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ESTABILIDADE NO EMPREGO CONCEITO DE ESTABILIDADE NO EMPREGO É o direito do trabalhador de permanecer no emprego, mesmo contra a vontade do empregador, enquanto inexistir uma causa relevante expressa em lei e que permita a sua dispensa. É o direito de não ser despedido. É a garantia assegurada ao empregado de que seu emprego somente será perdido se houver uma causa que justifique a dispensa, indicada pela lei. Funda-se, portanto, no princípio da causalidade da dispensa. Destina-se a impedir a dispensa imotivada, arbitrária, abusiva. DIFERENÇA ENTRE ESTABILIDADE E GARANTIA DE EMPREGO Garantia de emprego é um instituto mais amplo que estabilidade. Compreende, além da estabilidade, outras medidas destinadas a fazer com que o trabalhador obtenha o primeiro emprego, como também à manutenção do emprego conseguido. Relaciona-se com a política de emprego. Se, por exemplo, uma lei obriga as empresas a admitirem um determinado número de menores, essa é uma lei de garantia de emprego, mas não é uma lei de estabilidade. Nesse sentido, por exemplo, o art. 429 da CLT, que prevê a imposição de emprego de menores aprendizes, e o art. 93 da Lei n. 8.213/91, que obriga a empresa com 100 (cem) ou mais empregados a preencher de 2% (dois por cento) a 5% (cinco por cento) dos seus cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas portadoras de deficiência, habilitadas. ESTABILIDADE DECENAL A estabilidade decenal consistia em uma garantia de emprego concedida a empregados após completarem 10 (dez) anos de serviço para o mesmo empregador. Portanto, o fundamento para a aquisição da estabilidade no emprego era o tempo de serviço: trabalhando para o mesmo empregador por 10 (dez) anos, o empregado não poderia ser dispensado sem justa causa, permanecendo tal garantia de forma definitiva até que se aposentasse ou morresse. A dispensa somente era possível caso o empregado cometesse uma falta grave passível de ser caracterizada como justa causa, ou em caso de força maior (art. 492, CLT) ESTABILIDADE DECENAL A Lei n. 5.107/66 instituiu o regime do FGTS como uma opção ao sistema da estabilidade decenal assegurado pela CLT. Assim, ao ser contratado, o empregado deveria optar entre o regime da estabilidade decenal ou o regime do FGTS, passando o regime escolhido a ser adotado em relação ao seu contrato de trabalho. A opção do trabalhador pelo FGTS importava em renúncia à estabilidade. ESTABILIDADE DECENAL Os dois regimes — estabilidade decenal e FGTS — coexistiram até o advento da Constituição Federal de 1988 que, tornando obrigatório o regime do FGTS para todos os empregados urbanos e rurais (art. 7º, III), eliminou do ordenamento jurídico o sistema da estabilidade definitiva no emprego obtida após 10 (dez) anos de serviço para o mesmo empregador, restando revogado o art. 492 da CLT. Evidente, porém, que os empregados que se tornaram estáveis de forma definitiva antes do advento da Carta Magna de 1988 conservam esse direito, conforme previsão no art. 14 da Lei n. 8.036/90. Gestante Uma das medidas de proteção à gestante é a estabilidade no emprego a que tem direito por força do disposto no art. 10, II, b, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, que declara que fica vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa “da empregada gestante, desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto”. SÚMULA N.º 244 - GESTANTE.ESTABILIDADE PROVISÓRIA I - O desconhecimento do estado gravídico pelo empregador não afasta o direito ao pagamento da indenização decorrente da estabilidade (art. 10, II, "b" do ADCT). II. A garantia de emprego à gestante só autoriza a reintegração se esta se der durante o período de estabilidade. Do contrário, a garantia restringe-se aos salários e demais direitos correspondentes ao período de estabilidade. III. A empregada gestante tem direito à estabilidade provisória prevista no art. 10, inciso II, alínea “b”, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, mesmo na hipótese de admissão mediante contrato por tempo determinado. Em relação à aprendiz gestante, o TST adota entendimento no sentido de assegurar-lhe a estabilidade: “(...) ESTABILIDADE PROVISÓRIA. CONTRATO POR PRAZO DETERMINADO. GRAVIDEZ NO CURSO DO CONTRATO DE APRENDIZAGEM.CONTRARIEDADE À SÚMULA N. 244, III, DO TST. TRANSCENDÊNCIA POLÍTICA RECONHECIDA. CONHECIMENTO E PROVIMENTO. I. Segundo o entendimento consagrado no item III da Súmula n. 244 do TST, “a empregada gestante tem direito à estabilidade provisória prevista no art. 10, inciso II, alínea b, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, mesmo na hipótese de admissão mediante contrato por tempo determinado”. Sobre o tema, o entendimento desta Corte Superior é no sentido de que a circunstância de ter sido a Reclamante admitida mediante contrato de aprendizagem, por prazo determinado não constitui impedimento para que se reconheça a estabilidade provisória da gestante. II. Nesse contexto, ao entender que a circunstância de ter sido a Reclamante admitida por prazo determinado (contrato de aprendizagem) a Corte Regional decidiu a matéria de forma contrária à jurisprudência atual e notória desta Corte, sedimentada no item III da Súmula n. 244. IV. Demonstrada transcendência política da causa e contrariedade à Súmula n. 244, III, do TST. V. Recurso de revista de que se conhece e a que se dá provimento” (RR-1001704-28.2017.5.02.0463, 4ª Turma, Relator Ministro Alexandre Luiz Ramos, DEJT 22/11/2019). A confirmação do estado de gravidez, durante o prazo do aviso prévio trabalhado ou indenizado, garante à empregada gestante a estabilidade provisória (art. 391-A, CLT). A confirmação do estado de gravidez durante o curso do contrato de trabalho, ainda que durante o prazo do aviso prévio trabalhado ou indenizado, garante à empregada doméstica gestante a estabilidade provisória (art. 25, parágrafo único, Lei Complementar n. 150/2015). No caso de aborto espontâneo, o entendimento adotado pela jurisprudência do TST tem sido no sentido de que, tendo sido interrompida a gravidez por aborto não criminoso, a empregada faz jus ao reconhecimento do direito à estabilidade somente em relação ao período em que esteve grávida, com o limite do art. 395 da CLT, ou seja, até o término do período de licença de duas semanas assegurado por tal dispositivo legal. Na hipótese de morte da criança após o parto, o direito à estabilidade é garantido até o quinto mês após o parto. O entendimento é no sentido de que não há nessa hipótese antecipação do termo ad quem da estabilidade. OJ SDC 30, TST: “Nos termos do art. 10, II, b, do ADCT, a proteção à maternidade foi erigida à hierarquia constitucional, pois retirou do âmbito do direito potestativo do empregador a possibilidade de despedir arbitrariamente a empregada em estado gravídico. Portanto, a teor do art. 9º, da CLT, torna-se nula de pleno direito a cláusula que estabelece a possibilidade de renúncia ou transação, pela gestante, das garantias referentes à manutenção do emprego e salário”. Dirigente sindical De acordo com o disposto no art. 8º, VIII, da Constituição Federal, “é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de direção ou representação sindical e, se eleito, ainda que suplente, até um ano após o final do mandato, salvo se cometer falta grave nos termos da lei”. A proteção em relação ao dirigente sindical visa resguardar sua indepen- dência no exercício do mandato, “assegurando-lhe condições para a ampla defesa dos interesses da categoria que representa, sem que daí lhe advenham prejuízos no contrato de trabalho”. Exatamente por isso, o fundamento da estabilidade do dirigente sindical é o interesse coletivo da categoria representada. OJ SDI-1 365, TST: “Membro de conselho fiscal de sindicato não tem direito à estabilidade prevista nos arts. 543,§ 3º, da CLT e 8º, VIII, da CF/1988, porquanto não representa ou atua na defesa de direitos da categoria respectiva, tendo sua competência limitada à fiscalização da gestão financeira do sindicato (art. 522, § 2º, da CLT)”. OJ SDI-1 369, TST: “O delegado sindical não é beneficiário da estabilidade provisória prevista no art. 8º, VIII, da CF/1988, a qual é dirigida, exclusivamente, àqueles que exerçam ou ocupem cargos de direção nos sindicatos, submetidos a processo eletivo”. Número de dirigentes sindicais abrangidos pela garantia da estabilidade — a resposta a essa questão passa pela necessidade de se responder à seguinte indagação: o art. 522 da CLT está em vigor, mesmo diante do disposto no art. 8º, caput e inciso I, da CF/88? O TST adotou entendimento no sentido de que referido dispositivo legal foi recepcionado pela Constituição Federal, ficando limitada, assim, a estabilidade no emprego a sete dirigentes sindicais e igual número de suplentes (Súmula 369, II, TST). O STF confirmou esse entendimento no julgamento da ADPF 276. Extinção da atividade empresarial no âmbito da base territorial do sindicato — tendo em vista que a estabilidade sindical não é garantia pessoal do empregado, mas, sim, uma prerrogativa da categoria para possibilitar o exercício da representação sindical, não há motivo para manutenção da referida estabilidade em caso de extinção da atividade empresarial no âmbito da base territorial do sindicato (Súmula 369, IV, TST). Registro da candidatura no curso do aviso prévio — tendo o registro da candidatura do empregado a cargo de dirigente sindical sido feito no curso do aviso prévio, ainda que indenizado, não lhe é assegurado o direito à estabilidade no emprego (Súmula 369, V, TST). O registro da candidatura do dirigente sindical no curso de contrato de experiência ou de outra modalidade de contrato por prazo determinado não lhe assegura o direito à estabilidade no emprego, tendo em vista que ao celebrarem o contrato as partes validamente estipularam sua duração e antecipadamente já sabiam a data de sua extinção. O dirigente sindical somente poderá ser dispensado por falta grave, mediante a apuração em inquérito judicial, nos termos do art. 494 da CLT (Súmula 379, TST). OJ SDI-2 137, TST: “Constitui direito líquido e certo do empregador a suspensão do empregado, ainda que detentor de estabilidade sindical, até a decisão final do inquérito em que se apure a falta grave a ele imputada, na forma do art. 494, caput e parágrafo único, da CLT”. Representante dos empregados na CIPA Nos termos do art. 10, II, a, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), fica vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa do empregado eleito para cargo de Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), desde o registro de sua candidatura, até um ano após o término do mandato. O mandato dos membros eleitos da CIPA terá a duração de 1 (um) ano, permitida uma reeleição (art. 164, § 3º, CLT). Súmula 339, TST: “I — O suplente da CIPA goza da garantia de emprego prevista no art. 10, II, a, do ADCT a partir da promulgação da Constituição Federal de 1988”. A dispensa sem justa causa do cipeiro implica na sua reintegração ou, quando não for conveniente ou possível a reintegração, no pagamento de indenização correspondente aos salários e direitos trabalhistas do período da estabilidade. Em caso de dispensa por justa causa, não é necessário inquérito judicial para a apuração do eventual ato faltoso praticado pelo cipeiro. Súmula 339, TST: “II — A estabilidade provisória do cipeiro não constitui vantagem pessoal, mas garantia para as atividades dos membros da CIPA, que somente tem razão de ser quando em atividade a empresa. Extinto o estabelecimento, não se verifica a despedida arbitrária, sendo impossível a reintegração e indevida a indenização do período estabilitário”. Admite-se a renúncia por parte do trabalhador ao direito à estabilidade no emprego quando este manifesta expressamente sua intenção de deixar o emprego, mormente se o termo de rescisão do contrato de trabalho foi homologado pelo sindicato dos trabalhadores. Empregado acidentado Lei n. 8.213/1991 “Art. 118. O segurado que sofreu acidente do trabalho tem garantida, pelo prazo mínimo de 12 (doze) meses, a manutenção do seu contrato de trabalho na empresa, após a cessação do auxílio- doença acidentário, independentemente de percepção de auxílio-acidente.” Súmula 378, TST: “I — É constitucional o art. 118 da Lei n. 8.213/1991 que assegura o direito à estabilidade provisória por período de 12 meses após a cessação do auxílio- doença ao empregado acidentado”. Para que a estabilidade possa ser reconhecida em favor do trabalhador, é necessário que sejam preenchidos dois pressupostos: ■ que o empregado fique afastado do trabalho por período superior a 15 (quinze) dias em razão do acidente ou da doença profissional; ■ que o empregado receba o auxílio-doença acidentário. OJ SDC 31, TST: “Não é possível a prevalência de acordo sobre legislação vigente, quando ele é menos benéfico do que a própria lei, porquanto o caráter imperativo dessa última restringe o campo de atuação da vontade das partes”. Súmula 378, TST: “III — O empregado submetido a contrato de trabalho por tempo determinado goza da garantia provisória de emprego decorrente de acidente de trabalho prevista no art. 118 da Lei n. 8.213/91”. Súmula 371, TST: “A projeção do contrato de trabalho para o futuro, pela concessão do aviso prévio indenizado, tem efeitos limitados às vantagens econômicas obtidas no período do pré-aviso, ou seja, salários, reflexos e verbas rescisórias. No caso de concessão de auxílio-doença no curso do aviso prévio, todavia, só se concretizam os efeitos da dispensa depois de expirado o benefício previdenciário”. Diretores de sociedades cooperativas A Lei n. 5.764, de 1971, que instituiu o regime jurídico das sociedades cooperativas no Brasil, confere estabilidade no emprego aos empregados de empresas que sejam eleitos como diretores de sociedades cooperativas. Nesse sentido, o art. 55 da referida Lei dispõe: “Os empregados de empresas que sejam eleitos diretores de sociedades cooperativas pelos mesmos criadas, gozarão das garantias asseguradas aos dirigentes sindicais pelo art. 543 da Consolidação das Leis do Trabalho (Decreto-lei n. 5.452, de 1º.05.1943)”. Diretores de sociedades cooperativas OJ SDI-1 253, TST: “O art. 55 da Lei n. 5.764/71 assegura a garantia de emprego apenas aos empregados eleitos diretores de Cooperativas, não abrangendo os membros suplentes”. Tendo em vista que o art. 55 da Lei n. 5.764/71 prevê expressamente que os diretores de sociedades cooperativas gozam das garantias asseguradas aos dirigentes sindicais pelo art. 543, a eles se aplica a exigência de inquérito judicial para apuração de falta grave. Membros de Comissão de Conciliação Prévia As Comissões de Conciliação Prévia (CCP), criadas pela Lei n. 9.958/2000 (que acrescentou os arts. 625-A a 625-H na CLT), podem ser constituídas no âmbito dos sindicatos ou no âmbito das empresas (art. 625-A, CLT). Quando instituída no âmbito da empresa, a CCP será composta de no mínimo dois e no máximo dez membros, sendo que a metade será indicada pelo empregador e a outra metade será eleita pelos empregados. Haverá na CCP tantos suplentes quantos forem os membros titulares. O mandato será de um ano, permitida uma recondução (art. 625-B, CLT). Membros de Comissão de Conciliação Prévia Aos representantes dos empregados na CCP, titulares e suplentes, é assegurada garantia de emprego, sendo vedada a sua dispensa até um ano após o término do mandato, salvo se cometerem falta, nos termos da lei (art. 625-B, § 1º, CLT). Muito embora a lei não fixe de forma expressa o início da referida estabilidade, o entendimento que vem prevalecendona doutrina é no sentido de se aplicar analogicamente o art. 543, § 3º, da CLT, ou seja, a estabilidade começa com o registro da candidatura. Membro da comissão de representantes dos empregados Regulamentando o art. 11 da Constituição Federal, a Lei n. 13.467/2017 (Reforma Trabalhista) incluiu os arts. 510-A a 510-D na CLT, passando a prever a forma e as regras da representação dos empregados nas empresas. Assim, nas empresas com mais de duzentos empregados, é assegurada a eleição de uma comissão para representá-los, com a finalidade de promover-lhes o entendimento direto com os empregadores (art. 510-A, caput, CLT). Membro da comissão de representantes dos empregados A referida comissão será assim composta (art. 510-A, § 1º, CLT): ■ nas empresas com mais de duzentos e até três mil empregados — três membros; ■ nas empresas com mais de três mil e até cinco mil empregados — cinco membros; ■ nas empresas com mais de cinco mil empregados — sete membros. Membro da comissão de representantes dos empregados Nos termos do art. 510-D, § 3º, CLT, desde o registro da candidatura até um ano após o fim do mandato, o membro da comissão de representantes dos empregados não poderá sofrer despedida arbitrária. O mandato dos membros da comissão de representantes dos empregados será de um ano, sendo que o membro que houver exercido a função de representante dos empregados na comissão não poderá ser candidato nos dois períodos subsequentes (art. 510-D, caput e § 1º, CLT). Empregado transferido para outra localidade: PN 77, TST: “Assegura-se ao empregado transferido, na forma do art. 469 da CLT, a garantia de emprego por 1 (um) ano após a data da transferência”. Empregado alistando no serviço militar: PN 80, TST: “Garante-se o emprego do alistando, desde a data da incorporação no serviço militar até 30 dias após a baixa”. Empregado em vias de aposentadoria: PN 85, TST: “Defere-se a garantia de emprego, durante os 12 (doze) meses que antecedem a data em que o empregado adquire direito à aposentadoria voluntária, desde que trabalhe na empresa há pelo menos 5 (cinco) anos. Adquirido o direito, extingue-se a garantia”. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA Leite, Carlos Henrique B. CURSO DE DIREITO DO TRABALHO. Disponível em: Minha Biblioteca, (13th edição). Editora Saraiva, 2021. https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555595680/epubcfi/6/2%5B %3Bvnd.vst.idref%3Dcapa2-0.xhtml%5D!/4/2/2%5Bfea5c778-ba6a-4c45-a710- 67c836e7f14a%5D%4025:1 Martins, Sergio P. Direito do trabalho . Disponível em: Minha Biblioteca, (39ª edição). Grupo GEN, 2023. Romar, Carla Teresa M. Direito do trabalho. (Coleção esquematizado®) . Disponível em: Minha Biblioteca, (9ª edição). Grupo GEN, 2023. https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555595680/epubcfi/6/2%5B%3Bvnd.vst.idref%3Dcapa2-0.xhtml%5D!/4/2/2%5Bfea5c778-ba6a-4c45-a710-67c836e7f14a%5D%4025:1 https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555595680/epubcfi/6/2%5B%3Bvnd.vst.idref%3Dcapa2-0.xhtml%5D!/4/2/2%5Bfea5c778-ba6a-4c45-a710-67c836e7f14a%5D%4025:1 https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555595680/epubcfi/6/2%5B%3Bvnd.vst.idref%3Dcapa2-0.xhtml%5D!/4/2/2%5Bfea5c778-ba6a-4c45-a710-67c836e7f14a%5D%4025:1 ATIVIDADE EM SALA 1. (TRT — 1ª Região — Magistratura — 2016) Tem garantia provisória de emprego, EXCETO: a) a empregada, da confirmação da gravidez até 5 meses após o parto. b) o empregado que recebeu auxílio-doença acidentário por 45 dias, até 1 ano após a cessação do auxílio. c) o empregado que, não tendo optado pelo regime do FGTS, em 05/10/1988, contasse mais de 10 anos ininterruptos de trabalho para a mesma empresa. d) o empregado eleito vice-presidente de CIPA, até um ano após o término do mandato. e) o empregado no exercício do cargo de presidente de entidade sindical que firme acordo coletivo com seu empregador. 2. (TRT — 2ª Região — Analista Judiciário — 2018) Carolina, Mariana e Antônio são empregados da empresa Viação Mar Azul Ltda. Carolina foi contratada por prazo determinado e descobriu que está grávida. Mariana, contratada por prazo determinado, recentemente sofreu um acidente de trabalho e encontra-se afastada de suas atividades profissionais. Antônio, por sua vez, contratado por prazo indeterminado, acaba de registrar sua candidatura a cargo de direção de entidade sindical. Neste caso, nos termos da lei trabalhista vigente e do entendimento sumulado do TST, é correto afirmar: a) O desconhecimento da empresa Viação Mar Azul Ltda. do estado gravídico de Carolina afasta o direito ao pagamento de indenização decorrente da estabilidade gestante, existente desde a comunicação da gravidez até cinco meses após o parto. b) Mariana goza da garantia provisória de emprego decorrente de acidente de trabalho. c) Carolina não tem direito à estabilidade provisória, existente desde a confirmação da gravidez até 5 meses após o parto, pois foi admitida mediante contrato por tempo determinado. d) Fica vedada a dispensa de Antônio, a partir do momento da data da eleição a cargo de direção de entidade sindical, até 1 ano após o final do seu mandato, exceto se fosse como suplente. e) Antônio teria direito à estabilidade, mesmo que o registro da candidatura a cargo de dirigente sindical tivesse sido realizado durante o período de aviso prévio, ainda que indenizado. 3. (PGE-SE — Procurador do Estado — 2017) De acordo com o entendimento do TST, se determinada empresa, que conta com cento e cinquenta empregados, dispensar, sem justa causa, trabalhador com deficiência e não fizer, nos termos da legislação pertinente, a contratação de outro empregado nas mesmas condições, tal dispensa será considerada a) legal, porque não há obrigação legal de o empregador contratar trabalhadores com deficiência. b) legal, desde que a empresa mantenha o percentual mínimo legal de cargos preenchidos por trabalhadores com deficiência. c) ilegal, devido ao fato de não haver justo motivo. d) ilegal, porque os trabalhadores com deficiência possuem garantia de emprego por tempo indeterminado. e) ilegal, ainda que não interfira no atendimento ao percentual mínimo legal de cargos preenchidos por trabalhadores com deficiência. 4. (COPS-UEL — Prefeitura de Londrina — PR — Procurador do Município — 2019) A preocupação com a empregada gestante e a vida do nascituro tem sido tema tratado nos tribunais trabalhistas há muito tempo. Nota-se, especialmente a partir da Constituição Federal de 1988, a priorização da garantia da dignidade da pessoa humana. Considerando os termos da legislação vigente e a jurisprudência consolidada no Tribunal Superior do Trabalho, sobre a estabilidade provisória ou garantia de emprego da gestante, assinale a alternativa correta a) Como regra, é vedada apenas a dispensa da gestante, pelo empregador, que seja arbitrária ou sem justa causa, desde a concepção. b) É vedado qualquer tipo de dispensa ou demissão da empregada em gestação, em razão de previsão normativa expressa. c) O direito da gestante à garantia de emprego se aplica aos contratos de trabalho com pessoas jurídicas de direito privado. d) Segundo o TST, o conhecimento da gestação de sua empregada pelo empregador é fundamental para o reconhecimento da estabilidade. e) Segundo o TST, o direito à estabilidade da gestante está vinculado aos contratos por prazo indeterminado. Slide 1: ESTABILIDADE NO EMPREGO Slide 2: CONCEITO DE ESTABILIDADE NO EMPREGO Slide 3: DIFERENÇA ENTRE ESTABILIDADE E GARANTIA DE EMPREGO Slide 4: ESTABILIDADE DECENAL Slide 5: ESTABILIDADE DECENAL Slide 6: ESTABILIDADE DECENAL Slide 7: Gestante Slide 8: SÚMULA N.º 244 - GESTANTE.ESTABILIDADE PROVISÓRIA Slide 9: Em relação à aprendiz gestante, o TST adota entendimento no sentido de assegurar-lhe a estabilidade: Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13: Dirigente sindical Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19: Representante dos empregadosna CIPA Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24: Empregado acidentado Slide 25 Slide 26: Para que a estabilidade possa ser reconhecida em favor do trabalhador, é necessário que sejam preenchidos dois pressupostos: Slide 27 Slide 28 Slide 29: Diretores de sociedades cooperativas Slide 30: Diretores de sociedades cooperativas Slide 31: Membros de Comissão de Conciliação Prévia Slide 32: Membros de Comissão de Conciliação Prévia Slide 33: Membro da comissão de representantes dos empregados Slide 34: Membro da comissão de representantes dos empregados Slide 35: Membro da comissão de representantes dos empregados Slide 36: Empregado transferido para outra localidade: Slide 37: Empregado alistando no serviço militar: Slide 38: Empregado em vias de aposentadoria: Slide 39: REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA Slide 40: ATIVIDADE EM SALA Slide 41 Slide 42 Slide 43