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DISCIPLINA: DIREITO PENAL - CRIMES EM ESPÉCIE TURMA: 4° SEMESTRE PROFESSOR: MANOEL MESSIAS DE F. NETO DOS CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO - MATERIAL DE APOIO Art. 155 - Subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel: Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa. § 1º - A pena aumenta-se de um terço, se o crime é praticado durante o repouso noturno. § 2º - Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor a coisa furtada, o juiz pode substituir a pena de reclusão pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou aplicar somente a pena de multa. § 3º - Equipara-se à coisa móvel a energia elétrica ou qualquer outra que tenha valor econômico. Furto qualificado § 4º - A pena é de reclusão de dois a oito anos, e multa, se o crime é cometido: I - com destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa; II - com abuso de confiança, ou mediante fraude, escalada ou destreza; III - com emprego de chave falsa; IV - mediante concurso de duas ou mais pessoas § 4º-A A pena é de reclusão de 4 (quatro) a 10 (dez) anos e multa, se houver emprego de explosivo ou de artefato análogo que cause perigo comum. § 4º-B. A pena é de reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa, se o furto mediante fraude é cometido por meio de dispositivo eletrônico ou informático, conectado ou não à rede de computadores, com ou sem a violação de mecanismo de segurança ou a utilização de programa malicioso, ou por qualquer outro meio fraudulento análogo. § 4º-C. A pena prevista no § 4º-B deste artigo, considerada a relevância do resultado gravoso: I – aumenta-se de 1/3 (um terço) a 2/3 (dois terços), se o crime é praticado mediante a utilização de servidor mantido fora do território nacional; II – aumenta-se de 1/3 (um terço) ao dobro, se o crime é praticado contra idoso ou vulnerável. § 5º - A pena é de reclusão de 3 (três) a 8 (oito) anos, se a subtração for de veículo automotor que venha a ser transportado para outro Estado ou para o exterior. § 6º - A pena é de reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos se a subtração for de semovente domesticável de produção, ainda que abatido ou dividido em partes no local da subtração. § 7º A pena é de reclusão de 4 (quatro) a 10 (dez) anos e multa, se a subtração for de substâncias explosivas ou de acessórios que, conjunta ou isoladamente, possibilitem sua fabricação, montagem ou emprego. Conceito de furto: furtar significa apoderar-se ou assenhorear-se de coisa pertencente a outrem, ou seja, tornar-se senhor ou dono daquilo que, juridicamente, não lhe pertence. Divisão: a) furto simples (art. 155, caput); b) furto noturno (§ 1°) ; c) furto privilegiado (§ 2°); d) coisa móvel por equiparação (§ 3°) ; forma qualificada (§ 4°- §4° A e §4° B) ; e) forma majorada (§4° C) ; f) forma qualificada (§ 5°, s 6°e § 7°) . Objeto jurídico: É variável a indicação na doutrina: a) só a propriedade. (Hungria, Comentários ao Código Penal, 1967, v. VII, p.18); b) posse e propriedade (Magalhães Noronha, Direito Penal, 1995, v. II, p.208); c) propriedade, posse e detenção (Heleno Fragoso, Lições de Direito Penal) - Parte Especial, 1995, v. I,p. 186; Damásio de Jesus, Direito Penal, 29a ed., São Paulo, Saraiva, 2009, v. II, p.309). Em nosso entender, o objeto jurídico é o patrimônio do indivíduo, que pode ser constituído de coisas de sua propriedade ou posse, desde que legítimas. A mera detenção, não é protegida pelo direito penal, pois não integra o patrimônio da vítima. Sujeito ativo: Qualquer pessoa, salvo o proprietário. Sujeito Passivo: O proprietário ou o possuidor (ou só um deles, consoante a objetividade jurídica adotada) ou, ainda, o detentor. Objeto material: É a coisa sujeita à subtração, que sofre a conduta criminosa. Coisas abandonadas ou que não pertençam a ninguém não podem ser objeto do crime de furto, uma vez que não integram o patrimônio de outrem. Deve ser coisa móvel e de valor econômico, pois o crime é material e requer efetiva lesão do patrimônio. Elemento normativo: A coisa deve ser alheia. Tipo Objetivo: A conduta de subtrair (tirar, fazer desaparecer). Tipo Subjetivo: Exige-se o dolo, não existindo a forma culposa. Consumação: Trata-se de tema polêmico e de difícil visualização na prática. Em tese, no entanto, o furto está consumado tão log0 a coisa subtraída saia da esfera de proteção e disponibilidade da vítima, ingressando na do agente. (TEORIA AMOTIO) Tentativa: Admite-se. Pode haver crime impossível quando inexistia a coisa que se pretendia furtar, como por exemplo, da vítima que, abordada na rua, havia deixado em casa todo o seu dinheiro. (com igual opinião: Damásio de Jesus, Luiz Flávio Gomes; contra: Heleno Fragoso e Hungria). Classificacão: Crime comum quanto ao sujeito, doloso, de forma livre, comissivo, de dano, material e instantâneo. Arrebatamento: Inopinado da coisa é furto simples, se praticado sem violência à pessoa ou coisa. Com violência à pessoa, pode ser roubo. Concurso de pessoas: Admite-se. Note-se, porém, que se a participação é posterior(e não prometida anteriormente ao furto) não há codelinquência, mas, eventualmente, receptação). Isenção de pena: Se o agente for cônjuge, ascendente ou descendente do ofendido. (CP, art. 181). Ação Penal: Pública incondicionada, salvo nas hipóteses do art. 182 do CP, quando é condicionada à representação. Furto Noturno (Causa de aumento de pena) - § 1° Prende-se à remota tradicão de que seria mais perigoso o furto praticado enquanto a vítima dormia, e à diminuição de sua vigilância durante o repouso. É o tempo que, segundo os costumes sociais, se destina ao repouso noturno, independente de o lugar ser habitado, ou de a vítima estar ou não em repouso (STF/STJ/Doutrina majoritária). Nesse sentido, a majoração da pena visa à proteção do patrimônio e não o tranquilo repouso da vítima. Segundo a corrente minoritária- não se admite a circunstância agravante de haver o delito sido praticado durante o repouso noturno, se no local da subtração não havia nenhuma pessoa repousando (evento festivo) e nem a isso é destinado (estabelecimento comercial). A majorante do furto noturno somente incide no furto simples, não se aplicando às figuras de furto qualificado do § 4°, cabendo ao juiz eleger uma entre as duas figuras (§ 1° ou § 4°). Furto Privilegiado - (§ 2°). Primariedade A reincidência ocorre quando o réu comete novo crime, após já ter sido condenado definitivamente, no Brasil ou no exterior. No entanto, a condenação anterior somente surte efeito para provocar a reincidência desde que não tenha ocorrido o lapso temporal de cinco anos entre a data do cumprimento ou da extinção da pena e o cometimento da nova infração penal. (Ver arts. 63 e 64 do CP). Há divergência doutrinaria quanto à exigência de bons antecedentes. A quem entenda que o agente não deve revelar personalidade ou antecedentes comprometedores, indicativos da existência de probabilidade, de voltar a delinquir. Em outra banda, qual nos filiamos, considera que a lei foi bem clara ao exigir somente a primariedade para aplicação do benefício, de modo que descabe, clamar também pela existência de bons antecedentes. PEQUENO VALOR Não se trata de conceituação pacífica na doutrina e na jurisprudência, tendo em vista que se leva em conta ora o valor do prejuízo causado à vítima, ora o valor da coisa em si. A corrente majoritária sustenta ser de pequeno valor a coisa que não ultrapassa quantia equivalente ao salário mínimo (auferido por grande parte da população). "O pequeno valor" precisa ser constatado à época da consumação do furto, e não quando o juiz for aplicar a pena. Não se deve ponderar a vontade do agente nesse caso, isto é, se ele desejava furtar coisa de pequeno valor, mas leva algo de valor elevado, cuida-se de erro meramente acidental, que não o beneficia. Princípio da insignificância (furto de bagatela) - Enquanto no furto privilegiadoo valor da coisa subtraída é pequeno, no furto de bagatela ele é inexpressivo, furidicamente irrelevante, tratando-se de causa supralegal de exclusão da tipicidade. Aplicação dos § 1° e 2° concomitantemente Há perfeita possibilidade. Trata-se de um concurso entre causa de aumento e causa de diminuição da pena, devendo o juiz aplicar as regras gerais para a fixação da pena. Aplicacão dos §§ 2° e 4° concomitantemente Há polêmica quanto à possibilidade de aplicação do privilégio às figuras qualificadas previstas no s 4°, prevalecendo o entendimento da impossibilidade. Assim, segundo a orientação por ora dominante, o privilégio seria útil somente às figuras do caput e do § 1°, mas não ao tipo qualificado. Discordamos desse posicionamento, compartilhando do entendimento firmado por Guilherme de Souza Nucci, quando afirma: Considerado homicídio "No caso do homicídio, o § 1°, que é privilegiado, aplica-se, conforme doutrina e jurisprudência majoritárias, não somente no caput, mas também ao § 2°, que cuida das qualificadoras. Por que não fazer o mesmo com o furto? Inexistindo razão para dar tratamento desigual a situações semelhantes, em matéria de construção do tipo penal, cremos ser possível a aplicação da causa de diminuição da pena às hipóteses qualificadas do §4. Furto de energia - (§ 3°) Expressamente, ficam equiparadas à coisa móvel a eletricidade e outras energias (radioatividade, genética de reprodutores, térmica, mecânica, ar comprimido, vapor, etc.) A instalação clandestina de energia elétrica em residência após corte de fornecimento por falta de pagamento configura crime. A modificação do medidor de energia elétrica, para causar resultado menor do que o consumido, constitui fraude, e o crime é o estelionato. Estado de necessidade- Atua em estado de necessidade o agente que, tendo suspenso o fornecimento de energia elétrica por não ter condições para pagar a conta, faz ligação clandestina; deve-se aplicar a lógica do razoável que, usada com propriedade e ponderação, é um maravilhoso instrumento da justiça. Furto qualificado - ($ 4°) Praticar o furto com destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa (§ 4°, I). A violência deve ser contra obstáculo que dificulta a subtração e não contra a própria coisa. Não qualifica o crime a violência contra o obstáculo que é inerente à própria coisa. Há necessidade de exame de corpo de delito (CPP, art. 158). Trata-se de circunstância objetiva e comunicável no caso de concurso de pessoas, desde que o seu conteúdo haja ingressado na esfera do conhecimento dos participantes. Praticar o furto com abuso de confiança, ou mediante fraude, escalada ou destreza (§ 4°, II). Abuso de confiança- predomina o entendimento de que não basta a simples relação de emprego, sendo necessária a relação subjetiva de confiança, ou seja, dever de lealdade pela confiança depositada no agente. Essa relação não se comunica aos demais partícipes, pois é particular. Desclassifica-se o delito de furto com abuso de confianca para o de apropriação indébita, quando pré-existente a detenção da coisa, como no caso de funcionário de estabelecimento comercial que se apropria de cheques de terceiro, dados em pagamento de mercadorias. Fraude - é o emprego de ardil ou artifício para a subtração da coisa. Distinção: o furto praticado mediante fraude não se confunde com o crime de estelionato. No primeiro tipo (CP, art. 155, §4°, II, segunda figura), a fraude é empregada para iludir a atenção ou vigilância do ofendido, que nem percebe que a coisa lhe está sendo subtraída. No estelionato, ao contrário, a fraude antecede o apossamento da coisa e é a causa de sua entrega ao agente pela vítima; esta entrega a coisa iludida, pois a fraude motivou seu consentimento. Se o agente se apresenta como motorista e leva o veículo, é estelionato e não furto qualificado. Também é estelionato, e não furto mediante fraude, se o agente se apresenta a vigilante como sendo funcionário que vai assumir o seu posto, recebendo daquele o revólver que utiliza. Se iludiu a vítima para que esta descesse do veículo e fugiu com ele, é furto mediante fraude e não estelionato. Escalada - considera-se escalada a entrada no local por via anormal, predominando a opinião de que tal entrada requer emprego de meio instrumental (ex: escada) ou esforço incomum. Prova pericial - não é condição sine qua non para o reconhecimento da escalada, que nem sempre deixa vestígios. Indispensável, porém, esclarecer a altura do obstáculo galgado pelo réu para que se possa verificar se houve necessidade de emprego de meio instrumental, de destreza ou esforço incomum. Destreza - Pressupõe ação dissimulada e especial habilidade do agente. Não a configura o arrebatamento violento. O batedor de carteira é o melhor exemplo. Por conta da agilidade de suas mãos, conseguia retirar a carteira de alguém, sem que a vítima percebesse. Praticar furto com emprego de chave falsa - (§ 4°, III) Considera-se chave falsa todo instrumento, com ou sem forma de chave, que o agente utiliza para fazer funcionar, em lugar da verdadeira, o mecanismo de uma fechadura ou dispositivo análogo, possibilitando ou facilitando, assim, a execução do furto. (ex: A mixa - ferro curvo destinado a abrir fechaduras) O emprego de chave falsa é qualificadora que não deixa vestígios. A sua prova pode ser feita por outros meio (palavra da vítima), não sendo, pois, imprescindível a realização de exame pericial. Praticar furto mediante concurso de duas ou mais pessoas - (§ 4°, IV) Para caracterização do furto qualificado pelo concurso de duas ou mais pessoas, há necessidade de um acordo de vontades entre os participantes do crime. A circunstância de ser um dos comparsas inimputável não faz desaparecer a qualificadora do concurso. Se houver emprego de explosivo ou de artefato análogo que cause perigo comum (§4° - A) O Pacote Anticrime (Lei 13.964/19), inseriu o furto qualificado pelo emprego de explosivo ou de artefato análogo que cause perigo comum no rol dos crimes hediondos, na forma consumada e na forma tentada. Furto cometido de forma eletrônica ou pela internet (§ 4° B e 4° C) Inserido pela Lei 14.155/21 Furto qualificado - (§ 5°) A Lei n°. 9.426/96 criou uma nova qualificadora, que tem dois requisitos: a) que o objeto furtado seja veículo automotor; e, b) veículo transportado para outro Estado ou para o exterior. Foi resultado de imensa pressão exercida pelas companhias de seguro, fartas de indenizar subtrações de veículos automotores, cujo destino, na maioria das vezes, era outro Estado da Federação ou mesmo outro país. Peças de desmanche - como o tipo fala em "veículo automotor transportado", caso o objeto transportado sejam peças avulsas de veículo, não se configurará a qualificadora. Todavia, caso se trate do transporte de todo um veículo desmontado, poderá restar configurada a qualificadora. Pena - Reclusão de três a oito anos. O legislador, por evidente lapso, não cominou, cumulativamente, pena de multa, como fizera no caput e no § 4°. Furto qualificado - (§ 6°) A intenção do legislador foi tornar mais severa a legislação em busca de dar proteção especial à atividade pecuária, tendo em vista a quantidade crescente de abigeatos (furto de gado) e, consequentemente, o prejuízo aos produtores rurais. Furto qualificado - (§ 7°) A intenção do legislador é punir com mais gravidade a subtração do próprio explosivo (e de acessórios), independentemente de sua utilização. FURTO DE COISA COMUM Art. 156. Subtrair o condômino, coerdeiro ou sócio, para si ou para outrem, a quem legitimamente a detém, a coisa comum: Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, ou multa. § 1° Somente se procede mediante representação. § 2° Não é punível a subtração de coisa comum fungível, cujo valor não excede a quota a que tem direito o agente. Objetividade jurídica: Tutela-seo patrimônio. É uma espécie menos grave de furto. O objeto jurídico é a propriedade, posse ou detenção de coisa comum (pertencente a várias pessoas, inclusive ao sujeito ativo). Sujeito Ativo: Trata-se de crime próprio, só pode ser praticado pelo condômino, coerdeiro ou sócio. Sujeito Passivo: Será todo aquele que detém legitimamente a coisa, podendo ser sócio, coerdeiro, condômino ou um terceiro qualquer. Conduta: A conduta tipificada continua a mesma do dispositivo anterior (art. 155, CP) - apoderar-se - recaindo, agora, sobre coisa comum. Assim, quando se inaugura um inventário, cabe ao inventariante administrar os bens do espólio até que a partilha seja feita. Se um dos co-herdeiros resolve levar, indevidamente, para sua casa bem que pertence igualmente aos demais e está sob detenção legítima do nventariante, comete o crime previsto no art. 156 do CP. Ressalte-se, por oportuno que, se o sócio já estava na posse da coisa, não se pode falar em furto, e sim em apropriação indébita. Tipo Subjetivo: Pune-se a conduta dolosa apenas (de subtrair coisa comum). Consumação e tentativa: O momento consumativo é divergente, como no furto do art. 155, entendendo a maioria ser suficiente a retirada da coisa da esfera de posse e disponibilidade da vítima. Admite-se a tentativa. Particularidade: Somente está legitimado a agir o Ministério Público caso haja representação de alguma vítima. (§ 1° art. 156 do CP). Ver artigos 24 e 39 do Código de Processo Penal Brasileiro. Causa específica de exclusão da ilicitude (§ 2° art. 156 do CP): Se a coisa comum for fungível, isto é, substituível por outra da mesma espécie, quantidade e qualidade (como o dinheiro), e o agente subtrai uma parcela que não excede a cota a que tem direito, não há fato ilícito. Realmente, não teria cabimento punir, por exemplo, o co-herdeiro que tomasse para si a quantia em dinheiro encontrada no cofre do falecido, desde que tal valor seja exatamente aquilo a que ele teria direito caso aguardasse o término do inventário. Não cometeu crime algum, pois levou o que é somente seu. Entretanto, se o agente subtrai coisa infungível (como uma obra de arte, por exemplo), não está acobertado pela excludente, tendo em vista que o objeto do furto não pode ser substituído por outro de igual espécie e qualidade. Se é único, pertence a todos, até que se decida quem vai ficar, legitimamente, com o bem. Classificação: Próprio; material; de forma livre; comissivo; instantâneo; de dano; unissubjetivo; plurissubsistente. Lei n°. 9.099/95: A exemplo do que já fizera a Lei dos Juizados Especiais Criminais Federais (Lei n°. 10.259/2001), o art. 61 da Lei dos Juizados Especiais Criminais Estaduais (Lei n°. 9.099/95), modificado pela Lei n°. 11.313/06, considera infrações penais de menor potencial ofensivo as contravenções e os crimes com pena máxima não superior a dois anos, cumulada ou não com multa, não fazendo restrição ao tipo de procedimento, se comum ou especial, nem ao tipo de ação (pública incondicionada, pública condicionada ou privada). Conciliação: Cabe (arts. 72 a 74 da Lei n°. 9.099/95) Transação: Cabe (art. 76 da Lei n°. 9.099/95). Suspensão condicional do processo: Cabe (art. 89 da Lei n°. 9.099/95).