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A Náusea - Resenha do Livro e associação ao conteúdo 
O Livro faz com que tenhamos uma noção de diário (isso todo mundo sabe) e basicamente gira em torno da vida do protagonista que é um historiador que estava escrevendo uma biografia de um marquês (não lembro o nome de nenhum deles no momento KKKKKKK)
“O melhor seria anotar os acontecimentos dia a dia. Manter um diário para que possam ser percebidos com clareza. Não deixar escapar as nuanças, os pequenos fatos, ainda quando pareçam insignificantes, e sobretudo classificá-los. É preciso que diga como vejo esta mesa, a rua, as pessoas, meu pacote de fumo, já que foi isso que mudou. É preciso determinar exatamente a extensão e a natureza dessa mudança.” 
A náusea é a sensação que emerge diante da presença sem sentido da existência
O protagonista se vê em uma constante náusea (tipo quando vc está enjoado), inclusive o título do livro era p ser melancolia, só que esse sentimento vai muito além disso.
A sensação de náusea é descrita como algo que escapa ao nosso controle, um estado que nos impede de estar no mundo de forma racional. Nesse estado, tudo parece perder seus contornos, e nossas reações se resumem a duas:
 1) lutar para conter o que está se agitando dentro de nós, respirando profundamente na esperança de, eventualmente, recuperar o controle, ou 
2) ceder ao impulso de vomitar, permitindo que nosso interior se expresse de maneira desordenada, aceitando a explosão incontrolável. 
Essa é exatamente a experiência vivida por Roquentin, que, como percebemos no primeiro trecho de seu diário, reage à náusea tentando controlá-la, fazendo um esforço constante para impedir que qualquer coisa escape de dentro dele
“E o que engana as pessoas: um homem é sempre um narrador de histórias: vive cercado das suas histórias e das de outrem, vê tudo quanto lhe sucede através delas; e procura viver a sua vida como se estivesse a contá-la. 'Mas é preciso escolher: viver ou contar.”
A atitude de Ronquentin é tentar capturar o tempo para dotar de ordem e sequência ao menos os acontecimentos da própria vida, como se esta fosse uma história cujo final já se conhece. Seu primeiro passo nessa direção é a escrita do diário, que oferece certa impressão de domínio dos dias. Depositar delírios, medos e emoções em palavras, organizá-los em frases e parágrafos, ajuda a preservar um pouco de sanidade
A partir dai, o historiador não consegue encontrar sentido pra nada e tem uma percepção super negativa da vida, ele enxerga as pessoas e s objetos pela primeira e ultima vez tentando sempre captar tudo (sua consciência é “potencializada”
 Não encontra explicações nem significados p existência e enxerga a existência como um absurdo (uma crise existencial)
O historiador começa a discutir isso com um autodidata humanista (esse mano vive na biblioteca lendo todas as obras da biblioteca em ordem alfabética)
O autodidata, ao contrario do protagonista, diz que devemos amar todos os seres humanos e afirma que pelo conhecimento construimos um sentido a nossa existência. Já o historiador diz que a nossa existência é sem sentido , a vida não é um romance p ter inicio, meio e fim. Ele acredita que a vida é largada ao acaso de forma contingente 
O protagonista faz muito essa associação com a arte, tanto que a sua única forma de não sentir náusea era escutando musica 
Em um certo momento da obra, ele perde o interesse em continuar a biografia, tendo um pensamento mais maduro sobre esse conceito de existência
Há também, ao longo do livro, várias passagens em que o protagonista cita uma ex-namorada, a Anny, que eu percebi como sendo uma referência do seu passado (ou deste período que ele acaba desconstruindo, desacreditando…). Antoine já foi apaixonado por esta mulher e, em certo momento da história, recebe uma carta (bastante seca, por sinal), em que ela pede para encontrá-lo dali alguns dias em Paris.
Bem, até o momento do encontro, a gente fica na dúvida — ou, pelo menos, eu fiquei — se ainda há chances de eles voltarem ou se ele é realmente apaixonado por ela. O que acontece? Ela aparece “diferente”, dizendo sobre como “sobrevive a si mesma” e de como “ele é uma referência para ela, porque nunca muda”.
De certa maneira, Anny — e seu modo peculiar de lidar com relacionamentos — mostra que tudo terminou, que eles não são nada além do que uma ilusão de aventura do passado (será? Entendi assim). Ao mesmo tempo, a ex-namorada e esse encontro fazem com que Roquentin aja, que decida, de vez, deixar Bouville e voltar a Paris. Na verdade, para mim, esse é um dos únicos momentos em que o protagonista parece mais firme, menos passivo. Senti um pouco de angústia com o modo com que ele não reage a nada.
· Diante de nós, existe um nada, um vazio, e nos vamos preenchendo esse nada a partir de nossas escolhas
· A existência precede a essência-> não há essencia alguma, nos construimos por meio da nossa essencia aquilo que seremos _> somos condenados a liberdade

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