Prévia do material em texto
Disciplina Direito Digital II Marco Civil da Internet + Lei Geral de Proteção de Dados by Thais Consiglio Calendário Acadêmico 1º Bimestre 106/08/2024 Introdução e Retrospectiva Direito Digital I 2 20/08/2024 Marco Civil da Internet. Responsabilidade Civil dos Provedores. 303/09/2024 Marco Civil da Internet. Lei Geral de Proteção de Dados 4 17/09/2024 Lei Geral de Proteção de Dados Calendário Prova 1 01/10/2024 Revisão + Prova do 1º Bimestre 2 07/10/2024 Lançamento das notas do 1º Bimestre Atividade de Aprendizado! Objetivo Toda aula, escrever 5 linhas sobre o aprendizado do dia. LGPD Formato Aceito em papel ou por e-mail (thaisconsiglio@gmail.com) Prazo Entregar ao final da aula. Benefício Adicional na nota do bimestre. Revisão MCI Exercício em Sala - Lei 12.965/2014 - Cada aluno terá 15 minutos para fazer o exercício de forma individual; - Formação de Grupos; - Apresentação da Jurisprudência. NEXT LGPD. Liberdade de Expressão Princípio Fundamental A liberdade de expressão é garantida como um direito básico dos usuários da internet. Limites Não é absoluta, devendo respeitar outros direitos fundamentais como privacidade e honra. Responsabilidade Usuários são responsáveis pelo conteúdo que publicam e compartilham online. PROVEDOR DE SERVIÇOS DE INTERNET Art. 13. Na provisão de conexão à internet, cabe ao administrador de sistema autônomo respectivo o dever de manter os registros de conexão, sob sigilo, em ambiente controlado e de segurança, pelo prazo de 1 (um) ano, nos termos do regulamento. § 1º A responsabilidade pela manutenção dos registros de conexão não poderá ser transferida a terceiros. Art. 18. O provedor de conexão à internet não será responsabilizado civilmente por danos decorrentes de conteúdo gerado por terceiros. PROVEDOR DE APLICAÇÃO/CONTEÚDO Art. 15. O provedor de aplicações de internet constituído na forma de pessoa jurídica e que exerça essa atividade de forma organizada, profissionalmente e com fins econômicos deverá manter os respectivos registros de acesso a aplicações de internet, sob sigilo, em ambiente controlado e de segurança, pelo prazo de 6 (seis) meses, nos termos do regulamento. rt. 19. Com o intuito de assegurar a liberdade de expressão e impedir a censura, o provedor de aplicações de internet somente poderá ser responsabilizado civilmente por danos decorrentes de conteúdo gerado por terceiros se, após ordem judicial específica, não tomar as providências para, no âmbito e nos limites técnicos do seu serviço e dentro do prazo assinalado, tornar indisponível o conteúdo apontado como infringente, ressalvadas as disposições legais em contrário. Deveres Provedores Em linhas gerais, os principais deveres que podem ser legalmente impostos aos Provedores de Serviços de Internet são: utilizar tecnologias apropriadas, conhecer os dados dos seus usuários, manter informações por tempo determinado, manter em sigilo os dados dos usuários, não censurar e informar em face de ato ilícito cometido por usuário. Territorialidade Art. 11. Em qualquer operação de coleta, armazenamento, guarda e tratamento de registros, de dados pessoais ou de comunicações por provedores de conexão e de aplicações de internet em que pelo menos um desses atos ocorra em território nacional, deverão ser obrigatoriamente respeitados a legislação brasileira e os direitos à privacidade, à proteção dos dados pessoais e ao sigilo das comunicações privadas e dos registros. § 1º O disposto no caput aplica-se aos dados coletados em território nacional e ao conteúdo das comunicações, desde que pelo menos um dos terminais esteja localizado no Brasil. § 2º O disposto no caput aplica-se mesmo que as atividades sejam realizadas por pessoa jurídica sediada no exterior, desde que oferte serviço ao público brasileiro ou pelo menos uma integrante do mesmo grupo econômico possua estabelecimento no Brasil. § 3º Os provedores de conexão e de aplicações de internet deverão prestar, na forma da regulamentação, informações que permitam a verificação quanto ao cumprimento da legislação brasileira referente à coleta, à guarda, ao armazenamento ou ao tratamento de dados, bem como quanto ao respeito à privacidade e ao sigilo de comunicações. § 4º Decreto regulamentará o procedimento para apuração de infrações ao disposto neste artigo. Neutralidade da Rede Definição Princípio que garante tratamento igualitário a todos os dados na internet. Objetivo Prevenir discriminação ou privilégios no tráfego de dados. Importância Assegura a competição justa e a inovação na internet. Exceções Permitidas apenas em casos técnicos indispensáveis e serviços de emergência. LGPD - Lei 13.709/2018 Introdução Contexto Histórico Qual a primeira coisa que fazemos ao olhar uma lei? Qual a primeira coisa que fazemos ao olhar uma lei? ESTRUTURA LGPD Artigos 65 Artigos. Capítulos 10 capítulos Tema Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais LGPD Capítulo Título Artigos Capítulo I Disposições Preliminares Art. 1º a 6º Capítulo II Do Tratamento de Dados Pessoais Art. 7º a 16 Capítulo III Dos Direitos dos Titulares Art. 17 a 22 Capítulo IV Do Tratamento de Dados Pessoais pelo Poder Público Art. 23 a 32 Capítulo V Da Transferência Internacional de Dados Art. 33 a 36 Capítulo VI Dos Agentes de Tratamento de Dados Pessoais Art. 37 a 43 Capítulo VII Da Segurança e das Boas Práticas Art. 44 a 51 Capítulo VIII Da Fiscalização Art. 52 a 54 Capítulo IX Da Autoridade Nacional de Proteção de Dados Pessoais Art. 54 a 59 Capítulo X Disposições Finais e Transitórias Art. 56 a 65 O que é a LGPD? Art. 1º Esta Lei dispõe sobre o tratamento de dados pessoais, inclusive nos meios digitais, por pessoa natural ou por pessoa jurídica de direito público ou privado, com o objetivo de proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade e o livre desenvolvimento da personalidade da pessoa natural. Qual era o cenário Brasileiro?Aquecimento) https://www.tudocelular.com/mercado/noticias/n146042/hering-investigada-por-coleta-de-dados-ilegal.html#:~:text=A%20empresa%20de%2 0vestu%C3%A1rio%20Hering,desenvolvidos%20com%20base%20nessas%20rea%C3%A7%C3%B5es. 19 ● As imagens capturadas são dados pessoais? ● O cliente HERING deveria saber que está sendo monitorado? ● A HERING poderia monitorar imagens sem autorização? ● A HERING pode compartilhar os dados coletados? ● A HERING poderia enviar conteúdo publicitário direcionado aos seus clientes? Qual era o cenário Brasileiro? A necessidade de ser ter uma lei específica sobre proteção de dados pessoais decorre devido à forma como está se sustentando o modelo atual de negócios da Sociedade Digital, em que a informação passou a ser a principal moeda de troca utilizada pelos usuários para ter acesso a determinados bens, produtos e serviços” PECK, Patrícia Cenário Mundial 22 LGPD - Lei 13.709/2018 Vigência Fundamentos Entrada em Vigor: Art. 65. Esta Lei entra em vigor: Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019 I - dia 28 de dezembro de 2018, quanto aos arts. 55A, 55B, 55C, 55D, 55E, 55F, 55G, 55H, 55I, 55J, 55K, 55L, 58A e 58B; e Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019 IA – dia 1º de agosto de 2021, quanto aos arts. 52, 53 e 54; Incluído pela Lei nº 14.010, de 2020 II 24 (vinte e quatro) meses após a data de sua publicação, quanto aos demais artigos. Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019 II - em 3 de maio de 2021, quanto aos demais artigos. Redação dada pela Medida Provisória nº 959, de 2020 Convertida na Lei nº 14.058, de 2020 II 24 (vinte e quatro) meses após a data de sua publicação, quanto aos demais artigos. Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019 Brasília , 14 de agosto de 2018; 197º da Independência e 130º da República. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13853.htm#art2 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13853.htm#art2https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13853.htm#art2 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Lei/L14010.htm#art20 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13853.htm#art2 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Mpv/mpv959.htm#art4 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Mpv/mpv959.htm#art4 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Lei/L14058.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Lei/L14058.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13853.htm#art2 Fundamentos Art. 2º A disciplina da proteção de dados pessoais tem como fundamentos: I - o respeito à privacidade; Fundamentos Art. 2º A disciplina da proteção de dados pessoais tem como fundamentos: I - o respeito à privacidade; II - a autodeterminação informativa; Fundamentos Art. 2º A disciplina da proteção de dados pessoais tem como fundamentos: I - o respeito à privacidade; II - a autodeterminação informativa; III - a liberdade de expressão, de informação, de comunicação e de opinião; Fundamentos Art. 2º A disciplina da proteção de dados pessoais tem como fundamentos: I - o respeito à privacidade; II - a autodeterminação informativa; III - a liberdade de expressão, de informação, de comunicação e de opinião; IV - a inviolabilidade da intimidade, da honra e da imagem; Fundamentos Art. 2º A disciplina da proteção de dados pessoais tem como fundamentos: I - o respeito à privacidade; II - a autodeterminação informativa; III - a liberdade de expressão, de informação, de comunicação e de opinião; IV - a inviolabilidade da intimidade, da honra e da imagem; V - o desenvolvimento econômico e tecnológico e a inovação; Fundamentos Art. 2º A disciplina da proteção de dados pessoais tem como fundamentos: I - o respeito à privacidade; II - a autodeterminação informativa; III - a liberdade de expressão, de informação, de comunicação e de opinião; IV - a inviolabilidade da intimidade, da honra e da imagem; V - o desenvolvimento econômico e tecnológico e a inovação; VI - a livre iniciativa, a livre concorrência e a defesa do consumidor; Fundamentos Art. 2º A disciplina da proteção de dados pessoais tem como fundamentos: I - o respeito à privacidade; II - a autodeterminação informativa; III - a liberdade de expressão, de informação, de comunicação e de opinião; IV - a inviolabilidade da intimidade, da honra e da imagem; V - o desenvolvimento econômico e tecnológico e a inovação; VI - a livre iniciativa, a livre concorrência e a defesa do consumidor; e VII - os direitos humanos, o livre desenvolvimento da personalidade, a dignidade e o exercício da cidadania pelas pessoas naturais. A Lei Federal nº 13.709/2018 é a chamada Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Com base na referida norma, um dos fundamentos da disciplina da proteção de dados pessoais é: A Lei Federal nº 13.709/2018 é a chamada Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Com base na referida norma, um dos fundamentos da disciplina da proteção de dados pessoais é: LGPD - Lei 13.709/2018 Conceitos e Terminologias Art. 5º e seguintes. TITULAR Pessoa a quem se referem os dados pessoais que são objeto de algum tratamento. DADOS PESSOAIS Toda informação relacionada a uma pessoa identificada ou identificável. TRATAMENTO DE DADOS Toda operação realizada com algum tipo de manuseio de dados pessoais. 38 NOME, SOBRENOME, IDADE, ENDEREÇO,E-MAIL, IP, DADOS ACADÊMICOS, HISTÓRICO DE COMPRAS… Sempre relacionados a pessoa natural viva. 39 . 40 DIREITO SOBRE OS SEUS DADOS PESSOAIS COLETA PRODUÇÃO UTILIZAÇÃO ARMAZENAMENTO EDIÇÃO TRANSFERÊNCIA Tratamento de dados pessoais A LGPD define com precisão o que é considerado tratamento de dados pessoais, abrangendo uma gama de ações que vão desde a coleta até a eliminação. 1 Coleta Obtenção de dados diretamente do titular ou de terceiros. 2 Armazenamento Manutenção de dados em repositórios seguros e controlados. 3 Processamento Organização, modificação, uso e análise de dados. 4 Compartilhamento Transferência de dados para outros agentes, com base em critérios específicos. 5 Eliminação Exclusão definitiva dos dados, após o término da finalidade do tratamento. O tratamento de dados pessoais deve ser realizado de forma lícita, transparente, segura e com respeito aos direitos do titular. DADOS PESSOAIS SENSÍVEIS Dados relacionados a características da personalidade do indíviduo. 42 DADOS PESSOAIS SENSÍVEIS Dados relacionados a características da personalidade do indíviduo. 43 Origem Racial ou Étnica Convicção Religiosa Opinião Política Religião Dado referente à saúde Dado genético Dado biométrico Quando vinculado a uma pessoa natural. DADOS PESSOAIS SENSÍVEIS Dados relacionados a características da personalidade do indíviduo. DADOS ANONIMIZADOS Dados relativos a um titular que não possa ser identificado. ENCARREGADO Pessoa responsável pela comunicação entre o controlador, os titulares e a ANPD. 44 http://www.youtube.com/watch?v=sz6uJhaBI8w Agentes de Tratamento Responsáveis pelo Tratamento Indivíduos ou entidades que, de forma independente ou em conjunto com outros, determinam as finalidades e os meios do tratamento de dados. Controlador Define as finalidades e os meios do tratamento de dados, incluindo a responsabilidade pela segurança e integralidade dos dados. Operador Realiza o tratamento de dados em nome do controlador, seguindo as instruções e orientações determinadas. CONTROLADOR Pessoa natural ou jurídica, de direito público ou privado, a quem competem as decisões referentes ao tratamento de dados pessoais. Por quê? Como? OPERADOR Pessoa natural ou jurídica, de direito público ou privado, que realiza o tratamento de dados pessoais em nome do controlador. Executa as orientações do Controlador. 47 Agentes de Tratamento CONTROLADOR Pessoa natural ou jurídica, de direito público ou privado, a quem competem as decisões referentes ao tratamento de dados pessoais. Por quê? Ex. Processar Compras Como? Ex. Coleta dados, sítio eletrônico. OPERADOR Pessoa natural ou jurídica, de direito público ou privado, que realiza o tratamento de dados pessoais em nome do controlador. Executa as orientações do Controlador. 48 Agentes de Tratamento CONTROLADOR Pessoa natural ou jurídica, de direito público ou privado, a quem competem as decisões referentes ao tratamento de dados pessoais. Por quê? Ex. Processar Compras Como? Ex. Coleta dados, sítio eletrônico. OPERADOR Pessoa natural ou jurídica, de direito público ou privado, que realiza o tratamento de dados pessoais em nome do controlador. Executa as orientações do Controlador. A AWS processaria e armazenanaria os dados. 49 Exemplo Hipotético Art. 37. O controlador e o operador devem manter registro das operações de tratamento de dados pessoais que realizarem, especialmente quando baseado no legítimo interesse. Art. 38. A autoridade nacional poderá determinar ao controlador que elabore relatório de impacto à proteção de dados pessoais, inclusive de dados sensíveis, referente a suas operações de tratamento de dados, nos termos de regulamento, observados os segredos comercial e industrial. Parágrafo único. Observado o disposto no caput deste artigo, o relatório deverá conter, no mínimo, a descrição dos tipos de dados coletados, a metodologia utilizada para a coleta e para a garantia da segurança das informações e a análise do controlador com relação a medidas, salvaguardas e mecanismos de mitigação de risco adotados. Art. 39. O operador deverá realizar o tratamento segundo as instruções fornecidas pelo controlador, que verificará a observância das próprias instruções e das normas sobre a matéria. Art. 40. A autoridade nacional poderá dispor sobre padrões deinteroperabilidade para fins de portabilidade, livre acesso aos dados e segurança, assim como sobre o tempo de guarda dos registros, tendo em vista especialmente a necessidade e a transparência. 50 Agentes de Tratamento Art. 41. O controlador deverá indicar encarregado pelo tratamento de dados pessoais. § 1º A identidade e as informações de contato do encarregado deverão ser divulgadas publicamente, de forma clara e objetiva, preferencialmente no sítio eletrônico do controlador. § 2º As atividades do encarregado consistem em: I - aceitar reclamações e comunicações dos titulares, prestar esclarecimentos e adotar providências; II - receber comunicações da autoridade nacional e adotar providências; III - orientar os funcionários e os contratados da entidade a respeito das práticas a serem tomadas em relação à proteção de dados pessoais; e IV - executar as demais atribuições determinadas pelo controlador ou estabelecidas em normas complementares. § 3º A autoridade nacional poderá estabelecer normas complementares sobre a definição e as atribuições do encarregado, inclusive hipóteses de dispensa da necessidade de sua indicação, conforme a natureza e o porte da entidade ou o volume de operações de tratamento de dados. 51 Agentes de Tratamento 52 Revisão Conceitos Art. 5º Para os fins desta Lei, considera-se: I - dado pessoal: informação relacionada a pessoa natural identificada ou identificável; II - dado pessoal sensível: dado pessoal sobre origem racial ou étnica, convicção religiosa, opinião política, filiação a sindicato ou a organização de caráter religioso, filosófico ou político, dado referente à saúde ou à vida sexual, dado genético ou biométrico, quando vinculado a uma pessoa natural; III - dado anonimizado: dado relativo a titular que não possa ser identificado, considerando a utilização de meios técnicos razoáveis e disponíveis na ocasião de seu tratamento; IV - banco de dados: conjunto estruturado de dados pessoais, estabelecido em um ou em vários locais, em suporte eletrônico ou físico; V - titular: pessoa natural a quem se referem os dados pessoais que são objeto de tratamento; VI - controlador: pessoa natural ou jurídica, de direito público ou privado, a quem competem as decisões referentes ao tratamento de dados pessoais; VII - operador: pessoa natural ou jurídica, de direito público ou privado, que realiza o tratamento de dados pessoais em nome do controlador; Conceitos VIII - encarregado: pessoa indicada pelo controlador e operador para atuar como canal de comunicação entre o controlador, os titulares dos dados e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados ANPD; Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019 Vigência IX - agentes de tratamento: o controlador e o operador; X - tratamento: toda operação realizada com dados pessoais, como as que se referem a coleta, produção, recepção, classificação, utilização, acesso, reprodução, transmissão, distribuição, processamento, arquivamento, armazenamento, eliminação, avaliação ou controle da informação, modificação, comunicação, transferência, difusão ou extração; XI - anonimização: utilização de meios técnicos razoáveis e disponíveis no momento do tratamento, por meio dos quais um dado perde a possibilidade de associação, direta ou indireta, a um indivíduo; XII - consentimento: manifestação livre, informada e inequívoca pela qual o titular concorda com o tratamento de seus dados pessoais para uma finalidade determinada; XIII - bloqueio: suspensão temporária de qualquer operação de tratamento, mediante guarda do dado pessoal ou do banco de dados; XIV - eliminação: exclusão de dado ou de conjunto de dados armazenados em banco de dados, independentemente do procedimento empregado; XV - transferência internacional de dados: transferência de dados pessoais para país estrangeiro ou organismo internacional do qual o país seja membro; https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13853.htm#art2 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm#art65.. Conceitos XVI - uso compartilhado de dados: comunicação, difusão, transferência internacional, interconexão de dados pessoais ou tratamento compartilhado de bancos de dados pessoais por órgãos e entidades públicos no cumprimento de suas competências legais, ou entre esses e entes privados, reciprocamente, com autorização específica, para uma ou mais modalidades de tratamento permitidas por esses entes públicos, ou entre entes privados; Exemplo, RF compartilhando dados com a Polícia para investir crime) XVII - relatório de impacto à proteção de dados pessoais: documentação do controlador que contém a descrição dos processos de tratamento de dados pessoais que podem gerar riscos às liberdades civis e aos direitos fundamentais, bem como medidas, salvaguardas e mecanismos de mitigação de risco; XVIII - órgão de pesquisa: órgão ou entidade da administração pública direta ou indireta ou pessoa jurídica de direito privado sem fins lucrativos legalmente constituída sob as leis brasileiras, com sede e foro no País, que inclua em sua missão institucional ou em seu objetivo social ou estatutário a pesquisa básica ou aplicada de caráter histórico, científico, tecnológico ou estatístico; e XIX - autoridade nacional: órgão da administração pública responsável por zelar, implementar e fiscalizar o cumprimento desta Lei em todo o território nacional. ALei Geral de Proteção de Dados Pessoais – LGPD (Lei nº 13.709/2018) versa sobre o tratamento de dados pessoais, digitais ou não, por pessoa natural ou pessoa jurídica de direito público ou privado, a fim de proteger os direitos de liberdade e privacidade da pessoa natural. Dado pessoal sobre origem racial ou étnica, convicção religiosa, opinião política, filiação a sindicato ou a organização de caráter religioso, filosófico ou político, dado referentes à saúde, vida sexual, dado genético ou biométrico vinculado a uma pessoa natural é considerado por esta lei como: Dados Sensíveis 1 1. Natureza Delicada Dados sensíveis revelam aspectos íntimos do indivíduo, como origem racial ou étnica, convicções religiosas, dados de saúde e informações genéticas. 2 2. Proteção Especial A LGPD exige tratamento diferenciado para esses dados, garantindo maior segurança e confidencialidade. 3 3. Consentimento Explícito O tratamento de dados sensíveis depende de consentimento livre, específico e informado do titular, além de outras situações excepcionais. 4 4. Riscos e Implicações O uso indevido de dados sensíveis pode gerar graves consequências, como discriminação e violação à privacidade. LGPD - Lei 13.709/2018 Aplicação Material e Territorial Aplicabilidade I - a operação de tratamento seja realizada no território nacional; II - a atividade de tratamento tenha por objetivo a oferta ou o fornecimento de bens ou serviços ou o tratamento de dados de indivíduos localizados no território nacional; ou III - os dados pessoais objeto do tratamento tenham sido coletados no território nacional. Art. 4º Esta Lei não se aplica ao tratamento de dados pessoais: I - realizado por pessoa natural para fins exclusivamente particulares e não econômicos; II - realizado para fins exclusivamente: a) jornalístico e artísticos; ou b) acadêmicos, aplicando-se a esta hipótese os arts. 7º e 11 desta Lei; III - realizado para fins exclusivos de: a) segurança pública; b) defesa nacional; c) segurança do Estado; ou d) atividades de investigação e repressão de infrações penais; ou IV - provenientes de fora do território nacional e que não sejam objeto de comunicação, uso compartilhado de dados com agentes de tratamento brasileiros ou objeto de transferência internacional de dados com outro país que não o de proveniência, desde que o país de proveniência proporcione grau de proteção de dados pessoais adequado ao previsto nesta Lei. LGPD - Lei 13.709/2018 Princípios Art. 6º Direitos dostitulares de dados Acesso aos dados O titular tem o direito de solicitar acesso aos seus dados pessoais. É possível verificar, corrigir ou atualizar informações. Correção de dados Caso os dados estejam incorretos ou desatualizados, o titular pode solicitar a correção. Exclusão de dados Em determinadas situações, o titular pode solicitar a exclusão dos seus dados, como quando eles não forem mais necessários ou quando o tratamento for ilícito. Oposição ao tratamento O titular pode se opor ao tratamento de seus dados em casos específicos, como quando o tratamento for realizado para fins de marketing direto. LGPD - Lei 13.709/2018 Sanções Administrativas Art. 52 Sanções e penalidades A LGPD prevê sanções para empresas que não cumprirem as suas disposições. As sanções variam de advertência até multa de até 2% do faturamento bruto da empresa no ano anterior, limitada a R$ 50 milhões por infração. A autoridade nacional também pode determinar a bloqueamento total ou parcial das atividades de tratamento de dados, suspensão do sistema de tratamento de dados, a publicização da infração, a eliminação dos dados tratados em desacordo com a LGPD, e a exclusão do controlador do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ). A aplicação da sanção é baseada na gravidade da infração, os danos causados, a capacidade econômica do infrator, e a reincidência. As sanções são aplicadas pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) após a realização de processo administrativo. O infrator tem direito à ampla defesa e ao contraditório. Conclusão e próximos passos Próxima Aula - LGPD.