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ODONTOPEDIATRIA- Anatomia dos dentes deciduos

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Victor Sato

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ODONTOPEDIATRIA 
Anatomia dos dentes decíduos 
• O primeiro conjunto de dentes é a dentição decídua. 
• A dentição decídua (primária) é esfoliada e 
substituída pela dentição permanente (secundária). 
• No total, há 20 dentes decíduos quando o período da 
dentição decídua é concluído, ou seja, 10 dentes em 
cada arco dental (superior e inferior). 
 
 
 
• A dentição decídua inclui os grupos de dentes 
incisivos, caninos e molares. 
• Os molares decíduos são substituídos pelos pré-
molares permanentes; não existem pré-molares na 
dentição decídua, como ocorre na dentição 
permanente. 
• Os molares permanentes emergem distalmente aos 
segundos molares decíduos. 
• Espaços interproximais entre os dentes decíduos 
estão presentes na maioria das crianças, pois eles são 
necessários para o alinhamento adequado da futura 
dentição permanente, cujos dentes são maiores. 
 
 
• Os dentes decíduos são menores que os dentes 
permanentes. No entanto, cada um dos dentes 
decíduos não deve ser considerado apenas uma 
“miniatura” dos dentes permanentes, pois existem 
diferenças importantes que ocorrem na estrutura, 
bem como no tamanho dos dentes decíduos, em 
comparação aos dentes permanentes. 
• As raízes dos dentes decíduos também são mais 
estreitas e longas que o comprimento da coroa. 
• A proporção coroa-raiz dos dentes decíduos é menor 
em comparação a essa proporção na dentição 
permanente. As raízes dos molares decíduos alargam-
se um pouco mais à medida que se aproximam do 
ápice radicular. 
• O forame apical também pode ser mais amplo, com 
canais radiculares acessórios mais numerosos e 
frequentemente maiores. 
• As raízes também podem apresentar reabsorção 
parcial à medida que os dentes começam a sofrer 
esfoliação (ou rizólise), o que pode ser observado 
radiograficamente. 
• A cavidade pulpar nos dentes decíduos mostra que 
tanto as câmaras pulpares quanto os cornos pulpares 
são relativamente amplos em proporção quando 
comparados aos dentes permanentes, especialmente 
os cornos pulpares mesiais dos molares decíduos. 
• Os dentes decíduos também apresentam uma 
coloração do esmalte mais esbranquiçada que os 
dentes permanentes. 
 
 
 
 
 
 
• Considerações clínicas sobre a dentição decídua 
• A dentição decídua atua na estética, na mastigação e 
na fonação de uma criança apenas entre o período de 
5 a 12 anos. 
• Esses dentes também têm a importante função de 
manter aberto o espaço no arco dental para a erupção 
dos dentes permanentes sucedâneos, os quais 
substituirão os dentes decíduos. 
• No passado, muitos dentes decíduos com lesão de 
cárie eram extraídos em vez de reparados, ação que 
resultava em apinhamento e potenciais complicações 
oclusais na dentição permanente, à medida que 
surgia. 
• Pior ainda, muitos dentes decíduos com cárie eram 
ignorados, o que causava infecções orais graves e 
desconforto para o paciente pediátrico. 
• Como a câmara pulpar e os cornos pulpares também 
são maiores nos dentes decíduos, o risco de exposição 
pulpar durante o preparo cavitário pode aumentar. 
• O uso noturno prolongado de mamadeira com bebida 
causadora de cárie (cariogênica) ou a presença de 
açúcar na chupeta também deve ser considerado um 
fator etiológico para a criança com cárie aguda 
extensa nos dentes decíduos. Essa condição é 
conhecida como cárie precoce da infância (CPI), mais 
comumente chamada de cárie de mamadeira 
• A primeira consulta odontológica de uma criança 
deve ocorrer dentro dos 6 meses após a erupção do 
primeiro dente decíduo, não depois de 12 meses de 
idade. 
 
 
DENTES INCISIVOS DECÍDUOS 
 
• Características gerais: 
• Cada arco dental possui quatro incisivos decíduos: 2 
incisivos central e 2 incisivos lateral. 
• Ambos os incisivos decíduos se assemelham a seus 
sucessores permanentes, com algumas exceções, 
como uma crista cervical mais proeminente presente 
nas faces vestibular e lingual. 
• Ambos têm a mesma posição de arco, função e 
formato geral que os dentes permanentes e funcionam 
como tal por cerca de 5 anos até sua esfoliação. 
• Incisivos centrais superiores decíduos 51 e 61 
• Características específicas: 
• A coroa possui maior dimensão no sentido 
mesiodistal que no sentido cervicoincisal, o que é o 
oposto do que ocorre no permanente. 
• Seus contornos mesial e distal são mais arredondados 
que os do incisivo central permanente, como 
resultado da constrição cervical. 
• Não possuem mamelões (lóbulos), de modo que, a 
face vestibular permanece lisa. 
• Raramente apresentam depressões de 
desenvolvimento ou linhas de imbricação e não há 
fosseta evidente na face lingual. 
• No entanto, o cíngulo e as cristas marginais na face 
lingual são todos mais proeminentes que no sucessor 
permanente, e a sua fossa lingual é mais profunda. 
• Ambas as faces proximais do incisivo central superior 
decíduo são similares. No dente decíduo, essa 
curvatura é menor na face distal que na face mesial, 
similar ao que ocorre no sucessor permanente. 
• A raiz única é arredondada e afilada uniformemente 
até o ápice; porém, em relação ao comprimento da 
coroa, ela é mais longa que a do incisivo central 
permanente. 
 
 
• Incisivos laterais superiores decíduos 52 e 62 
• Características específicas: 
• A coroa é semelhante à do incisivo central; porém, é 
muito menor que a coroa do central em todas as 
dimensões. 
• O lateral, ao contrário do central, é maior no sentido 
cervicoincisal que na dimensão mesiodistal. 
• Os ângulos incisais também são mais arredondados 
nas laterais, em comparação aos centrais. 
• A raiz também é semelhante à do central, mas a raiz 
da lateral é mais longa em termos proporcionais em 
relação à coroa. 
 
 
• Incisivos centrais inferiores decíduos 71 e 81 
• Características específicas: 
• A coroa se parece mais com a do incisivo lateral 
inferior decíduo. 
• Esse dente também é bastante simétrico, semelhante 
ao seu sucessor permanente. 
• A coroa se apresenta mais ampla em comparação à do 
seu sucessor permanente. 
• A face lingual é mais lisa e estreita em direção ao 
cíngulo proeminente. 
• As cristas marginais são menos pronunciadas que as 
dos incisivos superiores decíduos; a fossa lingual 
também é rasa. 
• A raiz é única, longa e delgada. As faces vestibular e 
lingual da raiz são arredondadas, mas as faces 
proximais são ligeiramente achatadas. 
 
 
 
• Incisivos laterais inferiores decíduos 72 e 82 
• Características específicas: 
• A coroa é semelhante em formato à do incisivo central 
inferior decíduo do mesmo arco dental, mas a coroa 
do lateral é mais larga e mais longa que a do central. 
• O cíngulo também é mais desenvolvido e a fossa 
lingual é ligeiramente mais profunda que a do 
incisivo central. 
• A margem incisal se inclina distalmente e seu ângulo 
distoincisal é mais arredondado, assim como a 
margem distal. 
• A raiz pode exibir uma curvatura distal em seu terço 
apical e, normalmente, ela possui um sulco 
longitudinal distal. 
 
 
 
DENTES CANINOS DECÍDUOS 
 
• Características gerais: 
• Existem quatro caninos decíduos, dois em cada arco 
dental, um em cada quadrante. 
• Esses caninos decíduos se assemelham, 
principalmente, ao contorno dos seus sucessores 
permanentes, com algumas exceções, como 
possuírem uma crista cervical mais proeminente 
presente apenas nas faces vestibular e lingual. 
 
• Caninos superiores decíduos 53 e 63 
• Características específicas: 
• A coroa possui uma cúspide mais longa e mais 
pontiaguda que a do seu sucessor permanente, quando 
recém-erupcionado. 
• Os contornos mesial e distal possuem o formato mais 
arredondado; são mais salientes sobre a linha 
cervical. 
• A inclinação mesial da cúspide é mais longa que a 
aresta distal, que é exatamente o oposto do canino 
inferior decíduo e do seucorrespondente oposto 
permanente. 
• Na face lingual, o cíngulo é bem desenvolvido, assim 
como a crista lingual e as cristas marginais. 
• Por uma visão incisal, a coroa possui o formato de 
diamante e o ápice da cúspide é ligeiramente 
deslocado para a distal. 
• A raiz é duas vezes mais longa que a coroa, mais 
delgada que a raiz de seu sucessor permanente e é 
inclinada distalmente. 
 
 
• Caninos inferiores decíduos 73 e 83 
• Características específicas: 
• A coroa assemelha-se à coroa do canino superior 
decíduo, embora algumas dimensões sejam 
diferentes. 
• É muito menor no sentido vestibulolingual. A aresta 
distal da cúspide é mais longa que a aresta mesial, 
como ocorre no canino inferior permanente. 
• A face lingual é mais lisa que a do canino superior 
decíduo e é marcada por uma fossa lingual rasa. 
• A margem incisal do canino inferior decíduo não 
possui desvios e está centralizada sobre a coroa no 
sentido vestibulolingual. 
• A raiz é longa, estreita e possui quase o dobro do 
comprimento da coroa, embora seja mais curta e mais 
afilada que a de um canino superior decíduo. 
 
 
DENTES MOLARES DECÍDUOS 
 
• Características gerais: 
• Existem oito molares decíduos, que são de dois tipos: 
os primeiros molares e os segundos molares decíduos. 
• Os molares decíduos, quando sofrem esfoliação, são 
substituídos pelos pré-molares permanentes. 
• Nenhum dos primeiros molares decíduos se parece 
com qualquer outro dente de qualquer uma das 
dentições; 
• A coroa de cada segundo molar se assemelha à coroa 
dos primeiros molares da dentição permanente, os 
quais irromperão distalmente aos segundos molares 
decíduos. 
• A coroa de cada dente molar decíduo é mais curta no 
sentido oclusocervical que no mesiodistal. 
• As raízes dos molares se afastam além dos limites dos 
contornos da coroa, de modo que se separam 
amplamente. Dessa forma, há um espaço adicional 
disponível entre as raízes para o desenvolvimento 
mais profundo das coroas dos pré-molares 
permanentes. 
 
• 1º molares superiores decíduos 54 e 64 
• Características específicas: 
• A coroa não se parece com nenhuma outra coroa em 
qualquer uma das dentições. 
• Pela visão da face vestibular, os contornos mesial e 
distal são arredondados e constritos na junção 
amelocementária (JAC). 
• A face oclusal pode ter quatro cúspides: 
mesiovestibular, mesiolingual, distovestibular e 
distolingual; entre elas, as duas cúspides mesiais são 
as maiores, enquanto as duas cúspides distais são bem 
menores. 
• Esse dente também pode ter apenas três cúspides, 
uma vez que a cúspide distolingual pode estar 
ausente. 
• Têm número e posição de raízes iguais em 
comparação aos molares superiores permanentes. 
 
 
• 2º molares superiores decíduos 55 e 65 
• Características específicas: 
• É maior que o primeiro molar superior. 
• Esse dente se assemelha mais ao formato do primeiro 
molar superior permanente; entretanto, é menor em 
todas as suas dimensões. 
• Assim, geralmente exibe uma cúspide de Carabelli, a 
quinta cúspide menor, como aparece no dente 
correspondente na dentição permanente. 
 
 
• 1º molares inferiores decíduos 74 e 84 
• Características específicas: 
• Apresenta uma coroa diferente de qualquer outro 
dente de ambas as dentições. 
• O ângulo da aresta mesiolingual da coroa é mais 
arredondado que qualquer outra aresta. 
• O dente possui quatro cúspides, dentre as quais as 
cúspides mesiais são as maiores. 
• O dente possui duas raízes que estão posicionadas de 
forma semelhante às dos molares inferiores 
permanentes. 
 
 
• 2º molares inferiores decíduos 75 e 85 
• Características específicas: 
• É maior que o primeiro molar inferior decíduo. 
• O dente se assemelha mais à forma do primeiro molar 
inferior permanente, por apresentar cinco cúspides. 
• As três cúspides vestibulares são iguais em tamanho 
e, no geral, esse apresenta uma coroa com formato 
ovalado vista a partir da sua face oclusal. 
 
 
• Considerações clínicas sobre os molares decíduos 
• Pacientes infantis no período de dentição mista e seus 
responsáveis podem não notar a presença do primeiro 
molar permanente recém-erupcionado em qualquer 
um dos arcos dentais, uma vez que, quando ele 
irrompe, parece semelhante ao segundo molar 
decíduo, maior e adjacente a ele. 
• Essas crianças e seus responsáveis devem ser 
lembrados de que, para durar toda a vida, esses novos 
dentes permanentes posteriores requerem cuidados de 
higiene oral domiciliares diligentes e podem precisar 
de selantes de esmalte aplicados em sua face oclusal. 
 
 
Referências 
 
FEHRENBACH, Margaret J.; POPOWICS, Tracy. 
Anatomia, Histologia e Embriologia dos Dentes e das 
Estruturas Orofaciais. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 
2022. E-book. ISBN 9788595159068. Disponível 
em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/97
88595159068/. Acesso em: 01 set. 2024.