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Faculdade de Ciências e Tecnologia 
 Universidade de Coimbra 
 
 
 
Zoologia 
Justin Pereira 
Licenciatura em Biologia 
2011 
 
 
2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INVERTEBRADOS 
 
 
3 
Zoologia 
 
Os Reinos da Vida – Foram sofrendo evolução ao longo da História da Biologia 
 
 Antiguidade Clássica 
o Aristóteles: Divisão em dois reinos 
 Plantas 
 Animais 
 
Num qualquer sistema de classificação os taxa hierarquicamente mais elevados incluem 
indivíduos de grande diversidade, sendo pouco naturais. Este problema levou a que a divisão 
em reinos tenha variado enormemente ao longo dos tempos. 
 
Sistema de Classificação em dois reinos 
(Caroli Linnaeus) 
Tradicionalmente, os organismos vivos foram divididos em dois reinos claramente distintos: As 
plantas e os animais. 
Neste tipo de classificação: 
Plantas – São todos os organismos fixos e sem forma claramente definida, 
capazes de fabricar matéria orgânica a partir de fontes inorgânicas – 
autotrofia (Bactéricas e Fungos) 
Animais – São todos os restantes organismos, de vida livre, com forma 
definida e dependentes da matéria orgânica (plantas ou outros animais) para 
a sua nutrição – heterotrofia. 
 
Desvantagem: 
 
 Separação artificial 
 Não esclarece a posição de Bactérias e Fungos 
 Não explica o facto de algumas bactérias fotossintéticas possuírem locomoção 
 Não explica o facto de fungos não realizarem fotossíntese 
 
O Systema Naturae (de nome completo: Systema naturae per regna tria naturae, secundum 
classes, ordines, genera, species, cum characteribus differentiis, synonymis, 
locis) foi um livro escrito por Lineu, no qual o autor faz a delineação das suas 
ideias para uma classificação hierárquica das espécies. Lineu concebeu o seu 
"Systema" dividindo a Natureza em 
três reinos: Animalia, Vegetalia e Mineralia. 
Foi um livro publicado em latim, e a primeira edição foi de 1735. 
A primeira edição continha apenas 10 páginas mas na sua 13ª edição, 
em 1770, tinha já 3000 páginas. 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Plantae
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mineral
 
 
4 
A 10ª edição do Systema Naturae de Linnaeus, 1758 é o trabalho que iniciou a aplicação geral 
da nomenclatura binomial zoológica. Portanto, esta data é aceite como ponto de partida da 
nomenclatura zoológica e da lei da prioridade. 
 
Sistema de Classificação em três reinos 
O terceiro reino proposto por Haeckel, o reino Protista, não foi aceite de forma geral, talvez 
porque o seu próprio criador estivesse relutante em quebrar a tradição dos dois 
reinos. 
 
Sistema de Classificação em quatro reinos 
O sistema de Copeland foi expressamente criado para ser natural, representado da forma mais 
aproximada possível, a organização do mundo vivo. Na sua classificação, o reino Protista de 
Haeckel é dividido em Mychota e Protoctista. 
O reino Mychota inclui todos os organismos procariontes e, o reino Protoctista, todos os 
eucariontes que não são animais ou plantas. 
O reino Plantae inclui todos os organismos com cloroplastos verdes, um conjunto claramente 
definido de pigmentos e que produzem sacarose, amido e celulose. Assim, neste sistema, as 
algas verdes são incluídas nas plantas, enquanto as algas vermelhas e castanhas, bem como os 
fungos e todos os unicelulares restantes fazem parte do reino Protoctista. 
 
 
Sistema de Classificação em cinco reinos 
O sistema de Whittaker (1969) reconhece cinco reinos, os mesmos quatro de Copeland e um 
reino separado para os fungos – Fungi - que Copeland incluiu nos Protoctista. 
Os organismos multicelulares, como as algas vermelhas ou castanhas, são incluídas num dos 
reinos Plantae, Fungi e Animalia. Este sistema tem uma excepção nas algas verdes, que são 
todas incluídas nas plantas, apesar deste grupo conter organismos uni e multicelulares. 
Ao mesmo tempo, ele altera o nome do reino de Protoctista para Protista, o que não está de 
acordo com a lei da prioridade mas que tem sido seguida por alguns autores, como forma de 
distinguir entre o reino com e sem organismos multicelulares. 
Whittaker reconhece que esta delimitação torna os reinos Plantae, Fungi e Animalia 
polifiléticos, mas aceita esse facto pois permite-lhe distinguir grandes linhas evolutivas com 
base em níveis de organização e modo de nutrição. Assim, Whittaker realça os três possíveis 
modos de nutrição, fotossíntese (autotróficos), absorção (saprófitos) e ingestão 
(heterotróficos), em vez das relações filogenéticas. A classificação de Whittaker é, portanto, 
uma classificação ecológica e não filogenética. 
 
 
 
 
 
5 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Assim: 
 
Procariontes 
Níveis de organização Eucariontes multicelulares 
Eucariontes multi/unicelulares 
 
 
Divisão com 
base em: 
Quimiossíntese 
Autotróficos 
Fotossíntese 
Tipos de nutrição 
Absorção 
Heterotróficos 
Ingestão 
 
Níveis de organização: 
Animalia Plantae Fungi: Eucarióticos pluricelulares 
Protista: Eucarióticos unicelulares 
Monera: Procarióticos 
 
Tipos de nutrição: 
Monera: Absorção; Quimiossíntese 
Protista: Fotossíntese; Absorção e Ingestão 
Animalia: Ingestão (pode haver absorção em alguns parasitas) 
Plantae: Fotossíntese (pode haver absorção em plantas parasitas) 
Fungi: Absorção 
 
 
6 
Vantagens da divisão em cinco reinos 
 Tentativa de uma classificação natural dos organismos unicelulares 
 Já esclarece a posição de bactérias e fungos 
 
Com a evolução da tecnologia, outros sistemas de classificação apareceram: 
 
Carl Woese (USA) 
Otto Kandler (Alemanha) 
Mark Wheelis (USA) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Bacteria (Eubacterias) - Inclui os procariontes mais diversificados e 
com uma maior distribuição 
 
Procariontes 
 
Archaea (arqueobactérias) - Inclui os procariontes metanogéneos e 
os que vivem em ambientes extremos 
de temperatura (termófilos extremos), 
salinidade (halófilos extremos) ou pH 
(acidófilos extremos) 
 
 
Eucariontes Eucarya - Todos os eucariontes 
 
 
 
Baseados na filogenia nuclear, essencialmente 
sequências nucleotídicas do RNA - ribossómico 
Propõem 
Nova categoria taxonómica: 
Domínio 
Ordenação da vida num sistema de 3 domínios 
 
 
7 
Vantagens da divisão em domínios 
 
 Sistema Natural a níveis superiores 
 Classificação natural dos microrganismos 
 Plantas e animais não ocupam posição privilegiada 
 Independência das linhas Archaea e Bacteria 
 Compreensão da diversidade das linhas microbianas 
 
Ernest Mayr (1990) Concordou com a divisão em domínios mas propôs de maneira diferente 
 
 
Domínios 
Prokaryota Eukaryota 
Subdomínios Subdomínios 
Eubacteria Protista 
Archaebacteria Metabionta 
Reinos Reinos 
Crenarchaeota Metaphyta 
Euryarchaeota Fungi 
Metazoa 
 
(não foi aceite) 
 
Ernest Mayr – Muito conhecido ao definir um conceito muito controverso – Espécie 
 
Mais recentemente em 2010 Eugene V. Koomin apresenta o conceito de Império: 
 
“Comparative genomics, which involves analysis of the nucleotide sequences of genomes, shows that 
the known life-forms comprise two major divisions: The Cellular and the Viral “empires” 
 
 
 
 
 
 
 
8 
Classificação 
 
Sistemática – Ciência que estuda a biodiversidade 
Taxonomia – Teoria e Prática da classificação das espécies 
Classificação – Sistema resultante da ordenação em grupos 
 
Caracteres usados 
 Morfológicos 
 Ecológicos 
 Ontogenia 
 Moleculares 
 Fisiológicas 
 Citológicas 
 Zoogeografia 
 
Empíricas Não têm em conta o objecto em estudo 
(ex. lista de nomes por ordem alfabética) 
Classificações 
Práticas 
Racionais Artificiais 
Naturais 
 
Classificações empíricas  vantagens  capazes de sistematizar 
 
Classificações racionais 
Práticas (feitas com base no estudo intensivo de uma característica)vírus 
 
Triplonchida – Paratrichodorus, Trichodorus 
Dorylaimida – Longidorus, Xiphinema 
 
Parasita 
 
Espécies afectadas 
 
Rodopholus Laranjeira / Bananeira 
Ditylenchus dipsaci Narcisos / Cebolas 
Aphelenchoides ritzemabosi Crisântemo 
Anguina tritici Trigo 
Parasita 
 
Espécies afectadas 
 
Meloidogyne hapla Cebola 
Pratylenchus Cebola 
AphMeloidogyne incognita Batata doce 
Ditylenchus destructor Batata 
Meloidogyne spp. Cenouras / Alfaces 
Heterodera glycines Soja 
H. schachtii Beterraba 
 
 
72 
Doença que tem afectado Pinheiros 
 
Nemátodo da madeira – Bursaphelenchus xylophilus é o responsável pela doença da 
murchidão do pinheiro. Originário da América do Norte, é uma espécie considerada invasora. 
Os principais vectores da doença, são insectos do género Monochamus. Foi encontrado em 
Portugal em 1999. 
 
 Ataca o Pinheiro Bravo 
 Redução da transpiração 
 Redução da resina 
 Clorose das agulhas 
 Copa avermelhada 
 Redução dos produtos da transpiração 
 Folhas com manchas amarelas 
 30 a 40 dias a árvore começa a morrer. 
 
Características gerais deste nemátodo: 
 Estilete pequeno – também se alimenta de fungos 
 Insecto vector Monochamus spp, e M.galloprovincialis 
 
Os adultos alimentam-se dos tecidos vegetais expostos pelo insecto. 
Migram através do floema, câmbio e xilema 
Os nemátodos alimentam-se das células do parênquima e das células epiteliais dos canais 
resiníferos e causam a sua morte. A penetração nos traqueídos do xilema dá origem à 
formação de cavidades e aparecimento de sintomas (murchidão). 
 
Ciclo de vida de Bursaphelenchus xylophilus 
 
O ciclo de vida do nemátodo do pinheiro envolve um ciclo propagativo e um ciclo dispersivo. 
O ciclo propagativo ocorre no alburno ou borne, que é a parte externa, mais nova e funcional, 
da madeira em plantas lenhosas e envolve seis estádios: Ovo, quatro estádios larvares e a fase 
adulta. Todo o ciclo, de ovo a adulto dura apenas 4 a 5 dias em condições favoráveis. 
O primeiro estádio larvar ocorre dentro dos ovos (L1), após a incubação estamos no segundo 
estádio (L2), transformando-se rapidamente no terceiro estádio (L3). Neste terceiro estádio 
existem duas formas possíveis: 
1) Uma larva que segue para o quarto estádio larvar que posteriormente se transforma 
em adulto que continuará a viver em árvores infectadas; 
2) Uma fase dispersiva. O desenvolvimento dos nemátodos da fase dispersiva, só 
ocorre nos estádios tardios de infecção da árvore, depois desta morrer e só na presença de 
pupas de Monochamus spp. na madeira. Estas larvas agregam-se próximos da câmara pupal no 
xilema formando o quarto estádio larvar. Estas larvas entram no sistema respiratório do jovem 
 
 
73 
besouro adulto antes deste eclodir e são transportados por estes para novos hospedeiros. 
Estas larvas podem passar à fase adulta num período de tempo de 48h aquando da 
transmissão para uma nova conífera. 
A fase em que ocorre a alimentação das plantas ocorre quando, o insecto vector infectado (o 
parasita acumula-se nos espiráculos do sistema traqueal do insecto) procura um pinheiro 
saudável para se alimentar de folhas jovens no topo da árvore. 
Os nemátodos saem pelos 
espiráculos e vão penetrar a planta. 
Dentro da árvore, o nemátodo 
prossegue o desenvolvimento se esta 
for susceptível, caso contrário morre. 
Quando o desenvolvimento 
prossegue, multiplica-se nos canais 
de resina. Entopem assim estes 
canais juntamente com os canais de 
transpiração. 
A árvore começa a morrer e os 
fungos instalam-se. O parasita 
alimenta-se destes fungos e, quando 
o insecto volta para colocar ovos na 
árvore morta, as pulpas desenvolvem-se podendo estas ser infectadas pelo nemátodo, 
concluindo o ciclo. Para combater esta praga, cortam-se e queimam-se árvores infectadas para 
impedir a dispersão dos parasitas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
74 
Parasitas de animais 
 
 Ascaris lumbricoides 
Afactam o homem (lombrigas) 
 Ascaris suum 
 
 
Ciclo de vida: 
 
Adultos vivem no instestino delgado. As fêmeas 
adultas produzem ovos, cerca de 240,000 por dia, 
que são transportados pelas fezes (2). Ovos férteis 
desenvolvem-se em embriões e transformam-se no 
estado infectivo (3). Após a ingestão dos ovos 
infectantes (4), as larvas eclodem (5), invadem a 
parede instestinal e são transportados pela corrente 
sanguínea até aos pulmões (6). As larvas maturam 
nos pulmões (10 a 14 dias). Após maturação 
penetram as paredes dos pulmões e ascendem os 
tubos respiratórios até à garganta, onde são 
engolidos (7). Se forem muito jovens, muitas vezes 
acabam por não conseguir dar volta para voltar ao 
intestino e acabam por sair pela boca ou pelo nariz, 
ou então, dirigir-se para o cérebro. Uma vez atingindo o intestino delgado, desenvolvem-se até 
ficarem adultos (1). Este processo (dos pulmões à fase adulta) demora cerca de 2 a 3 meses, 
pudendo viver até 1 a 2 anos. 
 
 Wuchereria bancrofti (filária do sangue) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Filária do sangue – desenvolve-se 
no sangue e nos vasos linfáticos 
 Hipertrofia dos vasos linfáticos – 
elefantia (incha as pernas, 
braços…) 
 Hospedeiros intermediários: 77 
espécies e subespécies dos 
géneros: 
o Anopheles 
o Culex 
o Aedes 
o Mansonia 
 
 
 
75 
 Dirofilaria immitis – nematode que ataca o coração dos cães 
o Hospedeiros intermediários: 
 Anopheles 
 Culex 
 Aedes 
 Mansonia 
 Dracunculus medinensis – Associado ao símbolo da medicina 
 
Ciclo de vida: 
Humanos ficam infectados por 
ingerir água que não foi filtrada, 
contendo copépodes 
(crustáceos dados em cima) que 
tenham sido infectados por D. 
medinensis. Após a ingestão, os 
copépodes morrem e libertam 
larvas (estádio larvar 3) que 
penetram as paredes do 
estômago e intestinal do seu 
hospedeiro, chegando à 
cavidade abdominal. Aí 
maturam, os machos morrem 
enquanto as fêmeas migram 
para os tecidos cutâneos perto da superfície. Cerca de um ano após a infecção, a fêmea forma 
uma úlcera/bolha, normalmente no pé ou parte terminal da perna, que acaba por abrir. O 
doente depois procura alívio do desconforto causado colocando os pés em água. Estando a 
lesão em contacto com a água, a fêmea emerge e liberta larvas no estádio 1. Estas depois são 
ingeridas por copépodes e passados duas semanas e duas mudanças físicas diferentes, entram 
no estádio larvar 3 tornando-se larvas infecciosas. A ingestão dos copépodes completa assim o 
ciclo de vida. 
 
 Dracunculus medinensis – Associado ao símbolo da medicina 
 Caenorhabditis elegans – nematode livre, muito utilizado em estudos de 
envelhecimento e morte controlada das células. Muito fácil de ser utilizado porque se 
conhece muito bem a sua genética. 
 
Filo: Nematomorpha 
 
 Parecem cabelos castanhos das crinas dos cavalos 
 Têm normalmente um insecto associado ao seu ciclo de vida 
Gordius sp 
 
 
76 
Características gerais 
 Água doce (Gordius) e marinhos (Nectonema – parasita de caranguejos) 
 Filiformes 
 Cor escura (âmbar, castanho) 
 Adultos livres 
 Larvas parasitas de artrópodes (estádio predominante – estilete penetra no insecto) 
 Parede do corpo – cutícula / epiderme celular / musculatura longitudinal 
 Movimento ondulatório (semelhante aos nematodes) 
 Não são segmentados 
 Pseudocelomados – acelomados 
 Sistema digestivo reduzido (vestigial) 
 Larva com probóscide e 3 estiletes 
 Dioicos com gónadas tubiformes 
 Sistema nervoso – anel nervoso, cordão nervoso ímpar ventral 
 Sistema circulatório e excretor ventral 
 
Filo: Rotifera 
 
Características gerais: 
 Água doce e salgada, solos húmidos (com muita matéria orgânica / musgos) 
 Microscópicos (0.1 – 1.0 mm) 
 Livres (maioria), sésseis 
 Solitários (maioria), coloniais 
 Transparentes (alguns com coloração) 
 Sobrevivem à dessecação (criptobiose – uma vez que a parte 
anteriore posterior ficam recolhidos na parte central, reduzindo o 
metabolismo) 
 Simetria bilateral 
 Pseudocelomados 
 Sem cutícula (maioria) ou com lórica 
 Epiderme sincicial 
 Fibras musculares circulares e longitudinais 
 
Estrutura do corpo: 
 Região anterior – cabeça 
 Tronco 
 Pé com 1-4 dedos (órgãos de fixação) 
 
 
 
77 
Sistema digestivo: 
 Boca 
 Faringe ou mastax 
 Estômago 
 Intestino 
 Com ou sem ânus 
Sistema excretor: 
 Protonefrídeos 
 
Sistema reprodutor: 
 Dioicos 
 Partenogénese 
 Segmentação espiral 
 Desenvolvimento determinativo 
 
Filo: Echinodermata 
 
Ex. Estrelas-do-mar, Lírio-do-mar, Pepino-do-mar, Serpente-do-mar, Ouriço-do-mar, Bolachas-
do-mar. 
 
Características gerais: 
 Todos marinhos 
 Simetria pentarradiada – adulto 
 Simetria bilateral – formas larvares (estrela-do-mar, ouriço-do-mar) 
 Adultos apresentam região oral e aboral 
 Celomados 
 Deuterostómios (boca primitiva – ânus / boca definitiva – neoformação) 
 
Parede do corpo: 
 Epiderme delicada 
 Endosqueleto 
 Derme (tecido conjuntivo mutável, pode alterar a concentração de Ca) 
 Ossículos de CaCO3 incrustados na derme 
 
Endosqueleto matriz extracelular 
 Mais rígida – aumento de Ca 
 Menos rígido – diminuição de Ca 
 Muito rígidos – fusão de placas (ouriços do mar) 
 Semi rígidas – placas ou ossículos articulados (estrela do mar) 
 Moles – ossículos dispersos na derme (pepino do mar) 
 
 
 
78 
Associado ao esqueleto temos: 
 Espinhos 
 Pedicelários – espinhos modificados (constituídos por 2 ou 3 hastes com ou sem pé – 
função de protecção e limpeza) 
 
Aparelho ambulacrário: 
 É responsável por diversas funções 
dos equinodermes, como respiração, 
excreção, locomoção, fixação e 
captura de alimentos. É formado por 
um conjunto de canais, ampolas e 
pés, por onde circula a água do mar. 
 Constituído por uma placa 
madrepórica - toda perfurada para 
permitir entrada de água 
 Através das contrações e distensões 
dos músculos e da ampola, 
regularizam a concentração de água. 
 
Classes: Asteroidea 
 Ophiuriodea 
 Echinoidea 
 Holothuroidea 
 Crinoidea 
 
Para diferenciar as classes: 
o Forma do corpo 
o Presença ou ausência e posição da boca e ânus 
o Órgãos respiratórios 
 
Classe: Asteroidea (estrelas do mar) 
 
 Forma do corpo: disco central com 5 braços 
(maioria) distintos ou não 
 Aberturas – ânus e boca 
 Órgãos respiratórios – pápula. Estão inseridos 
os concentricycloides 
o Forma do corpo: discoidal, achatado, 
sem braços, anel marginal de 
espinhos 
o Abertura – ânus ou ausentes 
o Órgãos respiratórios – ausentes 
 
 
 
 
79 
Classe: Ophiuroidea (serpente do mar) 
 
 Forma do corpo – disco central distinto com cinco braços distintos 
 Abertura – boca (sem ânus) 
 Órgãos respiratórios – bolsas braquiais (5 pares) 
 
Classe: Echinoidea (ouriço do mar) 
 
 Forma do corpo – esférica sem braços 
 Aberturas – ânus 
 Órgãos respiratórios – brânquias 
 Lanterna de Aristóteles - No ouriço-do-mar há um aparelho bucal 
muito grande, semelhante à rádula, com cinco dentes de origem 
calcária que correm dentro de placas dispostas em forma de uma 
lanterna. Tal aparelho foi descrito em pormenor por Aristóteles e 
por isso é chamado lanterna de Aristóteles. Com esses dentes, o 
animal pode raspar algas das rochas, seu principal alimento. 
 
Classe: Holothuroidea (pepino do mar) 
 
 Forma do corpo – tubo cilíndrico sem braços 
 Aberturas – boca e ânus 
 Órgãos respiratórios – órgãos arborescentes 
 
Classe: Crinoidea (lírio do mar) 
 
 Forma do corpo – cálice com ou sem pedúnculo 
 Aberturas – boca e ânus (uma ao aldo da outra) 
 Órgãos respiratórios – ausentes 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
80 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VERTEBRADOS 
 
 
81 
Evolução Biológica dos Cordados 
I - Darwinismo e a síntese moderna da evolução biológica 
 
Charles Robert Darwin (1809-1882) 
 
Contexto histórico: 
 Darwin estuda outras obras: 
o Malthus 
o Lamarck 
o Lyell 
 Viagem no Beagle 
 Publica o livro “Origem das Espécies” 
 
Lógica de Darwin 
 Populações têm enorme fertilidade 
 Densidades populacionais mantêm-se constantes 
 Os recursos são limitados: 
o Traz competição “luta pela existência/sobrevivência” (desactualizado) 
o Criar descendentes é o mais importante 
 Grande variabilidade do fenótipo dentro de cada população 
 Algumas variações são hereditárias 
o A sobrevivência depende das características (não aleatórias) (características 
mais favoráveis que outras) 
o Características mais favoráveis tornam-se mais comuns = EVOLUÇÃO 
 
Teoria mais aceite, mas persistem questões: 
 Como surgem as novas variações nas populações? (ou seja, não explica as mutações) 
 Como é que essas variações são passadas aos descendentes? 
 
Gregor Mendel (1822-1894) e a hereditariedade 
 
 Anos 20: Descoberta das mutações 
 Anos 30: Genética das populações 
 Anos 40: Integração na síntese moderna da evolução biológica 
 
SÍNTESE MODERNA DA EVOLUÇÃO BIOLÓGICA 
 
Contributos de: 
 Theodosius Dobzhansky (geneticista) 
 Ernest Mayr (sistemata e biogeografo) 
 George Gaylor Simpson (paleontólogo) 
 Leydard Stebbins (botânico) 
 
 
 
82 
Conceitos fundamentais: 
 
Espécie: Conjunto de indivíduos que habitam o mesmo local que podem potencialmente 
cruzar-se entre si e originarem descendentes férteis e que estão 
reprodutivamente isolados de outras espécies. 
População: Conjunto de indivíduos da mesma espécie, que partilham o mesmo local, no 
mesmo espaço de tempo, podendo reproduzir-se entre si. 
 
População: Unidade básica da evolução 
 
Selecção natural: Mecanismo de evolução. Tem um papel importante na evolução, em 
conjunto com a teoria Neutral. 
 
 Sucesso diferencial na reprodução – resulta na adaptação dos indivíduos ao meio. 
Favorece alguns indivíduos em relação a outros, ou seja, favorece os que têm maior 
capacidade reprodutora (aqueles que por possuírem características mais aptas, dão origem a 
mais descendentes). É o único factor de microevolução que resulta pro si só. 
 
Teoria neutral: Teoria que defende que a longo prazo as mutações por si só podem levar a 
mudanças significativas na população 
Gradualismo: Evolução ocorre de forma gradual. É a acumulação gradual de variações que 
vai permitir a distinção das populações. 
 
 Evolução Biológica 
 
 Sorte e Escolha 
 
 Novas variações Selecção Natural 
 Mutações Sucesso diferencial na reprodução 
 Recombinação sexual Tem como resultado a adaptação 
 
 A sorte e o acaso introduzem variações, mas a força motriz da evolução é a Selecção 
Natural dos indivíduos mais aptos, ou seja, dos que têm maior potencial reprodutivo 
(os que deixam maior número de descendência). 
 A síntese moderna da evolução permite compreender a evolução como um todo; com 
base em vários autores – permitindo explicar a sorte, a escolha. 
 Esta teoria defende o gradualismo, demonstrando como as grandes variações podem 
resultar da acumulação de pequenas variações. 
 
II – Genética das populações e factores de microevolução 
 
Conceitos: 
Gene: Porção de DNA que codifica a síntese de uma proteína 
Alelo: Formas alternativas do mesmo gene 
Alelo fixo: Quando nessa população só existe um alelo, logo é fixo 
 
 
83 
Genótipo: Composição genética de um organismo 
Fenótipo: Expressão das características de um organismo 
Características poligénicas: Características controladas por vários genes, e estão presentes 
em toda a população, mais ou menos constante (ex. cor da pele 
nos humanos) 
Características discretas: Características qualitativas (ex. cor dos olhos) 
Património genético: Frequência dos genótipos e dos alelos numa determinada população 
Microevolução:Alteração da frequência genotípica de uma população 
 
Factores de microevolução – Pressupostos do equilíbrio de Hardy Weinberg 
 
1) População grande (ausência de deriva genética) 
2) Isolamento da população (ausência de fluxo genético) 
3) Ausência de mutações 
4) Panmixia (ausência de casamentos preferenciais e consanguinidade – ausência de 
aleatoriedade na reprodução) 
5) Ausência de selecção natural 
 
Deriva genética: Alteração que ocorre ao acaso e que resulta das mutações. Ocorre 
principalmente devido às populações serem pequenas. 
 
 Efeito de gargalo: A deriva genética pode resultar em rápidas e drásticas 
alterações nas frequências alélicas. Ex. Catástrofe natural em que 80% da 
população desaparece e a população sobrevivente não é representativa da 
original. Tende a diminuir a variabilidade genética pois alguns dos alelos podem 
desaparecer. 
 Efeito fundador: Um certo número de indivíduos desloca-se para outro habitat, 
transportando parte do património genético da população original. Ex. Conquista 
de novas ilhas, para onde migram espécies, criavam e desenvolviam-se novas 
espécies, dando origem a novo património genético. 
 
Fluxo genético: É uma modificação do património genético devido à entrada ou saída 
do fluxo de genes entre populações. Uniformização das populações 
vizinhas. 
 
Acasalamento não aleatório: Aumenta o número de homozigóticos e os heterozigóticos 
tendem a diminuir. 
 
III EVOLUÇÃO ADAPTATIVA E MODOS DE SELECÇÃO NATURAL 
 
Conceitos: 
Adaptação biológica: É a capacidade de um indivíduo, ou grupo de indivíduos, deixar mais 
descendência. 
Aptidão relativa de um genótipo: É o genótipo que deixa mais características aos 
descendentes. 
 
 
84 
Adaptação: Característica geneticamente determinada que confere maior aptidão. 
Evolução Adaptativa: Evolução que aumenta o potencial reprodutivo do indivíduo. 
 
Modos de Selecção Natural 
Estabilizadora: 
 A selecção tende a estabilizar as características, actua nos fenótipos mais comuns da 
população (reduz-se a amplitude do fenótipo) 
 Mantem a homogeneidade da população, pois os fenótipos extremos são eliminados. 
 
Direccional: 
 Existe uma tendência para deslocar o ponto de ajuste, favorecendo um dos fenótipos 
extremos. Esta situação revela alterações ambientais, sendo selecionados os 
organismos melhor adaptados a esse novo meio. 
 
Diversificadora ou disruptiva: 
 A acção da seleccção ocorre eliminando o fenótipo intermédio favorecendo as 
características extremas. Diz-se diversificadora porque as espécies tendem a originar 
duas sub-espécies que evolvem em sentidos diferentes 
 
Selecção Natural – Dimorfismo Sexual 
 
Mecanismos de selecção natural pelo qual a fêmea escolhe o macho durante o acasalamento, 
por possuir determinadas características. 
 
IV PRESERVAÇÃO DA DIVERSIDADE GENÉTICA 
 
Fontes de variabilidade genética: 
 Mutações (introduzem novos alelos) 
o Novos alelos 
o Muitas em DNA não codificante 
o Maioria nas células somáticas 
o Maioria é prejudicial 
 Recombinação sexual (introduzem novos genes) 
o Novos genótipos 
 
Produzem-se constantemente nas populações modificações acidentais do património 
genético – mutações. 
Em geral têm um efeito desastroso e os indivíduos portadores tendem a desaparecer, noutros 
caos, porém, têm um efeito favorável e permitem aos seus portadores viver mais e 
reproduzirem-se mais. 
 
As mutações são a fonte primária de variabilidade genética mas a fonte mais próxima é 
a recombinação dos genes na reprodução sexuada. Nesta, a recombinação dos genes de todos 
os modos possíveis na descendência ocorre em diferentes momentos: meiose e fecundação. 
 
 
85 
Se as mutações introduzem novidade genética é principalmente a recombinação 
génica que cria a variabilidade favorecendo o aparecimento de uma multiplicidade diferente 
de combinações dos genes. 
 
Mesmo que não ocorram novas mutações, as existentes constituem um imenso 
material sobre o qual pode actuar a Selecção Natural. 
 
Deve realçar-se que a selecção natural actua sobre os indivíduos e não sobre os genes 
ou sobre os caracteres hereditários que se manifestam isoladamente. O indivíduo que possua 
a combinação de caracteres mais vantajosa será selecionado em relação a outras menos 
favoráveis. 
 
Cada conjunto génico confere determinadas potencialidades adaptativas aos 
indivíduos para um determinado meio e num determinado momento. 
 
Quanto maior for a diversidade, maior a probabilidade de uma população se adaptar a 
mudanças que ocorram nesse meio, pois entre toda essa diversidade pode aparecer um 
conjunto génico que seja favorecida pela selecção natural. 
 
Considera-se um conjunto génico mais vantajoso aquele que permite que o indivíduo 
sobreviva mais tempo e deixe mais descendência. 
 
A teoria neutral defende que a longo prazo, as mutações, por si só, podem levar a 
mudanças significativas na população. 
 
Como é preservado a variabilidade genética? 
 
Mecanismos de preservação da variabilidade genética 
 
Diploidia: Quanto mais raro é o alelo recessivo, mais protegido está nos heterozigóticos 
 
 O que é selecionado é o fenótipo, mas genotipicamente existem heterozigóticos que 
perpetuam nas populações. 
 Asseguram a protecção dos alelos recessivos. 
 
Polimorfismos em equilíbrio (Polimorfismo Balanceado) 
 Vantagens dos heterozigóticos: Os heterozigóticos são mais aptos que os 
homozigóticos – permitem não só manter a variabilidade de uma população, como 
também manter o número de indivíduos da população. 
 
Em vigor híbrido (mistura de raças), os heterozigóticos tem maior aptidão e produzem maior 
descendência. 
 
 
 
86 
 Selecção dependente da frequência: A evolução de uma dada característica 
depende da sua frequência. Trata-se de um mecanismo muito forte de preservação da 
variabilidade genética. 
 
 Ex. Borboleta da África do Sul Papilio dardanus 
 
Esta borboleta apresenta dimorfismo sexual. 
 
 Os machos apresentam sempre o mesmo padrão, 
as fêmeas apresentam diferentes colorações. Imitam 
colorações de outras borboletas que co-existem na mesma 
região, mas que são desagradáveis para os predadores (assim 
estes não as comem) – mimetismo 
 Se o número de borboletas fémeas “disfarçadas” 
for pequeno, os pássaros não se apercebem da sua presença e 
não as caçam. Se o número for elevado, os pássaros começam 
a aperceberem-se que entre as borboletas que sabem mal, 
existem borboletas que sabem bem, e começam a caça-las. 
Ou seja – quanto mais rara a frequência de um padrão, 
maior vantagem, maior número. 
 Todos os mecanismos capazes de desencadear 
evolução, actuam sobre uma determinada variabilidade 
genética. 
 Uma população diz-se polimorfa para um determinado caracter quando o gene 
que condiciona esse caracter assume mais de uma forma. 
 
O Polimorfismo será adaptativo? 
Pode ser ou não… 
 Em muitos casos, ocorrem mutações que não aumentam a aptidão das espécies – 
mutações neutras 
 Quando ocorre uma mutação neutra que não prejudica, nem beneficia a espécie, o 
alelo mutado mantem-se na população apenas dependendo da deriva genética. 
 
 Ex. Borboleta Biston betularia 
 
 Borboletas brancas que se confundem com líquenes – ambientes 
não poluídos 
 Borboletas negras – boa adaptação a ambientes poluídos 
 
Como resultado de alterações ambientais, uma mutação que inicialmente 
era desvantajosa, tornou-se numa mutação adaptativa. 
Uma mutação neutra num determinado ambiente pode, a longo prazo, 
noutro ambiente, aumentar a aptidão da população onde se verifica. 
 
Fêmeas de P. dardanus à direita a imitar a das 
esquerda 
Biston betularia 
 
 
87 
V ESPECIAÇÃO: BARREIRAS REPRODUTIVAS; BIOGEOGRAFIA, 
GRADUALISMO Vs PONTUALISMO 
 
Espécie: Conjunto de indivíduos que habitam o mesmo local, que podem potencialmente 
cruzar-se entre si e originarem descendentes férteis e que estão reprodutivamente 
isoladosde outras espécies. 
Ernest Mayr (1942) 
Não se aplica a: 
 Fósseis 
 Espécies assexuadas 
 Populações separadas por barreiras geográficas que nunca se cruzam 
 
Morfoespécie 
 Lineu (1735) – Systema Naturae 
 Nomenclatura binominal 
 Baseado em características morfológicas 
 Difícil distinguir variabilidade intra e interespecífica 
 
Barreiras reprodutivas 
1) Pré-zigóticas 
a. Isolamento de habitat 
b. Isolamento temporal 
c. Isolamento comportamental 
d. Isolamento mecânico 
e. Isolamento gamético 
 
2) Pós-zigóticos 
a. Inviabilidade dos híbridos 
b. Esterilidade dos híbridos 
c. Inviabilidade dos descendentes dos híbridos 
 
Padrões de especiação 
 
Anagénese: A mesma espécie diferencia-se e ao longo do tempo origina uma espécie 
diferente 
Cladogénese: Aparecimento de várias espécies diferentes provenientes do mesmo ancestral 
(não implica que este esteja extinto) 
 
Especiação e Biogeografia 
 
Alopátrica – Um ancestral em ambientes diferentes vai dar origem a espécies diferentes 
(isolamento geográfico) (mesmo que se voltem a encontrar em ambientes iguais, não se 
cruzam porque são espécies diferentes). 
 
 
88 
 Radiação adaptativa: Aparecimento de muitas espécies num reduzido espaço de 
tempo ecológico proveniente de um ancestral comum. Separam-se e ocupam nichos 
ecológicos com um ambiente diferente, originando novas espécies. 
 
Simpátrica – Populações de espécies diferentes compartilham o mesmo ambiente, a nova 
espécie provém do cruzamento de duas espécies diferentes no mesmo ambiente. 
o Especiação simpátrica por autopoliploidia 
 Poliploidia resultante de um erro na divisão celular do zigoto 
o Especiação simpátrica por alopoliploidia 
 Poliploidia resultante de uma duplicação cromossómica no híbrido – híbrido viável 
 
 
Gradualismo Vs Pontualismo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Podem co-existir 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Evolução ocorre através da acumulação 
de pequenas modificações ao longo de 
várias gerações 
 
B C 
 A 
Evolução ocorre por mudanças 
bruscas e repentinas durante curtos 
períodos de tempo 
C A B 
C 
 B 
 A 
 
 
89 
VI MACROEVOLUÇÃO E NOVIDADES EVOLUTIVAS 
 
Macroevolução: Evolução das espécies e dos taxa supra-genéricos com o resultado de 
mudanças de larga escala na frequência dos genes. 
 
Muitas novidades resultaram de mutações extensas envolvendo muitos genes mas… 
 
 
 Ex. O “Polegar” do Panda-Gigante 
 
 Panda Gigante Ailuropoda melanoleuca em Chinês Da Xiong Mao 
 Alimenta-se de bambu 
 Não pára de comer porque não aproveita tudo o que come, o seu 
estômago não lhe permite. 
 
Stephen Jay Gould escreveu sobre o polegar do Panda 
 
“Assim, a musculatura para operar este novo e notável mecanismo – 
funcionalmente um novo dedo. Não requereu qualquer mudança 
intrínseca em relação às condições já presentes nos parentes mais 
próximos do Panda: os ursos. Mais ainda: parece que toda a 
sequência dos acontecimentos na musculatura se segue 
automaticamente a uma simples hipertrofia do osso sesamoide 
radial” 
 
 O polegar sesamoide dos Pandas constitui uma estrutura complexa formada pela 
marcada hipertrofia de um osso do pulso e por um extremo rearranjo dos músculos 
pré-existentes. 
 Poderá ter surgido por uma simples mutação a nível do gene que regula a taxa de 
crescimento do osso. 
 Basta uma pequena mutação para que ocorra uma grande novidade evolutiva. 
 
Novidades evolutivas – Casos particulares 
 
Homeosis – Novidades evolutivas no posicionamento de diferentes estruturas corporais. 
 
Ex. Localização dos apêndices num animal, 
 Localização das flores numa planta. 
Heterocronia – Conjunto de novidades evolutivas por alteração: 
Do momento de aparecimento de estruturas 
 
Ex. Listras da Zebras 
Aparecimento mais cedo das listras (linhas largas e em maior número) 
Aparecimento mais tarde das listras (linhas menos largas e em menor número) 
 
 
90 
Das taxas relativas de desenvolvimento 
 Isometria 
 Alometria 
 
Alometria – relação em que não se mantém a proporcionalidade entre as duas variáveis. 
 
Seriam os Dinossauros estúpidos? 
 
 Não ficaram mais estúpidos à medida que 
aumentaram tamanho. 
 Os corpos crescem mais depressa do que os cérebros 
e os grandes animais apresentam mais baixas de 
peso do cérebro em relação ao peso do corpo. 
 Os cérebros têm uma taxa de crescimento de 2/3 em 
relação ao corpo, mesmo nos mamíferos actuais. 
 
Outro exemplo 
Alce Irlandês (Megaloceros hibernicus) 
 
 Tendência para super ornamentação 
 Hastes descomunais – novidade evolutiva: 
o Pouco valor adaptativo, o facto de terem crescido muito, provavelmente por 
selecção sexual, permitiu a passagem das características às gerações 
seguintes. 
 Todos os anos deixava cair as suas hastes para tornarem a crescer no Outono, e na 
Primavera estavam grandes, fortes e bonitos para captar a atenção das fêmeas. 
 
Hastes descomunais? 
– Não porque o animal também é grande! 
 
 As hastes não aumentam na mesma proporção 
que o tamanho do corpo. Aumentam duas vezes e 
meio mais depressa do que o tamanho do corpo, 
dos machos pequenos para os grandes. 
 
 As hastes eram um benefício quando o habitat 
deste veado fosse paisagens abertas, relvosas e 
fracamente arborizadas. Quando o ambiente se 
modificou e se formou uma floresta densa, as 
hastes tornaram-se uma desvantagem, levando à 
extinção do “Alce Irlandês”. 
 
 
 
 
 
 
91 
Outro exemplo 
Evolução do Rato Mickey 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Paedomorfose 
Evolução contrária à dos humanos 
 
Paedomorfose: Presença no estado adulto das espécies descendentes de características 
juvenis das espécies ancestrais. 
 
Neotenia: Atraso no desenvolvimento somático; 
 Mantem características típicas dos juvenis das espécies ancestrais 
 (o Homem é neoténico) 
Progénese: Antecipação no desenvolvimento dos órgãos reprodutores (não são conhecidos 
vertebrados) 
 
Ex: Louis Bolk (anatomista holandês, anos 20). 
Semelhanças do esqueleto de humanos adultos com esqueletos de primatas jovens. 
 
Jovem primata 
 Crânio redondo 
 Rosto “juvenil” 
 Posição do buraco occipital (base do crânio) – permite manter uma postura bípede 
 União tardia das suturas cranianas – permite a dilatação e crescimento do cérebro 
 Direcção ventral do canal vaginal 
 Polegar do pé não oponível 
 … 
 
 
 Rato travesso 
 Ratazana 
 Características adultas 
o Esguio 
o Bicudo 
o Olhos pequenos 
o Cabeça pequena 
 Rato ordenado e cumpridor da lei 
 Mais amigável (aspecto) 
 Características de bebés 
o Rechonchudo 
o Cabeça grande 
o Olhos grandes 
o Menos bicudo 
 
 
92 
VII ESTABELECER FILOGENIAS 
 
Sistemática: Estudo da biodiversidade (mais abrangente do que a taxonomia, estuda a 
biodiversidade, as características e agrupa-os) 
Taxonomia: Classificação de organismos (designação e agrupamento) 
Taxon: Qualquer grupo de organismos que seja tratado como uma unidade num sistema de 
classificação 
Filogenia: História evolutiva de um táxon ou de um grupo de taxa 
 
Como vamos estabilizar filogenias? 
 
 Procurando e comparando semelhanças e diferenças 
 
Primeiro temos de saber que características encontradas nos permite estabelecer filogenias: 
 Por homologia (evolução divergente) 
 Estruturas homólogas (mesma origem) 
 Por paralelismo (evolução paralela) 
 Estruturas análogas (mesma função) 
 Por convergência (evolução convergente) 
 Estruturas análogas (mesma função) 
 
 
Evolução paralela 
 
Rato canguru (desertos norte americanos) 
 Salta (diminui o contacto com a areia quente do deserto 
 Grande cauda (superfície grande, permite perder calor 
quando em excesso 
 Cor acastanhada – camuflagem – provavelmente valor 
adaptativo 
 
Gerbo (desertos africanos e asiáticos) 
 Orelhas muito desenvolvidas 
 Cauda comprida 
 
 
 
Evolução paralela –seres vivos que possuem características comuns, que lhes conferem 
vantagens por evolução independente da espécie ancestral. 
 
 
 
 
 
 
 
93 
Evolução convergente 
Numbat, Papa-formigas, Equidna (outro exemplo será o Golfinho e Tubarão) 
 
 Possuem línguas grandes e com propriedades adesivas (cola) para agregar formigas e 
térmitas 
 Garras desenvolvidas 
 
Evolução convergente - um carater semelhante evolui independentemente em duas espécies, 
não sendo encontrado no ancestral comum delas 
 
Estruturas homólogas são as que interessam para o estudo da filogenia (evolução divergente) 
 
 
Caracteres homólogos 
 
Apomórficos Vs Plesiomórficos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Sinapomorfia Vs Simplesiomorfia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Apomórficos 
(derivados recentes) 
Caracter que surgiu recentemente 
originado de um ´mundo à parte´. 
São estes caracteres que são 
utilizados para estabelecer 
filogenias. 
 
Plesiomórficos 
(ancestrais, primitivas) 
Caracter mais próximo do 
ancestral, ou seja, são mais 
antigos 
Sinapomorfia 
Conjunto de caracteres que 
surgindo ao longo da evolução, 
mantêm-se em diversos grupos 
taxonómicos distintos 
Simplesiomorfia 
Caracter primitivo herdado e 
partilhado por um número grande 
de organismos 
 
 
94 
Taxa monofilética: Há uma ramificação que inclui o ancestral e todos os descendentes 
 
Taxa polifilética: Aquele em que os seus integrantes possuem vários ancestrais comuns, 
um em cada grupo. (Dentro do mesmo grupo, agrupamos indivíduos 
com características diferentes) 
 
Taxa parafilética: Inclui o ancestral mas não todas as espécies descendentes 
 
 
Sistemática evolutiva Vs Filogenética 
 
 
 
 
 
 
Lagarto Crocodilo Avestruz Crocodilo 
 
 
 Avestruz Lagarto 
 
 
 
 
 
 
Caso dos monotrémata 
Ex. Echidna, Ornitorrinco 
 
Põem ovos – repteis? 
Têm pelos – mamíferos? 
 
Ancestral – repteis Ovos – caracter plesiomorfico 
 Pelos – caracter apomórfico 
 
 Só podemos afirmar que um caracter é 
plesiomorfico em relação a outro. Ou seja, só 
podemos utilizar estes termos quando 
compararmos características. 
 
Logo, são considerados mamíferos porque os 
pelos e as glândulas mamárias são caracteres 
mais recentes. 
 
 
Baseia-se nas alterações e nas 
diferenciações morfológicas 
evolutivas 
Baseiam-se na filogenia, organiza 
os grupos de organismos de 
acordo com a sua propriedade 
genética 
 
 
95 
Cavalos: 
 Ordem Perissodactyla; Família Equidae; Género Equus 
 
 As patas sofreram alongamento, daí ficarem muito altas e finas 
 Houve um aumento no tamanho corporal 
 Redução do número de dígitos (menos superfície de contacto) 
 
 
 
1. Cavalo selvagem Mongólia – Equus przewalskii (única 
população selvagem) 
2. Burro selvagem – Equus africanus (tem listras nas 
pernas) 
3. Hemíono – Equus hemionus (Ásia) 
4. Zebra-montesa – Equus zebra (África) 
5. Zebra-de-Burchelli – Equus burchelli (África) (entre 
listras grandes, possui listras mais pequenas e claras) 
6. Zebra-de-Grevy – Equus grevy (África) Listras pequenas – 
dificulta a predação, provavelmente valor adaptativo 
7. Quaga – Equus quagga – Extinto 1878, Sul de África (só 
parte anterior é listrada) 
 
 
 
 
 
 
 
 As zebras e os cavalos têm o mesmo ancestral, mas sofreram uma adaptação evolutiva 
“diferente” por colonizarem ambientes diferentes. 
 As zebras mantiveram as suas listras enquanto os cavalos as perderam. 
 
 
Origem dos vertebrados 
 
3 questões fundamenteis: 
 Quando? 
 Onde? 
 Como? 
 
 
 
 
 
 
96 
 Quando? 
Data Era Período Época Acontecimentos importantes 
4600 Ma 
Pré-Câmbrico 
 Origem da Terra 
3500 Ma 1º fóssil procariota 
2500Ma 
Ligeiro aumento de O2 o que permite a sobrevivência 
de algumas espéceis 
1500 Ma 1º fóssil eucariota 
700 Ma Origem do 1º animal 
590-505 
Paleozóico 
Câmbrico 
Origem da maioria dos invertebrados e algas 
Aparecimento das trilobites 
(deve ter surgido o 1º vertebrado) 
505-438 Ordoviciano 
Radiação adaptativa dos vertebrados (peixes sem 
mandíbulas) 
Abundância de algas marinhas 
438-408 Silúrico 
Aumento da diversidade de vertebrados 
Colonização da terra por plantas vasculares e 
artrópodes 
408-360 Devónico 
Diversificação dos peixes ósseos (com mandíbula) 
Primeiros anfíbios e Insectos 
360-256 Carbonífero 
Surgem grandes florestas (que vão dar origem mais 
tarde a jazigos de petróleo) 
Plantas com semente 
Origem dos répteis 
Dominância dos Anfíbios 
286-248 Pérmico 
Radiação adaptativa dos répteis 
Origem dos primeiros mamíferos 
Extinção de muitos invertebrados 
248-213 
Mesozóico 
Triássico Primeiros Dinossauros, mamíferos e aves 
213-144 Jurássico Dominância dos Dinossauros 
 Cretáceo 
Aparecimento das plantas angiospérmicas 
Extinção dos Dinossauros 
65-54 
Cenozóico 
Terceário 
Paleoceno Radiação adaptativa dos mamíferos, aves e insectos 
54-38 Eoceno 
Dominância das plantas angiospérmicas e aumento da 
diversidade de mamíferos 
38-24 Oligoceno Origem da maior parte dos mamíferos conhecidos 
24-5 
Quaternário 
Mioceno 
Continuação da radiação dos mamíferos e 
angiospérmicas 
5-1,8 Plioceno Ancestrais de humanos 
1,8-0,01 Pleistoceno Idade glaciar, aparecimento dos humanos 
 Recente Tempo histórico 
 
Durante esta evolução ocorreram duas grandes extinções 
 
 Final do Paleozóico – Final do Pérmico 
o Existia um único continente, Pangea, rodeada por um único oceano 
(Pantalassa) que se dividiu originando Laurásia e Gondwana. 
o Extinção das trilobites e muitas espécies marinhas. 
 
 Final do Mesozóico – Final do Cretáceo 
 
 
97 
o A queda de um meteoro originou uma camada de poeira na atmosfera que 
impediu a luz solar de alcançar a superfície. 
o Seres que necessitavam de fotossíntese para sobreviver morreram e com eles, 
extinguem-se os dinossauros. 
 
 Onde? 
 
 A quantidade e oxigénio na Terra sofreu um aumento gradual desde a sua formação. 
 Foi preciso haver 5% de oxigénio na Terra para começarem a surgir organismos na 
terra. 
 Só recentemente é que existem níveis elevados de oxigénio (perto de 100%) 
 O nível do mar agora encontra-se relativamente baixo em relação à história da Terra. 
 Nível do mar baixo – maior porção de terra e vice-versa. 
 A variação do nível do mar é uma consequência da variação da temperatura. 
 
Icehouse 
Zonas de glaciação – T. Baixas 
 
Hothouse 
Aquecimento global – T. Elevadas 
(interglaciação) 
 
Interglaciação > nível do mal 
Glaciaçãoligados, uma vez que eram animais terrestres. 
 
 Como? 
 
 Evolução dos Deuterostómios 
o Bilateria (Anelídeos, Artrópodes) 
 Hipóteses excluídas 
o Equinodermes – hipótese mais aceite 
 Larva de equinoderme (origem dos cordados) 
 Semelhança estrutural com protocordados e hemiocordados (vermes 
com características dos cordados) 
 Semelhanças bioquímicas 
 
Larvas alcançaram a maturidade sexual – desenvolveram uma musculatura adaptada ao 
movimento – evolução 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Filo Chordata 
 
 
99 
Notocorda ou Corda Dorsal 
 Órgão endoesquelético de suporte com localização axial 
 Dá nome aos cordados 
 A sua rigidez é conferida por possuir células túrgidas revestidas por um tecido elástico 
 
Valor adaptativo – suporte rígido e flexível e permite a inserção de musculatura. 
 Torna a locomoção mais eficaz 
 Os cordados apresentam corda dorsal na vida embrionária, podendo posteriormente 
persistir ou ser substituída por coluna vertebral. 
 
Tubo Neural 
 Eixo dorsal à corda dorsal 
 Permite aos cordados terem grandes dimensões pois faz-se a comunicação 
electroquímica, através de impulsos nervosos ao longo do tubo, desde a região 
anterior à posterior. 
 O tubo neural vai dar origem ao Sistema Nervoso Central actual, diferenciando-se em 
encéfalo e espinal medula. 
 
Fendas Branqueais 
 São aberturas ao longo da faringe 
 A água entra pela boca, passa pelas fendas branqueais para o átrio e depois para o 
átrioporo (saída) 
 Elevada vascularização – facilita as trocas gasosas. 
 
Cauda Pós Renal 
 Confere grande mobilidade 
 
Filo: Chordata 
Subfilo: Acrania ou Cephalochordata 
 Tunicata ou Urochordata 
 Craniota (Vertebrata) 
 
 
Subfilo: Acrania ou Cephalochordata 
 
 Não possuem crânio 
 Corda dorsal extende-se ao longo de todo o organismo 
 Tem apenas 20 espécies e dois géneros. O género mais comum é Branchiostoma 
(anfioxo) 
 Animal marinho 
 Vivem enterrados no substracto, deixando os tentáculos de fora para capturar e 
absorverem o alimento 
 Pequenos (6 a 10 cm) 
 
 
100 
 Cor transparente azulada (não possui hemoglobina) 
 Possui miómeros – segmentos de musculatura (torna a locomoção mais eficaz) 
 São um excelente exemplo das características dos cordados 
 Tubo neural e corda dorsal 
 Sistema respiratório: filtram a água pela boca, passa às fendas branqueais e sai pelo 
atrioporo 
 Sistema circulatório fechado sem hemoglobina nem coração 
 Não possuem barbatanas mas sim pregas membranares 
 São dioicos 
 
Anfioxo (dupla extremidade) – ambas as extremidades têm a mesma forma 
 
 
Subfilo: Tunicata ou Urochordata 
 
 
 Revestidos por uma túnica 
 Só possuem corda dorsal na região posterior do corpo 
 Marinhos 
 Solitários, coloniais 
 Filtradores 
 Têm 2 sifões: sifão cloacal e bocal. 
 
 
Filo: Chordata 
Subfilo: Tunicata ou Urochordata 
Classes: Ascideacea 
 Thaliacea 
 Larvaceae 
 
Classe: Ascideacea 
 
Ex. Ascídeas 
 Sésseis (estado adulto) 
 Forma de saco – grande porção do saco é 
preenchido pelas fendas da faringe. 
 A água passa para a faringe respiratória e depois de 
ter entrado pelo sifão bocal, passa para o átrio e 
depois sai pelo sifão cloacal, ou seja, 2 sifões. 
 Coloniais. 
 
 
 
 
 
101 
Larva de ascídea 
 Vida livre 
 Cauda pós-anal 
 Sofrem metamorfose 
 
Muito semelhantes aos ancestrais dos 
cordados 
 
Na porção anterior vão-se desenvolver 
órgãos adesivos que o vão fixar, conduzindo 
à perda da região posterior e 
consequentemente, perda de grande parte 
da corda dorsal e tubo neural. 
 
 
 
 
Classe: Thaliacea 
 
Ex. Salpas 
Sifão cloacal e sifão bocal em extremidades opostas 
Não apresentam formas sésseis – são de vida livre 
 
 
Classe: Larvaceae 
 
Ex. Apendiculários 
Corpo muito transparente 
Semelhanças às larvas das ascídeas 
Mantêm a cauda e a corda dorsal 
 
 
A Teoria de Walter Garstang diz-nos que as larvas de ascídeos terão dado origem aos restantes 
cordados por paedomorfose. 
Vamos ter no estado adulto dos descendentes, características juvenis das espécies ancestrais 
(não é mais aceite) 
 
 
Subfilo: Craniota (Vertebrata) 
 
Têm uma estrutura que protege a região anterior do tubo neural – crânio 
 
 
 
102 
 
Novidades Evolutivas dos Vertebrados: 
 Endoesqueleto cartilagíneo ou ósseo 
o Crânio (protege o encéfalo) 
o Coluna vertebral (protege a espinal medula) 
o Maior eficiência na locomoção e maior capacidade de controlo 
o Órgão axial – nova estrutura que vem substituir a corda dorsal 
o Vai rodear e proteger o tubo neural 
 Tubo neural diferencia-se em encéfalo e espinal medula (há aumento da 
complexidade) 
 Diferenciação de 3 partes do corpo: cabeça, tronco e cauda 
 Posse de dois pares de extremidades 
o Peixes-barbatanas 
o Membros superiores e inferiores 
 Faringe respiratória – fendas 
branquiais abrem para o 
exterior (eficiência nas trocas 
gasosas) 
 Fendas braqueais – 
suportadas por arcos 
branqueais 
 
 
 
 
 
 
 
 
103 
 
 
Cyclostomes – boca circular (não têm valor filogenético) 
 
NOTAS: Cordados apareceram antes da Era Paleozóica 
Os primeiros fósseis aparecem no Período Carbonífero 
 
 Conodonta extinguiram-se no Triássico (ocupam toda a Era Paleozóica e Mesozóica) 
 
Filo: Chordata 
Subfilo: Craniota 
Superclasse: Pisces 
 
Classe: Agnatha, Myxinoidea 
 
Características: 
 Glândulas mucosas 
 Segregam muco quando se sentem ameaçadas 
 Tegumento liso (não têm escamas) 
 Tentáculos à volta da boca (detectam os alimentos) 
 Base da alimentação – Poliquetas 
 Ectoparasitas. Através de placas raspadoras, raspam a pele para sugarem o sangue de 
outros animais 
 Mares muito frios e com pouca luz 
 Epibênticos – vivem enterrados na lama 
 Grandes cardumes 
 Reprodução sexuada – desenvolvimento directo 
 
Diversidade dos Vertebrados 
 
Super Classe Pisces 
(grupo parafilético – ancestral mas não tem 
todos os descendentes) 
 
Super Classe Tetrapoda 
(4 membros) 
 
Classe Agnatha 
(Sem mandíbulas) 
Classe Amphibia 
(Ambos os membros) 
Classe Placodermi 
(extintos/fósseis) 
Classe Reptilia 
(Latim - rastejar) 
 
 
Classe Chondrichthyes 
 (peixes com esqueleto cartilaginoso) 
Classe Aves 
 
 
Classe Osteichthyes 
(esqueleto ósseo cartilaginoso) 
Classe Mammalia 
(posse de glândulas mamárias e pelos) 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Chondrichthyes
 
 
104 
 Os juvenis são hermafroditas – serão macho ou fêmea consoante a estrutura 
populacional da espécie. 
 Há corda dorsal sem vértebras 
 Crânio e coluna vertebral quase inexistente 
 Fendas branqueais abrem para uma câmara branquial e a água sai pelo orifício 
branquial. 
 Existem algumas estruturas cartilagíneas a proteger o encéfalo 
 Fazem um nó sobre si próprios para aumentar a capacidade de sucção (ao criar uma 
pressão negativa na boca) do sangue do hospedeiro, para se defenderem e evitarem 
de serem capturados. 
 
 Hagfishes 
Myxinoidea Mixnes Enguia do casulo (Portugal Myxine glutinosa) 
 
 
 Depois 
 
 
Surge a barbatana dorsal 
 Ex: Myllokumingia (espécies fósseis do câmbrico) 
 Haikouichthys 
 Depois 
 
 
Com vertebras (Vertebrata) 
 Ex. Lampreia 
 
 
Classe: Agnatha, Petromyzontoidea 
 
 Ectoparasitas 
 Dentículos córneos (odontoides), servem para sugar o sangue da presa 
 Placas raspadoras – fixam-se na pele do peixe e estas placas raspam-na 
 Vários orifícios branqueais 
 Uma única narina 
 Barbatana dorsal 
 Aparecimento de vértebras rudimentares 
 Olhos evoluídos 
 Pelágicos (vivem no fundo do mar – pouca luz) 
 Encéfalo protegido pelo crânio 
 
Larva da lampreia (amocetes) 
 6 a 10 mm 
 
 
105 
 Crânio rudimentar, corda dorsal é o principal órgão esquelético 
 Enterradas no sedimento 
 
Ciclo de vida da Lampreia (Petromyzon marinus) 
 
Espécie anádroma– Vive no mar e reproduz-se em água doce 
 Ex. Petromyzon (lampreia do mar) 
Espécie Catádroma – Vivem nos rios e reproduzem-se nos mares 
 Ex. Enguias 
 
Os ovos de lampreia precisam de alguma corrente e de oxigénio 
 
1) A fêmea fixa-se numa pedra e deixa-se ficar ao ‘sabor’ da corrente. 
2) Abana violentamente o corpo para criar uma zona de menor corrente onde deposita 
os ovos sem perigo de serem arrastados. 
3) O macho agarra-se à fêmea e enrola-se à volta dela, libertando o esperma que fecunda 
os ovos. 
4) Depois de depositar os gâmetas a fêmea morre e no seu lugar (agarrado à pedra) fica o 
macho, para manter a oxigenação dos ovos. 
5) Ao fim de dois dias, o macho morre de exaustão. 
6) Ao fim de duas semanas eclodem os amocetes e deixam-se ir com a corrente. 
7) Enterram-se num sedimento e ficam lá 2 a 5 anos, filtrando os alimentos. 
8) Ao fim deste tempo, desenterram-se e vão para o mar ectoparasitar peixes. 
 
Estado de preservação: Petromyzon marinus 
Global – pouco preocupante (baixo risco de extinção) 
Nacional e Espanha – vulnerável à extinção 
 
Estado de preservação: Lampetra fluviatilis 
Global – baixo risco de extinção 
Nacional – criticamente em perigo 
Espanha – Regionalmente extinto 
 
 
Classe: Agnatha, Conodonta 
 
Conodontes: 
 Extinguiram-se no final do Triássico 
 Tecidos mineralizados (novidade evolutiva) – fossilizam bem 
 10 mm 
 Estruturas fósseis situadas na cabeça (não têm maxilas) 
 Corpo contem estruturas que ajudam a digestão de alimentos 
 
 
 
 
106 
Classe: Agnatha, “Ostracodermes” (Sem valor filogenético) 
 
 Possuem uma derme com mineralização 
 Grupo fóssil exclusivo da Era Paleozóica 
Bentónica: Viviam no sedimento 
Epibentónicos: Deslocavam-se junto do sedimento 
Pelágicos: Andavam livremente pela coluna de água 
 
Pteraspida (valor filogenético) 
 Pelágicos 
 Escamas mineralizadas 
 Têm expansões laterais da carapaça (estabiliza a natação) 
 Corpo fusiforme 
 Asas ou barbatanas 
 
“Cephalaspida” (não tem valor filogenético) 
 Olhos dorsais 
 Achatamento ventral da carapaça (região encefálica) 
 Epibentónicos 
 
Superclasse Piscies 
 Superclasse Agnatha Gnathostomata 
Classes: 
Placodormi 
Chondrichthes 
Osteichthyes 
 
G n a t h o s t o m a t a 
 Maxilas Boca 
 
 Organismos vertebrados com maxilas 
 Surgiram na Era Paleozóica (1ºs fósseis do Ordoviciano) 
 
 Coluna vertebral funcional 
 Corda dorsal 
 Tubo neural (encéfalo e espinal medula) 
 Barbatanas 
 Maxilas 
 
Como surgiram as maxilas? 
 
 A partir da evolução e diferenciação dos arcos branquiais 
 
 
 
107 
Vantagem das maxilas 
Permite outro tipo de alimentação, pois permite 
prender o alimento e tritura-lo. 
 
A primeira fenda branquial não desaparece. Vai 
manter-se e transformar-se num orifício – 
Espiráculo (pequeno orifício que faz a ligação com 
as fendas branquiais) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1º arco branquial – mandíbula superior 
2º arco branquial – órgão de suporte à própria maxila 
 
Lampreias – Barbatana dorsal (novidade evolutiva) 
 
Até este momento, encontramos duas barbatanas (dorsal e caudal) 
 
Depois surgiu dois pares de extremidades (barbatanas pares) 
Barbatanas peitorais e pélvicas 
 
Vantagens: Permite um maior controlo da locomoção 
 (subir /descer, mudar de direcção esquerda/direita) 
 Estabiliza a rotação do corpo sobre o seu próprio eixo 
 
 
108 
Já temos elementos esqueléticos que virão a substituir a corda dorsal que ainda existe) – arco 
neural. 
 
Vertebras – Conjunto seriado de elementos (uma estrutura é repetida em séries-homologia 
seriada). Parte central da vertebra – centrum (calcificação do notocórdio) 
 
 
Classe: Placodermi (completamente extintos) 
 
 Registo fóssil no Silúrico e Devónico 
 Peixes grandes - até 9m mas também pequenos com alguns centímetros 
 Revestidos por grandes placas – armadura muito forte na parte cefálica e 
toráxica principalmente (podem ser articulados – fácil movimento) 
 Corda dorsal persiste no estado adulto 
 Organismos epibênticos 
 Olhos na parte dorsal 
 Placas cortadoras – predadores 
 Alguns tinham o aspecto de raias ou tremelgas 
 Eram muito abundantes mas tiveram uma extinção rápida 
 Estavam demasiadamente adaptados para a primeira época 
 Poderiam ter surgido outras espécies mais adaptadas (selecção natural) 
 
Classe: Chondrichthyes (peixes cartilagíneos) 
 
 Possuem cartilagem mas não possuem ossos 
 Podem existir mineralizações que conferem resistência à cartilagem 
 
Chondrichthyes actuais: 
 Posse de esqueleto completamente cartilagíneo 
 Escamas placoides (espinhas direccionadas) 
 Barbatana caudal heterocérquica (sem simetria) 
 Boca em posição subterminal ventral 
 Sistema da linha lateral – canais com células sensoriais que identificam alterações de 
pressão 
 
Escamas: 
 
Escamas placóides (Fig. a), característicos 
de peixes cartilagíneos (tubarões e raias) 
Escamas Ganoides (fig b) como de esturjão. 
Escamas ctenóides (Fig. c), de forma poligonal, 
Escamas ciclóides (Fig. d) 
 
 
 
 
109 
Barbatanas: 
 
Barbatana caudal heterocérquica 
Barbatana caudal homocérquica 
Barbatana caudal redondada 
Barbatana caudal seminunal 
Barbatana caudal truncada 
 
 
 
 
Chondrichthyes tem dois grupos: 
 Elasmobranchs – selários 
 Holocephalans – quimeras 
 
 
Elasmobranchs 
 Batoidea 
o Ex. Raias 
 Squali 
o Ex. Tubarões 
 
Holocephalans (quimeras ou peixes-rato) 
 Ex. Chimaera monstruoso (até 2 m, espinho venenoso) 
o Cores bonitas 
o Não são comestíveis 
o Têm uma tampa a fechar as fendas branqueais – 
opérculo (valor adaptativo) 
o Protege as branquias 
o Fecha hermeticamente a câmara braquial 
o Possibilidade de estar a respirar sem estar a nadar 
o A boca abre, o opérculo fecha criando-se pressões 
negativas dentro do organismo que vão permitir as 
trocas gasosas. 
 
Os tubarões têm que estar sempre a nadar para puderem oxigenar o sangue, uma vez que não 
têm opérculo a proteger as brânquias. Dorme em zonas onde haja movimentação de água. 
Têm barbatanas fixas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
110 
Classe: Osteichthyes (Peixes ósseos - barbatanas articuladas que se movimentam) 
 
Subclasse: Acanthodii 
 
 Barbatanas suportadas por espinhos 
 Fósseis 
 Barbatana caudal heterocérquica 
 1ºs fósseis no Ordovício 
 Extinguiram-se na Era Paleozóica 
 
Subclasse: Actinopterygii 
 
O nome advém com a forma como são suportados as barbatanas pares 
 Barbatanas suportadas por raios 
 1ºs fósseis – Silúrico 
 Incluem 3 grupos 
 1 bem representado 
 2 com meia dúzia de espécies 
o Teleósteos 
o Condrósteos 
o Holósteos 
(consoante o grau de ossificação) 
 
Subclasse: Sarcopterygii 
 
 Barbatanas pares suportadas por lobos carnudos 
 3 grupos 
o Dipnóicos 
o Eipidisteos 
o Celacantos 
 
Subclasse: Actinopterygii 
 
 
Consoante o grau de ossificação: 
 
 Teleósteos: Grupo muito bem representado 
Grande grau de ossificação 
 
 Holósteos: Nível médio de ossificação (abundante no Paleozóico) 
 
 Condrósteos: Baixo nível de ossificação 
Quase tudo é cartilagem 
 
 
 
111 
1) Condrósteos 
 
Ex. Esturjão 
 Géneros mais conhecidos Huso, Acipenser 
 Ovas destes peixes faz o caviar 
 Alimentam-se de macroinvertebrados 
 São epibentónicos ou bentónicos 
 Vivem em rios 
 
Ex. Esturjão-espátula 
 Esturjão-espátula-chinês 
 Psephurus gladius 
 
Esturjão-Espátula-americano 
 psephurus spathula 
 Vulnerável ou quase extinto 
 
Ex. Biquires 
 África 
 Sabe-se muito pouco sobre a sua filogenia 
 Polypterus erpetoichthys 
 Água doce 
 Muitas barbatanas 
 Escamas ganóides primitivas 
 
 
2) Holósteos 
 
Ex. Peixe lagarto 
 América central 
 Predadores 
 Corpos alongados Esqueleto parcialmente ossificado 
 Escamas ganoides mais desenvolvidas 
 Lepisosteus osseus 
 
Ex. Alcaraz 
 América do norte 
 Água doce 
 Barbatana dorsal longa 
 Amia calva 
 
 
 
 
 
112 
3) Teleósteos 
 
 Era Cenozóica 
 Quase exclusivamente ósseos 
 Escamas coclóides (sardinha, sável, savelha) 
 Escamas ctenoides (dourada etc) 
 
 Família Anguillidae 
o Catádroma (vive nos rios, reproduz-se no mar) 
o Atlântico Norte de Sargaços (área de desova) 
 
Larva: leptacéfalos (quase não se vê) 
Metamorfose ocorre ainda no mar durante a sua migração do mar dos Sargaços até 
aos locais de água doce 
 
Nos estuários – fase de enguia 
 
 Para subir os estuários, avança com a subida da maré, depois fixa-se quando a maré 
esvazia, junto ao sedimento onde não há muita corrente. 
 Torna a avançar quando a maré torna a subir. 
 
 
Subclasse: Sarcopterygii 
 
o Dipnóicos 
o Eipidisteos 
o Celacantos 
 
 
1. Dipnóicos 
 
Alguns deles têm pulmões rudimentares (peixes pulmonados) 
Possuem narinas internas 
 
Austrália – 1 espécie – Neoceratodus 
América do Sul – 1 espécie – Lepidosiren 
África – 4 espécies – Protopterus (por exemplo) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
113 
(Protopterus) Durante a estação seca, os dipnoicos 
africanos enterram-se no lodo, protegidos por uma 
espécie de casulo de muco, que os protege da 
desidratação. 
 
 
 
 
2. Eipidisteos 
 
 Elo de ligação entre os anfíbios e os peixes 
 Devónico (viviam em lagos quentes) 
 Dentes 
 Narinas internas desenvolvidas (estas narinas 
internas e a boca vai trazer vantagens a nível 
da respiração) 
 Pulmões funcionais 
 Esqueleto – padrão dos ossos – muito 
próximo do padrão dos ossos dos membros 
posteriores e anteriores dos anfíbios 
 Ex. Eusthenopteron 
 
 
3. Celacantos 
 
J.B.L. Smith (1938) 
Nas ilhas Comores perto de Madagáscar, encontrou à venda um peixe que lhe despertou a 
curiosidade, pois já o tinha visto, fóssil. 
É um peixe encontrado a profundidades, que não sobe nem vive à superfície. 
Em 1999 foi descrito como um fóssil vivo. 
Tem lobos carnudos a suportar as barbatanas. 
Tem barbatanas pares (peitorais e pélvicas) cujas bases são 
pedúnculos que se assemelham aos membros dos vertebrados 
terrestres e se movem na mesma maneira. 
 
Latimeria chalumnae (1939) – entre África e Madagáscar 
Latimeria menadoensis – Mares da Indonésia 
 
 
 
 
 
 
 
 
114 
Transição para os Tetrapoda 
 
Possuem quatro membros – passaram para o meio terrestre. 
 
Sarcopterígeos – Ripidístios – Anfíbios 
 
1ºs tetrápoda – Anfíbios (Devónico, Era Paleozóica – Mesozóico) 
 
Ocorre a passagem do meio aquático para o meio terrestre 
 
Diferenças entre o meio aquático e o meio terrestre 
 
 Os tetrápodes que passaram para o meio terrestre tiveram dificuldade em habituar-se 
à falta de água e muitos acabaram por morrer. 
 Os anfíbios conseguem resistir, mas, em meios muito secos morrem. 
 Os répteis desenvolveram uma camada impermeável e foram os primeiros a habituar-
se à falta de água. 
 A pressão da terra é diferente e a bexiga nadatória já não é necessária. 
 A densidade do ar do meio terrestre é menor, o que causa um problema – suportar-se 
a si próprio. 
 A temperatura dentro de água varia menos do que a temperatura na terra. 
 A luz também difere, os animais terrestres podem explorar muito mais a visão do que 
os animais aquáticos. 
 O som na terra também é diferente. 
 Possuir corpo fusiforme deixa de ter vantagem para andar a grandes velocidades. 
 O oxigénio existe em maior quantidade no meio terrestre do que na água. 
 
Classe: Amphibia 
Subclasse: Labyrinthodontia (extinta) 
 Lepospondyli (extinta) 
 Lissamphibia 
 
Classe: Amphibia 
 
Fósseis mais antigos datam o Devónico 
Ichthyostega (1m) e Acanthostega (60cm) 
 
Principais características dos anfíbios: 
 Vida terrestre e aquática 
 Pele húmida 
 Fertilização externa 
 Possuem pulmões 
 Desenvolvimento de ossículos no ouvido 
 
 
115 
 Olhos com membranas especiais para evitarem a perda de água 
 Possuem língua 
 Sofrem metamorfose 
 Coração dividido em 3 cavidades (duas aurículas e um ventrículo) 
 Respiração cutânea e pulmonar 
 
Subclasse: Lissamphibia 
 Anfíbios com pele macia (sem escamas) 
 Datam do triássico 
 
 
Ordem: Anura 
 
 Ausência de cauda 
 Tornam-se mais independentes da água 
 Permite movimento aos saltos 
 Inclui rãs, relas e sapos 
 29 Famílias e mais de 4800 espécies 
 
 
 
Modos de protecção dos ovos 
 Criação de uma espuma (mantém a humidade) 
 Engolir os ovos e restringir a segregação de ácido no estômago (confere protecção dos 
predadores) 
 Colocação dos ovos em zonas de retenção de água nas plantas 
 Cobrir os ovos com o tegumento 
 
 
Ordem: Urodela (caudados) 
 
 Com cauda 
 Mais adaptados à vida aquática 
 Muitos com cauda nadadora 
 Possuem língua móvel (novidade evolutiva) 
 Capturar as presas 
 Limpeza dos olhos 
 Posicionamento dos alimentos nas diferentes partes da boca 
 Paedomorfose – mantêm as brânquias no estado adulto, 
sendo estas características do estado larvar 
 
 
116 
 Inclui tritões e salamandras 
 10 Famílias e aproximadamente 515 espécies 
 Kaururus – fóssil do Jurássico 
 
 
Ordem: Apoda (sem patas) 
 
 Habitam florestas tropicais (excepto Austrália) 
 Vivem enterrados no solo 
 Inclui as cecílias 
 6 Famílias, 33 géneros e aproximadamente 163 
espécies 
 Eocarcilia – fóssil do Jurássico 
 
Nota: O que ‘prende’ os anfíbios à água é o desenvolvimento embrionário e os ovos. 
 
 
Novidades evolutivas (que permitiram o afastamento da água) 
1. Ovos ‘independentes’ da água 
2. Diferenciação do pescoço 
3. Mastigação mais eficiente 
4. Tegumento impermeável – problemas de oxigenação 
 
 
1) Ovos ‘independentes’ da água 
 
Amniotas 
Ovo cleidóico: amnion, córion, alantóide 
 
Ovos – são a chave para a transição e conquista dos ambientes 
terrestres, têm uma casca impermeável e possuem a água 
necessária no seu interior. 
 
Amnion – membrana que envolve a cavidade amniótica 
(protege de choques mecânicos e da dessecação – líquido 
amniótico) 
Córion – casca dura e impermeável 
Alantóide (cavidade alantóide) – acumulação de produtos de 
excreção 
 
2) Diferenciação do pescoço 
 
 É conseguida com a diferenciação das duas primeiras vértebras, 1ª atlas, 2ª Axis, 
acompanhada de um desenvolvimento de músculos (na zona cervical, recto-
abdominal). 
 
 
117 
 Permite o movimento da cabeça e consequentemente 
uma resposta mais rápida a estímulos. 
 
 
 
3) Mastigação mais eficiente 
 
Diferenciação dos músculos: adutor (aproxima) e abdutor (afasta) 
Músculos com várias orientações – permitem movimentar as mandíbulas 
Permite mastigar sem água 
 
No início as mandíbulas estavam fixas à zona interna do crânio, agora, para aumentar a área 
de inserção, surge um orifício que permite aos músculos fixarem-se do lado interno e externo 
do crânio. 
 
 
A) Mantêm-se sem orifício que vai aparecer mais tarde. Origina 
nomeadamente os Anapsina (Ex. tartaruga) 
 
 
B) Um orifício (inicialmente). Actualmente nos mamíferos, os orifícios 
unem-se com a cavidade orbital 
 
C) Dois orifícios temporais, um superior e um inferior (novidade 
evolutiva). Diapsida 
 
 
Cobras e lagartos – dá-se a fusão dos dois orifícios 
Dinossauros e aves actuais – dois orifícios fundem-se com a cavidade orbital 
Aves – perda do orifício inferior 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
118 
4) Tegumento impermeável – problemas de oxigenação 
 
Solução: oxigenação do sangue através do mecanismo contracorrente. 
 
Mecanismo contracorrente: 
 
O sangue e o ar/água circulam em 
sentidos opostos permitindo a 
oxigenação do sangue continuamente. 
 
Embora tanto a água como o sangue 
possuam em ambas as extremidades a 
mesma quantidade relativade oxigénio 
(rica ou pobre), na prática verifica-se que 
a água possui sempre maior 
concentração de O2, deste modo o 
sangue está sempre a receber O2 e sai 
completamente oxigenado. Atinge-se cerca de 80/90% de eficiência. 
 
 
X – pressão parcial de O2 presente na água 
Y – pressão parcial de O2 na lamela branquial (sangue) 
 
 
 
Mecanismo contracorrente: água e sangue fluem em sentidos 
opostos, permitindo uma grande eficiência nas trocas gasosas. 
 
 
 
Se os fluidos circulassem no mesmo sentido, a eficiência das 
trocas gasosas seria menor, tendiam a igualar concentrações 
logo o oxigénio máximo adquirido seria 50% 
 
 
 
 
 
119 
Anfíbios: 
 Respiram pelo tegumento 
 Os capilares encontram-se junto à superfície, ocorrendo directamente as trocas 
gasosas. A pele tem que estar sempre húmida. 
 O ar que entra é igual ao ar que sai logo, quanto mais irrigada é a pele dos anfíbios, 
mais trocas gasosas ocorrem e mais eficaz é a resposta cutânea. 
 O sangue vai ter quantidade máxima de oxigénio logo que ocorra a troca gasosa. 
 
Desacoplar respiração da locomoção 
 
A concentração dos músculos axiais promove a distensão da gastrália e das costelas, criando 
uma tensão negativa levando à entrada de ar para os pulmões, assim sendo, já não é preciso 
moverem-se para respirar. 
 
Inspiração – contracção dos músculos axiais posteriores, diafragma contrai-se. 
Expiração – relaxamento dos músculos axiais posteriores, diafragma relaxa. 
Diafragma – músculo novo que aparece nos synopsidas 
Sauropsida – músculos axiais e intercostais 
Synopsida – diafragma, axiais e intercostais 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
120 
Pulmão ancestral (anfíbios) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sistema respiratório das aves: 
1ª inspiração: O ar desloca-se pela traqueia até aos sacos 
aéreos posteriores. 
1ª expiração: O ar passa dos sacos aéreos posteriores para 
os pulmões onde se dá a hematose 
2ª inspiração: Os sacos aéreos posteriores recebem novo 
ar e o ar que estava nos pulmões passa para os sacos 
aéreos anteriores. 
2ª expiração: O ar contido nos sacos aéreos anteriores sai 
para o ambiente através da traqueia e o ar contido nos 
sacos aéreos posteriores passa para os pulmões. 
 
 
 
Synapsidas 
Composto por alvéolos pulmonares onde 
se realizam as trocas gasosas. 
A concentração de oxigénio nos alvéolos 
é sempre a mesma e razoavelmente alta. 
Sauropsida 
Pulmão parabrônquico. É rígido, o 
ar está sempre a passar (fluxo 
contínuo de ar) 
 
 
121 
 Tartarugas (anapsida sem orifícios temporais) 
Sauropsida 
Diapsida 
 
Tartarugas – Superordem Chelonia, Ordem Testudines 
 
 13 Famílias mais de 300 espécies 
 Primeiros fósseis Era Mesozóica 
 Não possuem dentes, apenas placas cortantes 
 Carapaça (dorsal) e Plastão (ventral) 
 
Carapaça: A carapaça protectora é formada por placas 
de origem epidérmica que crescem do centro para fora. Ao 
mesmo tempo que se acumula queratina, há segregação de 
osso pela derme. As costelas acabam por se fundir com 
essas placas. 
 
A carapaça e o plastão são assim constituídas por duas 
camadas 
 
Carapaça – Placa epidérmica (queratina) placa dérmica 
(osso) 
Plastão – placa epidérmica (queratina) placa dérmica 
(osso) 
 
 
Vêm desovar à terra, numa cova profunda de areia 
molhada 
 
 
 
 
 
 
Lepidossauros – lagartos, cobras e tuataras 
 Diapsida 
Arcossauros – crocodilos, dinossauros e aves 
 
 
 
 
 
 
 
122 
Lepidossauros – Amniota, Sauropsida, Diapsida, Lepidossauria, Tuatara 
 
Tuatara: 
É um réptil endémico da Nova Zelândia. 
Espécie ameaçada desde 1895. 
Considerado um fóssil vivo, já que pouco se modificou desde 
o Mesozóico. 
Têm características mistas entre lagartos, tartarugas e aves. 
Dentes fundidos aos maxilares e não têm órgãos de copulação 
nem auditivos externos. 
 
Cobras cegas (Amphisbaenia): 
Possuem placas muito duras na zona anterior, usando-as para 
abrir buracos. 
Vivem enterrados no sedimento. 
Portugal tem uma espécie (Blanus cinereus) 
 
Amniota, Sauropsida, Diapsida, Lepidosauria, fósseis: 
 
 
 Placodontes 
 
 Plesiossauros 
 
 Ictiossauros 
Não são dinossauros! 
 
Arcossauros – surgem na Era Paleozóica, radiação adaptativa ocorre na Era Mesozóica 
 
Amniota, Sauropsida, Diapsida, Archosauria, crocodilos 
 
Crocodilos: 
3 Famílias, 23 espécies 
Depois das aves são os parentes mais próximos dos dinossauros 
O único predador natural é o Tigre (!) 
 
 
 
Amniota, Sauropsida, Diapsida, Archosauria, pterossauros 
 
Pterossauros: 
Até 15m de envergadura 
Carnívoros, herbívoros e planctívoros 
Não são dinossauros 
 
http://pt.wikipedia.org/wiki/End%C3%A9mico
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nova_Zel%C3%A2ndia
http://pt.wikipedia.org/wiki/1895
http://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%B3ssil_vivo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mesoz%C3%B3ico
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sauria
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tartaruga
http://pt.wikipedia.org/wiki/Aves
 
 
123 
Amniota, Sauropsida, Diapsida, Archosauria, dinosauria 
 
Estegossauros – placas dorsais 
Anquilossauros – armadura dorsal 
Ceratopsídeos – armaduras cefálicas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ornitópodes: 
Constituem uma subordem de dinossauros 
Começaram como pequenos herbívoros terrícolas, e cresceram 
em tamanho e número até tornarem-se os mais bem-sucedidos 
herbívoros do Cretáceo em todo o mundo, dominando 
totalmente as paisagens da América do Norte. 
A sua maior vantagem evolutiva era o desenvolvimento 
progressivo do aparelho mastigatório que tornou o mais 
sofisticado já desenvolvido por um réptil, rivalizando com o dos 
modernos mamíferos como a vaca doméstica. 
Varridos pelo evento de extinção Cretáceo-Terciário junto com 
todos os outros dinossauros não-aviários. 
 
Hadrossauros: 
O hadrossauro "lagarto bico de pato" 
Herbívoro e semi-bípede que viveu no fim do 
período Cretáceo. Habitou a América do Norte, 
tinha de 8 a 10 metros de comprimento, 4,6 
metros de altura e pesava cerca de 3,2 toneladas. 
 
Terópoda: 
Terópoda é um grupo de dinossauros bípedes, carnívoros e 
omnívoros, pertencentes à ordem Saurischia. As aves 
descendem do grupo Theropoda. 
O nome terópoda significa "pés anormais", pois os 
representantes deste grupo de animais tem como 
característica principal três dedos que tocam o chão, o 
quarto fica suspenso. 
 
 
Estegossauros Anquilossauros 
 
Ceratopsídeos 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dinossauro
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cret%C3%A1ceo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Am%C3%A9rica_do_Norte
http://pt.wikipedia.org/wiki/R%C3%A9ptil
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mam%C3%ADfero
http://pt.wikipedia.org/wiki/Vaca
http://pt.wikipedia.org/wiki/Extin%C3%A7%C3%A3o_K-T
http://pt.wikipedia.org/wiki/Aves
http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Semi-b%C3%ADpede&action=edit&redlink=1
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cret%C3%A1ceo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Am%C3%A9rica_do_Norte
http://pt.wikipedia.org/wiki/Metro
http://pt.wikipedia.org/wiki/Comprimento
http://pt.wikipedia.org/wiki/Altura_(medida)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tonelada
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dinossauros
http://pt.wikipedia.org/wiki/B%C3%ADpede
http://pt.wikipedia.org/wiki/Carn%C3%ADvoro
http://pt.wikipedia.org/wiki/Omn%C3%ADvoro
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ordem_(biologia)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Saurischia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Aves
http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A9
http://pt.wikipedia.org/wiki/Animais
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dedo
 
 
124 
Aves: 
As aves compartilham centenas de características do esqueleto com os 
dinossauros, especialmente com as derivadas dos terópodes. A maioria das 
análises mostra serem seus parentes próximos. Ainda que difícil de identificar no 
registro fóssil, as similaridades nos sistemas digestivo e cardiovascular, assim 
como similaridades comportamentais e a presença comum de penas, também 
ligam as aves aos dinossauros.Primeiro fóssil encontrado foi do Archaeopteryx (Jurássico) 
 
Evolução do vôo 
1. Teoria arbórea ("das árvores para baixo") 
A hipótese arbórea afirma que os ancestrais das aves viviam em árvores, saltando de galho em 
galho. Este estilo de vida teria favorecido a evolução de metatarsos (ossos dos pés) alongados 
e um hálux ("dedo grande") voltado para trás para poder segurar nos galhos. 
Os membros dianteiros e os membros traseiros ter-se-iam tornado adaptados para propósitos 
separados; os frontais para escalar e os traseiros para saltar. A hipótese propõe que os 
membros dianteiros, usados para escalar, permaneceram longos e não foram reduzidos. 
A superfície das "asas" progressivamente cresceu para desenvolver uma boa habilidade de 
planar. Após planar, elas teriam começado a oscilar para aumentar sua eficiência de voo. 
 
2. Teoria cursória ("do solo para cima") 
Esta hipótese propõe que alguns animais corredores velozes com longas caudas usavam os 
seus membros anteriores para manter o equilíbrio enquanto corriam. Versões modernas desta 
teoria diferem em muitos detalhes da versão original, principalmente por causa das 
descobertas desde a época da sua criação até aos dias de hoje. 
A teoria defende que o aumento da área da superfície dos membros anteriores estendidos 
poderia ter ajudado pequenos predadores cursórios a manter seu equilíbrio, e que as escamas 
dos antebraços se tornaram alongadas, evoluindo para penas. As penas podem também ter 
sido usadas como uma armadilha para capturar insetos ou outras presas. Progressivamente, os 
animais saltariam por grandes distâncias, ajudados pelas suas asas desenvolvidas. 
Três estágios principais na evolução do voo. 
1) O voo passivo era realizado, no qual as estruturas das asas desenvolvidas serviam 
como um tipo de paraquedas. 
2) O voo activo era possível, no qual o animal executava o voo batendo as asas. 
3) As aves ganharam a habilidade de levantar voo. 
 
3. Corrida inclinada com a ajuda das asas 
A hipótese da corrida inclinada com a ajuda das asas foi estimulada pela observação de jovens 
filhotes de perdizes, e propõe que as asas desenvolveram as suas funções aerodinâmicas como 
resultado da necessidade de correr rapidamente subindo planos inclinados tais como tronco 
de árvores, por exemplo para escapar de predadores. 
 
 
 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Digest%C3%A3o
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_circulat%C3%B3rio
http://pt.wikipedia.org/wiki/Etologia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pena
http://pt.wikipedia.org/wiki/Metatarso
http://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%A1lux
http://pt.wikipedia.org/wiki/Paraquedas
 
 
125 
Outras especializações das aves: 
 Ossos pneumáticos 
 Pescoço longo em ‘S’ 
 Pé com 4 dígitos (1 para trás) 
 Poucas vértebras caudais e reduzidas (pigostilo) 
 Bico (queratina) e sem dentes 
 Externo em forma de quilha 
 
Aves (ordens): 
 Neognathae: São aves que possuem asas bem desenvolvidas e o osso esterno 
com quilha 
 Paleognathae: Paleognathae ("mandíbula antiga") é uma das duas superordens 
de aves viventes. Compreende diversas ordens vivas e extintas. 
Estas aves apresentam asas atrofiadas ou ausentes e o osso esterno situado no peito, 
e não possui quilha. 
 
Paleognathae: 
 
Moas: 
As moas são um grupo extinto de aves não voadoras pertencentes à 
família Dinornithidae. O grupo era endémico da Nova Zelândia. Existiam 10 
espécies. 
É um grupo diverso, principalmente quando se refere a seu tamanho, com 
postura horizontal e asas pequenas, seu corpo era fortemente apoiado por 
pernas grossas e pés consideravelmente grandes; pescoço longo acompanhado 
de uma cabeça pequena, o seu bico era largo e recto e as suas narinas eram 
bem desenvolvidas. 
A moa gigante Dinornis novaezealandiae poderia atingir cerca de três metros de altura e 250 
kg de peso. 
 
Tinamous: 
São aves de aparência galinácea, aparecendo desde o México até 
à Patagónia. Representam um dos mais antigos grupos de aves do 
continente americano, com registos fósseis procedendo 
do Mioceno da Argentina. 
Alimentam-se predominantemente de sementes. Diferentemente da 
maioria das aves, a incubação e o trato dos filhotes são tarefas 
exclusivas dos machos. Outra constante é a dominância do sexo 
feminino e a monogamia. Cabe às fêmeas definir territórios, mantê-los, atrair e competir 
pelos machos que as fecundarão e, feita a postura, chocarão seus ovos e cuidarão de sua 
descendência. Existem 47 espécies. 
 
 
 
 
 
126 
Emu: 
Dromaius novaehollandiae, "Corredor da Nova Holanda" é a maior ave 
nativa da Austrália e, depois do avestruz, a segunda maior ave que vive 
hoje. 
Habita a maioria das áreas menos povoadas do continente, evitando 
apenas a floresta densa e o deserto severo. Como todas as aves do 
grupo das Ratitas, não pode voar, mas, distintamente de alguns, tem 
pequenas asas escondidas sob as penas. 
 
Casuar: 
O casuar (Casuarius spp.) é uma ave do grupo de aves ratitas de 
grande porte, nativas do nordeste da Austrália, Nova Guiné e ilhas 
circundantes. 
As três espécies de casuar pertencem à família Casuarijidae e são, com 
a avestruz e a Ema, as maiores aves existentes na actualidade. O 
habitat preferencial do casuar são zonas de floresta tropical. É uma ave 
ágil, que pode correr a cerca de 50 km/h e saltar 1,5 m sem qualquer 
balanço. São animais normalmente pacatos e tímidos que no entanto 
podem ser extremamente agressivos e perigosos para o Homem para 
proteger o ninho ou as suas crias. 
 
Rea ou Nandu (Ema): 
O nandu-de-darwin (Rhea pennata ou Pterocnemia pennata) é um 
parente menor da Ema que se distingue facilmente desta pelas manchas 
brancas apresentadas no dorso. 
Ocorre nas zonas altas do Peru e América do Sul. 
 
Avestruz 
É uma ave não voadora, originária da África, que leva o nome 
científico Struthio camelus. É a única espécie viva da 
família Struthionidae, do género, Struthio, e da ordem das 
Struthioniformes. Considerados a maior espécie viva das Aves e o 
seu nome científico vem do grego para "pardal-camelo" . 
 
Kiwi 
O quivi não voa, tem hábitos noturnos e vive num buraco no solo. É uma 
família ameaçada. Esta ave é a menor das ratitas vivas, as aves não 
voadoras e não nadadoras. Antes da chegada dos humanos em 1.300 
d.C., não existiam mamíferos na Nova Zelândia (com exceção de 3 
espécies de morcegos), e a ilha estava cheia de pássaros e répteis. 
 
 
 
 
 
 
 
127 
Dimetrodon era um gênero de predador sinápsideo (grupo de 
animais intermediários entre os mamíferos e répteis) que 
floresceu durante o Pérmico. 
Foi mais estritamente relacionada aos mamíferos do que aos 
répteis atuais, como os lagartos. 
Não era um dinossauro, apesar de ser popularmente 
agrupado com eles. Pelo contrário, é classificada como uma 
Pelycosauria. Fósseis de dimetrodontes foram encontrados 
na América do Norte e Europa. 
 
Mammalia 
 
Os mamíferos caracterizam-se pela presença de glândulas mamárias que, nas fêmeas, 
produzem leite para alimentação das crias, e a presença de pelos ou cabelos. 
 O cérebro controla a temperatura corporal e o sistema circulatório, incluindo o coração (com 
quatro câmaras). Os mamíferos incluem mais de 5 416 espécies. 
 
 O leite possui propriedades antimicrobianas 
 Respirar e engolir passam a ser acções indepentendes (mastigar é possível durante a 
respiração) 
 Os músculos faciais desenvolvem-se com a amamentação 
 
Evolução dos mamíferos: 
(A evolução dos mamíferos a partir dos sinapsídeos répteis ancestrais dos mamíferos) foi um 
processo gradual que levou aproximadamente 70 milhões de anos, do médio Permiano ao 
médio Jurássico. Na metade do Triássico, havia muitas espécies que se pareciam com 
mamíferos, e apenas no início do Jurássico aparecem os primeiros mamíferos verdadeiros. 
Do ponto de vista da nomenclatura filogénica, os mamíferos são os únicos sinapsídeos 
sobreviventes, uma linhagem que se separou dosVantagens: Baseado numa característica 
 Sistematiza a informação 
Desvantagens: Separa animais semelhantes e agrupa animais diferentes 
 
Artificiais (feitas com base no estudo de poucas características sem ter em conta as relações 
filogenéticas) – têm as mesmas desvantagens da classificação prática 
 
Natural – Procura ancestral comum. Baseado no máximo de características e também vai 
atender às relações de parentesco 
 
1859 – A partir daqui – Classificação Natural 
Darwin, 1859, ‘The Origin Of Species’ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9 
Caracteres homólogos Caracteres análogos 
Origem semelhante Origem diferente 
 
 
Espécie: Grupos de populações naturais que se criam entre si e estão sexualmente 
isolados de outros grupos idênticos 
 
Domínio  Reino  Filo  Classe  Ordem  Família  Género  Espécie 
 
(Rei Filipe Casou Ontem, Feliz Garante Estar) 
 
Classificações intermédias 
Subfamília 
Superclasse 
Subdomínio 
Superordem 
Subfilo 
 
 
1) ‘Gaivota cinzenta’ 2) ‘Gaivota americana’ 
 
1) Larus argentatus 
Género epíteto específico 
2) Larus argentatus smithsoniana 
 Género epíteto específico epíteto subespecífico 
 
 
 
 
10 
1) Escrito em latim, pois é uma língua morta que não sofre alterações 
2) Nomenclatura binomial 
3) Subespécie é nomenclatura trinominal 
4) O nome da espécie deve ser escrito em itálico ou em manuscrito, sublinhado 
5) À frente da designação, deve-se escrever com letra normal, o nome ou abreviatura do 
taxonomista que atribuiu nome à espécie 
6) Pode-se citar a data da publicação (ano), separado por uma vírgula 
7) O nome da família pode-se obter acrescentando a terminação –idae à raiz do nome (em 
animais) e –acea nas plantas 
 
 
Zea mays Lineu, 1758 
Existem ainda: 
Homónimos – mesmo nome, animais diferentes 
Sinónimos – mesmo animal, nomes diferentes 
 
 
Se dois taxonomistas descobrirem a mesma espécie e atribuírem nomes diferentes, segue a lei 
da prioridade. Quem descreveu primeiro, com a devida publicação da descoberta, dará o 
nome. 
 
Invertebrados 
 
Maioria das espécies de animais são invertebrados 
Porifera-------------------------8.000 espécies 
Placozoa-----------------------------1 
Cnidaria-----------------------10.000 
Ctenophora------------------------80 
Plathyhelminthes-----------20.000 
Mollusca--------------------100.000 
Annelida----------------------12.000 
Arthropoda---------------1.113.000 
Nematoda--------------------22.000 
Nematomorpha-----------------325 
Rotifera-------------------------2.000 
Echinodermata---------------6.000 
 
Características principais dos organismos 
1) Simetria 
2) Cefalização 
3) Metamerismo 
4) Cavidade do corpo 
5) Segmentação 
 
 
 
 
 
 
11 
1) Simetria 
 O arranjo das estruturas que existem no corpo 
 Baseia-se em eixos fixos de simetria 
 Vamos obter o corpo dividido em dois ou mais partes iguais. 
 Assimetria – não há eixo ou plano que se faça passar pelo organismo originando partes 
iguais (exemplo – algumas esponjas) 
 
Esférica birradiada 
Simetria Radiada tetrarradiada 
Bilateral pentarradiada 
multirradiada 
 
 Simetria esférica (muito rara) 
Exemplo protozoários – radiolários (na maioria seres vivos marinhos) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O corpo é dividido em partes iguais. Qualquer plano que divide pelo centro da esfera, divide o 
organismo em duas partes iguais. 
 
 Simetria radiada 
Típica de organismos sedentários ou de alguns flutuantes (pouco movimento) 
 
Simetria radiada perfeita é rara 
 
 
Simetria Birradiada: só existe um plano que divide em duas 
partes iguais (ex cnidaria – anémona; esponjas) 
 
 
 
 
 
Simetria tetrarradiada: dois planos que dividem o 
organismo em quatro partes iguais (ex cnidaria – 
Hidromedusa) 
 
 
 
12 
Simetria pentarradiada: Quando são larvas 
possuem simetria bilateral (simetria secundária) 
(ex echinodermata – estrela-do-mar) 
 
 
 
 
 
 
Simetria multirradiada: (ex echinodermata – 
estrela-do-mar) 
 
 
 
 
 
 
 Simetria Bilateral 
Só existe um plano que vai dividir o ser vivo em duas partes iguais. Este plano separa a parte 
direita da parte esquerda. 
Está presente nos organismos que são móveis, deslocam-se com a parte anterior para a frente, 
e está associado à cefalização, normalmente na região anterior do corpo. 
(ex. Artrópodes, Moluscos, Nemátodes) 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pode-se construir uma árvore filogenética baseada numa característica: Simetria 
 
 
 
 Simetria bilateral 
 
 
 
 
 Simetria radial 
 
 
 Assimetria 
 
 
 
13 
2) Cefalização 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3) Metamerismo 
Divisão do corpo dos que têm simetria bilateral (ex. anelídeos) 
Têm segmentos em que as estruturas são iguais e há repetição de 
órgãos 
 
4) Cavidade do corpo 
 
Excepções: 
Não têm ciclo  unicelulares  protozoários 
Grupo porífera – várias células mas não estão organizadas em tecidos (esponjas) 
São excluídos os que não têm tecidos verdadeiros 
Os organismos triploblásticos podem ser: 
Acelomados – Platelmintes 
Pseudocelomados – Rotífera, Nematomorpha 
Celomados – Mollusca, Annelida, Echinodermata 
 
 
 
 
 
14 
 
J) Não possuem celoma 
 Não existe uma cavidade a separar ecto/endo/mesoderme 
L) Existe uma cavidade entre a mesoderme e a endoderme. A terminação 
pseudocélio está incorrecta, visto que a cavidade não foi formada no meio da 
mesoderme. Está revestida por células da endoderme e da mesoderme e não 
apenas por esta última. 
N) Celoma – Cavidade que está forrada quer interna quer externamente pela 
mesoderme. 
 O celoma não é formado da mesma maneira em todos os animais e como tal, 
têm nomes próprios 
 
 
Origem do celoma 
Esquisocelomados Enterocelomados 
 
 
5) Segmentação 
 
O esquizocélio forma-se por 
escavações das bandas mesodérmicas 
Forma-se a partir do intestino 
primitivo, a partir de desinvaginações 
do intestino que se desenvolvem, 
resultando no celoma 
 
 
15 
Baseado no tipo de ovo 
Tipos de ovos – dependem da quantidade de vitelo (subs. nutritiva) e distribuição deste no ovo 
a) Microlecíticos (isolecítico, alecítico, homolecítico) 
Pequena quantidade de vitelo (25%) e está distribuído uniformemente no ovo. 
b) Mesolecítico (meiolecítico, heterolecíticos) 
A quantidade de vitelo já é maior (45%). Já quase metade do ovo tem 
substância de reserva e, acumula-se num pólo do ovo que se chama de pólo 
vegetativo. 
c) Megalecítico (telolecíticos) 
 
Quantidade de substância de 95% que está também direccionada para o pólo 
vegetativo. 
 
a) Segmentação holoblástica (total – igual) típica nos mamíferos 
O ovo vai dividir-se todo porque o vitelo tem uma distribuição uniforme. 
 
b) Segmentação holoblástica (total – desigual) encontrada em peixes e anfíbios 
 
c) Segmentação meroblástica (parcial) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
16 
Invertebrados – segmentação holoblástica 
 Radial 
 Ovos de regulação 
 Desenvolvimento indeterminativo 
Espiral 
 Ovos em mosaico 
 Desenvolvimento determinativo 
 
 Segmentação radial 
 Simples 
 Fácil 
 
Os primeiros planos de divisão fazem-se no sentido meridional (do pólo norte ao pólo sul) 
Terceiro plano e seguintes de clivagem fazem-se no sentido longitudinal. Os blastómeros ficam 
assim dispostos radialmente 
 
 Segmentação espiral 
Até à formação dos quatro blastómeros (ou seja, as duas primeiras divisões), as divisões são 
iguais à segmentação radial 
 
Os dois primeiros planos são meridionais relativamente aos pólos, mas os seguintes terão uma 
inclinação na diagonal relativamente aos pólos (planos oblíquos). 
 
2 linhas evolutivas (Invertebrados) 
 
Protostomia Deuterostomia 
Segmentação espiral Segmentação radial 
Blastópora – boca Blastópora - ânus 
 Celoma – esquizocélio Celoma – enterocélio 
SNC ventral SNC dorsal ou superficialsauropsídeos (os répteis), no fim 
do Carbonífero, tornando-se os maiores e mais comuns vertebrados do período Permiano. O 
desenvolvimento de algumas características típicas dos mamíferos, como a endotermia, os 
pelos e o cérebro maior, pode ter sido estimulado pelo predomínio anterior dos dinossauros, 
que ocupavam os nichos ecologicos diurnos e forçaram os mamaliformes para os nichos 
noturnos. 
Embora as glândulas mamárias sejam a assinatura nos mamíferos modernos, pouco se 
conhece sobre sua evolução e sobre o processo de lactação, e menos ainda sobre o 
desenvolvimento do neocórtex, outro traço distintivo desse grupo. O estudo sobre a evolução 
dos mamíferos concentra-se actualmente no desenvolvimento dos ossos médios do ouvido a 
partir da articulação da mandíbula dos ancestrais amniotas, junto com a análise da evolução 
da postura erecta dos membros, do palato secundário, do pelo e do sangue quente. 
 
Classificar mamíferos: 
Modernos – fêmeas têm glândulas mamárias 
Fósseis – mamíferos usam dois ossos para ouvir e todos os outros amniotas usam-nos para 
comer. 
 
 
128 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Monotremados: 
Os monotremados têm algumas características que devem ter sido herdadas 
dos amniotas originais: 
Usam o mesmo orifício para urinar, defecar e reproduzir-se ("monotremado" significa "orifício 
único") - da mesma forma que os lagartos e as aves. 
Põem ovos com casca, como os de lagartos, tartarugas e crocodilos. 
Diferente dos outros mamíferos, as fêmeas dos monotremados não possuem mamilos e 
alimentam seus filhotes por leite "suado" de glândulas do seu abdómen. 
 
Theria 
Theria ("bestas") é um nome aplicado ao grupo hipotético a partir do qual os 
grupos metatheria (que inclui os marsupiais) e eutheria (que inclui os placentários) 
descendem. 
 
Metatheria: 
O grupo moderno metatheria inclui todos os marsupiais ("animais com bolsas"). O mais antigo 
marsupial conhecido é o Sinodelphys, encontrado em uma camada de xisto de 125 milhões de 
anos (começo do Cretáceo) na província de Liaoning, no nordeste da China. 
A gestação é muito curta, tipicamente de quatro a cinco semanas. O embrião nasce 
precocemente, e é normalmente menor que cinco centímetros. Sugere-se que a gestação 
curta é necessária para reduzir o risco de que o sistema imunológico da mãe ataque o 
embrião. 
O marsupial recém-nascido usa os seus membros dianteiros (com mãos relativamente fortes) 
para subir até um mamilo, que normalmente está numa bolsa no ventre da mãe. A mãe 
alimenta o bebê pela contração de músculos sobre as suas glândulas mamárias, já que o bebê 
é muito fraco para sugar. 
 
 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Amniota
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ovo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mamilo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Theria
http://pt.wikipedia.org/wiki/Metatheria
http://pt.wikipedia.org/wiki/Marsupial
http://pt.wikipedia.org/wiki/Placent%C3%A1rios
http://pt.wikipedia.org/wiki/Placent%C3%A1rios
http://pt.wikipedia.org/wiki/Metatheria
http://pt.wikipedia.org/wiki/Marsupial
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cret%C3%A1ceo
http://pt.wikipedia.org/wiki/China
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_imunit%C3%A1rio
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gl%C3%A2ndula_mam%C3%A1ria
 
 
129 
Eutheria 
Os membros do grupo moderno eutheria ("bestas verdadeiras") são todos placentários. 
A característica placentária mais bem conhecida é seu método de reprodução: 
O embrião prende-se ao útero por uma grande placenta pela qual a mãe fornece alimento e 
oxigênio e remove os dejetos. 
A gestação é relativamente longa e os bebês são bastante desenvolvidos ao nascer. 
 
Desenvolvimento embrionário 
 
 
 
Por vezes, além da placenta córion-alantóide, 
uma outra placenta (córion-vitelina) que 
desaparece (ex. gatos) 
 
 
 
 
Cloaca (câmara onde se abrem o canal intestinal, o aparelho urinário e o aparelho genital) 
Aves, monotrématos apresentam cloaca; 
Marsupiais e Placentários (fêmeas com 3 orifícios) não apresentam cloaca. 
 
 
 
 
 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Eutheria
http://pt.wikipedia.org/wiki/Placent%C3%A1rios
http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%9Atero
http://pt.wikipedia.org/wiki/Placenta
 
 
130 
Ordem: Xenarthra 
Ex. Preguiças, Papa-formigas, Tatus 
Mamíferos placentários 
Dentição incompleta, alguns desdentados 
30 espécies. 
 
Ordem: Pholidota 
Ex. Pangolim 
Etiópia e Oriental 
7 espécies. 
 
Ordem: Lagomorpha 
Ex. Coelhos, Lebres, Pikas 
Vivem em todo o mundo 
Excepto na Antártida 
(Foram introduzidos na Austrália) 
69 espécies. 
 
Ordem: Rodentia 
Ex. porquinhos da índia, capivara 
Vivem em todo o mundo 
Excepto na Antártida 
(Foram introduzidos na Austrália) 
 
Ordem: Macroscelidae 
Ex. musaranhos elefante 
15 espécies. 
 
Ordem: insectívora 
Ex. toupeiras, ouriços cacheiro, tenrecs 
Vivem em todo o mundo 
Excepto Antártida e Austrália 
390 espécies. 
 
Ordem: Scadentia 
Ex. tupaias 
Oriental 
16 espécies. 
 
 
 
 
 
Tatu 
Pangolim 
Pika 
Capivara 
Musaranho elefante 
Tenrecs 
Tupaia 
 
 
131 
Ordem: Primata 
Ex. Humanos, macacos, babuínos, orangotangos, gorilas, chimpanzés, 
 lémures 
Inicialmente oriental, Etiópia e Neotropical 
235 espécies. 
 
Ordem: Dermoptera 
Ex. lémures-voadores 
2 espécies 
Oriental 
 
Ordem: Cliroptera 
Ex. morcegos 
Vivem em todo o mundo 
Excepto na Antártida 
986 espécies. 
 
Ordem: Carnívora 
Ex. Cães, gatos, ursos, hienas, 
 leões marinhos, morsas… 
Vivem em todo o mundo 
274 espécies. 
 
Ordem: Artiodactyla 
Ex. porcos, hipopótamos, camelos, ocapi, lamas, veados, girafas, 
cabras… 
Vivem em todo o mundo 
Excepto na Antártida 
Introduzidos na Austrália e N.Zelândia 
213 espécies. 
 
Ordem: Cetacea 
Ex. baleias e golfinhos 
Mundo inteiro 
80 espécies. 
 
Ordem: Perissodactyla 
Ex. cavalos, tapires e rinocerontes 
Vivem em todo o lado 
Excepto na Antártida 
Introduzidos na Austrália e América do Norte 
17 espécies. 
 
 
Orangotango 
Lémure-voador 
Morcegos 
Gato 
Ocapi 
Golfinho 
Tapires 
 
 
132 
Ordem: Tubulidentata 
Ex. aardvark 
Etiópia 
1 espécie. 
 
Ordem: Hyracoidea 
Ex. hyraxes 
Etiópia e Ásia Menor 
7 espécies. 
 
Ordem: Sirenia 
Ex. dugongues e manatins 
Oceanos e rios tropicais e subtropicais 
4 espécies. 
 
Ordem: Proboscidea 
Ex. Elefantes 
Etiópia e Oriental 
2 espécies. 
 
 
 
 
Árvores filogenéticas, para pôr-mos as coisas nos lugares. 
 
De um modo geral: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aardvark 
Hyraxes 
Manatins 
Elefante 
 
 
133 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dentro dos Gnathostomes temos: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
134 
 
 
 
135 
 
 
 
 
 
 
136Larva trocófora Larva diplêurula 
 
Não é exactamente assim para todos os invertebrados celomados: há excepções 
 
 
Protozoa 
 
1. Movimento 
2. Nutrição 
3. Digestão intracelular 
4. Circulação 
5. Secreção 
6. Comunicação celular 
7. Relações simbióticas 
 
Protozoários 
Protistas 
Protozoa 
Célula eucariótica 
Organelos + Citoesqueleto 
 
 
17 
Citoesqueleto – forma uma rede tridimensional, vai manter a forma da célula 
 Filamentos de actina (microfilamentos) 
 Microtúbulos (maiores e mais alargados) 
 Filamentos intermédios 
 
O Citoesqueleto tem um papel importante no movimento da célula 
 
 
Movimento da célula 
 
Moléculas motoras são as responsáveis. Mudam de forma na presença de ATP, sendo estas: 
 
Dineína 
Está associada aos microtúbulos. São importantes pois vão promover o movimento de 
determinados organelos presentes na célula (cílios, flagelos). 
 
Miosina 
Vai-se ligar aos filamentos de actina. Responsável pelo movimento amebóide e pela divisão 
celular. Responsável pela circulação citoplasmática e pela contracção muscular dos 
metazoários. 
 
 
Movimento amebóide 
 
Realizado por células de alguns animais (células do 
sistema imunitário, sistema embrionário e células 
cancerosas), podendo este tipo de movimento 
também existir em alguns fungos. Tem o nome 
devido ao facto de ter sido descrito numa ameba. 
 
Neste ectoplasma existe o citoesqueleto que possui filamento de actina. É mais rígida por isso 
mesmo, tendo uma consistência de gel. O endoplasma é mais líquido. 
Actina – monómero [O] (mais líquido) 
Filamentos de actina [OOOOOOO] (mais sólido) 
 
Numa das extremidades começa a haver despolarização. O citoplasma fica mais fluído até 
chegar ao pólo oposto onde se vai dar o fenómeno oposto, polimerização. 
 
Como se inicia o processo? 
No pseudópode? 
Se fosse por aqui, existiam forças de tensão capazes de puxar o ectoplasma 
No pólo oposto? 
Forças que empurram o endoplasma para o pseudópode. 
 
 
 
18 
Movimentos associados a organelos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Estrutura do cílio 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Em alguns insectos, os microtúbulos centrais são agrupados e não separados. Existem também 
microtúbulos centrais que estão ausentes, como acontece em alguns invertebrados. 
 
Agrupamentos de cílios formam Cirros (quando funcionam individualmente) ou membranelas 
ciliares (quando funcionam em conjunto) 
 
Flagelos são mais 
longos e em menos 
número. Possuem 
movimentos 
ondulatórios 
Cílios são mais 
pequenos e em maior 
número. Possuem 
movimentos efectivos 
e movimentos de 
recuperação 
Tripletos de microtúbulos 
Parte central mais denso (axosoma) e dupletos de microtúbulos. 92+0 
Maior parte do cílio. Os dois cílios centrais não são juntos, não 
formam um dupleto. 92+2 
 
 
19 
Nutrição 
Casos mais simples - Na membrana celular abrem-se canais proteicos e através destes, 
ocorre difusão de pequenas partículas (água, alguns iões, aminoácidos e açúcares) trata-se de 
difusão passiva, como ocorre, por exemplo na Ameba. 
 
Casos mais complexos - Partículas de maiores dimensões que se encontram no lado 
extracelular, podem entrar na célula pelo processo de endocitose. 
 
Na endocitose pode ocorrer variantes: 
 Micropinocitose (meios mais líquidos) 
 Macropinocitose (meios mais líquidos) 
 Fagocitose (meios mais sólidos) 
 
Há diferenças de concentração de partículas entre o meio exterior e o meio interior. As 
partículas do meio exterior aproximam-se da membrana, são englobadas na membrana e 
ficam envolvidas em vesículas que se chamam de vacúolos digestivos. 
 
Macropinocitose - (água, iões, moléculas de maiores dimensões que na micropinocitose). 
Pode ser necessário ligarem-se a receptores. Logo após estabelecerem esta ligação, a 
membrana celular começa a formar uma invaginação que engloba a partícula. 
 
Fagocitose - Partículas muito maiores (o alimento pode ser já constituído por organismos 
como bactérias ou outros protozoários), vão ligar-se obrigatoriamente a receptores. A 
membrana forma uma invaginação e engloba a partícula. Além da membrana plasmática vai 
também entrar no envolvimento, filamentos de actina, ou seja, citoesqueleto. 
 
Digestão intracelular 
 
Na célula existem lisossomas que possuem enzimas. 
Estes lisossomas vão-se fundir com os vacúolos 
digestivos e vai-se dar a digestão intracelular. 
 
Parte dos nutrientes vão ser absorvidos e utilizados 
pela célula enquanto outros vão ser expulsos para o 
exterior (exocitose). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
20 
Circulação 
 
A circulação citoplasmática já está definida. Tem um trajecto. 
Ciclose – ocorre nos protozoários mais desenvolvidos. 
 
 
Secreções 
 
Algumas células são capazes de produzir substâncias que em muitos dos seus casos serve para 
proteger as células. 
 
Estas substâncias são produzidas pela célula e depois libertadas para o exterior, onde vão 
formar uma camada sobre a membrana plasmática. 
Ocorre em muitos protozoários sendo que muitos deles vivem em ambientes marinhos. 
 
 
Comunicação 
 
A reacção a sinais físicos e químicos permite: 
1. Evitar condições adversas 
2. Localizar alimento 
3. Localizar os parceiros 
 
Muitos protozoários, além de possuírem receptores, possuem também efectores que vão 
produzir uma resposta ao estímulo. 
Para reagir a estes estímulos, utilizam canais iónicos. 
 
Ex. Paramécia: Possui 9 canais iónicos que permitem a troca de iões (sódio, potássio) para 
regular as suas concentrações. 
 
Relações Simbióticas 
 
Alguns ciliados, ex. Vorticela 
Alguns protozoários, ex. Heliozoários 
 
Aparecem com cor verde, o que não é própria destes organismos, mas sim das 
algas verdes que vivem em simbiose com estes organismos. 
 
Algas verdes – Zooclorelas vivem em simbiose com determinados 
protozoários. 
 
Muitas vezes o simbionte apresenta cor acastanhada – Zooxantelas. São outros protozoários 
(dinoflagelados) que vivem em simbiose com outros protozoários. 
Vorticela com zooclorelas 
 
 
21 
Este simbionte vai fornecer dióxido de carbono (matéria prima para produzir certos 
nutrientes), enquanto o hospedeiro lhe fornece nutrientes (nitrogénio, fósforo) além de lhe 
conferir protecção. 
 
Protozoários – Características Gerais 
 
1. Maioria microscópicos 
2. Todos os tipos de simetria 
3. Adaptações a todos os tipos de ambiente, desde solo, água salgada, água doce… 
4. Maioria solitários (formas livres) e alguns coloniais 
5. Necessitam de humidade – um dos factores mais importantes 
6. Fase de enquistamento – formam uma parede quística e são capazes de sobreviver em 
condições adversas 
7. Espécies livres, parasitas, comensais e mutualistas 
8. Variedade na complexidade estrutural 
 
Comensais  Parasitas (estes podem matar o hospedeiro) 
 
Forma e Função 
 
Uns apresentam membrana celular. 
Outros apresentam membrana celular + película/cutícula/endo e exoesqueleto (Carapaças, 
tecas, lóricas, testas). 
 
Organelos locomotores. 
Flagelos (Euglena sp.), cílios (Paramecium sp.), pseudópodes (ameba sp.) não sendo estes 
últimos, todos iguais. 
 
Tipos de nutrição 
 
 Autotróficos 
 Ingestão (alguns ciliados – boca celular, citofaringe que conduz os alimentos para o interior onde ocorre a digestão) 
 Absorção 
 
Estes tipos de nutrição podem existir em separado ou em conjunto. 
 
Osmorregulação 
 
Pode ser através do transporte 
activo (os mais simples) 
Mais complexos – estruturas 
próprias – vacúolos contrácteis ex. 
Paramecium sp. 
 
 
 
22 
Protozoários – Reprodução e Ciclos de vida 
 
 Reprodução sexuada (menos comum) 
 Reprodução assexuada: 
 
1. Divisão Binária 
2. Divisão Binária Longitudinal 
3. Divisão Binária Transversal 
4. Divisão Múltipla 
5. Gemiparidade 
6. Formação de Esporos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Reprodução Sexuada – Ciclos de vida 
 
 
 
 
 
 
Divisão Binária 
Divisão BináriaLongitudinal (ex. euglena) 
Divisão Binária Transversal (ex. paramécia) 
Gemiparidade (ex. hidra) 
 
 
23 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Filos dados: 
 EUGLENOZOA 
 CARYOBLASTA 
 CHLOROPHYTA 
 HETEROLOBOSA 
 CHOANOFLAGELLATA 
 FORAMINIFEREA 
 RETORTAMONADA 
 ACTINOPODA 
 AXOSTYLATA 
 ALVEOLATA 
 
 
 
PROTOZOA 
 
 
24 
Filo: Euglenozoa 
 
Classes: Euglenoidea (maior parte autotrófica) 
 Kinetoplastida (Seres parasitas inclusive do Homem) 
 
 
 Classe Euglenoidea 
 
Características gerais: 
 
 Flagelos (além da locomoção servem para recolher 
alimento e são organelos sensoriais); 
 Forma e estrutura variável; 
 Maioria autotrófica (clorofilas A e B); 
 Substâncias de reserva (óleos, lípidos, hidratos de carbono); 
 Livres (maioria), sésseis; 
 Solitários, coloniais; 
 Espécies com cloroplastos (autotróficos, ex. Euglena sp.); 
 Espécies sem cloroplastos (heterotróficos, ex. Peramena sp.), que utilizam a absorção 
e ingestão como forma de nutrição. Muitas vezes alimenta-se da Euglena e de outros 
organismos e de partículas dissolvidas no meio. Tem dois flagelos. 
 
 
 Classe Kinetoplastida 
 
Exemplos: 
o Trypanossoma sp.(parasita do sangue – doença do sono) 
o Bodo (vida livre – 2 flagelos) 
o Leishmania 
 
Esta classe chama-se assim, devido aos organismos 
nela presente possuírem uma estrutura denominada 
de Cinetoplasto. É uma massa de DNA que existe num 
pólo de uma grande mitocôndria. Junto dessa 
estrutura encontra-se a parte posterior do flagelo 
que vai aderir ao corpo através de uma membrana 
ondulante. O flagelo é uma membrana ondulatória 
que percorre o corpo. 
 
Trypanossoma 
Afecta o homem, e animais. 
São transmitidos por moscas Glossina palpalis. Esta mosca apresenta uma característica típica, 
que é o cruzamento das asas quando está em repouso. 
 
 
 
25 
Ciclo de vida da mosca tsé-tsé 
 
As fêmeas colocam uma única larva (L) 
no solo, que em pouco tempo forma-se 
em pupa, originando dois bolbos 
respiratórios (R). A eclosão do estado de 
pupa (fase de pupa adulta) ocorre com a 
ajuda de uma estrutura semelhante a um 
dente chamado ptilinum (P), e a ingestão 
de sangue começa pouco tempo depois 
da saída da pupa, chegando assim à fase 
adulta. O género Glossina tem uma 
estrutura específica na asa (B). 
 
 
Espécie que atacam o Homem Vector de transmissão: 
Trypanossoma brucei gambiense Glossina palpalis (forma crónica da doença) 
Trypanossoma brucei rhodesiense Glossina mortisans mortisans (forma aguda) 
 
São parasitas extracelulares e muito difíceis de combater. Possuem antigénios (proteínas) que 
estão sempre a mudar “cansando” o organismo na produção constante de diferentes 
anticorpos, uma vez que a velocidade a que os antigénios mudam é elevada. Daí, uns sinais da 
doença serem febres intermitentes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
26 
Ciclo de vida 
O parasita assume basicamente duas formas: 
 
 Tripomastigota – forma de parasita desenvolvido, que existe no sangue do homem 
(hospedeiro intermediário) e causa a doença. Possui flagelo grande e membrana 
ondulante que preenche toda a área do parasita. 
 Epimastigota – existe em Glossina, que é o hospedeiro definitivo, onde se dá a 
reprodução sexuada. O flagelo é mais pequeno e a membrana ondulante também é 
menor e só começa na área posterior ao núcleo. 
 
 Quando Glossina pica alguém que está infectado pela doença do sono, se sugar a 
forma tripomastigota, vai-se começar a multiplicar no seu intestino e transforma-se em 
epimastigota, que migra depois para as glândulas salivares. Quando picar um novo indivíduo 
vai transmitir o parasita. 
 
Trypanossoma distribui-se pela África Equatorial e central. Em Portugal parasitam as enguias. 
Além da doença do sono, existem outros Trypanossomas que vão causar outras doenças. 
 
Trypanossoma cruzi 
 
Provoca uma doença crónica chamada de Doença de Chagas. Pensa-se que foi esta a doença 
que matou Darwin, que possivelmente contagiou-se durante a sua viagem no Beagle. É 
transmitido por um insecto Triatoma infectans (kissing bug em inglês) 
 
 
 
 
 
 
 
Ciclo de vida 
Como outros trypanossomas, tem uma forma tripomastigota e uma forma epimastigota, mas, 
também tem nos tecidos uma forma amastigota, não flagelada. 
Este parasita existe em toda a América do Sul, e o insecto que o transmite vive nas habitações, 
vivendo nas frinchas das paredes. Durante a noite sai e vem picar as pessoas, sobretudo na 
face. Alimentam-se de sangue, defecando ao mesmo tempo, sendo aí o momento do contágio. 
A própria picada provoca comichão, a pessoa ao coçar a lesão ajuda na propagação dos 
parasitas na corrente sanguínea, que vão depois para os tecidos transformando-se em 
amastigotas, onde se multiplicam e proliferam. Passado algum tempo, estas formas entram de 
novo na corrente sanguínea, e vão transformar-se em tripomastigotas. O insecto ao picar uma 
Doença de Chagas – Inchaços Triatoma infectans 
 
 
27 
pessoa infectada vai ingerir tripomastigotas, e no seu intestino irão transformar-se em 
epimastigotas, e de novo, em tripomastigotas infectantes. 
Afectam principalmente a América do Sul e Central. 
 
 Filo: Chlorophyta 
 
 Os organismos pertencentes a este filo, são chamados de Algas Verdes. 
 Maioria marinhos, e alguns são de água doce. 
 
Ex. Chlamydomonas (1 – dois flagelos) 
 Gonium (2 – colónias 32-40 células) 
 Volvox (3 – colónias 2000 a 6000 células forma esferas ocas) 
 
 
 
1 
2 
3 
Insecto pica o homem, ingerindo 
tripomastigotas 
 
 
28 
Filo: Choanoflagellata 
 
 Filo muito peculiar 
 Pode ser solitário ou não 
 Flagelo único à volta do qual se encontra um colar de 
microvilosidades 
 Pensa-se que estão na origem de todos os metazoários 
 Por vezes podem-se agrupar, através dos colares, ou através de 
uma massa gelatinosa. 
 
Uma das razões para se pensar que estão na origem dos 
Metazoários, é o facto de as esponjas, organismos mais primitivos 
dos metazoários, serem constituídos por coonócitos. 
Outra razão baseia-se no facto de todos os metazoários possuírem 
pelo menos uma célula flagelada durante o seu ciclo de vida. 
 
Filo: Alveolata 
 
Subfilos: Dinoflagellata 
 Ciliophora 
 Apicomplexa 
 
 Dinoflagellata 
Possuem clorofila A, C e xantofilas. Daí terem uma tonalidade vermelha-
acastanhada; 
 Autotróficos; 
 São os responsáveis pelas marés vermelhas; 
 Forma assimétrica; 
 Possuem dois flagelos com função locomotora: 1 transversal e outro 
longitudinal; 
 Uns possuem carapaça – lórica – teca – constituída por placas de 
celulose que se dispõem de maneira característica; 
 Outros possuem uma carapaça muito fina; 
 Reproduzem-se assexuadamente por divisão binária longitudinal ou 
sexuadamente (alguns). 
Alguns são bioluminescentes sendo responsáveis pela maior parte da 
bioluminescência do plâncton. 
 
 
 
29 
Marés vermelhas: na verdade não são vermelhas, mas sim verdes ou 
laranjas, dependendo dos pigmentos presentes nos indivíduos. 
 
Porque se dão estas marés? 
Porque estes seres reproduzem-se em grandes quantidades, uma vez que 
encontram condições favoráveis. 
Porque são perigosos? 
Porque em grandes quantidades, os dinoflagelados tornam-se tóxicos. 
Produzem toxinas ingeridas por moluscos, infectando uma grande área, 
podendo acabar por atingir o homem. 
Algumas destas toxinas são das mais perigosas até agora conhecidas. 
 
Estas marés aparecem rapidamente, mas também desaparecem quase tão 
depressa como apareceram. Ventos fortes, marés etc, arrancam os flagelos dos dinoflagelados 
que se depositam no fundo oceânico. 
 
Amiloodiniose transmitida por Amyloodinium ocellatum 
 
A amiloodiniose é uma doença parasitária cujo agente etiológico é o dinoflagelado 
amyloodinium ocellatum. É um parasita que atinge principalmente as brânquias e também apele. 
 
Possui um ciclo de vida trifásico: 
1. Fase parasitária (trofontes), 
2. Fase de divisão ou multiplicação (quistos), 
3. Fase infestante (dinosporos – nadadores livres). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
30 
Trofonte - fase parasitária (A). (aprox. X 150) 
Tomonte - fase de divisão ou de multiplicação (B; C e D aprox. X 150) e (E) 
Dinosporo - fase infestante (F). (aprox. X 750) 
 
Um quisto maduro pode libertar 250 dinosporos, que são nadadores livres, sendo impossível 
de serem vistos a olho nu. Uma vez que estes dinoflagelados não possuem cloroplastos, 
necessitam de um hospedeiro para sobreviver (várias espécies de peixe), caso contrário num 
prazo de 48horas morrerão. 
Embora a forma livre (dinosporo) seja susceptível à quimioterapia, a forma vegetativa 
(trofonte) e os estadios de esporulação (tomonte) são resistentes, o que torna a erradicação 
difícil quer por exigir tratamentos prolongados de modo a permitir que todos os trofontes e 
tomontes formem dinosporos, quer por exigir o controlo periódico de reinfestação e ainda, 
pela limitação da sua aplicação quando o peixe se destina ao consumo humano. 
 
Se a estes factores acrescentarmos a elevada taxa de multiplicação do parasita, um ciclo de 
vida curto, uma grande tolerância às variações ambientais, sendo o protozoário ectoparasita 
mais patogénico e difícil de controlar, constituindo uma séria preocupação para os 
piscicultores. 
 
 
Filo: Alveolata 
 
Subfilos: Dinoflagellata 
 Ciliophora 
 Apicomplexa 
 
 Ciliophora 
 
 Formas variadas, embora sejam dos grupos mais homogéneos. 
 Conhecem-se cerca de 8000 espécies. 
 Ex. Paramecium, Vorticela, Euplotes, Styonychia, Stentor 
 
1. Mais organizados (mais especializados) 
2. Livres (maioria), parasitas 
3. Solitários (maioria), coloniais 
4. Possuem uma película – lórica externa – forma definida 
5. Possuem cílios (alguns desenvolvem cirros) 
6. Possuem dois núcleos 
a. Macronúcleo: Função vegetativa, controla as funções celulares (alimentação…) 
b. Micronúcleo: Troca de material genético, envolvido na reprodução sexuada 
em igual ou maior número que o macronúcleo. 
 
 
 
 
 
31 
Locomoção 
 Movimento muito rápido. 
 Direcção e intensidade do batimento dos cílios controlados pelos iões Ca2+ e K+, que 
existem nos alvéolos dos cílios. 
 Ciliados sésseis com fibras proteicas estriadas 
 
 
Nutrição e Excreção 
 Ciliados livres e normalmente de maiores dimensões, alimentam-se de: 
o Detritos (partículas orgânicas) – detritívoros 
o Bactérias – bacterívoros 
o Plantas – herbívoros 
o Animais – predadores 
 
Ciliados de menores dimensões: alimentam-se de bactérias e 
detritos (menos diversificados) 
O que é aproveitável permanece, o resto liberta-se para o 
exterior pelo citopracto ou citopígeo. 
 
 
Reprodução 
 
Assexuada: 
 Divisão binária transversal (Paramecium) 
 Em alguns casos raros, há reprodução de gomos que darão origem a novos 
protozoários (gemiparidade). 
 
Sexuada 
 
 Existem duas variantes: Citogamia e autogamia. 
 
Conjugação: 
 Duas paramécias aproximam-se e unem-se pela parte da depressão. 
Quando se unem, começa o processo, 
 O macronúcleo começa a degenerar enquanto o micronúcleo vai-se dividir 
por meiose, 
 Degeneração do macronúcleo prossegue e 3 dos micronúcleos também vão 
desaparecer, 
 Micronúcleo restante divide-se por mitose. 
 Transferência recíproca do núcleo menor e fusão com o micronúcleo 
original (há já troca do material genético), 
 Separação dos parceiros, 
 Ocorrem 3 divisões mitóticas consecutivas, resultando em 8 núcleos. 
 3 núcleos degeneram, quatro originam macronúcleos e um divide-se 
mitoticamente. 
 
 
32 
 Divisão das paramécias. 
 Nova divisão mitótica dos 
micronúcleos, 
 Nova divisão das paramécias. 
Cada conjugante originou 4 
descendentes. Total 8! 
 
 
Qual a diferença nas duas variantes? 
 
Citogamia: Ocorre a união mas não ocorre a 
troca de micronúcleos. 
 
Autogamia: Ocorre num único indivíduo sem 
trocas, nem uniões de micronúcleos. 
 
 
Fenómenos mais importantes na conjugação: 
 Recombinação genética – resultante da fusão de núcleos de indivíduos diferentes 
 Regeneração macronuclear. 
 
 
Filo: Alveolata 
 
Subfilos: Dinoflagellata 
 Ciliophora 
 Apicomplexa 
 
 Apicomplexa 
 
Reprodução sexuada – singamia (fusão de núcleos) 
Ciclos de vida: 1 ou 2 hospedeiros, fases assexuadas e sexuadas (normalmente uma fase). 
 
Formas Parasitas do Homem: 
 
Plasmodium 
 
P. falciparum (mais grave, pode-se instalar no cérebro) 
P. malariae 
P. ovale 
P. vivax 
 
 
33 
Hospedeiro intermediário da malária – Mosquito fêmea Anopheles 
 
Parte do ciclo de vida processa-se no hospedeiro intermediário, parte processa-se no Homem. 
1. Parasita encontra-se pronto para actuar nas glândulas salivares do mosquito – Estádio 
infectivo – Esporozóito. O mosquito pica e o parasita entra na corrente sanguínea. 
2. Esporozóito vai até ao fígado e penetra nas células. 
3. Começa a diferenciar-se numa forma que se chama Esquizonte (forma adulta) 
4. Vai ocorrer divisão múltipla (esquizogonia) que vai conter o esquizonte. As células 
formadas a partir desta divisão múltipla chamam-se merozoitos. 
5. Algumas destas células vão reinfectar (recomeçam a esquizogamia) outras células, 
outras vão entrar nos glóbulos vermelhos. 
6. Os merozoitos vão crescer para a forma adulta – trofozóite. Nova divisão múltipla e 
rebentamento dos glóbulos vermelhos: ao dar-se a ruptura, libertam-se toxinas, 
originam os picos de febre e sintomas de doença. 
7. Os merozoitos seguem dois caminhos: uns vão infectar novas hemácias (nova 
esquizogonia no sangue – esquizogonia eritrocitária). 
8. Outros vão-se diferenciar originando gametócitos masculinos e femininos (dentro dos 
glóbulos vermelhos). 
 
Reprodução 
Assexuada 
Esquizogonia 
exo-
eritrocitária 
Reprodução 
Assexuada 
Esquizogonia 
eritrocitária 
 
 
34 
9. Se o sangue tiver gametócitos masculinos e femininos na corrente sanguínea e for 
picado pelo mosquito fémea anófeles, vai-se transmitir a doença pelo mosquito. 
10. No mosquito (estômago) os gametócios masculinos e femininos evoluem para 
macrogametócitos femininos e microgametócitos. 
11. Fundem-se originando zigoto móvel-oocineta 
12. Desenvolve-se originando o oocisto 
13. Vai dividir-se (divisão múltipla) originando muitos esporozoítos. O oocisto rebenta e os 
esporozoítos são levados para as glândulas salivares. 
 
* No fígado podem ficar formas latentes (dormência). Por isso é que a doença pode só 
aparecer muito tempo depois. 
 
 
 
Protozoários Amebóides 
 
Características gerais. 
1. Pseudópodes (locomoção, alimentação) 
2. Gâmetas flageladas 
3. Núcleo – um só tipo 
4. Livres, parasitas 
5. Formas nuas (sem esqueleto) e formas com esqueletos complexos e variados 
6. Reprodução assexuada – divisão binária 
 
Caryolobosa Onde se inserem as amebas 
Heterolobosa 
Dividem-se Foraminiferea 
pelos filos: Actinopoda 
 
 
 
Existem formas nuas e formas com carapaça (teca – tecamebas) 
Arcella – Teca de natureza orgânica, proteica 
Difflugia – Teca de natureza com material agregado à sua matriz (areia, etc) 
Euglypha – Capa de natureza siliciosa (sílica) e alguns espinhos. 
 
Pseudópodes : 
 Lobopódios (grossas e largas) existentes nas amebas 
 Filopódios (finos, delgadas, claras e algumas vezes ramificados), associado às formas 
com carapaça. 
 
 
 
Reprodução 
Sexuada 
Inicia-se no 
Homem e 
termina no 
mosquito. 
Gamogónia 
Fase 
Assexuada 
Esporogonia 
 
 
35 
Filo: Foraminifera 
 
Foraminíferos 
 
 Carapaças de natureza calcária ou siliciosa 
 Água salgada, outros de água doce 
 Animais bentónicos 
 Ciclo de vida complexo 
 
 
Filo: Actinopoda 
 
Classes: Radiolaria (água salgada) 
 Heliozoa (água salgada e água doce) 
 Acantharea 
 
 
Características gerais1. Água doce (maioria), alguns marinhos 
2. Pseudópodes – axopódios (muito finos e em forma de agulha – mais rígidos) 
3. Núcleo – um só tipo 
4. Formas nuas e formas com esqueleto 
 
Radiolários 
Forma esférica (maioria) 
São marinhos planctónicos 
 
 
 
 
Heliozoários 
Helio (Sol) – água doce e salgada 
Parte externa – córtex 
Parte interna – medula 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
36 
 
 
 
 
 
Tipos de tecido: 
 
 Epitelial – A sua principal função é revestimento. Revestem superfícies externas (pele) 
e internas (órgãos) 
 Conjuntivo 
 
Não há espaço entra as células, facilita a comunicação e aumenta a resistência não tirando a 
flexibilidade. 
São células muito diversificadas e que exercem diferentes funções: secretoras, absortivas, 
fagocitárias… 
 
Tecido conjuntivo (mais abrangente) 
 
 Função: Preenchimento de espaços 
 
As células estão espalhadas numa matriz extracelular, que foi produzido pelas próprias células 
do tecido. Por vezes apresenta alguma rigidez e até pode vir a funcionar como esqueleto. 
 
Reprodução e Desenvolvimento 
 
 
 
 
 
 
 
 
METAZOA 
Assexuada 
 
 Fragmentação 
 Divisão binária 
 Gemiparidade 
 Partogénese 
 
Sexuada 
 Adulto (2n) 
Fecundação Meiose 
 Gâmetas (n) 
 
 
 
 
 
37 
Desenvolvimento pode ser directo ou indirecto 
 
 Desenvolvimento directo (animais marinhos) 
 Ovos dentro de cápsulas protectoras ou no interior dos progenitores 
 Desenvolvimento embrionário 
 Larva planctotrófica (alimenta-se de plâncton) 
 Metamorfoses 
 Adulto (pode ser bentónico se habitar o fundo do oceano ou flutuante, se viver à 
superfície) 
 
Desenvolvimento directo 
 
 Ovo 
 Desenvolvimento embrionário 
 Adulto 
(do ovo sai um indivíduo com todas as características do adulto, só que em versão pequena) 
 
 
Adaptações que facilitam a reprodução 
 
Estas adaptações facilitam a fecundação e a sobrevivência do embrião. 
 
 Aumento da sincronia – Acontece na hora da libertação dos gâmetas. Ao serem 
libertados ao mesmo tempo, há uma maior probabilidade de ocorrer fecundação 
(problema para os animais de fecundação externa). Esta libertação é 
controlada/influenciada por alguns factores abióticos como a temperatura, as marés… 
 Proximidade – libertação dos gâmetas próximos uns dos outros. Pode ocorrer também 
hermafroditismo (autofecundação ou fecundação cruzada) e fertilização interna 
 
Tamanho do corpo 
 
1. Tamanho e compartimentalização 
 
Especialização celular 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Segrega funções, divide trabalho 
 
Compartimentos separados 
Aumenta a eficiência. Perde a auto-suficiência 
 
Independência celular 
 
 
38 
2. Tamanho: área e volume 
 Importante para a troca de substâncias (internamente entre o organismo e o 
ambiente) – transporte como difusão (só é efectuada a curtas distâncias) 
 Soluções: 
o Microvilosidades; 
o Membranas internas dobradas; 
o Organização dos tecidos em camadas bidimensionais. 
o Sistema circulatório: 
 Transporte interno que libera o organismo de limites de forma e 
tamanho, 
 Condição propícia para a evolução do tamanho para um corpo 
grande. 
 
3. Tamanho e metabolismo 
 Grande eficiência talvez mais gasto de energia 
 
4. Tamanho do corpo – vantagens 
 Menos vulnerável à predação, 
 Mais eficiente na predação, 
 Mais resistente a danos. 
 
Origem dos Metazoários 
 
A Teoria Colonial é a mais aceite, que nos diz basicamente que os metazoários tiveram origem 
numa colónia flagelada de protozoários. 
 
Argumentos a favor: 
1) Espermatozoides flagelados em todos os metazoários 
2) Células uniciliadas nos metazoários mais primitivos 
3) Células (coanócitos) nos espongiários idênticos aos Choanoflagelados 
4) Análises filogenéticas, na maioria dos animais baseados em: 
 Morfologia 
 Sequências de genes 
 Padrões de desenvolvimento 
 
 
 
 
Pré Metazoário hipotético 
I. Camada de células flageladas à periferia (funções de captura de alimentos e 
locomoção). 
II. Matriz extracelular gelatinosa (proteica) a rodear as células. 
Choanoflagelado 
colonial 
 
Pré Metazoário 
hipotético 
 
Protometazoário 
hipotético 
 
 
 
39 
III. Células não flageladas na matriz que irão dar origem às células flageladas e gâmetas. 
 
Protometazoário (primeiro metazoário) 
I. Camada de células flageladas à periferia, dispostas lado a 
lado. Comunicação intracelular, barreira entre o meio 
ambiente e o interior do organismo. 
II. Separação entre camadas externas e internas. 
III. Diferenciação entre células somáticas e reprodutoras. 
IV. Diferenciação entre os polos posterior e anterior. 
 
 
Filo: Porifera 
 
Características gerais 
1) Marinhos (maioria), alguns água-doce (duas ou três famílias) 
2) Várias cores 
3) Adultos sésseis (fixos), formas larvares móveis 
4) Animais pluricelulares simples 
5) Sem órgãos (não possuem tecidos propriamente ditos) 
6) Corpo com poros 
 
 
 
 
 
 
40 
7) Poros (1), canais (2) e câmaras (3) 
 
 
 
 
 
 
8) Assimetria (em massas incrustantes) e Simetria radiada (esponjas mais simples) 
 9) Cianócitos – células flageladas 
 
 10) Esqueleto – Endoesqueleto e Exoesqueleto 
Endoesqueleto 
A) Matriz gelatinosa mais fibras de colagénio, semelhante ao tecido 
conjuntivo. É um esqueleto muito simples, pouco rígido. 
B) Espículas (estruturas rígidas) calcáricas ou siliciosas. Podem ter 
variadíssimos tamanhos. 
C) Espongina (rede de fibras proteicas elásticas anastomosadas 
(entrelaçadas e fusionadas entre si), secretada pelo espongiócito) 
 D) Espongina mais espículas 
 
 
Existem espículas de diversos tamanhos e classificações dependendo do número de eixos: 
 Megascleras Microscleras 
 
 
 
 
 
 
 Monoactinas 
 Diactinas 
 Trienas 
 Hexactinas … 
http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Espongi%C3%B3cito&action=edit&redlink=1
 
 
41 
Exoesqueleto 
Trata-se de um exoesqueleto calcário mais espículas siliciosas 
 11) Reprodução Assexuada 
 Fragmentação 
 Gemiparidade 
 Gemulação (água doce) 
 
 
 
Arqueócitos – são células capazes de 
regenerar novas células – indiferenciadas. Quando as condições são favoráveis libertam-se 
para o exterior. 
Em água salgada, corpos reduzidos também possuem células capazes de regenerar toda uma 
esponja. 
 
 12) Reprodução sexuada 
 Hermafroditas 
 Dióicas 
 
 13) Poder de regeneração 
 14) Propriedades antibióticas e anti-inflamatórias 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Complexidade crescente 
Estrutura e forma: 
1) Asconóide (Poros), 
2) Siconóide (Poros e canais), 
3) Leuconóide (Muitos poros e vários canais e câmaras). 
 
Asconóide: 
 
 Camada de células (pinacócitos) externa – epiderme / pinacoderme 
 Camada interna – coanócitos – coanoderme 
 
 
42 
 No meio existe um tecido conjuntivo muito primitivo, mesênquima (consistência 
gelatinosa) 
 Podemos encontrar neste tecido: 
o Espículas 
o Vários tipos de células – células ameboides 
o Umas podem dar origem ao esqueleto, outras têm pigmento que dão cor à 
esponja, outras têm ainda substância de reserva, outras são capazes de 
regenerar novas esponjas. 
o Células indiferenciadas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Além disso possuem dois tipos de poros: 
 
Poros inalantes ou Óstios 
 Poros por onde entra a água 
 Formados por células com duas extremidades 
(canal) - porócitos 
 
Ósculo ou poro exalante 
 Água entra pelo poro inalante e vai ser dirigida 
pelas células flageladas para o ósculo 
 
 
 
 
 
43 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As câmaras vibráteis estão forradas por coanócitos (daí serem vibráteis) 
Óstio – canais inalantes – câmara vibrátil – canais exalantes – ósculo 
 
 
44 
Filo: Porifera 
 
Subfilos: Symplasma 
 Classe: Hexactinellida 
 Cellularia 
 Classes: Demospongiae 
 Calcarea 
 
Baseados na organização em termosde células 
Subfilo: Symplasma Classe: Hexactinellida 
 
 Esponjas vítreas 
 Todas marinhas 
 Estrutura siconóide 
 Espículas triaxónias – hexactinia 
 Espículas siliciosas 
 Ex. Euplectella 
 
 
 
Subfilo: Cellularia Classe: Demospongiae 
 
 Formas variadas – classe mais diversificada 
 Possuem todos os tipos de esqueleto 
 Estrutura leuconóide 
 É a classe onde colocamos as esponjas que não pertencem ao 
subfilo Symplasma (ou seja, se não tiverem espículas siliciosas) 
e à classe Calcarea (se tiver espículas calcárias) 
 
Subfilo: Cellularia Classe: Calcarea 
 
Espículas calcáreas 
Variabilidade da forma de espículas (nunca 6 raios) 
3 Níveis de complexidade 
Ascanóide ex. Leucoslenia 
Siconóide ex. Sycon 
Leuconóide ex. Grantia 
Exemplo - Oscarella 
 
 
45 
Posição filogenética das esponjas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Filo: Placozoa 
 
Características gerais 
 
1. Metazoários mais primitivos 
2. Possui uma única espécie: Trichoplax adhaerens 
3. Marinha e livre 
4. Diâmetro: 2-3mm, espessura: 25 m 
5. Assimétrico 
6. Corpo achatado dorsalmente e ligeiramente côncava no lado ventral 
7. Pluricelular: duas camadas de células epiteliais uniciliadas 
8. Sem tecidos nem órgãos distintos 
9. Movimento: cílios e contracção e distensão das fibras reticulares 
10. Digestão extracelular (não se conhecem estruturas digestivas) 
11. Reprodução assexuada – fragmentação / gemiparidade 
12. Reprodução sexuada (rara) 
 
 
 
 
 
46 
Posição filogenética dos Placozoa 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Filo: Cnidaria 
 
 Maioria marinhos; água doce – Hydra 
 Solitários ou Coloniais 
 Tecidos 
 
Forma e simetria (polimorfismo – dimosfismo) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Simetria radiada 
 
 
47 
Estrutura interna 
 
 A mesogleia é uma camada acelular 
 A cavidade central tem o nome de Cavidade Gastrovascular 
 Os Cnidócitos também são chamados de células urticantes e situam-se nos tentáculos. 
Quando os seus cílios são estimulados, a tampa abre e toda a estrutura sai, enrolando-
-se à presa. As Cnida são as cápsulas urticantes 
 Possui substâncias tóxicas. 
 
 
 Sistema nervoso – rede difusa não centralizada 
 Reprodução – Dioicos (maioria) / hermafroditas 
 
 
 
48 
Filo: Cnidaria 
 
Classes: Anthozoa 
 Scyphozoa 
 Hydrozoa 
 
Classe: Anthozoa 
 
1) Só existem formas fixas – pólipos 
2) Anémonas e corais 
3) Todas marinhas 
4) Solitários ou coloniais 
5) Sem medusa 
6) Reprodução assexuada 
 
 
Classe: Scyphozoa 
1) Todas marinhas 
2) Cifomedusas (medusas sem véu) 
3) Pólipo – Cifistoma ou Estróbilo 
(pouco desenvolvido) 
 
Ciclo de vida 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
49 
Classe: Hydrozoa 
 Água doce e salgada 
 Hidroides (pólipos desenvolvidos) 
 Hidromedusas (medusas com véu) 
 Ex. Physalia (Caravela Portuguesa) 
 
Ciclos de vida 
 
Só medusa: 
 
Medusa adulta – Ovo – Plânula – Desloca-se – Sofre modificações progressivas – 
Adulto 
 
Só Pólipo: 
 
Gâmeta feminino e masculino – Ovo – Adulto 
 
 
Medusa + Pólipo: 
 
Medusa – Ovo – Plânula – Nada – Fixa-se – Pólipo – Colónia de Pólipos – Reprodução 
assexuada (gemiparidade) – Medusa 
 
Na colónia de pólipos, existem pólipos responsáveis pela reprodução e outros pela alimentação 
 
Relações filogenéticas 
Duas teorias: 
 
 
50 
 
 
 
Filo: Ctenophora 
 
 
Características gerais: 
 
1) Marinhos 
2) Livres 
3) Solitários 
4) Transparentes 
5) Brilhantes 
6) Forma e tamanho variável (forma de fita e arredondadas, podem ter 1m de comprimento) 
7) Diploblásticos e Triploblásticos 
a. Epiderme (vários tipos de células – sensoriais, glandulares…) 
b. Mesogleia 
c. Gastroderme 
8) Duas cavidades (oral e aboral – onde se iniciam os tentáculos) 
 
Género Pleurobrachia 
 
9) Características únicas 
 
Coloblastos – Localizam-se nos tentáculos, produzem substâncias adesivas (colam). Quando 
atacam a presa, libertam o filamento que vai enrolar-se à mesma e paralisa-a. 
Pentes – Constituídos por placas siliciosas (4 de cada lado, num total de 8) 
EUMETOZOA 
 
 
51 
Relações filogenéticas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Filo: Platyhelminthes 
 
Características gerais: 
1) Marinhos (maioria), água doce (planária) 
2) Livres e parasitas 
3) Corpo achatado dorso-ventralmente 
4) Simetria bilateral 
5) Triploblásticos 
6) Acelomados 
7) Sistema digestivo incompleto (só tem boca – encontra-se no final da faringe, 
normalmente está recolhida e só se vê quando se alimenta) 
8) Sistema nervoso, implica o desenvolvimento de uma cabeça – cefalização 
9) Sistema reprodutor – tem duas gónadas – hermafroditas 
10) Sistema excretor – protoneferídeos (sistema inda muito rudimentar) 
 
 
 
 
 
 
 
52 
Filo: Platyhelminthes 
 
Classes: Turbellaria 
 Trematoda 
 Monogenea 
 Cestoda 
 
Classe: Turbellaria 
 
1) Água doce e Salgada 
2) Livres (planária) 
3) Macroturbelários (grandes dimensões) 
4) Microturbelários (pequenas dimensões) 
5) Estruturas adesivas – glândulas que produzem 
substâncias adesivas e ventosas 
6) Grande poder de regeneração 
7) Reprodução Assexuada – gemiparidade, divisões do 
corpo 
8) Reprodução Sexuada – Hermafroditas, dioicas 
 
Classe: Trematoda 
 
1) Um exemplo desta classe é a Fasciola hepatica que é um parasita que se pode 
encontrar no fígado (canais biliares) 
2) Possui um sistema reprodutor muito desenvolvido 
3) Não desenvolvem sistema digestivo, uma vez que não é preciso 
 
Estádios de desenvolvimento 
 
Larva ciliada “miracídio” (estado larvar I) – esporocisto – Rédia (estado larvar II) – cercária 
(estado larvar III) – metacercária 
 
Ciclo de vida Fasciola hepatica 
 
I. Metacercário – estádio infectivo (apenas ingerindo neste estádio é que se contrai a 
doença. Está na água ligada a plantas, por exemplo Agriões. 
II. É ingerido, desloca-se até ao duodeno onde ocorre desenquistamento. 
III. O parasita desenvolve-se, vai para o fígado – canais biliares, onde evolui para a forma 
adulta. 
IV. Começa a reproduzir-se (ovos não embrionários) 
 
 
53 
V. Passam para o exterior em conjunto com as fezes junto da água, desenvolvem-se – 
desenvolvimento embrionário. 
VI. Larva eclode do ovo. Forma ciliada vai deslocar-se à procura do hospedeiro 
intermediário (caracol) 
VII. Perfura e penetra o caracol onde se desenvolve – esporocisto 
VIII. Segunda forma larvar – rédea 
IX. Cercário – tem cauda e está apto a sair do caracol. Sai e vai nadar, fixando-se nas 
plantas. 
X. Forma uma capa rígida metacercário. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ciclo de vida Schistosoma spp 
 
I. Ovos – estádio diagnóstico – saíram das fezes ou urina para o exterior e se depositados 
próximos de água desenvolvem-se 
II. Desenvolvem-se e evoluem para o primeiro estado larvar – miracídio, como é móvel 
vai nadar até encontrar o hospedeiro intermediário. 
III. Penetra o hospedeiro (caracol) onde vai evoluir para esporocisto. 
IV. Evolui para cercário (reside essencialmente na cauda do caracol) 
 
 
54 
V. Saem do caracol 
VI. Vai nadar até encontrar o Homem, penetrando a sua pele. 
VII. Quando penetra, a cauda é rejeitada. Apenas a parte anterior se vai desenvolver. 
VIII. Nos vasos sanguíneos do duodeno ou da bexiga atingem o estado adulto 
(metacercário). Reproduzem-se e libertam os ovos pelas fezes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Características deste parasita: 
 Adquire-se com facilidade. 
 Existem nos vasos sanguíneos do intestino e outros encontram-se nos vasos 
sanguíneos da bexiga. 
 
Parasitas do Duodeno 
S. mansoni 
S. joponium 
 
Parasitas da Bexiga 
S. hematobium Sintomas: Sangue na urina 
 
Hospedeiro intermédio: Caracol aquático 
Sintomas: Sangue das fezes 
 
 
55 
Diferenças no ciclo de desenvolvimento de:Classe: Monogenea 
 
 Formas achatadas 
 Hectoparasitas de muitos vertebrados aquáticos 
 Precisam de uma estrutura que as mantenha fixas ao hospedeiro (ganchos ou 
ventosas) 
 Só existe um hospedeiro 
 Ciclo de vida muito simples (Ovo – Larva miracídio – Adulto) 
 
 
Classe: Cestoda 
 
Para se segurarem ao hospedeiro – na parte da cabeça – possuem uma coroa de ganchos 
Ex. Ténia 
 
Ciclo de vida da Ténia 
 
I. Estádio infectivo – oncosferas que possuem os embriões. 
II. Em carne de vaca ou de porco mal passado – transmite-se para o homem. 
III. No intestino delgado fixa-se 
IV. Originam-se os adultos, constituídos por muitos segmentos – Proglotídeos. 
V. Em fezes ficam no meio ambiente junto a ervas, e os animais vão ingerir a erva com 
proglotídeos ou ovos. 
VI. Desenvolve-se a oncosfera nos músculos do animal. 
 
 
Ex. Echinococcus granulosus – ténia do cão. 
 
Schistoma spp 
Sexos separados 
Ovo 
Miracídio 
Esporocisto 
Cercário 
 
Fasciola hepatica 
 
Hermafroditas 
Ovo 
Esporocisto 
Rédea 
Cercário 
metacercário 
 
 
56 
Os seres humanos servem de hospedeiros intermediários finais num ciclo de vida que ocorre 
normalmente noutros animais. As ténias adultas são encontradas no intestino de caninos e o 
estádio de quisto em vísceras de herbívoros. O parasita é constituído por um escólex idêntico 
ao da Tênia, com quatro discos de sucção e uma dupla fileira de ganchos, bem como um 
estróbilo que contém três proglotes: um imaturo, um maduro e um ‘grávido’. As ténias adultas 
produzem ovos que são libertados nas fezes dos cães, estes ovos ao serem ingeridos por 
humanos eclodem e originam larvas com seis ganchos, denominadas oncosferas. Estas 
penetram na parede intestinal e são transportadas pela circulação para locais como o fígado e 
os pulmões, e ocasionalmente o SNC e o osso. Este é o mesmo ciclo que ocorre nas vísceras 
dos herbívoros. As ténias adultas não se desenvolvem no intestino de humanos ou de 
herbívoros. Nos seres humanos, as larvas formam um quisto hidático, que é uma estrutura de 
crescimento lento, estando esta num espaço circundado por uma membrana germinativa 
laminada. Os quistos filhos podem desenvolver-se no quisto mãe original e produzir cápsulas 
reprodutoras e protoescólices, que não são mais do que precursores da cabeça da ténia. 
Os quistos e os quistos filhos acumulam líquido à medida que crescem, sendo este líquido 
potencialmente tóxico, se houver extravasamento pode dar-se um choque anafilático e 
consequentemente morte. Os quistos podem morrer e sofrer calcificação durante longos 
períodos de tempo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
57 
Filo: Mollusca 
 
 Espécies fósseis: água doce, água salgada, terrestres 
 É um grupo heterogéneo, mas possui um plano do corpo básico comum, baseado na 
estrutura básica de um molusco ancestral hipotético 
 
 
Características gerais: 
 
 Ovóide; simetria bilateral 
 Corpo com cabeça (pouco desenvolvida), pé e saco visceral 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Rádula – está assente numa massa muito forte – 
odontóforo (o) numa cavidade (saco da rádula). Possui 
pequenos dentes para raspar a superfície na obtenção de 
alimento. 
 
 
 
 
 
 
 
Corte transversal da cavidade bucal. 
e - esófago 
m - boca 
mx - maxila 
o - odontóforo 
op - músculo protactor do odontóforo 
r - rádula 
rp - músculo protactor da rádula 
r - músculo retractor da rádula 
 
 
58 
 Tem a superfície ventral achatada 
 Superfície dorsal – concha em forma de escudo 
 Manto (epiderme) – segrega a concha 
 Cavidade do manto (região posterior) 
 Celoma reduzido 
 Tubo digestivo completo 
 Aparelho circulatório aberto (coração + vasos) 
 Brânquias, ‘pulmão’ 
 Sistema nervoso (anel nervoso circum-esofágico + cordões nervosos longitudinais) 
 Reprodução e desenvolvimento: Dióicos, fecundação externa 
 Segmentação em espiral 
 Larvas trocóforas e veliger (mais desenvolvidas, características dos Mollusca) - logo 
desenvolvimento indirecto 
 
 
Filo: Mollusca 
 
Classes: Aplacophora 
 Polyplacophora 
 Monoplacophora 
 Gastropoda 
 Cephalopoda 
 Bivalvia 
 Scaphopoda 
 
Classe: Aplacophora 
 
 Moluscos marinhos, vermiformes 
 Concha: ausente 
 Cabeça: pouco desenvolvida 
 Manto: coberto por cutícula com escamas ou espículas calcárias 
 Pé: reduzido / ausente (parte ventral que dobra para o meio) 
 Rádula: presente (maioria das espécies) 
 
Classe: Polyplacophora 
 
 Moluscos marinhos primitivos 
 Forma alongada / ovoide 
 Face ventral achatado 
 Concha: Forma de escudo com 8 placas 
 Rádula presente 
 
 
 
 
 
59 
Classe: Monoplacophora 
 
 Molusco ancestral dos Gastropoda, Cephalopoda, Bivalvia, Scaphopoda 
 Simetria bilateral 
 Concha: Forma de escudo ou cone 
 Comprimento 3mm-3cm 
 Estruturas externas e internas repetidas 
 Rádula presente 
 
 
 
 
Classe: Gastropoda 
 
 Concha tanto presente como ausente (enrolada em espiral – maioria) 
 Enrolamento e torção do corpo 
 Rádula – presente 
 A torção do corpo e torção da conha são processos separados 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
60 
Classe: Cephalopoda 
 
 Moluscos mais organizados e mais activos 
 Carnívoros 
 Corpo – 2 regiões: Cabeça + pé (8-10 braços 
com ventosas) & Saco visceral + manto 
 Rádula presente 
 Sistema nervoso e órgãos dos sentidos 
desenvolvidos 
 Concha externa desenvolvida1 / interna2 / 
ausente3 
 
1 – Concha externa desenvolvida (Ex. Argonauta e Nautilus respectivamente) 
 
 
 
 
 
 
2 – Concha interna “Osso do Choco” (Ex. Choco e Lula respectivamente) 
 
 
 
 
 
 
 
3 – Concha ausente (Ex. Polvo) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Classe: Bivalvia 
 
 Concha: duas valvas 
 Rádula ausente visto que não precisa dela 
 Ostras perlíferas formam pérolas (espécie cuja pérola é mais valiosa é a Pinctada 
margaritífera) 
 
 
 
61 
 
 
 
 
 
 Uma espécie peculiar é o Teredo, um molusco de forma vermiforme que 
ataca madeiras submersas 
 
 
Classe: Scaphopoda 
 
 Comprimento 3-6 cm 
 Concha: tubular/conoide de extremidades abertas 
 Cabeça reduzida 
 Corpo: parcialmente enterrada na areia 
 Rádula presente 
 
Relações filogenéticas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
62 
Filo: Annelida 
 
Características gerais: 
1. Terrestres, água doce, água salgada 
2. Parasitas (alguns) 
3. Simetria bilateral 
4. Triploblásticos 
5. Celomados 
6. Metamerismo 
7. Forma e função: 
a. Corpo alongado 
b. Cilíndrico (maioria) 
c. Alguns achatados 
8. Protostómio (Cabeça) 
9. Tronco com segmentos 
10. Pigídio (ânus) 
11. Parede do corpo: 
a. Camada exterior com alguma rigidez – cutícula 
b. Epiderme / derme 
c. Musculatura (fibras musculares) – ambos influenciam o movimento: 
contracção e distensão. 
i. Longitudinal 
ii. Circular 
12. Tubo digestivo completo 
a. Cabeça – Prostómio 
b. Ânus (parte terminal) – Pigídio 
13. Sistema circulatório fechado 
a. Vasos que bombeiam o sangue e funcionam como um coração 
14. Sistema nervoso 
a. Gânglio cerebral dorsal 
b. 1 ou mais cordões nervosos longitudinais ventrais 
15. Sistema excretor 
a. Metanefrídeos 
16. Reprodução e Desenvolvimento 
a. Hermafroditas ou dioicos 
b. Segmentação espiral 
c. Desenvolvimento directo ou indirecto 
d. Larva típica trocófora 
 
 
Classes: Polychaeta 
 Oligochaeta 
 Hirudinomorpha (Hirudinea) 
 
 
 
63 
Classe: Polychaeta 
 
 Tamanho variável 1mm-3cm (espécies intertidais) 
 Água salgada (maioria), doce (alguns), terrestres (poucos) 
 Reprodução – dioicos, hermafroditas 
 Desenvolvimento indirecto – larva trocófora 
 Errantes (Nereis) 1 
 Sedentários 2 (tubícolas) 3 --- Estes dois podem alterar. 
 
 
 
 
1 
 
 
 
2 
 
 
 
3 
 
 Nereis – Parápodes (nome dado a cada um dos 
dois apêndices que emergem das laterais de 
cada segmento que compõe o corpo 
dos anelídeos.Nestas extensões estão inseridas 
as sedas). 
 
 
 
 
64 
Classe: Oligochaeta 
 
 Terrestres – solos húmidos (maioria) Ex. Minhoca 
 Água doce Ex. tubifex (constroem pequenos 
tubos de lodo) 
 Água salgada (poucos) 
 Sedas implantadas no corpo 
 Reprodução: hermafroditas 
 Desenvolvimento: directo 
 
 
Classe: Hirudinomorpha 
Ex. Sanguessuga 
 
 Ectoparasitas de vertebrados 
 Água doce e salgada, terrestre (solos húmidos) 
 Corpo achatado dorsoventralmente 
 Número fixo de segmentos 
 Parápodes e sedas ausentes 
 Uma ou duas ventosas 
 Musculatura muito forte 
o Circular 
o Oblíqua 
o Longitudinal 
o Dorsoventral 
 Reprodução: hermafroditas 
 Desenvolvimento: directo 
 Hirudo medicinalis é uma sanguessuga usada em medicina 
 Movimento tipo lagarta (2 ventosas) 
 
 
 
65 
Filo: Arthropoda 
 
 Existem cerca de um milhão de espécies (mais existem muitos 
mais por conhecer, principalmente nos trópicos, algo como 
mais 20 milhões de espécies) 
 Tamanho varia entre 1 mm e os 4 metros (Caranguejo-aranha-
gigante Macrocheira kaempferi) 
 
 
Características gerais 
 
 Simetria bilateral 
 Triploblásticos 
 Celoma reduzido 
 Protóstomia 
 Metamerismo – evidente no desenvolvimento embrionário dos artrópodes e nos 
adultos de espécies mais primitivas, e reduzido em muitos artrópodes e quase ausente 
nos ácaros. A perda de metamerismo dá-se por perda de segmentos, fusão dos 
mesmos ou diferenciação de estruturas segmentares como os apêndices. 
 Extremidade anterior (Acron) 
 Extremidade posterior (Telson) 
 Apêndices articuladas – 1 par de segmentos verdadeiros (condições primitivas) 
 Esqueleto externo quitinoso, pode aparecer reforçado por placas de carbonato de 
cálcio (CaCO3) 
 Crescimento e desenvolvimento através de mudas 
 Músculos estriados, dispostos em bandas 
 Cutícula exterior protege os Artrópodes e é produzido pelas células da epiderme 
 Tubo digestivo completo 
 Sistema nervoso ventral 
 Sistema circulatório aberto: 
o Coração tubiforme dorsal 
o Pigmentos respiratórios – hemocianina/hemoglobina 
 Órgãos respiratórios: 
o Brânquias (aquáticos) 
o Traqueias (muito comum) – é um sistema de tubos que comunicam com o 
exterior através de umas aberturas destes tubos que se chamam de 
espiráculos. Estas aberturas também servem para a entrada de seres 
estranhos Ex. Nemátodos 
 Órgãos excretores: 
o Túbulos de Malpighi (desinvaginações do intestino) 
 Reprodução e Desenvolvimento – Dióicos (maioria) Fertilização interna e externa 
 
 
 
 
 
66 
Filo: Arthropoda 
 
Subfilos: Trilobitomorpha 
 Chelicerata 
 Crustacea 
 Tracheata Mandibulata 
 
 
Subfilo: Trilobitomorpha 
 
 Só existem fósseis – trilobites 
 Conhecem-se cerca de 4000 espécies 
 Tamanho varia de 4mm – 1 m 
 Corpo achatado, oval dividido em 3 regiões 
o Cabeça ou Céfalon 
o Tronco ou Tórax 
o Pigídeo 
 No sentido longitudinal existem 3 faixas/lóbulos (uma mediana e duas laterais) 
 
 
Subfilo: Chelicerata 
 
Ex. Aranhas 
Anterior – fusão da cabeça com o tórax (cefalotórax) 
 Divisão do corpo 
em duas regiões 
Posterior - Abdómen 
 
 
 São os únicos que não têm antenas. 
 Apêndices divididos em: 
o 1 par de quelíceras 
o Pedipalpos 
o 4 pares de patas locomotoras 
 
 
Classes: Xiphosura 
 Arachnida 
 Pycnogonida (= Pantopoda) 
 
 
 
 
 
 
67 
 
Classe: Xiphosura 
 
 São fósseis vivos 
 Género Limulus 
 Forma ovalada 
 Possui télson 
 Forma aquática 
 Um par de apêndices (quelíceras) 
 4 pares de órgãos locomotores 
 Nome vulgar ‘caranguejo 
ferradura’ 
 
 
 
 
 
Classe: Arachnida 
 
Ex. Aranhas e Escorpiões 
 
 Possuem cefalotórax e abdómen 
 As aranhas não têm télson, os 
escorpiões têm 
 Não possuem antenas 
 4 pares de aparelhos motores 
 
 
 
Classe: Pycnogonida 
 
Ex Aranhas do mar 
 Compostas por cabeça, tórax e abdómen 
 Possuem um par de quelíceras e um par de 
pedipalpos 
 Possui um par de pernas ovígeras 
(transportadoras de ovos) e quatro 
locomotoras 
 
 
 
 
 
 
 
68 
 
Subfilo: Crustacea 
 
 Grande parte marinhos, alguns de água doce e alguns terrestres. 
 
 Cladóceros – muito usados em laboratório e estudos de 
toxicidade - organismos modelo (exemplo – Daphnia) 
 Decápodes (exemplo – Caranguejos, Lagosta…) 
 Anfípodes (exemplo – Pulga-do-mar) 
 Isópodes (exemplo – Bicho de conta) 
 Copépodes (exemplo – Cyclops) possuem dois sacos de ovos 
 Cirrípedes (exemplo – Percebes, Cracas) 
 Ostrácodes (aparecem muito nas plantações de arroz) 
 
 
 
 
 
Características: 
 Corpo dividido em duas partes – Cefalotórax e Abdómen 
 Possuem apêndices 
 Possuem um par de mandíbulas 
 Maxilas (1 ou 2 pares) 
 Forma terminal das patas posteriores – bifurcação (Característica única e mais 
importante) 
 
 
Subfilo: Tracheata 
 
Super Classe: Myriapoda 
Classes: Chilopoda 
 Diplopoda 
Super Classe: Hexapoda 
Classes: Insecta 
 
 
 
 
 
 
69 
Classe: Chilopoda 
 
Ex. Centopeia 
 
 Na cabeça possui: 
o 1 par antenas 
o 1 par de mandíbulas 
o 2 pares de maxilas 
 No tronco apresenta um par de apêndices em cada segmento 
 
 
Classe: Diplopoda 
Ex. Corta-dedos 
 
 Em cada segmento apresenta dois pares de apêndices 
 Na cabeça apresenta: 
o 1 par de antenas 
o 1 par de mandíbulas 
o 1 par de mandíbulas unidas 
 
 
Classe: Insecta 
Ordem: Díptera (ex. mosca) 
Ordem: Coleoptera (ex. escaravelhos) 
Ordem: Hymenoptera (ex. abelhas) 
 
 Corpo dividido em: 
o Cabeça 
 1 par de antenas 
 Armadura bocal 
 1 par de mandíbulas 
 2 pares de maxilas 
o Tórax 
 3 segmentos com 3 pares de apêndices 
articulados (6 patas) 
 2 pares de asas 
o Abdómen 
 Número de segmentos variável 
As asas por si só podem ser um carácter diagnóstico! 
 
 
 
 
 
 
 
 
70 
Sucesso evolutivo: 
 Epicutícula cerosa (reduz a dessecação) 
 Asas (acesso ao alimento, fuga de predadores) 
 Asas dobradas em repouso (habitats confinados-micro-habitats) 
 Ovos com casca resistentes (sobrevivência a condições extremas) 
 Presença de formas larvares (recursos diferentes dos adultos) 
 Não há competição entre os diferentes estados/formas, o que lhes permite sobreviver 
em conjunto. 
 
 
Cycloneuralia 
Filos: Nematoda 
 Nematomorpha 
 
Filo: Nematoda 
 
Ex. Lombrigas 
 
 Nematode – forma de fio 
 Variabilidade: 
o Tamanho 
o Forma 
o Habitat 
o Hábitos alimentares 
 
Criptobiose – estado de latência, onde os indivíduos ficam completamente desidratados. 
Quando as condições são favoráveis re-hidratam-se, voltando à sua forma normal. 
 
Onde vivem: 
 Oceanos 
 Solos e águas frescas 
 Plantas húmidas 
 Dentro de animais 
 
Hábitos alimentares: 
 Predadores (podem alimentar-se de outros nemátodos) 
 Saprófados (alimentam-se de matéria em decomposição) 
 Fitófagos (parasitas de plantas) 
 Bacterívoros 
 Fungívoros 
 
 
 
 
 
 
71 
Características Gerais: 
 Filiformes e cilíndricos 
 Não são segmentados 
 Simetria bilateral 
 Pseudocelomados 
 Triploblásticos 
 Cutícula 
 Tubo digestivo completo 
 Musculatura longitudinal 
 Movimento serpenteante 
 Sistema excretor (alguns só com cutícula renal) 
 Sistema reprodutor – dioicos 
 
Parasitas de Plantas 
 
Estilete funciona como se fosse uma bomba para retirar o alimento dos hospedeiros. 
Grande variabilidade de estiletes – tamanhos essencialmente 
 
Fitoparasitas – sintomas visíveis nas partes aéreas e subterrâneas 
 
Sintomas partes aéreas 
 Definhamento, redução do crescimento 
e produção 
 Necrose, descoloração e deformação 
 Manchas foliares 
 Galhas nas sementes 
 
 
Sintomas partes subterrâneas 
 Ramificação das raízes 
 Lesões radiculares 
 Apodrecimento das raízes carnudas 
 Galhas nas raízes 
 Quistos nas raízes 
 
 
 
 
 
Nemátodos transmissores de

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