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MUDE SUA VIDA! 
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SUMÁRIO 
ESTADO, GOVERNO E ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ............................................................................................. 2 
1. CONCEITO E ELEMENTOS ...................................................................................................................... 2 
1.1 - ESTADO .............................................................................................................................................. 2 
1.2 - GOVERNO .......................................................................................................................................... 2 
1.3 - ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ................................................................................................................ 3 
2. PODERES .................................................................................................................................................... 4 
3. ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA ............................................................................................................. 5 
 
 
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ESTADO, GOVERNO E ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
1. CONCEITO E ELEMENTOS 
1.1 - ESTADO 
É uma instituição dotada de personalidade jurídica própria de Direito Público, com 
organização política, administrativa e social e submetida às normas de uma lei máxima, no 
nosso caso, a Constituição Federal. O conceito de Estado se identifica na devida formação de 
três elementos essenciais, sendo eles povo, território e governo. Povo é o conjunto de 
indivíduos representando o componente humano, Território é o espaço físico ocupado pelo 
Estado e Governo é o elemento diretivo do Estado. Apesar de ostentar a qualificação de Pessoa 
Jurídica de Direito Público, o Estado atua tanto no Direito Público quanto no Direito Privado, 
pelo fato de ser o responsável pela organização e pelo controle social, exercendo assim a sua 
soberania. 
 
 
 
 
1.2 - GOVERNO 
Governo. Elemento formador do Estado, não podendo se confundir com o próprio Estado. 
Governo é a atividade diretiva do Estado, responsável pela condução dos altos interesses 
estatais e pelo poder político, tendo sua composição definida, prioritariamente, através de 
eleições. Por esse conceito, podemos identificar ao longo do tempo a noção de “Governo Lula”, 
“Governo Collor”, “Governo FHC”, “Governo Bolsonaro”. 
 
 
GOVERNO 
POVO 
TERRITÓRI
O 
Não se confunde com população (conceito 
demográfico) nem com nação (pressupõe ligação 
cultural entre os indivíduos). 
Base geográfica do Estado, sendo sua dimensão espacial. 
Organizado sob ordem jurídica, tendo como fundamento 
maior de validade a Constituição. 
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1.3 - ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
Administração Pública. É o conjunto de órgãos e agentes estatais no exercício da função 
administrativa, seja na execução da função típica do Poder Executivo, seja na função atípica do 
Poder Judiciário ou do Poder Legislativo. Por esse fato, não se pode confundir Administração 
Pública com Poder Executivo. 
Não se deve confundir Administração Pública (iniciais maiúsculas) com administração 
pública (iniciais minúsculas), já que administração pública é uma expressão que designa a 
atividade de defesa concreta do interesse público. Sob essa ótica, podemos afirmar que 
Concessionários e Permissionários exercem a administração pública, mas não se confundem 
como integrantes da Administração Pública. 
A expressão “Administração Pública” poderá ser empregadas em diversos sentidos, 
conforme veremos a seguir. 
 
➢ Administração Pública em sentido subjetivo, orgânico ou formal: conjunto de 
agentes, órgãos e entidades públicas que exercem função administrativa, 
independentemente do poder a que pertençam. 
➢ Administração Pública em sentido objetivo, material ou funcional: atividade 
estatal consistente em defender de forma concreta o interesse público. Não se 
confunde com a função política de Estado, pois a administração possui competência 
executiva e poder dentro somente da sua área de atribuições. 
 
A doutrina clássica aponta três tarefas precípuas da Administração Pública. Seguindo uma 
cronologia histórica de atribuição de tarefas ao Poder Público, temos: 
 
➢ Poder de Polícia (Função Ordenadora): missão fundamental atribuída à 
Administração durante o século XIX. Consiste na limitação e no condicionamento, 
pelo Estado, de liberdades e propriedades privadas em favor do atendimento ao 
interesse público, definido atualmente no artigo 78 do Código Tributário Nacional. 
 
Art. 78. Considera-se poder de polícia atividade da administração 
pública que, limitando ou disciplinando direito, interesse ou 
liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão de 
interesse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos 
costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de 
atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do 
Poder Público, à tranquilidade pública ou ao respeito à propriedade 
e aos direitos individuais ou coletivos. 
 
➢ Serviços Públicos (Função Prestacional): na primeira metade do século XX, 
principalmente após a Primeira Guerra (1914-1918), as Constituições Sociais 
passaram a atribuir ao Estado funções positivas de prestação de serviços públicos, 
complementando as funções negativas já exercidas através do Poder de Polícia. 
➢ Atividades de Fomento (Função Regulatória): a partir da metade do século XX, a 
Administração Pública passou também a exercer atividades de incentivo a setores 
sociais específicos, com o fim de estimular a ordem social e econômica e, 
consequentemente, o crescimento do país. 
 
 
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A doutrina moderna tem apontado uma quarta tarefa precípua do Estado, a atividade de 
intervenção (função de controle), espalhada em todas as funções do Estado, sendo dever dos 
Poderes Legislativo e Judiciário a realização do controle das ações interventivas. Tal atividade 
de intervenção é subdividida nas categorias: 
• Intervenção na Propriedade Privada: ações estatais de limitação da 
propriedade privada, visando ao cumprimento do princípio da “função social da 
propriedade”. 
 
Art. 5º XXIII CF/88 - a propriedade atenderá a sua função social; 
 
• Intervenção no Domínio Econômico: atividades de disciplina, normatização e 
fiscalização dos agentes econômicos. 
 
Art. 173. CF/88 - Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a 
exploração direta de atividade econômica pelo Estado só será 
permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional 
ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei. 
• Intervenção no Domínio Social: atividade do Estado voltada ao apoio aos 
economicamente hipossuficientes. 
 
 
2. PODERES 
 
Art. 2º CF/88 - São Poderes da União, independentes e harmônicos 
entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. 
Poderes estruturais e organizacionais do Estado que não se confundem com os Poderes 
Administrativos, tendo cada um desses Poderes do Estado atividade principal (função típica) e 
atividades secundárias (funções atípicas). 
Como função típica, compete ao Poder Judiciário “dizer o direito” ao caso concreto, 
resolvendo conflitos com caráter de definitividade, pacificando a sociedade. Ao Executivo, cabe 
a atividade Administrativa do Estado. E ao Legislativo compete produzir as leis e fiscalizar. 
Atipicamente, em razão da tripartição de poderes adotada no Brasil, a Constituição 
Federal prevê determinadas situações em que o Poder Legislativo será encontrado julgando 
(presidente da República ao cometer crimes de responsabilidade, por exemplo), o Judiciário 
administrando (disposições de organização estrutural e contratação de pessoal, por exemplo) 
e o Executivo legislando (medida provisória com força de lei,por exemplo). Importante 
ressaltar que tais condições excepcionais só podem ser previstas no texto constitucional, não 
cabendo Lei Ordinária ou Complementar que defina novas formas de atuação de cada Poder. 
Além da divisão de funções estatais entre os Poderes do Estado, firma-se o entendimento 
de que cada Poder deve realizar o controle das atividades do outro. Forma-se aí o Sistema de 
Freios e Contrapesos, que garante ao Judiciário a possibilidade de controlar a ação legislativa 
do Poder Legislativo quando, por exemplo, julga uma Ação Direta de Inconstitucionalidade. Tal 
sistema deve ser entendido como um complemento natural e ao mesmo tempo garantidor da 
separação de poderes, possibilitando interferência entre os Poderes sem que disso resulte 
impedimento de funcionamento alheio ou invasão de área de atuação. 
 
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3. ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA 
 
Art. 1º CF/88 - A República Federativa do Brasil, formada pela união 
indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-
se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: 
 
Conforme se depreende do artigo acima apresentado, o Estado brasileiro está organizado 
na forma de uma Federação, que possui como característica a reunião de entidades autônomas 
sob a direção de um ente soberano. É a divisão que se encontra no artigo 18 da Constituição 
Federal. 
Art. 18. A organização político-administrativa da República 
Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito 
Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta 
Constituição. 
 
Dessa forma, todos os entes que compõem a Administração Pública terão autonomia de 
atuação, limitada pela definição estabelecida pelo ente soberano, a República Federativa do 
Brasil. 
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SUMÁRIO 
OBJETO E FONTES DO DIREITO ADMINISTRATIVO ............................................................................................ 2 
OBJETO DO DIREITO ADMINISTRATIVO ..................................................................................................... 2 
FONTES DO DIREITO ADMINISTRATIVO..................................................................................................... 2 
 
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OBJETO E FONTES DO DIREITO ADMINISTRATIVO 
OBJETO DO DIREITO ADMINISTRATIVO 
O conceito de Direito Administrativo normalmente é extraído da análise do seu objeto 
como instrumento do Direito. Por conta disso, ao longo dos anos, foram sendo desenvolvidos 
diversos conceitos baseados no que se considerava como objeto fundamental do Direito 
Administrativo à época. 
Antigamente, era comum se dizer que o objeto do Direito Administrativo era o estudo do 
ato administrativo. Visão limitada, pois era muito fácil identificar que atos do Poder Executivo 
não se restringiam a atos de Direito Administrativo, mas também de diversas outras áreas do 
Direito. Além disso, o Direito Administrativo se encontrava sendo exercido em todos os outros 
Poderes e até mesmo por particulares. 
Por influência do Direito Administrativo Francês (Escola de Bordeaux), passou a se 
observar o objeto de estudo do Direito Administrativo sendo o serviço público. Mais uma vez 
nos deparamos com um conceito limitado, pois não só o exercício do serviço público configura 
a função administrativa. Poder de Polícia, Atividade de Fomento, Intervenção do Estado são 
outras ações naturais da função administrativa. 
Prevalecendo no Brasil atualmente, observamos como objeto do Direito Administrativo a 
Administração Pública, sua estrutura, serviços, agentes de composição. Com isso, podemos 
identificar: 
➢ Objeto Imediato: Princípios e Normas que regulam a função administrativa. 
➢ Objeto Mediato: disciplina das atividades, agentes, pessoas e órgãos da 
Administração Pública. 
 
Fica claro que o objeto de estudo do Direito Administrativo é dinâmico e evolui em 
consonância com a atividade administrativa e o desenvolvimento do Estado. 
 
FONTES DO DIREITO ADMINISTRATIVO 
A princípio, devemos entender que são consideradas fontes do Direito Administrativo 
determinados comportamentos que ensejam a criação de uma norma imperativa. Importante 
esse destaque pois, no Brasil, o Direito Administrativo não se encontra codificado, ou seja, os 
textos administrativos não se encontram reunidos em um só corpo legal, como ocorre com 
outros ramos como o Direito Penal, o Direito Civil... As normas administrativas estão 
espalhadas tanto no texto constitucional quanto em leis ordinárias, complementares, medidas 
provisórias, decretos e outros diplomas normativos. 
No Direito, fontes são fatos jurídicos de onde emanam normas. Tais fontes podem ser: 
➢ Primárias, Maiores ou Diretas: nascedouro principal e imediato das normas. 
➢ Secundárias, Menores ou Indiretas: constituem instrumentos acessórios de 
origem de normas, derivam de fontes primárias. 
 
 
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Como fonte primária do Direito Administrativo, encontramos somente a lei. Doutrina, 
jurisprudência, costumes, princípios gerais e tratados internacionais por se submeterem 
à lei são consideradas fontes secundárias. Vamos realizar uma análise mais aprofundada de 
cada fonte: 
 
➢ Lei: É o único instrumento habilitado a criar diretamente deveres e proibições, 
obrigações de fazer ou de não fazer, inovando no ordenamento jurídico, sob a ótica 
constitucional definida no artigo 5º II. 
 
Art. 5º II CF/88 - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer 
alguma coisa senão em virtude de lei; 
Tal rigidez decorre do Princípio da Legalidade nesse ramo jurídico. O vocábulo lei deve 
ser interpretado da forma mais ampla possível, abrangendo todas as espécies normativas, 
incluindo a Constituição Federal (e suas Emendas Constitucionais) e todas as normas ali 
dispostas que tratem especificamente da matéria de Direito Administrativo, além dos demais 
atos normativos primários (constituições estaduais, leis orgânicas, leis ordinárias, 
complementares, delegadas, decretos-lei, medidas provisórias, decretos legislativos, 
regulamentos e resoluções). 
 
➢ Doutrina: resulta de estudos e análises feitos pelos juristas e estudiosos do Direito 
Administrativo, formando um arcabouço teórico que, apesar de não criar 
diretamente a norma, esclarece o sentido e o alcance das regras jurídicas 
determinando como os operadores do direito devem compreender as 
determinações legais e influencia a elaboração de novas normas. Em momentos de 
identificação de normas com conteúdo complexo e de difícil entendimento, a 
doutrina apresentada pelos renomados estudiosos impactam tanto quanto a própria 
criação de uma norma. 
➢ Jurisprudência: Resultado de decisões reiteradas apresentadas por diversos 
órgãos judiciais sobre a mesma matéria. Ao se identificar essa semelhança de 
interpretação entre distintos órgãos, pode-se depreender uma orientação acerca de 
determinada matéria. Não tem a força de uma norma, mas possui enorme influência 
sobre a maneira que determinadas regras passam a ser entendidas e aplicadas. 
Importante destacar aqui o surgimento das Súmulas Vinculantes, resultado da 
Emenda Constitucional 45/04, expedidas pelo Supremo Tribunal Federal. Tal 
súmula vinculante deriva da jurisprudência, porem é de cumprimento obrigatório 
pela Administração Pública, revestindo-se de força cogente para agentes, órgãos 
e entidades administrativas. 
 
Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por 
provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após 
reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula 
que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito 
vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à 
administração pública direta e indireta, nas esferas federal,estadual 
e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na 
forma estabelecida em lei. 
 
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➢ Costumes: práticas reiteradas da autoridade administrativa capaz de estabelecer 
padrões obrigatórios de comportamento. Considerados como costumes 
administrativos, criam no administrado o hábito de esperar por um determinado 
modo de agir, podendo causar uma insegurança geral em caso de mudança 
repentina de forma de ação. Vale destacar que costumes administrativos não 
possuem força jurídica de lei, portanto, só se deve considerar como uma prática 
vigente e exigível aquela que não contrarie nenhuma regra ou princípio estabelecido 
na legislação. 
Além das fontes tratadas anteriormente, alguns doutrinadores adicionam a esse rol: 
➢ Princípios Gerais do Direito: normas não escritas que não sejam específicas do 
Direito Administrativo, mas que servem como base para ele, configurando-se 
vetores genéricos de ordenamento do Estado. 
➢ Tratados Internacionais: independentemente do rito de tramitação, ao serem 
incorporados ao ordenamento jurídico, passam a ser considerados como fontes do 
Direito Administrativo. 
 
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SUMÁRIO 
PRINCÍPIOS DO DIREITO ADMINISTRATIVO ....................................................................................................... 2 
1. DISPOSIÇÕES GERAIS ............................................................................................................................. 2 
2. SUPRAPRINCÍPIOS DO DIREITO ADMINISTRATIVO .................................................................................... 2 
3. PRINCÍPIOS EXPLÍCITOS E IMPLÍCITOS ....................................................................................................... 3 
3.1 PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS EXPLÍCITOS ........................................................................................ 3 
3.2 – PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS IMPLÍCITOS ..................................................................................... 4 
 
 
 
 
 
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PRINCÍPIOS DO DIREITO ADMINISTRATIVO 
1. DISPOSIÇÕES GERAIS 
Por força de o Direito Administrativo não ser um ramo do Direito codificado, as funções 
sistematizadora e unificadora de leis cabem aos princípios. Em outros ramos, tais funções são 
desempenhadas pelos códigos. Princípios são regras gerais que a doutrina define como 
determinantes dos valores fundamentais de um sistema. São o alicerce do sistema, 
irradiando sobre diferentes normas, servido de critério para a devida compreensão delas. 
Os princípios do Direito Administrativo têm duas principais funções: 
➢ Função Hermenêutica: em situação de dúvida pelo operador do Direito sobre o 
real significado de determinada norma, o princípio deve ser utilizado como 
ferramenta de esclarecimento sobre o conteúdo do dispositivo em análise; 
➢ Função Integrativa: o princípio é capaz de suprir lacunas, funcionando como 
ferramenta de preenchimento das normas vazias em caso de ausência do 
regramento expresso sobre matéria específica. 
 
2. SUPRAPRINCÍPIOS DO DIREITO ADMINISTRATIVO 
São os princípios gerais dos quais se depreendem todos os outros princípios e normas do 
Direito Administrativo. São eles: Supremacia do Interesse Público sobre o Privado e 
Indisponibilidade do Interesse Público. Esses princípios são reflexo da permanente 
dualidade no exercício da função administrativa: oposição entre os poderes da Administração 
Pública e os direitos dos administrados. 
 
2.1 - SUPREMACIA DO INTERESSE PÚBLICO 
Princípio implícito que determina serem mais importantes os interesses da coletividade 
perante os interesses individuais, razão pela qual a Administração Pública recebe da lei 
poderes especiais não extensíveis aos particulares, criando assim uma desigualdade 
jurídica entre a Administração e os administrados. 
Como exemplos a essa condição, podemos destacar: Intervenção do Estado sobre a 
Propriedade Privada, Prazos Processuais em Dobro, Rescisão Unilateral de Contratos 
Administrativos, Imunidade Tributária Recíproca e diversos outros instrumentos que se 
enxergam tanto na matéria de Direito Administrativo quanto em outros ramos do Direito. 
 
2.2 - INDISPONIBILIDADE DO INTERESSE PÚBLICO 
Determina que os agentes públicos não são titulares dos direitos por eles defendidos. 
Sendo assim, os agentes devem atuar exatamente na forma da lei, e não segundo a sua própria 
vontade. Portanto, não se admite renúncia ou transação aos poderes legalmente constituídos 
a eles. 
Como exemplos, encontramos: Licitação, Realização de Concurso Público, Prestação 
de Contas... 
Vale destacar que o princípio da indisponibilidade do interesse público tem sofrido certa 
relativização pelo legislador, como nos casos da possibilidade dos representantes da 
Fazenda Pública de conciliar e transacionar nos ritos dos Juizados Especiais Federais e 
utilização de mecanismos privados de resolução de conflitos, inclusive arbitragem, nos 
contratos de Concessão de Serviços Públicos e Parcerias Público-Privadas. 
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3. PRINCÍPIOS EXPLÍCITOS E IMPLÍCITOS 
3.1 PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS EXPLÍCITOS 
➢ Legalidade Administrativa: O Administrador Público só poderá fazer aquilo que a 
lei MANDA ou AUTORIZA. 
➢ Impessoalidade (Finalidade): Devemos estudar esse Princípio em duas situações: 
• 1ª: Tudo o que o Administrador Público fizer será de acordo com o interesse 
coletivo. 
• 2ª: O Administrador não poderá se utilizar de obras ou serviços para promoção 
pessoal ou para promoção partidária. 
Art. 37 § 1º A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e 
campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, 
informativo ou de orientação social, dela não podendo constar 
nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de 
autoridades ou servidores públicos. 
➢ Moralidade Administrativa: o ato do Administrador Público deve ser, além de 
LEGAL, MORAL. 
➢ Publicidade: também se divide em duas situações: 
• 1ª: O ato deve ser publicado em Diário Oficial para terem seus efeitos. 
• 2ª: O ato publicado deve se tornar público. 
Lei 12.527/2011 - Art. 23. São consideradas imprescindíveis à 
segurança da sociedade ou do Estado e, portanto, passíveis de 
classificação as informações cuja divulgação ou acesso irrestrito 
possam: 
I - pôr em risco a defesa e a soberania nacionais ou a integridade do 
território nacional; 
II - prejudicar ou pôr em risco a condução de negociações ou as 
relações internacionais do País, ou as que tenham sido fornecidas em 
caráter sigiloso por outros Estados e organismos internacionais; 
III - pôr em risco a vida, a segurança ou a saúde da população; 
IV - oferecer elevado risco à estabilidade financeira, econômica ou 
monetária do País; 
V - prejudicar ou causar risco a planos ou operações estratégicos das 
Forças Armadas; 
VI - prejudicar ou causar risco a projetos de pesquisa e 
desenvolvimento científico ou tecnológico, assim como a sistemas, 
bens, instalações ou áreas de interesse estratégico nacional; 
VII - pôr em risco a segurança de instituições ou de altas autoridades 
nacionais ou estrangeiras e seus familiares; ou 
VIII - comprometer atividades de inteligência, bem como de 
investigação ou fiscalização em andamento, relacionadas com a 
prevenção ou repressão de infrações. 
➢ Eficiência: inserido em nossa CF pela Emenda nº 19/98, determina que a 
Administração Pública deve agir de forma eficiente para atingir o seu objetivo. O 
Servidor deve ter seu desempenho avaliado constantemente, podendo ser 
exonerado no caso de identificação de falta de desempenho. 
 
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3.2 – PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAISIMPLÍCITOS 
➢ Razoabilidade: a atuação do Administrador deve ser razoável em decorrência da 
situação de fato. 
➢ Proporcionalidade: a resposta do Administrador deve ser proporcional ao 
ocorrido. Subdivide-se em Adequação e Necessidade. 
➢ Segurança Jurídica: impede que nova norma legal ou administrativa ou novo 
entendimento prejudique um direito adquirido. 
➢ Contraditório e Ampla Defesa: garante ao ofendido o direito de utilizar-se de todas 
as formas para atingir a sua defesa técnica. 
➢ Autotutela: Súmula 473 do STF 
“a Administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de 
vícios que os tornem ilegais, porque deles não se originam direitos; 
ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, 
respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a 
apreciação judicial”. 
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SUMÁRIO 
ORGANIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ................................................................................................. 2 
1. DISPOSIÇÕES GERAIS ............................................................................................................................. 2 
TÉCNICAS ADMINISTRATIVAS ............................................................................................................................ 3 
1. DESCENTRALIZAÇÃO E DESCONCENTRAÇÃO ........................................................................................ 3 
 
 
 
 
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ORGANIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
1. DISPOSIÇÕES GERAIS 
Estudar organização da administração pública significa estudar a estrutura interna da 
Administração Pública, os órgãos e pessoas jurídicas que a compõem. No âmbito federal, o 
assunto está regulado no Decreto-Lei 200/67. 
Art. 4° A Administração Federal compreende: 
I - A Administração Direta, que se constitui dos serviços integrados 
na estrutura administrativa da Presidência da República e dos 
Ministérios. 
II - A Administração Indireta, que compreende as seguintes 
categorias de entidades, dotadas de personalidade jurídica própria: 
a) Autarquias; 
b) Empresas Públicas; 
c) Sociedades de Economia Mista; 
d) fundações públicas. 
Parágrafo único. As entidades compreendidas na Administração 
Indireta vinculam-se ao Ministério em cuja área de competência 
estiver enquadrada sua principal atividade. 
 
Observamos também existir na Constituição Federal previsão das entidades que 
compõem a organização administrativa em dois dispositivos distintos: 
Art. 18. A organização político-administrativa da República 
Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito 
Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta 
Constituição. 
 
Art. 37. XIX – somente por lei específica poderá ser criada autarquia 
e autorizada a instituição de empresa pública, de sociedade de 
economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste 
último caso, definir as áreas de sua atuação; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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TÉCNICAS ADMINISTRATIVAS 
1. DESCENTRALIZAÇÃO E DESCONCENTRAÇÃO 
São técnicas administrativas utilizadas pela Administração Pública, seja ela Direta ou 
indireta. Vamos a elas: 
➢ Descentralização: consiste na transferência da prestação de serviço para a 
Administração Indireta ou para particular. Pode ocorrer por Outorga Legal 
(Descentralização por Serviço), quando se transfere também a Titularidade e a 
Execução do serviço, ou por Delegação por Colaboração (Descentralização por 
Delegação) - Permissionários, Autorizatários ou Concessionários - através de 
LICITAÇÃO, quando se transfere apenas a Execução do serviço. 
➢ Desconcentração: técnicas administrativa de divisão de órgãos, é a distribuição do 
serviço dentro da mesma Pessoa Jurídica. 
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