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PATOLOGIA DAS 
ESTRUTURAS
Maurício Thomas
 
Patologias de pisos e 
revestimentos de piscinas
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 Expressar os principais problemas de pisos industriais: fissuras, des-
gaste e esborcinamento de juntas.
 Identificar as causas e patologias dos pisos e seus revestimentos
em geral.
 Diferenciar as patologias de piscinas enterradas das apoiadas sobre
o solo.
Introdução
A utilização de pisos de concreto no meio industrial está diretamente 
relacionada com a sua capacidade de resistir às mais variadas so-
licitações de áreas produtivas e de estocagem. Porém, para o seu 
emprego, faz-se necessário especificar, projetar e executar um piso 
de maneira que ele seja resistente às cargas atuantes, a impactos e 
à abrasão, e que se comporte de forma a não comprometer o seu 
sistema estrutural e funcional. Evitam-se assim os mais diversos tipos 
de patologias, que muitas vezes acarretam perda de funcionalidade e 
comprometem operações de cargas, estética e resistência estrutural do 
elemento. Para o projeto e a execução de piscinas dos mais variados 
revestimentos, acontece o mesmo processo: deve haver um cuidado 
na escolha do revestimento, assim como em tudo o que será aplicado 
em seu entorno. Logo, faz-se necessária a interação completa de 
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todos os elementos que compreendem a concepção de qualquer 
tipo de piscina. 
Neste capítulo, você vai compreender como fissuras, desgaste e 
esborcinamento de bordas podem prejudicar a estrutura de um piso 
de concreto, bem como aprender a identificar as mais diversas causas 
e patologias que ocorrem em pisos e revestimentos em geral. Além 
disso, você também vai analisar as diferenças entre as patologias que 
ocorrem em piscinas enterradas e em piscinas apoiadas sobre o solo.
Problemas em pisos industriais: 
fissuras, desgaste e esborcinamento de juntas
De acordo com a defi nição de Hovaghimian e Rodrigues (2008) piso industrial 
é o elemento estrutural que tem a fi nalidade de resistir aos esforços verticais 
que provêm dos carregamentos e distribuí-los ao subleito. Ele tem uma grande 
importância para a logística de operação das empresas, proporcionando mo-
vimentações de cargas e equipamentos sobre ele e resistindo aos esforços 
mecânicos, químicos e biológicos.
A Associação Nacional de Pisos e Revestimentos de Alto Desempenho divide o mer-
cado de piso industrial de concreto em informal e formal. Constituído por pequenos 
construtores que executam o produto sem projeto técnico, o segmento informal é 
bastante representativo e atende áreas nas quais se desenvolvem atividades com 
menores exigências sobre o item. Já o formal responde pela fatia de mercado em 
que o piso é essencial para a operação, inclusive com participação importante no 
custo total da obra.
De acordo com a NBR 12260 (Execução de piso com argamassa de alta 
resistência mecânica), os pisos industriais geralmente são compostos por 
cinco camadas principais superpostas, como mostra a Figura 1 — cada uma 
com sua função específica dentro do sistema construtivo (ASSOCIAÇÃO 
BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1996a). Para uma total eficiência 
e qualidade dos pisos industriais, os cuidados de projeto e execução são de 
fundamental importância.
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Figura 1. Principais camadas do sistema construtivos dos pisos industriais.
Fonte: Clube do Concreto (2017).
As juntas são mecanismos de descontinuidade estrutural, que têm a função 
básica de permitir a movimentação de todos os segmentos da estrutura de forma 
independente. Também controlam as variações higrotérmicas do concreto, 
permitindo movimentações de retração e dilatação das placas.
De acordo com a NBR 12260, as juntas ainda apresentam elementos capazes 
de redistribuir os esforços entre as placas, quando da aplicação do carregamento 
na área das bordas da placa (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS 
TÉCNICAS, 1996a). Esse mecanismo de transferência de carga entre as placas 
adjacentes garante a manutenção da planicidade e assegura a qualidade do 
piso e o conforto de rolamento.
Porém, sabe-se que nem sempre é possível atingir o que é proposto nos 
projetos iniciais de uma obra. Ao encontro disso, surgem as patologias, que 
muitas vezes ocorrem por falhas nesses mesmos projetos ou pela má execução 
do que foi proposto inicialmente. Nesse sentido, quando falamos em pisos 
industriais, os processos de recuperação podem se tornar bastante onerosos, 
podendo, em alguns casos, ser enquadrados em patamares de custo equivalentes 
ao da produção de um novo pavimento.
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Entre os principais agentes de aceleração de deterioração, estão a atuação 
de sobrecargas, os impactos mecânicos, o uso de equipamentos de transporte 
com rodas de aço, a operação imprópria de empilhadeiras e a falta de ma-
nutenção das juntas, possibilitando infiltrações de agentes contaminantes 
e detritos.
No que se refere a pisos de concreto, as principais patologias encontradas 
nesse tipo de pavimento durante os últimos anos fazem referência à fissuração, 
ao desgaste superficial e ao esborcinamento de juntas.
Fissuração
Situação corriqueira nas estruturas de concreto, as fi ssuras às vezes apresentam 
uma propagação exagerada, podendo evoluir para trincas ou fendas e com-
prometer estruturalmente o sistema. De acordo com Soares (2017), esse alto 
índice de propagação pode ter como ponto de partida falhas de projeto, erros 
na etapa de execução, má qualidade dos materiais empregados ou utilização 
inadequada do piso, em relação àquela a que ele estaria destinado inicialmente. 
Identifi car as causas e as consequências do sistema de fi ssuras é essencial para 
garantir um piso que tenha qualidade e seja duradouro.
De maneira geral, Soares (2017) explica que existem fissuras transversais, 
longitudinais, de canto, microfissuras e fissuras por retração hidráulica, plástica 
e térmica. As fissuras transversais são caracterizadas por se manifestarem 
de modo paralelo às juntas transversais da placa de concreto, como vemos na 
Figura 2a. Elas podem ocorrer, por exemplo, devido às tensões internas ou 
por retração por secagem.
Já as fissuras longitudinais, observadas Figura 2b, ocorrem linearmente, de 
forma perpendicular às juntas transversais das placas. As causas desse tipo de 
fissura podem ser o mau posicionamento da placa de concreto com a sub-base, 
o traço inadequado do concreto, a ausência de barras de transferência ou o tipo
de agregado.
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Figura 2. Exemplo de fissura longitudinal (2a) e fissura transversal (2b).
Fonte: Soares (2017, p. 52).
Já as fissuras de canto costumam aparecer nas extremidades das placas, 
com um ângulo aproximado de 45°, como vemos na Figura 3, podendo levar ao 
rompimento total da placa de concreto. As causas para esse tipo de fissura podem 
ser o empenamento da placa e o carregamento cíclico e excessivo, por exemplo.
Figura 3. Exemplo de fissura de canto.
Fonte: Soares (2017, p. 53)
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Soares (2017) também ressalta que a microfissuração é um problema 
patológico oriundo de uma malha formada por fissuras interligadas e que, 
estruturalmente, não prejudica o sistema do piso de concreto. Sua ocorrência 
em geral se dá devido a problemas de execução na fase de acabamento, teores 
elevados de finos dos agregados ou ainda por retrações plástica ou hidráulica.
A fissuração por retração hidráulica pode se manifestar já nos primeiros 
momentos após a concretagem, no período em que há o enrijecimento do con-
creto. Chodounskye Viecili (2007) afirma que essas fissuras podem ter como 
causas a cura insuficiente e/ou o corte fora do prazo das juntas serradas. Outros 
fatores relacionados a esse tipo de patologia podem ser a taxa insuficiente 
de armadura de retração, a relação água/cimento inadequada, propriedades 
elásticas dos agregados e o aumento do atrito da placa de concreto com a 
sub-base, em função da variação de espessura da placa.
Outro fator que pode colaborar para o surgimento de fissuras, de acordo 
com Suh e Cullough (1994), são os agentes externos, como o clima na época 
da construção, os tipos de agregados utilizados na matriz do concreto, a taxa 
de armadura, o vento, a temperatura e até mesmo a umidade relativa do ar.
Outros exemplos de ocorrência de fissuras podem ser observados na 
Figura 4.
Figura 4. Exemplos de fissuras em pisos de concreto.
Fonte: Soares (2017, p. 54).
Nas Figuras 4a e 4b, percebemos que um carregamento cíclico colabora com o 
surgimento das fissuras. O que acontece é que o efeito do carregamento de veículos 
causa um incremento de deformações, e as fissuras tendem a acompanhar as marcas 
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de pneus deixadas por esses veículos. Na Figura 4c, há uma descontinuidade em 
direção à tubulação sanitária. Nesse caso, a água iria escorrer pelo ralo, percolar 
pelas trincas adjacentes — atingindo a sub-base — e provavelmente daria início a 
outras manifestações patológicas, levando todo o sistema ao colapso progressivo.
Desgaste superficial
Esse fenômeno consiste em um processo de deterioração dos materiais com o 
passar do tempo. Essa deterioração está relacionada com a vida útil dos materiais 
empregados: o início do processo ou um nível mais avançado de desgaste denota 
o término dessa vida útil. Dessa maneira, o desgaste superfi cial se constitui em
um dos aspectos da durabilidade dos materiais (ABITANTE, 2004).
O desgaste consiste basicamente em uma lenta remoção de material da 
superfície de um corpo sólido (no caso, a placa de concreto), devido a uma 
ação mecânica que provém do contato e do movimento contra um agente 
sólido, líquido ou gasoso. 
Várias literaturas classificam as causas físicas da deterioração do concreto 
em duas categorias. A primeira fala do desgaste superficial ou da perda de 
massa devido à abrasão, erosão e cavitação. Já a segunda trata da fissuração 
relativa a causas internas da massa do concreto, como pressões de cristalização 
de sais nos poros e pressões externas, como gradientes normais de temperatura 
e umidade, carregamentos estruturais e exposição ao congelamento ou ao 
fogo, como explica o esquema da Figura 5.
Figura 5. Causas físicas da deterioração do concreto.
Fonte: Vitorino (2011, p. 41).
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Também há um consenso na bibliografia de que a principal deterioração é a 
abrasão, e de que ela causa uma maior quantidade de perda de material ou de massa 
em concretos, sendo uma manifestação patológica muito constatada em pisos de 
concreto. O desgaste à abrasão é causado pelo tráfego de pessoas e veículos, bem 
como por impacto ou atrito causado pelo arraste de partículas ou objetos soltos. 
No desgaste à abrasão, os agregados miúdos e graúdos são expostos e, com a 
continuidade da solicitação por abrasão, o processo de desgaste continua ocorrendo. 
Já nessa etapa, a resistência à abrasão passa a depender da dureza dos agregados e 
da aderência entre a pasta de cimento e os agregados, como expõem a Figura 6 e a 
Figura 7, que trazem uma superfície na qual os agregados mostram-se desgastados.
Figura 6. Processo de perda de material por abrasão.
Fonte: Vitorino (2011, p. 44).
Figura 7. Exemplo de superfície de concreto desgastada.
Fonte: Vissawes/Shutterstock.com
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Esborcinamento de juntas
Em um piso de concreto, as juntas costumam ter a função de controlar e re-
duzir a quantidade de fi ssuras em torno das placas, o que muitas vezes acaba 
gerando problemas de ordem patológica, conhecidos como esborcinamento 
de juntas. De acordo com Camargo (2010), erros de projeto, como a adoção de 
barras de transferência de diâmetro inadequado ou especifi cação incorreta de 
materiais de preenchimento, também podem contribuir para a ocorrência dessa 
patologia. Outro fator que pode causar o problema é a demora ou a realização 
inadequada do corte das juntas.
As juntas são mecanismos de descontinuidade estrutural que têm a função 
básica de permitir que haja uma movimentação dos segmentos da estrutura 
de forma independente. Elas também têm a função de controlar as varia-
ções higrotérmicas do concreto e permitir as movimentações de retração e 
dilatação das placas.
Em pisos industriais, temos basicamente três tipos de juntas — e cada uma 
delas deve ser empregada em casos específicos:
  Juntas de construção: são formadas pela limitação das fôrmas ins-
taladas no perímetro das placas concretadas, como mostra a Figura 8. 
Esse tipo de junta utiliza um mecanismo de transferência ou encaixe 
macho-fêmea, que tem a função de distribuir os carregamentos impostos 
para as placas adjacentes. Atualmente, prefere-se utilizar as barras de 
transferência, por apresentarem melhor desempenho na transferência 
de cargas e por se tratar de um processo mais simples de se executar. 
A sua utilização não é indicada para o uso de placas de concreto com 
espessura menor do que 15 cm.
Figura 8. Junta de construção.
Fonte: Cristelli (2010).
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  Junta serrada: são juntas transversais de retração que são serradas 
com o uso de um disco diamantado, o qual induz a fissuração locali-
zada das placas de concreto, como mostra a Figura 9. Os cortes devem 
ter pelo menos 40 mm de profundidade e devem necessariamente ser 
maiores do que 1/3 da espessura da placa do concreto. O corte acaba 
sendo responsável pelo controle da inevitável retração por secagem do 
concreto. O tempo ideal para a realização desse procedimento varia de 
acordo com funções de temperatura ambiente, velocidade de hidratação 
do cimento e tipo de concreto utilizado, mas costuma acontecer entre 
10 e 15 horas após a aplicação do concreto, como apresenta a Figura 10.
Figura 9. Junta serrada e fissuração induzida.
Fonte: Cristelli (2010).
Figura 10. Corte de junta serrada com disco diamantado.
Fonte: Loturco (2005).
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 Junta de encontro ou expansão: são elementos que separam as
placas do piso das estruturas adjacentes e impedem a transferência
de carregamentos e esforços horizontais para esses elementos, prin-
cipalmente dos fenômenos de retração e dilatação térmica, como
vemos na Figura 11. Apresentam espessura média de 5 a 20 mm
e são preenchidas com material compressível com bom índice de
resiliência, garantindo a absorção dos esforços e não transferindo
esses esforços para as estruturas.
Figura 11. Junta de encontro.
Fonte: Cristelli (2010).
Outro fator a ser levado em consideração é o posicionamento dos cortes. 
Antes mesmo da concretagem, é necessário realizar marcações em campo 
que permitam ao operário proceder o corte exatamente na posição em que as 
barras de transferência foram instaladas; dessa forma, mantém-se a correta 
posição das juntas. Outro cuidado é com relação aos casos em que as má-
quinas de corte não alcançam toda a extensão do piso para a realização do 
corte, deixando caminho para que a fissuração da placa ocorra de forma não 
controlada, como mostra a Figura 12.
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Figura 12.Fissuração fora da área de controle por 
corte muito afastado da junta de encontro.
Fonte: Anacleto (2014).
Causas e patologias dos pisos 
e seus revestimentos
Pisos de concreto
De acordo com Chodounsky (2010), o surgimento das mais diversas patologias 
em pisos de concreto está associado a um conjunto de fatores, que vai desde 
a concepção do projeto até a utilização fi nal do piso:
 falta ou inadequação de projeto;
 especificações inadequadas;
 foco na redução de custo;
 falta de controle tecnológico;
 procedimentos executivos inadequados;
 mau uso;
 ausência de normas.
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No Brasil, não há normas técnicas específicas para projeto e execução de pisos de 
concreto. Projetistas e empresas especializadas na sua construção apoiam-se em 
normas e recomendações internacionais, especialmente inglesas e norte-americanas.
São diversas as patologias associadas ao projeto, à execução e à operação 
de pisos de concreto. A seguir, serão apresentadas as principais manifestações 
patológicas que ocorrem nesse tipo de piso (além daquelas que você já viu), 
bem como as suas causas e prováveis soluções.
  Delaminação: um dos fenômenos mais comuns nos pisos de con-
creto, a delaminação ocorre devido ao desplacamento da camada de 
superfície, em uma espessura que varia de 2 a 4 mm, como observado 
na Figura 13. Esse problema tem sido amplamente investigado nas 
últimas décadas, por meio de pesquisas com análises numéricas e 
experimentais. O comportamento não linear na região onde a fissura se 
propaga é diretamente confrontado com o desempenho elástico linear 
do restante da estrutura, o que acaba gerando uma descontinuidade e 
agravando o problema. Alguns dos fatores causadores da delaminação 
são excesso de finos da mistura, ar incorporado, retardo de pega do 
concreto, gradiente de temperatura, intempéries e uso de ferramentas 
inapropriadas. O reparo para essa manifestação patológica pode ser 
feito por meio de corte e remoção da superfície afetada, preenchendo o 
local com argamassa à base de cimento ou resina. Em alguns casos, se 
a superfície delaminada não for rompida, pode-se preencher a região 
de interface entre a placa de concreto e a superfície solta com resina 
epóxi de baixa viscosidade, por meio de injeção.
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Figura 13. Problema de delaminação em piso de concreto.
Fonte: Soares (2017).
  Manchas: são provenientes de processos de hidratação e carbonatação 
do concreto, destacando-se da cor padrão do concreto aplicado na 
superfície, de acordo com a Figura 14. As causas prováveis podem ser 
o atraso no processo de concretagem, o posicionamento dos agregados 
próximos à superfície e o processo de cura mal executado e heterogê-
neo na superfície. Para prevenir o aparecimento de manchas, deve-se 
realizar uma dosagem correta dos materiais que compõem o concreto, 
considerando a sua trabalhabilidade e o controle do processo de lança-
mento, adensamento e vibração, além de controlar o processo de cura.
Figura 14. Aparecimento de manchas na superfície do piso de concreto.
Fonte: Nik Keevil/Shutterstock.com. 
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  Desplacamento (corrosão das armaduras): acontece quando há o 
desplacamento da camada de cobrimento do concreto sob tensões de 
expansão volumétrica das armaduras. Ocorre devido à penetração de clo-
retos e dióxidos de carbono nas placas do piso, causando despassivação 
e posterior corrosão das armaduras, o que acaba gerando um aumento 
no volume das ferragens. Para corrigir esse problema, sugere-se que se 
faça a delimitação e remoção do concreto da área afetada, a limpeza da 
superfície, o tratamento e reforço estrutural das armaduras, a aplicação 
de camada para selamento e, por fim, a aplicação de uma argamassa 
de alto desempenho, seguida de uma regularização e cura adequada.
  Bolhas: aparecem na superfície e são seguidas de descolamento dos 
revestimentos, como vemos na Figura 15. Quando o piso é submetido a 
tráfego intenso, o revestimento sofre deformações, rupturas e exposição 
da base ou de camadas intermediárias. É causado pela presença de 
líquidos ou gases oriundos da sub-base (variação do lençol freático, 
falha na drenagem ou infiltração das tubulações), umidade da placa 
de concreto, presença de agentes contaminantes como óleos e produtos 
químicos, erros de dosagem do concreto e aplicações de produtos em 
desconformidade com a especificada. Para tratar o problema, o revesti-
mento danificado deve ser parcial ou totalmente removido. Dependendo 
da gravidade da patologia, a base deverá ser novamente preparada, e 
aplicado um revestimento específico para concretos recém-lançados 
ou para áreas com umidade ascendente.
Figura 15. Aparição de bolhas na superfície do piso.
Fonte: Wstockstudio/Shutterstock.com 
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  Falhas e irregularidades no acabamento: apresenta variações esté-
ticas e acabamento superficial irregular no revestimento. Há também 
uma variação de textura final, havendo alguns lugares lisos e outros 
antiderrapantes. As principais causas dessa manifestação são as falhas 
na preparação do substrato, o uso de materiais de baixa qualidade e a 
utilização inadequada do piso, com presença de abrasivos na área, bem 
como de ataques de produtos químicos a concentrações e temperaturas 
elevadas. Para solucionar o problema, aconselha-se que seja feito um 
lixamento da área danificada, com posterior aplicação de uma nova 
camada com sistemas livres de solventes e melhor índice de cobertura.
  Destacamentos e descolamentos: aparecem quando há o despren-
dimento de placas de revestimento de alto desempenho (RAD) do 
substrato. Essa patologia acontece devido à perda de aderência do RAD 
com o substrato, em função de falhas que aconteceram na preparação 
da base; há também uma solicitação mecânica superior à prevista em 
projeto. Para solucionar o problema, aconselha-se mapear a área dani-
ficada, remover o revestimento danificado, regularizar o substrato e 
aplicar um RAD adequado ao uso proposto.
Pisos cerâmicos
Com relação aos pisos com revestimento cerâmico, a NBR 13753 (Revesti-
mento de piso interno ou externo com placas cerâmicas e com utilização de 
argamassa colante) afi rma que a execução do revestimento cerâmico deve 
ser iniciada somente depois de concluído o revestimento de paredes e tetos, 
da execução de impermeabilização e da instalação de tubulações embutidas 
nos pisos (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1996b).
É importante também destacar que a ferramenta mais importante na exe-
cução de revestimentos cerâmicos é a desempenadeira. O seu tipo, a forma e 
a profundidade dos dentes devem ser observados com muita atenção — essa 
escolha deve ser feita em função do tipo de cerâmica e do seu relevo. 
A NBR 13753 ainda destaca que a camada de regularização deve ser aplicada 
sempre que a base apresentar irregularidades que não permitam o atendimento 
aos limites mínimo e máximo de espessura do contrapiso, que é de 15 mm e 
25 mm, respectivamente, ou ainda quando houver necessidade de se corrigir a 
declividade da base, para que seja atingido o caimento especificado para o piso. 
Essa camada geralmente é constituída por argamassa de cimento e areia média 
úmida no traço recomendado de 1:6, devendo a espessura da camada estar entre 
10 e 30 mm (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1996b).
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A norma ainda orienta que a argamassa deve ser aplicada dentro do prazo 
de início de pega do cimento, que é de aproximadamente duas horas e meia, 
e a colocaçãodos revestimentos cerâmicos só deve ser feita sobre cordões de 
pasta fresca, sem apresentar película seca superficial.
Esses revestimentos só poderão ser expostos ao tráfego de pessoas sete dias 
depois do rejuntamento. O revestimento recém-aplicado deve ser protegido 
contra respingos de tintas, óleos, solventes, argamassas ou quaisquer materiais 
abrasivos. A limpeza final do revestimento deve ser realizada, no mínimo, duas 
semanas após o rejuntamento dos pisos cerâmicos. Orienta-se que o piso deve 
ser escovado com água e detergente neutro, sendo enxaguado em abundância a 
seguir. Também recomenda-se evitar o uso de soluções ácidas para a lavagem 
do piso, pois isso pode acabar prejudicando a durabilidade do revestimento.
A movimentação de pessoas e/ou objetos sobre a superfície cerâmica 
esmaltada também acaba gerando desgaste do material. Nesse sentido, é 
necessário saber onde a cerâmica será instalada, qual a frequência de uso e 
qual o tipo de fluxo a que ela será submetida. Para a escolha correta do tipo 
de cerâmica, faz-se uso do Índice PEI (Porcelain Enamel Institute), que clas-
sifica as cerâmicas esmaltadas de acordo com a resistência a esse desgaste. 
A classificação do PEI ocorre da seguinte maneira:
 PEI 1 — baixa: são cerâmicas que podem ser utilizadas em pisos de
quartos e banheiros residenciais, pois são locais que têm um tráfego
baixo de pessoas e não exigem uma limpeza pesada e constante.
 PEI 2 — média: utilizadas também em locais com tráfego médio de
pessoas em uma residência, exceto nas cozinhas, escadas e entradas.
 PEI 3 — média/alta: pode ser utilizada em pisos e ambientes internos
residenciais, como cozinhas, corredores, halls, sacadas, etc. Não se
aconselha o uso em locais que tenham areia ou outras sujeiras abrasivas.
 PEI 4 — alta: é uma cerâmica que resiste ao alto tráfego e pode ser
utilizada tanto em áreas internas, quanto externas. Também é bastante
utilizada em locais públicos, centros comerciais, etc.
 PEI 5 — altíssima: utilizada para alto tráfego de pessoas, como em
shoppings, aeroportos, etc. Apresenta também uma alta resistência à
abrasão.
Os problemas patológicos nesse tipo de piso revestido podem ocorrer por 
diversas razões. Vale lembrar que a maior parte das manifestações patológicas 
ocorre durante a vida útil da edificação e tem origem na fase de elaboração 
de projeto e na execução do serviço. 
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Além disso, é importante ressaltar que muitas vezes essas patologias podem 
se manifestar em componentes do revestimento que não necessariamente são 
a causa do problema. Um desses problemas, por exemplo, pode ser o destaca-
mento de uma placa, que em geral não é ocasionado pela própria placa, mas 
por problemas de mão de obra — quando não se respeitou o tempo em aberto 
da massa colante, por exemplo.
As manifestações principais e mais frequentes em pisos com revestimentos 
cerâmicos são citadas a seguir:
  Destacamentos ou descolamentos: caracterizado pela perda de ade-
rência que ocorre devido às falhas ou à ruptura na interface entre as 
camadas do revestimento cerâmico. Essa perda de aderência ocorre 
quando as tensões que surgem ultrapassam a capacidade de aderência 
das ligações. Entre os sinais que podem indicar um provável destaca-
mento está a ocorrência de um som cavo nas placas cerâmicas, quando 
percutidas, assim como o estufamento da camada de acabamento. Essa 
patologia costuma ocorrer nos primeiros e últimos andares dos edifícios, 
devido ao maior nível de tensões presentes nesses locais. Ela pode 
ocorrer também devido às variações de temperatura do ambiente, que 
geram tensões de cisalhamento, flambagem e posterior destacamento 
das placas. A Figura 16 traz um exemplo dessa manifestação.
Figura 16. Destacamento de piso cerâmico.
Fonte: Instituto Brasileiro de Direito Administrativo (2017).
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  Trincas, fissuras e gretamento: as trincas se caracterizam por rupturas 
que ocorrem no corpo da placa, devido à ação de esforços que provocam 
a separação de suas partes e que apresentam aberturas maiores que 1 
mm. Em contrapartida, o gretamento e a fissuração apresentam aber-
turas inferiores a 1 mm, presentes na superfície da placa. As principais 
causas dessas três patologias podem ser explicadas basicamente por 
três motivos: 1) dilatação e retração das placas cerâmicas, que ocorrem 
quando há variação de temperatura ou de umidade, as quais acabam 
gerando um estado de tensões internas que às vezes ultrapassam o 
limite de resistência da placa; 2) deformação estrutural excessiva; 3) 
retração da argamassa de fixação. A Figura 17 apresenta um piso com 
manifestação de gretamento.
Figura 17. Piso cerâmico com gretamento.
Fonte: Colégio de Arquitetos ([200-?]).
  Eflorescências: têm como elemento determinante a presença e a ação 
dissolvente da água. Também podem ocorrer em revestimentos em 
cujos locais não tenham sido tomadas medidas preventivas quanto à 
impermeabilização. Dessa maneira, pode haver introdução de substân-
cias agressivas do solo na rede capilar do concreto e da argamassa, em 
função da passagem de água provocada pela absorção.
19Patologias de pisos e revestimentos de piscinas
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  Bolor: caracterizado pelo aparecimento de fungos e algas na argamassa 
de rejunte, causado pela utilização de argamassa com porosidade ele-
vada e sem adição de agentes resistentes a esses microrganismos. A 
temperatura também pode ser um fator contribuinte para o aparecimento 
desse tipo de patologia. 
  Manchas d’água: ocorrem devido à alteração na tonalidade em 
revestimentos cerâmicos, resultante do manchamento abaixo do 
esmalte, na camada de engobe, localizada entre o esmalte e a cerâ-
mica. Pode ser causado pela presença de umidade no engobe e pela 
migração de corantes junto com a água, favorecidas também pelo 
mau rejuntamento. Esse fator acaba afetando o desempenho estético 
das placas cerâmicas.
  Deterioração das juntas: compromete o desempenho de todo o reves-
timento cerâmico, já que as juntas são responsáveis pela estanqueidade 
do revestimento e pela capacidade de absorver as suas deformações. 
Esse problema geralmente é causado pela perda de estanqueidade da 
junta ou pelo envelhecimento do material de preenchimento. A Figura 
18 apresenta em exemplo desse tipo de manifestação patológica.
Figura 18. Deterioração de junta em piso cerâmico.
Fonte: Ribeiro (2014).
Patologias de pisos e revestimentos de piscinas20
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Pisos laminados
De acordo com a ABIPLAR (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA INDÚSTRIA DE 
PISO LAMINADO DE ALTA RESISTÊNCIA, 2014.), o piso laminado refere-se 
ao piso que é composto por uma ou mais folhas fi nas de material ligno-celulósico, 
impregnado de resinas aminoplásticas termofi xadas, sobre um substrato.
Esses pisos são ofertados em réguas (ou placas), disponíveis em diversos 
padrões de acabamento e dimensões. O piso laminado é instalado no local 
a ser revestido por meio de um sistema de encaixe (não utiliza cola) ou pelo 
sistema macho e fêmea colado.
Diversos problemas de fabricação costumam afetar o desempenho dos 
pisos laminados, reduzindo a sua vida útil. As principais patologias a partir 
da utilização de pisos laminados são apresentadas a seguir:
  Resistência à abrasão: é uma propriedade utilizada para a classificação 
dos pisos laminados, a qual considera níveis crescentes de condições de 
tráfego para o uso doméstico e comercial. A Figura 19 apresenta uma 
imagem característica de pisos laminados desgastados por abrasão.
Figura 19. Pisos laminados desgastados por abrasão.
Fonte: Associação Brasileira da Indústria de Piso Laminado de Alta Resistência (2014).
  Inchamento: é uma propriedade que avalia aexpansão de uma placa 
de piso laminado sob exposição direta à água. Como a madeira é um 
material sensível quando em contato com a água, o piso laminado 
acaba sendo prejudicado quando entra em contato com o meio aquoso. 
21Patologias de pisos e revestimentos de piscinas
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Um piso laminado, quando exposto acidentalmente a níveis extremos 
de umidade ou água, durante determinado intervalo de tempo, poderá 
expandir-se de forma que comprometa a sua utilização. A Figura 20 
apresenta um piso laminado que foi exposto a água ou umidade.
Figura 20. Piso laminado danificado por inchamento.
Fonte: Associação Brasileira da Indústria de Piso Laminado de Alta Resistência (2014).
Revestimentos vinílicos
Fabricado normalmente em rolos, a principal utilização do revestimento vinílico 
é em pisos. O aumento gradual da sua utilização, associado à grande valorização 
estética e à fl exibilidade de combinações de cores, transformou o revestimento 
vinílico num material moderno e bastante versátil. No entanto, a diversidade 
de soluções atualmente disponíveis no mercado acaba por colocar difi culdades 
— em especial aos profi ssionais do projeto e da construção — para a escolha 
da solução mais adequada, em função de determinada utilização futura. 
É importante que esses profissionais disponham de informações suficiente-
mente explícitas sobre as caraterísticas, a sua execução e as patologias inerentes 
a esse tipo de revestimento, de modo a tomarem decisões em conformidade 
com os requisitos impostos.
As principais manifestações patológicas que incidem sobre esse tipo de 
piso são apresentadas a seguir: 
  Manchas ou descoloração: caracterizam-se pela alteração do aspecto 
do piso, apresentando uma ligeira deterioração da sua superfície, como 
mostra a Figura 21. Podem ser causadas por utilização de produtos ina-
dequados para limpeza, exposição prolongada a temperaturas elevadas, 
exposição prolongada à luz fluorescente, entre outros. 
Patologias de pisos e revestimentos de piscinas22
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Figura 21. Aparecimento de manchas em revestimento vinílico.
Fonte: Gabriel e Silveira (2012).
  Empolamentos: causados por alto teor de umidade, locais pouco ven-
tilados, variações térmicas, falta de barreira de vapor, etc.
  Cortes ou ranhuras: ocorrem em áreas de apoio de móveis ou ca-
deiras, por exemplo, e caracterizam-se pela marcação desses apoios 
com cargas pontuais na superfície do material vinílico, como mostra 
a Figura 22.
Figura 22. Junta com soldadura deficiente.
Fonte: Gabriel e Silveira (2012).
23Patologias de pisos e revestimentos de piscinas
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Diferenças de patologias de piscinas enterradas 
das apoiadas sobre o solo
Basicamente, piscinas são estruturas construídas pelo homem com o intuito de 
reservar líquidos em seu interior. Nesse gênero de estruturas, são necessários 
cuidados especiais na sua impermeabilização, uma vez que elas se encontram 
em contato direto e permanente com líquidos e estão sujeitas a elevadas 
pressões hidrostáticas.
No caso de piscinas enterradas, os materiais estarão, ao longo do tempo, 
sujeitos a diferentes pressões. Essas pressões podem ser positivas, quando a 
piscina se encontrar cheia, ou negativas (contrapressão), no caso de a piscina 
estar vazia. Desse modo, é de suma importância que todos os elementos 
constituintes sejam capazes de suportar essas mesmas pressões.
Já as piscinas elevadas — ou apoiadas sobre o solo — não estão sujeitas 
a pressões negativas; no entanto, estão mais expostas às variações térmicas e 
à agressividade das intempéries. Por isso, é de fundamental importância que 
o material impermeabilizante utilizado nessas piscinas seja capaz de resistir
aos movimentos estruturais, devendo-se preferencialmente optar por um
produto que seja flexível.
Por conta da dilatação e da pressão d’água, piscinas elevadas e enterradas 
demandam tratamentos diferentes. O sistema construtivo empregado também 
deve ser analisado: no caso de piscinas de vinil e fibra de vidro, os cuidados 
com impermeabilização são quase inexistentes; nas piscinas de fibra, esse 
processo geralmente se restringe à aplicação de selantes na junção das tubu-
lações com o corpo da piscina, uma vez que já são intrinsecamente estanques. 
No entanto, para piscinas construídas com concreto ou alvenaria, uma boa 
impermeabilização é fundamental. 
Na impermeabilização, tanto de piscinas enterradas, quanto de pisci-
nas apoiadas sobre o solo, o material utilizado deve ser capaz de resistir 
à agressividade da água tratada quimicamente. Em piscinas sobre o solo, 
não devem ser usados produtos de impermeabilização rígidos, uma vez que 
a estrutura ficará exposta a variações térmicas, resultando em dilatações 
e contrações. Já em piscinas enterradas, recomenda-se a incorporação de 
armaduras de poliéster, para suportar possíveis deformações da estrutura, 
assim como produtos de impermeabilização resistentes às pressões hidros-
táticas positivas e negativas.
Um fator que precisa ser levado em consideração é que, nas piscinas enter-
radas, a impermeabilização deve ser feita na parte interior e na parte exterior, 
principalmente quando se verifica um nível de lençol freático elevado.
Patologias de pisos e revestimentos de piscinas24
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Os principais sistemas de impermeabilização utilizados são os seguintes:
  Argamassa aditivada: é um dos produtos mais utilizados na imper-
meabilização de piscinas enterradas, pois apresenta alta resistência 
às pressões hidrostáticas positivas e negativas. Não é tão utilizada em 
piscinas elevadas, uma vez que não apresenta uma maior flexibilidade. 
Pode ser aplicada de forma manual ou mecânica, e as espessuras das 
camadas podem variar de acordo com a pressão hidrostática a que 
vão estar sujeitas. A aplicação das argamassas de impermeabiliza-
ção em geral é executada em duas camadas, devendo a segunda ser 
significativamente mais flexível que a primeira, reduzindo a proba-
bilidade de fissurar e originar infiltrações. Em geral, as argamassas 
de impermeabilização são protegidas por material cerâmico, como 
pode ser visto na Figura 23.
Figura 23. Sistema de impermeabilização de piscinas com argamassa aditivada revestida 
de material cerâmico.
Fonte: Bastos (2014)
  Membrana líquida: à base de resinas de epóxi, ela é aplicada como 
pintura manual ou mecânica. Os cantos e as arestas das piscinas devem 
ser arredondados e reforçados, como mostra a Figura 24. De forma 
geral, não costuma ser revestida; no entanto, há alguns casos em que 
se recomenda a proteção com algum tipo de material cerâmico.
25Patologias de pisos e revestimentos de piscinas
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Figura 24. Sistema de impermeabilização de piscinas com membrana 
líquida à base de resina de epóxi.
Fonte: Bastos (2014).
Tanto as argamassas aditivadas como as membranas líquidas devem ser 
reforçadas com armaduras em pontos críticos da estrutura, como cantos e 
arestas, ralos e zonas de entrada ou saídas de água. Como método de prevenção, 
as armaduras de reforço também podem ser aplicadas sobre toda a superfície 
que será impermeabilizada.
Outro foco frequente de patologias em piscinas é o revestimento. Pinturas, 
por exemplo, podem apresentar formação de bolhas ou descolamentos, se 
aplicadas sobre bases sujas, úmidas ou com alcalinidade elevada. Há também 
o desenvolvimento de fungos, que podem ocasionar manchas escuras no 
revestimento e geralmente são causados pelo tratamento ineficiente da água. 
Além disso, é bastante comum o descolamento de azulejos, que podem ser 
reassentados com colas submersas, sem que seja necessário o esvaziamento 
da piscina.
Outro fato ocorrente é o aparecimento de trincas e fissuras já na fase de 
acabamento, quando a piscinaestá apta a receber as patilhas ou os azulejos de 
acabamento. Essa manifestação patológica ocorre devido à retração resultante 
da perda da água de amassamento, durante o processo de cura da argamassa. 
Essas trincas e fissuras surgem devido à utilização de argamassas muito ricas 
em cimento e de água em excesso, ou quando se executa a camada de reboco 
com grande espessura.
Patologias de pisos e revestimentos de piscinas26
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1. Piscinas e reservatórios enterrados, 
além de fundações, estão sujeitos 
a pouca ou quase nenhuma 
variação de temperatura, além 
de apresentarem vibrações 
praticamente imperceptíveis. 
Nesses casos, o sistema de 
impermeabilização deve ser do tipo:
a) rígido, com utilização de 
argamassa com aditivo 
impermeabilizante.
b) rígido, utilizando 
membrana asfáltica.
c) flexível, fazendo uso de 
concreto impermeável.
d) flexível, utilizando 
manta asfáltica.
e) flexível, utilizando argamassa 
sem a necessidade de aditivos.
2. De acordo com Chodounsky 
(2010), o surgimento das mais 
diversas patologias em pisos de 
concreto está associado a um 
conjunto de fatores, que vai desde 
a concepção do projeto até a 
utilização final do piso, como:
a) projeto adequado, 
procedimentos executivos 
corretos, controle tecnológico.
b) uso adequado do piso, ausência 
de normas, procedimento 
executivo adequado.
c) falta ou inadequação de projeto, 
falta de controle tecnológico, 
ausência de normas.
d) especificações adequadas, 
alto controle tecnológico, 
ausência de normas.
e) foco na redução do custo, 
procedimentos executivos 
inadequados e projeto adequado.
3. Delaminação ou desplacamento 
é uma manifestação patológica 
muito comum em pisos de concreto. 
Quais as principais características 
desse tipo de patologia?
a) Apresenta variações estéticas 
e acabamento superficial 
irregular no revestimento, 
havendo alguns lugares lisos 
e outros antiderrapantes.
b) Destaca-se da cor padrão 
do concreto aplicado na 
superfície e é proveniente 
do processo de hidratação e 
carbonatação do concreto.
c) Acontece quando ocorre o 
desplacamento da camada 
de cobrimento do concreto 
sob tensões de expansão 
volumétrica das armaduras.
d) É resultante do destacamento 
da camada de superfície, em 
uma espessura que varia de 2 
a 4 mm, e aparece devido ao 
excesso de finos da mistura, 
ao ar incorporado, ao retardo 
de pega do concreto, etc.
e) É causado pela presença de 
líquidos ou gases que são 
oriundos da sub-base, e é 
seguido de descolamento 
dos revestimentos.
4. Um revestimento cerâmico 
para piso cuja especificação 
técnica consta como PEI 5 está 
indicando que o piso possui:
a) alta resistência à abrasão.
b) alta resistência à compressão.
c) baixa resistência à compressão.
d) média porosidade.
e) baixa resistência à abrasão.
27Patologias de pisos e revestimentos de piscinas
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5. Um elemento construtivo executado 
para induzir algumas fissuras no 
piso de concreto, provenientes 
das retrações do próprio concreto, 
é denominada de junta:
a) de cisalhamento.
b) de dilatação.
c) de expansão.
d) articulada.
e) serrada.
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http://pini.com.br/engenharia-civil/102/artigo286026-1.aspx
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http://com.br/2014/06/defeitos-construtivos-2014.html
http://pini.com.br/engenharia-civil/59/artigo285221-1.aspx
Encerra aqui o trecho do livro disponibilizado para 
esta Unidade de Aprendizagem. Na Biblioteca Virtual 
da Instituição, você encontra a obra na íntegra.
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