Prévia do material em texto
ANALYTICS APLICADO AO MARKETING DIGITAL W B A 04 24 _v 1. 0 2 Manuel Borges Itapura de Miranda Londrina Editora e Distribuidora Educacional S.A. 2020 ANALYTICS APLICADO AO MARKETING DIGITAL 1ª edição 3 2020 Editora e Distribuidora Educacional S.A. Avenida Paris, 675 – Parque Residencial João Piza CEP: 86041-100 — Londrina — PR e-mail: editora.educacional@kroton.com.br Homepage: http://www.kroton.com.br/ Presidente Rodrigo Galindo Vice-Presidente de Pós-Graduação e Educação Continuada Paulo de Tarso Pires de Moraes Conselho Acadêmico Carlos Roberto Pagani Junior Camila Braga de Oliveira Higa Carolina Yaly Giani Vendramel de Oliveira Henrique Salustiano Silva Juliana Caramigo Gennarini Mariana Gerardi Mello Nirse Ruscheinsky Breternitz Priscila Pereira Silva Tayra Carolina Nascimento Aleixo Coordenador Tayra Carolina Nascimento Aleixo Revisor Otávio Daros Editorial Alessandra Cristina Fahl Beatriz Meloni Montefusco Gilvânia Honório dos Santos Mariana de Campos Barroso Paola Andressa Machado Leal Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)__________________________________________________________________________________________ Miranda, Manuel Borges Itapura de. M672a Analytics aplicado ao marketing digital/ Manuel Borges Itapura de Miranda. – Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2020. 42 p. ISBN 978-65-87806-31-0 1. Marketing 2. Marketing por banco de dados 3. Comportamento do consumidor I. Título. CDD 658.8 ____________________________________________________________________________________________ Raquel Torres – CRB 6/2786 © 2020 por Editora e Distribuidora Educacional S.A. Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida ou transmitida de qualquer modo ou por qualquer outro meio, eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia, gravação ou qualquer outro tipo de sistema de armazenamento e transmissão de informação, sem prévia autorização, por escrito, da Editora e Distribuidora Educacional S.A. 4 SUMÁRIO Como funciona o analytics e sua configuração ______________________ 05 Como configurar vistas com filtros e usar as metas para avaliar objetivos de negócios _________________________________________________________ 21 Como navegar no analytics e visualizar relatórios de visão geral ___ 34 Visualização de relatórios de público-alvo, aquisição e comportamento ______________________________________________________________________ 47 ANALYTICS APLICADO AO MARKETING DIGITAL 5 Como funciona o analytics e sua configuração Autoria: Manuel Borges Itapura de Miranda Leitura crítica: Otávio Daros Objetivos • Configurar uma conta no Analytics. • Apresentar as principais funcionalidades da plataforma. • Configurar e visualizar filtros. 6 Introdução Nesta aula, você terá uma visão do que é o Analytics, como acessar sua conta e os principais filtros. O objetivo é dar subsídios práticos no que diz respeito a ferramenta, com intuito de acelerar o aprendizado sobre o assunto. Vamos lá? 1. Configurar uma conta Para que você possa usufruir da plataforma do Google Analytics é preciso de uma conta de e-mail do Gmail. Tendo isso, faça login no Google Analytics. Para iniciar, acesse “Administrador” (canto inferior esquerdo) e na primeira coluna “conta”, selecione “+ Criar conta” no topo do menu. Em “Configuração da conta” insira um “Nome da conta” (use um nome específico e descritivo, para que você saiba exatamente do que se trata e não fique perdido caso tenha diversas contas), depois mantenha a configuração padrão para adicionar a conta à sua organização atual. Na etapa seguinte, selecione “web” ou “Google apps” para avaliar seu website ou seu aplicativo, respectivamente. Ou, se for o caso de querer avaliar os dois, selecione “Aplicativos e Web”. Em “Como configurar sua propriedade”, insira o nome do site ou do aplicativo (use um nome específico e descritivo para aplicativos, também inclua o número da edição ou versão). Caso tenha selecionado a opção “web”, insira o URL do website e verifique a sua formatação do URL para que não haja problema. 7 Na sequência, selecione uma “Categoria do setor” e depois o “Fuso horário do relatório”. Clique “criar” no final da página e você irá receber um “ID de acompanhamento”, exemplo: UA-123456789-0. Este ID é o código identificador que fará parte da “tag de site global” que será alocada no seu website ou aplicativo. Pronto, conta feita! Instale a tag no seu sistema e navegue um pouco pela plataforma para se familiarizar. Caso você tenha várias contas, propriedades ou visualizações configuradas, poderá alternar facilmente entre elas clicando no menu que fica no canto superior esquerdo. Figura 1 – Visualização da página inicial do Google Analytics Fonte: captura de tela de Analytics. Ao clicar nele, você pode selecionar por conta, propriedade ou exibição (ver Figura 1). Para sair, clique em qualquer lugar na tela fora da janela. Na imagem a seguir (Figura 2), fica mais claro a estrutura do Analytics em “organização”, “propriedades (websites)” e “visualizações”. 8 Figura 2 – Estrutura do Analytics Fonte: captura de tela de Analytics. 2. Navegar pela plataforma Vamos passar por alguns campos e links importantes da plataforma visando facilitar sua navegação. 2.1 Ícone de alerta Ao clicar no ícone de campainha no canto superior direito, este lhe mostrará alertas sobre suas propriedades e visualizações do Google Analytics. Por exemplo, se sua tag está com problema e não está fornecendo informações para serem analisadas. Figura 3 – Ícone de alerta Fonte: captura de tela de Analytics. 9 Ou se alguma meta não está sendo atingida ou, ainda, se suas conversões estão abaixo do esperado. Figura 4 – Notificações Fonte: captura de tela de Analytics. 2.2 Comentários, Ajuda e Configurações No canto superior direito da visualização do Google Analytics, há mais dois ícones (vide Figura 3). 10 O ícone “ponto de interrogação” permite enviar comentários ao Google Analytics ou pesquisar artigos de Ajuda e o ícone do usuário permite alternar entre diferentes contas do Google, gerenciar sua conta atual do Google ou sair dela. 2.3 Personalização Na coluna da esquerda, em “Personalização” é possível criar relatórios personalizados, específicos para seus negócios – vamos detalhar melhor mais adiante nesta aula. Figura 5 – Personalização Fonte: captura de tela de Analytics. No menu logo abaixo, para navegar entre os relatórios, você usará a navegação à esquerda. Vamos comentar sobre cada um. Figura 6 – Menu “Relatórios” Fonte: captura de tela de Analytics. 11 2.4 Relatórios em tempo real No primeiro link você conseguirá visualizar os relatórios em tempo real para que você analise o comportamento do usuário em tempo real no seu site, por exemplo, como e de onde eles vêm e se sua vinda ao website está convertendo em vendas. Figura 7 – Relatórios em tempo real Fonte: captura de tela de Analytics. 2.5 Relatórios de público-alvo Os relatórios de público-alvo mostram características sobre seus usuários, como idade e sexo, de onde são, seus interesses, o quão engajados eles eram, se são usuários novos ou recorrentes e qual tecnologia estão usando. Utilizando estes dados é possível ajustar seus produtos e suas campanhas para direcionar melhor a mensagem para o público visitante. Figura 8 – Relatórios de público-alvo Fonte: captura de tela de Analytics. 2.6 Relatórios de aquisição Os relatórios de aquisição contribuem também para você entender melhor sobre seu público-alvo, mostram de onde veio seu visitante, qual o canal que trouxe ele até seu website: • Orgânico: pesquisa não paga. Exemplo: Google Search, Bing, Yahoo etc. 12 • CPC: pesquisa paga ou “custo por clique”. Exemplo: Google Ads. • Referência: Tráfego de outro site. Exemplo: web banners. • Social: rede social. Exemplo: Facebook, YouTube. • Outro:agrupamento de fontes de tráfego de baixo volume. Figura 9 – Relatórios de aquisição Fonte: captura de tela de Analytics. 2.7 Relatórios de comportamento Os relatórios de comportamento mostram o engajamento que os visitantes têm no seu website, incluindo as páginas que visualizaram e as páginas de entrada e saída. Figura 10 – Relatórios de comportamento Fonte: captura de tela de Analytics. 2.8 Relatórios de conversão Os relatórios de conversão permitem acompanhar as metas do site com base nos seus objetivos de negócios. Vamos discutir metas mais adiante. Figura 11 – Relatórios de conversão Fonte: captura de tela de Analytics. 13 2.9 Administrador Em “Administrador” é possível verificar todas as suas configurações do Google Analytics, como permissões de usuário, código de acompanhamento, configurações de visualização e filtros. Figura 12 – Administrador Fonte: captura de tela de Analytics. 3. Configuração e visualização de filtros Agora, vamos iniciar a configuração das vistas (formas de coletar os dados). Dentro de cada vista, você pode determinar diferentes filtros e assim navegar entre uma e outra vista para analisar melhor os dados coletados. Clique na guia “Administrador” (Figura 13), selecione a conta e propriedade desejadas. Note que ao criar uma propriedade, o Analytics configura automaticamente uma vista “crua”, sem filtros denominada “Todos os dados do site”. Esta contém os dados brutos da propriedade. 14 Para alterar o nome desta vista, basta clicar em “configurações da vista da propriedade”, digite o novo nome no campo “nome da vista” e clique em “Salvar”. Figura 13 – Filtros Fonte: captura de tela de Analytics. Antes de criar uma vista definitiva é importante testar as configurações da vista; então, vamos criar uma “visão de teste”. A vista teste é importante para certificar de que irá captar todas as informações que precisa. Para configurar uma visualização de teste, vá em “Administrador” (Figura 13), em seguida selecione “+Criar Vista”. Preencha os campos em “Configurações da vista da propriedade”. Recomendamos adicionar uma configuração que filtre seus dados para o tráfego automatizado de bot e spider – robôs que acessam websites 15 para extrair informações – para que você tenha números reais de acesso ao seu website (Figura 15). Figura 14 – Filtragem Fonte: captura de tela de Analytics. 3.1 Criando uma vista mestre A vista mestre será sua visão principal para todos os relatórios e análises. Se preferir, você pode simplesmente copiar a visualização de teste e renomear – mas sugerimos que teste antes. Para copiar a visualização, no canto superior direito, clique em “Copiar Vista de Propriedade”. Altere o nome da vista para “Visão Mestre”. 16 Figura 15 – Criando uma vista mestre Fonte: captura de tela de Analytics. 3.2 Filtros adicionais Agora que temos nossas vistas criadas, vamos adicionar filtros para determinar quais dados queremos que o Analytics exiba em cada seleção. Na “Vista Teste”, sugerimos excluir o tráfego IP interno, para que se avalie o comportamento on-line somente de clientes externos, sem a influência de acesso de pessoas da própria empresa. Para isso, acesse o interior do item “Vista”, selecione “Filtros” e em seguida “adicionar filtros. Na sequência, dê um nome para seu filtro (ex.: excluir tráfego interno), selecione “Predefinido” e as opções: “Excluir” > “tráfego dos endereços de IP” > “que contém” > Insira o endereço de IP. Clique em “Salvar”. 17 Figura 16 – Filtros adicionais Fonte: captura de tela Analytics. Vale entender a diferença entre filtros: “Predefinido” e “Personalizado”. Os predefinidos são modelos mais comuns que você usará, que envolvem incluir e excluir informações, como o IP. Os filtros personalizados permitem que você também selecione itens como “nome da campanha’, “origem da campanha”, “navegador”, “item comercializado” dentre outras opções. Desta forma é possível definir precisamente o que você deseja e não deseja visualizar nos relatórios. Observe que o filtro que acabamos de criar agora aparece na lista de filtros. 18 Figura 17 – Lista de filtros Fonte: captura de tela de Analytics. Uma vez que o filtro está salvo e aplicado a um ponto de vista, o Google Analytics irá verificar os endereços IP de tráfego para a propriedade web e irá excluir aqueles que correspondem ao filtro. Demora um pouco para o filtro capturar todo o tráfego. Para testar se o filtro está excluindo o tráfego interno, clique em “Relatórios”. Em seguida, clique em “Tempo real” no menu de navegação à esquerda. Agora clique em “Visão geral”. 19 Figura 18 – Visão geral Fonte: captura de tela de Analytics. No campo “no momento”, você consegue observar a quantidade de usuários atualmente ativos no seu website. Este número deve diminuir em mais ou menos meia hora, o que confirma a aplicação do filtro, e assim que o filtro entrar em vigor, ele não coletará nenhuma atividade interna para o endereço de IP que você marcou. Uma vez o filtro foi verificado, é possível adicioná-lo à sua exibição mestre. Clique na guia “Administrador” novamente. Em seguida, selecione o menu suspenso “Exibir”. Vá em “Visualização principal”. Agora clique em “Filtros”. Em seguida, clique em “Adicionar filtro”. Agora, em vez de “Criar novo filtro”, selecione o botão de opção “Aplicar filtro existente”. Isso permitirá que você selecione de uma lista de filtros que você criou anteriormente. Clique em “Salvar”. Agora você pode ver que o filtro é aplicado à “Visualização principal”. 20 Importante observar que, se você aplicar vários filtros a uma visualização, cada filtro será aplicado na ordem em que aparecerem nas configurações dele. Portanto, se você tiver dois filtros, os dados passarão pelo primeiro filtro antes de passar pelo segundo. Assim, atente para a ordem em que você aplica seus filtros. Referências Bibliográficas GOOGLE ANALYTICS. Disponível em: https://analytics.google.com/. Acesso em: 13 abr. 2020. 21 Como configurar vistas com filtros e usar as metas para avaliar objetivos de negócios Autoria: Manuel Borges Itapura de Miranda Leitura crítica: Otávio Daros Objetivos • Como acompanhar uma campanha. • Implementar o código de acompanhamento. • Configurar metas de campanhas. 22 Introdução O Marketing é uma área que se envolve em praticamente todas as etapas do processo de criação, produção e venda de um produto ou serviço, mas sempre com a preocupação sobre a aceitação dele por parte do mercado – seus consumidores. O Marketing Digital entra na ponta desta cadeia, na linha de frente com o cliente. Como o meio on-line tem a característica de facilitar o acesso à informação, o contato e interação entre empresa e cliente é intenso e, no nosso caso, o mais importante é mensurável. Assim, cada ponto de contato cria-se um dado, uma informação relevante que vale ser analisada para melhorar este engajamento e consequentemente criar valor – preferencialmente para ambos os lados: do lado da empresa valor financeiro e do cliente, valor de satisfação. Agora, vamos entender como acompanhar uma campanha usando códigos e metas. 1. Como acompanhar uma campanha No meio digital, é possível realizar anúncios em diferentes formatos: em formato de texto que aparecem em resultados de pesquisas, web banners, e-mail marketing ou postagens em redes sociais. Mas, em todos os casos, o objetivo é único: comunicar seus produtos e sua marca aos clientes. Por isso, é comum usar uma combinação destas ações afim de engajar seu cliente e gerar vendas. 23 Figura 1 – Imagem ilustrativa sobre diferentes formatos de anúncios on-line Fonte: captura de tela de Analytics. Então, como funciona a captação de dados de todos estes anúncios em formatos diferentes? Utilizando-se de uma tag (um código – informações adicionais que você coloca nos links do URL dos materiais de marketing). Esta tag inclui parâmetros de acompanhamento seguidos por um sinal deigual e termos com e sem hífen. Quando um cliente acessa qualquer um dos links com a tag, o código do Google Analytics resgata esta informação e associa esse cliente a sua ação de marketing. Desta forma, você consegue analisar o comportamento do cliente, como: de onde veio, quais páginas foram acessadas, qual sistema operacional utiliza, dentre outras informações. Por exemplo, a C&A envia aos clientes um e-mail marketing com links para o site da loja. A tag da campanha “e-mail mkt” nesses links permite identificar os usuários que chegaram ao site a partir desta ação de marketing. Existem cinco tags diferentes que ajudam a identificar informações específicas sobre seu tráfego. As tags “mídia”, “origem” e “campanha” são obrigatórias, “conteúdo” e “termo” são opcionais – mas dependendo da quantidade de peças de marketing que você criar, elas podem ser úteis para ajudar a distinguir uma da outra. 24 • Mídia (source): é o termo do mecanismo (ou forma) que você enviou a mensagem para o usuário. Por exemplo, insira “e-mail” se você enviou um e-mail marketing. • Origem (medium): é o termo de onde o usuário veio. A origem também diferencia o tipo de mídia. Ou seja, se a mídia for CPC, a origem pode ser Google, Bing, Yahoo, entre outros. Se a mídia for e-mail, a origem pode ser “boletim”. • Campanha (campaign): é o nome da sua campanha, como “volta- as-aulas-2020” ou “promocao-fim-de-ano”. Sempre utilize hífen ou o sublinhado para conectar mais de uma palavra ou termo. • Conteúdo (content): ajuda a diferenciar as versões de uma promoção. Isso é útil para testar qual versão de um anúncio ou promoção é mais eficaz. Para testar duas versões de um boletim informativo, crie as tags “v1-desconto-10reais” e “v2-sem- desconto”. Assim, elas serão identificadas pelo Google Analytics. • Termo (term): pode ser usado com uma palavra-chave de alguma campanha de pesquisa paga, por exemplo. 2. Acompanhamento de campanhas com criador de URL Para criar uma tag, pode ser por meio de um “URL Builder” encontrado on-line ou você pode criar uma planilha. Para tanto, separe as partes em colunas e as agrupe usando a função “Concatenar” do Excel. Veja melhor na Figura 2: 25 Figura 2 – Planilha Excel para criar uma URL Fonte: captura de tela de Analytics. Na hora de criar uma URL, é importante escolher palavras mais simples para nomear suas tags. Caso opte por frases, o gerador de URL adicionará sublinhados entre as palavras a fim de preencher os espaços. Outro ponto importante: o Analytics entende maiúsculas e minúsculas como sendo informações diferentes, por exemplo: “DESCONTO” e “desconto” são campanhas consideradas distintas. Também fique atento para colocar nomes que estejam diretamente ligados àquilo que você está fazendo. Por exemplo: se você está trabalhando em uma campanha de e-mail marketing, use o termo “e-mail” na tag. Isso irá lhe ajudar na hora de analisar os dados nos relatórios. O “Criador de URL” só gera uma URL por vez. Por isso, se você está atuando em uma campanha muito grande, vale seguir o modelo da planilha para facilitar a geração de tags em escala. Figura 3 – Imagem ilustrativa – Exemplo de uma URL Fonte: captura de tela de Analytics. Após ter gerado suas tags, realize um teste para verificar se o código está de acordo com o que você espera, bem como se foi gerado de 26 forma correta para que não haja problemas na captação dos dados. Para realizar o teste, abra uma janela de navegação anônima. Isso pode ser feito no browser Chrome, pelo seguinte atalho: Ctrl+Shift+N, ou vá no canto direito superior, nas “três bolinhas”, e selecione “Nova Janela Anônima”. Insira a tag (URL) gerada no campo de endereço e espere carregar. Depois, navegue normalmente como se você fosse um usuário. Explicando melhor: se esta tag pedir para você preencher um formulário, faça-o; se for para acessar outras páginas, acesse; se for para usar um cupom, realize todo o processo de compra utilizando o mesmo. Ao fazer o teste, os dados serão carregados instantaneamente nos “Relatório em tempo real”. Depois vá na seção “Aquisição” para acompanhar o tráfego proveniente das tags que você criou. Se clicar no nome da campanha, você verá os dados das origens e mídias que você inseriu no criador de URLs. Se quiser verificar as outras tags relacionadas ao URL, adicione uma dimensão secundária, como “Conteúdo do anúncio”. Isso permite visualizar a dimensão principal “Origem/Mídia” detalhada pela tag “Conteúdo” adicionada aos seus links. A Google Store diferenciou a tag “Conteúdo” dos boletins informativos entre aqueles que oferecem promoções e aqueles que não. Com a dimensão secundária “Conteúdo do anúncio”, podemos visualizar quais promoções foram mais eficazes em atrair usuários. Se você usar o criador de URLs com os relatórios do Analytics, rapidamente entenderá quais campanhas geraram o tráfego de melhor qualidade para o seu site. 27 3. Como configurar metas no Analytics Existem dois tipos de metas no Analytics: 1. Metas do negócio são baseadas em ações que geram conversões. Por exemplo, a inscrição em um formulário ou a conclusão de compra de um produto. 2. Metas do Analytics são ações que você pode definir para acompanhar estas conversões, assim, é possível entender, por exemplo, em qual parte do funil de vendas seus usuários estão deixando o website e tomar medidas para melhorar este indicador. Definir um funil de metas (até 20 metas por vista) é interessante para que você consiga mensurar cada etapa do processo, pela qual o cliente passa para cumprir uma conversão. Esse funil ajuda a identificar em que etapa do processo a conversão foi mais interrompida. Identificado o gargalo, uma possível ação seria enviar um e-mail marketing para este cliente questionando se ele precisa de mais informações sobre o produto ou oferecer um desconto para tentar converter este cliente, considerando que este não finalizou a compra mas teve que cadastrar um perfil no seu website no início do processo. A utilização de cada tipo de meta varia de acordo com o tipo de negócio, então se for um e-commerce é possível estabelecer não só a meta de checkout (compra), mas também saber se seu cliente está conseguindo concluir todas as etapas deste processo. Outros tipos de negócios podem se beneficiar acompanhando as inscrições ou preenchimento de formulários de contato: a navegação nas páginas, o número de páginas visualizadas em uma sessão ou o tempo que permaneceu no site. Assim, o primeiro passo é decidir o que você quer mensurar com base nos objetivos do seu negócio. A partir disso, você consegue definir quais serão as metas aplicadas no seu website. 28 Para começar, acesse a seção “Administrador” > “Vistas” > “Metas” > “Nova meta”. A configuração da sua meta pode ser um pouco diferente, pois varia de acordo com o tipo de negócio. O Analytics facilita o início do processo de cadastro de meta e oferece algumas sugestões de metas de negócios, mas, se preferir, você pode “personalizar uma meta”, basta seleciona “personalizar” e seguir as etapas (figura 4). Figura 4 – Administrador (Metas – Personalizado) Fonte: captura de tela de Analytics. O código da posição da meta varia de 1 a 20, mas não impacta na coleta de dados, servindo apenas para ajudar você a se organizar. A seguir, o Analytics oferece quatro tipos de meta que são acionados por uma ação específica do usuário: • Destino é uma página específica do seu site que o cliente alcança. • Duração é o período que o cliente fica em uma sessão. 29 • Páginas/telas é a quantidade de páginas acessadas por um cliente. • Eventos são ações específicas no site, por exemplo a exibição de um vídeo. Atenção para o fato de que para criar um funil de metas, é necessário utilizar a opção “destino”. Figura 5 – Administrador (Metas – Descrição) Fonte: captura de tela de Analytics. No campo “Destino”, insira a URL da última página do processo de compra. Aquela página que finaliza o processoe que irá gerar o indicador de performance “conversão”. Sugestão: ao invés de escrever toda a URL, basta inserir o termo ou expressão específica dela que permitirá identificá-la. Para isso, selecione “Expressão Regular” no menu dropdown e insira o termo (Figura 6). 30 Figura 6 – Administrador (Metas – Detalhes) Fonte: captura de tela de Analytics. Na parte inferior, clicando em “Verificar essa meta”, é possível confirmar se a meta consegue ou não captar dados. Caso não apareça nenhuma informação, reveja o termo, pois este termo escolhido pode ser parte de outro URL dinâmico e isso afetará o processo de captação de dados. O Analytics também permite que você estabeleça um valor monetário para a meta de conversão. Basta ativar a opção “valor” e digitar o valor de cada conversão. Por exemplo, se você entende que para cada cadastro realizado sua empresa deveria ganhar R$ 10, isso será analisado no final com o valor somado de todos os cadastros realizados. Após verificar as configurações, ative a opção do funil para adicionar etapas. Desta forma, você conseguira analisar se o cliente está passando por cada etapa e você associar valores monetários para avaliar quanto você está deixando de ganhar caso o cliente deixe seu website em alguma etapa do processo. Assim, cada etapa representa uma ação que 31 precisa ser realizada no seu website para atingir uma meta. Por isso, é importante dar um nome para cada etapa e inserir o termo exclusivo (expressão regular) da URL das páginas. Caso a etapa seja obrigatória, ative a opção obrigatória. Caso não seja, por exemplo, você dá um link que para clientes que já tem um pré-cadastro. Figura 7 – Administrador (Metas – Detalhes2) Fonte: captura de tela de Analytics. O fato de ter selecionado uma etapa como obrigatória no funil não impacta na operação do website. Esta opção afeta somente o relatório de “Conversões”. Para ver as métricas, vá no relatório “Conversões”, clique em “Metas” e, em seguida, “Visão geral”. Desta forma, você pode acompanhar os dados de metas em praticamente todos os relatórios. Para visualizar as atividades dos usuários em cada etapa do funil e quantos usuários passaram por elas, vá em “Conversões” > “Visualização 32 do Funil”. Se houver uma variação muito grande nos números em qualquer etapa, cabe verificar o motivo, pois pode ter ocorrido algum problema técnico que esteja impedindo o usuário de seguir no processo. Figura 8 – Funil de vendas Fonte: captura de tela de Analytics. As metas sempre servirão de ferramentas fundamentais para uma boa gestão e o no Analytics não é diferente. Para se ter uma boa análise de dados é preciso de parâmetro e medidas de referência. As metas funcionam para isso. Mesmo porque o volume de informações aos quais estamos expostos “induziu a necessidade de utilização de ferramentas de análise e de gestão necessárias à sua transformação em informação 33 útil para as organizações, com o objetivo de criar valor para os seus negócios” (OLIVEIRA, 2019, [s.p.]). Assim, os sistemas e ferramentas de análise de dados atualmente são vistos por parte das organizações como a principal área de investimento tecnológico, com o objetivo de ampliar os seus recursos para responder ao rápido crescimento das tecnologias de informação e ao aparecimento de elevadas quantidades de dados e informações (OLIVEIRA, 2019). Referências Bibliográficas OLIVEIRA, Filipe António Santos. Produção de informação de suporte à decisão utilizando uma ferramenta de BI. Dissertação de Mestrado, Universidade de Lisboa. Instituto Superior de Economia e Gestão. 2019. 34 Como navegar no analytics e visualizar relatórios de visão geral Autoria: Manuel Borges Itapura de Miranda Leitura crítica: Otávio Daros Objetivos • Entender os relatórios. • Compartilhar relatórios. • Criar dashboards. 35 Introdução Neste tema, vamos detalhar um pouco mais os relatórios, assim como entender como compartilhá-los e ainda criar dashboards para que você consiga acessar as principais informações contidas no Analytics sem que você precise ficar procurando distintamente em cada relatório. Navegar pelos relatórios pode parecer simples, mas é importante destinar um certo tempo para isso, visto que depois que você sabe onde estão localizadas as informações, fica fácil acessá-las sempre que precisar. Invariavelmente, você precisará compartilhar as informações do Analytics com alguém, seja seu chefe, seu cliente ou parceiro de negócios. Aqui, neste tema, também vamos trabalhar esta questão. Vamos lá? 1. Como navegar pelos relatórios A vista “Visão Geral” sintetiza as dimensões mostradas como métricas de “Aquisição”, “Comportamento” e “Conversão”. Isso facilita a interpretação delas no contexto do funil de vendas. 36 Figura 1 – Relatório Comportamento (visão geral) Fonte: captura de tela de Analytics. Vamos analisar alguns relatórios. Figura 2 – Relatório Público-alvo (Geográfico – Idioma) Fonte: captura de tela de Analytics. 37 No relatório Público-alvo > Geográfico > Idioma, temos um menu padrão: • Dados resumidos que mostram o resumo das informações contidas neste relatório. • Uso do site mostra métricas de comportamento: usuários, duração média e páginas por sessão. • Conjunto de metas exibe métricas com base nas metas configuradas. Só será exibido se você tiver definido alguma meta relacionada a esta métrica. • Comércio eletrônico traz métricas que podem ser aplicadas para o contexto de comércio eletrônico, no Analytics. A seguir, a principal tabela de dados aparece na sequência do gráfico, como podemos observar na Figura 3, que mostra o relatório Público-alvo > Geográfico > Local. Na primeira coluna temos a dimensão “País”, mas é possível visualizar por cidade, continente e subcontinente clicando nos links acima da tabela de dados. Se achar pertinente, adicione outra dimensão à tabela para uma análise ainda mais específica, ou dimensão secundária como o Analytics denomina. Por exemplo, você pode adicionar “categoria de dispositivo” ao relatório de local, para ver que tipos de dispositivos foram usados por pessoas de diferentes países, para acessar seu site. 38 Figura 3 – Relatório Público-alvo (Geográfico – local) Fonte: captura de tela de Analytics. Observe que cada linha da tabela representa uma parte diferente do tráfego na dimensão “País”. Você pode analisar de diversas maneiras a tabela de dados. Ao clicar na coluna da tabela, você pode classificar os dados em ordem crescente ou decrescente. A seta no cabeçalho da coluna mostra a coluna atualmente analisada. Por padrão, no Analytics, os relatórios são classificados por usuário. Isso se faz útil para filtrar tabelas e exibir segmentos de tráfego importantes. Na parte superior da tabela, você pode utilizar os filtros para incluir apenas itens que contêm o termo na dimensão principal. Mais à direita do campo de pesquisa, há diferentes opções de visualização ao lado de “Avançado”: • Tabela de dados: formato padrão de visualização na maioria dos relatórios. Os dados são classificados na forma de uma tabela, que contém indicadores de aquisição, comportamento e conversão para audiências e relatórios de aquisição. 39 • Gráfico de pizza: apresenta os mesmos dados da tabela, mas em formato de gráfico. Desta forma, fica melhor comparar porcentagens gerais, como usuários em computadores, tablets e telefones celulares, por exemplo. Você também pode usar o menu suspenso “Contribuição total” para selecionar as métricas que o relatório exibirá no gráfico. • Desempenho: gráfico de barras com os dados com porcentagem. Isso permite uma comparação de segmentos lado a lado, como o país que gera mais tráfego, por exemplo. Assim como no gráfico, você pode selecionar os indicadores a serem analisados. • Comparação: onde pode-se analisar rapidamente o desempenho de cada indicador na tabela em relação à média do site. • Dinâmico: opção para criar uma tabela com linhas e colunas que exibamdiferentes valores de dimensão para comparação. 2. Como compartilhar relatórios O Analytics oferece algumas maneiras para compartilhar os relatórios. Para isso basta selecionar dentre as opções Salvar, Exportar ou Compartilhar (Figura 4): • Ao optar por Salvar, a configuração atual e todas as personalizações, incluindo segmentos avançados, dimensões secundárias, classificação etc., serão aplicadas sempre que visualizar o relatório salvo. • Caso desejar Exportar, você irá gerar um relatório em arquivo com extensões pdf, csv, xlsx ou planilhas do Google. • Selecionando Compartilhar, abrirá uma janela com os campos para você inserir o e-mail do destinatário, definir o título do 40 arquivo, o formato (pdf, csv ou xlsx) e um campo para escrever uma breve mensagem. Além disso, você também poderá sinalizar com qual frequência quer compartilhar este relatório: Uma vez, Diariamente, Semanal, Mensalmente, Trimestral. Figura 4 – Comportamento (visão geral) Fonte: captura de tela de Analytics. Importante salientar que o Analytics processa muitos dados simultaneamente para gerar os relatórios e, por isso, às vezes analisa apenas uma amostra dos dados coletados pelo processo de amostragem – ou seja, uma estimativa com base em uma quantidade dos dados. Por isso, ao analisar os dados, verifique o volume de dados analisados clicando no ícone ver, ao lado do nome do relatório (Figura 5). 41 Figura 5 – Público-alvo Fonte: captura de tela de Analytics. Você pode optar por uma “Resposta mais rápida” do relatório ou “maior precisão”. Na primeira opção, você conseguirá gerar um relatório mais rápido, porém com menos dados, já que ele utilizará uma quantidade menor para agrupar os dados. E o segundo garante 100% de coleta dos dados, que possibilitará trabalhar melhor sua base de dados e tomada de decisão. 3. Painéis e atalhos Você certamente notará que, ao analisar os relatórios, ficará visível que alguns dados, métricas e dados coletados serão mais úteis para a sua empresa do que outra. Para isso, vamos entender um pouco sobre painéis e atalhos, que podem agilizar a busca pela informação mais certa para o seu negócio. Os painéis podem ser usados para diversos propósitos, para formatar resumos dos relatórios com widget em uma única página, por exemplo. Ou se desejar, você pode compilar rapidamente uma lista de indicadores básicos que refletem o status da sua empresa ou exibir relatórios diferentes lado a lado para comparação. 42 Para criar um painel, vá em Personalização > Criar, conforme Figura 6: Figura 6 – Personalização Fonte: captura de tela de Analytics. A primeira escolha a ser feita é a seguinte: começar do zero e escolher manualmente as métricas, ou optar pelo Painel de Controle de Partida, que já vem desenvolvido com alguns gráficos e tabelas pré-definidas. Existe também a opção de “importar da galeria”, que são versões de painéis criados por usuários do Analytics e que compartilham o modelo de painel (somente o modelo, pois os dados serão do seu website). Figura 7 – Criar painel controle Fonte: captura de tela de Analytics. 43 Ao optar pela “Tela em Branco”, abrirá algumas opções de widget para você começar a montar seu painel. Nele, você pode atribuir um nome específico, como desejar, e selecionar o formato de visualização (gráfico, tabela, pizza etc.). Caso queira adicionar outro widget posteriormente, basta acessar “adicionar widget” no menu, logo abaixo do título do seu relatório, e adicioná-lo. Depois de criar um painel, é também possível “Personalizar painel de controle” (Figura 8) a fim de obter uma melhor distribuição dos widgets ou deslocar, arrastando e soltando outros para mover o widget no layout. Ao lado do título do widget, você pode clicar no ícone de edição para editar ou remover as informações do widget. Figura 8 – Opções de layout Fonte: captura de tela de Analytics. Assim como os “Relatórios”, os “Painéis” são passiveis de compartilhamento, tanto por e-mail quanto por exportar em pdf ou 44 gerar um link, que permita acesso somente ao modelo do seu painel (Figura 9). Inclusive você pode “Compartilhar na Galeria de Soluções do Analytics” para que outros usuários possam usufruir também (Figura 10). Lembrando que você não compartilhará seus dados, somente o formato do painel, da mesma forma que é possível aproveitar para importar um painel da “Galeria de Soluções do Analytics” pronto e que seja interessante. Figura 9 – Personalização (Painéis) Fonte: captura de tela de Analytics. Outro ponto importante: é possível criar até 20 painéis privados e 50 painéis compartilhados por vista. No caso dos painéis compartilhados, o usuário que receber o compartilhamento tem a liberdade de alterá-lo, sem afetar o formato ou dados do seu painel original. 45 Figura 10 – Personalização (Painéis – Compartilhar) Fonte: captura de tela de Analytics. Como pudemos analisar, o Analytics oferece diversas maneiras para ter acesso às informações mais importantes e de forma rápida. Isso facilita o acesso às informações dentro da ferramenta e, também, permite que o usuário compartilhe as informações com parceiros interessados. O Analytics também permite criar alertas (simples notificações). Ao acessar a plataforma, é possível programar para disparar e-mails se o volume de acessos no website ficar abaixo de uma certa quantidade de usuários, por exemplo. Para criar alertas, acesse Adminitrador > Vista > Alertas Personalizados. Dê um nome, programe o e-mail, acerte para qual vista ele servirá, qual a frequência que o usuário quer receber as notificações e a condições do alerta (métricas). 46 Referências Bibliográficas GOGLE ANALYTICS. Disponível em: http://analytics.google.com. Acesso em: 19 abr. 2020. 47 Visualização de relatórios de público-alvo, aquisição e comportamento Autoria: Manuel Borges Itapura de Miranda Leitura crítica: Otávio Daros Objetivos • Analisar e entender os relatórios de público-alvo. • Analisar e entender os relatórios de aquisição. • Analisar e entender os relatórios de comportamento. 48 1. Relatórios público-alvo Os relatórios de público-alvo mostram características dos visitantes no seu website: localização, idioma, sistema operacional do aparelho usado para acessar seu website, idade, sexo, interesses, tempo que ficou no seu website. Depois do relatório de “Visão Geral”, vemos o relatório de “Usuários Ativos” que apresenta quantos usuários fizeram pelo menos uma sessão no seu site no último dia ou nos últimos 7, 14 e 30 dias, também denominado de “alcance do site” ou “retenção”. Se o conteúdo do seu website faz com que as pessoas o acessem e retornem ao site, o indicador de usuários ativos em cada período deve crescer. Figura 1 – Relatório de “Visão Geral” (Usuários Ativos) Fonte: captura de tela de Analytics. 49 Na sequência, temos os relatórios de “Valor” da vida útil, “Análise de coorte” e “Públicos” que ainda estão em versão Beta e, portanto, não vamos detalhá-los aqui. A seguir, temos os relatórios de “Informações Demográficas” (Figura 2) que apresentam informações sobre idade e sexo. Figura 2 – Relatório “Público-Alvo” (“Informações Demográficas – Visão Geral”) Fonte: captura de tela de Analytics. Acessando o relatório específico de idade, vemos informações mais detalhadas, inclusive uma linha do tempo da quantidade de sessões por dia e respectivas faixas etárias que acessaram seu website. Na tabela logo a seguir, também é possível analisar quantidade de novos usuários, sessões, taxa de rejeição, quantidade de páginas acessadas e transações por faixa etária. Estas informações podem contribuir 50 para seu planejamento de marketing caso deseje segmentar mercado, adequar algum produto ou serviço para uma determinada faixa etária. É possível realizar uma análise similar, mas segmentado pelo “Sexo”. Figura 3 – Relatório “Público-Alvo” (“Informações Demográficas – Idade”) Fonte: captura de tela de Analytics. O relatório “Interesses”contribui para ampliar o entendimento sobre seu usuário com informações de preferência de conteúdo: TV, Música, Viagens e Tecnologia, Negócios, Beleza etc. Com estes dados é possível verificar se o que você está oferecendo está alinhado com os interesses daquele que está lhe visitando. Com isso, é possível direcionar melhor suas ações de marketing e comunicação para atrair as pessoas certas para seu website. Para visualizar estes dados é preciso que configure em Administrador > Propriedade > Configurações de Propriedade > Recursos de Publicidade 51 e ative “Relatórios de dados demográficos e interesse” (Figura 4). Importante: após a ativação, pode levar cerca de 24 horas para que consiga visualizar os dados e, se o volume de tráfego no seu website for muito baixo, é possível que não consiga visualizar nenhuma informação nestes relatórios. Figura 4 – Administrador (“Configurações da Propriedade”) Fonte: captura de tela de Analytics. O relatório “Geográfico” é considerado um dos mais utilizados pois lhe informa o continente, subcontinente, país e cidade do usuário por meio do endereço de IP usado em seu navegador. Com isso, você pode identificar novos mercados e até atuar na forma como “recebe” os usuários no seu website com produtos, serviços ou simplesmente adequar mensagens que tenham maior apelo na região de onde vivem. O mapa permite uma visão ampliada da origem dos usuários e se você selecionar “Porcentagem de novas sessões”, por exemplo, é possível identificar potenciais mercados com base no tráfego de origem. 52 Logo abaixo do mapa, tem uma tabela que ajuda a identificar as áreas que tem maiores conversões, transações, mas com taxas baixas de tráfego. Outra forma de identificar as regiões onde você tem um público-alvo potencial é avaliar regiões que tem uma taxa de rejeição acima da média, ou para usuários que abandonaram seu site. Desta forma, é possível otimizar a mensagem do anúncio – ou do website – a fim de reduzir o abandono. Abaixo do relatório “Geográfico”, há vários relatórios de “Comportamento” que mostram a frequência com que os usuários acessaram e voltaram para o seu website (Figura 5). Figura 5 – Comportamento (“Usuários Novos x Recorrentes”) Fonte: captura de tela de Analytics. O primeiro relatório dentro do “Comportamentos: Novos x recorrentes” apresenta as métricas de aquisição, comportamento e conversão. 53 Analisar esta comparação regularmente é importante para entender as mudanças de engajamento dos usuários. Porém, sempre tenha em mente os objetivos do site e das suas atividades de marketing ao avaliar a relação de usuários novos e recorrentes. Nos relatórios seguintes, “Frequência” e “Tempo para Retorno” e “Engajamento” é possível analisar a quantidade de sessões que são provenientes de usuários que retornaram àquela página e o tempo médio que cada sessão durou, respectivamente. Em “Tecnologia”, conseguimos visualizar dados do sistema operacional utilizado para acessar seu website. Isso pode útil se estiver desenvolvendo um plugin, uma extensão para algum browser, ou mesmo um aplicativo e com esta informação você consegue entender quem utiliza mais seu website. No entanto, é mais comum que sirva para que você realize ajustes no seu website para melhorar a experiência de navegação do usuário. Também é útil entender se os usuários estão acessando seu website mais pelo celular do que pelo computador e, com isso, você consegue adequar melhor as funcionalidades para este tipo de visualização. No relatório “Dispositivos móveis”, você encontra detalhes do tráfego em versões de smartphones, tablets e computadores assim como nome e marca, sistema operacional e outras dimensões, como resolução da tela. Use este relatório para identificar se há algum dispositivo que seja relevante para seu negócio e, desta forma, traçar estratégias para atuar de acordo com este perfil de usuários. 54 Figura 6 – Dispositivos Móveis (“Dispositivos”) Fonte: captura de tela de Analytics. 2. Relatórios aquisição Para comparar o desempenho de diferentes canais de marketing e saber a origem das conversões e do tráfego de melhor qualidade, acesse os relatórios de “Aquisição”. Por meio deles, você conseguirá ajustar suas ações de marketing e entender de onde vem o fluxo de usuários do website. 55 Figura 7 – Relatório Aquisição (“visão geral”) Fonte: captura de tela de Analytics. Mas, antes, já se perguntou como o Analytics identifica a origem dos usuários? Ele utiliza dimensões que incluem a mídia, a origem e o nome da campanha de marketing. Pense na mídia como o meio que levou seu usuário para o website, que pode ser: Orgânica, CPC, Referência, E-mail e Nenhuma: • Orgânica: tráfego gerado por pesquisas não pagas, como o resultado de uma Pesquisa Google, por exemplo. • CPC: ou Custo por Clique, indica tráfego gerado por uma campanha de pesquisa paga, como anúncios do Google Ads. • Referência: identifica tráfego gerado quando o usuário clica em um website que não é um mecanismo de pesquisa. • E-mail: indica tráfego de e-mail marketing. 56 • (Nenhuma): são usuários que digitaram seu URL direto no navegador. Figura 8 – Identificação de mídia (CPC, Orgânica e Referência) Fontes: adaptada de https://www.vendamais.com.br e https://www.google.com. Acesso em: 20 maio 2020. A fim de identificar as origens de tráfego úteis, basta ver as combinações origem/mídia com mais usuários, o que não significa necessariamente o melhor tráfego, pois, para identificar o melhor tráfego, é preciso avaliar 57 a qualidade, ou seja, os usuários provenientes dessas origens interagem com o website – e isso converte em vendas? Assim, vale relacionar a origem/mídia com a taxa de rejeição para entender se o usuário que entra de fato se engaja com o conteúdo proposto. Vamos analisar o caso do Google Store, que tinha em 2015 a maior origem de tráfego via pesquisa orgânica do Google, mas com uma taxa de rejeição relativamente baixa em comparação a outras origens. A segunda origem de tráfego mais usada era o tráfego direto e em terceiro vindo do YouTube, mas com uma das maiores taxas de rejeição. Para entender melhor usamos a visualização de comparação e selecionamos a métrica “Taxa de rejeição” para comparar cada combinação de origem/mídia com a média do site. Na Figura 9 a seguir, é possível ver que o tráfego do YouTube tinha uma rejeição muito maior que a média do site. Assim, foi preciso analisar se o tráfego do YouTube não estava sendo direcionado para uma página de destino valiosa na visão dos usuários. Figura 9 – Taxa de rejeição Fonte: captura de tela de Analytics. 58 Para ver apenas as origens de tráfego dos outros canais, acesse o relatório “Canais” e clique no nome do canal que abrirá uma lista com detalhamento do tráfego. Por exemplo, na Figura 10, ao clicar em “Referência” conseguimos visualizar o tráfego proveniente de outros websites, no qual havia um link ou um anúncio que direcionou para o Google Store. As páginas (URLs) que aparecem no relatório “Referencias”, além de indicar a origem do tráfego, abre a oportunidade para você fazer parcerias. Figura 10 – “Aquisição Visão Geral” (detalhes de cada origem) Fonte: captura de tela de Analytics. Então, já entendemos quem é o nosso público-alvo e de onde ele vem, agora vamos analisar, no item a seguir, o comportamento dele no seu website. 59 3. Relatórios comportamento Neste relatório você consegue, por exemplo, analisar a métrica «Total de exibições de página» que é a soma dos carregamentos das páginas. Vamos analisar o relatório “Todas as páginas”, localizado em “Conteúdo do site” (Figura 11). Figura 11 – Relatório Comportamento (“Conteúdo do site”) Fonte: captura de tela de Analytics. • A métrica “Visualizações de página” exibe a frequência com que suas páginas foram visualizadas. Por padrão, os dados são exibidos por URI, que é a parte do URL após o nome de domínio na barra de endereços do navegador. Ao alterar adimensão principal para “Título da página”, você verá esse relatório pelo título listado no HTML da página da Web (Figura 12). 60 • Outras métricas desse relatório, como “Tempo médio na página” e “Taxa de rejeição”, indicam o envolvimento dos usuários com cada página do site. Use essas métricas para ver o desempenho das páginas e, assim, orientar suas decisões futuras. Figura 12 – Relatório de Comportamento (“Conteúdo do site” – “todas as páginas”) Fonte: captura de tela de Analytics. Se quiser aprofundar a análise sobre o comportamento do usuário em seu website, acesse “Detalhamento do conteúdo”. Neste relatório, as páginas estão agrupadas de acordo com a estrutura de diretório do site. Ao clicar em qualquer um deles você conseguirá analisar como as páginas do seu website se comportam, e isso poderá lhe ajudar a entender o desempenho do conteúdo em uma sessão específica. Caso altere para o gráfico de pizza, é possível ver quais sessões são mais acessadas. 61 O relatório seguinte, “Páginas de destino”, informa sobre as primeiras páginas exibidas. Este relatório serve para você monitorar o número de rejeições e a taxa de rejeição de cada página de destino. Caso este valor seja alto, pode ser que o conteúdo não seja relevante para aqueles que estão chegando no seu website. Por outro lado, o relatório “Páginas de saída” mostram em qual página os usuários saíram do seu website. Se você tiver um e-commerce é importante analisar se os usuários estão abandonando seu website em páginas importantes como o checkout – mas, sem efetuar a compra, obviamente. Talvez exista um gargalo que precise ser retificado para que haja a conversão. O relatório “Eventos” acompanha o modo como os usuários interagem com elementos específicos do seu website. Por exemplo, é possível usar esse relatório para acompanhar os cliques de usuários em um vídeo ou em um link para download. No entanto, para acompanhamento de eventos é preciso implementar informações adicionais, além do código de acompanhamento do Google Analytics. Referências Bibliográficas GOOGLE ANALYTICS. Disponível em: http://analytics.google.com. Acesso em: 18 mai. 2020. 62 Bons estudos!