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Sistema Nervoso Central O papel do SNC vai muito além de simplesmente ‘pensar’. Ele funciona como o centro integrador do corpo, processando todos os estímulos que recebemos. Estímulo (calor) é detectado pelos receptores sensoriais. 2. O impulso nervoso é enviado pela via sensorial até o SNC (cérebro ou medula espinhal). 3. O SNC processa a informação e decide que a reação necessária é retirar a mão. 4. Um comando motor é enviado aos músculos. 5. Ação (retirada da mão) acontece rapidamente. Por exemplo,imagina que você toca em algo quente, como uma panela no fogão. O que acontece? Primeiro, o calor é detectado por receptores especiais na sua pele, chamados de termorreceptores. Esses receptores percebem a mudança de temperatura e transformam essa informação em impulsos elétricos. Esses impulsos viajam rapidamente pelos nervos sensoriais até chegarem à medula espinhal e ao cérebro, onde a informação é processada. O cérebro, então, avalia o que está acontecendo e percebe que o calor é perigoso, podendo causar uma queimadura. E aqui, algo interessante acontece: muitas vezes, o cérebro já toma uma decisão antes mesmo de você pensar conscientemente sobre o que está acontecendo. É aí que entra o reflexo, uma resposta automática do corpo. Ao invés de esperar você pensar, a medula espinhal, que também faz parte do Sistema Nervoso Central, já envia um comando para os músculos para retirar sua mão do objeto quente rapidamente. Essa ação ocorre de forma tão rápida que você nem tem tempo de pensar sobre o que fazer. Os nervos motores transmitem o comando do SNC para os músculos da sua mão e braço, fazendo com que você retire a mão imediatamente. Tudo isso acontece muito rápido, sem você precisar pensar muito. É o Sistema Nervoso Central agindo como um grande computador, recebendo informações do corpo, processando tudo e enviando respostas para que você possa se proteger e agir rapidamente. Ou seja, o SNC não apenas processa as informações, mas também toma decisões rápidas para manter o corpo seguro e funcionando bem. E isso tudo acontece em um piscar de olhos!” Componentes do Sistema Nervoso Central O SNC tem dois componentes principais: o encéfalo e a medula espinhal. 1. Encéfalo: • Localização e Proteção: O encéfalo está dentro do crânio. Apesar de muitos acharem que é apenas o cérebro, ele também inclui o cerebelo e o tronco encefálico. • Partes do Encéfalo: • Telencéfalo: É formado pelos dois hemisférios cerebrais, responsáveis por funções como pensamento, memória, emoções, sentidos e fala. • Diencéfalo: Contém o tálamo, hipotálamo e epitálamo, que regulam hormônios, sono e várias funções do corpo. • Cerebelo: Está na parte de trás do encéfalo e é responsável pelo equilíbrio, coordenação motora e postura. • Tronco Encefálico: É dividido em mesencéfalo, ponte e bulbo. Ele controla funções vitais como respiração, batimentos cardíacos e reflexos como tossir ou engolir. 2. Medula Espinhal: • Localização e Forma: Fica dentro da coluna vertebral e é uma estrutura cilíndrica com cerca de 45 cm em adultos. • Funções: A medula é como uma “estrada de comunicação” que transmite sinais entre o cérebro e o resto do corpo. Além disso, ela controla reflexos, como o movimento rápido de tirar a mão de algo quente. 3. Substâncias Branca e Cinzenta: No cérebro, é possível observar que a substância cinzenta está na região mais externa do órgão e em locais mais centralizados chamados de núcleos. A substância branca é encontrada no interior do órgão. Na medula, a substância cinzenta apresenta-se na forma da H Na medula espinal, a disposição dessas substâncias é diferente. A substância cinzenta fica disposta na forma de H na parte interna da medula. Já a substância branca apresenta-se mais externamente • A substância branca é formada por axônios com mielina, que aceleram os impulsos nervosos. • A substância cinzenta é composta por corpos celulares de neurônios e está organizada de forma diferente no encéfalo e na medula. Proteção do Sistema Nervoso Central O SNC é extremamente protegido. Além do crânio e da coluna vertebral, temos as meninges e o líquido cefalorraquidiano: 1. Meninges: São três camadas que revestem o SNC: • Dura-máter: É a camada mais externa e resistente. • Aracnoide: A camada intermediária. • Pia-máter: A camada mais interna e delicada, rica em vasos sanguíneos. 2. Líquido Cefalorraquidiano: • Fica entre as meninges aracnoide e pia-máter. Sua função principal é amortecer impactos e proteger o SNC de lesões. Meningite é uma inflamação das meninges, as membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. É uma doença grave que pode ser causada por vírus, bactérias, fungos e parasitas meningite afeta o sistema nervoso central: · A meningite é uma inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, que são conhecidas como meninges. · A meningite pode ser causada por vírus, bactérias, fungos ou parasitas. · A meningite pode causar danos graves ao sistema nervoso central. · Os sintomas incluem dor de cabeça, náuseas, vômito, febre, rigidez do pescoço, dificuldade em movimentar o pescoço, irritabilidade, recusa de comer e, às vezes, convulsões. · A meningite é uma doença grave e pode se desenvolver rapidamente, causando sérias complicações se não for tratada a tempo. · A meningite bacteriana pode trazer sérias consequências para o paciente, como perda auditiva, dificuldade de aprendizagem, deficiência intelectual, distúrbios visuais e distúrbios de linguagem. · A meningite viral apresenta gravidade menor e não costuma gerar sequelas no organismo. · As vacinas são fundamentais para a prevenção da meningite Entenda o caso (CRO-TO) Segundo o cirurgião-dentista, Geraldo Francisco Alves Pimenta, funcionário do Hospital de Referência de Araguaína, ao sair do Hospital, encontrou com um casal de amigos que estava com seu filho, dando entrada no acolhimento do Hospital Regional de Araguaína. Os pais relataram que o filho estava com sintomas de gripe a cerca de 7 (sete) dias, apresentando febre e fortes dores de cabeça. Na sexta-feira (30/05), ficaram o dia todo com ele na UPA , tomando soro e foi diagnosticado como virose e recebeu alta. Porém, os sintomas não passaram e foi quando retornaram na segunda-feira (02/06) na UPA, onde fizeram exames de sangue e encaminharam para o Hospital de Araguaína, pois, disseram que provavelmente fosse apendicite e precisaria operar. "Sendo assim, tomei a iniciativa de olhar os exames que ele tinha e fiz uma avaliação física do adolescente (13 anos). Nos resultados dos exames percebi que havia alterações e na avaliação clínica o adolescente apresentava palidez, limitação de movimentaos do membro inferior direito e rigidez da região cervical. Então, fui até o colega médico de plantão, apresentei o histórico do paciente e logo ele avaliou o mesmo. Discutimos o caso e apresentei a possibilidade de ser meningite, devido os sintomas do paciente. Após uma avaliação do neurologista e a realização dos exames foi confirmado o diagnóstico de Meningite Bacteriana", esclarece o cirurgião-dentista. O paciente foi encaminhado para o HDT para realizar o tratamento da doença, porém desde a última quinta-feira (05/06) o paciente se encontra na UTI do HRA, em coma e corre risco de morte, sendo que ficou 2 (dois) dias a espera de uma vaga na UTI, em qualquer hospital. A importância da Odontologia Hospitalar A Odontologia Hospitalar é uma área de atuação que contempla todas as especialidades odontológicas e está inserida dentro de um contexto multi, inter e transdisciplinar, de forma que o paciente receba o cuidado de forma plena. Para que isto ocorra, é de suma importância que os médicos, enfermeiros, fonoaudiólogos, fisioterapeutas e todos os outros integrantes da equipe médica entendam a importância da Odontologia neste contexto e indiquem a avaliação odontológica, solicitem laudos ou discutam sobre a necessidade de intervenções. "Nessas horas vejo a importância do Cirurgião Dentista, pois podemos ajudar o paciente etambém os outros profissionais de saúde auxiliando no diagnóstico, compartilhando experiências e dessa forma contribuindo com a melhoria da saúde. Me sinto feliz e honrado por ser cirurgião-dentista, pois não tratamos somente da "boca" mas do ser humano num todo, portanto creio ser de suma importância o cirurgião-dentista dentro do hospital, na odontologia hospitalar, pois podemos ser instrumentos de auxílio para uma saúde melhor, ajudando a salvar vidas e diminuindo custos ao governo”, esclarece o cirurgião-dentista, Geraldo Francisco Alves Pimenta. Estruturas Específicas do Sistema Nervoso Central 1. Cérebro: • Funções: Controle do pensamento, memória, fala, emoções e movimentos. • Divisão: É dividido em dois hemisférios (direito e esquerdo), cada um controlando diferentes partes do corpo e funções. 2. Cerebelo: • Funções: Coordenação motora, equilíbrio e postura. 3. Tronco Encefálico: • Divisão: Inclui o mesencéfalo, ponte e bulbo. • Funções: Controle de funções vitais como respiração, circulação sanguínea e reflexos básicos. 4. Medula Espinhal: • Funções: Transmissão de sinais e reflexos simples, como o movimento involuntário em resposta a estímulos. * Células do Sistema Nervoso Central O SNC é formado por diferentes tipos de células: 1. Neurônios: • São responsáveis por receber e transmitir sinais. Eles são essenciais para o pensamento, memória e controle muscular. 2. Células Gliais: • Existem vários tipos de células gliais, como: • Astrócitos: Dão suporte aos neurônios e ajudam a reparar lesões. • Oligodendrócitos: Produzem mielina, que acelera os impulsos nervosos. • Micróglia: Atuam no sistema imunológico, combatendo infecções no SNC. • Células Ependimárias: Revestem os ventrículos do cérebro e ajudam a movimentar o líquido cefalorraquidiano. * Outras Estruturas Importantes 1. Glândula Pineal: • Produz a melatonina, que regula o ciclo de sono e vigília. 2. Barreira Hematoencefálica: • Protege o cérebro de substâncias nocivas no sangue, mas também dificulta a entrada de medicamentos. 3. Plexo Coroide: • Produz o líquido cefalorraquidiano, que nutre e protege o cérebro. A relação entre o sistema nervoso central (SNC) e o bruxismo: 1. Sistema Dopaminérgico: • O SNC, especialmente o sistema dopaminérgico, desempenha um papel central na gênese do bruxismo. Alterações nos níveis de dopamina, um neurotransmissor chave no SNC, estão associadas ao aumento da atividade muscular rítmica durante o sono, o que é característico do bruxismo. • Estudos indicam que tanto estados de excesso (hiperdopaminérgicos) quanto de deficiência (hipodopaminérgicos) de dopamina podem desencadear o ranger de dentes. Isso é observado em condições como o uso de L-Dopa em pacientes com Parkinson e em distúrbios relacionados ao uso de substâncias como anfetaminas e ecstasy. 2. Microdespertares e Atividade Autonômica: • Durante o sono, especialmente em estágios leves (N1 e N2), ocorrem microdespertares associados a uma ativação do sistema nervoso autônomo (parte do SNC). Essa ativação provoca aumento da frequência cardíaca e estímulo dos músculos mastigatórios, o que pode levar ao bruxismo. • Esses eventos sugerem que o bruxismo está relacionado à regulação central do sono, reforçando o envolvimento do SNC. 3. Estresse e Emoções: • O estresse emocional, mediado pelo SNC, também é um fator relevante. Ele aumenta os níveis de catecolaminas (como adrenalina e noradrenalina), que estão relacionados à hiperatividade muscular e ao desenvolvimento do bruxismo. 4. Interdependência SNC e Função Motora: • O SNC controla funções motoras voluntárias e involuntárias. No bruxismo, há uma hiperatividade muscular que pode ser desencadeada ou amplificada por disfunções na neurotransmissão central, indicando que ele é mediado diretamente pelo SNC. Conclusão final: O bruxismo tem uma relação direta com o sistema nervoso central, envolvendo fatores neuroquímicos, alterações no controle motor e no ciclo do sono, e respostas ao estresse emocional. Esses fatores reforçam que o bruxismo é uma condição mediada centralmente, exigindo abordagens terapêuticas que considerem tanto o SNC quanto os fatores periféricos. Como Sistema Nervoso Central (SNC) funciona a nível bioquímico, ou seja, como as reações químicas no cérebro e na medula espinhal permitem que nosso corpo realize diversas funções, como pensar, mover-se, sentir e responder ao ambiente. 1. Neurotransmissão: A Comunicação entre os Neurônios O que é? A neurotransmissão é o processo pelo qual os neurônios (células nervosas) se comunicam entre si. Quando um neurônio é estimulado, ele libera neurotransmissores na fenda sináptica (espaço entre os neurônios), que transmitem sinais para o próximo neurônio. Exemplos de neurotransmissores importantes: • Dopamina: Controla funções motoras, a sensação de prazer e emoções. Está associada a doenças como Parkinson e esquizofrenia. • Serotonina: Regula o humor, o sono, o apetite e os sentimentos de bem-estar. • Glutamato: O principal neurotransmissor excitante, essencial para processos de aprendizagem e memória. • GABA (Ácido Gama-Aminobutírico): O neurotransmissor inibitório que ajuda a reduzir a atividade neuronal excessiva, promovendo relaxamento. Como funciona? • Quando o neurotransmissor se liga ao receptor da célula seguinte, ele provoca mudanças que geram um impulso elétrico, que se propaga ao longo do neurônio. • Isso permite a transmissão de sinais elétricos e químicos pelo SNC. 2. Receptores e Canais Iônicos: Porta de Entrada para os Sinais O que são? • Receptores são proteínas localizadas na membrana do neurônio que recebem os sinais dos neurotransmissores. • Canais iônicos são proteínas que controlam a entrada e saída de íons (como sódio, potássio, cálcio) através da membrana neuronal, essencial para gerar e conduzir o impulso nervoso. Como funciona? • A entrada de íons através dos canais altera o potencial elétrico da célula, e quando o sinal atinge um certo nível, um potencial de ação é gerado. Esse impulso viaja rapidamente ao longo do axônio até o próximo neurônio, transmitindo a informação. 3. Potencial de Ação: O Impulso Nervoso O que é? O potencial de ação é um impulso elétrico rápido que percorre o axônio do neurônio. Ele é responsável por transmitir sinais do cérebro para os músculos, órgãos e outros sistemas do corpo. Como funciona? • Quando os canais iônicos se abrem, sódio entra rapidamente na célula, tornando seu interior mais positivo. Isso gera uma despolarização. • Logo depois, o potássio sai da célula, retornando ao estado de repouso. Este processo de “despolarização” e “repolarização” é o que cria o impulso elétrico. 4. Metabolismo Energético: A Alimentação do Cérebro O que é? O cérebro consome uma quantidade significativa de energia para suas atividades. Ele usa principalmente glicose (um tipo de açúcar) para gerar ATP (adenosina trifosfato), a principal fonte de energia das células. Como funciona? • A glicose é metabolizada para produzir ATP, que alimenta os neurônios e as células da glia, essenciais para a comunicação e o funcionamento do SNC. • Quando o cérebro está sob alta demanda, ele pode também utilizar ácidos graxos (gorduras) para gerar mais energia. 5. Plasticidade Neural: O SNC em Constante Mudança O que é? A plasticidade neural é a capacidade do cérebro de se adaptar e se reorganizar. Isso é crucial para o aprendizado, a memória e a recuperação de funções após lesões cerebrais. Como funciona? • Quando aprendemos algo novo, novas conexões entre os neurônios são formadas. Essas conexões podem ser fortalecidas com a repetição ou enfraquecidas quando não são mais necessárias. 6. Regulação de Reações Químicas: O Equilíbrio Bioquímico do SNC O que é? O SNC é regulado por enzimas e moléculas sinalizadoras que controlam a produção e degradação de neurotransmissores. Isso é essencial para o equilíbrio das funções cerebrais. Como funciona? • O sistema nervoso utiliza feedback negativo para regular a quantidade de neurotransmissores no cérebro. Se um neurotransmissorestiver em excesso, a produção ou liberação dele é reduzida. Isso mantém o equilíbrio e evita distúrbios como a ansiedade, depressão ou a paralisia. Conclusão: Como Tudo Se Conecta O SNC é um sistema incrivelmente complexo que depende de uma série de processos bioquímicos para realizar suas funções. A neurotransmissão, a atividade elétrica dos neurônios, o metabolismo energético e a plasticidade neural trabalham juntos para nos permitir pensar, aprender, mover e responder ao mundo ao nosso redor. A compreensão desses processos ajuda não só a tratar distúrbios neurológicos, mas também a explorar como o cérebro aprende e se adapta. REFERÊNCIAS 1. Guyton, A. C., & Hall, J. E. (1998).Fisiologia Humana e Mecanismos das Doenças (6ª ed.). Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 2. Lavigne, G. J., Rompré, P. H., & Montplaisir, J. Y. (1996).Sleep bruxism: Validity of clinical research diagnostic criteria in a controlled polysomnographic study. Journal of Dental Research, 75(1), 546-552. 3. Stryer, L. (1998).Bioquímica (3ª ed.). Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 4. MORAIS, Dayana Campanelli et al. Bruxismo e sua relação com o Sistema Nervoso Central,/b>: Revisão de Literatura. Revista Brasileira de Odontologia, v. 72, n. 1/2, p. 62, 2016. image2.jpg image1.jpg