Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

UNIVERSIDADE FEDERAL DO 
PARÁ INSTITUTO DE CIÊNCIAS 
DA SAÚDE FACULDADE DE 
MEDICINA 
 
 
 
 
 
 
 
 
AGOSTINHO MACIEL A. NETO 
DIÓRGENES RODRIGUES CARDOSO 
EDIE HELION DE SOUZA SILVA 
ELEDILTON ROCHA VIEIRA 
FERNANDO SILVA GALVÃO 
GABRIEL JERSEMI RODRIGUES COSTA 
LUCAS EMANOEL COUTO VOGADO 
 
 
 
MORTALIDADE E ESTADIAMENTO DO CÂNCER DE PRÓSTATA NA CIDADE 
DE BELÉM 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
BELÉM 
2022 
AGOSTINHO MACIEL A. NETO 
DIÓRGENES RODRIGUES CARDOSO 
EDIE HELION DE SOUZA SILVA 
ELEDILTON ROCHA VIEIRA 
FERNANDO SILVA GALVÃO 
GABRIEL JERSEMI RODRIGUES COSTA 
LUCAS EMANOEL COUTO VOGADO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MORTALIDADE E ESTADIAMENTO DO CÂNCER DE PRÓSTATA NA CIDADE 
DE BELÉM 
 
 
 
 
 
Trabalho realizado como parte do processo de 
ensino aprendizagem do módulo IV de Formação 
Científica IV (FC IV). 
Orientado pelo Prof. Saul Carneiro. 
 
 
 
 
 
 
BELÉM 
2022 
SUMÁRIO 
 
SUMÁRIO 3 
INTRODUÇÃO 4 
OBJETIVO 4 
MATERIAIS E MÉTODOS 5 
RESULTADOS 5 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 8 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 9 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
O câncer de próstata (CaP) é o tipo mais comum entre a população do sexo masculino 
com cerca de 29% do diagnóstico no país e é apontado cerca de 65 mil casos por ano entre os 
anos de 2020 e 2022 (INCA, 2020). Em 2022, é o câncer com maior prevalência estimada em 
ambos os sexos no Brasil, como cerca de 320 mil (GLOBOCAN, 2022) 
Essa neoplasia tem múltiplos fatores de risco, entre eles: idade, com, história familiar, 
níveis hormonais e fatores ambientais; sendo o principal entre esses a idade que tem uma 
prevalência maior em homens com idade entre 70 e 80 anos (ROBBINS E COTRAN, 2010). 
O rastreio do câncer de próstata tem como objetivo a identificação da neoplasia nos estágios 
iniciais, sem quaisquer sinais ou sintomas: é quando está passível a cura. Inicialmente é 
realizada com o teste de PSA (antígeno específico prostático aos homens acima dos 50 anos de 
idade e homens acima de 45 anos de idade com história familiar de câncer de próstata, realizada 
a cada 2 anos em caso de risco e a cada 8 anos para os que não tiverem risco. Entretanto, o 
rastreio desta neoplasia é controverso, assunto de muito debate entre os especialistas. Também 
pode ser realizado o exame de toque retal, que tem grande importância no diagnóstico e 
estadiamento do CaP, porque 80% dos tumores ficam nas zonas periféricas da glândula. 
(DAMIÃO, 2015) 
Além dos PSA elevados, outros sinais e sintomas são frequentemente apresentados em 
pacientes com CaP, entre eles: diminuição do fluxo urinário ou interrupção do fluxo, micção 
com frequência elevada, presença de sangue na urina. Vale ressaltar que a disfunção erétil sem 
qualquer motivo aparente também pode ser um sinal de desenvolvimento do CaP. 
(RAMOS,2019). 
De acordo com o estadiamento do paciente, o tratamento pode ter base cirúrgica ou uso 
de radioterápicos, hormonioterapia e vigilância ativa. Em casos de risco baixo e moderado a 
indicação é prostatectomia radical e dependendo do risco linfadenectomia pélvica. Também é 
essencial o uso de radioterápicos para o bom controle oncológico e a vigilância ativa, tendo em 
vista que no nosso país é feita em candidatos selecionados. (DORNAS, 2008) 
 
OBJETIVO 
A pesquisa teve como objetivo a busca por uma correlação entre morbimortalidade de 
neoplasias, em específico o câncer de próstata na cidade de Belém, no intervalo de 2016 a 2020 
(5 anos) e o estadiamento da doença no mesmo período. 
 
 
MATERIAIS E MÉTODOS 
Trata-se de um estudo descritivo e exploratório em que as informações foram obtidas 
por meio de consulta às bases públicas de dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade 
(SIM) e Sistema de Informação Ambulatorial (SIA) disponibilizadas, respectivamente, pelo 
Instituto Nacional de Câncer (INCA) referente a mortalidade e o Departamento de Informática 
do SUS (Datasus) referente ao estadiamento de pessoas com câncer de próstata no município 
de Belém. 
O município de Belém é a capital do Estado do Pará e situa-se na região Norte do país. 
Belém, que foi fundada em 1616, possui uma extensão territorial de 1.059,458 km 2. Segundo 
estimativa do IBGE de 2022, a população do município é de 1.506.420 habitantes, sendo o 
décimo segundo mais populoso do país e o segundo da Região Norte. 
Para colheita dos resultados apresentados, selecionou-se, no ambiente virtual do INCA, 
um período de 5 anos (2016 até 2020), região Norte, Estado do Pará, cidade Belém, população 
Brasil 2010 e em CIDS foi escolhido C61 Próstata. 
Já no ambiente virtual do DATASUS (TabNet), que disponibiliza os dados referente ao 
número de casos de câncer de próstata no tratamento segundo estadiamento, fora solicitado no 
comando linha o “estadiamento”, na coluna “número de casos”, sendo considerado o período 
de tempo de 5 anos, de 2016 a 2020. Para efeito de estudo, foi ignorado número de casos “não 
se aplica” e “ignorado”, utilizando somente “número total” e estágios de estadiamento de “0 a 
4”, onde o estágio 0 caracteriza-se por T0 onde não há evidências de tumor primário, Tis 
caracterizado como “in situ” sendo este de T1 a T4. É evidenciado o tamanho crescente e/ou 
extensão local do tumor primário. 
É importante lembrar que esse estudo levantou dados que foram disponibilizados em 
bases de acesso público e gratuito onde a identificação dos participantes é inviável, dessa forma 
é dispensável o parecer do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP). Portanto, reforçando que os 
métodos foram seguidos a partir do esclarecimento dos resultados e análise dessas informações. 
 
RESULTADOS 
Na tabela 1 é possível observar o número de óbitos por câncer de próstata entre os anos 
de 2016 e 2020 em Belém-PA, tendo como média 92 casos nesses anos. V=84,4 e DP=9,186. 
A tabela 1 demonstra a quantidade de mortes pela neoplasia prostática e é possível observar 
um aumento dos óbitos no decorrer dos anos. Entre os anos de 2016 e 2020 observa-se um 
crescimento de 29,6%, em quantitativos absolutos um valor de 24 óbitos a mais do que em 
2016. 
 
TABELA 1 - Quantitativo de óbitos relacionados ao câncer de próstata no período de 2016 a 
2020, na cidade de Belém. 
 
 2016 2017 2018 2019 2020 TOTAL MÉDIA V DP 
NÚMERO 
DE ÓBITOS 
81 96 82 96 105 460 92 84,4 9,186 
Fonte: Datasus, 2022. 
V= Variância 
DP= Desvio Padrão 
 
Na tabela 2, observa-se o estadiamento como uma forma de identificação do estágio do 
câncer. Durante os anos de 2016 à 2020 o estadiamento de grau 0, onde as células da próstata 
ainda são uniformes e pequenas, encontra-se com baixo número de pacientes nessa situação 
com um total de 7 casos. Os estadiamentos com maior número de casos foram os de grau 2 
com um total de 1197 casos, grau este em que as células tumorais variam mais em tamanho e 
forma, seguindo o estadiamento de grau 3 que teve o maior número total de pacientes durante 
esse período de análise, nesse grau as células já estão fusionadas em grandes massas amorfas 
e invadindo tecidos adjacentes. É interessante ressaltar que o estadiamento 4 o qual possui o 
terceiro maior número de casos e é um grau onde o tumor é bastante agressivo, a maioria das 
células estão agrupadas em grandes massas que invadem tecidos e órgãos vizinhos. 
 
TABELA 2 - Quantitativo de estadiamento relacionado a indivíduos com câncer de próstata 
no período de 2016 a 2020, na cidade de Belém. 
 
 
Fonte: INCA, 2022. 
 
CONCLUSÃO 
 
2016 
No ano de 2016, observa-se o menor número de óbitos (tabela 1) dentre os anos 
seguintes, com 81 casos confirmados de morte por câncer de próstata. No mesmo ano, podemos 
observar também (na tabela 2) que o total de casos com acompanhamento em estadiamento foi 
o menor em termos quantitativos, com 382 casos. Sendo o estadiamento número 3 o maior com 
148 casos, eo 1 com o menor. 
2017 
No ano de 2017, pode-se observar o número de óbitos se igualando ao ano de 2019, 
com 96 casos confirmados. Esse quantitativo é o segundo maior número de mortes por câncer 
nos anos estudados (tabela 1). O número de estadiamentos identificados e registrados foi quase 
o dobro do ano anterior, com 692 estadiamentos. O estágio 3 caracteriza-se como o maior 
quantitativamente, com 235 e o menor com o estágio 0, com 4 casos. 
 
2018 
O ano de 2018 é marcado com o segundo menor número de óbitos por Ca de próstata, 
com 82 casos. Já em relação ao número de estadiamentos em acompanhamento naquele ano, 
foi observado o segundo maior número, com 802. Deste total, o estadiamento 3 ainda persiste 
como sobrejacente, com 267. Enquanto o estadiamento 1 se mantém como o menor em relação 
ao ano anterior, com 60 casos. 
 
2019 
Como já foi citado, o ano de 2019 possui o mesmo quantitativo de óbitos por CA de 
próstata com 96 casos. Ao se tratar de estadiamento em acompanhamento neste ano, possui o 
maior número de casos ativos dentre os anos de 2016 à 2020, com 895 casos. Dentre estes, o 
estadiamento número 3 possui o maior número de casos com 296, assim como o estadiamento 
0 possui o menor com 1 caso ativo. 
 
2020 
 
O ano de 2020 é o período em que houve o maior número de óbitos por câncer de próstata no 
intervalo de estudo proposto por este artigo, com 105 casos confirmados. Ao nos depararmos 
com o número de pacientes acompanhados conforme o estadiamento neste mesmo ano, 
podemos ver que o total é o segundo maior com 746, ficando atrás apenas de 2019 com 895. 
Dentre esses 746 casos acompanhados, 271 pertencem ao estágio 3 e 2 ao estágio 0. 
 
Desse modo, pode-se inferir que a maior quantidade de estadiamentos realizados não 
contribuiu, necessariamente, para evitar mortes por câncer de próstata. Vários fatores podem 
ter influenciado e não refletido aparentemente no evitar dos óbitos. 
 
Apanhado geral 
É possível observar uma regularidade no quantitativo de estadiamentos, onde o estágio 
3 nos anos de 2016 à 2020 se mantém no topo em comparação aos outros estágios. 
Os anos com maior número de óbitos por CA de próstata foram 2017, 2019 e 2020. Os dois 
últimos anos, também possuíram o maior número de estadiamentos número 3. 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
O câncer de próstata é a segunda neoplasia mais comum no sexo masculino, podendo 
acometer qualquer grupo étnico e social, mas predominante em homens negros, idosos e com 
maior nível socioeconômico. Por ser uma doença silenciosa e potencialmente curável, 
recomenda-se que todos os homens com idade entre 40 e 75 anos sejam submetidos a um 
rastreio através do toque retal anual, estando a utilização de PSA restritos a alguns casos 
específicos. O diagnóstico definitivo só pode ser feito a partir da análise da biópsia e o 
tratamento pode ser guiado a partir desse resultado. 
A análise realizada obteve resultados satisfatórios na exposição dos números de óbitos 
de câncer de próstata e estadiamentos na cidade de Belém. Na correlação da quantidade dos 
óbitos anuais de câncer de próstata com a realização e o nível do estadiamento teve êxito em 
nos apontar a importância de identificar que o diagnóstico de CaP com os maiores 
estadiamentos na capital de Belém não tem relação com o quantitativo de mortalidade. 
Ressalta-se, entretanto, que a arquitetura metodológica utilizada nesta pesquisa possui 
notáveis limitações, pois estudos dessa natureza impossibilitam um estabelecimento seguro da 
relação de causa e efeito. Por isso, apesar da indicação que o aumento da realização de 
estadiamento não interfere beneficamente na diminuição de mortes por câncer de próstata, isso 
não é, de fato, uma conclusão absoluta dessa relação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
GLOBAL CANCER OBSERVATORY (GLOBOCAN). International Agency for Research 
on Cancer: Cancer today. 2022. Disponível em: Câncer Hoje (iarc.fr) DAMIÃO, Ronaldo et 
al. Câncer de próstata. Revista Hospital Universitário Pedro Ernesto, v. 14, 2015. 
 
INSTITUTO NACIONAL DO CÂNCER (Brasil). Câncer de próstata. [Brasília, DF]: Instituto 
Nacional do Câncer, 2022. Disponível em: Câncer de próstata - 2020 | INCA - Instituto 
Nacional de Câncer. 
 
RAMOS, Feliphe Pinheiro et al. Câncer de próstata: revisão geral da literatura acerca dos 
diversos aspectos da doença. Anais do Seminário Científico do UNIFACIG, n. 4, 2019. 
DORNAS, Maria et al. Câncer de próstata. Revista Hospital Universitário Pedro Ernesto, v. 
7, n. 1, 2008. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://gco.iarc.fr/today/online-analysis-multi-bars?v=2020&mode=cancer&mode_population=countries&population=900&populations=76&key=total&sex=0&cancer=39&type=0&statistic=5&prevalence=0&population_group=0&ages_group%5B%5D=0&ages_group%5B%5D=17&nb_items=10&group_cancer=1&include_nmsc=0&include_nmsc_other=1&type_multiple=%257B%2522inc%2522%253Afalse%252C%2522mort%2522%253Afalse%252C%2522prev%2522%253Atrue%257D&orientation=horizontal&type_sort=0&type_nb_items=%257B%2522top%2522%253Atrue%252C%2522bottom%2522%253Afalse%257D
https://www.inca.gov.br/campanhas/cancer-de-prostata/2020/saude-do-homem#:~:text=O%20c%C3%A2ncer%20de%20pr%C3%B3stata%20%C3%A9,ano%2C%20entre%202020%20e%202022.
https://www.inca.gov.br/campanhas/cancer-de-prostata/2020/saude-do-homem#:~:text=O%20c%C3%A2ncer%20de%20pr%C3%B3stata%20%C3%A9,ano%2C%20entre%202020%20e%202022.

Mais conteúdos dessa disciplina