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TECNOLOGIAS
Uso de tecnologias na terapia intravenosa: contribuições para uma prática mais segura
Mudanças significativas têm ocorrido nos cuidados de Enfermagem a partir da incorporação de novas tecnologias, principalmente no tocante ao cuidado intensivo, pois a tecnologia em saúde é um fenômeno complexo que gera reflexões e discussões cotidianas entre os profissionais de saúde envolvidos no cuidado ao paciente grave da Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Atualmente, dispomos de uma série de recursos tecnológicos que podem contribuir para uma prática mais segura e de qualidade na terapia intravenosa (TIV), desde cateteres intravenosos (periféricos e centrais), acessórios com dispositivos de segurança, até as bombas de infusão de última geração.
Porquanto a equipe de Enfermagem está intimamente relacionada e responsável pela prática da TIV, o conhecimento acerca do uso das tecnologias empregadas nessa terapia necessita ser expandido, não significando apenas a incorporação de equipamentos no cuidado, mas implicando também a necessidade de profissionais aptos a utilizar as tecnologias integralmente, usufruindo de todos os benefícios oferecidos para a promoção de um cuidado mais seguro.
Para isso, questões relacionadas à usabilidade devem ser consideradas.
Classificação dos tipos de erros de medicação
1. Erros de prescrição;
2. Erros de omissão;
3. Erros de horário;
4. Erros de administração de uma medicação não
autorizada;
5. Erros de dose;
6. Erros de apresentação;
7. Erros de preparo;
8. Erros da técnica de administração;
9. Erros com medicamentos deteriorados;
10. Erro de monitoramento;
11. Erros em razão da aderência do paciente.
BOMBA DE INFUSÃO
Bombas de infusão inteligentes podem prevenir a ocorrência de erros na administração de medicamentos infundidos, principalmente por via intravenosa, aumentando a segurança do paciente, simplificando o procedimento de administração de fármacos, fornecendo um sistema para checagem e balanço, padronizando a administração de medicamentos e aumentando a eficiência da enfermagem. São equipamentos informatizados que alertam o profissional, por exemplo, se uma dose programada encontra- se fora de limites pré-estabelecidos, prevenindo assim, que doses erradas sejam administradas, agindo em situações nas quais, até então, não se identificava possibilidade de prevenção de erros humanos.	Caracterizam- se, portanto, como um dos principais sistemas que auxiliam o trabalho da enfermagem e promovem a segurança do paciente na beira do leito
	
PERFUSORES
O Perfusor possui um sistema que trava do êmbolo da seringa e impede a administração de bolus de medicamento no início da terapia, reduzindo assim o risco de uma dose indesejada. Também conta com um sistema de alarmes sonoros e visuais, que alertam o profissional de saúde em caso de qualquer anomalia ou evento adverso.
Além disso, é compatível com uma ampla variedade de seringas e bombas de infusão, o que aumenta sua versatilidade e sua capacidade de atender às diferentes necessidades de infusão de medicamentos em pacientes. Ele é indicado para a administração de medicamentos em diversos cenários clínicos, como terapia intensiva, emergências, oncologia, pediatria, entre outros.
Indicado para administração de pequenos volumes.
EQUIPOS
DISPOSITIVOS VENOSOS
	
ELEMENTOS
SANGUÍNEOS
HEMOTRANSFUSÃO
As transfusões são administradas para aumentar a capacidade do sangue de transportar oxigênio, restaurar a quantidade de sangue no corpo (volume sanguíneo) e corrigir problemas de coagulação. É regularmente usada em casos de cirurgias, traumatismos, sangramentos gastrintestinais e partos nos quais há necessidade de repor grandes perdas sanguíneas.
Existem dois tipos de transfusão de sangue: transfusão alogênica, que usa sangue doado por outras pessoas, e transfusão autóloga, que usa o sangue da própria pessoa.
A transfusão deve ser monitorada durante todo seu transcurso, e o tempo máximo de infusão não deve ultrapassar 4 (quatro) horas. Durante os 10 (dez) primeiros minutos da transfusão, o profissional que a instalou deve permanecer à beira do leito do paciente, acompanhando o procedimento.
CUIDADOS DE ENFERMAGEM
Aferir sinais vitais pré, intra e pós – procedimento transfusional. Observar e comunicar ao enfermeiro qualquer intercorrência que ocorra. Monitorar, rigorosamente, o gotejamento do sangue ou do hemoderivado. Proceder o registro das ações efetuadas no prontuário do paciente de forma clara, precisa e pontual.
RISCOS
A	maioria	das	reações	adversas	ocorre	durante	os
primeiros quinze minutos da transfusão, o receptor é observado
cuidadosamente no início do procedimento. Depois desse período, o profissional observa o receptor periodicamente e deve suspender a transfusão caso ocorra uma reação adversa.
As reações mais comuns que ocorrem em 1 a 2% das transfusões são:
· Febre;
· Reações alérgicas;
As reações mais graves são:
· Sobrecarga hídrica
· Lesões pulmonares
· Destruição dos glóbulos vermelhos devido à incompatibilidade entre os tipos sanguíneos do doador e do receptor.
As reações raras incluem:
· Doença do enxerto contra o hospedeiro (na qual as células transfundidas atacam as células da pessoa que está recebendo a transfusão);
· Infecções;
· Complicações da transfusão maciça (baixa coagulação do sangue, baixa temperatura corporal e níveis reduzidos de cálcio e potássio)
Hemocomponentes
A partir do sangue coletado, profissionais do hemocentro usam técnicas de centrifugação e congelamento para fracionar o volume total da bolsa em quatro componentes. Todos os quatro são utilizados nas transfusões sanguíneas e podem beneficiar até quatro pacientes.
São eles:
1. Concentrado de hemácias
As hemácias são os glóbulos vermelhos do sangue, responsáveis pelo transporte do oxigênio para as células de todo o organismo e levam o gás carbônico das células para os pulmões. Cada hemácia tem vida média de 120 dias no organismo e existem aproximadamente 4,5 milhões delas por milímetro cúbico de sangue.
2. Concentrado de plaquetas
As plaquetas são células que participam da coagulação, ou seja, atuam na interrupção de sangramentos. Diferente das hemácias, a vida média das plaquetas é curta e existem de 150 a 400 mil por milímetro cúbico de sangue.
3. Plasma fresco congelado
O plasma é um líquido amarelado que corresponde a 55% do volume total do sangue. Cerca de 90% do plasma é composto de água e nele estão dissolvidos proteínas, açúcares, gorduras e sais minerais indispensáveis ao organismo.
4. Crioprecipitado
O crioprecipitado é uma fonte concentrada de algumas proteínas do plasma que são insolúveis à temperatura de 1°C a 6°C. Cada bolsa de sangue doado possui de 10ml a 20ml deste hemocomponente que é usado em certos casos para tratar sangramentos ativos ou para preveni-los.
Hemoderivados
De maneira geral, os hemoderivados possuem aplicações distintas e são usados para tratar condições de pacientes com necessidades particulares. Eles são produzidos em escala industrial através do processamento do plasma, onde é possível obter algumas proteínas específicas, como:
1. Albumina
Usada na reposição volêmica na maioria dos procedimentos de plasmaférese, em casos de nefropatia/ enteropatia perdedora de proteínas com edema que não responde ao uso de diuréticos e para queimaduras com hipoproteinemia.
2. Complexo Protrombínico
Indicado em caso de prevenção de sangramento em procedimentos invasivos ou para tratamento de sangramentos em portadores de deficiências de um dos fatores presentes no complexo protrombínico (II, VII,IX,X).
3. Fator VIII da Coagulação
Este hemoderivado é utilizado na prevenção e tratamento de sangramentos em pacientes portadores de Hemofilia A (Deficiência do Fator VIII).
BANCO DE SANGUE
FUNÇÃO:
Transfusão de Sangue e Hemocomponentes; Atendimento Ambulatorial a Coagulopatas (Hemofilia) através de consultas, fisioterapia e fornecimento de fatores de coagulação sanguínea (link para listar as Coagulopatias); Atendimento Ambulatorial a hemoglobinopatas(Anemia Falciforme e Talassemia);
DOADOR E RESPONSABILIDADES
Cadastro
Obrigatório apresentar documento oficial de identidade com foto e órgão emissor. Informar endereço, telefone, trabalho, etc.
Pré-Triagem
É verificado peso, estatura, pulso, pressão arterial, temperatura e um teste rápido que
avalia a porcentagem de glóbulos vermelhos.
Entrevista Clínica
É confidencial, individual.
Confie em seu entrevistador e seja sincero.
Lembre-se: o doador de sangue é um fornecedor e como tal tem responsabilidade sobre o seu produto.
Objetivo: preservar a saúde e bem-estar do doador e minimizar os riscos do receptor
adquirir doenças infecciosas transmissíveis pelo sangue.
Quando apto a doar, o doador assina um documento concordando com os procedimentos que serão realizados, e que respondeu com honestidade a todas as perguntas.
Coleta de Sangue
A quantidade coletada é aproximadamente 450 ml.
São coletadas as amostras de sangues para os exames obrigatórios por lei.
Lanche
É acompanhado por líquidos para repor o volume retirado da doação. Em casa ou
no trabalho continue tomando bastante líquido.
São coletadas as amostras de sangues para os exames obrigatórios por lei.
Requisitos para Doação
· Boas condições de saúde.
· Idade entre 16 e 69 anos.
· 50 kg ou mais.
· Não estar em jejum. É permitida ingestão de alimentos leves, como pão,
leite, suco e frutas.
· Aguardar 3 horas após o almoço.
· Não ingerir bebida alcoólica 24h antes da doação.
· Não fumar 1 hora antes da doação.
Cuidados após a Doação
· Ingerir bastante líquido.
· Não fumar por 2 horas.
· Aguardar 30 minutos antes de dirigir.
· Não realizar exercícios intensos no dia da doação.
· Não exercer força com o braço puncionado
Riscos ao Doar Sangue
Eventualmente pode ocorrer:
· Queda de pressão, tontura, náuseas e vômitos.
· Hematoma no local puncionado.
· Dor ou dificuldade para movimentar o braço puncionado.
Dúvidas Comuns
Quem doa sangue:
· Não engorda nem emagrece.
· Não tem risco de "pegar" doenças (todo material utilizado é estéril e
descartado após utilização).
· Não afina nem engrossa o sangue.
· Não é obrigado a doar sempre!
Quem não pode doar sangue:
Quem possui:
· Doenças Sexualmente Transmissíveis:
· HIV
· Hepatite B
· Hepatite C
· Sífilis
· Alcoolismo crônico
· Relações sexuais de risco
· Endoscopia / Colonoscopia (6 meses)
· Gripe, dor de garganta, febre e diarreia (15 dias)
· Medicações: Trazer os nomes dos remédios em uso
· Tatuagem e Piercing (1 ano)
· Transfusão de sangue (1 ano)
· Uso de Antibiótico (25 dias)
· Pacientes que passaram por tratamento oncológico (Câncer)
· Diabéticos
AFÉRESE E SANGRIA
AFÉRESE:
É uma tecnologia médica na qual o sangue de uma pessoa passa por um aparelho que separa um constituinte particular e devolve o restante à circulação. É, portanto, uma terapia extracorpórea. Um dos usos da aférese é a coleta de células-tronco.
SANGRIA:
A sangria terapêutica é um procedimento similar à doação de sangue, com a diferença de que o sangue é desprezado após a coleta. Esta terapia é indicada mais frequentemente a pacientes portadores de hemocromatose, policitemia vera e poliglobulia (excesso de glóbulos vermelhos - ou hemácias).
O que é Iatrogenia?
Iatrogenia pode ser definida como uma síndrome não punível, caracterizada por dano inculpável, no corpo ou na saúde do paciente, consequente de uma aplicação terapêutica, isenta de responsabilidade profissional, ou seja,
não gera o dever de indenizar. São manifestações/consequências decorrentes do emprego de medicamentos, atos cirúrgicos ou quaisquer processos de tratamento feitos pelo médico.
José Carlos de Carvalho entende como iatrogênico o dano previsível e necessário, que tem como pressuposto a vontade do médico dirigida a um determinado resultado, o qual só poderá ser alcançado através do procedimento técnico recomendado.
Efeitos adversos
Uma causa muito comum de efeitos iatrogenicos, que acarreta significante morbilidade e mortalidade, é a interação medicamentosa, que ocorre quando um ou mais medicamentos alteram os efeitos de outros que estão a ser tomados pelo paciente, por exemplo aumentando ou diminuindo a sua ação.
Efeitos laterais tais como as reações alérgicas a medicamentos, mesmo quando são inesperadas, são uma forma de iatrogenia.
	A
	evolução
	de
	
	resistência
	aos
	antibióticos
	nas	bactérias
	pode
	ser
	iatrogenica,
	já	que
geralmente	ocorre	como	resultado	de	uma	má	utilização	dos
antibióticos.
Procedimentos médicos não provados
Existem muitos exemplos, quer no passado como no presente, em que procedimentos foram ou são usados sem provas de que funcionem. Estes tratamentos não provados podem ser uma fonte de doença ou morte iatrogênica.
A justificação para o seu uso, mesmo correndo o risco de causar efeitos laterais graves, é a de que esse doente esgotou todas as hipóteses de tratamento disponíveis, e tenta assim uma "cura desesperada" com um novo medicamento. Também se verificaram situações semelhantes durante o desenvolvimento dos primeiros medicamentos contra a SIDA, numa altura em que não havia opções de tratamento.
IATROGENIA NA ENFERMAGEM
A	iatrogenia	assume	uma	estreita	relação	com
situações	de	imperícia,	imprudência	ou	negligência.
Desta forma, surgiu a necessidade de levar os profissionais de enfermagem à reflexão, já que o tema é pouco discutido e divulgado. O problema é qual a relação entre as iatrogenias cometidas com a responsabilidade ética/penal dos profissionais de enfermagem? As categorias emergentes foram tipos e causas das iatrogenias cometidas pelos profissionais de enfermagem	e	a	responsabilidade do enfermeiro na prevenção das iatrogenias.
Entre alguns dos fatores que levam a ocorrência de iatrogenia na medicação, foram detectados erros com relação à prescrição, dose, horário, omissões, administração de medicamentos não autorizados, paciente errado e falhas de comunicação.
Erros intencionais e não intencionais devem envolver: droga errada, paciente errado, medicação errada, dose errada, via de administração errada, horário errado, local errado de administração, medicação não prescrita, dose extra
e medicações incompatíveis.
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