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Isabella de Almeida – T12
Equilíbrio
O equilíbrio refere-se a um estado de estabilidade, quer a palavra seja utilizada para descrever as concentrações iônicas dos líquidos corporais, quer a posição do nosso corpo no espaço. 
O sentido espacial do equilíbrio possui dois componentes: 
· Componente dinâmico: nos fornece informações sobre nosso movimento no espaço.
· Componente estático: nos diz se a nossa cabeça está na posição vertical normal. 
Para o equilíbrio é importante: 
· Aparelho vestibular 
· Proprioceptores presente nos músculos 
· Informações visuais 
Esses três fatores comunicam ao encéfalo a localização das diferentes partes do nosso corpo, uma em relação as outras. 
O aparelho vestibular é uma série intrincada de câmeras interconectadas cheias de líquido. 
A aceleração linear é informada pelo utrículo, sáculo e os três canais semicirculares – chamados órgão otolítico. 
A aceleração rotacional é informada pelos três canais semicirculares.
· Posterior: detecta rotação esquerda-direta.
· Anterior: detecta rotação para frente e para trás. 
· Lateral: detecta rotação de giro/rodopio.
Transdução
Na ampola encontra-se uma estrutura sensorial chamada de crista. A crista é constituída de células pilosas e uma massa gelatinosa chamada cúpula.
· Como a rotação é detectada? 
Ao girar a cabeça, a endolinfa inclina a cúpula e suas células pilosas na direção oposta àquela para qual a cabeça está girando. 
Órgãos otolíticos 
Os dois órgãos otolíticos: utrículo e sáculo, são organizados para detectar força linear. 
As suas estruturas sensoriais são chamadas de máculas composta por: células pilosas, membrana otolítica gelatinosa e otólitos. 
Se a gravidade ou a aceleração faz os otólitos deslizarem para frente e para trás, a membrana otolítica gelatinosa desliza com eles, curvando os cílios das células pilosas e produz um sinal.
Funções do sistema vestibular
O sistema vestibular controla a postura e movimentos do corpo e dos olhos em relação ao ambiente.
O sistema vestibular desempenha um papel fundamental no controle dos músculos extraoculares – ele contribui para a estabilidade visual, permitindo que nossos olhos mantenham o foco em objetos enquanto nossa cabeça e corpo se movem. 
Avaliações podem ser feitas por meio desse sistema vestibular: 
· Avaliação da função troncoencefálica.
A função do tronco encefálico é fundamental para o controle de várias respostas autonômicas e reflexas que mantêm o paciente consciente e responsivo, como o controle motor ocular. 
Em pacientes comatosos, essa avaliação é essencial para determinar a gravidade e a localização de uma lesão, como o AVC. 
· Avaliação das vias eferentes – avaliação comportamental e na identificação do local de um AVE. 
Além disso, o sistema vestibular tem ainda um papel importante na regulação da pressão arterial em resposta às alterações na postura corporal e gravidade. Essa regulação se faz através de conexões vestibulares com os centros de integração visceral do tronco encefálico (núcleos solitário, do nervo vago e parabraquial), que, por sua vez, regulam a função da divisão autônoma do sistema nervoso.
Núcleos vestibulares
Os núcleos vestibulares são um conjunto de núcleos localizados no tronco encefálico, especificamente na parte entre a ponte e o bulbo, que desempenham papéis essenciais na integração e integração das informações vestibulares, responsáveis ​​pelo equilíbrio, postura e movimento ocular.
Distribuídos em 4 núcleos: 
· Núcleo vestibular superior: ele é inibitório, pois para movimentar o olho é necessário que um músculo contraia e o outro relaxe.
Recebem dos canis horizontais e anteriores, enviam aos centros e a medula.
· Núcleo vestibular medial: ele é excitatório sobre os músculos extraoculares.
Importante no controle da posição da cabeça para o olhar fixo.
· Núcleo vestibular lateral (Deiters): comunica com o cerebelo.
Importante para o equilíbrio e postura. 
Recebe dos canais e do órgãos otolíticos e enviam ao trato vestibuloespinal para ajustar a postura 
· Núcleo vestibular inferior: comunica com a medula para ajustar a postura. 
Recebe dos órgãos otolíticos, envia ao cerebelo e formação reticular. 
Restrição do sistema vestibular
As células ciliadas no sáculo e no utrículo provocam acelerações lineares, que incluem tanto o movimento de tradução (por exemplo, quando o corpo se move para frente ou para trás) quanto a gravidade (que puxa o corpo continuamente para baixo). Quando estamos parados, esses órgãos otolíticos registram a força da gravidade como uma aceleração constante. No entanto, quando há um movimento de tradução, como quando nos movemos em linha reta, as células ciliadas recebem um sinal muito semelhante, e o sistema vestibular sozinho não consegue determinar se a sensação é resultado da gravidade ou de um movimento de tração linear.
Para resolver essa “ambiguidade”, o cérebro usa informações de outros sentidos:
· Visão: Os olhos ajudam a perceber o cenário ao redor está se movendo. Por exemplo, se você está em um carro que acelera para frente, os olhos veem o movimento do ambiente e ajudam a interpretar que o corpo está realmente se movendo.
· Somatossensorial: a informação somatossensorial ajuda a confirmar se o corpo está realmente se movendo em uma direção específica ou apenas mudando de posição (por exemplo, inclinando-se).
Funcionamento
Quando acontece a movimentação da cabeça é necessário ativar os reflexos vestíbulo-oculares, pois eles estabilizam a imagem durante essa rápida movimentação.
· Se não tiver fixação dos olhos resultará em vertigem (perda do equilíbrio, sensação de estar girando), isso é o resultado da confusão do sistema vestibular e visual, pois um diz que tem movimento enquanto o outro diz que tem. 
· O reflexo ocular permite que consigamos ler algo fixo enquanto estamos em movimento.
Vias ascendentes
 Os neurônios dos núcleos vestibulares dão origem a via ascendente que passam pelo tálamo, no núcleo ventral lateral e posterior. Após isso, vai chegar em regiões no córtex:
Área 3a – responsável pela propriocepção, sabe do posicionamento e movimentação da cabeça. 
Área 2b – faz comunicação com o lobo parietal: associação visual 
Campos visuais – localizados no giro frontal superior e médio: faz ajuste do campo visual.
Ex: quando temos dificuldade para ler e ajustamos a distância. 
Lobo insular - é o centro integrador do equilíbrio, regula ajustes posturais.
Ex: é essa área que vai ser ativada quando levamos um chacoalhão. 
Inervação do olho:
· Nervo troclear (IV) – inerva o músculo obliquo superior.
· Nervo abducente (VI) – inerva o músculo reto lateral. 
· Nervo oculomotor (III) – inerva os músculos reto superior, inferior, medial e o músculo obliquo inferior. 
Reflexos vestíbulo-oculares
Após a passagem pelo córtex, ocorre respostas, sendo elas os 3 reflexos vestíbulo-oculares: 
Reflexo vestíbulo-ocular rotacional – rotação da cabeça.
Ao movimentar a cabeça para a esquerda, os dois aparelhos vestibulares detectam o movimento, mas o aparelho vestibular do sentido do movimento sofrerá maior pressão comparado ao outro. 
· A endolinfa se movimenta para o lado contrário – direto. 
· O canal horizontal do lado do movimento será mais excitado do que o outro.
· O nervo vestíbulo coclear recebe a informação do movimento e envia para os núcleos vestibulares. 
O núcleo medial – excita o músculo – estica o músculo para o movimento. 
O núcleo superior – inibe o músculo / relaxa para o movimento. 
No reflexo ocular o olho sempre gira opostamente ao movimento da cabeça.
Reflexo vestíbulo-ocular translacional – movimento para frente e para trás
Quando acompanho com os olhos durante o meu movimento. Isso depende da distância do objeto: 
· Objeto perto – mais rápido é o movimento dos olhos pelo reflexo (ajuste precisa ser maior). 
· Objeto longe – mais devagar é o movimento dos olhos pelo reflexo (ajuste precisa ser menor). 
Exemplo: olhar para a paisagem distante da janela do carro – o olho vai se movimentar lentamente. Mas ao olhar os postes que estão mais pertos– o olho vai se mover com mais agilidade. 
· Lesão cerebelar diminui a resposta do reflexo translacional.
Resposta contrarrotação ocular
Ocorrerá em situações de inclinação da cabeça que é dada pelo sáculo. 
Os olhos irão girar para o sentido contrário fazendo uma ciclotorção do olho.
Plano motor
Essas atividades são reflexos, ou seja, é realizada de forma inconsciente. Entretanto, o cerebelo pode interromper os reflexos quando queremos movimentar de forma consciente. (Inibe o plano motor)
· A percepção de movimento que o aparelho vestibular envia, vai ser processada no nódulo em flóculo do cerebelo.
Se o nódulo do floculo é inibido – acontece reflexo. 
Experimento com macaco:
Giraram o macaco no escuro e foi notado as atividades elétricas dos núcleos vestibulares 
· Aumentou a quantidade de disparo devido a movimentação da endolinfa, porém o disparo é inibido pelo cerebelo pois ele não nota aferencia visual de movimento.
· Se o cerebelo estivesse recebendo aferencias visuais, como a luz, ele permite que os núcleos vestibulares trabalhem. 
· Se a cena visual é movimentada enquanto o macaco estiver parado, possui disparos. Isso acontece porque os núcleos vestibularesestão recebendo a comunicação do sistema visual. (Cerebelo fica confuso e causa vertigem). 
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