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Sistemas de Informação na Cadeia Produtiva Unidade 2 Sistemas de Informações Gerenciais Diretor Executivo DAVID LIRA STEPHEN BARROS Gerente Editorial CRISTIANE SILVEIRA CESAR DE OLIVEIRA Projeto Gráfico TIAGO DA ROCHA Autoria TATIANA SOUTO MAIOR DE OLIVEIRA AUTORIA Tatiana Souto Maior de Oliveira Olá! Meu nome é Tatiana Souto Maior de Oliveira. Sou doutora em Administração com ênfase em tecnologia, possuo Mestrado em Gestão Urbana pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná e especializações na área de Tecnologia da Comunicação e Informação. Atualmente sou professora universitária, profissão que exerço há 15 anos, trabalhando com pesquisa e consultoria na área de administração e atuando principalmente no elo dos seguintes temas: informação, tecnologia e negócio. ICONOGRÁFICOS Olá. Esses ícones irão aparecer em sua trilha de aprendizagem toda vez que: INTRODUÇÃO: para o início do desenvolvimento de uma nova compe- tência; DEFINIÇÃO: houver necessidade de se apresentar um novo conceito; NOTA: quando forem necessários obser- vações ou comple- mentações para o seu conhecimento; IMPORTANTE: as observações escritas tiveram que ser priorizadas para você; EXPLICANDO MELHOR: algo precisa ser melhor explicado ou detalhado; VOCÊ SABIA? curiosidades e indagações lúdicas sobre o tema em estudo, se forem necessárias; SAIBA MAIS: textos, referências bibliográficas e links para aprofundamen- to do seu conheci- mento; REFLITA: se houver a neces- sidade de chamar a atenção sobre algo a ser refletido ou dis- cutido sobre; ACESSE: se for preciso aces- sar um ou mais sites para fazer download, assistir vídeos, ler textos, ouvir podcast; RESUMINDO: quando for preciso se fazer um resumo acumulativo das últi- mas abordagens; ATIVIDADES: quando alguma atividade de au- toaprendizagem for aplicada; TESTANDO: quando o desen- volvimento de uma competência for concluído e questões forem explicadas; SUMÁRIO Sistemas de gestão empresarial (ERP) ...............................................10 ERP .............................................................................................................................................................10 Vantagens de um ERP .............................................................................................. 13 Fatores críticos de sucesso .................................................................................. 15 Sistemas de tomada de decisão (SIG, DSS e EIS) ..........................19 Modelo de banco de dados para sistemas de apoio à decisão................... 21 Dificuldades na criação de sistemas de tomada de decisão .........................24 Customer Relationship Management (CRM) ..................................... 26 Vantagens do CRM ........................................................................................................................28 Estrutura do CRM ............................................................................................................................ 31 CRM como ferramenta de accountability ..................................................... 37 Supply Chain Management ..................................................................... 39 Vantagens do SCM ......................................................................................................................... 41 Soluções correlatas ao SCM ...................................................................................................42 E-procurement ...............................................................................................................42 Partner Relationship Management (PRM) .................................................44 7 UNIDADE 02 Sistemas de Informações Gerenciais 8 INTRODUÇÃO No passado, as empresas adotavam estratégias de controles manuais, por meio de livros, fichários e cadernos. Muitos empresários tinham de cor o nome e contato de seus principais clientes. O avanço tecnológico nos apresenta formas bem mais eficientes de guardarmos e manipularmos os dados importantes para o sucesso dos empreendimentos. Manter clientes satisfeitos envolve uma série de estratégias que demandam o controle de todos os dados relacionados a eles; desde suas preferências, escolhas e contatos, até suas experiências após consumir os produtos e/ou serviços que foram adquiridos. Poder gerenciar essas informações de forma integrada corresponde às aplicações empresariais dos Sistemas de Informações Gerenciais, e temos muito a estudar sobre isso. Ao longo desta unidade letiva iremos mergulhar neste universo! Sistemas de Informações Gerenciais 9 OBJETIVOS Olá! Seja muito bem-vindo à Unidade 2 da disciplina de Sistemas de Informações Gerenciais. Nosso objetivo é auxiliar você no desenvolvimento das seguintes competências profissionais até o término desta etapa de estudos: 1. Entender a finalidade e a arquitetura dos sistemas de gestão empresarial ou Enterprise Resource Planning (ERP), identificando as principais segmentações e fornecedores nacionais e mundiais desses sistemas; 2. Compreender o conceito e a finalidade dos sistemas de apoio às tomadas de decisão (SIG, DSS E EIS), discernindo sobre suas características; 3. Discernir sobre as peculiaridades dos Sistemas de Relacionamento com Clientes, ou Customer Relationship Management (CRM), suas aplicações e perfis de empresas usuárias; 4. Entender o conceito e a finalidade dos Sistemas de Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos, ou Supply Chain Management (SCM), identificando perfis de empresas usuárias e outras peculiaridades. Então? Preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento? Ao trabalho! Sistemas de Informações Gerenciais 10 Sistemas de gestão empresarial (ERP) INTRODUÇÃO: Ao término deste capítulo você será capaz de entender a utilização dos sistemas de informação pelas empresas. Isso será fundamental para o exercício de sua profissão. Os profissionais que utilizaram sistemas de informações gerenciais sem a devida instrução tiveram problemas nos fluxos de controle de dados e de processos. E então? Motivado para desenvolver esta competência? Vamos lá. Avante! ERP A partir do momento em que as empresas perceberam os benefícios dos sistemas de informação dentro da empresa, notamos um vertiginoso crescimento dos investimentos em sistemas. De fato, podemos dizer que a partir da década de 70 a área de tecnologia, também chamada simplesmente informática, vem movimentando o dia a dia das organizações. Os Sistemas de Informações Gerenciais começam a ser desenvolvi- dos primeiramente de forma isolada, ou seja, foram sendo desenvolvidos sistemas específicos para cada área organizacional (O’BRIEN, 2004). Des- se modo, era normal em uma instituição, até a década de 90, encontrar a cada setor um sistema diferente que não conversavam entre si. Sistemas de Informações Gerenciais antonio.vieira Realce antonio.vieira Realce 11 Na figura 1 podemos ver de forma exemplificada o cenário acima, onde cada setor desenvolvia seu sistema de forma isolada. Na grande maioria das empresas, os sistemas dessa época eram sistema de cunho operacional e atendiam as necessidades diárias do setor. Figura 1: Estrutura de informação sistemas isolados Marketing Marketing de produtos Vendas Telemarketing Vendedores Operações Processamento de ordens Finanças Cotas a receber Sistema de Pedidos de Clientes (Grupo) Sistema de Análise de Vendas (Pessoal) Sistema de Geração de Receita (Institucional) Fonte: Elaborada pela autora, 2021. A grande questão que começa a aparecer é que a tendência geral, quando falamos em uso da tecnologia, é que a partir do momento em que temos acesso a informações que nos ajudam a gerir as empresas, sempre queremos mais dessa tecnologia. A premissa é simples: informação é a chave da gestão de hoje. Quando os gerentes descobrem que podem ter acesso às informações, novademandas começam a surgir e o modelo de sistemas departamentalizado não consegue suprir. De fato, apesar das vantagens que eles representavam operacio- nalmente e em alguns casos até gerencialmente, muitas das necessida- des informacionais em nível de gestão envolviam informações de mais de um setor. Mas quais os principais problemas desse modelo? Primeiramente podemos destacar o fato de que quando temos um cenário descentralizado temos uma fragmentação da informação, ou Sistemas de Informações Gerenciais 12 seja, para compormos uma determinada informação ou conhecimento precisamos de uma série de dados, lembram? Agora, imagine em um ambiente onde os sistemas são isolados, como conseguiremos cruzar informações financeiras e comerciais? Como vou saber qual seria meu produto mais lucrativo? Nesse caso, teríamos duas possibilidades: • Extrair informações dos sistemas financeiro e comercial e cruzá- las manualmente ou por meio de planilhas de análise (ainda hoje muitas empresas fazem isso). • Outras opções é criar inputs (entradas) de dados financeiros nos sistemas comerciais e inputs comerciais nos sistemas financeiros. Nos dois casos acima chegaríamos ao conhecimento desejado, mas em ambos os casos já imaginou o tempo que perderíamos para fazer isso? Desse modo, percebemos que quando temos uma série de sistemas isolados é muito mais difícil e custoso obter informações. No segundo caso, se tivermos que duplicar os dados em vários sistemas, temos ainda outro problema, a possibilidade de uma inconsistência de dados. Toda vez que redigitamos determinado dado temos a possibilidade de erros de digitação, o que pode comprometer toda a informação gerada e consequentemente a tomada de decisão. Os sistemas de informação quando utilizados isoladamente tiveram as seguintes características: • Fragmentação da informação. • Dificuldade de obter informações consolidadas. • Inconsistência de dados. Agora você deve estar pensando: como posso resolver essa situação? A solução é simples, precisamos integrar os dados dos vários sistemas, preferencialmente em uma mesma plataforma, assim será possível a consolidação dos dados e, consequentemente, geração de relatórios de cunho gerencial e estratégico. Assim surgem os ERPs (Enterprise Resourse Planing) ou comumente chamados de sistemas de gestão, que têm como objetivo principal Sistemas de Informações Gerenciais 13 possibilitar a integração entre as diversas áreas funcionais de uma empresa, gerando informações que possibilitem seu planejamento (RAINER; CEGLESKI, 2012). Segundo O’ Brien e Marakas (2013, p. 290), O ERP é a espinha dorsal dos negócios eletrônicos, uma arquitetura de transações que liga todas as funções de uma empresa, como processamento de pedido de vendas, controle e gerenciamento de estoque, planejamento de produção e distribuição e finanças. A partir da implementação dos ERPs, as empresas conseguem controlar seus processos e suas atividades de uma maneira mais precisa, proporcionando principalmente uma melhoria operacional. Os sistemas de gestão em sua maioria atendem no mínimo as necessidades básicas de gestão, ou seja, possuem módulos para os setores de recursos humanos, financeiro, comercial, produção e áreas correlatas. Na figura 2 podemos ver um exemplo de ERP básico. Figura 2: Principais componentes de um ERP ERP Inventário Financeiro Recursos humanos Produção Serviço Compras MRP Fonte: Elaborada pela autora, 2021. Agora imagine a quantidade de descobertas que podemos fazer integrando todas essas áreas? Vamos dar uma olhadinha em algumas vantagens que os ERPs conseguem gerar para a organização. Vantagens de um ERP • Integração dos processos (informações atualizadas): as empresas são estruturadas a partir de processos e a grande maioria destes Sistemas de Informações Gerenciais 14 permeiam todos os setores das organizações. Com os sistemas isolados ficava difícil se perceber o todo de um processo e consequentemente não era possível manter sua continuidade. Já com o ERP é possível uma visão geral e atualizada por parte dos gestores da empresa. • Acesso à informação, (permissão de acesso): a lógica da base do ERP é a unificação dos sistemas em uma única plataforma, o que possibilita um controle maior no acesso, garantindo segurança a informação. • Padronização dos processos: a grande maioria das empresas tem problemas com processos segmentados que geram uma série de formatos diferente. A padronização de procedimentos, além de permitir uma melhoria operacional, possibilita um melhor controle da organização como um todo. • Velocidade da informação (tempo real): como já falamos anteriormente, o processo de integração de processos em ambiente não integrado é muito custoso e demorado, e hoje o mercado demanda informações em tempo real. Por meio do ERP é possível integrar dados de todos os setores. Assim, a integração e o acesso a essas informações ocorrem quando o usuário as solicita. • Redução de custos: quando integramos os sistemas, eliminamos processos redundantes, diminuindo processos duplicados, e agilizamos a organização como um todo. • Agilidade empresarial: a integração de sistemas em uma única plataforma permite que a empresa tenha acesso às informações de forma mais rápida, aumentando a agilidade mercadológica da empresa. • Eficácia empresarial: os conceitos de eficácia estão relacionados à capacidade de as empresas atingirem seus objetivos. Quanto mais munidos de informações são os gestores, podemos imaginar que melhores serão suas ações e consequentemente maior a probabilidade do atingimento dos objetivos. Sistemas de Informações Gerenciais 15 Como dito anteriormente, o ERP tem um papel de extrema importância para o alinhamento dos processos organizacionais, já que se tem acesso o processo da organização. Esse acompanhamento é feito de maneira integrada por todos os setores, permitindo um melhor controle e consequentemente resultado. Na figura 3, podemos ver a abrangência de atuação do ERP. Figura 3: Funções e processos empresariais auxiliados pelo sistema ERP Fo rn e ce d o re s Planejamento de demandas Planejamento de produção Planejamento logístico Planejamento de distribuição Inserção do pedido C lie n te s ERP Compras e contas a pagar Planejamento de materiais Entradas estoque Gerência da fábrica Programação da produção Controle de estoque e armazenagem Distribuição e contas a receber Finanças e contabilidade Recursos humanos Fonte: O’Brien e Marakas, 2013, p. 296. Com base nessas vantagens, podemos chegar à conclusão de que a maioria das empresas buscam implantar um ERP pelos seguintes motivos: integração de informações, necessidade de informações gerenciais, busca de vantagem competitiva e redesenho de processos. Entretanto, percebemos que muitas empresas ainda não utilizam essa tecnologia, mas cada vez mais as pressões mercadológicas vêm pressionando as empresas a melhorar a sua gestão com base em informação e isso só é possível a partir da existência de informações integradas, ou seja, por meio da implementação de um ERP. Fatores críticos de sucesso É fato que os ERPs fazem muita diferença nas organizações, mas implementar essa ferramenta não é algo simples, já que ele envolve toda a organização. Normalmente, para a implementação, é necessário que a empresa se estruture com foco no projeto. Sistemas de Informações Gerenciais 16 Segundo O’Brien e Marakas (2013, p. 297), A implementação do ERP é comparável a um transplante de cérebro. Desativamos todos os aplicativos da companhia e passamos a utilizar o software da Peoplesoft. O risco, evidentemente, seria a interrupção das atividades da empresa, porque se o ERP não for implementado corretamente, com certeza você acabará matando a empresa. Segundo Valentin et al. (2001), para que as empresas tenham sucesso na implementação de um projeto de ERP, é necessário que elas tenham:• Missões claras e definidas. • Apoio da alta administração. • Usuários capazes e envolvidos. • Planejamento detalhado do projeto. • Gerente de projetos com habilidades necessárias. • Presença de consultoria externa. • Mudança nos processos de negócios. Segundo Côrtes e Lemos (2009, p. 98), • A resistência a mudanças pelo usuário é o maior risco na implantação do ERP. • Treinar somente alguns usuários para serem multiplicadores de informação é um risco de insucesso do projeto ERP. • É importante o comprometimento e a dedicação em tempo integral da ..... equipe designada na implantação para o sucesso do projeto ERP. • É importante o comprometimento de todos, principalmente do(s) executivo(s) responsável(eis) da empresa, a fim de garantir o sucesso do projeto. Sistemas de Informações Gerenciais 17 • Deve haver um acompanhamento do projeto com reuniões periódicas. • A motivação é fator decisivo em cada fase do projeto ERP. • Usuários envolvidos somente na fase final do projeto têm uma resistência natural à utilização do ERP. • Treinamento insuficiente dos usuários é uma falha que repercute negativamente na implantação do ERP. • Os objetivos e as fases do projeto ERP devem ser claramente definidos para todos na empresa. Existem várias soluções de ERP atualmente no mercado, sendo que é possível encontrarmos para pequenas empresas até soluções mais robustas. Dentre os principais players do mercado podemos destacar: • TOTVs - https://www.totvs.com • Oracle - http://www.oracle.com/applications • SAP - http://www.sap.com Pensando no cenário de pequenas empresas, podemos destacar o ERP Hábil empresarial (https://www.habil.com.br//), que tem versões escalonadas a partir de uma solução mais simples e gratuita até soluções com mais funcionalidades. Com a evolução da tecnologia da informação e a tendência de estruturas descentralizadas e/ou sistemas distribuídos, cada vez mais percebemos a tendência de as empresas utilizarem soluções localizadas fora da empresa, ou seja, na nuvem. Segundo Coulouris e Dollimore (2013, p. 18), Definimos um sistema distribuído como aquele no qual os componentes de hardware ou software, localizados em com- putadores interligados em rede, comunicam-se e coordenam suas ações apenas enviando mensagens entre si. Essa de- finição simples abrange toda a gama de sistemas nos quais Sistemas de Informações Gerenciais https://www.totvs.com http://www.oracle.com/applications http://www.sap.com https://www.habil.com.br// 18 computadores interligados em rede podem ser distribuídos de maneira útil. Segundo Veras (2012, p. 32), É um conjunto de recursos virtuais facilmente utilizáveis e acessíveis, tais como hardware, software, plataformas de desenvolvimento e serviços. Esses recursos podem ser dinamicamente reconfigurados para se ajustarem a uma carga de trabalho (WORKLOAD) variável, permitindo a otimização do seu uso. Existe hoje uma infinidade de sistemas de ERP que funcionam na nuvem e a maioria deles permite um teste gratuito. Aqui vale ressaltar que a grande vantagem do uso de sistemas na nuvem é que minimiza a necessidade de infraestrutura, mas essas soluções não são ideais para todos os cenários. Assim antes de optar por uma solução ou outra, é importante um diagnóstico das necessidades da empresa. A organização deve ter clara as suas necessidades processuais e informacionais e verificar se a solução escolhida atende as necessidades identificadas. RESUMINDO: E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Compreendemos o que é como se aplica o sistema de gestão empresarial ERP. Vimos sua estrutura em sistemas isolados, as vantagens de um ERP e os fatores críticos de sucesso na implementação dessa ferramenta. Sistemas de Informações Gerenciais 19 Sistemas de tomada de decisão (SIG, DSS e EIS) INTRODUÇÃO: Ao término deste capítulo você será capaz de entender os sistemas de tomada de decisão, como o SIG, DSS e EIS. E então? Motivado para desenvolver esta competência? Vamos lá. Avante! A partir da década de 70, as empresas começaram administrativa- mente a demandar por informações que permitissem tomar decisões que normalmente resultam do cruzamento de dados de setores distintos da organização e surgem assim os sistemas de apoio à decisão (SAD), que além de relatórios operacionais, começaram a dar informações que per- mitiam uma tomada de decisão, ou seja, o gestor agora não precisa mais ficar cruzando dados para ter informações que sinalizasse erros frequen- tes ou estratégica malsucedidas (O’BRIEN, 2004). Nesse contexto, começamos a falar de sistemas de apoio à tomada de decisão que possibilitam uma integração de informações de diferentes áreas funcionais para que fosse possível uma análise decisória. À medida que as empresas começam a buscar por soluções que deem mais que dados e informações, começamos a perceber sistemas de cunho estratégico, que permitam a criação de cenários que subsidiem a tomada de decisão. Esses sistemas têm se destacado principalmente pelo fato de que a assertividade da tomada de decisão nunca foi tão importante. Hoje, no mercado, as empresas não podem perder possíveis oportunidades, muito menos tomar uma decisão errada, se isso ocorrer, dependendo do caso, não há tempo para se reverter e toda a operação pode ser comprometida. Sistemas de Informações Gerenciais 20 Como a empresa atua cada vez mais interligada interna e externamente, é necessário que essas decisões sejam tomadas com base em todos os dados possíveis. SAIBA MAIS: Um pouco de história. Um breve histórico sobre o SAD nos remete a duas grandes áreas de pesquisa: o estudo teórico da tomada de decisões nas organizações, realizado no Instituto de Tecnologia de Carnegie, no fim dos anos 50 e início dos anos 60, e os trabalhos técnicos em sistemas computacionais interativos, realizados pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), também nos anos 60. É de comum acordo que esses estudos sobre o conceito dos SAD se tornaram uma área de pesquisa nos anos 70, avançando a década de 80 com mais vigor. Ele passou pelo estudo dos sistemas de informação executiva (EIS - Executive Information System), sistemas de apoio à decisão de grupo (GDSS - Group Decision Support System) e sistemas de apoio à decisão organizacionais (ODSS - Organizational Decision Support Systems), envolvendo um único usuário e o SAD orientado à modelagem. Nos anos 90, já consolidado, abrigou os conceitos de data warehouse e processamento analítico on-line (OLAP - On-line Analytical Processing). Na sequência, teve incremento das novas aplicações analíticas baseadas na web (GONÇALVES, 2017). Segundo Turban (2007), podemos entender um SAD como um sistema baseado em tecnologia da informação que combina modelos que permitem o cruzamento de dado, buscam o entendimento e equacionamento de problemas organizacionais. Os sistemas de apoio à decisão aparam todos os níveis da organização, pois apesar de as informações do nível estratégico serem relativamente mais importantes em função de seu impacto, existem decisões a serem tomadas em todos os níveis organizacionais, como podemos ver na figura 4. Sistemas de Informações Gerenciais 21 Figura 4: Funções e processos empresariais auxiliados pelo sistema ERP Nível estratégico Decisões estratégicas Planejamento estratégico Nível tático Decisões táticas Planejamento Tático Nível operacional Decisões operacionais Planejamento operacional Fonte: Gonçalves, 2017, p. 116. A diferença entre os sistemas de apoio à decisão que trabalham no nível estratégico, gerencial e operacional é na realidade a quantidade de dados que estão envolvidos e que são cruzados, assim, o que muda é o nível de complexidade da decisão. Mas em todos os níveis é possível cruzamentos que permitam a tomada dedecisão. Dessa forma, toda vez que temos um determinado problema podemos atrelá-lo a um sistema de tomada de decisão que permita a empresa encontrar a melhor possibilidade de solução para ele, ou o melhor caminho a ser seguido. Modelo de banco de dados para sistemas de apoio à decisão Como dissemos anteriormente, a base de um sistema de tomada de decisão é o banco de dados e a forma como os cruzamentos são realizados. Segundo Gonçalves (2017, p. 116), Os sistemas de apoio à decisão utilizam a “base de modelos” e também os bancos de dados como recursos-chave. Uma base de modelo DSS é um componente de software que consiste em modelos utilizados em rotinas computacionais e analíticas que expressam matematicamente uma lógica entre as diversas variáveis analisáveis, buscando com isso Sistemas de Informações Gerenciais 22 uma análise pautada na racionalidade. São projetados para serem sistemas ad hoc de resposta rápida, que são iniciados e controlados pelos usuários gerenciais. É justamente a lógica desses cruzamentos que garantirão os resultados informacionais que as empresas precisam para gerir os negócios. Por isso, o modelo DSS permite que sejam realizados vários tipos de cruzamentos que possibilitam ao usuário a realização de pesquisas conforme sua necessidade. Segundo Gonçalves (2017, p. 118), os vários tipos de decisões que podem ser realizadas pelos usuários são: Análise do tipo what if Uma das pesquisas mais comuns da maioria dos executivos é aquela que existem variáveis que são correlacionadas e quando uma delas é alterada (variável independente) a outra sofre alterações (variável dependente). Essa análise é importante, pois no contexto atual da maioria das organizações, existe uma quantidade enorme de atividades que são afetadas por variáveis que são incontroláveis, necessitando de constante monitoramento. Segundo Gonçalves (2017, p. 118), “nesse tipo de análise o usuário final introduz mudanças nas variáveis ou relações entre elas, observando as mudanças resultantes nos valores de outras variáveis correlacionadas”. EXPLICANDO MELHOR: Imaginem comigo o seguinte cenário: se reduzíssemos os investimentos e as amostras grátis no processo de divulgação dos produtos em 20%, qual seria o impacto nas vendas de novos produtos? Análise de sensibilidade Muitas vezes as análises demandam mais do que um cenário. Nesses casos são feitas várias hipóteses e se analisa como as variáveis dependentes se alteram e alteram o cenário como um todo. Sistemas de Informações Gerenciais 23 Segundo Gonçalves (2017, p. 119), Trata-se de um caso especial de análise supositiva, em que o valor de uma única variável é alterado repetidas vezes e as mudanças ocasionadas em outras variáveis são observadas uma a uma. Sendo assim, a análise de sensibilidade é, na verdade, um caso de análise supositiva envolvendo mudanças repetidas em apenas uma variável de cada vez. Os usuários a utilizam quando estão ou ficam em dúvida quanto às premissas assumidas na estimativa do valor de certas variáveis-chave. EXPLICANDO MELHOR: Imagine comigo, fazer um cenário onde fosse reduzida a comissão dos vendedores, repetidas vezes, para que se analisasse o impacto nas vendas dos diversos produtos do portfólio dos produtos. Análise de busca de metas Aqui, diferentemente dos casos anteriores, fixamos uma variável independente e se altera as outras para que se chegue a um resultado desejado. Segundo Gonçalves (2017, p. 118), Esse tipo de análise inverte a direção da análise realizada na análise supositiva e na análise de sensibilidade. Ela não busca observar como as mudanças em uma variável afetam outras variáveis, mas sim fixa um valor alvo para uma variável e, em seguida, altera repetidas vezes as outras variáveis, até que o valor alvo seja alcançado. Sistemas de Informações Gerenciais 24 EXPLICANDO MELHOR: Vamos imaginar que tenha sido realizado um determinado cenário com uma variável, por exemplo, o aumento das vendas com base no aumento da remuneração dos representantes de vendas. E na sequência, queira-se saber quando seria necessário aumentar a remuneração dos representantes, para se obter um aumento nas vendas equivalente ao dobro do obtido no cenário anterior. Análise de otimização Segundo Gonçalves (2017, p. 119), Trata-se de uma extensão mais complexa da análise de busca de metas. Ela não fixa uma variável para um valor específico, mas em como encontrar o valor ótimo para uma ou mais variáveis-alvo, dadas certas limitações. Após, muda-se uma ou várias outras variáveis repetidas vezes, sujeitas às limitações especificadas, até que sejam descobertos os melhores valores para as variáveis-alvo. EXPLICANDO MELHOR: Nesse modelo se estima um objetivo almejado, faturamento anual e se o modelo vai paulatinamente aumentando a variável de remuneração do comercial até que chegue ao faturamento desejado. Dificuldades na criação de sistemas de tomada de decisão Agora que entendemos o que é e como funciona o sistema de tomada de decisão, percebemos que o processo não é simples e para que consigamos estruturar um sistema de apoio de decisão é necessário que se conheça as possíveis relações entre as diversas variáveis. Esse Sistemas de Informações Gerenciais 25 conhecimento dos processos e correlações é o que fundamentará toda a lógica de cruzamento do sistema. Outro ponto importante e o fator que dificulta os processos tecnológicos e sem dúvida aparecem aqui também, é a mudança cultural necessária para que os conhecimentos referentes ao relacionamento das variáveis sejam compartilhados, gerando conhecimento para a organização. RESUMINDO: E então? Aprendeu tudo? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Estudamos aqui os sistemas de apoio à decisão (SAD); vimos o modelo de banco de dados para sistemas de apoio à decisão e quais são as dificuldades na criação de sistemas de toma de decisão. Sistemas de Informações Gerenciais 26 Customer Relationship Management (CRM) INTRODUÇÃO: Com a competitividade mercadológica cada vez mais acirrada, as organizações buscam criar diferenciais que consigam manter os clientes fiéis. Uma das estratégicas utilizadas é a criação de um relacionamento diferenciado com os clientes com base fundamentalmente no conhecimento dele. A lógica é simples, quanto mais se conhece um cliente maior a chance de atender as suas necessidades. Desse modo, os clientes começam a ser entendidos como um dos pontos de relacionamento mais importantes nas empresas e a busca pelo entendimento de suas necessidades e expectativas começam a nortear as ações dela. Neste capítulo, conheceremos, portanto, a ferramenta Customer Relationship Management (CRM). De acordo com Zenone (2007), as empresas estão percebendo que para conseguir uma diferenciação mercadológica é necessário uma aproximação e interação cada vez maior com o cliente e, assim, urge a necessidade do desenvolvimento de ferramentas que permitam esse novo relacionamento. Nesse contexto, as organizações começam a utilizar a tecnologia da informação para obter não só o relacionamento diferenciado, mas que sobretudo permita a coleta e o cruzamento de informações dos clientes, conseguindo maior aproximação a eles. Dentre as ferramentas utilizadas como apoio a essa estratégia junto ao cliente, podemos destacar o Customer Relationship Management (CRM), que antes de mais nada pode ser entendido como uma nova postura de marketing referente ao cliente, onde o foco é conseguir, por meio do relacionamento com ele, desenhar um perfil mais detalhado e consequentemente aprimorar a oferta da empresa, possibilitando maior fidelidade. De acordo com Swift (2001, p. 12), Sistemas de Informações Gerenciais 27 Gerenciamento de relacionamento com cliente é uma abor- dagem empresarial destinada a entender e influenciar o com- portamento dos clientes, por meiode comunicações signifi- cativas para melhorar as compras, a retenção, a lealdade e a lucratividade deles. Nesse sentido, percebemos que o relacionamento com o cliente é mais do que uma atividade pontual de vendas, como vem historicamente sendo realizado, trata-se de um processo interativo que coleta informações da clientela utilizando-as para conduzir os negócios com foco naquilo que o cliente deseja. Nesse interim, o CRM é a ferramenta que possibilita o tratamento dessas informações e consequentemente a determinação ou sugestão de possíveis estratégias mercadológicas, que vão desde a criação de produtos sob a percepção de valor do cliente (design thinking) até a relação de estratégias comunicacionais, como promoção de vendas específicas. É também uma estratégia empresarial com objetivo de maximizar o faturamento e principalmente o lucro das empresas, fornecendo ao cliente um atendimento personalizado. Tecnicamente falando, o CRM é um sistema de informação que possibilita capturar, armazenar e compartilhar informações a partir de todas as possibilidades de contato da empresa com o cliente. De posse dessas informações, o sistema de CRM possibilita o cruzamento dessas informações, podendo gerar cenários estratégicos que orientam as ações da empresa. O CRM pode ser entendido ainda como um conjunto de recursos técnicos e funcionais para a identificação e conquista de clientes, possibilitando a melhoraria da experiência do consumidor individual, de maneira que ele se torne um cliente para toda a vida (GREENBERG, 2009). É uma plataforma tecnológica, que suporta o conjunto de estratégicas e processos com a finalidade de monitorar e alterar a forma como as organizações interagem com seus clientes, possibilitando a fidelização dos atuais e a conquista de novos (QUADROS, 2010). Segundo O’ Brien e Marakas (2013, p. 290), o CRM permite Sistemas de Informações Gerenciais 28 O gerenciamento de todas as nuanças da relação com o cliente que envolve dois objetivos relacionados: primeiro, oferecer à organização e a todos os funcionários que lidam com clientes uma visão única e completa de todo cliente em cada meio de contato e ao longo de todos os canais; e, segundo, proporcionar ao cliente uma visão única e completa da companhia e de seus canais estendidos. Na prática, de maneira genérica, na maioria das empresas os clientes podem entrar em contato pelo setor comercial, seja ele centralizado na empresa, por meio de representantes, ou ainda pelo site da empresa. Podem solicitar informações e fazer reclamações por meio do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC). O cliente ainda pode mandar e-mails, preencher pesquisas de satisfação, entre outros. Sendo assim, um sistema de CRM contempla módulos que façam a interface direta ou indiretamente com o cliente. A partir do momento em que ocorre a inserção da informação de cada contato com o cliente, o sistema começa a fazer um monitoramento que permite a sinalização de ações táticas para o fechamento de negócios. Pensando em um nível mais estratégico, o CRM cruza todas as informações coletadas e os resultados das ações táticas, gerando um conhecimento estratégico. Vantagens do CRM CRM é, portanto, uma estratégia de negócio, voltada ao entendimento das necessidades do cliente e, mais do que isso, da antecipação das necessidades deles com base em inferência informativa, ou seja, a partir de um conjunto de informações, é possível determinar se aqueles produtos/serviços que a empresa tem vão ao encontro das necessidades, nem sempre explícitas, dos clientes. De acordo com Dyché (2002), o CRM é uma infraestrutura capaz de aumentar o valor dos clientes, por meio de uma lealdade, baseada num relacionamento assertivo, o que faz com que eles acabem consumindo Sistemas de Informações Gerenciais 29 mais produtos/serviços da empresa, aumentando assim a rentabilidade por cliente. Ele permite também: • Descobrir potenciais clientes. • Conhecer clientes. • Manter comunicação adequada com os clientes. • Assegurar a entrega de valor aos clientes. • Reter clientes. De acordo com o Gartner Group (1990, p. 59 apud ITO, 2006, p. 32) CRM é Uma estratégia de negócio voltada ao atendimento e à antecipação das necessidades dos clientes atuais e potenciais de uma empresa. Do ponto de vista tecnológico, CRM envolve capturar os dados do cliente ao longo de toda a empresa, consolidando todos os dados capturados interna e externamente em um banco de dados central, analisar os dados consolidados, distribuir os resultados dessa análise aos vários pontos de contato com o cliente e usar essa informação ao interagir com o cliente através de qualquer ponto de contato com a empresa. De maneira macro, um sistema de CRM possibilita: • Identificar os valores dos clientes em determinado segmento de negócios. • Diferenciar seus clientes entendendo a importância relativa desses valores em cada segmento, formando então diferentes categorias de clientes. • Avaliar como o impacto dessa diferenciação pode trazer benefícios para o relacionamento por meio da constante, profunda e intensa interação com o cliente de forma sistêmica. Sistemas de Informações Gerenciais 30 • Personalizar todo o processo de relacionamento com o cliente, de forma que ele se comunique e receba os produtos, serviços e informações da forma que realmente deseja. • Rentabilizar todo o processo, para que se possa garantir ao cliente a sobrevivência da empresa ao longo do tempo, acrescentando-lhe valor como fruto desse relacionamento. (FRANCO, 2001, p. 183) Ainda nesse sentido, segundo Madruga (2004), as principais vantagens de um CRM são: • Aumento na eficácia do processo de vendas. • Melhoria nos serviços prestados aos clientes. • Melhoria nas comunicações com os clientes. • Melhoria nas previsões, maior fornecimento de informações atualizadas. • Aumento nas receitas das empresas. • Fornecimento de suportes a vendas em equipe. • Melhoria na administração de vendas. • Aumento na eficácia de marketing. • Aumento nas margens. • Redução de custos de vendas. EXPLICANDO MELHOR: Para saber mais sobre essa ferramenta, assista ao vídeo a seguir: https://bit.ly/3de6BDI. Sistemas de Informações Gerenciais https://bit.ly/3de6BDI 31 Estrutura do CRM O CRM entra na organização no cenário em que a competitividade organizacional é cada vez mais importante, já que existe uma grande oferta de produtos similares no mercado e não há mais como reduzirmos os custos operacionais, é agora necessária a criação de uma diferenciação a partir da oferta de valor agregado, mas como saber o que é valor agregado para os clientes? É exatamente aí que entra o CRM, por meio do maior relacionamento com os clientes é possível conhecê-lo e consequentemente a orientação da oferta da empresa no caminho correto. Desse modo, o CRM é a estratégia que permite a mudança do foco das organizações de redução de custos para o alinhamento com o cliente. Normalmente, as empresas começam a implantar o CRM Operacional, que se refere à interface de atendimento ao cliente, ou seja, é o ambiente virtual onde os atendentes incluem todas as solicitações e os dados do cliente. Essa interface é aquela utilizada pelos setores de vendas e SACs (Serviço de Atendimento ao Consumidor). De acordo com Greenberg (2012, p. 4), No segmento de CRM no estilo ERP (Enterprise Resource Planning, ou planejamento de recursos empresariais), encontram-se funções que envolvem serviço a clientes; gerenciamento de pedidos; faturamento e cobrança; e automação e gestão de marketing e vendas. É o uso primário do CRM, e uma de suas facetas é a integração eficaz com aplicações de ERP como PeopleSoft e SAP. Problemas para conseguir essa integração geram fracasso na implantação do CRM operacional em algo entre 55% e 75% das empresas, segundo o META Group. Esse é o módulo do sistema que permite a interação com o cliente, a automação de vendasno ponto de vendas e que permite a geração de campanhas de marketing direcionadas. Sistemas de Informações Gerenciais 32 Figura 5: CRM Operacional ERP Gerência de pedidos Automação do atendimento Gerência de Supply Chain Produção Automação do marketing Acesso móvel de vendas Sistemas legados Automação de vendas (SFA) Atendimento em campo CRM Operacional Back offi ce M obile offi ce Front offi ce Fonte: Reis, 2007 (Adaptado). Percebemos assim que o CRM Operacional é responsável por toda a entrada de dados em um sistema de CRM. Assim, quanto mais informação conseguirmos coletar, mais análises conseguimos realizar. De acordo com Stefano e Zattar (2016), o CRM Operacional pode ser dividido em três grandes áreas processuais, conforme a figura 6. Sistemas de Informações Gerenciais 33 Figura 6: Áreas processuais do CRM operacional Vendas ......................................... Gestão de contas ......................................... Gestão de oportunidades ......................................... Gerenciamento de ordens ......................................... Planejamento de vendas ......................................... Campo das vendas ......................................... Vendas analíticas Marketing ......................................... Gerenciamento de campanhas ......................................... gerenciamento do canal de promoção ......................................... Gerenciamento de eventos ......................................... Planejamento de mercado ......................................... Operações de marketing ......................................... Marketing analítico Serviços ......................................... Entrega do serviço ......................................... Gestão da satisfação do cliente ......................................... Gestão dos retornos ......................................... Planejamento dos serviços ......................................... Central de atendimento e ajuda ......................................... Serviços analíticos Fonte: Stefano e Zattar, 2016 (Adaptado). Outra parte do CRM que vem sendo bastante utilizada é o CRM Colaborativo, que de acordo com Greenberg (2012, p. 4) “trata-se do centro de comunicação, da rede de coordenação que fornece os caminhos para clientes e fornecedores. Abrange as funções de CRM que provêm pontos de interação entre cliente e canal”. A base dos sistemas de CRM são as informações coleadas e sistematicamente armazenadas dos clientes e esse processo operacional deve ocorrer a todo o momento. Esse processo de coleta de informações é algo demorado e deve ser criterioso e contínuo. Toda vez que um cliente interagir com a empresa, independente do meio, as informações dessa interação devem ser armazenadas, ou seja, sempre que qualquer colaborador da empresa falar com o cliente, ele deve anotar/gravar o que foi tratado. Sistemas de Informações Gerenciais 34 Para que isso seja possível, e necessário que a empresa possua instrumentos, interfaces que permitam esse armazenamento, cobrindo os mais distintos formatos existentes de interação. Portanto, o CRM colaborativo compõe-se de uma série de interfaces que possibilitam que os colaboradores ou o próprio cliente registre seu contato, fazendo com que toda informação seja armazenada no banco. Estamos falando de todos os tipos de pontos de contato, como telefone, cartas, interação direta com lojas físicas, quiosques, distribuidores, lojas virtuais, chats, entre outros. Normalmente, o CRM colaborativo é composto pelas interfaces tecnológicas, apresentadas na figura a seguir. Figura 7: Interface tecnológica do CRM Colaborativo CRM Colaborativo Voz URA/ACD Conferência Conferência via web E-mail Gerência de respostas Fax Cartas Interação Direta Integração com o cliente Fonte: Reis, 2007 (Adaptado). Na opinião de Dyché (2001), O CRM Colaborativo pode ser entendido como aquele relacionado com os pontos de interação entre empresa e cliente, normalmente interfaceado por tecnologia da informação. De acordo Serra (2002 apud com ITO, 2006, p. 44), O CRM colaborativo engloba a integração de todos os canais (internos e externos) de relacionamento entre a empresa e os clientes, a colaboração ocorre através da tecnologia que permite a automação e a integração entre todos os canais e pontos de contato entre o cliente e a empresa. É fundamental que esses pontos de contato estejam preparados para interagir Sistemas de Informações Gerenciais 35 com o cliente e disseminar as informações levantadas para os sistemas do CRM Operacional. Nesse sentido, percebemos que os principais itens relativos ao CRM Colaborativo estão correlacionados à possibilidade de captura e armazenamento das informações, o que permitirá que estas sejam compartilhadas entres os membros da organização e, mais do que isso, que sejam trabalhas para a criação de conhecimento estratégico. Dessa forma, o CRM colaborativo integra um pool de ferramentas que são implantadas para atender a demanda de input de informações nos vários pontos de contato com os clientes e deve contemplar os mais diferentes formatos. Estamos falando da automatização e integração do atendimento telefônico ativo e receptivo, carta, web, e-mail etc. e com isso a disseminação das informações coletadas, bem como da potencialização de análises estratégicas. Por meio do CRM Colaborativo é possível a integração dos vários setores da organização, possibilitando assim a automação e integração de todas as áreas que interagem com os clientes, permitindo a disseminação das informações e isso se dá por meio da integração direta dos sistemas, por meio da internet. Por exemplo, às vezes a insatisfação dos clientes tem origens em diferentes áreas da organização, como problemas financeiro, logística, entre outros, o CRM Colaborativo ajuda na integração de todos os departamentos envolvidos. Hoje, quando falamos em colaboração, devemos pensar e extrapolar as ferramentas baseadas na internet com todas as suas potencialidades, como chats, WhatApp, entre outras. Quando uma empresa já tem consolidada as implantações do CRM Operacional e o Colaborativo e já estão devidamente integrados, é possível falamos de CRM Analítico. De acordo com Greenberg (2012, p. 4), “é aqui que ocorrem a captação, armazenagem, extração, processamento, interpretação e apresentação dos dados do cliente a um usuário”. Sistemas de Informações Gerenciais 36 Os resultados gerados pelo CRM Analítico têm como base o cruzamento das informações obtidas a cada contato do cliente com a empresa possibilitando assim a criação de conhecimentos específicos em relação a cada cliente. É uma ferramenta de cruzamento de informações e em alguns casos possibilita a inferência de comportamentos ou desejos o que poderá conduzir as ações da empresa. Na prática, é possível a sinalização de tendências com base histórica, não só em vendas ocorridas, mas também em soluções distendidas e oportunidades perdidas. Ele permite, dessa maneira, traçar possíveis comportamentos dos clientes e a partir disso adequar a estratégia da organização. Graficamente, um CRM busca os dados de uma grande base de dados (Data warehouse) e gera extrato menores direcionados, como produtos ou clientes, e a parir daí sugere as ações, como mostra a figura a seguir. Figura 8: Interface tecnológica - esquema CRM Analítico Data warehouse Data mart de atividade do clientes Data mart Clientes Data mart Produtos CRM Analítico Processamento em loop fechado Aplicações verticais Automação de marketing Gerenciamento de campanhas Fonte: Reis, 2007 (Adaptado) Sistemas de Informações Gerenciais 37 É por meio do CRM Analítico que a organização consegue medir os resultados das ações, ele na realidade possibilita o cruzamento das informações que são coletadas durante todo o relacionamento do cliente com a empresa.Essa funcionalidade vai ao encontro da necessidade por informações das organizações. De acordo com Heinrichs e Lim (2003 apud FORTULAM; GONÇALVES, 2005, p. 57), Para competir no mercado global de hoje, as empresas precisam deter mais conhecimento do que antigamente e, ainda, para obter sucesso, elas precisam saber mais sobre seus clientes, mercados, tecnologias e processos, e precisam ter essas informações antes que seus concorrentes. Tecnicamente falando, essa parte do CRM equivale exatamente a uma solução de business intelligence com toda a robustez dessa solução no que diz respeito à análise de dados e geração de cenários. Dentre as soluções existentes, podemos destacar o Clarify (http://clarify.com.br/), o Siebel (http://www.oracle.com) e o Pivotal (http://www.aptean.com/products/pivotal-crm), e para desenvolvimento interno existe a ferramenta Microsoft Dynamics (https://www.microsoft.com/pt-br/dynamics/crm.aspx). CRM como ferramenta de accountability Com a evolução do mercado e a multiplicação de concorrentes, a maioria das organizações vem percebendo que a estratégia mercadológica baseada somente em produtos não traz mais tanta vantagem competitiva. Percebe-se agora a necessidade da mudança de foco ao invés de se analisar e estudar estruturas mercadológicas com foco em produtos, começamos a desenhar os processos e estratégias com base nas demandas do cliente. Surge assim o marketing de relacionamento e as organizações começam a buscar a compreensão e o mapeamento de seus clientes como base para a tomada de decisão. Sistemas de Informações Gerenciais http://clarify.com.br/ http://www.oracle.com http://www.aptean.com/products/pivotal-crm https://www.microsoft.com/pt-br/dynamics/crm.aspx 38 Essa nova abordagem acaba fazendo com que se obtenha muitos dados dos clientes e, assim, se personalize as ações organizacionais para cada nicho específico. Do ponto de vista do marketing, surge uma forte amarração entre informações, clientes e estratégias, permitindo maior rastreabilidade das ações e consequentemente contabilização destas. Nesse contexto, percebemos que o uso de ferramentas que viabilizem o marketing de relacionamento acaba facilitando o processo de accountability. Sendo assim, o CRM é a principal ferramenta para o marketing de relacionamento e já é visto como uma das ferramentas de apoia para se realizar o accountability marketing. O accountability marketing, entendido como processo de contabili- zação dos investimentos e resultados das ações de marketing, necessita de informações referentes não somente às ações de marketing, mas so- bretudo da relação destas, principalmente com os resultados financeiros oriundos de vendas. O CRM é uma ferramenta que permite a coleta e correlação das informações necessárias para as decisões e análises de marketing, trazendo uma visão dos resultados das ações numa visão de curto, médio e longo prazo. RESUMINDO: E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Estudamos a ferramenta Customer Relationship Management (CRM), conhecemos suas vantagens e estrutura. Além disso, analisamos o CRM como ferramenta de accountability. Sistemas de Informações Gerenciais 39 Supply Chain Management INTRODUÇÃO: Se pensarmos na evolução administrativa das empresas, percebemos que durante muito tempo as elas trabalharam de modo isolado e pensando somente em seu contexto interno. Somente a partir da Teoria Contingencial percebemos que o “mundo externo” começa a influenciar mais proximamente às empresas e elas começam a se aproximar do mundo externo. Neste capítulo, vamos estudar sobre o Supply Chain Management, uma ferramenta fundamental no processo logístico das empreas. Com o advento do Toyotismo e a sua expansão pelo mundo, não há mais como pensar que uma empresa não esteja aberta a possíveis integrações. Uma das premissas do Toyotismo é o controle de desperdícios, o que impacta diretamente no controle de estoques e a criação dos conceitos de estoque mínimo, kanban e just in time, que amarrou uma integração com os fornecedores para a garantia de que não faltem matérias-primas na linha de produção. SAIBA MAIS: Para conhecer mais sobre o Taylorismo, Fordismo e Toyo- tismo, clique aqui. Atualmente, falamos do conceito de logística integrada, que pode ser entendido como o ato de coordenar todas as atividades relacionadas à aquisição, estocagem, movimentação, expedição de materiais até a entrega ao cliente. Na figura a seguir podemos ver o processo de logística integrada. Sistemas de Informações Gerenciais https://revistas.pucsp.br/ls/article/viewFile/26678/pdf 40 Figura 9: Processos de logística integrada Fornecedor de matéria- prima Fábrica de componentes Montadora de equipamentos AtacadoVarejoConsumidores Fonte: Elaborada pela autora, 2021. Nesse contexto, uma das principais ferramentas que vem sendo desenvolvida e utilizada pelas organizações são aquelas que ligam as empresas com fornecedores e cadeia de distribuição. É nesse contexto que falamos em Supply Chain Management (SCM), que pode ser entendido como um sistema por meio do qual empresas e organizações entregam produtos e serviços a seus consumidores em uma rede de organizações interligadas (POIRIER; REITER, 1997 apud PARRA; PIRES, 2003, p. 2). Quando falamos em integração interorganizacional antes da internet, normalmente elas eram realizadas por meio de Eletronic Data Interchange (EDI), que envolve um custo fixo bastante alto, o que impedia que empresas menores usufruíssem dessa tecnologia. Desse modo, SCM era possível somente em grandes empresas. Hoje, com o desenvolvimento de aplicações que utilizam a internet e soluções na nuvem, a solução já está acessível para praticamente toda empresa e muitos sistemas de gestão já estão preparados para integrações que contemplem o conceito de SCM. EXEMPLO: O melhor exemplo de uso do SCM é sem dúvida nenhuma o segmento automobilístico, em que toda a cadeia de suprimentos está integrada. Nesse segmento, a integração é tal que os novos projetos são planejados em conjunto e o planejamento de produção é compartilhado com os fornecedores de forma que estes tenham uma visão da demanda paulatinamente, conforme os dados planejados vão se consolidando. Sistemas de Informações Gerenciais 41 Vantagens do SCM O SCM é uma solução que permeia toda a organização e acaba gerando benefícios não só para a área de produção ou logística, mas para a empresa como um todo. Esse é um dos motivos pelos quais o SCM vem sendo buscado pela maioria das empresas, pois os benefícios competitivos que ela proporciona são bastante significativos. Segundo O’ Brien e Marakas (2013, p. 290), as principais vantagens de um SCM são: • Otimização da rede de fornecedores, fábricas e centros de distribuição. • Previsão precisa de demanda de clientes, com compartilhamento simultâneo de previsões de demanda e fornecimento entre os diversos níveis da cadeia. • Cooperação pela internet, como planejamento, previsão e reabastecimento, e controle de estoque pelo fornecedor. • Compartilhamento de informações precisas de estoque e requisição de compra. • Certeza de disponibilidade do material necessário para a produção no local e tempo corretos. • Redução de gastos com matéria-prima, custos de requisição e compra; redução no estoque de matéria-prima e produtos acabados. • Comprometimento com os prazos de entrega em tempo real. • Atendimento no prazo dos pedidos de todos os canais mediante controle do pedido, planejamento de transporte e programação dos veículos. • Suporte a todo o processo logístico, incluindo separação, empa- cotamento, remessa e entrega dos itens em países estrangeiros. Sistemas de Informações Gerenciais 42 • Monitoramento de cada etapa do processo da cadeia de suprimentos, desde a cotação de preços até́o momento em que o cliente recebe o produto e os avisos quando surgem problemas. • Fornecimentos de dados básicos da cadeia de suprimentos, com os índices de cumprimento, tempo de ciclo do pedido e utilização da capacidade. Soluções correlatas ao SCM E-procurement Uma das áreas que primeiramente percebeu o potencial da internet foi a área de compras, que aliou a internet à compra e venda de suprimentos, possibilitando a automatização desse processo e, em alguns casos, a integração com o gerenciamento da cadeia de suprimentos. O e-procurement pode ser entendido como uma modalidade de B2B onde se realizam cotações on-line de produtos com vários fornecedores, fechando a transação com integração com o Enterprise Resource Planning (BATISTA, 2005). Ele normalmente tem funcionalidade como compra de materiais diretos e indiretos e emprega várias funções com base na web, como contratos, pedidos, notificações e leilões (STEFANO; ZATTAR, 2016). Para entendermos a importância do e-procurement, precisamos entender a realidade do setor de compras. Um dos grandes problemas da maioria dos setores das empresas é não ter tempo para analisar estrategicamente seus setores em função do grande envolvimento dos profissionais com as atividades operacionais. As soluções de e-procurement, ao automatizar os processos operacionais, “livram” os usuários desse trabalho, permitindo que eles façam atividades mais nobres. Esse tempo “extra” permite que os compradores se dediquem a monitorar o processo de aquisição de suprimentos de valor mais relevante para a organização, como é o caso das matérias-primas. Na prática, o processo de automatização consegue consolidar os dados operacionais, que subsidiam o setor estratégico para a tomada Sistemas de Informações Gerenciais 43 de decisão. Com essa solução é possível saber, por exemplo, quanto se gasta com suprimentos de informática e manutenção de impressoras, o que serve para a tomada de decisão em relação a uma possível terceirização da área de impressão da empresa, pela comparação entre os gastos mensais e o valor de uma terceirização, possibilitando uma redução de gastos, não pela diminuição da qualidade dos serviços, mas pela mudança da estratégica de fornecimento. Os dados gerados pelo sistema ainda permitem que a empresa aumente seu poder de negociação, já que agora ela tem estatísticas de consumo, ou seja, o que compra, quanto se compra e de quem vem comprando, permitindo o estabelecimento de contratos de médio e longo prazos, possibilitando ganhos de escala. O e-procurement possibilita que os compradores se dediquem mais ao processo negocial, função nobre do setor. Dessa forma, é possível aprimorar o conhecimento e relacionamento dos atuais e novos fornecedores e a criação de uma melhor estratégia de fornecimento. As soluções de e-procurement podem ser desenvolvidas internamente ou externamente e a maioria dos grandes sistemas de gestão já possuem módulos que operacionalizam essa funcionalidade. Tecnicamente falando, as soluções de e-procurement têm três grandes módulos, tendo como base o conjunto de funcionalidades e os seus usuários-chaves. O primeiro módulo reúne os processos de solicitação de compras e normalmente é utilizado pelos colaboradores internos da empresa. Estamos falando basicamente de uma interface web muito parecida com um site de e-commerce, onde cada colaborador pode efetivamente comprar o item desejado. O segundo módulo permite o gerenciamento dos fornecedores, nesses ambientes é possível negociar e atualizar valores e em alguns casos até criar leilões virtuais. Essa interface normalmente é liberada para os compradores e fornecedores com contratos pré-estabelecidos. Sistemas de Informações Gerenciais 44 O terceiro módulo é utilizado somente pelos colaboradores do setor de compras e é utilizada para se traçar a estratégia de fornecimento da organização. Como exemplos, podemos destacar os sites Mercado Eletrônico (https://www.me.com.br) e TradeOut.com (http://www.tradeout.com), em especí f ico na área governamental temos o Gompras .Gov (ht tp ://www.compras .es .gov.br ) . Partner Relationship Management (PRM) Outros parceiros importantes para as empresas são os canais de distribuição, que podem ser considerados cada vez mais como chave para a competitividade das organizações. Nesse sentido, o Partner Relationship Management (PRM) pode ser entendido como uma estratégia de negócios para a otimização dos processos de comunicação entre as empresas e seus canais de venda ou parceiros por meio do uso de um extranet organizacional. Um PRM nada mais é do que uma interface que possibilita que o parceiro obtenha todas as informações necessárias para a comercialização dos produtos, bem como ferramentas que auxiliam no andamento do processo comercial até a sua finalização com a efetiva venda dos produtos. De acordo com Stefano e Zatter (2016, p. 186), o PRM “oferece à empresa ferramentas para avaliar o desempenho dos seus parceiros, a fim de que, dessa forma, possa se certificar de que seus melhores parceiros obtenham o apoio necessário para fechar um volume maior de negócios”. Assim, essa solução normalmente possibilita a transmissão por meio eletrônico da maioria das atividades relativas aos canais de venda, permitindo que a empresa e seus parceiros possuam informações em tempo real. Além da automatização do processo operacional, ela permite todo um acompanhamento analítico do desempenho dos canais e consequentemente de suas regiões. Para que seja possível o acompanhamento do processo comercial e em paralelo a empresa consiga dar suporte a esse processo, é necessário que todas as informações da evolução do processo sejam inseridas no Sistemas de Informações Gerenciais https://www.me.com.br http://www.tradeout.com http://www.compras.es.gov.br 45 sistema. São essas informações que permitirão uma análise estratégica e a criação de cenários e ações específicas a cada parceiro comercial. Vamos analisar o caso de uma empresa que revende um determinado produto em nível nacional e o gestor comercial possui uma meta de expansão comercial, tendo uma verba para promover essa expansão. Nesse cenário, o PRM poderá, com base nos dados coletados de vendas, por parceiro ou região, sugerir onde deve ser investida a verba, otimizando assim o investimento a ser realizado. Dessa forma, dentre as vantagens de uma solução de PRM, podemos destacar: • Ampliação do alcance da empresa e aumento das receitas através de uma rede de parceiros bem administrada. • Otimização da lucratividade do programa de parceiros através da melhor compreensão do valor e do desempenho dos parceiros. • Otimização de operações e redução de custos pela automatização dos processos manuais e integração de operações de parceiros em toda a empresa. Entre as soluções específicas de mercados para a criação de um PRM, de acordo com Turban (2004), podemos destacar: o NetSuit (http://www.netsuite.com). Outra possibilidade é o desenvolvimento interno, a Microsoft tem uma ferramenta, o Microsoft Dynamics, que pode ser utilizada para tal. Sistemas de Informações Gerenciais http://www.netsuite.com 46 RESUMINDO: E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Estudamos sobre Supply Chain Management (SCM), vimos quais são suas vantagens e as soluções correlatas ao SCM. Além disso, compreendemos o que é e-procuramente e sua aplicabilidade, bem como os a importância dos canais de distribuição, analisando a ferramenta Partner Relationship Management (PRM). Chegamos ao final de mais uma unidade letiva e esperamos que você desenvolva com excelência todas as competências trabalhadas, pois elas serão extremamente úteis na sua jornada profissional. Contamos com sua dedicação e comprometimento com os estudos. Sistemas de Informações Gerenciais47 REFERÊNCIAS CÔRTES, P. L.; LEMOS, M. T. S. Aspectos comportamentais na implantação de sistemas integrados de gestão-ERP. GEPROS. Gestão da Produção, Operações e Sistemas. Ano 4, nº 1, jan-mar, p. 82-100, 2009. COULOURIS, G.; DOLLIMORE, J.; KINDBERG, T.; BLAIR, G. Sistemas distribuídos: conceitos e projeto. 5. ed. São Paulo, Bookmam, 2013. DYCHÈ, J. The CRM handbook: a business guide to customer relationship management. Addinson: Wedley, 2001. FRANCO, J.; CARLOS, F. E-Business: tecnologia da informação e negócios na internet. São Paulo, Atlas, 2001. GREENBERG, P. CRM na Velocidade da Luz. H S M M a n a g e m e n t – Book Summary. Disponível em: http://usuarios.upf.br/~ricardo/CRM. pdf. Acesso em: 05 mar. 2012. GONÇALVES, G. R. B. Sistemas de informação. Porto Alegre: SAGAH, 2017. HARLAND, C. M. Gestão da cadeia de suprimentos, compras e gestão de suprimentos, logística, integração vertical, gestão de materiais e dinâmica da cadeia de suprimentos. 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Sistemas de Informações Gerenciais Sistemas de gestão empresarial (ERP) ERP Vantagens de um ERP Fatores críticos de sucesso Sistemas de tomada de decisão (SIG, DSS e EIS) Modelo de banco de dados para sistemas de apoio à decisão Dificuldades na criação de sistemas de tomada de decisão Customer Relationship Management (CRM) Vantagens do CRM Estrutura do CRM CRM como ferramenta de accountability Supply Chain Management Vantagens do SCM Soluções correlatas ao SCM E-procurement Partner Relationship Management (PRM)