Prévia do material em texto
1 A)Quatro a seis ERGONOMIA 2 NOSSA HISTÓRIA A nossa história inicia-se com a ideia visionária e da realização do sonho de um grupo de empresários na busca de atender à crescente demanda de cursos de Graduação e Pós-Graduação. E assim foi criado o Instituto, como uma entidade capaz de oferecer serviços educacionais em nível superior. O Instituto tem como objetivo formar cidadão nas diferentes áreas de co- nhecimento, aptos para a inserção em diversos setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e assim, colaborar na sua formação continuada. Também promover a divulgação de conhecimentos científicos, técnicos e culturais, que constituem patrimônio da humanidade, transmitindo e propagando os saberes através do ensino, utilizando-se de publi- cações e/ou outras normas de comunicação. Tem como missão oferecer qualidade de ensino, conhecimento e cultura, de forma confiável e eficiente, para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base profissional e ética, primando sempre pela inovação tecnológica, ex- celência no atendimento e valor do serviço oferecido. E dessa forma, conquistar o espaço de uma das instituições modelo no país na oferta de cursos de quali- dade. 3 Sumário NOSSA HISTÓRIA .................................................................................. 2 1. ERGONOMIA: Conceituação, importância e aplicações ................ 4 1.1 A Ergonomia na história ................................................................. 7 2. A NORMA REGULAMENTADORA (NR-17) E A ATIVIDADE PROFISSIONAL DO ERGONOMISTA ............................................................. 10 2.1 Laudo Ergonômico .................................................................... 13 3. ERGONOMIA NAS EMPRESAS .................................................. 15 3.1 Ergonomia na Construção Civil ................................................. 18 3.2 Transporte Manual .................................................................... 20 4. DOENÇAS RELACIONADAS AO TRABALHO............................. 25 4.2 Acidente de Trajeto ou de Percurso ............................................ 26 5. REFERÊNCIAS: ........................................................................... 30 4 1. ERGONOMIA: Conceituação, importância e aplicações Figura: 1 A ergonomia é uma disciplina científica focada na interação do ser humano com os artefatos sob a perspectiva da ciência, engenharia, design, tecnologia e gerenciamento de sistemas compatíveis com o ser humano (KARWOWSKY, 2005). A Ergonomia, no entanto, é um estudo científico que aborda a interação e a adaptação do trabalho ao homem, a fim de garantir o bem estar e melhorar o seu desempenho geral. E por isso foi incluída nas regulamentações da prática laboral brasileira. Tais sistemas incluem uma variedade de produtos, processos e ambientes naturais e artificiais. Assim, a ergonomia lida com uma grande variedade de interesses e aplicações, incluindo o lazer e o trabalho. Disciplinas como as ciências biológicas, a psicologia e as ciências da engenharia convergiram para que a ergonomia pudesse conceber produtos e sistemas 5 dentro da capacidade física e intelectual dos seres humanos, de forma que o sistema humano-máquina fosse mais seguro, confiável e eficaz. Neste contexto, segundo a Associação Internacional de Ergonomia (IEA, 2018), a ergonomia (ou fatores humanos) é a disciplina científica dedicada ao conhecimento das interações entre o ser humano e outros elementos de um sistema, e a profissão que aplica teorias, princípios, dados e métodos para o projeto, de modo a otimizar o bem-estar do ser humano e, consequentemente, o seu desempenho, aumentando assim naturalmente a produtividade. O ergonomista contribui para a projetação e avaliação de tarefas, trabalhos, produtos, meio ambiente e sistemas para torná-los compatíveis com as necessidades, habilidades e limitações das pessoas. De uma forma geral, a ergonomia promove uma visão holística, uma abordagem centrada no ser humano, aplicada a sistemas de trabalho, considerando os aspectos físicos, cognitivos, sociais, organizacionais, ambientais e outros fatores relevantes (KROEMER & GRANDJEAN, 2005; WILSON & CORLETT, 1990; SANDERS & MCCORMICK, 1993; CHAPANIS, 1996; SALVENDY, 1997; KARWOWSKY, 2001, 2005; VICENTE, 2004; STANTON etal., 2004). A associação internacional de Ergonomia (IEA 2018) define três domínios e competências da ergonomia: ► o físico; ► o cognitivo e o; ► organizacional. Os aspectos físicos estão relacionados com os aspectos que caracterizam as atividades físicas do corpo humano, como os aspectos antropométricos, biomecânicos, anatômicos e fisiológicos. Assim, os aspectos físicos do trabalho estudam a postura no trabalho, manuseio de materiais, movimentos repetitivos, distúrbios musculoesqueléticos relacionados com o trabalho, bem como aspectos ambientais (ruído, vibração, iluminação, temperatura e agentes tóxicos), projetos de posto de trabalho envolvidos com saúde, segurança, conforto e eficiência. 6 Os aspectos cognitivos estão focados nos processos mentais, que envolvem a percepção, memória, processamento de informação, raciocínio e resposta motora que afeta a interação entre os seres humanos e os outros elementos do sistema. Como exemplo de estudos neste domínio tem-se: carga mental de trabalho, tomada de decisão, desempenho especializado, interação humano-computador, estresse e treinamento, conforme estes se relacionam com os projetos que envolvem seres humanos e sistemas. Os aspectos organizacionais (também conhecidos como macroergonomia) estão relacionados com a otimização dos sistemas sociotécnicos, incluindo a sua estrutura organizacional, políticas e processos. Exemplos deste último domínio incluem comunicações, projeto de trabalho, organização temporal do trabalho, trabalho em grupo, projeto participativo, novos paradigmas do trabalho, cultura organizacional, organizações em rede, teletrabalho e gestão da qualidade. Com base na informação destes três domínios é possível organizar o trabalho de forma favorável ao ser humano e ao sistema produtivo. O objetivo da ergonomia é adaptar o trabalho ao ser humano e não o inverso, como ocorre erroneamente em muitas situações de trabalho. Desta forma, podemos explicitar que a ergonomia contemporânea estuda e aplica as informações sobre o comportamento humano, as habilidades, limitações e outras características dos seres humanos ao design de ferramentas, máquinas, sistemas, tarefas, trabalhos e ambientes para o seu uso de forma produtiva, segura, confortável e efetiva (SANDERS & MCCORMICK, 1993; HELANDER, 1997). Karwowsky (2005) advoga que, na sua origem, a ergonomia estava focada na interação humano-máquina; hoje em dia ela pode ser definida, de maneira geral, como a interação humano-tecnologia. Neste contexto, o autor define tecnologia como um sistema composto por pessoas e organizações, processos e equipamentos que irão criar e operar artefatos tecnológicos. Assim, a ergonomia estuda a adaptação do trabalho ao ser humano e o comportamento humano no trabalho. Ela enfoca: 7 O ser humano: características físicas, fisiológicas, cognitivas, psicológicas e sociais; A máquina: equipamentos, ferramentas, mobiliário e instalações; O ambiente: efeitosda temperatura, ruído, vibração, iluminação e aerodispersoides; A organização do trabalho: jornada de trabalho, turno, pausa, monotonia etc. Tal enfoque pode ser trabalhado sob contribuições (aplicações) que viabilizam as condições de trabalho (IIDA & BUARQUE, 2016), como: Ergonomia de concepção: quando a aplicação diz respeito ao desenvolvimento de produto, máquina, ambiente ou sistema. Ergonomia de correção: quando a ergonomia é aplicada em situações reais condizentes aos problemas relacionados com segurança, excesso de fadiga (física e/ou mental), doenças do trabalho ou quantidade e qualidade da produção. Ergonomia de conscientização: busca capacitar os trabalhadores, por meio de cursos de treinamento e reciclagens, visando a identificação de problemas do cotidiano ou os que necessitam de interferências emergenciais. Ergonomia de participação: trabalha o envolvimento do trabalhador na busca de solução de problemas de forma ativa. Com base no exposto, podemos dizer que o risco ergonômico deve ser avaliado englobando os aspectos físicos, cognitivos e organizacionais na interação do ser humano com tarefas, produtos, ambientes e sistemas. 1.1 A Ergonomia na história A ergonomia emergiu como uma disciplina científica nos anos 1940, como consequência da crescente complexidade dos equipamentos técnicos. 8 Começou-se a perceber que as vantagens decorrentes do uso dos novos equipamentos não estavam se concretizando, visto que as pessoas não conseguiam entendê-los e utilizá-los. Figura: 2 O homem vitruviano de Da vinci Fonte: Janka Dharmasena/iStock/Thinkstock. Inicialmente, esses problemas eram mais evidentes no setor militar, em que se exigia muito dos operadores, tanto física quanto cognitivamente. Conforme os avanços tecnológicos da Segunda Guerra Mundial eram aplicados ao cotidiano civil, percebeu-se a dificuldade que as pessoas tinham de lidar com os equipamentos, resultando numa performance pobre e aumentando a chance de erro humano. Isso levou acadêmicos e psicólogos militares a realizarem pesquisas na área e, posteriormente, investigações sobre a interação entre pessoas, equipamentos e ambiente. Embora o foco inicial tenha sido ambientes de trabalho, a importância da ergonomia foi gradualmente se tornando 9 reconhecida em outras áreas, como no projeto de produtos para consumidores (Ex. carrros e computadores etc.) Em 1949, em um encontro de psicólogos e fisiologistas renomados, o termo ergonomia foi cunhado. Mais tarde naquele ano, o mesmo grupo de cientistas formou a Ergonomics Research Society (ERS), que se tornou a primeira sociedade mundial de ergonomia. De acordo com Hendrick (1993), a evolução da ergonomia a partir da Segunda Guerra Mundial pode ser organizada em quatro fases, segundo a tecnologia enfocada. Veja mais detalhes no Quadro 1 1ª fase: Ergonomia de Hardware ou Tradicional Teve início durante a 2ª Guerra Mundial e concentrava-se no estudo das características físicas do ser humano ( capacidades e limites), primeiramente na área militar e, em seguida, na área civil, com ênfase nas questões fisiológicas e biomecânicas do ambiente de trabalho e na interação dos sistemas homem-máquina 2ª fase: Ergonomia do Meio Ambiente Trata das questões ambientais naturais e artificiais (ruído, vibrações, temperatura, iluminação, aerodispersoides) que interferem no trabalho. Fortaleceu-se em função do interesse em compreender melhor a relação do ser humano com o meio ambiente, atualmente muito em voga em função do conceito de sustentabilidade. 3ª fase: Ergonomia de Software ou Cognitiva Trata do processamento de informações, que eclodiu com o advento da informática a partir da década de 1980. Essa modalidade é focada na interface da interação entre o homem e a máquina, que deixa de ser como na fase tradicional (antropométrica, biomecânica e fisiológica): o operador não manuseia mais o produto, mas comanda uma máquina que opera sobre o produto. A tecnologia da informação passa a ser uma extensão do cérebro e as interfaces para a operação devem levar em conta fatores cognitivos para facilitar o comando 4ª fase: Macroergonomia Visão mais ampla da ergonomia, que não mais se restringe ao operador e sua interação com a máquina, atividade e ambiente, mas também en- globa o contexto organizacional, psicossocial e político de um sistema. Diferencia-se das anteriores por priorizar o processo participativo envolvendo administração de recursos, trabalho em equipe, jornada e projeto de trabalho, cooperação e rompimento de paradigmas, o que garante intervenções ergonômicas com 10 melhores resultados, reduzindo o índice de erros gerando maior aceitação e colaboração por parte dos envolvidos. Quadro: 1 Fonte: Janka Dharmasena/iStock/Thinkstoc No Brasil, as pesquisas na área são relativamente recentes. Embora haja registros de pesquisas realizadas no século XIX, foi apenas a partir da década de 1970 que pesquisadores de várias universidades brasileiras começaram a introduzir a ergonomia no escopo de várias áreas do conhecimento, sendo que o primeiro trabalho acadêmico data de 1973 – Ergonomia: notas de classe, escrito por Itiro Iida e Henry A. J. Wierzbicki. Em 1983, surge a Associação Brasileira de Ergonomia (ABERGO), uma entidade sem fins lucrativos cujo objetivo é o estudo, a prática e a divulgação das interações das pessoas com a tecnologia, a organização e o ambiente, considerando as suas necessidades, habilidades e limitações. Hoje, nosso país conta com inúmeros profissionais diretamente relacionados à saúde dos trabalhadores, à organização do trabalho e aos projetos de equipamentos e produto. 2. A NORMA REGULAMENTADORA (NR-17) E A ATIVIDADE PROFISSIONAL DO ERGONOMISTA As Normas Regulamentadoras ou NRs foram aprovadas pelo Ministério do Trabalho em 1978, e tornaram obrigatório que as empresas seguissem orientações e procedimentos da Medicina do Trabalho. A NR 17, conhecida como “norma da ergonomia” foi aprovada pela Portaria MTb n.º 3.214/1978, com redação dada pela Portaria MTPS n.º 3.751, somente em 23 de novembro de 1990. As NRs, ou “Normas Regulamentadoras” são regras para evitar acidentes, doenças e qualquer fator prejudicial à saúde. A NR 17 é uma regulamentação específica das condições de trabalho. 11 Além disso, os dispositivos desta regulamentação abordam características de prevenção a doenças na tentativa de garantir qualidade de vida no trabalho, saúde, bem estar, e especialmente segurança. Em linhas gerais, a maioria das NRs são aplicáveis para toda a atividade laboral. A NR 17 trata da ergonomia e dos riscos à saúde de ambientes e locais de trabalhos impróprios: “Esta Norma Regulamentadora visa a estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente”. (17.1) De acordo com a NR-17, para avaliar a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, cabe ao empregador realizar a análise ergonômica do trabalho, a qual deve abordar, no mínimo, as condições de trabalho, conforme estabelecido na Norma Regulamentadora. A principal novidade da nova NR-17 é a análise Preliminar de Risco – APR ou Avaliação Ergonômica Preliminar (AEP), que é obrigatória para todas as organizações e tem o objetivo de subsidiar a implementação das medidas de prebvençãoe adequações necessárias previstas na NR-17. De acordo com o subitem 17.3.1.1 da nova NR-17, a AEP pode ser realizada através de abordagens qualitativas, semiquantitativas, quantitativas ou conjuntamente, conforme os riscos e os requisitos legais aplicáveis, visando identificar os perigos e produzir informações para o planejamento e a adoção das medidas de prevenção necessárias. A avaliação ergonômica preliminar pode ser contemplada nas etapas do processo de identificação de perigos e de avaliação dos riscos descritos no item 1.5.4 da NR-1, ocorrendo a integração entre a NR-17 e a NR-1. AET- Análise Ergonômica do Trabalho Com o estabelecimento da AEP, a Análise Ergonômica do Trabalho (AET) passou a ser obrigatória somente nas seguintes situações: ► Observada a necessidade de uma avaliação mais aprofundada da situação; ► Identificadas inadequações ou insuficiência das ações adotadas; 12 Sugerida pelo acompanhamento de saúde dos trabalhadores, nos termos do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) e da alínea “c” do subitem 1.5.5.1.1 da NR-1; ► Indicada causa relacionada às condições de trabalho na análise de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, nos termos do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Outra novidade da NR-17, é a inclusão das etapas da AET. Conforme descritas a seguir: 1. Análise da demanda e, quando aplicável, reformulação do problema; 2. Análise do funcionamento da organização, dos processos, das situações de trabalho e da atividade; 3. Descrição e justificativa para definição de métodos, técnicas e ferramentas adequados para a análise e sua aplicação, não estando adstrita à utilização de métodos, técnicas e ferramentas específicos; 4. Estabelecimento de diagnóstico; 5. Recomendações para as situações de trabalho analisadas; e 6. Restituição dos resultados, validação e revisão das intervenções efetuadas, quando necessária, com a participação dos trabalhadores. Contudo, a NR 17 existe para implementar regras que possam garantir a saúde do colaborador, a redução das doenças de trabalho, e a qualidade de vida e de desempenho do colaborador. Para as empresas, a NR 17 é uma norma regulamentadora que visa orientar os procedimentos obrigatórios para preservar a saúde e segurança de seus colaboradores. Em geral, as Normas Regulamentadoras exigem uma análise dos ricos e das possibilidades para prevenção de moléstias aos colaboradores. Porém, é necessário que as organizações investiguem as condições de trabalho e se adequem às normas estabelecidas. Um dos fatores mais importantes se trata da fiscalização. Ela ocorre com maior frequência em empresas que possuem risco maior à saúde, segurança e vida, porém, está presente também em escritórios e centros de telemarketing. 13 2.1 Laudo Ergonômico O laudo ou análise ergonômica identifica os riscos ergonômicos, bem como recomenda as intervenções e ou adaptações necessárias, seja no ambiente de trabalho, mobiliário, máquinas, equipamentos e ferramentas, ou nos processos de trabalho, de modo a proporcionar o máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente, além de preservar a saúde do trabalhador, em especial, o acometimento das LER/DORT (Lesões por Esforços Repetitivos/Distúrbios Ósteosmusculares Relacionados ao Trabalho). De maneira bastante resumida, o laudo ergonômico é um documento solicitado em causas trabalhistas. Quando se deseja identificar as condições de trabalho oferecidas por uma empresa aos seus funcionários, o Juiz solicita a declaração, que visa comprovar que o local é seguro e não apresenta riscos à saúde do colaborador. É por meio deste documento, inclusive, que o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) é capaz de conceder os benefícios necessários aos trabalhadores afastados de suas funções devido à Lesão por Esforço Repetitivo (LER) ou Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho (DORT). Os riscos dos ambientes de trabalho são avaliados de forma qualitativa, procedendo-se em seguida, o enquadramento de acordo com os dispositivos legais. O laudo ergonômico deve ser realizado por equipe de especialistas em estudos ergonômicos e riscos ambientais à saúde, produzindo material descrito das operações, dos ambientes, dos equipamentos utilizados, que permitirá elaborar considerações e recomendações a respeito dos métodos e da organização do trabalho com relação às atividades inerentes à administração. O responsável pelo laudo é a pessoa que tem a habilitação para a função, ou seja, o engenheiro de segurança do trabalho, o profissional “legalmente habilitado” na área de segurança do trabalho e devidamente credenciado junto ao CREA (Conselho Regional de Engenharia). O laudo ergonômico tem o objetivo de estabelecer parâmetros para melhorar a empresa ou adaptações das condições de trabalho. 14 É por meio deste documento que se torna possível, por exemplo, traçar estratégias e implementar mudanças que consigam reduzir as chances de acidentes e doenças ocupacionais. Isso acontece, porque o laudo ergonômico traz o real cenário da empresa, identificando quais são os pontos que devem ser tratados e como devem ser as intervenções para que surtam os efeitos esperados. Em geral, essas adaptações são feitas nas máquinas, equipamentos, ferramentas e mobiliários usados no ambiente de trabalho e que devem se adequar às características psicofisiológicas dos trabalhadores. O laudo ergonômico deverá ser realizado sempre que necessário, observando o seu desenvolvimento e realização dos ajustes necessários e estabelecimento de novas metas e prioridades. Deve, ainda, ser refeito se houver modificações no posto, no trabalho ou no usuário. Ele, por fim, deve ser guardado por um período mínimo de vinte (vinte) anos. A Norma Regulamentadora – NR-17 – Ergonomia (Lei no 6514/77 – Portaria no 3751/90) estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação, por parte de todas as empresas que admitam empregados que estejam expostos a riscos ergonômicos. O laudo ergonômico de uma estação de trabalho deve ser direcionado à análise global do posto de trabalho, sempre levando em consideração o psicobiofísico do seu operador. Ele deve ser elaborado por posto de trabalho individual, levando em consideração a empresa como um todo. Nada deve ser analisado de forma segmentada. Conforme a NR 17, o objetivo do laudo ergonômico é estabelecer parâmetros para a adaptação das condições de trabalho as características psicofisiológicas dos trabalhadores. Existem três tipos de laudos ergonômicos: a) Laudo ergonômico do objeto; b) Laudo ergonômico do posto de trabalho; c) Laudo ergonômico funcional. 15 O laudo ergonômico denominado “consciente” deve ser realizado com estudos visando os três tipos de laudos mencionados anteriormente, para que se tenha uma real avaliação ergonômica do posto de trabalho. O desenvolvimento de um laudo ergonômico consta de: a) Estudo detalhado dos processos utilizados no desenvolvimento das atividades; b) Avaliações qualitativa e quantitativa dos riscos ergonômicos; c) Avaliação do mobiliário e equipamentos frente às atividades (hora x homem x trabalho); d) Aferição e análise das condições ambientais dos locais de trabalho; e) Aferição e análise do psicobiofísico do operador; f) Recomendações técnicas para melhoria das condições de Implantação de medidas de controle; g) Treinamentos e cursos sobre ergonomia. 3. ERGONOMIA NAS EMPRESAS Ergonomia promove uma abordagem holísticana qual são levados em conta fatores os físicos, cognitivos, sociais, organizacionais, ambientais, entre outros fatores relevantes. Os ergonomistas trabalham ainda em setores particulares da economia ou em domínios de aplicação, aqui entendidos não como exclusivos e, sim, em constante desenvolvimento. Esses domínios de especialização dentro da disciplina da Ergonomia são tão amplos, como os listados a seguir: a) Ergonomia física: se refere às características humanas anatômicas, antropométricas, fisiológicas e biomecânicas, e como estas se relacionam com a atividade física. Tópicos importantes incluem posturas de trabalho, levantamento de material, movimentos repetitivos, distúrbios muscoesqueléticos relacionados ao trabalho, layout do local de trabalho, segurança e saúde. 16 A Figura 3 , apresenta (a) postura errada (b) postura correta de sentar-se à mesa de um escritório para utilizar computador de mesa. É possível perceber na figura (a) que a coluna esta curvada para a frente. Figura: 3 (a) Postura errada (b) Postura correta b) ergonomia cognitiva: se relaciona com processos mentais, como percepção, memória, raciocínio e respostas motoras. Estuda, também, como esses processos afetam as interações entre pessoas e outros elementos do sistema. Entre os tópicos relevantes destacam- se: carga de trabalho mental, tomada de decisão, performance especializada, interação humano-computador, confiabilidade humana, estresse e treinamento de trabalho da maneira que possam se relacionar com o projeto humano-sistema. 17 A Figura 4 , apresenta uma funcionária apresentando dor no ombro, e o modelo, apresentando distâncias adequadas para a utilização de um notebook sobre uma mesa. Figura: 4 Distancias adequadas c) Ergonomia organizacional: se relaciona com a otimização de sistemas sociotécnicos, incluindo suas estruturas organizacionais, políticas e processos. São tópicos relevantes: comunicação, gerenciamento de recursos humanos, projeto do trabalho, projeto de turnos de trabalho, equipe de trabalho, projeto participativo, trabalho cooperativo, novos paradigmas do trabalho, organizações virtuais, teletrabalho e gerência de qualidade. A questão ergonômica passou a ser uma preocupação constante das empresas a partir do momento em que foi identificada como uma das maiores causas de absenteísmo. As consequências desses afastamentos, além da geração de custos diretos e indiretos elevados, têm contribuído para a queda da qualidade de vida dos trabalhadores lesionados, já que são bem conhecidos os efeitos psicológicos e sociais dos acometidos por doenças causadas pela inadequabilidade dos postos de trabalho e dos processos produtivos, que impõem ritmos repetitivos, emprego de força, posições antiergonômicas, entre outros múltiplos fatores de riscos potenciais. 18 3.1 Ergonomia na Construção Civil Atitudes ergonômicas são muito necessárias também na indústria da construção civil. Levantamento manual de carga, transporte, e movimentação podem ser feitos com segurança, minimizando, assim, o desgaste nos discos vertebrais. O treinamento dos funcionários pode ser uma forma de conscientização poderosa. Afinal, em se tratando principalmente das posições corretas, a decisão entre fazer o certo ou o errado acaba ficando a cargo do próprio funcionário. Sem uma conscientização adequada não há nem a possibilidade de um comporta- mento adequado. Os riscos ergonômicos da construção civil são esforço físico intenso, levantamento e transporte manual de pesos, trabalho em turnos diurno e noturno e situações causadoras de stress físico e/ou psíquico. As principais doenças do trabalho são: ► LER (lesão por esforço repetitivo); ► Lombalgia; ► Fadiga; ► Sono; ► irritabilidade e; ► acidentes. A Figura 5 , apresenta (a) trabalhadores instalando uma placa de forro e a figura (b) o trabalhador revestindo a parede com argamassa. 19 Figura: 5 Instalação de placa de forro Figura: 6 Trabalhador revestindo a parede com argamassa 20 3.2 Transporte Manual O transporte manual de objetos é sem dúvida uma das situações de trabalho que mais causam acidentes. Muitos são os motivos, entre eles postura incorreta, excesso de carga e formato da embalagem de difícil fixação das mãos. Estas lesões, em sua maioria, afetam a coluna vertebral, e também podem causar outros problemas, como a hérnia escrotal. A movimentação manual de cargas é cara, ineficaz (o rendimento útil para operações de levantamento é da ordem de 8 a 10%), penosa (provoca fadiga intensa) e causa inúmeros acidentes. Portanto, sempre que possível, deve ser evitada ou minimizada. A Figura 7 (a) mostra a técnica correta para o levantamento de cargas (caixa, barra, saco, etc.). O joelho deve ficar adiantado em ângulo de noventa graus, braços esticados entre as pernas, dorso plano, queixo não dirigido para baixo, pernas distanciadas entre si lateralmente, carga próxima ao eixo vertical do corpo, tronco em mínima flexão. Figura: 7 (a) Postura correta para carregar telhas que estão no chão. 21 (b) Postura errada para levantar do chão uma caixa de ferramentas pesada. O uso de equipamentos mecanizados representa um custo de investimento, razão porque devem ser adquiridos e empregados apenas, quando forem constatemente utilizados. A Figura 8, apresenta uma esteira rolante ou transportador de correia, muito usado no manuseio de sacas e outros materiais (brita e areia). 22 Figura: 8 Transportador de correia O transporte vertical por cabos ou correntes utilizando-se de um guincho (içamento) é necessário quando a carga é muito pesada e o acesso ao local de seu uso é limitado. Algumas considerações podem ser apresentadas sobre os cuidados advindos de manuais de ergonomia: I- Transporte manual de cargas designa todo transporte no qual o peso da carga é suportado inteiramente por um só trabalhador, compreendendo o levantamento e a deposição da carga; II- Transporte manual regular de cargas designa toda a atividade realizada de maneira contínua ou que inclua, mesmo de forma descontínua, o transporte manual de cargas. Não deverá ser exigido e nem admitido o transporte manual de cargas cujo peso possa comprometer a saúde ou a segurança do trabalhador. III- Todo trabalhador designado para o transporte manual regular de cargas, deve receber treinamento ou instruções satisfatórias 23 quanto aos métodos de trabalho que deverá utilizar com vistas a salvaguardar sua saúde e prevenir acidentes. Figura 9 (a), apresenta um funcionário transportando a mercadoria de maneira errada e a (b) de maneira correta ao transportar. Figura: 9 (a) Carregamento errado (b)Carregamento correto 24 IV- Quando mulheres e trabalhadores jovens forem designados para o transporte manual de cargas, o peso máximo destas cargas deverá ser nitidamente inferior aquele admitido para os homens, para não comprometer sua saúde ou sua segurança. V- Com vistas a limitar ou facilitar o transporte manual de cargas, deverão ser usadosmeios técnicos apropriados. O trabalho de levantamento de material feito com equipamento mecânico de ação manual deverá ser executado de forma que o esforço físico realizado pelo trabalhador seja compatível com sua capacidade de força e não comprometa sua saúde ou sua segurança. A figura 10: apresenta (a) um funcionário utilizando uma empilhadeira manual para transportar cargas 25 (b) um carrinho para transporte de pneus. 4. DOENÇAS RELACIONADAS AO TRABALHO As doenças ocupacionais ou profissionais, os acidentes e as doenças do trabalho constituem as principais causas de afastamento temporário do trabalho. Por desconhecimento, muitos empregam os termos doenças ocupacionais e doenças do trabalho como sinônimos. No entanto, tratam-se de conceitos diferentes. Diretamente voltada ao ambiente laboral, a doença do trabalho é adquirida em decorrência do ambiente em que as atividades laborais são efetuadas, como níveis de ruído, condições de temperatura e de ventilação. Já as doenças ocupacionais ou profissionais são desencadeadas pelo exercício da função do trabalhador. Ambas as formas de doença decorrentes do trabalho são consideradas acidente de trabalho e têm o respaldo da Lei 8.213, de 24 de julho de 1991 (BRASIL, 1991): Art. 20. Consideram-se acidente do trabalho, nos termos do artigo anterior, as seguintes entidades mórbidas: 26 I- Doença profissional, assim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério do Trabalho e da Previdência social; II- Doença do trabalho, assim entendida a adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente, constante da relação mencionada no inciso I. Doenças ocupacionais são moléstias de evolução lenta e progressiva, originárias de causa igualmente gradativa e durável, vinculadas às condições de trabalho (COSTA, 2009). Adriano (2013) classifica como modalidades de doenças ocupacionais: Doença do trabalho: enfermidade adquirida ou desencadeada em decorrência das condições de realização das tarefas. Doença profissional: enfermidade ocasionada pelas peculiaridades de certa função, tendo como causadores agentes físicos, químicos e biológicos. Acidente de trabalho: lesão corporal ou perturbação funcional que pode resultar em morte ou redução da capacidade temporária e permanente de trabalho. Pode acontecer no exercício da função a serviço da empresa. 4.2 Acidente de Trajeto ou de Percurso O acidente de trajeto ocorre quando um funcionário da empresa sofre um acidente no percurso da residência para o local de trabalho, ou do local de trabalho para a residência. Esta situação é considerada um imprevisto durante o caminho de ida ou volta do trabalho. O acidente de trajeto inclui qualquer meio de locomoção utilizado pelo funcionário: seja transporte público, carro próprio ou da empresa, ou mesmo carro compartilhado. Todas as maneiras usadas pelos trabalhadores para se transportar no trajeto de ida e volta do trabalho são válidos. 27 Portanto, se o trabalhador torcer o pé ou bater o carro no caminho de ida ou volta do trabalho, pode ser considerado um acidente de trajeto de acordo com a Lei 8.213/91. A Lei 8.213/91 que trata sobre os benefícios da previdência social, dispõe em seu artigo 19 que: “Acidente de trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso VII do art. 11 desta lei, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho”. Uma vez que não é possível listar todas as hipóteses para essas doenças, o § 2º do mencionado artigo da Lei nº 8.213/91 estabelece que: “Em caso excepcional, constatando-se que a doença não incluída na relação prevista nos incisos I e II deste artigo resultou das condições especiais em que o trabalho é executado e com ele se relaciona diretamente, a Previdência Social deve considerá-la acidente do trabalho”. Art. 21. Equiparam-se também ao acidente do trabalho, para efeitos desta Lei: I – o acidente ligado ao trabalho que, embora não tenha sido a causa única, haja contribuído diretamente para a morte do segurado, para redução ou perda da sua capacidade para o trabalho, ou produzido lesão que exija atenção médica para a sua recuperação; [ ...] IV – o acidente sofrido pelo segurado ainda que fora do local e horário de trabalho: a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa; b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito; c) em viagem a serviço da empresa, inclusive para estudo quando financiada por esta dentro de seus planos para melhor capacitação da mão de 28 obra, independentemente do meio de locomoção utilizado, inclusive veículo de propriedade do segurado; d) no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela, qualquer que seja o meio de locomoção, inclusive veículo de propriedade do segurado. § 1º Nos períodos destinados a refeição ou descanso, ou por ocasião da satisfação de outras necessidades fisiológicas, no local do trabalho ou durante este, o empregado é considerado no exercício do trabalho. Ao contrapor a doença ocupacional e a doença do trabalho, Costa (2009) cita que, ao passo que nas doenças profissionais o trabalhador não tem a obrigatoriedade do ônus probatório, nas enfermidades do trabalho há a obrigatoriedade desse ônus. Apesar de haver a hipótese de que o funcionário tenha iniciado suas atividades em determinada função com a saúde perfeita, ou que apresentava uma doença que não o impossibilitasse de atuar, ele deve comprovar que a patologia ou perturbação funcional surgiu ou foi agravada pelo ambiente de trabalho. Nesse caso, o trabalhador deverá confirmar a impossibilidade de continuar executando suas atividades. Segundo o Portal Repórter Brasil (2007), as doenças ocupacionais têm relação direta com a atividade efetuada pelo profissional ou às condições de trabalho vivenciadas por ele. As lesões por esforços repetitivos, ou distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (LER/DORT), são mais corriqueiras. Tais lesões englobam aproximadamente 30 doenças, como as tendinites (ou inflamações nos tendões) e as tenossinovites (ou inflamações da membrana que recobre os tendões). As LER/DORT atuam modificando as composições osteomusculares, como tendões, articulações, músculos e nervos. Segundo Adriano (2013), as doenças ocupacionais ocorrem pela alteração na saúde física e/ou mental do trabalhador, originada pela exposição demasiada a agentes químicos, físicos, biológicos e radiativos, prejudiciais à saúde humana. Outras causas têm relação com uma situação extrema à da permitida pela lei, quando não são utilizados equipamentos de proteção e segurança compatíveis ao risco. Geralmente a manifestação das doenças ocupacionais demora a ocorrer, podendo surgir em forma de tumores ou lesões em órgãos humanos. 29 Outros problemas desencadeados pelo estresse e pela pressão diária no trabalho são o alcoolismo, o consumo de drogas, a síndrome do pânico, a claustrofobia e o transtorno obsessivo compulsivo (TOC). A qualidadede vida no trabalho (QVT) busca justamente oferecer melhores condições aos trabalhadores para suportarem essas tensões, sejam de ordem física ou emocional. Na impossibilidade de resolução dos problemas, a prática de novas concepções de trabalho procura amenizá-los. Entre as principais classes de trabalhadores que sofrem com problemas de saúde que podem estar relacionados ao trabalho, destacam-se: 1. Condutores de veículos, como táxi e ônibus, e profissionais que atuam no transporte de cargas exercendo funções de carregamento e descarregamento. Esses profissionais estão submetidos a constantes tensões envolvendo o sistema musculo esquelético. Além disso, podem ter problemas relacionados à má postura, uma vez que permanecem muito tempo em uma mesma posição. 2. Digitadores, caixas de supermercado e cabeleireiros. Esses profissionais estão sujeitos a desenvolver LER e DORT, uma vez que forçam músculos e ligamentos ao realizar as mesmas atividades diariamente, horas a fio. 3. Balconistas de farmácia, seguranças e professores são profissionais que têm maior propensão a desenvolver problemas circulatórios, como varizes, varicoses e trombose venosa (formação de trombos ou coágulos nas veias), uma vez que permanecem muito tempo na posição estática em pé. 4. Mulheres que atuam como médicas, jornalistas e policiais militares, segundo pesquisas, estão na relação das profissionais que mais desenvolvem endometriose. Uma das razões para isso é que essas profissionais se submetem a constantes pressões e a altos níveis de estresse. 30 5. REFERÊNCIAS: ABRAHÃO, J. I. ; ASSUNÇÃO, A. A. A concepção dos postos de trabalho informatizados visando a prevenção de problemas posturais. Revista de Saúde Coletiva da UEFS. Feira de Santana, v. 1, n. 1, p. 38-45, 2002. ABRAHÃO, Júlia Issy. Ergonomia; Modelo, Métodos e Técnicas. In: II CONGRESSO LATINO-AMERICANO DE ERGONOMIA E 6. SEMINÁRIO BRASILEIRO DE ERGONOMIA. Anais... Florianópolis, 1993. ABRAHÃO, Júlia Issy. Reestruturação produtiva e variabilidade no trabalho: uma abordagem da ergonomia. Revista Psicologia: teoria e pesquisa, jan-abr. 2000, v. 16, n. 1, p. 49-54, Brasília, 2000. ANDERSON, John Robert. Cognitive Psychology and its implications. 5. ed. New York: Worth Publishers, 2000. ANDERSON, John Robert. Problem solving and learning. American Psychologist, n. 48, p. 35-44, 1993. ANDERSON, John Robert. Psicologia cognitiva e suas implicações experimentais. São Paulo: LTC, 2004. ASSUNÇÃO, Ada Ávila. De la déficience à la gestion collective du travail: les troubles musculo-squelettiques dans la restauration collective. Paris, 1998, 207f. Tese (Doutorado). École Pratique des Hautes Études. BEST, John B. Cognitive Psychology. 5. ed. St. Paul, MN: West Publishing Company, 1995. BODKER, Susanne; GRONBAEK, Kaj. Users and designers in mutual activity: an analysis of cooperative activities in systems design. In: ENGESTRÖM, Yrjö; MIDDLETON, David. Cognition and communication at work. New York: Cambridge University Press, 1998. BRASIL. Constituição Federal. República Federativa do Brasil. Brasília: Centro Gráfico do Senado Federal, 1998. CAILLIET, René. Dor cervical e no braço. 3. ed. Tradução de Jacques Vissoky. Porto Alegre: Artmed, 2003. CAÑAS, José J.; ANTOLÍ, Adoración; QUESADA, José F. The role of working memory on measuring mental models of physical systems. Psicologica, v. 22, 2001. 31 CANÃS, José J.; WAERNS, Yvonne. Ergonomia cognitiva. Aspectos psicológicos de la interacción de las personas con la tecnología de la información. Madrid: Editorial Médica Panamericana, S.A., 2001. COLACIOPPO, Sérgio; SMOLENSKY, M. H. A importância do estudo da ritmicidade biológica para a Higiene e Toxicologia Ocupacional. In: FISCHER, F. M.; MORENO, C. R. C.; ROTENBERG, L. (Org.). Trabalho em Turnos e Noturno na Sociedade 24 horas. São Paulo: Atheneu, 2003. CURIE, Jacques. Condições da pesquisa científica em ergonomia. In: DANIELLOU, François (Coord.). A ergonomia em busca de seus princípios. Debates epistemológicos. São Paulo: Edgard Blucher, 2004. DEJEAN, P.; PRETTO, J.; RENOUARD, J. Organiser et concevoir des espaces de travail. Paris: Anact, 1998. DEJOURS, Christophe. Por um novo conceito de saúde. Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, v. 54, n. 14, p. 7-11, 1986. DESNOYERS; LE BORGNE, D. Vision et travail in laprotection oculaire. Montréal. Institut de recherche appliquée sur le travail, 1982. FALZON, Pierre. Ergonomia. São Paulo: Edgard Blucher, 2007, 627p. FISCHER, Frida Marina; MORENO, Claudia Roberta de Castro; ROTENBERG, Lúcia. Trabalho em turnos e noturno na sociedade 24 horas. Rio de Janeiro: Atheneu, 2003. GADBOIS, C. Horaries Postes et santé. In: Encyclopedie Medico- Chirurgicale. Paris: Elsevier, 1998. GAZZANIGA, M. S.; HEATHERTON, T. F. Ciência Psicológica: mente, cérebro e comportamento. Porto Alegre: Artmed, 2005. GINGERENZER, Gerd; TODD, Peter M.; THE ABC RESEARCH GROUP. Simple heuristics that make us smart. New York: Oxford University Press, 1999. GRANDJEAN, E. Manual de ergonomia: adaptando o trabalho ao homem. Porto Alegre: Bookman, 1998. GUÉRIN, François; LAVILLE, Antoine; DANIELLOU, François; DURAFFOURG, Jacques; KERGUELEN, A. Compreender o trabalho para transformá-lo. A prática da ergonomia. Tradução de L. Sznelwar et al. São Paulo: Edgard Blucher, 2001. H. A. Human problem solving. Englewood Cliffs, NJ: Prentice Hall, 1972. 32 HERCULANO-HOUZEL, Suzana. O cérebro nosso de cada dia. Rio de Janeiro: Vieira & Lent, 2002. HOLYOAK, K. J. Problem solving. In: OSHERSON, D. N.; SMITH, E. E. (Eds.). An invitation to cognitive science: v. 3. Thinking. Cambridge, MA: MIT Press, 1990. IIDA, Itiro. Ergonomia: projeto e produção. 2. ed. rev. e ampl. São Paulo: Edgard Blucher, 2005. JOUVENCEL, M. Rodriguez. Ergonomia básica aplicada a la medicina del trabajo. Madrid: Diaz de Santos, 1994. KEREN, G. On the importance of identifying the correct ‘problem space’. Cognition, n. 16, p. 121-128, 1984. KNOPLICH, José. Viva bem com a coluna que você tem: dores nas costas – tratamento e prevenção. 29. ed. São Paulo: IBRASA, 2002. KROEMER, K. H. E.; GRANDJEAN, E. Manual de ergonomia, adaptando o trabalho ao homem. Tradução de Lia Buarque de Macedo Guimarães. 5. ed. Porto Alegre: Bookman, 2005. LAVILLE, Antoine. Cadence de travail et posture. Le travail humain. 1968, p. 73-94. MAGGI, Bruno. Do agir organizacional. São Paulo: Edgard Blucher, 2006. MAGGI, Bruno. O trabalho e a abordagem ergonômica. In: DANIELLOU, F. (Coord.). A ergonomia em busca de seus princípios. Debates epistemológicos. São Paulo: Edgard Blucher, 2004. MARMARAS, N.; KONTOGIANIS, T. Cognitive Task. In: SALVENDY, G. Handbook of Industrial Engineering. New York: John Wiley & Sons, 2001. MARMARAS, N.; PAVARD, Bernard. Problem-driven approach to the design of information technology systems supporting complex cognitive tasks. Cognition, technology & work. London: Springer-Verlag London Limited, 1999. MATLIN, Margaret. W. Psicologia cognitiva. São Paulo: LTC, 2004. MATOS, Dirce Guilhem de. O trabalho do enfermeiro de centro cirúrgico: um estudo sob a ótica da ergonomia. Brasília, 1994. Dissertação (Mestrado). Universidade de Brasília. MENDES, Ana Magnólia; ABRAHÃO, Júlia Issy. A influência da organização do trabalho nas vivências de prazer-sofrimento do trabalhador: uma 33 abordagem psicodinâmica. Revista Psicologia: teoria e pesquisa, v. 2, n. 26, p. 179-184, 1996. MENNA-BARRETO, Luiz. Cronobiologia Humana. In: FISCHER, Frida Marina; MORENO, ClaudiaRoberta de Castro; ROTENBERG, Lucia. Trabalho em turnos e noturno na Sociedade 24 horas. São Paulo: Atheneu, 2003, p. 33- 41. MONTMOLLIN, Maurice. A ergonomia. Lisboa: Instituto Piaget, 1990. MONTMOLLIN, Maurice. Vocabulaire de l’Ergonomie. Toulouse: Octarés Éditions, 1995. NEWELL; A.; SIMON, NORDIN, Margareta; FRANKEL, Victor H. Biomecânica básica do sistema musculoesquelético. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001. NORMAN, Donald. Things that make us smart. Defending human attributes in the age of the machine. Cambridge: Perseus Books, 1993. PACAUD, Suzanne. L’ergonomie face aux grandeurs et aux dificultés de l’interdisciplinarité. Le Travail Humain, XXXIII, 1.2, 1970, p. 141-158. PANERO, J.; ZELNIK, M. Lãs dimensiones humanas em los espacios interiores – estandares antropométricos. Cida-de do México: Gustavo Gili, 1989. QUESADA, José F.; CAÑAS, José J.; ANTOLÍ, Adoración. In: WRIGHT, P. DEKKER, QUESADA, José F.; KINTSCH, W.; GOMEZ, E. A theory of complex problem solving using latent semantic analysis. In: GRAY, W. D.; SCHUNN, C. D. (Eds.). Proceedings of the 24th Annual Conference os the Cognitive Science Society, p. 750-755. Mahwah, NJ: Fairfax, VA Lawrence Earbaum Associates, 2002. S.; WARREN, C. P. (Eds.). ECCE-10: confronting reality. Sweden: EACE, 2000. SARMET, Mauricio Miranda. Análise ergonômica de tarefas cognitivas complexas mediadas por aparato tecnológico: quem é o tutor na educação a distância? Brasília, 2003. Dissertação (Mestrado). Universidade de Brasília. SILVINO, Alexandre Magno Dias. Análise ergonômica do trabalho como suporte à formação profissional: a articulação entre estratégia operatória e expertise. Brasília, 1999. Dissertação (Mestrado). Universidade de Brasília. 34 SILVINO, Alexandre Magno Dias. Ergonomia cognitiva e exclusão digital: a competência como elemento de (re) concepção de interfaces gráficas. Brasília, 2004. Tese (Doutorado). Universidade de Brasília. SOARES, Marcelo Márcio. 21 anos da Abergo: a Ergonomia brasileira atinge a sua maioridade. In: ABERGO 2004. XIII CONGRESSO BRASILEIRO DE ERGONOMIA, II FÓRUM BRASILEIRO DE ERGONOMIA E I CONGRESSO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA EM ERGONOMIA. Anais... Fortaleza, 29 de agosto a 2 de setembro de 2004. STERNBERG, Robert. J. Psicologia cognitiva. Porto Alegre: Artmed, 2000. TEIGER, Catherine. Le travail, cet obscur objet de l’érgonomie. In: Actes du Colloque Interdisciplinaire “Traval: Recherche et prospective” – Thème Transversal N. 1 – Concept de Travail. CNRS, PIRTTEM, ENS de Lyon, 1992. TEIGER, Catherine. Représentation du travail, travail de la représentation. In: WEILL- FASSINA, A.; RABARDEL, P.; DUBOIS, D. (Ed.). Représentation pour láction. Toulouse: Octarés Éditions, 1993. TERSSAC, Gilbert de. Le travail organisé: fautil repenser le travail?. In: Actes du XXX Congrès de la Société d’Érgonomie de Langue Française, Biarritz, França, 1995. VIDAL, M. C. R. Ergonomia útil, prática e aplicada. Rio de Janeiro: Editora Virtual Científica, 2001. WISNER, Alain. A inteligência no trabalho. Textos selecionados em ergonomia. São Paulo: Fundacentro, 1994. WISNER, Alain. Antropotecnologia. Rio de Janeiro, 2004. WISNER, Alain; MARCELIN, Jeanne. A quel homme le travail doitil être adapté. Rapport n. 22. CNAM, Paris, 1971.