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WBA0813_v1.0
Sistemas de Transportes
Características técnicas 
veiculares e fatores humanos
Características de veículos rodoviários: 
dimensões e desempenho
Bloco 1
Leonardo Hotta
Infraestrutura viária e veículos 
Qual infraestrutura viária é 
adequada para o 
transporte?
Variáveis:
• Demanda.
• Tipo de veículo.
• Espaço disponível.
• Impactos 
socioambientais.
• Impactos econômicos.
Figura 1 – Vias e veículos
Fonte: wsfurlan/iStock.com. 
Veículos rodoviários: classificações
• Tração:
• Automotor.
• Elétrico (fonte externa).
• Propulsão humana.
• Tração animal.
• Reboque.
• Categoria: 
• Oficial.
• Representação.
• Particular.
• Aluguel.
Figura 2 – Veículos rodoviários
Fonte: matsabe/iStock.com. 
• Espécie:
• Passageiros.
• Carga.
• Misto.
(BRASIL, 1997)
Veículos rodoviários: dimensões estáticas
• Escolha de veículo-tipo:
- Largura x comprimento:
• Bicicleta: 0,60 m x 1,75 m.
• Motocicleta: 0,90 m x 2,20 m.
• Automóvel: 2,10 m x 5,80m.
• Veículos comerciais: 2,60 m x 9,10 m 
a 30,00 m.
Figura 3 – Veículo de Projeto tipo Carreta – Dimensões estáticas
Fonte: Brasil (2010, p. 191).
Veículos rodoviários: dimensões dinâmicas
Escolha do veiculo-tipo.
• Interferência em curva horizontal:
• Raio mínimo da roda externa dianteira (RD).
• Raio mínimo da roda interna traseira (RT).
• Balanço dianteiro.
• Interferência em curva vertical:
• Balanço traseiro:
• Ciclovia: espaço dinâmico (1,00 m x 2,00 m).
Veículos rodoviários: peso
• Peso: diretriz para projeto de pavimento e obras-de-arte 
(OAE) – pontes e viadutos.
• Classificação para fiscalização de velocidade:
• Veículos leves: até 3.500 kg.
• Veículos comerciais: acima de 3.500 kg.
• Definições:
• Peso Bruto Total (PBT): tara + lotação.
• Peso Bruto Total Combinado (PBTC): tara + lotação 
(trator + reboque ou semi-reboque).
• AET: obrigatório para PBTC acima de 57 toneladas.
Veículos rodoviários: eixos
Quadro 1 - Tipos de eixo e peso máximo suportado
Tipo de eixo Ilustração Peso máximo (t)
Simples rodagem singela 
(2 pneus).
6,0
Simples rodagem dupla 
(4 pneus).
10,0
Tandem (8 pneus). 17,0
Triplo (12 pneus). 25,5
Fonte: adaptado de Brasil (2010).
Veículos rodoviários: tração
• Tração:
• Potência fornecida pelo moto.
• Peso do veículo.
• Aderência pneu-pavimento. 
• Capacidade Máxima de Tração (CMT) ≥ PBT ou PBTC.
• A relação potência/peso do veículo: desempenho do 
veículo nas vias (aclives).
• INMETRO:
• 5,7 cv/t para veículos de carga.
• 10,0 cv/t para ônibus.
• Relação potência/peso: Brasil 1400 
veículos.
II Pista simples.
VDM estimado no 10° ano > 700 
veículos.
III Pista simples.
VDM estimado no 10° ano > 300 
veículos.
IV
A Pista simples. VDM na data de abertura > 50 veículos.
B Pista simples.
VDM na data de abertura inferior a 50 
veículos.
Fonte: adaptado de Brasil (2010).
Velocidade diretriz
Tabela 1 – Velocidade diretriz em vias rurais
Classe de projeto
Relevo
Plano Ondulado Montanhoso
Classe 0 120 km/h 100 km/h 80 km/h
Classe I 100 km/h 80 km/h 60 km/h
Classe II 100 km/h 70 km/h 50 km/h
Classe III 80 km/h 60 km/h 40 km/h
Classe IV 80 - 60 km/h 60 - 40 km/h 40 – 30 km/h
Fonte: adaptada de Brasil (2010).
Velocidade regulamentada
Tabela 2 – Velocidade regulamentada pelo CTB
Fonte: adaptada de Brasil (1997).
Vias rurais Vias urbanas
Tipo de via Tipo de veículo Velocidade Classe VelocidadeRodovia – pista 
dupla
Leve 110 km/h Expressa 80 km/h
Pesado 90 km/h Arterial 60 km/h
Rodovia – pista 
simples
Leve 100 km/h Coletora 40 km/h
Pesado 90 km/h Local 30 km/h
Estrada Todos 60 km/h
Velocidade: definições
• Velocidade de projeto: parâmetro estabelecido 
para desenvolvimento do projeto da via.
• Velocidade regulamentada: velocidade máxima 
regulamentada e fiscalizada para a circulação 
dos veículos.
• Velocidade operacional: velocidade 
desenvolvida pelo 85° percentil dos veículos. 
Distância de visibilidade para parada
• Distância percorrida até a parada: 
• Tempo de percepção e reação.
• Tempo de frenagem.
• Depende da:
• Velocidade.
• Inclinação da rampa da via.
Figura 12 – Distância de frenagem em pista seca
Fonte: Marina Dekhnik/iStock.com.
Distância de visibilidade para ultrapassagem
• Distância percorrida para efetuar 
ultrapassagem, composto de:
• 1ª fase: visualização do sentido oposto e 
início da ultrapassagem.
• 2ª fase: passagem do veículo mais 
lento e retorno à faixa inicial.
• Depende da velocidade da via. 
Figura 13 – Distância de visibilidade de ultrapassagem
Fonte: Brasil (1999, p. 239).
Gabaritos para vias
• Gabarito vertical:
• Mínimo: 4,40 m.
• Recomendado: 5,50m.
• Gabarito horizontal: largura de 
faixas de rolamento conforme a 
classe da via, variando entre 
3,00 e 3,60 m (sendo admissível 
largura inferior, desde que seja 
em trechos com restrição).
• Em vias urbanas é 
recomendada conforme Tabela 
3. Também, encontra-se largura 
de faixa de rolamento igual a 
2,50 m, em vias restritas. 
Tabela 3 – Largura de faixa de rolamento urbanos
Tipo de 
faixa
Largura da faixa
Mínima (m) Máxima (m)
Adjacente à 
guia 3,00 3,50
Não 
adjacente à 
guia
2,70 3,50
Em rodovia e 
vias de 
trânsito 
rápido
3,00 3,50
Fonte: adaptada de Brasil (1997).
Gabarito para ciclovia
• Infraestrutura cicloviária:
• Largura mínima 
recomendável é de 
1,20 m para via 
unidirecional.
• Largura mínima 
recomendável é 2,25 
m para via 
bidirecional.
• Altura livre deve ser 
2,10 m.
Figura 14 – Ciclovia 
Fonte: Dabldy/iStock.com.
Passeios
• Passeio adequado:
• Área livre de 
obstáculos: > 1,20 m.
• Faixa de serviço 
(mobiliário, 
infraestrutura e 
paisagismo): > 
0,70m.
• Faixa de acesso de 
veículos motorizados.
o Prioridade para 
deslocamento.
Figura 15 – Passeio adequado
Fonte: Cidade de São Paulo (2020, p. 78).
Teoria em Prática
Bloco 4
Leonardo Hotta
Reflita sobre a seguinte situação
Quando analisamos o espaço ocupado pelos diversos modos de 
transporte, encontramos a priorização para um deles, geralmente 
o automóvel, em detrimento de outros. Nesse contexto, é 
importante ressaltar que os meios de transporte podem ser 
concorrentes e/ou complementares. Na tabela a seguir 
apresentamos os valores comparativos:
Considere os meios como sendo concorrentes e justifique a 
escolha dos meios de transporte mais adequados 
considerando a ocupação do espaço viário.
Agora, considerando os meios como complementares, 
justifique a escolha de cada meio como parte de um sistema 
de transporte.
Tabela 4 – Capacidade de transporte, área ocupada e velocidade por modo
Meio Lotação Espaço total por veículo
Espaço relativo por 
passageiro
Vel. média
Faixa exclusiva 
ônibus
80 pass./veíc.
15 m/faixa (3,5 m) = 52,5 
m2
52,5 m2 / 80 pass. = 
0,66 m2 / pass.
15 km/h
Automóvel 1,5 pass./veíc.
5 m/faixa (3,0 m) = 15,0 
m2
15,0 m2 / 1,5 pass. = 10 
m2 / pass.
20 km/h
Bicicleta 1 pass./veíc.
2 m/faixa (1,2 m) = 2,4 
m2
2,4 m2 / 1 pass. = 2,4 
m2 / pass.
7,5 km/h
Pé 1 pass.
1 m / faixa (1,0 m) = 1,0 
m2
1,0 m2 / 1 pass. = 1,0 
m2 / pass.
3,0 km/h
Fonte: elaborada pelo autor.
Norte para a resolução...
Quando se pensa em mobilidade, deve-se ter em mente os inúmeros 
modos de deslocamentos e suas implicações:
• O deslocamento por automóvel ocupa muito mais espaço que os 
outros meios de transporte, portanto, é razoável supor que o 
deslocamento por meios coletivos ou não motorizados devem ser 
priorizados para racionalização do espaço viário, que é finito, bem 
como os recursos necessários para construí-lo e mantê-lo.
• Por outro lado, o deslocamento por automóvel é mais rápido que os 
outros modos. Dessa forma, o deslocamento por automóvel é 
recomendado para maiores distâncias, assim como o ônibus. Os 
deslocamentos a pé e por bicicleta são recomendados para 
deslocamentos mais curtos. Logo, as viagens podem ser iniciadas ou 
terminadas por pequenos deslocamentos, feitos a pé ou por bicicleta, 
enquanto a maior parte do deslocamento pode ser feita por 
automóvel ou ônibus. 
Dica do(a) Professor(a)
Bloco 5
Leonardo Hotta
Dica do(a) Professor(a)
CIDADE DE SÃO PAULO. Manual de desenho urbano e obras 
viárias. São Paulo: Companhia de Engenharia de Tráfego, 
2020.
Este Manual, publicado pela CET/SP, contempla o sistema 
viário urbano em várias dimensões, englobando os diversos 
meios de transporte. Apesar de ser uma publicação 
municipal, o manual tem como referências as legislações 
federais e estaduais, além da legislação municipal. Dessa 
forma, é possível verificar quais legislações podem ser 
conflitantes em cada munícipio.
Dada a sua recente edição (2020), ele incorpora as revisões 
de normativas em vigor e pode suportar a tomada de 
decisão em projeto, na ausência de material mais adequado.
O capítulo 3 trata de parâmetros viários para diversos meios 
de transporte.
Referências
BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Código de Trânsito Brasileiro. Brasília, 
DF: Presidência da República, [1997]. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9503compilado.htm. Acesso em: 16 mar. 2021.
BRASIL. Ministério dos Transportes. Departamento Nacional de Estradas de Rodagem. 
Manual de projeto geométrico de rodovias rurais. Rio de Janeiro: Ministério dos 
Transportes, [1999]. Disponível em: 
https://lief.if.ufrgs.br/pub/cref/pe_Goulart/Material_de_Apoio/Artigos%20Extras/Manual
%20Projeto%20Geometrico%20-%20DNER.pdf. Acesso em: 16 mar. 2021.
BRASIL. Ministério dos Transportes. Departamento Nacional de Infraestrutura de 
Transportes. Manual de projeto geométrico de travessias urbanas. Rio de Janeiro: 
Ministério dos Transportes, [2010]. Disponível em: https://www.gov.br/dnit/pt-
br/assuntos/planejamento-e-pesquisa/ipr/coletanea-de-
manuais/vigentes/740_manual_projetos_geometricos_travessias_urbanas.pdf. Acesso 
em: 16 mar. 2021.
CIDADE DE SÃO PAULO. Manual de desenho urbano e obras viárias. São Paulo: 
Companhia de Engenharia de Tráfego, 2020.
CNT. Confederação Nacional dos Transportes. Pesquisa CNT: perfil dos caminhoneiros 
2019. Brasília: CNT, 2019.
Bons estudos!
	Sistemas de Transportes
	Características técnicas veiculares e fatores humanos
	Infraestrutura viária e veículos 
	Veículos rodoviários: classificações
	Veículos rodoviários: dimensões estáticas
	Veículos rodoviários: dimensões dinâmicas
	Veículos rodoviários: peso
	Veículos rodoviários: eixos
	Veículos rodoviários: tração
	Veículos rodoviários: resistência e frenagem
	Veículos rodoviários: curva
	Veículos rodoviários: idade da frota
	Características técnicas veiculares e fatores humanos
	Ser humano
	Ser humano: conjunto de habilidades
	Ser humano: conjunto de habilidades
	Ser humano: estímulos externos 
	Ser humano: violência
	Ser humano: acidentes e álcool
	Ser humano: acidentes e telefone celular
	Características técnicas veiculares e fatores humanos
	Projetos de vias
	Classificação de vias
	Velocidade diretriz
	Velocidade regulamentada
	Velocidade: definições
	Distância de visibilidade para parada
	Distância de visibilidade para ultrapassagem
	Gabaritos para vias
	Gabarito para ciclovia
	Passeios
	Teoria em Prática
	Reflita sobre a seguinte situação
	Norte para a resolução...
	Dica do(a) Professor(a)
	Dica do(a) Professor(a)
	Referências
	Bons estudos!

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