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Profª Drª. Áurea Marcela de 
Souza P. Figueiredo
UROANÁLISE
EMENTA
UNIDADE I UNIDADE II
▪ FISIOLOGIA RENAL;
▪ COLETA, CONSERVAÇÃO E 
PROCESSAMENTO DA URINA;
▪ EXAME FÍSICO E QUÍMICO;
▪ MICROSCOPIA URINÁRIA E 
SEDIMENTOSCOPIA;
▪ ANÁLISE QUÍMICA;
▪ CASOS CLÍNICOS E ESTUDO 
DIRIGIDO DAS DOENÇAS RENAIS.
▪ FLUIDOS EXTRAVASCULARES;
▪ COLORAÇÃO DE GRAM;
▪ ANÁLISE DO LÍQUIDO ESPERMÁTICO;
▪ PREPARO E COLETA DA AMOSTRA;
▪ AVALIAÇÃO DE MORFOLOGIA E 
MOTILIDADE;
▪ CONTAGEM E PESQUISA DE 
ESPERMATOZÓIDES.
HORÁRIO 
Quinta feira/ 10:10 -11:50 hrs
ASSIDUIDADE 
COMPROVADA ATRAVÉS 
DA PRESENÇA NAS 
AULAS
NÃO ESQUEÇA 
DE ASSINAR A LISTA 
DE PRESENÇA
INFORMAÇÕES GERAIS
1ª AVALIAÇÃO:
▪ CONTEÚDO MINISTRADO ATÉ A AV1
2ª AVALIAÇÃO:
▪ TODO CONTEÚDO DO SEMESTRE
INFORMAÇÕES GERAIS
2ª CHAMADA:
▪ TODO CONTEÚDO DO SEMESTRE
AVALIAÇÃO FINAL:
▪ TODO CONTEÚDO DO SEMESTRE
1ª AVALIAÇÃO:
03/10
2ª AVALIAÇÃO:
05/12
INFORMAÇÕES GERAIS
2ª CHAMADA (APENAS 1 AV )
12/12
FINAL
19/12
INFORMAÇÕES GERAIS
MP > ou igual a 7,0=APROVADO
MP 4,0 ou igual a 5,0 = APROVADO
MF 
2500mL);
Diabetes (organismo
precisa se livrar do
excesso de glicose
sanguínea)
FORMAÇÃO DA URINA
VOLUME 
MÉDIO DIÁRIO 
ANORMAL
OLIGÚRIA- redução do volume
urinário (2500 ml/24h,
pode-se dizer que apresenta:
A) Oligúria;
B) Anúria;
C) Poliúria;
D) Piúria.
ATIVIDADE EM SALA
Sabe-se que o volume urinário em 24h pode
variar de 600-2000mL, pacientes que
apresentam volume urinário >2500 ml/24h,
pode-se dizer que apresenta:
A) Oligúria;
B) Anúria;
C) Poliúria;
D) Piúria.
ATIVIDADE EM SALA
Qual a principal suspeita diagnóstica para
paciente com oligúria? Qual a quantidade de
urina em 24h considerada para dizer que o
paciente tem oligúria?
ATIVIDADE EM SALA
Qual a principal suspeita diagnóstica para
paciente com oligúria? Qual a quantidade de
urina em 24h considerada para dizer que o
paciente tem oligúria?
Nefrite aguda;
pelo paciente? Desidratação grave, morte de
células renais, infecção
FIM
COLETA, CONSERVAÇÃO E PROCESSAMENTO DA URINA
1ª AMOSTRA DA MANHÃ
HIGIENE DOS ÓRGÃOS GENITAIS
ÁGUA
SABÃO 
NEUTRO
ENXÁGUE
ETIQUETA
COLETAR A 
URINA
CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO DE AMOSTRAS
RECIPIENTE INADEQUADO
AMOSTRA VISIVELMENTE 
CONTAMINADA
EXTRAÇÃO PELA FRALDA
VOLUME INADEQUADO PARA 
ANÁLISE
CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO DE AMOSTRAS
COLETA OU TIPO DE AMOSTRA 
INAPROPRIADA PARA 
DETERMINADOS EXAMES
EXAMES COM SOLICITAÇÃO 
INCORRETA OU SEM SOLICITAÇÃO 
MÉDICA
AMOSTRAS CONSERVADAS 
DE MANEIRA INADEQUADA
1ª AMOSTRA DA MANHÃ
✓Desprezar o primeiro jato da urina – limpar a uretra de bactérias;
✓Coleta o jato médio no recipiente, e despreza o jato final;
✓Entregar no laboratório no prazo ideal de 1h, máximo até 2h
2ª AMOSTRA DA MANHÃ
✓Cuidados idem aos de 1ª amostra da manhã
AMOSTRA ALEATÓRIA OU CASUAL
✓Geralmente em hospitais e pronto atendimentos;
✓Rotular a amostra e identificar forma de coleta.
COLETA EM CRIANÇAS E IDOSOS
✓Se apresentam controle esfinctérico comprometido, micção 
comprometida: uso de saco coletor transparente, maleável, 
fixado de maneira adequada e trocado a cada 1h
COLETAS ESPECIAIS
AMOSTRA 
CARACTERIZADA
Coletada sob condições
estéreis, pela inserção de um
cateter da uretra para a
bexiga-
SOLICITADA EM
NECESSIDADE DE AMOSTRAS
SEM CONTAMINAÇÃO DO TU
COLETAS ESPECIAIS
PUNÇÃO 
SUPRAPÚBICA
Introduzido uma agulha
através do abdômen na bexiga
para coleta de amostra
estéril-
OUTRA FORMA DE COLETAR
URINA LIVRE DE
CONTAMINAÇÃO DO TU
COLETAS ESPECIAIS
COLETA DE PACIENTES 
COM SONDA VESICAL 
DE DEMORA
Maior susceptibilidade a erros-
depende da equipe de coleta;
Manter a sonda fechada (1-2h
máximo);
Assepsia no dispositivo da sonda
com álcool a 70%;
Coletar 30-60 mL com agulha
estéril
COLETAS ESPECIAIS
AMOSTRA DE 24H
Antes de iniciar a coleta o paciente esvazia a bexiga e
descarta a urina;
Coleta toda urina no período de 24h e a mantém sob
refrigeração;
Pode ser necessário uso de conservantes;
Cronometrar o tempo com exatidão.
CONSERVAÇÃO DA URINA
▪ Ideal que a amostra seja analisada imediatamente-amostra fresca;
▪ Na impossibilidade, fazer a análise físico-química, sedimentar e conservar 
em geladeira. 
Amostras mantidas em temp. 
ambiente=decomposição
CONSERVAÇÃO DA URINA
▪ Existem bactérias que clivam a ureia, produzem amônia, se combinam com 
hidrogênio e causam aumento do pH da urina; 
▪ pH elevado = INDICATIVO DE URINA “VELHA”!
▪ Acarreta na decomposição de cilindros, visto que esses tendem a se dissolverem 
em urina alcalina (URINAS COM pH ALTO);
▪ (urina “normal” o pH vai de 5,5-7,5)
CONSERVAÇÃO DA URINA
▪ SE, NESSA URINA (“VELHA”) TEM PRESENÇA DE GLICOSE E BACTÉRIAS, AS 
BACTÉRIAS PODEM UTILIZAR DESSA GLICOSE COMO FONTE DE ENERGIA 
PRODUZINDO UM RESULTADO FALSO-NEGATIVO PARA GLICOSÚRIA.
▪ Glicose disponível como fonte energia para bactérias, reduzindo sua [ ] no meio 
(urina)= falso-negativo para glicosúria.
CONSERVAÇÃO DA URINA
▪ Ainda que não haja contaminação bacteriana, alguns componentes da urina podem 
se deteriorarem quando em repouso, por isso a importância da análise de urina à 
fresco.
CONSERVAÇÃO DA URINA-SITUAÇÕES ESPECÍFICAS
▪ Em alguns casos as amostras de urina precisam ser enviadas para análise em 
laboratórios comerciais, nesses casos existem os preservantes específicos, os 
quais irão conservar a amostra;
▪ Ademais, eles não devem ser usados rotineiramente pois podem interferir nos 
procedimentos de análises.
CONSERVAÇÃO DA URINA-SITUAÇÕES ESPECÍFICAS
FORMALINA (1gt/30mL de urina) EM [ALTAS] – PRECIPITA PROTEÍNAS
TOLUENO (2mL/100mL de urina) PRESERVA CETONAS, PROTEÍNAS E SUBS. REDUTORAS, 
MAS NÃO PRESERVA BACTÉRIAS-INFLAMÁVEL
TIMOL (RARAMENTE UTILIZADO) INTERFERE COM O TESTE DE PRECIPITAÇÃO ÁCIDA DE 
PROTEÍNAS.
COMPRIMIDOS PRESERVANTES (1 COM/30mL de urina) EM [MAIORES] INTERFEREM NO TESTE DE SUBSTÂNCIAS 
REDUTORAS.
CLOROFÓRMIO ALTERA CARACTERÍSTICAS DO SEDIMENTO CELULAR
ÁCIDO BÓRICO INTERFERE NA LEITURA DE pH
CLOREXIDINA PRESERVANTE DE GLICOSE, PORÉM A FALTA DE 
PROTEÇÃO CONTRA LUZ RESULTA EM RESULTADOS 
INCORRETOS PARA BILIRRUBINA E UROBILINOGÊNIO
MOMENTO DA COLETA
✓ Primeira urina-ideal- mais concentrada;
✓ Amostras ao longo do dia podem encontrar-se diluídas=quadro falso de saúde 
do paciente;
✓ Para análise de glicosúria=coletadas 2-3h após a alimentação
ETAPAS DO EAS (análise do sedimento) OU URINA TIPO 1
▪ CARACTERÍSTICAS FÍSICAS;
▪ COR, ASPECTO E GRAVIDADE
▪ QUÍMICAS;
▪ Ph, PROTEÍNAS, GLICOSE, CETONAS, SANGUE, BILIRRUBINA, 
NITRITO, LEUCÓCITOS E UROBILINOGÊNIO
▪ MICROSCÓPICAS;
▪ ESTRUTURAS NO SEDIMENTO
ETAPAS DO EAS
▪ AMOSTRAS COM VOLUME DE 15 mL;
▪ QUANDO NECESSÁRIO, EM CASOS DE CRIANÇAS, POR EX., 10-15mL
PROPRIEDADES FÍSICAS-COR
✓ Variedade de cores influenciada pela concentração;
✓ Valor de referência-amarelo claro
PROPRIEDADES FÍSICAS-COR
✓ Amarelo citrino;
✓ Amarelo claro;
✓ Amarelo escuro;
✓ Amarelo âmbar.
PROPRIEDADES FÍSICAS-COR FORA DA REFERÊNCIA
✓ .
PROPRIEDADES FÍSICAS-COR FORA DA REFERÊNCIA
PROPRIEDADES FÍSICAS-COR
✓ Todas essas cores fora do padrão irão interferir nas almofadas do teste químico 
da tira reativa, devido a presença de muitos metabólitos excretados na urina;
✓ NESSES CASOS NÃO REALIZAMOS O EXAME DA TIRA REATIVA, SEGUE COM A 
CENTRIFUGAÇÃO E MICROSCOPIA;
✓ Colocar no laudo a observação:
✓ “NÃO FOI POSSIVEL REALIZAR A PROVA DA TIRA REATIVA POR FORTE 
INTERFERÊNCIA DA COR DA URINA (verde, azul, preta, etc)”
PROPRIEDADES FÍSICAS-TURBIDEZ
✓ A urina de aspecto normal encontra-se transparente;
✓ A turvação pode acontecer em:
✓ Precipitação de fosfatos amorfos em urina alcalina, uratos amorfos em 
urina ácida;
✓ Leucócitos, hemácias, células epiteliais (confirmados no microscópio);
✓ Bactérias;
✓ Muco;
✓ Sêmen, leveduras, contaminação externa;
✓ Gordura.
PROPRIEDADES FÍSICAS-TURBIDEZ
✓ NO LAUDO, DESCREVER COMO:
✓ LÍMPIDA;
✓ SEMITURVA (ligeiramente turva);
✓ TURVA;
✓ LEITOSA;
PROPRIEDADES FÍSICAS-TURBIDEZ
✓ Urina límpida e semi-turva: deve ser observado com cuidado, em 
recipientes transparentes, de preferencia colocar a urina em tubo de vidro 
bem visível, frente a fonte de luz;
✓ Urina límpida é comumente predominante em crianças;
✓ As demais, geralmente, são classificadas como 
semi-turva.
PROPRIEDADES FÍSICAS-ODOR
✓ Característico – “sui generis”;
✓ Por questões de biossegurança e por não trazer contribuição nas 
correlações clínicas, está em desuso, onde foi retirado do laudo;
ANÁLISE QUÍMICA DA URINA
✓ pH;
✓ Densidade;
✓ Proteínas;
✓ Glicose;
✓ Sangue;
✓ Cetonas;
✓ Bilirrubina;
✓ Urobilinogênio;
✓ Nitrito;
✓ Leucócitos.
COMO USAR A TIRA REATIVA?
✓ Mergulhar a tira completamente na amostra homogeneizada e não 
centrifugada;
✓ Remover o excesso da urina encostando em papel absorvente;
✓ Comparar a cor com a tira padrão.
COMO USAR A TIRA REATIVA?
ANÁLISE QUÍMICA DA 
URINA
ANÁLISE QUÍMICA DA 
URINA
ANÁLISE QUÍMICA DA 
URINA
ANÁLISE QUÍMICA DA 
URINA
USO INCORRETO DA TIRA PROVOCA ERROS GRAVES
✓ Manter o laboratório com boa iluminação facilita a interpretação das cores;
✓ Não deixar excesso de urina na tira e mantê-la na horizontal;
✓ Não deixar a tira mergulhada por muito tempo.
ANÁLISE QUÍMICA DA URINA-pH
✓ Uma urina recém colhida na manhã NUNCA apresentará pH alcalino, 
raramente chegará a 8,0!;
✓ Urina com pH 9,0 é considerara URINA VELHA, não deve ser analisada e 
solicitar nova amostra;
✓ REFERÊNCIA = 5,0-6,0 na primeira urina da
Manhã.
ANÁLISE QUÍMICA DA URINA-DENSIDADE
✓ Indica a proporção de sólidos dissolvidos num determinado volume;
✓ REFERÊNCIA; 
✓ ADULTOS: 1,001-1,030;
✓ CRIANÇAS ATÉ 2 ANOS: 1,001-1,018
ANÁLISE QUÍMICA DA URINA-PROTEÍNAS
✓ Podem ocorrer resultados FALSOS-NEGATIVOS se a tira ficar em contato 
com a urina por muito tempo, pois o reagente é carreado da tira
ANÁLISE QUÍMICA DA URINA-GLICOSE✓ A GLICOSÚRIA (glicose na urina), deve SEMPRE vir acompanhada de uma 
glicemia de jejum para se determinar se o paciente com Diabetes melitus
extrapolou o limiar renal (glicemia maior que 160mg/dL).
ANÁLISE QUÍMICA DA URINA-GLICOSE
✓ A GLICOSÚRIA pode acontecer em situações diferentes da 
Diabetes melitus:
✓ Após ingesta de grandes quantidades de açúcar;
✓ No final da gravidez (pré-diabético);
✓ Uso de algumas drogas (tiazidas e corticosteróides);
✓ Stress emocional;
✓ Doença renal avançada;
✓ Distúrbios da tireóide.
ANÁLISE QUÍMICA DA URINA-CETONA
✓ Compreendem 3 produtos intermediários do metabolismo das 
gorduras:
✓ Acetona;
✓ Ácido diacético;
✓ Acetoacético;
✓ Em condições normais não aparecem na urina, pois toda gordura 
metabolizada é degradada em água e CO2.
ANÁLISE QUÍMICA DA URINA-SANGUE
✓ Pode aparecer na forma de hemácias íntegras – HEMATÚRIA;
✓ Na forma de hemácias lisadas/hemoglobina – HEMOGLOBINÚRIA;
✓ Em grandes quantidades podem ser vistas a olho nu, tornando a 
amostra vermelha e semiturva;
ANÁLISE QUÍMICA DA URINA-SANGUE
✓ FALSO-NEGATIVO:
✓ Ácido ascórbico;
✓ Níveis elevados de proteínas;
✓ Densidade aumentada;
✓ pH REDUZ A CAPACIDADE HEPÁTICA DE 
PROCESSAR O UROBILINOGÊNIO QUE VEM DO INTESTINO, ESTE FICA EM 
EXCESSO NO SANGUE E É FILTRADO PELOS RINS, APARECENDO NA URINA
ANÁLISE QUÍMICA DA URINA-NITRITO
✓ Triagem rápida para detecção de ITU (Infecção do trato urinário);
✓ Triagem precoce de bacteriúria significativa e assintomática;
✓ Organismos comuns que causam ITU:
✓ E. Coli, Enterobacter. Citrobacter, Klebsiella e algumas espécies de Poteus –
essas contém enzimas que REDUZEM NITRATO A NITRITO, por isso o nitrito 
positivo em infecções por esses organismos.
ANÁLISE QUÍMICA DA URINA-LEUCÓCITOS/ESTERASES 
LEUCOCITÁRIAS
✓ A presença de leucócitos em números aumentados, em geral, indicam 
infecção do trato urinário;
✓ Devendo confrontar com avaliação microscópica do sedimento urinário para 
quantificar os leucócitos;
✓ FALSO – NEGATIVOS: Amostras com leucócitos crenados, impedindo a 
liberação de suas esterases e também pH muito ácido impedindo que a 
membrana dos leucócitos seja lisada e libere as enzimas
ANÁLISE QUÍMICA DA URINA-LEUCÓCITOS/ESTERASES 
LEUCOCITÁRIAS
FIM

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