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DOENÇAS Dayane Nascimento CAUSADA POR FUNGOS Onicomicose Também chamada de micose de unha. Causas De modo geral, os causadores da onicomicose são diferentes fungos, como os fungos das leveduras ou os fungos da Cândida. Eles se aproveitam de condições favoráveis, como unhas quebradiças, além da umidade e do uso de sapatos apertados para se proliferar. Sintomas mudança na cor da unha, com a unha se tornando mais amarelada, esbranquiçada ou, até mesmo, mais escura; unha que descola, como se estivesse descamando; unhas que ficam mais grossas e opacas; manchas brancas que aparecem na unha; unhas que ficam deformadas; dor e incômodo nas unhas; odor desagradável nas mãos; unhas frágeis e quebradiças. Tratamento Geralmente, o tratamento da onicomicose envolve o uso de cremes e esmaltes com propriedade antifúngica que devem ser aplicados diretamente na unha, podendo ser também recomendado, em alguns casos, o uso de comprimidos antifúngicos. Além disso, dependendo das características da unha e caso o tratamento com o antifúngico não tenha sido suficiente, também pode ser recomendada a remoção cirúrgica da unha. CAUSADA POR PROTOZOÁRIOS Amebíase Também chamada de disenteria amébica, a amebíase é uma infecção causada por um parasita que se aloja no cólon do paciente e que é capaz de causar uma série de sintomas Causas Por meio de água e alimentos contaminados ou mesmo por contato com pessoas contaminadas. Sintomas dor e cólica abdominal; abdômen sensível ao toque; forte diarreia; presença de sangue e/ou muco nas fezes; perda de peso; febre. Tratamento Amebíase tem cura. O tratamento é feito por meio do uso de medicamentos que matam os cistos e também as amebas resultantes da amebíase. A malária é uma doença causada por quatro diferentes tipos de protozoário do gênero Plasmodium. Três deles estão ativos no Brasil e podem transmitir a doença para as pessoas que vivem aqui ou que estão visitando o país. Malária CAUSADA POR PROTOZOÁRIOS Causas A transmissão da malária acontece de duas formas: por meio da picada de um mosquito que esteja infectado com o protozoário ou por meio do uso incorreto e do compartilhamento de agulhas e instrumentos cortantes. O mosquito da malária é sempre fêmea e é do gênero Anopheles, bastante comum nos momentos do amanhecer e do entardecer. É ele o responsável por perpetuar o ciclo da malária, transmitindo os protozoários para um hospedeiro humano, que poderá ser picado por um mosquito não infectado que, por sua vez, se tornará um portador de malária para infectar outro indivíduo. É importante frisar que a malária não é transmitida de um humano para outro, mas sempre por meio de um vetor intermediário, que é o mosquito. Os protozoários da malária se instalam no fígado do corpo humano e ali se reproduzem e passam a afetar os glóbulos vermelhos que fazem parte do sangue humano. Sintomas Febre alta; Calafrios; Suor; Fortes dores musculares, mais especificamente, nas articulações; Dor de cabeça; Taquicardia; Aumento do baço; Cansaço e prostração; Vômitos e Convulsões. Tratamento É feito por meio do uso de medicamentos que matam o protozoário causador da doença e impedem que ele se reproduza, fazendo com que os sintomas diminuam cada vez mais, antes de cessar de vez CAUSADA POR BACTÉRIA Botulismo O botulismo é uma doença rara e bastante grave, que afeta o sistema neurológico de um indivíduo e pode até mesmo levá-lo a óbito por paralisia da musculatura respiratória. A doença é causada por uma toxina muito potente. Causas É, na verdade, um envenenamento causado pelo contato do corpo humano com toxinas produzidas pela bactéria Clostridium botulinum. Esse contato pode ser ocasionado pela ingestão de alimentos e líquidos contaminados ou mesmo pelo contato com superfícies contaminadas por essa bactéria e suas toxinas. O botulismo é muito associado com alimentos em conserva e em latas porque esse é um ambiente propício para a proliferação dessa bactéria, especialmente quando o alimento em conserva foi preparado sem levar em consideração o processo adequado de esterilização. Assim, se você ver latas amassadas, com líquidos turvos ou que não parecem adequados, é melhor evitar o consumo Sintomas queda da pálpebra; sensibilidade à luz; visão embaçada ou mesmo dupla; boca seca; dificuldade para urinar e para eliminar fezes; dificuldade para engolir, falar e se locomover. Sem tratamento e nos quadros mais graves, o paciente que contrai botulismo pode desenvolver uma paralisia nos músculos respiratórios que pode levá-lo ao óbito caso não seja imediatamente tratada. Tratamento O paciente costuma ser internado para o tratamento do botulismo. Assim, é possível controlar sua respiração e ajudá-lo a combater a toxina da bactéria por meio de soros preparados especialmente para esse fim. CAUSADA POR BACTÉRIA Leptospirose A leptospirose é uma doença de caráter infeccioso, causada por uma bactéria, a Leptospira. Por estar relacionada à urina de animais, a leptospirose tem maior incidência em locais com baixa infraestrutura e saneamento básico. A doença é dividida entre fase precoce e fase tardia. O que as diferencia são os sintomas, mais graves no segundo caso. Causas A bactéria Leptospira vive nos rins de diversos animais (com destaque para ratos e roedores, no geral), sem causar a eles nenhum dano ou sintoma. Ela acaba sendo eliminada na urina desses seres e é o contato com essa secreção que é responsável pela transmissão da leptospirose para os seres humanos. A exposição à doença pode acontecer de diversas maneiras, mas as mais comuns são o contato com água de enchentes e beber em latas contaminadas. É importante lembrar que para se infectar pela leptospirose, a pessoa pode ter arranhões e pequenas lesões na pele, mas a pele íntegra, se exposta de forma prolongada ao agente infeccioso, também pode ser contaminada. Sintomas Fase precoce, menos grave, podemos destacar: Febre alta repentina; Dor de cabeça; Dor no corpo, principalmente na panturrilha (batata-da-perna); Náuseas e vômitos; Diarreia. Fase tardia, mais grave, a doença se agrava a partir de sua primeira semana. São os principais sintomas: Síndrome de Weil (icterícia, insuficiência renal e hemorragias); Tosse e dispneia; Sangramentos na pele, pulmões, mucosa, e no sistema nervoso central, por exemplo; Síndrome da angústia respiratória aguda (SARA) Tratamento Normalmente, o tratamento para a leptospirose é feito por meio de antibióticos, que combatem a proliferação da bactéria no indivíduo infectado pela doença. É necessário evitar medicamentos de uso comum, como o ácido acetilsalicílico, pois aumentam o risco de complicações da leptospirose. As orientações médicas devem ser seguidas e o paciente deve manter-se bem hidratado durante todo o período de tratamento da leptospirose. Casos mais graves requerem internação e cuidados especiais.