentos, com 04 
apartamentos por andar, tendo cada apartamento 03 quartos sociais e 01 quarto de serviço, mais 
o apartamento do zelador? 
 
6.3. Qual a capacidade do reservatório de uma residência com 02 pavimentos, com 04 quartos sociais 
e 01 quarto de serviço? Qual o diâmetro do alimentador e do extravasor? 
 
6.4. Dimensionar uma tubulação (ramal) que alimentará um banheiro com as seguintes peças: Vaso 
Sanitário, Lavatório, Ducha manual, Banheira e Chuveiro. 
 
6.5. Dimensionar uma tubulação que alimentará as seguintes pecas: 02 vasos sanitários, 02 lavatórios, 
01 ducha manual, 2 chuveiros. 
 
6.6. Dimensionar o ramal que alimenta as peças abaixo, onde o uso é simultâneo: 
Pia de cozinha ½”’ 
Vaso sanitário 1 ¼” 
Lavatório ½” 
Tanque ¾” 
Disciplina: Projetos Hidro sanitários 
Profa. Roseanne S. de Carvalho 
 
 44 
 
6.7. Dimensionar o ramal que alimenta as peças abaixo pelo consumo máximo possível e provável. 
01 Máquina de lavar 3/4 ” 
06 Vasos sanitários 1 ¼” 
01 Tanque ¾” 
02 Pias ½” 
 Qual método resultou uma seção menor? Justifique. 
 
6.8. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disciplina: Projetos Hidro sanitários 
Profa. Roseanne S. de Carvalho 
 
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BIBLIOGRAFIA 
 
 
1. BOTELHO, Manoel Henrique Campos & RIBEIRO JR, Geraldo de Andrade – Instalações 
hidráulicas prediais feitas para durar, 1ª edição. São Paulo. PRO Editores. 1998. 
 
Disciplina: Projetos Hidro sanitários 
Profa. Roseanne S. de Carvalho 
 
 46 
 
2. CREDER, Hélio – Instalações hidráulicas e sanitárias. Rio de Janeiro. Livros técnicos 
científicos. Editora 2003. 
 
3. MELO, Vanderley de Oliveira & NETTO, José M. de Azevedo – Instalações prediais 
hidráulico-sanitárias. São Paulo. Ed. Edgard Blucher Ltda. 2000. 
 
 
4. Normas técnicas da ABNT 
 
NBR 5626/1998 – Instalações Prediais De Água Fria 
 
NBR 8160/1999 – Sistemas Prediais De Esgoto Sanitário – Projeto E Execução 
 
NBR 7229/1993 – Construção E Instalação De Fossa Séptica E Disposição De Efluentes 
Finais 
 
NBR 10844/1989 – Instalações Prediais De Águas Pluviais 
 
NBR 13969/1997 – Tanques Sépticos – Unidades De Tratamento Complementar E 
Disposição Final Dos Efluentes Líquido – Projeto E Execução.Os condutores verticais ou tubos de queda conduzem as águas das calhas às 
redes coletoras. 
5.2.3. Rede coletora 
É a rede horizontal situada no terreno ou presa ao teto do subsolo, que recebe as 
águas de chuva diretamente dos tubos de queda ou da superfície do terreno. 
Quando localizada no terreno e houver mudança de direção, haverá a 
necessidade de colocação de caixa de inspeção com grelha. Havendo também a 
possibilidade de entrada de terra através da grelha, não caixas de inspeção, estas serão 
construídas de forma a reter a terra ou areia, impedindo o carreamento para dentro da 
tubulação e serão chamadas de caixas de areia. 
Mesmo não havendo mudança de direção na rede coletora, recomenda uso de 
caixas de inspeção ou de areia sempre que a tubulação tiver comprimento superior a 
12,00m. 
 
Disciplina: Projetos Hidro sanitários 
Profa. Roseanne S. de Carvalho 
 
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5.3. Dimensionamento 
 Os fatores meteorológicos que interferem no calculo da vazão de projeto são a 
intensidade pluviométrica (I) e o período de retorno (T). (tabela 5.1). 
 
5.3.1. Calhas 
 Como já foi citado anteriormente, as calhas são dispositivos que captam as águas 
diretamente dos telhados, conduzindo-os imediatamente aos tubos de queda, portanto podemos dar a 
elas o mesmo tratamento de escoamento de canais. 
O cuidado que se deve ter com as dimensões é devido apenas ao comprimento do telhado, pois 
quanto maior, mais água terá juntado na calha para um mesmo intervalo de tempo. Assim sendo, a 
largura deverá ser suficiente para evitar que a água não caia fora quando desejada pela telha, (tabela 
5.2) enquanto que a altura deve ser a metade da largura. 
 
 
Tabela 5.1 
 
 
 Quando temos dois telhados contribuindo para uma mesma calha, somamos os 
comprimentos dos mesmos para a obtenção da largura da calha. Se a calha tiver seção trapezoidal a 
largura encontrada será a largura média, ou seja, L = (L1 + L2)/2, e se tiver secção semicircular a 
largura será 2R, sendo R o raio. 
 
 
Tabela 5.2 
 
5.3.2. Condutores verticais 
 
 Os condutores verticais podem ser dimensionados levando-se em consideração a área de 
cobertura conforme a tabela 5.3. Podemos também, de acordo com a mesma, fixar o diâmetro dos 
condutores e determinar seu numero, em função da área máxima de telhado que cada um possa 
escoar. 
Disciplina: Projetos Hidro sanitários 
Profa. Roseanne S. de Carvalho 
 
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Tabela 5.3 
 
5.3.3. Rede coletora 
 
 A rede coletora é dimensionada de acordo com a tabela 5.4 a qual leva em consideração 
a área de contribuição e a declividade do terreno (ou rede coletora), supondo uma precipitação de 150 
mm/h. 
 
Tabela 5.4 
 
6. EXERCÍCIOS 
 
 
6.1. Qual a capacidade dos reservatórios de um edifício de apartamentos de 12 pavimentos, com 03 
apartamentos por andar, tendo cada apartamento 02 quartos sociais? 
 
6.2. Qual a capacidade dos reservatórios de um edifício de apartamentos de 10 pavimentos, com 04 
apartamentos por andar, tendo cada apartamento 03 quartos sociais e 01 quarto de serviço, mais 
o apartamento do zelador? 
 
6.3. Qual a capacidade do reservatório de uma residência com 02 pavimentos, com 04 quartos sociais 
e 01 quarto de serviço? Qual o diâmetro do alimentador e do extravasor? 
 
6.4. Dimensionar uma tubulação (ramal) que alimentará um banheiro com as seguintes peças: Vaso 
Sanitário, Lavatório, Ducha manual, Banheira e Chuveiro. 
 
6.5. Dimensionar uma tubulação que alimentará as seguintes pecas: 02 vasos sanitários, 02 lavatórios, 
01 ducha manual, 2 chuveiros. 
 
6.6. Dimensionar o ramal que alimenta as peças abaixo, onde o uso é simultâneo: 
Pia de cozinha ½”’ 
Vaso sanitário 1 ¼” 
Lavatório ½” 
Tanque ¾” 
Disciplina: Projetos Hidro sanitários 
Profa. Roseanne S. de Carvalho 
 
 44 
 
6.7. Dimensionar o ramal que alimenta as peças abaixo pelo consumo máximo possível e provável. 
01 Máquina de lavar 3/4 ” 
06 Vasos sanitários 1 ¼” 
01 Tanque ¾” 
02 Pias ½” 
 Qual método resultou uma seção menor? Justifique. 
 
6.8. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disciplina: Projetos Hidro sanitários 
Profa. Roseanne S. de Carvalho 
 
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BIBLIOGRAFIA 
 
 
1. BOTELHO, Manoel Henrique Campos & RIBEIRO JR, Geraldo de Andrade – Instalações 
hidráulicas prediais feitas para durar, 1ª edição. São Paulo. PRO Editores. 1998. 
 
Disciplina: Projetos Hidro sanitários 
Profa. Roseanne S. de Carvalho 
 
 46 
 
2. CREDER, Hélio – Instalações hidráulicas e sanitárias. Rio de Janeiro. Livros técnicos 
científicos. Editora 2003. 
 
3. MELO, Vanderley de Oliveira & NETTO, José M. de Azevedo – Instalações prediais 
hidráulico-sanitárias. São Paulo. Ed. Edgard Blucher Ltda. 2000. 
 
 
4. Normas técnicas da ABNT 
 
NBR 5626/1998 – Instalações Prediais De Água Fria 
 
NBR 8160/1999 – Sistemas Prediais De Esgoto Sanitário – Projeto E Execução 
 
NBR 7229/1993 – Construção E Instalação De Fossa Séptica E Disposição De Efluentes 
Finais 
 
NBR 10844/1989 – Instalações Prediais De Águas Pluviais 
 
NBR 13969/1997 – Tanques Sépticos – Unidades De Tratamento Complementar E 
Disposição Final Dos Efluentes Líquido – Projeto E Execução.

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