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- -1 ELETRÔNICA INDUSTRIAL DIODOS DE POTÊNCIA - -2 Olá! Ao final desta aula, o aluno será capaz de: 1. Identificar as características do diodo; 2. Descrever a operação do diodo comum; 3. Diferenciar o diodo comum do diodo Schottky; 4. Identificar os principais valores máximos nominais para diodos; 5. Avaliar as perdas no diodo; 6. Projetar dissipadores para proteção térmica do diodo; 7. Operar diodos em série e em paralelo; Introdução O estudo do diodo é de fundamental importância tanto por ser ele o componente semicondutor básico e, portanto, ponto de partida para o entendimento das demais chaves semicondutoras mais complexas, quanto por estar presente nos conversores estáticos, notadamente os retificadores. Nessa aula, apresentaremos a construção, características e modo de operação do diodo comum e do diodo Schottky.Além de identificarmos os principais valores máximos indicados nos datasheets diodos. Iremos avaliar as perdas no diodo, calcular dissipadores para proteção térmica do componente e assim, aprenderemos também, a operar diodos em série e em paralelo. Saiba Mais O diodo semicondutor é formado pela união de um semicondutor tipo P e um semicondutor tipo N, a chamada junção PN. O terminal conectado à região P é denominado de anodo (A) e o terminal conectado à região N é denominado de cátodo (K). O símbolo do diodo e sua curva característica são mostrados abaixo. - -3 Através da curva característica, vemos que, quando o diodo está em polarização direta, ou seja, polarizado de modo que o potencial do anodo seja mais elevado que o potencial aplicado ao cátodo, se comporta como uma chave fechada (ligada) permitindo o livre fluxo de corrente, desde que essa diferença de potencial entre anodo e cátodo ultrapasse um valor denominado de tensão de joelho, da ordem de 0,7 volts. Já na polarização inversa (reversa), obtida quando a tensão aplicada ao anodo é menor do que a tensão aplicada ao cátodo, o diodo se comporta como uma chave aberta (desligada), não permitindo o fluxo de corrente, flui apenas uma ínfima corrente da ordem de nanoampéres denominada de corrente de fuga. Essa corrente é desprezível para a maioria das aplicações. É, também, importante notar na curva que, caso a diferença de potencial aplicada entre anodo e cátodo em polarização inversa exceda um valor máximo denominado de tensão de ruptura, teremos a chamada ruptura por avalanche e a destruição da junção PN. A operação do diodo requererá que o mesmo seja submetido a ciclos sucessivos de polarização direta (condução) e (bloqueio) continuamente.polarização inversa O diodo retificador comum é um dispositivo lento e demora algum tempo para ir de condução plena a bloqueio completo e vice-versa, o que acaba limitando a frequência de chaveamento. - -4 A solução para chaveamento em frequências mais altas é o emprego de diodos Schottky. Estes diodos são construídos a partir de uma combinação de metal e semicondutor, apresentando, além da já mencionada maior velocidade, tensão de joelho e corrente de fuga reversa mais baixas. O projetista de sistemas que emprega diodos de guiar-se pelas folhas de dados, denominadas comumente de “datasheets”. Nelas são listados pelo fabricante os principais valores limites para diversos parâmetros dos diodos, conforme vemos abaixo: DATASHEETS • I – Maximum Average Forward Current (Corrente Direta Média Máxima): dada em Ampéres, F(AV) é limitada basicamente pelas características de dissipação térmica do componente. • IFSM – Maximum Peak Foward Current (Corrente Máxima de Pico): em Ampéres, limitada pela dissipação térmica do diodo. • IRRM – Maximum Reverse Current (Corrente Reversa Máxima): a corrente de fuga máxima em polarização inversa, dada em Ampéres. É desprezível na maioria das aplicações. • P – Power Dissipation (Potência Dissipada): em Watts, a potência máxima dissipada pelo diodo.D • R – Thermal Resistance (Resistência Térmica): dada em Watt. Indica a resistência à dissipação JC do calor gerado na junção. • T – Operating Junction Temperature (Temperatura de Operação): a máxima temperatura de J trabalho do diodo, em oC. • t – Reverse Recovery Time (Tempo de Recuperação Reverso): tempo decorrido para o diodo rr deixar de conduzir, após a mudança de polarização de direta para inversa. É dado em segundos. • V – Foward Voltage (Tensão Direta): a queda de tensão, em volts, entre anodo e cátodo quando o F diodo está em polarização direta. • PIV – Peak Inverse Voltage (Tensão Inversa Máxima): valor máximo de tensão a que o diodo pode ser submetido em polarização inversa, dada em volts. • V – Maximum Repetitive Reverse Voltage (Máxima Tensão Reversa Repetiviva): a tensão RRM inversa máxima de operação em forma de pulsos repetidos, dada em Volts. • • • • • • • • • • - -5 Sendo o diodo uma chave não ideal, impõe perdas ao sistema onde está inserido. Estas perdas se manifestam, principalmente, através da dissipação de calor. O calor deve ser transferido ao ambiente a fim de evitar que a temperatura da junção atinja valores superiores aos especificados pelo fabricante. O que vem na próxima aula Você irá estudar os circuitos retificadores não-controlados monofásicos e trifásicos. Começando pelo retificador monofásico de ½ onda, e depois os dois tipos de retificadores monofásicos de onda completa: o retificador de onda completa com derivação central e o retificador de onda completa em ponte, e finalmente, irá estudar os retificadores não-controlados trifásicos de ½ onda e de onda completa em ponte. CONCLUSÃO Nesta aula, você: • Conheceu o diodo de potência comum e o diodo Schottky; • Identificou os principais valores máximos nominais encontrados nas folhas de dados (datasheets) de diodos; • Aprendeu determinar as perdas no diodo e como calcular dissipadores para a proteção térmica do diodo, e finalmente deu-se conta de como operar diodos em série e em paralelo. Saiba mais Artigo do Professor Newton Braga sobre .diodos Schottky • • •