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Análise do Comportamento Modelo de aplicação a partir do modelo conceitual e filosófico ac 2º e 3º semestre AEC Análise Experimental do comportamento Introdução ao tema Conceitos básicos Laboratório 3º e 4º semestre Psicologia Comportamental Filosofia Behaviorista Radical Epistemologia Preceitos éticos Práticas gerais Princípios básicos 4º e 5º semestre AFC Análise Funcional do comportamento Uma das aplicações da Análise do Comportamento – no contexto clínico Direcionamento de práticas clínicas Conceitos um pouco mais avançados sobre o comportamento humano Eixo temático de Análise do Comportamento na UNIP BIBLIOGRAFIA BÁSICA Objeto de estudo do analista do comportamento: comportamento = interação entre o sujeito e o ambiente Comportamento Descreve uma relação entre Atividades dos organismos (respostas) + Eventos ambientais (estímulos) 4 Modelo de causalidade O objeto de estudo da análise do comportamento - o comportamento - é sempre uma relação ou interação entre eventos ambientais (estímulos) e atividades de um organismo respostas. O que denominamos comportamento evoluiu como um conjunto de funções aprofundando o intercâmbio entre organismo e ambiente. Modelo de causalidade São suposições de como o comportamento é constituído, suas causas e as relações entre os eventos. Identificação de variáveis externas das quais o comportamento é função; Identificação das variáveis do ambiente passado ou presente causadoras do comportamento; Modelo de seleção por consequências A proposição de Skinner de que o comportamento seria descrito pelo modelo de seleção por consequências fundamentou se nas proposições de Charles R. Darwin (1809- 1882) sobre a evolução das espécies. Modelo de causalidade indica ‘onde’ procurar as respostas para a pergunta ‘por que?’, fornecendo, assim, as bases para explicar o comportamento. Modelo de causalidade Chamada também por Skinner de análise causal (Ciência e comportamento humano, 1974); Serve para prever e controlar o comportamento de um organismo; Tratam como as causas e os efeitos se inter-relacionam; Modelo de causalidade O modelo de causalidade assumido pela Análise do Comportamento é o modelo de seleção por consequências. distingue a AC de outros sistemas explicativos do comportamento sintetiza como AC estabelecem relações entre eventos e onde e como procuram explicações para os problemas. Modelo de seleção por consequências Descrito nas obras de Skinner desde o livro “Ciência e comportamento Humano”, de 1953; mas foi em 1981, no artigo intitulado “Seleção por consequências” que Skinner apresenta o modelo como sendo o modelo de causalidade mais adequado a todo comportamento. Modelo de seleção por consequências Skinner aplica esse mesmo paradigma ao comportamento e, a partir da criação do conceito de comportamento operante ele substitui explicações do comportamento baseadas em (vontade, desejo, força psíquica e/ou mente) Modelo de seleção por consequências Segundo o modelo de seleção por consequências, um comportamento só pode ser explicado considerando que o fenômeno têm múltiplas causas e que são sempre inter-relacionadas. A ênfase em unidades populacionais e históricas Evolução da espécie – entender processo de variação genética e seleção ambiental – seleção natural Comportamento operante – entender como respostas individuais variam e como conjunto de respostas são selecionados através do processo de reforçamento. (seleção e manutenção) A multideterminação do comportamento O comportamento humano é o produto conjunto de aspectos: Filogenéticos: contingências de sobrevivências responsáveis pela seleção natural das espécies Ontogenéticos: contingências de reforçamento responsáveis pelos repertórios adquiridos por seus membros Culturais: contingências especiais mantidas por um ambiente social evoluído. . Só poderemos entender realmente o comportamento humano se considerarmos a ação conjunta de três histórias: a história da espécie, do indivíduo e da cultura. a) filogenético b) ontogenético c) cultural. A multideterminação do comportamento Evolução no nível: Filogenético: características fisiológicas e anatômicas da espécie; relações comportamentais inatas; A multideterminação do comportamento Evolução no nível: Ontogenético: evolução de repertório comportamental específico de cada indivíduo diante de ambientes em constante mudança; seleção de padrões de comportamentos A multideterminação do comportamento Evolução no nível: Cultural:contingências especiais mantidas por um ambiente social (cultural) A multideterminação do comportamento Sendo assim, Skinner propõe que o ser humano só pode ser compreendida e ter uma adequada intervenção se forem consideradas as interações desses três níveis de seleção. A multideterminação do comportamento O ambiente social foi fundamental para o surgimento do comportamento verbal e ambos para o surgimento do terceiro nível de variação e seleção, o cultural. Operantes selecionados por reforçamento passaram a ser propagados entre diferentes indivíduos, gerando práticas culturais. , O comportamento verbal tem papel especial no desenvolvimento do ambiente social e contribui de maneira decisiva para o estabelecimento do terceiro nível de variação e seleção do comportamento: a variação e seleção cultural. O comportamento verbal aumentou enormemente a importância de um terceiro tipo de sele ção por conseqüências: a evolução de ambientes sociais – culturas. , O terceiro nível de determinação (seleção cultural) amplia as possibilidades de adaptação, aprendizagem e transmissão de comportamentos, não apenas por fatores biológicos ou ambientais imediatos, mas também pela influência da cultura, normas sociais e processos de socialização. Ele permite a transmissão de conhecimentos e comportamentos complexos de geração em geração, favorece a inovação social e a adaptação a novos desafios culturais, e proporciona uma maior flexibilidade no comportamento humano, já que as mudanças podem ocorrer rapidamente em resposta às necessidades e contextos sociais, sem depender exclusivamente da evolução biológica. COMPORTAMENTO VERBAL E SELEÇÃO CULTURAL O comportamento verbal está profundamente entrelaçado com a seleção cultural porque é através da comunicação verbal que os indivíduos aprendem, transmitem e reformulam os comportamentos, normas e valores de uma cultura. O comportamento verbal permite a transmissão de conteúdos culturais ao longo das gerações, reforça e mantém normas sociais dentro de uma cultura, e também facilita a inovação e a mudança cultural. Portanto, o comportamento verbal não só é moldado pela cultura, mas também ajuda a moldar a cultura, sendo um dos principais meios pelos quais a seleção cultural opera. , As consequências determinarão, em algum grau, se os comportamentos que as produziram ocorrerão ou não outra vez, ou se ocorrerão com maior ou menor frequência. Se o comportamento é controlado por suas consequências, podemos: 1) Manipular as consequências dos comportamentos para compreendermos melhor como a interação comportamento (R) consequência (C ) se dá; 2) Podemos modificar o comportamento das pessoas baseados em consequências especiais para seus comportamentos. . A psicologia também sofre consequências das ondas culturais, sendo importante a observação destas mudanças para a atuação clínica a fim de considerar sempre as práticas com evidência científica e compreendendo que os humanos tem sua filogenia, ontogenia e cultura em completa interação, sendo assim, faz sentido ao psicólogo o conhecimento da interação destas áreas. . Assim, o clínico analítico comportamental deve analisar, juntamente com cliente, as relações entre o que ele faz, pensa ou sente e as contingências envolvidas nestes comportamentos. Se decidir é comportar ‑ se, porém, o fato de que decidimos também deve ser causalmente explicado. Ninguém nasce sabendo como decidir, e presumivelmente algumas pessoas decidem melhor, ou com mais frequência,do que outras. Isso quer dizer que o comportamento de decidir também deve ser aprendido, no sentido de ser selecionado por suas consequências Ele pode ensinar seus clientes a analisar seu próprio comportamento e as variáveis que o controlam. Ao fazer isso, ele estará gerando em seus clientes o que Skinner chamou de autocontrole – isto é, estará proporcionando a eles a oportunidade de identificar e controlar algumas das variáveis que controlam seu próprio comportamento. , Nosso comportamento é determinado através de uma relação entre atividades do organismo e eventos do ambiente. A famosa frase de Skinner (1957/1958) define bem esta relação: “Os homens agem sobre o mundo e o modificam e, por sua vez, são modificados pelas consequências de sua ação.” (p.15). , Enquanto nos apegarmos à concepção de que uma pessoa é um executor, um agente ou um causador inicial do comportamento, continuaremos provavelmente a negligenciar as condições que devem ser modificadas para que possamos resolver nossos problemas”. (Skinner, 1981/2007, p. 137) , A relação entre o modelo de seleção por consequências e o sistema conceitual da análise do comportamento é fundamental, pois o primeiro serve como a base teórica que explica como os comportamentos são adquiridos, mantidos ou alterados ao longo do tempo, enquanto o segundo aplica esses princípios de forma prática para modificar comportamentos. A análise do comportamento utiliza o modelo de seleção por consequências para estudar e manipular os efeitos do ambiente sobre os comportamentos observáveis, seja em contextos individuais, evolutivos ou culturais. , Para a análise do comportamento, autocontrole nada mais é do que: auto – o próprio indivíduo / controle – manipulando e alterando as variáveis das quais uma resposta é função, aumentando ou diminuindo a sua probabilidade de emissão. Mas então, pode a Análise do Comportamento ajudar a promover autocontrole? Sim! Ao assumirmos que o comportamento é determinado, uma ciência do comportamento possibilita a identificação e manipulação das variáveis das quais o comportamento é função. Diante disso, o comportamento de autocontrole passa a poder ser ensinado . Comportamentos autocontrolados devem ser explicados da mesma forma que explicamos qualquer outro comportamento, ou seja, buscando variáveis que se situam fora do indivíduo. No entanto, nós frequentemente somos capazes de fazer algo em relação às variáveis que nos afetam. Segundo Skinner (1953/2007), podemos controlar nosso próprio comportamento do mesmo modo que controlamos o comportamento dos outros: manipulando as variáveis das quais o comportamento é função. exemplo. Jovem que passa a tarde na biblioteca para estudar, pois sabe que em sua casa comportamentos de assistir TV, tem a sua probabilidade aumentada, demonstra conhecimento das contingências que o controlam. Aquele que, ao se propor a realizar uma dieta, só vai ao supermercado saciado e abastece-se de alimentos saudáveis, diminui a probabilidade de ingerir alimentos altamente calóricos no futuro. exemplo Na prática, isso implica que um clínico analitico‑comportamental precisa conhecer não só Análise do Comportamento, mas também influências biológicas e culturais sobre o comportamento individual. O comportamento “bulímico” de Lígia só seria adequadamente compreendido considerando‑se a interação entre: a) variáveis biológicas relacionadas, por exemplo, ao modo como o corpo (e o comportamento) reage a dietas severas e sucessivamente interrompidas; b) variáveis propriamente comportamentais como, por exemplo, os efeitos das consequências sociais produzidas pelos episódios de “compulsão alimentar” e de indução de vômitos; e c) variáveis culturais como, por exemplo, a “imagem corporal” valorizada pela mídia com a qual Lígia interage. Questões de estudo No caso da ciência do comportamento, o modelo de causalidade dirigirá a busca de res postas para uma determinada pergunta; que pergunta é essa? Para entender o modo causal de seleção por conseqüências é necessário destacar três níveis nos quais estes processos ocorrem. Quais são eles? Qual a relação destacada entre o comportamento verbal e o terceiro nível de variação e seleção – a cultura? QUESTÕES DE ESTUDO Quais as possibilidades trazidas pelo terceiro nível de determinação? Que relação se estabelece entre o modelo de seleção por conseqüências e o sistema conceitual da análise do comportamento? Qual a relação destacada entre o comportamento verbal e o terceiro nível de variação e seleção – a cultura? Referência Bibliográfica SAMPAIO, A. A. S.; ANDERY, M. A. P. A. Seleção por consequências como modelo de causalidade e a clínica analítico-comportamental. Em: BORGES, N. B.; CASSAS, F. A. Clínica analítico-comportamental: aspectos teóricos e práticos. Porto Alegre: ARTMED, 2012 (p. 77 – 86) ANDERY, M. A.; MICHELETTO, N.; SÉRIO, T. M. Modo causal de seleção por consequências e a explicação do comportamento. Comportamento e Causalidade, p. 31-48, 2006. Disponível em: https://www.pucsp.br/sites/default/files/download/posgraduacao/programas/psicologia-experimental/comportamento_causalidade_2009.pdf image1.jpeg image2.jpeg image3.jpeg image4.jpeg image5.jpg image6.jpeg image7.jpeg