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Quem pode solicitar a Perícia
Psicológica?
A Perícia Psicológica, no contexto do Conselho Tutelar, pode ser solicitada por diversos agentes, cada
um com suas motivações e objetivos específicos. O objetivo principal é garantir a proteção integral de
crianças e adolescentes, promovendo o seu bem-estar e o respeito aos seus direitos. A complexidade
dos casos envolvendo menores requer uma abordagem multidisciplinar e cuidadosa, onde a perícia
psicológica se torna uma ferramenta essencial para a tomada de decisões.
Conselho Tutelar: O Conselho Tutelar, órgão de proteção de crianças e adolescentes, possui a
atribuição de solicitar a Perícia Psicológica em casos de violação de direitos. Esse órgão, em seu
papel de defensor dos direitos da criança e do adolescente, pode solicitar a Perícia Psicológica para
obter informações relevantes sobre a situação da criança ou do adolescente, como a existência de
risco, a necessidade de medidas protetivas, ou a melhor forma de lidar com a situação. O Conselho
Tutelar também pode requisitar perícias em casos de suspeita de alienação parental, conflitos
familiares graves, ou situações que demandem avaliação do desenvolvimento psicossocial do
menor.
Ministério Público: O Ministério Público, órgão com a função de defender o interesse social, pode
solicitar a Perícia Psicológica para auxiliar na investigação de casos de violência, abandono,
exploração, ou qualquer outra situação que coloque em risco a integridade física ou psicológica da
criança ou adolescente. A Perícia Psicológica serve para embasar decisões judiciais e orientar as
medidas protetivas. O promotor de justiça pode solicitar avaliações específicas para investigar
denúncias de maus-tratos, avaliar a capacidade dos responsáveis para exercer o poder familiar, ou
verificar as condições emocionais da criança em situações de disputa de guarda.
Poder Judiciário: O Poder Judiciário, em processos judiciais relacionados a crianças e adolescentes,
como guarda, adoção, ou medidas socioeducativas, pode determinar a realização de uma Perícia
Psicológica para ter acesso a informações relevantes sobre a situação da criança ou adolescente.
Essas informações auxiliam o juiz na tomada de decisões justas e adequadas. Os magistrados
podem solicitar perícias específicas para avaliar o vínculo afetivo entre a criança e seus
responsáveis, verificar a adaptação do menor em casos de adoção, ou avaliar as condições
psicológicas em processos de regulamentação de visitas.
Advogados: Advogados que representam crianças e adolescentes em processos judiciais, ou os
seus pais/responsáveis, podem solicitar a Perícia Psicológica para obter informações que
contribuam para a defesa dos seus direitos. A Perícia Psicológica, nesse contexto, serve para
fortalecer a argumentação jurídica e garantir que os interesses da criança ou adolescente sejam
protegidos. Os advogados podem requerer avaliações específicas para demonstrar prejuízos
emocionais, comprovar situações de risco, ou evidenciar a necessidade de modificações nas
condições de guarda ou visitas.
É importante ressaltar que a solicitação da Perícia Psicológica deve ser realizada de forma
fundamentada, apresentando as razões para a sua necessidade e os objetivos específicos da avaliação.
Além disso, a solicitação deve observar os princípios éticos e legais que regem a realização de perícias
psicológicas, garantindo a privacidade e o sigilo das informações obtidas.
A documentação necessária para a solicitação da perícia deve ser completa e precisa, incluindo
histórico do caso, documentos relevantes e justificativa detalhada da necessidade da avaliação. É
fundamental que haja cooperação entre os diferentes órgãos e profissionais envolvidos, garantindo a
troca de informações necessárias e a coordenação de ações em benefício da criança ou adolescente.
A realização da perícia psicológica deve seguir um protocolo rigoroso, respeitando as normativas do
Conselho Federal de Psicologia e as diretrizes específicas para avaliação de crianças e adolescentes. O
perito deve manter uma postura imparcial e técnica, utilizando instrumentos e métodos adequados para
cada caso específico, sempre considerando o contexto social, familiar e emocional do avaliado.

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