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Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT Campus Universitário do Araguaia – CUA Instituto de ciências exatas e da Terra – ICET Curso de Engenharia civil Prof.: Victor Hugo Peres INSTALAÇÕES PREDIAIS Padrão de entrada Pode ser definido como a instalação que compreende os seguintes componentes: ◦ Ramal de entrada; ◦ Poste particular ou pontalete; ◦ Caixas; ◦ Quadro de medição; ◦ Proteção; ◦ Aterramento. De responsabilidade do proprietário, deve ser executado seguindo as especificações de normas técnicas das concessionárias para o tipo de fornecimento. Figura 1 – Dimensionamento para padrões de entrada (Energisa). Padrão de entrada Todos os postes devem possuir um traço demarcatório, indicando até que ponto o poste deverá ser enterrado. Geralmente posicionado 1,35 m acima da base do poste, esse traço deve ficar localizado ao nível do solo, garantindo estabilidade e alturas adequadas. Uma vez instalado, caberá então à concessionária realizar a inspeção do padrão de entrada, verificando o atendimento de suas normas técnicas. Caso todas as exigências normativas sejam atendidas, são realizadas então a instalação dos equipamentos de medição e a ligação do medidor e do ramal de serviço pela concessionária. Padrão de entrada Para a proteção geral das entradas consumidoras, devem ser utilizados: ◦ Atendimento monofásico → Disjuntores termomagnéticos unipolares; ◦ Atendimento bifásico → Disjuntores termomagnéticos bipolares; ◦ Atendimento trifásico → Disjuntores termomagnéticos tripolares. A proteção geral deve estar localizada após o equipamento de medição, executada pelo cliente de acordo com os critérios estabelecidos pelas normas da concessionária. Padrão de entrada As caixas de medição e proteção devem ser fabricadas em chapa de aço pintada eletrostaticamente ou zincada, aço inoxidável, alumínio, policarbonato, resina poliéster reforçada com fibra de vidro ou outro material não corrosível. Visando manter a durabilidade e a conservação do padrão de entrada e o constante fornecimento de energia elétrica, é importante que o padrão de entrada passe por manutenções periódicas, além de estar bem vedado, evitando a entrada de água ou insetos. Figura 2 – Caixa de medição (Energisa). Figura 3 – Caracterização da entrada de energia elétrica em uma unidade consumidora. Figura 4 – Componentes da entrada de serviço. Figura 5 – Padrão de entrada (convencional). Figura 6 – Padrão de entrada (leitura para a calçada). Ramal de ligação O ramal de ligação, fornecido junto os equipamentos de medição pela concessionária, deve sempre entrar na edificação pela frente do terreno, estar situado em local livre de quaisquer obstáculos, ser perfeitamente visível e não cruzar terrenos de vizinhos. Em terrenos de esquina, a entrada pode ser realizada em qualquer um dos lados frontais do terreno, dado preferência ao lado em que estiver situada a entrada da edificação. Geralmente, as concessionárias impõem um vão máximo de 30 m para o ramal de ligação, que não deve ainda ser facialmente alcançável de áreas, balcões, terrações, janelas ou sacadas adjacentes, mantendo sempre um afastamento desses locais acessíveis. Ramal de ligação Os condutores devem ser instalados de forma a permitir as seguintes distâncias mínimas, medidas na vertical, entre o condutor inferior e o solo: ◦ 5,5 m → Cruzamentos de ruas e avenidas e entradas de garagens de veículos pesados; ◦ 4,5 m → Entradas de garagens residenciais, estacionamentos ou outros locais não acessíveis à veículos pesados; ◦ 3,5 m → Locais exclusivos para pedestres. Como alternativa, pode ainda ser permitida a alimentação de duas unidades consumidoras vizinhas por um mesmo ramal de ligação, em um único poste particular localizado na divisa das duas propriedades, porém, com ramais de entrada e medições distintas. Figura 7 – Padrão de entrada (leitura para a calçada). Nota: Quando o poste da concessionária estiver no mesmo lado da rua que a edificação, a altura “h” mínima será: a) 4 m → Passagem de pedestres não cruzando garagens; b) 5 m → Cruzando garagens residenciais ou outro local não acessível à veículos pesados; c) 6 m → Cruzando garagem de veículos pesados. Quando o poste da concessionária estiver no lado oposto da rua, a altura “h” mínima será de 6 m. Figura 8 – Espaçamentos mínimos para entrada de serviço. Poste particular e pontalete O poste particular deve ser instalado na propriedade com cliente com a finalidade de fixar e/ou elevar o ramal de ligação, podendo ser de concreto armado (seção duplo “T” ou circular) ou de aço (seção circular). Devem ser escolhidos em função da categoria de atendimento e dimensionados de acordo com tabelas específicas da concessionária. Ex.: Em Barra do Garças, os postes devem seguir as prescrições das normas da Energisa: ◦ ETU 180.1 → Postes auxiliar de concreto para entrada de serviço até 1,0 kV; ◦ ETU 180.2 → Postes auxiliar de aço-carbono para entrada de serviço até 1,0 kV; ◦ ETU 180.3 → Postes auxiliar de PRFV para entrada de serviço até 1,0 kV. Figura 9 – Postes auxiliares de seção circular (Energisa). Poste particular e pontalete O comprimento total mínimo do poste particular deve ser definido visando atender às alturas mínimas entre o condutor inferior do ramal de ligação e o solo, devendo respeitar os seguintes condições: ◦ Comprimento total mínimo de 7,5 m, correspondendo a um engastamento de 1,35 m e altura livre de 6,15 m; ◦ Em pontos de entrega em poste situado em plano diferente da rede de distribuição, pode ser utilizado comprimento total diferente do anterior, desde que adequado aos limites mínimos especificados pela concessionária e engastado segundo a fórmula: 𝑒𝑒 = 0,6 + 𝐿𝐿 10 ◦ onde: ◦ 𝐿𝐿 = altura total do poste (m); ◦ 𝑒𝑒 = engastamento (m) Poste particular e pontalete Nos casos em que não existir a possibilidade de instalação dos padrões normais estabelecidos pela concessionária, podem ser utilizados pontaletes em substituição aos postes particulares. Essas estruturas são fixadas na fachada da edificação e utilizadas para que seja feita a ancoragem do ramal de ligação. Quadro de medição A localização do compartimento que abriga o equipamento de medição irá depender do posicionamento do ramal de entrada de energia. O ideal é que possua o painel de leitura voltado para o passeio público, para que possa ser lido mesmo que a propriedade esteja fechada ou desocupada. Não deve ficar afastado a mais de 1,0 m do limite do terreno com a via pública. Quando este limite não puder ser atendido, deve-se apresentar um croqui para análise do órgão técnico da concessionária. Devem ser evitados locais com má iluminação ou sem condições de segurança, como proximidades de máquinas, bombas, reservatórios, escadarias, etc. Quadro de medição No caso de edifícios, sejam estes residenciais ou comerciais, normalmente as concessionárias exigem que todos os medidores de energia sejam agrupados em um mesmo local. Esses medidores agrupados podem ser classificados como: ◦ Medições agrupadas → Constituídas por três a doze medidores; ◦ Centro de medição → Constituído por mais de doze medidores. Figura 10 – Medição agrupada (5 medidores). Figura 11 – Esquema de ligação de medição agrupada (5 medidores). Quadro de distribuição O quadro de distribuição de circuitos é o local em que se concentra a distribuição de toda a instalação interna da edificação e onde se reúnem os dispositivos de controle e proteção dos circuitos, como: ◦ Chaves com fusíveis; ◦ Disjuntores termomagnéticos (DMT); ◦ Disjuntores diferenciais residuais (DR). O quadro de distribuição recebe os condutores (fios) que vêm do medidor e dele partem, após a proteção, os circuitos terminais que vão alimentar diretamente cada um dos pontos de utilização. Normalmente são constituídos de quadros fixados à parede, sobrepostos ou embutidos. Quadro de distribuição Os quadros de distribuição, popularmente conhecidos tambémcomo quadro de luz, possuem os seguintes componentes: ◦ Disjuntor geral; ◦ Barramentos de interligação das fases; ◦ Disjuntores dos circuitos terminais; ◦ Barramento de neutro; ◦ Barramento de terra. Figura 12 – Exemplo de quadro de distribuição (bifásico). Quadro de distribuição No que diz respeito a sua estrutura, os quadros de distribuição pode sem constituídos por uma caixa metálica ou plástica, chapa de montagem de componentes, isoladores e tampa. Segundo a NBR 5410, os quadros de distribuição devem estar localizados em locais de fácil acesso, com grau de proteção adequado à classificação das influências externas, possuir identificação no lado externo e identificação dos componentes, obedecendo ainda aos seguintes parâmetros: ◦ As placas dos equipamentos e dispositivos constituintes do conjunto não devem ser retiradas; ◦ No interior do conjunto, a correspondência entre os componentes e o circuito respectivo deve ser feita de forma clara e precisa; ◦ A designação dos componentes deve ser legível, executada de forma durável e posicionada de modo a evitar qualquer risco de confusão. Além disso, deve corresponder à notação adotada no projeto elétrico (diagrama e memoriais). Quadro de distribuição O dimensionamento e a especificação técnica dos quadros de distribuição devem ser feitos de acordo com a NBR IEC 60439-1:2003 (publicada em substituição à extinta NBR 6808:1993). Segundo a NBR 5410, a estrutura dos estrutura dos quadros deve ser periodicamente verificada, observando-se seu estado geral quanto a fixação, danos na estrutura, pintura, corrosão, fechaduras e dobradiças. Também deve ser verificado o estado geral de conservação dos condutores e cordoalhas de aterramento, além de componentes com partes internas móveis como relés, chaves seccionadoras, disjuntores, etc. No caso de componentes fixos, como fusíveis, condutores, barramentos, etc., deve ser inspecionado o estado geral, observando-se sinais de aquecimento, fixação, identificação, ressecamento e limpeza. Figura 13 – Desenho esquemático de quadro de distribuição. Figura 14 – Desenho esquemático de quadro de distribuição (DR na proteção geral). Quadro de distribuição Os quadros de distribuição devem estar localizados, preferencialmente, o mais próximo possível do centro de gravidade da carga que irá atender, de modo que fique equidistante dos pontos extremos. A distância máxima do quadro até a tomada mais distante não deve ultrapassar 35 metros. Quando a condição anterior não for satisfeita, é preferível subdividir o quadro em dois ou mais quadros de distribuição, sendo esta subdivisão muito comum quando a área construída for superior a 250 metros. Além disso, eles também devem ser instalados de tal forma que seu alimentador não precise fazer muitas curvas ou mudar de prumada, evitando gastos desnecessários com os fios do circuito de distribuição de energia. Quadro de distribuição Ainda segundo a NBR 5410 (itens 6.5.4.10 e 6.5.4.11), todos os quadros de distribuição destinados a instalações residenciais ou análogas devem possuir a advertência apresentada a seguir, podendo vir de fábrica ou ser provida no local, antes de a instalação ser entregue, e não deve ser facilmente removível: Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT�Campus Universitário do Araguaia – CUA�Instituto de ciências exatas e da Terra – ICET�Curso de Engenharia civil Padrão de entrada Número do slide 3 Padrão de entrada Padrão de entrada Padrão de entrada Número do slide 7 Número do slide 8 Número do slide 9 Número do slide 10 Número do slide 11 Ramal de ligação Ramal de ligação Número do slide 14 Número do slide 15 Poste particular e pontalete Número do slide 17 Poste particular e pontalete Poste particular e pontalete Quadro de medição Quadro de medição Número do slide 22 Número do slide 23 Quadro de distribuição Quadro de distribuição Número do slide 26 Quadro de distribuição Quadro de distribuição Número do slide 29 Número do slide 30 Quadro de distribuição Quadro de distribuição