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Faculdade de Ciências e Tecnologia
Universidade de Coimbra
Zoologia
Justin Pereira
Licenciatura em Biologia
2011
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INVERTEBRADOS
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Zoologia
Os Reinos da Vida – Foram sofrendo evolução ao longo da História da Biologia
Antiguidade Clássica
o Aristóteles: Divisão em dois reinos
Plantas
Animais
Num qualquer sistema de classificação os taxa hierarquicamente mais elevados incluem
indivíduos de grande diversidade, sendo pouco naturais. Este problema levou a que a divisão
em reinos tenha variado enormemente ao longo dos tempos.
Sistema de Classificação em dois reinos
(Caroli Linnaeus)
Tradicionalmente, os organismos vivos foram divididos em dois reinos claramente distintos: As
plantas e os animais.
Neste tipo de classificação:
Plantas – São todos os organismos fixos e sem forma claramente definida,
capazes de fabricar matéria orgânica a partir de fontes inorgânicas –
autotrofia (Bactéricas e Fungos)
Animais – São todos os restantes organismos, de vida livre, com forma
definida e dependentes da matéria orgânica (plantas ou outros animais) para
a sua nutrição – heterotrofia.
Desvantagem:
Separação artificial
Não esclarece a posição de Bactérias e Fungos
Não explica o facto de algumas bactérias fotossintéticas possuírem locomoção
Não explica o facto de fungos não realizarem fotossíntese
O Systema Naturae (de nome completo: Systema naturae per regna tria naturae, secundum
classes, ordines, genera, species, cum characteribus differentiis, synonymis,
locis) foi um livro escrito por Lineu, no qual o autor faz a delineação das suas
ideias para uma classificação hierárquica das espécies. Lineu concebeu o seu
"Systema" dividindo a Natureza em
três reinos: Animalia, Vegetalia e Mineralia.
Foi um livro publicado em latim, e a primeira edição foi de 1735.
A primeira edição continha apenas 10 páginas mas na sua 13ª edição,
em 1770, tinha já 3000 páginas.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Plantae
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mineral
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A 10ª edição do Systema Naturae de Linnaeus, 1758 é o trabalho que iniciou a aplicação geral
da nomenclatura binomial zoológica. Portanto, esta data é aceite como ponto de partida da
nomenclatura zoológica e da lei da prioridade.
Sistema de Classificação em três reinos
O terceiro reino proposto por Haeckel, o reino Protista, não foi aceite de forma geral, talvez
porque o seu próprio criador estivesse relutante em quebrar a tradição dos dois
reinos.
Sistema de Classificação em quatro reinos
O sistema de Copeland foi expressamente criado para ser natural, representado da forma mais
aproximada possível, a organização do mundo vivo. Na sua classificação, o reino Protista de
Haeckel é dividido em Mychota e Protoctista.
O reino Mychota inclui todos os organismos procariontes e, o reino Protoctista, todos os
eucariontes que não são animais ou plantas.
O reino Plantae inclui todos os organismos com cloroplastos verdes, um conjunto claramente
definido de pigmentos e que produzem sacarose, amido e celulose. Assim, neste sistema, as
algas verdes são incluídas nas plantas, enquanto as algas vermelhas e castanhas, bem como os
fungos e todos os unicelulares restantes fazem parte do reino Protoctista.
Sistema de Classificação em cinco reinos
O sistema de Whittaker (1969) reconhece cinco reinos, os mesmos quatro de Copeland e um
reino separado para os fungos – Fungi - que Copeland incluiu nos Protoctista.
Os organismos multicelulares, como as algas vermelhas ou castanhas, são incluídas num dos
reinos Plantae, Fungi e Animalia. Este sistema tem uma excepção nas algas verdes, que são
todas incluídas nas plantas, apesar deste grupo conter organismos uni e multicelulares.
Ao mesmo tempo, ele altera o nome do reino de Protoctista para Protista, o que não está de
acordo com a lei da prioridade mas que tem sido seguida por alguns autores, como forma de
distinguir entre o reino com e sem organismos multicelulares.
Whittaker reconhece que esta delimitação torna os reinos Plantae, Fungi e Animalia
polifiléticos, mas aceita esse facto pois permite-lhe distinguir grandes linhas evolutivas com
base em níveis de organização e modo de nutrição. Assim, Whittaker realça os três possíveis
modos de nutrição, fotossíntese (autotróficos), absorção (saprófitos) e ingestão
(heterotróficos), em vez das relações filogenéticas. A classificação de Whittaker é, portanto,
uma classificação ecológica e não filogenética.
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Assim:
Procariontes
Níveis de organização Eucariontes multicelulares
Eucariontes multi/unicelulares
Divisão com
base em:
Quimiossíntese
Autotróficos
Fotossíntese
Tipos de nutrição
Absorção
Heterotróficos
Ingestão
Níveis de organização:
Animalia Plantae Fungi: Eucarióticos pluricelulares
Protista: Eucarióticos unicelulares
Monera: Procarióticos
Tipos de nutrição:
Monera: Absorção; Quimiossíntese
Protista: Fotossíntese; Absorção e Ingestão
Animalia: Ingestão (pode haver absorção em alguns parasitas)
Plantae: Fotossíntese (pode haver absorção em plantas parasitas)
Fungi: Absorção
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Vantagens da divisão em cinco reinos
Tentativa de uma classificação natural dos organismos unicelulares
Já esclarece a posição de bactérias e fungos
Com a evolução da tecnologia, outros sistemas de classificação apareceram:
Carl Woese (USA)
Otto Kandler (Alemanha)
Mark Wheelis (USA)
Bacteria (Eubacterias) - Inclui os procariontes mais diversificados e
com uma maior distribuição
Procariontes
Archaea (arqueobactérias) - Inclui os procariontes metanogéneos e
os que vivem em ambientes extremos
de temperatura (termófilos extremos),
salinidade (halófilos extremos) ou pH
(acidófilos extremos)
Eucariontes Eucarya - Todos os eucariontes
Baseados na filogenia nuclear, essencialmente
sequências nucleotídicas do RNA - ribossómico
Propõem
Nova categoria taxonómica:
Domínio
Ordenação da vida num sistema de 3 domínios
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Vantagens da divisão em domínios
Sistema Natural a níveis superiores
Classificação natural dos microrganismos
Plantas e animais não ocupam posição privilegiada
Independência das linhas Archaea e Bacteria
Compreensão da diversidade das linhas microbianas
Ernest Mayr (1990) Concordou com a divisão em domínios mas propôs de maneira diferente
Domínios
Prokaryota Eukaryota
Subdomínios Subdomínios
Eubacteria Protista
Archaebacteria Metabionta
Reinos Reinos
Crenarchaeota Metaphyta
Euryarchaeota Fungi
Metazoa
(não foi aceite)
Ernest Mayr – Muito conhecido ao definir um conceito muito controverso – Espécie
Mais recentemente em 2010 Eugene V. Koomin apresenta o conceito de Império:
“Comparative genomics, which involves analysis of the nucleotide sequences of genomes, shows that
the known life-forms comprise two major divisions: The Cellular and the Viral “empires”
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Classificação
Sistemática – Ciência que estuda a biodiversidade
Taxonomia – Teoria e Prática da classificação das espécies
Classificação – Sistema resultante da ordenação em grupos
Caracteres usados
Morfológicos
Ecológicos
Ontogenia
Moleculares
Fisiológicas
Citológicas
Zoogeografia
Empíricas Não têm em conta o objecto em estudo
(ex. lista de nomes por ordem alfabética)
Classificações
Práticas
Racionais Artificiais
Naturais
Classificações empíricas vantagens capazes de sistematizar
Classificações racionais
Práticas (feitas com base no estudo intensivo de uma característica)vírus
Triplonchida – Paratrichodorus, Trichodorus
Dorylaimida – Longidorus, Xiphinema
Parasita
Espécies afectadas
Rodopholus Laranjeira / Bananeira
Ditylenchus dipsaci Narcisos / Cebolas
Aphelenchoides ritzemabosi Crisântemo
Anguina tritici Trigo
Parasita
Espécies afectadas
Meloidogyne hapla Cebola
Pratylenchus Cebola
AphMeloidogyne incognita Batata doce
Ditylenchus destructor Batata
Meloidogyne spp. Cenouras / Alfaces
Heterodera glycines Soja
H. schachtii Beterraba
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Doença que tem afectado Pinheiros
Nemátodo da madeira – Bursaphelenchus xylophilus é o responsável pela doença da
murchidão do pinheiro. Originário da América do Norte, é uma espécie considerada invasora.
Os principais vectores da doença, são insectos do género Monochamus. Foi encontrado em
Portugal em 1999.
Ataca o Pinheiro Bravo
Redução da transpiração
Redução da resina
Clorose das agulhas
Copa avermelhada
Redução dos produtos da transpiração
Folhas com manchas amarelas
30 a 40 dias a árvore começa a morrer.
Características gerais deste nemátodo:
Estilete pequeno – também se alimenta de fungos
Insecto vector Monochamus spp, e M.galloprovincialis
Os adultos alimentam-se dos tecidos vegetais expostos pelo insecto.
Migram através do floema, câmbio e xilema
Os nemátodos alimentam-se das células do parênquima e das células epiteliais dos canais
resiníferos e causam a sua morte. A penetração nos traqueídos do xilema dá origem à
formação de cavidades e aparecimento de sintomas (murchidão).
Ciclo de vida de Bursaphelenchus xylophilus
O ciclo de vida do nemátodo do pinheiro envolve um ciclo propagativo e um ciclo dispersivo.
O ciclo propagativo ocorre no alburno ou borne, que é a parte externa, mais nova e funcional,
da madeira em plantas lenhosas e envolve seis estádios: Ovo, quatro estádios larvares e a fase
adulta. Todo o ciclo, de ovo a adulto dura apenas 4 a 5 dias em condições favoráveis.
O primeiro estádio larvar ocorre dentro dos ovos (L1), após a incubação estamos no segundo
estádio (L2), transformando-se rapidamente no terceiro estádio (L3). Neste terceiro estádio
existem duas formas possíveis:
1) Uma larva que segue para o quarto estádio larvar que posteriormente se transforma
em adulto que continuará a viver em árvores infectadas;
2) Uma fase dispersiva. O desenvolvimento dos nemátodos da fase dispersiva, só
ocorre nos estádios tardios de infecção da árvore, depois desta morrer e só na presença de
pupas de Monochamus spp. na madeira. Estas larvas agregam-se próximos da câmara pupal no
xilema formando o quarto estádio larvar. Estas larvas entram no sistema respiratório do jovem
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besouro adulto antes deste eclodir e são transportados por estes para novos hospedeiros.
Estas larvas podem passar à fase adulta num período de tempo de 48h aquando da
transmissão para uma nova conífera.
A fase em que ocorre a alimentação das plantas ocorre quando, o insecto vector infectado (o
parasita acumula-se nos espiráculos do sistema traqueal do insecto) procura um pinheiro
saudável para se alimentar de folhas jovens no topo da árvore.
Os nemátodos saem pelos
espiráculos e vão penetrar a planta.
Dentro da árvore, o nemátodo
prossegue o desenvolvimento se esta
for susceptível, caso contrário morre.
Quando o desenvolvimento
prossegue, multiplica-se nos canais
de resina. Entopem assim estes
canais juntamente com os canais de
transpiração.
A árvore começa a morrer e os
fungos instalam-se. O parasita
alimenta-se destes fungos e, quando
o insecto volta para colocar ovos na
árvore morta, as pulpas desenvolvem-se podendo estas ser infectadas pelo nemátodo,
concluindo o ciclo. Para combater esta praga, cortam-se e queimam-se árvores infectadas para
impedir a dispersão dos parasitas.
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Parasitas de animais
Ascaris lumbricoides
Afactam o homem (lombrigas)
Ascaris suum
Ciclo de vida:
Adultos vivem no instestino delgado. As fêmeas
adultas produzem ovos, cerca de 240,000 por dia,
que são transportados pelas fezes (2). Ovos férteis
desenvolvem-se em embriões e transformam-se no
estado infectivo (3). Após a ingestão dos ovos
infectantes (4), as larvas eclodem (5), invadem a
parede instestinal e são transportados pela corrente
sanguínea até aos pulmões (6). As larvas maturam
nos pulmões (10 a 14 dias). Após maturação
penetram as paredes dos pulmões e ascendem os
tubos respiratórios até à garganta, onde são
engolidos (7). Se forem muito jovens, muitas vezes
acabam por não conseguir dar volta para voltar ao
intestino e acabam por sair pela boca ou pelo nariz,
ou então, dirigir-se para o cérebro. Uma vez atingindo o intestino delgado, desenvolvem-se até
ficarem adultos (1). Este processo (dos pulmões à fase adulta) demora cerca de 2 a 3 meses,
pudendo viver até 1 a 2 anos.
Wuchereria bancrofti (filária do sangue)
Filária do sangue – desenvolve-se
no sangue e nos vasos linfáticos
Hipertrofia dos vasos linfáticos –
elefantia (incha as pernas,
braços…)
Hospedeiros intermediários: 77
espécies e subespécies dos
géneros:
o Anopheles
o Culex
o Aedes
o Mansonia
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Dirofilaria immitis – nematode que ataca o coração dos cães
o Hospedeiros intermediários:
Anopheles
Culex
Aedes
Mansonia
Dracunculus medinensis – Associado ao símbolo da medicina
Ciclo de vida:
Humanos ficam infectados por
ingerir água que não foi filtrada,
contendo copépodes
(crustáceos dados em cima) que
tenham sido infectados por D.
medinensis. Após a ingestão, os
copépodes morrem e libertam
larvas (estádio larvar 3) que
penetram as paredes do
estômago e intestinal do seu
hospedeiro, chegando à
cavidade abdominal. Aí
maturam, os machos morrem
enquanto as fêmeas migram
para os tecidos cutâneos perto da superfície. Cerca de um ano após a infecção, a fêmea forma
uma úlcera/bolha, normalmente no pé ou parte terminal da perna, que acaba por abrir. O
doente depois procura alívio do desconforto causado colocando os pés em água. Estando a
lesão em contacto com a água, a fêmea emerge e liberta larvas no estádio 1. Estas depois são
ingeridas por copépodes e passados duas semanas e duas mudanças físicas diferentes, entram
no estádio larvar 3 tornando-se larvas infecciosas. A ingestão dos copépodes completa assim o
ciclo de vida.
Dracunculus medinensis – Associado ao símbolo da medicina
Caenorhabditis elegans – nematode livre, muito utilizado em estudos de
envelhecimento e morte controlada das células. Muito fácil de ser utilizado porque se
conhece muito bem a sua genética.
Filo: Nematomorpha
Parecem cabelos castanhos das crinas dos cavalos
Têm normalmente um insecto associado ao seu ciclo de vida
Gordius sp
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Características gerais
Água doce (Gordius) e marinhos (Nectonema – parasita de caranguejos)
Filiformes
Cor escura (âmbar, castanho)
Adultos livres
Larvas parasitas de artrópodes (estádio predominante – estilete penetra no insecto)
Parede do corpo – cutícula / epiderme celular / musculatura longitudinal
Movimento ondulatório (semelhante aos nematodes)
Não são segmentados
Pseudocelomados – acelomados
Sistema digestivo reduzido (vestigial)
Larva com probóscide e 3 estiletes
Dioicos com gónadas tubiformes
Sistema nervoso – anel nervoso, cordão nervoso ímpar ventral
Sistema circulatório e excretor ventral
Filo: Rotifera
Características gerais:
Água doce e salgada, solos húmidos (com muita matéria orgânica / musgos)
Microscópicos (0.1 – 1.0 mm)
Livres (maioria), sésseis
Solitários (maioria), coloniais
Transparentes (alguns com coloração)
Sobrevivem à dessecação (criptobiose – uma vez que a parte
anteriore posterior ficam recolhidos na parte central, reduzindo o
metabolismo)
Simetria bilateral
Pseudocelomados
Sem cutícula (maioria) ou com lórica
Epiderme sincicial
Fibras musculares circulares e longitudinais
Estrutura do corpo:
Região anterior – cabeça
Tronco
Pé com 1-4 dedos (órgãos de fixação)
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Sistema digestivo:
Boca
Faringe ou mastax
Estômago
Intestino
Com ou sem ânus
Sistema excretor:
Protonefrídeos
Sistema reprodutor:
Dioicos
Partenogénese
Segmentação espiral
Desenvolvimento determinativo
Filo: Echinodermata
Ex. Estrelas-do-mar, Lírio-do-mar, Pepino-do-mar, Serpente-do-mar, Ouriço-do-mar, Bolachas-
do-mar.
Características gerais:
Todos marinhos
Simetria pentarradiada – adulto
Simetria bilateral – formas larvares (estrela-do-mar, ouriço-do-mar)
Adultos apresentam região oral e aboral
Celomados
Deuterostómios (boca primitiva – ânus / boca definitiva – neoformação)
Parede do corpo:
Epiderme delicada
Endosqueleto
Derme (tecido conjuntivo mutável, pode alterar a concentração de Ca)
Ossículos de CaCO3 incrustados na derme
Endosqueleto matriz extracelular
Mais rígida – aumento de Ca
Menos rígido – diminuição de Ca
Muito rígidos – fusão de placas (ouriços do mar)
Semi rígidas – placas ou ossículos articulados (estrela do mar)
Moles – ossículos dispersos na derme (pepino do mar)
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Associado ao esqueleto temos:
Espinhos
Pedicelários – espinhos modificados (constituídos por 2 ou 3 hastes com ou sem pé –
função de protecção e limpeza)
Aparelho ambulacrário:
É responsável por diversas funções
dos equinodermes, como respiração,
excreção, locomoção, fixação e
captura de alimentos. É formado por
um conjunto de canais, ampolas e
pés, por onde circula a água do mar.
Constituído por uma placa
madrepórica - toda perfurada para
permitir entrada de água
Através das contrações e distensões
dos músculos e da ampola,
regularizam a concentração de água.
Classes: Asteroidea
Ophiuriodea
Echinoidea
Holothuroidea
Crinoidea
Para diferenciar as classes:
o Forma do corpo
o Presença ou ausência e posição da boca e ânus
o Órgãos respiratórios
Classe: Asteroidea (estrelas do mar)
Forma do corpo: disco central com 5 braços
(maioria) distintos ou não
Aberturas – ânus e boca
Órgãos respiratórios – pápula. Estão inseridos
os concentricycloides
o Forma do corpo: discoidal, achatado,
sem braços, anel marginal de
espinhos
o Abertura – ânus ou ausentes
o Órgãos respiratórios – ausentes
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Classe: Ophiuroidea (serpente do mar)
Forma do corpo – disco central distinto com cinco braços distintos
Abertura – boca (sem ânus)
Órgãos respiratórios – bolsas braquiais (5 pares)
Classe: Echinoidea (ouriço do mar)
Forma do corpo – esférica sem braços
Aberturas – ânus
Órgãos respiratórios – brânquias
Lanterna de Aristóteles - No ouriço-do-mar há um aparelho bucal
muito grande, semelhante à rádula, com cinco dentes de origem
calcária que correm dentro de placas dispostas em forma de uma
lanterna. Tal aparelho foi descrito em pormenor por Aristóteles e
por isso é chamado lanterna de Aristóteles. Com esses dentes, o
animal pode raspar algas das rochas, seu principal alimento.
Classe: Holothuroidea (pepino do mar)
Forma do corpo – tubo cilíndrico sem braços
Aberturas – boca e ânus
Órgãos respiratórios – órgãos arborescentes
Classe: Crinoidea (lírio do mar)
Forma do corpo – cálice com ou sem pedúnculo
Aberturas – boca e ânus (uma ao aldo da outra)
Órgãos respiratórios – ausentes
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VERTEBRADOS
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Evolução Biológica dos Cordados
I - Darwinismo e a síntese moderna da evolução biológica
Charles Robert Darwin (1809-1882)
Contexto histórico:
Darwin estuda outras obras:
o Malthus
o Lamarck
o Lyell
Viagem no Beagle
Publica o livro “Origem das Espécies”
Lógica de Darwin
Populações têm enorme fertilidade
Densidades populacionais mantêm-se constantes
Os recursos são limitados:
o Traz competição “luta pela existência/sobrevivência” (desactualizado)
o Criar descendentes é o mais importante
Grande variabilidade do fenótipo dentro de cada população
Algumas variações são hereditárias
o A sobrevivência depende das características (não aleatórias) (características
mais favoráveis que outras)
o Características mais favoráveis tornam-se mais comuns = EVOLUÇÃO
Teoria mais aceite, mas persistem questões:
Como surgem as novas variações nas populações? (ou seja, não explica as mutações)
Como é que essas variações são passadas aos descendentes?
Gregor Mendel (1822-1894) e a hereditariedade
Anos 20: Descoberta das mutações
Anos 30: Genética das populações
Anos 40: Integração na síntese moderna da evolução biológica
SÍNTESE MODERNA DA EVOLUÇÃO BIOLÓGICA
Contributos de:
Theodosius Dobzhansky (geneticista)
Ernest Mayr (sistemata e biogeografo)
George Gaylor Simpson (paleontólogo)
Leydard Stebbins (botânico)
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Conceitos fundamentais:
Espécie: Conjunto de indivíduos que habitam o mesmo local que podem potencialmente
cruzar-se entre si e originarem descendentes férteis e que estão
reprodutivamente isolados de outras espécies.
População: Conjunto de indivíduos da mesma espécie, que partilham o mesmo local, no
mesmo espaço de tempo, podendo reproduzir-se entre si.
População: Unidade básica da evolução
Selecção natural: Mecanismo de evolução. Tem um papel importante na evolução, em
conjunto com a teoria Neutral.
Sucesso diferencial na reprodução – resulta na adaptação dos indivíduos ao meio.
Favorece alguns indivíduos em relação a outros, ou seja, favorece os que têm maior
capacidade reprodutora (aqueles que por possuírem características mais aptas, dão origem a
mais descendentes). É o único factor de microevolução que resulta pro si só.
Teoria neutral: Teoria que defende que a longo prazo as mutações por si só podem levar a
mudanças significativas na população
Gradualismo: Evolução ocorre de forma gradual. É a acumulação gradual de variações que
vai permitir a distinção das populações.
Evolução Biológica
Sorte e Escolha
Novas variações Selecção Natural
Mutações Sucesso diferencial na reprodução
Recombinação sexual Tem como resultado a adaptação
A sorte e o acaso introduzem variações, mas a força motriz da evolução é a Selecção
Natural dos indivíduos mais aptos, ou seja, dos que têm maior potencial reprodutivo
(os que deixam maior número de descendência).
A síntese moderna da evolução permite compreender a evolução como um todo; com
base em vários autores – permitindo explicar a sorte, a escolha.
Esta teoria defende o gradualismo, demonstrando como as grandes variações podem
resultar da acumulação de pequenas variações.
II – Genética das populações e factores de microevolução
Conceitos:
Gene: Porção de DNA que codifica a síntese de uma proteína
Alelo: Formas alternativas do mesmo gene
Alelo fixo: Quando nessa população só existe um alelo, logo é fixo
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Genótipo: Composição genética de um organismo
Fenótipo: Expressão das características de um organismo
Características poligénicas: Características controladas por vários genes, e estão presentes
em toda a população, mais ou menos constante (ex. cor da pele
nos humanos)
Características discretas: Características qualitativas (ex. cor dos olhos)
Património genético: Frequência dos genótipos e dos alelos numa determinada população
Microevolução:Alteração da frequência genotípica de uma população
Factores de microevolução – Pressupostos do equilíbrio de Hardy Weinberg
1) População grande (ausência de deriva genética)
2) Isolamento da população (ausência de fluxo genético)
3) Ausência de mutações
4) Panmixia (ausência de casamentos preferenciais e consanguinidade – ausência de
aleatoriedade na reprodução)
5) Ausência de selecção natural
Deriva genética: Alteração que ocorre ao acaso e que resulta das mutações. Ocorre
principalmente devido às populações serem pequenas.
Efeito de gargalo: A deriva genética pode resultar em rápidas e drásticas
alterações nas frequências alélicas. Ex. Catástrofe natural em que 80% da
população desaparece e a população sobrevivente não é representativa da
original. Tende a diminuir a variabilidade genética pois alguns dos alelos podem
desaparecer.
Efeito fundador: Um certo número de indivíduos desloca-se para outro habitat,
transportando parte do património genético da população original. Ex. Conquista
de novas ilhas, para onde migram espécies, criavam e desenvolviam-se novas
espécies, dando origem a novo património genético.
Fluxo genético: É uma modificação do património genético devido à entrada ou saída
do fluxo de genes entre populações. Uniformização das populações
vizinhas.
Acasalamento não aleatório: Aumenta o número de homozigóticos e os heterozigóticos
tendem a diminuir.
III EVOLUÇÃO ADAPTATIVA E MODOS DE SELECÇÃO NATURAL
Conceitos:
Adaptação biológica: É a capacidade de um indivíduo, ou grupo de indivíduos, deixar mais
descendência.
Aptidão relativa de um genótipo: É o genótipo que deixa mais características aos
descendentes.
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Adaptação: Característica geneticamente determinada que confere maior aptidão.
Evolução Adaptativa: Evolução que aumenta o potencial reprodutivo do indivíduo.
Modos de Selecção Natural
Estabilizadora:
A selecção tende a estabilizar as características, actua nos fenótipos mais comuns da
população (reduz-se a amplitude do fenótipo)
Mantem a homogeneidade da população, pois os fenótipos extremos são eliminados.
Direccional:
Existe uma tendência para deslocar o ponto de ajuste, favorecendo um dos fenótipos
extremos. Esta situação revela alterações ambientais, sendo selecionados os
organismos melhor adaptados a esse novo meio.
Diversificadora ou disruptiva:
A acção da seleccção ocorre eliminando o fenótipo intermédio favorecendo as
características extremas. Diz-se diversificadora porque as espécies tendem a originar
duas sub-espécies que evolvem em sentidos diferentes
Selecção Natural – Dimorfismo Sexual
Mecanismos de selecção natural pelo qual a fêmea escolhe o macho durante o acasalamento,
por possuir determinadas características.
IV PRESERVAÇÃO DA DIVERSIDADE GENÉTICA
Fontes de variabilidade genética:
Mutações (introduzem novos alelos)
o Novos alelos
o Muitas em DNA não codificante
o Maioria nas células somáticas
o Maioria é prejudicial
Recombinação sexual (introduzem novos genes)
o Novos genótipos
Produzem-se constantemente nas populações modificações acidentais do património
genético – mutações.
Em geral têm um efeito desastroso e os indivíduos portadores tendem a desaparecer, noutros
caos, porém, têm um efeito favorável e permitem aos seus portadores viver mais e
reproduzirem-se mais.
As mutações são a fonte primária de variabilidade genética mas a fonte mais próxima é
a recombinação dos genes na reprodução sexuada. Nesta, a recombinação dos genes de todos
os modos possíveis na descendência ocorre em diferentes momentos: meiose e fecundação.
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Se as mutações introduzem novidade genética é principalmente a recombinação
génica que cria a variabilidade favorecendo o aparecimento de uma multiplicidade diferente
de combinações dos genes.
Mesmo que não ocorram novas mutações, as existentes constituem um imenso
material sobre o qual pode actuar a Selecção Natural.
Deve realçar-se que a selecção natural actua sobre os indivíduos e não sobre os genes
ou sobre os caracteres hereditários que se manifestam isoladamente. O indivíduo que possua
a combinação de caracteres mais vantajosa será selecionado em relação a outras menos
favoráveis.
Cada conjunto génico confere determinadas potencialidades adaptativas aos
indivíduos para um determinado meio e num determinado momento.
Quanto maior for a diversidade, maior a probabilidade de uma população se adaptar a
mudanças que ocorram nesse meio, pois entre toda essa diversidade pode aparecer um
conjunto génico que seja favorecida pela selecção natural.
Considera-se um conjunto génico mais vantajoso aquele que permite que o indivíduo
sobreviva mais tempo e deixe mais descendência.
A teoria neutral defende que a longo prazo, as mutações, por si só, podem levar a
mudanças significativas na população.
Como é preservado a variabilidade genética?
Mecanismos de preservação da variabilidade genética
Diploidia: Quanto mais raro é o alelo recessivo, mais protegido está nos heterozigóticos
O que é selecionado é o fenótipo, mas genotipicamente existem heterozigóticos que
perpetuam nas populações.
Asseguram a protecção dos alelos recessivos.
Polimorfismos em equilíbrio (Polimorfismo Balanceado)
Vantagens dos heterozigóticos: Os heterozigóticos são mais aptos que os
homozigóticos – permitem não só manter a variabilidade de uma população, como
também manter o número de indivíduos da população.
Em vigor híbrido (mistura de raças), os heterozigóticos tem maior aptidão e produzem maior
descendência.
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Selecção dependente da frequência: A evolução de uma dada característica
depende da sua frequência. Trata-se de um mecanismo muito forte de preservação da
variabilidade genética.
Ex. Borboleta da África do Sul Papilio dardanus
Esta borboleta apresenta dimorfismo sexual.
Os machos apresentam sempre o mesmo padrão,
as fêmeas apresentam diferentes colorações. Imitam
colorações de outras borboletas que co-existem na mesma
região, mas que são desagradáveis para os predadores (assim
estes não as comem) – mimetismo
Se o número de borboletas fémeas “disfarçadas”
for pequeno, os pássaros não se apercebem da sua presença e
não as caçam. Se o número for elevado, os pássaros começam
a aperceberem-se que entre as borboletas que sabem mal,
existem borboletas que sabem bem, e começam a caça-las.
Ou seja – quanto mais rara a frequência de um padrão,
maior vantagem, maior número.
Todos os mecanismos capazes de desencadear
evolução, actuam sobre uma determinada variabilidade
genética.
Uma população diz-se polimorfa para um determinado caracter quando o gene
que condiciona esse caracter assume mais de uma forma.
O Polimorfismo será adaptativo?
Pode ser ou não…
Em muitos casos, ocorrem mutações que não aumentam a aptidão das espécies –
mutações neutras
Quando ocorre uma mutação neutra que não prejudica, nem beneficia a espécie, o
alelo mutado mantem-se na população apenas dependendo da deriva genética.
Ex. Borboleta Biston betularia
Borboletas brancas que se confundem com líquenes – ambientes
não poluídos
Borboletas negras – boa adaptação a ambientes poluídos
Como resultado de alterações ambientais, uma mutação que inicialmente
era desvantajosa, tornou-se numa mutação adaptativa.
Uma mutação neutra num determinado ambiente pode, a longo prazo,
noutro ambiente, aumentar a aptidão da população onde se verifica.
Fêmeas de P. dardanus à direita a imitar a das
esquerda
Biston betularia
87
V ESPECIAÇÃO: BARREIRAS REPRODUTIVAS; BIOGEOGRAFIA,
GRADUALISMO Vs PONTUALISMO
Espécie: Conjunto de indivíduos que habitam o mesmo local, que podem potencialmente
cruzar-se entre si e originarem descendentes férteis e que estão reprodutivamente
isoladosde outras espécies.
Ernest Mayr (1942)
Não se aplica a:
Fósseis
Espécies assexuadas
Populações separadas por barreiras geográficas que nunca se cruzam
Morfoespécie
Lineu (1735) – Systema Naturae
Nomenclatura binominal
Baseado em características morfológicas
Difícil distinguir variabilidade intra e interespecífica
Barreiras reprodutivas
1) Pré-zigóticas
a. Isolamento de habitat
b. Isolamento temporal
c. Isolamento comportamental
d. Isolamento mecânico
e. Isolamento gamético
2) Pós-zigóticos
a. Inviabilidade dos híbridos
b. Esterilidade dos híbridos
c. Inviabilidade dos descendentes dos híbridos
Padrões de especiação
Anagénese: A mesma espécie diferencia-se e ao longo do tempo origina uma espécie
diferente
Cladogénese: Aparecimento de várias espécies diferentes provenientes do mesmo ancestral
(não implica que este esteja extinto)
Especiação e Biogeografia
Alopátrica – Um ancestral em ambientes diferentes vai dar origem a espécies diferentes
(isolamento geográfico) (mesmo que se voltem a encontrar em ambientes iguais, não se
cruzam porque são espécies diferentes).
88
Radiação adaptativa: Aparecimento de muitas espécies num reduzido espaço de
tempo ecológico proveniente de um ancestral comum. Separam-se e ocupam nichos
ecológicos com um ambiente diferente, originando novas espécies.
Simpátrica – Populações de espécies diferentes compartilham o mesmo ambiente, a nova
espécie provém do cruzamento de duas espécies diferentes no mesmo ambiente.
o Especiação simpátrica por autopoliploidia
Poliploidia resultante de um erro na divisão celular do zigoto
o Especiação simpátrica por alopoliploidia
Poliploidia resultante de uma duplicação cromossómica no híbrido – híbrido viável
Gradualismo Vs Pontualismo
Podem co-existir
Evolução ocorre através da acumulação
de pequenas modificações ao longo de
várias gerações
B C
A
Evolução ocorre por mudanças
bruscas e repentinas durante curtos
períodos de tempo
C A B
C
B
A
89
VI MACROEVOLUÇÃO E NOVIDADES EVOLUTIVAS
Macroevolução: Evolução das espécies e dos taxa supra-genéricos com o resultado de
mudanças de larga escala na frequência dos genes.
Muitas novidades resultaram de mutações extensas envolvendo muitos genes mas…
Ex. O “Polegar” do Panda-Gigante
Panda Gigante Ailuropoda melanoleuca em Chinês Da Xiong Mao
Alimenta-se de bambu
Não pára de comer porque não aproveita tudo o que come, o seu
estômago não lhe permite.
Stephen Jay Gould escreveu sobre o polegar do Panda
“Assim, a musculatura para operar este novo e notável mecanismo –
funcionalmente um novo dedo. Não requereu qualquer mudança
intrínseca em relação às condições já presentes nos parentes mais
próximos do Panda: os ursos. Mais ainda: parece que toda a
sequência dos acontecimentos na musculatura se segue
automaticamente a uma simples hipertrofia do osso sesamoide
radial”
O polegar sesamoide dos Pandas constitui uma estrutura complexa formada pela
marcada hipertrofia de um osso do pulso e por um extremo rearranjo dos músculos
pré-existentes.
Poderá ter surgido por uma simples mutação a nível do gene que regula a taxa de
crescimento do osso.
Basta uma pequena mutação para que ocorra uma grande novidade evolutiva.
Novidades evolutivas – Casos particulares
Homeosis – Novidades evolutivas no posicionamento de diferentes estruturas corporais.
Ex. Localização dos apêndices num animal,
Localização das flores numa planta.
Heterocronia – Conjunto de novidades evolutivas por alteração:
Do momento de aparecimento de estruturas
Ex. Listras da Zebras
Aparecimento mais cedo das listras (linhas largas e em maior número)
Aparecimento mais tarde das listras (linhas menos largas e em menor número)
90
Das taxas relativas de desenvolvimento
Isometria
Alometria
Alometria – relação em que não se mantém a proporcionalidade entre as duas variáveis.
Seriam os Dinossauros estúpidos?
Não ficaram mais estúpidos à medida que
aumentaram tamanho.
Os corpos crescem mais depressa do que os cérebros
e os grandes animais apresentam mais baixas de
peso do cérebro em relação ao peso do corpo.
Os cérebros têm uma taxa de crescimento de 2/3 em
relação ao corpo, mesmo nos mamíferos actuais.
Outro exemplo
Alce Irlandês (Megaloceros hibernicus)
Tendência para super ornamentação
Hastes descomunais – novidade evolutiva:
o Pouco valor adaptativo, o facto de terem crescido muito, provavelmente por
selecção sexual, permitiu a passagem das características às gerações
seguintes.
Todos os anos deixava cair as suas hastes para tornarem a crescer no Outono, e na
Primavera estavam grandes, fortes e bonitos para captar a atenção das fêmeas.
Hastes descomunais?
– Não porque o animal também é grande!
As hastes não aumentam na mesma proporção
que o tamanho do corpo. Aumentam duas vezes e
meio mais depressa do que o tamanho do corpo,
dos machos pequenos para os grandes.
As hastes eram um benefício quando o habitat
deste veado fosse paisagens abertas, relvosas e
fracamente arborizadas. Quando o ambiente se
modificou e se formou uma floresta densa, as
hastes tornaram-se uma desvantagem, levando à
extinção do “Alce Irlandês”.
91
Outro exemplo
Evolução do Rato Mickey
Paedomorfose
Evolução contrária à dos humanos
Paedomorfose: Presença no estado adulto das espécies descendentes de características
juvenis das espécies ancestrais.
Neotenia: Atraso no desenvolvimento somático;
Mantem características típicas dos juvenis das espécies ancestrais
(o Homem é neoténico)
Progénese: Antecipação no desenvolvimento dos órgãos reprodutores (não são conhecidos
vertebrados)
Ex: Louis Bolk (anatomista holandês, anos 20).
Semelhanças do esqueleto de humanos adultos com esqueletos de primatas jovens.
Jovem primata
Crânio redondo
Rosto “juvenil”
Posição do buraco occipital (base do crânio) – permite manter uma postura bípede
União tardia das suturas cranianas – permite a dilatação e crescimento do cérebro
Direcção ventral do canal vaginal
Polegar do pé não oponível
…
Rato travesso
Ratazana
Características adultas
o Esguio
o Bicudo
o Olhos pequenos
o Cabeça pequena
Rato ordenado e cumpridor da lei
Mais amigável (aspecto)
Características de bebés
o Rechonchudo
o Cabeça grande
o Olhos grandes
o Menos bicudo
92
VII ESTABELECER FILOGENIAS
Sistemática: Estudo da biodiversidade (mais abrangente do que a taxonomia, estuda a
biodiversidade, as características e agrupa-os)
Taxonomia: Classificação de organismos (designação e agrupamento)
Taxon: Qualquer grupo de organismos que seja tratado como uma unidade num sistema de
classificação
Filogenia: História evolutiva de um táxon ou de um grupo de taxa
Como vamos estabilizar filogenias?
Procurando e comparando semelhanças e diferenças
Primeiro temos de saber que características encontradas nos permite estabelecer filogenias:
Por homologia (evolução divergente)
Estruturas homólogas (mesma origem)
Por paralelismo (evolução paralela)
Estruturas análogas (mesma função)
Por convergência (evolução convergente)
Estruturas análogas (mesma função)
Evolução paralela
Rato canguru (desertos norte americanos)
Salta (diminui o contacto com a areia quente do deserto
Grande cauda (superfície grande, permite perder calor
quando em excesso
Cor acastanhada – camuflagem – provavelmente valor
adaptativo
Gerbo (desertos africanos e asiáticos)
Orelhas muito desenvolvidas
Cauda comprida
Evolução paralela –seres vivos que possuem características comuns, que lhes conferem
vantagens por evolução independente da espécie ancestral.
93
Evolução convergente
Numbat, Papa-formigas, Equidna (outro exemplo será o Golfinho e Tubarão)
Possuem línguas grandes e com propriedades adesivas (cola) para agregar formigas e
térmitas
Garras desenvolvidas
Evolução convergente - um carater semelhante evolui independentemente em duas espécies,
não sendo encontrado no ancestral comum delas
Estruturas homólogas são as que interessam para o estudo da filogenia (evolução divergente)
Caracteres homólogos
Apomórficos Vs Plesiomórficos
Sinapomorfia Vs Simplesiomorfia
Apomórficos
(derivados recentes)
Caracter que surgiu recentemente
originado de um ´mundo à parte´.
São estes caracteres que são
utilizados para estabelecer
filogenias.
Plesiomórficos
(ancestrais, primitivas)
Caracter mais próximo do
ancestral, ou seja, são mais
antigos
Sinapomorfia
Conjunto de caracteres que
surgindo ao longo da evolução,
mantêm-se em diversos grupos
taxonómicos distintos
Simplesiomorfia
Caracter primitivo herdado e
partilhado por um número grande
de organismos
94
Taxa monofilética: Há uma ramificação que inclui o ancestral e todos os descendentes
Taxa polifilética: Aquele em que os seus integrantes possuem vários ancestrais comuns,
um em cada grupo. (Dentro do mesmo grupo, agrupamos indivíduos
com características diferentes)
Taxa parafilética: Inclui o ancestral mas não todas as espécies descendentes
Sistemática evolutiva Vs Filogenética
Lagarto Crocodilo Avestruz Crocodilo
Avestruz Lagarto
Caso dos monotrémata
Ex. Echidna, Ornitorrinco
Põem ovos – repteis?
Têm pelos – mamíferos?
Ancestral – repteis Ovos – caracter plesiomorfico
Pelos – caracter apomórfico
Só podemos afirmar que um caracter é
plesiomorfico em relação a outro. Ou seja, só
podemos utilizar estes termos quando
compararmos características.
Logo, são considerados mamíferos porque os
pelos e as glândulas mamárias são caracteres
mais recentes.
Baseia-se nas alterações e nas
diferenciações morfológicas
evolutivas
Baseiam-se na filogenia, organiza
os grupos de organismos de
acordo com a sua propriedade
genética
95
Cavalos:
Ordem Perissodactyla; Família Equidae; Género Equus
As patas sofreram alongamento, daí ficarem muito altas e finas
Houve um aumento no tamanho corporal
Redução do número de dígitos (menos superfície de contacto)
1. Cavalo selvagem Mongólia – Equus przewalskii (única
população selvagem)
2. Burro selvagem – Equus africanus (tem listras nas
pernas)
3. Hemíono – Equus hemionus (Ásia)
4. Zebra-montesa – Equus zebra (África)
5. Zebra-de-Burchelli – Equus burchelli (África) (entre
listras grandes, possui listras mais pequenas e claras)
6. Zebra-de-Grevy – Equus grevy (África) Listras pequenas –
dificulta a predação, provavelmente valor adaptativo
7. Quaga – Equus quagga – Extinto 1878, Sul de África (só
parte anterior é listrada)
As zebras e os cavalos têm o mesmo ancestral, mas sofreram uma adaptação evolutiva
“diferente” por colonizarem ambientes diferentes.
As zebras mantiveram as suas listras enquanto os cavalos as perderam.
Origem dos vertebrados
3 questões fundamenteis:
Quando?
Onde?
Como?
96
Quando?
Data Era Período Época Acontecimentos importantes
4600 Ma
Pré-Câmbrico
Origem da Terra
3500 Ma 1º fóssil procariota
2500Ma
Ligeiro aumento de O2 o que permite a sobrevivência
de algumas espéceis
1500 Ma 1º fóssil eucariota
700 Ma Origem do 1º animal
590-505
Paleozóico
Câmbrico
Origem da maioria dos invertebrados e algas
Aparecimento das trilobites
(deve ter surgido o 1º vertebrado)
505-438 Ordoviciano
Radiação adaptativa dos vertebrados (peixes sem
mandíbulas)
Abundância de algas marinhas
438-408 Silúrico
Aumento da diversidade de vertebrados
Colonização da terra por plantas vasculares e
artrópodes
408-360 Devónico
Diversificação dos peixes ósseos (com mandíbula)
Primeiros anfíbios e Insectos
360-256 Carbonífero
Surgem grandes florestas (que vão dar origem mais
tarde a jazigos de petróleo)
Plantas com semente
Origem dos répteis
Dominância dos Anfíbios
286-248 Pérmico
Radiação adaptativa dos répteis
Origem dos primeiros mamíferos
Extinção de muitos invertebrados
248-213
Mesozóico
Triássico Primeiros Dinossauros, mamíferos e aves
213-144 Jurássico Dominância dos Dinossauros
Cretáceo
Aparecimento das plantas angiospérmicas
Extinção dos Dinossauros
65-54
Cenozóico
Terceário
Paleoceno Radiação adaptativa dos mamíferos, aves e insectos
54-38 Eoceno
Dominância das plantas angiospérmicas e aumento da
diversidade de mamíferos
38-24 Oligoceno Origem da maior parte dos mamíferos conhecidos
24-5
Quaternário
Mioceno
Continuação da radiação dos mamíferos e
angiospérmicas
5-1,8 Plioceno Ancestrais de humanos
1,8-0,01 Pleistoceno Idade glaciar, aparecimento dos humanos
Recente Tempo histórico
Durante esta evolução ocorreram duas grandes extinções
Final do Paleozóico – Final do Pérmico
o Existia um único continente, Pangea, rodeada por um único oceano
(Pantalassa) que se dividiu originando Laurásia e Gondwana.
o Extinção das trilobites e muitas espécies marinhas.
Final do Mesozóico – Final do Cretáceo
97
o A queda de um meteoro originou uma camada de poeira na atmosfera que
impediu a luz solar de alcançar a superfície.
o Seres que necessitavam de fotossíntese para sobreviver morreram e com eles,
extinguem-se os dinossauros.
Onde?
A quantidade e oxigénio na Terra sofreu um aumento gradual desde a sua formação.
Foi preciso haver 5% de oxigénio na Terra para começarem a surgir organismos na
terra.
Só recentemente é que existem níveis elevados de oxigénio (perto de 100%)
O nível do mar agora encontra-se relativamente baixo em relação à história da Terra.
Nível do mar baixo – maior porção de terra e vice-versa.
A variação do nível do mar é uma consequência da variação da temperatura.
Icehouse
Zonas de glaciação – T. Baixas
Hothouse
Aquecimento global – T. Elevadas
(interglaciação)
Interglaciação > nível do mal
Glaciaçãoligados, uma vez que eram animais terrestres.
Como?
Evolução dos Deuterostómios
o Bilateria (Anelídeos, Artrópodes)
Hipóteses excluídas
o Equinodermes – hipótese mais aceite
Larva de equinoderme (origem dos cordados)
Semelhança estrutural com protocordados e hemiocordados (vermes
com características dos cordados)
Semelhanças bioquímicas
Larvas alcançaram a maturidade sexual – desenvolveram uma musculatura adaptada ao
movimento – evolução
Filo Chordata
99
Notocorda ou Corda Dorsal
Órgão endoesquelético de suporte com localização axial
Dá nome aos cordados
A sua rigidez é conferida por possuir células túrgidas revestidas por um tecido elástico
Valor adaptativo – suporte rígido e flexível e permite a inserção de musculatura.
Torna a locomoção mais eficaz
Os cordados apresentam corda dorsal na vida embrionária, podendo posteriormente
persistir ou ser substituída por coluna vertebral.
Tubo Neural
Eixo dorsal à corda dorsal
Permite aos cordados terem grandes dimensões pois faz-se a comunicação
electroquímica, através de impulsos nervosos ao longo do tubo, desde a região
anterior à posterior.
O tubo neural vai dar origem ao Sistema Nervoso Central actual, diferenciando-se em
encéfalo e espinal medula.
Fendas Branqueais
São aberturas ao longo da faringe
A água entra pela boca, passa pelas fendas branqueais para o átrio e depois para o
átrioporo (saída)
Elevada vascularização – facilita as trocas gasosas.
Cauda Pós Renal
Confere grande mobilidade
Filo: Chordata
Subfilo: Acrania ou Cephalochordata
Tunicata ou Urochordata
Craniota (Vertebrata)
Subfilo: Acrania ou Cephalochordata
Não possuem crânio
Corda dorsal extende-se ao longo de todo o organismo
Tem apenas 20 espécies e dois géneros. O género mais comum é Branchiostoma
(anfioxo)
Animal marinho
Vivem enterrados no substracto, deixando os tentáculos de fora para capturar e
absorverem o alimento
Pequenos (6 a 10 cm)
100
Cor transparente azulada (não possui hemoglobina)
Possui miómeros – segmentos de musculatura (torna a locomoção mais eficaz)
São um excelente exemplo das características dos cordados
Tubo neural e corda dorsal
Sistema respiratório: filtram a água pela boca, passa às fendas branqueais e sai pelo
atrioporo
Sistema circulatório fechado sem hemoglobina nem coração
Não possuem barbatanas mas sim pregas membranares
São dioicos
Anfioxo (dupla extremidade) – ambas as extremidades têm a mesma forma
Subfilo: Tunicata ou Urochordata
Revestidos por uma túnica
Só possuem corda dorsal na região posterior do corpo
Marinhos
Solitários, coloniais
Filtradores
Têm 2 sifões: sifão cloacal e bocal.
Filo: Chordata
Subfilo: Tunicata ou Urochordata
Classes: Ascideacea
Thaliacea
Larvaceae
Classe: Ascideacea
Ex. Ascídeas
Sésseis (estado adulto)
Forma de saco – grande porção do saco é
preenchido pelas fendas da faringe.
A água passa para a faringe respiratória e depois de
ter entrado pelo sifão bocal, passa para o átrio e
depois sai pelo sifão cloacal, ou seja, 2 sifões.
Coloniais.
101
Larva de ascídea
Vida livre
Cauda pós-anal
Sofrem metamorfose
Muito semelhantes aos ancestrais dos
cordados
Na porção anterior vão-se desenvolver
órgãos adesivos que o vão fixar, conduzindo
à perda da região posterior e
consequentemente, perda de grande parte
da corda dorsal e tubo neural.
Classe: Thaliacea
Ex. Salpas
Sifão cloacal e sifão bocal em extremidades opostas
Não apresentam formas sésseis – são de vida livre
Classe: Larvaceae
Ex. Apendiculários
Corpo muito transparente
Semelhanças às larvas das ascídeas
Mantêm a cauda e a corda dorsal
A Teoria de Walter Garstang diz-nos que as larvas de ascídeos terão dado origem aos restantes
cordados por paedomorfose.
Vamos ter no estado adulto dos descendentes, características juvenis das espécies ancestrais
(não é mais aceite)
Subfilo: Craniota (Vertebrata)
Têm uma estrutura que protege a região anterior do tubo neural – crânio
102
Novidades Evolutivas dos Vertebrados:
Endoesqueleto cartilagíneo ou ósseo
o Crânio (protege o encéfalo)
o Coluna vertebral (protege a espinal medula)
o Maior eficiência na locomoção e maior capacidade de controlo
o Órgão axial – nova estrutura que vem substituir a corda dorsal
o Vai rodear e proteger o tubo neural
Tubo neural diferencia-se em encéfalo e espinal medula (há aumento da
complexidade)
Diferenciação de 3 partes do corpo: cabeça, tronco e cauda
Posse de dois pares de extremidades
o Peixes-barbatanas
o Membros superiores e inferiores
Faringe respiratória – fendas
branquiais abrem para o
exterior (eficiência nas trocas
gasosas)
Fendas braqueais –
suportadas por arcos
branqueais
103
Cyclostomes – boca circular (não têm valor filogenético)
NOTAS: Cordados apareceram antes da Era Paleozóica
Os primeiros fósseis aparecem no Período Carbonífero
Conodonta extinguiram-se no Triássico (ocupam toda a Era Paleozóica e Mesozóica)
Filo: Chordata
Subfilo: Craniota
Superclasse: Pisces
Classe: Agnatha, Myxinoidea
Características:
Glândulas mucosas
Segregam muco quando se sentem ameaçadas
Tegumento liso (não têm escamas)
Tentáculos à volta da boca (detectam os alimentos)
Base da alimentação – Poliquetas
Ectoparasitas. Através de placas raspadoras, raspam a pele para sugarem o sangue de
outros animais
Mares muito frios e com pouca luz
Epibênticos – vivem enterrados na lama
Grandes cardumes
Reprodução sexuada – desenvolvimento directo
Diversidade dos Vertebrados
Super Classe Pisces
(grupo parafilético – ancestral mas não tem
todos os descendentes)
Super Classe Tetrapoda
(4 membros)
Classe Agnatha
(Sem mandíbulas)
Classe Amphibia
(Ambos os membros)
Classe Placodermi
(extintos/fósseis)
Classe Reptilia
(Latim - rastejar)
Classe Chondrichthyes
(peixes com esqueleto cartilaginoso)
Classe Aves
Classe Osteichthyes
(esqueleto ósseo cartilaginoso)
Classe Mammalia
(posse de glândulas mamárias e pelos)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Chondrichthyes
104
Os juvenis são hermafroditas – serão macho ou fêmea consoante a estrutura
populacional da espécie.
Há corda dorsal sem vértebras
Crânio e coluna vertebral quase inexistente
Fendas branqueais abrem para uma câmara branquial e a água sai pelo orifício
branquial.
Existem algumas estruturas cartilagíneas a proteger o encéfalo
Fazem um nó sobre si próprios para aumentar a capacidade de sucção (ao criar uma
pressão negativa na boca) do sangue do hospedeiro, para se defenderem e evitarem
de serem capturados.
Hagfishes
Myxinoidea Mixnes Enguia do casulo (Portugal Myxine glutinosa)
Depois
Surge a barbatana dorsal
Ex: Myllokumingia (espécies fósseis do câmbrico)
Haikouichthys
Depois
Com vertebras (Vertebrata)
Ex. Lampreia
Classe: Agnatha, Petromyzontoidea
Ectoparasitas
Dentículos córneos (odontoides), servem para sugar o sangue da presa
Placas raspadoras – fixam-se na pele do peixe e estas placas raspam-na
Vários orifícios branqueais
Uma única narina
Barbatana dorsal
Aparecimento de vértebras rudimentares
Olhos evoluídos
Pelágicos (vivem no fundo do mar – pouca luz)
Encéfalo protegido pelo crânio
Larva da lampreia (amocetes)
6 a 10 mm
105
Crânio rudimentar, corda dorsal é o principal órgão esquelético
Enterradas no sedimento
Ciclo de vida da Lampreia (Petromyzon marinus)
Espécie anádroma– Vive no mar e reproduz-se em água doce
Ex. Petromyzon (lampreia do mar)
Espécie Catádroma – Vivem nos rios e reproduzem-se nos mares
Ex. Enguias
Os ovos de lampreia precisam de alguma corrente e de oxigénio
1) A fêmea fixa-se numa pedra e deixa-se ficar ao ‘sabor’ da corrente.
2) Abana violentamente o corpo para criar uma zona de menor corrente onde deposita
os ovos sem perigo de serem arrastados.
3) O macho agarra-se à fêmea e enrola-se à volta dela, libertando o esperma que fecunda
os ovos.
4) Depois de depositar os gâmetas a fêmea morre e no seu lugar (agarrado à pedra) fica o
macho, para manter a oxigenação dos ovos.
5) Ao fim de dois dias, o macho morre de exaustão.
6) Ao fim de duas semanas eclodem os amocetes e deixam-se ir com a corrente.
7) Enterram-se num sedimento e ficam lá 2 a 5 anos, filtrando os alimentos.
8) Ao fim deste tempo, desenterram-se e vão para o mar ectoparasitar peixes.
Estado de preservação: Petromyzon marinus
Global – pouco preocupante (baixo risco de extinção)
Nacional e Espanha – vulnerável à extinção
Estado de preservação: Lampetra fluviatilis
Global – baixo risco de extinção
Nacional – criticamente em perigo
Espanha – Regionalmente extinto
Classe: Agnatha, Conodonta
Conodontes:
Extinguiram-se no final do Triássico
Tecidos mineralizados (novidade evolutiva) – fossilizam bem
10 mm
Estruturas fósseis situadas na cabeça (não têm maxilas)
Corpo contem estruturas que ajudam a digestão de alimentos
106
Classe: Agnatha, “Ostracodermes” (Sem valor filogenético)
Possuem uma derme com mineralização
Grupo fóssil exclusivo da Era Paleozóica
Bentónica: Viviam no sedimento
Epibentónicos: Deslocavam-se junto do sedimento
Pelágicos: Andavam livremente pela coluna de água
Pteraspida (valor filogenético)
Pelágicos
Escamas mineralizadas
Têm expansões laterais da carapaça (estabiliza a natação)
Corpo fusiforme
Asas ou barbatanas
“Cephalaspida” (não tem valor filogenético)
Olhos dorsais
Achatamento ventral da carapaça (região encefálica)
Epibentónicos
Superclasse Piscies
Superclasse Agnatha Gnathostomata
Classes:
Placodormi
Chondrichthes
Osteichthyes
G n a t h o s t o m a t a
Maxilas Boca
Organismos vertebrados com maxilas
Surgiram na Era Paleozóica (1ºs fósseis do Ordoviciano)
Coluna vertebral funcional
Corda dorsal
Tubo neural (encéfalo e espinal medula)
Barbatanas
Maxilas
Como surgiram as maxilas?
A partir da evolução e diferenciação dos arcos branquiais
107
Vantagem das maxilas
Permite outro tipo de alimentação, pois permite
prender o alimento e tritura-lo.
A primeira fenda branquial não desaparece. Vai
manter-se e transformar-se num orifício –
Espiráculo (pequeno orifício que faz a ligação com
as fendas branquiais)
1º arco branquial – mandíbula superior
2º arco branquial – órgão de suporte à própria maxila
Lampreias – Barbatana dorsal (novidade evolutiva)
Até este momento, encontramos duas barbatanas (dorsal e caudal)
Depois surgiu dois pares de extremidades (barbatanas pares)
Barbatanas peitorais e pélvicas
Vantagens: Permite um maior controlo da locomoção
(subir /descer, mudar de direcção esquerda/direita)
Estabiliza a rotação do corpo sobre o seu próprio eixo
108
Já temos elementos esqueléticos que virão a substituir a corda dorsal que ainda existe) – arco
neural.
Vertebras – Conjunto seriado de elementos (uma estrutura é repetida em séries-homologia
seriada). Parte central da vertebra – centrum (calcificação do notocórdio)
Classe: Placodermi (completamente extintos)
Registo fóssil no Silúrico e Devónico
Peixes grandes - até 9m mas também pequenos com alguns centímetros
Revestidos por grandes placas – armadura muito forte na parte cefálica e
toráxica principalmente (podem ser articulados – fácil movimento)
Corda dorsal persiste no estado adulto
Organismos epibênticos
Olhos na parte dorsal
Placas cortadoras – predadores
Alguns tinham o aspecto de raias ou tremelgas
Eram muito abundantes mas tiveram uma extinção rápida
Estavam demasiadamente adaptados para a primeira época
Poderiam ter surgido outras espécies mais adaptadas (selecção natural)
Classe: Chondrichthyes (peixes cartilagíneos)
Possuem cartilagem mas não possuem ossos
Podem existir mineralizações que conferem resistência à cartilagem
Chondrichthyes actuais:
Posse de esqueleto completamente cartilagíneo
Escamas placoides (espinhas direccionadas)
Barbatana caudal heterocérquica (sem simetria)
Boca em posição subterminal ventral
Sistema da linha lateral – canais com células sensoriais que identificam alterações de
pressão
Escamas:
Escamas placóides (Fig. a), característicos
de peixes cartilagíneos (tubarões e raias)
Escamas Ganoides (fig b) como de esturjão.
Escamas ctenóides (Fig. c), de forma poligonal,
Escamas ciclóides (Fig. d)
109
Barbatanas:
Barbatana caudal heterocérquica
Barbatana caudal homocérquica
Barbatana caudal redondada
Barbatana caudal seminunal
Barbatana caudal truncada
Chondrichthyes tem dois grupos:
Elasmobranchs – selários
Holocephalans – quimeras
Elasmobranchs
Batoidea
o Ex. Raias
Squali
o Ex. Tubarões
Holocephalans (quimeras ou peixes-rato)
Ex. Chimaera monstruoso (até 2 m, espinho venenoso)
o Cores bonitas
o Não são comestíveis
o Têm uma tampa a fechar as fendas branqueais –
opérculo (valor adaptativo)
o Protege as branquias
o Fecha hermeticamente a câmara braquial
o Possibilidade de estar a respirar sem estar a nadar
o A boca abre, o opérculo fecha criando-se pressões
negativas dentro do organismo que vão permitir as
trocas gasosas.
Os tubarões têm que estar sempre a nadar para puderem oxigenar o sangue, uma vez que não
têm opérculo a proteger as brânquias. Dorme em zonas onde haja movimentação de água.
Têm barbatanas fixas.
110
Classe: Osteichthyes (Peixes ósseos - barbatanas articuladas que se movimentam)
Subclasse: Acanthodii
Barbatanas suportadas por espinhos
Fósseis
Barbatana caudal heterocérquica
1ºs fósseis no Ordovício
Extinguiram-se na Era Paleozóica
Subclasse: Actinopterygii
O nome advém com a forma como são suportados as barbatanas pares
Barbatanas suportadas por raios
1ºs fósseis – Silúrico
Incluem 3 grupos
1 bem representado
2 com meia dúzia de espécies
o Teleósteos
o Condrósteos
o Holósteos
(consoante o grau de ossificação)
Subclasse: Sarcopterygii
Barbatanas pares suportadas por lobos carnudos
3 grupos
o Dipnóicos
o Eipidisteos
o Celacantos
Subclasse: Actinopterygii
Consoante o grau de ossificação:
Teleósteos: Grupo muito bem representado
Grande grau de ossificação
Holósteos: Nível médio de ossificação (abundante no Paleozóico)
Condrósteos: Baixo nível de ossificação
Quase tudo é cartilagem
111
1) Condrósteos
Ex. Esturjão
Géneros mais conhecidos Huso, Acipenser
Ovas destes peixes faz o caviar
Alimentam-se de macroinvertebrados
São epibentónicos ou bentónicos
Vivem em rios
Ex. Esturjão-espátula
Esturjão-espátula-chinês
Psephurus gladius
Esturjão-Espátula-americano
psephurus spathula
Vulnerável ou quase extinto
Ex. Biquires
África
Sabe-se muito pouco sobre a sua filogenia
Polypterus erpetoichthys
Água doce
Muitas barbatanas
Escamas ganóides primitivas
2) Holósteos
Ex. Peixe lagarto
América central
Predadores
Corpos alongados Esqueleto parcialmente ossificado
Escamas ganoides mais desenvolvidas
Lepisosteus osseus
Ex. Alcaraz
América do norte
Água doce
Barbatana dorsal longa
Amia calva
112
3) Teleósteos
Era Cenozóica
Quase exclusivamente ósseos
Escamas coclóides (sardinha, sável, savelha)
Escamas ctenoides (dourada etc)
Família Anguillidae
o Catádroma (vive nos rios, reproduz-se no mar)
o Atlântico Norte de Sargaços (área de desova)
Larva: leptacéfalos (quase não se vê)
Metamorfose ocorre ainda no mar durante a sua migração do mar dos Sargaços até
aos locais de água doce
Nos estuários – fase de enguia
Para subir os estuários, avança com a subida da maré, depois fixa-se quando a maré
esvazia, junto ao sedimento onde não há muita corrente.
Torna a avançar quando a maré torna a subir.
Subclasse: Sarcopterygii
o Dipnóicos
o Eipidisteos
o Celacantos
1. Dipnóicos
Alguns deles têm pulmões rudimentares (peixes pulmonados)
Possuem narinas internas
Austrália – 1 espécie – Neoceratodus
América do Sul – 1 espécie – Lepidosiren
África – 4 espécies – Protopterus (por exemplo)
113
(Protopterus) Durante a estação seca, os dipnoicos
africanos enterram-se no lodo, protegidos por uma
espécie de casulo de muco, que os protege da
desidratação.
2. Eipidisteos
Elo de ligação entre os anfíbios e os peixes
Devónico (viviam em lagos quentes)
Dentes
Narinas internas desenvolvidas (estas narinas
internas e a boca vai trazer vantagens a nível
da respiração)
Pulmões funcionais
Esqueleto – padrão dos ossos – muito
próximo do padrão dos ossos dos membros
posteriores e anteriores dos anfíbios
Ex. Eusthenopteron
3. Celacantos
J.B.L. Smith (1938)
Nas ilhas Comores perto de Madagáscar, encontrou à venda um peixe que lhe despertou a
curiosidade, pois já o tinha visto, fóssil.
É um peixe encontrado a profundidades, que não sobe nem vive à superfície.
Em 1999 foi descrito como um fóssil vivo.
Tem lobos carnudos a suportar as barbatanas.
Tem barbatanas pares (peitorais e pélvicas) cujas bases são
pedúnculos que se assemelham aos membros dos vertebrados
terrestres e se movem na mesma maneira.
Latimeria chalumnae (1939) – entre África e Madagáscar
Latimeria menadoensis – Mares da Indonésia
114
Transição para os Tetrapoda
Possuem quatro membros – passaram para o meio terrestre.
Sarcopterígeos – Ripidístios – Anfíbios
1ºs tetrápoda – Anfíbios (Devónico, Era Paleozóica – Mesozóico)
Ocorre a passagem do meio aquático para o meio terrestre
Diferenças entre o meio aquático e o meio terrestre
Os tetrápodes que passaram para o meio terrestre tiveram dificuldade em habituar-se
à falta de água e muitos acabaram por morrer.
Os anfíbios conseguem resistir, mas, em meios muito secos morrem.
Os répteis desenvolveram uma camada impermeável e foram os primeiros a habituar-
se à falta de água.
A pressão da terra é diferente e a bexiga nadatória já não é necessária.
A densidade do ar do meio terrestre é menor, o que causa um problema – suportar-se
a si próprio.
A temperatura dentro de água varia menos do que a temperatura na terra.
A luz também difere, os animais terrestres podem explorar muito mais a visão do que
os animais aquáticos.
O som na terra também é diferente.
Possuir corpo fusiforme deixa de ter vantagem para andar a grandes velocidades.
O oxigénio existe em maior quantidade no meio terrestre do que na água.
Classe: Amphibia
Subclasse: Labyrinthodontia (extinta)
Lepospondyli (extinta)
Lissamphibia
Classe: Amphibia
Fósseis mais antigos datam o Devónico
Ichthyostega (1m) e Acanthostega (60cm)
Principais características dos anfíbios:
Vida terrestre e aquática
Pele húmida
Fertilização externa
Possuem pulmões
Desenvolvimento de ossículos no ouvido
115
Olhos com membranas especiais para evitarem a perda de água
Possuem língua
Sofrem metamorfose
Coração dividido em 3 cavidades (duas aurículas e um ventrículo)
Respiração cutânea e pulmonar
Subclasse: Lissamphibia
Anfíbios com pele macia (sem escamas)
Datam do triássico
Ordem: Anura
Ausência de cauda
Tornam-se mais independentes da água
Permite movimento aos saltos
Inclui rãs, relas e sapos
29 Famílias e mais de 4800 espécies
Modos de protecção dos ovos
Criação de uma espuma (mantém a humidade)
Engolir os ovos e restringir a segregação de ácido no estômago (confere protecção dos
predadores)
Colocação dos ovos em zonas de retenção de água nas plantas
Cobrir os ovos com o tegumento
Ordem: Urodela (caudados)
Com cauda
Mais adaptados à vida aquática
Muitos com cauda nadadora
Possuem língua móvel (novidade evolutiva)
Capturar as presas
Limpeza dos olhos
Posicionamento dos alimentos nas diferentes partes da boca
Paedomorfose – mantêm as brânquias no estado adulto,
sendo estas características do estado larvar
116
Inclui tritões e salamandras
10 Famílias e aproximadamente 515 espécies
Kaururus – fóssil do Jurássico
Ordem: Apoda (sem patas)
Habitam florestas tropicais (excepto Austrália)
Vivem enterrados no solo
Inclui as cecílias
6 Famílias, 33 géneros e aproximadamente 163
espécies
Eocarcilia – fóssil do Jurássico
Nota: O que ‘prende’ os anfíbios à água é o desenvolvimento embrionário e os ovos.
Novidades evolutivas (que permitiram o afastamento da água)
1. Ovos ‘independentes’ da água
2. Diferenciação do pescoço
3. Mastigação mais eficiente
4. Tegumento impermeável – problemas de oxigenação
1) Ovos ‘independentes’ da água
Amniotas
Ovo cleidóico: amnion, córion, alantóide
Ovos – são a chave para a transição e conquista dos ambientes
terrestres, têm uma casca impermeável e possuem a água
necessária no seu interior.
Amnion – membrana que envolve a cavidade amniótica
(protege de choques mecânicos e da dessecação – líquido
amniótico)
Córion – casca dura e impermeável
Alantóide (cavidade alantóide) – acumulação de produtos de
excreção
2) Diferenciação do pescoço
É conseguida com a diferenciação das duas primeiras vértebras, 1ª atlas, 2ª Axis,
acompanhada de um desenvolvimento de músculos (na zona cervical, recto-
abdominal).
117
Permite o movimento da cabeça e consequentemente
uma resposta mais rápida a estímulos.
3) Mastigação mais eficiente
Diferenciação dos músculos: adutor (aproxima) e abdutor (afasta)
Músculos com várias orientações – permitem movimentar as mandíbulas
Permite mastigar sem água
No início as mandíbulas estavam fixas à zona interna do crânio, agora, para aumentar a área
de inserção, surge um orifício que permite aos músculos fixarem-se do lado interno e externo
do crânio.
A) Mantêm-se sem orifício que vai aparecer mais tarde. Origina
nomeadamente os Anapsina (Ex. tartaruga)
B) Um orifício (inicialmente). Actualmente nos mamíferos, os orifícios
unem-se com a cavidade orbital
C) Dois orifícios temporais, um superior e um inferior (novidade
evolutiva). Diapsida
Cobras e lagartos – dá-se a fusão dos dois orifícios
Dinossauros e aves actuais – dois orifícios fundem-se com a cavidade orbital
Aves – perda do orifício inferior
118
4) Tegumento impermeável – problemas de oxigenação
Solução: oxigenação do sangue através do mecanismo contracorrente.
Mecanismo contracorrente:
O sangue e o ar/água circulam em
sentidos opostos permitindo a
oxigenação do sangue continuamente.
Embora tanto a água como o sangue
possuam em ambas as extremidades a
mesma quantidade relativade oxigénio
(rica ou pobre), na prática verifica-se que
a água possui sempre maior
concentração de O2, deste modo o
sangue está sempre a receber O2 e sai
completamente oxigenado. Atinge-se cerca de 80/90% de eficiência.
X – pressão parcial de O2 presente na água
Y – pressão parcial de O2 na lamela branquial (sangue)
Mecanismo contracorrente: água e sangue fluem em sentidos
opostos, permitindo uma grande eficiência nas trocas gasosas.
Se os fluidos circulassem no mesmo sentido, a eficiência das
trocas gasosas seria menor, tendiam a igualar concentrações
logo o oxigénio máximo adquirido seria 50%
119
Anfíbios:
Respiram pelo tegumento
Os capilares encontram-se junto à superfície, ocorrendo directamente as trocas
gasosas. A pele tem que estar sempre húmida.
O ar que entra é igual ao ar que sai logo, quanto mais irrigada é a pele dos anfíbios,
mais trocas gasosas ocorrem e mais eficaz é a resposta cutânea.
O sangue vai ter quantidade máxima de oxigénio logo que ocorra a troca gasosa.
Desacoplar respiração da locomoção
A concentração dos músculos axiais promove a distensão da gastrália e das costelas, criando
uma tensão negativa levando à entrada de ar para os pulmões, assim sendo, já não é preciso
moverem-se para respirar.
Inspiração – contracção dos músculos axiais posteriores, diafragma contrai-se.
Expiração – relaxamento dos músculos axiais posteriores, diafragma relaxa.
Diafragma – músculo novo que aparece nos synopsidas
Sauropsida – músculos axiais e intercostais
Synopsida – diafragma, axiais e intercostais
120
Pulmão ancestral (anfíbios)
Sistema respiratório das aves:
1ª inspiração: O ar desloca-se pela traqueia até aos sacos
aéreos posteriores.
1ª expiração: O ar passa dos sacos aéreos posteriores para
os pulmões onde se dá a hematose
2ª inspiração: Os sacos aéreos posteriores recebem novo
ar e o ar que estava nos pulmões passa para os sacos
aéreos anteriores.
2ª expiração: O ar contido nos sacos aéreos anteriores sai
para o ambiente através da traqueia e o ar contido nos
sacos aéreos posteriores passa para os pulmões.
Synapsidas
Composto por alvéolos pulmonares onde
se realizam as trocas gasosas.
A concentração de oxigénio nos alvéolos
é sempre a mesma e razoavelmente alta.
Sauropsida
Pulmão parabrônquico. É rígido, o
ar está sempre a passar (fluxo
contínuo de ar)
121
Tartarugas (anapsida sem orifícios temporais)
Sauropsida
Diapsida
Tartarugas – Superordem Chelonia, Ordem Testudines
13 Famílias mais de 300 espécies
Primeiros fósseis Era Mesozóica
Não possuem dentes, apenas placas cortantes
Carapaça (dorsal) e Plastão (ventral)
Carapaça: A carapaça protectora é formada por placas
de origem epidérmica que crescem do centro para fora. Ao
mesmo tempo que se acumula queratina, há segregação de
osso pela derme. As costelas acabam por se fundir com
essas placas.
A carapaça e o plastão são assim constituídas por duas
camadas
Carapaça – Placa epidérmica (queratina) placa dérmica
(osso)
Plastão – placa epidérmica (queratina) placa dérmica
(osso)
Vêm desovar à terra, numa cova profunda de areia
molhada
Lepidossauros – lagartos, cobras e tuataras
Diapsida
Arcossauros – crocodilos, dinossauros e aves
122
Lepidossauros – Amniota, Sauropsida, Diapsida, Lepidossauria, Tuatara
Tuatara:
É um réptil endémico da Nova Zelândia.
Espécie ameaçada desde 1895.
Considerado um fóssil vivo, já que pouco se modificou desde
o Mesozóico.
Têm características mistas entre lagartos, tartarugas e aves.
Dentes fundidos aos maxilares e não têm órgãos de copulação
nem auditivos externos.
Cobras cegas (Amphisbaenia):
Possuem placas muito duras na zona anterior, usando-as para
abrir buracos.
Vivem enterrados no sedimento.
Portugal tem uma espécie (Blanus cinereus)
Amniota, Sauropsida, Diapsida, Lepidosauria, fósseis:
Placodontes
Plesiossauros
Ictiossauros
Não são dinossauros!
Arcossauros – surgem na Era Paleozóica, radiação adaptativa ocorre na Era Mesozóica
Amniota, Sauropsida, Diapsida, Archosauria, crocodilos
Crocodilos:
3 Famílias, 23 espécies
Depois das aves são os parentes mais próximos dos dinossauros
O único predador natural é o Tigre (!)
Amniota, Sauropsida, Diapsida, Archosauria, pterossauros
Pterossauros:
Até 15m de envergadura
Carnívoros, herbívoros e planctívoros
Não são dinossauros
http://pt.wikipedia.org/wiki/End%C3%A9mico
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nova_Zel%C3%A2ndia
http://pt.wikipedia.org/wiki/1895
http://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%B3ssil_vivo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mesoz%C3%B3ico
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sauria
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tartaruga
http://pt.wikipedia.org/wiki/Aves
123
Amniota, Sauropsida, Diapsida, Archosauria, dinosauria
Estegossauros – placas dorsais
Anquilossauros – armadura dorsal
Ceratopsídeos – armaduras cefálicas
Ornitópodes:
Constituem uma subordem de dinossauros
Começaram como pequenos herbívoros terrícolas, e cresceram
em tamanho e número até tornarem-se os mais bem-sucedidos
herbívoros do Cretáceo em todo o mundo, dominando
totalmente as paisagens da América do Norte.
A sua maior vantagem evolutiva era o desenvolvimento
progressivo do aparelho mastigatório que tornou o mais
sofisticado já desenvolvido por um réptil, rivalizando com o dos
modernos mamíferos como a vaca doméstica.
Varridos pelo evento de extinção Cretáceo-Terciário junto com
todos os outros dinossauros não-aviários.
Hadrossauros:
O hadrossauro "lagarto bico de pato"
Herbívoro e semi-bípede que viveu no fim do
período Cretáceo. Habitou a América do Norte,
tinha de 8 a 10 metros de comprimento, 4,6
metros de altura e pesava cerca de 3,2 toneladas.
Terópoda:
Terópoda é um grupo de dinossauros bípedes, carnívoros e
omnívoros, pertencentes à ordem Saurischia. As aves
descendem do grupo Theropoda.
O nome terópoda significa "pés anormais", pois os
representantes deste grupo de animais tem como
característica principal três dedos que tocam o chão, o
quarto fica suspenso.
Estegossauros Anquilossauros
Ceratopsídeos
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dinossauro
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cret%C3%A1ceo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Am%C3%A9rica_do_Norte
http://pt.wikipedia.org/wiki/R%C3%A9ptil
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mam%C3%ADfero
http://pt.wikipedia.org/wiki/Vaca
http://pt.wikipedia.org/wiki/Extin%C3%A7%C3%A3o_K-T
http://pt.wikipedia.org/wiki/Aves
http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Semi-b%C3%ADpede&action=edit&redlink=1
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cret%C3%A1ceo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Am%C3%A9rica_do_Norte
http://pt.wikipedia.org/wiki/Metro
http://pt.wikipedia.org/wiki/Comprimento
http://pt.wikipedia.org/wiki/Altura_(medida)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tonelada
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dinossauros
http://pt.wikipedia.org/wiki/B%C3%ADpede
http://pt.wikipedia.org/wiki/Carn%C3%ADvoro
http://pt.wikipedia.org/wiki/Omn%C3%ADvoro
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ordem_(biologia)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Saurischia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Aves
http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A9
http://pt.wikipedia.org/wiki/Animais
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dedo
124
Aves:
As aves compartilham centenas de características do esqueleto com os
dinossauros, especialmente com as derivadas dos terópodes. A maioria das
análises mostra serem seus parentes próximos. Ainda que difícil de identificar no
registro fóssil, as similaridades nos sistemas digestivo e cardiovascular, assim
como similaridades comportamentais e a presença comum de penas, também
ligam as aves aos dinossauros.Primeiro fóssil encontrado foi do Archaeopteryx (Jurássico)
Evolução do vôo
1. Teoria arbórea ("das árvores para baixo")
A hipótese arbórea afirma que os ancestrais das aves viviam em árvores, saltando de galho em
galho. Este estilo de vida teria favorecido a evolução de metatarsos (ossos dos pés) alongados
e um hálux ("dedo grande") voltado para trás para poder segurar nos galhos.
Os membros dianteiros e os membros traseiros ter-se-iam tornado adaptados para propósitos
separados; os frontais para escalar e os traseiros para saltar. A hipótese propõe que os
membros dianteiros, usados para escalar, permaneceram longos e não foram reduzidos.
A superfície das "asas" progressivamente cresceu para desenvolver uma boa habilidade de
planar. Após planar, elas teriam começado a oscilar para aumentar sua eficiência de voo.
2. Teoria cursória ("do solo para cima")
Esta hipótese propõe que alguns animais corredores velozes com longas caudas usavam os
seus membros anteriores para manter o equilíbrio enquanto corriam. Versões modernas desta
teoria diferem em muitos detalhes da versão original, principalmente por causa das
descobertas desde a época da sua criação até aos dias de hoje.
A teoria defende que o aumento da área da superfície dos membros anteriores estendidos
poderia ter ajudado pequenos predadores cursórios a manter seu equilíbrio, e que as escamas
dos antebraços se tornaram alongadas, evoluindo para penas. As penas podem também ter
sido usadas como uma armadilha para capturar insetos ou outras presas. Progressivamente, os
animais saltariam por grandes distâncias, ajudados pelas suas asas desenvolvidas.
Três estágios principais na evolução do voo.
1) O voo passivo era realizado, no qual as estruturas das asas desenvolvidas serviam
como um tipo de paraquedas.
2) O voo activo era possível, no qual o animal executava o voo batendo as asas.
3) As aves ganharam a habilidade de levantar voo.
3. Corrida inclinada com a ajuda das asas
A hipótese da corrida inclinada com a ajuda das asas foi estimulada pela observação de jovens
filhotes de perdizes, e propõe que as asas desenvolveram as suas funções aerodinâmicas como
resultado da necessidade de correr rapidamente subindo planos inclinados tais como tronco
de árvores, por exemplo para escapar de predadores.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Digest%C3%A3o
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_circulat%C3%B3rio
http://pt.wikipedia.org/wiki/Etologia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pena
http://pt.wikipedia.org/wiki/Metatarso
http://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%A1lux
http://pt.wikipedia.org/wiki/Paraquedas
125
Outras especializações das aves:
Ossos pneumáticos
Pescoço longo em ‘S’
Pé com 4 dígitos (1 para trás)
Poucas vértebras caudais e reduzidas (pigostilo)
Bico (queratina) e sem dentes
Externo em forma de quilha
Aves (ordens):
Neognathae: São aves que possuem asas bem desenvolvidas e o osso esterno
com quilha
Paleognathae: Paleognathae ("mandíbula antiga") é uma das duas superordens
de aves viventes. Compreende diversas ordens vivas e extintas.
Estas aves apresentam asas atrofiadas ou ausentes e o osso esterno situado no peito,
e não possui quilha.
Paleognathae:
Moas:
As moas são um grupo extinto de aves não voadoras pertencentes à
família Dinornithidae. O grupo era endémico da Nova Zelândia. Existiam 10
espécies.
É um grupo diverso, principalmente quando se refere a seu tamanho, com
postura horizontal e asas pequenas, seu corpo era fortemente apoiado por
pernas grossas e pés consideravelmente grandes; pescoço longo acompanhado
de uma cabeça pequena, o seu bico era largo e recto e as suas narinas eram
bem desenvolvidas.
A moa gigante Dinornis novaezealandiae poderia atingir cerca de três metros de altura e 250
kg de peso.
Tinamous:
São aves de aparência galinácea, aparecendo desde o México até
à Patagónia. Representam um dos mais antigos grupos de aves do
continente americano, com registos fósseis procedendo
do Mioceno da Argentina.
Alimentam-se predominantemente de sementes. Diferentemente da
maioria das aves, a incubação e o trato dos filhotes são tarefas
exclusivas dos machos. Outra constante é a dominância do sexo
feminino e a monogamia. Cabe às fêmeas definir territórios, mantê-los, atrair e competir
pelos machos que as fecundarão e, feita a postura, chocarão seus ovos e cuidarão de sua
descendência. Existem 47 espécies.
126
Emu:
Dromaius novaehollandiae, "Corredor da Nova Holanda" é a maior ave
nativa da Austrália e, depois do avestruz, a segunda maior ave que vive
hoje.
Habita a maioria das áreas menos povoadas do continente, evitando
apenas a floresta densa e o deserto severo. Como todas as aves do
grupo das Ratitas, não pode voar, mas, distintamente de alguns, tem
pequenas asas escondidas sob as penas.
Casuar:
O casuar (Casuarius spp.) é uma ave do grupo de aves ratitas de
grande porte, nativas do nordeste da Austrália, Nova Guiné e ilhas
circundantes.
As três espécies de casuar pertencem à família Casuarijidae e são, com
a avestruz e a Ema, as maiores aves existentes na actualidade. O
habitat preferencial do casuar são zonas de floresta tropical. É uma ave
ágil, que pode correr a cerca de 50 km/h e saltar 1,5 m sem qualquer
balanço. São animais normalmente pacatos e tímidos que no entanto
podem ser extremamente agressivos e perigosos para o Homem para
proteger o ninho ou as suas crias.
Rea ou Nandu (Ema):
O nandu-de-darwin (Rhea pennata ou Pterocnemia pennata) é um
parente menor da Ema que se distingue facilmente desta pelas manchas
brancas apresentadas no dorso.
Ocorre nas zonas altas do Peru e América do Sul.
Avestruz
É uma ave não voadora, originária da África, que leva o nome
científico Struthio camelus. É a única espécie viva da
família Struthionidae, do género, Struthio, e da ordem das
Struthioniformes. Considerados a maior espécie viva das Aves e o
seu nome científico vem do grego para "pardal-camelo" .
Kiwi
O quivi não voa, tem hábitos noturnos e vive num buraco no solo. É uma
família ameaçada. Esta ave é a menor das ratitas vivas, as aves não
voadoras e não nadadoras. Antes da chegada dos humanos em 1.300
d.C., não existiam mamíferos na Nova Zelândia (com exceção de 3
espécies de morcegos), e a ilha estava cheia de pássaros e répteis.
127
Dimetrodon era um gênero de predador sinápsideo (grupo de
animais intermediários entre os mamíferos e répteis) que
floresceu durante o Pérmico.
Foi mais estritamente relacionada aos mamíferos do que aos
répteis atuais, como os lagartos.
Não era um dinossauro, apesar de ser popularmente
agrupado com eles. Pelo contrário, é classificada como uma
Pelycosauria. Fósseis de dimetrodontes foram encontrados
na América do Norte e Europa.
Mammalia
Os mamíferos caracterizam-se pela presença de glândulas mamárias que, nas fêmeas,
produzem leite para alimentação das crias, e a presença de pelos ou cabelos.
O cérebro controla a temperatura corporal e o sistema circulatório, incluindo o coração (com
quatro câmaras). Os mamíferos incluem mais de 5 416 espécies.
O leite possui propriedades antimicrobianas
Respirar e engolir passam a ser acções indepentendes (mastigar é possível durante a
respiração)
Os músculos faciais desenvolvem-se com a amamentação
Evolução dos mamíferos:
(A evolução dos mamíferos a partir dos sinapsídeos répteis ancestrais dos mamíferos) foi um
processo gradual que levou aproximadamente 70 milhões de anos, do médio Permiano ao
médio Jurássico. Na metade do Triássico, havia muitas espécies que se pareciam com
mamíferos, e apenas no início do Jurássico aparecem os primeiros mamíferos verdadeiros.
Do ponto de vista da nomenclatura filogénica, os mamíferos são os únicos sinapsídeos
sobreviventes, uma linhagem que se separou dosVantagens: Baseado numa característica
Sistematiza a informação
Desvantagens: Separa animais semelhantes e agrupa animais diferentes
Artificiais (feitas com base no estudo de poucas características sem ter em conta as relações
filogenéticas) – têm as mesmas desvantagens da classificação prática
Natural – Procura ancestral comum. Baseado no máximo de características e também vai
atender às relações de parentesco
1859 – A partir daqui – Classificação Natural
Darwin, 1859, ‘The Origin Of Species’
9
Caracteres homólogos Caracteres análogos
Origem semelhante Origem diferente
Espécie: Grupos de populações naturais que se criam entre si e estão sexualmente
isolados de outros grupos idênticos
Domínio Reino Filo Classe Ordem Família Género Espécie
(Rei Filipe Casou Ontem, Feliz Garante Estar)
Classificações intermédias
Subfamília
Superclasse
Subdomínio
Superordem
Subfilo
1) ‘Gaivota cinzenta’ 2) ‘Gaivota americana’
1) Larus argentatus
Género epíteto específico
2) Larus argentatus smithsoniana
Género epíteto específico epíteto subespecífico
10
1) Escrito em latim, pois é uma língua morta que não sofre alterações
2) Nomenclatura binomial
3) Subespécie é nomenclatura trinominal
4) O nome da espécie deve ser escrito em itálico ou em manuscrito, sublinhado
5) À frente da designação, deve-se escrever com letra normal, o nome ou abreviatura do
taxonomista que atribuiu nome à espécie
6) Pode-se citar a data da publicação (ano), separado por uma vírgula
7) O nome da família pode-se obter acrescentando a terminação –idae à raiz do nome (em
animais) e –acea nas plantas
Zea mays Lineu, 1758
Existem ainda:
Homónimos – mesmo nome, animais diferentes
Sinónimos – mesmo animal, nomes diferentes
Se dois taxonomistas descobrirem a mesma espécie e atribuírem nomes diferentes, segue a lei
da prioridade. Quem descreveu primeiro, com a devida publicação da descoberta, dará o
nome.
Invertebrados
Maioria das espécies de animais são invertebrados
Porifera-------------------------8.000 espécies
Placozoa-----------------------------1
Cnidaria-----------------------10.000
Ctenophora------------------------80
Plathyhelminthes-----------20.000
Mollusca--------------------100.000
Annelida----------------------12.000
Arthropoda---------------1.113.000
Nematoda--------------------22.000
Nematomorpha-----------------325
Rotifera-------------------------2.000
Echinodermata---------------6.000
Características principais dos organismos
1) Simetria
2) Cefalização
3) Metamerismo
4) Cavidade do corpo
5) Segmentação
11
1) Simetria
O arranjo das estruturas que existem no corpo
Baseia-se em eixos fixos de simetria
Vamos obter o corpo dividido em dois ou mais partes iguais.
Assimetria – não há eixo ou plano que se faça passar pelo organismo originando partes
iguais (exemplo – algumas esponjas)
Esférica birradiada
Simetria Radiada tetrarradiada
Bilateral pentarradiada
multirradiada
Simetria esférica (muito rara)
Exemplo protozoários – radiolários (na maioria seres vivos marinhos)
O corpo é dividido em partes iguais. Qualquer plano que divide pelo centro da esfera, divide o
organismo em duas partes iguais.
Simetria radiada
Típica de organismos sedentários ou de alguns flutuantes (pouco movimento)
Simetria radiada perfeita é rara
Simetria Birradiada: só existe um plano que divide em duas
partes iguais (ex cnidaria – anémona; esponjas)
Simetria tetrarradiada: dois planos que dividem o
organismo em quatro partes iguais (ex cnidaria –
Hidromedusa)
12
Simetria pentarradiada: Quando são larvas
possuem simetria bilateral (simetria secundária)
(ex echinodermata – estrela-do-mar)
Simetria multirradiada: (ex echinodermata –
estrela-do-mar)
Simetria Bilateral
Só existe um plano que vai dividir o ser vivo em duas partes iguais. Este plano separa a parte
direita da parte esquerda.
Está presente nos organismos que são móveis, deslocam-se com a parte anterior para a frente,
e está associado à cefalização, normalmente na região anterior do corpo.
(ex. Artrópodes, Moluscos, Nemátodes)
Pode-se construir uma árvore filogenética baseada numa característica: Simetria
Simetria bilateral
Simetria radial
Assimetria
13
2) Cefalização
3) Metamerismo
Divisão do corpo dos que têm simetria bilateral (ex. anelídeos)
Têm segmentos em que as estruturas são iguais e há repetição de
órgãos
4) Cavidade do corpo
Excepções:
Não têm ciclo unicelulares protozoários
Grupo porífera – várias células mas não estão organizadas em tecidos (esponjas)
São excluídos os que não têm tecidos verdadeiros
Os organismos triploblásticos podem ser:
Acelomados – Platelmintes
Pseudocelomados – Rotífera, Nematomorpha
Celomados – Mollusca, Annelida, Echinodermata
14
J) Não possuem celoma
Não existe uma cavidade a separar ecto/endo/mesoderme
L) Existe uma cavidade entre a mesoderme e a endoderme. A terminação
pseudocélio está incorrecta, visto que a cavidade não foi formada no meio da
mesoderme. Está revestida por células da endoderme e da mesoderme e não
apenas por esta última.
N) Celoma – Cavidade que está forrada quer interna quer externamente pela
mesoderme.
O celoma não é formado da mesma maneira em todos os animais e como tal,
têm nomes próprios
Origem do celoma
Esquisocelomados Enterocelomados
5) Segmentação
O esquizocélio forma-se por
escavações das bandas mesodérmicas
Forma-se a partir do intestino
primitivo, a partir de desinvaginações
do intestino que se desenvolvem,
resultando no celoma
15
Baseado no tipo de ovo
Tipos de ovos – dependem da quantidade de vitelo (subs. nutritiva) e distribuição deste no ovo
a) Microlecíticos (isolecítico, alecítico, homolecítico)
Pequena quantidade de vitelo (25%) e está distribuído uniformemente no ovo.
b) Mesolecítico (meiolecítico, heterolecíticos)
A quantidade de vitelo já é maior (45%). Já quase metade do ovo tem
substância de reserva e, acumula-se num pólo do ovo que se chama de pólo
vegetativo.
c) Megalecítico (telolecíticos)
Quantidade de substância de 95% que está também direccionada para o pólo
vegetativo.
a) Segmentação holoblástica (total – igual) típica nos mamíferos
O ovo vai dividir-se todo porque o vitelo tem uma distribuição uniforme.
b) Segmentação holoblástica (total – desigual) encontrada em peixes e anfíbios
c) Segmentação meroblástica (parcial)
16
Invertebrados – segmentação holoblástica
Radial
Ovos de regulação
Desenvolvimento indeterminativo
Espiral
Ovos em mosaico
Desenvolvimento determinativo
Segmentação radial
Simples
Fácil
Os primeiros planos de divisão fazem-se no sentido meridional (do pólo norte ao pólo sul)
Terceiro plano e seguintes de clivagem fazem-se no sentido longitudinal. Os blastómeros ficam
assim dispostos radialmente
Segmentação espiral
Até à formação dos quatro blastómeros (ou seja, as duas primeiras divisões), as divisões são
iguais à segmentação radial
Os dois primeiros planos são meridionais relativamente aos pólos, mas os seguintes terão uma
inclinação na diagonal relativamente aos pólos (planos oblíquos).
2 linhas evolutivas (Invertebrados)
Protostomia Deuterostomia
Segmentação espiral Segmentação radial
Blastópora – boca Blastópora - ânus
Celoma – esquizocélio Celoma – enterocélio
SNC ventral SNC dorsal ou superficialsauropsídeos (os répteis), no fim
do Carbonífero, tornando-se os maiores e mais comuns vertebrados do período Permiano. O
desenvolvimento de algumas características típicas dos mamíferos, como a endotermia, os
pelos e o cérebro maior, pode ter sido estimulado pelo predomínio anterior dos dinossauros,
que ocupavam os nichos ecologicos diurnos e forçaram os mamaliformes para os nichos
noturnos.
Embora as glândulas mamárias sejam a assinatura nos mamíferos modernos, pouco se
conhece sobre sua evolução e sobre o processo de lactação, e menos ainda sobre o
desenvolvimento do neocórtex, outro traço distintivo desse grupo. O estudo sobre a evolução
dos mamíferos concentra-se actualmente no desenvolvimento dos ossos médios do ouvido a
partir da articulação da mandíbula dos ancestrais amniotas, junto com a análise da evolução
da postura erecta dos membros, do palato secundário, do pelo e do sangue quente.
Classificar mamíferos:
Modernos – fêmeas têm glândulas mamárias
Fósseis – mamíferos usam dois ossos para ouvir e todos os outros amniotas usam-nos para
comer.
128
Monotremados:
Os monotremados têm algumas características que devem ter sido herdadas
dos amniotas originais:
Usam o mesmo orifício para urinar, defecar e reproduzir-se ("monotremado" significa "orifício
único") - da mesma forma que os lagartos e as aves.
Põem ovos com casca, como os de lagartos, tartarugas e crocodilos.
Diferente dos outros mamíferos, as fêmeas dos monotremados não possuem mamilos e
alimentam seus filhotes por leite "suado" de glândulas do seu abdómen.
Theria
Theria ("bestas") é um nome aplicado ao grupo hipotético a partir do qual os
grupos metatheria (que inclui os marsupiais) e eutheria (que inclui os placentários)
descendem.
Metatheria:
O grupo moderno metatheria inclui todos os marsupiais ("animais com bolsas"). O mais antigo
marsupial conhecido é o Sinodelphys, encontrado em uma camada de xisto de 125 milhões de
anos (começo do Cretáceo) na província de Liaoning, no nordeste da China.
A gestação é muito curta, tipicamente de quatro a cinco semanas. O embrião nasce
precocemente, e é normalmente menor que cinco centímetros. Sugere-se que a gestação
curta é necessária para reduzir o risco de que o sistema imunológico da mãe ataque o
embrião.
O marsupial recém-nascido usa os seus membros dianteiros (com mãos relativamente fortes)
para subir até um mamilo, que normalmente está numa bolsa no ventre da mãe. A mãe
alimenta o bebê pela contração de músculos sobre as suas glândulas mamárias, já que o bebê
é muito fraco para sugar.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Amniota
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ovo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mamilo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Theria
http://pt.wikipedia.org/wiki/Metatheria
http://pt.wikipedia.org/wiki/Marsupial
http://pt.wikipedia.org/wiki/Placent%C3%A1rios
http://pt.wikipedia.org/wiki/Placent%C3%A1rios
http://pt.wikipedia.org/wiki/Metatheria
http://pt.wikipedia.org/wiki/Marsupial
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cret%C3%A1ceo
http://pt.wikipedia.org/wiki/China
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_imunit%C3%A1rio
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gl%C3%A2ndula_mam%C3%A1ria
129
Eutheria
Os membros do grupo moderno eutheria ("bestas verdadeiras") são todos placentários.
A característica placentária mais bem conhecida é seu método de reprodução:
O embrião prende-se ao útero por uma grande placenta pela qual a mãe fornece alimento e
oxigênio e remove os dejetos.
A gestação é relativamente longa e os bebês são bastante desenvolvidos ao nascer.
Desenvolvimento embrionário
Por vezes, além da placenta córion-alantóide,
uma outra placenta (córion-vitelina) que
desaparece (ex. gatos)
Cloaca (câmara onde se abrem o canal intestinal, o aparelho urinário e o aparelho genital)
Aves, monotrématos apresentam cloaca;
Marsupiais e Placentários (fêmeas com 3 orifícios) não apresentam cloaca.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Eutheria
http://pt.wikipedia.org/wiki/Placent%C3%A1rios
http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%9Atero
http://pt.wikipedia.org/wiki/Placenta
130
Ordem: Xenarthra
Ex. Preguiças, Papa-formigas, Tatus
Mamíferos placentários
Dentição incompleta, alguns desdentados
30 espécies.
Ordem: Pholidota
Ex. Pangolim
Etiópia e Oriental
7 espécies.
Ordem: Lagomorpha
Ex. Coelhos, Lebres, Pikas
Vivem em todo o mundo
Excepto na Antártida
(Foram introduzidos na Austrália)
69 espécies.
Ordem: Rodentia
Ex. porquinhos da índia, capivara
Vivem em todo o mundo
Excepto na Antártida
(Foram introduzidos na Austrália)
Ordem: Macroscelidae
Ex. musaranhos elefante
15 espécies.
Ordem: insectívora
Ex. toupeiras, ouriços cacheiro, tenrecs
Vivem em todo o mundo
Excepto Antártida e Austrália
390 espécies.
Ordem: Scadentia
Ex. tupaias
Oriental
16 espécies.
Tatu
Pangolim
Pika
Capivara
Musaranho elefante
Tenrecs
Tupaia
131
Ordem: Primata
Ex. Humanos, macacos, babuínos, orangotangos, gorilas, chimpanzés,
lémures
Inicialmente oriental, Etiópia e Neotropical
235 espécies.
Ordem: Dermoptera
Ex. lémures-voadores
2 espécies
Oriental
Ordem: Cliroptera
Ex. morcegos
Vivem em todo o mundo
Excepto na Antártida
986 espécies.
Ordem: Carnívora
Ex. Cães, gatos, ursos, hienas,
leões marinhos, morsas…
Vivem em todo o mundo
274 espécies.
Ordem: Artiodactyla
Ex. porcos, hipopótamos, camelos, ocapi, lamas, veados, girafas,
cabras…
Vivem em todo o mundo
Excepto na Antártida
Introduzidos na Austrália e N.Zelândia
213 espécies.
Ordem: Cetacea
Ex. baleias e golfinhos
Mundo inteiro
80 espécies.
Ordem: Perissodactyla
Ex. cavalos, tapires e rinocerontes
Vivem em todo o lado
Excepto na Antártida
Introduzidos na Austrália e América do Norte
17 espécies.
Orangotango
Lémure-voador
Morcegos
Gato
Ocapi
Golfinho
Tapires
132
Ordem: Tubulidentata
Ex. aardvark
Etiópia
1 espécie.
Ordem: Hyracoidea
Ex. hyraxes
Etiópia e Ásia Menor
7 espécies.
Ordem: Sirenia
Ex. dugongues e manatins
Oceanos e rios tropicais e subtropicais
4 espécies.
Ordem: Proboscidea
Ex. Elefantes
Etiópia e Oriental
2 espécies.
Árvores filogenéticas, para pôr-mos as coisas nos lugares.
De um modo geral:
Aardvark
Hyraxes
Manatins
Elefante
133
Dentro dos Gnathostomes temos:
134
135
136Larva trocófora Larva diplêurula
Não é exactamente assim para todos os invertebrados celomados: há excepções
Protozoa
1. Movimento
2. Nutrição
3. Digestão intracelular
4. Circulação
5. Secreção
6. Comunicação celular
7. Relações simbióticas
Protozoários
Protistas
Protozoa
Célula eucariótica
Organelos + Citoesqueleto
17
Citoesqueleto – forma uma rede tridimensional, vai manter a forma da célula
Filamentos de actina (microfilamentos)
Microtúbulos (maiores e mais alargados)
Filamentos intermédios
O Citoesqueleto tem um papel importante no movimento da célula
Movimento da célula
Moléculas motoras são as responsáveis. Mudam de forma na presença de ATP, sendo estas:
Dineína
Está associada aos microtúbulos. São importantes pois vão promover o movimento de
determinados organelos presentes na célula (cílios, flagelos).
Miosina
Vai-se ligar aos filamentos de actina. Responsável pelo movimento amebóide e pela divisão
celular. Responsável pela circulação citoplasmática e pela contracção muscular dos
metazoários.
Movimento amebóide
Realizado por células de alguns animais (células do
sistema imunitário, sistema embrionário e células
cancerosas), podendo este tipo de movimento
também existir em alguns fungos. Tem o nome
devido ao facto de ter sido descrito numa ameba.
Neste ectoplasma existe o citoesqueleto que possui filamento de actina. É mais rígida por isso
mesmo, tendo uma consistência de gel. O endoplasma é mais líquido.
Actina – monómero [O] (mais líquido)
Filamentos de actina [OOOOOOO] (mais sólido)
Numa das extremidades começa a haver despolarização. O citoplasma fica mais fluído até
chegar ao pólo oposto onde se vai dar o fenómeno oposto, polimerização.
Como se inicia o processo?
No pseudópode?
Se fosse por aqui, existiam forças de tensão capazes de puxar o ectoplasma
No pólo oposto?
Forças que empurram o endoplasma para o pseudópode.
18
Movimentos associados a organelos
Estrutura do cílio
Em alguns insectos, os microtúbulos centrais são agrupados e não separados. Existem também
microtúbulos centrais que estão ausentes, como acontece em alguns invertebrados.
Agrupamentos de cílios formam Cirros (quando funcionam individualmente) ou membranelas
ciliares (quando funcionam em conjunto)
Flagelos são mais
longos e em menos
número. Possuem
movimentos
ondulatórios
Cílios são mais
pequenos e em maior
número. Possuem
movimentos efectivos
e movimentos de
recuperação
Tripletos de microtúbulos
Parte central mais denso (axosoma) e dupletos de microtúbulos. 92+0
Maior parte do cílio. Os dois cílios centrais não são juntos, não
formam um dupleto. 92+2
19
Nutrição
Casos mais simples - Na membrana celular abrem-se canais proteicos e através destes,
ocorre difusão de pequenas partículas (água, alguns iões, aminoácidos e açúcares) trata-se de
difusão passiva, como ocorre, por exemplo na Ameba.
Casos mais complexos - Partículas de maiores dimensões que se encontram no lado
extracelular, podem entrar na célula pelo processo de endocitose.
Na endocitose pode ocorrer variantes:
Micropinocitose (meios mais líquidos)
Macropinocitose (meios mais líquidos)
Fagocitose (meios mais sólidos)
Há diferenças de concentração de partículas entre o meio exterior e o meio interior. As
partículas do meio exterior aproximam-se da membrana, são englobadas na membrana e
ficam envolvidas em vesículas que se chamam de vacúolos digestivos.
Macropinocitose - (água, iões, moléculas de maiores dimensões que na micropinocitose).
Pode ser necessário ligarem-se a receptores. Logo após estabelecerem esta ligação, a
membrana celular começa a formar uma invaginação que engloba a partícula.
Fagocitose - Partículas muito maiores (o alimento pode ser já constituído por organismos
como bactérias ou outros protozoários), vão ligar-se obrigatoriamente a receptores. A
membrana forma uma invaginação e engloba a partícula. Além da membrana plasmática vai
também entrar no envolvimento, filamentos de actina, ou seja, citoesqueleto.
Digestão intracelular
Na célula existem lisossomas que possuem enzimas.
Estes lisossomas vão-se fundir com os vacúolos
digestivos e vai-se dar a digestão intracelular.
Parte dos nutrientes vão ser absorvidos e utilizados
pela célula enquanto outros vão ser expulsos para o
exterior (exocitose).
20
Circulação
A circulação citoplasmática já está definida. Tem um trajecto.
Ciclose – ocorre nos protozoários mais desenvolvidos.
Secreções
Algumas células são capazes de produzir substâncias que em muitos dos seus casos serve para
proteger as células.
Estas substâncias são produzidas pela célula e depois libertadas para o exterior, onde vão
formar uma camada sobre a membrana plasmática.
Ocorre em muitos protozoários sendo que muitos deles vivem em ambientes marinhos.
Comunicação
A reacção a sinais físicos e químicos permite:
1. Evitar condições adversas
2. Localizar alimento
3. Localizar os parceiros
Muitos protozoários, além de possuírem receptores, possuem também efectores que vão
produzir uma resposta ao estímulo.
Para reagir a estes estímulos, utilizam canais iónicos.
Ex. Paramécia: Possui 9 canais iónicos que permitem a troca de iões (sódio, potássio) para
regular as suas concentrações.
Relações Simbióticas
Alguns ciliados, ex. Vorticela
Alguns protozoários, ex. Heliozoários
Aparecem com cor verde, o que não é própria destes organismos, mas sim das
algas verdes que vivem em simbiose com estes organismos.
Algas verdes – Zooclorelas vivem em simbiose com determinados
protozoários.
Muitas vezes o simbionte apresenta cor acastanhada – Zooxantelas. São outros protozoários
(dinoflagelados) que vivem em simbiose com outros protozoários.
Vorticela com zooclorelas
21
Este simbionte vai fornecer dióxido de carbono (matéria prima para produzir certos
nutrientes), enquanto o hospedeiro lhe fornece nutrientes (nitrogénio, fósforo) além de lhe
conferir protecção.
Protozoários – Características Gerais
1. Maioria microscópicos
2. Todos os tipos de simetria
3. Adaptações a todos os tipos de ambiente, desde solo, água salgada, água doce…
4. Maioria solitários (formas livres) e alguns coloniais
5. Necessitam de humidade – um dos factores mais importantes
6. Fase de enquistamento – formam uma parede quística e são capazes de sobreviver em
condições adversas
7. Espécies livres, parasitas, comensais e mutualistas
8. Variedade na complexidade estrutural
Comensais Parasitas (estes podem matar o hospedeiro)
Forma e Função
Uns apresentam membrana celular.
Outros apresentam membrana celular + película/cutícula/endo e exoesqueleto (Carapaças,
tecas, lóricas, testas).
Organelos locomotores.
Flagelos (Euglena sp.), cílios (Paramecium sp.), pseudópodes (ameba sp.) não sendo estes
últimos, todos iguais.
Tipos de nutrição
Autotróficos
Ingestão (alguns ciliados – boca celular, citofaringe que conduz os alimentos para o interior onde ocorre a digestão)
Absorção
Estes tipos de nutrição podem existir em separado ou em conjunto.
Osmorregulação
Pode ser através do transporte
activo (os mais simples)
Mais complexos – estruturas
próprias – vacúolos contrácteis ex.
Paramecium sp.
22
Protozoários – Reprodução e Ciclos de vida
Reprodução sexuada (menos comum)
Reprodução assexuada:
1. Divisão Binária
2. Divisão Binária Longitudinal
3. Divisão Binária Transversal
4. Divisão Múltipla
5. Gemiparidade
6. Formação de Esporos
Reprodução Sexuada – Ciclos de vida
Divisão Binária
Divisão BináriaLongitudinal (ex. euglena)
Divisão Binária Transversal (ex. paramécia)
Gemiparidade (ex. hidra)
23
Filos dados:
EUGLENOZOA
CARYOBLASTA
CHLOROPHYTA
HETEROLOBOSA
CHOANOFLAGELLATA
FORAMINIFEREA
RETORTAMONADA
ACTINOPODA
AXOSTYLATA
ALVEOLATA
PROTOZOA
24
Filo: Euglenozoa
Classes: Euglenoidea (maior parte autotrófica)
Kinetoplastida (Seres parasitas inclusive do Homem)
Classe Euglenoidea
Características gerais:
Flagelos (além da locomoção servem para recolher
alimento e são organelos sensoriais);
Forma e estrutura variável;
Maioria autotrófica (clorofilas A e B);
Substâncias de reserva (óleos, lípidos, hidratos de carbono);
Livres (maioria), sésseis;
Solitários, coloniais;
Espécies com cloroplastos (autotróficos, ex. Euglena sp.);
Espécies sem cloroplastos (heterotróficos, ex. Peramena sp.), que utilizam a absorção
e ingestão como forma de nutrição. Muitas vezes alimenta-se da Euglena e de outros
organismos e de partículas dissolvidas no meio. Tem dois flagelos.
Classe Kinetoplastida
Exemplos:
o Trypanossoma sp.(parasita do sangue – doença do sono)
o Bodo (vida livre – 2 flagelos)
o Leishmania
Esta classe chama-se assim, devido aos organismos
nela presente possuírem uma estrutura denominada
de Cinetoplasto. É uma massa de DNA que existe num
pólo de uma grande mitocôndria. Junto dessa
estrutura encontra-se a parte posterior do flagelo
que vai aderir ao corpo através de uma membrana
ondulante. O flagelo é uma membrana ondulatória
que percorre o corpo.
Trypanossoma
Afecta o homem, e animais.
São transmitidos por moscas Glossina palpalis. Esta mosca apresenta uma característica típica,
que é o cruzamento das asas quando está em repouso.
25
Ciclo de vida da mosca tsé-tsé
As fêmeas colocam uma única larva (L)
no solo, que em pouco tempo forma-se
em pupa, originando dois bolbos
respiratórios (R). A eclosão do estado de
pupa (fase de pupa adulta) ocorre com a
ajuda de uma estrutura semelhante a um
dente chamado ptilinum (P), e a ingestão
de sangue começa pouco tempo depois
da saída da pupa, chegando assim à fase
adulta. O género Glossina tem uma
estrutura específica na asa (B).
Espécie que atacam o Homem Vector de transmissão:
Trypanossoma brucei gambiense Glossina palpalis (forma crónica da doença)
Trypanossoma brucei rhodesiense Glossina mortisans mortisans (forma aguda)
São parasitas extracelulares e muito difíceis de combater. Possuem antigénios (proteínas) que
estão sempre a mudar “cansando” o organismo na produção constante de diferentes
anticorpos, uma vez que a velocidade a que os antigénios mudam é elevada. Daí, uns sinais da
doença serem febres intermitentes.
26
Ciclo de vida
O parasita assume basicamente duas formas:
Tripomastigota – forma de parasita desenvolvido, que existe no sangue do homem
(hospedeiro intermediário) e causa a doença. Possui flagelo grande e membrana
ondulante que preenche toda a área do parasita.
Epimastigota – existe em Glossina, que é o hospedeiro definitivo, onde se dá a
reprodução sexuada. O flagelo é mais pequeno e a membrana ondulante também é
menor e só começa na área posterior ao núcleo.
Quando Glossina pica alguém que está infectado pela doença do sono, se sugar a
forma tripomastigota, vai-se começar a multiplicar no seu intestino e transforma-se em
epimastigota, que migra depois para as glândulas salivares. Quando picar um novo indivíduo
vai transmitir o parasita.
Trypanossoma distribui-se pela África Equatorial e central. Em Portugal parasitam as enguias.
Além da doença do sono, existem outros Trypanossomas que vão causar outras doenças.
Trypanossoma cruzi
Provoca uma doença crónica chamada de Doença de Chagas. Pensa-se que foi esta a doença
que matou Darwin, que possivelmente contagiou-se durante a sua viagem no Beagle. É
transmitido por um insecto Triatoma infectans (kissing bug em inglês)
Ciclo de vida
Como outros trypanossomas, tem uma forma tripomastigota e uma forma epimastigota, mas,
também tem nos tecidos uma forma amastigota, não flagelada.
Este parasita existe em toda a América do Sul, e o insecto que o transmite vive nas habitações,
vivendo nas frinchas das paredes. Durante a noite sai e vem picar as pessoas, sobretudo na
face. Alimentam-se de sangue, defecando ao mesmo tempo, sendo aí o momento do contágio.
A própria picada provoca comichão, a pessoa ao coçar a lesão ajuda na propagação dos
parasitas na corrente sanguínea, que vão depois para os tecidos transformando-se em
amastigotas, onde se multiplicam e proliferam. Passado algum tempo, estas formas entram de
novo na corrente sanguínea, e vão transformar-se em tripomastigotas. O insecto ao picar uma
Doença de Chagas – Inchaços Triatoma infectans
27
pessoa infectada vai ingerir tripomastigotas, e no seu intestino irão transformar-se em
epimastigotas, e de novo, em tripomastigotas infectantes.
Afectam principalmente a América do Sul e Central.
Filo: Chlorophyta
Os organismos pertencentes a este filo, são chamados de Algas Verdes.
Maioria marinhos, e alguns são de água doce.
Ex. Chlamydomonas (1 – dois flagelos)
Gonium (2 – colónias 32-40 células)
Volvox (3 – colónias 2000 a 6000 células forma esferas ocas)
1
2
3
Insecto pica o homem, ingerindo
tripomastigotas
28
Filo: Choanoflagellata
Filo muito peculiar
Pode ser solitário ou não
Flagelo único à volta do qual se encontra um colar de
microvilosidades
Pensa-se que estão na origem de todos os metazoários
Por vezes podem-se agrupar, através dos colares, ou através de
uma massa gelatinosa.
Uma das razões para se pensar que estão na origem dos
Metazoários, é o facto de as esponjas, organismos mais primitivos
dos metazoários, serem constituídos por coonócitos.
Outra razão baseia-se no facto de todos os metazoários possuírem
pelo menos uma célula flagelada durante o seu ciclo de vida.
Filo: Alveolata
Subfilos: Dinoflagellata
Ciliophora
Apicomplexa
Dinoflagellata
Possuem clorofila A, C e xantofilas. Daí terem uma tonalidade vermelha-
acastanhada;
Autotróficos;
São os responsáveis pelas marés vermelhas;
Forma assimétrica;
Possuem dois flagelos com função locomotora: 1 transversal e outro
longitudinal;
Uns possuem carapaça – lórica – teca – constituída por placas de
celulose que se dispõem de maneira característica;
Outros possuem uma carapaça muito fina;
Reproduzem-se assexuadamente por divisão binária longitudinal ou
sexuadamente (alguns).
Alguns são bioluminescentes sendo responsáveis pela maior parte da
bioluminescência do plâncton.
29
Marés vermelhas: na verdade não são vermelhas, mas sim verdes ou
laranjas, dependendo dos pigmentos presentes nos indivíduos.
Porque se dão estas marés?
Porque estes seres reproduzem-se em grandes quantidades, uma vez que
encontram condições favoráveis.
Porque são perigosos?
Porque em grandes quantidades, os dinoflagelados tornam-se tóxicos.
Produzem toxinas ingeridas por moluscos, infectando uma grande área,
podendo acabar por atingir o homem.
Algumas destas toxinas são das mais perigosas até agora conhecidas.
Estas marés aparecem rapidamente, mas também desaparecem quase tão
depressa como apareceram. Ventos fortes, marés etc, arrancam os flagelos dos dinoflagelados
que se depositam no fundo oceânico.
Amiloodiniose transmitida por Amyloodinium ocellatum
A amiloodiniose é uma doença parasitária cujo agente etiológico é o dinoflagelado
amyloodinium ocellatum. É um parasita que atinge principalmente as brânquias e também apele.
Possui um ciclo de vida trifásico:
1. Fase parasitária (trofontes),
2. Fase de divisão ou multiplicação (quistos),
3. Fase infestante (dinosporos – nadadores livres).
30
Trofonte - fase parasitária (A). (aprox. X 150)
Tomonte - fase de divisão ou de multiplicação (B; C e D aprox. X 150) e (E)
Dinosporo - fase infestante (F). (aprox. X 750)
Um quisto maduro pode libertar 250 dinosporos, que são nadadores livres, sendo impossível
de serem vistos a olho nu. Uma vez que estes dinoflagelados não possuem cloroplastos,
necessitam de um hospedeiro para sobreviver (várias espécies de peixe), caso contrário num
prazo de 48horas morrerão.
Embora a forma livre (dinosporo) seja susceptível à quimioterapia, a forma vegetativa
(trofonte) e os estadios de esporulação (tomonte) são resistentes, o que torna a erradicação
difícil quer por exigir tratamentos prolongados de modo a permitir que todos os trofontes e
tomontes formem dinosporos, quer por exigir o controlo periódico de reinfestação e ainda,
pela limitação da sua aplicação quando o peixe se destina ao consumo humano.
Se a estes factores acrescentarmos a elevada taxa de multiplicação do parasita, um ciclo de
vida curto, uma grande tolerância às variações ambientais, sendo o protozoário ectoparasita
mais patogénico e difícil de controlar, constituindo uma séria preocupação para os
piscicultores.
Filo: Alveolata
Subfilos: Dinoflagellata
Ciliophora
Apicomplexa
Ciliophora
Formas variadas, embora sejam dos grupos mais homogéneos.
Conhecem-se cerca de 8000 espécies.
Ex. Paramecium, Vorticela, Euplotes, Styonychia, Stentor
1. Mais organizados (mais especializados)
2. Livres (maioria), parasitas
3. Solitários (maioria), coloniais
4. Possuem uma película – lórica externa – forma definida
5. Possuem cílios (alguns desenvolvem cirros)
6. Possuem dois núcleos
a. Macronúcleo: Função vegetativa, controla as funções celulares (alimentação…)
b. Micronúcleo: Troca de material genético, envolvido na reprodução sexuada
em igual ou maior número que o macronúcleo.
31
Locomoção
Movimento muito rápido.
Direcção e intensidade do batimento dos cílios controlados pelos iões Ca2+ e K+, que
existem nos alvéolos dos cílios.
Ciliados sésseis com fibras proteicas estriadas
Nutrição e Excreção
Ciliados livres e normalmente de maiores dimensões, alimentam-se de:
o Detritos (partículas orgânicas) – detritívoros
o Bactérias – bacterívoros
o Plantas – herbívoros
o Animais – predadores
Ciliados de menores dimensões: alimentam-se de bactérias e
detritos (menos diversificados)
O que é aproveitável permanece, o resto liberta-se para o
exterior pelo citopracto ou citopígeo.
Reprodução
Assexuada:
Divisão binária transversal (Paramecium)
Em alguns casos raros, há reprodução de gomos que darão origem a novos
protozoários (gemiparidade).
Sexuada
Existem duas variantes: Citogamia e autogamia.
Conjugação:
Duas paramécias aproximam-se e unem-se pela parte da depressão.
Quando se unem, começa o processo,
O macronúcleo começa a degenerar enquanto o micronúcleo vai-se dividir
por meiose,
Degeneração do macronúcleo prossegue e 3 dos micronúcleos também vão
desaparecer,
Micronúcleo restante divide-se por mitose.
Transferência recíproca do núcleo menor e fusão com o micronúcleo
original (há já troca do material genético),
Separação dos parceiros,
Ocorrem 3 divisões mitóticas consecutivas, resultando em 8 núcleos.
3 núcleos degeneram, quatro originam macronúcleos e um divide-se
mitoticamente.
32
Divisão das paramécias.
Nova divisão mitótica dos
micronúcleos,
Nova divisão das paramécias.
Cada conjugante originou 4
descendentes. Total 8!
Qual a diferença nas duas variantes?
Citogamia: Ocorre a união mas não ocorre a
troca de micronúcleos.
Autogamia: Ocorre num único indivíduo sem
trocas, nem uniões de micronúcleos.
Fenómenos mais importantes na conjugação:
Recombinação genética – resultante da fusão de núcleos de indivíduos diferentes
Regeneração macronuclear.
Filo: Alveolata
Subfilos: Dinoflagellata
Ciliophora
Apicomplexa
Apicomplexa
Reprodução sexuada – singamia (fusão de núcleos)
Ciclos de vida: 1 ou 2 hospedeiros, fases assexuadas e sexuadas (normalmente uma fase).
Formas Parasitas do Homem:
Plasmodium
P. falciparum (mais grave, pode-se instalar no cérebro)
P. malariae
P. ovale
P. vivax
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Hospedeiro intermediário da malária – Mosquito fêmea Anopheles
Parte do ciclo de vida processa-se no hospedeiro intermediário, parte processa-se no Homem.
1. Parasita encontra-se pronto para actuar nas glândulas salivares do mosquito – Estádio
infectivo – Esporozóito. O mosquito pica e o parasita entra na corrente sanguínea.
2. Esporozóito vai até ao fígado e penetra nas células.
3. Começa a diferenciar-se numa forma que se chama Esquizonte (forma adulta)
4. Vai ocorrer divisão múltipla (esquizogonia) que vai conter o esquizonte. As células
formadas a partir desta divisão múltipla chamam-se merozoitos.
5. Algumas destas células vão reinfectar (recomeçam a esquizogamia) outras células,
outras vão entrar nos glóbulos vermelhos.
6. Os merozoitos vão crescer para a forma adulta – trofozóite. Nova divisão múltipla e
rebentamento dos glóbulos vermelhos: ao dar-se a ruptura, libertam-se toxinas,
originam os picos de febre e sintomas de doença.
7. Os merozoitos seguem dois caminhos: uns vão infectar novas hemácias (nova
esquizogonia no sangue – esquizogonia eritrocitária).
8. Outros vão-se diferenciar originando gametócitos masculinos e femininos (dentro dos
glóbulos vermelhos).
Reprodução
Assexuada
Esquizogonia
exo-
eritrocitária
Reprodução
Assexuada
Esquizogonia
eritrocitária
34
9. Se o sangue tiver gametócitos masculinos e femininos na corrente sanguínea e for
picado pelo mosquito fémea anófeles, vai-se transmitir a doença pelo mosquito.
10. No mosquito (estômago) os gametócios masculinos e femininos evoluem para
macrogametócitos femininos e microgametócitos.
11. Fundem-se originando zigoto móvel-oocineta
12. Desenvolve-se originando o oocisto
13. Vai dividir-se (divisão múltipla) originando muitos esporozoítos. O oocisto rebenta e os
esporozoítos são levados para as glândulas salivares.
* No fígado podem ficar formas latentes (dormência). Por isso é que a doença pode só
aparecer muito tempo depois.
Protozoários Amebóides
Características gerais.
1. Pseudópodes (locomoção, alimentação)
2. Gâmetas flageladas
3. Núcleo – um só tipo
4. Livres, parasitas
5. Formas nuas (sem esqueleto) e formas com esqueletos complexos e variados
6. Reprodução assexuada – divisão binária
Caryolobosa Onde se inserem as amebas
Heterolobosa
Dividem-se Foraminiferea
pelos filos: Actinopoda
Existem formas nuas e formas com carapaça (teca – tecamebas)
Arcella – Teca de natureza orgânica, proteica
Difflugia – Teca de natureza com material agregado à sua matriz (areia, etc)
Euglypha – Capa de natureza siliciosa (sílica) e alguns espinhos.
Pseudópodes :
Lobopódios (grossas e largas) existentes nas amebas
Filopódios (finos, delgadas, claras e algumas vezes ramificados), associado às formas
com carapaça.
Reprodução
Sexuada
Inicia-se no
Homem e
termina no
mosquito.
Gamogónia
Fase
Assexuada
Esporogonia
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Filo: Foraminifera
Foraminíferos
Carapaças de natureza calcária ou siliciosa
Água salgada, outros de água doce
Animais bentónicos
Ciclo de vida complexo
Filo: Actinopoda
Classes: Radiolaria (água salgada)
Heliozoa (água salgada e água doce)
Acantharea
Características gerais1. Água doce (maioria), alguns marinhos
2. Pseudópodes – axopódios (muito finos e em forma de agulha – mais rígidos)
3. Núcleo – um só tipo
4. Formas nuas e formas com esqueleto
Radiolários
Forma esférica (maioria)
São marinhos planctónicos
Heliozoários
Helio (Sol) – água doce e salgada
Parte externa – córtex
Parte interna – medula
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Tipos de tecido:
Epitelial – A sua principal função é revestimento. Revestem superfícies externas (pele)
e internas (órgãos)
Conjuntivo
Não há espaço entra as células, facilita a comunicação e aumenta a resistência não tirando a
flexibilidade.
São células muito diversificadas e que exercem diferentes funções: secretoras, absortivas,
fagocitárias…
Tecido conjuntivo (mais abrangente)
Função: Preenchimento de espaços
As células estão espalhadas numa matriz extracelular, que foi produzido pelas próprias células
do tecido. Por vezes apresenta alguma rigidez e até pode vir a funcionar como esqueleto.
Reprodução e Desenvolvimento
METAZOA
Assexuada
Fragmentação
Divisão binária
Gemiparidade
Partogénese
Sexuada
Adulto (2n)
Fecundação Meiose
Gâmetas (n)
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Desenvolvimento pode ser directo ou indirecto
Desenvolvimento directo (animais marinhos)
Ovos dentro de cápsulas protectoras ou no interior dos progenitores
Desenvolvimento embrionário
Larva planctotrófica (alimenta-se de plâncton)
Metamorfoses
Adulto (pode ser bentónico se habitar o fundo do oceano ou flutuante, se viver à
superfície)
Desenvolvimento directo
Ovo
Desenvolvimento embrionário
Adulto
(do ovo sai um indivíduo com todas as características do adulto, só que em versão pequena)
Adaptações que facilitam a reprodução
Estas adaptações facilitam a fecundação e a sobrevivência do embrião.
Aumento da sincronia – Acontece na hora da libertação dos gâmetas. Ao serem
libertados ao mesmo tempo, há uma maior probabilidade de ocorrer fecundação
(problema para os animais de fecundação externa). Esta libertação é
controlada/influenciada por alguns factores abióticos como a temperatura, as marés…
Proximidade – libertação dos gâmetas próximos uns dos outros. Pode ocorrer também
hermafroditismo (autofecundação ou fecundação cruzada) e fertilização interna
Tamanho do corpo
1. Tamanho e compartimentalização
Especialização celular
Segrega funções, divide trabalho
Compartimentos separados
Aumenta a eficiência. Perde a auto-suficiência
Independência celular
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2. Tamanho: área e volume
Importante para a troca de substâncias (internamente entre o organismo e o
ambiente) – transporte como difusão (só é efectuada a curtas distâncias)
Soluções:
o Microvilosidades;
o Membranas internas dobradas;
o Organização dos tecidos em camadas bidimensionais.
o Sistema circulatório:
Transporte interno que libera o organismo de limites de forma e
tamanho,
Condição propícia para a evolução do tamanho para um corpo
grande.
3. Tamanho e metabolismo
Grande eficiência talvez mais gasto de energia
4. Tamanho do corpo – vantagens
Menos vulnerável à predação,
Mais eficiente na predação,
Mais resistente a danos.
Origem dos Metazoários
A Teoria Colonial é a mais aceite, que nos diz basicamente que os metazoários tiveram origem
numa colónia flagelada de protozoários.
Argumentos a favor:
1) Espermatozoides flagelados em todos os metazoários
2) Células uniciliadas nos metazoários mais primitivos
3) Células (coanócitos) nos espongiários idênticos aos Choanoflagelados
4) Análises filogenéticas, na maioria dos animais baseados em:
Morfologia
Sequências de genes
Padrões de desenvolvimento
Pré Metazoário hipotético
I. Camada de células flageladas à periferia (funções de captura de alimentos e
locomoção).
II. Matriz extracelular gelatinosa (proteica) a rodear as células.
Choanoflagelado
colonial
Pré Metazoário
hipotético
Protometazoário
hipotético
39
III. Células não flageladas na matriz que irão dar origem às células flageladas e gâmetas.
Protometazoário (primeiro metazoário)
I. Camada de células flageladas à periferia, dispostas lado a
lado. Comunicação intracelular, barreira entre o meio
ambiente e o interior do organismo.
II. Separação entre camadas externas e internas.
III. Diferenciação entre células somáticas e reprodutoras.
IV. Diferenciação entre os polos posterior e anterior.
Filo: Porifera
Características gerais
1) Marinhos (maioria), alguns água-doce (duas ou três famílias)
2) Várias cores
3) Adultos sésseis (fixos), formas larvares móveis
4) Animais pluricelulares simples
5) Sem órgãos (não possuem tecidos propriamente ditos)
6) Corpo com poros
40
7) Poros (1), canais (2) e câmaras (3)
8) Assimetria (em massas incrustantes) e Simetria radiada (esponjas mais simples)
9) Cianócitos – células flageladas
10) Esqueleto – Endoesqueleto e Exoesqueleto
Endoesqueleto
A) Matriz gelatinosa mais fibras de colagénio, semelhante ao tecido
conjuntivo. É um esqueleto muito simples, pouco rígido.
B) Espículas (estruturas rígidas) calcáricas ou siliciosas. Podem ter
variadíssimos tamanhos.
C) Espongina (rede de fibras proteicas elásticas anastomosadas
(entrelaçadas e fusionadas entre si), secretada pelo espongiócito)
D) Espongina mais espículas
Existem espículas de diversos tamanhos e classificações dependendo do número de eixos:
Megascleras Microscleras
Monoactinas
Diactinas
Trienas
Hexactinas …
http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Espongi%C3%B3cito&action=edit&redlink=1
41
Exoesqueleto
Trata-se de um exoesqueleto calcário mais espículas siliciosas
11) Reprodução Assexuada
Fragmentação
Gemiparidade
Gemulação (água doce)
Arqueócitos – são células capazes de
regenerar novas células – indiferenciadas. Quando as condições são favoráveis libertam-se
para o exterior.
Em água salgada, corpos reduzidos também possuem células capazes de regenerar toda uma
esponja.
12) Reprodução sexuada
Hermafroditas
Dióicas
13) Poder de regeneração
14) Propriedades antibióticas e anti-inflamatórias
Complexidade crescente
Estrutura e forma:
1) Asconóide (Poros),
2) Siconóide (Poros e canais),
3) Leuconóide (Muitos poros e vários canais e câmaras).
Asconóide:
Camada de células (pinacócitos) externa – epiderme / pinacoderme
Camada interna – coanócitos – coanoderme
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No meio existe um tecido conjuntivo muito primitivo, mesênquima (consistência
gelatinosa)
Podemos encontrar neste tecido:
o Espículas
o Vários tipos de células – células ameboides
o Umas podem dar origem ao esqueleto, outras têm pigmento que dão cor à
esponja, outras têm ainda substância de reserva, outras são capazes de
regenerar novas esponjas.
o Células indiferenciadas
Além disso possuem dois tipos de poros:
Poros inalantes ou Óstios
Poros por onde entra a água
Formados por células com duas extremidades
(canal) - porócitos
Ósculo ou poro exalante
Água entra pelo poro inalante e vai ser dirigida
pelas células flageladas para o ósculo
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As câmaras vibráteis estão forradas por coanócitos (daí serem vibráteis)
Óstio – canais inalantes – câmara vibrátil – canais exalantes – ósculo
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Filo: Porifera
Subfilos: Symplasma
Classe: Hexactinellida
Cellularia
Classes: Demospongiae
Calcarea
Baseados na organização em termosde células
Subfilo: Symplasma Classe: Hexactinellida
Esponjas vítreas
Todas marinhas
Estrutura siconóide
Espículas triaxónias – hexactinia
Espículas siliciosas
Ex. Euplectella
Subfilo: Cellularia Classe: Demospongiae
Formas variadas – classe mais diversificada
Possuem todos os tipos de esqueleto
Estrutura leuconóide
É a classe onde colocamos as esponjas que não pertencem ao
subfilo Symplasma (ou seja, se não tiverem espículas siliciosas)
e à classe Calcarea (se tiver espículas calcárias)
Subfilo: Cellularia Classe: Calcarea
Espículas calcáreas
Variabilidade da forma de espículas (nunca 6 raios)
3 Níveis de complexidade
Ascanóide ex. Leucoslenia
Siconóide ex. Sycon
Leuconóide ex. Grantia
Exemplo - Oscarella
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Posição filogenética das esponjas
Filo: Placozoa
Características gerais
1. Metazoários mais primitivos
2. Possui uma única espécie: Trichoplax adhaerens
3. Marinha e livre
4. Diâmetro: 2-3mm, espessura: 25 m
5. Assimétrico
6. Corpo achatado dorsalmente e ligeiramente côncava no lado ventral
7. Pluricelular: duas camadas de células epiteliais uniciliadas
8. Sem tecidos nem órgãos distintos
9. Movimento: cílios e contracção e distensão das fibras reticulares
10. Digestão extracelular (não se conhecem estruturas digestivas)
11. Reprodução assexuada – fragmentação / gemiparidade
12. Reprodução sexuada (rara)
46
Posição filogenética dos Placozoa
Filo: Cnidaria
Maioria marinhos; água doce – Hydra
Solitários ou Coloniais
Tecidos
Forma e simetria (polimorfismo – dimosfismo)
Simetria radiada
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Estrutura interna
A mesogleia é uma camada acelular
A cavidade central tem o nome de Cavidade Gastrovascular
Os Cnidócitos também são chamados de células urticantes e situam-se nos tentáculos.
Quando os seus cílios são estimulados, a tampa abre e toda a estrutura sai, enrolando-
-se à presa. As Cnida são as cápsulas urticantes
Possui substâncias tóxicas.
Sistema nervoso – rede difusa não centralizada
Reprodução – Dioicos (maioria) / hermafroditas
48
Filo: Cnidaria
Classes: Anthozoa
Scyphozoa
Hydrozoa
Classe: Anthozoa
1) Só existem formas fixas – pólipos
2) Anémonas e corais
3) Todas marinhas
4) Solitários ou coloniais
5) Sem medusa
6) Reprodução assexuada
Classe: Scyphozoa
1) Todas marinhas
2) Cifomedusas (medusas sem véu)
3) Pólipo – Cifistoma ou Estróbilo
(pouco desenvolvido)
Ciclo de vida
49
Classe: Hydrozoa
Água doce e salgada
Hidroides (pólipos desenvolvidos)
Hidromedusas (medusas com véu)
Ex. Physalia (Caravela Portuguesa)
Ciclos de vida
Só medusa:
Medusa adulta – Ovo – Plânula – Desloca-se – Sofre modificações progressivas –
Adulto
Só Pólipo:
Gâmeta feminino e masculino – Ovo – Adulto
Medusa + Pólipo:
Medusa – Ovo – Plânula – Nada – Fixa-se – Pólipo – Colónia de Pólipos – Reprodução
assexuada (gemiparidade) – Medusa
Na colónia de pólipos, existem pólipos responsáveis pela reprodução e outros pela alimentação
Relações filogenéticas
Duas teorias:
50
Filo: Ctenophora
Características gerais:
1) Marinhos
2) Livres
3) Solitários
4) Transparentes
5) Brilhantes
6) Forma e tamanho variável (forma de fita e arredondadas, podem ter 1m de comprimento)
7) Diploblásticos e Triploblásticos
a. Epiderme (vários tipos de células – sensoriais, glandulares…)
b. Mesogleia
c. Gastroderme
8) Duas cavidades (oral e aboral – onde se iniciam os tentáculos)
Género Pleurobrachia
9) Características únicas
Coloblastos – Localizam-se nos tentáculos, produzem substâncias adesivas (colam). Quando
atacam a presa, libertam o filamento que vai enrolar-se à mesma e paralisa-a.
Pentes – Constituídos por placas siliciosas (4 de cada lado, num total de 8)
EUMETOZOA
51
Relações filogenéticas
Filo: Platyhelminthes
Características gerais:
1) Marinhos (maioria), água doce (planária)
2) Livres e parasitas
3) Corpo achatado dorso-ventralmente
4) Simetria bilateral
5) Triploblásticos
6) Acelomados
7) Sistema digestivo incompleto (só tem boca – encontra-se no final da faringe,
normalmente está recolhida e só se vê quando se alimenta)
8) Sistema nervoso, implica o desenvolvimento de uma cabeça – cefalização
9) Sistema reprodutor – tem duas gónadas – hermafroditas
10) Sistema excretor – protoneferídeos (sistema inda muito rudimentar)
52
Filo: Platyhelminthes
Classes: Turbellaria
Trematoda
Monogenea
Cestoda
Classe: Turbellaria
1) Água doce e Salgada
2) Livres (planária)
3) Macroturbelários (grandes dimensões)
4) Microturbelários (pequenas dimensões)
5) Estruturas adesivas – glândulas que produzem
substâncias adesivas e ventosas
6) Grande poder de regeneração
7) Reprodução Assexuada – gemiparidade, divisões do
corpo
8) Reprodução Sexuada – Hermafroditas, dioicas
Classe: Trematoda
1) Um exemplo desta classe é a Fasciola hepatica que é um parasita que se pode
encontrar no fígado (canais biliares)
2) Possui um sistema reprodutor muito desenvolvido
3) Não desenvolvem sistema digestivo, uma vez que não é preciso
Estádios de desenvolvimento
Larva ciliada “miracídio” (estado larvar I) – esporocisto – Rédia (estado larvar II) – cercária
(estado larvar III) – metacercária
Ciclo de vida Fasciola hepatica
I. Metacercário – estádio infectivo (apenas ingerindo neste estádio é que se contrai a
doença. Está na água ligada a plantas, por exemplo Agriões.
II. É ingerido, desloca-se até ao duodeno onde ocorre desenquistamento.
III. O parasita desenvolve-se, vai para o fígado – canais biliares, onde evolui para a forma
adulta.
IV. Começa a reproduzir-se (ovos não embrionários)
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V. Passam para o exterior em conjunto com as fezes junto da água, desenvolvem-se –
desenvolvimento embrionário.
VI. Larva eclode do ovo. Forma ciliada vai deslocar-se à procura do hospedeiro
intermediário (caracol)
VII. Perfura e penetra o caracol onde se desenvolve – esporocisto
VIII. Segunda forma larvar – rédea
IX. Cercário – tem cauda e está apto a sair do caracol. Sai e vai nadar, fixando-se nas
plantas.
X. Forma uma capa rígida metacercário.
Ciclo de vida Schistosoma spp
I. Ovos – estádio diagnóstico – saíram das fezes ou urina para o exterior e se depositados
próximos de água desenvolvem-se
II. Desenvolvem-se e evoluem para o primeiro estado larvar – miracídio, como é móvel
vai nadar até encontrar o hospedeiro intermediário.
III. Penetra o hospedeiro (caracol) onde vai evoluir para esporocisto.
IV. Evolui para cercário (reside essencialmente na cauda do caracol)
54
V. Saem do caracol
VI. Vai nadar até encontrar o Homem, penetrando a sua pele.
VII. Quando penetra, a cauda é rejeitada. Apenas a parte anterior se vai desenvolver.
VIII. Nos vasos sanguíneos do duodeno ou da bexiga atingem o estado adulto
(metacercário). Reproduzem-se e libertam os ovos pelas fezes.
Características deste parasita:
Adquire-se com facilidade.
Existem nos vasos sanguíneos do intestino e outros encontram-se nos vasos
sanguíneos da bexiga.
Parasitas do Duodeno
S. mansoni
S. joponium
Parasitas da Bexiga
S. hematobium Sintomas: Sangue na urina
Hospedeiro intermédio: Caracol aquático
Sintomas: Sangue das fezes
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Diferenças no ciclo de desenvolvimento de:Classe: Monogenea
Formas achatadas
Hectoparasitas de muitos vertebrados aquáticos
Precisam de uma estrutura que as mantenha fixas ao hospedeiro (ganchos ou
ventosas)
Só existe um hospedeiro
Ciclo de vida muito simples (Ovo – Larva miracídio – Adulto)
Classe: Cestoda
Para se segurarem ao hospedeiro – na parte da cabeça – possuem uma coroa de ganchos
Ex. Ténia
Ciclo de vida da Ténia
I. Estádio infectivo – oncosferas que possuem os embriões.
II. Em carne de vaca ou de porco mal passado – transmite-se para o homem.
III. No intestino delgado fixa-se
IV. Originam-se os adultos, constituídos por muitos segmentos – Proglotídeos.
V. Em fezes ficam no meio ambiente junto a ervas, e os animais vão ingerir a erva com
proglotídeos ou ovos.
VI. Desenvolve-se a oncosfera nos músculos do animal.
Ex. Echinococcus granulosus – ténia do cão.
Schistoma spp
Sexos separados
Ovo
Miracídio
Esporocisto
Cercário
Fasciola hepatica
Hermafroditas
Ovo
Esporocisto
Rédea
Cercário
metacercário
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Os seres humanos servem de hospedeiros intermediários finais num ciclo de vida que ocorre
normalmente noutros animais. As ténias adultas são encontradas no intestino de caninos e o
estádio de quisto em vísceras de herbívoros. O parasita é constituído por um escólex idêntico
ao da Tênia, com quatro discos de sucção e uma dupla fileira de ganchos, bem como um
estróbilo que contém três proglotes: um imaturo, um maduro e um ‘grávido’. As ténias adultas
produzem ovos que são libertados nas fezes dos cães, estes ovos ao serem ingeridos por
humanos eclodem e originam larvas com seis ganchos, denominadas oncosferas. Estas
penetram na parede intestinal e são transportadas pela circulação para locais como o fígado e
os pulmões, e ocasionalmente o SNC e o osso. Este é o mesmo ciclo que ocorre nas vísceras
dos herbívoros. As ténias adultas não se desenvolvem no intestino de humanos ou de
herbívoros. Nos seres humanos, as larvas formam um quisto hidático, que é uma estrutura de
crescimento lento, estando esta num espaço circundado por uma membrana germinativa
laminada. Os quistos filhos podem desenvolver-se no quisto mãe original e produzir cápsulas
reprodutoras e protoescólices, que não são mais do que precursores da cabeça da ténia.
Os quistos e os quistos filhos acumulam líquido à medida que crescem, sendo este líquido
potencialmente tóxico, se houver extravasamento pode dar-se um choque anafilático e
consequentemente morte. Os quistos podem morrer e sofrer calcificação durante longos
períodos de tempo.
57
Filo: Mollusca
Espécies fósseis: água doce, água salgada, terrestres
É um grupo heterogéneo, mas possui um plano do corpo básico comum, baseado na
estrutura básica de um molusco ancestral hipotético
Características gerais:
Ovóide; simetria bilateral
Corpo com cabeça (pouco desenvolvida), pé e saco visceral
Rádula – está assente numa massa muito forte –
odontóforo (o) numa cavidade (saco da rádula). Possui
pequenos dentes para raspar a superfície na obtenção de
alimento.
Corte transversal da cavidade bucal.
e - esófago
m - boca
mx - maxila
o - odontóforo
op - músculo protactor do odontóforo
r - rádula
rp - músculo protactor da rádula
r - músculo retractor da rádula
58
Tem a superfície ventral achatada
Superfície dorsal – concha em forma de escudo
Manto (epiderme) – segrega a concha
Cavidade do manto (região posterior)
Celoma reduzido
Tubo digestivo completo
Aparelho circulatório aberto (coração + vasos)
Brânquias, ‘pulmão’
Sistema nervoso (anel nervoso circum-esofágico + cordões nervosos longitudinais)
Reprodução e desenvolvimento: Dióicos, fecundação externa
Segmentação em espiral
Larvas trocóforas e veliger (mais desenvolvidas, características dos Mollusca) - logo
desenvolvimento indirecto
Filo: Mollusca
Classes: Aplacophora
Polyplacophora
Monoplacophora
Gastropoda
Cephalopoda
Bivalvia
Scaphopoda
Classe: Aplacophora
Moluscos marinhos, vermiformes
Concha: ausente
Cabeça: pouco desenvolvida
Manto: coberto por cutícula com escamas ou espículas calcárias
Pé: reduzido / ausente (parte ventral que dobra para o meio)
Rádula: presente (maioria das espécies)
Classe: Polyplacophora
Moluscos marinhos primitivos
Forma alongada / ovoide
Face ventral achatado
Concha: Forma de escudo com 8 placas
Rádula presente
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Classe: Monoplacophora
Molusco ancestral dos Gastropoda, Cephalopoda, Bivalvia, Scaphopoda
Simetria bilateral
Concha: Forma de escudo ou cone
Comprimento 3mm-3cm
Estruturas externas e internas repetidas
Rádula presente
Classe: Gastropoda
Concha tanto presente como ausente (enrolada em espiral – maioria)
Enrolamento e torção do corpo
Rádula – presente
A torção do corpo e torção da conha são processos separados
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Classe: Cephalopoda
Moluscos mais organizados e mais activos
Carnívoros
Corpo – 2 regiões: Cabeça + pé (8-10 braços
com ventosas) & Saco visceral + manto
Rádula presente
Sistema nervoso e órgãos dos sentidos
desenvolvidos
Concha externa desenvolvida1 / interna2 /
ausente3
1 – Concha externa desenvolvida (Ex. Argonauta e Nautilus respectivamente)
2 – Concha interna “Osso do Choco” (Ex. Choco e Lula respectivamente)
3 – Concha ausente (Ex. Polvo)
Classe: Bivalvia
Concha: duas valvas
Rádula ausente visto que não precisa dela
Ostras perlíferas formam pérolas (espécie cuja pérola é mais valiosa é a Pinctada
margaritífera)
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Uma espécie peculiar é o Teredo, um molusco de forma vermiforme que
ataca madeiras submersas
Classe: Scaphopoda
Comprimento 3-6 cm
Concha: tubular/conoide de extremidades abertas
Cabeça reduzida
Corpo: parcialmente enterrada na areia
Rádula presente
Relações filogenéticas
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Filo: Annelida
Características gerais:
1. Terrestres, água doce, água salgada
2. Parasitas (alguns)
3. Simetria bilateral
4. Triploblásticos
5. Celomados
6. Metamerismo
7. Forma e função:
a. Corpo alongado
b. Cilíndrico (maioria)
c. Alguns achatados
8. Protostómio (Cabeça)
9. Tronco com segmentos
10. Pigídio (ânus)
11. Parede do corpo:
a. Camada exterior com alguma rigidez – cutícula
b. Epiderme / derme
c. Musculatura (fibras musculares) – ambos influenciam o movimento:
contracção e distensão.
i. Longitudinal
ii. Circular
12. Tubo digestivo completo
a. Cabeça – Prostómio
b. Ânus (parte terminal) – Pigídio
13. Sistema circulatório fechado
a. Vasos que bombeiam o sangue e funcionam como um coração
14. Sistema nervoso
a. Gânglio cerebral dorsal
b. 1 ou mais cordões nervosos longitudinais ventrais
15. Sistema excretor
a. Metanefrídeos
16. Reprodução e Desenvolvimento
a. Hermafroditas ou dioicos
b. Segmentação espiral
c. Desenvolvimento directo ou indirecto
d. Larva típica trocófora
Classes: Polychaeta
Oligochaeta
Hirudinomorpha (Hirudinea)
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Classe: Polychaeta
Tamanho variável 1mm-3cm (espécies intertidais)
Água salgada (maioria), doce (alguns), terrestres (poucos)
Reprodução – dioicos, hermafroditas
Desenvolvimento indirecto – larva trocófora
Errantes (Nereis) 1
Sedentários 2 (tubícolas) 3 --- Estes dois podem alterar.
1
2
3
Nereis – Parápodes (nome dado a cada um dos
dois apêndices que emergem das laterais de
cada segmento que compõe o corpo
dos anelídeos.Nestas extensões estão inseridas
as sedas).
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Classe: Oligochaeta
Terrestres – solos húmidos (maioria) Ex. Minhoca
Água doce Ex. tubifex (constroem pequenos
tubos de lodo)
Água salgada (poucos)
Sedas implantadas no corpo
Reprodução: hermafroditas
Desenvolvimento: directo
Classe: Hirudinomorpha
Ex. Sanguessuga
Ectoparasitas de vertebrados
Água doce e salgada, terrestre (solos húmidos)
Corpo achatado dorsoventralmente
Número fixo de segmentos
Parápodes e sedas ausentes
Uma ou duas ventosas
Musculatura muito forte
o Circular
o Oblíqua
o Longitudinal
o Dorsoventral
Reprodução: hermafroditas
Desenvolvimento: directo
Hirudo medicinalis é uma sanguessuga usada em medicina
Movimento tipo lagarta (2 ventosas)
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Filo: Arthropoda
Existem cerca de um milhão de espécies (mais existem muitos
mais por conhecer, principalmente nos trópicos, algo como
mais 20 milhões de espécies)
Tamanho varia entre 1 mm e os 4 metros (Caranguejo-aranha-
gigante Macrocheira kaempferi)
Características gerais
Simetria bilateral
Triploblásticos
Celoma reduzido
Protóstomia
Metamerismo – evidente no desenvolvimento embrionário dos artrópodes e nos
adultos de espécies mais primitivas, e reduzido em muitos artrópodes e quase ausente
nos ácaros. A perda de metamerismo dá-se por perda de segmentos, fusão dos
mesmos ou diferenciação de estruturas segmentares como os apêndices.
Extremidade anterior (Acron)
Extremidade posterior (Telson)
Apêndices articuladas – 1 par de segmentos verdadeiros (condições primitivas)
Esqueleto externo quitinoso, pode aparecer reforçado por placas de carbonato de
cálcio (CaCO3)
Crescimento e desenvolvimento através de mudas
Músculos estriados, dispostos em bandas
Cutícula exterior protege os Artrópodes e é produzido pelas células da epiderme
Tubo digestivo completo
Sistema nervoso ventral
Sistema circulatório aberto:
o Coração tubiforme dorsal
o Pigmentos respiratórios – hemocianina/hemoglobina
Órgãos respiratórios:
o Brânquias (aquáticos)
o Traqueias (muito comum) – é um sistema de tubos que comunicam com o
exterior através de umas aberturas destes tubos que se chamam de
espiráculos. Estas aberturas também servem para a entrada de seres
estranhos Ex. Nemátodos
Órgãos excretores:
o Túbulos de Malpighi (desinvaginações do intestino)
Reprodução e Desenvolvimento – Dióicos (maioria) Fertilização interna e externa
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Filo: Arthropoda
Subfilos: Trilobitomorpha
Chelicerata
Crustacea
Tracheata Mandibulata
Subfilo: Trilobitomorpha
Só existem fósseis – trilobites
Conhecem-se cerca de 4000 espécies
Tamanho varia de 4mm – 1 m
Corpo achatado, oval dividido em 3 regiões
o Cabeça ou Céfalon
o Tronco ou Tórax
o Pigídeo
No sentido longitudinal existem 3 faixas/lóbulos (uma mediana e duas laterais)
Subfilo: Chelicerata
Ex. Aranhas
Anterior – fusão da cabeça com o tórax (cefalotórax)
Divisão do corpo
em duas regiões
Posterior - Abdómen
São os únicos que não têm antenas.
Apêndices divididos em:
o 1 par de quelíceras
o Pedipalpos
o 4 pares de patas locomotoras
Classes: Xiphosura
Arachnida
Pycnogonida (= Pantopoda)
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Classe: Xiphosura
São fósseis vivos
Género Limulus
Forma ovalada
Possui télson
Forma aquática
Um par de apêndices (quelíceras)
4 pares de órgãos locomotores
Nome vulgar ‘caranguejo
ferradura’
Classe: Arachnida
Ex. Aranhas e Escorpiões
Possuem cefalotórax e abdómen
As aranhas não têm télson, os
escorpiões têm
Não possuem antenas
4 pares de aparelhos motores
Classe: Pycnogonida
Ex Aranhas do mar
Compostas por cabeça, tórax e abdómen
Possuem um par de quelíceras e um par de
pedipalpos
Possui um par de pernas ovígeras
(transportadoras de ovos) e quatro
locomotoras
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Subfilo: Crustacea
Grande parte marinhos, alguns de água doce e alguns terrestres.
Cladóceros – muito usados em laboratório e estudos de
toxicidade - organismos modelo (exemplo – Daphnia)
Decápodes (exemplo – Caranguejos, Lagosta…)
Anfípodes (exemplo – Pulga-do-mar)
Isópodes (exemplo – Bicho de conta)
Copépodes (exemplo – Cyclops) possuem dois sacos de ovos
Cirrípedes (exemplo – Percebes, Cracas)
Ostrácodes (aparecem muito nas plantações de arroz)
Características:
Corpo dividido em duas partes – Cefalotórax e Abdómen
Possuem apêndices
Possuem um par de mandíbulas
Maxilas (1 ou 2 pares)
Forma terminal das patas posteriores – bifurcação (Característica única e mais
importante)
Subfilo: Tracheata
Super Classe: Myriapoda
Classes: Chilopoda
Diplopoda
Super Classe: Hexapoda
Classes: Insecta
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Classe: Chilopoda
Ex. Centopeia
Na cabeça possui:
o 1 par antenas
o 1 par de mandíbulas
o 2 pares de maxilas
No tronco apresenta um par de apêndices em cada segmento
Classe: Diplopoda
Ex. Corta-dedos
Em cada segmento apresenta dois pares de apêndices
Na cabeça apresenta:
o 1 par de antenas
o 1 par de mandíbulas
o 1 par de mandíbulas unidas
Classe: Insecta
Ordem: Díptera (ex. mosca)
Ordem: Coleoptera (ex. escaravelhos)
Ordem: Hymenoptera (ex. abelhas)
Corpo dividido em:
o Cabeça
1 par de antenas
Armadura bocal
1 par de mandíbulas
2 pares de maxilas
o Tórax
3 segmentos com 3 pares de apêndices
articulados (6 patas)
2 pares de asas
o Abdómen
Número de segmentos variável
As asas por si só podem ser um carácter diagnóstico!
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Sucesso evolutivo:
Epicutícula cerosa (reduz a dessecação)
Asas (acesso ao alimento, fuga de predadores)
Asas dobradas em repouso (habitats confinados-micro-habitats)
Ovos com casca resistentes (sobrevivência a condições extremas)
Presença de formas larvares (recursos diferentes dos adultos)
Não há competição entre os diferentes estados/formas, o que lhes permite sobreviver
em conjunto.
Cycloneuralia
Filos: Nematoda
Nematomorpha
Filo: Nematoda
Ex. Lombrigas
Nematode – forma de fio
Variabilidade:
o Tamanho
o Forma
o Habitat
o Hábitos alimentares
Criptobiose – estado de latência, onde os indivíduos ficam completamente desidratados.
Quando as condições são favoráveis re-hidratam-se, voltando à sua forma normal.
Onde vivem:
Oceanos
Solos e águas frescas
Plantas húmidas
Dentro de animais
Hábitos alimentares:
Predadores (podem alimentar-se de outros nemátodos)
Saprófados (alimentam-se de matéria em decomposição)
Fitófagos (parasitas de plantas)
Bacterívoros
Fungívoros
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Características Gerais:
Filiformes e cilíndricos
Não são segmentados
Simetria bilateral
Pseudocelomados
Triploblásticos
Cutícula
Tubo digestivo completo
Musculatura longitudinal
Movimento serpenteante
Sistema excretor (alguns só com cutícula renal)
Sistema reprodutor – dioicos
Parasitas de Plantas
Estilete funciona como se fosse uma bomba para retirar o alimento dos hospedeiros.
Grande variabilidade de estiletes – tamanhos essencialmente
Fitoparasitas – sintomas visíveis nas partes aéreas e subterrâneas
Sintomas partes aéreas
Definhamento, redução do crescimento
e produção
Necrose, descoloração e deformação
Manchas foliares
Galhas nas sementes
Sintomas partes subterrâneas
Ramificação das raízes
Lesões radiculares
Apodrecimento das raízes carnudas
Galhas nas raízes
Quistos nas raízes
Nemátodos transmissores de