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Unidade 4 Avaliação e Planejamento no Ensino Superior Didática do Ensino Superior Diretor Executivo DAVID LIRA STEPHEN BARROS Gerente Editorial CRISTIANE SILVEIRA CESAR DE OLIVEIRA Projeto Gráfico TIAGO DA ROCHA Autoria LISIANE LUCENA BEZERRA CRISTINA SPLENGER AZAMBUJA AUTORIA Lisiane Lucena Bezerra Olá. Meu nome é Lisiane. Sou Licenciada em Ciências Agrárias, Mestre em Fitotecnia e Doutora em Agronomia/Fitotecnia, com experiência técnico-profissional na área de licenciatura de mais de 10 anos. Atualmente, leciono disciplinas na área de Educação em curso de licenciatura, na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Sou apaixonado pelo que faço e adoro transmitir minha experiência de vida àqueles que estão iniciando em suas profissões. Cristina Splenger Azambuja Eu, meu nome é Cristina, possuo graduação em História - Licenciatura Plena pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos (2003) e Mestrado em Ciências Humanas (Estudos Históricos Latino- Americanos) pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos (2006). Pós-graduação - Latu senso. Pedagogia Empresarial - Feevale (2011), Especialização em Educação a Distância, com ênfase na docência e na tutoria em EAD - PUC RS/2011. Bolsista PIBIC (2000/2002), CNPQ (2011), Projeto: Inserção de mestres e doutores na indústria para promoção da Inovação. Professora de pós graduação em Gestão de Pessoas, Professora tutora do CERFEaD, Instituto Federal de Santa Catarina, consultora externa da FIERGS nos programas de Inovacão e Consultoria para Educação de Qualidade, atuando na formação em gestão de equipes diretivas de escolas no estado do Rio Grande do Sul e no programa Educação para o mundo do trabalho. Coach pela Sociedade Latino-americana - SLAC- pessoal e consultora na área de Gestão de Pessoas pela Chabrol Consultoria e Treinamentos. Por isso, fomos convidadas pela Editora Telesapiens a integrar seu elenco de autores independentes. Estamos muito felizes em poder ajudar você nesta fase de muito estudo e trabalho. Conte conosco! ICONOGRÁFICOS Olá. Esses ícones irão aparecer em sua trilha de aprendizagem toda vez que: OBJETIVO: para o início do desenvolvimento de uma nova competência; DEFINIÇÃO: houver necessidade de apresentar um novo conceito; NOTA: quando necessárias observações ou complementações para o seu conhecimento; IMPORTANTE: as observações escritas tiveram que ser priorizadas para você; EXPLICANDO MELHOR: algo precisa ser melhor explicado ou detalhado; VOCÊ SABIA? curiosidades e indagações lúdicas sobre o tema em estudo, se forem necessárias; SAIBA MAIS: textos, referências bibliográficas e links para aprofundamento do seu conhecimento; REFLITA: se houver a necessidade de chamar a atenção sobre algo a ser refletido ou discutido; ACESSE: se for preciso acessar um ou mais sites para fazer download, assistir vídeos, ler textos, ouvir podcast; RESUMINDO: quando for preciso fazer um resumo acumulativo das últimas abordagens; ATIVIDADES: quando alguma atividade de autoaprendizagem for aplicada; TESTANDO: quando uma competência for concluída e questões forem explicadas; SUMÁRIO Avaliação na prática do ensino superior ........................................... 12 A avaliação educacional ............................................................................................................. 12 A avaliação no ensino superior .............................................................................................16 A importância da avaliação no ensino superior ........................................................ 19 Propriedades da avaliação no ensino superior ..............................22 Funções e modalidades da avaliação no ensino superior ...............................23 Características da avaliação ....................................................................................................24 Objetivos – conteúdos - métodos do processo avaliativo ...........24 A avaliação possibilita que o plano de ensino possa ser revisado ...............................................................................................................................25 Favorece o desenvolvimento de capacidades e habilidades .....26 A avaliação deve ser objetiva e voltada para a atividade dos alunos ...................................................................................................................................27 A avaliação colabora para a autopercepção do docente ..............27 Através da avaliação expectativas e valores são refletidos do professor para os alunos ........................................................................................28 Verificação do rendimento escolar e seus instrumentos ..................................29 Planejamento escolar: importância para o ensino superior ..... 32 O planejamento escolar .............................................................................................................32 A importância do planejamento escolar ........................................................................33 Planejamento escolar: requisitos para o ensino superior .......... 41 Requisitos para um planejamento escolar ...................................................................42 A escola democrática e seus objetivos e tarefas .................................43 As exigências dos planos e programas oficiais .....................................44 A aprendizagem e suas condições prévias ..............................................45 Os conteúdos e sua assimilação ativa .........................................................45 O plano escolar .................................................................................................................................45 9 UNIDADE 04 Didática do Ensino Superior 10 INTRODUÇÃO Você tem conhecimentos sobre a avaliação escolar? E sobre o planejamento realizado no âmbito escolar? Pois, a avaliação realizada na prática do ensino superior objetiva a apreciação qualitativa dos resultados obtidos através do processo de ensino-aprendizagem. As propriedades da avaliação no ensino superior não devem ser observadas de forma isolada, mas sim uma parte que forma todo um processo referente ao ensino e aprendizagem. E para isso é de grande importância a aplicação de um planejamento escolar, pois ele é fundamental para seguir um roteiro concreto e organizado sobre os conteúdos e ações que serão adotadas pelo docente. Esse planejamento apresenta diversos requisitos para que possa ser elaborado, para que possa ser alcançado os objetivos e a eficácia educacional pretendida. Didática do Ensino Superior 11 OBJETIVOS Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 4. Nosso objetivo é auxiliar você no desenvolvimento das seguintes competências profissionais, até o término desta etapa de estudos: 1. Conhecer a avaliação na prática do ensino superior; 2. Identificar as características da avaliação no ensino superior; 3. Perceber a importância do planejamento para o ensino superior; 4. Verificar requisitos para planejamento do ensino superior. Então? Preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento? Ao trabalho! Didática do Ensino Superior 12 Avaliação na prática do ensino superior INTRODUÇÃO: Ao finalizar este capítulo você será capaz de entender sobre a avaliação, sua aplicação e importância no ensino superior. Isto será de fundamental importância para o exercício de sua profissão. E então? Motivado para desenvolver esta competência? Então vamos lá. Avante! A avaliação educacional O processo de avaliação é tido como uma forma de apreciar qualitativamente os dados que mostram relevância, no que se refere ao processo de ensino-aprendizagem, na qual o professor se ampara, e a partir daí passa a tomar decisões relacionadas ao seu trabalho. Os dados com relevância estão ligados as muitas manifestações pertencentes a vários acontecimentosTIVIDADE%20NA%20CONSTRU%C3%87%C3%83O%20DA%20IDENTIDA- DE%20DO%20PROFESSOR.pdf DUBAR, C. (2006). A crise das identidades: a interpretaçãod e uma mutação. Edições e afrontamentos. Acesso em 09 de jul de 2020 ELIAS, N. (1993). Oprocesso Civilizador. Formação do Estado e Civi- lização. Rio de Janeiro. FERNANDES, G. P. (2016). O desafio de (Re)significar a prática do- cente na EJA. Natal: Realize. Acesso em 15 de mar de 2020, disponível em http://www.editorarealize.com.br/revistas/conedu/trabalhos/TRA- BALHO_EV056_MD1_SA12_ID988_17082016201932.pdf FERREIRA, M. (1989). O discurso no percurso africano I. Lisboa: Plá- tano. FERREIRA, M. (1995). A aventura moderna do português em África. Discursos, 139-153. Acesso em 10 de abr de 2020, disponível em https:// repositorioaberto.uab.pt/bitstream/10400.2/4333/1/Manuel%20Ferreira. pdf FILHO, M. S., & GHEDIN, E. L. (24 a 25 de janeiro de 2018). 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Ainda, segundo o autor, essa apreciação exercida sobre os dados de forma qualitativa, que por sua vez é realizada por meio de exercícios, análise de provas, tarefas, respostas dos alunos, etc., possibilita ao professor tomar decisões sobre o que vai ser feito posteriormente. Dessa forma, a prática da avaliação escolar é definida por (LIBÂNEO, 1994) da seguinte forma: Podemos, então, definir a avaliação escolar como um componente do processo de ensino que visa, através da verificação e qualificação dos resultados obtidos, determinar a correspondência destes com os objetivos propostos e, daí, orientar a tomada de decisões em relação as atividades didáticas seguintes (LIBÂNEO, 1994, p. 196). Para o autor, a prática de avaliação é considerada uma atividade didática permanente e essencial no trabalho da docência, que por sua vez tem o dever de conduzir cada fase do processo referente ao ensino- Didática do Ensino Superior 13 aprendizagem, e por meio dela, os resultados adquiridos no decorrer do trabalho realizado conjuntamente entre docentes e discentes passam por uma comparação com os objetivos que foram propostos. Dessa forma, são constatados as dificuldades e progressos, e a partir dessa constatação, fazer uma reorientação do trabalho e com isso realizar as correções necessárias. Ainda de acordo com (LIBÂNEO, 1994) nos vários momentos que constituem o processo de ensino, a avaliação tem como tarefas: • Verificação; • Qualificação; • Apreciação qualitativa. Figura 1 – Tarefas da avaliação • Coleta de dados sobre o aproveitamento dos alunos, através de provas, exercícios e tarefas ou de meios auxiliares, como observação de desempenho, entrevistas, etc. • Comprovação dos resultados alcançados em relação aos objetivos e, conforme o caso, atribuição de notas e conceitos. • Avaliação propriamente dita dos resultados, referindo-os a padrões de desempenho esperados. Verificação Qualificação Apreciação qualitativa Fonte: a autora Para o autor, além dessas tarefas da avaliação, existem três funções ligadas a avaliação escolar, são elas: • Pedagógico-didática; • De diagnóstico; Didática do Ensino Superior 14 • De controle. Função pedagógico-didática Essa função é referente a responsabilidade que a avaliação tem de cumprir tanto os objetivos gerais quanto os específicos pertencentes a educação escolar. Com a comprovação sistemática dos resultados obtidos através do processo de ensino, é evidenciado ou não que as finalidades sociais do ensino foram atendidas, ou que os alunos têm preparação para o enfrentamento das exigências impostas pela sociedade, entre outros. E simultaneamente há um favorecimento sobre as atitudes de responsabilidade do aluno no que se refere ao estudo, considerando-o como dever diante da sociedade. Já no cumprimento de sua função didática, a avaliação exerce contribuição para fixação e assimilação, pois, quando os erros cometidos são corrigidos, há uma possibilidade de aprimoramento, aprofundamento e ampliação de habilidades e conhecimentos, assim, as capacidades cognoscitivas são desenvolvidas. Função de diagnóstico Essa função possibilita a identificação de dificuldades e progressos dos discentes como também sobre o professor e sua atuação, de modo que designam as mudanças referentes ao processo de ensino para que as exigências dos objetivos sejam cumpridas satisfatoriamente. Na prática escolar cotidiana, a função de diagnóstico é mais importante porque é a que possibilita a avaliação do cumprimento da função pedagógico-didática e a que do sentido pedagógico à função de controle. A avaliação diagnóstica ocorre no início, durante e no final do desenvolvimento das aulas ou unidades didáticas. No início, verificam-se as condições prévias dos alunos de modo a prepará-los para o estudo da matéria nova. (...) Durante o processo de transmissão e assimilação é feito o acompanhamento do progresso dos alunos, apreciando os resultados, corrigindo as falhas, esclarecendo dúvidas, estimulando-os a continuarem trabalhando até que alcancem resultados positivos (...), é necessário avaliar Didática do Ensino Superior 15 os resultados da aprendizagem no final de uma unidade didática, do bimestre ou do ano letivo. A avaliação global de um determinado período de trabalho também cumpre a função de realimentação do processo de ensino. (LIBÂNEO, 1994, p. 197). Função controle Refere-se a frequência e aos meios em que os resultados escolares são verificados e qualificados, assim tornando o diagnóstico de situações didáticas possível. No processo de interação entre professor e alunos existe um controle contínuo e sistemático, por meio de uma gama de atividades, possibilitando ao professor analisar como os alunos se conduzem para assimilar habilidades e conhecimentos como também as capacidades cognoscitivas estão sendo desenvolvidas. As três funções de avaliação citadas anteriormente têm atuação com interdependência, ou seja, não devem ser consideradas de forma isolada. A função pedagógico-didática refere-se aos objetivos do processo de ensino em si, estando intrinsecamente ligada as funções pertencentes as funções de diagnóstico e de controle. Já a função diagnóstico se esvazia se não estiver vinculada a primeira e não tem seu suprimento de dados de alimentação provindo da condução do processo de ensino que é realizada na função controle. E por fim a função controle, que, se não estiver junto as funções diagnóstico e pedagógico-didática, se restringe a limitada tarefa de atribuir classificação e notas. SAIBA MAIS: Você quer se aprofundar mais nesse tema? Recomendamos o acesso à seguinte fonte de consulta e aprofundamento no capítulo de livro: “A avaliação escolar. In: Didática”. (LIBÂNEO, 1994). Acesse clicando aqui. Didática do Ensino Superior https://bit.ly/2XLL7pY 16 A avaliação no ensino superior No ensino superior a avaliação surge como um tema que em grande parte das vezes provoca uma grande situação de polêmica, no que se refere ao contexto acadêmico, devido aos objetivos e formas que acarretam a sua aplicação. A aplicação de avaliação no ensino superior é vista como um assunto considerado de fundamental importância seja sua forma de aplicação, em testes, seminários, de forma dissertativa, e ainda como instrumento para mensurar a conduta pertencente a uma pessoa, psicologicamente explicado. Ela possibilita uma busca do docente e discente, para fornecer a identificação de: • Problemas; • Progressos; • Pontos que devem ser trabalhados. Essa identificação desses pontos é realizada no sentido de serem trabalhados no decorrer do processo de ensino-aprendizagem. De acordo com (BARBOSA, 2008) a avaliação é tida como uma tarefa didática de grande importância e que com permanência no trabalho dos professores, ela deve estar junto a cada momento do processo ensino-aprendizagem. É através dela que há uma comparação entre os resultados obtidos no decorrer do processo e os objetivos que foram propostos, com o objetivo de constatação de dificuldades e progressos e a partir daí, promover uma reorientação do trabalho exercido pelo docente. Dessa forma, podemos observar a complexidade da avaliação, não se resumindo apenas a realizar provas e atribuir notas. Diante disso, a autora fala sobre o termo avaliar a seguinte observação: Assim, o termo avaliar tem sido constantemente associado a expressões como: fazer prova, fazer exame, atribuir nota, repetir ou passar de ano. Esta associação, tão presente ainda em nossas escolas, é resultante de uma concepção pedagógica ultrapassada, mas tradicionalmente Didática do Ensino Superior 17 dominante. Nela, a educação é concebida como mera transmissão ememorização de informações prontas e o aluno é visto como um ser passivo e receptivo. Em consequência, a avaliação se restringe a medir a quantidade de informações retidas. Nessa abordagem, em que educar se confunde com informar, a avaliação assume um caráter seletivo e competitivo (BARBOSA, 2008, p. 2) Ainda segundo a autora, a escola é entendida como uma local que apresenta privilégios para que valores e conhecimentos sejam construídos, que por sua vez dão possibilidades para que a sociedade seja compreendida e que a ação educacional seja organizada visando: • A equidade; • A autonomia; • E inclusão dos indivíduos na vida como cidadãos. Logo, faz-se necessário focalizar a avaliação da aprendizagem como um processo contínuo de pesquisas que visa interpretar os conhecimentos, habilidades e atitudes dos alunos, tendo em vista mudanças esperadas no comportamento, propostas nos objetivos, a fim de que haja condições de decidir sobre alternativas do planejamento do trabalho do professor e da escola como um todo. (GALOCHA, POLETO, & TAVARES, 2017) Segundo (GALOCHA, POLETO, & TAVARES, 2017) três formas de aprendizagem devem ser consideradas, sendo necessário que o professor realize a elaboração de forma planejada para que os dados possam ser coletados, e com a obtenção de resultados possibilite o trabalho na aprendizagem de forma individual, assim o professor cumpre sua função como mediador para que o conhecimento seja construído. Didática do Ensino Superior 18 Figura 2- Formas de aprendizado Aprender a conhecer Aprender a ser Aprender a fazer Fonte: a autora. Ainda segundo o autor, é necessário a busca por a compreensão real sobre avaliação: • O que avaliar? • Como avaliar? • Quando avaliar? • Onde avaliar? Esses questionamentos devem ser realizados tendo como figura principal o aluno do ensino superior, onde alguns aspectos devem ser considerados, como por exemplo, em diversos casos, o aluno em nível universitário, já traz experiências na área ou campo em que ele pretende atuar profissionalmente. Dentro de uma concepção pedagógica contemporânea, a educação é concebida como a vivência de experiências múltiplas e variadas, tendo em vista o desenvolvimento motor, cognitivo, afetivo e social do aluno. Na sucessão de experiências vivenciadas, os conteúdos são os instrumentos utilizados para ativar e mobilizar os esquemas mentais operatórios de assimilação. Nesse contexto, o aluno é ativo, dinâmico e sujeito, que participa da construção de seu próprio conhecimento. Dentro dessa visão, em que educar é formar e aprender é construir o. Próprio saber, a avaliação assume dimensões mais abrangentes. Ela não se reduz apenas a realização de provas e atribuições de notas. Sua conotação se amplia e se desloca, no sentido de verificar em que medida os alunos estão alcançando Didática do Ensino Superior 19 os objetivos propostos nos projetos pedagógicos para o processo ensino-aprendizagem (BARBOSA, 2008, p. 2 e 3). A importância da avaliação no ensino superior O processo avaliativo é considerado uma característica do ser humano, no entanto, não vista como uma tarefa fácil de se realizar, pelo motivo de que ao fazer a avaliação é esperado adquirir resultados previstos em relação a algo proposto. Essa definição sobre avaliação é direcionada a rotina do ser humano, isso quer dizer que a avaliação deve ser realizada através do estabelecimento que for feito pelos sujeitos no que se refere a suas tarefas. Com isso, podemos destacar que a avaliação é um processo da pedagogia de fundamental importância atualmente em todos os níveis educacionais. De forma inicial, ela é tida como uma forma de verificar as competências que o aluno desenvolveu no decorrer e ao finalizar o processo de ensino e aprendizagem. É perceptível através da avaliação constatar três características. Figura 3- Características observadas através da avaliação • A competência do professor. • Se tem compromisso e adequação com a proposta. • Referente ao projeto pedagógico do aluno. Ensino Planejamento e ensino Aprendizagem Fonte: a autora. Didática do Ensino Superior 20 Com isso, podemos considerar que o processo de avaliação é de grande importância e seu uso é necessário e fundamental no contexto escolar no que se refere a todos os níveis, desde a educação infantil até o nível de ensino superior. Assim, o processo de avaliação não deve ser visto de forma limitada, apenas a aplicação de provas de forma eventual, e sim deve fazer análises do desenvolvimento educacional do discente, mediante aos conteúdos de forma individual, como também sobre a cada atividade além de observar para realizar avaliação sobre sua oralidade, pelo fato de que são estas análises que fornecerão ao professor a compreensão que ele precisa para avaliar a compreensão do aluno. Dessa forma, critérios a serem alcançados devem ser estabelecidos pelo professor e através deles os alunos tenham possibilidade de mostrar o nível relacionado a compreensão a qual alcançaram. É necessário buscar uma renovação do campo da avaliação que supere o velho conceito e as práticas arraigadas de avaliação como constatação/ verificação de um certo nível de aprendizagem do aluno. É preciso conhecer as características dos processos, ultrapassando o estudo de tudo quanto se manifesta para se prolongar até a identificação das causas e consequências e não apenas dos resultados em si, tornando possível tomar medidas que possam contribuir para o aperfeiçoamento do ensino e consequentemente para a efetivação da aprendizagem (CHAVES, 2001, p. 6). SAIBA MAIS: Você quer se aprofundar mais nesse tema? Recomendamos o acesso à seguinte fonte de consulta e aprofundamento o artigo: ” A avaliação da aprendizagem como processo interativo: Um desafio para o educador”. (BARBOSA, 2008). Acesse clicando aqui. Didática do Ensino Superior https://bit.ly/3gGu7I6 21 RESUMINDO: E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido sobre a avaliação educacional de forma geral e como esse processo avaliativo é realizado, conhecemos um pouco mais sobre as tarefas e funções da avaliação, posteriormente vimos mais sobre a avaliação de forma específica no ensino superior e como ela é vista, observamos também sobre as formas de aprendizado e por fim sobre a importância da avaliação no ensino superior. Didática do Ensino Superior 22 Propriedades da avaliação no ensino superior INTRODUÇÃO: Ao finalizar este capítulo você será capaz de entender sobre as propriedades que compõe a avaliação no ensino superior. Isto será de fundamental importância para o exercício de sua profissão. E então? Motivado para desenvolver esta competência? Então vamos lá. Avante! Deve-se entender a avaliação em um contexto amplo, atendendo os níveis educacionais de acordo com suas regras. Ela é utilizada para avaliar educacionalmente os alunos sobre o aproveitamento de sua aprendizagem no decorrer de seus estudos. Assim, as autoras (FREITAS, COSTA, & MIRANDA, 2014) relatam que: A avaliação educacional voltada para o processo de ensino se propõe a avaliar continuamente a aprendizagem, atribuindo valores em escalas relacionadas aos aspectos quantitativos e qualitativos. Sendo assim, a avaliação tem como finalidade se reportar aos objetivos que foram traçados logo ao início da etapa, no planejamento do ensino. A intenção é que estas, no seu decorrer, não estejam dissociadas do que foi pretendido, interligado assim a sua finalidade inicial (FREITAS, COSTA, & MIRANDA, 2014, p. 86). De acordo com (LUCKESI, 2005) é necessário ter conhecimento sobre os conceitos teóricos relacionados a avaliação para poder saber avaliar, além disso é omais importante, o docente deve ter aprendido sobre a prática da avaliação, destacando que os conceitos teóricos são mais simples de se adquirir, pelo fato de que se limita ao estudo, porém a prática é vista com maior complexidade. É constatado que migrar da teoria para a prática requer algumas características como: • Análise; Didática do Ensino Superior 23 • Compreensão; • Experimento; • Inovar sobre o saber fazer. Funções e modalidades da avaliação no ensino superior O processo de avaliação no ensino superior corresponde a três modalidades. Figura 4- Modalidades da avaliação Somativa Formativa Diagnóstica Fonte: a autora. Avaliação Diagnóstica Esse tipo de avaliação é aquele que se realiza ao se iniciar o período letivo, uma unidade de ensino ou até mesmo um curso, seu objetivo é a constatação se o aluno domina ou não pré-requisitos que são necessários voltados para o que ele estuda, em outras palavras, se o aluno domina alguns conhecimentos ou habilidades que são indispensáveis para aprendizagens novas. Sua utilização também é realizada para a caracterização de algum problema relacionado à aprendizagem ou ainda na identificação de causas possíveis para que esse problema ocorra, tendo como possibilidade para resolvê-los. Didática do Ensino Superior 24 Avaliação Formativa Já esse tipo de avaliação é realizado ao longo do período letivo, ou seja, no decorrer do processo de ensino e aprendizagem utilizado em sala. Ela tem o papel de fornecimento de dados para o docente interligados aos procedimentos de ensino utilizados por ele, objetivando com isso, que o aluno tenha melhoramento em sua aprendizagem, disponibilizando também ao aluno informações relacionadas ao seu desempenho mediante a aprendizagem, com isso o discente faz o reconhecimento dos seus acertos como também dos erros. Avaliação somativa Ela tem sua realização efetivada ao final da unidade de ensino, período letivo e curso, possuindo função de classificação. É caracterizada pela classificação do discente em função de nível de aproveitamento que foram estabelecidos de forma prévia, ela é responsável pela atribuição de conceitos ou notas finais ligados a sua aprendizagem. É necessário e fundamental a utilização dessas três modalidades avaliativas juntas para que possa ser adquirido a eficácia referente ao processo de ensino e aprendizagem. SAIBA MAIS: Você quer se aprofundar mais nesse tema? Recomendamos o acesso à seguinte fonte de consulta e aprofundamento do artigo: ” Avaliação educacional: formas de uso na prática pedagógica”. (FREITAS, COSTA, & MIRANDA, 2014). Acesse clicando aqui. Características da avaliação Objetivos – conteúdos - métodos do processo avaliativo O processo de avaliação não pode ser tido como uma parte isolada, pois, ele integra todo o processo de ensino-aprendizagem. Existe uma Didática do Ensino Superior https://bit.ly/2YG1UuI 25 exigência em que a avaliação deve estar em conexão com os objetivos- conteúdos-métodos que estão definidos no plano de ensino e que por sua vez tem o seu desenvolvimento no decurso das aulas. Os objetivos explicitam conhecimentos, habilidades, e atitudes, cuja compreensão, assimilação e aplicação por meio de métodos adequados, devem manifestar-se em resultados obtidos nos exercícios, provas, conversação didática, trabalho independente etc. Um aspecto particularmente relevante é a clareza dos objetivos, pois os alunos precisam saber para que estão trabalhando e no que estão sendo avaliados (LIBÂNEO, 1994, p. 200 e 201). A avaliação possibilita que o plano de ensino possa ser revisado A utilização da avaliação gera a possibilidade de revisão do plano de ensino, obtendo a partir dela algumas informações relacionadas ao discente e o nível educacional a qual se encontra. O docente pode conhecer alguns aspectos relacionados ao aproveitamento e desempenho escolar como também o desenvolvimento educacional dos alunos não só durante as aulas, mas também através da convivência informal na sala de aula como também nos intervalos recreativos. Figura 5 - Características levantadas pela avaliação que possibilita revisar o plano de ensino As condições prévias dos alunos podem ser adquiridas, e assim dar início a matéria nova. Detecção de indícios de deficiência ou progresso no que se refere a assimilação de conhecimentos. Verificações parciais e finais tornam possível a revisão do plano de ensino Favorece que o plano de ensino seja revisado e o trabalho docente seja encaminhado para a direção correta. Fonte: a autora. Didática do Ensino Superior 26 Através do uso da avaliação os objetivos que se deseja alcançar ficam mais evidentes. O docente ainda não apresenta segurança ao se iniciar uma unidade didática, de como conseguirá alcançar os objetivos no transcorrer do processo referente a transmissão e assimilação de conhecimentos. De acordo com a forma que o professor vai dirigindo o trabalho e fazendo observação sobre a reação dos discentes, os objetivos vão se evidenciando, e com isso surge possibilidade de adotar decisões novas relacionadas as atividades conseguintes. Favorece o desenvolvimento de capacidades e habilidades As atividades direcionadas a avaliação contribuem para que algumas características sejam desenvolvidas, como: • O intelectual; • O moral; • O social. Essas atividades avaliativas tem o objetivo de diagnóstico sobre como o professor e a escola estão influenciando para isso. O processo educacional e de ensino tem como objetivo de que os alunos tenham o desenvolvimento de suas capacidades intelectuais e físicas, como também o favorecimento de um pensamento criativo e independente, visando atividades tanto teóricas como práticas, dessa forma eles estarão se preparando de forma positiva para a vida na sociedade. Não existe igualdade entre os alunos relacionadas as suas características individuais como sobre seu nível socioeconômico. E é através da avaliação que o conhecimento sobre cada aluno é possibilitado, de seu posicionamento no que se refere a classe, e a partir daí estabelecer uma base para elaboração e aplicação de atividades do processo de ensino-aprendizagem. Didática do Ensino Superior 27 A avaliação deve ser objetiva e voltada para a atividade dos alunos A avaliação deve ter característica objetiva, apta para realizar a comprovação se os alunos realmente conseguiram assimilar os conhecimentos, em concordância com os conteúdos trabalhados e com os objetivos propostos. Não significando dizer que a subjetividade dos alunos e professor deva ser excluída, pois ela existirá na relação pedagógica entre eles; porém não deve haver comprometimento das exigências objetivas pela subjetividade. Figura 6 - Exigências objetivas Sociais Didáticas Fonte: a autora. Essas exigências objetivas são pertencentes do processo de ensino. E para haver a garantia dessas exigências, técnicas e instrumentos diversificados de avaliação são aplicados. Já no que se refere a avaliar o rendimento escolar do aluno, ela deve ser centralizada a entender que a expressão das capacidades ocorre no processo de atividade do discente em situações intrinsecamente didáticas. E é devido a isso, que a restrição para verificar provas ao finalizar uma unidade de ensino é insuficiente. A avaliação colabora para a autopercepção do docente Ela tem o papel de medir os esforços realizados pelo professor. Ao fazer a análise sobre o rendimento escolar dos discentes, ele adquire informações que são fortemente ligadas aos eu próprio trabalho que está sendo desenvolvido. Para isso de acordo com (LIBÂNEO, 1994) questionamentos devem ser realizados pelo professor para adquirir uma autopercepção: Didática do Ensino Superior 28 “Meus objetivos estão suficientemente claros? Os conteúdos estão acessíveis, significativos e bemdosados? Os métodos e os recursos auxiliares de ensino estão adequados? Estou conseguindo comunicar-me adequadamente com todos os alunos? Estou dando a necessária atenção aos alunos com mais dificuldades? Ou estou dando preferência só aos bem sucedidos, aos amis dóceis e obedientes? Estou ajudando os alunos a ampliarem suas aspirações, a terem perspectivas de futuro, a valorizarem o estudo?” (LIBÂNEO, 1994, p. 202). Através da avaliação expectativas e valores são refletidos do professor para os alunos Algumas características do professor mostram seus propósitos e crenças no que se refere ao seu papel profissional e social na presença dos alunos. Figura 7- Características do docente Maneira de ser Conhecimentos Habilidades Hábitos Atitudes Fonte: a autora. A atividade de avaliação é tida como um ato que faz parte da pedagogia, é nela que são expostas as qualidades de educador pertencentes ao professor de acordo com que os propósitos que já foram definidos sejam trabalhados, e que por sua vez apresenta ligação direta com o desenvolvimento das capacidades intelectuais e físicas dos discentes de acordo com as exigências da vida em sociedade. Didática do Ensino Superior 29 Porém, a realidade em que o processo de avaliação é referenciado pelos objetivos do ensino não representa que possa ocorrer a sua determinação baseando-se em livros didáticos ou matéria do programa oficial. Assim, os objetivos têm que demonstrar também as possibilidades reais dos alunos, de forma que encontrem-se com condições de executar as exigências que a escola coloca. Verificação do rendimento escolar e seus instrumentos Ao se qualificar e se verificar os resultados obtidos pela aprendizagem no decorrer das unidades didáticas, o objetivo sempre é o de realizar o diagnóstico para que as dificuldades sejam superadas, as falhas corrigidas, e que os alunos sejam estimulados a continuarem a se dedicar aos estudos. Uma de suas funções é a determinação de em que nível qualitativo e o quanto os objetivos estão sendo alcançados. E para isso, procedimentos e instrumentos são de grande importância para se verificar adequadamente. Um exemplo a ser citado pé que, ao iniciar uma unidade didática, é necessário a realização de uma sondagem para identificação das condições anteriores dos alunos, por meio de realização de algumas ações. Figura 8 - Algumas ações para identificar condições prévias dos alunos Revisão da matéria estudada anteriormente Corrigir as tarefas realizadas em casa Discussão dirigida Conversação didática Fonte: a autora. No decorrer da unidade em desenvolvimento, os rendimentos dos alunos são acompanhados através de: Didática do Ensino Superior 30 • Estudo dirigido; • Exercícios; • Observação de comportamento; • Trabalho em grupo; • Recordação da matéria; • Conversas informais. Já as provas dissertativas, arguições orais e provas de questões objetivas representam as verificações formais. (...) o processo de avaliação assume várias formas, umas mais sistemáticas, outras menos, umas formais, outras mais informais (...) O professor que compreendeu o conceito e as funções da avaliação concluirá que, se o processo de ensino for bem conduzido, as provas parciais ou finais serão apenas o reflexo de seu trabalho. Ou seja, os alunos quase sempre terão bons resultados e isto os estimulará ainda mais para o estudo (LIBÂNEO, 1994, p. 205). SAIBA MAIS: Você quer se aprofundar mais nesse tema? Recomendamos o acesso à seguinte fonte de consulta e aprofundamento do capítulo de livro: ” A avaliação escolar. In: Didática””. (LIBÂNEO, 1994). Acesse clicando aqui. Didática do Ensino Superior https://bit.ly/2XLL7pY 31 RESUMINDO: E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido sobre as funções e modalidades da avaliação no ensino superior, se diagnóstica, formativa ou somativa e o que representa cada uma delas. Observamos também sobre as características da avaliação de modo geral, sobre o processo avaliativo e a unidade objetivos-conteúdos-métodos, sobre a possibilidade de revisão de plano de ensino além do favorecimento para que capacidades e habilidades sejam desenvolvida, de como deve ser a avaliação, sua contribuição para autopercepção docente, sobre as expectativas e valores refletidos pelo professor para com os alunos e pôr fim a verificação do rendimento escolar e seus instrumentos para realizar uma observação mais detalhada sobre o desenvolvimento educacional dos alunos. Didática do Ensino Superior 32 Planejamento escolar: importância para o ensino superior INTRODUÇÃO: Ao finalizar este capítulo você será capaz de entender sobre O planejamento escolar e quanto ele é importante para a educação no ensino superior. Isto será de fundamental importância para o exercício de sua profissão. E então? Motivado para desenvolver esta competência? Então vamos lá. Avante! O planejamento escolar De acordo com (MAXIMINIANO, 2006), as circunstâncias com que a maneira em que o planejamento é usado, abrange relações futuras e sua forma de administração. De acordo com o autor o processo para desenvolver o planejamento pode ser caracterizado por diversas formas: • Realizar a definição de objetivos que deve se alcançar; • Definição de métodos para os resultados que se espera sejam alcançados; • Realizar a determinação de um espaço de tempo, e dentro dele migrar de uma situação que já se conhece para uma situação que se deseja; • Decisões devem ser tomadas no presente para que o futuro seja interferido de forma esperada, e assim o nível de incerteza é reduzido. A tarefa do planejamento escolar sob a responsabilidade docente, inclui a previsão da realização de atividades didáticas no que se refere a sua coordenação baseando-se nos objetivos já propostos, possibilitando que o processo de ensino possa ser revisado como também passar por adequações. Didática do Ensino Superior 33 Ele é utilizado como instrumento para programação das ações dos professores, sendo considerado também uma etapa para se pesquisar e refletir de forma nítida sobre a atividade de avaliação. De acordo com (LIBÂNEO, 1994) existem três modalidades de planejamento escolar. Figura 9- Modalidades do planejamento escolar Plano da escola Plano de ensino Plano de aula Fonte: a autora. Diante disso, para que o processo de ensino e aprendizagem ocorra, é de grande importância haver um planejamento de aulas por parte dos professores e em momento posterior fazer a retomada dos objetivos traçados inicialmente. O docente não deve-se limitar a um planejamento feito criteriosamente e de forma criativa, mas ainda exige que a sua realização seja feita com a avaliação aplicada constantemente, estando aberta a alterações se for assim necessário, não deixando espaço para estagnação de atividades, ou que a prática docente fique engessada. A importância do planejamento escolar A docência, como já podemos ver anteriormente, é considerada uma atividade sistemática e consciente centrado nos estudos e aprendizagem dos alunos que por sua vez são direcionados pelo professor. Através do processo de ensino-aprendizagem que habilidades e conhecimentos são assimilados, objetivando que os alunos fiquem instrumentalizados para passarem a ser agentes ativos e participarem da vida em sociedade. O planejamento é um processo de racionalização, organização e coordenação da ação docente, articulando a atividade escolar e a problemática do contexto social. Didática do Ensino Superior 34 A escola, os professores e os alunos são integrantes da dinâmica das relações sociais; tudo o que acontece no meio escolar está atravessado por influências econômicas, políticas e culturais que caracterizam a sociedadede classes. Isso significa que os elementos do planejamento escolar-objetivos-conteúdos-métodos – estão recheados de implicações sociais, têm um significado genuinamente político (LIBÂNEO, 1994, p. 222). Ainda de acordo com o autor é devido a essa circunstância citada acima, que considera-se o planejamento uma atividade reflexiva no que se refere as ações e opções que nos pertencem, ou seja, se não realizarmos uma reflexão de forma detida sobre a direção que devemos aplicar ao nosso trabalho, iremos ficar a disposição do que a classe dominante da sociedade estabelece e que por sua vez as interessa. O planejamento como uma ação, não se limita a apenas preencher formulários para a área administrativa, antes de tudo, é uma atividade que deve ser realizada com consciência sobre as previsões das ações do professor, baseadas nas opções político-pedagógicas, referenciando-se permanentemente nas ações didáticas reais. Figura 10- Ações didáticas reais Problemática cultural Problemática social Problemática política Problemática econômica Fonte: a autora. E nessas problemáticas concretas, a escola, os professores, pais, alunos, a comunidade deve estar envolvida e que por sua vez realizam a prática da interação com o processo de ensino. Didática do Ensino Superior 35 Com isso, (LIBÂNEO, 1994) identifica algumas funções do planejamento escolar, são elas: 1. Os princípios devem ser explicados, os procedimentos e diretrizes do trabalho de docência de forma a assegurar a conexão em meio as exigências do contexto social, do processo que busca a democracia participativa além das tarefas da escola. 2. Expressão relacionada as ligações existente entre os posicionamentos profissional, filosófico e político-pedagógico junto as ações fixadas e que serão realizadas pelo professor em sala de aula, por meio da utilização de objetivos, os métodos e as formas em que o ensino foi organizado. 3. Deve ser assegurado a organização, a coordenação e a racionalização no que se refere ao trabalho de docência, de forma que através da previsão das ações que o docente irá realizar, torne possível a prática de um ensino que tenha qualidade e assim evitando a rotina e o improviso por parte do professor durante o processo de ensino. 4. Os objetivos, métodos e conteúdos devem ser previstos partindo do interesse exigido pela realidade da sociedade, das condições individuais, sociais e culturais além do nível de preparo dos alunos. 5. A coerência e a unidade do trabalho de docência devem ser asseguradas pelo planejamento, pelo fato de fornecer a possibilidade da inter-relação, em um plano, dos elementos que fazem a composição do processo de ensino. Didática do Ensino Superior 36 Figura 11 - Elementos que compõem o processo de ensino Os objetivos = Para que ensinar Os conteúdos = O que ensinar Alunos e suas possibilidades = Como ensinar Métodos e técnicas = Como ensinar Avaliação = intrinsecamente ligada aos demais Fonte: a autora. 6. O conteúdo do plano deve passar por atualização sempre que for revisto ou passar por aperfeiçoamento no que se refere aos progressos alcançados na área de conhecimento, onde ocorre a adequação às condições de aprendizagem pertencentes aos alunos, como as técnicas, os recursos de ensino e aos métodos que vão sendo introduzidos na experiência do cotidiano. 7. Tornar a preparação das aulas fácil, os materiais didáticos devem ser selecionados em tempo ágil, ter o conhecimento sobre quais tarefas devem ser executadas pelo professor e alunos, o trabalho deve ser replanejado diante de situações novas que venham a surgir ao longo das aulas. Para que ocorra a efetivação dos planos como instrumentos utilizados para posterior ação, eles devem ter o papel de guia para uma orientação, como também devem conter alguns aspectos, como: • Objetividade; • Ordem sequencial; • Coerência; • Flexibilidade. Plano como guia de orientação Ele é considerado um guia de orientação, pois, os meios para que o trabalho de docência como também as diretrizes são estabelecidas por ele. Didática do Ensino Superior 37 Como sua função é orientar a prática, partindo das exigências da própria prática, ele não pode ser um documento rígido e absoluto, pois uma das características do processo de ensino é que está sempre em movimento, está sempre sofrendo modificações face as condições reais. Especialmente em relação aos planos de ensino e de aulas, nem sempre as coisas ocorrem exatamente como foram planejadas: por exemplo: certos conteúdos exigirão mais tempo do que o previsto; o plano não previu um período de levantamento de pré-requisitos para iniciar a matéria nova; no desenvolvimento do programa houve necessidade de maior tempo para consolidação etc. São necessárias portanto constantes revisões (LIBÂNEO, 1994, p. 54). O plano e sua ordem sequencial O plano deve apresentar uma ordem com sequência progressiva, para que os objetivos sejam alcançados, vários passos são indispensáveis, de forma que uma sequência lógica seja obedecida pela ação do docente. Não significando dizer que não possa haver inversão dos passos na prática. Quando essa possibilidade ocorre, deve ser vista com positividade, porém isso mostra a falha da previsão, mas é através desses passos previstos que podemos identificar as falhas. A objetividade do plano A objetividade deve ser considerada ao se planejar. Entende- se por objetividade a correspondência que existe entre o plano e a realidade onde ele será aplicado. As previsões não serão úteis quando são construídas sem haver possibilidades materiais e humanas na escola como também os alunos e suas possibilidades. No entanto, somente é possível tomar decisões para as condições que existem serem superadas, se as limitações da realidade forem compreendidas. Ao se falar em realidade, deve ser entendido que a nossa vontade e ação, são seus componentes. Grande parte dos professores lamentam- se sobre as dificuldades e esquecem que os condicionantes e limitações que venham a existir no trabalho da docência têm a possibilidade de superação através da ação humana. Didática do Ensino Superior 38 A coerência no planejamento Deve haver a existência da coerência nas várias etapas para se planejar o processo de ensino aprendizagem. Figura 12 - Etapas que devem conter coerência entre elas Avaliação Métodos Conteúdos Objetivos gerais Objetivos específicos Fonte: a autora. A coerência significa a relação que deve ocorrer entre as ideias e a prática, ela também é considerada a ligação com logicidade que faz parte dos componentes do plano. Se é dito no decorrer dos objetivos gerais que o trabalho docente tem por finalidade o ensinamento do aluno para que ele pense, para que suas capacidades intelectuais se desenvolvam, deve-se refletir esse propósito ao se organizar os conteúdos e métodos. Já quando há o estabelecimento de objetivos específicos da matéria, deve existir correspondência compatível a cada objetivo com os conteúdos e métodos. Se temos o objetivo de alcançar a autonomia de capacidade de raciocínio e pensamento dos alunos, tarefas devem ser programadas possibilitando que eles desenvolvam de forma efetiva e ativa essa finalidade. Se considerarmos que não existe o ensino sem que o conhecimento se consolide, devemos levar em consideração que é necessário, diversas formas avaliativas no decorrer do processo de ensino. Didática do Ensino Superior 39 A flexibilidade no planejamento O professor está sempre fazendo a organização e reorganização do seu trabalho no decorrer do ano letivo. Portanto, tem-se o plano como um guia e não apenas uma decisão com inflexibilidade. A relação na pedagogia sempre está subordinada a condições tidas como concreta, onde sempre há movimento na realidade, de modo que frequentemente pode ser feito alterações no plano. Com isso (LIBÂNEO, 1994) relatasobre o planejamento que: (...) Resta dizer que há planos em três níveis: o plano da escola, o plano de ensino e o plano de aula. O plano da escola é um documento mais global; expressa orientações gerais que sintetizam, de um lado, as ligações da escola com o sistema escolar mais amplo e, de outro, as ligações do projeto pedagógico da escola com os planos de ensino propriamente ditos. O plano de ensino (ou plano de unidades) é a previsão dos objetivos e tarefas do trabalho docente para um ano ou semestre: é um documento mais elaborado, dividido por unidades sequenciais, no qual aparecem objetivos, conteúdos e desenvolvimento metodológico. O plano de aula é a previsão do desenvolvimento do conteúdo para uma aula ou conjunto de aulas e tem um caráter bastante específico (LIBÂNEO, 1994, p. 225). No entanto o autor ressalta que não é assegurado pelo planejamento, a progressão do processo de ensino. Até porque para que seja elaborado, ele depende de alguns aspectos relacionados ao ensino. Figura 13 - Aspectos a qual o planejamento depende para ser desenvolvido Direção Organização Coordenação Fonte: a autora. Desse modo, é necessário que os planos tenham ligação de forma contínua com a prática, que por sua vez frequentemente devem ser Didática do Ensino Superior 40 revistos e refeitos. Assim, a ação de docência vai alcançando o êxito ao passo em que docente acumula e enriquece experiências ao enfrentar as situações reais do ensino. Significando dizer, que, para se realizar o planejamento, por um lado o docente é servido das metodologias específicas de cada matéria e do processo didático, e por outro lado, da experiência prática que ele possui. Em cada momento do processo de ensino cabe ao docente o registro de conhecimentos e experiências novos, no plano de aula e no plano de ensino. SAIBA MAIS: Você quer se aprofundar mais nesse tema? Recomendamos o acesso à seguinte fonte de consulta e aprofundamento no capítulo de livro: ” O planejamento escolar. In: Didática” (LIBÂNEO, 1994). Acesse clicando aqui. RESUMINDO: E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido sobre o planejamento escolar e sua importância para o ensino superior, deve ter conhecido sobre o que é o planejamento escolar de forma geral, pelo fato de que sua utilização ocorre em todos os níveis educacionais, assim como a sua importância para esses níveis, sua composição e como ocorre sua efetivação frente ao processo de ensino e aprendizagem, que se estende desde a educação infantil até o ensino superior. Didática do Ensino Superior https://bit.ly/2XLL7pY 41 Planejamento escolar: requisitos para o ensino superior INTRODUÇÃO: Ao finalizar este capítulo você será capaz de entender sobre O planejamento escolar e seus requisitos para o ensino superior. Isto será de fundamental importância para o exercício de sua profissão. E então? Motivado para desenvolver esta competência? Então vamos lá. Avante! O planejamento escolar deve ser visto como um instrumento que forneça a possibilidade de superar as rotinas. E tem como objetivo a organização e disciplina das ações que serão realizadas no processo de ensino-aprendizagem. Ele é indispensável durante toda a educação básica e não é diferente no Ensino Superior, pelo fato de que terá o papel de nortear o professor, como também de dar qualidade no momento de ministrar aulas, pois, elas dependem tanto do conhecimento teórico e prático do docente como também de um planejamento eficaz, visando também que as atividades docentes se adequem ao tempo de aula. O planejamento escolar é uma atividade que orienta a tomada de decisões da escola e dos professores em relação às situações docentes de ensino e aprendizagem, tendo em vista alcançar os melhores resultados possíveis. O que deve orientar a tomada de decisões? Quais são os requisitos a serem levados em conta para que os planos da escola, de ensino e de aula sejam, de fato, instrumentos de trabalho para a intervenção e transformação da realidade? (LIBÂNEO, 1994, p. 226). Sobre a atividade do planejamento, direcionado ao dimensionamento político, científico e técnico da atividade escolar, ele deve resultar da colaboração de todos que formam o corpo de profissionais da instituição. E de forma conjunta é necessário que todos tomem decisões sobre o que deve ser feito e como fazer. Didática do Ensino Superior 42 No momento em que o corpo do trabalho docente da instituição é formado por um grupo de profissionais, a atividade de planejamento também deve ser observada como um ato de sua responsabilidade, em coletividade. Não há suficiência quando as decisões são tomadas isoladamente e de forma individual, não é o bastante para que resultados sejam construídos em atividades com coletividade presente. Elas apresentam algumas capacidades, porém, não apresentam suficiência para que de modo coletivo adquiram resultados com significância. Com isso, o planejamento é observado como um processo que tem o objetivo de promover o equilíbrio para que o sistema educacional obtenha melhorias do seu funcionamento. Pelo fato de ser um processo, o planejamento deve ser realizado a cada dia, não podendo se limitar em um único momento, pois a realidade concreta da educação é dinâmica, não havendo momento nem hora para o surgimento de problemas e reivindicações, e assim decisões devem ser tomadas todos os dias e em todas as horas. Requisitos para um planejamento escolar Sobre a atuação profissional docente no que se refere ao planejamento, as autoras (SCARINCI & PACCA, 2015) relatam que: Professores em atuação já têm algum conhecimento sobre o processo de planejamento do ensino. No entanto, nota-se que, comumente, os professores conseguem elencar uma lista de conteúdo a serem ensinados, porém têm dificuldades em designar atividades para o ensino daqueles conteúdos e objetivos para o tema em estudo que produzam coesão entre as atividades. Além disso, geralmente há pouca clareza sobre as razões da escolha de uma determinada sequência pedagógica (fundamentadas em uma determinada concepção de ensino). Assim, quando se pede ao professor que elabore o seu plano de ensino, usualmente, o que se obtém é algo muito parecido com os índices de livros didáticos e organizações de conteúdo em uma lógica diferente daquela que tornaria o aprendizado mais significativo. Ou seja, o plano de ensino pouco reflete as necessidades dos aprendizes em termos da construção do conhecimento científico (SCARINCI & PACCA, 2015, p. 254). Didática do Ensino Superior 43 SAIBA MAIS: Você quer se aprofundar mais nesse tema? Recomendamos o acesso à seguinte fonte de consulta e aprofundamento no artigo: ” O planejamento do ensino em um programa de desenvolvimento profissional docente” (SCARINCI & PACCA, 2015). Acesse clicando aqui. De acordo com (LIBÂNEO, 1994), existem alguns requisitos que são de fundamental importância para se desenvolver um planejamento para realizar um processo de ensino-aprendizagem. Figura 14 - Requisitos para o planejamento escolar Objetivos e tarefas da escola democrática As exigências dos planos e programas oficiais As condições prévias dos alunos para a aprendizagem Os princípios e as condições do processo de transmissão Assimilação ativa dos conteúdos Fonte: a autora. Uma das condições iniciais para se realizar o planejamento é ter convicções firmes em relação ao direcionamento do processo de educação na sociedade em que vivemos. Isso representa dizer qual o papel que a escola ocupa para que os seus alunos se formem. A escola democrática e seus objetivos e tarefas É a escola que torna possível que os alunos de modo geral assimilem conhecimentos no campo científico como também que suas capacidadesmentais possam se desenvolver, de forma que adquiram uma preparação para que tenha uma participação ativa na sociedade, como: • Na profissão; • Na cultura; Didática do Ensino Superior https://bit.ly/3hG61yo 44 • Na política. Dessa forma, a transmissão e assimilação de maneira ativa dos conhecimentos deve ser a base das tarefas escolares, também devendo ter contribuição no que se refere aos objetivos formativos do profissional, para que a realidade do trabalho seja compreendida, já sobre o exercício da cidadania em sociedade se reflete na formação política como por exemplo: • Participar de organização popular; • Participação crítica e consciente no processo eleitoral, entre outros. E por fim, sobre a formação cultural, que visa a obtenção de uma visão sobre um mundo que mostre compatibilidade aos seus interesses de emancipação intrinsecamente ligado a classe trabalhadora. Ao planejarem o processo de ensino, a escola e os professores devem, pois, ter clareza de como o trabalho docente pode prestar um efetivo serviço à população e saber que conteúdos respondem às exigências profissionais, políticas e culturais postas por uma sociedade que ainda não alcançou a democracia plena. Se acreditamos que a educação escolar tem um papel na democratização nas esferas econômica, social, política e cultural, ela será mais democrática quando mais for universalizada a todos, assegurando tanto o acesso e a permanência nas séries iniciais, quanto ao domínio de conhecimentos básicos e socialmente relevantes e o desenvolvimento das capacidades intelectuais por parte dos alunos (LIBÂNEO, 1994, p. 32). As exigências dos planos e programas oficiais A elaboração de programas e planos oficiais para instrução, é uma das responsabilidades assumidas pelo poder público, de atribuição nacional, que por sua vez são reelaborados e tem organização realizada nos Estados e municípios de acordo com as diversidades existentes na região e localidades. Didática do Ensino Superior 45 A partir do momento que um núcleo comum de conhecimentos escolares é refletido, cada vez mais é apresentado o caráter de democracia, pelo fato de que, isso representa que a unidade cultural e política pertencente a nação é garantida, de forma que o direito ao acesso de ensinos básicos comuns sem haver discriminação são assegurados para todos os brasileiros que compõem a sociedade. A aprendizagem e suas condições prévias Ele está dependente dos alunos e do nível de preparação que eles apresentam no que se refere as tarefas direcionadas a aprendizagem. De acordo como já mostrado anteriormente, os conteúdos expostos no processo de ensino, objetivam a assimilação ativa por parte deles de forma que ocorra uma transformação, onde eles passam a ser instrumentos teóricos como também práticos para vivência prática na sociedade. Com isso, ter conhecimento da situação educacional prévia dos alunos é um ato indispensável para que possam ser introduzidos novos conhecimentos, ou seja, para alcançar êxito frente ao que foi planejado. Os conteúdos e sua assimilação ativa O requisito referente a assimilação ativa dos conteúdos é direcionado ao domínio das formas para orientar o processo que possibilita a assimilação ativa durante as aulas. Devendo existir uma correspondência entre as aulas e formas com que o trabalho em sala é desenvolvido. Um componente fundamental do plano de ensino refere-se a descrever situações específicas docentes, com a referência do que será feito pelos discentes para conseguirem o envolvimento na atividade do professor e do que será feito pelo professor em relação a direção da atividade cognoscitiva dos discente em sala. O plano escolar Refere-se ao plano tanto administrativo como pedagógico da unidade escolar, nele são explicitados alguns aspectos, como: Didática do Ensino Superior 46 • A concepção pedagógica referente ao corpo de docência; • As bases teórico-metodológicas referente a organização didática; • A contextualização política, cultural, social e econômica pertencente a escola; • Realizar a caracterização referente a clientela escolar; • Indicação dos objetivos gerais educacionais; • A estrutura do curricular; • As diretrizes gerais das metodologias; • O sistema de avaliação utilizado no plano; • A estrutura administrativa e organizacional. Diante disso (LIBÂNEO, 1994) relata que: O plano da escola é um guia de orientação para o planejamento do processo de ensino. O professor precisa ter em mãos esse plano abrangente, não só para uma orientação de seu trabalho, mas para garantir a unidade teórico-metodológicos das atividades escolares. O plano da escola, enquanto orientação do trabalho docente. Pode ser elaborado por um ou mais membros do corpo docente e, em seguida, discutido. O documento final deve ser um produto do trabalho coletivo, expressando os posicionamentos e a prática dos professores. Com efeito, o plano da escola deve expressar os propósitos dos educadores empenhados numa tarefa comum (LIBÂNEO, 1994, p. 230). O plano escolar corresponde também a uma organização de um direcionamento das unidades didáticas correspondentes a um semestre ou um ano. Também pode ser denominado como plano das unidades didáticas ou plano de curso, apresentando alguns aspectos. Didática do Ensino Superior 47 Figura 15 - Aspectos de plano escolar Justificativa da disciplina em relação aos objetivos da escola Objetivos gerais e específicos Conteúdo (com a divisão temática de cada unidade) Tempo provável e desenvolvimento metodológico (atividades do professor e dos alunos) Fonte: a autora. A justificativa disciplinar A justificativa da disciplina pode ter início através das considerações relacionadas as funções pedagógicas sociais ligadas a educação escolar em meio a sociedade a qual fazemos parte, buscando deixar explícito os objetivos que almejamos ter alcance no que refere ao trabalho de docência com os discentes. Posteriormente, são descritos de forma breve os conteúdos básicos no intuito de identificar no que eles irão servir. Dessa forma, os objetivos com prioridade vão sendo definidos, buscando sua importância política, cultural, social e profissional. Por fim, essa justificativa deixa explicitado os meios metodológicos para que os objetivos sejam alcançados, baseando-se nos princípios gerais da didática e em cada disciplina no seu método próprio, visando que os alunos desenvolvam sua capacidade cognoscitiva e sua assimilação ativa dos conhecimentos. Restrição dos conteúdos Os conteúdos devem ser delimitados por unidades didáticas, com a divisão dos temas em cada uma das unidades. Essas unidades didáticas representam um grupo de temas que são inter-relacionados e que por sua vez formam em plano de ensino. Cada uma dessas unidades temáticas apresentam um tema como centro do programa, em que possuem seu detalhamento nos tópicos. Os conteúdos ao serem selecionados e organizados são expostos a critérios e requisitos determinados, como também pela matéria e Didática do Ensino Superior 48 sua especificidade. Deve ser destacado também que os conteúdos consistem além dos conhecimentos, capacidades, convicções, atitudes e habilidades. Objetivos específicos No momento em que o docente escreve a justificativa pertencente a disciplina, ele realiza a orientação geral relacionada ao seu plano onde deixa explicitado o seu papel como também sua importância no conjunto referente ao plano escolar, e que espera como retorno dos discentes, que haja assimilação após estudar a disciplina como também as as formas para que esse objetivo seja atingido. Já no que se refere aos conteúdos, os objetivos específicos são fixados, isso quer dizer que visa a obtenção dos resultados a partir do processo de transmissão e da assimilação ativa de conceitos, habilidades e conhecimentos. Uma vez redigidos, os objetivosespecíficos vão direcionar o trabalho docente tendo tendo em vista promover a aprendizagem dos alunos. Passam, inclusive, a ter força para alteração dos conteúdos e métodos. Na redação, professor transformará tópicos das unidades numa proposição (afirmação) que expresse o resultado esperado e que deve ser atingido por todos os alunos ao términos daquela unidade didática. (...) Na redação dos objetivos específicos, o professor pode indicar também as atitudes e convicções em relação à matéria, ao estudo, ao relacionamento humano, à realidade social (atitude científica, consciência crítica, responsabilidade, solidariedade, etc.) Embora dificilmente possam ser transformados em proposições expressando resultados, esses itens fazem parte dos objetivos e tarefas docentes. (LIBÂNEO, 1994, p. 235). Desenvolvimento do conteúdo Corresponde a fase na qual o objeto de estudo é assimilado e sistematizado, com o objetivo de de que o aluno apresente elaboração interna e compreensão o máximo possível do que foi estudado através da aplicação de diversos tipos de atividades. Quando ocorre a elaboração do desenvolvimento do conteúdo, o docente não não deve se limitar em Didática do Ensino Superior 49 apenas citar as atividades, mas deve também deve ser mencionado os conteúdos utilizados na elaboração das atividades. A aplicação Essa fase é onde os estudo é consolidado, nela as atividades apresentam o sentido de reforçar o que foi visto através de atividades aplicadas. Essa fase representa de forma mais importante que as habilidades e conhecimentos sejam consolidados para que uma nova unidade didática possa ser iniciada. O plano de aula Nessa etapa, o plano de ensino passa por um detalhamento. Nela ocorre a especificação e sistematização para uma situação ligada a didática geral das unidades e subunidade que tiveram sua previsão de forma mais generalizada, Sua preparação é uma atividade de fundamental importância e, dessa forma deve ter um documento escrito como resultado, da mesmo forma que podemos observar no plano de ensino, tendo o papel de orientação sobre as ações docentes além de ser possível constantemente fazer suas revisões e aprimoramentos de um ano para o outro. SAIBA MAIS: Você quer se aprofundar mais nesse tema? Recomendamos o acesso à seguinte fonte de consulta e aprofundamento no artigo: ” O planejamento escolar. In: Didática” (LIBÂNEO, 1994). Acesse clicando aqui. Didática do Ensino Superior https://bit.ly/2XLL7pY 50 RESUMINDO: E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido sobre os requisitos para se realizar um planejamento escolar tanto nos diversos níveis educacionais, como os objetivos e tarefas de uma escola democrática, as exigências dos planos e programas oficiais, sobre as condições prévias para a aprendizagem, a assimilação ativa dos conteúdos, sobre o plano da escola podemos ver sobre a justificativa disciplinar, a restrição dos conteúdos, objetivos específicos, desenvolvimento do conteúdo, sua aplicação e o plano de aula. Didática do Ensino Superior 51 REFERÊNCIAS ALMEIDA, D. P., ALMEIDA, R. P., & CAETANO, M. M. (2009). Conside- rações sobre as literaturas africanas de expressão portuguesa. São Gon- çalo, RJ. Acesso em 08 de mai de 2020, disponível em https://www.e-pu- blicacoes.uerj.br/index.php/soletras/article/viewFile/6289/4492 ALMEIDA, D. P., ALMEIDA, R. P., & CAETANO, M. M. (2009). Consi- derações sobre as literaturas Africanas de expressão portuguesa. SOLE- TRAS, 50-61. 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