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Unidade 4
Avaliação e Planejamento 
no Ensino Superior
Didática do 
Ensino Superior
Diretor Executivo 
DAVID LIRA STEPHEN BARROS
Gerente Editorial 
CRISTIANE SILVEIRA CESAR DE OLIVEIRA
Projeto Gráfico 
TIAGO DA ROCHA
Autoria 
LISIANE LUCENA BEZERRA
CRISTINA SPLENGER AZAMBUJA
AUTORIA
Lisiane Lucena Bezerra
Olá. Meu nome é Lisiane. Sou Licenciada em Ciências Agrárias, 
Mestre em Fitotecnia e Doutora em Agronomia/Fitotecnia, com 
experiência técnico-profissional na área de licenciatura de mais de 10 
anos. Atualmente, leciono disciplinas na área de Educação em curso de 
licenciatura, na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Sou apaixonado 
pelo que faço e adoro transmitir minha experiência de vida àqueles que 
estão iniciando em suas profissões. 
Cristina Splenger Azambuja
Eu, meu nome é Cristina, possuo graduação em História - 
Licenciatura Plena pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos 
(2003) e Mestrado em Ciências Humanas (Estudos Históricos Latino-
Americanos) pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos (2006). 
Pós-graduação - Latu senso. Pedagogia Empresarial - Feevale (2011), 
Especialização em Educação a Distância, com ênfase na docência e na 
tutoria em EAD - PUC RS/2011. Bolsista PIBIC (2000/2002), CNPQ (2011), 
Projeto: Inserção de mestres e doutores na indústria para promoção da 
Inovação. Professora de pós graduação em Gestão de Pessoas, Professora 
tutora do CERFEaD, Instituto Federal de Santa Catarina, consultora externa 
da FIERGS nos programas de Inovacão e Consultoria para Educação 
de Qualidade, atuando na formação em gestão de equipes diretivas 
de escolas no estado do Rio Grande do Sul e no programa Educação 
para o mundo do trabalho. Coach pela Sociedade Latino-americana - 
SLAC- pessoal e consultora na área de Gestão de Pessoas pela Chabrol 
Consultoria e Treinamentos.
Por isso, fomos convidadas pela Editora Telesapiens a integrar seu 
elenco de autores independentes. Estamos muito felizes em poder ajudar 
você nesta fase de muito estudo e trabalho. Conte conosco!
ICONOGRÁFICOS
Olá. Esses ícones irão aparecer em sua trilha de aprendizagem toda vez 
que:
OBJETIVO:
para o início do 
desenvolvimento 
de uma nova 
competência;
DEFINIÇÃO:
houver necessidade 
de apresentar um 
novo conceito;
NOTA:
quando necessárias 
observações ou 
complementações 
para o seu 
conhecimento;
IMPORTANTE:
as observações 
escritas tiveram que 
ser priorizadas para 
você;
EXPLICANDO 
MELHOR: 
algo precisa ser 
melhor explicado ou 
detalhado;
VOCÊ SABIA?
curiosidades e 
indagações lúdicas 
sobre o tema em 
estudo, se forem 
necessárias;
SAIBA MAIS: 
textos, referências 
bibliográficas 
e links para 
aprofundamento do 
seu conhecimento;
REFLITA:
se houver a 
necessidade de 
chamar a atenção 
sobre algo a ser 
refletido ou discutido;
ACESSE: 
se for preciso acessar 
um ou mais sites 
para fazer download, 
assistir vídeos, ler 
textos, ouvir podcast;
RESUMINDO:
quando for preciso 
fazer um resumo 
acumulativo das 
últimas abordagens;
ATIVIDADES: 
quando alguma 
atividade de 
autoaprendizagem 
for aplicada;
TESTANDO:
quando uma 
competência for 
concluída e questões 
forem explicadas;
SUMÁRIO
Avaliação na prática do ensino superior ........................................... 12
A avaliação educacional ............................................................................................................. 12
A avaliação no ensino superior .............................................................................................16
A importância da avaliação no ensino superior ........................................................ 19
Propriedades da avaliação no ensino superior ..............................22
Funções e modalidades da avaliação no ensino superior ...............................23
Características da avaliação ....................................................................................................24
Objetivos – conteúdos - métodos do processo avaliativo ...........24
A avaliação possibilita que o plano de ensino possa ser 
revisado ...............................................................................................................................25
Favorece o desenvolvimento de capacidades e habilidades .....26
A avaliação deve ser objetiva e voltada para a atividade dos 
alunos ...................................................................................................................................27
A avaliação colabora para a autopercepção do docente ..............27
Através da avaliação expectativas e valores são refletidos do 
professor para os alunos ........................................................................................28
Verificação do rendimento escolar e seus instrumentos ..................................29
Planejamento escolar: importância para o ensino superior ..... 32
O planejamento escolar .............................................................................................................32
A importância do planejamento escolar ........................................................................33
Planejamento escolar: requisitos para o ensino superior .......... 41
Requisitos para um planejamento escolar ...................................................................42
A escola democrática e seus objetivos e tarefas .................................43
As exigências dos planos e programas oficiais .....................................44
A aprendizagem e suas condições prévias ..............................................45
Os conteúdos e sua assimilação ativa .........................................................45
O plano escolar .................................................................................................................................45
9
UNIDADE
04
Didática do Ensino Superior
10
INTRODUÇÃO
Você tem conhecimentos sobre a avaliação escolar? E sobre o 
planejamento realizado no âmbito escolar? Pois, a avaliação realizada na 
prática do ensino superior objetiva a apreciação qualitativa dos resultados 
obtidos através do processo de ensino-aprendizagem. As propriedades 
da avaliação no ensino superior não devem ser observadas de forma 
isolada, mas sim uma parte que forma todo um processo referente ao 
ensino e aprendizagem. E para isso é de grande importância a aplicação 
de um planejamento escolar, pois ele é fundamental para seguir um 
roteiro concreto e organizado sobre os conteúdos e ações que serão 
adotadas pelo docente. Esse planejamento apresenta diversos requisitos 
para que possa ser elaborado, para que possa ser alcançado os objetivos 
e a eficácia educacional pretendida. 
Didática do Ensino Superior
11
OBJETIVOS
Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 4. Nosso objetivo é auxiliar 
você no desenvolvimento das seguintes competências profissionais, até 
o término desta etapa de estudos:
1. Conhecer a avaliação na prática do ensino superior;
2. Identificar as características da avaliação no ensino superior;
3. Perceber a importância do planejamento para o ensino superior;
4. Verificar requisitos para planejamento do ensino superior. 
Então? Preparado para uma viagem sem volta rumo ao 
conhecimento? Ao trabalho! 
Didática do Ensino Superior
12
Avaliação na prática do ensino superior
INTRODUÇÃO:
Ao finalizar este capítulo você será capaz de entender sobre 
a avaliação, sua aplicação e importância no ensino superior. 
Isto será de fundamental importância para o exercício de 
sua profissão. E então? Motivado para desenvolver esta 
competência? Então vamos lá. Avante!
A avaliação educacional
O processo de avaliação é tido como uma forma de apreciar 
qualitativamente os dados que mostram relevância, no que se refere ao 
processo de ensino-aprendizagem, na qual o professor se ampara, e a 
partir daí passa a tomar decisões relacionadas ao seu trabalho. Os dados 
com relevância estão ligados as muitas manifestações pertencentes a 
vários acontecimentosTIVIDADE%20NA%20CONSTRU%C3%87%C3%83O%20DA%20IDENTIDA-
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Didática do Ensino Superior
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Didática do Ensino Superiordidáticos que envolvem o professor e alunos que 
por sua vez se empenham para alcançar os objetivos de ensino propostos 
(LUCKESI, 2005). 
Ainda, segundo o autor, essa apreciação exercida sobre os dados 
de forma qualitativa, que por sua vez é realizada por meio de exercícios, 
análise de provas, tarefas, respostas dos alunos, etc., possibilita ao 
professor tomar decisões sobre o que vai ser feito posteriormente. 
Dessa forma, a prática da avaliação escolar é definida por (LIBÂNEO, 
1994) da seguinte forma:
Podemos, então, definir a avaliação escolar como um 
componente do processo de ensino que visa, através 
da verificação e qualificação dos resultados obtidos, 
determinar a correspondência destes com os objetivos 
propostos e, daí, orientar a tomada de decisões em relação 
as atividades didáticas seguintes (LIBÂNEO, 1994, p. 196). 
Para o autor, a prática de avaliação é considerada uma atividade 
didática permanente e essencial no trabalho da docência, que por sua 
vez tem o dever de conduzir cada fase do processo referente ao ensino-
Didática do Ensino Superior
13
aprendizagem, e por meio dela, os resultados adquiridos no decorrer do 
trabalho realizado conjuntamente entre docentes e discentes passam por 
uma comparação com os objetivos que foram propostos. 
Dessa forma, são constatados as dificuldades e progressos, e a 
partir dessa constatação, fazer uma reorientação do trabalho e com isso 
realizar as correções necessárias. 
Ainda de acordo com (LIBÂNEO, 1994) nos vários momentos que 
constituem o processo de ensino, a avaliação tem como tarefas:
 • Verificação;
 • Qualificação;
 • Apreciação qualitativa. 
Figura 1 – Tarefas da avaliação
 • Coleta de dados sobre o aproveitamento dos alunos, através 
de provas, exercícios e tarefas ou de meios auxiliares, como 
observação de desempenho, entrevistas, etc.
 • Comprovação dos resultados alcançados em relação 
aos objetivos e, conforme o caso, atribuição de notas e 
conceitos.
 • Avaliação propriamente dita dos resultados, referindo-os a 
padrões de desempenho esperados.
 Verificação
 Qualificação
 Apreciação qualitativa
Fonte: a autora
Para o autor, além dessas tarefas da avaliação, existem três funções 
ligadas a avaliação escolar, são elas:
 • Pedagógico-didática;
 • De diagnóstico;
Didática do Ensino Superior
14
 • De controle.
Função pedagógico-didática
Essa função é referente a responsabilidade que a avaliação tem de 
cumprir tanto os objetivos gerais quanto os específicos pertencentes a 
educação escolar. 
Com a comprovação sistemática dos resultados obtidos através 
do processo de ensino, é evidenciado ou não que as finalidades 
sociais do ensino foram atendidas, ou que os alunos têm preparação 
para o enfrentamento das exigências impostas pela sociedade, entre 
outros. E simultaneamente há um favorecimento sobre as atitudes de 
responsabilidade do aluno no que se refere ao estudo, considerando-o 
como dever diante da sociedade. 
Já no cumprimento de sua função didática, a avaliação exerce 
contribuição para fixação e assimilação, pois, quando os erros cometidos 
são corrigidos, há uma possibilidade de aprimoramento, aprofundamento 
e ampliação de habilidades e conhecimentos, assim, as capacidades 
cognoscitivas são desenvolvidas. 
Função de diagnóstico 
Essa função possibilita a identificação de dificuldades e progressos 
dos discentes como também sobre o professor e sua atuação, de modo 
que designam as mudanças referentes ao processo de ensino para que as 
exigências dos objetivos sejam cumpridas satisfatoriamente. 
Na prática escolar cotidiana, a função de diagnóstico é 
mais importante porque é a que possibilita a avaliação 
do cumprimento da função pedagógico-didática e a 
que do sentido pedagógico à função de controle. A 
avaliação diagnóstica ocorre no início, durante e no final 
do desenvolvimento das aulas ou unidades didáticas. No 
início, verificam-se as condições prévias dos alunos de 
modo a prepará-los para o estudo da matéria nova. (...) 
Durante o processo de transmissão e assimilação é feito 
o acompanhamento do progresso dos alunos, apreciando 
os resultados, corrigindo as falhas, esclarecendo dúvidas, 
estimulando-os a continuarem trabalhando até que 
alcancem resultados positivos (...), é necessário avaliar 
Didática do Ensino Superior
15
os resultados da aprendizagem no final de uma unidade 
didática, do bimestre ou do ano letivo. A avaliação global 
de um determinado período de trabalho também cumpre 
a função de realimentação do processo de ensino. 
(LIBÂNEO, 1994, p. 197).
Função controle
Refere-se a frequência e aos meios em que os resultados escolares 
são verificados e qualificados, assim tornando o diagnóstico de situações 
didáticas possível. No processo de interação entre professor e alunos 
existe um controle contínuo e sistemático, por meio de uma gama 
de atividades, possibilitando ao professor analisar como os alunos se 
conduzem para assimilar habilidades e conhecimentos como também as 
capacidades cognoscitivas estão sendo desenvolvidas. 
As três funções de avaliação citadas anteriormente têm atuação 
com interdependência, ou seja, não devem ser consideradas de forma 
isolada.
A função pedagógico-didática refere-se aos objetivos do processo 
de ensino em si, estando intrinsecamente ligada as funções pertencentes 
as funções de diagnóstico e de controle. 
Já a função diagnóstico se esvazia se não estiver vinculada a 
primeira e não tem seu suprimento de dados de alimentação provindo 
da condução do processo de ensino que é realizada na função controle.
E por fim a função controle, que, se não estiver junto as funções 
diagnóstico e pedagógico-didática, se restringe a limitada tarefa de 
atribuir classificação e notas. 
SAIBA MAIS:
Você quer se aprofundar mais nesse tema? Recomendamos 
o acesso à seguinte fonte de consulta e aprofundamento 
no capítulo de livro: “A avaliação escolar. In: Didática”. 
(LIBÂNEO, 1994). Acesse clicando aqui.
Didática do Ensino Superior
https://bit.ly/2XLL7pY
16
A avaliação no ensino superior
No ensino superior a avaliação surge como um tema que em 
grande parte das vezes provoca uma grande situação de polêmica, no 
que se refere ao contexto acadêmico, devido aos objetivos e formas que 
acarretam a sua aplicação. 
A aplicação de avaliação no ensino superior é vista como um assunto 
considerado de fundamental importância seja sua forma de aplicação, 
em testes, seminários, de forma dissertativa, e ainda como instrumento 
para mensurar a conduta pertencente a uma pessoa, psicologicamente 
explicado. Ela possibilita uma busca do docente e discente, para fornecer 
a identificação de:
 • Problemas;
 • Progressos;
 • Pontos que devem ser trabalhados. 
Essa identificação desses pontos é realizada no sentido de serem 
trabalhados no decorrer do processo de ensino-aprendizagem. 
De acordo com (BARBOSA, 2008) a avaliação é tida como uma 
tarefa didática de grande importância e que com permanência no trabalho 
dos professores, ela deve estar junto a cada momento do processo 
ensino-aprendizagem. É através dela que há uma comparação entre os 
resultados obtidos no decorrer do processo e os objetivos que foram 
propostos, com o objetivo de constatação de dificuldades e progressos 
e a partir daí, promover uma reorientação do trabalho exercido pelo 
docente. Dessa forma, podemos observar a complexidade da avaliação, 
não se resumindo apenas a realizar provas e atribuir notas. 
Diante disso, a autora fala sobre o termo avaliar a seguinte 
observação: 
Assim, o termo avaliar tem sido constantemente associado 
a expressões como: fazer prova, fazer exame, atribuir nota, 
repetir ou passar de ano. Esta associação, tão presente 
ainda em nossas escolas, é resultante de uma concepção 
pedagógica ultrapassada, mas tradicionalmente 
Didática do Ensino Superior
17
dominante. Nela, a educação é concebida como mera 
transmissão ememorização de informações prontas 
e o aluno é visto como um ser passivo e receptivo. 
Em consequência, a avaliação se restringe a medir a 
quantidade de informações retidas. Nessa abordagem, em 
que educar se confunde com informar, a avaliação assume 
um caráter seletivo e competitivo (BARBOSA, 2008, p. 2)
Ainda segundo a autora, a escola é entendida como uma local 
que apresenta privilégios para que valores e conhecimentos sejam 
construídos, que por sua vez dão possibilidades para que a sociedade 
seja compreendida e que a ação educacional seja organizada visando:
 • A equidade;
 • A autonomia;
 • E inclusão dos indivíduos na vida como cidadãos. 
Logo, faz-se necessário focalizar a avaliação da aprendizagem 
como um processo contínuo de pesquisas que visa interpretar os 
conhecimentos, habilidades e atitudes dos alunos, tendo em vista 
mudanças esperadas no comportamento, propostas nos objetivos, a fim 
de que haja condições de decidir sobre alternativas do planejamento do 
trabalho do professor e da escola como um todo. (GALOCHA, POLETO, & 
TAVARES, 2017)
Segundo (GALOCHA, POLETO, & TAVARES, 2017) três formas de 
aprendizagem devem ser consideradas, sendo necessário que o professor 
realize a elaboração de forma planejada para que os dados possam ser 
coletados, e com a obtenção de resultados possibilite o trabalho na 
aprendizagem de forma individual, assim o professor cumpre sua função 
como mediador para que o conhecimento seja construído.
Didática do Ensino Superior
18
Figura 2- Formas de aprendizado
Aprender a 
conhecer
Aprender a ser
Aprender a 
fazer
Fonte: a autora.
Ainda segundo o autor, é necessário a busca por a compreensão 
real sobre avaliação:
 • O que avaliar?
 • Como avaliar?
 • Quando avaliar?
 • Onde avaliar?
Esses questionamentos devem ser realizados tendo como figura 
principal o aluno do ensino superior, onde alguns aspectos devem ser 
considerados, como por exemplo, em diversos casos, o aluno em nível 
universitário, já traz experiências na área ou campo em que ele pretende 
atuar profissionalmente. 
Dentro de uma concepção pedagógica contemporânea, a 
educação é concebida como a vivência de experiências 
múltiplas e variadas, tendo em vista o desenvolvimento 
motor, cognitivo, afetivo e social do aluno. Na sucessão de 
experiências vivenciadas, os conteúdos são os instrumentos 
utilizados para ativar e mobilizar os esquemas mentais 
operatórios de assimilação. Nesse contexto, o aluno é 
ativo, dinâmico e sujeito, que participa da construção de 
seu próprio conhecimento. Dentro dessa visão, em que 
educar é formar e aprender é construir o. Próprio saber, a 
avaliação assume dimensões mais abrangentes. Ela não 
se reduz apenas a realização de provas e atribuições de 
notas. Sua conotação se amplia e se desloca, no sentido 
de verificar em que medida os alunos estão alcançando 
Didática do Ensino Superior
19
os objetivos propostos nos projetos pedagógicos para o 
processo ensino-aprendizagem (BARBOSA, 2008, p. 2 e 3).
A importância da avaliação no ensino 
superior
O processo avaliativo é considerado uma característica do ser 
humano, no entanto, não vista como uma tarefa fácil de se realizar, 
pelo motivo de que ao fazer a avaliação é esperado adquirir resultados 
previstos em relação a algo proposto. 
Essa definição sobre avaliação é direcionada a rotina do ser 
humano, isso quer dizer que a avaliação deve ser realizada através do 
estabelecimento que for feito pelos sujeitos no que se refere a suas 
tarefas. 
Com isso, podemos destacar que a avaliação é um processo da 
pedagogia de fundamental importância atualmente em todos os níveis 
educacionais. 
De forma inicial, ela é tida como uma forma de verificar as 
competências que o aluno desenvolveu no decorrer e ao finalizar o 
processo de ensino e aprendizagem. É perceptível através da avaliação 
constatar três características.
Figura 3- Características observadas através da avaliação
 • A competência do professor.
 • Se tem compromisso e adequação com a proposta.
 • Referente ao projeto pedagógico do aluno.
 Ensino
 Planejamento e ensino
 Aprendizagem
Fonte: a autora.
Didática do Ensino Superior
20
Com isso, podemos considerar que o processo de avaliação é de 
grande importância e seu uso é necessário e fundamental no contexto 
escolar no que se refere a todos os níveis, desde a educação infantil até o 
nível de ensino superior. 
Assim, o processo de avaliação não deve ser visto de forma 
limitada, apenas a aplicação de provas de forma eventual, e sim deve 
fazer análises do desenvolvimento educacional do discente, mediante 
aos conteúdos de forma individual, como também sobre a cada atividade 
além de observar para realizar avaliação sobre sua oralidade, pelo fato de 
que são estas análises que fornecerão ao professor a compreensão que 
ele precisa para avaliar a compreensão do aluno. 
Dessa forma, critérios a serem alcançados devem ser estabelecidos 
pelo professor e através deles os alunos tenham possibilidade de mostrar 
o nível relacionado a compreensão a qual alcançaram. 
É necessário buscar uma renovação do campo da avaliação 
que supere o velho conceito e as práticas arraigadas de 
avaliação como constatação/ verificação de um certo 
nível de aprendizagem do aluno. É preciso conhecer as 
características dos processos, ultrapassando o estudo 
de tudo quanto se manifesta para se prolongar até a 
identificação das causas e consequências e não apenas 
dos resultados em si, tornando possível tomar medidas 
que possam contribuir para o aperfeiçoamento do ensino 
e consequentemente para a efetivação da aprendizagem 
(CHAVES, 2001, p. 6).
SAIBA MAIS:
Você quer se aprofundar mais nesse tema? Recomendamos 
o acesso à seguinte fonte de consulta e aprofundamento 
o artigo: ” A avaliação da aprendizagem como processo 
interativo: Um desafio para o educador”. (BARBOSA, 2008). 
Acesse clicando aqui. 
Didática do Ensino Superior
https://bit.ly/3gGu7I6
21
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você 
realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, 
vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido 
sobre a avaliação educacional de forma geral e como esse 
processo avaliativo é realizado, conhecemos um pouco 
mais sobre as tarefas e funções da avaliação, posteriormente 
vimos mais sobre a avaliação de forma específica no ensino 
superior e como ela é vista, observamos também sobre as 
formas de aprendizado e por fim sobre a importância da 
avaliação no ensino superior. 
Didática do Ensino Superior
22
Propriedades da avaliação no ensino 
superior
INTRODUÇÃO:
Ao finalizar este capítulo você será capaz de entender sobre 
as propriedades que compõe a avaliação no ensino superior. 
Isto será de fundamental importância para o exercício de 
sua profissão. E então? Motivado para desenvolver esta 
competência? Então vamos lá. Avante!
Deve-se entender a avaliação em um contexto amplo, 
atendendo os níveis educacionais de acordo com suas 
regras. Ela é utilizada para avaliar educacionalmente os 
alunos sobre o aproveitamento de sua aprendizagem no 
decorrer de seus estudos. 
Assim, as autoras (FREITAS, COSTA, & MIRANDA, 2014) relatam que:
A avaliação educacional voltada para o processo de 
ensino se propõe a avaliar continuamente a aprendizagem, 
atribuindo valores em escalas relacionadas aos aspectos 
quantitativos e qualitativos. Sendo assim, a avaliação 
tem como finalidade se reportar aos objetivos que foram 
traçados logo ao início da etapa, no planejamento do 
ensino. A intenção é que estas, no seu decorrer, não 
estejam dissociadas do que foi pretendido, interligado 
assim a sua finalidade inicial (FREITAS, COSTA, & MIRANDA, 
2014, p. 86).
De acordo com (LUCKESI, 2005) é necessário ter conhecimento 
sobre os conceitos teóricos relacionados a avaliação para poder saber 
avaliar, além disso é omais importante, o docente deve ter aprendido 
sobre a prática da avaliação, destacando que os conceitos teóricos são 
mais simples de se adquirir, pelo fato de que se limita ao estudo, porém a 
prática é vista com maior complexidade. 
É constatado que migrar da teoria para a prática requer algumas 
características como:
 • Análise;
Didática do Ensino Superior
23
 • Compreensão;
 • Experimento;
 • Inovar sobre o saber fazer. 
Funções e modalidades da avaliação no 
ensino superior
O processo de avaliação no ensino superior corresponde a três 
modalidades.
Figura 4- Modalidades da avaliação
Somativa Formativa
Diagnóstica
Fonte: a autora.
Avaliação Diagnóstica
Esse tipo de avaliação é aquele que se realiza ao se iniciar o período 
letivo, uma unidade de ensino ou até mesmo um curso, seu objetivo é a 
constatação se o aluno domina ou não pré-requisitos que são necessários 
voltados para o que ele estuda, em outras palavras, se o aluno domina 
alguns conhecimentos ou habilidades que são indispensáveis para 
aprendizagens novas.
Sua utilização também é realizada para a caracterização de algum 
problema relacionado à aprendizagem ou ainda na identificação de causas 
possíveis para que esse problema ocorra, tendo como possibilidade para 
resolvê-los. 
Didática do Ensino Superior
24
Avaliação Formativa
 Já esse tipo de avaliação é realizado ao longo do período letivo, ou 
seja, no decorrer do processo de ensino e aprendizagem utilizado em sala. 
Ela tem o papel de fornecimento de dados para o docente interligados 
aos procedimentos de ensino utilizados por ele, objetivando com isso, 
que o aluno tenha melhoramento em sua aprendizagem, disponibilizando 
também ao aluno informações relacionadas ao seu desempenho 
mediante a aprendizagem, com isso o discente faz o reconhecimento dos 
seus acertos como também dos erros. 
Avaliação somativa
Ela tem sua realização efetivada ao final da unidade de ensino, 
período letivo e curso, possuindo função de classificação. É caracterizada 
pela classificação do discente em função de nível de aproveitamento que 
foram estabelecidos de forma prévia, ela é responsável pela atribuição de 
conceitos ou notas finais ligados a sua aprendizagem. 
É necessário e fundamental a utilização dessas três modalidades 
avaliativas juntas para que possa ser adquirido a eficácia referente ao 
processo de ensino e aprendizagem. 
SAIBA MAIS:
Você quer se aprofundar mais nesse tema? Recomendamos 
o acesso à seguinte fonte de consulta e aprofundamento 
do artigo: ” Avaliação educacional: formas de uso na prática 
pedagógica”. (FREITAS, COSTA, & MIRANDA, 2014). Acesse 
clicando aqui.
Características da avaliação
Objetivos – conteúdos - métodos do processo 
avaliativo 
O processo de avaliação não pode ser tido como uma parte isolada, 
pois, ele integra todo o processo de ensino-aprendizagem. Existe uma 
Didática do Ensino Superior
https://bit.ly/2YG1UuI
25
exigência em que a avaliação deve estar em conexão com os objetivos-
conteúdos-métodos que estão definidos no plano de ensino e que por 
sua vez tem o seu desenvolvimento no decurso das aulas. 
Os objetivos explicitam conhecimentos, habilidades, e 
atitudes, cuja compreensão, assimilação e aplicação por 
meio de métodos adequados, devem manifestar-se em 
resultados obtidos nos exercícios, provas, conversação 
didática, trabalho independente etc. Um aspecto 
particularmente relevante é a clareza dos objetivos, pois 
os alunos precisam saber para que estão trabalhando e no 
que estão sendo avaliados (LIBÂNEO, 1994, p. 200 e 201).
A avaliação possibilita que o plano de ensino possa 
ser revisado
A utilização da avaliação gera a possibilidade de revisão do plano 
de ensino, obtendo a partir dela algumas informações relacionadas ao 
discente e o nível educacional a qual se encontra. 
O docente pode conhecer alguns aspectos relacionados ao 
aproveitamento e desempenho escolar como também o desenvolvimento 
educacional dos alunos não só durante as aulas, mas também através 
da convivência informal na sala de aula como também nos intervalos 
recreativos. 
Figura 5 - Características levantadas pela avaliação que possibilita revisar o plano de ensino
As condições prévias dos alunos podem ser adquiridas, 
e assim dar início a matéria nova.
Detecção de indícios de deficiência ou progresso no que se 
refere a assimilação de conhecimentos.
Verificações parciais e finais tornam possível a revisão do 
plano de ensino
Favorece que o plano de ensino seja revisado e o trabalho docente 
seja encaminhado para a direção correta.
Fonte: a autora.
Didática do Ensino Superior
26
Através do uso da avaliação os objetivos que se deseja alcançar 
ficam mais evidentes. O docente ainda não apresenta segurança ao se 
iniciar uma unidade didática, de como conseguirá alcançar os objetivos 
no transcorrer do processo referente a transmissão e assimilação de 
conhecimentos. 
De acordo com a forma que o professor vai dirigindo o trabalho e 
fazendo observação sobre a reação dos discentes, os objetivos vão se 
evidenciando, e com isso surge possibilidade de adotar decisões novas 
relacionadas as atividades conseguintes. 
Favorece o desenvolvimento de capacidades e 
habilidades
As atividades direcionadas a avaliação contribuem para que 
algumas características sejam desenvolvidas, como:
 • O intelectual;
 • O moral;
 • O social.
Essas atividades avaliativas tem o objetivo de diagnóstico sobre 
como o professor e a escola estão influenciando para isso.
O processo educacional e de ensino tem como objetivo de que 
os alunos tenham o desenvolvimento de suas capacidades intelectuais 
e físicas, como também o favorecimento de um pensamento criativo e 
independente, visando atividades tanto teóricas como práticas, dessa 
forma eles estarão se preparando de forma positiva para a vida na 
sociedade. 
Não existe igualdade entre os alunos relacionadas as suas 
características individuais como sobre seu nível socioeconômico. E é 
através da avaliação que o conhecimento sobre cada aluno é possibilitado, 
de seu posicionamento no que se refere a classe, e a partir daí estabelecer 
uma base para elaboração e aplicação de atividades do processo de 
ensino-aprendizagem. 
Didática do Ensino Superior
27
A avaliação deve ser objetiva e voltada para a 
atividade dos alunos
A avaliação deve ter característica objetiva, apta para realizar 
a comprovação se os alunos realmente conseguiram assimilar os 
conhecimentos, em concordância com os conteúdos trabalhados e 
com os objetivos propostos. Não significando dizer que a subjetividade 
dos alunos e professor deva ser excluída, pois ela existirá na relação 
pedagógica entre eles; porém não deve haver comprometimento das 
exigências objetivas pela subjetividade. 
Figura 6 - Exigências objetivas
Sociais
Didáticas
Fonte: a autora.
Essas exigências objetivas são pertencentes do processo de 
ensino. E para haver a garantia dessas exigências, técnicas e instrumentos 
diversificados de avaliação são aplicados. 
Já no que se refere a avaliar o rendimento escolar do aluno, ela 
deve ser centralizada a entender que a expressão das capacidades ocorre 
no processo de atividade do discente em situações intrinsecamente 
didáticas. E é devido a isso, que a restrição para verificar provas ao finalizar 
uma unidade de ensino é insuficiente. 
A avaliação colabora para a autopercepção do 
docente
Ela tem o papel de medir os esforços realizados pelo professor. 
Ao fazer a análise sobre o rendimento escolar dos discentes, ele adquire 
informações que são fortemente ligadas aos eu próprio trabalho que está 
sendo desenvolvido. 
Para isso de acordo com (LIBÂNEO, 1994) questionamentos devem 
ser realizados pelo professor para adquirir uma autopercepção:
Didática do Ensino Superior
28
“Meus objetivos estão suficientemente claros? Os 
conteúdos estão acessíveis, significativos e bemdosados? Os métodos e os recursos auxiliares de ensino 
estão adequados? Estou conseguindo comunicar-me 
adequadamente com todos os alunos? Estou dando a 
necessária atenção aos alunos com mais dificuldades? 
Ou estou dando preferência só aos bem sucedidos, aos 
amis dóceis e obedientes? Estou ajudando os alunos 
a ampliarem suas aspirações, a terem perspectivas de 
futuro, a valorizarem o estudo?” (LIBÂNEO, 1994, p. 202).
Através da avaliação expectativas e valores são 
refletidos do professor para os alunos
Algumas características do professor mostram seus propósitos e 
crenças no que se refere ao seu papel profissional e social na presença 
dos alunos. 
Figura 7- Características do docente
Maneira de ser
Conhecimentos
Habilidades
Hábitos Atitudes
Fonte: a autora.
A atividade de avaliação é tida como um ato que faz parte 
da pedagogia, é nela que são expostas as qualidades de educador 
pertencentes ao professor de acordo com que os propósitos que já 
foram definidos sejam trabalhados, e que por sua vez apresenta ligação 
direta com o desenvolvimento das capacidades intelectuais e físicas dos 
discentes de acordo com as exigências da vida em sociedade. 
Didática do Ensino Superior
29
Porém, a realidade em que o processo de avaliação é referenciado 
pelos objetivos do ensino não representa que possa ocorrer a sua 
determinação baseando-se em livros didáticos ou matéria do programa 
oficial. Assim, os objetivos têm que demonstrar também as possibilidades 
reais dos alunos, de forma que encontrem-se com condições de executar 
as exigências que a escola coloca. 
Verificação do rendimento escolar e seus 
instrumentos
Ao se qualificar e se verificar os resultados obtidos pela 
aprendizagem no decorrer das unidades didáticas, o objetivo sempre é 
o de realizar o diagnóstico para que as dificuldades sejam superadas, as 
falhas corrigidas, e que os alunos sejam estimulados a continuarem a se 
dedicar aos estudos. 
Uma de suas funções é a determinação de em que nível 
qualitativo e o quanto os objetivos estão sendo alcançados. E para isso, 
procedimentos e instrumentos são de grande importância para se verificar 
adequadamente. 
Um exemplo a ser citado pé que, ao iniciar uma unidade didática, 
é necessário a realização de uma sondagem para identificação das 
condições anteriores dos alunos, por meio de realização de algumas 
ações.
Figura 8 - Algumas ações para identificar condições prévias dos alunos
Revisão da matéria estudada anteriormente
Corrigir as tarefas realizadas em casa
Discussão dirigida
Conversação didática
Fonte: a autora.
No decorrer da unidade em desenvolvimento, os rendimentos dos 
alunos são acompanhados através de:
Didática do Ensino Superior
30
 • Estudo dirigido;
 • Exercícios;
 • Observação de comportamento;
 • Trabalho em grupo;
 • Recordação da matéria;
 • Conversas informais.
Já as provas dissertativas, arguições orais e provas de questões 
objetivas representam as verificações formais. 
(...) o processo de avaliação assume várias formas, umas 
mais sistemáticas, outras menos, umas formais, outras 
mais informais (...) O professor que compreendeu o conceito 
e as funções da avaliação concluirá que, se o processo 
de ensino for bem conduzido, as provas parciais ou finais 
serão apenas o reflexo de seu trabalho. Ou seja, os alunos 
quase sempre terão bons resultados e isto os estimulará 
ainda mais para o estudo (LIBÂNEO, 1994, p. 205).
SAIBA MAIS:
Você quer se aprofundar mais nesse tema? Recomendamos 
o acesso à seguinte fonte de consulta e aprofundamento 
do capítulo de livro: ” A avaliação escolar. In: Didática””. 
(LIBÂNEO, 1994). Acesse clicando aqui.
Didática do Ensino Superior
https://bit.ly/2XLL7pY
31
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você 
realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, 
vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido 
sobre as funções e modalidades da avaliação no ensino 
superior, se diagnóstica, formativa ou somativa e o que 
representa cada uma delas. Observamos também sobre as 
características da avaliação de modo geral, sobre o processo 
avaliativo e a unidade objetivos-conteúdos-métodos, 
sobre a possibilidade de revisão de plano de ensino além 
do favorecimento para que capacidades e habilidades 
sejam desenvolvida, de como deve ser a avaliação, sua 
contribuição para autopercepção docente, sobre as 
expectativas e valores refletidos pelo professor para com os 
alunos e pôr fim a verificação do rendimento escolar e seus 
instrumentos para realizar uma observação mais detalhada 
sobre o desenvolvimento educacional dos alunos. 
Didática do Ensino Superior
32
Planejamento escolar: importância para 
o ensino superior
INTRODUÇÃO:
Ao finalizar este capítulo você será capaz de entender sobre 
O planejamento escolar e quanto ele é importante para 
a educação no ensino superior. Isto será de fundamental 
importância para o exercício de sua profissão. E então? 
Motivado para desenvolver esta competência? Então 
vamos lá. Avante!
O planejamento escolar
De acordo com (MAXIMINIANO, 2006), as circunstâncias com que a 
maneira em que o planejamento é usado, abrange relações futuras e sua 
forma de administração. 
De acordo com o autor o processo para desenvolver o planejamento 
pode ser caracterizado por diversas formas:
 • Realizar a definição de objetivos que deve se alcançar;
 • Definição de métodos para os resultados que se espera sejam 
alcançados;
 • Realizar a determinação de um espaço de tempo, e dentro dele 
migrar de uma situação que já se conhece para uma situação que 
se deseja;
 • Decisões devem ser tomadas no presente para que o futuro seja 
interferido de forma esperada, e assim o nível de incerteza é 
reduzido. 
A tarefa do planejamento escolar sob a responsabilidade docente, 
inclui a previsão da realização de atividades didáticas no que se refere a 
sua coordenação baseando-se nos objetivos já propostos, possibilitando 
que o processo de ensino possa ser revisado como também passar por 
adequações. 
Didática do Ensino Superior
33
Ele é utilizado como instrumento para programação das ações dos 
professores, sendo considerado também uma etapa para se pesquisar e 
refletir de forma nítida sobre a atividade de avaliação. 
De acordo com (LIBÂNEO, 1994) existem três modalidades de 
planejamento escolar. 
Figura 9- Modalidades do planejamento escolar
Plano da escola
Plano de ensino
Plano de aula
Fonte: a autora.
Diante disso, para que o processo de ensino e aprendizagem ocorra, 
é de grande importância haver um planejamento de aulas por parte dos 
professores e em momento posterior fazer a retomada dos objetivos 
traçados inicialmente. 
O docente não deve-se limitar a um planejamento feito 
criteriosamente e de forma criativa, mas ainda exige que a sua realização 
seja feita com a avaliação aplicada constantemente, estando aberta a 
alterações se for assim necessário, não deixando espaço para estagnação 
de atividades, ou que a prática docente fique engessada. 
A importância do planejamento escolar
A docência, como já podemos ver anteriormente, é considerada uma 
atividade sistemática e consciente centrado nos estudos e aprendizagem 
dos alunos que por sua vez são direcionados pelo professor. 
Através do processo de ensino-aprendizagem que habilidades 
e conhecimentos são assimilados, objetivando que os alunos fiquem 
instrumentalizados para passarem a ser agentes ativos e participarem da 
vida em sociedade. 
O planejamento é um processo de racionalização, 
organização e coordenação da ação docente, articulando 
a atividade escolar e a problemática do contexto social. 
Didática do Ensino Superior
34
A escola, os professores e os alunos são integrantes da 
dinâmica das relações sociais; tudo o que acontece no 
meio escolar está atravessado por influências econômicas, 
políticas e culturais que caracterizam a sociedadede 
classes. Isso significa que os elementos do planejamento 
escolar-objetivos-conteúdos-métodos – estão recheados 
de implicações sociais, têm um significado genuinamente 
político (LIBÂNEO, 1994, p. 222). 
Ainda de acordo com o autor é devido a essa circunstância citada 
acima, que considera-se o planejamento uma atividade reflexiva no que se 
refere as ações e opções que nos pertencem, ou seja, se não realizarmos 
uma reflexão de forma detida sobre a direção que devemos aplicar ao 
nosso trabalho, iremos ficar a disposição do que a classe dominante da 
sociedade estabelece e que por sua vez as interessa. 
O planejamento como uma ação, não se limita a apenas preencher 
formulários para a área administrativa, antes de tudo, é uma atividade 
que deve ser realizada com consciência sobre as previsões das ações do 
professor, baseadas nas opções político-pedagógicas, referenciando-se 
permanentemente nas ações didáticas reais. 
Figura 10- Ações didáticas reais
Problemática 
cultural
Problemática 
social
Problemática 
política
Problemática 
econômica
Fonte: a autora.
E nessas problemáticas concretas, a escola, os professores, pais, 
alunos, a comunidade deve estar envolvida e que por sua vez realizam a 
prática da interação com o processo de ensino. 
Didática do Ensino Superior
35
Com isso, (LIBÂNEO, 1994) identifica algumas funções do 
planejamento escolar, são elas:
1. Os princípios devem ser explicados, os procedimentos e diretrizes 
do trabalho de docência de forma a assegurar a conexão em 
meio as exigências do contexto social, do processo que busca a 
democracia participativa além das tarefas da escola. 
2. Expressão relacionada as ligações existente entre os posicionamentos 
profissional, filosófico e político-pedagógico junto as ações fixadas 
e que serão realizadas pelo professor em sala de aula, por meio da 
utilização de objetivos, os métodos e as formas em que o ensino foi 
organizado. 
3. Deve ser assegurado a organização, a coordenação e a 
racionalização no que se refere ao trabalho de docência, de forma 
que através da previsão das ações que o docente irá realizar, torne 
possível a prática de um ensino que tenha qualidade e assim 
evitando a rotina e o improviso por parte do professor durante o 
processo de ensino. 
4. Os objetivos, métodos e conteúdos devem ser previstos partindo 
do interesse exigido pela realidade da sociedade, das condições 
individuais, sociais e culturais além do nível de preparo dos alunos. 
5. A coerência e a unidade do trabalho de docência devem 
ser asseguradas pelo planejamento, pelo fato de fornecer a 
possibilidade da inter-relação, em um plano, dos elementos que 
fazem a composição do processo de ensino. 
Didática do Ensino Superior
36
Figura 11 - Elementos que compõem o processo de ensino
Os objetivos = Para que ensinar
Os conteúdos = O que ensinar
Alunos e suas possibilidades = Como ensinar
Métodos e técnicas = Como ensinar
Avaliação = intrinsecamente ligada aos demais
Fonte: a autora.
6. O conteúdo do plano deve passar por atualização sempre que 
for revisto ou passar por aperfeiçoamento no que se refere aos 
progressos alcançados na área de conhecimento, onde ocorre 
a adequação às condições de aprendizagem pertencentes aos 
alunos, como as técnicas, os recursos de ensino e aos métodos 
que vão sendo introduzidos na experiência do cotidiano. 
7. Tornar a preparação das aulas fácil, os materiais didáticos devem 
ser selecionados em tempo ágil, ter o conhecimento sobre quais 
tarefas devem ser executadas pelo professor e alunos, o trabalho 
deve ser replanejado diante de situações novas que venham a 
surgir ao longo das aulas. 
Para que ocorra a efetivação dos planos como instrumentos 
utilizados para posterior ação, eles devem ter o papel de guia para uma 
orientação, como também devem conter alguns aspectos, como:
 • Objetividade;
 • Ordem sequencial;
 • Coerência;
 • Flexibilidade.
Plano como guia de orientação
Ele é considerado um guia de orientação, pois, os meios para que o 
trabalho de docência como também as diretrizes são estabelecidas por ele. 
Didática do Ensino Superior
37
Como sua função é orientar a prática, partindo das exigências da 
própria prática, ele não pode ser um documento rígido e absoluto, pois 
uma das características do processo de ensino é que está sempre em 
movimento, está sempre sofrendo modificações face as condições reais. 
Especialmente em relação aos planos de ensino e de aulas, nem sempre 
as coisas ocorrem exatamente como foram planejadas: por exemplo: 
certos conteúdos exigirão mais tempo do que o previsto; o plano não 
previu um período de levantamento de pré-requisitos para iniciar a 
matéria nova; no desenvolvimento do programa houve necessidade de 
maior tempo para consolidação etc. São necessárias portanto constantes 
revisões (LIBÂNEO, 1994, p. 54). 
O plano e sua ordem sequencial 
O plano deve apresentar uma ordem com sequência progressiva, 
para que os objetivos sejam alcançados, vários passos são indispensáveis, 
de forma que uma sequência lógica seja obedecida pela ação do docente. 
Não significando dizer que não possa haver inversão dos passos na prática. 
Quando essa possibilidade ocorre, deve ser vista com positividade, porém 
isso mostra a falha da previsão, mas é através desses passos previstos 
que podemos identificar as falhas. 
A objetividade do plano
A objetividade deve ser considerada ao se planejar. Entende-
se por objetividade a correspondência que existe entre o plano e a 
realidade onde ele será aplicado. As previsões não serão úteis quando 
são construídas sem haver possibilidades materiais e humanas na escola 
como também os alunos e suas possibilidades. No entanto, somente é 
possível tomar decisões para as condições que existem serem superadas, 
se as limitações da realidade forem compreendidas. 
Ao se falar em realidade, deve ser entendido que a nossa vontade 
e ação, são seus componentes. Grande parte dos professores lamentam-
se sobre as dificuldades e esquecem que os condicionantes e limitações 
que venham a existir no trabalho da docência têm a possibilidade de 
superação através da ação humana. 
Didática do Ensino Superior
38
A coerência no planejamento
Deve haver a existência da coerência nas várias etapas para se 
planejar o processo de ensino aprendizagem. 
Figura 12 - Etapas que devem conter coerência entre elas
Avaliação
Métodos
Conteúdos
Objetivos 
gerais
Objetivos 
específicos
Fonte: a autora.
A coerência significa a relação que deve ocorrer entre as ideias e a 
prática, ela também é considerada a ligação com logicidade que faz parte 
dos componentes do plano. Se é dito no decorrer dos objetivos gerais 
que o trabalho docente tem por finalidade o ensinamento do aluno para 
que ele pense, para que suas capacidades intelectuais se desenvolvam, 
deve-se refletir esse propósito ao se organizar os conteúdos e métodos. 
Já quando há o estabelecimento de objetivos específicos da 
matéria, deve existir correspondência compatível a cada objetivo com 
os conteúdos e métodos. Se temos o objetivo de alcançar a autonomia 
de capacidade de raciocínio e pensamento dos alunos, tarefas devem 
ser programadas possibilitando que eles desenvolvam de forma efetiva e 
ativa essa finalidade. 
Se considerarmos que não existe o ensino sem que o conhecimento 
se consolide, devemos levar em consideração que é necessário, diversas 
formas avaliativas no decorrer do processo de ensino. 
Didática do Ensino Superior
39
A flexibilidade no planejamento
O professor está sempre fazendo a organização e reorganização do 
seu trabalho no decorrer do ano letivo. Portanto, tem-se o plano como um 
guia e não apenas uma decisão com inflexibilidade. 
A relação na pedagogia sempre está subordinada a condições tidas 
como concreta, onde sempre há movimento na realidade, de modo que 
frequentemente pode ser feito alterações no plano. 
Com isso (LIBÂNEO, 1994) relatasobre o planejamento que: 
(...) Resta dizer que há planos em três níveis: o plano da 
escola, o plano de ensino e o plano de aula. O plano da 
escola é um documento mais global; expressa orientações 
gerais que sintetizam, de um lado, as ligações da escola 
com o sistema escolar mais amplo e, de outro, as ligações 
do projeto pedagógico da escola com os planos de ensino 
propriamente ditos. O plano de ensino (ou plano de unidades) 
é a previsão dos objetivos e tarefas do trabalho docente para 
um ano ou semestre: é um documento mais elaborado, 
dividido por unidades sequenciais, no qual aparecem 
objetivos, conteúdos e desenvolvimento metodológico. O 
plano de aula é a previsão do desenvolvimento do conteúdo 
para uma aula ou conjunto de aulas e tem um caráter 
bastante específico (LIBÂNEO, 1994, p. 225).
No entanto o autor ressalta que não é assegurado pelo planejamento, 
a progressão do processo de ensino. Até porque para que seja elaborado, 
ele depende de alguns aspectos relacionados ao ensino.
Figura 13 - Aspectos a qual o planejamento depende para ser desenvolvido
Direção Organização Coordenação
Fonte: a autora.
Desse modo, é necessário que os planos tenham ligação de forma 
contínua com a prática, que por sua vez frequentemente devem ser 
Didática do Ensino Superior
40
revistos e refeitos. Assim, a ação de docência vai alcançando o êxito ao 
passo em que docente acumula e enriquece experiências ao enfrentar as 
situações reais do ensino. 
Significando dizer, que, para se realizar o planejamento, por um lado 
o docente é servido das metodologias específicas de cada matéria e do 
processo didático, e por outro lado, da experiência prática que ele possui. 
Em cada momento do processo de ensino cabe ao docente o 
registro de conhecimentos e experiências novos, no plano de aula e no 
plano de ensino. 
SAIBA MAIS:
Você quer se aprofundar mais nesse tema? Recomendamos 
o acesso à seguinte fonte de consulta e aprofundamento 
no capítulo de livro: ” O planejamento escolar. In: Didática” 
(LIBÂNEO, 1994). Acesse clicando aqui.
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você 
realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, 
vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido 
sobre o planejamento escolar e sua importância para 
o ensino superior, deve ter conhecido sobre o que é o 
planejamento escolar de forma geral, pelo fato de que sua 
utilização ocorre em todos os níveis educacionais, assim 
como a sua importância para esses níveis, sua composição 
e como ocorre sua efetivação frente ao processo de ensino 
e aprendizagem, que se estende desde a educação infantil 
até o ensino superior.
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Planejamento escolar: requisitos para o 
ensino superior
INTRODUÇÃO:
Ao finalizar este capítulo você será capaz de entender 
sobre O planejamento escolar e seus requisitos para o 
ensino superior. Isto será de fundamental importância 
para o exercício de sua profissão. E então? Motivado para 
desenvolver esta competência? Então vamos lá. Avante!
O planejamento escolar deve ser visto como um instrumento que 
forneça a possibilidade de superar as rotinas. E tem como objetivo a 
organização e disciplina das ações que serão realizadas no processo de 
ensino-aprendizagem. 
Ele é indispensável durante toda a educação básica e não é 
diferente no Ensino Superior, pelo fato de que terá o papel de nortear 
o professor, como também de dar qualidade no momento de ministrar 
aulas, pois, elas dependem tanto do conhecimento teórico e prático do 
docente como também de um planejamento eficaz, visando também que 
as atividades docentes se adequem ao tempo de aula. 
O planejamento escolar é uma atividade que orienta a 
tomada de decisões da escola e dos professores em 
relação às situações docentes de ensino e aprendizagem, 
tendo em vista alcançar os melhores resultados possíveis. 
O que deve orientar a tomada de decisões? Quais são os 
requisitos a serem levados em conta para que os planos da 
escola, de ensino e de aula sejam, de fato, instrumentos de 
trabalho para a intervenção e transformação da realidade? 
(LIBÂNEO, 1994, p. 226).
Sobre a atividade do planejamento, direcionado ao dimensionamento 
político, científico e técnico da atividade escolar, ele deve resultar da 
colaboração de todos que formam o corpo de profissionais da instituição. 
E de forma conjunta é necessário que todos tomem decisões sobre o que 
deve ser feito e como fazer. 
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No momento em que o corpo do trabalho docente da instituição 
é formado por um grupo de profissionais, a atividade de planejamento 
também deve ser observada como um ato de sua responsabilidade, 
em coletividade. Não há suficiência quando as decisões são tomadas 
isoladamente e de forma individual, não é o bastante para que resultados 
sejam construídos em atividades com coletividade presente. Elas 
apresentam algumas capacidades, porém, não apresentam suficiência 
para que de modo coletivo adquiram resultados com significância. 
Com isso, o planejamento é observado como um processo que 
tem o objetivo de promover o equilíbrio para que o sistema educacional 
obtenha melhorias do seu funcionamento. Pelo fato de ser um processo, 
o planejamento deve ser realizado a cada dia, não podendo se limitar em 
um único momento, pois a realidade concreta da educação é dinâmica, 
não havendo momento nem hora para o surgimento de problemas e 
reivindicações, e assim decisões devem ser tomadas todos os dias e em 
todas as horas. 
Requisitos para um planejamento escolar
Sobre a atuação profissional docente no que se refere ao 
planejamento, as autoras (SCARINCI & PACCA, 2015) relatam que: 
Professores em atuação já têm algum conhecimento 
sobre o processo de planejamento do ensino. No entanto, 
nota-se que, comumente, os professores conseguem 
elencar uma lista de conteúdo a serem ensinados, porém 
têm dificuldades em designar atividades para o ensino 
daqueles conteúdos e objetivos para o tema em estudo 
que produzam coesão entre as atividades. Além disso, 
geralmente há pouca clareza sobre as razões da escolha de 
uma determinada sequência pedagógica (fundamentadas 
em uma determinada concepção de ensino). Assim, 
quando se pede ao professor que elabore o seu plano de 
ensino, usualmente, o que se obtém é algo muito parecido 
com os índices de livros didáticos e organizações de 
conteúdo em uma lógica diferente daquela que tornaria o 
aprendizado mais significativo. Ou seja, o plano de ensino 
pouco reflete as necessidades dos aprendizes em termos 
da construção do conhecimento científico (SCARINCI & 
PACCA, 2015, p. 254).
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SAIBA MAIS:
Você quer se aprofundar mais nesse tema? Recomendamos 
o acesso à seguinte fonte de consulta e aprofundamento 
no artigo: ” O planejamento do ensino em um programa 
de desenvolvimento profissional docente” (SCARINCI & 
PACCA, 2015). Acesse clicando aqui.
De acordo com (LIBÂNEO, 1994), existem alguns requisitos que são 
de fundamental importância para se desenvolver um planejamento para 
realizar um processo de ensino-aprendizagem.
Figura 14 - Requisitos para o planejamento escolar
Objetivos e tarefas da escola democrática
As exigências dos planos e programas oficiais
As condições prévias dos alunos para a aprendizagem
Os princípios e as condições do processo de transmissão
Assimilação ativa dos conteúdos
Fonte: a autora.
Uma das condições iniciais para se realizar o planejamento é 
ter convicções firmes em relação ao direcionamento do processo de 
educação na sociedade em que vivemos. Isso representa dizer qual o 
papel que a escola ocupa para que os seus alunos se formem. 
A escola democrática e seus objetivos e tarefas
É a escola que torna possível que os alunos de modo geral assimilem 
conhecimentos no campo científico como também que suas capacidadesmentais possam se desenvolver, de forma que adquiram uma preparação 
para que tenha uma participação ativa na sociedade, como:
 • Na profissão;
 • Na cultura;
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 • Na política. 
Dessa forma, a transmissão e assimilação de maneira ativa dos 
conhecimentos deve ser a base das tarefas escolares, também devendo 
ter contribuição no que se refere aos objetivos formativos do profissional, 
para que a realidade do trabalho seja compreendida, já sobre o exercício 
da cidadania em sociedade se reflete na formação política como por 
exemplo:
 • Participar de organização popular;
 • Participação crítica e consciente no processo eleitoral, entre 
outros. 
E por fim, sobre a formação cultural, que visa a obtenção de uma 
visão sobre um mundo que mostre compatibilidade aos seus interesses 
de emancipação intrinsecamente ligado a classe trabalhadora. 
Ao planejarem o processo de ensino, a escola e os professores 
devem, pois, ter clareza de como o trabalho docente pode prestar 
um efetivo serviço à população e saber que conteúdos respondem às 
exigências profissionais, políticas e culturais postas por uma sociedade que 
ainda não alcançou a democracia plena. Se acreditamos que a educação 
escolar tem um papel na democratização nas esferas econômica, social, 
política e cultural, ela será mais democrática quando mais for universalizada 
a todos, assegurando tanto o acesso e a permanência nas séries iniciais, 
quanto ao domínio de conhecimentos básicos e socialmente relevantes 
e o desenvolvimento das capacidades intelectuais por parte dos alunos 
(LIBÂNEO, 1994, p. 32). 
As exigências dos planos e programas oficiais
A elaboração de programas e planos oficiais para instrução, é 
uma das responsabilidades assumidas pelo poder público, de atribuição 
nacional, que por sua vez são reelaborados e tem organização realizada 
nos Estados e municípios de acordo com as diversidades existentes na 
região e localidades.
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A partir do momento que um núcleo comum de conhecimentos 
escolares é refletido, cada vez mais é apresentado o caráter de 
democracia, pelo fato de que, isso representa que a unidade cultural e 
política pertencente a nação é garantida, de forma que o direito ao acesso 
de ensinos básicos comuns sem haver discriminação são assegurados 
para todos os brasileiros que compõem a sociedade. 
A aprendizagem e suas condições prévias
Ele está dependente dos alunos e do nível de preparação que eles 
apresentam no que se refere as tarefas direcionadas a aprendizagem. 
De acordo como já mostrado anteriormente, os conteúdos expostos no 
processo de ensino, objetivam a assimilação ativa por parte deles de forma 
que ocorra uma transformação, onde eles passam a ser instrumentos 
teóricos como também práticos para vivência prática na sociedade. 
Com isso, ter conhecimento da situação educacional prévia dos 
alunos é um ato indispensável para que possam ser introduzidos novos 
conhecimentos, ou seja, para alcançar êxito frente ao que foi planejado. 
Os conteúdos e sua assimilação ativa
O requisito referente a assimilação ativa dos conteúdos é direcionado 
ao domínio das formas para orientar o processo que possibilita a 
assimilação ativa durante as aulas. Devendo existir uma correspondência 
entre as aulas e formas com que o trabalho em sala é desenvolvido. 
Um componente fundamental do plano de ensino refere-se a 
descrever situações específicas docentes, com a referência do que será 
feito pelos discentes para conseguirem o envolvimento na atividade do 
professor e do que será feito pelo professor em relação a direção da 
atividade cognoscitiva dos discente em sala. 
O plano escolar
Refere-se ao plano tanto administrativo como pedagógico da 
unidade escolar, nele são explicitados alguns aspectos, como:
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 • A concepção pedagógica referente ao corpo de docência;
 • As bases teórico-metodológicas referente a organização didática;
 • A contextualização política, cultural, social e econômica 
pertencente a escola;
 • Realizar a caracterização referente a clientela escolar;
 • Indicação dos objetivos gerais educacionais;
 • A estrutura do curricular;
 • As diretrizes gerais das metodologias;
 • O sistema de avaliação utilizado no plano;
 • A estrutura administrativa e organizacional.
Diante disso (LIBÂNEO, 1994) relata que:
O plano da escola é um guia de orientação para o 
planejamento do processo de ensino. O professor precisa 
ter em mãos esse plano abrangente, não só para uma 
orientação de seu trabalho, mas para garantir a unidade 
teórico-metodológicos das atividades escolares. O plano 
da escola, enquanto orientação do trabalho docente. 
Pode ser elaborado por um ou mais membros do corpo 
docente e, em seguida, discutido. O documento final 
deve ser um produto do trabalho coletivo, expressando 
os posicionamentos e a prática dos professores. Com 
efeito, o plano da escola deve expressar os propósitos dos 
educadores empenhados numa tarefa comum (LIBÂNEO, 
1994, p. 230). 
O plano escolar corresponde também a uma organização de um 
direcionamento das unidades didáticas correspondentes a um semestre 
ou um ano. 
Também pode ser denominado como plano das unidades didáticas 
ou plano de curso, apresentando alguns aspectos.
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Figura 15 - Aspectos de plano escolar
Justificativa da disciplina em relação aos objetivos da escola
Objetivos gerais e específicos
Conteúdo (com a divisão temática de cada unidade)
Tempo provável e desenvolvimento metodológico (atividades do 
professor e dos alunos)
Fonte: a autora.
A justificativa disciplinar
A justificativa da disciplina pode ter início através das considerações 
relacionadas as funções pedagógicas sociais ligadas a educação escolar 
em meio a sociedade a qual fazemos parte, buscando deixar explícito 
os objetivos que almejamos ter alcance no que refere ao trabalho de 
docência com os discentes. Posteriormente, são descritos de forma breve 
os conteúdos básicos no intuito de identificar no que eles irão servir. 
Dessa forma, os objetivos com prioridade vão sendo definidos, buscando 
sua importância política, cultural, social e profissional. 
Por fim, essa justificativa deixa explicitado os meios metodológicos 
para que os objetivos sejam alcançados, baseando-se nos princípios gerais 
da didática e em cada disciplina no seu método próprio, visando que os 
alunos desenvolvam sua capacidade cognoscitiva e sua assimilação ativa 
dos conhecimentos. 
Restrição dos conteúdos
Os conteúdos devem ser delimitados por unidades didáticas, com 
a divisão dos temas em cada uma das unidades. Essas unidades didáticas 
representam um grupo de temas que são inter-relacionados e que por sua 
vez formam em plano de ensino. Cada uma dessas unidades temáticas 
apresentam um tema como centro do programa, em que possuem seu 
detalhamento nos tópicos.
Os conteúdos ao serem selecionados e organizados são expostos 
a critérios e requisitos determinados, como também pela matéria e 
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sua especificidade. Deve ser destacado também que os conteúdos 
consistem além dos conhecimentos, capacidades, convicções, atitudes 
e habilidades. 
Objetivos específicos
No momento em que o docente escreve a justificativa pertencente 
a disciplina, ele realiza a orientação geral relacionada ao seu plano onde 
deixa explicitado o seu papel como também sua importância no conjunto 
referente ao plano escolar, e que espera como retorno dos discentes, que 
haja assimilação após estudar a disciplina como também as as formas 
para que esse objetivo seja atingido. 
Já no que se refere aos conteúdos, os objetivos específicos são 
fixados, isso quer dizer que visa a obtenção dos resultados a partir do 
processo de transmissão e da assimilação ativa de conceitos, habilidades 
e conhecimentos. 
Uma vez redigidos, os objetivosespecíficos vão 
direcionar o trabalho docente tendo tendo em vista 
promover a aprendizagem dos alunos. Passam, inclusive, 
a ter força para alteração dos conteúdos e métodos. Na 
redação, professor transformará tópicos das unidades 
numa proposição (afirmação) que expresse o resultado 
esperado e que deve ser atingido por todos os alunos 
ao términos daquela unidade didática. (...) Na redação 
dos objetivos específicos, o professor pode indicar 
também as atitudes e convicções em relação à matéria, 
ao estudo, ao relacionamento humano, à realidade social 
(atitude científica, consciência crítica, responsabilidade, 
solidariedade, etc.) Embora dificilmente possam ser 
transformados em proposições expressando resultados, 
esses itens fazem parte dos objetivos e tarefas docentes. 
(LIBÂNEO, 1994, p. 235).
Desenvolvimento do conteúdo
Corresponde a fase na qual o objeto de estudo é assimilado e 
sistematizado, com o objetivo de de que o aluno apresente elaboração 
interna e compreensão o máximo possível do que foi estudado através 
da aplicação de diversos tipos de atividades. Quando ocorre a elaboração 
do desenvolvimento do conteúdo, o docente não não deve se limitar em 
Didática do Ensino Superior
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apenas citar as atividades, mas deve também deve ser mencionado os 
conteúdos utilizados na elaboração das atividades. 
A aplicação
Essa fase é onde os estudo é consolidado, nela as atividades 
apresentam o sentido de reforçar o que foi visto através de atividades 
aplicadas. Essa fase representa de forma mais importante que as 
habilidades e conhecimentos sejam consolidados para que uma nova 
unidade didática possa ser iniciada. 
O plano de aula
Nessa etapa, o plano de ensino passa por um detalhamento. Nela 
ocorre a especificação e sistematização para uma situação ligada a 
didática geral das unidades e subunidade que tiveram sua previsão de 
forma mais generalizada, 
Sua preparação é uma atividade de fundamental importância e, 
dessa forma deve ter um documento escrito como resultado, da mesmo 
forma que podemos observar no plano de ensino, tendo o papel de 
orientação sobre as ações docentes além de ser possível constantemente 
fazer suas revisões e aprimoramentos de um ano para o outro. 
SAIBA MAIS:
Você quer se aprofundar mais nesse tema? Recomendamos 
o acesso à seguinte fonte de consulta e aprofundamento 
no artigo: ” O planejamento escolar. In: Didática” (LIBÂNEO, 
1994). Acesse clicando aqui. 
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RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você 
realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, 
vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido 
sobre os requisitos para se realizar um planejamento escolar 
tanto nos diversos níveis educacionais, como os objetivos 
e tarefas de uma escola democrática, as exigências dos 
planos e programas oficiais, sobre as condições prévias 
para a aprendizagem, a assimilação ativa dos conteúdos, 
sobre o plano da escola podemos ver sobre a justificativa 
disciplinar, a restrição dos conteúdos, objetivos específicos, 
desenvolvimento do conteúdo, sua aplicação e o plano de 
aula. 
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